Mandato 2022-2025
A revisão da carreira de administração hospitalar, uma carreira fundamental para a qualificação da gestão do Serviço Nacional...

Xavier Barreto integrou, nos últimos três anos, a atual direção da APAH, tendo agora decidido avançar com uma candidatura ao mandato 2022-2025. O administrador hospitalar do Centro Hospitalar Universitário de São João EPE encabeça uma lista que reúne administradores hospitalares de todo o País e que propõe ainda, no âmbito da formação, implementar um programa de formação dos administradores hospitalares, reforçando a sua capacitação para liderarem a transformação que está em curso no nosso sistema de saúde. 

Saúde digital, ciência de dados e inteligência artificial, contratação pública, gestão de projetos, gestão de investigação e inovação, gestão da qualidade, criação de valor em saúde e desenho e melhoria de processos, são algumas das áreas sobre as quais incidirá este programa de formação, que será destinado a todos os associados da APAH.

Para manter a APAH como estrutura independente e democrática, ao serviço exclusivo dos interesses dos seus associados, Xavier Barreto assume o compromisso de não aceitar qualquer nomeação para órgãos de administração, por considerar que tal não é compatível com o exercício do cargo. A defesa dos interesses da APAH e dos seus associados obrigará necessariamente a uma total autonomia das suas posições e propostas, particularmente no que respeita à revisão da carreira.

A Candidatura conta com o apoio de mais de 100 proponentes, com destaque para a presença dos ex-Secretários de Estado da Saúde Francisco Ramos, Manuel Delgado, Rosa Valente Matos, e José Carlos Lopes Martins.

Xavier Barreto é Pós-graduado em Administração Hospitalar pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa e em Gestão e Direção de Serviços de Saúde pela Porto Business School – Universidade do Porto. É ainda diplomado em Estudos Avançados em Investigação em Ciências da Saúde, pela Faculdade de Medicina da Universidade de Barcelona e Especialista em Lean Manufacturing pela Escola de Engenharia da Universidade do Minho. Foi Membro do Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar e desempenhou funções de administração em unidades hospitalares públicas e privadas. É ainda vogal da Direção da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares e membro do Comité executivo da European Association of Health Managers (EAHM). Atualmente, é diretor do Centro de Ambulatório do Centro Hospitalar de S. João EPE e docente convidado da Universidade do Porto.

 

Cardiopatias Congénitas
Entendemos por cardiopatias congénitas as malformações do coração e das grandes artérias presentes n

Em Portugal a media de crianças com alterações cardíacas de nascimento é aproximadamente de oito por 1000 nados- -vivos. Embora nos últimos anos temos visto um aumento dos nacimentos com alterações congénitas de todo tipo, as malformações cardíacas ainda não ultrapassaram 1 de cada 100 nascidos vivos.

Estima-se que uma em cada quatro cardiopatias congénitas é, suficientemente crítica, para seja necessária alguma intervenção cirúrgica ou percutânea ao nascer ou durante o primeiro ano de vida.

Apesar dos avanços no diagnóstico pré-natal, nem todas as cardiopatias congénitas críticas são passíveis de diagnóstico in útero, ou seja, durante a gestação, por outro lado, nem todas as mulheres têm uma adequada vigilância da gravidez.

No que se refere as causas que provocam estas doenças cardíacas de nascimento na maioria dos casos não se conhece a causa exata que provoca estas malformações.

Alguns fatores que poderiam estar relacionados com estas situações já são conhecidos como a ingesta de alguns medicamentos durante a gravidez, as radiações ionizantes, algumas infeções maternas como a rubéola a toxoplasmose e outras doenças crónicas como a hipertensão arterial e o diabetes tem também alguma influência. O aumento importante de mulheres de mais de 40 anos que optam por uma maternidade mais tardia também tem um aumento associado do risco de alterações cromossómicas nos bebes como o Síndrome de Down (Trisomia 21), o Síndrome de Turner, Noonan e outros que estão sempre associados a cardiopatias congénitas mais ou menos graves.

Outros fatores de risco identificados são os fatores genéticos, o facto da própria mãe estar afetada por uma cardiopatia congénita aumenta o risco do bebe padecer uma cardiopatia congénita. Este risco aumenta em um 3- 5 % aproximadamente.

Em Portugal pode ser observada uma assimetria regional na distribuição destas cardiopatias congénitas, sendo que segundo os últimos dados 3/1000 foram nascidos no Alentejo e Lisboa e Vale do Tejo, 4/1000 no Norte e Açores, 5/1000 na Madeira, 6/1000 na região Centro e 7/1000 no Algarve.

Em Portugal quer no sistema público quer no sistema privado existem unidades de cardiologia pediátrica e cirurgia cardíaca de cardiopatias congénitas com a capacidade e a experiência necessária para tratar qualquer malformação congénita independentemente da gravidade da doença ou da idade dos doentes.

Os defeitos menos graves ou complexos hoje em dia podem ser tratados por intervenção percutânea ou por cirurgia cardíaca mini-invasiva sem necessidade de abrir o esterno a traves de uma incisão axilar, ou seja, escondida por debaixo do braço melhorando não só a recuperação dos doentes após cirurgia como as sequelas ou estigmas que alguns doentes podem sofrer pela cicatriz mais invasiva de uma cirurgia convencional.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Fatores de risco das doenças cardiovasculares
Num país onde 55% da população tem dois ou mais fatores de risco cardiovasculares, 40% sofre de hipertensão, 30% tem colesterol...

É um gesto simples, mas cuja simplicidade contrasta com a sua importância: vigiar a pressão arterial e a frequência cardíaca. Isto porque ter uma pressão arterial elevada (superior a 140/90 mmHg para três ou mais leituras separadas) e uma frequência cardíaca em repouso acima do normal (superior a 60/70 batimentos por minuto) são fatores de risco para as doenças cardiovasculares.

Mas ter mão no coração significa também seguir a receita para uma vida saudável, que inclui uma dieta equilibrada, trocar o sedentarismo pela prática de exercício físico (pelo menos 30 minutos diários) e dar ao corpo o descanso merecido.

Tudo isto sem esquecer o médico, que continua a ser o melhor amigo da saúde do coração. As consultas regulares ajudam na identificação precoce de problemas cardiovasculares e na correção dos fatores de risco que contribuem para as estatísticas nacionais, que continuam a apontar as doenças cardiovasculares como as que mais matam em Portugal.

Saiba mais em http://www.alertahipertensao.pt/

 

Opinião
Mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de deficiência visual ou cegueira evitável, po

O relatório “Global Report on Assistive Technology”, publicado pela Organização Mundial da Saúde e pela UNICEF, revelou que mais de 2,5 mil milhões de pessoas necessitam de um ou mais produtos assistivos para as suas incapacidades, porém, cerca de mil milhões não tem acesso, nomeadamente nos países menos desenvolvidos.

