Permitir acesso "amplo, acessível e equitativo" a todos os países
A Moderna anunciou esta segunda-feira que assinou um acordo com a Gavi, a Aliança das Vacinas, para fornecer até 500 milhões de...

Segundo a empresa farmacêutica, no quarto trimestre serão entregues 34 milhões de doses iniciais à unidade de partilha de vacinas COVAX, enquanto a aliança mantém a opção de obter mais 466 milhões de doses em 2022. "Reconhecemos que muitos países têm recursos limitados para aceder às vacinas COVID-19", comentou Stéphane Bancel, presidente executivo da Moderna, acrescentando que "apoiamos a missão da COVAX de garantir um acesso amplo, acessível e equitativo".

A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu na passada sexta-feira uma lista de uso de emergência à vacina da Moderna para pessoas com idade ou superior a 18 anos, condição prévia para a elegibilidade da COVAX. A iniciativa apoiada pela OMS, criada para garantir o acesso oportuno às vacinas Covid-19 em 92 países de baixo e médio rendimento, também tem acordos de fornecimento com empresas como a AstraZeneca, Johnson & Johnson e Pfizer.

Moderna disse que todas as doses de mRNA-1273 ligadas à COVAX serão oferecidas ao "preço mais baixo da empresa", em linha com os seus compromissos globais de acesso. Entretanto, a Gavi observou que o acordo também inclui opções para aceder potencialmente às doses das vacinas adaptadas a outras variantes no futuro. Na semana passada, a empresa anunciou planos para aumentar a sua capacidade de produção para produzir até 3 mil milhões de doses de mRNA-1273 em 2022.

 

Conclusões do Congresso Português de Cardiologia 2021
Desafios estruturais, dificuldades no planeamento estratégico do financiamento e ausência de estratégias de avaliação claras...

Com o objetivo de levantar questões e propor soluções para ultrapassar os desafios atuais e futuros da abordagem às doenças cardiovasculares em Portugal, um grupo de especialistas de renome da área da Saúde em Portugal (decisores, gestores de saúde e médicos cardiologistas) criou um Think Tank a partir do qual surgiram novas medidas relacionadas com a gestão das doenças cardiovasculares (DCV). As conclusões, integradas no documento “Innovation and Healthcare Process in the Cardiovascular Patient in Portugal”, foram apresentadas por Fausto Pinto, Presidente da Federação Mundial do Coração e por Adalberto Campos Fernandes, ex-Ministro da Saúde, no decorrer do Congresso Português de Cardiologia 2021.

 As conclusões apresentadas no estudo apontam como principais causas do encargo com as doenças cardiovasculares em Portugal, o estilo de vida, a inatividade física, o consumo excessivo de sal, a prevalência da diabetes e a falta de adesão ao tratamento.

O grupo de especialistas destacou ainda que a gestão das doenças cardiovasculares em Portugal enfrenta vários desafios, como a “desigualdade no acesso à saúde” (relacionada com fatores geográficos e socioeconómicos) e a “fragmentação do sistema de saúde”, além da “falta de integração e comunicação entre os Cuidados de Saúde Primários e Cuidados de Saúde Secundários”, assim como entre os diferentes profissionais de saúde envolvidos na prestação de cuidados cardiovasculares. Além disso, foram também encontradas dificuldades no planeamento estratégico do financiamento do Sistema de Saúde, aliadas à falta de estratégias de avaliação claras para a inovação.

De acordo com Fausto Pinto, “a área da prevenção está muito ligada à Saúde Pública e tem havido dificuldades na sua implementação. Um dos desafios é o impacto que as medidas de prevenção têm, uma vez que não acompanham o impacto das terapêuticas, que têm sido muito mais eficazes. Existem, de facto, barreiras na otimização da utilização das ferramentas de que dispomos e em como expandi-las para podermos implementar melhor as estratégias de prevenção na área cardiovascular, sabendo que 80% das DCV podem ser prevenidas”. O Presidente da Federação Mundial do Coração adiantou ainda que: “Temos sido muito melhores a tratar do que a prevenir”.

O documento indica, ainda, algumas potenciais soluções para melhorar a situação atual, que incluem: a criação de planos de saúde regionais para dar resposta aos imperativos e ações estratégicas sugeridas no Plano Nacional de Saúde, melhorando a coordenação entre o sistema nacional e a realidade local; a definição de percursos claros e multidisciplinares para o doente, envolvendo todos os níveis da prestação de cuidados de saúde e promovendo a coordenação destes cuidados desde as fases inicias; e o desenvolvimento de programas de educação estruturados, que envolvam as associações de doentes e os Médicos dos Cuidados de Saúde Primários habilitados.

No seguimento das intervenções, e no âmbito do Congresso Português de Cardiologia, Adalberto Campo Fernandes acrescenta que “os principais fatores da carga das DCV identificados estão relacionados com as estratégias e medidas de prevenção, sobretudo na prevenção primária. É por isso necessária a existência de um Plano Nacional de Saúde que defina as grandes linhas mestre, cuja estratégica está alinhada com as orientações internacionais, mas adaptada à proximidade. Enquanto um Plano Nacional é um plano técnico, elaborado por grandes peritos nacionais, os planos regionais e locais devem envolver quem conhece a realidade local, os utentes, as associações de doentes e também outros atores que não apenas a comunidade médica”.

Em Portugal, as doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morbilidade, mortalidade e incapacidade. As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre as mulheres e a segunda entre os homens, apenas atrás do cancro. Além disso, em Portugal as doenças cerebrovasculares contribuem em maior número para a mortalidade do que a doença cardíaca coronária, em comparação com a maioria dos outros países europeus.

Estima-se que 75% dos casos de doenças cardiovasculares se devem fatores de risco cardiovascular modificáveis. Isto significa que as doenças cardiovasculares podem ser prevenidas, tratadas e controladas. Dado o considerável impacto económico, social e cultural das doenças cardiovasculares, é inegável a necessidade de encontrar estratégias de promoção da saúde e prevenção da doença que tenham em consideração as características da população portuguesa.

Estudo “Maio, Mês do Coração”
91% das pessoas que se deslocaram a uma unidade de saúde no período de pandemia consideram que estas são locais seguros e onde...

A vacinação contra a covid-19 e a sua relação com as medidas de prevenção do vírus foi também alvo de estudo, tendo-se verificado que praticamente todos os inquiridos (99%) vão continuar a adotar medidas de proteção, como o uso da máscara, a lavagem frequente das mãos e o distanciamento social, após serem vacinados.

