XV Jornadas do NEDF – Núcleo de Estudos das Doenças do Fígado
O Núcleo de Estudos das Doenças do Fígado da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) realiza as XV Jornadas do núcleo,...

Médicos internistas vão reunir-se para discutir e refletir sobre patologias e principais desafios que Portugal enfrenta no que respeita ao tratamento de doenças do fígado.

“As jornadas do NEDF procuraram sempre ser abrangentes, focando os temas mais prementes, e por vezes controversos, da atualidade. Todos as palestras foram criteriosamente selecionadas com este objetivo”, antecipa Paulo Carrola, coordenador do NEDF.

Doenças Raras em Hepatologia; Doenças Autoimunes; Doenças Víricas; Encefalopatia Hepática; Cuidados Paliativos e Radiologia de Intervenção em Hepatologia encabeçam alguns dos principais temas que vão estar em destaque, durante o encontro. 

Coordenador do Núcleo de Estudos das Doenças do Fígado, Paulo Carrola assinala que “o acesso e tratamento das doenças do fígado no nosso país está ainda muito aquém do desejado e é muito assimétrico”.

“Se por um lado temos Unidades Hospitalares em que a perceção, sensibilidade e organização para as doenças do fígado está já a um bom nível, existem muitas outras em que, infelizmente, ainda não foram atingidos esses objetivos. Este problema tem constituído uma preocupação do NEDF e ultrapassá-lo é um desígnio para os próximos anos”, atesta o médico internista.

Mais informações disponíveis em: XV Jornadas do Núcleo de Estudos das Doenças do Fígado - SPMI

 

 

Candidaturas abertas para o ano letivo 2022/2023
A Escola Superior de Enfermagem S. Francisco das Misericórdias (ESESFM) acaba de lançar a nova Pós-Graduação em Competências de...

Com um total de 250 horas, a Pós-Graduação está dividida em dez módulos: Fundamentos da Comunicação para a Saúde; Gestão da Informação e Visualização de Dados; Estratégias de Marketing em Saúde; Influência e Persuasão; Marketing Pessoal, Imagem e Networking; Inteligência Emocional e Escrita Terapêutica; Mindfulness em Contextos de Saúde; Fontes de Informação em Saúde; Redes Sociais: Estratégias e Táticas em Saúde; Campanhas de Comunicação para a Saúde.

“Para assegurar que a comunicação para a saúde cumpre com a finalidade a que se propõe,  é necessário desenvolver as competências de comunicação dos profissionais de saúde, quer seja a nível da compreensão e aplicação das diferentes estratégias para abordar o doente, ou seja, em contexto clínico, quer seja também na comunicação mediada através dos jornalistas e redes sociais, dirigida ao público em geral, e ainda na interação com os pares e outros grupos de influência”, explica Andreia Garcia, coordenadora da nova Pós-Graduação da ESESFM e diretora-geral da empresa Miligrama Comunicação em Saúde.

E acrescenta: "Esta Pós-Graduação pretende dar resposta aos principais desafios de comunicação com que se deparam os profissionais de saúde, e capacitá-los a desenvolver e melhorar a sua atuação. Estamos certos de que este curso será um contributo importante, dada a escassez de formação graduada no campo da comunicação no setor da saúde”.

O curso realizar-se-á às sextas-feiras, das 18h00 às 22h00 (semanalmente) e aos sábados, das 10h00 às 14h00 (quinzenalmente), em regime de b-learning (60% online e 40% presencial).

Para candidaturas e mais informações consulte: www.academy.esesfm.pt/cursos/competencias-de-comunicacao-em-saude

 

Campanha “O seu fígado não está de férias”
A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) vai promover uma campanha de consciencialização para a prevenção da...

“Férias são, muitas vezes, sinónimo de descontração e divertimento. Contudo, podem ser também sinónimo de excessos. Temos tendência a desculpar os nossos comportamentos poucos saudáveis, mas esquecemo-nos de que todas as nossas ações têm impacto no nosso corpo e, nomeadamente, no nosso fígado. Devemos aproveitar o tempo livre que temos para cuidar de nós”, aconselha José Presa, presidente da APEF.

O médico explica que o fígado é um importante órgão do sistema digestivo e que, no caso de inflamação ou lesão, pode comprometer as suas funções e originar diversas complicações a curto ou a longo prazo. “Estamos a falar de patologias, que são, na sua grande maioria, evitáveis, embora tratáveis e, até, curáveis, como é o caso da hepatite C. O primeiro passo para o combate a estas doenças começa na prevenção: pratique exercício físico; faça uma alimentação equilibrada; evite beber álcool e consumir drogas; use preservativo; não partilhe seringas nem objetos de higiene pessoal; lave as mãos com frequência, sobretudo antes das refeições e depois de ir à casa de banho’, afirma José Presa.

E conclui: “No caso de ter alguma doença do fígado já diagnosticada e em tratamento, não se esqueça de levar consigo os medicamentos e de os tomar consoante indicado. Aproveite as férias para pôr em prática hábitos saudáveis. O seu fígado agradece!’”.

 

Equipa multidisciplinar
O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) tem, desde dia 11 de agosto, um novo Centro de Responsabilidade Integrada...

Depois dos Centros de Responsabilidade Integrada de Cirurgia Cardiotorácica, de Psiquiatria e de Oftalmologia, que foram pioneiros em Portugal, o CRI de Medicina do Sono é o primeiro a ser criado à luz da legislação de 2017*.

Os CRI são estruturas orgânicas de gestão intermédia, constituídos por equipas multidisciplinares, integrando médicos, enfermeiros, assistentes técnicos, assistentes operacionais, gestores e administradores hospitalares e outros profissionais de saúde, de acordo com a área ou áreas de especialidade e que visam potenciar os resultados da prestação de cuidados de saúde, melhorando a acessibilidade dos utentes e a qualidade dos serviços prestados, aumentando a produtividade dos recursos aplicados, contribuindo para uma maior eficácia e eficiência.

O CRI de Medicina do Sono está localizado junto ao Hospital Geral (Covões) e o Conselho de Gestão é constituído pelo médico especialista de pneumologia, Joaquim Moita, pela Administradora Hospitalar, Rosário Velez Reis e pela Técnica Superior de Diagnóstico e Terapêutica, Clara Santos.

O CHUC tem também em fase final de aprovação o CRI de Implantes Cocleares cuja formalização ocorrerá no início do próximo mês de setembro.

Com a criação destes novos modelos, o CHUC afirma o seu compromisso com a inovação na organização e gestão de cuidados, a par da excelência na prestação de cuidados de saúde, no ensino e na investigação clínica e translacional em Portugal.

