#ToiletTalkNow
A propósito da Semana Mundial da Continência, que este ano se assinala entre os dias 20 e 26 de junho, o Movimento pela...

“Estas patologias têm consequências absolutamente devastadoras para a vida dos afetados. Aliado a isto está ainda o facto de muitas das vezes estes não pedirem ajuda por vergonha”, alerta Joana Oliveira, presidente do Movimento pela Continência e Disfunção Pélvica, acrescentando: “É crucial alertar para o facto de não ser normal perder a capacidade de controlar o pavimento pélvico. Estes são problemas que têm cura, mas é crucial procurar ajuda o mais precocemente possível de forma a ser adotado o tratamento mais adequado”.

Como tal, o movimento alerta ainda para o facto de estes não serem problemas que afetam apenas as pessoas mais velhas, ainda que, tendo em conta o aumento da esperança média de vida, a sua incidência e prevalência apenas terão tendência a aumentar.

Em todo o mundo, mais de 400 milhões de pessoas são afetadas por algum tipo de incontinência, sendo que as perturbações urinárias são as mais frequentes. Segundo a Associação Portuguesa de Urologia, estima-se que só a incontinência urinária afete 600 mil pessoas nas várias faixas etárias em Portugal. O sexo feminino, entre os 45 e 65 anos, é o mais afetado por este tipo de incontinência em específico, sendo que a proporção de casos de IU é de 3 mulheres para cada homem.

“Ainda que menos falada, sendo talvez a patologia mais envolta em tabus deste leque, a incontinência fecal, emissão involuntária de gases ou fezes devido a incapacidade do esfíncter anal, é mais comum do que aquilo que se pensa. Apesar de não existirem dados concretos sobre a sua incidência, estima-se que afete até 10% da população adulta”, acrescenta Joana Oliveira.

As disfunções do pavimento pélvico representam situações absolutamente devastadoras que continuam a ser sofridas em silêncio, devido à enorme vergonha e humilhação de quem sofre deste problema. Desde faltas ao trabalho, a compromissos pessoais, familiares ou sociais, estes são problemas que podem destruir carreiras e a vida conjugal e íntima, levando inclusivamente ao isolamento e a problemas psicológicos graves. No entanto, a incontinência urinária, por exemplo, tem possibilidade de tratamento em 85% dos casos, sendo crucial o diagnóstico precoce.

Existem vários tipos de tratamento, como o farmacológico, o cirúrgico e a reeducação pélvica, que possibilitam um regresso à normalidade para quem sofre destas patologias.

Os tratamentos conservadores devem estar presentes em todas as fases da doença, mas quando estes falham a esperança não está perdida. A estimulação dos nervos sagrados (neuromodulação) é uma opção. Esta técnica cirúrgica minimamente invasiva muda completamente a vida destes doentes, tendo um impacto muito significativo na melhoria da qualidade desta.

O procedimento consiste na implantação do neuroestimulador mais pequeno que existe, com apenas 3 centímetros. É implantável, rapidamente recarregável e tem uma vida útil de 15 anos. Além disto, permite controlar a bexiga e os intestinos através de aplicações no telemóvel que facilitam a gestão por parte do doente das respetivas experiências de forma fácil em qualquer lugar. Em causa estão pessoas que deixam de trabalhar ou ter vida social ativa e conseguem, após o tratamento, retomar uma vida normal. Além disso, estas intervenções têm a vantagem de poder ser realizadas em regime ambulatório, sem necessidade de internamento.

Criar visibilidade para os problemas associados à continência e disfunção do pavimento pélvico, encorajando o debate público e aberto e a quebra de estigma e tabus associados a estas doenças são assim os principais objetivos do Movimento pela Continência e Disfunção Pélvica, que se estreou este ano nas plataformas online, de forma a chegar a mais doentes. Pretende ainda ser a voz dos doentes e ser ouvido pela sociedade e pelos poderes políticos, incentivando ainda à alteração da lei de incapacidade.

Quase a dar à luz?
– O parto pode ser muito desafiante para a mãe. A adicionar à ansiedade do processo e de, finalmente, ficar a conhecer o rosto...

Para prevenir lacerações no momento de dar à luz, a enfermeira Gisélia Machado vai ensinar, no dia 21 de junho, o passo-a-passo da massagem perineal. A respiração dos bebés, que é sempre um motivo de preocupação para os pais, vai ser o tema da participação da enfermeira Luciana Rodrigues. A especialista em reabilitação respiratória, da Alívio em Respirar, vai explicar, no mesmo dia, como identificar os sinais de dificuldade respiratória dos bebés.

A forma como as mulheres reagem à dor do parto pode auxiliar bastante o processo. A enfermeira Clara Aires ensina, por isso, no dia 23 de junho, a lidar com a dor do trabalho de parto através de estratégias naturais. Márcia Sampaio, especialista em medicina tradicional chinesa, do centro Bebé da Mamã, vai ainda abordar o potencial destes conhecimentos ancestrais para a gravidez.

Em ambas as sessões, especialistas em células estaminais do cordão umbilical da Crioestaminal, o único laboratório com acreditação internacional pela Association for the Advancement of Blood & Biotherapies (AABB), vão dar a conhecer o potencial terapêutico destas células e a sua aplicação terapêutica. Os futuros pais vão ficar também a saber como são colhidas no momento do parto e de que forma são armazenadas no laboratório.

A 26 de junho, o podcast das Conversas com Barriguinhas vai disponibilizar também um novo episódio sobre o tema “Parto normal ou Cesariana?”, com o contributo da enfermeira Joana Gonçalves, especialista em Saúde Materna e Obstétrica.

 

Esclerose Lateral Amiotrófica
Na data em que se assinala o Dia Mundial da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) – 21 de junho – a Sociedade Portuguesa de...

