Quando comparados a doentes sem fístulas
Estudo internacional mostra que pessoas com Doença de Crohn e fístulas perianais têm um impacto negativo mais significativo na...

A Takeda, em colaboração com a Federação Europeia das Associações de Crohn e Colite Ulcerativa ("EFCCA") e com a Associação Portuguesa da Doença Inflamatória do Intestino (APDI), anuncia os resultados de uma das maiores análises de questionários a doentes, e que teve como objetivo avaliar o real impacto das fístulas perianais na qualidade de vida de pessoas com Doença de Crohn (DC), em comparação com o impacto da DC sem fístulas perianais. 

 O estudo demonstra que as pessoas com DC e fístulas perianais reportam um maior impacto na sua qualidade de vida e um aumento de alguns sintomas, tais como dor anal ou corrimento perianal, quando comparados com pessoas com DC sem fístulas perianais. pessoas com DC e fístulas perianais também reportaram sentirem-se menos higiénicos, mais desconfortáveis e com sentimento de culpa sobre a sua condição em relação a familiares e amigos, do que pessoas com DC sem fístulas perianais.

As fístulas perianais são uma complicação grave e incapacitante da DC7, uma doença inflamatória crónica que afeta principalmente o trato intestinal e que está associada a uma diminuição da qualidade de vida dos doentes. Em pessoas adultas com DC, a incidência cumulativa de fístulas perianais estima-se que seja 15%, 21-23% e 26-28% após cinco, 10 e 20 anos, respetivamente. No entanto, foram conduzidos poucos estudos para avaliar a perspetiva das pessoas que vivem com esta condição.

 Para perceber o impacto desta condição em muitos aspetos da vida, o questionário realizado explorou tópicos em diversas áreas. Os resultados mostram um impacto significativo na vida profissional e social, assim como as fístulas perianais tiveram um impacto ainda mais negativo na capacidade das pessoas com DC praticarem desporto, trabalharem, terem relações pessoais e vida sexual. 37,4% das pessoas com DC e fístulas perianais afirmaram que não conseguiam praticar desporto, comparado com 25,7% de pessoas com DC sem fístulas perianais. Quando questionados sobre a atividade sexual, 26,4% das pessoas com DC e fístulas perianais evitaram ter relações sexuais, 6,9% terminaram relacionamentos e 5,5% evitaram novas relações devido à sua condição. Perto do dobro do número de pessoas com DC e fístulas perianais quando comparado com pessoas com DC sem fístulas perianais (14,3% vs 8%) admitiram ter mudado de profissão devido à sua condição. Adicionalmente, o estudo revelou que pessoas com DC e fístulas perianais têm mais dificuldades em falar sobre a sua condição com outros, o que provoca um impacto negativo nos seus relacionamentos.

“Estamos orgulhosos por termos realizado este estudo para avaliar o impacto das fístulas perianais na qualidade de vida na perspetiva única dos doentes”, afirma Luisa Avedano, CEO da EFCCA. “Os resultados reforçam o que há muito suspeitávamos: que as fístulas perianais afetam muito significativamente a vida das pessoas com a doença de Crohn. Os resultados vão-nos ajudar a trabalhar para capacitar as pessoas com doença de Crohn e que vivem com fístulas perianais, o que contribuirá para a melhoria da qualidade de vida.”.

Ana Sampaio, Presidente da APDI, reforça a importância dos resultados do estudo e refere "As pessoas que vivem com Crohn Fistulizante sofrem um grande impacto na sua qualidade de vida. Para abordar o tema lançamos no canal APDI do Youtube duas entrevistas. Uma entrevista com Paula Ministro, Presidente de GEDII e gastrenterologista, e outra com Luis Melo, que vive com esta realidade e é um exemplo de como dar a volta à DII".

De acordo com Paula Ministro, Presidente do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal (GEDII), “O impacto das doenças crónicas na qualidade de vida dos seus portadores é um aspeto premente ao qual nem sempre foi dada a devida atenção. O estudo acima citado apresenta dados concretos sobre o impacto negativo que a localização perianal tem na qualidade de vida dos doentes com Doença de Crohn (DC). A população estudada foi abrangente, proveniente de vários continentes, ressalvando a participação Portuguesa com 93 doentes. O Grupo de Estudos de Doenças Inflamatórias do Intestino (GEDII) congratula os autores e as associações de doentes, EFCA e APDI, pela colaboração na realização do estudo. A localização peri anal afeta até ¼ dos doentes com DC, é considerada um fator associado a uma evolução menos favorável da doença e afeta negativamente a qualidade de vida dos seus portadores com impacto no domínio pessoal, profissional e social. O resultado do estudo alerta para a necessidade de diagnóstico, tratamento e seguimento adequado destes doentes. A terapêutica da DC de localização perianal é complexa, exige interação médico-cirúrgica especializada e conhecimento aprofundado das alternativas terapêuticas.  Os objetivos da terapêutica visam evitar as complicações, o dano irreversível de estruturas nobres como o esfíncter anal, o qual é responsável pela continência de fezes e gases, bem como melhorar a qualidade de vida dos doentes.”

Webinar
Estão abertas as inscrições para o Webinar da Qualidade do CHUCB, uma iniciativa promovida pelo Serviço de Gestão da Qualidade,...

Com base no atual Plano Nacional para a Segurança dos Doentes (PNSD 2021-2026), que tem como principal propósito consolidar e promover a segurança e a qualidade da prestação de cuidados de saúde, em todo o sistema da saúde Português, esta reunião propõe uma análise plural e prospetiva dos cinco pilares que o estruturam, reconhecendo, por um lado, o foco nos doentes e seus familiares e, por outro lado, a importância de um empenho organizado e coeso, entre os gestores, líderes intermédios e profissionais de saúde, consolidado numa estratégia de melhoria contínua e não punitiva.

Desta forma, o Webinar da Qualidade do CHUCB pretende criar uma oportunidade para a comunidade científica e hospitalar partilhar as suas práticas laborais e refletir sobre as medidas e possíveis estratégias a aplicar para alcançar os objetivos, que compõem cada um dos 5 pilares do PNSD e que dizem respeito à Cultura de segurança (pilar 1), à Liderança e governança (pilar 2), à comunicação (pilar 3), à Prevenção e gestão de incidentes de segurança do doente (pilar 4) e às Práticas seguras em ambientes seguros (pilar 5).

 

Mediante inscrição
No dia 26 de maio, entre as 17h00 e as 19h30, a Academia Mamãs Sem Dúvidas vai realizar, pela primeira vez, um curso intensivo...