 

28 e 29 de outubro
A Sociedade Portuguesa de Senologia vai organizar, nos dias 28 e 29 de outubro, no Centro de Congresso do Estoril, as XIX...

O mote da edição deste ano será o “Cancro da mama em idades extremas”, evidenciando o diagnóstico, o estudo, a investigação e o tratamento, na área da patologia mamária, focado nas faixas etárias abaixo dos 40 e acima dos 70 anos.

As Jornadas de Senologia têm como propósito promover o debate, a aprendizagem e a divulgação científica dos seguintes temas:

  • Cancro da mama em Portugal, indicadores de qualidade;
  • Evolução do cancro da mama em idades extremas;
  • Mudar mentalidades para diminuir incidência;
  • Cancro hereditário – a idade conta?;
  • Desafios e oportunidades no diagnóstico precoce;
  • Tratamento individualizado na jovem: o que pode ser diferente?;
  • Tratamento de acordo com a avaliação geriátrica – discussão multidisciplinar baseada em casos clínicos;
  • Suporte e (re)habilitação dos sobreviventes.

Os trabalhos científicos podem ser submetidos até 26 de setembro de 2022 e serão avaliados por um júri, que selecionará os melhores resumos para serem apresentados numa sessão integrada no programa do XIX Jornadas de Senologia.

Pode consultar todas as informações, na página das Jornadas: www.jornadassenologia.pt

Reconhecimento
Como reconhecimento do empenho e dedicação que a investigadora Raquel Seruca teve no desenvolvimento do Porto Comprehensive...

Este projeto pioneiro em Portugal, que ganha agora o nome da investigadora Raquel Seruca, pretende encurtar e aperfeiçoar o ciclo de descoberta científica em doenças neoplásicas e preneoplásicas, através do reforço da investigação de translação. "Graças à Raquel, alma-e-corpo da iniciativa, testemunharemos o sucesso do P.CCC centrado nas pessoas com organização e competência", sublinha Sobrinho Simões, diretor do Ipatimup.

A investigadora, que coordenou a elaboração da candidatura do projeto "TeamUp4Cancer" aos fundos do Norte2020, tendo conquistado um financiamento superior a 15 milhões de euros para melhorar o diagnóstico e tratamento de doentes com cancro, faleceu recentemente vítima de doença oncológica. O trabalho desenvolvido por Raquel Seruca "tornou possível a aquisição e implementação de novos equipamentos e infraestruturas, assim como a contratação de recursos humanos especializados que nos permitirão fazer investigação de ponta em cancro com a preocupação de conhecer melhor os mecanismos moleculares de cada tumor e transferir esse conhecimento para novas ferramentas de rastreio, diagnóstico precoce e tratamento de cancro. Este processo permitirá desenvolver uma estratégia inovadora de acompanhamento e tratamento personalizado dos doentes", garante Claudio Sunkel, diretor do i3S.

“A Raquel depositava uma enorme esperança no P.CCC como iniciativa de mudança da forma de fazer Ciência. Ela funcionou como o elemento catalisador das vontades das duas instituições em unirem esforços para conseguirem chegar mais próximo do que realmente necessitam os doentes com cancro”, explicou Rui Henrique, Presidente do Conselho de Administração do IPO Porto, acrescentando que “ao juntar à designação do P.CCC o nome da Raquel, estamos, não apenas, a realizar homenagem a uma mulher e cientista excecional, mas também a assumir um compromisso coletivo, pessoal e institucional, de que trabalharemos para concretizar o seu sonho e a sua visão.”

Na altura em que foi anunciado o financiamento para o P.CCC, Raquel Seruca sublinhava que "pela primeira vez em Portugal vamos poder cumprir todo o ciclo que vai desde a identificação dos mecanismos alterados nas células tumorais até aos ensaios clínicos, baseados no conhecimento profundo dos processos moleculares e celulares subjacentes à doença. O P.CCC é uma infraestrutura que prioritiza as necessidades dos doentes", explicava.

Os recursos estarão alocados estrategicamente em plataformas especializadas no IPO Porto e no i3S. Para o efeito, foram já adquiridos pelo i3S equipamentos que permitirão isolar e caracterizar o perfil molecular de células tumorais individuais, e identificar biomarcadores para vigilância dos doentes e famílias em risco. Especificamente, os novos equipamentos permitem uma análise detalhada de tecidos e biópsias líquidas de pacientes, e a avaliação funcional de moléculas em modelos experimentais in vitro e in vivo. Uma grande parte do investimento foi direcionado para a implementação de novas tecnologias de imagiologia, criando uma oportunidade única para avançar em estudos pré-clínicos.

Recomendações
Nos dias mais quentes é imprescindível que exista uma atenção redobrada com os seus pés.

Durante o dia os pés estão expostos à pressão do calçado, que por vezes não é adequado à fisionomia do pé, acabando por causar traumatismos repetitivos. A adoção de uma postura incorreta devido ao calçado e a ausência de cuidados podem tornar os pés mais vulneráveis a diferentes patologias biomecânicas e/ou dermatológicas, contribuindo, assim, para o aparecimento de lesões e problemas podológicos, como por exemplo: unhas encravadas, calos, micoses, xerose cutânea entre outros.

Como forma de prevenção é necessário adotar cuidados diários, tais como a lavagem com água e sabão de pH neutro ou sabão ozonizado; a secagem com uma toalha macia, com especial atenção entre os dedos; e a aplicação de loção hidratante para manter a pele dos pés suave e hidratada, o que acaba por prevenir fissuras e calosidades.

O calçado também é algo que deve ter sido em conta. Durante esta época, o uso de sapatos fechados e meias pode levar à concentração de humidade e, consequentemente, ao aparecimento de fungos e bactérias, sendo importante trocar de meias diariamente, bem como deixar o calçado a arejar preferencialmente 24 horas e se possível ao sol, antes de o calçar novamente.

Na praia, na piscina ou sempre que os pés estejam expostos ao sol, é importante aplicar protetor solar, uma vez que a pele é bastante sensível e, quando queimada, impossibilita que consigamos andar em perfeitas condições.

Caminhar descalço tem as suas vantagens, principalmente no verão, possibilitando que o pé respire, ajudando, assim, a melhorar a circulação sanguínea. No entanto, é importante ter algum cuidado, já que os pés acabam por ficar expostos a impurezas e a certos perigos. Evite caminhar descalço em locais públicos, nas piscinas, balneários ou hotéis e utilize sempre chinelos para evitar o contacto com fungos e bactérias.

É importante manter os cuidados com os seus pés e estar atento aos sinais. No caso de dúvidas ou suspeita de algum problema deve contactar um Podologista.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
Sonolência, problemas em dormir, fadiga, stress e burnout e outras doenças crónicas estão a afetar os técnicos de manutenção de...