Para Carla Ribeiro e Ana Luísa Vieira, da SPP, este protocolo vai permitir a realização de “ações de formação conjuntas em relação a temas de interesse para ambas as instituições com benefício para o público-alvo, nomeadamente profissionais de saúde, doentes e cuidadores. Além disso, as parcerias entre sociedades científicas e associações de doentes são fundamentais para identificação das principais dificuldades e desafios sentidos pelos doentes e cuidadores, pela definição de outcomes significativos para os doentes e para advocacia em termos de políticas de saúde. Pode, igualmente, fomentar a participação dos doentes e profissionais nacionais em projetos de investigação científica internacional que visem a melhoria dos cuidados a doentes com ELA”.

Teresa Moreira, da APELA, refere que as expetativas que a associação tem com a assinatura deste protocolo “prendem-se particularmente com o facto de podermos estreitar relacionamentos e estarmos mais apoiados em questões ligadas ao apoio ventilatório dos doentes com ELA. Pensamos que esta cooperação entre as duas instituições será muito enriquecedora, quer para a partilha de conhecimentos, quer para a melhoria dos mesmos para os profissionais de cada uma das instituições. O facto de podermos realizar ações formativas e informativas em conjunto, que visem a difusão e a importância da Pneumologia junto da comunidade ELA trará, sem dúvida, fortes benefícios para os doentes e também para os profissionais de saúde que os acompanham.

A ELA é uma doença neurodegenerativa rara, que evolui de forma progressiva e incapacitante, com envolvimento dos neurónios motores e consequente atrofia muscular, acarretando enormes desafios aos doentes, cuidadores e profissionais de saúde. Nos últimos anos, as estimativas da prevalência da doença em Portugal são da ordem de 6 a 10 por 100 000 habitantes.

“Sendo a falência respiratória (ventilatória) a principal causa de morte destes doentes, a Pneumologia tem vindo a assumir um papel central na abordagem multidisciplinar destes doentes. A gestão dos doentes com ELA implica a necessidade de otimização da estratégia ventilatória e de equipamentos para otimização da tosse e evicção de infeções respiratórias, com necessidade de seguimento próximo e apertado destes doentes e respetivos cuidadores. A área de especialização da Pneumologia é sem dúvida a mais preparada para a otimização dos cuidados respiratórios domiciliários de modo a melhorar a qualidade de vida dos doentes com ELA”, explicam as médicas pneumologistas.

Apesar da inexistência de um tratamento, nos últimos anos, vários profissionais de equipas multidisciplinares têm trabalho numa melhoria da qualidade de vida e num melhor seguimento destes doentes. Como referem Carla Ribeiro e Ana Luísa Vieira, “a ventiloterapia fundamental na abordagem da falência ventilatória tem sofrido enormes avanços técnicos. Os ventiladores mais recentes são mais fáceis de manusear e transportar, com algoritmos que otimizam a tolerância e conforto dos doentes, têm maior capacidade de bateria permitindo que os doentes não estejam limitados ao seu domicílio. Estão continuamente a surgir novas máscaras, mais flexíveis e adaptadas a diferentes faces. E mais recentemente, estratégias de telemonitorização tem provado aumentar a segurança dos doentes”.

O Dia Mundial da ELA vai ser assinalado pela APELA com duas iniciativas, uma na cidade de Lisboa e outra na cidade do Porto. Para mais informações consulte o site da associação.

Associação pede ao Governo ações mais efetivas no combate à doença
No âmbito do mês internacional da saúde masculina, a Associação Portuguesa dos Doentes da Próstata (APDPróstata) acaba de...

Dar prioridade e sensibilizar para o cancro da próstata, com o apoio dos decisores políticos, é o principal objetivo na missão da APDPróstata: “Uma das principais razões pelas quais a nossa associação existe é para chamar a atenção dos homens para começarem cedo a tomar conta da sua próstata”, afirma Joaquim Domingos, presidente da associação. Por esta razão, a APDPróstata defende que as iniciativas em prol do cancro da próstata não devem ficar circunscritas ao mês de novembro (por ocasião do “Movember”) e que esta doença deve assumir a mesma relevância na agenda política que outras doenças oncológicas, como é o caso do cancro da mama, do pulmão ou colorretal.

O manifesto faz vários apelos à ação em domínios como a organização do sistema de saúde, o acesso atempado e equitativo aos cuidados de saúde e os comportamentos clínicos face ao diagnóstico e tratamento atempado da doença. Outros dos pilares do manifesto passam por priorizar e sensibilizar para a doença, debater, desenvolver tratamentos inovadores e parcerias, bem como promover a literacia em saúde.

O apelo é para que Portugal implemente urgentemente as recomendações da União Europeia na Luta Contra o Cancro, enquanto um dos seus principais pilares e uma prioridade para as políticas de saúde. O documento será apresentado pela APDPróstata para discussão junto de decisores políticos, de forma a motivar um plano de ação e compromisso concreto em Portugal que dê resposta às necessidades identificadas.

As bases deste manifesto surgiram durante o debate “Um Olhar Informado Sobre o Cancro da Próstata em Portugal”, realizado em outubro de 2021 que juntou vários decisores na área da saúde. Para além das ações que dinamiza, a APDPróstata apoia outras iniciativas que visam sensibilizar a população portuguesa, principalmente os homens, para a importância da informação sobre o cancro da próstata, tais como a campanha “Homens Bem Informados”, lançada pela Astellas Farma, que surgiu a propósito da iniciativa europeia “Let’s Talk About Prostate Cancer”.  O manifesto surgiu no âmbito da mesa redonda apoiada pela Astellas Farma.

De acordo com os peritos, o cancro da próstata está a ser diagnosticado cada vez mais tarde, havendo estudos que demonstram uma proporção crescente de homens diagnosticados com a doença metastática ou em fase avançada. Esta doença é a segunda principal causa de morte por cancro em homens acima dos 50 anos, sendo atualmente mais letal para os homens comparativamente ao cancro da mama para as mulheres. Só em 2020, o cancro da próstata foi responsável por mais de 100.000 mortes na Europa.

 

Projetos tecnológicos mudam a vida de doentes e cuidadores
A Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica (APELA) vai assinalar o Dia Mundial de Esclerose Lateral Amiotrófica,...

