Estudo
Uma terceira dose da vacina contra o novo coronavírus, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, eleva os níveis de...

O estudo foi realizado por uma dezena de especialistas de universidades e instituições públicas do país, bem como da própria empresa de desenvolvimento de antigénios, e publicado no portal médico MedRxiv, que alerta que esta análise ainda não passou por todas as fases de revisão pelo que não deve ainda ser tomada como "informação verificada".

Segundo os investigadores que participaram no estudo, os níveis de imunidade diminuem significativamente após cerca de seis meses, mas uma dose de reforço inoculada cerca de seis a oito meses após a segunda injeção gera um "forte impulso para a resposta imunitária".

"A média geométrica dos anticorpos (MGT) sobe para aproximadamente 140. Este aumento corresponde a um aumento de 3-5 vezes no número de anticorpos neutralizadores 28 dias após (receber) a segunda dose", refere o documento.

 

Dados disponíveis demonstram a eficácia e a segurança da vacina
A Agência Italiana de Medicamentos (AIFA) aprovou a administração da vacina da farmacêutica Moderna, em adolescentes entre os...

O Comité Científico e Técnico da AIFA informou que seguiu a linha de opinião expressa pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e considerou que os dados disponíveis demonstram a eficácia e a segurança da vacina mesmo para os indivíduos incluídos nesta faixa etária.

O país está também a estudar a possibilidade de as vacinas da Pfizer e da Moderna serem inoculadas para crianças entre os 6 meses e os 12 anos, mas as autoridades de saúde já alertaram que é necessário tempo para realizar os testes.

 

Relatório de Vacinação
Segundo o último Relatório de Vacinação, 52% dos portugueses já têm a vacinação completa e cerca de 67%, ou seja, 6.865.047...

O documento revela ainda que o país recebeu 12.886.770 vacinas desde que arrancou o plano de vacinação, tendo sido distribuídas pelos centros de vacinação e das Regiões Autónomas do território continental 12.043.017 milhões de doses. 

Por outro lado, ainda quanto aos dados relativos à vacinação, mostra que cerca de 99% das pessoas com mais de 80 anos (679.085) já foram vacinados com a primeira dose e 96% (652.322) concluíram o processo vacinal. Da mesma forma, 99% (1.632 .49) dos portugueses com idades entre os 65 e os 79 anos têm a primeira dose e 94% (1.530.817) o esquema vacinal completo. 

Relativamente ao grupo entre os 50 e os 64 anos, 2.022.572 (93%) tomaram pelo menos a primeira dose e 1.791.420 terminaram a vacinação. 

Na faixa etária entre os 25 e os 49 anos, 72% (2.406.642) já iniciaram a vacinação e 40% (1.342.356) concluíram-na. 

Quanto aos mais novos, 15% (120.723) dos portugueses entre os 18 e os 24 anos têm pelo menos uma dose da vacina e 9% (70.368) a vacinação completa. 

Foi administrada a primeira dose da vacina a 3.872 pessoas com idade até 17 anos e nesta faixa etária 2.647 terminaram a vacinação. 

 

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados mais de 3.452 novos casos de infeção pelo novo coronavírus e 13 mortes em território nacional. O...

A região de Lisboa e Vale do Tejo voltou a ser aquela que mais mortes registou, nas últimas 24 horas, em todo o território nacional: sete de 13. Seguem-se as regiões Norte com cinco e a região Centro com uma morte a assinalar, desde o último balanço.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 3.452 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 1.341. Segue-se a região norte com 1.194 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 358 casos na região Centro, 115 no Alentejo e 358 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, no arquipélago da Madeira foram identificadas mais 29 infeções e 57 nos Açores.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 934 doentes internados, mais seis que ontem.  As unidades de cuidados intensivos mantêm o mesmo número de doentes registado no dia anterior: 200.

O boletim desta quarta-feira mostra ainda que, desde ontem, 3.264 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 891.687 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 51.430 casos, menos 175 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 248 contactos, estando agora 80.437 pessoas em vigilância.

Rui Tato Marinho nomeado Diretor do Programa Nacional para as Hepatites Virais
No âmbito do Dia Mundial das Hepatites Virais, que se assinala hoje, o GAT – Grupo de Ativistas em Tratamentos vê com muita...

No entanto, saudações à parte, o GAT “não pode deixar de alertar para a persistência de barreiras no tratamento da hepatite C”, destacando a demora na dispensa de medicamentos, a importância do rastreio das hepatites B, C e D, da descentralização dos cuidados de saúde e a urgência de existir um sistema de vigilância epidemiológica que permita a Portugal saber o que falta fazer. “De outro modo continuaremos a trabalhar às cegas”, escreve em comunicado.

Este grupo, aproveita a oportunidade para pedir ainda “a dispensa dos medicamentos para o tratamento da infeção pelo vírus da hepatite C (VHC) no momento da prescrição, tal como acontece para o VIH, a tuberculose e as IST”. “O processo atual é complexo e demorado, é necessária uma aprovação individual de cada pessoa com VHC o que impede que o tratamento fique imediatamente disponível nas farmácias hospitalares, provocando atrasos no início do tratamento e promove o abandono de muitos doentes em situação de vulnerabilidade comprometendo o objetivo de eliminação do VHC até 2030”, justifica.

Segundo o GAT, existem cerca de 40 a 45 mil doentes com infeção crónica pelo VHC por tratar em Portugal, “grande parte ainda por diagnosticar”. Deste modo, salienta que “estes dados precisam de ser confirmados com rigor para sabermos qual é a situação de partida, quer para o VHC quer à VHB”. 

Por se tratarem de doenças muitas vezes silenciosas, o GAT alerta para a importância do rastreio populacional, pelo menos uma vez na vida e periódico nas populações em maior risco, ainda mais urgente depois de meses em que o diagnóstico e tratamento das Hepatites e outras infeções ficou parcialmente em suspenso devido à pandemia de Covid-19.

O GAT pede também um investimento na vacinação de pessoas adultas em risco para o VHB, ligado ao esforço de rastreio das não diagnosticados.

“Destacamos ainda a importância da descentralização dos cuidados de saúde para a eliminação do VHC, VHB e VHD. Com este objetivo em mente, o GAT e o Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC) inauguraram, em setembro de 2020, a consulta descentralizada de tratamento da hepatite C. A consulta é dirigida a Pessoas que usam/usaram Drogas (PUD) e Pessoas em Situação de Sem Abrigo (PSSA), que estão entre as populações mais atingidas e que mais ficam para trás no acesso aos tratamentos do VHC”, esclarece.

