5 iniciativas selecionadas serão premiadas com 5.000 euros cada
A TEVA, a empresa farmacêutica líder mundial em genéricos com uma forte área de inovação, abriu o concurso para as candidaturas...

Os Prémios Humanizar a Saúde visam reconhecer o trabalho de projetos que promovem a melhoria da qualidade de vida dos doentes. Os Prémios terão em conta que as iniciativas selecionadas contribuem com valor ético para o sistema de saúde, proporcionando um ambiente e tratamento mais afetivo, próximo e humano, e que, a longo prazo, conduzem a uma melhoria da qualidade dos cuidados e do tratamento dos doentes.

A nova edição dos prémios irá mais uma vez reconhecer o trabalho de cinco iniciativas selecionadas com o valor de 5.000 euros cada. O valor será atribuído ao candidato em forma de donativo para o desenvolvimento da atividade.

"Acreditamos que as iniciativas que procuram a excelência nos cuidados dão sentido ao que chamamos "Humanização dos Cuidados de Saúde", aportando valores éticos e valores de humanidade e proximidade aos próprios cuidados. O nosso compromisso é continuar a dar-lhes visibilidade para que, juntos, possamos fazer da humanização outra parte dos cuidados de saúde e cumprir a nossa máxima de assegurar que as pessoas tenham uma melhor qualidade de vida do ponto de vista mental e emocional. Assim, com estes prémios reconhecemos o trabalho conjunto de profissionais de saúde, doentes, familiares, cuidadores e administrações para descobrir novas possibilidades e soluções que melhorem o quotidiano de todos", explica Marta Gonzalez Casal, Diretora Geral da Teva Portugal.

No ano passado, foram atribuídos prémios num total de 25.000 euros às seguintes iniciativas: para a Associação Cuidadores, com o projeto Breves Pausas para Descanso do Cuidador; a Casa Acreditar do Porto, que acolhe famílias de crianças com cancro que vivem longe dos hospitais; o projeto Jovens Cuidadores, promovido pela Cuidadores Portugal, em parceria com o Instituto Português da Juventude e do Desporto (IPDJ); os Cuidados Domiciliários Pediátricos, desenvolvidos pela Fundação do Gil, que acompanha crianças e jovens com doença crónica complexa e as suas famílias; e o projeto “Viver Novamente”, que apoia pessoas com traumatismo crânio-encefálico.

Iniciativa da Angelini Pharma
O psiquiatra Daniel Sampaio é o mais recente convidado da série de podcasts da campanha “Viva! Para lá da depressão”, na qual...

No podcast, que está disponível em www.vivaparaladadepressao.pt, Daniel Sampaio aborda a parentalidade nos dias de hoje e a terapia familiar, partilhando conselhos e estratégias para que os pais lidem com os vários aspetos inerentes à fase da adolescência dos filhos, como mudança de comportamentos, a sexualidade e a depressão.

Apesar de ressalvar que nem todos os adolescentes precisam de consultar um psicólogo ou psiquiatra, já que apenas 10 a 20% dos adolescentes têm problemas de saúde mental significativos, o especialista explica que “a depressão existe na adolescência e é diferente da tristeza”. Pode manifestar-se de várias formas, nomeadamente pela irritabilidade, falta de apetite, tristeza, quebra de rendimento escolar, mas, sobretudo, pela anedonia (incapacidade de sentir prazer em situações que antes davam prazer).

Relativamente ao suicídio, Daniel Sampaio explica que, apesar de este ser mais frequente na terceira idade, também ocorre na adolescência, desconstruindo a ideia de que quem põe termo à vida não avisa: “no suicídio adolescente há sempre uma comunicação”. De forma a prevenir essas situações extremas, o especialista enumera alguns sinais de tendência suicida aos quais os pais devem estar alerta, tais como: depressão, caracterizada por anedonia e tristeza, comportamentos auto lesivos e perturbações do sono.

Pedro Morgado e Henrique Prata Ribeiro, ambos psiquiatras, e Susana Corte Real, especialista em medicina geral e familiar, são alguns dos especialistas que já se associaram à campanha, abordando diferentes tópicos relacionados com a saúde mental. Também o atleta Nelson Évora se juntou à iniciativa, partilhando na primeira pessoa o seu testemunho de superação.

A campanha “Viva! Para lá da depressão” é uma iniciativa da Angelini Pharma lançada no início deste verão e que se destina à população em geral, disponibilizando um vasto leque de conteúdos, nomeadamente podcasts lançados semanalmente. Nestes podem ser encontrados conselhos de especialistas de renome em Portugal nas mais diversas áreas complementares e essenciais para o sucesso da prevenção e tratamento da depressão - psicologia, psiquiatria, cuidados de saúde primários, nutrição e exercício físico são algumas destas.

Criada a 1 de abril de 2020
De acordo com a SPMS – Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, nos últimos dois anos e meio, a linha de Aconselhamento...

“Criada em plena pandemia, a 1 de abril de 2020, através de uma parceria entre a SPMS, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Ordem dos Psicólogos Portugueses, tem sido uma voz de apoio para aqueles que a procuram em momentos difíceis”, e já ultrapassou as 46.000 chamadas só este ano, recorda a SPMS.

Desde abril, esta linha de atendimento passou a disponibilizar o serviço também em língua inglesa, de modo a garantir resposta aos cidadãos estrangeiros, tendo atendido, nesta vertente cerca de 2.500 chamadas.

No Aconselhamento Psicológico do SNS 24, o atendimento é sempre feito por psicólogos que procuram dar uma resposta de proximidade em saúde mental aos cidadãos. As chamadas recebidas estão relacionadas, na sua maior parte, com problemas e sintomatologia associados à ansiedade, ao agravamento de psicopatologia prévia, à gestão e adaptação em situação de crise. Nas situações emergentes, em que o psicólogo identifica que existe perigo para o próprio utente ou para terceiros, a chamada é transferida para o INEM, que assegura o acionamento dos meios de socorro adequados.

Paralelamente, o psicólogo “pode também identificar a necessidade de encaminhamento para o serviço de Triagem, Aconselhamento e Encaminhamento do SNS 24, se considerar que a situação não ficou resolvida com o aconselhamento psicológico ou que apresenta outro tipo de sintomatologia”.