As iniciativas serão apresentadas durante dois eventos, promovidos sob o mote “O Futuro é Hoje”, em Lisboa e no Porto, onde a Associação pretende dar a conhecer de que forma a tecnologia pode ajudar a comunidade de ELA no seu quotidiano. 

Os projetos em destaque são: Conceção da interface cérebro-computador - promoção da estimulação visual e auditiva dos doentes, permitindo que consigam escrever num teclado através do olhar; Brainteaser – monitorização de doentes diagnosticados com ELA e esclerose múltipla (EM), com o intuito de implementar serviços de medicina personalizada, possibilitando a autogestão dos doentes e o HomeSenseAL – monitorização dos doentes com recurso a sensores, contribuindo para implementar serviços de medicina personalizada, e avaliar a progressão e impacto funcional da patologia, integrando numa plataforma a avaliação de diversos sintomas.

Para além destes projetos, os eventos serão ainda palco da apresentação da iniciativa “Dá-nos A Tua Voz”, que consiste na criação de um banco de voz com 150 doadores da comunidade, que já está a ser utilizado por 30 doentes, dando-lhes a oportunidade de comunicarem através de gravações personalizadas.

Segundo Isabel Ferreira, vice-presidente da APELA “Apesar de infelizmente ainda não existir uma cura para a ELA, a evolução tecnológica permite-nos proporcionar melhor qualidade de vida aos doentes, e como tal, é um tema que acompanhamos de perto e estimulamos. O facto de um doente poder comunicar melhor as suas necessidades e vontades com os familiares e cuidadores, e ter no seu computador, que gere com o olhar, uma porta para o mundo ou mesmo terapêuticas personalizadas que avaliam a progressão e o impacto funcional da patologia sem sair do conforto do seu lar, é de um valor incalculável.”

Ainda durante o mês de junho, a APELA vai promover, a iniciativa “Mover Por Quem Não Pode”, em parceria com a UPNDO e com o apoio de SOGRAPE e VITALAIRE, com o intuito de convidar a população a percorrer 100 km em 21 dias. A ação terá uma componente solidária e de angariação de fundos, onde poderão ser feitas doações que posteriormente serão convertidas em materiais de apoio à mobilidade, comunicação e terapias para os doentes.

Para garantir a sua presença nos eventos de Lisboa e do Porto, deverá proceder à sua inscrição gratuita através do link: https://forms.gle/B7FwWRegGJxVfqdF9

 

 

Plataforma por excelência para os profissionais de saúde
Podcasts, entrevistas, resenhas de artigos científicos e infografias são alguns exemplos dos materiais que os profissionais de...

Na era digital, embora seja fácil ter acesso à informação, esta encontra-se, muitas vezes, dispersa e nem sempre está no formato mais adequado para uma boa leitura e interpretação. A partir de agora, com a plataforma VacinART, todos os interessados em saber mais sobre o estado da arte da vacinação, desde aqueles que estão a dar os primeiros passos na área até aos especialistas, terão acesso a vários conteúdos, em diferentes formatos, capazes de responder às diferentes necessidades.

Dentro da plataforma VacinART, é possível colocar uma questão ao Centro de Literatura e Informação Científica, designado por serviço Clic@; encontrar os artigos científicos mais recentes no repositório das Clic@letters ou acompanhar os podcasts com lançamentos de novos temas de duas em duas semanas.

Segundo João Romano, medical advisor vaccines na MSD Portugal, “A plataforma VacinART surgiu de uma necessidade identificada durante os contactos com profissionais de saúde. O nosso objetivo é trazer soluções que permitam tornar mais fácil a consulta de informação científica, contribuindo para a permanente atualização de conhecimentos destes profissionais.”

 

 

Curcuma, a quercetina e a vitamina D com efeitos positivos
A curcuma, a quercetina e a vitamina D já são conhecidas pelas suas propriedades antivirais, antibacterianas e imunomoduladoras...

Para este estudo, organizado centralmente para permitir a homogeneidade, foram abrangidos 49 pacientes que testaram positivo à COVID-19 aleatoriamente divididos em dois grupos. Todos os pacientes tinham mais de 18 anos e todos estavam hospitalizados com uma forma grave da doença. Ao primeiro grupo, designado por “Nasafytol®" e constituído por 25 pacientes, foi ministrado o “Nasafytol® durante um período máximo de 14 dias. Ao segundo grupo, designado por “Vitamina D” e constituído por 24 pacientes que também estavam a receber os tratamentos standard, foi ministrada vitamina D (dose equivalente de 800 IU) também durante um período máximo de 14 dias.

Ambos os grupos tinham as mesmas características etárias, de sexo, de altura, de peso, de etnia e de IMC. Além disso, os dois grupos apresentavam um estado clínico semelhante com base na classificação da OMS, (4 vs. 4), bem como um valor de CRP análogo (57 vs. 58). Os dois grupos eram, portanto, comparáveis. A única diferença era o seu estado de vacinação, com um número de doentes vacinados (pelo menos com uma dose) maior no grupo da "Vitamina D" do que no grupo do "Nasafytol®" (9 vs. 2).

"Para este estudo, optámos por combinar a quercetina bioativa, o extrato de curcuma bioativa e a vitamina D3 pela capacidade que têm de contribuir para o bom funcionamento do sistema imunitário e para a manutenção da eficácia das defesas naturais”, explica o Prof. Yves Henrotin, Fundador & Presidente Executivo da Artialis e Professor na Faculdade de Medicina da Universidade de Liège. “Ao associarmos estes três elementos, quisemos disponibilizar um complemento natural que pudesse ajudar os pacientes com COVID-19 e reduzir o seu risco de desenvolverem complicações graves, e que em simultâneo contribuísse para diminuir o número de transferências para as unidades de cuidados intensivos e a sua respetiva saturação. Aspetos essenciais a ter em conta durante a pandemia. Por isso, testámos esta combinação (o Nasafytol®) como um adjuvante aos tratamentos standard, seguindo as recomendações da OMS para os estudos clínicos sobre o COVID-19.”
 