O mesmo relatório apresenta várias recomendações para melhorar o acesso, nomeadamente: assegurar a disponibilidade, segurança, eficácia e acessibilidade de preços dos produtos de assistência; ampliar, diversificar e melhorar a capacidade da força de trabalho; envolver ativamente os utilizadores da tecnologia de assistência e as suas famílias; aumentar a consciência pública e combater o estigma; investir em política baseada em dados e provas; investir na investigação, inovação, e um ecossistema propício; e desenvolver e investir em ambientes favoráveis.

Sem os produtos assistivos, as pessoas podem sofrer exclusão, risco de isolamento, pobreza, e serem forçadas a depender da família, comunidade e governo.

O impacto positivo dos produtos assistivos vai além da melhoria da saúde, bem-estar, participação e inclusão dos utilizadores individuais, uma vez que as famílias e as sociedades também beneficiam. Por exemplo, o alargamento do acesso a produtos assistivos de qualidade e seguros leva à redução dos custos de saúde e bem-estar, tais como admissões hospitalares recorrentes ou benefícios estatais, e promove uma força de trabalho mais produtiva, estimulando indiretamente o crescimento económico.

O acesso à tecnologia assistiva para crianças com deficiência é, frequentemente, o primeiro passo para o desenvolvimento infantil, acesso à educação, participação no desporto e na vida cívica, e preparação para o emprego. As crianças com deficiência têm desafios adicionais devido ao seu crescimento, o que requer ajustes ou substituições frequentes dos seus produtos assistivos.

A deficiência visual afeta as atividades diárias das pessoas, muitas vezes por causas que podem ser prevenidas ou evitáveis.

Além disso, o crescimento dos problemas de visão não é igualitário, sendo mais acentuado e predominante em pessoas que vivem em áreas mais rurais do globo, mulheres, idosos, minorias étnicas e países menos desenvolvidos, como é o caso da áfrica subsariana e do sul asiático, onde as taxas de cegueira são oito vezes superiores às dos países desenvolvidos.

É estimado que o número de pessoas necessitadas de um ou mais produtos assistivos aumente para 3,5 mil milhões até 2050, devido ao envelhecimento da população e ao aumento da prevalência de doenças não transmissíveis em todo o mundo. Com o envelhecimento da população, do qual Portugal é uns casos mais sérios, também o surgimento das doenças se torna mais comum, evidente e problemático, sendo fundamental agir o quanto antes e atuar enquanto a prevenção é ainda uma possibilidade.

O mesmo relatório refere a relevância da resposta do sistema de saúde, através de uma adequada força de trabalho de profissionais de saúde. Neste aspeto indica o papel significativo dos optometristas na prestação dos cuidados para a saúde da visão e no acesso às tecnologias assistivas. É uma recomendação muito útil ao Estado Português dado que, em Portugal, os optometristas ainda não estão integrados no Serviço Nacional de Saúde. É apenas natural que seja nesta área que se experienciam e os maiores constrangimentos de acesso a cuidados de saúde, com lista de espera para consulta hospitalar de oftalmologia de mais de 110 mil pessoas e com tempos de espera até mil dias. Perante esta situação, como pode alguém conseguir a prescrição oftálmica para obter benefício adicional ao complemento solidário ao idoso para aquisição de óculos? Urge refletir sobre este relatório, mas sobretudo urge intervir e agir de forma a assegurar cuidados de saúde e acesso às tecnologias assistivas a todos, em qualquer momento e em todo o lado.

A Tecnologia e Produtos Assistivos, como óculos e ajudas de baixa visão, e o acesso a cuidados para a saúde da visão atempados, de qualidade e de proximidade, mudam vidas e promovem o desenvolvimento pessoal, nacional e igualdade de oportunidades.

É tempo de agir e investir, para poupar e promover vidas!

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Projeto "Antes que te Queimes"
Estudantes voluntários da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) voltaram, por estas noites, a fazer aconselhamento...

A iniciativa, no âmbito do projeto “Antes que te Queimes”, intervenção em contexto recreativo para promoção da diversão sem risco nas festas académicas de Coimbra, compreende não só a conscientização, mas também a avaliação da alcoolemia dos participantes nas atividades estudantis e a distribuição de preservativos e explicação sobre o uso correto deste método contracetivo, visando a prevenção de infeções sexualmente transmissíveis.

Nestas intervenções de rua, na baixa da cidade, sobretudo no Largo da Portagem (margem direita do rio Mondego), os estudantes de Enfermagem (de cursos de licenciatura e de mestrado) estão, também, habilitados a prestar primeiros socorros, sempre que tal o justifique.

A funcionarem desde 2007, e já replicadas em várias cidades portuguesas e em alguns países (Angola, Brasil, Bélgica, Cabo Verde, Estónia, Líbano e República Checa), as intervenções “Antes que te Queimes” são feitas através da metodologia de educação pelos pares (de jovens para jovens), com a supervisão de professores e profissionais de saúde.

Ao longo dos anos, o projeto “Antes que te Queimes” tem contado com vários apoios, como o da Administração Regional de Saúde do Centro, da Associação de Estudantes da ESEnfC, ou do IREFREA - Portugal (Instituto Europeu para o Estudo dos Fatores de Risco em Crianças e Adolescentes). Também a Associação Existências e a Cruz Vermelha Portuguesa têm, noutras edições, sido parceiras do projeto.

 

 

 

 

 

Período de submissões decorre até 30 de junho
A 4.ª edição do HPV Clinical Cases, sob o tema “O HPV que (Des)Conhecemos!”, é uma iniciativa da MSD Portugal que promove a...

Atendendo à diversidade de manifestações da infeção por HPV, e à transversalidade deste problema de saúde pública, a 4.ª edição do HPV Clinical Cases propõe o mote “O HPV que (Des)Conhecemos!”, para envolver o maior número de especialidades médicas, de forma a desenvolver o conhecimento prático e teórico sobre patologias com diferentes particularidades.

À semelhança das edições anteriores, que totalizam 235 casos clínicos submetidos, a iniciativa visa recolher, selecionar e divulgar, junto da classe médica nacional, os Casos Clínicos mais relevantes resultantes da infeção por Papilomavírus Humano (HPV).