O mesmo estudo avaliou ainda quais são as principais fontes de informação dos portugueses relativamente à doença e concluiu que 64% recorre à comunicação social para obter informação sobre o tema. Já 28% dos inquiridos referem que optam por pesquisar na internet e apenas 9% não se mostram muito atentos em relação a este tipo de informação.

O inquérito, que também contou com uma avaliação específica dedicada aos doentes cardíacos, concluiu que 1 em cada 10 já esteve infetado com Covid-19 e que 62% dos doentes cardiovasculares não cancelaram nem adiaram as suas consultas e/ou exames médicos, no último ano, devido à pandemia.

Manuel Oliveira Carrageta, presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia, mostra-se satisfeito com os resultados deste estudo e reforça que “estas conclusões mostram que os portugueses começam a saber lidar com a pandemia de Covid-19, que veio para ficar, e que o receio do vírus já não coloca em causa o acompanhamento aos doentes cardíacos como se verificava há uns meses atrás. Os serviços de saúde têm assumido um papel fundamental na transmissão de uma mensagem de confiança e a prova disso é que verificamos que, cada vez mais, os doentes não temem as deslocações a estas unidades por considerarem que estão reunidas todas as condições de segurança”, conclui.

A amostra do estudo é constituída por 1000 portugueses, com idade superior a 18 anos, residentes em Portugal Continental e o principal objetivo desta investigação era avaliar o comportamento dos portugueses face ao seu conhecimento, idas aos serviços de saúde e medidas de prevenção, tendo em conta o atual contexto pandémico.

O estudo foi ontem apresentado num evento virtual e marcou o arranque das comemorações de “Maio, Mês do Coração”, que este ano terá uma plataforma imersiva onde acontecem eventos e onde é disponibilizada informação útil sobre a temática das doenças cardiovasculares. Mais informação em: www.maionocoracao.pt.

Proposta será analisada esta semana
A Comissão Europeia apelou esta segunda-feira aos países da União Europeia para que reabram as suas fronteiras externas aos...

A proposta de Bruxelas vai ser analisada ainda esta semana a nível técnico com o objetivo de conseguir um acordo antes do final de maio, podendo esta mudança se implementada "no início de junho", de acordo com fontes comunitárias.

De acordo com proposta do executivo comunitário, o facto de os viajantes vacinados poderem viajar para destinos europeus não significa que o possam fazer "sem condições", uma vez que cabe a cada Estado-Membro decidir se deve ou não cumprir outras medidas à chegada ao destino, como a quarentena ou os testes de diagnóstico.

"A União Europeia está verdadeiramente pronta para se abrir ao mundo, mas em segurança. A nossa proposta garante um espaço Schengen forte graças a uma estratégia comum e coordenada na nossa fronteira externa", disse a comissária do Interior, Ylva Johansson, pouco depois de a proposta ter sido anunciada.

O objetivo da recomendação da Comissão Europeia é que os Estados-Membros tenham em conta não só a situação epidemiológica do país terceiro, mas também se as pessoas receberam “a última dose recomendada de uma vacina autorizada na UE".

Esta concessão poderia também ser alargada às vacinas que tenham concluído o processo de emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS), tal como estabelecido no documento da Comissão, mas em circunstância alguma os governos europeus poderão aceitar vacinas que não tenham sido aprovadas pela EMA ou pela OMS.

Por enquanto, a UE autorizou a utilização de quatro vacinas -- BioNTEch/Pfizer, Moderna, AstraZeneca e Janssen.

No entanto, o executivo comunitário pede para não baixar a guarda, pelo que solicita que seja incluída na sua proposta um "travão de emergência" que permita à UE agir de forma coordenada e mais rápida face a novas ameaças.

 

A proteína de pico do novo coronavírus desempenha um papel-chave adicional na doença
Os cientistas sabem há algum tempo que as distintas proteínas "pico" da SARS-CoV-2 ajudam o vírus a infetar o...

O artigo, publicado em 30 de abril de 2021, na Revista Circulation Research, mostra também que a COVID-19 é uma doença vascular, uma vez que demonstra exatamente como o vírus SARS-CoV-2 danifica e ataca o sistema vascular a nível celular. As descobertas ajudam a explicar a grande variedade de complicações aparentemente não relacionadas da COVID-19, e podem abrir a porta para novas pesquisas em terapias mais eficazes.

"Muitas pessoas pensam nela como uma doença respiratória, mas é realmente uma doença vascular", diz o professor assistente de investigação Uri Manor, que é coautor sénior do estudo. "Isso pode explicar porque é que algumas pessoas têm derrames, e porque é que algumas pessoas têm problemas noutras partes do corpo. A comunhão entre eles é que todos têm fundamentos vasculares."

Os investigadores de Salk colaboraram com cientistas da Universidade da Califórnia San Diego no trabalho, incluindo o coprimeiro autor Jiao Zhang e o autor co-sénior John Shyy, entre outros.

Embora as descobertas em si não sejam totalmente uma surpresa, este estudo fornece uma confirmação clara e uma explicação detalhada do mecanismo através do qual a proteína danifica as células vasculares pela primeira vez. Tem havido um crescente consenso de que a SARS-CoV-2 afeta o sistema vascular, mas exatamente como o faz não foi ainda bem compreendido. Da mesma forma, os cientistas que estudam outros coronavírus suspeitavam há muito que a proteína do pico contribui para danificar as células endoteliais vasculares, mas esta é a primeira vez que o processo é documentado.

No novo estudo, os investigadores criaram um "pseudovírus" que estava rodeado pela coroa clássica SARS-CoV-2 de proteínas de pico, mas não continha nenhum vírus real. A exposição a este pseudovírus resultou em danos nos pulmões e artérias de um modelo animal, provando que a proteína do pico por si só era suficiente para causar doenças. Amostras de tecido mostraram inflamação em células endoteliais que revestem as paredes da artéria pulmonar.

A equipa replicou então este processo em laboratório, expondo células endoteliais saudáveis à proteína de pico. Mostraram que a proteína de pico danificou as células ligando o ACE2. Esta ligação interrompeu a sinalização molecular do ACE2 às mitocôndrias (organelas que geram energia para as células), fazendo com que as mitocôndrias ficassem danificadas e fragmentadas.

Estudos anteriores mostraram um efeito semelhante quando as células foram expostas ao vírus SARS-CoV-2, mas este é o primeiro estudo a mostrar que os danos ocorrem quando as células são expostas à proteína de pico por si só.