 

 

 

Técnica menos invasiva
Foi realizada pela primeira vez, na passada quinta-feira, dia 1 de setembro, uma prostatectomia radical por via laparoscópica...

De acordo com a ULS da Guarda, a Unidade de Urologia da ULSG realiza cerca de 40 prostatectomias radicais por ano, no entanto, até este dia foram sempre realizadas pela técnica tradicional, por via aberta.

Esta técnica tem como vantagem ser menos invasiva, utilizando pequenas incisões. Além disso, os estudos mostram que o tempo de internamento destes doentes é mais curto e a necessidade de transfusões sanguíneas também é inferior.

Em médica, a Unidade de Urologia da ULS Guarda realiza cerca de 35 cirurgias por mês, quer oncológicas (próstata, rim, bexiga, pénis) quer por patologias benignas (tais como hiperplasia da próstata, cálculos urinários, incontinência urinária, entre outros).

 

Dia 7 de setembro
A APN - Associação Portuguesa de Neuromusculares, junta-se ao movimento global de iluminação de um monumento nacional, com o...

A este movimento global juntam-se monumentos emblemáticos portugueses, tais como: o Castelo dos Mouros (Sintra), a Fonte da Misericórdia no Centro da Cidade de Elvas (Portalegre), o Castelo de Bragança (Bragança), o Centro Cultural de Congressos das Caldas da Rainha (Leiria), a Casa da Cerca do século XVIII em Castro Daire (Viseu), o Museu Municipal de Estremoz (Évora), a Torre do Relógio da Horta (Açores), o Museu da Eletricidade (Lisboa), o Museu Municipal de Loures (Lisboa), a Fonte da Danaide em Monção (Viana do Castelo), o Centro Cultural Gil Vicente na Vila de Sardoal (Santarém), o Teatro Virgínia em Torres Novas (Santarém), o Museu do Traje (Viana do Castelo), o Núcleo Museológico do Linho de Santa Marta de Portuzelo (Viana do Castelo), o Museu Municipal Dr.ª Berta Cabral em Vila Flor (Bragança); e os edifícios dos Paços do Concelho das Câmaras Municipais de Alcanena (Santarém), Angra do Heroísmo (Açores), Arouca (Aveiro), Arronches (Portalegre), Bragança, Cabeceiras de Basto (Braga), Castanheira de Pera (Leiria), Coimbra, Cuba (Beja), Fafe (Braga), Figueira da Foz (Coimbra), Freixo de Espada à Cinta (Bragança), Góis (Coimbra), Horta (Açores), Madalena (Açores), Maia (Porto), Marco de Canaveses (Porto), Marinha Grande (Leiria), Marvão (Portalegre), Mealhada (Aveiro), Moimenta da Beira (Viseu), Moita (Setúbal), Monforte (Portalegre), Nordeste (Açores), Paços de Ferreira (Porto), Ponta Delgada (Açores), Praia da Vitória (Açores), Ribeira Brava (Madeira), São João da Madeira (Aveiro), Tavira (Faro), Torres Vedras (Lisboa), Vale de Cambra (Aveiro), Valongo (Porto), Velas (Açores), Vila de Rei (Castelo Branco) e Vila do Porto (Açores); que na noite de 6 de setembro estarão iluminados com a cor vermelha, uma luz intensa que, segundo a World Duchenne Organization (WDO), simbolizará este dia mundial e permitirá cumprir o objetivo de unir as organizações nacionais e internacionais de doentes, mostrando, assim, a sua solidariedade com a comunidade DMD.

A APN e estes edifícios portugueses juntam-se, desta forma, a outros importantes monumentos internacionais que já aderiram ao movimento, tais como o Coliseu em Roma (Itália), a fachada do Presépio da Sagrada Família (Espanha), as Cataratas do Niágara (Canadá), a ponte Yavuz Sultan Selim (Turquia), a Torre Petrin (República Checa), a Torre Eiffel (França), entre muitos outros. 

O dia 7 de setembro foi instituído em 2014 como o Dia Mundial para a Consciencialização da Distrofia Muscular de Duchenne. Em Portugal, e em todos os lugares do mundo, a data assinala-se com eventos variados, conferências científicas e outros acontecimentos que pretendem chamar à atenção para a existência da doença e para a sua identificação, de forma cada vez mais precoce. 

A Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) é uma doença genética, ligada ao cromossoma X, que afeta 1 em cada 3.500 crianças do sexo masculino. No entanto, a edição de 2022, dedicada ao tema “As mulheres e a Duchenne”, pretende alertar a sociedade para o facto de, muito raramente afetar, também, as mulheres. Estas, com dois cromossomas X, são, normalmente, assintomáticas e apenas portadoras e transmissoras da doença. Mas podem ser portadoras, sintomáticas, afetadas por algumas alterações capazes de condicionar o seu quotidiano.

Se a sua criança apresentar dificuldades em levantar-se do chão, de subir escadas, cansaço fácil, problemas respiratórios, insuficiência cardíaca ou cai facilmente, consulte o seu médico e peça um diagnóstico genético.

Para mais informações: https://www.worldduchenneday.org/illuminate-a-landmark-for-world-duchenne-awareness-day/ ou www.apn.pt

Estudo
A noção de ser ou não saudável já não se restringe apenas à ausência ou presença de doença – de acordo com o mais recente...

O estudo analisou as respostas de 19 mil inquiridos de 19 países de todo o mundo, mostrando que, atualmente, a perceção da saúde é mais ampla: no momento de avaliar se são ou não saudáveis, os inquiridos mostram valorizar as quatro dimensões da saúde. No caso da saúde física e mental, 85% dos inquiridos classificam-nas como sendo muito ou extremamente importantes. O mesmo sucede com a saúde social e a saúde espiritual, também classificadas como muito ou extremamente importantes, num total de 70% e 62%, respetivamente. 

O estudo evidencia uma tendência para a desconstrução do conceito de saúde: 40% dos inquiridos que relatam sofrer de alguma doença continuam a classificar a sua saúde como sendo boa ou muito boa, justificando a ideia de que ser-se saudável não se restringe apenas à ausência ou presença de doença, mas a um conjunto de diferentes fatores que contribuem para que se sintam efetivamente saudáveis. Por outro lado, mais de 20% dos indivíduos que não identificam qualquer doença, consideram estar bem, mal ou muito mal de saúde.

