Universidades irlandesas
O NeuroInsight, um novo programa de formação em investigação liderado pela RCSI University of Medicine and Health Sciences, foi...

Este programa foi criado pelo FutureNeuro, o Centro de Investigação da SFI para doenças neurológicas crónicas e raras, em parceria com a Insight, o Centro de Investigação da SFI para análise de dados. Os dois centros proporcionarão um programa de formação integrado e aplicado aos bolseiros de investigação, com base nos respetivos conhecimentos de saúde e análise de dados disponíveis nos dois centros de SFI. Coletivamente, a FutureNeuro e a Insight já apoiam mais de 500 investigadores que estão a trabalhar numa nova geração de tecnologias de neurociência e análise de dados.

De acordo com um comunicado conjunto, “a voz das pessoas que vivem com condições neurológicas estará no centro do programa, com todos os projetos no âmbito do regime concebidos com a contribuição dos pacientes à partida. Os investigadores também serão destacados para os cenários hospitalares e industriais durante as suas bolsas, para garantir que as suas descobertas são transferíveis para dispositivos, diagnósticos ou tratamentos que melhorem a vida das pessoas afetadas por doenças neurológicas”.

Deste modo, vão oferecer bolsas de 24 meses a 33 investigadores experientes, em todo o mundo, que irão trabalhar em projetos nos centros FutureNeuro e Insight. “O programa dotará esta futura geração de líderes de investigação com competências em domínios como a medicina de precisão e a inteligência artificial”, pode ler-se.

O diretor do programa NeuroInsight, Gianpiero Cavalleri, Diretor Adjunto do FutureNeuro e Professor de Genética Humana na RCSI School of Pharmacy and Biomolecular Sciences afirmou que "como sociedade, e particularmente nos nossos sistemas de saúde, estamos a gerar cada vez mais dados, insights que nos podem ajudar a compreender e tratar melhor as doenças neurológicas. Este programa tem a ver com a formação e o dotar a próxima geração de investigadores de se envolverem de forma segura e eficaz com estes conjuntos de dados de uma forma que tenha um impacto positivo na vida de pessoas com condições neurológicas."

"O NeuroInsight é um programa significativo que reunirá os principais investigadores da Irlanda nas áreas das neurociências, saúde e análise de dados. Em parceria com o Centro de Insight, vamos trabalhar para criar uma cultura de empreendedorismo centrado no paciente que, em última análise, transformará a jornada do paciente para pessoas com doenças neurológicas crónicas e raras”, acrescentou.

De acordo com Alan Smeaton, Líder Académico para a NeuroInsight do Centro de Insight, "a análise de dados e inteligência artificial estão agora no centro de grande parte do nosso trabalho, do nosso lazer e das nossas atividades de saúde, embora nem sempre seja óbvio e aparente que eles estão a ser usados no nosso dia-a-dia. Há uma enorme oportunidade de trabalhar com os nossos colegas no FutureNeuro e com as organizações de doentes para aplicar tais técnicas para melhorar a vida das pessoas que vivem com condições neurológicas e estamos ansiosos para enfrentar os desafios e fazer um impacto."

Nesta linha, Fergal O'Brien, Diretor de Investigação e Inovação da RCSI mostra-se orgulhoso nesta participação. "Como uma universidade com um foco singular nas ciências da saúde, estamos orgulhosos de que o nosso centro FutureNeuro lidere e cofinancie o programa NeuroInsight Fellowship em parceria com a Insight. Aguardo com expectativa os resultados destes importantes projetos de investigação que abordarão alguns dos desafios dos cuidados de saúde decorrentes das condições neurológicas em todo o mundo”, referiu.

Em Portugal não há uma estratégia para os Cuidados Primários para a Saúde da Visão
As recomendações de intervenções da Organização Mundial da Saúde apontam estratégias para prevenir quedas ao longo da vida, e...

Neste sentido, o Presidente da Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO), Raúl de Sousa, voltou a manifestar ao Ministério da Saúde e à Assembleia da República a sua preocupação pelo facto de Portugal não ter uma estratégia para os Cuidados Primários para a Saúde da Visão.

A corroborar a urgência da definição de soluções para os problemas de visão dos portugueses estão, no entender da Associação, os dados e as conclusões de um estudo publicado recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com o trabalho “Passos em Segurança: Estratégias para Prevenir e Gerir Quedas ao Longo da Vida” da OMS, as quedas são responsáveis, todos os anos, por 684 mil mortes e por 172 milhões de pessoas com limitações físicas, em todo o mundo. Um número que, com o envelhecimento populacional, a maior urbanização e os estilos de vida sedentários, terá tendência a aumentar drasticamente nas próximas décadas, concluiu esta entidade.

No conjunto de intervenções proposto pela OMS encontra-se a implementação de serviços optométricos, com identificação e correção de problemas da visão na comunidade, conforme explica Raúl de Sousa: "A evidência resultante do estudo demonstra que o grupo de idosos que tiveram intervenções para a saúde da visão não sofreram quedas nem fraturas e melhoraram o seu equilíbrio, melhorando também os indicadores de qualidade de vida. Por oposição, os residentes que recusaram intervenções na visão sofreram quedas, fraturas e mortes associadas às fraturas."

Para o Presidente da APLO, esta é uma realidade particularmente presente no caso português: "Somos um dos três países do mundo com a população mais idosa, e onde as quedas e as consequentes limitações de mobilidade e autonomia implicam degradação da qualidade de vida, peso adicional sobre o agregado familiar e/ou serviços de apoio social, comorbilidades e eventualmente morte. Paralelamente, as limitações da visão, com implicações para a mobilidade, afetam uma em cada duas pessoas maiores de 65 anos e estão associadas a uma probabilidade três vezes maior de risco de queda."

A APLO considera “inaceitável que Portugal persista em não implementar cuidados primários para a saúde da visão e as recomendações da Organização Mundial da Saúde, e em não cumprir as resoluções aprovadas por unanimidade pela Assembleia da República, em 2012 e 2013, para a regulamentação da profissão de Optometrista, como especialista dos cuidados primários para a saúde da visão”. Uma “inércia governamental” que, de acordo com a Associação, resulta em centenas de milhares de portugueses com deficiência visual e cegueira evitável, assim como deficiência física, perda de qualidade de vida, peso adicional para as famílias, apoio social e morte prematura evitável.

Projeto de intervenção psicológica “Mind the Mom”
Os primeiros resultados do projeto “Mind the Mom” (https://mindthemom.pt/) mostram a perceção de utilidade e satisfação das...

