Nomeação
A Direção-Geral da Saúde (DGS) designou novos diretores para o Programa prioritário para a área das Infeções Sexualmente...

Margarida Tavares, a nova diretora do Programa Nacional para a Infeção VIH e Sida, é médica e coordenadora do Internamento e da Unidade de Doenças Infeciosas Emergentes do Serviço de Doenças Infeciosas do Centro Hospitalar Universitário São João, no Porto.

A nova diretora irá prosseguir com a estratégia do Programa de promoção do acesso universal a prevenção, rastreio, diagnóstico precoce e tratamento adequados, combatendo o estigma e a discriminação, promovendo a participação ativa da sociedade civil das pessoas que vivem com a infeção pelo VIH e das comunidades mais vulneráveis.

Já o Programa Nacional para as Hepatites Virais passou a ser dirigido por Rui Tato Marinho, que é atualmente o Diretor do Serviço de Gastrenterologia e Hepatologia do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte e professor na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

 

Programa de aceleração
Este ano irá realizar-se a segunda edição do Patient Innovation Bootcamp, uma colaboração entre o Patient Innovation, EIT...

Desta forma, o Bootcamp consistirá em duas semanas presenciais, a primeira em Lisboa e a terceira em Copenhaga, intercaladas com uma semana de sessões online a partir de Barcelona.

Em ambos os formatos serão disponibilizados materiais de e-learning projetados para ajudar as equipas a desenvolver e lançar seus dispositivos, ferramentas de diagnóstico ou inovações digitais em saúde. Na semana em Lisboa as equipas iram focar-se no desenvolvimento e validação das soluções, de seguida vão desenvolver um plano de negócios durante a semana de Barcelona, e por fim vão aprender a consolidar, implementar e difundir as suas soluções na última semana em Copenhaga.

Nesta segunda edição do Bootcamp vão participar 11 equipas de 9 países diferentes que apresentam uma grande variedade de soluções entre aplicações e dispositivos, que durante as 3 semanas do Bootcamp irão desenvolver as suas soluções e aprender mais com os inúmeros mentores, experts e speakers convidados, os quais vão estar em estreita relação com as equipas, de forma a fomentar o desenvolvimento sólido de cada uma das ideias ou soluções. Adicionalmente, todas as equipas irão participar no EIT Health Bootcamp Tour no final de 2021, que consiste num evento no qual todos os participantes de EIT Health Bootcamps participam em diferentes workshops e momentos de networking.

A Patient Innovation é uma plataforma internacional, multilíngue e sem fins lucrativos, desenvolvida em 2014 com o objetivo de compartilhar soluções criadas por doentes e ajudar a melhorar vidas. Trata-se de uma plataforma online onde doentes e cuidadores de todo o mundo se ligam para partilhar soluções que os próprios desenvolveram, ou que criaram com a ajuda de um colaborador, para ultrapassar um desafio imposto por um problema de saúde.

Em 2016, a Patient Innovation foi reconhecida pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, como um dos cinco projetos selecionados como exemplo de "Compromissos com Ação Coletiva" numa conferência em Nova Iorque. Recentemente, o Patient Innovation foi nomeado pelas Nações Unidas como um exemplo de Boas Práticas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Sustainable Development Goals - SDG). Esta nomeação de Boas Práticas de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável deve-se à contribuição para dois dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: # 3 (Boa saúde e bem-estar) e # 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura).

Para mais infromações, consulte: https://patient-innovation.com/

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados mais de 2.500 novos casos de infeção pelo novo coronavírus e 14 mortes em território nacional. O...

A região Norte foi aquela que registou maior número de mortes, desde o último balanço: cinco de 14. Segue-se a Lisboa e Vale do Tejo com quatro óbitos registados. Alentejo e Algarve têm ambas duas mortes assinalar e região Centro uma.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 2.595 novos casos. A região Norte registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 950. Segue-se a região de Lisboa e Vale do Tejo com 913 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 289 casos na região Centro, 130 no Alentejo e 234 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, no arquipélago da Madeira foram identificadas mais 23 infeções e 56 nos Açores.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 924 doentes internados, menos 30 que ontem.  As unidades de cuidados intensivos também menos nove doentes internados, relativamente ao último balanço: 199.

O boletim desta sexta-feira mostra ainda que, desde ontem, 3.331 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 897.886 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 50.811 casos, menos 750 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 410 contactos, estando agora 78.737 pessoas em vigilância.

Campanha “O seu fígado não está de férias”
A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) vai promover uma campanha de consciencialização para a prevenção da...

“Mesmo em tempo de férias, é preciso manter os hábitos de vida saudáveis, de forma a evitar ou agravar as doenças do fígado, que podem ter consequências graves para a sua saúde. Pratique exercício físico; faça uma alimentação equilibrada; evite beber álcool e consumir drogas; use preservativo; não partilhe seringas nem objetos de higiene pessoal; lave as mãos com frequência, sobretudo antes das refeições e depois de ir à casa de banho”, aconselha José Presa, presidente da APEF.

O médico explica que o fígado é um importante órgão do sistema digestivo e que, no caso de inflamação ou lesão, pode comprometer as suas funções e originar diversas complicações a curto ou a longo prazo. “Estamos a falar de patologias, que são, na sua grande maioria, evitáveis, embora tratáveis e, até, curáveis, como é o caso da hepatite C. Neste verão lembre-se de cuidar da saúde do seu fígado. Tenha umas boas férias, mas tenha atenção aos estilos de vida e aos comportamentos de risco”, afirma José Presa.

E conclui: “No caso de ter alguma doença do fígado já diagnosticada e em tratamento, não se esqueça de levar consigo os medicamentos e de os tomar consoante indicado”.

Iniciativa online gratuita
No dia 13 de agosto, entre as 18h e as 20h, a Academia Mamãs sem Dúvidas realiza uma nova edição do “Especial Grávida”,...

Com a aproximação do período de férias de verão por excelência dos portugueses, e com o objetivo de continuar a dar apoio às mulheres que esperam a chegada do seu bebé, o próximo “Especial Grávida” vai contar com a participação de vários especialistas ligados ao universo da maternidade para abordar diferentes temas.

A sessão “Cuidados a ter com os bebés nas férias”, contará com a intervenção de Sónia Patrício, enfermeira especialista em saúde materna e obstetrícia, que vai partilhar com as gestantes recomendações a ter em conta na hora de ir de férias.