O estudo, coordenado pela neurologista e especialista do sono Teresa Paiva e que teve como investigadora principal Cátia Reis, contou com a colaboração de 348 TMA, dos quais a maioria (85,1%) trabalha por turnos. A grande maioria sofre de sonolência diurna (60%) e também durante o horário de trabalho (70,3%).

Além disso, 60,9% dos inquiridos reconheceu ter dificuldades em adormecer, enquanto 61,1% reportou dificuldades em acordar e também fadiga ao acordar (75,9%). Do total de inquiridos, 77,9% revelou não dormir o suficiente.

Em relação aos hábitos, a maioria não era fumador (45,7%), no entanto, entre os que fumavam a média de consumo foi de 10,8 cigarros por dia. O consumo de bebidas alcoólicas ocorre mais em ocasiões especiais (60,1%) e maioria consome café (86,5%), numa média de três cafés por dia. Dos inquiridos, apenas 1,4% diz tomar medicação para dormir.

O estudo conclui que 14,1% dos inquiridos já teve acidentes ao voltar para casa no final de um turno, sendo que 9,5% reportou que os acidentes ocorreram após o turno da noite.

Dos participantes, 61% reportou sofrer de doenças crónicas, sendo a patologia músculo-esquelética a mais reportada (48,6%), seguida por doenças respiratórias (14,2%) e por doenças neurológicas (11,5%). A doença cardiovascular surge em quinto lugar (6,5%), a seguir às doenças dermatológicas (7.7%).

“Os resultados obtidos refletem o panorama de sono, e outputs de saúde dos técnicos de manutenção de aeronaves, apresentando os trabalhadores por turnos, no geral, um pior outcome de saúde”, refere o estudo.

Comparando os resultados entre TMA que trabalham por turnos e aqueles que trabalham com turnos regulares, o tempo de sono dos trabalhadores que têm turnos regulares foi maior (6h24) do que os que trabalham por turnos, sendo a diferença maior quando falamos nos dias de trabalho no turno da noite (5h20).

O turno da noite é aquele que apresenta maior disrupção circadiana, com valores de jetlag social médios superiores a sete horas. Dos inquiridos, também se concluiu que os trabalhadores por turnos registam valores de score acima dos 25% – valor normativo – no inventário de burnout, com a exaustão a registar 32,4% de prevalência nestes TMA, seguindo-se o burnout (30,4%) e o distanciamento (29,4%).

“Separando para os dois grupos de trabalhadores (regular vs. turnos), verificamos a existência de trabalhadores em risco (acima do quartil superior) apenas no grupo de trabalhadores por turnos. Este resultado sugere que o risco para burnout é efetivamente superior para trabalhadores por turnos”, conclui o estudo.

Além disso, o estudo refere que foram demonstrados “indicadores de pior saúde para trabalhadores de manutenção de aeronaves, nomeadamente para os trabalhadores que efetuam trabalho por turnos”, nomeadamente pior qualidade de sono, níveis superiores de fadiga, maior disrupção circadiana e menor tempo total de sono, nomeadamente no turno da noite.

No que toca à gestão do trabalho, 53,7% considera ter pouco apoio social no trabalho, no sentido em que se encontram a fazer as tarefas diárias sozinhos, normalmente sem apoio de colegas ou chefias.

“As conclusões a que chegámos são preocupantes para a saúde dos técnicos de manutenção de aeronaves, tendo em conta as prevalências elevadas de sonolência, problemas de sono, fadiga, stress e brunout e de outras doenças crónicas. O trabalho por turnos é particularmente negativo para esta classe profissional. Seria importante implementar medidas simples de mitigação da fadiga, nomeadamente formação em medidas de gestão do sono e contra a fadiga, bem como a alteração de escalas do método backward para forward, diminuindo os níveis de disrupção circadiana e melhorando a adaptação ao trabalho por turnos”, sublinha Cátia Reis, cronobióloga e investigadora principal responsável pelo estudo.

“O desgaste fruto de uma profissão por turnos é natural, mas este estudo revela que há um elevado risco de burnout nos TMA, fruto de um descanso de fraca qualidade. Além disso, a maioria sente que faz o seu trabalho sozinho, sem apoio de colegas ou chefias, o que demonstra que há cada vez mais falta de pessoal. Este estudo vai ajudar-nos a apoiar de forma mais próxima os nossos técnicos, que precisam de sentir que o trabalho deles é valorizado, bem como a sua qualidade de vida”, refere, por seu turno, Paulo Manso, presidente da direção do SITEMA.

Festival de Bem-Estar
Braco é um croata que não fala ao público desde 2004. Em vez disso, ele fica de pé e silenciosamente olha para a multidão que...

Desde 1995, Braco dedica a sua vida a partilhar o seu olhar “gazing”. Inúmeras pessoas de diferentes nacionalidades garantem ter reencontrado força interior para criar um futuro melhor e, por vezes, até soluções abrangentes para os seus problemas. Personalidades conhecidas, como a designer de moda Donna Karan ou os atores americanos Matt Bomer e Alan Cumming, compareceram ao encontro com o Olhar de Braco, em Nova Iorque, e ficaram impressionados.

A vasta gama de experiências vividas com o Olhar de Braco já foi explorada em centenas de documentários. O mais recente filme “One World - The Ocean of Presence”, realizado em 2019, com momentos de Braco em Lisboa e Porto, foi premiado em oito festivais. O seu trabalho já foi reconhecido como um contributo para a paz e uma organização ligada à ONU atribuiu-lhe o Prémio Internacional da Paz.

Um vislumbre do futuro da consciência da humanidade ou apenas uma habilidade única de um homem sozinho? O psiquiatra e psicoterapeuta croata Vladimir Gruden afirma que o que é interessante em Braco é que ele consegue provocar mudanças nas pessoas. “Perguntamo-nos sempre se há qualquer coisa que a ciência ainda não descobriu, uma espécie de energia a que as pessoas conseguem chegar. O encontro com ele não tem a natureza de ritual, de sermão, nem de cerimónia. É simplesmente um encontro, não apenas com Braco, mas connosco próprios, e as respostas que procuramos podem ser encontradas em nós”.

Braco deixa que sejam os outros a julgar o que lhes acontece. Concentra-se nas pessoas e no seu esforço de dar o seu olhar a todos os que quiserem experimentá-lo. Vê-se a si próprio como um homem comum, com os prazeres e as necessidades normais. É casado e tem um filho adulto. Os seus amigos dizem que mantém o mesmo entusiasmo pela vida e pela descoberta que tinha em criança.