Estes dados permitem retirar duas conclusões: por um lado, as pessoas nem sempre se definem ou se sentem limitadas pelas suas condições físicas e psicológicas. Por outro, poderão estar mais direcionadas a viver as suas vidas de acordo com os seus interesses (por exemplo, desempenhar tarefas que considerem significativas), do que focadas na presença ou ausência de doença.

A pesquisa conduzida pelo McKinsey Health Institute (MHI) revela, também, que a idade nem sempre está diretamente relacionada com os níveis e perceções de saúde. Dos inquiridos com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos, 70% declararam boa ou muito boa saúde no geral, e 60% das pessoas com idades compreendidas entre os 75 e os 84 anos atribuíram a mesma classificação. Por outro lado, em 15 dos 19 países analisados, os grupos etários mais velhos atribuíram pontuações mais elevadas do que os mais jovens em algumas dimensões da saúde, nomeadamente a saúde mental.

Globalmente, verificou-se um acréscimo de 10% dos inquiridos com mais de 65 anos que classificaram a sua saúde mental como boa ou muito boa, por comparação aos entrevistados entre os 18 e os 24 anos. O mesmo se verifica no caso da saúde social: um maior número de indivíduos com menos de 24 anos relatou ter saúde social regular ou fraca, por oposição aos inquiridos com mais de 65 anos.

O estudo apurou ainda que os inquiridos que vivem em países com maior esperança de vida à nascença não se consideram necessariamente mais saudáveis. Entre os 19 países consultados nesta pesquisa, o Japão apresenta a maior esperança de vida, mas a classificação que estes entrevistados atribuem à sua saúde é mais baixa.

Por outro lado, mostrou que a perceção da saúde e o rendimento familiar estão positivamente ligados na maioria dos países – quanto mais as pessoas ganham, maior e melhor é a perceção do estado da sua saúde.

Em todos os países contemplados, os indivíduos com doenças reportam um menor apoio à saúde do que aqueles que não têm doenças.

De forma geral, tanto as mulheres como os homens inquiridos relataram níveis semelhantes em termos do apoio à saúde, desde sistemas de saúde a família e amigos. Curiosamente, os homens de países com rendimentos médios mais elevados revelam obter um maior apoio à saúde por parte dos sistemas de saúde privados e públicos, por comparação àquele que é atribuído às mulheres.

Em suma, a pesquisa levada a cabo pelo McKinsey Health Institute conclui que a adoção de uma abordagem mais abrangente da saúde é fundamental para gerar mudanças duradouras, significativas e com impacto nas atitudes e ações da sociedade, permitindo alcançar, dessa forma, melhores níveis de saúde. Se indivíduos, empresas e países alargarem a sua compreensão da saúde, podem vir a colher benefícios em termos de esperança e qualidade de vida.

Evento destina-se aos profissionais de saúde das áreas de Obstetrícia, Ginecologia e Pediatria
O Health Insights está de volta para a sua sexta edição, no dia 30 de setembro, entre as 09h e as 17h, num formato...

Este momento de atualização científica, promovido pela Crioestaminal, com a colaboração do projeto Sementes & Laços, destina-se a profissionais de saúde das áreas de Obstetrícia, Ginecologia e Pediatria e pretende expandir o conhecimento sobre a assistência das mulheres na transição para a maternidade. Desta vez, com destaque para o papel dos enfermeiros especialistas em Saúde Materna e Obstétrica.

Além de estratégias e competências que visam a promoção da saúde da mulher durante a idade fértil, gravidez, parto e amamentação, vão ser discutidos vários temas sobre a atuação dos enfermeiros parteiros em Portugal, desde a autonomia dos EESMO na legislação portuguesa, em comparação com a realidade europeia, à proposta da implementação de uma unidade de cuidados de maternidade em Portugal seguindo o modelo Midwifery Model of Care.

O encontro conta ainda com a participação especial da Doutora Frances Verter, fundadora do Parent’s Guide to Cord Blood e cofundadora da CellTrials.org, que fornece dados completos e precisos sobre os ensaios clínicos realizados na área das terapias celulares avançadas, para abordar o tema “The Status of Cord Blood Banking”, com a moderação da Diretora Médica da Crioestaminal, Alexandra Machado.

Os profissionais de saúde interessados em participar no evento podem inscrever-se no site do evento.

 

 

 

 

Manifesto ‘Pela Memória Futura’ é divulgado hoje publicamente
A Associação Alzheimer Portugal, Instituição Particular de Solidariedade Social dedicada a promover a qualidade de vida das...

O lançamento público deste manifesto, que marca o arranque do programa de atividades da Associação no âmbito do mês que assinala o Dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer, surge na sequência da apresentação do documento aos grupos parlamentares que constituem a atual legislatura, com o objetivo de sensibilizar a classe política para um conjunto de prioridades de atuação que devem ser consideradas ao nível da formulação e aplicação de políticas públicas que visem responder aos crescentes desafios na área das Demências.

De acordo com o documento hoje divulgado, a resposta para uma melhoria efetiva da qualidade de vida de quem vive com Demência e das respetivas famílias e cuidadores terá de passar pela adoção de quatro princípios-chave: priorizar, concretizar, consciencializar e aproximar.

Como primeiro passo, a Alzheimer Portugal destaca a urgência de fazer da Doença de Alzheimer e outras Demências uma prioridade social e de saúde pública em Portugal, tendo em conta não só o número de pessoas que vivem atualmente com Demência no país, mas também as estimativas de aumento da sua prevalência e consequente impacto. Para o conseguir, a Associação refere ser perentória e premente a concretização no terreno dos Planos Regionais de Saúde para as Demências, já aprovados em dezembro do ano passado e identificados no Plano de Recuperação e Resiliência português como um objetivo a implementar, no sentido de promover, segundo esse mesmo documento, “uma sólida resposta intersectorial às pessoas que vivem com demência, às suas famílias

e cuidadores, tirando partido das iniciativas que já existem com resultados positivos”.

À parte da atuação política, o manifesto ‘Pela Memória Futura’ refere igualmente a necessidade de promover a consciencialização da sociedade, cuidadores informais, bem como profissionais de saúde e da área social, como forma de eliminar o desconhecimento e o estigma e, por conseguinte, melhorar a prevenção, o diagnóstico atempado, e as intervenções e apoios dados às pessoas com Demência e respetivas famílias e cuidadores.