Mais-valia comprovada de um adjuvante ao tratamento standard em pacientes hospitalizados com COVID-19

Os resultados alcançados pelo estudo são inequívocos. O grupo de pacientes a que foi ministrado o Nasafytol®, como complemento dos tratamentos standard, apresentou melhoras substanciais em todos os parâmetros avaliados. Em primeiro lugar, este grupo apresentou uma redução significativa de 59% no número de doentes hospitalizados ao 7º dia de tratamento e de 73% ao 14º dia, por comparação com o grupo a que foi ministrada apenas a vitamina D.

Em segundo lugar, e nos pacientes a quem foi ministrado o Nasafytol®, registou-se um aumento significativo de 82% no número autorizado a deixar o hospital ao dia 7. Na verdade, 76% destes pacientes tiveram alta hospitalar ao 7º dia. Já no Grupo da "Vitamina D" apenas 42% tiveram alta. Da mesma forma, a alta hospitalar foi acelerada no grupo de pacientes a quem foi ministrado o Nasafytol®.

Além disso, a diminuição do nível de severidade clínica fixado pela OMS para o COVID-19 foi superior no grupo tratado com o "Nasafytol" ao 7º dia (50%). Isto significa que a recuperação do estado de saúde dos pacientes, que receberam aquele suplemento dietético, foi muito mais rápida do que a dos pacientes do grupo tratado com a "vitamina D".

Finalmente, o estudo constatou uma diferença significativa no número de pacientes que sofreram complicações graves relacionadas com o COVID-19. No grupo tratado com o "Nasafytol®" não se registaram complicações, nem transferências para as unidades de cuidados intensivos, nem tão pouco mortes. Enquanto no grupo a que foi ministrada a "vitamina D", 5 pacientes tiveram complicações graves: 4 tiveram de ser transferidos para unidades de cuidados intensivos, e um morreu.

"Com este estudo assistimos a uma diminuição considerável do número de doentes internados e a um aumento expressivo do número de pacientes que puderam ter alta hospitalar, depois de uma recuperação rápida do seu estado de saúde. Finalmente, verificámos ainda que nenhum paciente foi transferido para os cuidados intensivos ou morreu," afirma o Dr. Jean Gérain, chefe do Serviço de Medicina Interna no Delta (unidade do grupo hospitalar CHIREC). "Estamos muito satisfeitos com os resultados alcançados por este ensaio clínico, e por podermos oferecer um adjuvante aos tratamentos standard que contribui para reduzir o tempo de internamento, para salvar vidas e para diminuir substancialmente a carga de trabalho dos profissionais de saúde nos hospitais."

Pernas pesadas, cansadas e com dor?
Sabia que a sensação de pernas pesadas e inchadas não é normal e pode ser mais do que cansaço?

Um número significativo de pessoas desvaloriza a Doença Venosa Crónica (DVC) e os seus sintomas numa fase inicial. Esta patologia afeta as paredes e válvulas das veias das pernas e dificulta a circulação do sangue para o coração. Os primeiros sinais de DVC são a sensação de pernas pesadas, cansadas e com dor que agravam com o calor e com a posição de pé. São queixas que limitam tarefas simples do dia-a-dia e veem-se agravadas com a chegada dos meses mais quentes. 

Em Portugal, a DVC afeta 35% da população adulta, com maior incidência nas mulheres a partir dos 30 anos, sendo preocupante que uma grande maioria das pessoas afetadas não procure ajuda médica. É muitas vezes diagnosticada tardiamente, o que pode afetar a qualidade de vida dos doentes, com um impacto social e económico significativo, pelo que o tratamento adequado e atempado é essencial. 

Margarida Santos, médica de Medicina Geral e Familiar, salienta que “é fundamental saber reconhecer como se manifesta a doença venosa crónica. As queixas iniciais são muitas vezes desvalorizadas assumindo que é normal com a idade ou a chegada do tempo quente. Mas pode não ser e por isso recomendo, à mínima suspeita, procurar um profissional de saúde”. 

7 sintomas de DVC que não podem ser ignorados: 

  1. Pernas cansadas; 
  2. Dor nas pernas; 
  3. Pernas e tornozelos inchados; 
  4. Comichão; 
  5. Dormência nas pernas; 
  6. Cãibras noturnas; 
  7. Sensação de pernas pesadas. 

Os doentes devem recorrer à ajuda médica ou farmacêutica sempre que suspeitem que estão perante uma situação de DVC. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico e mais cedo se começar a tratar a doença, melhor será o seu prognóstico de evolução. O diagnóstico é simples, podendo numa consulta médica serem investigados aspetos relacionados com a doença.  

O tratamento depende da presença e gravidade dos sintomas e deve ser adaptado caso a caso, podendo incluir medicamentos venoativos, compressão elástica, bem como intervenções cirúrgicas.

Saiba mais em www.dornaspernas.pt

Fonte: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Angelini Pharma
Os psiquiatras Daniel Sampaio e Pedro Morgado e os atletas olímpicos Nélson Évora e Bento Amaral dão a cara pela campanha...

A Angelini Pharma Lança amanhã a campanha “Viva! Para lá da depressão” com o objetivo de promover a saúde mental e quebrar o estigma associado à doença mental, em particular a depressão, de uma forma positiva e diferenciadora, promovendo a literacia dos portugueses sobre o tema. Para isso, e fazendo coincidir com o arranque do verão, criou um website onde estão disponíveis diversos conteúdos, incluindo uma série de podcasts centrados em temas ligados à superação da depressão.

 “A ideia da campanha surgiu do facto de a saúde mental ter cada vez mais impacto na população em geral, em boa parte fruto do impacto psicológico da pandemia vivida nos últimos anos e de outros fatores adversos externos que vieram impactar a vida de todos nós”, explica Andrea Zanetti, diretor-geral da Angelini Pharma. “Por outro lado, resulta da ambição de a Angelini Pharma pretender ser líder na batalha contra a depressão, enquanto companhia dedicada a promover o bem-estar e a saúde mental, contribuindo para a qualidade de vida da população”, acrescenta o responsável pela empresa em Portugal.