“Dicas de Segurança Rodoviária para umas férias tranquilas” em que Cátia Neves, consultora de puericultura, vai explicar os aspetos a ter em atenção quando se viaja com o bebé

“O Presente e o Futuro das Células Estaminais” com o contributo de Maria Costa, formadora do Laboratório BebéVida, que vai falar sobre as mais-valias de guardar os tecidos e células do cordão umbilical do bebé no momento do nascimento.

A participação é gratuita sendo apenas necessário fazer previamente a inscrição. Ao inscreverem-se as participantes ficam habilitadas a receber um cabaz de produtos no valor de 450€, que inclui: um mala de maternidade Bioderma; um tapete de atividades TinyLove; um intercomunicador Alecto; uma bomba tira-leite Nuvita; uma Pegada Baby Art; uma almofada Pekaboo; uma ecografia 4D ECOmybaby da BebéVida. A vencedora deste cabaz será anunciada no dia 16 de agosto no Instagram da Mamãs sem Dúvidas.

Para mais informações sobre a Academia Mamãs sem Dúvidas, conteúdos informativos ou próximos eventos pode consultar o website mamassemduvidas.pt .

Dia do Orgasmo assinala-se dia 31 de julho
Longe vai o tempo em que o orgasmo feminino era tido como condição necessária para engravidar ou que

Efetivamente, é um objeto de estudo extremamente difícil, com grande variabilidade de mulher para mulher, e até numa mesma mulher. Ultrapassa as alterações corporais, as sensações físicas, tendo um componente psicológico, emocional e social que vão influenciar toda a vivência de cada orgasmo. A autoestima, autoconfiança, relacionamento, motivações sexuais, crenças, pressões sociais modulam a forma o orgasmo é experienciado. Assim, a descrição do orgasmo de cada mulher é carregada de subjetividade, sendo que geralmente assenta num ponto em comum: é o momento de prazer máximo durante o envolvimento sexual.

Numa perspetiva mais biológica, durante a estimulação sexual, com o aumento progressivo da excitação, ocorre libertação de adrenalina, com aumento dos batimentos cardíacos, respiração acelerada, aumento da vascularização pélvica, ereção dos mamilos, aumento da tensão e contração muscular. Depois, o orgasmo – o clímax - seguindo-se os espasmos dos músculos pélvicos, libertação de endorfinas e ocitocina, responsáveis, entre outros, pela sensação de prazer, pelo reforço da vinculação e confiança. No final, relaxamento e sensação de bem-estar, melhoria do humor e da intimidade.

Ainda que cada vez se fale mais e mais abertamente de sexo, sexualidade e prazer, o orgasmo feminino permanece alvo de vários mitos e tabus! Orgasmo com a penetração vaginal, orgasmos múltiplos, orgasmos simultâneos, orgasmo em todas as relações sexuais, orgasmo como sinónimo de prazer, são os mitos mais frequentes, e que mais frequentemente atrapalham a satisfação sexual e uma sexualidade saudável!

A maioria das mulheres não atinge o orgasmo exclusivamente com a penetração vaginal. Embora tenha sido famoso o conceito freudiano de que as mulheres maduras teriam orgasmo vaginal, enquanto as imaturas o teriam com a estimulação clitoridiana, atualmente é claramente reconhecido que o clitóris é o principal órgão do prazer feminino, sendo a sua estimulação (direta ou indireta) responsável pelo orgasmo em grande parte das mulheres!

Por outro lado, a mulher não tem obrigatoriamente de ser capaz de ter orgasmos sequenciais – é uma característica individual de cada mulher. A busca do casal pelo orgasmo simultâneo pode ter um efeito negativo no envolvimento sexual e na procura do prazer – homem e mulher podem ter tempos de estimulação diferentes, sem que isso seja anormal.

Apesar da pressão social e da expectativa do parceiro (e até da própria mulher!) fazerem com que pareça obrigatório a mulher ter um orgasmo de cada vez que tem relações sexuais, uma vida sexual feliz e satisfatória não implica necessariamente a presença constante do orgasmo. Assim, nem todas as mulheres têm sempre orgasmo, sem que isso signifique que não têm prazer nessa experiência sexual. Por outro lado, este foco no orgasmo pode até condicionar stress e ansiedade em relação ao ato sexual, promovendo a construção de sentimentos e cognições negativas em relação à sexualidade.

O orgasmo fora da atividade sexual com o parceiro, ou seja, na masturbação, ainda é vista por muitos como uma coisa errada, uma forma de traição, havendo inclusivamente a convicção, errada, de que pode atrapalhar o desempenho com o parceiro.

Subjetividade, mitos e tabus à parte, o orgasmo, embora não sendo essencial para todas as mulheres, representa o culminar do prazer durante a atividade sexual, estando associado ao bem-estar físico, psicológico e emocional da mulher.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Relatório CDC
O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA descreveu a variante Delta do Coronavírus como tão contagiosa quanto...

De acordo com o relatório, cujo conteúdo foi hoje divulgado pelo The New York Times, esta variante é também mais suscetível de quebrar as proteções oferecidas pelas vacinas. No entanto, os dados do CDC mostram que as vacinas são altamente eficazes na prevenção de doenças graves, hospitalizações e mortes em pessoas vacinadas.

Por outro lado, salienta que a infeção com a variante Delta produz quantidades de vírus no trato respiratório dez vezes superiores que as que são observadas em pessoas infetadas com a variante Alfa, que também é altamente contagiosa, refere o documento, citado pelo El Mundo.

Quando comparada com a estirpe original, a quantidade de vírus numa pessoa infetada com Delta é “mil vezes superior”, sublinha o documento.

Este relatório baseia-se em dados de vários estudos, incluindo uma análise de um surto recente em Provincetown, Massachusetts, que começou após as festividades de 4 de julho. Na quinta-feira, aquele grupo tinha subido para 882 casos. Cerca de 74% foram vacinados, segundo as autoridades de saúde locais.

Uma análise detalhada da propagação dos casos mostrou que as pessoas infetadas com o Delta transportam enormes quantidades de vírus no nariz e na garganta, independentemente do estado de vacinação, de acordo com o documento do CDC.

Por outro lado, estudos realizados no Canadá e na Escócia descobriram que as pessoas infetadas com a variante são mais propensas a serem hospitalizadas, enquanto pesquisas em Singapura indicaram que são mais propensos a precisar de oxigénio, o que leva o CDC a alertar para a associação com doença grave.