O manifesto sinaliza ainda a importância de se promover uma maior articulação e integração da resposta à Demência, em particular, de se garantir que um percurso específico de cuidados esteja acessível, de forma próxima, contínua e equitativa, a todas as pessoas com Demência e suas famílias e cuidadores. Para isso, a Associação aponta como medidas necessárias: a eliminação das assimetrias entre regiões no que respeita aos cuidados e apoios prestados; a criação de ligações ágeis entre os cuidados de saúde primários, hospitalares e continuados, que acompanhe a pessoa desde os primeiros sinais da doença até aos cuidados de fim de vida; e, por fim, o envolvimento do setor social com o setor da saúde, assim como uma maior articulação com as autarquias locais, de forma a alcançar respostas mais eficazes e ajustadas às diferentes realidades familiares e locais.

Para Maria do Rosário Zincke dos Reis, Vice-Presidente da Alzheimer Portugal, “a decisão de apresentar o nosso Manifesto à sociedade decorre da nossa missão. Com efeito, cabe-nos como IPSS e associação de doentes chamar a atenção para as lacunas que ainda persistem no apoio às Pessoas com Demência e suas famílias desde os primeiros sintomas e no exercício efetivo dos seus direitos ao longo do curso da doença”.

E acrescenta: “É por isso imperativo que a nossa sociedade como um todo – políticos, profissionais de saúde e do setor social, e população – reconheça as Demências como uma prioridade social e de saúde pública, de modo a conseguirmos acelerar a concretização de uma resposta específica, integrada e eficiente para melhorar a qualidade de vida de quem vive com a doença e de quem cuida, e a reduzir o seu impacto para a sociedade.”

Inquérito realizado pela Merck em 10 países europeus
Ter filhos está nos planos das gerações mais jovens europeias. De facto, a maioria (72%) pensa vir a ter uma família, seja num...

Os inquiridos portugueses voltam a destacar-se, no conjunto de todos os europeus, como aqueles mais recetivos à realização de tratamentos de fertilidade no caso de dificuldade em conceber naturalmente: 8 em cada 10 jovens não hesitariam em fazê-lo, um valor 7 pontos percentuais mais alto que os jovens europeus no seu conjunto.

E o que valorizam estas novas gerações quando se trata de constituir família? Em Portugal, a saúde física e emocional vem em primeiro lugar para os millennials (98%) e geração Z (97%), em segundo lugar, terem o parceiro certo (97% em ambas as gerações) e, em terceiro lugar, terem um emprego satisfatório e estável (96% nos millennials; 97% na geração Z).

O inquérito quis ainda saber se os jovens tinham alguém ao seu cuidado, com 34% dos europeus a responderem de forma afirmativa. Uma percentagem que, em Portugal, não vai além dos 26%, o que nos torna, de entre os 10 países europeus, o segundo onde menos jovens são cuidadores informais, bem distante da Noruega (51%) ou da França (43%), os dois países onde esta é uma maior realidade.

Para aqueles que assumem a tarefa de cuidador informal, o inquérito revela ainda que o mais importante para o desempenho dessa tarefa é a compreensão e a flexibilidade laboral (73%), valor que volta a colocar os jovens cidadãos nacionais à frente dos restantes europeus (59%). Por cá, destaca-se ainda a necessidade de apoio material/financeiro (58%) e de apoio psicológico (48%).

Outros dados deste estudo revelam ainda que, por exemplo, penas 21% dos jovens em Portugal têm filhos, menos 12 pontos percentuais que os jovens europeus no seu conjunto. Por geração, quase 30% dos millennials portugueses têm filhos.

Ao nível da saúde física 55% dos jovens portugueses consideram-se bem, um valor de 6 pontos percentuais abaixo do conjunto dos jovens europeus. No entanto, no que diz respeito à saúde mental o cenário é um pouco diferente: menos de metade (48%) dizem ter boa saúde emocional, valor que cai para 42% no caso da geração Z.

 

15 de setembro
Se está grávida e a sexualidade é um tema tabu ou motivo de receio, a próxima sessão “Especial Grávida” da Academia Mamãs Sem...

Desde as alterações que o corpo da mulher atravessa durante a gravidez, até aos mitos baseados em falta de informação, a sexualidade durante o período da gravidez preocupa muitas mulheres. De forma a esclarecer as dúvidas das grávidas sobre esta temática, a Enfermeira Sandra Evangelista, especialista em saúde materna e obstetrícia, vai abordar o tema de forma descontraída e sem complexos.

Os cuidados a ter com a pele do bebé, bem como o presente e o futuro das células estaminais são os outros temas a ser abordados na sessão, que conta com o contributo da especialista em Dermocosmética Mariana Sousa e da formadora da BebéVida Maria Costa, respetivamente.

Ao participar, as grávidas habilitam-se a ganhar um cabaz de produtos no valor de 430 €, composto por: uma mala de maternidade Uriage, um Baby Nest Voksi, um intercomunicador Alecto, uma ecografia emocional 3D/4D e um peluche das mascotes BebéVida. A vencedora será comunicada no dia 16 de agosto, na página de Instagram da Mamãs Sem Dúvidas.

Para saber mais sobre a Academia Mamãs Sem Dúvidas, conteúdos informativos ou próximos eventos visite o website mamassemduvidas.pt

 

 

 

 

 

Requalificação de infraestruturas e substituição de equipamentos
Em linha com o definido no Plano de Desenvolvimento Estratégico (PDE) do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), a...

Até à data, foi possível preparar e executar um conjunto de investimentos no Hospital Geral, ao nível da requalificação das infraestruturas e também na substituição de equipamentos, num total de investimento que excede os quatro milhões de euros. Deste investimento total, um milhão de euros foi investido durante o período da pandemia (Covid-19) para substituição de equipamento médico em diversas áreas, equipamentos para os blocos operatórios e unidade de cirurgia de ambulatório, otorrinolaringologia, centro de medicina do sono, imagiologia, entre outros.