A campanha inclui vídeos, artigos e sobretudo podcasts dedicados a temas diversos relacionados com a saúde mental, alguns mais generalistas e outros mais específicos para cada fase da vida, abordando por exemplo sinais de alerta e conselhos úteis e práticos para vencer a depressão.

Caracterizados pelo seu rigor científico e linguagem acessível, os conteúdos foram criados com o contributo de diversos especialistas de renome do panorama nacional, nas suas áreas de especialidade, tais como psicologia, psiquiatria, cuidados de saúde primários, assim como nutrição e exercício físico, enquanto áreas complementares essenciais para o sucesso do tratamento da depressão.

Há ainda testemunhos de superação contados na primeira pessoa, como é o caso de Nelson Évora e Bento Amaral, atletas portugueses, olímpico e paraolímpico, respetivamente. Além destes, são convidados especiais dos podcasts Daniel Sampaio e Pedro Morgado, ambos médicos psiquiatras, João Marques, Presidente da Sociedade Portuguesa de Alcoologia, Manuel Esteves, médico psiquiatra especializado em sexologia, Pedro Almeida, psicólogo do desporto e da performance, Susana Corte Real e José Pedro Antunes, especialistas em medicina geral e familiar e Conceição Calhau, Professora Catedrática na NOVA Medical School.

28.ª edição do Congresso Europeu de Medicina Perinatal
No próximo dia 23 de junho, a Crioestaminal vai apresentar o Simpósio Umbilical Cord Stem Cells: State of the art and new...

Os profissionais de saúde interessados, que procurem atualizar o conhecimento científico na área das células estaminais, podem inscrever-se no evento através do site.

 Esta sessão conta com o contributo de Alexandra Machado, diretora médica da Crioestaminal, que irá aprofundar o tema da utilização clínica das células estaminais do cordão umbilical, salientando a diversidade de opções terapêuticas e exemplificando casos clínicos ocorridos desde que a possibilidade de criopreservação desta fonte de células estaminais surgiu no país em 2003.

Além das aplicações terapêuticas atuais, a especialista abordará as possibilidades futuras no âmbito das terapias celulares avançadas, e também os últimos desenvolvimentos em contexto de ensaios clínicos, em doenças como, por exemplo, paralisia cerebral, autismo, diabetes tipo 1, perda auditiva e lesões da espinal medula.

“No contexto da transplantação hematopoiética, o sangue do cordão umbilical é hoje considerado uma fonte alternativa à medula óssea. Desde o sucesso do primeiro transplante, em 1988, foram já realizados mais de 45.000 transplantes, utilizando o sangue de cordão umbilical como fonte de células estaminais, em crianças e adultos, para o tratamento de mais de 80 doenças”, explica a diretora médica da Crioestaminal. “Nos últimos anos, a área de ATMPs (Advanced Therapy Medicinal Products) tem sido o foco da investigação, pelo que se esperam, nos próximos anos, novidades em relação às aplicações clínicas das células estaminais”, acrescenta.

A Crioestaminal associa-se a este encontro pela qualidade da discussão dos maiores desenvolvimentos na área perinatal, obstétrica e neonatal a nível europeu. O Congresso Europeu de Medicina Perinatal visa dotar os profissionais de saúde de maior conhecimento científico na área da medicina perinatal, em prol da saúde futura das mães e dos seus filhos.

Atualmente, a Crioestaminal, líder na área das células estaminais em Portugal, é o único laboratório na Europeu, com acreditação da Association for the Advancement of Blood & Biotherapies (AABB), quer para o processamento de sangue quer de tecido do cordão umbilical. Com 19 anos de atividade em Portugal, a Crioestaminal integra, atualmente, o maior grupo europeu da área, que conta com mais de 530 mil amostras recolhidas e guardadas. Soma também o maior número de amostras resgatadas e transplantes realizados, com mais de 100 utilizações de amostras de sangue do cordão umbilical, 19 das quais realizadas em crianças portuguesas.

Fundação Champalimaud
Estes resultados, publicados na revista Developmental Cell, poderão ajudar a estimular a regeneração após uma lesão cerebral...

Um dos aspetos mais devastadores dos acidentes vasculares cerebrais (AVC) e das lesões cerebrais em geral é que os neurónios que perdemos nunca serão substituídos. Isso significa que, dependendo do local da lesão, os doentes podem ficar com deficiências motoras e cognitivas cruciais, tais como a linguagem e a memória.

Mas o cérebro tem, contudo, a capacidade de produzir novos neurónios, porque contém reservas de células especiais, chamadas células estaminais neurais, que parcialmente se ativam em resposta aos danos no tecido cerebral. Infelizmente, apesar de muitas das células iniciarem o processo de regeneração, a ativação plena só acontece numa pequena parcela das células estaminais. Portanto, são produzidos poucos novos neurónios – e ainda por cima, nem todos conseguem sobreviver para repovoar o local danificado. Em vez disso, o local enche-se de um tipo comum de células cerebrais chamadas glia, que funciona como a “cola” do sistema nervoso.

Será possível estimular a regeneração neural? Um estudo publicado a 17 de junho na revista Developmental Cell poderá permitir avançar nesse sentido. Cientistas da Fundação Champalimaud, em Lisboa, descobriram um mecanismo inédito que faz com que os neurónios e a glia colaborem para estimular esse processo. “Descobrimos como as células estaminais neurais detetam os danos e são recrutadas para reparar o tecido. Estes resultados poderão constituir um primeiro passo no desenvolvimento de fármacos que promovam a formação de novos neurónios na sequência de uma lesão cerebral,” diz a coautora e líder do estudo, Christa Rhiner.