A sessão será conduzida pela Enfermeira Telma Cabral, especialista em saúde materna e obstetrícia e fundadora da Academia Telma Cabral, sendo dividida em duas partes, preparação para o parto e preparação do pós-parto, onde vão ser abordados tópicos específicos como o plano de parto, os sinais de trabalho de parto e formas de aliviar a dor, as vantagens de criopreservar as células estaminais do cordão umbilical, os primeiros 15 dias do bebé e os desafios da amamentação.

A inscrição no evento é obrigatória e habilita as participantes a receber um cabaz de produtos no valor de 500€, que inclui: uma mala de maternidade Bioderma, uma almofada 10 em 1 Nuvita, uma bomba manual Nuvita, oferta de uma ecografia Emocional 3D/4D da BebéVida e oferta de abertura de processo na adesão à criopreservação das Células Estaminais da BebéVida.  A vencedora será anunciada no dia 27 de maio, na página de Instagram da Mamãs Sem Dúvidas.

Para saber mais sobre a Academia Mamãs Sem Dúvidas, conteúdos informativos ou eventos consulte o website mamassemduvidas.pt .

 

 

Doença de Crohn e a Colite Ulcerosa
As Doenças Inflamatórias do Intestino (DII) são doenças crónicas, autoimunes, do tubo digestivo e in

As principais doenças inflamatórias do intestino são a Doença de Crohn e a Colite Ulcerosa. “Ambas são doenças crónicas que causam inflamação recidivante do tubo digestivo, que frequentemente evolui por cursos de agudização (crises) e remissão”, começa por explicar a especialista da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia.

A Doença de Crohn

A Doença de Crohn localiza-se frequentemente na parte terminal do intestino delgado e pode atingir todos os segmentos do tubo digestivo (desde a boca até ao ânus). A inflamação pode estender-se a todas as camadas da parede digestiva, com formação de úlceras. Além disso, “é tipicamente descontínua e assimétrica, havendo zonas de intestino saudável intercaladas com zonas de intestino inflamado”

A Colite Ulcerosa

A colite ulcerosa tipicamente afeta apenas o intestino grosso. “A inflamação inicia-se no reto distal e estende-se de forma contínua no intestino grosso”, afetando apenas a camada mais interna da parede (mucosa).

Como se manifesta a DII?

Frequentemente estes doentes têm queixas crónicas de dor abdominal e diarreia”, descreve Marília Cravo.

No entanto, e consoante a gravidade da doença, os doentes podem ainda apresentar outras queixas, nomeadamente extraintestinais, tais como:

  • Febre;
  • Perda de peso;
  • Artrites;
  • Dores articulares
  • Lesões da pele;
  • Manifestações oculares;
  • Hepatite;
  • Alterações biliares;
  • Anemia.

Quais as causas da DII e/ou fatores de risco associados?

Não se conhece exatamente a origem das DII, mas pensa-se que resulta de uma complexa interação entre fatores genéticos, ambientais, do sistema imunitário e da flora intestinal que leva ao desenvolvimento de inflamação crónica no intestino.

No entanto, de acordo com a especialista da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, ter história familiar de Doença Inflamatória do Intestino, sobretudo num familiar de primeiro grau, é o principal fator de risco para desenvolver a patologia. Assim como “a presença de outras doenças de foro imune, como a artrite reumatoide ou psoríase”.  

O tabagismo e a exposição a antibióticos, adianta, foram identificados como importantes fatores de risco para a Doença de Crohn.

Quem pode sofrer da doença?

Doenças Inflamatórias do Intestino (DII) podem atingir qualquer pessoa de qualquer género e idade.

No entanto, é tipicamente diagnosticada entre os 15-35/40 anos de idade ou entre os 55-65 anos de vida.

Como se diagnostica a DII?

O diagnóstico de DII, explica Marília Cravo, “é feito com base em elementos de ordem clínica, laboratorial e com base no aspeto da inflamação na endoscopia e nas biopsias recolhidas durante a endoscopia”. Por outro lado, a informação obtida em métodos de imagem (TAC, ressonância) “pode ser útil e complementar para estabelecer o diagnóstico”, salienta.

Como se trata a DII?

Segundo a especialista em gastrenterologia, “o tratamento envolve medicamentos anti-inflamatórios e medicamentos que tentam atenuar a resposta exagerada do sistema imunitário, como os imunomoduladores ou os fármacos biológicos”.

A cirurgia faz parte das opções terapêuticas e está indicada em doentes que não respondem à terapêutica médica ou para o tratamento de complicações da doença.

Quais a principais complicações da DII?

“Na doença de Crohn cerca de 80% dos doentes ao longo dos anos desenvolve estenoses no intestino e/ou fistulas e abcessos, complicações que frequentemente requerem tratamento cirúrgico”, revela a médica.

Por outro lado quando a DII, seja ela colite ulcerosa ou doença de Crohn, atinge o intestino grosso há o risco de desenvolvimento de cancro colorretal, pelo que se aconselha “uma vigilância periódica do intestino”.

 

 

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Decisão ainda tem de ser validada pelo Ministério da Saúde
Os enfermeiros da Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSNe) não são discriminados pelo tipo de contrato quer sejam CIT ou...

No encontro entre as duas entidades estiveram em cima da mesa temas como a progressão nas carreiras, a contratação de mais enfermeiros ou a resolução dos contratos a termo. Num universo de 750 enfermeiros ao serviço da ULSNe, Pedro Costa frisa que “cerca de meia centena tem ainda um vínculo a termo certo, depois de terem sido contratados nos últimos dois anos para reforçar os quadros de pessoal em função das necessidades do hospital para combater a COVID-19”.

O dirigente sindical afiança que a administração reconhece a importância destes enfermeiros e quer normalizar a sua situação, procedendo a uma contratação sem termo. No limite, exemplifica Pedro Costa, “a não contratação destes enfermeiros para os quadros efetivos da ULS do Nordeste é o equivalente a, de um dia para o outro, a Urgência deixar de ter enfermeiros ao serviço”.

Em discussão esteve, também, a existência de bolsas de horas, cuja ilegalidade a administração da ULSNe reconhece. “Têm noção que não é legal a existência de horas e querem criar condições para que seja possível os enfermeiros deixarem de ter essas horas em bolsa, seja pelo gozo de horas seja pelo seu pagamento como horas extraordinárias”, sustenta Pedro Costa.

Dos cerca de 750 enfermeiros ao serviço da Unidade Local de Saúde do Nordeste, 300 reúnem condições para passar a enfermeiro especialista. “Atualmente, só 150 estão colocados na carreira como enfermeiros especialistas e as vagas identificadas no recente despacho do Ministério da Saúde são manifestamente insuficientes para as necessidades da unidade de saúde”, adianta o presidente do SE.