"Se removermos as capacidades de replicação do vírus, ele ainda tem um grande efeito prejudicial nas células vasculares, simplesmente em virtude da sua capacidade de se ligar a este recetor de proteína S, o recetor de proteína S, agora famoso graças ao COVID", explica Manor. "Outros estudos com proteínas de pico mutante também fornecerão uma nova visão para a infecciosidade e gravidade dos vírus SARS CoV-2 mutantes."

Os investigadores esperam, em seguida, olhar mais de perto o mecanismo pelo qual a proteína ACE2 perturbada danifica as mitocôndrias e faz com que mudem de forma.

Atualmente está autorizada a ser utilizada em pessoas com idade igual ou superior a 16 anos
A Agência Europeia de Medicamentos começou a avaliar a candidatura de extensão da indicação de uso da vacina contra a Covid-19...

A Comirnaty é uma vacina para prevenir a Covid-19 que está, atualmente, autorizada a ser utilizada em pessoas com idade igual ou superior a 16 anos. “Contém uma molécula chamada RNA mensageiro (mRNA) com instruções para produzir uma proteína, conhecida como a proteína do pico, naturalmente presente na SARS-CoV-2, o vírus que causa COVID-19”, esclarece o regulador europeu em comunicado.

Nesta mesma nota, a EMA, faz saber que o Comité de Medicamentos Humanos (CHMP) vai realizar uma avaliação acelerada dos dados apresentados pela empresa que comercializa Comirnaty, “incluindo resultados de um grande estudo clínico em curso envolvendo adolescentes a partir dos 12 anos de idade, a fim de decidir se recomendará a extensão da indicação”.

Este parecer será depois encaminhado para a Comissão Europeia, “que emitirá uma decisão definitiva juridicamente vinculativa aplicável em todos os Estados-Membros da EU”.

Espera-se que o resultado desta avaliação seja conhecido em junho, “a menos que sejam necessárias informações suplementares”, pode ler-se em comunicado.

 

Webinar "“Combater a desinformação em saúde. O papel do profissional de comunicação”
A Secção de Relações Públicas e Comunicação Organizacional da Escola Superior de Comunicação Social (ESCS) vai organizar um...

A iniciativa, que assinala as comemorações da Semana Europeia da Saúde Pública, pretende promover a discussão sobre o papel do profissional de comunicação no combate à crescente desinformação no setor da saúde, assim como refletir sobre os desafios de comunicação introduzidos pela pandemia covid-19.

O painel de oradores será constituído pelo médico Ricardo Mexia, presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, pela professora Mafalda Eiró-Gomes, Coordenadora da Secção de Relações Públicas e Comunicação Organizacional da ESCS, e por Ana Sofia Tomás, Assessora de Comunicação do Hospital Garcia de Orta.

O evento será dinamizado pelos alunos finalistas da Licenciatura em Relações Públicas e Comunicação Empresarial da Escola Superior de Comunicação Social, no âmbito da unidade curricular de Relação com os Media.

Para assistir à iniciativa (aberta a todos os interessados) basta seguir a seguinte ligação (não requer inscrição): https://videoconf-colibri.zoom.us/j/85668692723

 

6º fórum dedicado ao Dia Internacional do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica (ESMO
A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) faz, na próxima quarta-feira (5 de maio), um balanço do investimento que...

A iniciativa, prevista para as 14h45, insere-se no 6º fórum dedicado ao Dia Internacional do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica (ESMO), que se comemora a 5 de maio, este ano sob o lema “Invest in Midwives” (Investir em parteiras), conforme proposto pela International Confederation of Midwives (Confederação Internacional de Parteiras) para a efeméride em 2021.

Neste fórum organizado pela ESEnfC, em formato de webinar, e que integra as celebrações dos 140 anos de ensino de enfermagem em Coimbra, haverá também espaço para comemorar os 10 anos do projeto "Terna Aventura" (16h15), no âmbito do qual a instituição vem a oferecer programas de preparação para o parto e adaptação à parentalidade, programas de adaptação ao pós-parto, programas de acompanhamento haptonómico pré e pós-natal, assim como sessões de aconselhamento e apoio em aleitamento materno.

Seguir-se-á (16h45) a apresentação da Rede de Enfermagem de Saúde da Mulher de Países de Língua Portuguesa (RESM-LP), uma rede de cooperação de enfermeiros e parteiras que conta com a participantes de oito países e que visa promover a melhoria da saúde da mulher nesses territórios. Antes, às 14h30, duas professoras belgas do Departamento Paramédico da Haute École de Namur-Liège, Luxembourg (Sophie Evrard e Milena Jarosik) intervirão no painel “Invest in Midwives”, que contará também com reflexões da bastonária da Ordem dos Enfermeiros de Moçambique (Maria Acácia Ernesto Lourenço) e da presidente do Colégio da Especialidade de Saúde Materna e Obstétrica da Ordem dos Enfermeiros portuguesa (Irene Cerejeira).

A sessão de abertura, às 14h15, conta com a presença da Presidente da ESEnfC, Aida Cruz Mendes, e da coordenadora da Unidade Científico-Pedagógica de Enfermagem de Saúde Materna, Obstétrica e Ginecológica (UCP ESMOG) da instituição, Maria Neto Leitão.

Este “6º Fórum Internacional do Dia Internacional da/o Enfermeira/o Especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica (ESMO)” é promovido pela UCP ESMOG da ESEnfC, com o apoio da RESM-LP e do Centro Colaborador da Organização Mundial de Saúde para a Prática e Investigação em Enfermagem sediado na Escola.

Mais informações sobre o programa e os oradores convidados podem ser obtidas no sítio do evento na internet, em www.esenfc.pt/event/6forumesmog

Dia Mundial do Sol
Apesar da exposição solar trazer múltiplos benefícios para a saúde, a verdade é que ela é também res

Embora o melanoma seja o tipo de cancro de pele mais grave, responsável por “mais 2/3 das mortes” associadas à doença, convém ressalvar que este não é o único tipo de cancro cutâneo que existe e ao qual devemos estar atentos.