Segundo destaca em comunicado, desde o início deste projeto, “já foram referenciadas 47 pessoas com VHC das quais muitas já iniciaram ou terminaram tratamento com cura”.      

A hepatite C é uma doença infeciosa e uma das principais causas de doença hepática crónica, podendo progredir para cirrose, descompensação e representando um aumento significativo do risco de desenvolvimento de cancro do fígado. O teste da Hepatite C é simples e os tratamentos atualmente disponíveis em Portugal proporcionam taxas de cura de 97%, em apenas 8-12 semanas. O tratamento é também um meio eficaz de prevenção da cirrose hepática e do cancro do fígado.

29 de julho
O CITAR, Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes da Universidade Católica no Porto vai organizar um webinar...

A rede temática QAI-MBA é uma rede multidisciplinar composta por instituições luso-brasileiras, académicas e de memória (museus, bibliotecas e arquivos), públicas ou privadas, criada no âmbito do doutoramento em Conservação e Restauro de Bens Culturais de Karen Barbosa. Segundo a investigadora, “a rede foi criada com o objetivo principal de incentivar investigações, compartilhar o conhecimento e despertar o interesse dos profissionais de MBA sobre a complexidade das reações promovidas por poluentes gasosos no micro e macroclima dos edifícios.”

Além deste webinar inaugural “existe uma programação inicial já fechada de webinars mensais até janeiro de 2022 e já nasce com um número significativo de instituições parceiras e colaboradores, tanto em Portugal como no Brasil," adianta Karen Barbosa.

O encontro, organizado pelo centro de investigação da Escola das Artes da Católica no Porto, terá como oradores Eduarda Vieira, Patrícia Moreira e Karen Barbosa, investigadoras do CITAR e terá também como convidada Virgínia Costa. As inscrições para assistir ao evento online são gratuitas.

 

Projetos avaliados por um júri independente
A "Microbiota e ABCD – Doença Crónica Baseada na Adiposidade” – é o tema escolhido para a 3.ª edição da Bolsa Nacional...

As candidaturas para a Bolsa Nacional para Projetos de Investigação, edição 2021-2022, vão estar abertas entre o dia 1 de agosto e 16 de dezembro de 2021 e o prémio destina-se ao melhor trabalho de investigação em Microbiota Humana que seja apresentado por clínicos/investigadores que trabalhem em instituições científicas e tecnológicas portuguesas.  

Os projetos vão ser avaliados por um júri independente constituído pelos quatro membros do Comité Científico da Biocodex Microbiota Foundation em Portugal e devem ter uma duração máxima de 18 meses. O projeto vencedor será anunciado em abril de 2022.  

Até 30 de novembro de 2021 estão também abertas as candidaturas à Bolsa Internacional para Projetos de Investigação da Biocodex Microbiota Foundation, com um prémio de 200 mil euros e ao qual podem concorrer médicos e investigadores de todos os países, incluindo de Portugal, independentemente da especialidade médica. 

Este ano, o Comité Científico Internacional escolheu o tema “Structure and Function of the Gut Microbiota Resistome”. O objetivo é que os projetos a submeter a esta bolsa internacional explorem o papel funcional dos genes de resistência a antibióticos no microbioma intestinal, com foco em microrganismos anaeróbios difíceis de avaliar na microbiologia clínica de rotina. 

 

 

Dia Mundial das Hepatites
A hepatite caracteriza-se por uma inflamação das células do fígado, que pode ter várias causas, nome

O fígado é um importante órgão do sistema digestivo e, no caso de inflamação ou lesão, pode haver comprometimento da sua função, podendo originar diversas complicações a curto ou a longo prazo.

Uma vez que existem diferentes tipos de hepatite, a sua gravidade é muito variável. As hepatites B e C são as mais importantes, por poderem evoluir, quando não tratadas, para problemas graves de saúde, como cirrose e cancro do fígado.

Estima-se que este tipo de hepatite viral, B e C, afete 325 milhões de pessoas em todo o mundo, causando 1,4 milhões de mortes por ano; e que, em Portugal, estima-se que existam 35 a 40 mil infetados pelo vírus da Hepatite C a maioria não diagnosticada.

Esta situação ocorre porque, na maioria dos casos, esta doença não se associa a quaisquer sintomas. Quando ocorrem, os mais comuns são a fadiga inexplicável para as atividades desenvolvidas, perda de apetite, náuseas, vómitos e diarreia, urina escura e fezes claras, dores abdominais e icterícia.

De salientar que estamos a falar de doenças evitáveis e tratáveis; e que no caso específico da hepatite C até é CURÁVEL.

A taxa de cura dos medicamentos para a hepatite C situa-se atualmente nos 96 por cento. No entanto, o diagnóstico precoce é vital para o sucesso do tratamento. Esteja atento e consulte o seu médico, sobretudo se usou ou partilhou seringas ou outros materiais no passado; e se fez transfusão de sangue antes de 1992.

Os tratamentos são simples, por via oral, geralmente curtos e sem custos para o doente, mas é preciso que sejam feitos de forma atempada. Tratam-se de medicamentos que vão inibir ou eliminar a multiplicação do vírus e, desse modo, reduzir as lesões causadas ao fígado.

O objetivo é, essencialmente, permitir que o fígado possa recuperar, sendo importante também o repouso adequado, uma dieta equilibrada e a abstenção de consumo de bebidas alcoólicas.

Lembre-se, a cada 30 segundos morre uma pessoa com uma doença relacionada com as hepatites. Esteja atento e consulte o seu médico para fazer um diagnóstico e, em caso positivo, um tratamento atempado.

Mesmo em tempo de pandemia Covid-19, não podemos esperar para atuar contra as hepatites virais.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Propostas podem ser apresentadas até 15 de setembro
O Projeto Europeu eCare, com um orçamento total de 3,9 milhões de euros, lançou a Fase 1 do seu concurso público, que visa...

Qualquer fornecedor, individual ou coletivo pode concorrer a esta primeira fase, até 15 de Setembro de 2021, através da plataforma eCare da JAGGAER, responsável pela coordenação inicial do projeto há dois anos, agora nas mãos da consultora espanhola SILO.

