Relatório DGS
Cerca de 63 mil jovens com idades entre os 16 e os 24 anos já foram vacinados contra a Covid-19 em Portugal. Globalmente, 19%...

De acordo com relatório semanal da vacinação divulgado pela DGS, já foram vacinados 1.099 jovens entre os 16 e os 17 anos com a primeira dose e 323 têm a vacinação completa.

“A classe de pessoas com idade inferior a 18 anos contempla jovens entre os 16 e os 17 anos que têm indicação de vacinação segundo a Norma 2/2021 da DGS e a quem foi administrada vacina Comirnaty (Pfizer-BioNTech)”, refere a DGS.

Entre os 18 e os 24 anos, os dados indicam que já estão vacinados com a primeira dose 38.276 jovens com a primeira dose e 23.158 (3%) com as duas doses da vacina contra a Covid-19.

Segundo o relatório da DGS, a vacinação por faixas etárias decrescentes, até aos 16 anos, e de pessoas com 16 ou mais anos, aplica-se a quem tenham doenças com risco acrescido de Covid-19 grave ou morte, como a diabetes, obesidade grave, doença oncológica ativa, transplantação e imunossupressão, doenças neurológicas graves e doenças mentais.

O documento refere que, no global, 3.757.395 pessoas já estão vacinadas com a primeira dose, o que corresponde a 37% da população, e 1.979.425 têm a vacinação completa (19%).

 

 

Cuidar da saúde mental e bem-estar emocional dos estudantes
Em resposta às consequências académicas e sociais da pandemia COVID-19, a Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Politécnico...

O documento estabelece linhas orientadoras para o reforço das competências práticas dos alunos dos cursos de licenciatura da Escola e apresenta uma série de iniciativas com vista ao fortalecimento da saúde mental e bem-estar emocional dos estudantes. “Minimizar o impacto da pandemia sobre a componente letiva e reestabelecer níveis de vinculação entre a comunidade académica é o objetivo central do Plano”, explica o presidente da ESTeSC-IPC, João José Joaquim.

No que respeita à componente letiva, e depois de “analisadas as diferentes variáveis – como as medidas de segurança implementadas, a testagem em massa à comunidade, os dados epidemiológicos da COVID-19 e os níveis de vacinação – considerou-se o momento para reforçar as atividades de carácter presencial”, descreve o dirigente. Assim, o PRARE sintetiza, para cada curso, quais as unidades curriculares e conteúdos programáticos cujo ensino é necessário reforçar, calendarizando a reposição das aulas presenciais para os meses de junho, julho e setembro.

A intervenção a nível psicossocial é garantida, de forma articulada, pelo Gabinete de Apoio ao Estudante do Politécnico de Coimbra (SAS-IPC), Projeto Educação pelos Pares e Associação de Estudantes. No PRARE são elencados os apoios já à disposição dos alunos – como as consultas de psicologia online e presencial dos SAS-IPC ou as iniciativas “Peer2Peer” e “Kit Selfcare” do Projeto Educação pelos Pares, tendo em vista a promoção da integração académica, da solidariedade e do autocuidado – e apresentados os projetos a desenvolver nos próximos meses.

Destaque para a criação da Linha de Apoio Interpares - LAIp, uma linha telefónica de atendimento, sinalização e encaminhamento de estudantes da ESTeSC-IPC com problemas que possam comprometer um desenvolvimento pessoal e académico saudáveis.

O funcionamento da LAIp será garantido por estudantes voluntários (após formação pelos profissionais da rede ConVidaMental, em colaboração com a Ordem dos Psicólogos Portugueses), sob supervisão de uma docente.

Bolsas de Investigação no valor de 50 mil euros
Está a decorrer o processo de Submissão de Propostas a um Programa Competitivo de duas Bolsas de Investigação, promovido pela...

Posteriormente, os projetos serão analisados por um painel independente de revisores portugueses, que irão selecionar os projetos para financiamento. A Pfizer não tem influência sobre nenhum aspeto dos projetos e apenas solicita relatórios sobre os resultados e sobre o impacto dos mesmos com o intuito de compartilhá-los publicamente.

Estas bolsas estão inseridas no programa Pfizer Global Medical Grants (GMG), criado para apoiar iniciativas independentes, com o objetivo de melhorar os resultados em saúde e responder a necessidades médicas não satisfeitas, alinhadas com a estratégia científica da Pfizer.

Mais informações em: Gerar evidência com inibidores CDK4/6 no tratamento do Cancro da Mama Metastático

 

Projeto dá ‘voz’ a doentes e profissionais de saúde
Já se encontra disponível o primeiro episódio de um conjunto de quatro episódios de podcast onde se irão abordar temas na área...

A linha editorial do Podcast “Oncologia no Ar” foi definida por um Comité Consultivo, cujos membros têm uma vasta experiência na área da oncologia e um conhecimento aprofundado sobre quais os temas mais importantes e prioritários para os doentes oncológicos. Este grupo é constituído por Ana Martins (Diretora do Serviço de Oncologia do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental e integra o Grupo de Sobreviventes da Sociedade Portuguesa de Oncologia), Catarina Malheiro (Diretora da Revista Cuidar), Elisabete Valério (Presidente da Associação de Enfermagem Oncológica Portuguesa), Marta Pojo (Diretora de Projetos de Saúde da Liga Portuguesa Contra o Cancro - Núcleo Regional do Sul) e Tamara Milagre (Presidente da Associação EVITA). 

O primeiro episódio aborda a temática do Melanoma Cutâneo, um tipo de cancro da pele que regista cerca de 1000 novos diagnósticos todos os anos. Este episódio conta com a participação de uma doente diagnosticada em 2011 e da Dr.ª Mariana Malheiro, especialista em Oncologia Médica no Centro Hospitalar Lisboa Ocidental. Os próximos episódios desta primeira temporada abordarão temas como: cancro colorretal, cancro da mama, dois dos tipos de cancro mais frequentes em Portugal e no Mundo, e cuidados paliativos. Estes episódios estarão disponíveis nas redes sociais da revista Cuidar, Canal de Youtube da Pierre Fabre, na plataforma Spotify e nas redes sociais das associações mencionadas

Este é um projeto inovador que “dá voz” a quem passou por alguma forma de doença oncológica com o intuito de transmitir uma mensagem positiva e motivadora, mas também informativa, a quem esteja a passar pela mesma experiência. O podcast ‘Oncologia no Ar’ diferencia-se por criar um espaço intimista e de partilha, entre doentes e profissionais de saúde onde se abordam temas diversificados relacionados com o percurso do doente, bem como, com a experiência do médico oncologista nos diferentes contextos oncológicos. 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que um quarto da população portuguesa terá, durante o período de vida, uma doença oncológica e que o cancro levará à morte cerca de 10% dessas pessoas. Valores que preocupam, mas que correspondem aos últimos dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística sobre as principais causas de morte em Portugal em 2018 - uma em cada quatro mortes deveu-se a tumores malignos. Estima-se que o número de diagnósticos de cancro tenha diminuído durante o ano de 2020, devido à pandemia de covid-19. É assim necessário investir cada vez mais na sensibilização para o tema, na necessidade do diagnóstico precoce e numa maior literacia em saúde, áreas de atuação para as quais se pretende contribuir com o “Oncologia no Ar”.