A pertinência, a originalidade, o rigor científico, o raciocínio clínico e o impacto que o caso terá no conhecimento da comunidade médica e nos cuidados a prestar aos doentes são os critérios que orientam a avaliação independente dos trabalhos, que é assegurada pelo comité científico composto por: Dr.ª Amália Pacheco (ginecologia e obstetrícia), Prof. Bruno Jorge Pereira (urologia) Dr.ª Cândida Fernandes (dermatologia e venereologia), Dr. Daniel Pereira da Silva (ginecologia oncológica), Prof. Doutor Luís Varandas (pediatria), Dr. Pedro Montalvão (otorrinolaringologia), Dr.ª Sandra Pires (gastrenterologia) e Dr.ª Teresa Fraga (ginecologia e obstetrícia).

Os trabalhos mais relevantes serão apresentados, posteriormente, sob a forma de comunicação oral ou e-póster no Congresso Virtual HPV Clinical Cases 2022 e também publicados no livro digital do evento.

A 4.ª edição do HPV Clinical Cases conta com o patrocínio científico de várias sociedades médicas, nomeadamente: Associação Portuguesa de Urologia (APU); Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG); Grupo de Estudos Cancro da Cabeça e Pescoço (GECCP); Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV); Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG); Sociedade de Infeciologia Pediátrica (SIP); Sociedade Portuguesa da Contraceção (SPC); Federação das sociedades portuguesas de obstetrícia e ginecologia (FSPOG); Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (SPORL); Sociedade Portuguesa de Doenças Infecciosas e Microbiologia Clínica (SPDIMC); Sociedade Portuguesa de Andrologia, Medicina Sexual e Reprodução (SPA).

Até ao dia 30 de junho, os profissionais de saúde podem submeter os casos clínicos nos vários ângulos de entendimento das condições clínicas associadas a este vírus, aqui.

Iniciativas de prevenção e sensibilização para uma melhor saúde
Em maio, o MAR Shopping Algarve recebe um rastreio à diabetes e à hipertensão arterial e o MAR Shopping Matosinhos recebe uma...

As ações de sensibilização de maio terão lugar no último fim de semana do mês, dias 28 e 29 de maio, entre as 11h00 e as 19h00. No MAR Shopping Algarve, os visitantes poderão aceder à iniciativa junto à Farmácia e Clínica HPA (piso 0) e, no MAR Shopping Matosinhos, no piso -1 (junto à Re-food). O acesso funcionará por ordem de chegada. Os visitantes poderão ter acesso à agenda detalhada dos dois centros no seu website oficial.

No MAR Shopping Algarve, a Farmácia Silveira será responsável pela monitorização da tensão arterial e da glicémia, com vista a detetar precocemente condições de saúde em que estes indicadores são fatores de risco silenciosos, como a diabetes e a hipertensão arterial, as quais podem inclusive aparecer associadas causando complicações maiores como insuficiência cardíaca, AVC, enfarte do miocárdio, insuficiência renal, perda gradual da visão e esclerose das artérias.

Portugal é um dos três países europeus com maior prevalência da Depressão

Por sua vez, o MAR Shopping Matosinhos recebe o O2a, Centro de Terapia e Desenvolvimento, que desenvolverá um rastreio a eventuais doenças do foro psicológico, como ansiedade, depressão, burnout, stress e fadiga pandémica, numa altura em que a pandemia denunciou o agravamento da prevalência de doenças mentais na população. Um estudo internacional publicado em outubro do ano passado pela revista científica “The Lancet” estima que a pandemia terá provocado mais de 53 milhões de perturbações depressivas e 76 milhões de casos de ansiedade, afetando sobretudo mulheres e jovens. Números que se somam aos casos já existentes e até àqueles que nunca chegam a ser diagnosticadas.

Em toda a Europa, só a Irlanda do Norte tem maior prevalência de doenças psiquiátricas que Portugal, onde mais de um quinto das pessoas estão diagnosticadas com perturbações deste tipo.

A agenda de rastreios manter-se-á ao longo do ano 2022 e os interessados encontram-na disponível e sempre atualizada no website dos centros MAR Shopping – www.marshopping.com.

Aposta formativa na área da Saúde
A licenciatura em Osteopatia do Instituto Piaget de Silves viu renovada a sua acreditação máxima, pelo período de seis anos,...

Esta acreditação reflete o reconhecimento, por parte da entidade oficial competente, da excelência da formação oferecida pelo Instituto Piaget, designadamente no que diz respeito à qualidade do seu corpo docente e à total adequação das instalações e equipamentos disponibilizados, bem como do plano de estudos seguido.

“A licenciatura visa proporcionar uma formação de alta qualidade para a aquisição de um perfil de competência clínica para a prática osteopática em regime de autonomia, de acordo com os padrões internacionais de formação e educação em Osteopatia”, afirma o professor Alexandre Nunes, coordenador do curso na Escola Superior Jean Piaget do Algarve.

Através da educação clínica supervisionada, acrescenta Alexandre Nunes, “pretendemos que os nossos estudantes adquiriram competências profissionais no âmbito dos cuidados músculo-esqueléticos e em áreas de intervenção específica, como o desporto, pediatria e geriatria, com vista à sua futura integração profissional”.

O curso de Osteopatia está articulado com a atividade desenvolvida na Clínica Piaget de Silves que permite que os estudantes realizem a totalidade dos ensinos clínicos (100 horas) em ambiente clínico supervisionado, uma taxa de empregabilidade elevada, um corpo docente especializado e projetos de investigação científica que envolvem professores e estudantes.

Criado em 2016, o curso de Osteopatia do Instituto Piaget foi o primeiro a ser reconhecido e acreditado em Portugal, na sequência da aposta da instituição na área das Terapêuticas Não Convencionais (TNC), que conduziu igualmente ao lançamento da licenciatura em Acupunctura.

No seguimento da expansão das TNC, o seu exercício é hoje regulado por lei e efetuado de modo integrado com as terapêuticas convencionais e de forma a garantir a proteção da saúde das pessoas e das comunidades, a qualidade assistencial e tendo por base a melhor evidência científica. 

O reconhecimento agora conquistado com a nova acreditação da Osteopatia pela A3ES é um incentivo adicional no contexto da aposta na qualidade formativa do Instituto Piaget na área da saúde, onde também se incluem os cursos de Enfermagem, Fisioterapia e Psicologia, que têm contribuído para formar centenas de profissionais em Portugal.

Com a participação do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales
No próximo dia 25 de maio, data em que se assinala o sexto aniversário do Programa abem:, realiza-se, no auditório da...

O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, participa na sessão de abertura da conferência que conta ainda com as intervenções de João Almeida Lopes, Presidente da APIFARMA, e de Paula Dinis, Presidente da Associação Dignitude.

Após a sessão de abertura, a Diretora Executiva da Associação Dignitude, Maria João Toscano, apresenta o estudo de Avaliação de Impacto do Programa abem: Rede Solidária do Medicamento.

