Objetivo é alcançar a ‘Fome Zero’ na Ásia, África e América Latina até 203
À semelhança de outras empresas do setor privado, a Bayer assinou o ‘Compromisso Fome Zero’ (Zero Hunger Private Sector Pledge)...

"Na Bayer, onde trabalhamos todos os dias para realizar a nossa visão ‘Saúde para todos, Fome para ninguém’, é angustiante saber que uma em cada 10 pessoas, em todo o mundo, vai para a cama com fome. Esta crise afeta-nos a todos e é necessário o apoio de todos para a resolver. Este compromisso reforça ainda mais o propósito da Bayer de ajudar a acabar com a fome, sendo que todos os nossos investimentos e operações comerciais estão alinhados com este objetivo", sublinhou Rodrigo Santos, membro do

Conselho de Administração da Bayer AG e Presidente da Divisão de Crop Science, que irá apresentar o compromisso da Bayer no Fórum Económico Mundial, em Davos.

Como líder global no setor da agricultura, que se dedica ao progresso da agricultura sustentável em benefício dos agricultores, consumidores e do planeta, a Bayer impulsiona o ‘Compromisso Fome Zero’ a vários níveis: ajudando os pequenos agricultores a aceder a sementes que resultam da mais recente tecnologia, educando as comunidades sobre práticas agrícolas sustentáveis, fornecendo soluções agrícolas, e apresentando novas oportunidades geradoras de rendimentos.

Mais de metade do investimento da Bayer em sementes e I&D é para apoiar os pequenos agricultores

Os pequenos produtores desempenham um papel crucial na erradicação da fome, pelo que as sementes de alta qualidade são essenciais para a sua capacidade de produzir alimentos seguros e nutritivos para as suas comunidades. Através do compromisso agora assumido, a Bayer vai investir mais de 100 milhões de dólares em investigação e desenvolvimento para fazer chegar sementes de qualidade, essenciais para as dietas locais, às mãos dos pequenos agricultores. Estes terão também acesso a soluções agrícolas inovadoras, concebidas para reduzir as perdas no campo e pós-colheita. O envolvimento da Bayer engloba ainda a doação de sementes a organizações sem fins lucrativos para ajudar a combater a fome e promover o aumento do consumo de frutas e vegetais.

Parte substancial do compromisso aplicado em soluções híbridas de arroz

Atualmente, cerca de 3,5 milhões de pequenos agricultores na Ásia já beneficiam do trabalho pioneiro que tem vindo a ser desenvolvido pela Bayer no arroz híbrido. Um projeto que será agora reforçado, com a atribuição adicional de mais de 50 milhões de dólares para o arroz híbrido Arize, e que permitirá abastecer ainda mais agricultores com sementes concebidas para garantirem melhor rendimento e, em simultâneo, otimizarem a eficiência da água e do azoto.

A restante verba alocada pela Bayer a este compromisso será investida através

de parcerias e programas adicionais. No âmbito do projeto ‘Better Life Farming’, a empresa em conjunto com os seus parceiros Netafim e International Finance Corporation, irá disponibilizar soluções agrícolas, aconselhamento agronómico e boas práticas agrícolas aos produtores rurais. Em parceria com o Inter-American Institute for Cooperation, a através do programa BayG.A.P., a Bayer ajudará os agricultores a obterem certificação e facilitará a sua ligação à cadeia de valor alimentar. Já o Modern Breeding Project, em colaboração com o International Institute of Tropical Agriculture, utilizará o financiamento da Bayer para apoiar práticas sustentáveis, bem como programas de educação e formação. Só este projeto deverá beneficiar mais de 100 milhões de pequenos agricultores que cultivam cerca de 60 milhões de hectares nas zonas húmidas e semiáridas da África subsaariana.

"Na Bayer, vamos continuar a rever e reavaliar formas de ajudar a combater a escassez de alimentos. Não existe uma solução única para todos na agricultura, mas ao estabelecer parcerias com produtores e outros empenhados neste compromisso, todos teremos a maior oportunidade de acabar com a fome mundial", conclui Rodrigo Santos.

Melhoria na qualidade de vida e bem estar
A empresa farmacêutica TEVA Portugal anunciou a introdução de um sistema de trabalho flexível que visa promover a conciliação...

O programa resulta da experiência adquirida durante os meses de pandemia em que vigorou o regime de teletrabalho, ao longo dos quais os colaboradores da TEVA Portugal, apesar de dispersos geograficamente, superaram os objetivos traçados e confirmaram que o modelo de trabalho remoto não só é viável como, em muitos casos, é a resposta para um equilíbrio efetivo entre vida profissional, familiar e pessoal.

No regresso ao escritório, a empresa decidiu optar por um modelo capaz de conjugar os benefícios das duas formas de trabalhar. A iniciativa permite aos membros da equipa portuguesa usufruir de flexibilidade de horário, dentro de limites previamente estabelecidos, bem como trabalhar remotamente de acordo com as suas necessidades pessoais, em dias acordados, de forma a garantir o cumprimento de objetivos tanto ao nível individual como do negócio, e fomentar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

 O programa abrange os 89 colaboradores da farmacêutica em Portugal e integra medidas como um horário flexível, com entrada e saída faseada durante duas horas e possibilidade de reduzir a pausa do almoço para 30 minutos para sair meia hora mais cedo; redução de horário às sextas-feiras; possibilidade de dois dias de teletrabalho fixos à escolha do empregado, com possibilidade de mudança para acomodar necessidades específicas e Terças-feiras “One Teva Day”, dia em que todos se reúnem no escritório para manter o convívio social e potenciar a colaboração.

Adicionalmente, junho volta a ser o “mês do bem-estar” para a equipa TEVA Portugal com a realização de aulas de ginástica nas instalações da empresa, sessões para alívio do stress e “mindfulness”.

O novo modelo de trabalho híbrido da TEVA Portugal foi concebido para ser adaptável às necessidades de cada colaborador e da sua equipa e confere-lhes maior flexibilidade e maior responsabilidade para potenciar o seu desempenho e a sua produtividade. 

Marta González Casal, diretora geral da TEVA Portugal afirma: “Enquanto empresa líder global em medicamentos genéricos e medicamentos biológicos, inovamos constantemente tanto ao nível do negócio como na forma como trabalhamos e gerimos as nossas pessoas. Ao conseguirmos combinar o potencial produtivo do teletrabalho com a colaboração do modelo presencial, encontramos o equilíbrio ideal entre produtividade e uma forte cultura de colaboração. O novo sistema de trabalho flexível agora implementado tem como objetivo valorizar os nossos colaboradores e dotá-los de ferramentas capazes de melhorar a sua qualidade de vida e bem-estar.

 

 

Tumores
“As doenças endócrinas são, na sua maioria, mais frequentes nas mulheres e as doenças da tiroide, no
Mulher com as mãos no pescoço na zona da tiroide

De acordo com a especialista, “pensa-se que as mulheres terão um ambiente hormonal mais propício ao aparecimento de doenças endócrinas” e que por apresentarem também maiores probabilidades de desenvolverem alterações no seu sistema imunológico “apresentam mais doenças autoimunes da tiroide e alguns tipos de cancro”, nomeadamente o cancro da tiroide. No entanto, ainda não são claros os motivos que justificam esta relação. Alguns autores defendem mesmo que esta associação poderá estar relacionada a fatores genéticos, hormonais e ambientais.

No que diz respeito ao cancro da tiroide, os números mostram que este tipo de tumor chega a ser quatro vezes mais frequente nas mulheres, estimando-se que todos os anos surjam cerca de 500 novos casos da doença.

“Não se sabe bem porque é que o cancro da tiroide aparece”, refere a endocrinologista, no entanto, admite-se que “pessoas com mais de 40 anos, com familiares com cancro da tiroide ou com outras doenças que aumentem o risco de aparecimento de tumores, ou que foram submetidas a radiação, principalmente radioterapia da cabeça ou do pescoço” têm maior probabilidade de desenvolver este tipo de tumor.  

Apesar de poder ser assintomático, o aparecimento de uma tumefação (inchaço), na parte anterior ou lateral do pescoço, “de crescimento rápido, dura e pouco móvel”, pode ser o primeiro sinal de cancro da tiroide. “Mais ainda se esta se acompanhar de rouquidão ou dificuldade em engolir”, acrescenta Maria João Oliveira.

