Ministério do Ensino Superior
Órgão que representa o ensino da profissão em estabelecimentos financiadas pelo Estado português apresentou estudo sobre o...

O Conselho Nacional do Ensino Público de Enfermagem (CNEPE) apresentou, na semana passada, no Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, um conjunto de propostas para a urgente renovação do corpo docente das 20 instituições públicas com programas de educação nesta área profissional.

Num documento entregue ao secretário de Estado do Ensino Superior, Pedro Nuno Teixeira, o CNEPE começa por referir que «as exigências para a qualificação do corpo docente», aliadas ao respetivo «envelhecimento», conduzirão, «nos próximos quatro anos», a uma situação em que, «com as ferramentas legislativas» disponíveis para a área de Enfermagem, as instituições de ensino superior públicas «não tenham capacidade para a renovação do seu corpo docente».

No texto, intitulado “Estudo sobre envelhecimento do corpo docente de Enfermagem e desafios à sua renovação”, pode ler-se que «o corpo docente de Enfermagem» destas instituições de ensino superior públicas «totalizava [a de 31 de dezembro de 2021] 586 professores de carreira», dos quais 38,57% com mais de 60 anos de idade.

Com uma «larga maioria» dos docentes a possuir «mais de 50 anos», o CNEPE nota, ainda, que «os que têm menos de 39 são em número residual (2,22%)» e que «13 instituições [estão] sem nenhum docente nesta faixa etária».

De forma detalhada, o CNEPE analisa que «em seis instituições do ensino superior a percentagem de docentes com mais de 60 anos é igual ou superior a metade do seu corpo docente», que «em nove destas instituições a percentagem de docentes nesta faixa etária representa um valor entre 25 a 50% da totalidade dos seus docentes de Enfermagem» e que «somente em cinco instituições esta percentagem é menor do que 25%».

De acordo com o CNEPE, «durante o próximo quadriénio, um número muito significativo de docentes (226)» poderá «abandonar as suas funções, por atingir a idade de aposentação», saída que, «nalgumas instituições, pode representar mais de metade do corpo docente atual».

«Alertando (decisores políticos e demais intervenientes na área) para uma situação onde é premente intervir», o CNEPE diz que «urge pensar em estratégias que promovam condições e incentivem os enfermeiros a realizar a formação pós-graduada necessária à reposição do corpo docente a nível nacional».

Todavia, adverte o CNEPE, «às potencialidades que este percurso formativo confere, pela interação entre o contexto de formação e clínico (sistemas de ensino e de saúde), confirmando sustento à construção e translação do conhecimento científico, está sempre associado o constrangimento temporal, pois a formação de um docente altamente qualificado, que poderia demorar cerca de doze anos», fruto de vários «constrangimentos» apontados no documento, «chega a realizar-se ao longo de duas décadas».

Pedido plano de contingência para a formação avançada em Enfermagem

A título de exemplo, o documento refere que «pela exigência da necessidade de dedicação exclusiva associada às bolsas de estudos, são muito raros os enfermeiros que não mantêm o exercício da profissão a tempo integral, enquanto realizam os segundo e terceiro ciclos de ensino, numa sobrecarga que contribui certamente para o alargamento dos períodos inicialmente previstos para a sua realização».

Relativamente à capacidade formativa dos programas de doutoramento em Enfermagem, o CNEPE observa que, nos últimos cinco anos, a demora média de conclusão dos cursos foi de 6,88 anos (com intervalo entre os 4 e os 8 anos) e que dos 300 doutorandos admitidos só 126 terminaram, «o que dificulta a existência de número suficiente de candidatos a ingressarem na carreira do ensino superior».

É neste âmbito que o CNEPE propõe a criação de um «programa que vise a renovação do corpo docente altamente qualificado» e «de um plano de contingência para a formação avançada em Enfermagem, que envolva os ministérios da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e da Saúde, e que incentive à formação avançada, particularmente dos mais jovens».

Neste domínio, é proposta a «criação de estatuto especial de enfermeiro investigador para a frequência de cursos doutorais em Enfermagem, em estreita ligação com as instituições de saúde e as unidades de investigação», bem como a criação de dois regimes de bolsa: «bolsa a tempo parcial, para que a redução do horário de trabalho e vencimento seja compensada por bolsa complementar», e «bolsa a tempo completo, em articulação com licença sem vencimento e manutenção de vínculo à instituição de origem».

Duas outras propostas do CNEPE consistem na «criação de estatuto especial de docente de Enfermagem em articulação com as unidades de saúde, permitindo a realização de tempo parcial naquelas», e na representação da área disciplinar de Enfermagem nos «sistemas de avaliação e financiamento da ciência».

Apresentaram o documento, no Palácio das Laranjeiras, a Presidente da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Aida Cruz Mendes, e os professores Lucília Nunes (Escola Superior de Saúde do Politécnico de Setúbal) e Manuel Lopes (Escola Superior de Enfermagem da Universidade de Évora), da mesa de coordenação do CNEPE.

Compõem a rede de ensino público de Enfermagem, que cobre todo o território nacional, as três escolas superiores de Enfermagem não integradas (Porto, Coimbra e Lisboa), as escolas superiores de Enfermagem das universidades de Évora e do Minho, as escolas superiores de Saúde dos institutos politécnicos de Beja, Bragança, Castelo Branco, Guarda, Leiria, Portalegre, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo e Viseu, e as escolas superiores de Saúde das universidades dos Açores, Algarve, Aveiro, Madeira e Trás-os-Montes e Alto Douro.

Uma Breve Reflexão
A Lei nº 25/2012, publicada em Diário da República a 16 de julho de 2012, veio regular as Diretivas

O Testamento Vital é o documento onde o cidadão maior de idade pode, livremente, manifestar a sua vontade sobre os cuidados de saúde que deseja, ou não, receber quando estiver incapaz de expressar a sua decisão. Permite também a nomeação de um procurador de cuidados de saúde. Não é obrigatório, mas é um direito conquistado em Portugal.

Permite que os médicos e enfermeiros consultem a vontade do doente e, num contexto de urgência ou de tratamento específico, garantindo que essa vontade será respeitada.

Os dados mais recentes disponibilizados pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) indicam que até ao final de maio, o número de testamentos vitais ativos ultrapassava os 33.400, dos quais 11.615 registados por homens e 21.860 por mulheres. Em qualquer dos géneros, as faixas etárias com maior número de registos ativos situavam-se entre os 65 e os 80 anos, seguindo-se as pessoas com idades compreendidas entre os 50 e os 65 anos.

Para uma pessoa fazer o seu Testamento Vital é necessário que tenha número de utente do Serviço Nacional de Saúde, mas, caso não tenha, poderá ser-lhe atribuído pelos serviços administrativos do centro de saúde. Depois, basta preencher o formulário do testamento vital ou diretiva antecipada da vontade (DAV) e entregar num dos muitos balcões do RENTEV (Registo Nacional do Testamento Vital), espalhados pelo país, ou enviar por correio. Em funcionamento desde 2014, o sistema RENTEV regista toda a informação relativa ao testamento vital e é gerido pelos SPMS.