Conduzido por uma equipa do Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC) da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC), em colaboração com o Serviço de Obstetrícia A do Departamento de Ginecologia, Obstetrícia, Reprodução e Neonatologia e a Unidade de Psicologia Clínica do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), o projeto Mind the Mom visa minimizar os desafios que advêm da pandemia de COVID-19 e as suas implicações para o bem-estar das grávidas: alteração das rotinas de seguimento obstétrico e preparação para o parto, limitações à presença de acompanhantes na gravidez e no pós-parto e incerteza relativamente ao presente e futuro próximo.

O projeto centra-se numa intervenção psicológica breve, através de uma aplicação móvel – Mind the Mom –, com informação, exercícios e estratégias terapêuticas cognitivo-comportamentais com evidência na promoção da saúde mental da grávida, adaptadas ao contexto da pandemia e a outras situações de risco similares.

Até ao momento participam no estudo 225 grávidas; entre as utilizadoras da app, «cerca de 81% consideram-se muito satisfeitas ou extremamente satisfeitas, 74% classificam-na como muito útil ou extremamente útil, 87% tencionam aplicar as informações e exercícios sugeridos na sua rotina, 88% pretendem voltar a utilizar a app e 92% recomendariam a app a outras grávidas», relata Anabela Araújo Pedrosa, coordenadora do estudo, que é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) no âmbito da 2ª edição da ação RESEARCH4COVID19.

A app Mind the Mom, desenvolvida em parceria com a Hypsoftware e o músico Miguel Falcão, está disponível para os sistemas Android e IOS. É composta por cinco módulos, que exploram «o impacto do stress e incerteza na saúde, autocuidado e gestão do stress, reconhecimento e gestão de emoções desconfortáveis, lidar com pensamentos negativos, mindfulness e autocompaixão e comunicação interpessoal. Em cada um é possível encontrar informação e exercícios práticos, que facilmente podem ser introduzidos nas rotinas diárias das participantes», explica a investigadora do CINEICC e psicóloga clínica na Maternidade Daniel de Matos do CHUC.

Cerca de 82% das participantes no estudo refere que os módulos são fáceis de utilizar e 73% que os conteúdos são relevantes. No que respeita à utilidade de cada módulo proposto, considerando as categorias útil, muito útil – a mais selecionada – ou extremamente útil, a avaliação das utilizadoras situa-se nos 93% (módulo 1, gestão de stress e autocuidado, e módulo 3 – lidar com pensamentos pouco úteis), 95% (módulo 2 – reconhecer e lidar com emoções desconfortáveis), 97% (módulo 4 – mindfulness e autocompaixão) e 99% (módulo 5 – comunicação interpessoal).

A aplicação móvel continua disponível para as grávidas de todo o país, bastando acederem à página do projeto: https://mindthemom.pt/. Após o preenchimento de um questionário, será enviado o link para download da app Mind the Mom.

Este projeto de investigação é parceiro da iniciativa World Maternal Mental Health Day (https://wmmhday.postpartum.net/), um consórcio de instituições dedicadas à investigação e intervenção na saúde mental materna, que desenvolve ações que sensibilizam para a pertinência do investimento e atenção nesta área, e propõe um Dia Mundial da Saúde Mental Materna.

«Estima-se que globalmente 1 em 5 mulheres desenvolva perturbação emocional no pós-parto, sendo que mais de 75% não serão diagnosticadas ou não receberão tratamento adequado – isto é tanto mais grave quanto dados da investigação científica indicam que não receber tratamento adequado tem consequências negativas para a mãe, o bebé, a família e a sociedade em geral, influenciando negativamente os indicadores de desenvolvimento e de saúde», conclui Anabela Araújo Pedrosa.

Opinião
Se pretende fazer uma cirurgia estética da mama deve, em primeiro lugar, saber em concreto do que nã

Muitas vezes a pessoa pensa que algo está mal, e está, mas pode não ser exatamente aquilo que pensava. Muitas vezes também a solução que julgava ser a mais indicada não é a indicada pelo cirurgião. Logo é muito importante é uma consulta com um especialista experiente e devidamente credenciado, que domine as técnicas de cirurgia estética da mama. Nesta, como em qualquer outra cirurgia estética, é fundamental fazer uma escolha adequada, não precipitada, não influenciada por publicidade, marketing e redes sociais. E, se possível, ouvir mais que uma opinião, ver o que lhe agrada mais e vai mais de encontro aquilo que pretende. Um especialista experiente tem com certeza algo mais para lhe dar como resultado e acompanhamento. O barato sai caro e muitas vezes com resultados maus, desastrosos e irremediáveis. A cirurgia, na minha opinião e forma de trabalhar, não é o ato isolado da cirurgia em si, que é temporal. Deve ter um adequado pré e pós-operatório com acompanhamento, disponibilidade permanente, uma preparação antes de cada tipo de cirurgia com as informações gerais e especificas para a cirurgia que vai fazer, pedidos exames complementares gerais e específicos para avaliar o estado geral de saúde e a zona a operar.

Existem muitas técnicas para fazer cirurgia estética da mama, com características diferentes desde a abordagem, a anestesia, os tipos de cicatrizes, o material usado, com e sem internamento, tipos de recuperação, restrições, limitações, cuidados pré e pós-operatórios.

Cada cirurgião tem a sua forma própria de trabalhar e todos acham que a sua forma é a melhor, obviamente. É importante inteirar-se de tudo isto, ver e comparar as diferenças e então optar em consciência e com conhecimento pelo que acha melhor para si.

Muita atenção ao “Dr. Google”. Está, muitas vezes, cheio de má informação, contra informação, incorreções e mentiras, confusões que só servem para baralhar mais quem procura este tipo de cirurgia. Também os comentários e opiniões de outras pessoas operadas devem ser lidos com atenção e perceber até que ponto são verdade. Não se podem comparar resultados da mesma cirurgia em pessoas diferentes. Nem tamanhos de próteses. Tudo errado. Cada caso é um caso e deve ser analisado e tratado para cada pessoa sem importar os resultados dos outros. A personalização da consulta com o diagnóstico e a proposta mais adequada e ajustada é o caminho mais correto. A concentração e dedicação a cada caso deve ser mandatário e prioritário.

Podemos dizer em resumo que a cirurgia estética da mama pode ser para aumentar - levantar e arrumar - levantar, arrumar e aumentar - reduzir. Casos mais raros há em que as mamas são muito diferentes e a cirurgia proposta será para simetrizar as mamas através de técnicas indicadas para cada caso. Na fronteira entre o estético e o reconstrutivo temos as reconstruções de mama.

