7 e 8 de outubro de 2022 | Fórum Lisboa
É sob o mote “Partilhar para crescer” que se realizará o 2.º Encontro de Enfermeiros Especialistas em Enfermagem Médico...

O evento está aberto não só a profissionais de enfermagem do CHLO, mas também aos de outras instituições, bem como a estudantes de enfermagem. Segundo a Enf.ª Susana Gaspar, representante da Comissão Executiva, “esta é uma oportunidade de atualização científica na área, com espaço de partilha de conhecimento entre pares e futuros pares, de temáticas atuais e que valorizam a profissão”.

Durante os dois dias de encontro, muitas serão as temáticas abordadas, que envolvem o empoderamento da profissão, a pandemia, coaching em tempos de crise e o contributo e intervenção do Enfermeiro Especialista.

Além das sessões, a organização enriqueceu o programa com vários workshops: “Terapias de depuração sanguínea e renal em contexto agudo”, “Suturas”, “Feridas Complexas – Terapia de pressão negativa”, “Leitura de traçados cardíacos” e “Ventilação não invasiva”. A Enf.ª Susana Gaspar explica que existiu uma grande aposta nesta vertente, com o intuito de “acrescentar valor prático a este encontro, para proporcionar aos enfermeiros uma verdadeira aprendizagem aplicável nos seus contextos de trabalho”.

O 2.º Encontro de Enfermeiros Especialistas em Enfermagem Médico-Cirúrgica dá ainda a oportunidade aos profissionais de submeterem trabalhos em formato de Comunicações Orais ou Posters para apresentação no evento. Os resumos dos trabalhos podem ser submetidos para o e-mail [email protected], até ao dia 25 de setembro, conforme regulamento. “Recordamos que serão atribuídos prémios à melhor comunicação oral e ao melhor poster, selecionados por um júri, pretendendo-se estimular a investigação na área de cuidados de Enfermagem Médico-Cirúrgica”, avança a enfermeira do CHLO. 

A inscrição é obrigatória, considerando um preço reduzido (early bird) até ao dia 16 de setembro. Todas as informações e formalização do registo estão disponíveis através do formulário online desenvolvido para o efeito.

Atualizar e consolidar conhecimentos de Hepatologia
A Escola Anual Virtual de Hepatologia, uma parceria do Núcleo de Estudos de Doença do Fígado (NEDF) da Sociedade Portuguesa de...

Destinada a Internos de formação específica de Medicina Interna e Gastrenterologia ou especialistas de ambas as especialidades com interesse na área, a Escola Anual Virtual de Hepatologia irá funcionar de 22 de setembro de 2022 a 6 de julho de 2023, em regime de E-learning.

Uma quinta-feira por mês, das 20h00 às 21h00, realizar-se-á um webinar através do qual os participantes inscritos vão ter a oportunidade de atualizar e consolidar conhecimentos sobre patologias e outros parâmetros inerentes ao estudo do fígado. Cada sessão terá uma hora de duração – 45 minutos de apresentação e 15 minutos de discussão.

Doença hepática autoimune; Hepatites víricas; Doença hepática associada ao álcool; Tumores hepáticos; Cuidados paliativos em hepatologia; Doença Vascular Hepática são alguns dos temas que compõe o programa formativo.

“Esta foi uma ideia que foi crescendo no núcleo há já alguns meses, e foi-se maturando. É uma ideia inovadora, a nível nacional não existe nada semelhante ao que vamos fazer”, afirma Paulo Carrola, coordenador do NEDF e diretor da escola, frisando que “esperamos que a escola seja um espaço profícuo de conhecimento e partilha. É esse o nosso principal objetivo”.

Por sua vez, José Presa, presidente da APEF e também diretor da Escola Anual Virtual de Hepatologia, elogia a parceria estabelecida destacando que a “grande pertinência desta iniciativa” é a “pertinência formativa”. 

“Mais e melhor formação dos nossos médicos hepatologistas sejam eles oriundos de Medicina Interna, gastroenterologia ou outra área este é o nosso core. Esta escola é um projeto que abraçámos com a SPMI por acharmos muito válido. É a partilha de uma série de especialistas, com dedicação especial ao fígado, que aceitaram dedicar parte do seu tempo para, naquela hora, partilharem o seu conhecimento. De referir que esta iniciativa está dedicada à formação de internos de formação específica, mas também de especialistas com interesse na área e que pretendem fazer um refresh de conhecimentos”, explica o presidente da Associação Portuguesa Para o Estudo do Fígado (APEF).

O programa letivo da Escola Anual Virtual de Hepatologia é composto por um total de 11 sessões.

20 de setembro
A Roche organiza a conferência “Diagnóstico In Vitro: Mais Acesso, Melhor Saúde” que se realiza no próximo dia 20 de setembro,...

Durante a sessão, será apresentado o estudo "Melhor Saúde: o valor do acesso ao Diagnóstico In Vitro", realizado pelo Health & Analytics Lad da NOVA IMS, que analisa o papel dos diagnósticos in vitro para a prevenção das doenças e o impacto numa medicina mais personalizada.

Trata-se de uma iniciativa que procurará, entre os responsáveis na área da Saúde convidados, analisar os desafios no acesso equitativo à inovação dos testes de diagnóstico in vitro e discutir soluções e caminhos a implementar, tendo em vista a melhoria do acesso para uma maior promoção da saúde e prevenção da doença, a par do aumento da qualidade de vida das pessoas e de poupança para os sistemas de Saúde. A intervenção de Graça Freitas, Diretora Geral da Saúde, marcará o encerramento do evento.