Válido durante 5 anos, a contar da data da assinatura, o Testamento Vital pode ser alterado e renovado. Quem tem o seu testamento vital ativo já o pode consultar através da App SNS 24.

Dez anos depois da Lei nº 25/2012, o Presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde – Dr. Luís Goes, considera que há muito a melhorar no que diz respeito ao acesso dos cidadãos. Um dos obstáculos é a necessidade de uma assinatura reconhecida, no caso de quem pretende fazer o envio do formulário pelo correio. Outra questão prende-se com a validade uma vez que, depois de ativada, a DAV tem validade de cinco anos. Ainda que o utente seja alertado para a necessidade de a renovar, muitos acabam por não o fazer.

E se registar a DAV é um caminho tortuoso, também é certo que não faz parte da cultura social o “pensar na morte”, sobretudo diante de um diagnóstico de doença potencialmente mortal, refere Maria de Belém Roseira, que liderou o processo legislativo sobre o testamento vital, e que considera que este paradigma tem de mudar.

Ainda, Rui Nunes, Presidente da Associação Portuguesa de Bioética, recorda que o Testamento Vital permite escolhas para si próprio em matéria de cuidados de saúde, sendo mesmo uma questão de direitos humanos. Autoridades públicas e profissionais de saúde devem unir esforços para aumentar a literacia em saúde nesta matéria.  

A conclusão é sempre a mesma: a falta de literacia em saúde da população portuguesa.

Também, o Vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, Luís Duarte Costa concorda que o Testamento Vital deve envolver toda a sociedade, e que os médicos devem sempre pedir aos doentes uma reflexão sobre o fim de vida e os cuidados que gostariam, ou não, de receber.

Concluindo, é urgente apostar na literacia em saúde dos Portugueses nesta matéria. O estudo “Os Portugueses e o Testamento Vital” (2015) aponta para um significativo défice de conhecimento geral, tanto por parte da população como dos próprios profissionais de saúde que não se deveriam demitir desta função.

Concluindo, considero que a legislação sobre o Testamento Vital poderá ser melhorada através da proposta de medidas mais concretas e específicas de aumento da literacia, nomeadamente através de um papel mais ativo dos profissionais de saúde.

Nota: No Portal SNS 24 encontra todas as informações úteis sobre este assunto, disponíveis para consulta em https://www.sns24.gov.pt/servico/registar-testamento-vital/

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16 de junho, Dia Nacional de Luta contra a Paramiloidose
Assinala-se, no dia 16 de junho, o Dia Nacional de Luta contra a Paramiloidose, doença rara, irreversível e rapidamente...

A Paramiloidose é uma patologia multissistémica – afeta diferentes órgãos e sistemas – que se manifesta através da combinação de alterações da sensibilidade e força muscular dos membros, envolvimento cardíaco, alterações gastrointestinais, renais, oculares e em fases mais avançadas, do sistema nervoso central. É causada pela acumulação do amiloide (substância amorfa constituída por uma proteína – a transtirretina (TTR)) em diferentes órgãos e tecidos, quando há uma mutação no gene da TTR (que a torna instável e faz com que se deposite sob a forma de fibrilhas amiloides nos tecidos).

A Paramiloidose provoca lesões irreversíveis e pode ser fatal em apenas 10 anos. É, por isso, fundamental que se diagnostique numa fase inicial – só assim se poderá ministrar o tratamento adequado, controlar a doença e devolver qualidade de vida ao doente.

Uma vez identificada a doença, os pacientes devem ser seguidos regularmente por uma equipa multidisciplinar. Esta equipa deve ser composta por diferentes especialidades: Neurologia, Cardiologia, Nefrologia, e Oftalmologia, entre outras, de acordo com os órgãos afetados

Porque é no fígado que reside a fonte primária da mutação, o transplante hepático permite estabilizar a progressão da doença e aumentar a qualidade de vida. É, normalmente, a primeira solução para pessoas mais jovens, em fase inicial da doença e dos sintomas. De há uma década para cá, têm vindo a ser aprovadas novas terapêuticas que ajudam a controlar a doença – novas formas de tratamento que contribuem para estagnar o seu avanço, aumentar a esperança e a qualidade de vida dos doentes.

Herança nacional

Portugal é um dos maiores focos endémicos desta patologia: estima-se que existam 1.865 portugueses com Paramiloidose, quase 20% do total de doentes em todo o Mundo. Foi no nosso País que a doença foi descoberta e é aqui que tem maior prevalência.

O primeiro diagnóstico de Paramiloidose em todo o mundo chegou em 1939, no Hospital de Santo António, no Porto, através de uma paciente de 37 anos, natural da Póvoa do Varzim. A equipa do Dr. Corino de Andrade, médico a quem é atribuída a descoberta da doença, detetou um quadro semelhante entre a paciente, alguns familiares e moradores da zona e investigou a fundo, acabando por apresentar a patologia à comunidade médica internacional.

Foi, mais tarde, identificada noutras regiões – há casos de Paramiloidose em todo o Mundo, estimando-se que existam cerca de 10.000 doentes. A sua prevalência no Norte de Portugal (especialmente na Póvoa do Varzim) é de 1 para cada 1.000 habitantes, um rácio bastante superior ao dos restantes focos endémicos. Embora não haja certezas sobre onde e quando ocorreu a primeira mutação que originou a Paramiloidose, tudo indica que tenha nascido nesta região portuguesa.

Investigadora da Universidade de Coimbra
Catarina Resende de Oliveira, professora jubilada da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) e investigadora...

A distinção foi entregue durante o último encontro científico da ESCI, que decorreu na passada semana na cidade de Bari, em Itália. A Sociedade Europeia de Investigação Clínica justificou a atribuição desta distinção pelo papel importantíssimo de Catarina Resende de Oliveira na investigação fundamental e clínica em Neurologia, assim como o seu papel na formação de jovens investigadores.

A atual presidente da ESCI, Voahanginirina Randriamboavonjy, no discurso de homenagem, destacou ainda “a intensa atividade científica da professora Catarina, a que se adiciona a constante procura por fazer chegar a ciência à população e o facto de ter treinado cientistas que agora são reconhecidamente de topo mundial”.

Sobre esta distinção, Catarina Resende de Oliveira refere que “gostaria de partilhar com todos aqueles com quem tive o privilégio de me cruzar no meu percurso científico, significa para mim o reconhecimento de um trabalho de equipa incentivado pelo alinhamento entre a investigação fundamental, geradora de novo conhecimento, e a prática clínica, onde haverá oportunidade de aplicar esse conhecimento e assim contribuir para aliviar o sofrimento humano“.

O 56.º Congresso Anual da Sociedade Europeia de Investigação Clínica ficou também marcado pela atribuição de outros prémios a jovens cientistas do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, que viram reconhecidas apresentações orais e posters das suas investigações.