«Os nódulos da tiroide são muito frequentes, contudo cerca de 90% são benignos»

Apesar da incidência do cancro da tiroide ter vindo a aumentar nos últimos anos, este é também aquele que apresenta um dos melhores prognósticos.

“O cancro da tiroide é o tumor maligno endócrino mais frequente e com maior taxa de cura. O carcinoma diferenciado da tiroide – papilar e folicular -, que representa mais de 90% dos casos de cancro da tiroide, tem um prognóstico excelente e uma evolução lenta, por vezes arrastada ao longo de anos”, explica a especialista acrescentando que a maioria destes tumores é curável. “Mais de 80% curam após o primeiro tratamento, especialmente se de pequenas dimensões (menos de 2 cm), sem invasão para lá da tiroide e sem gânglios metastizados no pescoço”, afirma.

Já o carcinoma medular – o menos frequente dos tumores que afetam a tiroide – não tem tão bom prognóstico e a sua taxa de cura depende de um diagnóstico precoce. O carcinoma anaplásico – muito raro – é de todos o que apresenta piores hipóteses de cura e sobrevivência. A sua sobrevida estimada é de 6 a 13 meses.

O seu diagnóstico envolve sempre a palpação cuidadosa da tiroide e a realização de um exame ecográfico para “detetar e caracterizar os nódulos da tiroide”. No entanto, adverte a especialista, este exame não deve ser realizado por rotina, uma vez que “pode detectar nódulos milimétricos que não têm interesse diagnosticar” e que só servem para preocupar o paciente.

“Quando os nódulos apresentam algumas características ecográficas que possam fazer suspeitar de malignidade ou são de maior volume (entre 1,5 a 2 centímetros) devem ser submetidos a uma punção aspirativa com uma agulha fina”, acrescenta a médica especialista. Este procedimento permite extrair pequenas células do tumor para sua análise e classificação.

«Em alguns doentes apenas o tratamento cirúrgico é suficiente»

Ainda que o tipo de tratamento dependa do tipo de tumor e seu estadiamento, habitualmente, o tratamento do cancro da tiroide é cirúrgico e consiste na tiroidectomia total (em que toda a glândula é retirada) ou na hemitiroidectomia (quando apenas parte desta glândula é removida). “Quando na ecografia são detectados gânglios no pescoço, suspeitos de conterem células malignas do cancro da tiroide – ou seja, metástases – estes também são retirados durante a cirurgia”, explica Maria João Oliveira acrescentando que “em alguns doentes apenas o tratamento cirúrgico é suficiente”.

No entanto, casos há em que é necessário realizar terapêutica com Iodo 131 (iodo radioativo). “O objetivo do Iodo radioativo é destruir células, restos de tiroide ou gânglios malignos que não tenham sido retirados durante a cirurgia”, sendo administrado em doses mínimas e que permitam cumprir este objetivo. Os efeitos secundários são reduzidos e limitam-se a alterações no paladar ou inflamação ligeira nas glândulas salivares ou do tecido tiroideu que restou após a cirurgia. Náuseas e vómitos, embora possíveis, são queixas pouco frequentes e habitualmente transitórias.

“Em circunstâncias especiais e muito raras poderá ser necessário realizar outros tratamentos médicos com fármacos que impedem a progressão do cancro. O carcinoma diferenciado da tiroide não é tratado com quimioterapia e a radioterapia apenas é utilizada em circunstâncias muito especiais, como nalgumas metástases ósseas”, acrescenta a médica especialista.

Após o tratamento, e sempre que este consiste na remoção total da tiroide passa a ser necessário recorrer à reposição hormonal de levotiroxina (T4). De toma diária, a dose de levotiroxina deve ser ajustada periodicamente, pelo médico especialista que acompanha o doente e, se necessário, após a realização de análises.

Segundo Maria João Oliveira, este tratamento deve ser dado na dose certa para cada doente. “Se a hormona da tiroide estiver em excesso o doente desenvolve um hipertiroidismo – pode apresentar agitação, palpitações, alterações de humor, aumento de sudorese, emagrecimento”, justifica a endocrinologista. Pelo contrário, quando dada em doses inferiores às necessárias, o doente fica com hipotiroidismo. Cansaço, sono, edemas, apatia, depressão, pele seca e aumento de peso são os principais sintomas.

Artigos relacionados

Como a alimentação pode ajudar ao bom funcionamento da Tiroide

Doenças da Tiroide: os sinais que não devemos ignorar

Sintomas depressivos podem ter origem na Tiroide

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Diagnóstico ainda mais rápido e com maior precisão
O Hospital Lusíadas Albufeira adquiriu um equipamento de nova geração de ressonância magnética, pioneiro no mundo, com o...

A primeira Magnetom Free.Star do mundo, da Siemens Healthineers, foi instalada em Portugal na unidade hospitalar do Algarve do Grupo Lusíadas Saúde. Baseada numa abordagem tecnológica disruptiva, esta nova geração de ressonância magnética combina Inteligência Artificial com Deep Learning, permite um diagnóstico ainda mais rápido e com maior precisão e obtém, com tempos de aquisição mais reduzidos, uma imagem de qualidade superior e com melhor resolução de contraste. Possibilita, assim, a realização de exames de elevada acuidade diagnóstica e pode ser utilizado em diferentes áreas clínicas como Neurocirurgia, Neurologia, Oncologia e Ortopedia.

Pedro Oliveira, CEO das unidades Lusíadas Saúde no Algarve, contextualiza este investimento: “Estamos conscientes de que o diagnóstico mais célere e preciso de patologias de elevada incidência nacional é fundamental para um melhor acompanhamento de quem nos procura. A evolução tecnológica nesta área tem sido enorme e, por isso, assumimos uma atualização contínua dos nossos meios de diagnóstico, reforçando a nossa aposta na medicina preventiva”.

O novo equipamento de ressonância magnética permite a análise ao cérebro e regiões anatómicas adjacentes, articulações e ossos longos, tórax, vasos sanguíneos, coluna, abdómen e pélvis. As suas características específicas possibilitam também excelentes resultados em doentes com implantes metálicos, potenciando novas áreas de diagnóstico, como a ressonância magnética pulmonar.

O novo equipamento de Ressonância Magnética está disponível para a realização de exames previamente agendados e também para situações de urgência, 24 horas por dia.

 

Tratamento
A dor de cabeça ou cefaleia é uma das condições médicas mais frequentes.

São classificadas em cefaleias primárias quando não existe outra causa subjacente tais como a enxaqueca (também conhecida por migrane), cefaleia de tensão, cluster, cefaleia associada à atividade sexual ou cefaleia da tosse, e em cefaleias secundárias quando resultam de outra patologia tais como trauma da cabeça ou pescoço, patologia vascular da cabeça ou pescoço, doenças intra cranianas não vasculares tais como tumores, causadas por medicamentos ou outras substancias ou abstinência das mesmas, infeções, alterações da homeostase (hiperpressão arterial ou baixa do oxigénio), dor secundaria a patologia da face, crânio, pescoço, olhos, ouvidos, nariz, seios perinasais, dentes, boca ou outras estruturas cranianas ou cervicais ou ainda de causa psiquiátrica. Há finalmente um terceiro grupo de cefaleias relacionadas com dor facial e dos nervos cranianos das quais se destaca a nevralgia do trigémeo.

Cerca de 90% das cefaleias pertencem a um pequeno grupo de categorias nomeadamente migrane e cefaleia de tensão.

Ambas podem ser muito incapacitantes e na maioria dos casos o tratamento é farmacológico.

Nas cefaleias secundárias o objetivo passa por tratar a causa que as origina.

A nevralgia do trigémeo corresponde a dor frequentemente do tipo choque elétrico no território de uma ou mais das 3 divisões do nervo trigémeo (oftálmico, maxilar e mandibular) que é o quinto par craniano que enerva a maior parte da face. Costuma ter início e fim abrupto e ser extremamente incapacitante.

Pode ser causada por compressão do nervo, esclerose múltipla ou sensibilização central. É mais frequente nas mulheres

O tratamento normalmente passa pela administração de medicamentos, nomeadamente a carbamazepina.

Por vezes pode ser necessária cirurgia para descomprimir o nervo especialmente quando este está a ser comprimido por um vaso.

A rizotomia com radiofrequência é uma técnica percutânea em que se usa um elétrodo, parecido com uma agulha, que sem cortes, permite entrar no orifício onde o nervo trigémeo tem origem (foramen oval) e onde se localiza o seu gânglio (trigeminal ou de Gasser). O elétrodo é guiado por fluoroscopia (Raio X) o que permite ver com elevada

resolução e em tempo real o trajeto do elétrodo sem necessidade de cortes. Uma vez no gânglio passa-se uma corrente de radiofrequência que aquece o nervo por forma a dificultar a passagem dos impulsos nervosos dolorosos.