Destaca-se o investimento feito na vertente de ambulatório como, a requalificação da área da Medicina Física e Reabilitação e a conclusão da obra da Unidade de Reabilitação Cardiorrespiratória, que entrará em funcionamento ainda este mês, financiada pelo Programa de Valorização e Integração do Percurso do Utente (PIIC). Foi também possível criar as condições para a concentração da Unidade Funcional do Pé Diabético nas instalações do Hospital de Dia.

Na vertente de internamento, encontra-se concluída a requalificação da antiga unidade de internamento de traumatologia, que a partir deste mês passará a acolher 18 camas de cirurgia geral. Também no dia 29 de agosto 2022 se deu início à obra de requalificação da unidade de internamento de Cardiologia e Unidade de Cuidados Intermédios Coronários.

Encontra-se em fase de adjudicação a empreitada para a requalificação da unidade de internamento que albergou durante mais de 24 meses os doentes com SARS-Cov-2, que passará a ser uma unidade de internamento com 16 camas de Medicina Interna.

Transversalmente foram sendo executadas algumas componentes do Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), tendo-se já efetivado a substituição de todas as luminárias por tecnologia LED e sensores de movimento e a primeira fase da substituição de vãos envidraçados, melhorias que concorrem para a redução do consumo energético e a melhoria das condições de trabalho.

Ainda durante o mês de setembro vão iniciar-se outras empreitadas no âmbito da eficiência energética, como a colocação de painéis solares fotovoltaicos, substituição do sistema de aquecimento e arrefecimento de águas sanitárias e climatização bem como o sistema de gestão das instalações técnicas, assim como a última fase da substituição dos vãos envidraçados.

Registe-se, ainda, que no próximo mês de outubro, a Unidade de Hospitalização Domiciliária comemora um ano de existência, tendo sido previamente requalificado o espaço físico para acomodar a equipa e toda a logística desta nova e importante linha de actividade do CHUC, a funcionar também no polo HG.

 

Cirurgiã vascular explica
O Lipedema é uma doença que se caracteriza por uma acumulação desproporcional de gordura nas extremi

Por vezes confundida com obesidade, esta doença é pouco divulgada, subdiagnosticada e muito negligenciada por parte dos profissionais de saúde. As pacientes relatam que não conseguem perder volume nas pernas, apesar de se empenharem em dietas rigorosas e da perda ponderal que conseguem alcançar, graças à perda de volume noutras áreas do corpo. Surgem habitualmente desanimadas e frustradas pois o seu caso é encarado como obesidade (ou até retenção de líquidos) e a sua não resolução é atribuída a “falta de esforço”.

Muitas pacientes sofrem de Lipedema há anos, sem o saberem. Além da importância do diagnóstico e tratamentos precoces, importa considerar que se trata de uma doença genética, crónica e que oscila de acordo com diversos fatores (hormonal, stress, ansiedade, nutrição, entre outros gatilhos que são identificados em cada caso individual).

Ainda que pareça uma doença nova, de descoberta recente, o Lipedema foi descrito pela primeira vez na Clínica Mayo, por Allen e Hines, em 1940.

Os quatro estágios de Lipedema

Quando o Lipedema não é tratado, os sintomas podem aumentar ao longo dos anos. Esta é uma doença que pode atingir 4 diferentes estágios:

  • Estágio I: a pele é lisa/suave, apresentando dor leve e hematomas menos frequentes; o inchaço aumenta durante o dia e pode diminuir com o descanso e a elevação dos membros; a drenagem linfática apresenta grandes resultados; responde bem ao tratamento.
  • Estágio II: a pele tem marcas de “celulite”; presença de dor e hematomas mais frequentes; o edema aumenta durante o dia, com melhoria parcial após repouso e elevação dos membros; pode responder bem ao tratamento.
  • Estágio III: o tecido conetivo está endurecido; presença de dor, alterações posturais e edema presente e persistente; grandes áreas de gordura que se sobrepõem; menos responsivo a algumas modalidades de tratamento.
  • Estágio IV: fibroesclerose, possivelmente com associação ao Linfedema; edema consistente presente; todos os sintomas aumentados além de alterações incapacitantes na qualidade de vida; grandes áreas de gordura que se sobrepõem; também conhecido como Lipo-linfedema; menos responsivo a algumas modalidades de tratamento.

A distribuição desproporcional da gordura típica do Lipedema é dividida em cinco tipos, de acordo com a área de acometimento, sendo que alguns pacientes podem ser classificados em mais do que um tipo:

  • Tipo I: Pélvis, glúteos e anca;
  • Tipo II: Glúteos até os joelhos com presença de tecido adiposo na parte lateral e inferior dos joelhos;
  • Tipo III: Glúteos até tornozelos;
  • Tipo IV: Braços;
  • Tipo V: Perna inferior.

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Oftalmologia
Neste regresso às aulas, Rufino Silva, médico oftalmologista, desconstrói os principais mitos que en

O meu filho vê bem para a idade. A visão tem um papel fundamental na aprendizagem e desenvolvimento. É responsável por cera de 80% de toda a informação que recebemos. Cerca de 20% das crianças em idade escolar têm problemas de visão que podem prejudicar o seu aproveitamento escolar. Na realidade, a capacidade visual da criança varia com a idade. Por exemplo, logo após o nascimento a capacidade de focagem está pouco desenvolvida e não vai além dos 30 cm, que é a distância do peito da mãe ao seu rosto. Ao fim de 1 mês já vê a cerca de 60 cm e aos 3 meses já segue objetos e identifica o rosto da mãe. A acuidade visual do adulto só é atingida entre os 4 e os 6 anos (10/10). Mas para que tal seja possível é importante que não haja doenças oculares associadas, estrabismos ou erros de refração que provocam uma dificuldade ou incapacidade de focar as imagens na retina e que pode ser corrigida com óculos. Quando eles estão presentes, criança pode aparentemente ver bem ao longe, mas ver mal ao perto, pode ter dificuldades na leitura, trocar os olhos ao perto, ou ver só de um olho ou ver mal dos dois.