Existem muitas técnicas para cirurgias estéticas das mamas. As realizadas por mim e na Clínica Milénio, todas elas têm em comum as seguintes características:

  • Anestesia local com sedação (não há anestesia geral nem internamento)
  • Recuperação rápida – a partir do dia seguinte podem fazer quase tudo
  • Poucas restrições
  • Menos cicatrizes ou impercetíveis
  • Sem alterações da normal fisiologia – podem amamentar em qualquer das cirurgias
  • Sem alterações da sensibilidade dos mamilos
  • Podem-se fazer quaisquer tipos de exames da mama o resto da vida
  • Quando utilizadas próteses têm uma garantia vitalícia dada pelo fabricante
  • Resultados naturais

Com uma consulta adequada, um bom diagnóstico, uma boa proposta de solução cirúrgica, uma preparação operatória bem feita, e após a cirurgia seguir as indicações pós-operatórias, ter um acompanhamento médico regular e periódico, ter a equipa médica em disponibilidade permanente, tem grandes probabilidades de tudo correr bem e como deseja.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
Investigadores da University of California San Diego School of Medicine conseguiram usar a terapia genética para prevenir a...

A Doença de Alzheimer é caracterizada pela acumulação de aglomerados de proteínas mal dobradas chamadas placas amiloides e emaranhados neurofibrilares, que prejudicam a sinalização celular e promovem a morte neuronal. Os tratamentos atuais direcionados para placas e emaranhados abordam apenas os sintomas. De acordo com os autores do estudo a inversão ou cura da doença “provavelmente exigirá uma combinação de abordagens intervencionais que diminuam toxinas agregantes e promovam a plasticidade neuronal e sináptica”.

A terapêutica TGene baseia-se na premissa de que a introdução de um composto terapêutico a uma região precisamente direcionada do cérebro pode restaurar ou proteger a função neural normal e/ou reverter processos neurodegenerativos. Neste caso, os investigadores usaram um vetor viral inofensivo para introduzir o cDNA synapsin-Caveolin-1 (AAV-SynCav1) na região do hipocampo de ratinhos transgénicos de três meses.

Os ratos tinham sido geneticamente modificados para exibir défices de aprendizagem e memória aos 9 e 11 meses, respetivamente. Estes défices estão associados à diminuição da expressão de Caveolin-1, uma proteína que constrói as membranas que albergam ferramentas de sinalização celular, como recetores de neurotrofina que recebem os sinais extracelulares críticos, que governam toda a vida e função celulares. Com a decadência e destruição destas membranas, segue-se a disfunção celular e a neurodegeneração.

Segundo Brian P. Head, autor principal do estudo e professor adjunto no Departamento de Anestesiologia da Faculdade de Medicina da UC San Diego, o seu “objetivo era testar se a terapia genética SynCav1 nestes modelos de ratos com a Doença de Alzheimer poderia preservar a plasticidade neuronal e sináptica em partes específicas da membrana, e melhorar a função cerebral superior”.

Na verdade, foi exatamente o que aconteceu após uma única administração de AAV-SynCav1 no hipocampo destes animais, uma vez que esta é uma região complexa no fundo do cérebro que desempenha um papel importante na aprendizagem e na memória. Na Doença de Alzheimer, o hipocampo está entre as primeiras áreas do cérebro a ser prejudicada.

Aos 9 e 11 meses, explicou Head, a aprendizagem hipocampal e a memória nos ratos foram preservadas. Além disso, os investigadores descobriram que estruturas críticas da membrana e recetores de neurotrofinas associados também permaneceram intactos. Além disso, estes efeitos neuroprotetores da entrega do gene SynCav1 ocorreram independentemente da redução das deposições de placas amiloides.

"Estes resultados sugerem que a terapia genética SynCav1 é uma abordagem atraente para restaurar a plasticidade cerebral e melhorar a função cerebral na Doença de Alzheimer e, potencialmente, em outras formas neurodegenerativas causadas por etiologia desconhecida", referem os autores.

Os investigadores estão atualmente a testar a administração do gene SynCav1 em outros modelos de que apresentam a Doença de Alzheimer em fases sintomáticas, bem como num modelo de rato de esclerose lateral amiotrófica (doença de Lou Gehrig). Esperam, em breve, poder avançar para ensaios clínicos humanos.

Publicado no Journal of Development Research
Enquanto o mundo é invadido pela esperança das vacinações em massa — que devem diminuir a letalidade e propagação do Sars-Cov-2...

Doutor em Ciências da Saúde nas áreas de neurociências e psicologia, membro da Federação Europeia de Neurociência, Sociedade Brasileira e Portuguesa de Neurociência, mestre em psicanálise pelo Instituto Gaio membro da Unesco, especialista em propriedades elétricas dos neurónios em Harvard e voluntário do exército português para assuntos de coronavírus, Fabiano de Abreu alerta sobre os perigos dos efeitos permanentes da doença no sistema nervoso n um estudo publicado no International Journal of Development Research.

No levantamento, realizado em parceria com o médico e cardiologista Roberto Yano, o neurocientista Fabiano de Abreu mostra preocupação quanto aos traumas que o novo coronavírus gera no âmbito psicológico. Isto porque ele conclui que o vírus pode penetrar nas células nervosas. Pacientes, frequentemente, descrevem dores de cabeça, dores musculares, articulares e fadiga mental como sintomas pós-infeções.

"Sabemos que, neurologicamente, teremos danos seja ao nível celular ou da própria infeção, que pode causar traumas que afetam a nossa capacidade cognitiva e que resultam em transtornos, síndromes ou outras variáveis futuras", esclarece. "Ainda na minha área de enfoque, preocupa-me também a saúde mental da sociedade em geral que está, ao nível geracional, a vivenciar algo deste tipo pela primeira vez", completa.

Somado aos efeitos do isolamento social — que diversos estudos já apontam como um potencializador de doenças da mente, como é o caso da ansiedade, síndrome do pânico e depressão —, a própria doença pode alterar a saúde mental. Apesar dos estudos, ainda preliminares, apontarem uma gravidade não tão elevada, é ressaltado pelo neurocientista que essas sequelas não são tão fáceis de descobrir e completar um quadro clínico único.

“Mesmo quando os pacientes recuperam fisicamente, visto que em casos de complicação o corpo fica bastante debilitado, há relatos de perda de memória, desorientação e confusão mental. Ainda não é de conhecimento a causa dessas experiências, embora também possam derivar da inflamação generalizada que pode se desenvolver com a doença. É preciso alertar, porém, que não é incomum que essa fadiga e confusão durem meses, mesmo após um quadro leve da doença”, alerta.