Seguir-se-á a intervenção de Miguel Gouveia, Professor Associado na Católica-Lisbon, com o estudo “O impacto do Programa abem: no combate à pobreza”.

A análise realizada ao impacto do Programa abem vai ser o mote do debate moderado pela CEO e fundadora da Notable, Inês Mendes da Siva, a quem se vai juntar o Diretor-geral da Menarini Portugal, Miguel Rovisco de Andrade, a proprietária e Diretora Técnica da Farmácia Baião Santos, Maria de Fátima Baião Santos, o Presidente da Câmara Municipal de Moura, Álvaro Azedo, e a técnica de Ação Social do Centro Social e Paroquial de Algueirão Mem Martins Mercês, Petra Tavares.

Posteriormente fará uma intervenção Maria de Belém Roseira, Associada Fundadora da Associação Dignitude, assinalando os seis anos de dedicação do Programa abem: aos portugueses, com o propósito de garantir que todos têm acesso aos medicamentos de que necessitam para viver, independentemente das suas condições socioeconómicas.

A sessão de encerramento conta com as intervenções de um representante do Ministério do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social e da Presidente da Associação Nacional das Farmácias, Ema Paulino.

Esta é uma iniciativa apoiada pela Portugal Inovação Social, através de Fundos da União Europeia.

Estudos em modelos animais
Estudos em modelos animais de miocardiopatia e insuficiência cardíaca crónica demonstram que a aplicação de células estaminais...

As doenças cardiovasculares continuam a ser a primeira causa de morte em Portugal e no Mundo. Tão preocupantes quanto a sua mortalidade, são as sequelas resultantes, por exemplo, de um enfarte agudo do miocárdio (EAM). Uma das consequências de um EAM é a insuficiência cardíaca – a incapacidade do coração receber e/ou bombear sangue de forma eficaz, e cujos principais sintomas são cansaço extremo, dificuldade em respirar, inchaço das pernas ou do abdómen, tonturas e aumento de peso. Mais de quatrocentos mil portugueses sofrem desta doença, estimando-se que este número possa crescer entre 50-70% até 2030. A nível mundial, a insuficiência cardíaca afeta mais de 26 milhões de pessoas.

Apesar dos tratamentos disponíveis ajudarem a minimizar os sintomas e prolongar a vida dos doentes, nenhum é capaz de recuperar a função cardíaca através da regeneração do tecido cardíaco afetado.

A terapia com células estaminais tem ganho relevância nas últimas décadas, com alguns estudos a alcançarem resultados positivos em contexto de EAM e insuficiência cardíaca crónica, com diferentes tipos de células e formas de administração.

Novo estudo, maior eficácia

As células estaminais mais utilizadas no âmbito da investigação em doenças cardíacas são as células estaminais mesenquimais, nomeadamente as do tecido do cordão umbilical. Estas obtêm-se de forma simples e totalmente indolor após o parto, e são, posteriormente, multiplicadas em laboratório, para gerar as quantidades adequadas para a sua aplicação clínica.

Um novo estudo, recentemente publicado na revista científica European Journal of Pharmacology, testou a administração de células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical em modelo animal de insuficiência cardíaca crónica causada por EAM.

O estudo contemplou a administração de células estaminais através de dois métodos: em suspensão, num grupo, injetadas diretamente na zona lesada do coração; enquanto noutro grupo foi testada a aplicação direta no coração de um tecido produzido a partir de células estaminais.  Os investigadores observaram uma taxa de retenção de células superior no grupo tratado com células estaminais “em tecido”, demonstrando o efeito desejado de aumento de permanência e sobrevivência das células estaminais no local da lesão.

O estudo evidenciou, também, que a aplicação de células estaminais do tecido do cordão umbilical “em tecido” promove a recuperação da função cardíaca, avaliada por ecocardiograma, quatro semanas após o tratamento com células estaminais.  Os resultados revelaram, ainda, que a função cardíaca foi significativamente melhor no grupo tratado com células estaminais “em tecido”, comparativamente com o grupo de animais não tratados, e com os tratados com a suspensão de células estaminais.

Adicionalmente, concluiu-se que as células estaminais atenuaram a fibrose e a remodelação cardíaca após enfarte, e promoveram a formação de novos vasos sanguíneos, tendo a aplicação das células estaminais “em tecido” obtido melhores resultados do que em suspensão. Para além de reforçar o potencial das células estaminais do tecido do cordão umbilical para o tratamento de insuficiência cardíaca crónica, este estudo evidencia como o modo de administração pode influenciar a eficácia da sua aplicação. A técnica de aplicação das células estaminais “em tecido” foi a que alcançou melhores resultados na melhoria da função cardíaca após enfarte do miocárdio, revelando-se uma forte candidata para aplicação clínica.

As células estaminais no tratamento de miocardiopatias

Os resultados de um estudo recentemente publicado indicam que as células estaminais mesenquimais podem vir a constituir um novo método de tratamento para os doentes com miocardiopatia em estado avançado, uma doença que afeta o músculo cardíaco e está associada a alterações estruturais, como, por exemplo, o aumento de tamanho ou o espessamento das paredes do coração.

As miocardiopatias podem manifestar-se através da falta de ar, fadiga, dor no peito e palpitações e conduzem frequentemente a insuficiência cardíaca. Nos casos dos doentes que desenvolvem insuficiência cardíaca grave, o transplante de coração é muitas vezes a abordagem terapêutica mais eficaz, estando, no entanto, limitada pela escassez de dadores. A investigação de estratégias terapêuticas inovadoras para estes doentes é, por isso, de extrema relevância e, neste contexto, a administração de células estaminais tem sido apontada como uma possível alternativa no tratamento de doença cardíaca avançada.

Os efeitos terapêuticos das células estaminais mesenquimais, isoladas a partir de sangue do cordão umbilical, em modelo animal de miocardiopatia foram investigados neste estudo. Para tal, foram comparados os resultados dos animais do grupo de tratamento que recebeu células estaminais por via intravenosa, com os de animais não tratados com células estaminais e, ainda, com animais saudáveis.

No decorrer dos ensaios, foi possível verificar que as células estaminais mesenquimais são capazes de promover a recuperação da função cardíaca, que foi avaliada a partir de vários parâmetros obtidos através de ecocardiograma. Efetivamente, os animais tratados com células estaminais apresentaram melhorias significativas na função cardíaca, comparativamente aos não tratados, não tendo, contudo, alcançado os níveis observados em animais saudáveis.

Adicionalmente, os investigadores verificaram que o tratamento com células estaminais esteve associado a uma diminuição dos níveis de marcadores de lesão cardíaca no sangue e à diminuição da deposição de colagénio no coração nos animais tratados. Observou-se igualmente a diminuição dos níveis de marcadores da inflamação no sangue, sugerindo a sua ação anti-inflamatória, potencialmente benéfica em contexto de miocardiopatia.