Além do croata, que marcará presença nos dias 10 e 11 de setembro, a 16ª edição do Festival de Bem-Estar (Feira Alternativa) contará com inúmeras palestras, workshops e showcooking, mais de duas dezenas de oradores convidados, e aulas práticas de Yoga, Chi Kung, Tai Chi, danças e meditação.

O maior e mais antigo evento de terapias complementares e desenvolvimento pessoal realizado em Portugal antecipa a presença de cerca de 200 expositores, a maioria profissionais das várias terapias complementares. É o caso do Reiki, Acupunctura, Reflexologia, Feng Shui, Massagens, Terapia de Som, Cromoterapia, Florais, Mesa Quântica, Numerologia e Cristaloterapia, entre várias outras.

As áreas da cosmética natural, nutrição, artesanato e esoterismo estarão igualmente representadas. Ao nível da restauração, a oferta será sobretudo de alimentação saudável, com destaque para a vegetariana, vegan e produtos biológicos. 

A entrada individual para o Festival custa 7,5 euros no primeiro dia (sexta-feira) e 10 euros em cada um dos dias seguintes. O passe para os três dias tem um custo de 15 euros.

Datas e horários:

Sexta-feira, 9 de setembro: das 15h às 23h

Sábado, 10 de setembro: das 10h às 23h

Domingo, 11 de setembro: das 10h às 21h

Estudo
A perda de função ovárica em mulheres com menos de 40 anos poderá vir a ser tratada com recurso a células estaminais. De acordo...

Estima-se que a Insuficiência Ovárica Prematura (IOP) afete cerca de um por cento das mulheres até aos 40 anos. Nestes casos, a disfunção hormonal provoca alterações no ciclo menstrual, que conduzem frequentemente à perda de fertilidade.

Fatores genéticos, doenças autoimunes ou tratamentos para o cancro (quimio ou radioterapia) podem estar na origem desta doença.

“Na procura de uma solução capaz de recuperar a função ovárica e a fertilidade em mulheres com IOP, a terapia com células estaminais mesenquimais tem-se destacado pelos seus resultados promissores, tanto em modelo animal como em ensaios clínicos”, afirma Bruna Moreira, investigadora do Departamento de I&D da Crioestaminal.

”Ainda assim, aguardamos com grande expectativa a realização de mais ensaios clínicos que confirmem a eficácia desta terapia e permitam estabelecer a metodologia ideal, nomeadamente no que se refere à quantidade de células e à melhor via de administração, determinantes para o sucesso do tratamento”, conclui.

O estudo, em modelo animal, recentemente publicado veio reforçar o potencial da terapia com células estaminais do tecido do cordão umbilical para o tratamento de IOP e restauração da fertilidade.

O tratamento com células estaminais foi capaz de diminuir a gravidade das alterações observadas no ciclo reprodutivo dos animais com IOP, aliviar a disfunção hormonal e normalizar o tamanho dos ovários.

Além disso, verificou-se que a terapia com células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical aumentou o número de folículos saudáveis nos ovários, incluindo dos que se encontravam em fase de pré-ovulação, e diminuiu o número de folículos em fase de morte celular.

Observaram-se também efeitos do tratamento com células estaminais na fertilidade: a taxa de sucesso de acasalamento foi de 83% nos animais tratados com células estaminais por via intravenosa e de 100% nos que receberam células estaminais diretamente nos ovários.

Além do efeito positivo na fertilidade, os investigadores verificaram que o número de fetos foi superior nos animais tratados com células estaminais, sobretudo nos que receberam células diretamente nos ovários, cujo número de fetos foi semelhante ao dos animais saudáveis.

O estudo evidencia ainda a importância da via de administração na eficácia do tratamento, tendo-se registado maior eficácia na aplicação direta das células estaminais diretamente nos ovários do que na administração por via intravenosa.

Estes resultados sugerem que a terapia com células estaminais do tecido do cordão umbilical é capaz de promover melhorias significativas na função ovárica em modelo animal de IOP.

Para aceder aos estudos científicos mais recentes sobre os resultados promissores da aplicação de células estaminais, visite o Blogue de Células Estaminais.

Referências:

Zhang M, et al. Umbilical Cord Mesenchymal Stem Cells Ameliorate Premature Ovarian Insufficiency in Rats. Evid Based Complement Alternat Med. 2022. 2022:9228456. 

Chon SJ, et al. Premature Ovarian Insufficiency: Past, Present, and Future. Front Cell Dev Biol. 2021. 9:672890.

Desenvolvidas por investigadores portugueses
Peça de vestuário, habitualmente utilizado no desporto, terá incorporadas estruturas têxteis avançadas com sistemas...

É uma boa notícia para os amantes e entusiastas do desporto. O CeNTI, instituto de I&DT de referência, e mais quatro entidades - TINTEX, HATA, CITEVE e Faculdade de Desporto da Universidade do Porto - estão a desenvolver umas leggings, que irão permitir otimizar e acelerar o processo de recuperação muscular após a prática de exercício físico. Além de diminuir o tempo de recuperação, a solução tecnológica irá aumentar a eficácia e o desempenho desportivos.

Única e disruptiva no mercado, esta peça será composta por estruturas têxteis avançadas com sistemas de eletroestimulação, aquecimento e massagem e compressão localizados. É na conjugação e integração destas tecnologias que reside o seu carácter inovador.

“Estes sistemas inteligentes atuam ao nível da estrutura têxtil, sendo a combinação de ambos o aspeto diferenciador face a outras soluções comerciais. Para o desenvolvimento dos sistemas de massagem e compressão serão integrados, por processos têxteis, materiais com memória de forma; para o desenvolvimento dos sistemas de eletroestimulação serão incorporados, por processos têxteis, fios condutores e, para a criação dos sistemas de aquecimento, serão incluídos, na estrutura têxtil, circuitos de aquecimento através de eletrónica impressa”, revelam os investigadores.

“É, ainda, importante referir que a componente wearable destas tecnologias permite a utilização das leggings no domicílio, sem dependência de terceiros para o seu manuseamento”, referem os responsáveis do Projeto, denominado Wear2Heal.

Apesar de ainda estar em desenvolvimento, nomeadamente na fase de prototipagem e validação/otimização, as expetativas quanto à sua entrada e recetividade no mercado são positivas, segundo indicam os estudiosos.

“Há um elevado interesse do consórcio em comercializar as soluções desenvolvidas. Estas serão comercializadas pela TINTEX que, além dos mercados onde já se afirma – Portugal, Alemanha, Suécia, entre outros –, pretende dinamizar novos mercados, como os Estados Unidos da América e Japão, por serem países com elevado potencial económico e propensos à aquisição de novos produtos e de elevada qualidade”, acrescentam.