Segundo o neurocientista, a atenção é necessária para avaliar se as sequelas são ou não irreversíveis. "Pacientes com Covid-19, mesmo recuperados, por exemplo, ainda sofrem com a mudança no paladar e olfato, que pode ser irreversível. Isso está relacionado à lesão causada, principalmente, nos neurónios sensoriais, primários. Com os outros efeitos, a lógica pode ser a mesma", finaliza Fabiano de Abreu.

Fact-check
Quem sofre de asma não deve fazer exercício, as mulheres devem interromper o tratamento da asma durante a gravidez, os doentes...

A verdade é que a asma pode ocorrer em qualquer idade (em crianças, adolescentes, adultos e idosos); a asma não é uma doença infeciosa - no entanto, infeções respiratórias virais (como a constipação comum e a gripe) podem causar ataques de asma -; nas crianças a asma está frequentemente associada a alergia mas a asma que começa na idade adulta é menos frequentemente alérgica; quando a asma está bem controlada, os asmáticos são capazes de fazer exercício e até praticar desportos de alta competição; a asma é frequentemente controlável com corticosteroides inalados em baixas doses.

 Tendo precisamente como mote o tema do Dia Mundial da Asma de 2021 - “Descobrindo os Equívocos sobre a Asma” – que apela a que se faça uma reflexão sobre os mitos e conceitos errados amplamente difundidos a respeito da asma e que impedem os asmáticos de beneficiar dos grandes avanços que têm ocorrido no tratamento da sua doença – a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) lançou o desafio a três profissionais de saúde para que possam esclarecer a população acerca de alguns destes principais mitos sobre a doença. O #FactCheckSPAIC vai estar disponível amanhã na página de Facebook da Sociedade.

Certificação
A Sociedade Portuguesa de Emergência Pré-Hospitalar (SPEPH) passou, a partir de ontem, a ser Centro de Treino Autorizado do...

“Este é um marco de manifesta importância para a missão a que a Sociedade Portuguesa de Emergência Pré-Hospitalar se propõe”, escreve a SPEPH em comunicado.

A certificação da Academia acontece na mesma altura em que, numa iniciativa conjunta da Sociedade Portuguesa de Emergência Pré-Hospitalar e da Fénix – Associação Nacional de Bombeiros e Agentes de Proteção Civil, nasce a ANTEM – Associação Nacional de Técnicos de Emergência Médica.

Em nota enviada à imprensa, a SPEPH revela que a “Emergência Médica em Portugal enfrenta hoje novos desafios. E numa altura em que o País e o Mundo atravessam uma situação de pandemia, mais se justifica falar-se em Emergência Médica e Emergência Pré-Hospitalar. Esta não é feita só por médicos, enfermeiros e auxiliares, que nos merecem o maior respeito”.

No entanto, chama a atenção de que os que “estão na linha da frente” não podem ser esquecidos. “Os primeiros a chegar e que, com custo muitas vezes do seu sossego, dedicam a vida a salvar outras”, sejam eles bombeiros ou agentes de proteção civil.

“A Fénix – Associação Nacional de Bombeiros e Agentes de Proteção Civil e a Sociedade Portuguesa de Emergência Pré-Hospitalar associaram-se ao projeto de criação da ANTEM – Associação Nacional de Técnicos de Emergência Médica e colaborarão na fase da instalação da ANTEM, já criada, integrando a sua comissão instaladora, após o que ficará a ANTEM independente e autónoma, cumprindo a missão a que se destina”, adianta a nota.  

 

Conclusões do Estudo “A Saúde dos Portugueses: um BI em nome próprio”
Foi hoje lançado o estudo “A Saúde dos Portugueses: um BI em nome próprio", retrato sociológico sobre a saúde em Portugal,...

No estudo “A Saúde dos Portugueses: um BI em nome próprio”, são explorados cinco indicadores de saúde, dois dos quais foram hoje apresentados: a “Saúde que se tem”, onde os inquiridos fazem uma avaliação da sua saúde numa escala de 1 a 10, e a “Potência Saúde”, que avalia em que medida as pessoas estão a empenhar-se para manter ou melhorar o seu estado de saúde.

Os resultados, agora divulgados, referem que 52% dos portugueses inquiridos, com mais de 18 anos, avaliam como “bom” ou “muito bom” o seu estado de saúde, 31% consideram o seu estado de saúde “razoável”, enquanto 17% dos inquiridos avalia como “mau” ou “muito mau”. Relativamente, ao indicador “Potência Saúde” os resultados indicam que, numa escala entre 0,5 a 10, a média é de 6,03. 46% dos portugueses inquiridos estão abaixo deste valor médio, o que significa que, uma parte importante da população considera ter uma atitude “pró-saúde” aquém do desejável, adotando poucos comportamentos que melhoram ou potenciam o seu estado de saúde. 41% dos inquiridos afirmam fazer um “esforço razoável” para a melhoria do seu estado de saúde, 21% um “esforço elevado” e 27% um esforço “baixo” ou “muito baixo”. O estudo revela ainda que 55% dos inquiridos não acreditam que podem melhorar o seu estado de saúde.

De acordo com o estudo, a biografia e a história individual, têm uma elevada influência nos comportamentos em matéria de saúde. A adoção de comportamentos de saúde é também influenciada pelo autoconceito e pela autoconfiança, ou seja, pela ideia que cada um tem sobre si, sobre aquilo que gostaria de ser e pela confiança que deposita na sua capacidade de enfrentar com êxito os desafios.

O estudo também revela que as mulheres atribuem pior pontuação à sua saúde do que os homens (7.1 vs. 7.4) e que uma em cada cinco mulheres diz considerar-se “pouco ou muito pouco saudável”. Apesar de as mulheres referirem que “têm menos saúde”, são mais cuidadosas e dizem ter mais comportamentos “pró-saúde” do que os homens (6,10 vs. 5,96), estando mais propícias à adoção de comportamentos que melhorem a sua saúde: dizem que visitam o médico de forma rotineira, que têm mais cuidados com a alimentação e dizem consumir menos álcool ou tabaco.

No que respeita à Covid-19, o estudo conclui que 69% dos portugueses inquiridos afirmam que a pandemia não teve impacto na sua saúde. Mas, para os doentes com doença grave, a perspetiva é outra. 30% referem que a pandemia prejudicou a sua saúde, nomeadamente por “piorar o acompanhamento médico de doenças ou problemas”. 

A saúde mental é outro dos temas abordados no estudo, sendo que, na amostra, 7% dos inquiridos tem uma doença mental diagnosticada. O estudo levanta a hipótese de que o número de pessoas que sofre com uma doença mental possa ser superior. Nota-se nas entrevistas do qualitativo, uma tentativa de fuga deste rótulo. Já no quantitativo, 66% dos inquiridos a quem foi diagnosticada doença mental admite ainda “sentir discriminação da sociedade”.

