Clínica da Performance
Espaço cultural, que é também um hotel, dispõe de um serviço inovador especializado em melhorar o desempenho de intérpretes de...

Além das dores financeiras, por conta dos lockdowns da pandemia, dois anos de quase inatividade profissional também deixaram mossa nos músculos e nas articulações – e não só - dos músicos portugueses. E a intermitência da retoma trouxe à tona stress acumulado e ansiedades variadas em muitos deles. Que estão a recorrer a ajuda clínica para ultrapassar dores recentes e antigas.

Quem o nota é Flora Vezzá, uma doutorada em saúde pública que faz da fisioterapia preventiva e da ergonomia a sua especialidade e arte, em prol da comunidade musical que recorre às valências da Clínica da Performance do M.Ou.Co..

Segundo a diretora do departamento de Música e Saúde deste espaço multicultural (com hotel dentro) que estreou no Porto há quase oito meses, o desconfinamento agravou as queixas decorrentes dos desequilíbrios, sobrecargas e/ou assimetrias corporais ditadas pelos gestos e posições a que os instrumentos “obrigam” os intérpretes.

Mas a Clínica da Performance do M.Ou.Co. sabe bem que tem de atuar em vários domínios, até sobre “as rotinas e os rituais que os músicos utilizam para aplacar demónios e inquietações prévias às atuações”, sublinha a especialista, habituada a ver menorizados pormenores tão simples como os aquecimentos e as pausas. “Não são desperdício de tempo. O nosso corpo é um sistema e qualquer má postura pode afetar a respiração. Inclusive de músicos muito experientes, que nos chegam cheios de queixas e desassossegos. A pandemia, notámos, veio agravar tudo”, enfatiza Flora Vezzá.

Costumamos endeusá-los, e até a vê-los como imortais. Mas os músicos que admiramos são profissionais de alta performance que no dia-a-dia sofrem tanto física como psicologicamente, inclusive de uma forma exponenciada. Tudo por causa das (nada) simples circunstâncias da profissão. Que dos ensaios aos palcos não só não lhes “ensina” a correta ergonomia dos movimentos (que vão deixando mossa pela repetição e exaustão) como também os canaliza na busca de um incessante perfecionismo e a uma exposição permanente do seu mundo interior. Resultado: uma grande parte acaba extremamente sensível ao erro e com crises que podem gerar depressões, sentimentos rotineiros quantas vezes deitados para trás das costas pela voragem do show business…

Ora bem, uma unidade hoteleira com uma sensibilidade tamanha que a leva a criar um departamento dedicado à saúde do músico parece “futurologia”, mas o M.Ou.Co. assumiu desde a génese um direito à diferença que, além de tudo mais, o fez meter mãos à obra de uma realidade onde “ainda existem muitos tabus”, reconhece Flora Vezzá. É que, complementa, “muitos músicos evitam falar destes temas publicamente”, para que eles “não afetem as respetivas carreiras”.

Músicos e outros artistas trabalham durante anos para aperfeiçoar os movimentos e alcançar uma técnica corporal sofisticada e eficiente. É um processo longo até chegarem à mestria e atingirem os resultados que procuram: a precisão do som puro, do ritmo perfeito, da interpretação desejada. Há momentos, porém, em que o músico não está na melhor condição, sofrendo de traumas, lesões e dores decorrentes do desempenho, ou que têm impactos sobre ele.

Queixas não conhecem fronteiras artísticas e atingem inclusive nomes sonantes

A Clínica foi planeada para ir ao encontro das dores dos músicos e fundamenta-se em princípios da ergonomia e das ciências da performance. Ela oferece um estudo sistemático das relações do executante com o seu instrumento e a sua prática musical.

E, de facto, a aposta do M.Ou.Co. parece estar a fazer a diferença e a dar resultados, pois que, revela Flora Vezzá, têm sido vários os profissionais, “alguns de grande projeção nacional”, a recorrer aos serviços disponibilizados há quatro meses no gabinete localizado na área exterior ajardinada do complexo. Precisamente na parte mais alta e com uma visão quase a 360 graus da envolvência.

Por sigilo profissional, a responsável, que chegou ao Porto já depois de trabalho desenvolvido em Londres (Inglaterra), Paris (França) e São Paulo (Brasil), não avança nomes, “até porque as queixas” a que dá seguimento, essas sim, “são as mais importantes”. Elas não conhecem fronteiras artísticas e provêm quer de executantes de música erudita (de vários instrumentos) quer de profissionais de sonoridades mais roqueiras, de bateristas a guitarristas, e igualmente vocalistas.

“Fazemos uma abordagem ao músico no desempenho do instrumento, tanto para atuar preventivamente e evitar sintomas, como para resolver as causas das manifestações”, explica Flora Vezzá.

O processo é simples e começa com uma entrevista inicial, para se conhecer o núcleo e a orla do problema em toda a sua extensão, perceber o historial da maleita e aferir os eventuais efeitos de abordagens ou tratamentos anteriores.

O modus operandi contempla também o registo videográfico do intérprete em desempenho instrumental, ao que se segue uma análise técnica sobre os gestos, as posturas e demais fatores, para localizar os focos e os riscos causadores dos sintomas. É nesta fase que as assimetrias, os desequilíbrios e as sobrecargas corporais - diagnósticos muito comuns - vêm à tona. As soluções ergonómicas que permitem contornar ou suplantar as queixas estão na relação entre o instrumentista, seu instrumento e o ambiente. E são disciplinadamente espoletadas com a sua ajuda, numa lógica de correção.

Este projeto do M.Ou.Co., no entanto, não se fica por aqui, dado que quer ter uma palavra a dizer – e a fazer - para fortalecer o papel da música na saúde da comunidade envolvente.

“Queremos estimular a realização de programas inovadores que articulem grupos da população e instituições locais (universidades, serviços de saúde, entidades de bairro, escolas e o poder público) no M.Ou.Co., para que a música e outras artes sejam elementos ao serviço da cultura, da saúde coletiva e do desenvolvimento social”, revela a especialista.

Na planificação para os próximos tempos entram, por isso, masterclasses interdisciplinares (para estimular a troca de conhecimentos na fronteira entre música e saúde), encontros de instrumentistas (para debater as particularidades, as exigências e os truques de cada especialidade musical) e oficinas formativas, para que a arte atue como ferramenta junto da comunidade local, numa lógica de educação e inclusão.