 

De 09 a 12 de setembro
A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) vai realizar a 12ª edição da Escola de Verão de Medicina Interna (EVERMI), um...

“A edição deste ano será subordinada ao tema “Medicina Interna a 360º” e pretendemos uma formação mais virada para o doente em ambiente de consulta, ambulatório e hospitalização domiciliária”, afirma Nuno Bernardino Vieira, responsável pela direção da EVERMI 2021.

Esta edição, à semelhança do que aconteceu em 2020, ficará marcada por algumas particularidades em consequência das contingências provocadas pela pandemia COVID-19 que implicou alterações à estrutura da escola de forma a garantir a segurança para todos os envolvidos.

“Desde a sua criação que a EVERMI procura responder a objetivos específicos como a atualização científica dos participantes em áreas diversas no âmbito da Medicina Interna, o desenvolvimento do raciocínio clínico do Internista, o desenvolvimento de competências em técnicas de comunicação e em trabalho em equipa, o fomentar de um “espírito de grupo” na Medicina Interna nacional e a reflexão sobre a formação nesta especialidade médica” conclui Nuno Bernardino Vieira.

João Araújo Correia, Presidente da SPMI, será responsável pela conferência de encerramento subordinada ao “Raciocínio e Registo Clínico na Consulta”.

A EVERMI é já um marco na formação de medicina interna em Portugal tendo desde a sua criação contado com mais de 500 participantes.

Consulte aqui o programa: https://www.spmi.pt/wp-content/uploads/2021/07/Programa-Final-EVERMI-2021.pdf

Estudo
Uma nova pesquisa relatada na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer® (AAIC®) 2021, realizada virtualmente,...

Além dos sintomas respiratórios e gastrointestinais que acompanham a infeção por SARS-CoV-2, muitas pessoas experimentam sintomas neuropsiquiátricos de curta e/ou longa duração, incluindo perda de olfato e sabor e défices cognitivos e de atenção. Para alguns, estes sintomas neurológicos persistem.

Os líderes científicos, incluindo a Associação de Alzheimer e representantes de quase 40 países - com orientação técnica da Organização Mundial de Saúde (OMS) – fazem parte de um consórcio internacional multidisciplinar para recolher e avaliar as consequências a longo prazo da Covid-19 no sistema nervoso central, bem como as diferenças entre os países. As primeiras conclusões deste consórcio, apresentados na AAIC 2021, sugerem que os idosos sofrem frequentemente de uma deficiência cognitiva persistente, incluindo a persistente falta de olfato, após a recuperação da infeção SARS-CoV-2.

Por outro lado, foi possível concluir que aqueles que sofrem de declínio cognitivo pós-infeção Covid-19 são mais propensos a ter níveis mais baixos de oxigénio no sangue após breve esforço físico, bem como uma má condição física geral.

Além disso foram detetados marcadores biológicos de lesões cerebrais, neuroinflamação e Alzheimer que se correlacionam fortemente com a presença de sintomas neurológicos em doentes Covid-19.

Segundo a vice-presidente da Associação Alzheimer, dos Estados Unidos, Heather M. Snyder, "estes novos dados mostram a infeção por SARS-CoV-2 conduz a uma deficiência cognitiva duradoura e até mesmo sintomas de Alzheimer". "Com mais de 190 milhões de casos e quase 4 milhões de mortes em todo o mundo, a Covid-19 devastou o mundo inteiro. É imperativo que continuemos a estudar o que este vírus está a fazer aos nossos corpos e cérebros. A Associação alzheimer e os seus parceiros estão a liderar, mas é preciso mais investigação."

Deficiência cognitiva correlaciona-se com perda persistente de olfato em pacientes recuperados

Gabriel de Erausquin, do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas na San Antonio Long School of Medicine, juntamente com colegas do consórcio global SARS-CoV-2, liderado pela Associação de Alzheimer, estudaram os sentidos cognitivos e olfativos numa coorte de quase 300 idosos infetados com o vírus na Argentina

Os participantes foram estudados entre três a seis meses após a infeção. Mais de metade mostrou problemas persistentes, nomeadamente esquecimento, e aproximadamente um em cada quatro tinha problemas adicionais com a cognição, incluindo a linguagem e a disfunção executiva. Estas dificuldades foram associadas a problemas persistentes na função do olfato, mas não com a gravidade da doença Covid-19 original.

"Estamos a começar a ver ligações claras entre a Covid-19 e problemas cognitivos meses após a infeção", disse Erausquin. "É imperativo continuarmos a estudar esta população, e outras em todo o mundo, por um longo período de tempo para compreender melhor os impactos neurológicos a longo prazo desta infeção."

Aumento dos Biomarcadores de Alzheimer no Sangue

Certos marcadores biológicos no sangue — incluindo t-tau, NfL, GFAP, UCH-L1 e espécies de beta amiloide (Aβ40, Aβ42) e pTau-181 - são indicadores de lesões no cérebro, neuroinflamação e doença de Alzheimer.

Para estudar a presença destes biomarcadores sanguíneos, neurodegeneração e neuroinflamação em pacientes mais velhos que foram hospitalizados com Covid-19, Thomas Wisniewski, professor de neurologia na New York University Grossman School of Medicine, e colegas recolheram amostras de plasma de 310 pacientes que foram internados na New York University Langone Health com Covid-19. Dos pacientes, 158 foram positivos para SARS-CoV-2 com sintomas neurológicos e 152 foram positivos para SARS-CoV-2 sem sintomas neurológicos. O sintoma neurológico mais comum foi a confusão devido à encefalopatia metabólica tóxica (TME).

Em pacientes que inicialmente eram cognitivamente normais com e sem TME relacionados com a infeção Covid-19, os investigadores encontraram níveis mais elevados de t-tau, NfL, GFAP, pTau 181, e UCH-L1 em pacientes COVID-19 com TME em comparação com pacientes Covid-19 sem TME. Não houve diferenças significativas com a Aβ1-40, mas o rácio pTau/Aβ42 mostrou diferenças significativas nos doentes com TME. Adicionalmente, t-tau, NfL1, UCHL1 e GFAP foram significativamente correlacionados com marcadores de inflamação como peptídeo C-reactivo, o que pode sugerir perturbação da barreira sanguínea-cerebral relacionada com a inflamação que acompanha a lesão neuronal/glial.