Através desta análise à população portuguesa, foram definidos sete segmentos, consoante o nível de potenciação da saúde: “Desistentes” (9%), pessoas que são desligadas das questões que envolvem o seu corpo e o bem-estar físico e psicológico; “Distantes” (14%), as que apresentam um descontrolo emocional elevado e falta de força de vontade; “Equilibristas” (18%), as que têm uma gestão contínua no equilíbrio de uma vida de somas e substrações; “Esforçados q.b” (14%) consideram que ter um estilo de vida saudável é algo que os define, mas não existe um esforço contínuo; “Empenhados” (31%), cujo estilo de vida saudável os define; “Potenciadores movidos pelo sonho” (8%), que têm intenção de potenciar a sua saúde, energia e produtividade; e os “Potenciadores reféns da saúde” (6%), que fazem da sua saúde e bem-estar um objetivo central.

As conclusões do estudo “A Saúde dos Portugueses: um BI em nome próprio" foram debatidas, hoje, num encontro virtual que contou com um painel de especialistas da área de saúde e economia, constituído pela Professora Doutora Maria do Céu Machado, pelo Professor Doutor Adalberto Campos Fernandes, Médico e Ex-Ministro da Saúde, e pelo Professor Dr. Augusto Mateus, Economista, Professor, Ex-Secretário de Estado da Indústria e Ex-Ministro da Economia.

 

Boletim Epidemiológico
Nas últimas 24 horas, registaram-se quatro mortes associadas à Covid-19 e 258 novos casos, em Portugal. O número de doentes...

Segundo o boletim divulgado, há quatro mortes assinalar em todo o território português, desde ontem. A região de Lisboa e Vale do Tejo foi aquela onde ser registaram mais óbitos: três de quatros. Seguindo-se a região Norte com uma morte.  

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 258 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 65 novos casos e a região norte 128. Desde ontem foram diagnosticados mais 24 na região Centro, 6 no Alentejo e nove no Algarve. Quanto às regiões autónimas, no arquipélago da Madeira foram identificadas mais nove infeções e nos Açores 17.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 296 doentes internados, menos 26 casos que ontem. As unidades de cuidados intensivos contam também com menos três doentes internados. Atualmente, estão em UCI 87 pessoas.

O boletim desta terça-feira mostra ainda que, desde ontem, 777 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 797.901 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 22.833 casos, menos 523 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 443 contactos, estando agora 23.556 pessoas em vigilância.

Iniciativa conta com exposição de arte e motas ao longo do mês
A 4ª edição do “Prevent it Like a Gentleman”, a iniciativa solidária do MAR Shopping Algarve pretende sensibilizar para os...

Para participar no rastreio da campanha “Prevent it Like a Gentleman” basta marcar previamente na Clínica HPA do MAR Shopping Algarve ou através do contacto 707 28 28 28. Ao longo das três edições anteriores já foram realizados mais de 750 rastreios, permitindo a deteção e tratamento de casos em fase inicial. Reforçar a importância da prevenção do cancro da próstata e da saúde mental masculina são os principais objetivos da iniciativa, que este ano se realiza em maio de forma a coincidir com o evento “The Distinguished Gentleman’s Ride”.

A iniciativa conta ainda com três exposições de motas e de arte que vão estar patentes ao longo de maio no MAR Shopping Algarve. Logo a partir de dia 8 e até 13 de maio será possível visitar a exposição “Custom Bikes” by Rusty Wrench Motorcycles com motas customizadas, capacetes e acessórios de lifestyle para fãs de motociclismo. Às 17h00 de sábado, dia da inauguração, vai ser revelado o mais recente projeto, uma Moto Guzzi Mille GT de 1988.

Os aficionados das duas rodas vão também poder visitar, de 14 a 23 de maio, a “British Classic Week”, uma exposição da Triumph Portugal dedicada ao motociclismo britânico com algumas das motas mais emblemáticas da gama ‘modern classic’ da marca inglesa. Já a exposição “Metal Art” de João Jesus começa dia 8 e estará patente até 23 de maio. O artista é sócio há 30 do Moto Clube de Faro, onde tem a sua oficia/atelier Re-Cycle, e vai expor trabalhos em metal com reutilização de peças usadas de motas, bicicletas e automóveis.

O MAR Shopping Algarve volta ainda a associar-se à “The Distinguished Gentleman’s Ride”, um evento internacional que este ano se realiza em maio e que tem vindo a reunir cavalheiros e senhoras num desfile de motos vintage para a consciencialização sobre o cancro da próstata e saúde mental masculina. O desafio deste ano será uma “Solo Ride”, convidado os participantes a um passeio individual e seguro no dia 23 de maio, quando se realiza a mesma iniciativa a nível internacional.

 

Via webinar
A Rede de Enfermagem de Saúde da Mulher de Países de Língua Portuguesa (RESM-LP), que integra organizações de oito países,...

A apresentação, pelas 16h45 (hora de Portugal), via webinar, insere-se no programa do 6º fórum que a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) dedica ao Dia Internacional do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica.

A RESM-LP, que fica sediada em Portugal, justamente na ESEnfC (eleita para a coordenação transcontinental), conta com a cooperação de enfermeiros e parteiras empenhados na promoção da melhoria da saúde da mulher e da saúde sexual e reprodutiva, nos países que partilham a quarta língua mais falada no mundo, tendo os homens como parceiros estratégicos nesta missão.

A ideia de constituição da RESM-LP remonta a 2014, ano da realização, na ESEnfC, da X Conferência da Rede Global dos Centros Colaboradores da Organização Mundial de Saúde (OMS) para Enfermagem e Obstetrícia.

Desde então, o projeto tem vindo a crescer, em número de profissionais, de instituições e de países aderentes, contando com participantes de oito países – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Timor-Leste, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe – ligados a escolas superiores e universidades, mas também a entidades governamentais, a ordens e associações profissionais e, ainda, organizações prestadoras de cuidados.

Subdividida em grupos nacionais, e depois de apresentada, em 2017, em Brasília, aos ministros da Saúde da CPLP, a RESM-LP tem estado, nos últimos anos, a identificar as prioridades de atuação por países.

Em Portugal, por exemplo, as prioridades centram-se na promoção do parto normal e no envolvimento do pai nos cuidados às crianças. Já na Guiné-Bissau será dada preferência à formação e atualização de parteiras, ao passo que em Cabo Verde se vai trabalhar principalmente na saúde sexual e reprodutiva das adolescentes e no empoderamento das meninas.