Era narcisista
Com o advento das redes sociais, da informação rápida, da instantaneidade das ações, pessoas como Einstein, Beethoven, e outros...

O neurocientista  Fabiano de Abreu Agrela explicou que, antigamente admirava-se o intelecto e os génios da época tinham oportunidades justamente pelo facto de as pessoas terem admiração por eles. “As pessoas apostavam neles. Hoje em dia, você passa despercebido no meio da multidão. Se tem uma boa ideia ou um pensamento revolucionário, as outras pessoas veem isso como competição pois estamos vivendo uma era narcisista”, afirmou.

Diante disso, se destacar, que é algo que as pessoas com inteligência acima da média fazem, pode acabar parecendo um problema para as demais pessoas. Para o PhD em neurociências, “terão pessoas que vão tentar negligenciar a capacidade intelectual dos outros. É necessário ter coragem para se sobressair”.

Fabiano também disse que essa era narcisista dos dias atuais se deve muito às famosas redes sociais, em que há uma certa disputa entre quem tem a melhor vida.

“Dentro dessa cultura de rede social, em que o que você posta é o que define quem você é, as pessoas competem entre si para serem aceitos. A cultura da rede social aumenta o narcisismo que já é inerente aos seres humanos”, disse.

O professor também explicou que, quando estamos atrás de uma tela, estamos mais sozinhos, porque a interação real e humana ao nosso redor acaba diminuindo. “Se tivéssemos uma interação maior entre as pessoas, a necessidade de aceitação não seria tão grande assim.”

 

 

 

 

 

 

Para profissionais de saúde
O Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira acolheu nos dias 3 e 4 de junho a realização de mais um Curso Europeu de...

Destinado a profissionais de saúde, este curso intensivo de dois dias, tem o objetivo de treinar os formandos para o reconhecimento e intervenção imediata, de crianças e lactentes com insuficiência respiratória ou circulatória e para a aquisição de novas competências / aplicação de técnicas que evitem ou controlem a rápida progressão de uma paragem respiratória ou cardiorrespiratória, e ainda a estabilização, monitorização e transferência segura destes doentes.

O programa intensivo, deste curso avançado em reanimação pediátrica é composto por palestras, bancas de competências integradas e cenários dinâmicos de treino, com recurso à simulação.

 

 

Prazo de candidaturas à Bolsa de investigação na área da leucemia mieloide crónica prolongado
Acaba de ser prolongado o prazo de candidaturas à bolsa de investigação clínica que vai atribuir 15 mil euros ao melhor projeto...

Podem candidatar-se a esta bolsa todos os projetos subscritos por investigadores nacionais ou estrangeiros a trabalhar em instituições portuguesas e com formação profissional e/ou académica superior. Serão valorizados projetos de caráter multidisciplinar e de colaboração/parceria entre várias instituições, nomeadamente com associações de doentes. As candidaturas devem ser submetidas por email para a APCL, para o endereço [email protected] . O regulamento poderá ser consultado no site da APCL, aqui.

Estima-se que, em Portugal, sujam aproximadamente 100-150 novos casos por ano. A LMC representa cerca de 15% do total de todas as leucemias. É ligeiramente mais frequente no sexo masculino, sendo geralmente diagnosticada entre os 50-60 anos de idade e muito rara na infância.

 

 

Para profissionais e estudantes
É, amanhã, lançado na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), o livro Gerir com Qualidade em Saúde (editado pela...

A obra, redigida por uma equipa multidisciplinar de autores ligados a várias organizações, com a coordenação de Manuela Frederico (professora coordenadora na ESEnfC, doutorada em Ciências Empresariais) e de Fernando Sousa (enfermeiro gestor do CHUC - Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, doutorado em Gestão), é apresentada, a partir das 16h30, no bar do edifício do Polo A da ESEnfC (Avenida Bissaya Barreto, em Celas).

Estarão presentes, na sessão, o presidente do Conselho de Administração do CHUC, Carlos Santos (que prefaciou a obra), a Presidente da ESEnfC, Aida Cruz Mendes, e a enfermeira diretora do CHUC, Áurea Andrade.

Gerir com Qualidade em Saúde «é uma obra atual» e «um instrumento muito útil para todos os profissionais de saúde e estudantes que se interessem por esta temática», lê-se numa nota de apresentação deste livro que tem, também, como público-alvo gestores e clínicos hospitalares.

O livro estrutura-se em três partes – “Gestão”, “Organização, comunicação e recursos humanos” e “Qualidade” – e 21 capítulos em cuja conceção «houve a preocupação, sempre que necessário, de fundamentar teoricamente os temas, complementando com a componente prática, necessária para a abordagem das respetivas matérias, o que inclui a apresentação das principais linhas orientadoras desta área do conhecimento».

 

Candidaturas até 30 de junho de 2022
A Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) e a Sociedade Portuguesa de Hematologia (SPH), com o apoio da Amgen...

A Bolsa de Investigação em Mieloma Múltiplo representa um importante incentivo aos investigadores envolvidos no diagnóstico e tratamento do mieloma múltiplo, na qual é crítico melhorar os resultados em saúde. O Mieloma Múltiplo é uma doença hemato-oncológica rara, sem cura até ao momento. Esta bolsa dirige-se a investigadores nacionais ou estrangeiros que desenvolvam projetos em instituições portuguesas, e é encorajada a colaboração e parceria entre várias instituições, bem com a interdisciplinaridade.  

 Todos os projetos submetidos serão avaliados por um júri idóneo, composto por peritos de reconhecido mérito em investigação científica e experiência profissional e/ou académica em hemato-oncologia em Portugal e/ou internacional, nomeado pela APCL e SPH. O regulamento da bolsa de investigação em Mieloma Múltiplo pode ser consultado nos sítios dos parceiros.  

As candidaturas devem ser formalizadas para o e-mail [email protected], até às 24 horas de 30 de junho de 2022. 

 

 

 

Cuidar da Visão
Há cerca de um mês, e depois de vencer a 10.ª etapa do Giro de Itália, o ciclista Biniam Girmay abri

Fogueiras e fogos de artifícios em arraiais de rua:  a falta de cuidado com o fogo pode trazer sérios riscos à saúde dos olhos como queimaduras que, mesmo leves, podem atingir a córnea e comprometer seriamente a visão. 

Estes cuidados alargam-se aos churrascos - sobretudo se estiver vento, as brasas do carvão podem voar até qualquer parte do corpo- provocando queimaduras mais ou menos graves na pele, e claro, também nos olhos propriamente ditos.