"Estas descobertas sugerem que os pacientes que tiveram Covid-19 podem ter uma aceleração dos sintomas e patologia relacionados com Alzheimer", disse Wisniewski. "No entanto, é necessária uma investigação mais longitudinal para estudar como estes biomarcadores impactam a cognição em indivíduos que tiveram a doença a longo prazo."

Iniciativa do Conselho Nacional de Juventude
O Conselho Nacional de Juventude, em conjunto com as suas organizações membro, vai promover uma campanha de sensibilização ...

A iniciativa conta com a presença do Vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, coordenador da Task Force, e com a força motriz deste movimento: os jovens.

A campanha tem como objetivo primordial a difusão de mensagens sob o ângulo de envolvimento e consciencialização das novas gerações para o problema de saúde pública mundial; apelando à adoção de comportamentos necessários e responsáveis que visem travar a transmissão do vírus e tornando a imunidade de grupo tão desejada uma possibilidade real. Para isso, a campanha visa abordar a importância do auto-agendamento e consequente vacinação, assim como o papel dos jovens nesta missão.

No decorrer da campanha, o Vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, enquanto personalidade coordenadora da Task Force, terá um momento de intervenção junto dos jovens.

 

O cancro do colo do útero é o sexto mais frequente nas mulheres europeias
O Hospital Distrital de Santarém (HDS) vai passar a ser uma das unidades hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (SNS) de...

Em comunicado, o HDS explica que vai passar a analisar as amostras recolhidas no âmbito dos cuidados de saúde primários, no sentido de detetar ou não a presença de vírus de alto risco do papiloma humano (HPV).

De acordo com a Diretora do Serviço de Anatomia Patológica do HDS, Isabel Andrade, este programa de rastreio destina -se a todas as mulheres com idades compreendidas entre os 30 e os 65 anos, inscritas nos centros de saúde.

Nos casos em que a pesquisa é negativa, esta será repetida de 5 em 5 anos. Nos casos em que a pesquisa for positiva, as utentes são encaminhadas para consulta hospitalar de Ginecologia do HDS, para acompanhamento médico.

Segundo Isabel Andrade, «o seguimento e vigilância com avaliação por colposcopia e por citologia cérvico-vaginal vai permitir o diagnóstico de lesões percursoras do cancro do colo, não malignas e tratáveis em estádios precoce».

De acordo com a responsável, numa fase inicial, o HDS irá receber amostras provenientes de quatro concelhos do distrito de Santarém – Santarém, Almeirim, Alpiarça e Cartaxo. Progressivamente, serão incluídas outras unidades, com o objetivo final de abranger todo o distrito, incluindo a Lezíria e o Médio Tejo.

A diretora frisa que a realização do rastreio a nível nacional tem como finalidade reduzir a morbilidade e mortalidade por cancro do colo do útero, promovendo a equidade no acesso e contribuindo para diminuir as desigualdades em saúde.

«O programa tem base populacional, com acesso universal e gratuito – isento do pagamento de taxas moderadoras, desde a consulta e o teste de rastreio à realização da colposcopia no hospital, se necessária. Em caso de necessidade de tratamento, todos os exames e consultas serão também isentos de taxas moderadoras», relata.

O cancro do colo do útero é o sexto mais frequente nas mulheres europeias. Na Região de Lisboa e Vale do Tejo são detetados por ano cerca de 400 novos casos ano; em Santarém foram registados em 2018, 32 novos casos que correspondem a uma taxa de incidência bruta de 14,10/100 000.

Quatro testes por mês
A comparticipação a 100% dos testes rápidos de antigénio (TRAg), que vigorava até final do mês de julho, foi alargada até 31 de...

“Perante a atual situação epidemiológica, importa assegurar a manutenção da vigência do regime excecional e temporário estabelecido, continuando a intensificar a utilização de testes para deteção do SARS -CoV -2, realizados de forma progressiva e proporcionada ao risco”, refere o diploma assinado pelo Secretário de Estado da Saúde, Diogo Serras Lopes.

A portaria fixa o valor de 10 euros como preço máximo para efeitos de comparticipação e limita-a a um máximo de quatro testes por utente por mês.

A comparticipação não se aplica aos utentes que têm o certificado de vacinação (que ateste o esquema vacinal completo há pelo menos 14 dias) ou o certificado de recuperação, nem aos menores de 12 anos.

Atualmente são mais de 400 as farmácias espalhadas pelo país que disponibilizam testes gratuitos. Além das farmácias, há também 104 laboratórios onde estes podem ser realizados.

 

 

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados mais de 3.000 novos casos de infeção pelo novo coronavírus e 10 mortes em território nacional. O...

A região de Lisboa e Vale do Tejo Norte e Algarve registaram, nas últimas 24 horas, três mortes cada. Os Açores têm uma morte a assinalar, desde o último balanço.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 3009 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 1.156. Segue-se a região norte com 1.032 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 320 casos na região Centro, 168 no Alentejo e 241 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, no arquipélago da Madeira foram identificadas mais 26infeções e 66 nos Açores.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 954 doentes internados, mais 20 que ontem.  As unidades de cuidados intensivos têm agora mais oito doentes internados, relativamente ao último balanço: 208.

O boletim desta quinta-feira mostra ainda que, desde ontem, 2.868 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 894.555 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 51.561 casos, mais 131 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 1.328 contactos, estando agora 79.147 pessoas em vigilância.

Opinião
Um estudo recente revelou que 7 em cada 10 portugueses consideram o seu animal de estimação um eleme

Assumindo uma grande importância nas famílias portuguesas, os animais de companhia merecem, desde início, todos os cuidados para crescerem de forma saudável e feliz. Um dos dados mais significativos do estudo, e que merece especial atenção, diz respeito ao facto de a grande maioria dos tutores inquiridos (quase 74%) terem admitido não ter tido qualquer tipo de preparação antes da chegada do seu animal a casa. É uma realidade que requer alguma atenção, uma vez que esta preparação é fundamental para garantir o bem-estar e desenvolvimento saudável do animal durante toda a sua vida.

Antes de todos os preparativos inerentes à chegada do animal, acolher um gato ou um cão deve partir de uma decisão refletida e responsável, uma vez que é um compromisso a longo prazo. É, fundamental entender as necessidades do animal e ter consciência da responsabilidade que acarreta.

Após a tomada a decisão (que deverá ser sempre que possível efetuada num contexto familiar), há que preparar a sua chegada do animal de estimação, adaptando ou tornando o espaço onde vai crescer o mais seguro possível, já que as primeiras experiências no novo lar terão impacto ao longo da sua vida. É importante definir zonas para refeição, descanso, brincadeira e onde fazer as suas necessidades. Por outro lado, sendo curiosos e gostando de explorar, é crucial assegurar que o ambiente onde vai crescer não apresenta perigos para o seu bem-estar.