Sociedade Portuguesa de Pneumologia divulga dados de inquérito
A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) revelou, a propósito do Dia Mundial sem Tabaco, os resultados de um inquérito...

Já após o primeiro confinamento, entre maio e julho de 2020, a SPP realizou um primeiro questionário sobre este mesmo tema (e que obteve 1008 respostas) tendo, este ano, entre os meses de abril e maio, lançado um novo inquérito online (que obteve 1232 respostas) com o mesmo intuito de avaliar o impacto da pandemia e do isolamento social no consumo de produtos de tabaco, mas considerando também as consequências deste período na saúde mental.

José Pedro Boléo-Tomé, responsável pela apresentação dos dados, destaca, como principal conclusão do inquérito, “o aumento significativo das pessoas que agravaram o seu consumo em 2021”. “De destacar também que se mantém uma elevada proporção de intenção de parar e escasso recurso a apoio médico – há muitos estudos que demonstram que a percentagem de fumadores que gostaria de deixar de fumar, e que até já fez tentativas para deixar, é bastante elevada, portanto, muitas vezes as pessoas não o fazem porque não têm acompanhamento e têm recaídas, sofrem com abstinência da nicotina e, por isso, é que não avançam” refere o médico pneumologista.

Apesar da amostra não ser representativa da população, por ser uma amostra de conveniência, não se encontraram diferenças significativas entre os dois grupos no que diz respeito à idade, sexo, nível de escolaridade e distribuição geográfica. No primeiro grupo (inquérito de 2020) verificou-se que cerca de 1/3 dos fumadores aumentaram o consumo, 1/3 mantiveram o consumo e 1/3 diminuíram o consumo de tabaco, no entanto, no segundo grupo (inquérito de 2021) houve significativamente mais fumadores a aumentar e menos a diminuir o consumo de tabaco, refletindo, muito provavelmente, o impacto de um confinamento tão prolongado sobre a saúde mental e a falta de consultas de apoio ao fumador, que se verificaram durante este período.

Tabagismo e saúde mental

Estes resultados foram apresentados na sessão digital “Tabagismo e Saúde Mental – retrato de uma pandemia” por Gustavo Jesus, que reforçou a relação entre a ansiedade, a depressão e o consumo de tabaco. Segundo o psiquiatra do Centro Hospitalar de Lisboa Central, o tabaco tem, numa fase inicial, um efeito ansiolítico, ou seja, “acalma os sintomas de ansiedade”. Contudo, numa fase de dependência, o tabaco acaba por ser causa de ansiedade - “as pessoas ficam ansiosas quando sentem privação do cigarro”. Ora, em período de confinamento, marcado por um aumento da ansiedade, da angústia e da incerteza, era de prever um aumento do consumo de produtos de tabaco, explicou o psiquiatra.

Qual a relação?
Sabia que a hormona tiroideia tem uma ação tanto no número de batimentos por minuto (frequência card

De acordo com as estimativas, as doenças da tiroide afetam cerca de um milhão de portugueses e os seus efeitos fazem-se sentir ao longo de praticamente todos os sistemas do organismo. Segundo a endocrinologista Inês Sapinho, a verdade é que “o mau funcionamento da tiroide, seja por excesso ou por defeito de hormonas tiroideias, tem um impacto muito grande na nossa vida, originando vários sintomas como cansaço, mal-estar, stress ou alterações no peso”.

Provavelmente, já ouviu dizer que estes sintomas são tão inespecíficos que “podem confundir-se com um conjunto de sintomas associados a outras doenças, levando os doentes a desvalorizá-los e a adiar a procura de um médico, ou muitas vezes a procurarem outros especialistas antes de recorrerem ao Endocrinologista”. No entanto, convém estar mesmo atento ao mais pequeno sinal de alerta.

Entre as disfunções da tiroide mais comuns estão o Hipotiroidismo, “quando há diminuição de produção das hormonas” e o Hipertiroidismo, “quando estamos perante excesso de hormonas tiroideias”, esclarece a especialista acrescentando que na origem destes distúrbios está a doença autoimune da tiroide. Não obstante, a história familiar ou residir em regiões de carência de iodo são fatores que contribuem igualmente para o desenvolvimento das alterações da tiroide.

“No hipertiroidismo temos um aumento da velocidade do nosso organismo, pelo que as queixas mais frequentes são a agitação, ansiedade, insónias, palpitações, aumento do trânsito intestinal, intolerância ao calor, aumento da sudorese e emagrecimento associado muitas vezes ao aumento de apetite”, explica quais às principais queixas desta disfunção.

Em casos de hipotiroidismo, o cansaço, a apatia, o humor depressivo, a dificuldade em perder peso e intolerância ao frio apresentam-se como as queixas mais frequentes.

A tiroide e o coração

Com uma ação direta sobre o desempenho cardíaco, a Tiroide desempenha um papel importante para a saúde cardiovascular.

De acordo com Inês Sapinho, “a hormona tiroideia tem uma ação tanto no número de batimentos por minuto (frequência cardíaca), como na força com que o coração contrai e consegue bombear o sangue para as diversas partes do corpo (débito cardíaco)”. Deste modo, se a quantidade de hormonas em circulação não for suficiente – algo que acontece no hipotiroidismo -, a frequência cardíaca e força de contração diminuem. Nos casos em que esta deficiência é severa podemos estar em risco de sofrer de insuficiência cardíaca.

“Pelo contrário, se existir um excesso de hormonas (hipertiroidismo), inicialmente o coração começa por bombear com mais força, mas o desgaste do próprio músculo cardíaco faz com que este efeito se perca. A frequência cardíaca aumenta de forma significativa nestes doentes, podendo até ocorrer arritmias fatais”, explica a especialista em endocrinologia.