O encontro de 2022 da ESCI marcou também o fim do mandato de Paulo Oliveira, investigador principal e vice-presidente do CNC-UC, o primeiro presidente português da Sociedade Europeia de Investigação Clínica. No balanço do mandato, o investigador da Universidade de Coimbra destacou a promoção de financiamento para jovens cientistas e clínicos (nomeadamente, bolsas de viagem e projetos científicos exploratórios) e o trabalho desenvolvido no âmbito da igualdade de género, através da aprovação de um plano para as atividades da ESCI.

A Sociedade Europeia de Investigação Clínica é uma sociedade científica com sede em Utrecht, na Holanda, formada em 1967, com a missão de construir pontes entre a investigação fundamental e a clínica. Organiza um congresso anual em diferentes cidades da Europa e aposta em atividades de apoio a jovens investigadores e clínicos.

Caro Leitor
A Carta para a Participação Pública em Saúde, aprovada pela Lei n.º 108/2019, de 9 de setembro de 20

No fundo, esta Carta pretende fomentar a participação por parte das pessoas, com ou sem doença e seus representantes, nas decisões que afetam a saúde da população, e incentivar a tomada de decisão em saúde assente numa ampla participação pública. Pretende, ainda, promover e consolidar a participação pública a nível político e dos diferentes órgãos e entidades do Estado em Portugal. Desta forma, contribui para:

- Promover e defender os direitos das pessoas com ou sem doença, em especial no que respeita à proteção da saúde, da informação e da participação;

- Informar as entidades públicas sobre as prioridades, necessidades e preocupações das pessoas com ou sem doença e seus representantes;

- Tornar as políticas de saúde mais eficazes e, consequentemente, obter melhores resultados em saúde;

- Promover a transparência das decisões e a prestação de contas por parte de quem decide;

- Aproximar o Estado e a sociedade civil, aprofundando o diálogo e a interação regular entre ambos;

- Legitimar as decisões sobre a avaliação custo-efetividade e os dilemas éticos colocados pelas inovações tecnológicas.

Por outro lado, a participação pública em saúde deve assentar nos seguintes princípios:

- Reconhecimento da participação pública como direito das pessoas com ou sem doença e seus representantes;

- Reconhecimento das pessoas com ou sem doença e seus representantes como parceiros nos processos de tomada de decisão;

- Reconhecimento da importância do conhecimento e da experiência específicos da pessoa com ou sem doença;

- Autonomia e independência das pessoas com ou sem doença e seus representantes nos processos;

- Transparência e divulgação pública dos processos participativos;

- Criação das condições necessárias à participação;

- Complementaridade e integração entre instituições e mecanismos da democracia representativa e da democracia participativa.

Assim, a participação pública das pessoas com ou sem doença e seus representantes compreende a tomada de decisão no âmbito da política de saúde e outras políticas relacionadas, tanto ao nível dos respetivos ministérios, incluindo os serviços integrados na administração direta ou indireta do Estado, órgãos consultivos e outras entidades relacionadas com a saúde, como da Assembleia da República e conselhos nacionais na área da saúde que funcionam junto desta, assim como dos órgãos do poder local. Aplica-se a todas as entidades ou sistemas que prestem serviços de saúde, incluindo o Sistema Nacional de Saúde, entidades privadas, com ou sem fins lucrativos, e entidades do terceiro sector.

Acrescenta-se que a participação pública das pessoas com ou sem doença e seus representantes abrange, nomeadamente, as seguintes áreas:

- Plano Nacional de Saúde e programas de saúde;

- Gestão do SNS, incluindo recursos humanos, materiais e financeiros, e organização da prestação dos cuidados de saúde, através dos agrupamentos de centros de saúde e dos hospitais;

- Orçamento do Estado para a saúde;

- Avaliação de tecnologias de saúde;

- Avaliação da qualidade em saúde;

- Normas e orientações;

- Ética e investigação em saúde;

- Direitos das pessoas com ou sem doença e seus representantes.

Contudo, a Carta para a Participação Pública em Saúde aguarda regulamentação do Governo desde a aprovação como lei pelo parlamento em setembro de 2019, o que seguramente acontecerá nesta legislatura, pois trata-se de uma prioridade nacional.

 

Fonte: “Carta para a Participação Pública em Saúde” - Lei n.º 108/2019 – Diário da República n.º 172/2019, Série I de 2019-09-09. Pode consultar a Carta para a Participação Pública em Saúde, por ex. aqui https://www.participacaosaude.com/carta-participacao-publica-em-saude

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Na Galiza
V Seminário de Intercâmbio de Experiências no Âmbito da Educação do Eixo Atlântico decorre a 14 de junho em Sarria. Andreia...

A Associação Mente de Principiante vai participar no V Seminário de Intercâmbio de Experiências no Âmbito da Educação do Eixo Atlântico, que decorre dia 14 de junho, na cidade galega de Sarria. A convite do Município de Valongo, Andreia Espain, presidente da Mente de Principiante, vai apresentar o programa de educação socioemocional ‘Calmamente – Aprendendo a Aprender-se’ que, este ano letivo, foi implementado como projeto piloto em oito turmas do 4º ano de um dos agrupamentos do concelho.

Ser agente de mudança na área da educação socioemocional foi, desde sempre, um dos propósitos da Associação Mente de Principiante, associação com intervenção no desenvolvimento pessoal desde a infância, que promove o bem-estar integral, sobretudo, em contexto escolar. A missão e projetos desenvolvidos de promoção de competências socioemocionais têm sido reconhecidos a nível nacional.

O Município de Valongo foi um dos concelhos pioneiros no país a valorizar a educação socioemocional como ferramenta essencial para os alunos e para um ensino integral, tendo celebrado um protocolo com a Associação Mente de Principiante para a implementação do programa ‘Calmamente - Aprendendo a Aprender-se’ em oito turnas do 4º ano do Agrupamento de Escolas de São Lourenço, em Ermesinde. A intervenção foi dinamizada, durante este ano letivo, em horário curricular, pela equipa da Associação Mente de Principiante, naquele que foi um projeto piloto no concelho. 

Assim, a convite do Município de Valongo, Andreia Espain, presidente da Mente de Principiante, vai apresentar, no V Seminário de Intercâmbio de Experiências no Âmbito da Educação do Eixo Atlântico o projeto ‘Calmamente’, programa da sua autoria que já impactou mais de 3000 alunos portugueses. O evento decorre dia 14 de junho, em Sarria (Galiza) e é promovido pelo Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular. 

A intervenção de Andreia Espain enquadra-se no painel intitulado “Promover as Competências Socioemocionais”, onde participa também Lúcia Ramalho, Psicóloga na Divisão de Educação do Município de Valongo. A moderação do painel está a cargo de Adelina Pinto, Vereadora de Educação do Município de Guimarães. 