Logo após chegar à nova casa, é recomendado marcar uma consulta de check-up com o médico veterinário. A este respeito os tutores devem ter dois aspetos em consideração: fazer com que essa experiência seja o mais positiva possível para o animal se habituar e agendar check-ups regulares ao longo da sua vida, que contribuirão para sua saúde e bom desenvolvimento. O médico veterinário pode e deve ser consultado quando os tutores têm dúvidas ou preocupações sobre os mais diversos aspetos referentes ao seu animal. Este ajudará (sempre) a esclarecer questões, fazendo as recomendações mais indicadas a cada caso.

Podemos de certa maneira concluir que o médico veterinário é um elemento chave quando se decide acolher um animal de companhia, seja um gatinhou ou um cachorro. Através do estudo foi possível apurar que 61% dos tutores inquiridos consideraram que este profissional é um aliado fundamental para garantir o bem-estar do animal, de tal forma que a maior parte dos inquiridos (53%) indicou ter recorrido ao veterinário para esclarecer dúvidas sobre nutrição, saúde e educação do mesmo.

A escolha do alimento adequado é uma dessas questões com relevância para a saúde do animal. No inquérito realizado pela Royal Canin, os inquiridos deixaram claro que cuidar da alimentação dos seus animais de estimação é fundamental, sendo que quase 90% apontaram este fator como muito importante para a prevenção de doenças ou problemas nutricionais dos seus animais de estimação e, em geral, para a sua saúde.

Gatos e cães bebés têm aparelhos digestivos muito delicados e requerem uma dieta específica e adaptada. Garantir que o alimento dado ao animal se adequa às suas necessidades nutricionais e respeita a dose diária recomendada, variando em função da etapa da vida é crucial para o seu desenvolvimento e crescimento saudável.

Por sua vez, é também importante promover o exercício físico do animal desde pequeno. Todos os animais precisam de exercitar, mas a quantidade e o tipo de exercitação variam de acordo com a idade, o tamanho e a raça.

Em suma, a decisão de acolher um animal de estimação deve ser bem ponderada e honesta. Trata-se de um compromisso e uma responsabilidade a longo prazo, em que o tutor deve garantir sempre o bem-estar e saúde do cão ou gato.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
As recomendações de um Psiquiatra
O diagnóstico de uma doença mental grave é sempre difícil de gerir para as famílias.

Porque estão mais próximos do quotidiano e “são desafiados a lidar com as manifestações da doença a todo o momento”, os familiares são aqueles que mais sofrem no contexto de uma perturbação esquizofrénica.

Segundo o Psiquiatra João Albuquerque, do Instituto das Irmãs Hospitaleiras, tendo em conta que “a maior parte das situações de esquizofrenia evoluem de forma insidiosa, a partir do final da adolescência, e nos primeiros anos da idade adulta”, nem sempre é fácil que estes – familiares e doente - percebam o que está a acontecer.

Assim, entre os principais sinais de alerta para a doença, o especialista chama a atenção para a questão do isolamento social. “Este isolamento, que eventualmente acaba por se tornar numa reclusão no seu espaço privado, é um dos principais sinais de alerta. Ao mesmo tempo, pode observar-se uma profunda alteração dos hábitos de vida, mesmo dos mais elementares. Começamos por assistir ao isolamento social crescente e à perda de rendimento global, nomeadamente nas atividades escolares ou profissionais, que acaba por abandonar. Depois, vão-se desorganizando mesmo as atividades mais básicas: alimentação, higiene e vestuário, tornam-se descuradas, e os hábitos de sono alteram-se”, esclarece. Falar sozinho ou com a televisão e a adoção de rituais bizarros, “e sem sentido aparente”, são outras das manifestações associadas à esquizofrenia e que não devem ser desvalorizadas.   

No entanto, a tendência, revela o especialista, é enquadrar este tipo de comportamento, “em experiências que todos compreendemos melhor: desmotivação, crise de crescimento, depressão, perda afetiva, etc., mas a perplexidade e estranheza que o doente sente face à desorganização global do seu psiquismo e à experiência de si próprio são distintivas”.  “O facto de não explicar o que se passa consigo deve-se aqui à falta de palavras para explicar algo tão radicalmente novo e inexplicável como o que sente, e não a uma recusa em falar de si”, sublinha o especialista em Psiquiatria.

Segundo João Albuquerque, na presença destes sintomas, a família deve procurar ajuda especializada. “Entre esperar para ver como as alterações que observam no seu familiar evoluem, ou tentar procurar ajuda, é sempre melhor esta segunda hipótese”, refere.

“A avaliação por um técnico de saúde mental, mais objetiva e isenta emocionalmente, pode permitir uma identificação precoce da doença e diminuir o tempo entre o início desta e o tratamento, fator que tem uma importância grande no resultado do tratamento”, justifica.

No entanto, às dúvidas da família sobre a necessidade de procurar ajuda, junta-se a resistência do doente. “Tipicamente, este fecha-se em si mesmo, sente que todas as aproximações são ameaçadoras, e que tudo o que de estranho se passa com ele resulta da ação de alguma entidade externa. Assim, dificilmente tem a consciência de estar doente e precisar de ajuda, e qualquer tentativa de o levar a uma consulta pode ser entendida como mais um gesto para o controlar ou colocar à mercê destes agentes que lhe estão a fazer mal”, acrescenta quanto ao pode atrasar e/ou condicionar o diagnóstico que  “implica a evolução da doença por um período mínimo de 6 meses, em que pelo menos num mês existem sintomas ativos (alucinações, ideias delirantes), distinguindo-a de outras perturbações psicóticas”.

Assim, sublinha o especialista, “a melhor forma de conseguir a colaboração do doente para ser ajudado, é através de uma abordagem tranquila, focada na preocupação da família com o sofrimento e todas as dificuldades que observam no doente, e na necessidade que sentem de o ajudar pelo amor que lhe têm”.

“É fácil resvalar para um discurso em que a tónica é colocada no incómodo que as alterações do doente provocam no seio familiar e não tanto no sofrimento deste. Este, “sofrimento”, é a palavra-chave, e a aproximação ao doente deve ser sempre inspirada por esta realidade, de que ele se encontra num sofrimento profundo, sem referências, inexplicável, e numa solidão inimaginável”, explica João Albuquerque.