O meu filho é muito pequeno para usar óculos. Na realidade, os óculos podem ser precisos em qualquer idade. Se o seu médico Oftalmologista prescreveu óculos é porque é mesmo muito importante que o seu filho os use. Quando não usados na altura certa podem ocasionar situações graves. Quando a imagem não se foca bem na retina porque a criança precisa de óculos, mas não usa, o olho pode não “aprender a ver” e as imagens não se formam no cérebro. A criança pode ficar a ver mal para o resto de vida, de um olho ou dos dois, se a correção não for feita na infância.  Além da ambliopia, a criança pode apresentar cansaço, fadiga ocular, e sobretudo dificuldade na aprendizagem. Então, quando é que o meu filho deve ser observado pelo médico? Deve haver sempre um exame sumário aos recém-nascidos na sala de partos e um exame mais completo pelos seis meses de idade, feitos pelo médico pediatra, que orientará para o medico Oftalmologista se considerar necessário. Aos 2-3 anos a criança deve ser orientada para o rastreio de saúde visual infantil ou consultar o médico Oftalmologista. Deverá haver também uma observação pelo médico oftalmologista na idade pré-escolar (4-5 anos de idade).

Os óculos podem fazer mal aos olhos que ficam mais preguiçosos. E os óculos desatualizados podem também ainda fazer mais mal. Na realidade, são dois mitos. Os óculos não danificam os olhos nem os tornam mais preguiçosos. E se a graduação não for a mais adequada também não danificam os olhos, Mas aqui os óculos não estão a cumprir bem a sua função e podem aparecer sintomas como picadas nos olhos, lacrimejo, cansaço, dificuldade em focar bem as imagens, problemas de concentração e aprendizagem.

Aproximar-se muito da televisão faz mal aos olhos. Na realidade, aproximar-se muito da televisão significa, em regra, que a criança pode estar a ver mal ao longe e que necessita ser observada pelo médico oftalmologista.

O uso excessivo de écrans de telemóveis, tablets, computadores pode ser prejudicial. É verdade.   O uso excessivo de écrans de telemóveis, computadores, tablets está associado a um aumento da miopia, cansaço, fadiga ocular, por vezes dores de cabeça.  É altamente recomendado que, alem de usarem a correção necessária, as crianças tenham atividades diárias ao ar livre que alternam com o uso de écrans. O tempo máximo de écrans aconselhado para uma criança (não incluindo os trabalhos escolares) varia com a idade. Antes dos 2 anos de idade a criança não deve ser exposta aos écrans. Dos 2 aos 5 anos pode utilizar até 1 hora por dia. Depois, não mais de 2 horas por dia. A razão destas recomendações não é apenas de natureza ocular. Inclui também múltiplos aspetos associados ao desenvolvimento da criança.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Opinião
A ansiedade é um problema de saúde atualmente muito comum.

Setembro é, por excelência, o mês da rentrée. Alguns estudos mostram que entre um 25 e um 30% dos trabalhadores vão sofrer da síndrome pós ferias

Mesmo em período de pandemia como o que atravessamos, e após os meses de confinamento, são muitas as pessoas que se veem a regressar ao trabalho e o facto de voltar à rotina e aos horários, de viajar de transportes públicos ou de voltar a ter de partilhar espaço com outras pessoas no escritório pode aumentar os estados de ansiedade.

Mais frequente em mulheres que em homens, estas pessoas vão queixar-se de cansaço, dores musculares, alterações do sono e apetite, falta de motivação, tristeza e irritabilidade entre outros sintomas.

Este processo de adaptação a nova rotina pode ser mais complicado e acabar em ansiedade generalizada ou depressão, afetando assim a nível anímico.

Existem diferentes medidas não farmacológicas e farmacológicas úteis para aliviar a ansiedade, entre elas a Homeopatia. Podemos, então, recorrer a uma terapia como a homeopatia com medicamentos seguros e eficazes para qualquer idade, tanto para nós como para os nossos filhos.

São úteis no tratamento da ansiedade, ajudando o indivíduo a enfrentar o stress de forma natural, sem afetar o seu dia-a-dia.

Devido a mudança no estilo de vida e ter de retomar horários habituais, diferentes aos das ferias pode ser frequente alguma dificuldade em adormecer que altere o nosso descanso, insónias causadas por pensamentos negativos ou difíceis de controlar,

Medicamentos como PasiffloraCoffeaGelsemiumIgnatia ou Argentum nitricum, podem ser uteis para retomar um padrão normal de sono.

As duas principais vantagens dos medicamentos homeopáticos em doentes com problemas de ansiedade são a sua segurança e eficácia, isto porque:

  • Atuam eficazmente sobre a ansiedade e os transtornos de sono associados. O indivíduo sente alívio dos sintomas a nível psíquico (distúrbios do sono, irritabilidade), físico (dor de cabeça, problemas digestivos, contraturas musculares, palpitações, cansaço persistente) e comportamental (hiperatividade, falta de concentração, baixa autoestima, consumo excessivo de substâncias nocivas, como café, tabaco, álcool), facilitando uma terapia mais global e personalizada. Nux vómica, Ignatia amara, Aconitum napellus, Calcarea carbónica, Lycopodium clavatum, são alguns exemplos. 
  • Apresentam tolerabilidade e ausência de dependência. Não foram descritos efeitos secundários relevantes associados à sua ingestão, assim como distúrbios gastrointestinais, reações de fotossensibilidade, redução da lividez, boca seca, entre outros. Portanto, é possível tomar medicamentos homeopáticos durante um largo período e interromper a sua toma sem sofrer qualquer efeito secundário ou dependência. 
  • Compatibilidade farmacêutica. Nos casos em que existe dificuldade ou negação do uso de psicofármacos por parte do doente, os medicamentos homeopáticos surgem também como um complemento, reduzindo a necessidade de prescrição de ansiolíticos ou o aumento da dose de psicotrópicos, minimizando possíveis efeitos secundários. 
  • Não causam sonolência. Poder estudar, trabalhar e manter o ritmo de vida. Os medicamentos homeopáticos não afetam a memória ou a capacidade de concentração. 
  • Não afetam a coordenação. É possível conduzir e trabalhar com equipamentos que requerem atenção especial, uma vez que não influenciam os reflexos. 
  • Seguros para doentes de risco, como idosos, pessoas com insuficiência respiratória, doentes com insuficiência renal ou hepática, doentes polimedicados, grávidas e lactantes.

Contudo, intervir precocemente é fundamental, isto é, assim que identificamos alguns sinais ou sintomas físicos ou surgem preocupações e pensamentos negativos. Praticar atividade física, adotar uma alimentação equilibrada, melhorar a qualidade do sono e manter uma atitude positiva perante a vida são algumas medidas simples, mas que podem ajudar a regular os níveis de stress e reduzir a ansiedade.