O valor total de investimento para esta primeira fase de conceção das soluções, ascende a 392.000 euros, que serão distribuídos entre os prestadores selecionados. As soluções vencedoras serão anunciadas a 16 de novembro, e passarão para as fases seguintes do concurso: desenvolvimento e teste das soluções apresentadas em condições reais nas quatro instituições de cuidados de saúde compradoras.

O grupo de compradores é composto por entidades de Espanha, como o Consórcio Sanitário Integral (Hospitalet, Barcelona) e a Câmara Municipal de Santander; a Autoridade Sanitária Local de Benevento, em Itália, e o Hospital Universitário de Aachen, na Alemanha.

O projeto eCare é financiado a 90% pela Comissão Europeia, ao abrigo do programa Horizonte 2020, e coordenado por um consórcio de oito entidades públicas e privadas. O objetivo deste projeto é, através da prevenção e gestão integrada oferecida pelos projetos vencedores, promover a independência e o bem-estar dos idosos e reduzir a carga orçamental sobre os serviços de saúde. 

Fragilidade e a solidão são os principais desafios de uma sociedade cada vez mais envelhecida e é, neste sentido, que as soluções fornecidas pela eCare se concentram especialmente nas pessoas idosas. Embora a longevidade seja um dos principais marcos nas sociedades modernas, paradoxalmente a qualidade de vida destas pessoas, nos seus últimos anos, pode ser agravada pela fragilidade, uma condição clínica que afeta um em cada quatro adultos na Europa.

 

Vida saudável
As doenças cardiovasculares são a causa de morte, anualmente, de cerca de 17 milhões de pessoas em todo o mundo. Combater o...

As doenças cardiovasculares são aquelas que afetam o coração (cardio) e os vasos sanguíneos (vasculares), como as artérias, veias e capilares. A causa de praticamente todas as doenças cardiovasculares é a aterosclerose, que consiste num processo que leva à formação e deposição de placas que “entopem” os vasos sanguíneos. Com o tempo, estes depósitos vão-se acumulando e acabam por deixar menos espaço para que o sangue passe, chegando mesmo a poder impedir a sua circulação normal.

Em Portugal, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a principal causa de morte e de incapacidade, sendo que mais de metade da população (55%) tem dois ou mais fatores de risco cardiovasculares. Já o Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM) afeta anualmente 15 mil portugueses.

De acordo com um estudo desenvolvido pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, os principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares que afetam mais de metade dos portugueses, são:

  • Mais de 50% tem excesso de peso ou obesidade;
  • Cerca de 40% tem tensão alta;
  • 25% são fumadores;
  • Mais de um milhão de portugueses têm diabetes;
  • Aproximadamente 30% tem colesterol muito elevado.

A mudança de alguns hábitos que são considerados fatores de risco para o coração estão ao alcance de qualquer um de nós, começando pelo combate ao sedentarismo e com a adoção de estilos de vida mais saudáveis e equilibrados. Descubra 7 dicas que o podem ajudar:

1. Praticar exercício físico com regularidade

Pelo menos 30 minutos por dia e 5 vezes por semana. Não é necessário ir correr nem ir para o ginásio, uma boa caminhada diariamente faz toda a diferença.

2. Alimentação saudável a quase 100%

Consumir furtas, vegetais, fibras e proteínas com regularidade. Evitar o consumo de gorduras, açúcar e sal, principalmente em alimentos pré-preparados (refeições pré-cozinhadas, snacks, conservas, bolos embalados) – estes alimentos devem ser uma fatia muito reduzida da sua alimentação, sendo apenas consumidos em ocasiões pontuais.

3. Evitar o excesso de peso

Através do controlo da gordura abdominal, essencialmente. Se necessário, pedir apoio de um profissional de saúde para o ajudar na construção de uma relação equilibrada com a comida.

4. Controlar a tensão arterial

Medir regularmente a tensão arterial e verificar se os valores estão abaixo dos 140/90 mmHg.

5. Análises regulares ao sangue

Estas análises são importantes para conseguir controlar os níveis de colesterol e perceber se estão dentro dos parâmetros normais. Idealmente o colesterol LDL abaixo dos 130 mg/dl e o HDL acima dos 40 mg/dl. O colesterol total deve rondar idealmente os 190 mg/dl.

6. Não fumar

Evitar os hábitos tabágicos são uma recomendação válida não só para as doenças cardiovasculares, mas também para muitas outras. Se não conseguir sozinho deve pedir ajuda a um profissional de saúde para que de forma gradual consiga deixar de fumar.

7. Evitar, ou tentar reduzir, o stress

Tentar ter horários regulares, rotinas diárias, evitar demasiado tempo seguido a trabalhar são alguns dos conselhos que podem ajudar a reduzir o stress. Algumas pessoas podem também optar por outras práticas que as ajudem como é o caso da meditação, massagens de relaxamento, entre outras.

É importante que toda a família esteja unida na adoção de hábitos de vida mais saudáveis e que trabalhem juntos neste propósito comum. No caso de já existir um histórico de doenças cardiovasculares, a família, para além de ter um papel fundamental na gestão da doença, é também um motor para a adoção de cuidados que ajudem a antecipar futuros problemas ou incidentes cardiovasculares.

Ao optar por uma alimentação mais saudável, pelo combate ao sedentarismo e ao fazer o controlo da tensão arterial e colesterol, a população portuguesa adulta está também a contribuir para que as crianças de hoje se tornem em adultos mais saudáveis no futuro. 

Estudo avalia impacto da pandemia
A pandemia Covid-19 transformou-nos para sempre. Os nossos hábitos e as nossas rotinas mudaram de forma drástica, e é...

Os números foram claros: uma em cada quatro pessoas sente-se deprimida e solitária. Muitos sentem-se sozinhos, não têm ninguém com quem falar ou têm simplesmente medo de falar sobre as suas preocupações.

Apesar de ser expectável que, mais de um ano depois, os inquiridos já estivessem totalmente adaptados ao seu novo “escritório”, a verdade é que muitos colaboradores ainda têm dificuldade em lidar com o confinamento e com este período de grande volatilidade. 

A saúde e o bem-estar devem ser, mais do que nunca, uma prioridade entre as empresas. 64% dos colaboradores afirmaram ansiar por interações pessoais e opções de bem-estar para os manter em boa forma, física e mentalmente.