As intervenções psicossociais são fundamentais para que a pessoa encontre o caminho da sua recuperação global

“O tratamento farmacológico é um elemento fundamental do projeto terapêutico de uma pessoa com esquizofrenia”, no entanto, a maior parte das pessoas associa o tratamento da esquizofrenia à toma de medicamentos que são muito sedativos e incapacitantes. “As duas ideias são falsas”, garante o médico.

Na realidade, hoje em dia os medicamentos disponíveis para o tratamento da esquizofrenia “são fármacos complexos cujo impacto terapêutico não se limita ao controlo dos sintomas positivos (alucinações e delírios), mas também melhoram todas as outras dimensões da doença: sintomas negativos (apatia, autismo, …), sintomas afetivos, sintomas cognitivos, e funcionamento social”.

Por outro lado, importa salientar a necessidade de uma intervenção psicossocial e com envolvimento familiar para o sucesso do tratamento.

“A psicoeducação sobre as características da doença e todas as repercussões que esta tem nos diferentes âmbitos de vida, o treino de aptidões sociais para oferecer referências concretas que permitam reaprender a estar em contacto com os outros, o apoio para a reintegração escolar ou profissional, a psicoterapia, nomeadamente de inspiração humanista e num modelo cognitivo-comportamental, e o trabalho em conjunto com a família, apoiando todo o sistema familiar na aprendizagem a que a doença obriga, são todos aspetos essenciais a um programa de tratamento para que este seja eficaz”, explica João Albuquerque salientando que não “basta que seja o doente a assumir o seu envolvimento nas várias intervenções terapêuticas. Os familiares têm de perceber que também eles têm de encontrar dentro de si essa disponibilidade para alterarem hábitos de vida, questionarem atitudes com que se identificam, abdicarem de tempo e atividades pessoais para estarem mais atentos uns aos outros”.

“Insistimos no conselho mais nuclear e importante, o de nunca desistirem do seu familiar. Nunca desistirem de tentar aprender a conviver com ele de maneira mais eficaz, para que o amor que os une seja fonte de segurança, confiança e liberdade”, reforça o especialista.

Para finalizar, o psiquiatra João Albuquerque deixa algumas as ideias chave sobre este tema que as famílias devem reter:

  1. Perceber que a Esquizofrenia é uma doença que compromete a capacidade da pessoa de perceber a realidade e de se autodeterminar, e, portanto, há atitudes habituais que se alteram, e comportamentos novos que podem surgir, mas a pessoa não tem a capacidade de os controlar. Estas alterações podem ser ultrapassadas com o tratamento.
  2. Quanto menos tempo se perder entre o início dos sintomas e o início do tratamento, maiores são as possibilidades de uma recuperação bem-sucedida da pessoa. Porque as alterações iniciais não são específicas e a pessoa não consegue perceber que está doente, é frequente passar-se muito tempo até que a decisão de pedir ajuda seja tomada. Solicitar uma consulta de psiquiatria não obriga a um tratamento, mas, justificando-se, pode permitir uma intervenção precoce e garantir a máxima eficácia da intervenção.
  3. Saber que a esquizofrenia não é fruto de uma única causa, nomeadamente de um trauma afetivo infligido por alguém próximo, mas constrói-se ao longo de todo o percurso de vida da pessoa, desde o útero, influenciada por fatores de toda a ordem, de que ninguém tem culpa.
  4. A esquizofrenia é uma doença grave, mas não condena a uma ausência de futuro. Uma intervenção coordenada, com a participação da família, e dos profissionais de saúde mental, permite uma recuperação da pessoa e a reorganização de um projeto de vida que a realize.
  5. É importante que a família perceba que o impacto da doença obriga a reequacionar tudo nas suas vidas: tentar que tudo volte a ser como era, é um erro que só traz frustração e desesperança. Aceitar desistir do projeto anterior, e abrirem-se a novos caminhos, cada um na sua circunstância, é um passo fundamental para que todos, doente e restante família, consigam reencontrar o seu lugar juntos.
  6. A principal dificuldade da pessoa com esquizofrenia é comunicar. Com os outros e consigo própria. A presença da família, mesmo quando não sabe qual a melhor atitude a tomar, mas sem desistir de tentar acompanhá-lo, de tentar compreender o seu sofrimento, e de confiar no amor que os une, é dos elementos mais importantes do tratamento.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
A Atrofia Muscular Espinhal é uma doença neuromuscular hereditária rara
A Associação Portuguesa de Neuromusculares (APN) e a Sociedade Portuguesa de Estudos de Doenças Neuromusculares (SPEDNM) vão...

Sob o mote “Na SMA ninguém está sozinho”, a campanha conta com a apresentação de três testemunhos de doentes e cuidadores que irão partilhar em vídeo a sua história de vida e a forma como têm vivido com esta doença desde os primeiros sintomas, até ao diagnóstico e consequente acompanhamento. A par destes é criada uma landing page em www.togetherinsma.pt, que objetiva agregar toda a informação útil sobre a doença, a sua prevalência, sintomas, método de diagnóstico e benefícios do seguimento clínico, que poderá ser acedida por qualquer pessoa com interesse na doença.

A campanha, lançada em fevereiro, está a decorrer nas redes sociais da APN (Facebook e LinkedIn), e vai contar ainda com o apoio da Biogen, empresa de biotecnologia pioneira nas Neurociências, do portal de notícias Sapo na sua divulgação online, e dos municípios de Lisboa, Porto, Coimbra e Portimão, responsáveis pela divulgação outdoor.

Sobre a pertinência desta campanha, Teresa Coelho, Neurologista e Presidente da Sociedade Portuguesa de Estudos de Doenças Neuromusculares, refere que “tanto a sociedade como a comunidade médica devem estar alerta para a importância do diagnóstico precoce da Atrofia Muscular Espinhal, uma vez que a demora na identificação e tratamento da doença pode significar uma maior destruição, irreversível, dos neurónios motores da medula espinhal e, por isso, gerar mais incapacidade na pessoa. Neste contexto, a referenciação atempada para as especialidades de Neurologia e Neuropediatria surge como um fator prioritário para assegurar o acompanhamento correto e regular dos doentes com esta patologia em consulta multidisciplinar que proporcione uma melhoria ou manutenção da sua qualidade de vida”.