Quando não atempadamente diagnosticada ou devidamente tratadas, estas disfunções podem levar “a situações de urgência ou emergência”, alerta a médica esclarecendo que “dois exemplos claros são as arritmias cardíacas graves em situações de hipertiroidismo e o coma no hipotiroidismo”.

“Nestas situações limite o internamento é urgente, pois várias medidas para reverter a situação grave aguda são necessárias. Mas, regra geral, o hipotiroidismo tem um tratamento simples e muito eficaz, com a toma única de hormona tiroideia em jejum. As doses dependem de vários fatores (idade, gravidez, doenças associadas) e vão sendo ajustadas regularmente em função das análises realizadas periodicamente”, adianta quanto ao tratamento.

No caso do hipertiroidismo, o tratamento pode consistir na utilização de medicamentos, na realização de tratamento com iodo radioativo ou em tratamento cirúrgico. “Estas opções devem ser tomadas com o doente, após o devido esclarecimento e tendo em conta a idade, doenças associadas ou, por exemplo, o desejo de gravidez”, sublinha Inês Sapinho.

Nos doentes com patologia cardíaca, a vigilância regular e a toma adequada da medicação prescrita são fundamentais. Para pessoas que têm já diagnóstico de doença cardíaca, as disfunções da tiroide podem agravar os problemas já existentes ou despoletar novas situações.

“Assim, sempre que um doente com patologia cardíaca conhecida sente alguma alteração do seu quadro clínico deverá recorrer ao seu médico assistente e, eventualmente, a avaliação da função tiroideia deve ser realizada”, afirma a médica exemplificando: “um dos medicamentos habitualmente prescritos para o controlo de arritmias pode desencadear alterações da função tiroideia, pelo que nestas situações a vigilância regular deve ser realizada. Por outro lado, num doente com patologia cardíaca que tem estado controlada e sem causa aparente para uma alteração do seu estado clínico, deverá suspeitar-se de alterações da função tiroideia”.

Agora que já sabe por que motivo bom controlo da função tiroideia é tão importante para a saúde do seu coração, esteja atento!

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Vacina contra a Covid-19
Segundo o coordenador da Task Force do Plano de Vacinação, o Vice-Almirante Henrique Gouveia e Melo, a população com mais de 20...

“Vamos acabar a vacinação das pessoas acima de 30 anos entre fim de julho e início de agosto e nessa altura vão começar a vacinar-se as pessoas com 20 anos”, avançou Henrique Gouveia e Melo aos jornalistas à margem da conferência “Portugal eHealth Summit”.

O coordenador da Task Force explicou que, quando se chegar à faixa etária dos 18 anos, estará vacinada de “grosso modo” mais de 90% da população.

“É muito pouco provável que, com essa taxa de vacinação, o vírus continue a persistir de forma endémica na população”, afirmou, acabando “por morrer” porque não tem como se propagar na comunidade.
Por isso, disse ainda o coordenador, pode não ser necessário vacinar as crianças porque, ao vacinar-se 70%, 80%, 90% da população, está-se a proteger as crianças.

 

Iniciativa surge no âmbito do Dia Mundial da Crianças que se assinalou ontem
A Direção-Geral da Saúde, através do Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil e do Programa Nacional de Prevenção da...

A criação da “Carta da Criança nos cuidados de saúde primários” foi desenvolvida pelo IAC em parceria com a DGS, com apoio da Câmara Municipal de Lisboa.

De acordo com a nota dibulgada pela Direção Geral da Saúde, este projeto nasceu com o objetivo de “sensibilizar profissionais, famílias e as próprias crianças sobre os seus direitos, no contexto dos cuidados de saúde primários, que têm sido a prioridade em detrimento de internamentos e tratamentos em meio hospitalar”. E surge no seguimento da Carta da Criança Hospitalizada, adotada em 1988 em Leiden e editada em Portugal em 1996, pelo IAC, que consagra os direitos da criança antes, durante e depois de um internamento hospitalar, com os objetivos de sensibilizar a comunidade em geral para os direitos da criança nos serviços de saúde e aumentar a literacia em saúde das crianças e famílias.

 

 

Saúde infantil
Poderá ter ouvido o termo “Osteopatia Craniana” em conversa com seu médico de família, parteira, out

O que é osteopatia craniana?

Osteopatia craniana é uma forma subtil de tratamento osteopático. Geralmente é usado para tratar bebés e crianças, envolve uma manipulação suave da cabeça e da coluna para aumentar o conforto.

Quando precisa um bebé de Osteopatia craniana?

Quando uma criança nasce, muitas vezes pode sofrer traumas onde absorve o estresse do trabalho de parto. Isso pode levar o bebé a ter um formato craniano abnormal e algumas contusões.

Embora isso normalmente se resolva nos primeiros dias, o bebé chorar, chupar e bocejar, às vezes este processo de recuperação fica incompleto. O seu bebé poderá sentir desconforto se não for diagnosticado, o que pode levar a queixas crónicas. É aqui que a osteopatia craniana pode intervir.

O tratamento também pode ser usado para ajudar bebés particularmente “inquietos” ou crianças pequenas que têm problemas no âmbito do sono.

O que envolve o tratamento?

Esta forma de tratamento osteopático encoraja suavemente a liberação de tensões em todo o corpo. Existem pequenas flutuações de movimento dentro do corpo chamadas movimentos involuntários.

 Ao colocar as mãos no corpo de uma criança, um Osteopata craniano pode sentir uma suave expansão e contração de todos os tecidos. Quando esses movimentos são perturbados, como no parto, a Osteopatia craniana pode fazer a criança sentir-se mais confortável.

A Osteopatia craniana pode ser uma forma muito suave e segura de Osteopatia, que utiliza técnicas manuais para fazer mudanças subtis e profundas no corpo. Trata-se de um método não-invasivo e o seu objetivo é reequilibrar os sistemas do corpo para permitir que eles funcionem efetivamente.

Quais são os benefícios da Osteopatia craniana?

 Em bebés e crianças, os ossos ainda são flexíveis e muitos sistemas do corpo, como o sistema gastrointestinal, são imaturos e podem ser influenciados pela Osteopatia craniana.

Além dos bebés, a Osteopatia craniana também pode ajudar crianças mais velhas. Isso ocorre quando a criança cresce: os efeitos da moldagem retida podem levar a outros problemas. Isso pode incluir efeitos prejudiciais sobre as reservas do corpo e o esgotamento do sistema imunológico, deixando a criança mais propensa a infeções.