De acordo com o especialista em dermatologia, Paulo Morais, “os tipos de cancro da pele mais frequentes, que correspondem a 97% de todos os casos, são o carcinoma basocelular (65%), o carcinoma espinocelular (25%) e o melanoma maligno (7%)”. E explica: “os carcinomas basocelular (CBC) e espinocelular (CEC), globalmente denominados de “cancro cutâneo não melanoma”, têm origem em células da epiderme chamadas queratinócitos”. Ao passo que, o melanoma maligno (MM) tem origem nas células da pele produtoras de pigmento chamadas melanócitos. “Existem, no entanto, outros cancros de pele menos comuns (< 3%), incluindo o carcinoma de células de Merkel, os linfomas cutâneos, o fibroxantoma atípico, o sarcoma de Kaposi, o carcinoma sebáceo, entre outros”, acrescenta.

De crescimento lento, explica, o Carcinoma Basocelular raramente dissemina “para outras partes do corpo; no entanto, pode recidivar e ser muito invasivo e destrutivo localmente, se não for tratado atempadamente”. “O CEC é mais agressivo que o anterior e pode, em fases mais avançadas, metastizar para os gânglios linfáticos e atingir outros órgãos”, refere acrescentando que o Melanoma Maligno (MM), caso não seja “detetado e tratado nos estadios iniciais, pode metastizar precocemente”. Segundo o especialista, “as metástases podem ocorrer para os gânglios linfáticos ou para outros locais do corpo, como pulmão, fígado, cérebro, osso ou aparelho digestivo”.

Associado à maioria das mortes por cancro cutêneo, este tipo de cancro é, no entanto, curável se diagnosticado precocemente. Em estadios iniciais a taxa de sobrevivência aos cinco anos ronda os 95%. “Em casos avançados, com metástases, o prognóstico pode ser mais reservado. A taxa de sobrevivência cai para 66% quando a doença atinge os gânglios linfáticos e 27% quando existem metástases para órgãos distantes”, acrescenta Paulo Morais.

“Perante a suspeita clínica de melanoma procede-se à remoção cirúrgica da lesão (ou biópsia parcial se a lesão for de grandes dimensões), com anestesia local, para exame anátomo-patológico e classificação (estadiamento)”, refere o dermatologista quanto ao procedimento terapêutico.

“Se o tumor estiver num estadio inicial, pode ser suficiente o alargamento das margens cirúrgicas, por remoção do tecido adjacente normal, num segundo tempo cirúrgico. Este passo visa diminuir significativamente a probabilidade de reaparecimento local do tumor. A pesquisa do gânglio sentinela, para determinar se existem células cancerígenas nos gânglios linfáticos, é um procedimento recomendado nos casos em que há grande probabilidade de metastização do melanoma para as cadeias ganglionares. Nos tumores mais profundos ou que se espalharam para os gânglios linfáticos, a probabilidade de recidiva ou metastização é superior. Conforme o caso, pode haver necessidade de esvaziamento ganglionar e tratamento adjuvante, para aumentar a possibilidade de cura”, explica adiantando que caso do melanoma avançado e com metástases à distância podem ser utilizados diferentes métodos terapêuticos: como a radioterapia, a quimioterapia e, mais recentemente, a imunoterapia e as terapias alvo. Destas, as últimas têm vindo a demonstrar resultados muitos promissores. No entanto, nem todas as pessoas apresentam a mesma resposta ao tratamento, o que faz com que esta terapia nem sempre seja bem-sucedida.

“Após o diagnóstico e tratamento, o doente deve manter-se em programa de vigilância regular. O seguimento, além de visar a deteção precoce de recidivas locais e de metástases, oferece uma oportunidade para o diagnóstico atempado de outros tumores primários cutâneos”, acrescenta Paulo Morais esclarecendo 5 a 10% dos doentes com melanoma sofrem de um segundo melanoma invasivo ocorre em 5–10% “e um novo melanoma in situ é diagnosticado em mais de 20% dos doentes com melanoma prévio”.

Além das consultas periódicas, o doente deve manter o autoexame mensal e não descurar as medidas de fotoproteção, acrescenta o especialista.

Para usufruirmos dos benefícios de uma exposição solar segura, Paulo Morais deixa alguns conselhos:

  • Evitar a exposição solar entre as 11 e as 17h, procurar sombras e ingerir água regularmente;
  • Utilizar boné, chapéu de abas largas, óculos de sol, T-shirt ou roupa com proteção ultravioleta;
  • Não expor bebés < 6 meses ao sol e evitar a exposição direta em crianças até aos 3 anos;
  • Atentar ao índice ultravioleta (consultar o site do Instituto Português do Mar e da Atmosfera ou aplicações para smartphone) para adequar as medidas de proteção;
  • Usar um protetor solar de amplo espetro, com FPS ≥ 30 e proteção UVA (PPD ≥ 10 ou um terço do FPS);
  • Aplicar o protetor solar em quantidade generosa (2 mg/cm2), cerca de 30 minutos antes do início da exposição;
  • Reaplicar o protetor solar de 2/2 horas ou antes, se ocorrer imersão em água ou transpiração intensa;
  • Reforçar a aplicação do protetor solar nas zonas mais delicadas da face (regiões malares, nariz e lábios) e pescoço;
  • Não prolongar o tempo de exposição só porque está a ser usado um protetor solar.

E sublinha a necessidade de estarmos atentos a qualquer sinal suspeito, chamando a atenção para as seguintes características (conhecidas pela regram ABCDE):

A – Assimetria: uma metade é diferente da outra;

B – Bordo irregular: as extremidades do sinal são irregulares, sem padrão, abruptas ou mal definidas;

C – Cor: a cor do sinal é heterogénea ou não uniforme, podendo ter diferentes tonalidades de castanho ou preto, e por vezes outras cores;

D – Diâmetro: a lesão tem mais de 6 milímetros, embora possam existir melanomas menores;

E – Evolução: a lesão sofreu alteração do tamanho, cor e/ou forma.

Segundo o dermatologista Paulo Morais devemos ter ainda “em conta que, no contexto de vários sinais, a lesão maligna pode ser a que destoa do padrão global, ou seja, é o «patinho feio»”.

“Alguns melanomas apresentam pouco (hipomelanótico) ou nenhum (amelanótico) pigmento, o que pode dificultar o diagnóstico. Pode apresentar-se como uma mancha, pápula ou placa com bordos irregulares, avermelhada, ou como um nódulo saliente, geralmente, erosionado ou friável”, acrescenta.

