Laboratório Europeu de Biologia Molecular
Num esforço para determinar o potencial para o Covid-19 começar no intestino de uma pessoa, e para entender melhor como as...

"Pesquisas anteriores mostraram que a SARS-CoV-2 pode infetar o intestino", diz Theodore Alexandrov, que lidera um dos dois grupos do Labortório Europeu de Biologia Molecular (EMBL, sigla em inglês) envolvidos na investigação. "No entanto, não ficou claro como as células intestinais montam a sua resposta imune à infeção."

De facto, os investigadores conseguiram determinar o tipo de célula mais gravemente infetada pelo vírus, como as células infetadas desencadeiam uma resposta imune, e - o mais interessante - que o SARS-CoV-2 silencia a resposta imune em células infetadas. Estas descobertas podem esclarecer a patogénese da infeção SARS-CoV-2 no intestino, e indicar por que o intestino deve ser considerado para entender completamente como o COVID-19 se desenvolve e se espalha.

De acordo com Sergio Triana, principal autor e candidato a doutoramento na equipa Alexandrov da EMBL, os investigadores observaram como as células infetadas parecem iniciar uma cascata de eventos que produzem uma molécula de sinalização chamada interferão.

"Curiosamente, embora a maioria das células das nossas mini tripas tivesse uma forte resposta imunológica desencadeada pelo interferão, as células infetadas pela SARS-CoV-2 não reagiram da mesma forma e apresentaram uma forte resposta pró-inflamatória", diz Sérgio. "Isto sugere que o SARS-CoV-2 interfere com a sinalização do hospedeiro para perturbar uma resposta imune a nível celular."

Os coronavírus, incluindo o SARS-CoV-2, causam a infeção ao prenderem-se a recetores proteicos específicos encontrados na superfície de certos tipos de células. Entre estes recetores está a proteína ACE2. Curiosamente, os investigadores mostraram que a infeção não é explicada apenas pela presença de ACE2 na superfície das células, destacando o nosso ainda limitado conhecimento sobre o COVID-19, mesmo depois de um ano de enormes esforços de investigação em todo o mundo.


Os investigadores conseguiram monitorizar o crescimento do vírus em organóides derivados de células intestinais humanas. Áreas cor-de-rosa e vermelhas da infeção SARS-CoV-2. Créditos: Mohammed Shahraz, Sergio Triana/EMBL; Universidade Camila Metz-Zumaran/Heidelberg

À medida que a doença progredia nos organóides, os investigadores usaram sequenciação de ARN unicelular, que envolve várias técnicas para amplificar e detetar o RNA. Entre estas tecnologias unicelulares, o Viso-Seq (TAP-seq) forneceu uma deteção sensível do SARS-CoV-2 em organóides infetados. O grupo de pesquisa de Lars Steinmetz na EMBL desenvolveu recentemente a TAP-seq, que os investigadores combinaram com poderosas ferramentas computacionais, permitindo-lhes detetar, quantificar e comparar a expressão de milhares de genes em células únicas dentro dos organóides.

"Esta descoberta pode oferecer insights sobre como a SARS-CoV-2 se protege do sistema imunitário e oferece formas alternativas de tratá-lo", diz Lars. "Um estudo mais aprofundado pode ajudar-nos a entender como o vírus cresce e as várias formas de impactar o sistema imunitário humano."

Webinars e Podcasts
Webinars decorrem a 28 de abril, 26 de maio, 29 de setembro, 27 de outubro e 24 de novembro, pelas 19h30. Podcasts são a...

A MSD Portugal promove, pelo 3º ano consecutivo, as Be Low Talks, uma iniciativa que reúne nove especialistas nacionais na partilha de conhecimento e na promoção do debate sobre o panorama atual da área de Lípidos e da Doença Vascular em Portugal, com especial destaque para as estratégias terapêuticas. Este ano, em parceria com a plataforma Challenges in Cardiology, as Talks decorrem em formato digital nas últimas quartas-feiras dos meses de abril, maio, setembro, outubro e novembro.

Como grande novidade desta nova edição, serão igualmente promovidos 5 podcasts ao longo de todas as quartas-feiras do mês de junho, que contarão com a direção de João Morais, Diretor do Serviço de Cardiologia e Coordenador do Centro de investigação do Centro Hospitalar de Leiria, e onde serão abordados diversos temas relacionados com a área de lípidos, nomeadamente: “Avaliação laboratorial no domínio dos lípidos. O conceito de “perfil lipídico”, “HDL e triglicerídeos”, “Aterosclerose Subclínica”, “Alterações lipídicas no doente idoso” e “Adesão à terapêutica. Um problema por resolver”.

As Be Low Talks arrancam já no dia 28 de abril, pelas 19h30, com a primeira Talk dedicada ao tema “Da formação da placa ao evento agudo”. Esta sessão contará com a moderação de João Morais e com a colaboração de Carlos Rabaçal, Diretor de Serviço de Cardiologia do Hospital Vila Franca de Xira, e Ricardo Fontes-Carvalho, cardiologista e Diretor do serviço de Cardiologia no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia. 

As sessões de 26 de maio, 29 de setembro, 27 de outubro e 24 de novembro serão dedicadas aos temas “Carga lipídica e risco vascular”, “Relação lípidos e diabetes mellitus”, “Prevenção cardiovascular e terapêutica hipolipemiante - Parte 1” e “Prevenção cardiovascular e terapêutica hipolipemiante - Parte 2”, respetivamente. Estas conferências virtuais contam, ainda, com o contributo dos especialistas Cristina Gavina, José Pereira de Moura, António Ferreira, Francisco Araújo e Marco Costa.