Trata-se dum procedimento seguro e muito eficaz.

Há assim esperança para o tratamento de muitas cefaleias com métodos seguros e eficazes, não só através da administração de fármacos específicos como também de técnicas minimamente invasivas muito seguras e eficazes.

 

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Projeto prevê resultados estéticos das cirurgias do cancro da mama
Um projeto destinado a otimizar, de forma personalizada, a previsão dos resultados das cirurgias reconstrutivas em doentes com...

Uma mulher a quem retiraram a totalidade de uma mama, deixando-a para sempre com uma enorme cicatriz a atravessar-lhe metade do peito, poderá considerar-se muito satisfeita com o resultado… se esta era a sua única opção, pois obviamente o que mais conta para ela é ver-se livre da doença. Já uma outra, submetida a uma cirurgia do cancro da mama mais avançada – ou seja, igualmente bem-sucedida em termos clínicos, mas também mais conservadora e reconstrutiva –, poderá ficar insatisfeita com o seu aspeto apesar de os resultados estéticos da sua cirurgia serem impecáveis. De cada vez que ela olha para o seu reflexo no espelho, acha-se horrível, adicionando mais sofrimento ao sofrimento devido à própria doença. Pode parecer paradoxal, mas casos extremos como estes existem mesmo.

Agora, um projeto, batizado Cinderella, vai receber cinco milhões de euros da Comissão Europeia ao longo dos próximos quatro anos para, precisamente, assegurar que a avaliação estética dos resultados das cirurgias mamárias deixe de poder ser tão subjetiva e irrealista como nos dois exemplos referidos. As condições estão dadas para isso se tornar uma realidade, acredita Maria João Cardoso, coordenadora deste projeto da Fundação Champalimaud, melhorando radicalmente a satisfação – e a relação com o seu corpo – das mulheres submetidas a cirurgias mamárias.

Há umas décadas, pecava-se por precaução removendo a totalidade da mama afetada, a chamada mastectomia, desde então os avanços em oncologia mamária alteraram radicalmente o tratamento cirúrgico do cancro da mama. “Há 20 anos”, salienta Maria João Cardoso, que é cirurgiã coordenadora da Unidade da Mama da Fundação Champalimaud, em Lisboa, “estabeleceu-se que remover a mama toda ou fazer uma ressecção local do tumor, seguida de radioterapia – a chamada cirurgia conservadora – conduziam ao mesmo resultado em termos de sobrevivência.”

A partir daí, deixou de ser necessário, numa grande maioria dos casos, remover a mama toda – e tornou-se possível introduzir, mais recentemente, elementos de cirurgia plástica para criar uma “cirurgia oncoplástica”. Nomeadamente, começou-se a introduzir tecido da própria doente para preencher os defeitos causados pela remoção do tumor em caso de mamas mais pequenas, em que o defeito seria muito visível, ou a fazer a redução da mama saudável para compensar a assimetria de volume em mamas de maior volume.

Para Maria João Cardoso, os aspetos estéticos da cirurgia oncológica da mama já não podiam ser ignorados. A saúde psicológica e a qualidade de vida das doentes estavam em causa e importava tê-los em conta. Estava na altura de falar de beleza às doentes.

De facto, hoje não há razão para que quem sobrevive ao cancro da mama não possa também, com conhecimento de causa, optar pela cirurgia que melhor irá preservar – e até melhorar – a sua imagem corporal.

Mas acontece que cada uma dessas abordagens pode dar resultados de maior ou menor qualidade estética conforme a doente tratada. Portanto, ao mesmo tempo, a possibilidade de escolher entre uma panóplia de cirurgias tornou essa escolha mais difícil.

Porquê? “Porque ainda não existem quaisquer critérios objetivos para prever os resultados estéticos de cada tipo de cirurgia em cada doente”, diz Maria João Cardoso. “A escolha acaba por ficar nas mãos do cirurgião e ser imposta à doente que, face ao número de opções cirúrgicas possíveis, fica indecisa e muitas vezes baralhada sobre qual o tipo de cirurgia que irá dar os melhores resultados estéticos no seu caso.”

Primeiras incursões algorítmicas

Há anos que Maria João Cardoso se esforça por objetivar essas opiniões estéticas subjetivas (não só as das doentes, mas também, muitas vezes, as dos médicos), que podem ser tão díspares como as dos exemplos iniciais. A sua ideia é automatizar totalmente o processo de previsão dos resultados estéticos das cirurgias do cancro da mama e mostrar às doentes os prováveis resultados antes da cirurgia – de forma virtual –, facilitando assim a sua escolha. Maria João Cardoso acredita firmemente que isso é possível – e que não só permitirá que os resultados sejam de facto os melhores possíveis, mas também que as previsões sejam o mais realistas possível, para evitar gerar expectativas demasiado baixas ou elevadas nas doentes.

A simples evocação da palavra “virtual” diz-nos que a solução do problema passa (como era de esperar) por uma abordagem digital, computadorizada, capaz de medir automaticamente as características físicas de cada doente e de fornecer uma resposta igualmente automática. Maria João Cardoso – e Jaime Cardoso, do INESC TEC do Porto –, já desenvolveram para isso um software, o BCCT.core, que faz uma parte do trabalho e que tem sido melhorado ao longo de vários anos.

“O algoritmo do BCCT.core foi aprendendo, a partir de cerca de 200 fotografias (de face) do torso de doentes após cirurgias ao cancro da mama, a classificar automaticamente a qualidade estética dos resultados”, diz Maria João Cardoso. “No início, só havia fotografias de mulheres brancas e foi também preciso aumentar a diversidade das fotos.” Na sua versão mais recente, acessível na web, o BCCT.core consegue distinguir, em 99% dos casos, os resultados realmente maus dos realmente bons, com a mesma precisão que um grupo de peritos humanos. Nos casos intermédios, a avaliação automática da qualidade estética torna-se, porém, menos precisa.

Como as fotos de pós-cirurgia, por si só, não permitem fazer previsões, a equipa de Maria João Cardoso começou a fotografar as doentes com cancro da mama antes e depois das cirurgias, e a colocá-las numa base de dados, devidamente anonimizadas. “Construímos assim, a partir de 2013, uma plataforma de imagens.” Também recolheram outros dados das doentes, como a idade, a altura ou o tamanho da copa do soutien, necessários para o software elaborar o seu “veredito”.

Mesmo assim, o BCCT.core, atualmente utilizado na Unidade da Mama da Fundação Champalimaud e em cerca de 300 centros no mundo inteiro, implica um procedimento moroso. É preciso tirar as fotografias manualmente, inserir os dados adicionais, e a seguir, a doente precisa de ter uma reunião com uma enfermeira para ficar com uma ideia realista do que irá acontecer. Mais precisamente, para cada tipo de cirurgia, a enfermeira começa por procurar, na base de dados, um resultado “excelente” num caso com as características físicas o mais parecidas possível com as da doente e mostra-lhe a imagem.

Mas a doente também tem de perceber que as coisas nem sempre correm como esperado. Daí que, “para balizar a expectativa criada, também seja necessário convencer a doente a olhar para um caso menos bom”, diz Maria João Cardoso. Uma aprendizagem que nem sempre é fácil, mas que permite à doente fazer uma escolha informada do tipo de cirurgia a que deseja ser submetida. É um avanço substancial em relação aos procedimentos anteriores, como retocar fotografias para dar uma ideia do resultado, ou “até o médico fazer uns desenhos numa folha de papel”, nas palavras de Maria João Cardoso.

Diga-se ainda, que, após a cirurgia – imediatamente após a cicatrização e seis meses e um ano depois de terminado o tratamento –, as doentes recebem questionários que permitem avaliar a sua satisfação com os resultados estéticos obtidos.

Vem aí a inteligência artificial avançada

Para conseguir categorizar os resultados das cirurgias (como bons, maus, etc.), o BCCT.core recorre a alguma inteligência artificial (IA), embora “primitiva”. Mas devido aos mais recentes avanços da IA, e em particular aos algoritmos ditos de “aprendizagem profunda”, com a sua capacidade aumentada de reconhecimento de formas, a ideia mais ambiciosa de Maria João Cardoso vai poder finalmente ser posta à prova da experiência. O projeto internacional Cinderella, que é a fase mais recente deste longo esforço, está agora prestes a avançar graças ao financiamento europeu que irá receber.