Além das leggings, as estruturas têxteis avançadas podem ser aplicadas, no futuro, noutras peças de vestuário. Nesta fase, os investigadores optaram pelas leggings por serem “um dos tipos de vestuário mais utilizados durante a prática desportiva”.

O Projeto Wear2Heal, que se iniciou em julho de 2019 e termina em dezembro deste ano, é o resultado do conhecimento e know-how de um consórcio composto por cinco entidades, nomeadamente as empresas TINTEX e HATA, os centros tecnológicos CeNTI e CITEVE e a Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.

A investigação surgiu do levantamento de necessidades identificadas pelo consórcio, tendo em conta a evolução e as tendências de um mercado cada vez mais competitivo e focado em soluções mais sustentáveis, eficientes e inovadoras, tanto ao nível da saúde como ao nível do desporto. O Projeto visa, assim, corresponder ao mercado com uma solução de valor acrescentado.

Urgências/Obstetrícia
Entre junho e julho, 41% das reclamações dirigidas ao setor da Saúde denunciam problemas nos serviços de ginecologia e...

As reclamações dos utentes relacionadas com constrangimentos nos serviços de ginecologia e obstetrícia registaram um aumento de 113% nos primeiros sete meses do ano, indica uma análise do Portal da Queixa. Só entre junho e julho, 41% das reclamações reportam problemas com estes serviços em várias unidades hospitalares do país. O Hospital de Faro é a entidades de saúde com mais queixas.

De norte a sul do país, vários serviços de urgência de ginecologia e obstetrícia têm registado constrangimentos consecutivos desde junho, sobretudo, durante o fim-de-semana. A insatisfação dos utentes é visível através do número de reclamações que chegam ao Portal da Queixa. 

Segundo a análise efetuada ao setor da Saúde, nos primeiros sete meses do ano verificou-se um crescimento de 30% do número de reclamações relacionadas com a subcategoria ‘Hospitais e Maternidades’, em relação ao período homólogo. Este ano, cerca de 20% das queixas apresentadas enquadram-se em ambiente de urgência. 

Relativamente às queixas com foco nos serviços de ginecologia e obstetrícia, os dados revelam uma subida de 113%, de janeiro até julho, comparativamente a 2021. 

Destacam-se na análise os últimos meses de junho e julho - período em que se agudiza a crise nas urgências hospitalares deste serviço específico -, com 41% das reclamações dirigidas ao setor da Saúde a estarem relacionadas com problemas nos serviços de ginecologia e obstetrícia de várias unidades de saúde do país.

Entre os principais motivos de reclamação apresentados pelos utentes: mais de 60% das queixas reporta a falta de qualidade de atendimento destes serviços (atendimento em urgência, atendimento em consulta, atendimento telefónico, etc.). Problemas com o parto é outra das causas apontadas.

Entre as unidades hospitalares que registaram o maior número de reclamações dirigidas ao serviço de Ginecologia e Obstetrícia estão o Hospital de Faro e o Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos. 

Casos no Portal da Queixa

Negligência, mau atendimento e até complicações no parto. Estas são algumas das experiências partilhadas por várias utentes no Portal da Queixa.

Ana Rodrigues denunciou ter tido complicações com o parto na reclamação dirigida à Maternidade Alfredo da Costa, onde descreve o mau atendimento e prestação por parte da equipa médica. 

Thaysla Oliveira - grávida de 35 semanas - reportou na queixa dirigida ao Hospital de Faro, o facto de estar à espera há dois meses para fazer ecografia naquela unidade de saúde.

Carolina Pina – também grávida – partilhou na sua reclamação a má experiência no atendimento que teve no serviço de urgência de obstetrícia do Centro Hospitalar do Barreiro-Montijo. 

O mesmo motivo deu origem à queixa registada pela utente Márcia Dórdio onde relata a alegada negligência por parte de uma médica que a assistiu nas urgências do Hospital de Faro. 

“Falta de assistência, empatia e paciência no parto”, é o motivo da reclamação de Daniela Dias contra o serviço da maternidade do Hospital de Vila Franca de Xira.

“Feche a torneira enquanto lava os dentes”
Campanha “Feche a torneira enquanto lava os dentes” alerta para o desperdício de água numa altura em que o país enfrenta a pior...

A Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) apela aos portugueses para que fechem a torneira da água enquanto escovam os dentes.

Numa ação inédita de apoio à situação de seca meteorológica que Portugal enfrenta, a OMD lança a campanha “Feche a torneira enquanto lava os dentes” que visa sensibilizar os portugueses para a necessidade de não desperdiçarem água.

Uma torneira aberta durante dois minutos, o tempo recomendado para a escovagem dos dentes, pode gastar até 24 litros de água. Tendo em conta que a escovagem dos dentes deve ser realizada, pelo menos, duas vezes ao dia, a poupança de água pode chegar por dia e por pessoa aos 48 litros, ou seja, 17.520 litros de água por ano.

Miguel Pavão, bastonário da OMD, considera que “mais do que nunca, poupar água não é apenas uma decisão sustentável, mas um compromisso com a adequada gestão dos recursos naturais. Num momento em que o país está numa situação de seca severa e extrema, a Ordem dos Médicos Dentistas pretende consciencializar a população para a adoção de pequenos hábitos que fazem toda a diferença na hora de poupar água”.

A campanha alerta não só para o desperdício de água, mas também para a regra de ouro de uma boa saúde oral: a fórmula 2x2 - lavar os dentes durante dois minutos, pelo menos duas vezes por dia.

Esta campanha, que alia sustentabilidade e literacia em saúde, estará visível na rede nacional de multibanco em todo o país.

Programa Operacional CENTRO2020
Cinco projetos do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC) vão contar com financiamento...

O projeto relacionado com a doença de fígado gordo não alcoólico vai ser conduzido por Paulo Oliveira, investigador do CNC-UC. Chama-se “MitoBOOST v2.0 - Prova de Conceito para o Uso de Polifenóis Dirigidos à Mitocôndria para Tratar a Doença do Fígado Gordo Não- Alcoólico” e pretende efetuar uma prova de conceito relativa ao uso de uma nova molécula, AntiOXBEN2, ainda em fase de pré-clínica, para o tratamento desta doença, que tem vindo a crescer nas últimas décadas e que afeta cerca de um quarto da população mundial. O projeto resulta de um consórcio entre o CNC-UC, a empresa Mitotag e a Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, que desenvolveu a molécula em causa.

Para o estudo de exossomas, Lino Ferreira, investigador do CNC-UC, vai coordenar o projeto “BIO-MED: Engenharia Biomolecular de Vesículas Extracelulares para Medicina Regenerativa” que tem como foco a utilização destas pequenas vesículas, naturalmente existentes no organismo, como sistemas de libertação de fármacos para fins terapêuticos.