As Talks, marcadas para as 19h30, têm como objetivo promover a discussão e a partilha de experiência e de opiniões entre especialistas de diversas especialidades sobre o estado de arte da área de Lípidos e da Doença Vascular. Os profissionais de saúde que pretendam participar, podem registar-se aqui.

Doença benigna com grande impacto na qualidade de vida
Se sofre permanentemente de congestão ou secreção nasal excessiva, se costuma ter dores de cabeça ou

Pouco conhecida, e com sintomas que facilmente podem ser confundidos com uma simples constipação ou alergia, não é improvável que a Polipose Nasal possa encontrar-se subdiagnosticada. No entanto, esta patologia apresenta um grande impacto na qualidade de vida dos doentes pelo que não deve ser subvalorizada nem negligenciada.

Se nunca ouviu falar nesta doença, a especialista em imunoalergologia, Ana Reis Ferreira, explica o essencial sobre o tema, nomeadamente os sinais a que deve estar atento: “a Polipose Nasal é uma doença caracterizada pelo aparecimento de pequenos tumores benignos (pólipos) dentro das cavidades nasais e dos seios peri-nasais (cavidades que existem à volta das fossas nasais). Estes tumores causam obstrução do nariz” e levam ao desenvolvimento de sintomas como “nariz entupido permanente, tendo os doentes que respirar pela boca pois o ar não consegue passar pelo nariz; ausência de olfato e por vezes de paladar; dores de cabeça tipo peso ou pressão na região da testa e/ou sobrancelhas e dor na face; e secreções nasais frequentes, por vezes com mau cheiro, que resultam da infeção nos seios perinasais”.

“Como se pode verificar pela descrição dos sintomas, é como ter uma constipação forte que nunca resolve. Estes sintomas têm uma grande interferência no sono (devido à obstrução permanente do nariz) e um grande impacto na qualidade de vida - já imaginou não conseguir sentir o cheiro ou o sabor dos alimentos?”, acrescenta a especialista.

De acordo com Ana Reis Ferreira, “os pólipos nasais surgem habitualmente quando existe rinossinusite, ou seja, inflamação crónica das cavidades do nariz”. Esta inflamação pode ser causada por alergias (rinite alérgica) ou por alterações estruturais do nariz. No entanto, salienta que “a polipose nasal é mais frequente nos doentes com asma, especialmente nos que também apresentam hipersensibilidade aos anti-inflamatórios”, contribuindo para o agravamento e difícil controlo desta doença crónica.

Embora a Polipose Nasal possa surgir em qualquer faixa etária, a especialista adianta que, na infância, os casos são raros e estão associados a doenças mais graves como a fibrose quística. De um modo geral, esta doença benigna é mais frequente acima dos 40 anos.

O seu diagnóstico “é baseado nos sintomas do doente, na visualização de pólipos nas cavidades nasais e nos resultados na tomografia computorizada (TAC) dos seios peri-nasais”, no entanto, a especialista adverte que a maioria dos casos só são identificados em fases avançadas e mais difíceis de tratar. “Quando os pólipos se começam a desenvolver nas cavidades nasais, o doente sente obstrução do nariz, dor de cabeça e diminuição do olfato, que vão agravando com o tempo. Mas como estes sintomas são muitas vezes confundidos com uma constipação, os doentes tendem a desvalorizar os sintomas e habitualmente só procuram o médico quando a doença já é bastante extensa e mais difícil de tratar”, assinala. Por isso, há que estar atento!

No que diz respeito ao tratamento, a imunoalergologista revela que este passa, inicialmente, “pelo uso de sprays nasais contendo anti-inflamatórios (corticoides)”. “Se o tratamento falhar, poderá ser necessário realizar cirurgia para remoção dos pólipos”, acrescenta. Esta consiste “na retirada dos pólipos das cavidades nasais e limpeza dos seios perinasais, visto que a polipose nasal está habitualmente associada a infeção nos seios perinasais. Nos doentes com alterações na estrutura do nariz que podem facilitar o desenvolvimento de rinossinusite e pólipos nasais (desvio do septo nasal, por exemplo), estas alterações também são corrigidas cirurgicamente, para diminuir o risco de recidiva”.

No entanto, e uma vez que os pólipos têm tendência a recidivar, há casos em que “poderá estar indicada a prescrição de fármacos biológicos, como o Dupilumab, que vão controlar as alterações imunológicas que levam à formação dos pólipos, diminuindo o seu tamanho e/ou impedindo as recidivas após a cirurgia”.

Entre os principais cuidados, a especialista alerta para a necessidade de seguir o plano terapêutico proposto pelo médico, bem como outras recomendações, “mantendo tratamento e seguimento regulares, para evitar a progressão da doença”.

Importa ainda referir que, apesar desta ser uma doença benigna e “causar grande mal-estar e diminuição da qualidade de vida dos doentes, não tem habitualmente tendência à malignização”. No entanto, não deve ser desvalorizada: “a polipose nasal é uma doença crónica que interfere de forma muito negativa na vida dos doentes, diminuindo a qualidade do sono e o seu descanso, a sua produtividade no trabalho e aumentando a gravidade outras doenças, como a asma. Para além disso, retira ao doente a capacidade de desfrutar dos pequenos grandes prazeres da vida, como apreciar uma saborosa refeição ou sentir o cheiro de um bolo acabado de sair do forno”, reforça Ana Reis Ferreira.

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Epi-Asthma vai caracterizar perfil do doente e prevalência da asma
O Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS), da Universidade do Minho (UMinho), o Centro de Investigação em...

Neste projeto, o ICVS/UMinho e o CINTESIS/FMUP são responsáveis pela supervisão do registo e análise dos dados, pela interpretação dos resultados e respetiva divulgação, com total independência científica.