Martelinhos e alho-porro: em muitos locais do País existe a tradição de dar com um martelinho e/ou um alho porro na cabeça de quem passeia. Cuidados a ter: mesmo sem querer, esta brincadeira pode não atingir a cabeça, mas sim a parte dos olhos, podendo provocar lesões.

Também num bailarico tenha cuidado com os cotovelos (os seus e os dos outros!)

Quanto aos inofensivos manjericos, fica o alerta para as eventuais alergias a esta planta assim como os pauzinhos/arames que seguram as quadras populares e que podem ferir os olhos.

Não esquecer que o mês dos Santos populares é também um mês em que muitas pessoas começam as suas férias - por isso, se vai de férias, não se esqueça de levar os seus medicamentos oftalmológicos habituais, juntamente com um bom protetor solar - que possa ser aplicado nas áreas em redor dos olhos, incluindo as pálpebras - e óculos de sol com 100% de proteção UV, que deve usar no exterior mesmo que esteja nublado. Se nadar em piscinas, o cloro pode irritar e secar os olhos, pelo que se recomenda a utilização de óculos de natação.

Todos estes cuidados devem ser redobrados com e perto de crianças.

Cuidados na abertura de garrafas de espumantes, champanhes, vinhos verdes ou outras bebidas com pressão:

  • Espumante frio e champanhe frescos antes de abrir: é mais provável que a rolha de uma garrafa quente rebente inesperadamente;
  • Não sacudir a garrafa: agitar aumenta a velocidade a que a rolha deixa a garrafa, aumentando assim as hipóteses de lesões oculares graves;
  • Aponte a garrafa para um ângulo de 45º longe de si próprio e de qualquer observador e segure a rolha com a palma da mão enquanto retira o capuz de arame da garrafa;
  • Coloque uma toalha sobre toda a parte superior da garrafa e agarre a rolha;
  • Rodar a garrafa enquanto segura a rolha num ângulo de 45º para quebrar o selo;
  • Contrariar a força da rolha usando pressão para baixo à medida que a rolha se liberta da garrafa.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Webinars têm data marcada a 21, 23, 28 e 30 de junho
Junho é considerado o mês da consciencialização para a temática da infertilidade. Para contribuir para a sensibilização e...

Desenvolvidas em colaboração com os Centros de PMA AVA Clinic, Clinimer, Ginemed e Procriar, as sessões, sempre às 21h00, contam com o contributo de cinco especialistas nacionais que abordarão a infertilidade, do diagnóstico ao tratamento. Cada webinar terá cerca de 40 minutos, sendo os 10 minutos finais reservados para dar resposta às questões colocadas pelos participantes através do chat da plataforma. 

A primeira sessão, a 21 de junho, é dedicada ao tema “As causas e o diagnóstico da infertilidade”, e é orientada por José Cunha, Médico Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Sub-especialista em Medicina da Reprodução e Diretor Clínico da AVA Clinic.

O segundo webinar, no dia 23, vai abordar os tratamentos existentes de PMA e fica a cargo de Margarida Silvestre, Médica Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Vice-Presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Reprodutiva (SPMR) e Sócia-gerente da Clinimer.

Já no dia 28, os participantes vão poder ouvir Ana Paula Soares, Médica Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Sub-especialista em Medicina da Reprodução e Diretora Clínica da Ginemed, e Cátia Rodrigues, Médica Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Sub-especialista em Medicina da Reprodução e Médica da Unidade de Reprodução da Ginemed, sobre o tema “A idade ovárica e a preservação da fertilidade”.

O ciclo de webinars termina no dia 30, com uma sessão dedicada à doação de óvulos, dirigida por Joana Mesquita Guimarães, Médica Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Sub-especialista em Medicina da Reprodução, Vogal da SPMR e Diretora Clínica da Procriar.

Os profissionais de saúde que se inscreverem no Fertilidade + e assistirem a um ou mais webinars vão receber, após a finalização do programa, um certificado de participação. As inscrições estão disponíveis aqui: https://www.organonconnect.pt/fertilidade-mais-inscricao.xhtml

 

 

9 e 10 de junho
Nos dias 9 e 10 de junho, entre as 10h e as 17h, a cidade de Braga recebe o camião da campanha “Here For You”, onde será...

A iniciativa da Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular (SPACV) conta com o apoio da Câmara Municipal de Braga e da Medtronic e tem como objetivo sensibilizar a população para a importância do diagnóstico precoce desta doença silenciosa.

O rastreio, dirigido sobretudo a homens com mais de 65 anos, é constituído por um questionário sobre os fatores de risco do AAA e uma simples ecografia abdominal – um exame indolor e não invasivo, que utiliza ecografia para a obtenção de imagens da aorta, permitindo assim a sua avaliação.

Os rastreios serão realizados por cirurgiões vasculares dentro do camião que estará no estacionamento situado entre o Instituto Ibérico de Nanotecnologia e o Parque Desportivo da Rodovia, na cidade de Braga, que este ano recebe as comemorações do Dia de Portugal, assinalado a 10 de junho.

“É com muita satisfação que anunciamos esta iniciativa de sensibilização, que pretende alertar a população para o AAA, o aneurisma periférico mais frequente, mas que continua a ser desconhecido da maioria da população portuguesa”, afirma Clara Nogueira, Secretária-Geral da SPACV.

“Uma das principais complicações nos doentes com AAA tem a ver com o seu risco de rotura, que apresenta uma taxa de mortalidade entre 65 e 91%. Se o aneurisma não for identificado e tratado a tempo, pode crescer e romper”, alerta a especialista, acrescentando: “A maioria dos doentes com AAA não apresenta qualquer tipo de sinal ou sintoma. Como tal, o rastreio é fundamental para a sua deteção precoce”.

O AAA é uma doença grave que, frequentemente, não apresenta quaisquer sintomas. Trata-se de uma dilatação lenta e progressiva da aorta, a maior artéria do organismo, a qual, quando rompe, origina uma perda de sangue muito grave que pode resultar em morte súbita. Determinados fatores genéticos e ambientais são propensos ao seu desenvolvimento.

O risco é maior nos homens caucasianos com mais de 60 anos, fumadores ou ex-fumadores e com comorbilidades associadas, como hipertensão arterial, doença aterosclerótica e sedentários. Ainda que os fatores genéticos não estejam completamente esclarecidos, sabe-se que 20% dos doentes possuem historial familiar de aneurisma.