O projeto Cinderella consiste essencialmente em passar para uma plataforma de saúde existente na web, a CANKADO (também disponível em app Android ou Apple) toda a informação sobre os diferentes tipos de cirurgias possíveis e todos os questionários de qualidade. A CANKADO irá articular-se com o repositório de imagens e o algoritmo de IA. Após a criação desta estrutura online será conduzido um grande ensaio clínico destinado a comparar o nível de satisfação estética das doentes cuja escolha do tipo de cirurgia integra IA avançada com o das doentes que utilizam o procedimento “convencional”. E para isso, as doentes submetidas a cirurgias mamárias nos cinco centros participantes – a Fundação Champalimaud, o Hospital San Raffaele em Milão, o Hospital Universitário de Heidelberg, o Hospital Universitário de Gdansk e o Centro Médico Sheba Tel Hashomer, perto de Telavive – serão previamente divididas aleatoriamente em dois grupos, cada um dos quais utilizará um desses dois procedimentos.

As diferenças entre os dois procedimentos de escolha são várias. “Por um lado”, diz Jaime Cardoso, “o novo algoritmo de AI avançada a ser desenvolvido pelo INESC TEC permitirá fazer uma previsão dos resultados da cirurgia só com base nas fotografias (antes e depois da cirurgia), evitando a recolha (manual) de dados adicionais.”

Por outro, ao contrário das doentes do grupo de “controlo”, que continuarão a receber as explicações sobre as cirurgias falando com uma enfermeira, as doentes do grupo “experimental” irão receber esse “treino” através da CANKADO.

Para o “treino” ser autónomo, será acrescentado à aplicação um módulo contendo uma série de pequenos vídeos acerca das cirurgias, que serão produzidos no primeiro ano do projecto. Uma enfermeira explicará às doentes, no início, como funciona a app, e, em princípio, “se o que está na app responder às dúvidas da doente, serão poupados importantes recursos” diz Maria João Cardoso.

No grupo de controlo, as doentes poderão ver fotos se quiserem, mas estas serão aleatórias e apenas corresponderão a um exemplo de uma cirurgia semelhante. Mas para as que terão acesso à app, as fotografias serão escolhidas pelo BCCT.core e o algoritmo de inteligência artificial avançada, e serão apresentadas à doente no ecrã do dispositivo móvel, automatizando o processo. “O algoritmo de AI adaptará ainda as imagens selecionadas aos traços físicos da doente para que esta se sinta ainda mais refletida nas previsões apresentadas”, explica Jaime Cardoso.

Este tipo de abordagem muda de forma profunda a maneira de encarar a escolha da cirurgia, faz notar Maria João Cardoso. É que, em vez de ser baseada numa reunião com o cirurgião e com uma enfermeira, as doentes com acesso à app poderão mostrar as previsões mais realistas para cada cirurgia aos seus próximos e discutir com eles a melhor opção. Isso permite um maior empoderamento não apenas das doentes, mas, se elas assim o desejarem, de outras pessoas por elas escolhidas.

Pink, o robô fotógrafo

Mas faltava automatizar a captação das fotografias – mais um processo manual que demora tempo e consome recursos humanos. Maria João Cardoso resolveu o problema procurando uma empresa que desenvolvesse para o efeito um robô médico. “O robô chama-se Pink, e o protótipo está a ser construído pela empresa checa PhotoRobot, utilizando equipamento fotográfico da Canon”, diz Maria João Cardoso. A doente coloca-se à frente de um fundo iluminado e o robô tira as fotografias nas posições necessárias. E até será possível obter fotos em três dimensões, algo que poderá ser útil nas aplicações de realidade aumentada a ser desenvolvidas na Unidade da Mama, como é exemplo o Breast4.0 (https://fchampalimaud.org/pt-pt/news/tecnologia-de-realidade-aumentada-e-modelos3d-personalizados-da-mama-utilizados-pela-primeira), salienta a médica e cientista. A data em que foram tiradas será automaticamente registada pelo robô juntamente com as fotografias.

“O primeiro robô, que irá para a Fundação Champalimaud, deverá estar instalado no nosso laboratório digital dentro de uns meses”, acrescenta.

Hoje em dia, quase ninguém tira fotografias nem faz previsões, desta maneira personalizada e automática, dos resultados estéticos das cirurgias da mama – por falta de tempo e de recursos. Mas se o projeto Cinderella mostrar que este procedimento automatizado funciona, resultando num maior grau de satisfação das mulheres, esse será um grande primeiro passo no sentido de permitir que as mulheres que vão ser operadas a um cancro da mama façam uma escolha realmente informada e personalizada da sua cirurgia, aumentando as suas hipóteses de gostar do que veem no espelho.

Descoberta fundamental para compreender a origem do surto e disseminação
Uma equipa de investigadores do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) foi a primeira a identificar a...

De acordo com o responsável do Núcleo de Genómica e Bioinformática do Departamento de Doenças Infeciosas do INSA, João Paulo Gomes, “a rápida identificação da sequência genética do vírus em circulação, e a sua imediata divulgação à comunidade científica, constitui um primeiro passo de colaboração internacional para a caracterização deste surto”.

Nas últimas semanas foram reportados largas dezenas de casos em múltiplos países, como Portugal, Reino Unido, Espanha, Suécia, Bélgica e Estados Unidos da América, ainda com origem desconhecida. Portugal contava, até dia 23 de maio, com um total de 37 casos confirmados laboratorialmente.

 

 

Prestação de cuidados sociais e de saúde sem barreiras
A HopeCare, uma startup portuguesa de saúde digital que alia serviços a produtos e a plataformas tecnológicas de ponta, que...

O evento de apresentação dos projetos decorreu no final de abril, na sede da Bayer, com o mote: “Healthcare Technology – A Gateway to the future”, e pretendeu unir inovação, empreendedorismo e tecnologia à saúde.

“É ótimo sermos reconhecidos pelo trabalho e investimento que temos vindo a fazer. Este prémio vai permitir-nos colaborar com a Bayer, mostrar o nosso valor e inovação, sendo muito importante podermos contar com a Bayer para nos ajudar a alavancar os nossos serviços e a chegar ao mercado alemão, que é um dos nossos principais objetivos”, explica José Paulo Carvalho, sócio fundador e presidente do conselho de administração da HopeCare.

Já Marco Dietrich, Managing Director and Country Division Head da Bayer Portugal, destaca o empreendedorismo em Portugal. “Em Portugal há um ecossistema de empreendedorismo forte e um sistema bastante aberto para acolher a saúde digital. O que fazemos no STEM4Health é precisamente estimular esse empreendedorismo e ajudar start-ups que estão agora a começar o seu percurso a crescer e afirmar-se no mercado português e internacional”, destaca.

Além da HopeCare, participaram nesta 7ª edição do STEM4Health a Ablute, que concebeu um dispositivo de urinálises integrado numa sanita que facilita a realização de exames de saúde frequentes; a Glooma, uma startup de saúde digital que atua na área de prevenção do cancro da mama através de uma luva inteligente e portátil que permite fazer um autoexame da mama; a Psycomeasure, que desenvolveu uma aplicação equivalente a um raio-X para avaliação da saúde mental, tendo como objetivo aumentar a eficiência do acompanhamento de utentes em hospitais, clínicas, empresas e escolas; e por fim a Medrobots, que tem como foco o desenvolvimento de soluções logísticas para o setor de saúde, em que robôs e profissionais de saúde trabalham de forma integrada, contínua e eficiente.

O painel de jurados do STEM4Health 2022 foi composto por 8 elementos da Bayer: Marco Dietrich, Managing Director and Country Division Head, José Faria Machado, Communication Manager, Isabel Fonseca Santos, Medical Director, Daniel Gaio Simões, Marketing Chapter Head, André Santiago Silva, Future Country Lead of Denmark, André Domingues, Oncology Brand Manager, Margarida Seco, Scientifical Head Hospital Unit e Sónia Lopes, Commercial Manager Consumer Health. Os projetos foram também avaliados por 3 jurados externos: Daniela Seixas, Founder and CEO da TonicApp; Janet Nason, Project Manager na Capgemini e Maria Raimundo, Senior Account Manager at Beta-i, responsible for Healthcare Industry.