Já a AstraZeneca será responsável pela definição da estrutura, o enquadramento e a robustez necessária à realização do estudo, com vista à mobilização dos peritos, investigadores e departamentos técnicos adequados. O EPI-ASTHMA conta ainda com uma Comissão Científico-Estratégica, da qual fazem parte Jaime Correia de Sousa (ICVS/UMinho), João Fonseca (CINTESIS/FMUP) e Filipa Bernardo (AstraZeneca).

A implementação do estudo irá decorrer em todo o território continental, a partir do mês de abril, e contará com uma unidade móvel em articulação com médicos de 38 unidades de saúde dos cuidados primários de todo o país - as responsáveis pelo telefonema convite para participação no estudo aos portugueses. Prevê-se que o trabalho de campo seja concluído no final de 2022 e que os resultados sejam apresentados no decorrer do estudo por região e no final.

Para este, que é um claro exemplo de articulação entre a academia e a indústria farmacêutica, todas as ARS irão ser brevemente contactadas, no sentido de aprovarem o desenvolvimento do estudo.

 

Alertar para uma doença incurável
No âmbito do Dia Mundial a Hipertensão Pulmonar (5 de maio), a Associação Portuguesa de Hipertensão Pulmonar (APHP) vai...

A Hipertensão Pulmonar (HP) é uma doença incurável e raramente diagnosticada numa fase precoce, devido à pouca consciencialização da população sobre a patologia e pelo facto de a sua sintomatologia ser comum a muitas outras doenças de origem pulmonar, neurológica e cardiovascular.

Pretendemos, com esta iniciativa de caráter pedagógico, reforçar a importância de informar a população sobre a HP e promover um diálogo aberto entre profissionais de saúde, doentes e cuidadores, criando um espaço de partilha para o esclarecimento de dúvidas que surgem frequentemente no quotidiano destas pessoas”, reforça Maria João Canas Saraiva, presidente da APHP.

Acessível a todos os interessados, o ciclo de webinares será transmitido na página de Facebook da APHP (https://www.facebook.com/hipertensaopulmonarportugal) e será realizado com o apoio da Ferrer e da Janssen. O painel de oradores contará com a intervenção de especialistas e profissionais na área da HP e o programa de cada evento estará disponível em www.aphp.pt.

 

Webinar
O INFARMED organiza, nos dias 29 e 30 de abril, uma conferência internacional que vai juntar os principais agentes europeus e...

A Comissária para a Saúde da Comissão Europeia, Stella Kyriakides participa no evento virtual que contará, na a abertura da Conferência, com o Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus.

Em representação do Governo Português estará a ministra da Saúde, Marta Temido e o Secretário de Estado da Saúde, Diogo Serras Lopes. O presidente do INFARMED, Rui Santos Ivo, intervirá igualmente na Conferência.

De acordo com o comunicado do INFARMED, vão estar ainda “presentes alguns dos responsáveis que no último ano assumiram um maior protagonismo na esfera pública devido à pandemia como a diretora executiva da Agência Europeia do Medicamento (EMA), Emmer Cooke, e o seu vice-diretor, Noël Wathion”.

Os participantes terão ainda a oportunidade de escutar o Diretor da Direção-Geral da Saúde da CE, Andrzej Rys, o Presidente do Fórum Europeu dos Pacientes, Marco Greco e o Presidente das Autoridades Competentes para os Dispositivos Médicos, Thomas Wejs Møller.

Sob o tema “Disponibilidade, Acessibilidade e Sustentabilidade dos Medicamentos e Dispositivos Médicos” (que dão nome aos 3A’s da Conferência - Availability, Accessibility and Affordability), esta “conferência tem como objetivo debater em concreto os tópicos assumidos como prioritários nesta área pela Presidência Portuguesa de forma a construir uma posição convergente entre os participantes que permita depois apresentar um conjunto de medidas concretas a adotar como conclusões do Conselho da União Europeia”.

“Desde o início do ano que que a Presidência Portuguesa, através do Ministério da Saúde e do INFARMED tem defendido e trabalhado para contribuir para a construção de uma União Europeia da Saúde, enquadrada na implementação da Estratégia Farmacêutica para a Europa, recentemente adotada pela Comissão Europeia, e tem dado passos para apoiar o reforço do papel das agências europeias e a sua coordenação com as agências nacionais dos Estados-Membros”, acrescenta em comunicado.

Assim, este evento foi desenhado de maneira a promover a cooperação e colaboração entre os Estados-Membros da EU. Durante os dois dias da Conferência, os participantes vão abordar as políticas de preço e comparticipação, o custo-benefício dos medicamentos, como os apoios públicos se traduzem no preço, colaboração regional, além da transparência ao longo da cadeia de valor e da sustentabilidade dos sistemas de saúde europeus.

“Vai procurar igualmente as novas e melhores formas de garantir o acesso e a acessibilidade em áreas onde existem necessidades não satisfeitas e como melhorar o lançamento no mercado de produtos autorizados centralmente”, pode ler-se.

 

Webinar ‘Sobreviver ou Viver com Asma’ alerta para riscos do excesso de medicação
Sobreviver ou viver com asma? A questão coloca-se a muitas pessoas com asma que, apesar de preferirem a segunda hipótese, são...

Um encontro com transmissão nas páginas de Facebook da Associação Portuguesa de Asmáticos (APA), da AstraZeneca Portugal, do Registo de Asma Grave Portugal (REAG), da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica e da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

Moderado pela jornalista Fernanda Freitas, as apresentações do webinar estarão a cargo dos especialistas, Mário Morais de Almeida e Helena Pité, da APA. João Marques, imunoalergologista, irá falar sobre ‘As novas evidências no tratamento da asma e a problemática do uso excessivo de corticoterapia oral’, ao qual se segue Isabel Manita, endocrinologista, que terá a seu cargo a tarefa de explicar ‘O impacto da utilização de corticosteroides orais frequentemente e/ou a longo prazo’ e José Costa, pneumologista, que irá apresentar as ‘Estratégias para um tratamento de sucesso’.