Sessão online
Os primeiros dias da vida de um bebé são muito importantes para estabelecer uma forte ligação com os pais. Nas Conversas com...

Proteger os direitos da parentalidade é essencial para o bebé e para que os pais possam viver plenamente esta fase das suas vidas – a advogada Carla Figueiredo irá falar sobre este tema, no dia 7 de junho, pelas 17h00. Ainda neste dia, a enfermeira especialista em saúde materna e obstétrica Núria Durães vai estar à conversa com os pais sobre a hora do banho do bebé e a importância da hidratação da sua pele.

No dia 9, também às 17h00, a estimulação do desenvolvimento da linguagem dos bebés até aos 2 anos será abordada pela terapeuta da fala e instrutora de babysigns Carina Pinto. Para os pais saberem quais são e quando começam os cinco sentidos do recém-nascido, e enfermeira especialista em saúde materna e obstétrica Conceição Santa-Martha irá falar com os pais sobre esta descoberta.

O momento do parto é muito importante para o desenvolvimento do bebé, e a maneira como a mãe vive esta fase pode ser um indicador das emoções futuras do bebé. Por isso, a mãe deve sentir-se o mais relaxada e feliz possível, sendo essencial que a hormona oxitocina esteja presente neste momento. Para ajudar a preparar a mãe emocionalmente para o parto e para a construção do kit de oxitocina, a enfermeira especialista em saúde materna e obstétrica Teresa Coutinho irá estar á conversa com as famílias no dia 13 de junho, pelas 17h00. O papel do pai para a vida do bebé será, ainda, abordado pela enfermeira e conselheira em aleitamento materno Raquel Fonseca.

Para que os pais fiquem a par da importância das células estaminais, especialistas em células estaminais da Crioestaminal, o único laboratório em acreditação internacional pela Association for the Advancement of Blood & Biotherapies (AABB), irão desvendar, em todas as sessões, o que são, a sua utilidade e os tratamentos possíveis com estas células.

 

Investigação da Universidade de Coimbra
Uma equipa da Universidade de Coimbra (UC) está a desenvolver um projeto de investigação junto da comunidade escolar para...

Os resultados, já publicados em dois estudos, revelam que a intervenção focada na compaixão que foi implementada a professores – o Treino da Mente Compassiva para Professores (Compassionate Mind Training for Teachers) – é viável e altamente promissora. Revelou-se eficaz na promoção da compaixão (em relação ao eu e aos outros) e do bem-estar e na redução de sintomas de depressão, de ansiedade e stress, de burnout e do sofrimento psicofisiológico dos professores. A equipa de investigação estima que esta intervenção possa ser implementada a nível nacional, para que professores e psicólogos de escolas portuguesas possam também utilizá-la, depois de devidamente formados, com vista à promoção do bem-estar e da saúde mental dos professores. A implementação desta intervenção no âmbito destes dois estudos foi realizada junto de cerca de 200 professores, de escolas de meios urbanos, semiurbanos e rurais da Região Centro (Coimbra, Nelas, Satão e Viseu), que têm inscritos alunos de diferentes perfis socioeconómicos e comportamentais.

A investigação é liderada por Marcela Matos, investigadora doutorada da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC) e do Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo Comportamental (CINEICC). Integra o projeto internacional “Escolas Compassivas”, financiado pela Reed Foundation e pela Compassionate Mind Foundation, que arrancou no final de 2017. O projeto tem vindo a ser implementado em Portugal e no Reino Unido. A aplicação do estudo nestes dois territórios distintos tem decorrido para “perceber a viabilidade e a eficácia não apenas nos dois países, individualmente, mas também em termos transculturais, entendendo em que medida é que este mesmo programa se mostra eficaz quando aplicado em países com sistemas educativos diferentes”, salienta Marcela Matos.

O Treino da Mente Compassiva é uma intervenção focada na compaixão, que é parte integrante de uma abordagem psicoterapêutica chamada Terapia Focada na Compaixão (Compassion Focused Therapy), desenvolvida por Paul Gilbert (Universidade de Derby, Reino Unido). “É uma abordagem biopsicossocial, evolucionária, baseada em evidências, que pode ser aplicada não apenas a populações clínicas, mas à população em geral e a grupos específicos”, refere Marcela Matos. A investigadora da UC explica que esta intervenção “pretende que as pessoas desenvolvam competências sociais, cognitivas, emocionais e comportamentais associadas à sua motivação/capacidade para a compaixão, desenvolvendo e treinando competências para serem mais compassivas para com elas mesmas, mais compassivas para com os outros, estarem mais disponíveis para receber ajuda e suporte por parte dos outros e a serem menos autocríticas”.

Nesta intervenção grupal, pretende-se desenvolver e estimular sistemas biofisiológicos específicos associados ao bem-estar e à forma como o nosso corpo responde ao stress, e treinam-se competências de regulação das emoções (como os estados emocionais negativos, que emergem perante as dificuldades da vida), formas de estar nas relações interpessoais (nomeadamente, no contexto profissional), como também competências comportamentais para lidar de forma adaptativa com as dificuldades e os desafios da vida. O Treino da Mente Compassiva é aplicado com recurso a psicoeducação e a um conjunto de exercícios e de práticas experienciais baseadas no mindfulness, no treino da atenção, em práticas de imaginação focadas na compaixão e em exercícios comportamentais, estimulando momentos de partilha e de reflexão.

Em termos científicos, e de acordo com esta abordagem, a compaixão é “uma sensibilidade ao sofrimento, no próprio e nos outros, a par de um profundo compromisso para tentar aliviar ou prevenir este sofrimento”. Envolve “coragem, para nos aproximarmos e lidarmos com o sofrimento, e sabedoria e compromisso, para desenvolvermos competências para lidar com as situações difíceis”, frisa a investigadora.

No âmbito do projeto “Escolas Compassivas”, foram já publicados dois estudos nas revistas científicas Mindfulness e PLoS One, que atestam a viabilidade e eficácia do Treino da Mente Compassiva para Professores. A coordenadora da investigação destaca o facto de os professores terem recebido bem esta intervenção, tendo sido avaliada “como sendo implementada com elevada qualidade e como sendo uma intervenção útil para a sua vida pessoal e profissional”. A investigadora explica que os dados colhidos nas intervenções, agora publicados, revelam o aumento do afeto positivo, que faz com que “as pessoas se sintam mais seguras, mais ligadas aos outros, mais relaxadas e com maior vitalidade e energia, estando mais motivadas para lidar com as dificuldades e desafios da vida”.