Para Andreia Espain, “É um privilégio apresentar o programa de promoção de competências socioemocionais Calmamente - Aprendendo a Aprender-se num evento que reúne as melhores práticas na educação, da zona norte de Portugal e da Galiza, e sentimo-nos muito honrados com o convite do Município de Valongo, nosso parceiro e pioneiro na aposta neste tipo de intervenção, diferenciadora e integrada no horário curricular das turmas envolvidas."

Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Promovido pelo Instituto de Investigação Clínica e Biomédica de Coimbra (iCBR) e pela Faculdade de Medicina da Universidade de...

Promover estilos de vida saudáveis e aproximar os cidadãos da ciência, fomentando a literacia em saúde, é o objetivo da 1ª Edição do “PicNic com Saúde”, que tem lugar no próximo dia 9 de julho, no espaço exterior do Polo das Ciências da Saúde.

Numa organização conjunta do Instituto de Investigação Clínica e Biomédica de Coimbra (iCBR) e da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), o “PicNic com Saúde” abre portas à população.

Pensado para todas as idades, o programa inclui tertúlias, música, workshops,, exposições e uma interativa mostra de ciência, entre muitas outras atividades gratuitas. Estarão igualmente disponíveis no recinto barraquinhas de venda de comes e bebes.

Para Henrique Girão, Diretor do Instituto de Investigação Clínica e Biomédica de Coimbra (iCBR), este evento é uma ótima oportunidade para promover um maior envolvimento da sociedade em assuntos relacionados com a ciência e a saúde, assumindo também que “é fundamental que as instituições se abram à sociedade e, sobretudo, contribuam para a desmistificação aquilo que é a ciência e o trabalho do investigador. Enquanto agentes de produção de conhecimento, acreditamos que é importante incentivar pessoas de todas as idades a a sentirem-se informadas, inspiradas e incluídas”.

No que toca às atividades relacionadas com a promoção de estilos e hábitos de vida saudáveis, que terão destaque neste evento, Carlos Robalo Cordeiro, Diretor da FMUC, considera que esta é uma questão que se assume como prioritária no que toca ao ensino da medicina. “Mais do que tratar doenças é fundamental preveni-las e a melhor forma de o fazer é através da promoção da saúde. Intervir e fornecer informação e formação na área da saúde, alimentação saudável e exercício físico, bem como promover a adoção de estilos de vida mais saudáveis na população, é uma preocupação que tentamos incutir nos jovens estudantes que terão um papel preponderante enquanto futuros médicos.”

O “PicNic com Saúde” conta com o patrocínio dos Laboratórios Basi, e o apoio do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), do Turismo do Centro e da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra. Mais detalhes do programa serão divulgados nas próximas semanas. 

Situação urgente para pessoas com doença crónica
Os cidadãos ucranianos refugiados em Portugal vão contar com o apoio das farmácias e farmacêuticos portugueses para identificar...

O Centro de Informação do Medicamento e Intervenções em Saúde da Associação Nacional das Farmácias (ANF) preparou um documento para suportar a intervenção farmacêutica junto dos cidadãos ucranianos, disponibilizando procedimentos de apoio e ferramentas específicas de identificação de medicamentos similares nos dois países.

Tratando-se de medicamentos sujeitos a receita médica, o farmacêutico identifica a substância ativa e a sua correspondência em Portugal, encaminhando de seguida a pessoa, com essa indicação, ao serviço de saúde mais próximo, para poder aceder à avaliação médica e posterior prescrição.

Poderá também partilhar com o utente um link para informação sobre os medicamentos, em ucraniano, situação particularmente importante e urgente para as pessoas que vivem com doença crónica.

“As farmácias portuguesas estão na primeira linha de apoio e acompanhamento de pessoas que vivem com doença. É fundamental que os refugiados com doenças crónicas não suspendam a sua medicação e saibam que podem contar com este apoio dos farmacêuticos”, esclarece Ema Paulino, presidente da ANF.

A Ordem dos Farmacêuticos (OF) constituiu também uma bolsa de farmacêuticos ucranianos a residir em Portugal, disponíveis para apoiar os colegas e restantes cidadãos ucranianos refugiados em Portugal no acesso à sua medicação. Estes farmacêuticos portugueses com raízes ucranianas têm diferentes experiências pessoais e profissionais, fluência na língua e podem, igualmente, ajudar a avaliar equivalências e/ou alternativas terapêuticas no mercado português.

“O setor farmacêutico nacional tem acompanhado atentamente a evolução da crise humanitária na Ucrânia. Tem enviado várias toneladas de medicamentos e produtos de saúde para a Ucrânia e procurado soluções para apoiar a integração dos cidadãos refugiados em território nacional. Tudo para que não tenham de enfrentar ainda mais obstáculos na fase de vida que atravessam”, destaca o bastonário da OF, Hélder Mota Filipe.

 

Doenças Raras
A Doença de Batten é um dos 14 tipos conhecidos de Lipofuscinose Neuronal Ceróide (CLN), um grupo de

A Ceroidolipofuscinose Neuronal (CLN) é um grupo heterogéneo de doenças neurometabólicas raras, hereditárias, caracterizadas por acumulação intracelular de material lisossómico autofluorescente (lipofuscina ceróide). Esta acumulação deve-se a uma atividade enzimática deficiente dentro do lisossoma, levando a uma disfunção da célula e morte celular.

São doenças neurodegenerativas que ocorrem em idade pediátrica e classificam-se em 14 tipos diferentes, de acordo com a sua causa genética, todas partilhando características semelhantes. As manifestações clínicas variam de acordo com a idade de início da sintomatologia e a evolução da doença é diferente de acordo com o tipo de CLN.

Manifestações clínicas

As principais manifestações clínicas são as crises epiléticas recorrentes, atraso / regressão do desenvolvimento psico-motor, ataxia, mioclonias e diminuição da acuidade visual. Dependendo do tipo de CLN, a idade de início da sintomatologia varia (infantil precoce, infantil tardia, juvenil e adulto).

Nas formas mais frequentes, a doença progride rapidamente e a epilepsia torna-se de difícil controlo, refratária aos fármacos antiepiléticos, há perda progressiva da acuidade visual (evolui para cegueira) e deterioração cognitiva e motora.

Diagnóstico

O diagnóstico baseia-se na combinação dos achados clínicos, oftalmológicos, eletroencefalográficos e neurorradiológicos.

A confirmação é feita através de testes bioquímicos e genéticos. Assim, o diagnóstico é estabelecido através de um teste enzimático que mede a atividade da enzima deficitária e através de um teste genético / molecular, com identificação de mutações patogénicas.

Sendo uma doença rara, o clínico deve estar familiarizado com as manifestações clínicas da doença, de forma a suspeitar deste diagnóstico e confirmar a doença laboratorialmente.