Por outro lado, refere a importância de estarmos atentos a qualquer alteração que surja em toda e qualquer extensão da pele. “No autoexame devemos inspecionar toda a superfície cutânea, uma vez que o cancro da pele pode surgir no couro cabeludo, face, pescoço, tronco, membros, palmas, plantas, nádegas, região genital, mucosas ou no aparelho ungueal”, enumera adiantando que não devemos estar apenas atentos aos sinais pré-existentes, mas também a alterações que surgem “de novo” na pele, já que, refere o especialista, “70 a 80% dos melanomas surgem em pele aparentemente normal (apenas 20 a 30% dos MM surgem a partir de sinais)”.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dados DGS
Nas últimas 24 horas, não houve mortes associadas à Covid-19. O número de novos casos também se mantém baixo: 180. No entanto,...

Segundo o boletim divulgado, não há, desde ontem, mortes a registar em todo o território português.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 180 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 50 novos casos e a região norte 86. Desde ontem foram diagnosticados mais 11 na região Centro, 6 no Algarve. No Alentejo não há registo de novas infeções. Quanto às regiões autónimas, no arquipélago da Madeira foram identificadas mais 15 infeções e nos Açores 12.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 322 doentes internados, mais 11 casos que ontem. As unidades de cuidados intensivos contam agora com mais cinco doentes internados. Atualmente, estão em UCI 90 pessoas.

O boletim desta segunda-feira mostra ainda que, desde ontem, 403 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 797.124 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 23.356 casos, menos 223 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm, no entanto, sob vigilância mais 90 contactos, estando agora 23.999 pessoas em vigilância.

 

#DesafioPelaAsma decorre no Instagram e Facebook
Com o objetivo de alertar para a problemática da asma grave e do seu aumento em todo o mundo, a Associação Portuguesa de...

A iniciativa que decorre nas redes sociais da APA, de 5 a 12 de maio, pretende sensibilizar para a importância do controlo da asma grave e do acesso a cuidados de saúde especializados e contínuos que garantam um maior controlo dos sintomas de asma. Adicionalmente esta ação tem um cariz solidário. Por cada partilha com o sopro de uma vela digital a Sanofi irá doar 1€ à Associação Portuguesa de Asmáticos, até um total de 5 mil €. O filtro estará disponível nas páginas de Facebook - facebook.com/APAsmaticos/ - e Instagram – instagram.com/assportuguesaasmaticos/ – da APA.

Para Mário Morais de Almeida, presidente da APA, “este tipo de ações de sensibilização é fundamental para alertar para o grande impacto da asma, em particular da asma grave no dia a dia das pessoas com a patologia. Tarefas como ir às compras, caminhar, subir escadas ou brincar com os filhos podem revelar-se impossíveis. Além disso, a asma, quando não controlada, tem um grande impacto na atividade diária dos doentes e seus familiares diminuindo assim a sua qualidade de vida.”

“Quando se trata de controlo da asma, pela sua gravidade, pensamos imediatamente no alívio dos sintomas no momento. Mas as ações de hoje impactam a saúde pulmonar amanhã, por isso é importante sensibilizar para esta patologia. Neste Dia Mundial da Asma, aceite o desafio e apague uma vela digital em reconhecimento da importância de priorizar a saúde pulmonar e o acesso a cuidados especializados de longo prazo que tratem as causas da asma”, diz-nos Francisco del Val, General Manager da Sanofi Genzyme.

A asma é uma realidade que afeta mais de 700 mil pessoas em Portugal, sendo que 20 a 30 mil portugueses sofrem de asma grave. As pessoas com asma grave convivem com sintomas persistentes e debilitantes a nível respiratório que podem levar a danos pulmonares a longo prazo se não for tratada adequadamente.

O #DesafioPelaAsma é uma ação que visa incentivar as pessoas que sofrem de asma grave a procurar apoio especializado para que possam ter uma melhor qualidade de vida. Poderá consultar mais informação em no site da Sanofi e no site da APA.

 

 

 

 

Dr.ª EMA é a primeira farmacêutica virtual em Portugal
Lançada a 27 de abril, a 911Pharma é uma plataforma multifacetada, 100% online e de acesso livre e gratuito, com conteúdos...

Criado por um grupo de farmácias (Somos Farmácia), funcionará como complemento de uma farmácia física, ou seja, terá aconselhamento farmacêutico e respostas às dúvidas do dia-a-dia e dará sempre prioridade a um acompanhamento personalizado e de grande proximidade, com o benefício adicional de estar disponível a qualquer hora do dia, num computador, num smartphone ou num tablet.

“Sentimos que é nossa responsabilidade, enquanto profissionais de saúde, de fornecer informação sobre questões relacionadas com a saúde dos portugueses de forma clara, apresentada numa linguagem simples e que tenha uma garantia de elevada qualidade técnica e científica. Queremos contribuir para um crescimento da literacia em saúde e acreditamos que o 911Pharma vai ajudar este propósito”, refere Jorge Costa, farmacêutico e coordenador do 911Pharma.

“O 911Pharma é um site que tem a preocupação de apresentar informação útil para uma boa compreensão dos produtos, do mecanismo da doença e da saúde”, afirma António Hipólito de Aguiar, diretor técnico de farmácia. 

Este site apresenta uma inovação pioneira: a Dr.ª EMA. Esta é a primeira farmacêutica virtual (Avatar) em Portugal, com quem os utilizadores poderão interagir e que estará sempre disponível para ajudar, responder a dúvidas, garantir o aconselhamento e acompanhamento de proximidade que as pessoas esperam ter quando entram numa farmácia. 

“Adicionalmente, queremos contribuir para a digitalização das farmácias, colocando-as na esfera online, tornando-as permanentemente disponíveis para todos os utentes mesmo para aqueles que não se podem deslocar. 

A presença digital funciona como um complemento do atendimento que é feito ao balcão, não sendo necessário o utente deslocar-se à farmácia para manter o contacto, para se aconselhar, para esclarecer dúvidas ou mesmo para solicitar a dispensa de medicamentos. Uma relação assim é uma relação mais forte e permite uma maior afinidade dos clientes com a sua farmácia”, acrescenta Pedro Nunes do Grupo Somos Farmácia.

Brevemente, o site 911Pharma vai ainda lançar a sua loja online, onde será possível encontrar uma diversificada gama de produtos de saúde, beleza e bem-estar que poderão recolher numa farmácia do Grupo Somos Farmácia à escolha ou serem entregues em casa de forma rápida, cómoda e segura.

A nova e pioneira plataforma virtual vai também fazer a ligação com a farmácia de preferência dos utilizadores para que, de uma forma simples e cómoda, possam ter os medicamentos das suas receitas médicas dispensados e agendar marcações em qualquer um dos serviços farmacêuticos à disposição.

Esquema de informação nutricional
A DECO PROTESTE, organização de defesa do consumidor, quer que o Governo adote o Nutri-Score, o logótipo nutricional colorido...