“Os resultados destes estudos fornecem evidências de que as células estaminais mesenquimais têm a capacidade de melhorar a função cardíaca em contexto de insuficiência cardíaca crónica causada por EAM ou miocardiopatia, com potencial para beneficiar doentes com insuficiência cardíaca”, explica Bruna Moreira, investigadora do Departamento de I&D da Crioestaminal. “O excelente perfil de segurança já demonstrado e os promissores resultados de eficácia, colocam as células estaminais mesenquimais do cordão umbilical como fortes candidatas para aplicação clínica nesta área”, acrescenta.

Para aceder aos estudos científicos mais recentes sobre os resultados promissores da aplicação de células estaminais, visite o Blogue de Células Estaminais.

 

Prémio destinado a jovens investigadores
As candidaturas ao Prémio Maria de Sousa, promovido pela Ordem dos Médicos e pela Fundação BIAL, encerram no final deste mês.

O Prémio Maria de Sousa tem um valor até 30 mil euros por projeto vencedor e pode apoiar até 5 candidaturas, num total de até 150 mil euros.

Os vencedores são escolhidos por um júri liderado pelo neurocientista Rui Costa, professor da Universidade de Columbia, nos EUA.

Lançado em 2020, em homenagem à imunologista e grande investigadora Maria de Sousa, o prémio destina-se a investigadores científicos portugueses, com idade igual ou inferior a 35 anos, com projetos de investigação na área das ciências da saúde, incluindo obrigatoriamente um estágio num centro internacional de excelência.

Nesta segunda edição, o valor do prémio sobe de 25 mil para até 30 mil euros por projeto vencedor, sendo que na primeira edição foram premiados trabalhos de investigação em doenças cardiovasculares, cancro, doença do sono e funcionamento celular.

 

“Aliança Terapêutica: Implicações teóricas para a prática relacional em Psicoterapia”
No dia 25 de maio de 2022, às 10h30, realiza-se o 1º Encontro do Serviço de Psicologia da Casa de Saúde da Idanha com um...

A aliança terapêutica é um elemento fundamental no que diz respeito à adesão à intervenção psicológica e no resultado dessa mesma intervenção. É um fenómeno complexo que depende de aspetos do terapeuta, do paciente e da relação estabelecida entre os dois.

Este evento contará com o contributo de Pedro Rodrigues Ribeiro, Mestre em Psicologia Clínica, Especialista em Psicologia Clínica e da Saúde e Doutorando em Psicologia Clínica, com o tema: “Será a Relação Terapêutica Suficiente? O Papel de Tarefas e Ruturas em Psicoterapia”.

A aliança terapêutica é um elemento fundamental no que diz respeito à adesão à intervenção psicológica e no resultado dessa mesma intervenção. É um fenómeno complexo que depende de aspetos do terapeuta, do paciente e da relação estabelecida entre os dois.

Este webinar vem refletir sobre a aliança terapêutica e as suas implicações teórico-práticas em Psicoterapia.

Mais informações em www.bit.ly/aliancacsi

 

Estudo
De acordo com um estudo, 42% dos casos de abandono do uso de lentes de contacto por parte dos novos utilizadores ocorre durante...

Mais concretamente, este estudo revela que as principais razões para o abandono das lentes de contacto por parte de novos utilizadores são a visão reduzida - os novos utilizadores revelam que as suas lentes de contacto não lhes proporcionam uma visão clara e consistente;  conforto diminuído e problemas de manuseamento, ou seja, os utilizadores percebem que as lentes de contacto não são fáceis de usar e têm várias particularidades de manuseamento, o que causa dificuldades na sua inserção ou remoção.

Por outro lado, os utilizadores salientam a falta de apoio e de informação para estabelecer uma rotina com as suas novas lentes de contacto, uma vez iniciada a sua utilização. 

Vânia Figueiredo, Professional Customer Developer Manager Iberia da Alcon, refere que “a adaptação da lente de contacto é um processo fundamental. Avaliar a superfície ocular e a forma como a lente interage com a mesma é o primeiro passo, no entanto, não se pode ignorar que esta adaptação terá um impacto direto no quotidiano do paciente, pelo que não basta considerar apenas a interação da lente com a superfície, é necessário ir mais longe. Avaliar as sensações subjetivas do paciente em termos de manuseamento, conforto e qualidade visual, utilizando questionários específicos para o efeito, bem como as condições em que as vai utilizar. O ideal será que a lente de contacto a adaptar represente uma solução com compromisso entre saúde e satisfação para todas as horas de utilização e para todas as atividades que o paciente necessite.

Para suportar os novos utilizadores de lentes de contacto e diminuir o período de adaptação, os especialistas da Alcon dão-lhe alguns conselhos:

1. Lavar sempre as mãos antes de manusear, aplicar ou retirar as lentes

2. Criar uma rotina. As lentes de contacto, tal como os sapatos, têm os lados esquerdo e direito, mesmo que apresentem o mesmo aspeto. Por conseguinte, é importante colocá-las sempre na mesma ordem para que o processo se torne natural.

3. Recordar a ordem do processo. As lentes de contacto devem ser sempre inseridas antes de aplicar a maquilhagem e retiradas antes de remover a maquilhagem. Além disso, deve ter-se cuidado ao usar cosméticos, loções, sabão, etc.

4. Colocação correta. A lente de contacto deve ser colocada corretamente, tendo sempre em conta que deverá ter a forma côncava no dedo indicador.

5. Piscar os olhos três vezes.  Uma vez colocada a lente, é importante piscar os olhos duas ou três vezes, pois ajuda a que a lente se posicione facilmente na superfície do olho.

 

Saúde Mental
O Assistente Social é um profissional cuja formação se carateriza por ser interventiva.

A efetivação dos direitos dos indivíduos é viabilizada pelo assistente social, e em conjunto com o próprio utente, numa lógica de cooperação, uma vez que o objetivo não é, apenas, que este veja os seus direitos assegurados, mas também, criar os meios necessários para o efeito, tendo sempre em conta as suas necessidades e interesses.

Embora o trabalho do Assistente Social se encaixe em diversas áreas, desde a educação, recursos humanos, segurança social, promoção e proteção de crianças e jovens, no envelhecimento, entre muitas outras, quero destacar o papel e a importância deste enquanto membro constituinte de uma equipa multidisciplinar na área de intervenção em Saúde Mental. Entenda-se que por equipa multidisciplinar me refiro, não só, a profissionais provenientes de diferentes áreas de formação, mas também, a pessoas/profissionais com diferentes comportamentos, vivências, experiências e perspetivas acerca dos mais diversos assuntos.