‘Viver com asma’ é uma experiência que Maria Manuela Lopes conhece bem e que irá partilhar, na primeira pessoa, e à qual se seguirá um momento de perguntas e respostas, com o esclarecimento de dúvidas por parte dos palestrantes.

 

 

Nova terapia tem forte impacto na saúde mental
O stress é conhecido por ser um dos responsáveis por vários problemas de saúde: pode levar à hipertensão, obesidade, ansiedade,...

De acordo com esta investigação, uma revisão sistemática e meta-análise que avaliou o impacto desta terapia na saúde mental, recorrendo a 20 estudos realizados na Ásia e na Europa com mais de duas mil pessoas, a Forest Therapy é eficaz no combate à depressão, ansiedade e stress.

Mas há mais. Um segundo estudo, publicado também em 2020, mas na revista científica Urban Forestry and Urban Greening, confirma que esta prática aumenta a criatividade. O teste foi feito com os participantes de um workshop de Forest Therapy, de três dias de duração, e revelou que estes exibiram um aumento de 27% no desempenho criativo, um aumento ao nível das emoções positivas e uma diminuição das emoções negativas.

Foi em 1980 que nasceu o shinrin-yoku, expressão japonesa que se traduz, literalmente, por "banho na floresta" e que surge para ajudar a combater o cansaço e o stress associados a uma vida acelerada, através de um convite a desacelerar e a fazer uma ligação a todos os sentidos, o que permite uma conexão com a natureza e com todo o nosso ser. Desde então, deixou de ser um exclusivo da nação nipónica para se espalhar um pouco por todo o mundo, tornando-se um verdadeiro fenómeno de bem-estar mundial.

De tal forma, que são já os médicos a receitar este ‘medicamento’. Na Escócia, um projeto implementado em 2018, em Shetland, numa parceria entre o serviço nacional de saúde local e a Real Sociedade para a Proteção das Aves escocesa, permitia que os médicos de família “prescrevessem” a natureza como parte do tratamento dos seus doentes. Um tema que, um ano depois, voltou a dar que falar, mas em Inglaterra, onde o Woodland Trust sugeriu a inclusão da Forest Therapy na lista de terapias e atividades recomendadas por médicos de clínica geral para aumentar o bem-estar dos seus pacientes.

Por cá, a Forest Therapy começa a dar os seus passos graças à Renature, a primeira empresa a trazer para o País os benefícios desta prática, que oferece a possibilidade de ajudar a restabelecer o equilíbrio do nosso sistema nervoso, promovendo saúde e bem-estar. Ao mesmo tempo, funciona como um escape para o stress do dia-a-dia, afirmando-se cada vez mais como uma ferramenta para gestores e equipas.

“São vários os estudos que confirmam o impacto da Forest Therapy na nossa saúde e bem-estar”, confirma Maria do Carmo Stilwell, guia certificada e Formadora de Guias de Forest Therapy e a fundadora da Renature, que trabalha em 14 florestas, bosques e parques naturais como o Parque Natural de Sintra-Cascais, Monsanto, Boomland, a Mata Nacional do Buçaco, o Parque Natural da Arrábida, o Parque Natural da Serra da Estrela, o Parque Natural Peneda-Gerês, a Serra do Caramulo, a Serra da Lousã ou o Parque Natural Montesinho. “A ciência já demonstrou que o ambiente da floresta pode diminuir a pressão arterial, a frequência cardíaca, os níveis da hormona do stress, ansiedade, depressão, raiva, fadiga e confusão”, acrescenta.

Terapia baseada em anticorpos
Investigadores australianos identificaram nanocorpos neutralizantes que impedem o vírus SARS-CoV-2 de entrar em células de...

Publicada no PNAS, a investigação reúne a experiência de líderes académicos australianos em doenças infeciosas e terapêuticas anticorpos no WEHI, no Instituto Doherty e no Instituto Kirby.

De acordo com os investigadores, os anticorpos são proteínas-chave que combatem infeções no nosso sistema imunitário, tendo a particularidade de se ligarem a outras proteínas.

As terapias baseadas em anticorpos, ou 'biológicas', aproveitam esta propriedade de anticorpos, permitindo-lhes ligar-se a uma proteína envolvida na doença.

Os nanocorpos, explicam, são anticorpos únicos - pequenas proteínas imunitárias - produzidos naturalmente em alpacas como resposta à infeção.

Como parte da pesquisa, um grupo de alpacas na região de Victoria, na Austrália, foram imunizadas com uma parte sintética e não infeciosa da proteína-pico do SARS-CoV-2, de modo a gerarem nanocorpos contra este vírus.

O Professor Associado do WEHI, Wai-Hong Tham, que liderou a investigação, disse que a criação de uma plataforma de nanocorpo no WEHI permitiu uma resposta ágil para o desenvolvimento de terapias baseadas em anticorpos contra a Covid-19.

"A proteína de pico sintético não é infeciosa e não faz com que as alpacas desenvolvam doenças - mas permite que as alpacas desenvolvam nanocorpos", disse.

"Podemos então extrair as sequências genéticas que codificam os nanocorpos e usá-los para produzir milhões de tipos de nanocorpos em laboratório, e depois selecionar os que melhor se ligam à proteína do pico”, acresentou.

O investigador disse ainda que, no âmbito deste estudo, os principais nanocorpos que bloqueiam a entrada do vírus foram então combinados num "cocktail nanocorpo".