Complementar a esta visão é a de Joaquim Brites, Presidente da Associação Portuguesa de Neuromusculares, que destaca que “uma das respostas para um diagnóstico mais atempado tem de passar, impreterivelmente, pela inclusão da Atrofia Muscular Espinhal no Programa Nacional de Rastreio Neonatal, a juntar, obviamente, à aposta que deve existir na identificação do histórico familiar da doença, que nos ajuda a perceber se existe a transmissão do gene SMN1 – causador da SMA – por parte dos dois progenitores, fator que aumento o risco de desenvolvimento da doença”.

A Atrofia Muscular Espinhal é uma doença neuromuscular hereditária rara que resulta na diminuição gradual da massa muscular e da força dos músculos – por conta do processo degenerativo de neurónios motores na medula espinhal – o que pode originar a paralisia progressiva e perda de capacidades motoras. Esta doença pode dividir-se em quatro tipos principais: os primeiros três tipos com aparecimento de sintomas em idade pediátrica, e um quarto tipo com aparecimento dos sintomas na idade adulta.

Em relação aos sintomas, estes podem variar de pessoa para pessoa, sendo a fraqueza e atrofia muscular os mais comuns e transversais a todos os tipos. Pode ainda verificar-se fraqueza geralmente igual nos dois lados do corpo e mais acentuada nas pernas do que nos braços, e, nos casos mais severos, observam-se frequentemente dificuldades respiratórias, na mastigação e na deglutição, e em idades mais avançadas podem surgir escolioses acentuadas, não existindo qualquer impacto a nível cognitivo nem na sensibilidade dos doentes.

Atualmente a SMA é a principal causa genética de mortalidade e incapacidade infantil, sobretudo o tipo 1 da doença, que representa 60% do total de casos identificados.

Conselho Nacional de Juventude
O Conselho Nacional de Juventude (CNJ), em parceria com o Ministério da Saúde, com a Direção-Geral da Saúde (DGS), lançou uma...

Num período em que o ritmo de vacinação está a acelerar e as camadas mais jovens estão aptas para fazer a diferença no combate à pandemia provocada pela COVID-19, uniram-se esforços para apelar à vacinação das novas gerações, explicando a sua importância.

De acordo com o Presidente da Direção do CNJ, João Pedro Videira, “os jovens são o futuro, mas também o presente. É importante atuar junto das camadas mais jovens para garantir o bom funcionamento da sociedade e, consequentemente, o progressivo regresso à normalidade.” Acrescenta ainda que “o excesso de informação e o fácil acesso à mesma pode levar às tradicionais fake news. Temos consciência de que o CNJ aqui tem um papel fulcral no combate à desinformação, no restauro da credibilização dos progressos científicos e da confiança das instituições tutelares.”

Sob o mote “Chegou a nossa vez. Cuida de ti. Cuida de Portugal. Vacina-te!”, a campanha consiste na partilha de informação sobre o processo de vacinação – desde o seu agendamento até à importância que esta ação tem na sociedade e na retoma progressiva à sua normalidade.

Esta ação decorre com a presença de conteúdos online, disponíveis nas redes sociais do CNJ, e com um momento de sensibilização presencial a decorrer em Faro, em Lisboa e no Porto, nos dias 30 e 31 de julho e 1 de agosto. No dia 30 de julho, a ação conta com a presença do Vice-Almirante Gouveia e Melo, Coordenador da Task Force, no Parque das Nações, junto à estação de comboios do Oriente, pelas 14 horas e 30 minutos.

Assim, o Conselho Nacional de Juventude dá um contributo positivo na difusão de mensagens de saúde pública e no envolvimento dos jovens para a adoção dos comportamentos necessários para travar a transmissão do vírus, admitindo, assim, a possibilidade de se alcançar a tão desejada imunidade de grupo.

 

Campanha alerta para os sinais e sintomas da doença
As férias podem ser desculpa para muita coisa, mas não para descurar a saúde. Nova campanha reforça a necessidade de, na...

Para a maioria dos portugueses, agosto é mês de férias, é tempo de descanso, de praia e sol, de recarregar baterias. Sendo verdade que muita coisa para durante as férias, a saúde não deve ser colocada em pausa neste período. Assim, importa não desvalorizar sinais e sintomas que podem conduzir ao diagnóstico precoce de várias doenças, como o cancro do pulmão, onde a deteção atempada é essencial para um melhor prognóstico. Este é, de resto, o mote de uma campanha realizada pela AstraZeneca, em parceria com Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), Associação Careca Power, Liga Portuguesa Contra o Cancro, Pulmonale, Rede Expressos e Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), no âmbito do Dia Mundial do Cancro do Pulmão, que se assinala a 1 de agosto, e que deixa o alerta: ‘O cancro do pulmão não tira férias’. 

“É natural que haja um menor número de casos diagnosticados no período de verão, que será devido quer à menor procura dos serviços de saúde por parte dos utentes, quer à diminuição dos procedimentos de diagnóstico devido às férias dos profissionais de saúde, que ocorrem preferencialmente nesta altura”, confirma António Morais, presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP).

O especialista concorda que a altura de férias, não só pela disponibilidade mental, mas também de tempo, é uma oportunidade para a adoção de melhores hábitos de vida. No caso do cancro do pulmão, “além dos hábitos considerados adequados para a saúde, como o exercício físico e uma alimentação diversificada e não calórica, é uma boa altura para o estabelecimento de planos de cessação tabágica, o maior fator de risco” para esta doença, sendo mesmo “responsável por cerca de 90% dos casos diagnosticados”.

Mas porque o cancro do pulmão nem sempre é fácil de diagnosticar, o que resulta, tal como refere o presidente da SPP, do facto “ de os sintomas ocorrerem habitualmente já numa fase avançada da doença, nomeadamente quando já não é possível a recessão cirúrgica”, sempre que o doente sentir “dor torácica, tosse seca persistente, expetoração hemoptóica (secreções com sangue), dispneia (falta de ar) ou sintomas constitucionais como astenia ou emagrecimento, deve recorrer ao seu médico assistente ” não deve hesitar na consulta a um profissional de saúde1.  

Isto porque o desejo é o de um diagnóstico o mais precoce possível, “numa fase ainda passível de orientar o doente para uma recessão cirúrgica, que é o único tratamento potencialmente curativo. Por outro lado, mesmo que esta hipótese não seja possível, o doente ainda com bom estado geral de saúde, terá oportunidade de realizar o tratamento indicado, o que não será possível caso se apresente já debilitado, dada a exigência dos tratamentos sistémicos habitualmente administrados”. O diagnóstico precoce é possível estando alerta para os sintomas e respondendo aos mesmos o mais rápido possível, com a ajuda dos profissionais de saúde.