Na área da Saúde Mental, mais concretamente no que se refere a indivíduos com esquizofrenia, o Assistente Social ocupa um papel preponderante na defesa dos direitos dos utentes e na promoção do acesso destes aos cuidados que lhes são devidos. Neste âmbito, considero que a intervenção apenas se revela eficiente quando realizada de forma multidisciplinar. Isto é, o Assistente Social, por si só, não possui os conhecimentos e/ou competências necessárias para garantir um tratamento humanizado e de qualidade ao utente. Revela-se crucial a integração deste numa equipa que seja constituída, também, por psicólogos, psiquiatras, enfermeiros e terapeutas ocupacionais, não excluindo os monitores, que se revelam elementos cruciais para a boa dinâmica da instituição. Considero que a formação/conhecimentos de qualquer um destes profissionais, individualmente, não é suficiente para garantir um bom tratamento e acompanhamento ao utente. Apenas trabalhando em equipa, de forma organizada e coesa, a intervenção realizada será de qualidade.

Incidindo no papel do Assistente Social enquanto parte integrante de uma equipa de Saúde Mental, considero que o trabalho por si realizado, para além de facilitar o acesso do utente aos serviços, passa por fazer uma leitura crítica da realidade, conhecer as condições de vida deste (incluindo a rede de suporte), assim como, os determinantes sociais que interferem, direta/indiretamente, na saúde-doença do mesmo. Para que a sua intervenção seja eficiente, o Assistente Social deve ter um amplo e profundo conhecimento das políticas públicas de modo a defender e ampliar os direitos dos utentes, especialmente os direitos sociais.

 

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Especialista defende uma Ordem dos Médicos mais agregadora e inclusiva, com forte impulso na formação médica
O médico cardiologista e Diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Fausto Pinto, apresenta a sua candidatura...

Fá-lo com o sentido de dever e de missão de defender e representar TODOS os médicos que trabalham neste país. Mas mais do que isso, sente que tem a força e perseverança para implementar uma saúde mais eficaz a todos os portugueses. Como? Investindo na qualidade e motivações dos médicos. Fausto Pinto traz consigo toda a experiência acumulada ao longo dos anos na liderança de várias instituições e organizações dentro e fora de portas, transportando consigo um espírito de excelência e rigor que reforçará o prestígio essencial a uma Ordem dos Médicos. 

Fausto Pinto pretende, com esta candidatura às eleições que se realizam em janeiro do próximo ano, “o envolvimento de todos os médicos”. O cardiologista considera que este é o ponto de partida para garantir relevância para a OM, tanto internamente, como para o exterior. “É ouvindo todos que podemos ter a noção das preocupações e encontrar soluções em conjunto, tornando a OM mais respeitada mais prestigiada, e mais inclusiva”, explica. 

“A OM tem um papel de enorme responsabilidade na preparação das novas gerações de médicos para enfrentar os desafios do futuro. Não há Saúde sem médicos e não pode haver Saúde de qualidade sem médicos bem preparados”, afirma Fausto Pinto. 

Entre as principais medidas que propõe está uma OM desburocratizada e mais próxima dos cidadãos, assim como a defesa de um Sistema de Saúde inclusivo nos seus vários componentes (Público, Privado e Social) que deve ser o garante da Saúde de todos os portugueses. 

A aposta na formação é outra grande prioridade. Fausto Pinto defende um maior impulso na interação entre a OM e as Universidades/Academias para reforçar a intervenção da OM na formação médica, desde o ensino pré ao pós-graduado. 

Para garantir maior equidade na Saúde, nas suas mais variadas vertentes, incluindo uma maior participação dos jovens médicos, propõe a criação de um Gabinete dos Jovens Médicos (internos e recém-especialistas), diretamente ligado ao Bastonário, para “dar uma maior resposta aos naturais anseios dos médicos do futuro, garantes do bem-estar da nossa população”. 

A missão de envolver todos os médicos passa também pela criação de um Gabinete de Apoio aos Médicos Aposentados, “o outro extremo da pirâmide etária, tantas vezes esquecido, numa demonstração que a OM é mesmo para todos, dos mais novos aos mais velhos”, refere o candidato a sucessor de Miguel Guimarães, que está a cumprir o seu segundo mandato e que, por isso, não se recandidata ao cargo. 

Maria do Céu Machado, pediatra e ex-presidente do Infarmed, é a mandatária da candidatura de Fausto Pinto. Da comissão de honra da campanha fazem parte médicos de todo o país, como, a título de exemplo:  Álvaro Beleza, Alexandra Bayão Horta, Ana Isabel Lopes, António Parreira, António Vaz Carneiro, Carla Araújo, Carlos Calhaz Jorge, Cristina Gavina, Diniz Martins, Fernando Regateiro, Filipe Macedo, Francisco Salvado, Henrique Cyrne de Carvalho, Isabel Guimarães, Isabel Galriça Neto, Isabel Pavão Martins, João Morais, João Sá, José Crespo Mendes de Almeida, José Melo Cristino, Júlia Maciel, Lino Gonçalves, Luis Mendes Graça, Luísa Figueira, Maria Amélia Ferreira, Nuno Sousa, Rui Tato Marinho, Victor Gil. 

Falar a mesma linguagem, para ajudar a melhorar o diagnóstico das doenças da tiroide
Costuma dizer-se que é a falar que as pessoas se entendem, mas para isso é também preciso que todos falem a mesma linguagem. E...

“É fundamental haver uma boa relação médico - doente, mas é essencial também que as pessoas saibam o que é a tiroide, questionar se já ouviram falar na tiroide, isto porque as doenças da tiroide são, por um lado, muito prevalentes e, por outro, muitas delas são fáceis de tratar”, refere João Jácome de Castro, presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM).

No entanto, acrescenta o especialista, “só conseguimos tratar aquilo que conseguimos diagnosticar, só conseguimos diagnosticar aquilo em que pensamos; e só pensamos naquilo que conhecemos. E isto é verdade tanto para os médicos endocrinologistas, que se dedicam ao tema da tiroide, como para os médicos de medicina geral e familiar e para os doentes. Na verdade, o público em geral deve ter o conhecimento de que a tiroide e as doenças da tiroide existem, que se apresentam normalmente com um determinado tipo de queixas, que quando diagnosticadas cedo são fáceis de tratar na maioria dos casos, que a terapêutica, nomeadamente do hipotiroidismo, se aproxima muito da perfeição. Isto começa tudo por saber o que é a tiroide… que a tiroide existe e é importante. Esse é o primeiro passo”.