Com um movimento dos ossos ao redor da face disfuncionais, isto pode levar à insuficiente drenagem do canal auditivo, das cavidades paranasais, o que por sua vez costuma levar a infeções de ouvido recorrentes, e até perda de audição e problemas respiratórios. Osteopatia craniana pode ajudar a aliviar esses sintomas.

O que acontece se o trauma não for tratado?

Os bebés que sofreram um parto traumático também podem ter problemas comportamentais e dificuldades de aprendizagem se os efeitos não forem tratados.

Os pais devem procurar tratamento osteopático caso os bebés chorem persistentemente, sintam-se geralmente irritados, com cólicas ou com muitos gases. Esses sintomas podem ser resultado de vários fatores associados à retenção de moldagem e à subsequente sensação de pressão na cabeça. O bebé precisará, portanto, de movimentos constantes para distraí-lo do desconforto e ajudá-lo a acomodar-se.

Aconselhamos a observar o seu bebé para ver se este aparenta sofrer das seguintes queixas: dificuldade em deglutir ou mamar, enjoar após as refeições, não gostar de ficar de costas, não gostar que lhe toquem na cabeça, resfriados e tosses recorrentes assim como outras condições torácicas, muita cera nos ouvidos, olhos pegajosos, estrabismo, problemas comportamentais em bebés e crianças como não ficar parado, falta de concentração e birras excessivas. Molhar a cama ou relutância em utilizar a casa de banho.

Osteopatia craniana no auxílio nos problemas do sono do bebé

Um dos benefícios frequentes da osteopatia craniana é ajudar o bebé a dormir e regularizar um sono saudável durante toda a noite.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
“A Saúde dos Portugueses: um BI em nome próprio"
O estudo “A Saúde dos Portugueses: um BI em nome próprio", retrato sociológico sobre a saúde em Portugal, realizado no...

O estudo revela que 64% dos portugueses inquiridos são cuidadosos ou muito cuidadosos na prevenção de doenças. Em relação aos motivos que levam os portugueses a este esforço de prevenção, o estudo aponta que 54% dos inquiridos o fazem para “evitar problemas de saúde”, 30% pela “fase da vida em que estes se encontram” e 27% pelo “desejo de longevidade com qualidade de vida”. 61% sente ter controlo no seu estado de saúde, mas apenas 45% acredita que a sua saúde pode melhorar.

Relativamente à potenciação da saúde, ou seja, o esforço que cada um faz para manter/melhorar o estado de saúde, cerca de 85% dos inquiridos dizem fazer um esforço pró-ativo diário para “ser mais saudável”. O principal motivo para o fazerem passa essencialmente para “se sentirem bem no dia-a-dia” (66%), “envelhecer com saúde” é o segundo motivo (44%), destacando-se mais no segmento que começa a sentir os seus efeitos, entre os 45 e os 64 anos. De realçar que, “ganhar anos de vida” (26%) fica atrás da intenção de envelhecer com saúde.

Para fazerem a prevenção e potenciação da sua saúde os portugueses recorrem à tecnologia. O estudo mostra que 64% dos inquiridos acompanha pelo menos um dos indicadores, tais como peso, tensão arterial, nível de stress, etc. Os três principais motivos para este acompanhamento são o “controlo do peso” (39%), a “adoção de comportamentos saudáveis” (37%) e a “prevenção de doenças” (32%). 

O estudo indica também, que os inquiridos que revelam maior esforço de potenciação são, também, os que assumem maior satisfação com a sua vida, provando que saúde traz felicidade, mas que a felicidade também faz potenciar a saúde.                                                                          

 

 

 

Descoberta abre caminho para para desenvolvimento de tratamento imunoterapêutico
Investigadores da Universidade da Colúmbia Britânica e do Cancro descobriram que as células do Sarcoma de Ewing - e...

"Pode pensar-se que uma célula tumoral pode facilmente sobreviver na corrente sanguínea, mas na verdade é um ambiente muito duro", disse o autor sénior do estudo, Poul Sorensen, um ilustre cientista do BC Cancer e professor na Universidade da Colúmbia Britânica.

"O que descobrimos foi que as células do Sarcoma de Ewing são capazes de desenvolver uma resposta antioxidante que as protege e permite que sobrevivam à medida que circulam", disse o investigador. "Isto é semelhante a uma pessoa no Ártico ter que vestir um casaco grosso antes de sair. Se não se protegerem, estão expostos a condições perigosamente severas, nas quais podem não sobreviver."

"O que é emocionante neste estudo é que se conseguirmos direcionar as células em circulação, então talvez possamos impedir que a metástase ocorra. Portanto, esse é o grande objetivo desta pesquisa", explicou Sorensen.

Poucas células são capazes de se tornar metastáticas. Embora tenha havido pesquisa sobre as razões genéticas pelas quais tumor sofre mutações e se espalha, o que estes investigadores descobriram é que as células do Sarcoma de Ewing giram sobre a expressão de um gene natural na superfície da célula, conhecido como IL1RAP, para criar um escudo protetor.

"Este estudo é o primeiro a mostrar que a proteína da superfície, IL1RAP, raramente é expressa em tecido normal, mas é regulada em sarcomas infantis", disse Haifeng Zhang, primeiro autor do estudo. "Isto é uma coisa muito boa porque significa que podemos desenvolver tratamentos para direcionar o IL1RAP sem produzir efeitos secundários tóxicos em células não cancerígenas."

Os colegas de Sorensen e Zhang, que são membros da Equipa de Sonho Pediátrico da Fundação St. Baldrick, bem como da Rede Nacional de Imunoterapia Pediátrica do Instituto Nacional de Cancro (PI-DDN), têm vindo a desenvolver anticorpos que podem visar o IL1RAP.

"Estes poderosos anticorpos podem ligar-se ao exterior da célula e mostramos na nossa pesquisa que estes reagentes podem realmente matar as células de sarcoma de Ewing. Portanto, não só descobrimos um caminho interessante, como estamos no bom caminho para desenvolver um tratamento imunoterapêutico de nível clínico para o sarcoma de Ewing", disse Sorensen.

"Estamos otimistas de que podemos trabalhar para os ensaios clínicos no próximo ano ou dois", acrescentou Zhang.

Atualmente, está em curso uma investigação para avaliar se o mesmo comportamento de proteção pode ser encontrado em outros tipos de células cancerígenas, incluindo leucemia mieloide aguda, melanoma, adenocarcinoma pancreático, tumores do sistema nervoso central, e em alguns tipos de cancros do pulmão e mama.

 

Programa COVAX
A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu na terça-feira uma conceção de uso de emergência para a vacina inativada da Sinovac...