Enoch Dayanandan, Regional Strategy & Operations EMEA, também participou, via streaming, na abertura do evento, partilhando casos de sucesso de startups e projetos acelerados pela Bayer.

O primeiro evento STEM4Health em Portugal foi realizado em 2016 com o objetivo de conectar startups, empresas, faculdades, institutos, organizações, estudantes ou qualquer outra pessoa interessada em tecnologias e Life Science. Desde a sua criação, o STEM4Health, apoiado pelo programa de aceleração de startups da Bayer, foi-se desenvolvendo em várias áreas, estando presente em cerca de 20 cidades em todo o mundo.

Dia Mundial sem Tabaco assinala-se a 31 de maio
Assinala-se a 31 de maio o Dia Mundial sem Tabaco. Neste âmbito, Sofia Ravara e Raquel Rosa, da Sociedade Portuguesa de...

“De acordo com a OMS, a indústria do tabaco é o vetor da epidemia tabágica, torna-se primordial abolir a promoção, publicidade e patrocínio da indústria do tabaco em eventos sociais, científicos, culturais, festivais de música, iniciativas Governamentais e dos municípios, entre outros, em linha com as políticas de controlo de tabagismo da OMS ao qual Portugal está vinculado. A OMS enfatiza que qualquer atividade dos Governos e da sociedade com a indústria do tabaco prejudica sempre a saúde publica. A indústria interfere com as políticas de saúde pública e aproveita-se da vulnerabilidade da personalidade imatura dos adolescentes e da sua atração por comportamentos de risco. O marketing agressivo dos novos produtos nas redes sociais é dirigido sobretudo aos jovens, as cores e design da embalagem dos líquidos e os sabores dos cigarros eletrónicos são muito apelativos para as crianças e jovens. Há influencers ou bloggers pagos para publicitar os cigarros eletrónicos e tabaco aquecido. Esta é a verdadeira razão da emergência do consumo de cigarros eletrónicos, vaping, cachimbo de água e tabaco aquecido”.

Para as médicas pneumologistas, existem ainda outras medidas que devem ser tomadas no nosso país para controlar esta epidemia, tais como, “implementar uma política abrangente de espaços públicos livres de fumo, aumentar de uma forma consistente os impostos sobre todos os produtos de tabaco e nicotina, abolir a publicidade e promoção dos produtos de tabaco e nicotina nos pontos de venda, implementar a abordagem sistemática dos fumadores e o tratamento da dependência tabágica nos sistemas de saúde e uma linha telefónica SOS para deixar de fumar e totalmente dedicada a este serviço.”

Relativamente ao Dia Mundial sem Tabaco deste ano, o mote proposto destaca a relação entre o tabaco e o ambiente: “o tabaco causa uma imensa devastação ambiental desde a produção agrícola e industrial, até á distribuição comercial e ao consumo: consome florestas, envenena e empobrece os solos, gera lixo tóxico e polui os rios, oceanos e outros recursos hídricos, prejudica seriamente a qualidade do ar interior, ameaçando a vida e a sustentabilidade do nosso planeta”, referem Sofia Ravara e Raquel Rosa.

A Sociedade Portuguesa de Pneumologia está empenhada em promover a saúde e o desenvolvimento sustentável, em linha com o plano nacional de saúde e o programa prioritário de controlo de tabaco, trabalhando em conjunto com os decisores políticos a sociedade civil alargada, e as organizações Europeias de saúde.  Nesse sentido, vai assinalar esta data com a realização de uma conferência subordinada ao tema “Por um Planeta Sustentável sem Tabaco e Pela Nossa Saúde”, aberta a toda a população e que pretende sensibilizar para a ameaça ambiental que a produção e comercialização de tabaco representam. 

Neste evento vai merecer destaque “a solução para eliminar as consequências sociais, económicas e sanitárias avassaladoras do tabaco: Acelerar a implementação da Convenção-Quadro de Controlo de tabaco da OMS”, referem Sofia Ravara e Raquel Rosa. Será ainda apresentado um estudo da Universidade da Beira Interior e da Escola Nacional de Saúde Pública que entrevistou a população de Portugal Continental, concluindo que as medidas de prevenção e controlo de tabagismo da OMS são bem aceites pela população, destacando-se que 86% dos portugueses e 66% dos fumadores concordam com uma política livre de fumo abrangente e sem exceções nos locais públicos fechados.

 

30 de maio
Na data em que se assinala o Dia Mundial da Esclerose Múltipla, 30 de maio, a Sanofi promove, a partir das 21h, a emissão de um...

Durante este mês, de forma a assinalar a efeméride, estão a ser partilhados pequenos episódios que dão resposta a questões específicas e que serão aprofundadas no episódio em direto, com a participação da Joana Gama, host do podcast, nas redes sociais da EM One to One. Os temas abordados estão relacionados com alguns mitos em torno das pessoas que vivem com esta doença, nomeadamente em relação à sua hereditariedade, à possibilidade de ter filhos, necessidade de apoio, dificuldades na mobilidade, até à importância de rotinas, do trabalho, do descanso, do exercício e dos amigos ao longo da vida.

Ao longo do último ano, em vários episódios, este podcast tem vindo a promover o debate, discussão e literacia em saúde, através da participação de diversos especialistas, pessoas com Esclerose Múltipla, representantes de Associações de doentes e, ainda, familiares, cuidadores e amigos, colocando o foco em diversos temas chave relacionados com a Esclerose Múltipla de uma forma descontraída e com o objetivo de responder a perguntas sobre a patologia.

Para Rui Cravo, Therapeutic Area Lead Neurology & Immunology, Sanofi Specialty Care, Multiple Sclerosis, “a literacia em saúde deve acompanhar a inovação científica que se tem verificado na área. É, por isso, importante promover iniciativas que difundam informação relevante, fidedigna que ajude a melhorar a qualidade de vida da comunidade de pessoas com Esclerose Múltipla, que sentem o seu impacto diretamente, mas também para os seus amigos, familiares e cuidadores, bem como a restante população, para que os mesmos se sintam apoiados e compreendidos”.

Conheça aqui a iniciativa: https://www.emonetooneportugal.pt/ e fique a par de todas as novidades no Instagram e Facebook.

Estudo revela o que pensam os portugueses da vacinação ao longo da vida
A Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), em conjunto com a GSK, desenvolveu o estudo nacional “Vacinação...

“A população portuguesa, atualmente, tem uma esperança de vida muito elevada e isso deve ser motivo de reconhecimento. Por outro lado, sabemos que a qualidade de vida dessa população é consideravelmente mais baixa em Portugal do que noutros países da Europa. Isso está relacionado com a maior prevalência e risco acrescido de doenças neurodegenerativas, patologias crónicas e infeções oportunistas relacionadas com o enfraquecimento do sistema imunitário com o aumentar da idade, um processo natural conhecido como Imunossenescência. Consideramos que os resultados deste estudo devem ser motivo de reflexão sobre o que pode ser feito para aumentar a qualidade de vida da população adulta portuguesa, algo em que a vacinação pode desempenhar um papel central”, considera Eduardo de Gomensoro, Diretor Médico de Vacinas da GSK Portugal.

Os resultados do estudo revelam que 75% da população – 3 em cada 4 portugueses – acreditam que as vacinas ajudam a estimular o sistema imunitário e 7 em cada 10 consideram a vacinação um fator crítico de sucesso para o envelhecimento saudável. Do total de inquiridos, mais de metade da população geral (65%) afirma conhecer o Programa Nacional de Vacinação (PNV) e 73% das pessoas pensam ter todas as vacinas em dia. Em comparação com a população considerada de risco, onde 76,2% diz conhecer o PNV e é também este grupo que mais tem as vacinas em dia.

O estudo foi realizado durante a pandemia da COVID-19, altura em que a maioria da população adulta já tinha o esquema vacinal inicial completo contra o SARS-CoV-2, com os indivíduos auscultados a revelarem que a pandemia veio realçar a importância da vacinação na idade adulta: 86% dos portugueses consideram a vacinação ao longo da vida como algo muito importante para a sua saúde e 6 em cada 10 (59,8%) tencionam vacinar-se caso estejam entre o grupo de risco para determinada doença. Adicionalmente, cerca de metade da população portuguesa (49,7%) demonstra também intenções de vacinar-se sempre que seja necessário – destes indivíduos mais de metade têm 65 anos ou mais.

Outro fator consensual entre a maioria da população (90,4%) é a defesa de que as vacinas deveriam ser gratuitas para os grupos de maior risco, como idosos ou portadores de doenças crónicas. Adicionalmente, 9 em cada 10 concordam totalmente que todas as vacinas deviam ser gratuitas para a generalidade da população.