Análise aponta queda após segunda dose
A eficácia da vacina Covid-19 da Pfizer/BioNTech diminui constantemente ao longo do tempo, deslizando para cerca de 84% para...

Estes dados dizem respeito a um estudo de eficácia fundamental que começou no ano passado e que inclui mais de 40.000 participantes com idade igual ou superior a 12 anos de idade que foram aleatoriamente selecionados para receber duas doses da vacina de Pfizer ou placebo, com 21 dias de intervalo. O documento medRxiv relata a eficácia da vacina até seis meses após a vacinação, com 13 de março a ser a data limite.

Durante todo o período, os investigadores estimaram que a eficácia desta vacina era de cerca de 91% contra a Covid-19 sintomática, em linha com os dados divulgados pela Pfizer e pela BioNTech em abril. Os últimos resultados constataram que a eficácia da vacina de mRNA atingiu um pico entre uma semana e dois meses após a segunda dose, em 96,2%. No entanto, a proteção diminuiu em média 6% a cada dois meses, atingindo 90,1% no período de dois para quatro meses, e depois caindo mais para 83,7% no período de quatro para seis meses.

Contra doenças graves, a vacina manteve-se estável com cerca de 97% de eficácia, mas o CEO Albert Bourla sugeriu que a proteção pode começar a cair contra casos mais graves de infeção também. "Vimos também dados de Israel em que há uma diminuição da imunidade e que começa a ter impacto no que costumava ser... 100% [eficácia] contra a hospitalização. Agora, após o período de seis meses, [está] a ficar baixo dos 90% e meados dos 80%", disse, mas "a boa notícia é que estamos muito, muito confiantes de que uma terceira dose, um reforço, vai assumir a resposta imune a níveis que serão suficientes para proteger contra a variante Delta". O período de estudo terminou antes da ascensão da estirpe Delta que se espalha rapidamente, tomando conta de muitas regiões do mundo.

Bourla observou que não é incomum que as vacinas diminuam de eficácia ao longo do tempo, acrescentando que há precedentes para vacinas de três doses noutras doenças. O executivo disse que a Pfizer planeia apresentar formalmente dados aos reguladores dos EUA até meados de agosto sobre os benefícios de uma terceira dose. A Pfizer e a BioNTech revelaram recentemente que pretendem pedir uma autorização de uso de emergência no próximo mês para um terceiro reforço da BNT162b2, citando dados recentes que sugerem uma queda na eficácia à medida que a variante Delta se espalha. No entanto, tanto a FDA como os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA adiaram esses planos, emitindo uma declaração conjunta pouco depois dizendo que não vêem necessidade de um terceiro reforço neste momento.

Entretanto, os autores do artigo da MedRxiv disseram que "o acompanhamento contínuo é necessário para compreender a persistência do efeito da vacina ao longo do tempo, a necessidade de dosear reforço e o tempo de tal dose". Também disseram que os dados de segurança estão agora disponíveis para cerca de 44.000 participantes ≥16 anos, incluindo mais de 12.000 que tiveram um mínimo de seis meses de dados de seguimento de segurança após uma segunda dose de BNT162b2. "O perfil de segurança observado a uma mediana de dois meses após a imunização foi confirmado até seis meses... nesta análise", disseram, acrescentando que "não foram anotados casos de miocardite". A FDA adicionou recentemente um alerta sobre casos raros de inflamação cardíaca em adolescentes e jovens adultos às fichas de dados para bNT162b2, bem como a vacina Covid-19 da Moderna, a mRNA-1273.

Mercado britânico e nórdico
O IVIRMA Global, líder mundial em medicina reprodutiva, anuncia a aquisição da CREATE Fertility. Com isto, o IVI expande a sua...

Com esta transação, o "IVIRMA mostra mais uma vez a sua capacidade de integração e crescimento orgânico e inorgânico com a aquisição de 80% das clínicas CREATE". Trata-se de uma transação que valoriza 100% da empresa e que ascende a mais de 100 milhões de libras. Para isso, conta com um empréstimo sindicalizado para esta operação que já teve mais de 170% de subscrição, o que demonstra as excelentes condições da empresa e a atratividade desta operação em particular. 

Tudo isso se materializa numa evolução focada na expansão na Europa e nos Estados Unidos, permitindo que o IVIRMA se consolide como a principal plataforma no campo reprodutivo mundial. 

“Entendemos esta aquisição da CREATE Fertility como a incorporação de um parceiro estratégico, que esperamos poder ajudar tanto do ponto de vista tecnológico, como ao nível da expansão internacional, com o apoio de toda a nossa plataforma IVIRMA. Além disso, a compra desse grupo consolidado é um passo importante para a nossa estratégia de expansão, que com esse movimento visa capturar sinergias com uma forma diferenciada de praticar a reprodução assistida. Os nossos 30 anos de experiência e a posição de liderança da CREATE Fertility no Reino Unido permite-nos unir forças para melhorar a experiência do paciente e oferecer padrões de qualidade imbatíveis”, afirma o Professor Antonio Pellicer, fundador e CEO do IVIRMA. 

O IVI irá continuar a oferecer aos pacientes o seu amplo portefólio de serviços, composto pelas mais avançadas técnicas e tratamentos, permitidos pela legislação em vigor no Reino Unido, como inseminação artificial, fertilização in vitro, método ROPA, doação de ovócitos ou preservação da fertilidade, entre outros. 

"O nosso firme compromisso com a investigação, a especialização e a oferta personalizada de tratamentos reprodutivos, bem como o protagonismo que desempenhamos no setor da medicina reprodutiva, tornam possível o milagre da vida nas melhores condições de segurança para a mãe e para o bebé, assim como as mais altas taxas de sucesso”, acrescenta o Prof. Pellicer .  

Por sua vez, a recém-adquirida CREATE Fertility, sob a direção de Geeta Nargund, fundadora do projeto, continuará a sua linha de fertilidade natural e suave, compromisso que a colocou como referência no país. 

Em comunicado, ambas as entidades, afirma que "continuarão a dar todo o seu apoio aos respetivos pacientes, sempre fiéis aos valores que os regem: paciente no centro, trabalho em equipa, excelência, inovação e honestidade".

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