«As/Os enfermeiras/os, devidamente formadas/os em saúde sexual e reprodutiva e em saúde das mulheres, exercendo a profissão regulada de acordo com as normas internacionais, podem prestar 87% dos cuidados essenciais necessários às mulheres e recém-nascidos e ajudar a garantir que se mantenham saudáveis e produtivas nas suas famílias e comunidades», lê-se no documento síntese do projeto.

A RESM-LP propõe-se, pois, «otimizar os recursos humanos de enfermagem de saúde materna e obstetrícia e das parteiras, promovendo a sua formação, maximizando as suas competências através de parcerias colaborativas, e potenciando a sua liderança em projetos de saúde a nível local, nacional e internacional».

«Queremos contribuir para que cada mulher e cada menina que vivem em países de língua portuguesa, desenvolvam o seu potencial de saúde, conheçam os seus direitos, sejam capazes de se autodeterminar face ao seu projeto de vida/saúde, tenham oportunidades sociais e económicas, e possam participar plenamente na construção de sociedades sustentáveis e prósperas», lê-se, ainda, no documento, que termina, em jeito de manifesto, com uma inequívoca declaração de intenções: «Enquanto enfermeiras/os e parteiras e de acordo com o nosso mandato social, não podemos deixar de agir: a promoção (da saúde integral) das mulheres é a nossa causa».

A apresentação da RESM-LP e do respetivo website (endereço para a reunião Zoom: https://videoconf-colibri.zoom.us/j/86192903196) será feita pela Presidente da ESEnfC, Aida Cruz Mendes, por um membro fundador, Maria da Conceição Bento (ex-Presidente da ESEnfC), e pela coordenadora executiva da Rede, professora Maria Neto da Cruz Leitão.

Revisão contínua
O comité de medicamentos humanos (CHMP) da Agência Europeia de Medicamentos anunciou, hoje, que deu início a uma revisão...

A decisão do CHMP de iniciar a revisão contínua baseia-se em resultados preliminares de estudos laboratoriais (dados não clínicos) e estudos clínicos. Estes estudos sugerem que a vacina desencadeia a produção de anticorpos que visam o SARS-CoV-2, o vírus que causa a Covid-19, e pode ajudar a proteger contra a doença.

Em comunicado a autoridade europeia faz saber que esta revisão “continuará até que haja provas suficientes para um pedido formal de autorização de introdução no mercado”.

A EMA avaliará a conformidade da vacina COVID-19 (Célula Vero) Inativada com as normas habituais da UE em matéria de eficácia, segurança e qualidade. Embora não possa prever os prazos globais, “deve levar menos tempo do que o normal para avaliar uma eventual aplicação devido ao trabalho realizado durante a revisão em curso”, esclarece em comunicado.

Como é que a vacina vai funcionar?

A vacina Covid-19 (Célula vero) Inativada deverá preparar o corpo para se defender contra a infeção com SARS-CoV-2. A vacina contém SARS-CoV-2 que foi inativado (morto) e não pode causar a doença. Esta vacina, explica a EMA, “também contém um 'adjuvante', uma substância que ajuda a fortalecer a resposta imune à vacina”.

“Quando uma pessoa recebe a vacina, o seu sistema imunitário identifica o vírus inativado como estranho e faz anticorpos contra ele. Se, mais tarde, a pessoa vacinada entrar em contacto com a SARS-CoV-2, o sistema imunitário reconhecerá o vírus e estará pronto para defender o corpo contra ele”, acrescenta.

 

Sensibilizar para as dificuldades ou desafios da fertilidade
Depois do sucesso da primeira edição do concurso FERTILID’ART, a Associação Portuguesa de Fertilidade (APFertilidade) lança a...

O concurso FERTILID’ART pretende sensibilizar para o tema da fertilidade por via da expressão artística. Nesta edição, os estudantes são desafiados a criar uma fotografia ou um vídeo, tendo como tema a fertilidade. O trabalho poderá focar-se na conceção, fertilização, os desafios da infertilidade, processo de gravidez, gestação e até mesmo estados emocionais associados a todo o processo, não colocando quaisquer limites à criatividade dos autores.

Cláudia Vieira, Presidente da APFertilidade, reforça o sentimento de orgulho em ver o lançamento de mais uma edição do concurso FERTILID’ART. “Uma segunda edição deste projeto representa voltar a acreditar que é possível sensibilizar a sociedade, de uma forma inovadora e criativa, para as questões e dificuldades que envolvem as pessoas que querem ter filhos, mas que precisam de ajuda médica para o conseguir. Para esta edição decidimos desafiar os alunos de fotografia e de vídeo”, afirma.

As inscrições do concurso, a realizar num site criado para a iniciativa, começam no dia 03 de maio, podendo ser feitas pelos alunos que frequentam as instituições de ensino e formação parceiras deste projeto. A avaliação e a seleção das fotografias e vídeos vencedores serão anunciadas em junho de 2021.

Serão premiados seis vencedores, três para fotografia e três para vídeo, sendo que o valor do primeiro prémio é de 1.000€, do segundo de 500€ e do terceiro de 250€. Os valores são iguais para as duas categorias.

Como júri foi escolhido um grupo isento constituído por um representante da APFertilidade, das instituições de ensino e formação retratadas neste projeto e da Merck.

Pedro Moura, Managing Director da Merck Portugal, demonstra que “apoiar este projeto vai ajudar a sensibilizar toda a população portuguesa sobre o tema da Fertilidade, ao mesmo tempo que se estimula a criatividade em diferentes áreas artísticas". “O nosso compromisso é continuar a ajudar a criar vidas, contribuindo para a inovação no tratamento da infertilidade. Só com o nosso apoio já nasceram mais de 4 milhões de bebés em todo o mundo, um número que nos orgulha imenso. Estamos aqui, sempre, para apoiar estes temas.”

Doença previne-se com vacinação
Quando se fala em meningite são muitos os pais que ficam assustados com a possibilidade de os filhos

De acordo com Maria João Brito, infeciologista Pediátrica do Hospital Dona Estefânia, vacinar é o melhor remédio contra a meningite. Atualmente, é nos países em vias de desenvolvimento e sem cobertura vacinal suficiente que mais se morre com a doença e onde as suas sequelas são mais graves.

Desde que foram introduzidas no mercado a vacina pneumocócica conjugada heptavalente, a vacina para a meningo B e a vacina contra meningite por haemophilus influenzae tipo B, estas têm contribuído para uma redução não só da incidência de casos de doença, mas das taxas de mortalidade associadas em países com maior cobertura vacinal.