Os temas mais abordados entre os inquiridos foram:

Dificuldade em manter o equilíbrio trabalho-vida pessoal

Para os colaboradores à distância que partilham um espaço com crianças, parceiros ou colegas de quarto, a linha que separa trabalho e vida pessoal continua a estreitar-se. De facto, os colaboradores à distância estão a trabalhar em média mais 28 horas por mês. Isto pode resultar num princípio de burnout, que afeta já mais de 40% dos colaboradores, quando comparado com o trabalho efectuado num ambiente normal de escritório.

Falta de comunicação e sentido de pertença a uma equipa

Nem todos os colaboradores podem abraçar a vida profissional à distância e, para muitos, 2020 foi a primeira vez que trabalharam a partir de casa durante um longo período de tempo. Para os membros da equipa que vivem sozinhos, o escritório pode ser uma fonte de atividade social e um ambiente que encoraja a produtividade e a motivação. Dados recentes mostram que 20% dos colaboradores que trabalham a partir de casa sofrem de problemas de comunicação.

Falta de rotina

Para os colaboradores que incluem ginásios, estúdios de fitness ou desportos de grupo como parte das suas rotinas de saúde diárias, e que designaremos por “colaboradores desportivos”, o encerramento destas atividades durante os períodos de confinamento foi um enorme desafio para manter a rotina de exercício. Para além disso, mesmo após a reabertura dos estúdios e centros desportivos, muitos têm receio de entrar devido a uma possível infeção. Alguns poderão recorrer a atividades individuais, tais como a corrida, com muitos deles a desistir e a perder as interações sociais que os estúdios oferecem.

Baixa capacidade de atenção e decréscimo da produtividade

Para muitos, o trabalho no escritório e a troca de ideias com colegas aumenta o desempenho. Por outro lado, o escritório em casa pode ser um local de distração, fazendo com que seja mais difícil permanecer motivado. Além disso, os colaboradores podem ter mais receio de contrair infecções e, em vez de se concentrarem no trabalho, estarem absorvidos com as noticias e o que se passa no mundo.

Sentir-se subvalorizado ou não observado

Para os “top performers”, o elogio é um incentivo, mas agora, depois de meses atrás dos ecrãs em casa, os colaboradores têm menos tempo de interação com os seus superiores hierárquicos. Isto significa que alguns dos colaboradores com bons desempenhos podem não sentir-se valorizados e, do ponto de vista estatístico, poderão em breve pertencer aos 65% dos funcionários que afirmam não receber qualquer reconhecimento. Quanto menos elogios, maior o risco de falta de motivação, o que pode resultar na procura de um novo empregador que ofereça oportunidades de valorização e desenvolvimento profissional por parte de alguns membros da equipa.

Deco Proteste
Numa altura em que os portugueses estão a aumentar a prática de desporto, a organização de defesa do consumidor alerta para a...

O desporto tem vindo a ganhar espaço na rotina dos consumidores e há quem opte pela ingestão de suplementos alimentares, de modo a chegar aos seus objetivos de forma mais rápida. Contudo, e de acordo com a DECO PROTESTE, a atividade física só terá os efeitos desejados se for aliada a uma alimentação equilibrada. Por outro lado, existem ainda muitos mitos em torno da prática de desporto, os quais são esclarecidos pela organização de defesa do consumidor.  

Segundo dados publicados em 2020 no Journal of the Internacional Society of Sports Nutrition, 44% dos frequentadores de ginásios inquiridos em Portugal utilizaram, pelo menos, um suplemento alimentar no último ano. As principais razões apresentadas foram o aumento da massa muscular (55,7%), a aceleração da recuperação (52,7%) e a melhoria da performance desportiva (47,3%). Muitas das vezes, a internet e os amigos são as fontes de informação escolhidas pelos consumidores para entrarem no mundo da suplementação. A evidência científica relativa aos efeitos dos suplementos no desporto é escassa e muitas pessoas tomam-nos sem saberem se, de facto, necessitam de o fazer.  

Os suplementos alimentares não passam pelos controlos criteriosos a que são sujeitos os medicamentos. Por esta razão, a DECO PROTESTE aconselha a consulta do médico ou nutricionista para o aconselhamento, mantendo o foco numa alimentação saudável. A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), recomenda que quem pratica desporto três dias por semana, durante 30 a 40 minutos, deve integrar na sua alimentação 45 a 60% de hidratos de carbono, 20 a 35% de lípidos, 5 a 35% de proteínas. 

Por outro lado, existem ainda muitos consumidores com dúvidas sobre a prática da atividade física, associando-a muitas vezes a uma necessidade de perda de peso. Por esse mesmo motivo, a DECO PROTESTE decidiu esclarecer um conjunto de mitos:  

1. Sou saudável e não preciso de perder peso. Logo não preciso de ser fisicamente ativo. – Falso  

Mesmo que tenha o peso ideal e pareça saudável,  se tiver um estilo de vida sedentário, não será tão saudável quanto poderia. Há pessoas magras com depósitos de gordura no fígado, por exemplo. 

2. É preciso praticar desporto durante muitas horas para obter resultados – Falso. 

Para se manter saudável, o que importa é a soma dos períodos ativos. Para adultos, a Organização Mundial de Saúde recomenda 150 a 300 minutos de atividade física moderada por semanal. Pode parecer muito, mas se integrar 30 minutos de atividade, cinco vezes por semana, já vai corresponder a esta recomendação. 

3. Queima-se mais gordura durante o exercício estando em jejum. Falso 

Comer antes da prática de atividade física pode ajudar, uma vez que dá energia para uma melhor performance. O importante para os resultados é o total de energia gasta e a forma como o corpo reage a isso.  

4. Exercícios físicos à noite prejudicam o sono – Depende 

Recomenda-se evitar atividades vigorosas, pelo menos, uma hora antes de deitar. Durante muito tempo, os especialistas desaconselharam a atividade física à noite. Contudo, estudos recentes concluíram que os exercícios noturnos ajudam a adormecer mais depressa e a ter um sono mais profundo, a não ser que pratique exercício de alta intensidade menos de uma hora antes de adormecer.  

5. Às crianças basta brincar – Falso 

Crianças e jovens dos 5 aos 17 anos devem praticar, pelo menos, 60 minutos diários de atividade física moderada e vigorosa, para assegurarem um desenvolvimento saudável. O tempo em frente ao ecrã é cada vez mais preocupante porque o sedentarismo compromete não só a sua saúde presente como também a futura. 