Tratamento

A abordagem destes doentes tem que ser multidisciplinar e o mais precoce possível, com o objetivo de manter a função e otimizar a qualidade de vida destes doentes. O tratamento sintomático inclui a tentativa de controlo das crises epiléticas, controlo da dor, fisioterapia, terapia ocupacional, terapia da fala e cuidados nutricionais. O suporte familiar é fundamental.

Várias estratégias terapêuticas têm sido exploradas, mas presentemente existe apenas um fármaco clinicamente aprovado que demonstrou ser eficaz para atenuar a progressão de um tipo de CLN, a CLN2: a cerliponase alfa, uma pró-enzima recombinante humana da enzima tripeptidil-peptidase 1 (TPP1 – enzima deficitária na CLN2), que é administrada através de infusão intracerebroventricular.

Complicações

Esta é uma doença de progressão rápida, que resulta em perda das capacidades cognitivas, motoras e visuais. A epilepsia torna-se de difícil controlo, refratária aos fármacos antiepiléticos, há perda progressiva da acuidade visual (evoluindo para cegueira) e deterioração cognitiva e motora, levando à demência e ao estado vegetativo. A esperança média de vida é baixa.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
HIMSS 2022 European Conference
Entre os dias 14 e 16 de junho, decorre a HIMSS 2022 European Health Conference & Exhibition, este ano com apoio da...

A digitalização na saúde tem assumido uma importância crescente e afigura-se essencial na prestação de cuidados. A saúde portuguesa tem sabido inovar nesta área e por isso marca presença nesta Conferência. O HCP tem-se assumido como um parceiro estratégico e ativo da HIMSS, como demonstra o facto de nesta edição a presença portuguesa contar com as visitas do Embaixador de Portugal na Finlândia, Francisco Vaz Patto e da AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

A marca Health Portugal estará presente com soluções inovadoras e o Health Cluster Portugal fará parte do programa da Conferência com uma apresentação sobre “From Technology to Architecture, Building the Next generation of Smart Health Cities”. Joana Feijó, diretora de desenvolvimento de negócio do Health Cluster Portugal, que será oradora na HIMMS 2022, reforça a importância da introdução de tecnologias digitais na monitorização da saúde dos cidadãos e da utilização de dados para a tomada de decisões em saúde melhorando a qualidade de vida das populações.

Depressão
Um estudo desenvolvido por uma equipa multidisciplinar, liderada pelo neurocientista luso-brasileiro Fabiano de Abreu Agrela,...

O estudo foi desenvolvido através da Logos University International, UniLogos (EUA) com iniciativa do médico André Leandro K. Castanhede, pelo departamento de Ciências e Tecnologia dirigido pelo neurocientista e mestre em psicologia Fabiano de Abreu Rodrigues, pelo neurocirurgião, Paulo Fernando Lopes e pela enfermeira Dias Alves e Margieli dos Reis Alves.

O artigo, publicado pela revista Cognitionis, foca-se na possibilidade da neurociência começar por liderar a forma como são tratados os transtornos depressivos sendo, que para tal, e segundo os autores, é necessário entender que o transtorno neurobiológico da depressão, é tema dos estudos no sentido de decifrar a mente humana, observando a complexidade do Sistema Nervoso Central. Segundo os autores, estudos como este dão grandes passos e são muito “importantes para a aproximação dos campos da neurociência ao da psiquiatria.”.

Como refere Abreu, “não se pode perder a dimensão crítica dos achados encontrados durante a pesquisa, havendo várias questões e controvérsias que ainda continuam em aberto. Devido a isso, ainda é necessário avançar em tratamentos melhores, mais rápidos e eficientes para que a neurociência possa, de facto, ser ativa nesse quesito.”

De acordo com a pesquisa realizada, os estudos de terapias como a EDMR, que induz a estimulação seletiva dos hemisférios cerebrais, região onde se encontra armazenada a memória das lembranças dolorosas, estão a ganhar atenção durante esse processo na avaliação dos transtornos, principalmente por proporcionar alívio.

Desse modo, os autores explicaram que também se torna válida a análise e o aprofundado estudo das medidas integrativas, como, por exemplo, terapias EDMR e possíveis tratamentos homeopáticos dentre outros.

“No entanto, vários aspetos estão sendo compreendidos pelos clínicos e cientistas, permitindo uma melhor compreensão do estado crítico nos transtornos de humor e abrindo caminhos para a busca de técnicas mais eficazes de diagnóstico, tratamento e prevenção de eventuais sequelas cognitivas nos pacientes”, diz a conclusão do artigo.

Carolina Vale Quaresma explica como os futuros pais podem evitar problemas de sono
A qualidade do sono é uma preocupação que acompanha os pais desde a gravidez aos primeiros meses de vida do bebé. A pensar...

A convidada especial é a terapeuta familiar Carolina Vale Quaresma, que vai partilhar dicas essenciais para evitar problemas de sono com os filhos, com base na experiência e conhecimento adquiridos durante 15 anos no seio de famílias.

A especialista em problemas do sono e comportamento em bebés e crianças traz ainda o tema “Mãe é Mãe” para o evento online das Conversas com Barriguinhas, que decorre no dia 15 de junho, às 17h00, com o objetivo de abordar a importância das mães e do seu papel.

Inês Guerra Pereira, médica dentista e autora do blog Dente a Dente, vai também marcar presença para falar sobre a higiene oral das crianças, um assunto do interesse dos pais que é essencial para o desenvolvimento saudável dos mais pequenos. As inscrições são gratuitas e estão disponíveis na plataforma.

O potencial das células estaminais do cordão umbilical vai estar em análise neste evento, com o contributo de especialistas em células estaminais da Crioestaminal, o único laboratório com acreditação internacional pela Association for the Advancement of Blood & Biotherapies (AABB). Os futuros pais vão ficar a saber o que são, a sua utilidade e os tratamentos possíveis com estas células.

 

Dia Internacional da Doença de Batten comemora-se no dia 9 de junho
Amanhã, dia 9 de junho, comemora-se o Dia Internacional da Doença de Batten (International Batten Disease Awareness Day),...

Para fazer o despiste desta doença rara, a Sociedade Portuguesa de Neuropediatria e a Liga Portuguesa Contra a Epilepsia, em parceria com o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, desenvolveram o Projeto LINCE que, à semelhança do “Teste do Pezinho”, apenas com uma gota de sangue permite, de forma rápida e gratuita, diagnosticar precocemente casos de CLN1 e CLN2 e dar aos doentes afetados por esta doença rara um melhor acompanhamento.

“O objetivo do projeto LINCE é, assim, disponibilizar aos profissionais de saúde que se deparam com possíveis casos de CLN, uma ferramenta de diagnóstico útil e rápida. Um diagnóstico precoce é crucial para a possibilidade de alterar a progressão desta doença devastadora e proporcionar os melhores cuidados quer ao doente, quer no acompanhamento da família”, refere Mónica Vasconcelos, Presidente da Sociedade Portuguesa de Neuropediatria. “O projeto LINCE está disponível desde 2020 para todo o país, sendo apenas necessário requisitar o kit,” afirma a Neuropediatra.