"Ao combinar os dois nanocorpos líderes neste cocktail de nanocorpo, conseguimos testar a sua eficácia ao bloquear a entrada do vírus SARS-CoV-2 nas células e reduzir as cargas virais em modelos pré-clínicos", disse.

E acrescentou: "No rescaldo da Covid-19, há muita discussão sobre a preparação da pandemia. OS nanocorpos que são capazes de se ligar a outros beta-coronavírus humanos - incluindo SARS-CoV-2, SARS-CoV e MERS - podem revelar-se também eficazes contra futuros coronavírus”.

Ativação da células estaminais
Investigadores da Universidade da Califórnia identificaram uma mistura de fármacos que podem expandir as células estaminais...

O músculo esquelético - o tipo de músculo que se liga aos ossos e permite o movimento - é o tecido mais abundante no corpo humano. Este tecido tem a capacidade de se regenerar após ferimentos ligeiros, um processo facilitado pelas células estaminais musculares residentes que ajudam a construir novas fibras musculares. No entanto, a perda muscular aguda (que pode acontecer em acidentes graves), perda muscular progressiva, ou doenças genéticas, como distrofia muscular, pode comprometer este processo de reparação do tecido. Nestes casos, os pacientes podem experimentar problemas de mobilidade e ter uma qualidade de vida reduzida, sublinhando a necessidade de novos métodos para ajudar a regenerar o músculo esquelético.

Como as células estaminais musculares podem reparar tecido danificado, a investigação de terapias baseadas em células estaminais para regeneração muscular é uma área de investigação ativa. Embora esta abordagem seja promissora, as fontes de células estaminais musculares são extremamente limitadas, e o crescimento destas células em laboratório é atualmente um processo dispendioso e demorado.

Recentemente, investigadores financiados pelo NIBIB na Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA) identificaram um “cocktail” de fármacos que pode efetivamente ativar e expandir uma população de células estaminais musculares, que ou são residentes no músculo, ou estão isoladas em outros tecidos, como a pele. Os investigadores descobriram que as células estaminais musculares poderiam curar tecido danificado em três modelos diferentes de ratos: ratos adultos, ratos envelhecidos (que têm uma capacidade reduzida de cicatrização), e um modelo de rato de distrofia muscular (que apresenta um desgaste muscular grave).

"Um grande estrangulamento no campo de regeneração muscular resulta da falta de um método eficaz para gerar e proliferar células estaminais musculares", disse Song Li, professor nos departamentos de bioengenharia e medicina da UCLA. "Usando o nosso “cocktail” de fármacos, podemos expandir eficientemente esta população celular, aproveitando o seu potencial como agente terapêutico para a reparação muscular."

Este “cocktail” inclui forskolin, um químico encontrado em plantas que aumenta a produção de AMP cíclico, uma molécula de sinalização importante nas células. Também incluído no cocktail está uma pequena molécula chamada RepSox, que media a diferenciação das células estaminais. Embora ambos os compostos tenham sido usados na pesquisa de células estaminais, o seu efeito combinado na proliferação e diferenciação das células estaminais musculares foi uma descoberta nova neste estudo, explicou o autor principal do estuodo.

Estas células estaminais musculares foram implantadas nos músculos dos ratos feridos. Quatro semanas após a implantação, os investigadores avaliaram o quão bem os músculos lesionados tinham curado. Em todos os seus modelos, as células estaminais implantadas facilitaram a reparação muscular e a regeneração do tecido.

"Este trabalho representa um passo promissor no campo da regeneração de tecidos, e pode potencialmente levar a um método mais eficiente de reparar o músculo danificado", disse David Rampulla, diretor da divisão de Discovery Science & Technology da NIBIB. "Para os doentes com lesões musculares ou doenças musculares crónicas, esta abordagem poderia aumentar drasticamente a sua qualidade de vida", disse.

No entanto, o investigador, Song Li, observou que o seu cocktail precisa de ser otimizado antes de poder ser usado com células humanas, e que são necessários mais estudos pré-clínicos em modelos animais maiores antes que esta abordagem possa ser traduzida em terapias clínicas humanas.

Parecer
Com o aumento da contrafação e de outras atividades ilegais relacionadas com a pandemia Covid-19, o Conselho da Europa está a...

À medida que os reguladores de todo o mundo aprovam mais vacinas para venda, continuam a aumentar os relatos de apreensões de vacinas contrafeitos.

Num parecer hoje publicado, o Comité médico da MEDICRIME estabelece 13 medidas para prevenir e combater a presença de vacinas contrafeitos no mercado, incluindo vacinas que deturpem a sua identidade e/ou fonte, bem como o desvio de vacinas legalmente produzidas da cadeia de abastecimento legal.

O Comité propõe medidas preventivas em cooperação com os sectores relevantes para reforçar a cadeia de abastecimento, garantir a autenticidade das vacinas e melhorar as modalidades de eliminação dos resíduos de vacinas Covid-19.

O Comité salienta igualmente a importância da formação de funcionários governamentais relevantes (agentes aduaneiros, polícias e juízes) e de sensibilização da opinião pública.

A Convenção MEDICRIME

O único tratado internacional do género, a Convenção de 2011 sobre a contrafação de produtos médicos e crimes semelhantes envolvendo ameaças à saúde pública (Convenção MEDICRIME) foi ratificado por 18 países e assinado por outros 15 na Europa e não só.

A Convenção estabelece um quadro de cooperação nacional e internacional entre as autoridades sanitárias, policiais e aduaneiras competentes, tanto a nível nacional como internacional, medidas de prevenção da criminalidade, envolvendo também o sector privado, e a instaurar um processo penal eficaz e a proteção das vítimas e testemunhas.

Em 2020, a Comissão MEDICRIME publicou um parecer sobre a aplicação da Convenção no âmbito do Covid-19.