“Há vontade de resolver esta situação, bem como a dos enfermeiros que reúnem condições para serem colocados na carreira de enfermeiro gestor, mas, mais uma vez, a concretização destas boas intenções da administração da ULSNe está dependente da concordância do Ministério da Saúde”, adverte o dirigente sindical.

A Administração da ULSNe foi, ainda, confrontada com queixas de enfermeiros que alegam terem sido impedidos de gozar as folgas semanais, ou de verem os seus horários alterados sem a sua concordância. “O enfermeiro diretor garantiu-nos que não tem conhecimento de qualquer irregularidade, mas apelou aos enfermeiros afetados que lhe reportem esta situação para averiguar o que está a levar a uma situação que considera ser inaceitável”, conclui Pedro Costa.

O pagamento do subsídio extraordinário de COVID-19 e a atualização do vencimento dos enfermeiros para o primeiro nível salarial da carreira foram outros dos pontos em análise. “Foi-nos dada a garantia de que esse reposicionamento salarial é tão só uma justa atualização salarial e não um ato de progressão na carreira”, adianta o presidente do Sindicato dos Enfermeiros – SE. Pedro Costa espera que “todas estas garantias sejam cumpridas, pelo que o Sindicato irá continuar a acompanhar a situação na ULS do Nordeste e irá intervir novamente sempre que tal se justifique”.

Nutrição
A compulsão alimentar é caracterizada por episódios de ingestão excessiva de comida, mesmo na ausênc

Confira as dicas que vão ajudá-lo a controlar a compulsão alimentar.

Pare com as dietas milagrosas

As dietas para perder de peso de forma rápida ou extremamente restritivas são prejudiciais para a sua saúde e podem desencadear episódios de compulsão alimentar.

Em vez de seguir dietas que se concentram em cortar grupos alimentares ou reduzir significativamente a ingestão calórica como forma de perder peso rapidamente, concentre-se em fazer alterações saudáveis na dieta.

Com tantas dietas da moda, o ideal é consultar uma nutricionista para que tenha um plano alimentar recomendado para as suas necessidades e objetivos sem colocar a sua saúde em causa.

Evite saltar refeições

Definir e manter uma rotina no horário das refeições é uma das maneiras mais eficazes de controlar a compulsão alimentar.

Saltar refeições pode contribuir para o aumento dos desejos alimentares e o risco de comer excessivamente para compensar.

Adquirir uma rotina alimentar, em termos de porções e horários, ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue e da grelina, a hormona da fome, evitando que tenha episódios de compulsão alimentar.

Pratique mindfulness

Mindfulness é uma prática mental que ensina a perceber os pensamentos, as emoções e as necessidades do corpo. Esta técnica permite evitar excessos, ajudando-o a aprender a reconhecer quando está saciado e, assim, a melhorar os comportamentos alimentares e a reduzir a incidência de compulsão alimentar.

A combinação da mindfulness com a terapia cognitivo-comportamental pode também melhorar o autocontrolo e a autoconsciência.

Para além desta técnica, coma devagar e desfrute da comida afim de promover comportamentos alimentares saudáveis.

Mantenha-se hidratado

Beber muita água ao longo do dia é uma maneira simples, mas eficaz para reduzir os desejos e controlar a compulsão alimentar.

Para além disso, o aumento da ingestão de água pode levá-lo a consumir menos calorias e a ter menos fome.

Pratique yoga

O yoga é uma prática que incorpora o corpo e a mente através de exercícios de respiração e meditação que ajudam a reduzir o stress.

Estudos indicam que o yoga pode ajudar a incentivar hábitos alimentares mais saudáveis ​​e a reduzir o risco de compulsão alimentar.

A combinação de yoga com tratamento para transtornos alimentares diminui a depressão, a ansiedade e os distúrbios da imagem corporal, fatores que podem desencadear compulsão alimentar.

Coma mais fibra

Uma dieta rica em fibra está associada a uma maior saciedade e a uma ingestão calórica menor, promovendo assim a perda de peso e a saciedade. O aumento da ingestão de fibras pode reduzir os desejo e o apetite.

Comer mais frutas, legumes, leguminosas e grãos integrais ajuda a reduzir a ingestão calórica e a sensação de fome.

Faça uma limpeza à despensa

Ter a despensa recheada de alimentos processados, como as bolachas, chocolates e batatas fritas, pode desencadear episódios de compulsão alimentar. Por outro lado, manter os alimentos saudáveis à vista pode reduzir o risco de ter fome emocional. Lembre-se que só vai comer o que tiver em casa, se só tiver alimentos saudáveis só irá comer esses alimentos.

Encher o frigorífico e despensa com frutas, vegetais, alimentos ricos em proteínas, grãos integrais, nozes e sementes pode melhorar a sua dieta e reduzir o risco de compulsão para alimentos não saudáveis.

Pratique exercício físico

A prática de atividade física reduz os níveis de stress e melhora o humor, ajudando a reduzir a compulsão alimentar.

Caminhar, correr, nadar e andar de bicicleta são algumas formas de atividade física que podem ajudar a aliviar o stress e a reduzir a compulsão alimentar.

Tome o pequeno almoço todos os dias

Começar o dia com um pequeno-almoço saudável pode ajudá-lo a controlar e a reduzir o risco de compulsão alimentar ao longo do dia.

Tente combinar no seu pequeno-almoço alimentos ricos em fibras, como frutas, legumes ou grãos integrais, com uma boa fonte de proteína para evitar excessos.

Durma o suficiente

A privação do sono não afeta apenas os níveis de fome e do apetite, mas também causa resistência à insulina. Dormir pouco ou com interrupções está associado ao aumento de peso e à compulsão alimentar.

Durma pelo menos 8h por noite para manter os níveis de apetite regulados e reduzir o risco de compulsão alimentar.

Faça um diário alimentar e de humor

Um diário alimentar e de humor pode ser uma ferramenta eficaz para monitorizar o que come e como se sente. Isto ajudá-lo-á a assumir responsabilidades, a identificar potenciais gatilhos e a promover hábitos alimentares mais saudáveis.

Estudos demonstram que o uso de um diário alimentar está associado a menos episódios de compulsão alimentar, bem como a uma maior perda de peso.

Aumente a ingestão de proteínas

Os alimentos ricos em proteínas podem mantê-lo saciado por mais tempo e ajudá-lo a controlar o seu apetite.