Cristina Casaseca-Aliste Mostaza
Especialista em Medicina Geral e Familiar
Diploma de Terapêutica Homeopática
Professora do Centro de Educação e Desenvolvimento da Homeopatia CEDH

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Em carta enviada ao Presidente da República, Francisco Miranda Rodrigues lamentou que a lei não esteja a ser cumprida
O Bastonário da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) escreveu uma carta aberta ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de...

“Desde 2013 que é legalmente obrigatória” a avaliação psicológica da segurança privada “para a atribuição de carteira profissional e sua revalidação”, explica o Bastonário. “Incompreensivelmente, num infeliz cúmulo de ineficiência e de aparente incúria até, o Estado não se mostrou capaz de tornar a lei efetiva até este momento”, lamenta.

Depois de anos de pressão feita pela Ordem dos Psicólogos Portugueses, o despacho conjunto da Direção Geral da Saúde e da PSP para regulamentação desta Lei foi finalmente publicado no ano passado. “Todavia, e depois de redobrados esforços da OPP para o efeito, continua sem ser aplicada e a própria PSP invoca o contrário do despacho por si emitido para não a aplicar”, afirma o Bastonário. Em causa está a inexistência de uma plataforma eletrónica. Mas “o despacho refere explicitamente que enquanto isso não acontecer serão as avaliações remetidas à PSP”, explica Francisco Miranda Rodrigues.

Lamentando este que considera ser um “dos piores exemplos do incumprimento pelo Estado das suas próprias atribuições em matéria de preservação e garantia de segurança e saúde dos cidadãos e da fiscalização das atividades que para ela concorrem, o Bastonário deixa um apelo ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, “para a garantia de proteção do valor da segurança dos cidadãos”.

 

Investimento de dois milhões de euros
A BIAL inaugurou, esta quinta-feira, o seu novo edifício social, denominado “Lake House”. De autoria do Arq. Carlos Prata, este...

Representando um investimento de dois milhões de euros, o espaço agora inaugurado pelo Presidente da Câmara da Trofa, Sérgio Humberto, conta com dois pisos com uma área total de construção de 1.134m2.

O nome “Lake House” não surge por acaso: foi escolhido após sugestão por parte dos colaboradores, em votação interna, e homenageia o espaço verde em que o edifício se integra, com a natureza circundante e o pequeno lago que faz parte da área em que a sede da empresa se situa.

O novo edifício conta com um conjunto de infraestruturas que refletem a preocupação da empresa com o ambiente de trabalho e bem-estar das pessoas, incluindo um espaço de refeições, com serviço de cafetaria e de cantina, um salão de jogos - com bilhar, pingue-pongue e matrecos -, uma sala de televisão e videojogos, outra destinada a jogos de tabuleiro e ainda uma sala de leitura e relaxamento. A versatilidade deste espaço permite também a sua utilização para outros momentos informais da comunidade BIAL, como ações de teambuilding ou atividades comemorativas e de lazer, assim como reuniões ou ações de formação.

Miguel Portela, Administrador e Diretor Geral Corporate da BIAL, revela que “A BIAL conta com talento de múltiplas origens e geografias, e entendemos ser importante não apenas oferecer as melhores condições de desenvolvimento profissional, como também criar oportunidades para estreitar laços na nossa comunidade. Estamos convictos que o espaço que agora inauguramos constituirá um forte incentivo para que tal aconteça”. 

“Para além de todas as valências do novo edifício que colocamos à disposição de todos os nossos colaboradores, este ainda tem o mérito de fazer a ligação, através de uma ponte pedonal, a um espaço verde que designamos como “bosque”, utilizado pelas nossas pessoas para descontrair ou fazer refeições. Pretendemos com este novo edifício fomentar a interação e a comunicação entre os nossos colaboradores, estabelecendo laços de maior proximidade com a empresa e reforçar o sentimento de pertença e união”, enfatiza ainda Miguel Portela.

O Campus BIAL ocupa atualmente uma área de cerca de 24 hectares e concentra, para além da sede do grupo, unidades industriais de produção de medicamentos, laboratórios de investigação de ponta, bem como facilidades logísticas.

A BIAL conta com mais de 98 anos de história. No desenvolvimento da sua atividade, a BIAL aposta em recursos humanos altamente qualificados, constituindo-se como um polo de atração de talento nacional e de quadros qualificados internacionais. Entre os colaboradores do grupo, 84% têm formação superior, 10% são doutorados e 54% são mulheres.

Teleconsulta, teleconsultadoria e telediagnóstico
Foi assinado ontem, dia 31 de agosto, em Maputo, Moçambique, um instrumento de cooperação bilateral na área da telemedicina,...

A intensa e já longa experiência do CHUC, através do pioneirismo dos seus serviços clínicos na área da telemedicina, faz desta instituição um parceiro privilegiado e garante do sucesso da execução deste protocolo. Nesta já longa experiência do CHUC, destaca-se o contributo do principal promotor e impulsionador da utilização desta linha de serviço, Eduardo Castela.

A telemedicina é hoje reconhecida como um instrumento essencial na melhoria qualitativa e quantitativa da prestação de cuidados de saúde, nomeadamente

pela redução de custos e de tempo, permitindo a prestação de cuidados de saúde especializados, ultrapassando barreiras geográficas, conectando utilizadores que não se encontram na mesma localização física e envolvendo a utilização de vários tipos de tecnologias de informação e comunicação.

A formalização deste protocolo teve lugar no Ministério dos Negócios Estrangeiros, no âmbito da cimeira entre os dois países que conta com uma ampla delegação chefiada pelo Primeiro-ministro, António Costa, e que decorre até ao dia 2 de setembro.

 

 

Mês de Sensibilização para o Cancro Infantil
“O meu cancro não é só meu: também é da minha família.” é o mote da campanha que a Acreditar – Associação de Pais e Amigos de...

Apesar de ser uma doença rara, continua a ser a causa de morte mais frequente por doença em idade pediátrica. Na sobrevivência, as sequelas decorrentes da doença e dos tratamentos são responsáveis por menos qualidade de vida em dois terços dos sobreviventes. Nas famílias, o diagnóstico traz alterações profundas às suas dinâmicas.