“É muito importante que a população mais idosa esteja devidamente informada sobre os benefícios da vacinação contra diversas doenças, pois sabemos que é nestas faixas etárias que algumas delas assumem contornos de maior gravidade. Por outro lado, o estudo também releva a posição clara dos portugueses sobre a necessidade das vacinas estarem acessíveis, sem barreiras, para idosos e portadores de doenças crónicas”, defende Nuno Jacinto, presidente da APMGF.

No caso concreto do Herpes Zoster (também conhecido por “Zona”), 70% da população portuguesa com mais de 50 anos afirma conhecer esta patologia, contudo o nível de preocupação não é muito elevado uma vez que 53% não conhecem os fatores de risco associados à doença, 16% não conhecem os sintomas e 28,6% não sabem qual é a faixa etária que está mais vulnerável ao seu aparecimento. Apesar de ser uma doença prevenível através da imunização, 8 em cada 10 portugueses referem o desconhecimento sobre esta vacina e indicam este fator como a principal barreira à vacinação.

Por outro lado, os resultados do estudo indicam ainda que se esta vacina estivesse disponível de forma gratuita e universal, 79% da população em geral e cerca de 87% da população de risco gostaria de se vacinar contra a zona.

Este estudo revela que 80% dos portugueses afirmam conhecer o PNV e têm em consideração as recomendações dos profissionais de saúde no que diz respeito à vacinação, sendo o médico de família, com 78,3%, o especialista mais destacado. “É fundamental que neste contexto de recuperação da pandemia da Covid-19, que deixou grande parte da população desperta para a importância da vacinação, continuarmos a fazer todos os esforços para que a recomendação das vacinas que possam contribuir para a saúde e bem-estar dos portugueses e, principalmente, a promoção do seu envelhecimento saudável, continuem a ser divulgadas e aconselhadas e aqui os especialistas de Medicina Geral e Familiar têm um papel muito importante”, reforça Nuno Jacinto. 

O universo deste estudo contou com a participação de indivíduos de ambos os géneros, residentes em Portugal, com 50 anos ou mais. A amostra da população geral é composta por 614 indivíduos, sendo 337 mulheres e 277 homens, sendo proporcional à população portuguesa em termos de idade e região. A amostra da população de risco é composta por 206 indivíduos, de 6 organizações de pessoas que vivem com a doença.

Estratégia 2030 baseada no crescimento e na inovação
A LEO Pharma, empresa farmacêutica pioneira em Dermatologia médica, terminou o ano de 2021 com vendas líquidas no valor de 1...

“Os resultados obtidos no ano passado são muito animadores e comprovam o crescimento da área da Dermatologia médica em todo o mundo. Além disso, reforçam a relevância da nossa Estratégia 2030, centrada numa aposta sem precedentes em I&D para fortalecer o nosso posicionamento no âmbito da Dermatologia médica e cobrir todo o espectro de gravidade de doenças de pele”, refere Nuno Brás, diretor geral da LEO Pharma Ibéria.

25 anos de atividade em Portugal

A companhia líder em Dermatologia médica, assinala, em 2022, 25 anos de presença em Portugal. Para assinalar a data, e pendente devido à pandemia, inaugurou recentemente as novas instalações, no centro de Lisboa (Rua Soeiro Pereira Gomes, n.º 1, 5ºA), que reúnem atualmente 21 colaboradores.

Com sede em Lisboa, a LEO Pharma inaugurou a sua filial em Portugal em 1997, dedicando-se à comercialização de medicamentos para uso humano nas áreas da Dermatologia e Trombose. Ao longo destes mais de 25 anos, a LEO Pharma manteve um compromisso com a investigação e o desenvolvimento de novos tratamentos para doenças da pele em Portugal e lançou diversos produtos relevantes, desde tópicos a biológicos, como o calcipotriol/ dipropionato de betametasona, uma espuma em spray tópico para o tratamento de psoríase vulgar, assim como o primeiro medicamento biológico para o tratamento da psoríase.

“Ao longo destes 25 anos, colocámo-nos sempre na pele dos nossos doentes, mantendo um forte compromisso com a investigação e o desenvolvimento de novos fármacos em Portugal. Graças à dedicação e compromisso que sempre demonstrámos, somos um parceiro de confiança dos dermatologistas e mantemos o nosso perfil colaborativo com entidades, associações e instituições do setor. A LEO Pharma Ibéria, da qual Portugal é parte integrante, é hoje, orgulhosamente, um dos mercados prioritários para a companhia na Europa”, acrescenta Nuno Brás.

Estratégia 2030 baseada no crescimento e na inovação

As doenças da pele podem ser muito graves e crónicas. A Dermatologia médica é uma das áreas terapêuticas mais atrativas e que mais cresce em todo o mundo. Até 2030, prevê-se que o mercado duplique e atinja valores de mais de 50 mil milhões de euros. A Estratégia 2030 levada a cabo pela LEO Pharma, baseada na inovação e no crescimento, vai permitir à companhia tornar-se líder global em Dermatologia médica e uma das cinco mais relevantes da próxima década.  

A companhia pretende, até 2030, continuar a avançar no portfolio e lançar, a cada dois ou três anos, um novo tratamento ou uma nova indicação para colmatar necessidades médicas não cobertas, em todo o espetro de gravidade da Dermatologia médica. Como parte desta estratégia, a LEO Pharma prevê disponibilizar em breve, em Portugal, o tratamento biológico inovador para doentes adultos com dermatite atópica moderada a grave, uma nova opção terapêutica para esta que é a doença inflamatória da pele mais comum e que se estima que afete cerca de 4,4% da população europeia e milhões de pessoas em todo o mundo.

 

Entrevista
A disfunção eréctil é uma das complicações da diabetes, sendo esta doença a sua causa mais frequente

Estima-se que a pessoa com Diabetes Mellitus (DM) apresenta um risco, aproximadamente 3 vezes maior de desenvolver Disfunção Erétil (DE), quando comparado a indivíduos não diabéticos. Além disso, esta disfunção tende a desenvolver-se mais precocemente nestes doentes. Neste sentido, que fatores estão subjacentes ao desenvolvimento da Disfunção Erétil associada à DM? O que explica esta relação?

A Diabetes (DM), em relação à disfunção erétil (DE) representa uma ´´tempestade perfeita ´´ pois atinge os principais mecanismos fisiológicos responsáveis pela ereção como o músculo liso, vias nervosas e os vasos sanguíneos.

Assim, a DM provoca a disfunção endotelial com diminuição da liberação de óxido nítrico responsável ela vasodilatação, arteriosclerose e lesão dos corpos cavernosos com compromisso do mecanismo de veno-oclusão. A neuropatia da DM diminui o estímulo neurológico associado à ereção e, além disso, a DM como toda doença crónica, pode provocar quadros de depressão e ansiedade que diminui o desejo sexual.

No entanto, embora as causas da disfunção erétil estejam associadas aos efeitos da DM no organismo, esta pode ser resultado também da medicação utilizada, correto?

Os antidiabéticos orais ou a insulina não estão relacionados com agravamento da DE. Existem alguns anti-hipertensores, fármacos anti-androgénicos e alguns medicamentos utilizados para tratamento de distúrbios psiquiátricos que podem provocar ou agravar a DE.

Que outros problemas de saúde podem agravar a disfunção erétil associada à DM?

A DM está frequentemente associada a obesidade, hipertensão arterial e alterações do perfil lipídico, como o aumento do colesterol total e triglicerídeos. Todos estes fatores levam a arteriosclerose, diminuição dos níveis de testosterona e lesão endotelial com compromisso da vasodilatação e lesão dos corpos cavernosos.

A DE é mais frequente em doentes que apresentem outras complicações relacionadas com a DM como neuropatia autonómica ou retinopatia, e sabemos também que doentes com DM que desenvolvem DE experimentavam uma significativa diminuição da qualidade de vida.

Como se caracteriza a disfunção erétil e quais os principais sintomas associados ou sinais de alerta?

Pode definir-se disfunção eréctil (DE) como a incapacidade persistente e recorrente em atingir ou manter uma ereção adequada para uma relação sexual satisfatória. No caso da DM, a DE normalmente aparece de forma lenta e insidiosa com agravamento ao longo de meses ou anos e pode associar-se a diminuição do desejo sexual e ansiedade de performance.