Aumentar a ingestão de proteínas diminui a ingestão de calorias, aumenta a sensação de saciedade e aumenta os níveis de GLP-1, a hormona que ajuda a suprimir o apetite.

Tente incluir pelo menos uma boa fonte de proteína, como carne, peixe, ovos em cada refeição e desfrute de lanches ricos em proteínas para manter os desejos controlados.

Planeie as refeições

Planear as refeições pode ajudá-lo a garantir que tenha ingredientes saudáveis para preparar refeições nutritivas, minimizando o risco de recorrer a alimentos processados.

O planeamento de refeições está associado à melhoria na qualidade e variedade da dieta, ajudando-o a manter uma rotina alimentar saudável e a controlar a compulsão alimentar.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Transformação ecológica
A ADIFA - Associação de Distribuidores Farmacêuticos assinaou 5º aniversário com um evento dedicado ao tema ‘Green Deal – O...

Este é também o momento em que o setor assumirá o compromisso de atingir a neutralidade carbónica da atividade de distribuição farmacêutica de serviço completo em Portugal até 2040, um objetivo que prevê uma redução de 40% das suas emissões de CO2 já em 2030.

O evento teve lugar no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, e contou na sessão de abertura com a presença de Marta Temido, Ministra da Saúde, e Nuno Flora, Presidente da Direção da ADIFA. Seguiu-se um painel de convidados que irá discutir os desafios da transição ecológica da distribuição farmacêutica e procurar definir medidas e estratégias para garantir um futuro mais verde do setor.

No debate, moderado pela jornalista da SIC, Patrícia Carvalho, participaram Manuel Pizarro, Eurodeputado, Nuno Lacasta, Presidente da APA - Agência Portuguesa do Ambiente, Luís Lourenço, Presidente da Secção Regional Sul e Regiões Autónomas da Ordem dos Farmacêuticos, Hélder Mesquita, Membro da Direção da ADIFA, e Jaime Braga, Assessor para os Assuntos Ambientais e Energéticos da CIP – Confederação Empresarial de Portugal. O encerramento coube a Martin FitzGerald, Deputy Director General do GIRP – European Healthcare Distribution Association, para apresentar o panorama europeu do setor da distribuição farmacêutica.

“Através deste evento, pretendemos assinalar o trabalho desenvolvido ao longo dos cinco anos de atividade em que a ADIFA afirmou o papel dos distribuidores farmacêuticos de serviço completo enquanto elo vital no circuito do medicamento em Portugal. É o momento ideal para aliarmos o nosso serviço de interesse público de aproximar as tecnologias de saúde das pessoas a um compromisso de responsabilidade ambiental, trazendo a discussão propostas estratégicas com vista a acelerar a transformação ecológica do nosso setor de atividade”, sublinha Nuno Flora, Presidente da ADIFA.

“Ao dia de hoje são já visíveis os esforços das empresas de distribuição farmacêutica de serviço completo, que só nos últimos três anos já conseguiram reduzir em 9% a sua pegada carbónica devido a vários investimentos na melhoria das operações que estão a implementar. Apesar de o caminho estar traçado, reconhecemos o impacto ambiental da distribuição farmacêutica, nomeadamente ao nível das suas infraestruturas e, principalmente, de transporte, pelo que consideramos ser este o momento oportuno para definir prioridades e assegurar um alinhamento setorial para atingirmos as metas de neutralidade carbónica definidas”, conclui Nuno Flora.

O alinhamento com os objetivos nacionais para a descarbonização da economia, o desenvolvimento tecnológico e evolução do mercado (em 2035 os novos veículos ligeiros de mercadorias serão 0 emissões), o financiamento público e privado sustentável com elevado nível de maturidade e o alinhamento com objetivos de neutralidade da indústria serão algumas as principais alavancas da descarbonização identificadas no estudo ‘Oportunidades estratégicas para apoiar o setor na transição para uma economia verde’ que a ADIFA espera ver amplamente implementadas nas próximas décadas.

 

Triénio 2022-2025
Diana Breda, administradora hospitalar há 20 anos, concorre à liderança da APAH, com a Lista B, assumindo como objetivo o...

A candidata refere que “a associação existe há 40 anos e, com os recursos financeiros que tem tido à disposição, não se compreende que os Administradores Hospitalares continuem a não ser reconhecidos na sua profissão. A profissão tem de ser reconhecida, até pela relevância que têm no Serviço Nacional de Saúde e no Sistema, e isso só será possível com uma nova direção. Uma direção que ouça mais os associados. A APAH tem de ser apartidária.”

A Lista B, liderada por Diana Breda, assume o slogan “Pelo Reconhecimento, Dignificação e Valorização da profissão de Administrador Hospitalar”, e defende uma alternativa à liderança atual, comprometendo-se com maior transparência na gestão e com resultados efetivos na carreira dos associados.

Administradora Hospitalar com duas décadas de experiência, desenvolveu a sua atividade maioritariamente no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, onde coordenou o gabinete de internacionalização. É, desde abril de 2020, Presidente do Conselho Diretivo do Hospital Arcebispo João Crisóstomo, em Cantanhede, e encabeça a Lista B, com a ambição de dirigir os destinos da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, no próximo triénio 2022-2025.

A Diana Breda pertenceu ao European Reference Network Hospital Manager Group e foi cofundadora da Women in Global Health Portugal.

 

Envolvimento do projeto inclusivo Semear e da organização REFOOD
No próximo dia 20 de maio, a Novartis assinala o 26º Dia da Comunidade, uma iniciativa que incentiva os colaboradores da...

Os colaboradores voluntários vão colher produtos alimentares da quinta do Semear que depois utilizarão para cozinhar cerca de 1500 refeições, com a colaboração do Chef Chakall. Essas refeições, por sua vez, alimentarão mais de 52 núcleos da rede Refood a nível nacional.

“O Dia da Comunidade celebra o nosso compromisso com a comunidade. Para além de oferecermos uma oportunidade aos nossos colaboradores de dedicarem o seu dia a ações de voluntariado, é também um momento de reforço do nosso espírito de pertença à Novartis e dos laços entre as nossas pessoas e equipas”, esclarece Patrícia Adegas, Diretora de Comunicação e Relação com Associações de Doentes da Novartis.

Nas palavras do Chef Chakall, “pela segunda vez tive a oportunidade de participar nesta iniciativa da Novartis e é sempre muito gratificante. Cozinhar é um ato de partilha, preparar uma refeição para os outros é uma forma especial de darmos um pouco de nós. Fazê-lo com ingredientes acabados de colher e poder com eles preparar 1500 refeições, que são distribuídas a quem mais precisa, é sem dúvida um privilégio. Agradeço à Novartis a oportunidade de fazer parte deste projeto e ao Semear a forma como nos acolheu”.