Um dos principais resultados revelados pelos estudos foi o impacto da intervenção em sistemas fisiológicos específicos. Marcela Matos explica que “os professores que realizaram esta intervenção revelaram melhorias na variabilidade cardíaca, um indicador da ativação do nosso sistema nervoso autónomo parassimpático relacionado com a forma como o corpo regula fisiologicamente o stress, associado a sentimentos de segurança, contentamento e calma e a uma maior capacidade de auto-tranquilização face ao stress”, apresentando, assim, “melhorias na sua capacidade de regular o stress”. O impacto na redução dos níveis de burnout (como exaustão física, emocional e cognitiva) dos professores é também frisado por Marcela Matos, tratando-se este de um “aspeto fundamental da saúde mental dos professores.”

Outro resultado muito significativo foi a manutenção dos ganhos da intervenção ao longo do tempo. Para atestar este parâmetro, foi feito um acompanhamento dos professores três meses após a implementação da intervenção, que revelou que “as melhorias encontradas após a intervenção foram mantidas” e que “não houve agravamento da sua saúde mental e psicológica”, afirma Marcela Matos.

A próxima etapa do projeto de investigação arranca em setembro de 2022, em que três intervenções específicas de Treino da Mente Compassiva vão ser implementadas a outros agentes da comunidade educativa: crianças, adolescentes e pais. Na fase final do projeto, pretende-se que os professores que realizem esta formação possam vir a implementar, eles próprios e em contexto escolar, a intervenção aos seus alunos.

A par destas ações, decorrem também dois outros estudos. Um dos estudos que está a ser desenvolvido pretende “avaliar em que medida esta intervenção é eficaz se for implementada noutras escolas, por profissionais de saúde mental que tiveram formação com a equipa que desenvolveu o programa de intervenção”, explica Marcela Matos. O trabalho já está em curso junto de uma equipa de Guimarães, estando a ser implementado em agrupamentos escolares do município. O outro estudo está a ser desenvolvido para “compreender em que medida é que o Treino da Mente Compassiva tem impacto, não apenas em indicadores de saúde psicológica, mas também em indicadores fisiológicos, autonómicos, neuroendócrinos, imunológicos, e epigenéticos de stress e de pró-sociabilidade”, adianta a investigadora da UC.

O artigo publicado na revista científica Mindfulness está disponível aqui e o estudo publicado no jornal científico PLoS One pode ser consultado aqui.

Dia Mundial do Ambiente
Acontece no próximo domingo (5 de junho), Dia Mundial do Meio Ambiente, em Coimbra, a 4ª edição da iniciativa de voluntariado...

Com início pelas 9h30, e até cerca das 12h30, voluntários da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), com a colaboração de outros cidadãos e parceiros institucionais, farão uma ação de limpeza do rio Mondego (onde sempre se acumulam plásticos, garrafas de vidro, máscaras e outros desperdícios desagradáveis), numa extensão entre a ponte de Santa Clara e a ponte pedonal Pedro e Inês.

Com o ponto de encontro marcado para o Coimbra Stand Up Paddle/Centro Náutico, no Choupalinho (margem esquerda), a iniciativa começa com ritmos afro-latinos (10h00), trazidos pela Tribo da Dança (Centro Norton de Matos), seguindo-se a limpeza, a pé ou em prancha de paddle, das margens e do leito do rio que nasce na Serra da Estrela.

Durante o dia, haverá outras atividades paralelas, como uma ação para “Promoção de uma exposição solar segura”, dinamizada pelo projeto des.Liga - Departamento de Educação para a Saúde da Liga Portuguesa contra o Cancro, que conta com a participação de estudantes voluntários da ESEnfC.

Já no Museu da Água de Coimbra (Parque Dr. Manuel Braga, na margem direita), às 11h00, haverá jogos tradicionais portugueses e brasileiros, dirigidos a crianças, com animação da equipa educativa da Recortar Palavras e do músico Alex Lima.

São parceiros da iniciativa “Mondego limpo tem mais encanto”, promovida pelo Gabinete de Apoio ao Voluntariado da ESEnfC, a Escola Universitária Vasco da Gama, o clube Coimbra Stand Up Paddle, a Tribo da Dança, o projeto des.Liga, a empesa municipal Águas de Coimbra e a Associação de Estudantes da ESEnfC.

A participação no evento é gratuita, sendo necessária inscrição (no formulário online disponível em https://forms.gle/EaNk91TbpUi3KWL3A).

A ESEnfC é signatária da Carta de Compromisso das Instituições do Ensino Superior com o Desenvolvimento Sustentável, que representa a vontade de cumprir «um papel central na evolução para uma sociedade sustentável, livre, justa, solidária e tolerante, caraterizada pelo respeito pela natureza e pela pessoa humana». É, ainda, membro da Rede Campus Sustentável e da Rede de Voluntariado do Ensino Superior, sendo uma das escolas galardoadas com a Bandeira Verde do programa Eco-Escolas.

Estudo “Disrupção em Oncologia por Força da COVID-19” com apoio da MSD
O estudo “Disrupção em Oncologia por Força da COVID-19” foi desenvolvido pelo Instituto de Saúde Pública da Universidade do...

Tendo como base a experiência de profissionais de saúde envolvidos em atividades de rastreio de cancro, diagnóstico, tratamento e cuidados paliativos prestados a doentes com cancro, assim como a opinião de doentes oncológicos e seus familiares, o relatório disponibilizado no site do ISPUP surge da necessidade de compreender a forma como a pandemia tem influenciado a prestação de cuidados a doentes oncológicos, após verificar-se uma diminuição do número de novos diagnósticos e a alteração dos casos tratados, com um predomínio de doentes em estádios mais avançados.

O trabalho de investigação inclui a revisão literária, análises quantitativas descritivas, de informação da rotina assistencial do Serviço Nacional de Saúde (SNS), e de um estudo qualitativo com administradores hospitalares, profissionais de saúde e representantes de doentes, do qual resultaram recomendações para a recuperação da atividade de rastreio e adaptações inovadoras que mostraram ser benéficas para o acompanhamento destes doentes.