Para apoiar os consumidores nestas duas áreas, a DECO PROTESTE disponibiliza a plataforma de desporto outdoor FITMAP que apresenta mais de 2 000 espaços exteriores onde é possível praticar exercício físico, disponibilizando ainda informações sobre alimentação saudável e uma listagem de personal trainers certificados. 

"Ventilação, ventilação, ventilação" pilar para a saúde pública!
No âmbito da reunião de peritos realizada ontem, na sede do Infarmed, em Lisboa, a especialista da ARS Norte e do Instituto de...

Esta tem sido uma constante das comunicações que a APIRAC tem insistentemente veiculado junto de várias entidades, nomeadamente do Senhor Presidente da República, de membros do Governo, dos grupos parlamentares e da Direção-Geral da Saúde. Ao longo de mais de ano e meio de pandemia, a APIRAC tem procurado sensibilizar os decisores e a opinião pública sobre o aspeto determinante que constitui a ventilação para a saúde pública.

Como se tem comprovado, e genericamente aceite, o contágio nos espaços fechados é cerca de 20 vezes mais provável do que no exterior. Acresce que cerca de 80% do nosso tempo de vida é passado em espaços fechados: as nossas casas, o nosso emprego, as nossas diversões e até muito do nosso desporto. Importa, assim, analisar de forma simples e racional, o que se pode fazer para que o contágio diminua fortemente no interior desses espaços. Só duas questões se colocam quando encaramos o problema da existência de agentes poluentes no interior dos edifícios. Em primeiro lugar, evitar que qualquer poluente penetre nesse espaço. Em segundo lugar, se o agente poluente ou patógeno foi transportado para o interior ou nele se desenvolveu, é necessário anulá-lo ou expulsá-lo rapidamente para o exterior, reduzindo o mais possível o tempo de exposição.

Para este efeito, a ventilação e extração do ar do espaço em causa, será um dos métodos mais eficazes e mais económicos de o conseguir. Assim, a prática da introdução de ar exterior por sistemas de ventilação/extração em todos os edifícios, seja natural ou forçada, além de obrigatória é fundamental para a saúde, bem-estar e segurança dos seus ocupantes ou utilizadores. A análise do espaço, das obstruções existentes, do tipo de atividade, do caudal de ar mínimo, do local de entradas e saídas do ar, da eficácia de ventilação, da climatização para evitar choques térmicos, são alguns dos requisitos a ter em conta na escolha e implementação de um bom sistema de ventilação.

Para este objetivo a APIRAC instituiu o Selo AR SAUDÁVEL para auditar e certificar as instalações de AVAC que demonstrem acompanhar as regras de saúde adequadas para evitar a contaminação dos espaços climatizados com o SARS-CoV-2, garantindo a sua boa execução e funcionamento. Foi assim que, por exemplo, auditámos o Centro Cultural de Belém e colocámos selos nos principais espaços em que decorreram os trabalhos da Presidência do Conselho Europeu, que como é sabido foi assumida por Portugal ao longo do 1.º semestre de 2021. Esta colaboração vem enquadrada no Protocolo assinado entre a DGS e a APIRAC.

Sinais e estratégias para superar
Estima-se que uma em cada dez pessoas no mundo tenha dislexia, uma perturbação da aprendizagem que,

Quando uma criança é diagnosticada com dislexia a maior preocupação das famílias é que essa perturbação da aprendizagem não seja superada. No entanto, ao contrário do que os pais possam recear, ter dislexia está longe de ser um obstáculo para a realização pessoal e profissional dos filhos no futuro. A terapia especializada e o apoio dos pais são dois suportes essenciais para a criança com dislexia ultrapassar as dificuldades de aprendizagem e tornar a condição numa barreira transponível, em especial se a intervenção for precoce. Por isso, comece por identificar os sintomas de uma condição que se estima afetar 10% da população mundial. 

O que é a dislexia?

É uma condição com origem genética que interfere na maneira como o cérebro processa a linguagem escrita e, muitas vezes, a oralidade. O problema está geralmente associado à leitura e às dificuldades que o cérebro tem de diferenciar fonemas de sílabas, uma vez que região cerebral responsável pela análise e identificação de palavras permanece inativa. Em consequência, a criança disléxica não reconhece palavras que já tenha lido ou estudado. Para ultrapassar esta dificuldade, um aluno disléxico pode apenas precisar de mais tempo para processar a informação e recorrer a estratégias acertadas para lidar com a diferença no processamento cerebral. Ao contrário do que se possa pensar, a dislexia não é sinal de falta de inteligência ou preguiça porque é independente do quociente de inteligência.

Procurar ajuda especializada

A maioria das crianças está apta a aprender a ler em idade pré-escolar ou a partir do primeiro ano do 1ºciclo do ensino básico. No entanto, os alunos com dislexia ainda não podem compreender os conceitos básicos de leitura nessa idade. Assim, se o nível de leitura do seu filho está abaixo do que é esperado para a faixa etária a que pertence ou se detetar outros sinais ou sintomas de dislexia, consulte o seu médico.

Identificar a condição em função da idade

No início da vida escolar, o professor facilmente identifica a dislexia quando o aluno tem uma qualidade de leitura inferior ao nível esperado para a idade e revela outros problemas, tais como:

  • Dificuldades de processamento e compreensão do que ouve;
  • Dificuldade em perceber instruções rápidas;
  • Dificuldade em lembrar-se da sequência de coisas;
  • Dificuldade em identificar e, ocasionalmente, ouvir semelhanças e diferenças entre letras e palavras ou entre outros sinais;
  • Sente dificuldade em aprender uma língua estrangeira.

Na adolescência, as manifestações de dislexia são semelhantes e, à falta de terapia, os dilemas emocionais, como a falta de confiança e autoestima da criança disléxica, tendem a agravar-se.

Primeiras manifestações da dislexia

Apesar de estes sinais poderem estar presentes no percurso académico, é possível identificar a condição em crianças bastante pequenas e iniciar uma intervenção terapêutica precoce, caso manifeste as seguintes situações:

  • Aprendeu a falar tardiamente;
  • Tem dificuldade em pronunciar algumas palavras;
  • Tem dificuldade em entender o que ouve;
  • Tem dificuldade em memorizar;
  • Tem dificuldade em identificar as cores e os números;
  • Tem dificuldade em copiar o próprio nome;
  • Tem dificuldade em aprender formas geométricas, em dar laços e desenhar;
  • Tem um ritmo de aprendizagem de novas palavras lento;
  • Tem distúrbios do sono.