“Agradecemos à Novartis esta doação de 1500 refeições que tem um impacto muito significativo nas famílias que ajudamos. A criação da Refood teve na sua origem acreditarmos que podíamos contribuir para a criação de uma sociedade mais justa, solidária e sustentável. Ao longo de mais de dez anos de existência já apoiámos dezenas de milhares de pessoas, contribuindo simultaneamente para evitar a produção de milhares de toneladas de bio resíduos. São números que nos orgulham, mas o sentimento de dever cumprido cresce sempre que outros se juntam à nossa missão, e é isso que sentimos neste dia de partilha dos colaboradores da Novartis”, defende Hunter Halder, fundador da Refood.

“O Semear, Terra de Oportunidades é um projeto inclusivo, em que além de promovermos a inclusão de jovens e adultos com dificuldade intelectual e de desenvolvimento, apostamos numa agricultura biológica, próxima e sustentável. Há alguns anos que a Novartis se associa à nossa causa e nos ajuda a cumprir a nossa missão. A possibilidade das pessoas, que por norma não têm uma relação com o campo e a agricultura, poderem ter este contacto com a terra é uma forma de as consciencializar para as mais-valias desta forma de cultivo e para a importância de “semear um futuro melhor”. Estarmos envolvidos nesta iniciativa e vermos os nossos produtos a serem transformados em refeições para quem mais precisa também nos enche o coração”, afirma Joana Santiago, Presidente do Semear.

21 de outubro
O Grupo de Reabilitação Músculo-Esquelética do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação do Hospital Professor Doutor...

“Nesta primeira edição das Jornadas irão ser abordados diversos temas, dos quais destaco a dor crónica, a reeducação neuromuscular e as mais recentes técnicas no tratamento das patologias de origem músculo-esquelética”, refere Alexandre Coelho, fisioterapeuta e co-presidente das Jornadas.

Carla Vera-Cruz, médica fisiatra, também co-presidente das Jornadas, afirma que a Comissão Organizadora se encontra expectante com a iniciativa e espera que estas promovam uma partilha de conhecimentos entre os diferentes profissionais de saúde e contribuam para uma melhoria sustentada e científica na abordagem e tratamento das diferentes patologias de origem músculo-esquelética”.

Para além das comunicações orais, a iniciativa também comtempla a apresentação de trabalhos originais relacionados a temática em formato de e-Poster. A submissão dos resumos deve ser feita até ao próximo dia 10 de agosto, através do email: [email protected].

Para mais informações consulte a página da internet ou a comissão organizadora através dos seguintes contatos:  https://jornadasmfr.wixsite.com/smfr-hff

E-mail: [email protected]

As inscrições deverão ser realizadas através do seguinte link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfhPksGnswpdKyVEGMtJ-krCT4bUIvVDXgBV6g5b01GshQWxQ/viewform.

Cardiologia
Considerado um importante fator de risco cardiovascular, o “mau” colesterol pode ser combatido com a

Responsável por cerca de um terço de todas as doenças cardiovasculares em todo o Mundo, estima-se que o colesterol seja a causa de 18% do total das doenças cerebrovasculares e 56% do total das doenças isquémicas cardíacas diagnosticadas. Em termos mortais, calcula-se que esteja associado a 4,4 milhões de mortes por ano.

No entanto, apesar dos dados alarmantes há que salientar que existem vários tipos de colesterol e que este desempenha funções essenciais no nosso organismo. “O colesterol tem imensas funções no nosso organismo: estabilização da membrana celular, transporte de substâncias, síntese hormonal, etc”, começa por explica o cardiologista do Hospital Santa Cruz.

Por outro lado, explica que, muito embora a sua excessiva concentração de forma continuada aumente o risco cardiovascular, “existem vários tipos de colesterol consoante a sua função e tamanho. Por definição, o HDL é considerado o ‘colesterol bom’ (normalmente mais elevado no sexo feminino) que é responsável pela remoção do colesterol dos tecidos em direção ao fígado de forma a ser excretado. Por sua vez, o LDL é considerado o ‘colesterol mau’ e faz o percurso inverso entre o fígado e os tecidos, levando à sua deposição em diversos tecidos”.

De acordo com o especialista, a concentração dos diferentes tipos de lípidos no organismo varia de pessoa para pessoa. Este perfil lípido, quando conhecido, é essencial em matéria de prevenção, uma vez que permite “corrigir alguma alteração que assim o exija, quer através de alterações do estilo de vida, quer através de medicamentos”. Por outro lado, o especialista saliente que mais importante do que conhecer os valores de colesterol recomendados, “é saber que o valor alvo varia de pessoa para pessoa, consoante o seu risco CV e os antecedentes pessoais”.

De um modo geral, segundo Gustavo da Rocha Rodrigues, “toda a população deve reduzir o consumo de gorduras saturadas (fritos, queijos, enchidos, bolos), bem como praticar exercício físico (pelo menos 30 minutos de caminhada 3x/semana), evitando também o excesso de peso”.

De forma individualizada, adianta, “devemos respeitar as recomendações do médico assistente, que muitas vezes passam também pela toma de medicamentos seguros, que são utilizados para diminuir o colesterol, e assim, diminuir o risco cardiovascular”.

 

 

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
"Fibromialgia e Síndrome de Fadiga Crónica/Encefalomielite Miálgica - uma abordagem diferente"
No dia 28 de maio, irá realizar-se o XIV Fórum Myos "Fibromialgia e Síndrome de Fadiga Crónica/Encefalomielite Miálgica -...

O XIV Fórum Myos tem como principal objetivo a consciencialização da sociedade sobre a Fibromialgia e a Síndrome de Fadiga Crónica/Encefalomielite Miálgica e contará com a participação de profissionais de saúde de diversas áreas, demonstrando assim a importância de uma abordagem multidisciplinar de todos aqueles que convivem com a Fibromialgia e a SFC/EM.

O XIV Fórum irá decorrer no auditório Agostinho da Silva, na Universidade Lusófona, situado no Campo Grande nº376, 1749-024 Lisboa (em frente ao jardim do Campo Grande).

O evento é aberto a todos, mas gratuito para os sócios da Myos, carecendo de inscrição. As inscrições decorrem até ao dia 23 de maio.

A inscrição de não sócios deve ser realizada através do seguinte link: https://bit.ly/3wusqYa

 

Primeiro episódio é dedicado ao Melanoma
O IPO do Porto arranca hoje com a segunda temporada do projeto “Cancro sem Temor”, no dia da sensibilização para o melanoma,...