A redução do número de rastreios oncológicos realizados está identificada pelos entrevistados, bem como a diminuição dos cuidados de saúde direcionados aos doentes com cancro, destacando-se a falta de acesso aos cuidados de saúde primários e o consequente impacto no diagnóstico e referenciação por parte dos médicos de família. Verificou-se, igualmente, uma diminuição na realização de primeiras consultas e de cirurgias, situação que conduziu a um atraso nos novos tratamentos de quimioterapia e radioterapia. Ainda sobre o plano terapêutico dos doentes, tanto as revisões, como os participantes no estudo qualitativo, relataram mudanças nos tratamentos em comparação ao período pré COVID-19, incluindo alteração de tratamentos intravenosos para tratamentos orais, bem como o adiamento/atrasos nos tratamentos, incluindo cirurgias, tratamentos sistémicos e radioterapia, em algumas unidades de saúde.

Quando questionados sobre as possíveis causas, os participantes indicam fatores relacionados com os próprios doentes (ex. receio de infeção por SARS-CoV-2), com os recursos disponíveis (ex. realocação de recursos de saúde para combater a pandemia) e com as medidas de confinamento (ex. dificuldades de acesso aos estabelecimentos de saúde).

Outro ponto que mereceu destaque neste estudo foi a capacidade de adaptação dos serviços de saúde, que se traduziu em alterações de infraestruturas, readaptação de equipamentos e criação constante de novos protocolos de atuação. Está evidenciado que os profissionais de saúde recorreram à teleconsulta, a videoconsulta e o e-mail, para garantir um apoio médico permanente e de proximidade com os doentes oncológicos e seus familiares, evitando, assim, deslocações desnecessárias aos serviços de saúde. Contudo, embora os inquiridos defendam que as tecnologias de comunicação devem ser mantidas nos casos em que a deslocação não seja estritamente necessária, o estudo salienta as desigualdades socioeconómicas no acesso à telemedicina - nem todos os doentes tinham equipamentos, literacia e competências para beneficiarem adequadamente deste recurso.

Por último, o trabalho de investigação liderado pelo ISPUP demonstra que a pandemia trouxe consequências psicológicas para os doentes com cancro, tendo sido reportado pelos diferentes grupos de entrevistados o aumento da procura por apoio psicológico e serviço social. No caso dos profissionais de saúde, o grupo experienciou um grande desgaste físico e emocional que se deveu, sobretudo, à falta de profissionais em todos os setores do SNS, agravada pelo elevado absentismo por COVID-19 ou isolamento profilático, assim como a sobreposição de tarefas.

Os resultados deste estudo demonstram que é urgente desencadear um conjunto de ações consertadas pelos diferentes stakeholders, de forma a minimizar o impacto da pandemia por COVID-19 na vida dos doentes oncológicos, dos profissionais de saúde e, ao mesmo tempo, garantir a sustentabilidade do SNS. No capítulo das recomendações sugeridas pelos participantes para recuperar potenciais atrasos no rastreio, diagnóstico e tratamento do cancro, salientam a contratação de mais recursos para o SNS, com o objetivo de aumentar a sua capacidade de resposta, ao nível da prestação de cuidados médicos a doentes com COVID-19, do apoio aos centros de vacinação e dos meios complementares de diagnóstico e terapêutica; a Reorganização e reforço dos cuidados de saúde primários, para retomar as atividades nos centros de saúde, melhorar a rede de referenciação e diagnóstico.

Por outro lado, chama a atenção para a necessidade de reativação de todos os rastreios oncológicos de base populacional e o reforço dos rastreios de proximidade para aumentar número de pessoas envolvidas anualmente; bem como a um investimento na melhoria da literacia da população em relação ao cancro.

Por fim, recomenda-se a elaboração de um plano de recuperação estruturado que envolva diferentes stakeholders.

Os participantes do estudo identificam a vontade de manter a redução do número de deslocações dos doentes oncológicos aos serviços de saúde, nomeadamente através da criação de condições para que possam realizar o maior número de tratamentos e consultas possíveis no mesmo dia e da domiciliação de alguns cuidados de saúde. É igualmente defendido o planeamento de alterações estruturais e funcionais para melhorar o atendimento do doente oncológico e respetiva monitorização. 

“Building Future Knowledge in mature B cell malignacies”
O prazo de candidaturas à 4.ª edição da bolsa “Building Future Knowledge in mature B cell malignacies” foi alargado até 30 de...

Todos os investigadores, nacionais ou estrangeiros, que estejam a desenvolver projetos em instituições portuguesas na área de investigação científica e/ou epidemiológica em neoplasias B de células maduras podem candidatar-se à bolsa. Serão valorizados projetos de carácter interdisciplinar e de colaboração entre instituições, com foco no estudo das áreas de tratamento, diagnóstico, epidemiologia, qualidade de vida dos doentes e impacto a nível sociológico.

As candidaturas devem ser enviadas para o email [email protected] até à nova data limite, 30 de junho. Para saber mais consulte o regulamento no site da APCL, aqui.

 

 

Alguns alimentos podem auxiliar na melhora da energia, disposição e até do humor
Algumas pessoas não sabem, mas alguns alimentos podem auxiliar na melhora da energia, disposição e até do humor, é o que...

De acordo com a nutricionista, o chá verde é uma ótima opção. “Fonte de cafeína, substância que possui ação termogénica e que proporciona mais energia e disposição. Também auxilia na melhora do humor e bem-estar, pois possui um aminoácido que quando liberado no nosso corpo aumenta a produção de dopamina e serotonina, o triptofano.”

Para ajudar na energia, Dani também citou o guaraná em pó. “O pó de guaraná é fonte de cafeína, que é um estimulante do sistema nervoso e que proporciona muita energia e disposição. Usado com moderação ajuda a melhorar o ânimo e a disposição.”

A profissional de saúde também lembrou do bom e velho café preto, que além de mais energia, pode ajudar na melhora do humor.

“A cafeína, presente no café é a substancia psicoativa que age no sistema nervoso central proporcionando aumento do estado de alerta, redução do sono, maior disposição e energia, sem contar que também pode melhorar o humor.”

Para além das bebidas com cafeína, Dani afirmou que a água de coco é uma das bebidas consideradas energéticas e naturais. “Além de melhorar a disposição, a água de coco é uma ótima fonte de hidratação para quem não gosta muito de consumir só água normal.”

O açaí também não poderia ficar de fora da lista, já que é um alimento rico em carboidratos e gorduras insaturadas, que auxiliam no controle da pressão arterial e do colesterol e de quebra proporcionam mais energia para o organismo. “É rico em vitaminas C, B1, e B2 e antioxidantes”, pontuou.