A autorização abre caminho para que as doses de CoronaVac sejam distribuídas por países de todo o mundo através do programa COVAX coliderado pela OMS. "O mundo precisa desesperadamente de múltiplas vacinas contra a Covid-19 para fazer face à enorme desigualdade de acesso em todo o mundo", afirmou Mariângela Simão, diretora-geral adjunta da OMS para o acesso a produtos de saúde.

As concessões de emergência anteriores da OMS foram concedidas à Pfizer/BioNTech, à Johnson & Johnson, moderna e à vacina AstraZeneca feita por dois fabricantes diferentes, a SK Bio e o Instituto do Soro da Índia. A última autorização surge na sequência de um relatório recente que diz que os funcionários da OMS queriam ver mais dados sobre a segurança do CoronaVac, bem como o processo de fabrico da Sinovac para determinar se a empresa estava a cumprir as normas da OMS.

Ao aprovar o CoronaVac, a OMS destacou o facto de o CoronaVac poder ser armazenado a temperaturas normais do frigorífico, tornando-o "muito manejável e particularmente adequado para configurações de baixo recurso".

Resultados da eficácia mista de estudos globais

A OMS disse ainda que o seu Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização (SAGE) analisou os resultados da eficácia que mostram que a vacina preveniu a doença sintomática em 51% das pessoas inoculadas e preveniu a doença grave e a hospitalização em 100% dos participantes nos ensaios. A agência referiu que poucos adultos com mais de 60 anos foram matriculados em ensaios clínicos do CoronaVac, "pelo que a eficácia não pode ser estimada nesta faixa etária", embora ainda não esteja a recomendar um limite de idade superior "porque os dados recolhidos durante a utilização subsequente em vários países e dados de imunogenicidade de apoio sugerem que a vacina é suscetível de ter um efeito protetor em pessoas mais velhas".

De acordo com o relatório de avaliação de evidências da SAGE, os ensaios clínicos da fase III da vacina de Sinovac foram realizados na Turquia, Chile, Indonésia e Brasil com resultados de eficácia variados. A proteção contra a Covid-19 sintomática pelo menos 14 dias após a segunda dose foi de 84% no ensaio turco, mas caiu para 65% e 51%, respetivamente, nos estudos realizados na Indonésia e no Brasil. Entretanto, a eficácia da vacina no estudo chileno foi de 67% pelo menos 14 dias após duas doses, e embora se saiba que o P.1. e as variantes B.1.1.7 "circulavam no momento do estudo", diz o relatório da SAGE que diz que "a extensão é desconhecida com base na vigilância disponível".

Entretanto, não é claro quantas doses quer a Sinovac quer a Sinopharm podem entregar à COVAX nem quando, mas Mariângela Simão afirmou que "instamos os fabricantes a participarem nas instalações da COVAX, a partilharem o seu know-how e dados e a contribuir para controlar a pandemia".

 

Variante da gripe das aves H10N3
Cientistas chineses que descobriram a Covid-19 alertam para o risco de uma nova pandemia, desta vez, de gripe aviária. O PhD,...

Em 2019, dois cientistas chineses, George Fu Gao e Weifeng Shi, identificaram o vírus que transformou o mundo desde então e recebeu o nome de Covid-19. Agora, em matéria publicada pela revista “Science”, eles alertam a população global para o risco de uma outra pandemia.

Se o momento atual teve início na contaminação por morcegos, a ciência ainda precisa desvendar tal mistério. Mas o fato é que agora os olhos do mundo devem se voltar para as aves, em especial pelo potencial da gripe aviária

Tal enfermidade não é uma novidade no meio científico. Afinal, este patógeno circula na Europa desde 2014, e desde então milhões de aves já foram contaminadas com ele, segundo o Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC).

Porém, agora o sinal de alerta se acende a partir do momento que o vírus atinge os humanos pela primeira vez. Um homem de 41 anos da província de Jiangsu, no leste da China, foi diagnosticado com a variante da gripe das aves H10N3, tornando-se o primeiro caso humano de infeção com esta estirpe, disse a Comissão Nacional de Saúde da China (NHC) esta terça-feira, avança a Reuters.  O homem foi hospitalizado a 28 de abril após desenvolver febre e outros sintomas, tendo sido posteriormente identificado como portador do vírus da gripe aviária H10N3. 

Conforme explicou o PhD, neurocientista e biólogo Fabiano de Abreu Rodrigues, no mês passado “este é um subtipo do vírus influenza A, também chamado de gripe aviária e é altamente letal para aves selvagens e aves domésticas. Até pouco tempo não estava associado a humanos; no entanto, foi descoberto este ano que sete pessoas na Rússia estavam infectadas e agora na China”. No dia 20 de fevereiro deste ano, o governo da Rússia confirmou que estas pessoas foram infectadas numa gigantesca quinta com 900 mil galinhas, na região de Astrakhan, no sul do país. Nenhum deles apresentou sintomas.

Pouco tempo depois, o Ministério da Agricultura espanhol registrou surtos deste vírus em aves selvagens. Em comunicado, a entidade informou que “a deteção deste caso não implica risco para a saúde pública, pois estudos genéticos mostram que se trata de um vírus aviário sem afinidade específica para humanos”.

Por outro lado, segundo a revista Science, os cientistas chineses estão bem preocupados. “A disseminação mundial do vírus da gripe aviária é um problema de saúde pública”, alertam na revista Science. Se o mundo vive atualmente uma pandemia global por conta da Covid-19, será que a sociedade está preparada para mais uma crise sanitária de grandes proporções? Para Fabiano de Abreu, "não podemos ter mais um pânico nem abafar responsabilidades em relação ao que temos agora, que é o Covid-19. Obviamente a gripe H5N8 ou H10N3 preocuparia mais que o Covid-19, até porque a nossa proximidade tanto cultural como de vivência cotidiana é muito maior. As aves estão em todo lado, as criamos em casa, estão nas nossas hortas e quintais”.

Segundo os especialistas, a H5N8 e/ou H10N3 já causou o abate de mais de 20 milhões de aves na Coreia do Sul e no Japão, alertam Fu Gao e Shi. “É imperativo que a disseminação global e o risco potencial do vírus da gripe aviária não sejam ignorados”, alertam.

Ainda assim, Abreu acredita que o momento atual é que “algo que tem que ser observado. Ainda é cedo para essa gripe colocar em risco a saúde pública, mas tem que estar em observação. A China precisa se preocupar mais com a cultura local que favorece ao aparecimento de novos patógenos e em ajudar no combate à Covid-19”, completa o neurocientista.