Interpretar o valor nutricional de um alimento embalado pode ser um quebra-cabeças devido à lista de ingredientes e tabelas nutricionais, que embora relevantes, são complexas, difíceis de interpretar e exigem tempo de análise. Uma investigação da DECO PROTESTE, de abril de 2021, revela que 59% dos inquiridos não conseguem, ou acham difícil, perceber se a informação no rótulo nutricional está completa. Interpretá-lo não está ao alcance de quatro em dez inquiridos. Dois em dez afirmam mesmo não entender o impacto da alimentação na saúde.

Alguns estudos provam que o Nutri-Score é um esquema intuitivo. É ainda bem compreendido por pessoas com poucos conhecimentos em nutrição e com baixo nível socioeconómico, o que torna o Nutri-Score uma ferramenta que ajuda a combater as desigualdades sociais. O logótipo já foi adotado, de forma voluntária, em sete países europeus, reunindo o apoio de várias associações de consumidores e o consenso entre centenas de cientistas e profissionais da área da saúde.

“Se queremos que os consumidores comam melhor, com mais qualidade, diversidade e mais equilibradamente, temos de ajudá-los a interpretar os rótulos nutricionais e escolher os melhores produtos”, explica Dulce Ricardo, Coordenadora da área alimentar da DECO PROTESTE. “Temos de entregar mais informação ao consumidor, que ele consiga decifrar imediatamente quando olha para o rótulo, daí que, para uma organização como a DECO PROTESTE, o Nutri-Score seja fundamental e a sua adoção seja essencial no nosso país”, conclui.

Em Portugal existem 5,9 milhões de pessoas com excesso de peso e o número de diabéticos ascende a 1 milhão. Tanto a obesidade, como a diabetes, são doenças crónicas associadas a uma alimentação inadequada. Chegou o momento de agir e apoiar os portugueses na adoção de dietas saudáveis e promotoras de saúde e bem-estar.

Como funciona o Nutri-Score

Em Portugal, algumas embalagens alimentares já têm o Nutri-Score. O logótipo retangular na frente das embalagens está dividido em cinco cores, à quais correspondem letras: verde - A, verde-claro - B, amarelo - C, laranja - D e vermelho – E. Os alimentos são classificados de acordo com o respetivo perfil nutricional. Os A e B podem ser consumidos mais regularmente, enquanto os que têm a classificação entre C e E devem ser consumidos de forma mais moderada.

O sistema consiste na atribuição de pontos consultando para isso a composição nutricional por 100 g ou 100 ml do produto e ainda a lista de ingredientes. Os pontos positivos incluem a proporção de fruta, legumes, leguminosas, frutos secos, azeite e óleo de colza e noz, tal como o teor em fibras e proteínas. Níveis elevados são considerados bons para a saúde. Os pontos negativos incluem energia (calorias), teor em gordura saturada, açúcares e sal. Níveis elevados são considerados prejudiciais à saúde.

O Nutri-Score foi proposto por uma equipa francesa de investigação em nutrição pública, liderada por Serge Hercberg, médico com especialização em epidemiologia e nutrição. É, desde 2017, a escolha da autoridade de saúde francesa, aplicável aos alimentos transformados e pré-embalados, incluindo bebidas não alcoólicas, para colocar na frente dos rótulos.

“de Coração Cheio & Sem Reservas”
Para assinalar o Mês do Coração, a Associação de Apoio aos Doentes com Insuficiência Cardíaca (IC) promove uma campanha com o...

Em Portugal existem cerca de 400 mil pessoas com insuficiência cardíaca, sendo possível que grande parte destes ainda estejam subdiagnosticados e subtratados. Estima-se que a sua prevalência possa aumentar entre 50 a 70% até 2030. Atualmente, representa ainda a 1ª causa de internamento hospitalar após os 65 anos.

“A pandemia veio intensificar esta problemática porque, infelizmente, os diagnósticos ficaram suspensos e os próprios doentes assumem que tiveram medo de se dirigir ao hospital para receber os respetivos cuidados de saúde.

 O objetivo da nossa Associação é apoiar os doentes e por isso, nesta fase, que marca o mês do coração, decidimos promover uma campanha dirigida a eles com um foco motivacional, mostrando que é possível viver com qualidade de vida, desde que o doente: cumpra as recomendações médicas; tome a medicação corretamente; tenha cuidados com a alimentação; pratique atividade física; não fume nem beba bebidas alcoólicas e tenha apoio adequado para autogerir a sua doença no dia a dia.”, explica Maria José Rebocho, cardiologista e membro técnico científico da AADIC.

A campanha “de Coração Cheio & Sem Reservas” lança um movimento solidário ao desafiar a sociedade civil, os sócios e os profissionais de saúde, a vestirem uma camisola vermelha pela insuficiência cardíaca, durante o mês de maio, e a partilhar em fotografia esse registo na página de Facebook da AADIC. No final do mês do coração a Associação irá criar um cartaz com os rostos que se associaram à campanha.

As cidades de Lisboa, Porto, Penafiel e Cascais serão também palco desta campanha através de vários mupis JCDECAUX.

“A Insuficiência Cardíaca é uma doença frequente, em especial nos estratos etários mais elevados, muitas vezes diagnosticada tardiamente, com internamentos hospitalares recorrentes e mortalidade elevada.

 No mês de maio, em que se celebra o Mês do Coração, a AADIC através desta sua iniciativa pretende, em geral, chamar a atenção da opinião pública para esta doença, ainda insuficientemente compreendida pela população, ao mesmo tempo que se dirige, em particular, aos doentes com IC sublinhando que é possível viver com qualidade de vida desde que se observem os cuidados necessários”, conclui Luís Filipe Pereira, presidente da AADIC.

Candidaturas abertas até 30 de junho
A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) promove, em parceria com a biofarmacêutica AbbVie, a 8.ª edição...

Pelo segundo ano consecutivo, além de instituições prestadoras de cuidados de saúde, o Prémio Healthcare Excellence abre as suas candidaturas a todas as organizações públicas, sociais e privadas de Portugal Continental e Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. Podem candidatar-se equipas de profissionais de saúde e de outros profissionais cujos projetos tenham sido implementados no ano 2020 e no primeiro semestre de 2021, e que tenham resultado numa melhoria significativa da segurança, do acesso e da eficiência nos cuidados de saúde.