A pele, o maior órgão do corpo humano, tem uma função que vai muito além de cobrir e proteger o corpo e alimentar a vaidade. Infelizmente, nem sempre é convenientemente protegida, o que implica por vezes sérias consequências.

Neste episódio, a Clínica da Pele, Tecidos Moles e Osso alerta para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce enquanto forma de mudar a história do melanoma em Portugal, onde se tem registado um aumento de 6% ao ano do número de novos casos. Para tal, conta com a participação de Matilde Ribeiro, Orientadora da Clínica da Pele, Tecidos Moles e Osso e Especialista em Cirurgia Plástica e Reconstrutiva e de Paula Ferreira, Coordenadora da Patologia de Pele no Serviço de Oncologia Médica e Médica Oncologista; conta, simultaneamente, com a presença de um doente, Jorge Assunção, com 60 anos, que entrou no IPO do Porto em 2010, tendo neste momento a doença em completa remissão. 

Ao longo desta conversa dão também o seu testemunho, António Santos, Diretor do Serviço de Dermatologia do IPO do Porto, Emília Magalhães, enfermeira responsável pela Clínica da Pele, Tecidos Moles e Osso e Maria João Monteiro, doente com melanoma.

Nesta conversa, o foco está no papel do doente na prevenção do melanoma, a que tipo de sinais é necessário estar atento, que alterações deverão ser olhadas com maior preocupação. São também abordados, o contributo individual para o diagnóstico precoce e a sua importância, os cuidados a ter com o sol e os fatores de risco. Entre os temas em destaque estão ainda a evolução das opções terapêuticas e de tratamento, e a importância da multidisciplinaridade da equipa que acompanha.

“É muito importante continuar a alertar as pessoas para os cuidados a ter com o sol e o contributo de cada um no diagnóstico precoce.  O cancro da pele, como quase todos os cancros, quando diagnosticado precocemente é curável. Há, no entanto, determinados tipos de cancro da pele que têm um potencial de metastização grande, e quando diagnosticados em fases avançadas, apresentam um prognóstico muito negativo para o doente”, alerta Matilde Ribeiro.

Sobre o projeto que inicia a segunda temporada, “queremos abordar novas temáticas, procurando contribuir para a mudança de mentalidades e comportamentos”, acrescente Matilde Ribeiro.

O podcast, que conta com o apoio da Novartis, está disponível no canal Youtube do IPO do Porto e nas plataformas de podcast (Spotify e Apple Podcasts).

Competição da Sociedade Portuguesa de Simulação Aplicada às Ciências da Saúde (SPSim)
Diana Carvalho, Inês Antunes, Viktoriya Shkatova e Patrícia Vaz Conde integram a equipa ABCDoctors, da Faculdade de Medicina da...

Esta é uma competição na qual as alunas de 6º ano do Mestrado Integrado em Medicina irão participar depois de terem ganho a competição de simulação Scrub UP!, no âmbito do XI In4Med, congresso médico-científico organizado pelo Núcleo de Estudantes de Medicina da Associação Académica de Coimbra.

Depois de ganhar a competição de simulação Scrub UP!, no âmbito do XI In4Med, congresso médico-científico organizado pelo Núcleo de Estudantes de Medicina da Associação Académica de Coimbra, esta equipa venceu a competição de simulação SimUniversity Portugal 2022, realizada no passado dia 18 de março , no Centro de Simulação da NOVA Medical School, em Lisboa. A vitória garantiu o apuramento para a primeira fase da competição de simulação Europeia, SIMUniversity, que se realizou no dia 7 de abril, no Centro de Simulação CUF Academic Center, onde se destacaram como uma das quatro equipas apuradas para a fase final da competição europeia.

Para Carlos Robalo Cordeiro, Diretor da Faculdade de Medicina de Coimbra, “este resultado espelha o empenho e trabalho das nossas alunas, que demonstraram iniciativa, espírito de sacrifício e dedicação. Por outro lado, é um indicador muito positivo no que diz respeito à qualidade do nosso ensino, ao envolvimento dos docentes na área de simulação e ao acompanhamento e apoio que é prestado pelo Gabinete de Educação Médica, na promoção da simulação enquanto ferramenta pedagógica de valor. Sabemos que a simulação médica é uma verdadeira revolução no ensino médico e no treino dos profissionais e das equipas de saúde. Neste sentido é muito importante promover a integração da simulação clínica no maior número de unidades curriculares.”

 

Campanha ‘Mude o Ritmo da Sua Vida’
A campanha ‘Mude o Ritmo da Sua Vida’, lançada no âmbito do Dia Nacional de Luta contra a Obesidade, celebrado a 21 de maio,...

Nesta música, agora disponível  no site averdadesobreopeso.com, a artista inspira-se no mote da campanha cujo objetivo é mostrar a quem vive com esta realidade que não está sozinho e que é importante procurar ajuda médica para um tratamento adequado da doença.

Sobre a canção, Ana Bacalhau explica: “A música “Eu Vou” pretende enfatizar a importância de darmos o primeiro passo e de procurarmos ajuda de uma forma positiva e leve, mas, ao mesmo tempo, empoderadora”.

Esse é um dos grandes poderes da arte musical: o de nos fazer sentir bem e nos dar alento para enfrentarmos a vida e os seus obstáculos.

De acordo com estimativas recentes, 67,6% da população em Portugal tem excesso de peso ou Obesidade1, sendo que a prevalência da Obesidade é de 28,7% (o equivalente a mais de 2 milhões de portugueses)2. Um estudo recente revela que apenas 2 em cada 10 pessoas procuram um médico para falar sobre o tema3. Foi com este racional que a Novo Nordisk, a ADEXO, a SPEO e a SPEDM se uniram para desenvolver uma campanha que reconhecesse a obesidade como um problema de saúde prioritário, para o qual é fundamental a intervenção de um profissional de saúde especializado.

Sobre o propósito da campanha, que tem como assinatura #AVerdadeSobreOPeso, Carlos Oliveira, Presidente da ADEXO, refere que “encontrar um profissional de saúde especializado é o primeiro e crucial passo nesta jornada de combate a esta doença. Apoiar esta campanha, faz para nós todo o sentido, uma vez que consideramos que é necessário criar um suporte de informação claro sobre o excesso de peso e a Obesidade, que contribua para colocar o médico no centro da resposta para uma doença que é cada vez mais preocupante, e cuja prevalência se perspetiva vir a aumentar nos próximos anos”.