 

 

 

Crianças podem ir ao podologista a partir dos três anos
No Dia Mundial da Criança que se celebra hoje, a Associação Portuguesa de Podologia (APP), alerta para a importância de se...

Situações morfológicas ou funcionais como o pé plano infantil, ou mesmo patologias dermatológicas como verrugas plantares ou problemas nas unhas, alteram a postura da criança com implicações na coluna lombar e posições incorretas, tais como escolioses que provocam dores lombares, cefaleias ou até alterações na mastigação.

Os pés são a base de apoio e equilíbrio do organismo humano, sendo responsáveis pela posição bípede, pela eficiência funcional do sistema músculo-esquelético e fundamentais para o desempenho desportivo.

 Manuel Portela, presidente da APP, afirma que “é essencial estar atento e valorizar os pés das crianças, saber quais os cuidados de saúde necessários, o tipo de calçado indicado para cada idade, bem como o tipo de desporto mais benéfico para a melhoria de correções posturais do pé e da coluna.”

E acrescenta: “A consulta de Podologia Infantil é uma necessidade de Saúde Pública que deve ser vista como uma prioridade de forma a assegurar um crescimento correto do pé e da criança. É aconselhável que seja realizada a partir dos três anos de idade.”

 

Projeto-Piloto
Está em fase piloto de arranque o Projeto de Vigilância da infeção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), a rede VigiRSV, que...

A nível global, a infeção por VSR é responsável por cerca de 60% a 80% dos casos de bronquiolite aguda e 40% dos casos de pneumonia pediátrica. Além disso, estima-se que 90% das crianças até aos 2 anos de idade serão infetadas pelo VSR, sendo o mesmo a principal causa de hospitalização em crianças com menos de 1 ano de idade. A maioria das hospitalizações por VSR ocorre em crianças saudáveis nascidas a termo.

Inês Azevedo, presidente da SPP, reforça que “O VSR é, responsável pela maioria das bronquiolites e pneumonias víricas e leva a um grande número de hospitalizações, não apenas em crianças de risco, mas maioritariamente em crianças saudáveis e nascidas a termo, o que se traduz num grande impacto familiar e elevados encargos para o SNS. O conhecimento da realidade epidemiológica é fundamental para definir estratégias de saúde. A criação da rede VigiRSV é um passo muito importante neste sentido.”

A rede de vigilância do VSR arranca, nesta primeira fase piloto, em quatro centros em Portugal: Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto, Hospital Pediátrico do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e Hospital Central do Funchal.  A curto prazo pretende-se que esta rede seja alargada à escala nacional e que destaque a pertinência de dados fidedignos sobre o impacto da infeção por VSR, estando também a ser considerado o seu alargamento a outros grupos etários de modo a ter uma caraterização mais completa da infeção na população portuguesa.

Na Europa, a maioria dos países apresenta um registo de casos de VSR associado a uma rede de vigilância já existente, como a da gripe. No entanto, são poucos os países que têm uma rede de vigilância específica e exclusiva para este vírus, caso do Reino Unido e França, podendo Portugal estar entre os pioneiros neste campo. “Este é mais um passo que Portugal está a dar numa resposta eficaz no conhecimento sobre o VSR para avaliar o impacto socioeconómico que o mesmo representa. Com este projeto, podemos aumentar o nível de consciencialização da população e analisar com mais precisão o impacto que este vírus tem na nossa sociedade, em especial na pediatria”, destaca ainda Inês Azevedo.

O desenvolvimento e disponibilização de uma vacina para o VSR é uma das prioridades da Organização Mundial da Saúde, assumindo estes sistemas de vigilância enorme importância para a avaliação do impacto de introdução destas medidas de prevenção da doença na população.

Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças
Dias depois de a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) ter dado autorização a utilização da vacina da Pfizer em adolescentes...

Assim, sublinha que a vacinação de adolescentes com elevado risco de sofrer de covid-19 grave "deve ser priorizada da mesma forma que é feita com pessoas de alto risco noutras faixas etárias".

Alguns países, como a Áustria, a Bélgica, a Croácia, a República Checa, a Dinamarca, a Estónia, a Finlândia, Malta, os Países Baixos, Portugal, a Roménia ou a Suécia, já tinham incluído adolescentes mais velhos (mais de 16 anos) nas suas estratégias de vacinação, enquanto noutros, como a Alemanha, a Islândia, a Irlanda, a Letónia, a Lituânia, a Noruega ou a Polónia, estavam a ser prioritários outros grupos etários mais vulneráveis.

"À medida que a vacinação avança, estamos a chegar ao ponto em que a vacinação em adolescentes deve ser considerada", disse Andrea Ammon, diretora do ECDC, em comunicado.

No entanto, o documento recorda que a vacinação geral em adolescentes, um grupo em que a doença provou ser significativamente menos grave do que nos idosos, deve ser sempre promovida tendo em conta o contexto geral e os progressos no controlo da pandemia.

"Antes de abordar esta faixa etária, deve ser dada especial atenção à situação epidemiológica e ao estado da administração da vacinação em pessoas idosas", adverte o texto.

Espera-se que os "benefícios individuais diretos da vacinação contra o Covid sejam limitados em comparação com os benefícios de outras faixas etárias", acrescenta o documento, que recomenda também ter em conta considerações éticas e acesso global às vacinas antes de alargar a vacinação aos adolescentes.

 

 

Dia Munda da Esclerodermia assinala-se a 29 de junho
A FESCA, Federação das Associações Europeias de Esclerodermia, está pronta para celebrar outro Dia Mundial da Esclerodermia com...

A Esclerodermia é uma doença reumática autoimune crónica e rara que afeta o corpo através do endurecimento do tecido conjuntivo. A pele e os órgãos internos podem ser danificados por esta doença. É uma doença potencialmente fatal e atualmente não existe cura. No entanto, estão disponíveis tratamentos com sucesso para órgãos individuais.

“O diagnóstico precoce é vital. Se sofrer de refluxo, se tiver os dedos inchados e as mãos mudarem de cor, não hesite em contactar o seu médico!”, escrevem em comunicado.

Por outro lado, alerta que a patologia “pode aparecer em qualquer idade”, mas é mais frequente em mulheres entre os 30 e 50 anos de idade.

"A falta de consciência e compreensão entre os profissionais de saúde leva a um diagnóstico tardio, o que pode ter consequências graves e potencialmente fatais para as pessoas com Esclerodermia. É vital que as pessoas com Esclerodermia sejam identificadas o mais cedo possível, para que possam receber o tratamento e cuidados adequados", disse Sue Farrington, Presidente da FESCA.