Cooperação Celular

Para perceber como funciona a regeneração neural, a equipa de Rhiner recorreu aos modelos animais da mosca e do ratinho. “Tal como o nosso, o cérebro destes animais também contém células estaminais neurais”, explica a cientista. “Além disso, muitos sinais químicos (moléculas) e formas de comunicação intercelular são comuns aos humanos, às moscas e aos ratinhos. Portanto, é provável que o que aprendermos com estes modelos animais seja relevante para perceber a fisiologia humana.”

Anabel Simões, estudante de doutoramento no laboratório, começou por determinar quais as moléculas que estão presentes exclusivamente na área cerebral danificada. No meio de dúzias delas, uma em particular chamou a sua atenção.

“Foi a Swim – uma proteína de transporte que literalmente ‘nada’ pelo tecido. Ajuda moléculas que normalmente agem a nível local a espalhar-se pelo tecido. E após uma meticulosa investigação, verificámos que a Swim é crucial para desencadear uma resposta regenerativa aos danos cerebrais”, explica.

Segundo Simões, logicamente o próximo passo era identificar a molécula transportada por Swim. Um conjunto adicional de experiências revelou a resposta: tratava-se do Wg/Wnt, um conhecido ativador das células estaminais neurais nas moscas e nos mamíferos.

“Encontrámos o Wg nos neurónios da área danificada, o que era fascinante”, diz Simões, “porque significava que os próprios neurónios detetam o ‘sofrimento’ do tecido e respondem tentando enviar um sinal que acorde as células estaminais neurais dormentes.”

Nesse momento, faltava apenas encontrar a última peça do puzzle: quem estava a produzir a Swim? A equipa descobriu que, quando os níveis de oxigénio diminuem na área cerebral que sofreu a lesão, um certo tipo de células gliais entra em ação. Estas células produzem a Swim e libertam-na no espaço extracelular. A seguir, o transportador encapsula o Wg e leva-o até a célula estaminal mais próxima, induzindo a sua ativação.

“Um dos aspetos mais notáveis deste mecanismo é que é colaborativo”, diz Simões. “Na área afetada, os neurónios e a glia trabalham em conjunto para promover a reparação do tecido.”

Estimular a regeneração

Os resultados da equipa revelam um mecanismo cooperativo inédito que permite que os neurónios e a glia “juntem forças” para promover a regeneração neural. Poderão estes resultados ajudar a tornar este processo mais robusto?

“Agora que já sabemos quais são os intervenientes-chave e como comunicam entre si, temos uma oportunidade para tentar estimular a regeneração neural. Primeiro, precisamos de verificar que um mecanismo semelhante também existe no ser humano. Depois, poderemos começar a pensar na transposição destes resultados para terapias”, diz Rhiner.

“Estes resultados também suscitam por sua vez muitas outras perguntas, que planeamos investigar a seguir. Por exemplo, como podemos ajudar os novos neurónios a sobreviver no tecido à medida que este sara? Esta é uma viagem fascinante, e estamos ansiosos por ver o que vamos encontrar a seguir”, conclui.

 

EndoRunner
Prestes a chegar a Portugal, o EndoRunner da Fujifilm é um centro de treino móvel que contém as mais recentes inovações na área...

O hub foi criado para visitar hospitais e conferências em toda a Europa, com o objetivo de apoiar os profissionais de saúde a ultrapassar alguns dos maiores desafios da Endoscopia. Tal revela-se particularmente importante, numa altura em que surgem cada vez mais dados sobre o impacto da pandemia nos serviços de saúde, nomeadamente no diagnóstico oncológico.

O EndoRunner possui um chassis extra baixo para oferecer um melhor uso do espaço e acesso ao mesmo. Possui uma porta larga na lateral esquerda, que permite visualizar o interior. É lá onde se encontram três estações de trabalho, equipadas com endoscópios e modelos artificiais que proporcionam uma experiência sensorial muito aproximada da realidade.

Este centro de treino móvel pode viajar diretamente para hospitais e conferências, oferecendo aos médicos a oportunidade de usar as soluções inovadoras de Endoscopia da Fujifilm. São cerca de vinte diferentes endoscópios flexíveis e mais de cinquenta dispositivos terapêuticos para todos os tipos de aplicações.

O hub usa tecnologia de aprendizagem profunda para ajudar os gastrenterologistas a tomar decisões com eficiência, aliviando as cargas de trabalho, de modo a disponibilizar o melhor atendimento ao paciente.

Médicos alertam para “bomba relógio” no aumento de casos de cancro

De acordo com um estudo elaborado para a Fujifilm, 73% dos gastrenterologistas refere que é provável que haja uma “bomba-relógio” de pacientes com cancro, que aguardam um diagnóstico e tratamento após a COVID-19; enquanto 78% dos profissionais demonstrou preocupação com o facto de os pacientes poderem ter cancros em estados mais avançados e que podem ser mais difíceis de tratar, por causa da pandemia.

74% dos médicos entrevistados afirmou que deveriam ser melhoradas as oportunidades de treino no local e mais de dois terços (67%) beneficiariam de um maior suporte prático por parte dos parceiros na área de equipamentos médicos. Consequentemente, 81% dos entrevistados disse que valorizaria mais oportunidades de treino e educação presenciais ministradas pelos fabricantes e 75% prefere que os fabricantes visitem o próprio local de trabalho para disponibilizar treino e educação.

A vertente da Inteligência Artificial (IA) também foi realçada neste inquérito, com 80% a defender que a IA na Endoscopia melhorará a capacidade de diagnóstico e com 69% a dizer que melhorará os resultados dos pacientes.

A pesquisa da Fujifilm com profissionais de Gastrenterologia de toda a Europa foi realizada pela Sermo, a maior empresa de dados de saúde e plataforma social para médicos, alcançando 1,3 milhões de profissionais em 150 países.

 

20º Congresso Europeu de Medicina Interna
Vasco Barreto foi eleito Secretário-geral da Federação Europeia de Medicina Interna (EFIM: European Federation of Internal...