Os restantes três projetos têm um foco comum, a doença de Machado-Joseph, uma doença neurodegenerativa rara, com prevalência em Portugal, mas ainda sem cura. Luís Pereira de Almeida, professor da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra e presidente do CNC-UC, coordena o projeto “MJDedit - Sistemas de edição génica para o gene ATXN3: Uma terapia para a doença de Machado-Joseph”, que visa encontrar uma terapia para esta doença, através de ferramentas de edição genética. Estratégias eficazes para esta doença são potencialmente aplicáveis a outras doenças do cérebro.

Já o projeto “BDforMJD - Desenvolvimento de um biomarcador para a Doença de Machado-Joseph”, liderado pela investigadora do CNC-UC Magda Santana, pretende desenvolver um biomarcador (identificador biológico) para monitorização da progressão da doença Machado-Joseph e para avaliar a resposta a terapias em estudos intervencionais.

O projeto “ModelPolyQ 2.0 - Modelos animais avançados para doenças de poliglutaminas”, é coordenado por Rui Jorge Nobre, também investigador do CNC-UC, e tem como propósito o desenvolvimento de modelos celulares e animais para doenças de poliglutaminas, como é o caso da doença de Machado-Joseph, recorrendo a um estojo de vetores virais criado no CNC-UC.

Os projetos são vencedores do concurso "Aviso 01/SAICT/2021 - Reforçar a investigação, o desenvolvimento tecnológico e a inovação - Projetos de Prova De Conceito (Pdc)" que pretende valorizar atividades de desenvolvimento científico e tecnológico promovendo a translação da ciência e tecnologia para a sociedade.

Cada um dos cinco projetos vencedores, tem a duração aproximada de um ano e podem ser consultados aqui: http://www.centro.portugal2020.pt/index.php/projetos-aprovados.

Opinião
Verão é para muitos de nós sinonimo de sol, luz, calor, água, natureza, desporto.

E quando muitos de nós gostamos de cobrir nossos corpos com protetor solar para proteger a nossa pele enquanto apanhamos sol, é fácil esquecermo-nos de proteger nossos olhos com a mesma preocupação. De facto, a nossa pele pode mostrar os danos do sol mais visivelmente do que os nossos olhos.  Mas os nossos olhos também sofrem o efeito das radiações solares. Então, nada melhor do que seguir algumas indicações importantes.

A luz solar é composta por raios ultravioleta (UV), luz visível e raios infravermelhos. Cada uma dessas radiações afeta o corpo humano de maneira diferente. A radiação UV é uma das principais causas de lesões oculares. Induz a formação de pterígio (um crescimento anormal de tecido sobre a córnea), de tumores das pálpebras, de lesões da córnea (da parte mais anterior do olho) e de cataratas. Além disso, a radiação UV que não é absorvida pela córnea e estruturas adjacentes pode atingir a retina e contribuir para o aparecimento de degenerescência macular. A luz visível é composta por comprimentos de onda entre 400 e 700 nm, e a luz de comprimentos de onda ≤ 450 nm (luz ultravioleta) pode induzir também a retinopatia solar. É por isso que não se deve olhar para o sol ou para um eclipse do sol diretamente e sem a proteção adequada. 

É, pois, muito importante usar óculos de sol com proteção ultravioleta. Uns óculos escuros sem esta proteção não são bons e são mesmo perigosos para os nossos olhos porque a pupila dilata e entra mais radiação ultravioleta no olho. Em vez de proteger provocam doença.

Em suma: Use sempre óculos de sol de alta qualidade que o protejam totalmente de todos os tipos de luz UV, pelo menos 99% a 100% dos raios UVA e UVB. Proteja os olhos com chapéus ou guarda-sol, mantendo uma área de sombra de 10 cm ao redor do rosto. E quando for à água?  Aí também é importante que você sempre use óculos de proteção para os olhos enquanto estiver na piscina.

E se usar lentes de contacto? Bom aqui mantêm-se os cuidados de proteção solar, mas há outros cuidados a ter:

  • De preferência usar lentes de contacto diárias ou usar apenas óculos;
  • Ao mínimo desconforto tirar a lente de contacto. Se se mantiver a sensação de corpo estranho e sobretudo se aparecer olho vermelho doloroso e/ou dificuldade em encarar a luz, deve consultar o seu médico Oftalmologista;

Afinal, o verão pode ser calmo, saudável, relaxante e ao mesmo tempo saudável também para os seus olhos.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
ANtiOxCIN4 é a designação do antioxidante patenteado pela Universidade de Coimbra (UC) e pela Universidade do Porto (UP), que...

O resultado desta investigação abre portas para estudos de prova de conceito do AntiOxCIN4. Contribui, igualmente, para a sua potencial utilização na terapia contra o fígado gordo não alcoólico, uma doença que afeta cerca de um quarto da população mundial e que está frequentemente relacionada com obesidade e diabetes. Apesar da elevada incidência, ainda não existe um fármaco aprovado para o tratamento desta condição.

O fígado gordo não alcoólico traduz-se numa acumulação excessiva de gordura no fígado, não proveniente do consumo excessivo de álcool (superior a 10 g/dia na mulher e a 20 g/dia no homem), nem do uso prolongado de fármacos hepatotóxicos ou da ocorrência de outro tipo de doenças, como a hepatite C. Está sim, frequentemente relacionada com maus hábitos alimentares e sedentarismo. Esta condição, muitas vezes silenciosa, pode, com o tempo, trazer consequências graves para a função hepática e, consequentemente, para a saúde. Após uma fase inicial benigna, esta condição pode prosseguir para estados mais severos, como a inflamação hepática, cirrose ou mesmo cancro hepático. 

O estudo, que lança novas pistas para a prevenção desta doença, foi publicado na prestigiada revista Redox Biology e resulta da colaboração entre duas equipas de investigadores:  uma liderada por Paulo Oliveira, investigador principal do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC), responsável pela avaliação da eficácia biológica do novo composto, e outra liderada por Fernanda Borges, Professora associada da Faculdade de Ciências da UP, coordenadora do grupo de Química Medicinal do Centro de Investigação em Química da UP (CIQUP), que idealizou, sintetizou e efetuou os ensaios antioxidantes preliminares do AntiOxCIN4.

Ricardo Amorim, primeiro autor do trabalho científico e investigador do CNC-UC e do CIQUP, explica que o estudo «é o resultado de vários anos de pesquisa com esta molécula (AntiOxCIN4) e a primeira prova de conceito relativa ao uso deste antioxidante modificado na prevenção da FiGNA num modelo animal».