Outra associação importante é o facto de que a DE em doentes com DM é um sinal de alerta pois pode estar relacionado com um maior risco de futuras complicações cardiovasculares, como cardiopatia isquémica.

Como se trata a disfunção erétil?

Todos os doentes com DM devem ser questionados acerca da presença de DE, pois muitos não abordam a questão de forma espontânea. SE houver queixas de DE deve-se avaliar não só a DM e as suas complicações, mas também outros fatores que podem contribuir para a DE como dislipidemia, hipertensão, tabagismo, consumo de álcool, depressão ou sinais de disfunção hormonal.

Deve-se ainda proceder a revisão de fármacos que podem interferir com a função eréctil como anti-hipertensores ou anti-androgénicos.

A avaliação laboratorial inicial deve incluir, além das análises gerais, a, testosterona total, prolactina e TSH.

Atualmente existem diversos fármacos vasodilatadores sildenafil (Viagra®), tadalafil (Cialis®), avanafil (Spedra®) que são eficazes em até 60-80% dos casos de disfunção erétil.

Estes fármacos devem ser sempre usados sob orientação médica de forma a que sejam seguros do ponto de vista cardiovascular.

Como tratamento de segunda linha temos o alprostadilo sob a forma intrauretral e injetável, bombas de vácuo e novas tecnologias como as ondas de choque de baixa intensidade. Finalmente as próteses penianas constituem normalmente o último recurso para o tratamento da DE na DM. 

Qual o seu impacto na saúde mental dos doentes e quando procurar ajuda?

Como já foi referido, a DE está relacionada com a diminuição da qualidade de vida, quadros de ansiedade e depressão. Além disso, verifica-se um impacto importante na vida do casal, na sua intimidade. Essa disfunção leva a um ciclo de acontecimentos negativos, que prejudicam a relação como um todo e a relação sexual em particular.

Em matéria de prevenção, quais os cuidados a ter?

É fundamental o bom controlo da glicemia e de outros fatores de risco como a obesidade, hipertensão e dislipidemia com o objetivo de diminuir o risco de DE e aumentar a eficácia dos tratamentos específicos para a DE.

No âmbito deste tema que mensagem-chave gostaria de deixar?

Todos os doentes com DM devem ser questionados acerca da presença de DE, pois muitos não abordam a questão de forma espontânea. Se houver queixas de DE deve-se avaliar não só a DM e as suas complicações, mas também outros fatores que podem contribuir para a DE como dislipidemia, hipertensão, tabagismo, consumo de álcool, depressão ou sinais de disfunção hormonal. Ter em mente que a DE pode se um marcador precoce de doença cardiovascular.

 

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Sessão de partilha e cocriação entre todas as associações de doentes presentes
A Bayer voltou a realizar a iniciativa “Encontros com Associações de Doentes”, este ano dedicada ao tema “Doentes como...

A sétima edição dos Encontros com Associações de Doentes procurou ser uma sessão de partilha e cocriação entre todas as associações de doentes presentes e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de identificação de padrões e oportunidades de transformação digital. O evento contou também com a participação de Guilherme Victorino, Diretor da Nova Innovation & Analytics e Professor Auxiliar convidado na Nova IMS que liderou o Workshop “Momentos de Verdade em Saúde”.

A sessão de boas-vindas ficou a cargo de Marco Dietrich, Managing Director & Pharma Country Division Head da Bayer Portugal, que afirma: “A Bayer tem como objetivo estabelecer e manter relações confiáveis com os seus clientes e stakeholders, criando soluções de valor e garantindo que há espaço para fóruns de discussão entre todas as partes. Isto é particularmente importante no que diz respeito às associações de doentes, que são uma componente muito importante para o âmbito de ação da Bayer, sendo que representam aqueles que são, em última análise, o nosso foco – os doentes. Estamos muito empenhados em trabalhar em conjunto com estas instituições de forma a acrescentar valor à sua missão e a tê-las como parceiros ativos na nossa procura por um setor de saúde mais eficiente, sustentável e acessível.”

Este ano a Bayer contou com 17 participantes, de 13 Associações de Doentes, nomeadamente Portugal AVC, Associação Portuguesa Doentes da Próstata, Associação de Retinopatia de Portugal, Liga Portuguesa Contra o Cancro, Associação de Apoio aos Doentes com Insuficiência Cardíaca, Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla, PSO Portugal, Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica, Associação Portuguesa de Fibromialgia, Fundação Portuguesa “A Comunidade Contra a SIDA”, Associação Portuguesa de Neuromusculares, Associação Acreditar e Fundação Rui Osório de Castro.

 

Optometristas portugueses declaram o seu apoio e compromisso total para com este desafio
“Saúde da Visão nos Sistema de Saúde: um Guia para a Ação” é lançado hoje, dia 24 de maio, pela Organização Mundial de Saúde ...

"Para enfrentar muitos dos desafios da saúde da visão – incluindo as desigualdades no acesso e a falta de integração no sistema de saúde – os cuidados para a saúde da visão devem ser parte integrante da cobertura universal de saúde: todos devem ter acesso aos serviços de saúde da visão de que necessitam, com qualidade e sem barreiras financeiras", afirma a OMS.

Para Portugal, é uma oportunidade de mobilizar os intervenientes relevantes, concertar esforços e ultrapassar as enormes e crónicas dificuldades de acesso a cuidados para a saúde da visão no Serviço Nacional de Saúde. A liderança do Ministério da Saúde é essencial, para um processo inclusivo, idóneo, focado nas necessidades reais e em resultados mensuráveis. É uma oportunidade histórica para uma mudança paradigmática, desafiando todos os intervenientes a fazer mais e melhor. Seja para o cumprimento dos objetivos para a cobertura do erro refrativo e cirurgia à catarata, já assumidos pelo Estado Português. Seja para objetivos adicionais baseados no Eye Care Indicator Menu (ECIM) e acordados internamente.

Sublinha-se a relevância de ambas as ferramentas Package of Eye Care Interventions (PECI) e Eye Care Competency Framework (ECCF), para o planeamento e implementação das intervenções e da força de trabalho para a saúde da visão.

Este é o momento para a máxima ambição na eliminação de toda a deficiência visual e cegueira evitável em Portugal. Os optometristas portugueses declaram o seu apoio e compromisso total para com este desafio para a ação, a ser liderada pelo Ministério da Saúde. A APLO solicita uma audiência para analisar e refletir como avançar nesta iniciativa.

Mais informação aqui: Organização Mundial de Saúde.

 

27 de maio
A associação Portugal AVC – União de Sobreviventes, Familiares e Amigos disponibiliza grupos, com extensão de norte a sul do...

Os Grupos de Ajuda Mútua (GAMs) são uma forma de atuação para responder aos problemas de quem sofreu um Acidente Vascular Cerebral, sentindo o conforto de não serem os únicos a “lutar”. Pretendem ainda melhorar a capacidade de enfrentar situações difíceis, ajudar a sair do isolamento e solidão, aumentando a autoestima e colhendo ideias para facilitar a integração.

Em parceria com autarquias e unidades de saúde locais, a associação Portugal AVC promove encontros para a integração e combate à exclusão social dos sobreviventes de AVC oferecendo a possibilidade de os interessados beneficiarem de um acompanhamento regular, comparecendo em reuniões mensais.

O Grupo de Ajuda Mútua (intitulado GAM Feira, pois tem como referência o Hospital de Santa Maria da Feira) realiza, em espaço cedido pela Junta de Freguesia de Cortegaça, no Largo 25 de setembro, encontros que decorrem sempre na última sexta-feira do mês, a partir das 17h30.  O próximo realiza-se no dia 27 de maio.

Dos primeiros dias até ao longo da vida do sobrevivente, os GAMs apresentam-se como uma solução de apoio onde qualquer pessoa pode encontrar informações e respostas a dúvidas. Não é necessária qualquer inscrição prévia. Para mais informações, os interessados em frequentar os encontros promovidos por este GAM podem entrar em contacto para o email [email protected] ou pelo tel. 910 528 888.

Também através desta iniciativa, a associação Portugal AVC compromete-se a promover a vida pós-AVC, melhorando a prevenção, reabilitação e integração do sobrevivente de AVC na comunidade.

 

 

Investigação
O estudo realizado pela biomédica Natália Barth e pelo neurocientista e Biólogo, Fabiano de Abreu Agrela, publicado na Revista...