Para a presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), Lèlita Santos, que também marcou presença no encontro científico, “a nomeação de Vasco Barreto é uma conquista que a SPMI apoia e felicita. O Drº Vasco Barreto vai desempenhar esta função com excelência, representando a Medicina Portuguesa, e terá um papel fundamental na defesa e promoção da especialidade”.

Vasco Barreto é Diretor do Serviço de Medicina Interna do Hospital Pedro Hispano, Matosinhos, é Professor Associado Convidado de Medicina do Mestrado Integrado em Medicina do ICBAS/CHP, Vice-presidente da SPMI e Editor Associado da revista “Medicina Interna”.

A EFIM foi fundada em 1996 e é atualmente composta por 37 Sociedades Nacionais de Medicina Interna que representam mais de 50 mil Internistas.

 

Benefícios, técnicas e dicas
O grupo de trabalho da Iniciativa Hospital Amigo dos Bebés do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF) acaba de lançar...

A responsável pela realização do e-book é Joana Regadas Nunes, enfermeira do Serviço de Obstetrícia do HFF, que pretendeu com a sua criação dar a conhecer os benefícios do aleitamento materno, não só para as mães como para os seus filhos. O e-book aborda, ainda, algumas técnicas de aleitamento materno e dá algumas dicas para superar os principais desafios desta prática.

“Salvo algumas exceções, a mulher tem a capacidade de amamentar o/a bebé, garantindo-lhe uma nutrição adequada e de excelência” afirma Joana Regadas Nunes, destacando a importância do aleitamento materno e a existência de um documento-guia que explique de uma forma simples o processo de aleitamento materno.

O livro pode ser consultado no website do HFF em notícias, ou nesta ligação: https://hff.min-saude.pt/wp-content/uploads/Ebook-Amamentação.pdf

 

 

European Society of Pathology (ESP)
O Serviço de Anatomia Patológica (SAP) do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) foi reconhecido, no início deste...

Para Augusta Cipriano, diretora do Serviço de Anatomia Patológica esta distinção “reconhece a competência e o trabalho desenvolvido pelos profissionais do SAP nesta área muito específica da patologia.”

Refere, também, Augusta Cipriano que “este reconhecimento internacional motivará a vinda de profissionais, nacionais e internacionais a Coimbra para aprendizagem e aperfeiçoamento de competências, assim como permite estimular e fomentar a cooperação com a ESP através de atividades de formação pós-graduada e de participação em eventos internacionais.”

Para todo o Serviço de Anatomia Patológica esta distinção é também “uma oportunidade única e um motivo de enorme orgulho e satisfação e vai certamente concorrer para continuarmos a dar o nosso melhor contributo para promover o que de melhor se faz no Serviço e no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra," conclui Augusta Cipriano.

 

 

 

Acidentes de mergulho são das principais causas de lesão na coluna
A Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV) está a promover a campanha de consciencialização sob o mote “Há...

Para Nuno Neves, ortopedista e presidente da SPPCV, “o principal objetivo desta campanha é alertar a população para os comportamentos de risco que podem levar a acidentes quando dão mergulhos, tanto nas piscinas como nas praias, em águas pouco profundas, e que podem provocar lesões permanentes na coluna vertebral”.

E acrescenta: “As lesões na coluna derivadas de mergulhos ocorrem geralmente quando a cabeça bate no solo ou numa rocha. Além da baixa profundidade do local ou dos comportamentos de risco, estes acidentes podem estar relacionados com uma postura incorreta durante a execução do mergulho. Para prevenir as lesões na coluna recomenda-se que verifique sempre a profundidade da água antes de mergulhar e mantenha-se sempre dentro da zona supervisionada. Deve evitar-se mergulhar sob o efeito de bebidas alcoólicas”.

Os sinais e sintomas de lesão na coluna incluem dor no local lesionado eventualmente com irradiação aos membros superiores, náuseas, cefaleias ou tonturas, fraqueza ou incapacidade em mover os braços ou pernas; formigueiro ou dormência nos membros e na área abaixo da lesão, estado de consciência alterado, dificuldades respiratórias, perda do controle da bexiga ou do intestino.

“Em caso de presenciar um acidente e/ou suspeitar de uma lesão da coluna, a SPPCV alerta para a necessidade de contactar de imediato o 112 e de não mover a pessoa, pois qualquer movimento na vítima pode causar danos maiores e permanentes”, apela o presidente da SPPCV.

 

Otorrinolaringologia
Se é praticante de surf, sabe que tem de usar a prancha para o fazer.

Fernando Vilhena de Mendonça, otorrinolaringologista na Joaquim Chaves Saúde, confirma este aumento de incidência. “Calcula-se que existam cerca de 200.000 praticantes de surf em Portugal. Se utilizarmos os rácios estudados sobre a existência de ‘ouvido do surfista’ em praticantes de outros países, podemos concluir que, no final dos primeiros 10 anos de prática de surf, apenas perto de 50% dos praticantes mantêm os ouvidos sem sinais de lesões”, uma percentagem que, segundo o especialista, diminui com o passar do tempo. “Entre os 10 e os 20 anos de prática, esta percentagem desce para cerca de 24% e nos praticantes com mais de 20 anos de prática, apenas 10% apresentam ouvidos externos sem lesões significativas”, acrescentou ainda.

No entanto, esta patologia pode ser prevenida, através do uso de tampões, que impeçam a entrada de água fria nos ouvidos, cuja utilidade se mantém quando já existem exostoses, para contrariar o seu crescimento. Além disso, também existe tratamento, que só é realizado, numa fase mais avançada, que segundo o médico só “no caso de haver indicação cirúrgica para a remoção das exostoses”, conseguindo devolver ao atleta novamente o gosto de praticar surf, mergulho ou outros desportos náuticos.

Para todos os atletas que praticam regularmente surf, mergulho ou outros desportos náuticos, Fernando Vilhena de Mendonça aconselha que todos “deveriam fazer, pelo menos uma vez por ano, uma consulta de otorrinolaringologia para avaliação da sua condição, limpeza do canal auditivo e prevenção das infeções.”