Para validar a eficácia da molécula, os investigadores usaram um modelo animal de ratinhos que receberam o AntiOxCIN4 na sua alimentação diária, durante 16 semanas. Parte dos animais recebeu uma dieta padrão, normal, enquanto que outra parte foi alimentada com uma dieta ocidental, rica em gordura e açúcar. «Verificámos que os ratinhos alimentados com a dieta ocidental, portanto, animais obesos e com fígado gordo, aos quais foi administrado AntiOxCIN4, tiveram uma redução do peso corporal e do fígado (43% e 39%, respetivamente). Nestes animais, verificámos ainda menor dano hepático, com o melhoramento de marcadores sanguíneos hepáticos e a redução da gordura acumulada no fígado», explica Ricardo Amorim. A investigação permitiu concluir que «o AntiOxCIN4 preveniu as consequências do fígado gordo não alcoólico num modelo de ratinhos, tendo um efeito protetor na progressão da doença», esclarece o investigador.

Neste trabalho também participaram investigadores do Nencki Institute of Experimental Biology of Polish Academy of Sciences e do The Children's Memorial Health Institute, na Polónia. O estudo foi financiado por fundos do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do Programa Operacional Factores de Competitividade (COMPETE) e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

O artigo científico está disponível em https://doi.org/10.1016/j.redox.2022.102400.

Psicóloga Catarina Lucas
Um estudo da Small Business Prices colocou Portugal no topo de uma lista de 26 países europeus cujos trabalhadores sofrem ou...

O burnout, também conhecido como síndrome de esgotamento profissional, acontece como resultado de uma resposta prolongada no tempo a fatores que causam stresse no trabalho, motivado pelo desejo de ser bem-sucedido, de atingir determinada posição ou a permanência num trabalho desinteressante por falta de oportunidades. A psicóloga Catarina Lucas, especializada em diversas áreas do desenvolvimento humano, deixa, por isso, alguns conselhos para que possa ir de férias descansado: 

1. Delegar – tente ao máximo deixar o trabalho adiantado e aquilo que não for possível delegue em alguém de confiança e que conheça o seu trabalho tão bem que não precise de contactá-lo enquanto estiver ausente. 

2. Avisar – é importante alertar colegas, clientes e fornecedores de que irá de férias e quem estará a substituí-lo. Assim, a tentação de o importunarem com trabalho será menor. Catarina Lucas explica que “se este trabalho não for feito previamente, continuará a ser incomodado nas férias e não conseguirá deixar de dar uma resposta”. 

3. Desconectar – deixar de lado os telemóveis (principalmente o do trabalho), portáteis, ou tablets para ajudar a descansar a mente.  

4. Quebrar a rotina – “Aproveitar as férias para fazer coisas diferentes e para deixar horários de lado é essencial para desconectar e reequilibrar”, advoga Catarina Lucas.  

5. Estabeleça um horário para consultar o email – em casos excecionais, onde o tipo de função não permita uma desconexão total, reservar 15 minutos por dia (em horário a definir) para consultar o email e dar resposta a coisas urgentes, inadiáveis ou indelegáveis. 

6. Out of office um dia antes das férias oficiais – Deixar uma mensagem de aviso no email sobre o período de férias e configurá-lo um dia antes das férias. Assim, aproveita o último dia para colocar todo o trabalho em dia. 

7. Tempo individual – mesmo de férias e estando com pessoas que amamos, retirar algum tempo para estar sozinho ou fazer as nossas coisas, pode ser muito importante. “Por muito que gostemos daqueles que connosco gozam férias, 24 horas por dia durante vários dias, em total convivência, pode ser desgastante”, defende a especialista.

Para a Pfizer Portugal e para os Calema
Em 2022, o tom volta a ser 100% positivo. Protagonizada pelos Calema, a mais recente iniciativa dedicada à sensibilização para...

Escrita, interpretada e coreografada pelos irmãos António e Fradique Ferreira, “Toca a todos” vai ter forte presença nas redes sociais, com particular destaque para o TikTok, onde os fãs da dupla podem aprender uma nova coreografia que os unirá na sensibilização de doenças graves como a Meningite. Já pode assistir ao teaser e, a partir das 16.00 de hoje, ao vídeo completo AQUI.

Depois do sucesso alcançado no ano passado com “O Meu Maior Sonho” de Fernando Daniel, a Pfizer Portugal volta a apostar na música para alertar para a importância da Meningite. E se em 2021 o objetivo era mostrar aos mais novos e às suas famílias que nada os pode impedir de sonhar, em 2022, o destaque do conhecimento individual e da educação para a saúde de todos relativamente a esta patologia é a grande mensagem. Para a Pfizer Portugal, e para os Calema, a sensibilização “Toca a todos”.

Acabada de lançar, esta iniciativa vai estar em força nas redes sociais. Para além do vídeo protagonizado pela dupla, “Toca a todos” vai ter forte presença no TikTok, onde os irmãos vão disponibilizar uma coregrafia para unir os seus fãs.

Os fãs de António e Fradique estão convidados a replicar estes movimentos e a partilhar o resultado nas suas próprias redes. Podem começar já, ou esperar para assistir à grande estreia de “Toca a todos” no próximo dia 11 de agosto, no Festival Sol da Caparica.

«Embora rara, a Meningite Meningocócica é uma doença grave1,2 que pode deixar sequelas e provocar a morte em 24 a 48 horas.3,4 A sua incidência é maior na infância, nos países industrializados, onde também apresenta um pico secundário na adolescência.5 No caso do doente, como para a sua família, o impacto da Meningite Meningocócica é muito impactante e pode ser devastador.6-9 Um diagnóstico de Meningite Meningocócica pode pôr em causa os planos de uma vida. O conhecimento “toca a todos” e felizmente este está nas nossas mãos. É essa a grande mensagem da iniciativa de sensibilização para a doença este ano, num tom que pretendemos que continue muito positivo.», explica Susana Castro Marques, Diretora Médica da Pfizer Portugal.