O segundo passo, reforça, é estar alerta para as queixas que podem estar associadas às doenças da tiroide, o que é particularmente importante porque “as hormonas tiroideias podem interferir num conjunto enorme de funções do organismo e, por isso, podem-se manifestar por alterações em muitos aparelhos e sistemas: sistema cardiovascular (alterações na frequência cardíaca, na pressão arterial), alterações no peso, no humor, através de um cansaço difícil de explicar, de problemas na pele e cabelo (pele seca, queda de cabelo), queixas na área da ginecologia, da gastroenterologia, alterações da temperatura corporal, do apetite, alterações do peso, entre outras”.

E conhecer estas manifestações é importante porque “pode evitar, por exemplo, não só para o público em geral, mas também para os colegas da medicina geral e familiar, que a pessoa tenha de ir ao cardiologista porque tem o coração a bater devagar, ao gastroenterologista porque está com obstipação, ao dermatologista porque está com a pele seca, ao ginecologista, porque tem irregularidades menstruais e por aí fora. Se calhar, às vezes vale a pena pensar que isto pode ser hipotiroidismo, cujo diagnóstico é fácil de fazer”.

O especialista defende ainda a existência de um maior rastreio ao hipotiroidismo. “Acho que os médicos devem pensar mais nas doenças da tiroide e associar certas queixas dos doentes à disfunção da tiroide.”

“E apesar de existir ainda alguma controvérsia sobre o assunto penso que se justifica o doseamento regular da TSH acima dos 50 anos pela elevada prevalência da disfunção tiroideia (em especial o hipotiroidismo subclínico) nesta faixa etária. Também julgo ser vantajoso o doseamento da TSH (uma análise fácil e barata) pré-conceção.”

A comunicação médico-doente é também, defende, “fundamental para que, após o diagnóstico, o tratamento seja administrado de forma adequada”. É este, de resto, o lema da campanha anual, uma iniciativa com o apoio da Merck, que deixa a questão, em jeito de desafio: ‘Falas a Linguagem da Tiroide?’

Método Apollo
Tratamento inovador, que consiste numa redução do estômago por via endoscópica, está disponível na Clínica Cirúrgica de...

Considerada pela Organização Mundial de Saúde a epidemia do século XXI, a obesidade continua a crescer em Portugal, onde os dados mais recentes mostram que mais de metade da população (53%) tem excesso de peso e 1,5 milhões são obesos. Um problema com custos elevados, não só ao nível da saúde, mas também económicos, a que é urgente dar resposta. É o que se pretende na Clínica Cirúrgica de Carcavelos, onde está disponível um tratamento único, que permite a perda de peso de forma sustentada, ao longo do tempo, com curto período de internamento e uma rápida recuperação.

O Método Apollo consiste, explica Leonel Ricardo, médico gastrenterologista na Joaquim Chaves Saúde, “numa redução do estômago efetuada pela boca (por via endoscópica), sem cortes, cicatrizes ou amputações, favorecendo a rápida recuperação do doente”.  Realizada pela equipa liderada pelo Dr. López-Nava, trata-se de “uma gastroplastia realizada com recurso a um endoscópio, através da boca, em sala cirúrgica, sob anestesia geral e consiste numa redução de cerca de 70% da capacidade do estômago, através da realização de suturas na cavidade gástrica”. Uma redução que, acrescenta, “permite induzir uma saciedade precoce e um maior controlo do apetite”, refere o especialista, de forma “segura e minimamente invasiva, com baixos índices de dor e de infeção, com total ausência de cicatrizes externas e que permite um regresso ao dia a dia em 24 horas após a intervenção”. 

Este procedimento tem inúmeros benefícios: “não só é possível reduzir a pressão arterial e os níveis de colesterol, mas também a dor muscular, controlar a diabetes ou a apneia do sono, aumentando também a autoestima”. Destinada “primariamente a doentes com obesidade grau I ou II, que apresentem um Índice de Massa Corporal entre 30 e 40 kg/m², esta técnica pode estar também indicada nas formas mais graves de doença ou inclusivamente a doentes previamente submetidos a outras terapêuticas de tratamento da obesidade”.

Leonel Ricardo reforça que a obesidade “tem um forte impacto na qualidade de vida dos doentes, constituindo um risco aumentado de surgimento ou desenvolvimento de outras patologias, estando associada a mais de 200 comorbilidades e 13 tipos de cancro”. A estes riscos juntam-se as dificuldades que os doentes obesos enfrentam “do ponto de vista pessoal e profissional, nomeadamente com maior absentismo laboral e perda de produtividade precoce”, pelo que o tratamento, que “tem um forte impacto nas doenças cardiovasculares, metabólicas, neoplásicas, osteoarticulares e claros benefícios ao nível da saúde mental”, é muito importante.

Mais ainda, acrescenta o médico, “o surgimento de técnicas endoscópicas, menos invasivas, permitem-nos atuar de forma precoce, evitando o desenvolvimento das formas mais graves de obesidade, de forma simples e segura, com o apoio de uma equipa multidisciplinar que acompanhará todo o processo de perda de peso”. Técnicas que “permitem alcançar um maior número de pessoas não tratadas, expostas aos perigos do excesso de peso e da obesidade, permitindo a adaptação às necessidades de cada doente, de acordo com suas características físicas ou psicológicas. São métodos que não são apenas seguros, mas eficazes e individualizados”.

Mais de 40 candidaturas recebidas
Os vencedores das Bolsas de Cidadania 2022 vão ser divulgados no dia 1 de junho, numa sessão que começa às 14:30 e que pode ser...

Foram 42 as candidaturas recebidas nesta 8ª edição das Bolsas, um número recorde desde que a iniciativa começou, em 2015.

Num valor total de 60 mil euros, as Bolsas de Cidadania procuram fomentar a participação dos cidadãos nos processos de decisão em saúde, a informação dos doentes sobre os seus direitos, assim como a sua participação nas decisões individuais de tratamento.

É uma iniciativa da Roche para financiar projetos e ideias de associações de doentes e outras Organizações Não Governamentais (ONG).

A análise das candidaturas é feita por um júri independente e multidisciplinar, constituído por Maria de Belém Roseira (antiga Ministra da Saúde), Graça de Freitas (Diretora-Geral da Saúde), Isabel Aldir (assessora da Presidência da República), José Manuel Pereira de Almeida (Coordenador Nacional da Pastoral da Saúde), Maria do Céu Machado (médica e ex-presidente do Infarmed), Mário Pereira Pinto (Professor Universitário e investigador), Paula Rebelo (jornalista), e Ricardo Encarnação (diretor médico da Roche).