De acordo com o estudo, o excesso de ferro é armazenado nos tecidos e órgãos do corpo, particularmente na pele, coração, fígado, pâncreas e articulações. “Como os seres humanos não podem aumentar a excreção de ferro, o excesso de ferro pode sobrecarregar e eventualmente danificar tecidos e órgãos”, diz parte da pesquisa. 

Ainda segundo o artigo, o aumento de minerais, metabólitos ou medicamentos pode causar danos as vezes irreversíveis no corpo. “No caso da hemocromatose hereditária há o aumento da absorção do ferro, mineral que se acumula em diversos órgãos do corpo. Já a deficiência de G6PD é um distúrbio do metabolismo eritrocitário que ocasiona em diminuição da vida útil destas células, ocasionando importantes crises de hemólise”. 

De acordo com os autores, o aumento de minerais, metabólitos ou medicamentos pode causar danos as vezes irreversíveis no corpo. 

“A hemocromatose hereditária, desordem tratada em artigo, faz com que o corpo absorva demasiado ferro da dieta. No que diz respeito à neurodegeneração, esta pode estar associada numa última instância a um desequilíbrio entre a formação de radicais livres e as enzimas que defendem o organismo dos seus danos leva à oxidação de elementos celulares que são fundamentais para um funcionamento normal, levando a alterações na conformação de proteínas e aumento de sua agregabilidade, à formação de fibrilas”. 

 

“Olhar é muito diferente de ver” foi o mote escolhido para a campanha
Uma nova unidade fabril equipada com tecnologia de ponta e uma campanha comemorativa de sete décadas de história são os dois...

Ancorada na assinatura da marca Edol – saúde que se vê – o mote da campanha privilegia a oftalmologia, a área de negócio central das quatro operadas pelo laboratório português. Pelo peso no negócio e pelas próprias terminologias lexicais, a oftalmologia assume a base de comunicação nesta campanha que nos mostra como podemos olhar o mesmo, vezes sem conta, sem o ver, da mesma forma que o Edol um dia viu o que os outros só olhavam. O início de uma história com setenta anos que agora se dispõe a contar.

Com setenta anos de existência, o Edol é um laboratório 100% nacional dedicado ao desenvolvimento, fabrico e comercialização de medicamentos, dispositivos médicos, produtos cosméticos e de higiene corporal, e suplementos alimentares. Integra, atualmente, 196 colaboradores em Portugal.

Com inauguração prevista para o segundo semestre do ano, as novas instalações integram 4000m2 de modernização, não só ao nível das infraestruturas, como da tecnologia e das metodologias que a partir de agora passarão a ser utilizadas. A nova unidade fabril está equipada com tecnologia de ponta, dedicada ao fabrico de estéreis, como colírios em frasco multidose com e sem conservantes, pomadas oftálmicas, gotas auriculares e sprays nasais. Um investimento considerável deste laboratório 100% português que albergará, muito em breve, 50 postos de trabalho diretos.

A nova unidade fabril vai permitir o aumento do volume de produção, atualmente no limite na fábrica de Linda-a-Velha. Com esta expansão, o laboratório passa a ter capacidade para chegar a novos mercados (produção nacional, internacional – está, atualmente, em mais de 40 países – e para terceiros) e para introduzir produtos inovadores em todas as suas áreas de negócio.

Pode assistir ao vídeo aqui.

Mandato 2022-2025
A revisão da carreira de administração hospitalar, uma carreira fundamental para a qualificação da gestão do Serviço Nacional...

Xavier Barreto integrou, nos últimos três anos, a atual direção da APAH, tendo agora decidido avançar com uma candidatura ao mandato 2022-2025. O administrador hospitalar do Centro Hospitalar Universitário de São João EPE encabeça uma lista que reúne administradores hospitalares de todo o País e que propõe ainda, no âmbito da formação, implementar um programa de formação dos administradores hospitalares, reforçando a sua capacitação para liderarem a transformação que está em curso no nosso sistema de saúde. 

Saúde digital, ciência de dados e inteligência artificial, contratação pública, gestão de projetos, gestão de investigação e inovação, gestão da qualidade, criação de valor em saúde e desenho e melhoria de processos, são algumas das áreas sobre as quais incidirá este programa de formação, que será destinado a todos os associados da APAH.

Para manter a APAH como estrutura independente e democrática, ao serviço exclusivo dos interesses dos seus associados, Xavier Barreto assume o compromisso de não aceitar qualquer nomeação para órgãos de administração, por considerar que tal não é compatível com o exercício do cargo. A defesa dos interesses da APAH e dos seus associados obrigará necessariamente a uma total autonomia das suas posições e propostas, particularmente no que respeita à revisão da carreira.

A Candidatura conta com o apoio de mais de 100 proponentes, com destaque para a presença dos ex-Secretários de Estado da Saúde Francisco Ramos, Manuel Delgado, Rosa Valente Matos, e José Carlos Lopes Martins.

Xavier Barreto é Pós-graduado em Administração Hospitalar pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa e em Gestão e Direção de Serviços de Saúde pela Porto Business School – Universidade do Porto. É ainda diplomado em Estudos Avançados em Investigação em Ciências da Saúde, pela Faculdade de Medicina da Universidade de Barcelona e Especialista em Lean Manufacturing pela Escola de Engenharia da Universidade do Minho. Foi Membro do Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar e desempenhou funções de administração em unidades hospitalares públicas e privadas. É ainda vogal da Direção da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares e membro do Comité executivo da European Association of Health Managers (EAHM). Atualmente, é diretor do Centro de Ambulatório do Centro Hospitalar de S. João EPE e docente convidado da Universidade do Porto.

 

Cardiopatias Congénitas
Entendemos por cardiopatias congénitas as malformações do coração e das grandes artérias presentes n

Em Portugal a media de crianças com alterações cardíacas de nascimento é aproximadamente de oito por 1000 nados- -vivos. Embora nos últimos anos temos visto um aumento dos nacimentos com alterações congénitas de todo tipo, as malformações cardíacas ainda não ultrapassaram 1 de cada 100 nascidos vivos.

Estima-se que uma em cada quatro cardiopatias congénitas é, suficientemente crítica, para seja necessária alguma intervenção cirúrgica ou percutânea ao nascer ou durante o primeiro ano de vida.

Apesar dos avanços no diagnóstico pré-natal, nem todas as cardiopatias congénitas críticas são passíveis de diagnóstico in útero, ou seja, durante a gestação, por outro lado, nem todas as mulheres têm uma adequada vigilância da gravidez.

No que se refere as causas que provocam estas doenças cardíacas de nascimento na maioria dos casos não se conhece a causa exata que provoca estas malformações.

Alguns fatores que poderiam estar relacionados com estas situações já são conhecidos como a ingesta de alguns medicamentos durante a gravidez, as radiações ionizantes, algumas infeções maternas como a rubéola a toxoplasmose e outras doenças crónicas como a hipertensão arterial e o diabetes tem também alguma influência. O aumento importante de mulheres de mais de 40 anos que optam por uma maternidade mais tardia também tem um aumento associado do risco de alterações cromossómicas nos bebes como o Síndrome de Down (Trisomia 21), o Síndrome de Turner, Noonan e outros que estão sempre associados a cardiopatias congénitas mais ou menos graves.

Outros fatores de risco identificados são os fatores genéticos, o facto da própria mãe estar afetada por uma cardiopatia congénita aumenta o risco do bebe padecer uma cardiopatia congénita. Este risco aumenta em um 3- 5 % aproximadamente.

Em Portugal pode ser observada uma assimetria regional na distribuição destas cardiopatias congénitas, sendo que segundo os últimos dados 3/1000 foram nascidos no Alentejo e Lisboa e Vale do Tejo, 4/1000 no Norte e Açores, 5/1000 na Madeira, 6/1000 na região Centro e 7/1000 no Algarve.

Em Portugal quer no sistema público quer no sistema privado existem unidades de cardiologia pediátrica e cirurgia cardíaca de cardiopatias congénitas com a capacidade e a experiência necessária para tratar qualquer malformação congénita independentemente da gravidade da doença ou da idade dos doentes.

Os defeitos menos graves ou complexos hoje em dia podem ser tratados por intervenção percutânea ou por cirurgia cardíaca mini-invasiva sem necessidade de abrir o esterno a traves de uma incisão axilar, ou seja, escondida por debaixo do braço melhorando não só a recuperação dos doentes após cirurgia como as sequelas ou estigmas que alguns doentes podem sofrer pela cicatriz mais invasiva de uma cirurgia convencional.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.

Páginas