A epilepsia refratária e o atraso na aquisição da linguagem na primeira infância são habitualmente as primeiras manifestações de CLN2. Estes dois sintomas são comuns, mas observá-los em conjunto na primeira infância deve ser o alerta para qualquer profissional de saúde rastrear esta patologia. O estudo da história natural da doença demonstra que, a partir dos 18 meses, é possível observar atraso e/ou regressão na linguagem, atraso motor e, entre os 3-4 anos de idade, observa-se perda da acuidade visual, ataxia e epilepsia. Esta epilepsia é de difícil tratamento, sendo a perda cognitiva progressiva e grave. Estas crianças atingem um estado vegetativo com marcada atrofia cerebral, ataxia e mioclonias, com uma esperança de vida de cerca de 8-12 anos.

Qualquer médico pode solicitar gratuitamente o kit de diagnóstico do Projeto LINCE, através do email [email protected] Sempre que surja alguma suspeita, os profissionais de saúde têm esta ferramenta de diagnóstico gratuita ao seu dispor.

 

 

 

 

 

Novo estudo revela evidências sobre propriedades cardioprotectoras e anti-inflamatórias
Um novo estudo holandês revela evidências sobre as propriedades cardioprotetoras e anti-inflamatória

O número de estudos científicos que sustentam os benefícios do selénio na saúde está constantemente a aumentar, e um novo estudo holandês1 acaba de fornecer mais documentação. Neste estudo, os investigadores da Universidade de Groningen, na Holanda, demonstraram que os participantes com níveis mais elevados de selénio no sangue, tinham um risco menor de desenvolver e morrer de insuficiência cardíaca. Além disso, tinham níveis mais baixos de proteína C-reactiva, um marcador biológico muito utilizado para detetar inflamação no organismo.

Os benefícios eram claros apenas entre os não fumadores. O estudo, chamado PREVEND, publicado no European Journal of Heart Failure, apoia investigações anteriores, salientando a função-chave do selénio na proteção do coração e do sistema cardiovascular.

Os fumadores têm níveis de selénio mais baixos

O estudo PREVEND foi realizado com cerca de 6.000 participantes, homens e mulheres saudáveis, cuja a média de idade rondava os 53 anos. Foram feitas várias observações interessantes, entre elas que os níveis de selénio nos participantes não fumadores tendiam a ser mais elevados comparativamente com os fumadores.

Os cientistas acreditam que poderia estar relacionado com o facto de o fumo dos cigarros conter metais pesados tóxicos, como o arsénico, que interagem quimicamente com o selénio. O arsénico afeta a síntese e expressão das selenoproteínas e aumenta a eliminação do selénio através do trato gastrointestinal.

Necessidades aumentadas nos europeus

Os cientistas holandeses descobriram que os níveis médios de selénio no sangue dos participantes eram de 84,6 microgramas por litro, o que está próximo dos níveis médios de selénio encontrados em toda a Europa. Contudo, de acordo com um estudo2 publicado no American Journal of Clinical Nutrition em 2010, é necessário um status médio de selénio de cerca de 120 mcg/L para se atingir a saturação total da selenoproteína P.

Esta selenoproteína específica é a principal portadora de selénio para os diferentes tecidos do corpo e é, portanto, utilizada como indicador de uma ingestão adequada de selénio.

100 microgramas por dia

Onde ficamos? Bem, se olharmos para o estudo holandês, revela que as pessoas com níveis mais elevados de selénio no sangue têm menor mortalidade, menor risco de doenças cardíacas, e menos inflamação no organismo. No entanto, é possível melhorar.
O estudo de 2010 destacou que para se atingir um status de selénio ideal, aproximadamente os 120 mcg/L, é necessário associar a ingestão diária de selénio a partir de alimentos a um suplemento com 100 microgramas de levedura enriquecida com selénio.

Taxa de mortalidade cardiovascular 54% inferior

Outro bom exemplo é o estudo sueco KiSel-10 que envolveu idosos saudáveis, aos quais foi atribuído aleatoriamente um suplemento diário com 200 microgramas de levedura de selénio (SelenoPrecise) combinado com 200 mg de coenzima Q10, ou placebo (comprimidos e cápsulas sem ingrediente ativo).

Após cinco anos, a taxa de mortalidade cardiovascular no grupo de tratamento ativo tinha diminuído 54% em comparação com o grupo de placebo, e a função do músculo cardíaco dos participantes tinha melhorado significativamente.

Fontes:
1) “High selenium levels associate with reduced risk of mortality and new onset heart failure: data from PREVEND”, European Journal of Heart Failure (2022), doi:10.1002/ejhf.2405
2) “Establishing optimal selenium status: results of a randomized, double-blind, placebo-controlled trial.”, Am J Clin Nutr, 2010 Apr;91(4):923-31.
3) ”Cardiovascular mortality and N-terminal-proBNP reduced after combined selenium and coenzyme Q10 supplementation: a 5-year prospective randomized double-blind placebo-controlled trial among elderly Swedish citizens.”, Int J Cardiol. 2013 Sep 1;167(5):1860-6
 

Fonte: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Nova tecnologia da OMR - Observação Médica Remota pretende transformar o setor da saúde digital
O Grupo Future Healthcare, anuncia o lançamento da sua mais recente solução– OMR - Observação Médica Remota, - que espelha a...

É, neste sentido, que surge a solução de Observação Médica Remota (OMR) - disponível através da Future Healthcare Virtual Clinic (FHVC), que inclui um dispositivo médico que possibilita a realização de um exame físico mais completo aos clientes. Desenhados para uma utilização familiar ou corporativa, são dispositivos médicos que foram concebidos para capacitar a vídeoconsulta de uma importante parte da observação médica realizada durante uma consulta presencial.

De acordo com Ana Pina, Diretora da Digital Health na Future Healthcare: “Esta nova solução responde à necessidade de capacitar a consulta à distância para a abordagem de situações médicas que, sem esta solução, não seriam possíveis avaliar de forma tão eficaz por esta via. Através deste tipo de soluções, a capacidade clínica em consulta remota torna-se cada vez mais próxima da consulta presencial, o que aumentará o alcance da medicina digital.”

O dispositivo, neste momento, incluído na solução OMR, permite a auscultação de sons cardíacos, auscultação pulmonar, auscultação abdominal, medição de frequência cardíaca, observação do canal auditivo, observação da garganta e avaliação de imagens de alta qualidade (nomeadamente da pele), pelo médico à distância.

Através da Solução OMR o paciente será guiado pelo médico da FHVC, durante a vídeo-consulta, para a utilização do acessório conveniente à situação clínica em questão, facilitando-lhe o exame, à distância, diminuindo assim a possibilidade de ter que recorrer a uma consulta presencial.

Esta solução suporta todos os serviços da FHVC, incluindo o serviço de atendimento permanente (disponível 24h/7).