Estratégias para superar

Para que a escola não se torne motivo de stresse e frustração para a criança, o mais importante é encontrar e adotar estratégicas eficazes que lhe permitam ultrapassar as dificuldades na leitura e compreensão, evitando que uma palavra ou uma frase escrita se tornem dificuldades intransponíveis. Alguns testes utilizados pelos professores, no início do primeiro ciclo, ajudam a avaliar a capacidade de compreensão do aluno. Os exercícios de leitura de pequenos excertos de texto e perguntas de compreensão são metodologias pedagógicas essenciais para a construção de uma base sólida para o sucesso na escola. Perante os problemas de compreensão de leitura da criança com dislexia, será necessário recorrer a materiais didáticos adequados, como os audiolivros e desenvolver previamente algumas capacidades de fonética, como ligar as letras aos sons. Depois de poder estabelecer essas conexões, o aluno vai ser capaz de identificar o significado da palavra individualmente sem que pareça nova ou desconhecida e, em seguida, descodificar o sentido de frases completas.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites
No dia em que mundialmente se assinala a luta contra as hepatites, a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) alerta que...

Considera-se que a prevalência possa estar a atingir cerca de 100 mil portugueses que estarão infetados pelo vírus B ou C. Em Portugal, por identificar, só pelo vírus da hepatite C, (VHC) estima-se que ronde os 40 mil portugueses. No mundo, 350 milhões pessoas infetadas com o vírus da hepatite B e 75 milhões com hepatite C, números que revelam o peso das hepatites víricas varia consoante as zonas do globo.

A hepatite é uma inflamação das células do fígado, que pode ter várias causas, como o álcool ou alguns medicamentos e particularmente os cinco vírus: A, B, C, D e E. O fígado tem uma função vital do aparelho digestivo e, no caso de inflamação ou lesão, leva à diminuição da sua função. As hepatites B e C são as mais prevalentes e mais graves, por poderem evoluir, quando não tratadas, para cirrose e cancro do fígado.

Em Portugal, a doença hepática vírica tem um peso significativo quer em termos individuais, com implicações na qualidade de vida dos doentes, quer pelo impacto social e económico. Uma vez que as hepatites resultam, numa significativa percentagem, em doença crónica avançada (a cirrose), esta situação conduz ao aumento de cuidados hospitalares e consequentemente ao incremento da despesa em saúde. Guilherme Macedo, presidente da SPG adianta que “a eliminação da hepatite C em Portugal vai ter um enorme impacto favorável também sob o ponto de vista económico a curto, medio e longo prazo”.

Resultante da forma de transmissão do vírus C nasce estigma social associado a este vírus. A transmissão acontece sobretudo por via sanguínea, sendo que a maioria das pessoas o adquire através da partilha de agulhas, seringas e outro material contaminado usado para consumo de drogas. Existem, no entanto, pessoas infetadas fora destes grupos de risco. São na sua grande maioria infeções silenciosas. “O problema do estigma é bidirecional”, esclarece Guilherme Macedo, e acrescenta que “se por um lado, os indivíduos com hepatite C sentem-se descriminados, por outro, a sociedade, considera que este é um problema de uma população marginal. São dois vetores que condicionam a identificação e consequentemente o tratamento e cura da hepatite C. As hepatites não são um problema de nicho populacional, mas sim um desafio global.”, explica Guilherme Macedo.

A SPG tem um papel fundamental na resolução deste problema. Por um lado, deve continuar a mobilizar e estimular os seus parceiros médicos, das diferentes especialidades, lembrando que a luta pela eliminação não foi interrompida. E, por outro lado, promover a compreensão da dimensão e da importância das hepatites na sociedade contribuindo para uma melhor literacia pública sobre este assunto e mobilizando todos os portugueses a realizarem testes de rastreio.

Assim, através do rastreio e do tratamento que apresenta taxas de cura superiores a 97%, é possível a eliminação desta pandemia até 2030, e cumprir a meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde contratualizada com dezenas países, incluindo Portugal.

 

Sob o tema "Proteger o Aleitamento Materno"
Entre 1 e 7 de agosto, o Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira assinala mais uma vez (2021) a Semana Mundial do...

“Num ano sobejamente marcado pelos desafios que a pandemia da covid-19 veio impor à comunidade global, garantir a sobrevivência, a saúde e o bem-estar de todos revela-se mais importante do que nunca. Nesse sentido, “PROTEGER O ALEITAMENTO MATERNO”, base da vida e fator promotor de sobrevivência, saúde, nutrição e segurança alimentar, tanto em situações normais, como em situações de crise, é o desígnio central da edição de 2021 e uma responsabilidade de todos, à qual o CHUCB não poderia deixar de estar associado”, revela o centro hospitalar em nota de imprensa.

Com este propósito, a Equipa de Enfermagem do Serviço de Obstetrícia e Ginecologia do CHUCB, vai promover diversas ações de informação, articulação e esclarecimento, que visam “alertar a comunidade e as instituições para a real importância de proteger e apoiar o aleitamento materno, no intuito de melhorar a saúde coletiva e garantir o bem-estar de mulheres, crianças e nações”

Entre as ações programadas e em curso ao longo desta semana, destacam-se a apresentação on-line da iniciativa e transmissão do filme “Estratégias de Suporte ao Aleitamento Materno no CHUCB” - via facebook institucional, dia 2 de agosto às 10h30 e a distribuição/difusão de materiais gráficos e multimédia alusivos ao aleitamento materno, no Hospital Pêro da Covilhã e Hospital do Fundão.

Por outro lado, vai decorrer ainda a “exposição de um Mural de Fotografias alusivas ao tema, nos átrios principais do Hospital Pêro da Covilhã e Hospital do Fundão”.

No dia 4 de agosto terá ainda lugar a realização do Webinar: “Amamentação e Vinculação”, com transmissão pública, no facebook institucional do CHUCB às 11h00.

 

Estudo internacional
Os dados de um estudo internacional, agora divulgado, vem mostrar que as pessoas com Doença de Crohn (DC) e fístulas perianais...