Também José Silva Nunes, Presidente da SPEO, partilha a mesma opinião no que toca ao combate à Obesidade: “O médico é – e será sempre – central na resposta para apoiar as pessoas com excesso de peso ou Obesidade a seguir o melhor caminho e o tratamento mais adequado. O aumento da prevalência da Obesidade representa um enorme desafio que torna urgente agir para travar uma doença cujo impacto vai muito para além da esfera individual, afetando famílias, os sistemas de saúde, a economia e o progresso social do nosso país. Esta campanha ajuda-nos a fazer esse caminho e a chegar mais próximo dos doentes”.

Para João Jácome de Castro, presidente da SPEDM, “Apesar de Portugal ter sido um dos primeiros países a reconhecer a Obesidade como doença crónica, há ainda muito a fazer para uma adequada abordagem da doença no nosso país. É imperativo tornar o tratamento da obesidade mais equitativo e criar condições para o fim do estigma e discriminação das pessoas que vivem com obesidade. É igualmente inadiável um reforço da prevenção da Obesidade e da sensibilização para o tema, onde campanhas como esta desempenham um papel fundamental”.

Mais informação sobre a campanha está disponível no website averdadesobreopeso.com ou em Mude o ritmo da sua vida.

Inovação farmacêutica
Os ensaios clínicos, os estudos que permitem obter “dados de vida real” (real world data) e os projetos de educação e literacia...

Para concretizar estas parcerias, foram já assinados protocolos entre a Pfizer Portugal e as seguintes instituições: Universidade de Aveiro, Universidade NOVA de Lisboa, Associação Centro de Medicina P5 da Escola de Medicina do Minho, i3S – Instituto de Investigação e Inovação da Universidade do Porto e BIOCANT – Associação de Transferência de Tecnologia.

Estes protocolos assentam na realização semestral de centros estratégicos de reflexão, os chamados “Think Tank”, que constituem verdadeiros laboratórios de ideias. Aqui, são debatidas as necessidades de dados e de evidência científica relativa a áreas terapêuticas, medicamentos e vacinas inovadoras, bem como estabelecidas pontes de colaboração entre a Pfizer, as Universidades e os Centros de Investigação.

“Esta colaboração prevê ainda a partilha de informação e de visões sobre o conhecimento e a inovação e a análise de propostas de ideias de estudos vindos da Academia, espelhando um verdadeiro espírito colaborativo entre a Indústria Farmacêutica e estas instituições, constituindo assim um passo importante para o futuro da ciência. O objetivo é o de trazer inovação farmacêutica para Portugal e garantir que os doentes têm acesso às soluções terapêuticas de que necessitam tão cedo quanto possível”, garante Susana Castro Marques, Diretora Médica da Pfizer Portugal.

 

 

10 a 15% dos casais portugueses não conseguem engravidar
Numa altura em que falar sobre parentalidade se torna cada vez mais pertinente, sabe-se que 10 a 15% dos casais portugueses...

“A infertilidade é mais frequente do que se pensa e atinge mulheres e homens em percentagens muito semelhantes. Cerca de 30% dos casos estarão relacionados com causas femininas, outros 30% com causas masculinas, 20% com causas mistas e outros 20% inexplicados. Mas, atualmente, graças à ciência, estamos em condições de ajudar a concretizar o sonho da maternidade mesmo quando há patologia”, afirma Catarina Godinho, médica ginecologista e especialista em Medicina da Reprodução do IVI.

Atualmente, sabe-se que condições como a obesidade e hábitos como o tabagismo e álcool podem condicionar negativamente a capacidade de engravidar dos casais, mas existem outros motivos que podem estar associados - como é o caso da ansiedade, que pode levar “a um desequilíbrio hormonal e afetar os ciclos menstruais”, explica a médica. Catarina Godinho sublinha ainda que em momentos de stress há um maior risco de, por exemplo, desenvolver problemas de sono, ter uma alimentação menos cuidada ou a reduzir o autocuidado. “É exatamente nessas alturas que mais precisamos de o fazer. O autocuidado pode-nos ajudar a gerir e a equilibrar melhor as exigências de fases mais desafiantes”, acrescenta.

Nesse sentido, existem alguns cuidados reforçados que são aconselhados às famílias que procuram aconselhamento na área da reprodução humana – nomeadamente o cuidado na alimentação, através de uma dieta rica e equilibrada e fortificada em ácido fólico, já que contribui positivamente para a saúde do feto. Para além disto, é sabido que manter um estilo de vida ativo e com prática desportiva regular pode ajudar, não só na condição física geral da mulher em particular, mas porque contribui positivamente para o alívio do stress e ansiedade do casal – algo que interfere muito significativamente na fertilidade, principalmente no desenvolvimento dos folículos ováricos.

Recentemente, a Zippy, marca que pretende estar ao lado das famílias desde o primeiro momento em que se formam, anunciou o lançamento da Bolsa Baby Zippy, que garante a qualquer casal acesso facilitado e com condições especiais a duas clínicas de fertilidade parceiras da marca - o IVI, disponível em Lisboa e no Algarve, e o CETI, no Porto. A iniciativa visa contribuir para a literacia  da temática da infertilidade e para a democratização do acesso a tratamentos para famílias que os procurem.

A Bolsa Baby Zippy surgiu no âmbito do Programa Baby Zippy, que inclui também a disponibilização de testes de gravidez em loja e reforça o posicionamento da marca como fazendo parte das famílias portuguesas em todas as circunstâncias.  É possível saber mais sobre o Programa e a Bolsa Baby Zippy aqui.

Projeto “Viver com Dermatite Atópica em Portugal do ponto de vista psicossocial”
Compreender a perceção de adolescentes e adultos com Dermatite Atópica (D.A) moderada a grave de como é viver com a patologia e...

O estudo foi desenvolvido com base numa metodologia de grupos focais onde foram incluídos homens e mulheres dos distritos do Porto e de Lisboa com idade superior a 18 anos e com diagnóstico médico de D.A. moderada e/ou grave, numa primeira fase. Já numa segunda abordagem, foram incluídos adolescentes de todo o país com idades compreendidas entre os 12 e 17 anos e com diagnóstico médico de D.A. moderada e/ou grave.

O estudo revelou que a maioria dos participantes adolescentes e adultos têm outras patologias (e.g. rinite, asma, sinusite), sendo unânimes em afirmar que a D.A. não controlada é a “a mais difícil de lidar”. Além disso, a maioria dos participantes adolescentes refere que a D.A. lhes tirou “alegria”, “alguma liberdade” e “sono”. A maioria dos adultos teve uma narrativa mais elaborada, mais abrangente e mais negativa quanto às consequências da D.A referindo que esta doença lhes subtraiu experiências importantes de vida.