Dia Mundial da asma assinala-se a 5 de maio
No âmbito do Dia Mundial da Asma, que se assinala a 5 de maio, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia

Desde o início da pandemia que várias informações sem fundamento científico foram disseminadas nos meios de comunicação e redes sociais, gerando nos doentes asmáticos alguns receios infundados, levando-os a alterar comportamentos que colocam, por vezes, em risco o controlo da sua asma.

Eis alguns mitos e verdades que importa esclarecer neste dia:

Doentes asmáticos não devem fazer a vacina contra a COVID-19 porque têm maior risco de reação adversa.

FALSO.

Muitos tipos de vacinas foram estudadas também em asmáticos e estão a ser usadas em todo o mundo e nem todos os asmáticos têm um quadro associado de alergias. De qualquer maneira, as reações alérgicas às vacinas são raras e, atualmente, nenhuma doença alérgica contraindica de forma absoluta a toma destas vacinas. Salienta-se que há casos que devem ser previamente avaliados em consulta para decisão de vacinação, como por exemplo, história prévia de recção alérgica grave a qualquer componente da vacina ou a outra vacina. Atualmente, pesando os riscos e benefícios, recomenda-se SIM a vacinação contra a COVID- 19 nos doentes asmáticos.

Doentes asmáticos têm maior probabilidade de morte por COVID-19.

DEPENDE.

Globalmente, os doentes asmáticos bem controlados não têm maior probabilidade de morte por COVID-19.

Contudo, estudos mostraram que, em doentes com necessidade recente de ciclo de corticoides orais ou doentes com asma grave recentemente internados, o risco de morte por COVID-19 foi superior.

Corticoterapia inalada aumenta risco de complicações associadas à infeção pelo novo coronavírus.

FALSO.

A corticoterapia inalada é central no tratamento do doente asmático, para controlo da doença, e os asmáticos controlados não têm maior risco de desenvolver doença grave ou de mortalidade por COVID-19. Os doentes com asma devem manter a sua medicação inalada habitual, bem como manter a sua asma controlada.

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Órgão consultivo teve a sua primeira reunião hoje
A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) iniciaram hoje uma nova...

“Com a autorização em curso e a implantação de várias vacinas Covid-19 na UE, os estudos de eficácia e segurança coordenados em conjunto, em larga escala, são um instrumento essencial para acompanhar de perto o desempenho destas novas vacinas na vida real. Estes estudos são fundamentais para gerar provas adequadas para apoiar a avaliação contínua dos benefícios e riscos das vacinas e informar a tomada de decisões sobre a sua utilização em estratégias nacionais ou regionais de vacinação para diferentes populações”, referem as duas entidades em comunicado.

Deste modo, a EMA e o ECDC vão coordenar e supervisionar conjuntamente uma série de estudos observacionais que serão financiados a partir do orçamento da UE e conduzidos em vários países europeus. “Em conformidade com os respetivos mandatos e em colaboração com os países da UE/EEE, a EMA conduz a um controlo da segurança, e o ECDC a eficácia destas vacinas. Este trabalho será apoiado por um Conselho Consultivo Conjunto (JAB) às duas agências que realizaram hoje a sua primeira reunião”, esclarecem.

"A investigação observacional é um pilar importante na vigilância pós-comercialização das vacinas Covid-19 e é necessária uma maior colaboração a nível da UE para que os Estados-Membros possam unir esforços e organizar grandes estudos que atendam às necessidades dos reguladores de medicamentos e dos institutos nacionais de saúde pública e vacinação", afirmou Emer Cooke, Diretor Executivo da EMA. "A EMA e o CEDEA são os ideais para coordenar esses estudos e trabalharão em estreita colaboração, juntamente com a Comissão Europeia, para envolver as autoridades nacionais competentes dos Estados-Membros na instalação, execução e avaliação dos dados."

"Hoje, no início da Semana Europeia da Vacinação, tenho muito prazer em lançar este novo fórum científico e um trabalho conjunto que fornecerá importantes informações e evidências para moldar estratégias de saúde pública e políticas de vacinação nos Estados-Membros. Este novo modelo de colaboração aproxima os reguladores da medicina e as autoridades de saúde pública e estabelece processos no sentido de uma plataforma de colaboração mais permanente e sustentável para monitorizar a segurança e eficácia das vacinas. Este trabalho tem os seus fundamentos na Recomendação do Conselho de 2018 e continuará a apresentar resultados em benefício de todos os europeus para os anos vindouros", disse Andrea Ammon, diretora do ECDC.

O JAB é copresidido pela EMA e pela ECDC, sendo composto por representantes da Comissão Europeia, da colaboração dos Grupos Técnicos de Vacinação (NITAG) da UE/EEE, organizada pelo ECDC, dos membros do Grupo de Intervenção Pandémico (FEF) da EMA e dos comités da EMA sobre medicina humana (CHMP) e segurança da medicina (PRAC). Este será um órgão consultivo criado “para aconselhar sobre a priorização, conceção, conduta e interpretação dos estudos observacionais pós-autorização independentes. Pode fornecer orientações sobre aspetos operacionais relacionados com a implementação destes estudos, se necessário”.

Estudo INTERCOVID
Um estudo internacional conclui que as mulheres grávidas com Covid-19 têm 50% mais probabilidades de desenvolver complicações...

O estudo INTERCOVID, coordenado pela Universidade de Oxford (Reino Unido) e no qual participaram mais de uma centena de investigadores de 43 hospitais de 18 países, contou com a colaboração de mais de 2.100 grávidas.

A investigadora do grupo de Medicina Materna e Fetal do Vall d'Hebron Research Institute (VHIR), Nerea Maiz, que participou no estudo, revelou à agência de notícias Efe que os resultados "são surpreendentes", uma vez que no início da pandemia, os estudos preliminares indicavam que Covid não gerava complicações para as grávidas, embora mais tarde se tenha verificado que alguns apareceram.