Este ano, o tema da campanha de sensibilização da FESCA, é reconhecer que a pessoa com Esclerodermia é muito mais do que a doença.

 "Esta é uma doença que necessariamente orientou o seu percurso de uma forma diferente, mas é essencial valorizar e concentrar-se no que é positivo, desligar-se do que não pode ser feito, mas sempre numa perspetiva positiva, construtiva e até mesmo de superação", disse Helena Gaspar, paciente de Portugal.

Um vídeo, e outros materiais gráficos fazem parte da campanha e serão partilhados por 26 associações membros em 20 países, para aumentar a sensibilização e compreensão de toda a sociedade, nomeadamente autoridades e instituições nacionais e internacionais.

 

 

Entrevista
Ao longo do último ano, foi através dela que muitos portugueses conseguiram chegar ao médico.

Implementada há poucos anos em Portugal, a Telemedicina teve, no último ano, um crescimento exponencial face ao contexto pandémico. Neste sentido, quais as principais vantagens de um serviço que disponibiliza consultas médicas online?

A telemedicina assumiu um papel crucial na prestação de cuidados médicos à população (adulta e em idade pediátrica) em tempos de pandemia, sendo a principal vantagem a flexibilidade e facilidade de acesso a consultas médicas, sem necessidade de se deslocar a uma unidade de saúde, minimizando o risco de contágio de infeção pelo novo coronavírus.

Através de uma teleconsulta, seja por voz ou vídeo, em poucos minutos é possível um médico avaliar situações de doença aguda, mas também permite manter o acompanhamento médico dos doentes crónicos, de forma continuada, seja por rotina ou devido a agravamento da doença. Por outro lado, a disponibilidade de videochamadas é uma mais-valia, dado que permitem fazer uma avaliação mais global do estado geral do doente e realizar parte do exame objetivo como, por exemplo, a observação da pele e das mucosas, permitindo fazer o diagnóstico de patologias que antes não era possível realizar à distância.

Desta forma, a telemedicina permite realizar aconselhamento e triagem médica, encaminhando para avaliação presencial apenas os doentes que realmente necessitam e reduzindo a carga nos serviços de saúde a nível dos cuidados de saúde primários e a nível dos hospitais.

Tendo em conta a experiência do “Médico Online”, considera que este é um serviço que veio para ficar? E em que circunstância? Neste sentido, quando deve o doente recorrer à telemedicina e quando deve recorrer à consulta presencial?

A telemedicina é sem dúvida um serviço que veio para ficar. Durante este período pandémico, o Médico Online teve um papel fundamental no acompanhamento de doentes, uma vez que houve períodos de grande congestionamento nos serviços de saúde, e em que havia dificuldade no acesso a consultas médicas e no acompanhamento presencial. Este serviço conseguiu colmatar algumas destas falhas e tornar a saúde acessível a todos.

Existem várias situações em que os doentes podem recorrer à telemedicina, nomeadamente em situações de doença aguda que podem ser rapidamente resolvidas, como por exemplo infeções respiratórias agudas (eg. amigdalites agudas, bronquites, sinusites), infeções do trato urinário, patologia do foro dermatológico, entre muitas outras. Por outro lado, também podem recorrer a este serviço os doentes que necessitem do acompanhamento de rotina, da realização dos rastreios adequados ao seu grupo etário, género ou situação clínica. Por último, os doentes crónicos que necessitem de realizar pedidos de exames complementares de diagnóstico de rotina ou de medicação crónica.

Por outro lado, em caso de dúvida, o Médico Online pode ser uma solução para solicitar aconselhamento médico, sendo realizada uma triagem médica que permite orientar o doente da forma mais adequada à sua situação: a) medicar e permanecer no domicílio, b) encaminhar para consulta presencial (no domicílio ou numa unidade de saúde, de forma urgente ou programada, e especialidade a observar o doente), c) serviço de atendimento urgente nos cuidados de saúde primários, d) serviço de urgência de um hospital ou e) ligar para o 112 (se se tratar de uma emergência médica). Contudo, em situações de emergência e em situações graves, os doentes devem deslocar-se diretamente a um serviço de urgência ou pedir ajuda através do 112, nomeadamente perante uma suspeita de AVC, de enfarte agudo do miocárdio, hemorragia aguda, traumatismo ou na presença de queixas respiratórias graves.

Quem é o utilizador típico do serviço de telemedicina?

Hoje em dia, o perfil do utilizador dos serviços de telemedicina é muito variado, dado que as novas tecnologias, e serviços como o Médico Online, são bastante intuitivos e de fácil utilização. Por vezes, com uma simples orientação dos profissionais da Linha Médis ou com o apoio de um amigo ou familiar, o doente consegue rapidamente instalar a aplicação da Médis e agendar uma consulta. Doentes com maior dificuldade na utilização de novas tecnologias poderão solicitar uma teleconsulta por telefone na Linha Médis e, de forma simples, falar com um médico.

Se, inicialmente, os doentes adultos eram maioritariamente jovens (entre os 30 e 50 anos), hoje em dia recorrem a este serviço doentes de todas as idades, incluindo nas faixas etárias mais seniores (por exemplo dos 65 até aos 80 anos).  

Quanto aos doentes em idade pediátrica, consultamos doentes literalmente desde que nascem até aos 18 anos, exclusive. Os pais recorrem muito a estes serviços para solicitar aconselhamento médico, por forma a evitar expor os mais jovens a riscos de saúde adicionais. Nesta faixa etária recorrem ao Médico Online sobretudo crianças e jovens com doenças agudas (amigdalites, otites, febre, infeções respiratórias, problemas de pele). Já nos adultos, o motivo da consulta varia muito, podendo ser devido a doença aguda ou a doença crónica.

Já no contexto das doenças crónicas, e para além da pandemia, quais as vantagens de contar com a telemedicina? Não só sobre a perspetiva do doente, mas também das unidades de saúde.

Com a telemedicina tornou-se possível acompanhar os utentes com doenças crónicas de forma regular, e sempre que surgem necessidades pontuais como, por exemplo, a necessidade de aconselhamento médico em caso de agudização da doença, a renovação do receituário crónico e a emissão de alguns exames complementares de diagnóstico de rotina, para monitorização da sua situação clínica. Desta forma, evitam-se inúmeras deslocações presenciais às unidades de saúde (centros de saúde e hospitais), e garante-se o acompanhamento adequado e atempado quando os doentes mais necessitam, permitindo a continuidade do tratamento e o atendimento célere destes doentes, com maior proximidade. A telemedicina contribui assim para a prevenção de complicações das doenças crónicas (eg. Diabetes e Hipertensão Arterial), e por conseguinte, para a redução da morbilidade e mortalidade associada às mesmas, reduzindo a carga da doença e contribuindo para melhorar a qualidade de vida dos doentes. Tudo isto tem benefícios que se traduzem na otimização dos recursos existentes, os quais são escassos, e na poupança com complicações da doença (eg. idas aos serviços de urgência, internamentos, incapacidade temporária para o trabalho, entre outros).