As fístulas perianais são uma complicação grave e incapacitante da Doença de Crohn (DC), uma doença inflamatória crónica que afeta principalmente o trato intestinal e que está associada a uma diminuição da qualidade de vida dos doentes. Em pessoas adultas com DC, a incidência cumulativa de fístulas perianais estima-se que seja 15%, 21-23% e 26-28% após cinco, 10 e 20 anos, respetivamente. No entanto, foram conduzidos poucos estudos para avaliar a perspetiva das pessoas que vivem com esta condição.

Para perceber o impacto desta condição em muitos aspetos da vida, o questionário realizado explorou tópicos em diversas áreas. Os resultados mostram um impacto significativo na vida profissional e social, assim como as fístulas perianais tiveram um impacto ainda mais negativo na capacidade de as pessoas com DC praticarem desporto, trabalharem, terem relações pessoais e vida sexual. 37,4% das pessoas com DC e fístulas perianais afirmaram que não conseguiam praticar desporto, comparado com 25,7% de pessoas com DC sem fístulas perianais.

Quando questionados sobre a atividade sexual, 26,4% das pessoas com DC e fístulas perianais evitaram ter relações sexuais, 6,9% terminaram relacionamentos e 5,5% evitaram novas relações devido à sua condição. Perto do dobro do número de pessoas com DC e fístulas perianais quando comparado com pessoas com DC sem fístulas perianais (14,3% vs 8%) admitiram ter mudado de profissão devido à sua condição.

Adicionalmente, o estudo revelou que pessoas com DC e fístulas perianais têm mais dificuldades em falar sobre a sua condição com outros, o que provoca um impacto negativo nos seus relacionamentos.

“Estamos orgulhosos por termos realizado este estudo para avaliar o impacto das fístulas perianais na qualidade de vida na perspetiva única dos doentes”, afirma Luisa Avedano, CEO da Federação Europeia das Associações de Crohn e Colite Ulcerativa (EFCCA). “Os resultados reforçam o que há muito suspeitávamos: que as fístulas perianais afetam muito significativamente a vida das pessoas com a doença de Crohn. Os resultados vão-nos ajudar a trabalhar para capacitar as pessoas com doença de Crohn e que vivem com fístulas perianais, o que contribuirá para a melhoria da qualidade de vida.”.

Ana Sampaio, Presidente da Associação Portuguesa da Doença Inflamatória do Intestino (APDI), reforça a importância dos resultados do estudo e refere "As pessoas que vivem com Crohn Fistulizante sofrem um grande impacto na sua qualidade de vida. Para abordar o tema lançamos no canal APDI do Youtube duas entrevistas. Uma entrevista com a Dra. Paula Ministro, Presidente de GEDII e gastrenterologista, e outra com Luis Melo, que vive com esta realidade e é um exemplo de como dar a volta à DII".

De acordo com Paula Ministro, Presidente do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal (GEDII), “O impacto das doenças crónicas na qualidade de vida dos seus portadores é um aspeto premente ao qual nem sempre foi dada a devida atenção. O estudo acima citado apresenta dados concretos sobre o impacto negativo que a localização perianal tem na qualidade de vida dos doentes com Doença de Crohn (DC). A população estudada foi abrangente, proveniente de vários continentes, ressalvando a participação Portuguesa com 93 doentes. O Grupo de Estudos de Doenças Inflamatórias do Intestino (GEDII) congratula os autores e as associações de doentes, EFCA e APDI, pela colaboração na realização do estudo. A localização perianal afeta até ¼ dos doentes com DC, é considerada um fator associado a uma evolução menos favorável da doença e afeta negativamente a qualidade de vida dos seus portadores com impacto no domínio pessoal, profissional e social. O resultado do estudo alerta para a necessidade de diagnóstico, tratamento e seguimento adequado destes doentes. A terapêutica da DC de localização perianal é complexa, exige interação médico-cirúrgica especializada e conhecimento aprofundado das alternativas terapêuticas.  Os objetivos da terapêutica visam evitar as complicações, o dano irreversível de estruturas nobres como o esfíncter anal, o qual é responsável pela continência de fezes e gases, bem como melhorar a qualidade de vida dos doentes.”

É um dever ético “alertar para o risco de vacinar indiscriminadamente crianças e jovens"
A Direção Geral da Saúde ainda não se pronunciou, mas o Governo já veio anunciar que o país está pronto para começar a vacinar...

Numa posição conjunta, recentemente divulgada, um conjunto de médicos refere não ser eticamente aceitável que, “alegando o objetivo de proteger os mais idosos, se tome a decisão da vacinação para a COVID-19 em idade pediátrica, que não tem benefícios neste grupo etário”.

Segundo os mesmos, “o conceito de imunidade de grupo na atual situação não tem pressupostos científicos sólidos e nem sequer faz sentido, uma vez que os idosos e toda a população de risco em Portugal, já teve acesso à vacinação”. Assim alegam que “a proteção das crianças e adolescentes é um dever médico, em consonância com os princípios bioéticos da não maleficência (o dever de não causar mal) e o princípio da precaução (na ausência de certeza científica formal, a existência de risco de um dano sério ou irreversível requer a implementação de medidas que possam prever este dano)”.

Recusando que esta medida tenha em conta “o interesse superior da criança”, relembram que as vacinas de mRNA para a Covid-19 “podem causar miocardites e pericardites, muito particularmente abaixo dos 30 anos de idade, como foi recentemente alertado pelos Centro de Controle de Doenças americano (CDC), Agência Europeia do Medicamento (EMA) e pelo INFARMED em Portugal”.

A ocorrência destes casos de doença inflamatória do coração que necessitaram de tratamento hospitalar, e cujas sequelas a longo prazo não se conhecem, embora raros, foi “um primeiro sinal de alerta e é razão de enorme preocupação porquanto as crianças e adolescentes, a serem vacinados, serão expostas ao risco de reações adversas graves”.

A verdade é que estas vacinas ainda não estão aprovadas, detêm apenas uma autorização de uso condicional, enquanto se desenvolvem e completam os estudos necessários para verificar a sua segurança e eficácia, a curto, médio e longo prazo.

De acordo com Jacinto Gonçalves, Cardiologista e Vice-presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia, sendo “o desenvolvimento das vacinas uma das maiores conquistas da medicina moderna (…) “não é de estranhar que elas tenham ocupado um lugar central na estratégia adotada para combater a atual pandemia”, no entanto, sublinha que o facto de terem sido desenvolvidas num tempo muito reduzido, “fruto da grave situação de emergência que se vivia”, não permitiram a realização completa de estudos de segurança. “Por essa razão, estas vacinas receberam uma autorização condicional de utilização, em vez de uma aprovação”, afirma.