“Em 2020, em plena pandemia, registámos um número recorde de candidaturas numa clara demonstração de resiliência e inovação por parte das nossas organizações. Nesta nova edição, esperamos reconhecer e distinguir os muitos projetos que nasceram neste contexto pandémico com o propósito de continuar a garantir o acesso aos cuidados de saúde de todos os doentes – covid e não-covid. Acreditamos que nunca o Prémio Healthcare Excellence fez tanto sentido como hoje”, afirma Alexandre Lourenço, presidente da APAH.

Todas as candidaturas serão avaliadas por um júri que inclui quatro profissionais de reconhecido mérito na área da saúde, tendo em conta os critérios de inovação, da replicabilidade noutras instituições e da qualidade da apresentação na reunião final do Prémio Healthcare Excellence.

Os projetos selecionados serão apresentados pelos seus autores num evento a decorrer no dia 20 de outubro de 2021, no Hotel Vila Galé Coimbra, onde será anunciado o grande vencedor, a quem será atribuído um prémio no valor de 5.000 euros destinado à instituição onde o projeto foi desenvolvido e implementado.

As candidaturas ao Prémio Healthcare Excellence decorrem de 1 de maio a 30 de junho de 2021 e devem ser formalizadas mediante a apresentação de uma descrição resumida do projeto, que permita compreender e evidenciar o seu contributo, submetida para o email [email protected].

O regulamento do Prémio Healthcare Excellence está disponível no site da APAH.

Estudo CLASP mostra que a implantação bem-sucedida foi conseguida em 95% dos casos
Esta nova opção de tratamento transcateter permite reparar a válvula mitral sem necessidade de abrir o peito e parar o coração.

A regurgitação da válvula mitral é uma das formas mais comuns de doença valvular cardíaca, afetando mais de 10% da população com mais de 75 anos. Trata-se de uma doença grave e se não for tratada de forma eficaz implica má qualidade e mesmo risco de vida para os doentes.

"Até recentemente, para além da medicação, que é muito importante, a cirurgia era a única opção de tratamento para doentes que sofriam de regurgitação grave da válvula mitral. No entanto, cerca de 50% dos doentes não são encaminhados para cirurgia de coração aberto, devido ao seu elevado risco cirúrgico, não sendo tratados. As terapias de reparação da válvula mitral por cateter, como o sistema de reparação PASCAL em que somos pioneiros, abrem um novo capítulo no tratamento da doença. Os doentes podem agora beneficiar de tratamentos minimamente invasivos, saindo do hospital num par de dias, voltando rapidamente às suas vidas", refere Manuel Almeida, Diretor da UNICARV Unidade de Intervenção Cardiovascular, do Hospital Santa Cruz (Lisboa).

A regurgitação ou insuficiência da válvula mitral consiste na fuga de sangue através da válvula mitral, cada vez que o ventrículo esquerdo se contrai. Esta fuga pode causar vários sintomas, tais como falta de ar, palpitações cardíacas e fadiga. Muitas vezes, estes sintomas são interpretados pelos doentes como sinais normais de envelhecimento, impedindo-os de consultar os seus médicos.

Com o sistema de reparação PASCAL, a válvula afetada pode ser reparada sem a necessidade de parar o coração nem de abrir o peito. O procedimento é feito inserindo um longo e fino cateter através de uma pequena incisão na virilha e guiado até ao coração para reparar a válvula. Uma vez no local, a reparação é efetuada implantando um dispositivo de uma malha muito leve, que prende suavemente os folhetos, preenchendo a área do orifício regurgitante e reduzindo a fuga de sangue através da válvula mitral.

Os primeiros resultados a um ano do estudo CLASP realizado com este sistema de reparação mostraram uma redução significativa na gravidade da regurgitação mitral, com 100% dos doentes a atingirem um nível de sucesso. A implantação bem-sucedida foi conseguida em 95 por cento dos casos.

O sistema de reparação PASCAL é uma das técnicas de reparação ou substituição transcateter desenhadas para lidar com doenças valvulares cardíacas pela Edwards. Representa o culminar de mais de 20 anos de inovação no desenvolvimento desta nova plataforma, um avanço importante para os doentes. A empresa apresenta uma longa história de conhecimento, experiência e compromisso em avançar para terapias transformadoras apoiadas em evidência clínica robusta. 

Estudo
Novas pesquisas mostraram que as infeções Covid-19 nos profissionais de saúde, durante a primeira vaga da pandemia, forneceram...

O estudo, liderado por investigadores da RCSI University of Medicine and Health Sciences em colaboração com a IBM Research, é publicado no PLOS ONE.

Os investigadores analisaram os dados da infeção dos profissionais de saúde e a progressão da primeira vaga do surto COVID-19 utilizando os números diários de infeções na Irlanda. Utilizando dados semelhantes em quatro outros países (Alemanha, Reino Unido, Coreia do Sul e Islândia), os modelos informáticos mostraram como a doença progrediu em diferentes países tendo em conta a sua abordagem à realização de testes, rastreios e bloqueios.

Os profissionais de saúde na Irlanda representavam 31,6% de todas as infeções confirmadas pelos testes, representando apenas 3% da população. No entanto, os investigadores descobriram que os dados dos profissionais de saúde estavam intimamente relacionados com os de toda a população depois de usarem o software para criar uma imagem mais precisa de quão difundida se encontrava a doença.

Isto sugere que os governos poderiam utilizar dados apenas de profissionais de saúde para informar as decisões sobre a implementação de restrições, testes em larga escala e rastreio de contactos para futuros vírus.

"Como vimos com a pandemia COVID-19, implementar contramedidas precocemente pode salvar vidas e reduzir a propagação da doença", disse o professor de Química do RCSI, Donal O'Shea, que liderou o trabalho.

"No entanto, os testes em larga escala podem levar tempo a estabelecer, atrasar decisões e custar vidas. Embora a população de cuidados de saúde já não seja uma amostra precisa da população em geral para o COVID-19, devido às diferentes taxas de vacinação, os governos poderiam usar dados da sua população de profissionais de saúde para tomar decisões informadas sobre que medidas implementar mais cedo quando os vírus futuros surgirem."

A investigação observou que muito poucas nações foram capazes de criar sistemas eficazes para testar toda a população, realizar rastreios de contacto e colocar em quarentena os infetados com COVID-19.

"A criação de sistemas de testes em larga escala para os profissionais de saúde é muito mais fácil do que criar um programa semelhante para todos, uma vez que a infraestrutura para testes de doenças está sempre em vigor em contextos de cuidados de saúde", disse Dan Wu, docente honorário do Departamento de Química do RCSI e primeiro autor do artigo.