Para os amantes de chocolate, a sua versão amarga é uma ótima opção.
“O chocolate amargo é fonte de antioxidantes e também possui cafeína, o que ajuda a manter o corpo alerta, aumenta a disposição e energia”, finalizou Dani.

 

Projeto arranca em novembro
O enfermeiro português, Paulo Costa, conquistou uma das duas bolsas de investigação atribuídas em 2022 pela Sigma Europa ...

A bolsa, no valor de 3 mil euros, servirá para apoiar o desenvolvimento de um referencial que vai ajudar à tomada de decisão dos enfermeiros durante aquele procedimento clínico invasivo, em função da avaliação do risco de dificuldade associado à punção do vaso sanguíneo, seja para administração de terapêutica endovenosa, para colheita de espécimes, administração de meios de contraste, componentes sanguíneos ou alimentação parentérica (por via não oral).

Paulo Costa, a trabalhar na Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem, da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), explica que «até um terço dos utentes adultos» poderá «experienciar dificuldades na obtenção de um acesso venoso periférico» e que, «quanto maior for o grau de dificuldade, menor é a probabilidade de sucesso à primeira tentativa de punção».

De acordo com o investigador e assistente convidado na ESEnfC, «as tentativas múltiplas de punção esgotam a rede venosa periférica da pessoa, o que poderá resultar na necessidade de se optar por um acesso venoso central (de maior risco para o utente e com mais custos associados)». Além de que, prossegue Paulo Costa, «prejudicam a experiência de cuidados da pessoa», caraterizada por «dor, ansiedade e desmérito relativo ao profissional de saúde que a acompanha».

Com este trabalho pretende-se «expandir o potencial» de uma escala classificativa – Modified A-DIVA (Adult Difficult Intra Venous Access) Scale –, já adaptada à população portuguesa (no âmbito do projeto doutoral de Paulo Costa), enquanto «ferramenta que informe os profissionais de saúde sobre cuidados a ter durante a inserção e manutenção» dos dispositivos de acesso endovenoso periférico, potenciando «a qualidade e segurança dos cuidados prestados, assim como a experiência dos utentes», afirma o investigador.

Projeto que visa preencher “lacuna” em Portugal tem início em novembro

A escala em apreço permite classificar o risco de dificuldade – baixo (nível 0 e 1), médio (2 e 3) e alto (4 e 5) – dos acessos periféricos, de uma forma padronizada entre os profissionais, uniformizando a nomenclatura utilizada e promovendo a continuidade dos cuidados.

Paulo Costa afirma que, «em Portugal, ao contrário de outras técnicas e procedimentos clínicos, não existe uma norma ou padrão de qualidade para a cateterização venosa periférica», uma «lacuna [que] poderá, em parte, explicar as abordagens distintas» a este procedimento clínico invasivo, «identificadas em vários estudos realizados» no país (continente e ilhas) «nas últimas duas décadas».

«Associadas as estas práticas, identificam-se também taxas elevadas de complicações associadas e necessidade de novas cateterizações durante o período de internamento», conclui o assistente convidado da ESEnfC.

Paulo Costa receberá a bolsa de investigação em Dublin, durante a 6ª Conferência Bienal Europeia da Sigma, a realizar, de 22 a 25 de junho, na capital da Irlanda.

"Developing a data-based, evidence-informed algorithm to support nurses' peripheral intravenous catheterization practices of adult patients: the PIVC-DEAL Project" é o nome deste projeto, da iniciativa do enfermeiro membro do Capítulo Phi Xi da Sigma, sediado na ESEnfC, e que deverá ter início em novembro deste ano.

A Sigma (Sigma Theta Tau International - Honor Society of Nursing) é uma sociedade honorífica de Enfermagem, fundada em 1922, nos Estados Unidos da América, que promove atividades com vista à melhoria da saúde das populações, através do desenvolvimento científico da prática de Enfermagem e que só na Europa conta com onze capítulos.

O Capítulo Phi Xi, acolhido pela ESEnfC desde 2011, é composto por enfermeiros que, segundo os seus pares, se distinguem pela excelência na área clínica, na educação, na investigação e/ou na liderança em Enfermagem de instituições de saúde e ensino nacionais e internacionais.

 

Mayo Clinic
Os miomas uterinos são tumores não cancerígenos que crescem na parede do útero.

Michelle Louie, cirurgiã ginecológica da Mayo Clinic e especialista em miomas, diz que é importante conhecer as opções de tratamento e consultar um especialista.

Os miomas podem passar despercebidos em muitas gestações saudáveis. "Mas, dependendo do tamanho ou local, eles podem afetar a capacidade de uma pessoa engravidar, permanecer grávida ou ter uma gravidez saudável", diz a médica.

Os miomas são normalmente classificados com base no local do útero em que ocorrem.

"Um mioma submucoso tem maior probabilidade de afetar uma futura gravidez ou afetar a capacidade de engravidar ou conceber, enquanto miomas intramurais, especialmente se forem pequenos, provavelmente não vão ter efeito em uma futura gravidez ou na capacidade de engravidar," refere.

Pode ser solicitado um ultrassom ou uma ressonância magnética (RM) para avaliar as opções de tratamento.

"A cirurgia tradicional baseada em evidências para quem deseja uma futura gravidez é a miomectomia - um procedimento em que cortamos o útero para remover o mioma e depois cosemos o útero de volta para que seja preservado para a gravidez futura", diz.

As opções mais recentes minimamente invasivas incluem ablação por radiofrequência e embolização que permitem que a maioria das doentes vá para casa no mesmo dia com tempos de recuperação mais curtos.

A especialista reforça que os miomas podem complicar a gravidez em algumas pessoas. "Especialistas em miomas podem ajudar a orientar quanto à variedade de opções de tratamento, seja no tratamento dos sintomas como para possibilitar uma gravidez futura, se esse for um dos objetivos."

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Embolização Uterina 

O que são miomas?

Miomas uterinos: perdas sanguíneas e dor podem condicionar as férias 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Stroke Sunset
A edição de estreia da reunião prática “AVC 360º - Integrar e Aplicar” termina com uma “caminhada destinada à sensibilização da...