Este estudo, explicou a especialista, permitiu verificar a "magnitude" das complicações relacionadas com a Covid-19 e confirmar que as grávidas são "um grupo vulnerável", que precisa de ser tratado como tal nas políticas de prevenção, incluindo a vacinação.

A pesquisa mostra que as mulheres infetadas com o novo coronavírus são 50% mais propensas a desenvolver complicações durante a gravidez, sendo a pré-eclâmpsia (pressão arterial alta durante a gravidez) a mais comum. O nascimento prematuro também é comum, na maioria dos casos ligado à pré-eclâmpsia, porque se esta doença se complicar pode forçar o nascimento a ser induzido antes do prazo.

Além disso, o risco de mulheres grávidas infetadas acabarem na UCI pode aumentar até cinco vezes. Os investigadores observaram que quanto mais grave a doença foi num paciente, maior o risco de problemas com a gravidez, enquanto nas grávidas assintomáticas pouca variação foi detetada em comparação com mulheres não grávidas sem sintomatologia.

O estudo refere ainda que os recém-nascidos de mulheres infetadas correm maior risco de desenvolver complicações médicas graves e de ser internados na UCI neonatal, sobretudo devido ao aumento dos partos prematuros.

Embora a transmissão do coronavírus grávida para o feto não ocorra como regra geral, o estudo descobriu que um em cada dez recém-nascidos de mães infetadas deu positivo nos primeiros dias, muito provavelmente, na sequência de contágio que ocorreu após o nascimento, referem a investigação.

De acordo com o estudo, o parto de cesariana pode estar associado a um risco acrescido de ter um recém-nascido infetado, mas o que foi confirmado é que o coronavírus não é transmitido através do leite materno. "Isto é muito importante e tranquilizador, porque as mães infetadas podem continuar a amamentar", disse a investigadora, citada pelo jornal El Mundo.

Quanto às vacinas, estudos preliminares sugerem que estas seriam seguras para mulheres grávidas e fetos, algo que, se confirmado em outros ensaios ainda em curso, colocaria as grávidas como um grupo prioritário na imunização, esclareceu a especialista.

 

Estudo
Uma investigação da Universidade de Valência (UV) e do Conselho Superior de Investigação Científica (CSIC) demonstrou que...

O trabalho realizado pela Unidade de Desenho de Fármacos e Topologia Molecular da a Universidade de Valência e liderado pelo Professor de Química e Física Jorge Gálvez, foi publicado no jornal norte-americano Journal of Chemical Information and Modeling.

O grupo foi pioneiro num artigo em março de 2020, propondo antibióticos como fármacos que poderiam ser usados para tratar a Covid-19, embora esta previsão se baseie apenas em cálculos teóricos computacionais.

Agora, em colaboração com investigadores do Centro Nacional de Biotecnologia, do CSIC, demonstraram com o seu estudo que estes antibióticos são capazes de prevenir a entrada 'in vitro' do vírus, desativando a conhecida proteína-pico.

As experiências com infeções mostraram que a azitromicina, claritromicina e lexitromicina reduzem a acumulação intracelular de ARN viral e a propagação do vírus, bem como previnem a morte celular induzida pelo vírus ao inibir a entrada de SARS-CoV-2 em células.

 

Inquérito Serológico Nacional Covid-19
A prevalência de anticorpos específicos contra SARS-CoV-2 (causador da doença Covid-19) na população residente em Portugal, com...

As regiões Norte, Lisboa e Vale do Tejo, Centro e Alentejo foram aquelas onde se observou uma maior seroprevalência. Em relação à distribuição por idades, destaca-se a seroprevalência mais elevada na população adulta em idade ativa e mais baixa no grupo entre os 70 e os 79 anos.

Os resultados preliminares da segunda fase do ISN Covid-19 revelam ainda que a seroprevalência estimada para os grupos etários abaixo dos 20 anos não é inferior à da população adulta.

No grupo de indivíduos vacinados a proporção de pessoas com anticorpos específicos contra SARS-CoV-2 foi de 74,9%, valor que aumentou para 98,5% quando consideradas apenas as pessoas vacinadas com duas doses há pelo menos 7 dias. «Estas estimativas devem ser interpretadas com cautela, dado o reduzido número de pessoas vacinadas no ISN Covid-19, mas corroboram o efeito esperado de aumento da imunidade populacional contra SARS-CoV-2 à medida que o programa de vacinação for sendo implementado», observa o INSA.

O INSA destaca ainda que este estudo permitiu dar continuidade ao primeiro ISN Covid-19 realizado entre maio e julho de 2020 e que estimou uma seroprevalência global de 2,9% de infeção pelo novo coronavírus na população residente em Portugal, não tendo sido encontradas diferenças significativas entre regiões e grupos etários.

Desenvolvido e coordenado pelos Departamentos de Epidemiologia e de Doenças Infeciosas do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), em parceria com a Associação Nacional de Laboratórios Clínicos, Associação Portuguesa de Analistas Clínicos e com 33 Unidades do Serviço Nacional de Saúde, a segunda fase do ISN Covid-19 analisou uma amostra de 8.463 pessoas residentes em Portugal, recrutadas entre 2 de fevereiro e 31 de março de 2021.

O relatório de apresentação dos resultados da segunda fase do ISN Covid-19 vai ser publicado, no site do INSA, durante a primeira quinzena de maio.

Boletim Epidemiológico
Portugal registou, nas últimas 24 horas, 196 novos casos de infeção por Covid-19. Sem mortes a assinalar desde o último balanço...

Segundo o boletim divulgado, não há registo de morte no país, nas últimas 24 horas.   