A apresentação da solução OMR ocorre, hoje, no Planetário, em Belém.

 

Opinião
É frequente ouvirmos que devemos cuidar do nosso bem-estar, mas, na verdade, por onde começar?

Dentro deste órgão, que já é chamado de segundo cérebro, encontramos a microbiota intestinal, um conjunto de bactérias, leveduras, fungos e alguns vírus, que garantem a harmonia e o bom funcionamento do organismo. A microbiota ou flora intestinal desempenha um papel fulcral no nosso dia-a-dia, sendo responsável pela absorção de água, sais minerais e nutrientes dos alimentos, protegendo-nos de infeções.

Ao longo dos últimos anos, têm sido feitos estudos que avaliam a existência de uma comunicação complexa e bidirecional entre o sistema nervoso central e o sistema gastrointestinal, verificando-se que, por exemplo, condições inflamatórias intestinais relacionam-se com alterações psíquicas como o humor, afeto, tomas de decisão e saciedade. Este eixo intestino-cérebro tem sido uma das áreas de grande interesse científico, podendo ser a chave central para a melhoria clínica de condições que prejudicam a qualidade de vida de milhares de indivíduos.

Se tem mal-estar e dores abdominais, gases, vómitos, náuseas e febre, poderá estar perante um desequilíbrio da flora intestinal. Mas como é que podemos cuidar da nossa flora intestinal e garantir que se mantém equilibrada? Para repor e regular a flora intestinal é essencial que adote uma alimentação adequada, rica em fibras e alimentos que contenham probióticos (microrganismos vivos, como bactérias ou fungos, que podem entrar diretamente no nosso organismo através de alguns alimentos ou suplementos). Assim, deve apostar numa alimentação rica em legumes e vegetais e com poucos alimentos processados, fritos ou açucarados. Os alimentos ricos em fibras, tais como a aveia, linhaça, vegetais frescos, frutas e grãos, e os alimentos fermentados, como o iogurte são também uma boa escolha. Garantindo uma alimentação saudável, sempre aliada à prática de exercício físico regular, ajudá-lo-á a encontrar o equilíbrio intestinal e o bem-estar quotidiano.

Além das opções alimentares e dos bons hábitos de vida, poderá também recorrer à Suplementação, com a gama Osmobiotic® Flora, disponível para Adulto, Crianças a partir dos 3 anos e para a 1ª etapa da vida, que combinam duas estirpes microbióticas. Estes suplementos atuam de uma forma mais rápida e direta, ajudando-o a regular a microbiota intestinal. Ao cuidar do seu intestino estará também a contribuir para o seu bem-estar e para uma vida mais harmoniosa.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Iniciativa da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI)
A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) vai realizar nos próximos dias 2 e 3 de julho, no Mercado Manuel Firmino, e...

Depois de edições anteriores em Lisboa, Porto e Viseu, a SPMI convida a população de Aveiro e de outros pontos do país a participar num programa de atividades de dois dias que vai contar com espaços de rastreio, palestras, show-cooking, atividades, alimentação saudável e animação.

“A Festa da Saúde, através de rastreios e outas atividades desenvolvidas pelos Núcleos da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, debates interativos, ações de formação, atividades desportivas e culinárias, pretende contribuir para uma melhor Literacia em Saúde, prevenção da doença e promoção da saúde e estilos de vida saudável. O objetivo não é só que as pessoas vivam mais, mas que vivam bem, com qualidade de vida”, declara Susana Cavadas, médica internista e responsável pela organização do evento.

Com vista a incentivar à prática de atividade física regular, durante aquela que será a 4ª edição da Festa da Saúde vão ser, também, promovidas aulas abertas de diferentes atividades desportivas, entre as quais: basquetebol, patinagem, Xadrez, Vólei.

“Nesta Festa da Saúde pretendemos destacar a importância da Literacia em Saúde, definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como “o grau em que os indivíduos têm a capacidade de obter, processar e entender as informações básicas de saúde, para utilizarem os serviços e tomarem decisões adequadas de saúde”. Baixos níveis de Literacia em Saúde estão associados a uma menor prevalência de atitudes preventivas individuais e familiares, conduzindo ao aparecimento de doenças e a uma diminuição da qualidade de vida”, destaca ainda Susana Cavadas.

A Festa da Saúde é um evento sem fins lucrativos, um espaço de informação e de motivação à adoção de hábitos de vida saudável e representa o compromisso público da SPMI com a prevenção da doença e a promoção da saúde.

 

Mês da Saúde Digestiva
A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) tem uma nova imagem e apresenta-a no mês em que se assinala a Saúde Digestiva....

Fundada em 19 de janeiro de 1960, a SPG é uma associação científica de utilidade púbica sem fins lucrativos, que tem como missão contribuir para a Saúde Digestiva dos portugueses, unindo os Gastrenterologistas no excelência profissional, formação contínua e investigação científica, envolvendo os intervenientes relevantes e a população.

“O percurso da SPG pauta-se por mais de 60 anos de um caminho notável de prestígio científico, de constante inovação e modernização, de serviço à comunidade e de excelência da medicina e é chegada a altura da sua imagem espelhar esta dinâmica. As mudanças revelam continuidade e maturidade” refere Guilherme Macedo, presidente da SPG e acrescenta que “este é uma associação unida, determinada em agregar conhecimento e onde o contributo de todos a possibilita crescer”.

Do ponto de vista gráfico esta nova imagem surge como resposta às necessidades de comunicação, que se dirigem aos especialistas, mas também á população em geral, que está hoje mais e mais bem informada, faz parte dos processos de cura e de prevenção e participa na promoção do bem-estar.

As siglas foram desenhadas de raiz, misturando faces retas e arredondadas para dar a noção de movimento, um movimento constante em direção a um futuro de inovação na prevenção e consciencialização de todos. As várias cores permitem este sentimento de complementaridade e vincam a importância das ligações que são dadas pelo movimento orgânico, quase que celular entre as 3 letras. Estas ligações são a metáfora da relação próxima da SPG com a comunidade científica/médica, as instituições, os profissionais de saúde e a população.

 

 

Apresentação da Rede de Organizações de pessoas que vivem com Doença e Utentes de Saúde
A FENDOC – Federação Nacional das Associações de Doenças Crónicas, a MAIS PARTICIPAÇÃO, melhor saúde, a Plataforma Saúde em...

Esta Rede assume-se como um fórum de reflexão e entendimento na defesa e promoção dos direitos das pessoas com doença e utentes de saúde, através de um acesso atempado a cuidados de saúde de qualidade, da promoção da literacia em saúde, da sensibilização para a importância de um sistema eficiente de diagnóstico precoce, da valorização do papel do cuidador informal, enquanto parceiro fundamental do percurso de cuidados, e da capacitação das associações e da defesa da sua participação nos processos de decisão em saúde.

Conhecedores das necessidades e expetativas de quem representam (pessoas com doença, utentes de saúde e cuidadores informais), pretendem apelar à necessidade de se assumir a saúde como uma responsabilidade partilhada assente em modelos colaborativos e intersectoriais.