Deste modo, a especialista sublinha que quanto mais vacinarmos, menos casos de doença grave teremos no futuro.

Mas afinal o que é a meningite e por que motivo ainda é tão temida?

Para a especialista muitos pais não sabem o que é a meningite. Assim, “para desconstruirmos o que é esta entidade clínica podemos referir que há dois tipos de meningite mais prevalentes na idade pediátrica, nomeadamente a meningite viral e a meningite bacteriana”.

Segundo Maria João Brito, as meningites bacterianas são aquelas que estão associadas a sequelas a longo prazo, apresentando uma gravidade variável. “Já a meningite pneumocócica é a meningite que habitualmente tem mais complicações e essas complicações são muito importantes, são à volta de 30% - podem cursar com défice de audição, surdez, com epilepsia, com atrasos de desenvolvimento, pode existir também o insucesso escolar”, esclarece.

“Depois temos as meningites por haemophilus influenzae, com casos quase inexistentes na Europa, e outros hemofilos, não diretamente relacionados com a vacinação, mas que dão sequelas importantes”, acrescenta demonstrando, deste modo, que não só que existem vários agentes que provocam a doença como os fatores de risco associados também são variados.

“Ao falarmos de grupos de risco é importante considerar que variam mediante os tipos de meningite, ou seja, com a meningite pneumocócica, no grupo de alto risco, com pneumococo, temos as crianças com infeção VIH, crianças sem baço, crianças com anemias hemolíticas. Nas crianças para meningite por meningococo, há défices de imunidade que são os difíceis do complemento”, adianta sublinhando, no entanto, que “qualquer criança, mesmo sem estes fatores de risco tem, como qualquer pessoa em geral, um risco de poder ter a doença”.

Segundo a especialista, a meningite pneumocócica é provocada por uma bactéria que vive na nossa nasofaringe e que, em determinadas alturas da vida, “ou porque há uma infeção viral ou porque as pessoas estão com as defesas mais em baixo, invade o organismo”. Ou seja, esta bactéria não é transmissível de pessoa para pessoa.

“O mesmo não acontece com o meningococo, em que há transmissão. Os adolescentes habitualmente são os grandes disseminadores da doença, têm o meningococo na sua nasofaringe e disseminam para o grupo deles, para as crianças mais pequenas e para os idosos”, explica a médica infeciologista.

O período de incubação varia igualmente. “A meningite pneumocócica não tem nenhum período de incubação porque não se transmite. São os nossos pneumococos que vivem na nossa nasofaringe que se disseminam e causam a meningite. O período de incubação para a meningite meningocócica, é de três a cinco dias”, esclarece adiantando que no caos da meningite meningocócica o tratamento passa pela administração de antibióticos.

Entre os sinais a que devemos estar atentos, a médica do Hospital Dona Estefânia refere que os principais sintomas em idade pediátrica são a febre, as dores de cabeça e os vómitos. Já nas crianças com menos de um ano, para além da febre e vómitos, “podemos ainda considerar irritabilidade intensa”.  

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
INSPIRESCOPE é transmitido via streaming mas requer inscrição prévia
A Bayer organiza no próximo dia 15 de maio o evento INSPIRESCOPE que contará com a participação de vários médicos especialistas...

Os temas em debate centrar-se-ão nos desafios da oncologia em Portugal, no acesso à inovação, nos novos paradigmas de tratamento e no lançamento de uma nova plataforma – Oncology Inspired – com informação dedicada a profissionais de saúde, mas também ao público em geral e que pretende ser uma fonte de informação sobre doenças oncológicas credível e com rigor científico, no universo digital.

O primeiro painel subordinado ao tema “Desafios atuais no acesso à inovação em oncologia em Portugal” conta com a moderação do Diretor de serviço de Oncologia Médica do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, Luís Costa, e integra participantes da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO); Ordem dos Médicos; INFARMED; Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) e do Instituto Karolinska.

De seguida, três painéis compostos por médicos especialistas na área da oncologia de diferentes centros hospitalares, a nível nacional, irão abordar os temas “Foco nos doentes com CHC - uma abordagem multidisciplinar passo-a-passo” e “Novos desafios, diferentes estadios, os mesmos doentes - paradigma de tratamento do CPRC” com a moderação de Armando Carvalho e Arnaldo Figueiredo do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, respetivamente. Por fim, existe ainda um último painel sobre “Transformar vidas: do diagnóstico ao tratamento dos doentes com tumores de fusão NTRK” com a moderação de Júlio Oliveira do Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil no Porto.

“A área de oncologia na Bayer, em Portugal, tem vindo a ganhar indiscutivelmente cada vez mais dimensão e importância. Por termos uma preocupação constante no cuidado dos doentes oncológicos e na garantia de que podem ter acesso às terapêuticas mais inovadoras para tratar os seus tumores, temos vindo a investir no debate da facilidade do acesso à inovação no país, prova disso é este evento que conta com a participação de um painel multidisciplinar de excelência para colocar este tema em agenda”, afirma Isabel Fonseca Santos, Diretora Médica da Bayer Portugal que em conjunto com a Diretora-Geral da companhia, Nathalie Cardinal von Widdern, farão a abertura do evento.

A sessão termina com a apresentação da nova plataforma Oncology Inspired e com uma conversa inspiracional, com o mote “Para além da ciência”, com a 1.ª Astronauta portuguesa da NASA, Ana Pires.

A participação no evento requer uma inscrição que pode ser feita aqui: https://www.inspirescope2021.pt/registration e é exclusiva para profissionais de saúde.

 

Utentes com mais de 65 anos
De acordo com dados do Ministério da Saúde, na passada quinta-feira o portal já tinha validade mais de 156 mil pedidos de...

À margem de uma visita à unidade hospitalar das Caldas da Rainha, que se realizou esta segunda-feira, o Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales salientou que “tem havido muitas pessoas a recorrer ao autoagendamento, o que significa que há confiança no processo e as pessoas até demonstram ansiedade em se vacinarem”.

O governante admitiu, no entanto, a existência de alguns problemas neste processo, mas acrescentou que “está a ser feito um esforço para melhorar” para que “não ocorram acontecimentos pontuais desse tipo”.

A funcionalidade de autoagendamento está disponível através do Portal da Covid-19 e permite que os utentes com mais de 65 anos, faixa etária que começará agora a ser vacinada, independentemente de qualquer doença, possam escolher o ponto de vacinação em que pretendem ser vacinados.

No caso de não haver vagas disponíveis, os utentes podem optar por ficar em lista de espera naquele ponto de vacinação ou escolher uma data, noutro ponto de vacinação, segundo as explicações do SPMS – Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, entidade que desenvolveu a plataforma.