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 196 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 40 novos casos e a região norte 84. Desde ontem foram diagnosticados mais 10 na região Centro, quatro no Alentejo e 15 no Algarve. No arquipélago da Madeira foram identificadas mais 19 infeções e nos Açores 24.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 365 doentes internados, mais 17 que ontem. As unidades de cuidados intensivos passaram a ter, no entanto, menos sete doentes internados. Atualmente, estão em UCI 91 pessoas.

O boletim desta segunda-feira mostra ainda que, desde ontem, 324 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 793.011 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 24.662 casos, menos 130 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 498 contactos, estando agora 24.811 pessoas em vigilância.

 

Formação avançada para fisiologistas, fisioterapeutas, enfermeiros e técnicos de exercício físisco
A Associação de Investigação e Cuidados de Suporte em Oncologia (AICSO), através do programa ONCOMOVE, e a Liga Portuguesa...

Os três coordenadores do ONCOMOVE, um projeto desenvolvido pela AICSO para promoção da reabilitação do doente oncológico - Ana Joaquim (médica oncologista), Sofia Viamonte (médica fisiatra) e Alberto Alves (fisiologista do exercício) - consideram que esta formação vem dar resposta a uma necessidade de muitos profissionais de saúde e de ciências do desporto.

Os objetivos “são fornecer as bases teóricas e práticas para o trabalho em equipa multidisciplinar que vise integrar o exercício físico no manancial das terapêuticas de suporte na jornada do doente oncológico”, explica Ana Joaquim. 

A formação avançada vai decorrer nos dias 7, 8, 14 e 15 de maio, em horário pós-laboral, nas instalações do Núcleo Regional Norte da LPCC e tem como destinatários fisiologistas do exercício, fisioterapeutas, enfermeiros de reabilitação e técnicos de exercício físico.

“O curso está limitado a 20 formandos e fazemos questão que seja presencial pois, para além da parte teórica, temos uma forte componente prática, com doentes da vida real que participam num dos módulos. Além disso, teremos os formandos distribuídos por grupos, com mentores, de forma a elaborarem um estudo de caso que, no final, será apresentado à turma”, explica Alberto Alves. Acrescenta que, tal como na primeira edição, em que já havia um contexto de pandemia, estarão garantidas todas as condições de segurança.

“Nutrição e exercício, as modalidades de tratamento e os efeitos adversos, os cuidados paliativos e as especificidades de algumas patologias oncológicas, como o cancro da mama, da próstata, do pulmão ou do cólon são alguns dos temas a abordar nos módulos do curso”, adianta a Dra. Sofia Viamonte, que é também diretora do Centro de Reabilitação do Norte.

O curso está certificado pela LPCC (DGERT) e os fisiologistas formadores são certificados pelo CanRehab (o único organismo habilitado a dar formação de nível 4 na área do exercício e cancro) e/ou pela Formação Avançada em Exercício e Cancro (1.ª edição). 

 

 

Webinar
O webinar “Linfoma de Hodgkin na era dos Inibidores de Checkpoint Imunitário” realiza-se no dia 29 de abril, 17h30.

A iniciativa da MSD Portugal coloca o Linfoma de Hodgkin no centro da discussão, com o intuito de partilhar e analisar a realidade nacional e discutir as experiências clínicas, bem como apontar perspetivas futuras de tratamento.

O evento terá hora e meia de duração e vai contar com a moderação de Maria Gomes da Silva, Diretora do Serviço de Hematologia do Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil.

Esta sessão conta com uma keynote lecture por John Kuruvilla, hematologista do Princess Margaret Cancer Centre e Professor da Universidade de Toronto, Canadá, autor de mais de 150 publicações na área de Linfoma e experiência significativa como investigador em ensaios clínicos com anti-PD1, entre outros. Segue-se a intervenção de. Francesca Pierdomenico, hematologista do Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, que partilhará dados nacionais da utilização de inibidores de checkpoint em Linfoma de Hodgkin.

A parte final da sessão terá uma discussão de casos clínicos apresentados por Ilidia Moreira, Hematologista do Instituto Português de Oncologia do Porto Francisco Gentil, e José Pedro Carda, Hematologista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

Este evento é destinado, exclusivamente, a profissionais de saúde que podem inscrever-se no site profissionaisdesaude.pt

 

“Num Só Fôlego” assinala o Dia Mundial da Asma, a 4 de maio
Para assinalar o Dia Mundial da Asma, celebrado a 4 de maio, a Mundipharma, com o apoio da APA – Associação Portuguesa de...

A 4 de maio, o desafio lançado a todos os doentes asmáticos portugueses na página de Facebook www.numsofolego.com, convidará essa comunidade a gravar um vídeo onde devem soprar num balão e de seguida, partilhar o impacto que esta doença crónica introduz na sua rotina. Adicionalmente, algumas figuras públicas vão associar-se à campanha, gravando um vídeo semelhante, com o propósito de sensibilizar para as limitações que condicionam a vida de uma pessoa com asma.

“A dinamização desta campanha nas redes sociais ajudará a promover a consciencialização para o impacto da asma na qualidade de vida de uma pessoa e reforçar a importância de um diagnóstico precoce. Pretendemos alertar para os sintomas e incentivar mais portugueses a consultarem o médico se identificarem algum destes sinais” afirma Mário Morais de Almeida, presidente da APA.

Adicionalmente, Manuel Branco Ferreira, presidente da SPAIC, reforça que “um controlo adequado da asma permite a manutenção de uma vida normal, sem limitações. É necessário sensibilizar os doentes asmáticos para a importância da adesão à terapêutica, essencial para travar a evolução da patologia. Este tipo de iniciativas serve também para reforçar estas mensagens junto da comunidade”.

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