Para Isabel Lourinho, psicóloga e autora do estudo, “estes dados são reveladores do impacto que a dermatite atópica moderada a grave tem nos doentes, nas famílias e nos cuidadores. É necessário, por isso, uma maior sensibilização e educação para a doença de forma a ultrapassar estigmas e barreiras sociais”.

O estudo demonstra, ainda, que a maioria dos participantes adolescentes e adultos considera que são períodos vividos como “crises” e que são caracterizados por muita comichão, dor e feridas e que impactam significativamente em atividades básicas. Ambas as populações estabeleceram a associação entre estados emocionais negativos e o agravamento da sintomatologia de D.A.

Os adolescentes destacaram o impacto da Dermatite Atópica na autoimagem e autoestima; as relações de amizade; a escola e o desporto. Os adultos mencionaram também a autoimagem e a autoestima, salientando as consequências a nível profissional.

O estudo demonstra que a maioria dos participantes já sentiu ou sente regularmente momentos de ansiedade e de tristeza por causa da D.A., crises de ansiedade/pânico e, ainda, sentimentos de “revolta”, “frustração”, “desespero” e “irritação”. Alguns participantes adultos mencionam que algumas vezes sentem vontade de “desaparecer”.

O estudo abordou também junto dos participantes as oportunidades de intervenção para colmatar o impacto psicológico associado à dermatite atópica, tais como aumentar a informação e visibilidade da patologia e dos seus impactos na sociedade civil; combater o preconceito e o bullying através de ações dirigidas ao contexto escolar; disponibilizar apoio psicológico a quem vive com D.A. e aos seus cuidadores; ou aliviar o Impacto Social e Económico da D.A. nas pessoas e nas famílias.

Relativamente a estes dados, Joana Camilo, presidente da ADERMAP, considera que “não podemos ignorar as consequências emocionais, sociais e económicas da Dermatite Atópica. É fundamental uma abordagem multidisciplinar centrada na pessoa com D.A. moderada a grave de forma a minimizar o burden associado, além da promoção de um acesso equitativo aos tratamentos adequados e aos cuidados de saúde”.

Estágios curriculares
Amanhã, dia 19 de maio, pelas 15H30, na sala de atos do Conselho de Administração (piso rc/HUC), terá lugar a assinatura de...

O protocolo de colaboração entre a FCTUC e o CHUC visa proporcionar aos estudantes inscritos nas licenciaturas e mestrados da responsabilidade da FCTUC uma aproximação à vida ativa, através da realização de estágios curriculares, bem como proporcionar aos investigadores integrados nos Centros de Investigação da FCTUC ou nos seus Departamentos envolvidos em projetos de investigação em colaboração com o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, enquadramento institucional para a realização de tarefas de investigação conjuntas nas instalações do CHUC.

O objetivo desta cooperação institucional entre unidades orgânicas de instituições de ensino superior e unidades prestadoras de cuidados de saúde com unidades de investigação, tem como principal desígnio o avanço e a aplicação do conhecimento e da evidência científica para a melhoria da saúde através da investigação, do ensino na formação pré e pós-graduada, da criação de conhecimento e da sua aplicação na melhoria dos cuidados prestados à população.

 

 

Para doentes e familiares
A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) realiza uma sessão de esclarecimento e debate, online, de acesso livre,...

O evento conta com as gastrenterologistas Marília Cravo e Joana Torres, ambas da SPG, e a nutricionista Sónia Velho. Em representação dos doentes participam também Ana Sampaio, presidente Associação Portuguesa da Doença Inflamatória do Intestino e Vera Gomes, presidente da Associação CrohnColite Portugal.

Esta é mais uma iniciativa de consciencialização e compreensão das DII, no âmbito da campanha intitulada “Não chegues atrasado ao diagnóstico”, da SPG criada com o objetivo de, por um lado reforçar a importância do diagnóstico e do tratamento precoce e, por outro, de contribuir para um maior esclarecimento de temas que se relacionam com a doença como a alimentação, um dos temas que vão ser abordados nesta conversa.

“As DII são doenças crónicas, autoimunes, do tubo digestivo e incluem a Doença de Crohn e a Colite Ulcerosa. Registam baixa mortalidade, mas elevada morbilidade e, por isso, têm um grande impacto na qualidade de vida”, esclarece Marília Cravo, vice-presidente da SPG acrescenta que “são doenças cuja incidência tem vindo a aumentar. Em Portugal, estima-se que afetem cerca de 25 mil pessoas. Afetam principalmente jovens adultos, e pode ter consequências devastadoras na sua qualidade de vida, produtividade laboral, e relações íntimas”.

Atrasos no diagnóstico

Estudos demonstram que existe um atraso significativo no diagnóstico em doentes com DII, especialmente com Doença de Crohn. É comum que os doentes referiam queixas com muito tempo de evolução, que nunca foram devidamente valorizadas ou interpretadas, levando ao atraso, muitas vezes de anos, entre o início dos sintomas e o diagnóstico.

As manifestações mais frequentes são as dores abdominais e a diarreia cuja evolução pode ser flutuante. Estas alterações do trânsito intestinal e cólicas abdominais levam os doentes a fazer dietas restritivas e, como tal, é também frequente os mesmos referirem perda de peso.

Sendo doenças autoimunes, são referidas as chamadas manifestações extraintestinais como dores nas articulações, episódios de olho vermelho ou manifestações cutâneas como nódulos dolorosos de cor arroxeada que aparecem sobretudo nas pernas.

 A importância do tratamento precoce

Não se conhece exactamente a origem das DII, mas pensa-se que resulta de uma complexa interação entre fatores genéticos, ambientais, do sistema imunitário e da flora intestinal que leva ao desenvolvimento de inflamação crónica no intestino.

Este é um desafio dos profissionais de saúde que diariamente assistem estes doentes que muitas vezes não identificam os seus sintomas.

Joana Torres, da SPG, explica que “esta uma área de investigação em expansão o que poderá permitir redefinir a forma como abordamos a doença nos próximos anos” e sublinha que “até lá, e na ausência de nenhuma estratégia preventiva claramente comprovada, promover uma microbiota saudável (evitar antibióticos desnecessários no início de vida, promover aleitamento materno, promover uso de dieta mediterrânica sem conservantes, entre outras), evitar tabagismo, são estratégias de vida saudável que a SPG, com iniciativas como esta, promove junto da população”.

Participe no Webinar através do Facebook saúde digestiva by spg

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