Vão ser atribuídas uma bolsa de 20 mil euros, uma de 15 mil e uma de 10 mil euros. Três projetos vão ser distinguidos com uma bolsa no valor de 5 mil euros

Ao longo das últimas sete edições, as Bolsas já apoiaram cerca de 40 projetos de associações de doentes e ONG, num valor total que ascende a 400 mil euros.

Esta ação enquadra-se na Política de Responsabilidade Social da Roche e resulta do seu compromisso em assumir um papel ativo na sociedade apoiando, de forma transparente, iniciativas inovadoras e orientadas para a missão de suporte ao doente.

 

A importância da educação sexual
A adolescência pode ser um período difícil em muitos aspetos e a sexualidade não é exceção.

A idade média em Portugal para a iniciação sexual é de 16 anos1 e, em geral, não é recomendável que a atividade sexual seja iniciada antes dos 15 anos, com o objetivo de garantir mais informação e uma maior maturidade emocional.

Neste contexto, Megwyn White, diretora de educação da Satisfyer e sexóloga clínica, apresenta 4 razões a ter em mente no âmbito familiar para que os adolescentes cresçam a desfrutar da sua sexualidade de uma forma saudável:

Normalizar a masturbação

A masturbação prepara o terreno para a consciência do prazer e é crucial para embarcar nas complexidades do sexo em parceria no futuro. No entanto, a maioria dos adolescentes cresce com pouca ou nenhuma informação, tanto assim que a masturbação é altamente estigmatizada na maioria das culturas, especialmente para as mulheres jovens. Precisamente este padrão pode contribuir para a falta de autoconfiança e de compreensão acerca do conceito de consentimento.

É essencial assumir que a masturbação faz parte de um desenvolvimento sexual saudável e que também é importante para desenvolver um sentido de capacidade de resposta sexual. Embora a idade média da primeira masturbação seja por volta dos 13 anos para as raparigas e de 12,4 anos para os rapazes, não existe uma idade "certa" para começar a masturbação e há casos documentados em que esta prática tem lugar ainda no útero2.

Oferecer um produto de prazer sexual pode ser uma das formas de iniciar uma conversa em torno da masturbação e mostrar uma atitude positiva em relação à autoexploração

Ter confiança no próprio corpo

A educação sexual dos adolescentes é também importante para fomentar uma relação de autoconfiança e segurança com os seus corpos. O despertar do sentimento de vergonha, é muitas vezes associado, incorretamente, a esta experiência e impede o desenvolver da capacidade de comunicar sexualmente o que se quer e o que não se quer desde o início da vida sexual. Também importante é a utilização de termos anatómicos corretos - tais como pénis, escroto, vagina e vulva - uma vez que estes são benéficos para o desenvolvimento precoce da confiança e autoestima. Ao utilizar este vocabulário, os jovens estão a ter uma compreensão básica das suas partes sexuais e também ajuda a munir as crianças com uma compreensão mais profunda do seu próprio corpo, o que ajuda a que estejam mais protegidas e alerta para a violência sexual3.

Educar e estimular o consentimento

Muitas pessoas lembram-se da sua primeira experiência sexual rodeadas de pressão social e não do verdadeiro desejo. É importante apoiar os jovens no desenvolvimento da atividade sexual para que sejam menos influenciados por forças externas... Contudo, esta teoria pode ser difícil de aplicar para um adolescente, especialmente se ele ou ela não tiver recebido educação sexual e não tiver explorado o seu próprio desenvolvimento sexual, o que inclui a normalização da autodescoberta e masturbação.

Para os adolescentes mais sensíveis, esta exposição precoce ao sexo pode ter um grande impacto no seu desenvolvimento emocional. Por conseguinte, é importante que, pouco a pouco, a pessoa se sinta capaz de expressar os seus próprios limites enquanto, em paralelo, recebe informação sobre infeções sexualmente transmissíveis (DSTs) e possíveis gravidezes indesejadas.

Preparando-se para começar uma vida sexual, pode ser benéfico para os jovens experimentarem primeiro o que gostam, experimentando sozinhos - ou talvez com um brinquedo sexual - e só depois o experimentem com outra pessoa. No final, o objetivo é que esteja preparado e que o desejo de ter sexo com o parceiro sexual nasça da vontade própria- e não de opiniões externas.

Procurar novos pontos de referência que não sejam a pornografia

Muitas pessoas têm o seu primeiro contacto sexual através da pornografia que é criada principalmente para homens heterossexuais. Há representações menos precisas de outras sexualidades, especialmente casais do mesmo sexo. Isto pode frequentemente levar à homofobia, que pode asfixiar o desenvolvimento sexual. Por outro lado, a exposição à pornografia pode também desempenhar um papel na facilitação da curiosidade sobre o sexo, o que pode tornar os adolescentes mais vulneráveis a situações precoces e sem consciência.

Em qualquer caso, os pais desempenham um papel muito importante no desenvolvimento sexual dos seus filhos, uma vez que são eles a influência mais próxima. No entanto, na maioria das famílias é difícil ter conversas abertas sobre sexo ou masturbação. Infelizmente, esta ambiguidade pode levar a sentimentos conflituosos e contribuir para o embaraço e ansiedade em torno do sexo. No final, a falta de modelos sexuais traduz-se num impacto negativo nos jovens, que pode ser remediado através de conversas sobre sexualidade em casa.

 

Referências:

1 Estudo realizado pela equipa do projecto Aventura Social, da Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade Técnica de Lisboa.
2 Medical study: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/3550126/
3 Article from Colorado Coalition Against Sexual Assault: https://www.ccasa.org/actual-anatomy-teaching-your-children-body-parts/

Fonte: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Pela 3ª vez, humorista é o embaixador da Semana da Hipertensão
Pelo terceiro ano consecutivo, a Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) volta a contar com o apoio de Nilton como embaixador...

Através desta campanha, a SPH pretende consciencializar para os fatores de risco coadjuvantes, incentivar idas ao médico e motivar a adesão à terapêutica. Conhecida como a “doença silenciosa”, a Hipertensão afeta 42,2% dos portugueses. Não tem sintomas e está ligada a doenças cardiovasculares graves, com taxas de mortalidade ou incapacidade crónica elevadas.

A SPH assinala a Semana da Hipertensão, no âmbito do Dia Mundial da Hipertensão a 17 de maio. Além da participação do Nilton, esta iniciativa conta com atividades online no Facebook, Instagram, Youtube e site da SPH (http://www.sphta.org.pt/) para esclarecer dúvidas, promover hábitos de estilo de vida saudável e alertar para as consequências da PA mal controlada.

O objetivo é desconstruir mitos relacionados com o quotidiano de um doente hipertenso, incentivar a prática de atividade física regular e uma alimentação saudável com baixo teor de sal. Paralelamente, decorrem ações de rastreio e informativas, no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.

 

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