Posteriormente, o utente receberá um SMS com a hora precisa em que será vacinado no dia e no ponto de vacinação escolhido. O envio da mensagem está dependente de o utente não ter sido ainda convocado para vacinação ou não ter contraído Covid-19.

Segundo o coordenador da task force da vacinação, Vice-Almirante Henrique Gouveia e Melo Gouveia e Melo, as pessoas podem solicitar ajuda em algumas autoridades e instituições de apoio à população e, caso não se inscrevam através do portal de autoagendamento, podem também “esperar que sejam agendadas pelo processo central". 

 

Análise comparativa
Portugal voltou a não registar qualquer morte por Covid-19. Esta foi a quarta vez, desde o início da pandemia, em março de 2020...

O primeiro dia sem registo de óbitos ocorreu em 3 de agosto de 2020, o segundo foi em 26 de abril e o terceiro na passada sexta-feira, dia 30 de abril.

De acordo com o site de estatísticas Our World in Data, Portugal é, atualmente, o país da União Europeia (UE) com menos mortes diárias atribuídas à Covid-19, nos últimos sete dias por milhão de habitantes, e o segundo com menos casos.

Com uma média de 39,72 novos casos diários por milhão de habitantes nos últimos sete dias, Portugal só está atrás da Finlândia, que apresenta uma média de 36,72 para o mesmo indicador.

No que toca à média de mortes com Covid-19 por milhão de habitantes no mesmo período em análise, Portugal obtém a média móvel mais baixa, com 0,17 óbitos.

Quanto ao resto dos países europeus, o Chipre é o país, de acordo com a informação avançada no site do SNS, que apresenta a maior média de novos casos diários (656,14 por milhão de habitantes). Seguem-se a Suécia (498,78), a Lituânia (439,91), a Croácia (436,62) e os Países Baixos (400,68).

No que diz respeito à média diária de mortes por Covid-19 por milhão de habitantes, a Hungria é o país europeu que está em pior situação, apresentando nos últimos sete dias uma médica de 17,41.  Seguem-se a Bulgária (12,03), a Croácia (11,41), a Polónia (10,01), a Eslováquia (7,09) e a Grécia (6,11).

A média mundial neste indicador está em 1,71 e a da UE em 4,46.

 

 

Iniciativa digital gratuita
A iniciativa digital “Mamãs em Forma” está de regresso, em maio, com novos treinos e recomendações específicas para as grávidas...

Durante a gravidez, o exercício físico é essencial para o bem-estar da grávida. Todas as futuras mamãs que não têm contraindicações para a prática do exercício físico, devem incluir esta atividade ao longo da gravidez para aumentar os níveis de energia, prevenir o excesso de peso e diminuir o risco de diabetes, entre outros benefícios. Contudo, a sua prática tem de ser adaptada a esta fase tão particular da vida da mulher e, por isso, a Mamãs e Bebés oferece mais uma edição da “Mamãs em Forma”, guiada por João Dias, Personal Trainer especializado em exercício físico para grávidas e pós-parto.

Dia 6 de maio, o especialista irá realizar o treino e apresentar ao longo da sessão os “Cuidados a ter na prática de exercício físico durante a gravidez”. No segundo dia de treinos, 13 de maio, o tema da sessão será “Estou grávida: que exercícios posso fazer?”. Na quinta-feira seguinte, dia 20, o treino será direcionado para os “Exercícios para fortalecimento do assoalho pélvico e alongamentos”. Por último, no dia 27, serão abordados quais os melhores “Exercícios para preparar o corpo para o parto e reduzir a dor”.

No final do mês, a Mamãs e Bebés realizará ainda um sorteio onde vai ainda oferecer a uma das mamãs participantes uma consulta online de aconselhamento alimentar por trimestre, juntamente com um plano alimentar personalizado pela nutricionista Carla Gomes.

Para assistir à Mamãs em Forma e participar nos treinos, é necessário um computador, tablet ou outro dispositivo com acesso à internet, roupa confortável que permita uma melhor movimentação, um tapete de yoga e, acima de tudo, muita energia! 

 A inscrição é feita através deste link.

 

Ensaio em população pediátrica
A Novavax adiantou esta segunda-feira que iniciou uma expansão pediátrica do ensaio PREVENT-19 da fase III para testar a sua...

No início deste ano, a Novavax disse ter concluído a inscrição de 30 mil voluntários adultos no ensaio PREVENT-19, que arrancou em dezembro nos EUA e no México. O ensaio está a avaliar duas injeções intramusculares de NVX-CoV2373 ou placebo, administradas com 21 dias de intervalo. A extensão adicional do ensaio avaliará a eficácia, segurança e imunogenicidade de NVX-CoV2373 em até 3 mil adolescentes com idades compreendidas entre 12 e 17 anos em até 75 locais nos EUA.

A Novavax notou que está previsto um crossover cego seis meses após o conjunto inicial de vacinas para garantir que todos os participantes do ensaio recebam vacina ativa. Os voluntários do estudo serão monitorizados até dois anos após a dose final. A empresa disse que vai partilhar uma atualização sobre a análise pediátrica do PREVENT-19 durante o Congresso Mundial da Vacinação que se realiza no final desta semana.

A Novavax informou recentemente que a NVX-CoV2373 tinha uma eficácia global de 89,7% na análise final de um ensaio tardio, desenvolvido no Reino Unido, e que envolveu mais de 15 mil participantes. Este ensaio revelou taxas de eficácia de 96,4% e 86,3%, respetivamente, contra a estirpe original da SARS-CoV-2 e da variante B.1.1.7. Verificou-se também que proporcionava uma proteção 100% contra doenças graves. Entretanto, a GlaxoSmithKline concordou em ajudar a produzir até 60 milhões de doses de NVX-CoV2373 para utilização no Reino Unido. A vacina ainda não está autorizada em nenhum lugar do mundo, mas deverá ser submetida a revisão no Reino Unido durante o segundo trimestre.

A Pfizer e o seu parceiro BioNTech apresentaram recentemente um pedido aos reguladores dos EUA e da UE para que a sua vacina COVID-19 seja autorizada para utilização em adolescentes com apenas 12 anos. A Johnson & Johnson e a Moderna também estão a realizar ensaios para avaliar as respetivas vacinas COVID-19 em populações pediátricas, enquanto um estudo do Reino Unido que testa vaxzevria da AstraZeneca em crianças foi interrompido, recentemente, no meio de preocupações de que possa estar ligado a casos raros de coágulos sanguíneos vistos em recetores adultos.

 

Páginas