 

Fonte: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Apoiar projetos ligados às áreas da saúde, alimentação e/ou ambiente
Decorrem a partir de hoje e até ao dia 14 de julho as candidaturas para o Prémio Ideias que Mudam o Mundo, um projeto da Bayer...

Os vencedores serão selecionados por um júri composto por Maria de Belém, jurista e ex-Ministra da Saúde, Helena Canhão, Diretora da Nova Medical School, Adalberto Campos Fernandes, professor da Escola Nacional de Saúde Pública e ex-Ministro da Saúde, Ricardo Baptista Leite, médico e deputado à Assembleia da República, e Andrea Goes Acerbi, Responsável pela área de Social Innovation & Corporate Giving da Bayer AG.

O primeiro lugar será premiado com 20 mil euros, o segundo lugar com 15 mil euros, e para o terceiro lugar existirá uma menção honrosa, por votação dos colaboradores Bayer, que receberá 5 mil euros. A Associação escolhida para a menção honrosa será uma de cinco destacadas pelo júri.

O Prémio Ideias que Mudam o Mundo nasceu em 2019 e visa financiar projetos originais e inovadores de apoio à comunidade, desenvolvidos por associações de utilidade pública. A Bayer pretende fazer a diferença na sociedade portuguesa e premiar novamente projetos que se distingam pelo seu caracter disruptivo e solidário.

Bayer lança a terceira edição do Prémio Ideias que Mudam o Mundo

As candidaturas estão abertas até 14 de julho de 2022 e poderão ser feitas através do website da Bayer Portugal – https://www.bayer.com/pt/pt/sustentabilidade-e-responsabilidade/premio-ideias-que-mudam-o-mundo

 

 

VIII Congresso Nacional de Autoimunidade
O Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) realiza o VIII Congresso...

O encontro científico vai trazer à cidade um painel de especialistas para debater e partilhar novos conhecimentos sobre a evolução das doenças autoimunes em Portugal e resto do mundo.

Para António Marinho, coordenador nacional do Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI), o principal objetivo do evento baseia-se na promoção da atualização contínua da comunidade científica, que se dedica às doenças autoimunes.

“Devido aos dois anos de pandemia registou-se um grande atraso na disseminação dos up dates ao nível de conhecimento mais atualizado…Existe um gap que é necessário recuperar rapidamente e, por isso, quisemos organizar um congresso numa cidade maior com a intenção de podermos receber um maior número de pessoas presencialmente”, explica o responsável.

Doenças autoimunes sistémicas, Inovação Terapêutica, Esclerose Sistémica e Génese das Doenças Autoimunes encabeçam alguns dos principais temas que vão estar em análise, durante os cinco dias de congresso.

Segundo António Marinho, o VIII Congresso Nacional de Doenças Autoimunes distingue-se por ser multitemático.

“Vamos ter um programa bastante abrangente ao nível de up to dates, vamos reavaliar aquilo que são hot topics da fisiopatologia, da terapêutica e do diagnóstico nas variadas patologias, ou seja, vai ser um congresso mais transversal a várias patologias autoimunes. Vamos abordar hot topics, não sendo um congresso mono temático como já sucedeu”, frisa.

Em Portugal, as doenças autoimunes são “mais comuns em mulheres do que em homens, em especial em mulheres em idade fértil pois o seu ambiente estrogénio assim o favorece”, sinaliza António Marinho.

Artrite reumatoide, lúpus, esclerose sistémica, miosites e vasculites são alguns exemplos de Doenças Autoimunes.

O VIII Congresso Nacional de Doenças Autoimunes, que se realiza no Hotel Hilton Porto Gaia, decorre em formato hídrio sendo o segundo congresso presencial desde que teve início a pandemia de COVID-19, em 2020.

Mais informações disponíveis em: https://www.spmi.pt/viii-congresso-nacional-de-autoimunidade-xxvii-reuniao-anual-do-nedai/

 

20 a 27 de junho
A BebéVida regressa com novos workshops online para futuros papás e mamãs que anseiam a chegada do seu bebé. De dia 20 a 27 de...

Em junho, entre os dias 20 e 27, a BebéVida conta com várias sessões online dirigidas por especialistas nas áreas da saúde materna e obstetrícia e pediatria:

Autocuidados no Pós-Parto”: dia 20 de junho, das 21h00 às 22h00, com a participação da enfermeira Cátia Costa, especialista em saúde materna e obstetrícia;

Os desconfortos na gravidez”: 21 de junho, pelas 18h00, conduzido pela enfermeira Carla Vale, especialista em saúde materna e obstetrícia;

Os desafios do trabalho de parto”: realiza-se no dia 22 de junho, das 18h00 às 19h00, apresentado pela enfermeira Patrícia Oliveira, especialista em saúde materna e obstetrícia,

Os cuidados com a praia”: marca a última sessão do mês de junho, no dia 27, das 19h00 às 20h00, com a presença da enfermeira Sónia Patrício, especialista em saúde infantil e pediatria.

Além das sessões de workshop online, a BebéVida realiza ainda várias experiências “Eco My Baby” em vários pontos de norte a sul do país. As sessões de ecografia 3D/4D destinadas a grávidas a partir das 17 semanas de gestação realizam-se em cidades como Vila Nova de Famalicão, Faro e Santa Maria da Feira (as três no dia 15/6), Batalha e Guarda (ambas dia 17/6), São João da Madeira e Funchal (ambas 20/6), Vila do Conde (21/6), São Félix da Marinha (22/6), Amares (23/6), Almada (24/6), Lisboa (dia 25 e 26 de junho), Rio Maior (28/6), Marco de Canaveses, Barcelos e Caldas da Rainha (as três dia 29/6) e, por fim, Cartaxo (30/6). A inscrição prévia é obrigatória e pode ser feita aqui.

Os workshops da BebéVida são realizados em formato digital, para que todos os papás e mamãs possam participar sem barreiras de localização e com segurança. Embora a participação nos workshops online seja gratuita, é necessária a inscrição prévia no website da BebéVida.

 

 

Páginas