"Um programa de rastreio que testasse todos os profissionais de saúde teria o benefício adicional de capturar a propagação assintomática da doença, uma vez que todos os profissionais de saúde seriam testados. Se os governos pudessem apanhar doenças altamente infeciosas e implementar contramedidas mais cedo, isso poderia possivelmente evitar que novos vírus entrassem em erupção noutra epidemia/pandemia."

Para "receber pessoas da comunidade LGBTQI+ em situação de desproteção e vulnerabilidade e que necessitam de apoio social.”
A Deputada Cristina Rodrigues acabou de submeter um projeto de resolução que visa a criação de equipamentos sociais específicos...

Portugal tem feito um caminho importante no reconhecimento dos direitos fundamentais das pessoas LGBTQI+, do qual se destaca nomeadamente a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo, o reconhecimento de direitos para pessoas transgénero e a protecção das características sexuais das pessoas Intersexo.

“Contudo, apesar dos avanços que têm sido feitos, as pessoas LGBTQI+ são ainda vítimas de preconceito e discriminação, que tem de ser combatido. O desrespeito pelos direitos das pessoas LGBTQI+ constitui uma clara violação das normas nacionais e internacionais de direitos humanos devendo ser-lhes garantidas condições para que possam livremente viver e mostrar publicamente a sua orientação sexual e identidade de género, sem medo de represálias. Por isso, considero que está na altura de Portugal dar mais um passo no reforço dos direitos das pessoas LGBTQI+ com a criação de Centros de Abrigo Social vocacionados para o apoio à comunidade LGBTQI+.”, adianta a parlamentar.

A existência de mecanismos de apoio e aconselhamento social reflecte-se numa melhoria efectiva das condições de vida de pessoas vulneráveis, tendo um impacto significativo na saúde (integridade física e psíquica), na alimentação (refeições essenciais), na habitação (pessoas em situação de sem-abrigo), no vestuário (conforto e autoestima), na situação legal (processos burocráticos), no emprego (auxílio na procura e integração), na educação e formação (aumento da qualificação e de competências).

Segundo a Opus Diversidades, têm-se observado situações em que a abordagem tem sido inadequada na maioria das respostas institucionais dadas face aos problemas com que a comunidade LGBTQI+ ainda se defronta. Nomeadamente, muitas destas pessoas que utilizam estruturas sociais sem respostas direccionadas têm experienciado situações de violência psicológicas e, por vezes, até física, que inclusivamente são normalizadas pelos próprios agentes dos equipamentos sociais.

Observa-se, portanto, que se verificam processos de vitimização em espaços não especializados, o que dificulta que estas pessoas que estão em situações vulneráveis consigam deixar esse estado e/ ou alcançar uma vida independente. Para além desta realidade, verifica-se uma saturação das estruturas existentes.

“É imperativo que se promova a criação de equipamentos sociais específicos (Centros de Abrigo Social) e/ ou respostas direccionadas para a comunidade LGBTQI+, que pretendam salvaguardar e promover a qualidade de vida e a autonomização das pessoas acolhidas através de um ambiente estável e seguro. Estes Centros de Abrigo Social devem receber pessoas da comunidade LGBTQI+ em situação de desproteção e vulnerabilidade e que necessitam de apoio social.”, afirma Cristina Rodrigues.

Note-se que no âmbito destes equipamentos sociais é fundamental que se implementem medidas de promoção da autonomização das pessoas acolhidas e redução do tempo de estadia, apoiando-as ao nível da empregabilidade e da mediação em processos burocráticos, nomeadamente em questões relacionadas com a migração.

Neste sentido, os Centros de Abrigo Social devem possuir uma equipa multidisciplinar que apoie as pessoas em situações vulneráveis, direccionada para apoio psicológico, apoio à empregabilidade e diversas formações em qualificações formais e competências pessoais (por exemplo, melhoria da oralidade, cursos de línguas e preparação para entrevistas de emprego), e apoio à manutenção e funcionamento do Centro (assistência 24 horas), com vista a promover a autonomização célere das pessoas acolhidas.

Iniciativa online
Mãe, uma palavra pequena, mas com significado infinito. É por todas as grávidas que estão a iniciar esta nova etapa tão única...

O primeiro tema desta MasterClass será “Benefícios do contacto pele a pele: Como podemos dar o melhor início ao nosso bebé?”, guiada por Raquel Fonseca, Enfermeira com experiência na área de obstetrícia a nível hospitalar. Este tipo de proximidade estimula bastante o vínculo entre a mãe e o bebé, entre vários outros benefícios para os dois, que serão apresentados nesta sessão. Contudo, é natural que com a pandemia e todas as medidas de afastamento que esta implica, surjam dúvidas acerca dos cuidados a ter para minimizar os riscos de infeção. Além disso, a especialista explicará também de que forma era feito este contacto direto com a pele no passado e quem implementou a sua importância. 

Num segundo momento, a Nutricionista Carla Gomes irá alertar para “Os 10 alimentos que deve mesmo evitar durante a gravidez”. Durante a gravidez, é necessário ter cuidados especiais com a alimentação, uma vez que há vários alimentos que, por diversas razões, podem causar malefícios à grávida ou prejudicar o desenvolvimento do seu bebé. Nesta parte da MasterClass, a Nutricionista apresentará os alimentos que deve deixar de lado nesta altura e as suas respetivas razões.

Uma vez que a iniciativa pretende também a troca de ideias e experiências de todos os participantes em relação a temas atuais, a MasterClass contará também com a presença de uma recém-mamã, que dará o seu testemunho. 

A inscrição é feita através deste link.

 

Preenchimento é anónimo e confidencial
A FamiliarMente, Federação Portuguesa das Associações das Famílias de Pessoas Com Experiência de Doença Mental, com o apoio e...

Em comunicado a FamilarMente, esclarece que a resposta a este Inquérito “é de extrema importância, para obtenção de elementos relevantes sobre as principais necessidades das pessoas que sofrem da doença mental e dos seus familiares que vivem e convivem com a doença mental, 24 horas por dias, 7 dias na semana, 365 dias no ano, muitas vezes sem tratamento e acompanhamento adequados”.

O Inquérito online, está disponível até 20 de maio. O seu preenchimento é anónimo e confidencial, leva cerca de 10 minutos a preencher. Para participar basta aceder ao Link: Questionário: VIVER E CONVIVER COM A DOENÇA MENTAL"

 

 

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