Convém igualmente ressalvar que a telemedicina tem algumas limitações, tais como o facto de por vezes não haver acesso ao histórico clínico do doente, pelo que é recomendável que os doentes tenham sempre consigo os relatórios médicos que documentam a sua situação clínica, para um atendimento médico mais célere e adequado às suas necessidades.

Sabendo que a telemedicina, embora tenha o objetivo de facilitar o acesso aconselhamento médico à população, a verdade é que esta ainda não está ao alcance de todos. Na sua opinião, o que ainda falta fazer ou é preciso fazer para que este seja um serviço que chegue a todos, em qualquer parte do país?

De facto, ainda existem algumas limitações na implementação e disponibilização de teleconsultas, bem como no acesso à telemedicina, a nível nacional. Por um lado, devido a constrangimentos tecnológicos, por outro devido a ausência de recursos. Contudo, na Médis essas restrições não se aplicam conforme expliquei anteriormente. Qualquer cliente Médis tem acesso a uma consulta médica (Medicina Geral e Familiar ou Pediatria) por voz e/ou vídeo numa questão de minutos, bastando recorrer à aplicação ou à linha de apoio clínico da Médis, seja em Portugal Continental e Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, ou até quando se encontram deslocados noutro país, por exemplo, em trabalho ou em férias.

Para terminar, quais as principais ideias-chave sobre este tema?

A principal ideia-chave é que a telemedicina é um serviço inovador e imprescindível no atual contexto da pandemia de COVID-19, e um passo em frente no setor da saúde, permitindo apoiar os doentes com maior proximidade. Se havia dúvidas quanto ao funcionamento e à capacidade de resposta da telemedicina, creio que estas se têm vindo a dissipar ao longo do último ano e meio. A pandemia deu um impulso adicional à telemedicina e permitiu compreender que esta é uma ferramenta funcional e capaz de complementar ou até de substituir, de forma adequada e dentro das limitações que conhecemos, consultas e outros atos presenciais, aliviando a pressão nos hospitais e nos centros de saúde.

No caso do serviço Médico Online, disponível via aplicação da Médis, os médicos estão disponíveis para atender os doentes 24 horas por dia, 7 dias por semana, o que representa uma mais-valia porque as pessoas sabem que podem contar connosco em qualquer momento. Basta solicitar uma consulta na hora ou realizar um agendamento num dia ou numa hora à sua escolha. Em alternativa, a Médis disponibiliza também teleconsultas que podem ser agendadas através da sua Linha de apoio clínico. A segurança dos doentes deve ser o elemento chave da atuação médica, pelo que mesmo com limitações, as teleconsultas podem servir como uma forma de triagem médica, e se se tratar de uma situação urgente com indicação para encaminhamento para o hospital, em poucos minutos fazemos a análise da situação clínica do doente e conseguimos ajudá-lo a perceber quais são as medidas que deve adotar e quais os cuidados que deve ter, ou se deve optar por pedir ajuda através do 112.

Por fim, a telemedicina está em constante evolução, pelo que nos próximos anos iremos certamente assistir a grandes progressos tecnológicos nesta área, melhorando assim, os meios e os dispositivos médicos disponíveis para a realização de teleconsultas.  

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Situação Epidemiológica
Desde ontem que não há registo de mortes associadas à infeção provocada pelo novo coronavírus. No entanto, número de novos...

Segundo o boletim divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde, foram diagnosticados 455 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 249 novos casos e a região norte 114. Desde ontem foram diagnosticados mais 42 na região Centro, 13 no Alentejo e 12 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, no arquipélago da Madeira foram identificadas mais três infeções e 12nos Açores.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 268 doentes internados, menos 15 que ontem.  Também as unidades de cuidados intensivos contam com menos dois doentes, estando agora 50 pessoas na UCI.

O boletim desta terça-feira mostra ainda que, desde ontem, 678 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 809.813 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 22.700 casos, menos 233 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 363 contactos, estando agora 24.489 pessoas em vigilância.

SPO explica o que é a ambliopia
Nas crianças, o primeiro exame é realizado pelos pediatras ainda na maternidade - com o teste do lua

O que é, afinal, a ambliopia?

Consiste, basicamente, na diminuição da acuidade visual e da alteração de outras características da visão como o contraste, de um olho ou dos dois olhos devido a problemas no desenvolvimento da visão durante a primeira infância. Desde o nascimento, os olhos enviam estímulos visuais (as imagens) através do nervo ótico para o cérebro, que as interpreta. Na ambliopia, o cérebro recebe duas imagens diferentes e em simultâneo e vai suprimir a que está pior ou desfocada, ficando apenas com a que está melhor, ignorando o olho cuja imagem é menos nítida. Quando as duas imagens são más, pode não haver uma estimulação cerebral suficiente e não se desenvolver o sistema visual de ambos os olhos.

O que provoca a ambliopia?

A ambliopia é então provocada pela falta de estimulação do córtex visual durante a infância. Isso pode acontecer do ponto de vista oftalmológico por diferentes razões:

  • pela existência de estrabismo - um desalinhamento dos eixos visuais dos olhos;
  • pela existência de uma graduação muito díspar entre os olhos (anisometropia);
  • pela existência de alterações da transparência dos meios óticos, como por exemplo quando existem cataratas (opacidades da lente natural do olho – cristalino) congénitas.

Evidentemente do ponto de vista neurológico, qualquer alteração grave nos centros de leitura e interpretação das imagens ao nível do cérebro também pode implicar o não desenvolvimento da visão.

Para corrigir a ambliopia e dependendo da causa oftalmológica poderá ser necessário recorrer a óculos ou cirurgia complementados com a oclusão (tapar o olho dominante).

Quanto mais precoce for o tratamento, maior a probabilidade de recuperação da capacidade de visão da criança. 

É aconselhável realização de rastreio ocular por volta dos 2-3 anos de vida para exclusão de ambliopia e a observação por médico oftalmologista em qualquer idade caso surjam sinais ou sintomas.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.

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