  1. Pelton, SI. Journal of Adolescent Health 2016; 59:S3-11.
  2. World Health Organization. Fact Sheets – Meningococcal Meningitis, de 19 de fevereiro de 2018. Disponível em: http://www.who.int/en/news-room/fact-sheets/detail/meningococcal-meningitis. Acedido a 22 de julho de 2022.
  3. McNamara LA, et al. Centers for Disease Control and Prevention. Manual for the Surveillance of Vaccine-Preventable Diseases, Chapter 8: Meningococcal Disease. Disponível em https://www.cdc.gov/vaccines/pubs/surv-manual/chpt08-mening.html. Acedido a 22 de julho de 2022.
  4. Judelsohn R, et al. J Pediatric Infect Dis Soc 2012;1(1):64-73.
  5. Vetter V, et al. Expert Rev Vaccines 2016; 15(5):641-58.
  6. Borg J, et al. Pediatrics 2009;123(3):e502-9.
  7. Vyse A, et al. Expert Rev Anti Infect Ther 2013;11(6):597-604.
  8. Le P, et al. Trop Med Int Health 2014;19(11):1321-7.
  9. Griffiths UK, et al. Pediatric Infect Dis J 2012;31:189-95.
  10. Meningitis Research Foundation. What are meningitis and septicaemia? Disponível em: https://www.meningitis.org/meningitis/what-is-meningitis. Acedido a 22 de julho de 2022.
  11. World Health Organization. Meningococcal vaccines: WHO Position Paper, November 2011. Weekly Epidemiological Record 2011; 86(47):521-39.
  12. Centers for Disease Control and Prevention. Meningococcal Disease. Disponível em: https://www.cdc.gov/meningococcal/index.html. Acedido a 22 de julho de 2022.

 

Crescimento contínuo do papel do laboratório
Depois de um adiamento de dois anos motivado pela pandemia, vai decorrer, nos dias 28 e 29 de outubro, o VIII Congresso da...

“Neste momento, mais de 70% das decisões clínicas são apoiadas em diagnóstico laboratorial o que se deve a um desenvolvimento científico e organização dos laboratórios no sentido de dar uma resposta eficaz (exata e atempada)”, destaca Manuel Carvalho, presidente da comissão científica do congresso. É, por isso, importante promover a análise e discussão deste papel entre todos os profissionais da área da Medicina Laboratorial.

O patologista clínico destaca ainda, neste papel fundamental que o laboratório desempenha, o reforço e esforço que houve nos últimos dois anos. “Se não existissem testes laboratoriais como teria corrido a pandemia? Conseguimos identificar, isolar e acompanhar a doença a par e passo. Já trabalho há muitos anos nesta atividade e tenho verificado que o laboratório passou de um papel de documentação de uma doença para a sua identificação, algo que é completamente diferente na perspetiva da sua importância no diagnóstico e acompanhamento das doenças”.

Apesar de ter sido delineado antes da pandemia, uma vez que este congresso se ia realizar-se em 2020, o programa foi adaptado para incluir também o debate sobre a COVID-19. Embora este não seja o tema central, não podem ser ignoradas as mudanças que a pandemia exigiu à Medicina Laboratorial – “no laboratório tivemos de adaptar procedimentos e métodos às necessidades de uma resposta à população e também nos conseguimos organizar do ponto de vista de saúde pública. Estamos na altura de olhar e analisar este caminho”, refere Manuel Carvalho.

Com um programa bastante abrangente, o presidente da comissão científica do congresso destaca ainda o facto de “este ano, pela primeira vez no congresso da ANL, vamos ter também apresentações livres no sentido de ter ali uma montra da nossa atividade científica - no setor assistencial público e privado, e nos institutos de investigação - que permita mostrar e debater com os pares o que está a ser feito, o conhecimento e as experiências que estão a ser adquiridos e ganhar informação importante para o desenvolvimento da sua investigação”. 

Consulte AQUI o programa do VIII Congresso da ANL. 

Mês de Sensibilização para a Atrofia Muscular Espinhal
A Biogen, empresa de biotecnologia pioneira na área das Neurociências, em parceria com a Associação Portuguesa de...

A história, inspirada no livro com o mesmo nome, conta a experiência de uma zebra que vive com Atrofia Muscular Espinhal, sendo o objetivo da sua mensagem ajudar na educação e na consciencialização desta doença que, até ao aparecimento das primeiras terapêuticas modificadoras da doença, era a principal causa genética de mortalidade e incapacidade infantil.

No vídeo “O Dia de Brincadeiras do Zac”, a criança pode acompanhar a história do Zac, uma pequena zebra que é questionada pelos seus curiosos amigos sobre o porquê de esta estar numa cadeira de rodas e de estar doente. Ao longo do vídeo, o Zac explica-lhes em que consiste a Atrofia Muscular Espinhal e como esta o afeta.

“Com o lançamento deste vídeo, quisemos de uma forma simples e lúdica explicar aos mais novos e aos pais a realidade da vida de uma criança com esta doença rara e incapacitante, a relação com os seus pais, cuidadores e amigos, incluindo tanto as limitações quanto as capacidades que podem ter no seu dia a dia”, explica Anabela Fernandes, Diretora Geral da Biogen Portugal.

“O Dia de Brincadeiras do Zac” resulta da colaboração entre a Biogen e duas organizações internacionais – a Cure SMA e a SMA Europe. Conta, também, com o apoio e colaboração de dois médicos internacionais, especialistas no tratamento da Atrofia Muscular Espinhal, Robert Graham e Crystal Proud. As ilustrações que fazem parte do vídeo são da autoria do ilustrador Charles Santoso.

Com o propósito de dar a conhecer esta história a mais pessoas, a Biogen, em parceria com a Associação Portuguesa de Neuromusculares (APN), juntaram-se à FNAC para a realização de um conjunto de sessões de leitura desta história, que será narrada em Lisboa por Fernanda Freitas, ex-jornalista e fundadora da Associação Nuvem Vitória, e no Porto por Ana Isabel Gonçalves, testemunho que vive com a doença e atual vice-presidente da APN. Estas iniciativas terão lugar nas lojas FNAC Colombo (Lisboa) e FNAC Santa Catarina (Porto), ambas a 2 de outubro, a partir das 11 horas.

Para assistir ao vídeo e saber mais sobre a doença, poderá visitar o website “Together in SMA”: https://www.togetherinsma.pt/

A Atrofia Muscular Espinhal é uma doença neuromuscular hereditária rara que resulta na diminuição gradual da massa muscular e da força dos músculos – por conta do processo degenerativo de neurónios motores na medula espinhal – o que pode originar a paralisia progressiva e perda de capacidades motoras. Esta doença pode dividir-se em cinco tipos principais: o tipo zero com sintomas pré-natais, os tipos I a III com aparecimento de sintomas em idade pediátrica, e o tipo IV com aparecimento dos sintomas na idade adulta.

Em relação aos sintomas, estes podem variar de pessoa para pessoa, sendo a fraqueza e atrofia muscular os mais comuns e transversais a todos os tipos. Pode ainda verificar-se fraqueza geralmente igual nos dois lados do corpo e mais acentuada nas pernas do que nos braços, e, nos casos mais severos, observam-se frequentemente dificuldades respiratórias, na mastigação e na deglutição, e em idades mais avançadas podem surgir escolioses acentuadas, não existindo qualquer impacto a nível cognitivo ou sensitivo.

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