Carlos Oliveira, presidente da FENDOC – Federação Nacional das Associações de Doenças Crónicas, esclarece os objetivos que levaram à criação desta rede “encontrar um espaço de diálogo, de análise entre as quatro instituições onde possam ser encontrados pontos comuns e se acordem linhas de atuação, para que os doentes possam ser efetivamente parte do sistema não só nos processos funcionais, mas também na construção desses mesmos processos ou na criação de novos”.

Margarida Santos da coordenação da MAIS PARTICIPAÇÃO, melhor saúde reforça “é evidente uma lacuna na intervenção das associações de doentes nos sistemas de saúde e de decisão em Portugal. Torna-se, por isso, fundamental a interação entre diferentes associações, para que a sua posição seja mais consolidada, em prol de uma melhor política de saúde, que irá beneficiar todos os envolvidos no sistema”.

“Os tempos que temos vivido trouxeram grandes desafios à nossa sociedade, com instituições e cidadãos a serem colocados à prova diariamente, mas também a colaborarem de forma efetiva em prol de uma causa comum: a proteção da saúde de todos. Acreditamos que o nosso saber e a nossa experiência diária no terreno são essenciais à definição de uma estratégia comum e sustentável para o sistema de saúde. E é esta a altura certa para a mudança! O cidadão tem de estar envolvido efetivamente nos processos de decisão e acreditamos, por isso, que em equipa ganhamos força, convicção e capacidade para melhor alcançarmos os nossos objetivos comuns e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos”, afirma Maria Rosário Zincke, presidente da Plataforma Saúde em Diálogo.

De acordo com Paulo Gonçalves, presidente da RD – Portugal – União das Associações de Doenças Raras de Portugal, “há, na essência, três razões que nos levam a integrar esta rede: a procura de motivos e propósitos comuns entre as Associações e Movimentos de apoio e defesa do Serviço Nacional de Saúde; a construção de propostas exequíveis centradas nos cidadãos que utilizam os Serviços Públicos e a comunicação fluída entre os representantes dos cidadãos e os titulares de cargos em instituições. Muito tem sido feito por pessoas bem-intencionadas que desconhecem a aplicabilidade no terreno de determinadas fórmulas. Queremos mais do que ser consultados, fazer parte do desenho, do acompanhamento, da execução e da melhoria contínua.”

A formalização desta Rede teve lugar numa sessão que reuniu representantes das quatro organizações na Assembleia da República, onde foram debatidas as preocupações e as necessidades comuns destas organizações e de que forma é que, trabalhando de forma concertada, podem fazer a diferença e contribuir para a concretização dos seus objetivos.

Dia Mundial do Oceano
A Fundação Calouste Gulbenkian lança o Gulbenkian Carbono Azul, um projeto que vai mapear todos os ecossistemas marinhos e...

Neste mapeamento, feito de norte a sul de Portugal Continental, os ecossistemas estarão caracterizados (localização, dimensão, condição em que se encontra, taxa anual de sequestro de carbono, entre outras características), de modo a definir as medidas de proteção e restauro adequadas. A disponibilização desta informação tem como intuito fomentar o investimento em conservação e restauro ecológico destes habitats marinhos e costeiros, vitais para o combate à crise climática e proteção da biodiversidade e para alcançar as metas do Acordo de Paris de 2015.

A Fundação Gulbenkian fará o primeiro investimento nesta carteira nacional de carbono azul, financiando um projeto-piloto de conservação ou restauro numa destas áreas marinhas, de forma a compensar o volume da pegada carbónica não mitigável da Fundação em 2021 (2.238 toneladas de dióxido de carbono equivalente, que incluem as emissões de gases de efeito estufa provenientes da eletricidade ou calor adquiridos e consumidos).

O Gulbenkian Carbono Azul atuará como impulsionador do mercado de carbono azul em Portugal - tem prevista a construção de uma rede de potenciais financiadores (empresas) interessados em apoiar estes projetos e vai facilitar o seu crescimento.

Liderado e coordenado pela Fundação Calouste Gulbenkian, este projeto é desenvolvido em parceria com o CCMAR – Universidade do Algarve e a ANP | WWF – Associação Natureza Portugal, em associação com a WWF.

O lançamento do Gulbenkian Carbono Azul inscreve-se na participação da Fundação Calouste Gulbenkian na Conferência do Oceano das Nações Unidas, que decorre em Lisboa entre 27 de junho e 1 de julho. A apresentação do Gulbenkian Carbono Azul ao público será feita no dia 27 de junho, às 16h45, no auditório do Fórum Oceano no Pavilhão de Portugal.

O que é o Carbono Azul?

Carbono azul é o termo utilizado para designar o carbono capturado e armazenado pelos ecossistemas marinhos e costeiros, i.e., refere-se à quantidade de dióxido de carbono removido da atmosfera por estes ecossistemas e promove a redução do impacto dos gases de efeito de estufa (GEE) na atmosfera.

Mangais, pradarias marinhas, sapais e florestas de algas são os ecossistemas costeiros atualmente reconhecidos com maior potencial para a mitigação do aumento de CO2 na atmosfera. Em Portugal, destes três ecossistemas, só não existem mangais – são ecossistemas típicos de climas tropicais.

Qual a importância de conservar ou restaurar estes ecossistemas marinhos?

As taxas de captação de carbono pelos ecossistemas marinhos são muito mais elevadas do que o captado pelos ecossistemas terrestres. Trata-se, por isso, de uma solução de base natural para as alterações climáticas.

A capacidade de capturar e armazenar grandes quantidades de carbono por parte dos ecossistemas marinhos deve-se às suas taxas elevadas de fotossíntese (que absorve CO2 produzindo matéria orgânica) e à capacidade dos seus sedimentos de fazerem uma decomposição da matéria orgânica muito lenta e limitarem a produção e emissão de CO2 de volta para a atmosfera.

Apesar de ocuparem áreas muito menores do que as ocupadas pelas florestas terrestres do planeta, sequestram carbono a uma taxa muito mais rápida (pelo menos oito vezes mais) que fica retido nos sedimentos por centenas (ou mesmo milhares) de anos, o que lhes confere um enorme potencial para mitigar as alterações climáticas.

Estes ecossistemas servem ainda de zona-tampão para os impactos das tempestades costeiras – diminuem o risco de inundações, contribuem para a qualidade da água e servem de suporte de biodiversidade, por exemplo – atuando assim como uma solução de elevado impacto para a adaptação das alterações climáticas.

Porém, as próprias alterações climáticas estão a afetar estes ecossistemas. Eventos climáticos extremos, a subida do nível do mar ou o aumento da temperatura podem danificar os sistemas, levando a que uma enorme quantidade de carbono retido seja emitida de volta à atmosfera, pelo que o restauro destes ecossistemas é urgente e imprescindível.

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