Os impactos deste vão para além do próprio doente e não se esgotam no momento da doença. Desde logo porque o diagnóstico é sinónimo de medo da doença e do seu desfecho. Também a exigência dos tratamentos e dos seus efeitos secundários, os internamentos, o isolamento social, alteração das relações familiares e socias, podem fragilizar alguns ou todos os elementos da família.

Com 80% de taxa de sobrevivência, são muitos os que vivem com sequelas. Ter um acompanhamento médico especializado é uma reivindicação antiga de muitos sobreviventes.  São alvo também de situações discriminatórias, como o acesso a seguros de vida e de saúde em circunstâncias que os penalizam por terem tido um cancro cedo demais – é urgente que a lei do esquecimento, que entrou em vigor este ano, seja regulamentada.

As famílias sofrem mudanças radicais na sua organização: pais que deixam de trabalhar para acompanhar os filhos doentes, licenças que levam a perdas de rendimentos. Os problemas agravam-se quando têm de deixar a sua casa e viver durante meses, às vezes anos, num sítio completamente diferente, junto ao hospital onde decorre o tratamento.

Com o objetivo de dar resposta a esta necessidade, a Casa Acreditar de Lisboa está a crescer. Com a obra, iniciada em junho deste ano, a Casa passará de 12 para 32 quartos, para que mais famílias que vêm de longe possam ter uma casa, onde permanecem gratuitamente, enquanto acompanham os seus filhos em tratamento no IPO. Madeira, Açores, Algarve e Alentejo, são a origem da maior parte das famílias que passam pela Casa de Lisboa. Recebe ainda as crianças que vêm dos PALOP, ao abrigo dos acordos de cooperação com o Estado, famílias que chegam a ficar mais de dois anos na Casa. Neste momento, há também uma família vinda em fuga da Ucrânia. A Casa passará a poder acolher jovens adultos (até aos 25 anos), população que a Acreditar mais recentemente acompanha. Pela Casa Acreditar de Lisboa já passaram 1.695 famílias desde que entrou em funcionamento, em 2002.

Na Casa Acreditar de Lisboa, assim como nas de Coimbra e do Porto, as famílias encontram um apoio que vai muito para além da dimensão logística: maior sensação de segurança e bem-estar emocional; crescimento pessoal; melhor ajustamento à doença e adesão ao tratamento e, ainda, redução das dificuldades financeiras. Sabemos, através da avaliação Social Return on Investment, que por cada 1€ investido nas Casas da Acreditar é obtido um benefício social de 5,49€.

A obra de ampliação, que irá ligar a atual casa ao edifício contíguo também ele cedido pela Câmara Municipal de Lisboa, tem a duração prevista de 1 ano e o custo aproximado de 3 milhões de euros. A Acreditar já angariou metade deste valor, necessitando agora de 750.000€ em donativos financeiros e 750.000 em materiais.  Com a campanha de angariação de fundos a decorrer, contamos, uma vez mais, com a participação da sociedade civil.

A par das organizações congéneres no mundo, a Acreditar dedica este mês a alertar a sociedade para o impacto da doença na família.

Dia Nacional do Psicólogo em ano de guerra, pandemia e incêndios
Assinala-se no próximo domingo, dia 4 de setembro, o Dia Nacional do Psicólogo. Num ano marcado pela guerra na Ucrânia, pela...

“Os desafios societais são também os desafios dos psicólogos. Estes são também os desafios das pessoas que precisam dos serviços prestados pelos psicólogos, mas que tantas vezes têm dificuldades em aceder”, explica Francisco Miranda Rodrigues, Bastonário da Ordem dos Psicólogos Portugueses.

Numa campanha lançada nas redes sociais, a Ordem dos Psicólogos Portugueses recorda o papel dos psicólogos na saúde, na educação, mas também na Crise Climática e Sustentabilidade e na Pobreza e Inclusão.

“Na crise climática e sustentabilidade um psicólogo pode ajudar a combater as alterações climáticas, facilitando a mudança de comportamentos com impactos ambientais e a tomada de decisões pró-ambientais, bem como prevenindo a ecoansiedade”. Mas podem também ajudar “organismos públicos no planeamento das políticas públicas adoptadas”, explica a Ordem dos Psicólogos Portugueses.

Já em relação à Pobreza e Inclusão a OPP lançou a campanha “.(ponto) Final à Pobreza”, que está a recolher contributos dos psicólogos de todo o país para o desenho de uma estratégia da contribuição da profissão para o combate à pobreza.

 

Campanha “Intervenção check-in Saúde da Mulher” decorre durante todo o mês de setembro
A iniciativa pretende reforçar a importância do diagnóstico precoce e do reconhecimento dos principais fatores de risco...

“Seja a protagonista da sua história” é o mote para desafiar as Mulheres portuguesas a tomarem o controlo da sua saúde, tornando-se mais despertas para potenciais sinais de alerta e para a importância do acompanhamento pelos Profissionais de Saúde e da gestão correta do tratamento.

Na primeira semana, as equipas das farmácias Rede Claro focar-se-ão na saúde cardiovascular das utentes. Já na segunda semana, o foco assentará na fertilidade feminina. Por fim, os últimos quinze dias do mês serão dedicados ao tema da contraceção. Decorrerá, ainda, durante todo o mês de setembro, a nível da intervenção farmacêutica junto da comunidade, a possibilidade da realização da avaliação cardiovascular a todas as utentes e a implementação de um questionário sobre contraceção, que pretende conhecer os conhecimentos e hábitos de utilização das utentes com idades compreendidas entre os 16 e os 45 anos.

“Na Organon, temos o compromisso de garantir uma vida melhor para todas as Mulheres. Por esse motivo, e tendo em consideração a proximidade entre as farmácias e as comunidades e o seu papel na educação do utente, juntámo-nos à Rede Claro para fomentar o conhecimento das portuguesas sobre a sua saúde, capacitando-as para a tomada de decisões em prol do seu bem-estar,” refere Melvin Gracias, Gestor de Produto da Organon Portugal. E acrescenta: “esta campanha é um contributo importante para a literacia das portuguesas e responde a algumas necessidades de informação das Mulheres relativamente à sua saúde”.

 

 

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