Nos dias 3 e 4 de junho decorrerá o evento “AVC 360º - Integrar e Aplicar”, organizado pela Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC), no Hotel Meliá, em Aveiro. Esta reunião representa “o retorno às atividades presenciais e, simultaneamente, uma oportunidade de convívio e networking entre os profissionais envolvidos na abordagem do AVC”, explica o Dr. Alexandre Amaral e Silva. O especialista salienta ainda o caráter de intervenção na comunidade, uma vez que o evento culminará numa caminhada de sensibilização da população para o AVC.

O Stroke Sunset é, assim, “o desfecho perfeito para a nossa reunião que tem como objetivo contribuir para o aumento da literacia da população em relação ao AVC, bem como ajudar a comunidade a reconhecer os sinais de alerta, os fatores de risco que estão inerentemente associados a esta doença e ajudá-los a encontrar um estilo de vida saudável de forma a prevenirem o AVC”, acrescenta o médico neurologista.

O especialista considera fundamental envolver tanto os profissionais de saúde como a população nestas atividades porque, apesar de toda a informação que existe, ainda há um longo caminho a percorrer no diz respeito ao conhecimento geral sobre esta patologia.

O Acidente Vascular Cerebral é considerado, atualmente, a principal causa de morte e de incapacidade permanente em Portugal. Estima-se que em uma em cada quatro pessoas venha a sofrer um AVC, de acordo com a World Stroke Organization (WSO). Desta forma, a SPAVC pretende aliar o convívio à prática de atividade física (uma das medidas de prevenção do AVC), estreitando a relação entre os profissionais de saúde e a comunidade local.

Todos os interessados estão convidados a participar nesta atividade gratuita e aberta à população, de todas as idades. “Juntem-se a nós nesta caminhada contra o AVC. Convidamos o público a vestir a camisola do Stroke Sunset e a caminhar pela Saúde”.

Pode acompanhar mais informações sobre a reunião prática “AVC 360º - Integrar e Aplicar” aqui

Profissionais da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, do ACES do Baixo Mondego e do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
Docentes, enfermeiras e enfermeiros especialistas em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica participam, amanhã (dia 3 de...

A iniciativa, a ter lugar no espaço do Seminário Maior de Coimbra, entre as 15h00 e as 17h30, é organizada pela Rede ESMO - Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica, uma colaboração interinstitucional que envolve a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Baixo Mondego e o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

A atividade é dinamizada pela Orquestra na Hora, que apresenta «um modelo de workshop que possibilita a grupos de pessoas sem quaisquer conhecimentos musicais tocarem violino em conjunto, formando uma pequena orquestra improvisada».

De acordo com a coordenadora da Unidade Científico-Pedagógica de Enfermagem de Saúde Materna, Obstétrica e Ginecológica da ESEnfC, professora Maria Neto Leitão, «esta ação, também com uma vertente cultural, insere-se no plano de atividades da Rede ESMO para 2022-2023, procurando fortalecer a cooperação cada vez mais efetiva entre os enfermeiros que a integram».

A atividade, no contexto da comemoração do Dia Internacional do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica (que se assinalou a 5 de maio), termina com uma sessão fotográfica no baloiço do Seminário Maior de Coimbra, com vista para o rio Mondego, e com um lanche partilhado no jardim.

Constituída em 2016, a Rede ESMO é uma cooperação técnica, científica e humanística de enfermeiros ligados à prática clínica, à gestão, ensino, formação e investigação, que visa potenciar sinergias no âmbito da saúde sexual, reprodutiva e neonatal.

O projeto Rede ESMO procura simplificar a parentalidade, tornando menos complexa a vida às mães e aos pais, implementar práticas mais uniformes no seio das maternidades e dos cuidados de saúde primários e estabelecer maior proximidade com as pessoas.

«Por uma sociedade onde cada filho seja desejado, cada parto ocorra em ambiente seguro e seja um acontecimento normal, e que cada pessoa vivencie uma sexualidade saudável», constitui a visão da Rede ESMO.

Segundo o Relatório Anual de 2019 da Discriminação Contra Pessoas LGBTQIA+ 1, 40% das pessoas inquiridas admite que se sentiram...

Estar bem consigo mesmo e ter amor próprio é cada vez mais importante. A autoestima é o resultado do conjunto de ações que são realizadas em prol da saúde mental e bem-estar de cada pessoa. Fazer o que mais gostamos, manter um diálogo interno positivo, abraçar características que não se gosta tanto e aprender a estabelecer limites são alguns dos sinais de autorrespeito e amor-próprio que devem ser colocados em prática. Esses indicadores são essenciais para identificar, reconhecer e atender às necessidades pessoais ao nível mental.

O problema da discriminação é, ainda hoje, uma das maiores barreiras com que a comunidade LGBTQIA+ tem de lidar, causando danos dificilmente reversíveis à saúde mental de algumas pessoas.

Devido a forma como a sociedade é estruturada e marcada pelo sistema binário, a comunidade LGBTQIA+ sente-se frequentemente deslocada e rejeitada – tendo que lidar com agressões físicas e verbais.

Perante esta situação, a Satisfyer quis contribuir com seu “grão de areia” através da criação do Clube do Amor Próprio. A inclusão e a saúde sexual são valores fundamentais para a marca, que defende que a saúde sexual é para todos, independentemente da preferência sexual, origem socioeconómica, idade e género. Durante o mês de junho, a marca incentivará os seus seguidores a abordar questões como a saúde mental, física e sexual.

Clube do amor próprio

É espaço seguro que estará aberto para todos, independentemente do género, idade, preferências sexuais ou identidade, e onde o foco é o amor-próprio.  Para participar basta:

- Viver ao máximo a própria sexualidade e necessidades pessoais, pois são essenciais para o desenvolvimento de cada indivíduo. Para isso, será fundamental aprender a eliminar as barreiras que nos limitam a aceitar plenamente o “eu”.

- Ser bom para si mesmo. É importante ter consideração consigo mesmo quando se trata de satisfazer os desejos sexuais, mas sem esquecer o respeito pelos outros. A autoexploração e a aceitação das necessidades pessoais são um passo importante para se sentir realizado em todas as áreas da vida.

- Partilhar as suas histórias, opiniões, pensamentos, experiências e preocupações com outras pessoas através da conta de Instagram @satisfyercom.

Em junho, amor próprio e saúde mental serão as palavras-chave e a Satisfyer convida a divulgar esses valores para que todos possam ter acesso a uma vida sexual plena e cuidar de sua saúde mental, independente de suas preferências sexuais.

 

 

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