“Nos indivíduos com fatores de risco elevado a vacina reduziu de modo consistente a mortalidade e a gravidade da expressão da doença em caso de infeção. Não consegue, porém, cortar completamente a cadeia de transmissão porque indivíduos vacinados com as duas doses podem ser infetados. Se em grupos de alto risco, como por exemplo - idade avançada, obesidade, hipertensão arterial, diabetes ou imunodeficiência – uma vacina ainda em fase “condicionada” se justifica, para reduzir a mortalidade e a gravidade da doença, a vacinação em grupos de muito baixo risco deve ser adiada até haver bases científicas sólidas que fundamentem uma decisão. É o caso das crianças e adolescentes nos quais a doença é ligeira e frequentemente assintomática, mas em que a vacinação se associou à ocorrência de miocardites e pericardites”, acrescenta ainda.

Embora se tratem de ocorrências raras, desconhecem-se as suas consequências a médio e longo prazo.

Para o Vice-presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia, é um dever ético “alertar as autoridades, a população em geral e em particular os pais e avós para o risco de vacinar, indiscriminadamente, crianças e jovens contra a Covid-19. Nas situações em que coexistam outras doenças que aumentem o risco de expressão grave da infeção, a decisão de vacinar a criança deve ser ponderada pelo pediatra”.

“As crianças e jovens já fizeram tudo o que podiam para ajudar no controlo duma pandemia que não os afeta diretamente, com prejuízos imensos da sua saúde mental, educação e bem-estar. A vacinação seria mais um sacrifício, perigoso e sem benefício, que não deve ser imposto socialmente por medidas de limitação de liberdades constitucionalmente garantidas aos cidadãos em Portugal”, salienta o comunicado.

 

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados mais de 2300 novos casos de infeção pelo novo coronavírus e seis mortes em território nacional. O...

A região de Lisboa e Vale do Tejo voltou a ser aquela que mais mortes registou, nas últimas 24 horas, em todo o território nacional: quatro de seis. Seguem-se as regiões Norte e Centro com uma morte cada, a assinalar, desde o último balanço.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 2.316 novos casos. A região Norte voltou a contabilizar a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 920. A região de Lisboa e Vale do Tejo 835 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 283 casos na região Centro, 66 no Alentejo e 147 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, no arquipélago da Madeira foram identificadas mais 31 infeções e 34 nos Açores.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 928 doentes internados, mais nove que ontem.  As unidades de cuidados intensivos têm agora 200 doentes, mais dois desde o último balanço.

O boletim desta terça-feira mostra ainda que, desde ontem, 5.051 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 888.423 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 51.255 casos, menos 2.741 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 457 contactos, estando agora 80.227 pessoas em vigilância.

 

Como tratar a transpiração dos pés
A hiperhidrose é uma doença em que ocorre sudorese excessiva.

Muitas pessoas com hiperhidrose suam excessivamente de uma ou duas áreas do corpo. O mais frequente é isto ocorrer nas palmas, plantas, axilas ou face, enquanto o resto do corpo permanece seco.

Como é que os dermatologistas tratam a hiperhidrose?

O tratamento depende do tipo de hiperhidrose e do local onde a sudorese excessiva ocorre. O dermatologista também decide de acordo com o estado de saúde geral e outros fatores.

Os tratamentos que os dermatologistas usam para ajudar os pacientes a controlar a hiperhidrose incluem:

Anti-perspirante

Podem ser a primeira opção de tratamento. Atuam causando um preenchimento das glândulas sudoríparas que dá um sinal ao organismo para deixar de produzir tanto suor.

É possível causarem sensação de queimadura e pele irritada.

Iontoforese

Este método permite fazer o tratamento em casa mediante a compra de um aparelho de eletroforese.

A corrente elétrica permite encerrara as glândulas sudoríparas temporariamente. Implica fazer 2 a 3 tratamentos por semana com 20 a 40 minutos de duração por tratamento. Habitualmente os resultados surgem ao fim de 6 a 10 tratamentos. Depois são necessários tratamentos de manutenção.

Pode ocorrer desconforto, pele irritada e seca. Só é eficaz nas formas mais ligeiras.

Injeções de toxina botulínica

Os dermatologistas utilizam uma forma diluída de toxina botulínica para tratar a hiperhidrose.

No caso da hiperhidrose axilar, são aplicadas múltiplas injeções superficiais nas axilas bilateralmente. Quando realizadas adequadamente o paciente não sente dor nem tem efeitos secundários

Também pode ser utilizada para tratar a hiperhidrose das mãos e pés, embora seja necessária anestesia troncular prévia.

As injeções bloqueiam de forma temporária um químico que estimula as glândulas sudoríparas. Os resultados notam-se ao final de 4 dias e duram 4 a 6 meses. Quando a sudorese volta a aumentar pode-se repetir o tratamento.

Medicamento anticolinérgico

Alguns doentes podem ser tratados com um medicamento que temporariamente inibe a sudorese.

Tem, no entanto, efeitos sistémicostais com boca seca, olhos secos, alteração da visão e alterações do ritmo cardíaco. Os efeitos secundários aumentam com doses maiores.

Cirurgia

Se os tratamentos prévios falharem, pode-se equacionar a cirurgia. Esta é permanente e acarreta riscos.

Existem duas cirurgias possíveis:

  1. Remoção cirúrgica das glândulas sudoríparas – para tratamento da hiperhidrose axilar

  2. Simpaticectomia (secionar a inervação das glândulas sudoríparas) – sobretudo para tratamento da hiperhidrose palmar

As cirurgias podem ter complicações, sendo que uma complicação frequente da simpaticectomia (30%) é a hipersudorese compensadora, ou seja, ficar a suar excessivamente de outras áreas do corpo.

Tratamento com máquina de energia eletromagnética

Esta energia eletromagnética permite destruir as glândulas sudorípara em 1 ou 2 tratamentos. Apenas serve para tratar as axilas.

É um tratamento recente. Não se sabe ainda ao certo quanto tempo dura

Conclusão

Se procurara uma consulta de dermatologia a maioria das pessoas encontra um tratamento que consegue controlar eficazmente a sudorese excessiva. Isto acarreta uma grande melhoria na qualidade de vida.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.

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