Esta conferência é o resultado de uma parceria da Roche, NOVA IMS e Expresso e que conta com o apoio científico do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

 

Experiência interativa
Sabe-se hoje que é possível prevenir cerca de 40% das demências, ou pelo menos atrasá-las. Como? Ao adotarem-se estratégias...

Se pensarmos que as demências são atualmente a 7ª causa de morte de entre todas as doenças e uma das principais causas de incapacidade e dependência das pessoas com mais idade em todo o mundo - estima-se, no nosso país, que existam cerca de 200.000 pessoas com Demência, número que a Alzheimer Europe estima possa vir a aumentar, em 2050, para 350.000 -, percebemos que é preciso agir. É isso que se pretende com Ativamente - O Clube do Cérebro, um espaço dividido em cinco áreas diferentes - Cognitivamente, Fisicamente, Socialmente, Nutricionalmente e Musicalmente - que correspondem a um leque de estratégias que podem ser implementadas por cada um de nós para reduzir o risco de Demência.

O visitante é convidado a conhecer os fatores de risco e a aprender o que pode fazer para prevenir a Demência, de uma forma lúdica e interativa,  experimentando uma série de atividades relacionadas com os diferentes temas. “Porque ainda persiste muito desconhecimento em relação às demências, nomeadamente no que diz respeito aos fatores de risco e às estratégias de prevenção, importa aumentar a literacia em saúde dos portugueses sobre este tema”, afirma Catarina Alvarez, psicóloga clínica e responsável pelas Relações Institucionais da Alzheimer Portugal.

“A mensagem principal consiste em cuidar da saúde do nosso cérebro. Para o efeito, devemos adotar vários comportamentos, nomeadamente um estilo de vida saudável que contemple uma alimentação equilibrada e a realização de atividade física adequada, assim como apostarmos na estimulação intelectual e social ao longo da vida”, acrescenta.

Mais informações estão disponíveis no website da Alzheimer Portugal ou através do Departamento de Relações Públicas: [email protected]

#OuçaOSeuCoração
Quando envelhecemos, o coração tenta muitas vezes enviar-nos mensagens cruciais que, por vezes, passam despercebidas. A...

Para alertar a população portuguesa para este problema e a importância da avaliação médica regular a partir dos 50 anos, a campanha #OuçaOSeuCoração une-se assim à iniciativa Valve For Life e à campanha “Corações de Amanhã”, da APIC. Conta ainda com o apoio das plataformas SiosLife, presente em 361 instituições seniores, e Tonic App, uma aplicação móvel exclusiva para médicos, para o lançamento de materiais informativos sobre o tema. 

“Alertar para a importância do diagnóstico precoce é a primeira ação a realizar quando falamos de estratégias a adotar para evitar desfechos mais graves em relação à doença valvular cardíaca”, alerta Rui Campante Teles, coordenador da iniciativa Valve For Life. “Esta é uma doença frequente e que pode ser grave, mas é tratável. Fazer regularmente uma simples auscultação com estetoscópio e manter-se atento a sintomas como falta de ar, fadiga e tonturas são os primeiros passos para que esta seja detetada de forma atempada”, acrescenta. 

A doença valvular cardíaca tem sido descrita como a próxima epidemia cardíaca1, estando a aumentar rapidamente devido ao envelhecimento da população. Atualmente, afeta uma em cada oito pessoas com mais de 75 anos2, mas estima-se que este número duplique até 2040 e triplique até 20603. 

“Com o aumento da esperança média de vida, as pessoas contribuem de forma crucial para a sociedade e a economia durante mais tempo. A falta de tratamento da doença valvular representa assim uma barreira para o envelhecimento ativo”, explica Rui Campante Teles, acrescentando: “Por outro lado, a deteção precoce e o tratamento oportuno resultam num aumento da longevidade e da qualidade de vida”. 

A doença da válvula cardíaca é causada por desgaste, doença ou dano de uma ou mais válvulas do coração. Estando ligada ao envelhecimento, pode também estar presente desde o nascimento (doença cardíaca congénita). É uma condição comum, que pode ser grave, mas tratável, e representa qualquer mau funcionamento ou anormalidade de uma ou mais das quatro válvulas do coração, afetando o fluxo de sangue através do coração. 

Os sintomas da doença valvular cardíaca podem incluir aperto ou dor no peito, falta de ar, fadiga, batimentos cardíacos irregulares, desmaios e atividade física reduzida. No entanto, estes são sintomas comuns em pessoas acima dos 65 anos, sendo muitas vezes desvalorizados. 

O coração tem quatro válvulas cardíacas que têm como função controlar o fluxo de sangue que entra e sai. Quando as válvulas do coração não funcionam corretamente podem surgir dois tipos de doença: a estenose aórtica (estreitamento da válvula aórtica) ou a regurgitação mitral (degenerescência da válvula mitral). 

No caso da estenose aórtica não tratada, grave e sintomática, por exemplo, a taxa de mortalidade varia entre 25% e 50% por ano4,5. Um valor que pode facilmente ser revertido através do tratamento adequado, que passa pelo implante de uma nova válvula cardíaca, que pode ser feito através de uma cirurgia convencional ou de tratamento percutâneo (TAVI).  

Como tal, a campanha tem como foco educar a população para estes sintomas, que não podem passar despercebidos e, desta forma, aumentar o número de pessoas tratadas atempadamente. Assim, é possível evitar desfechos mais graves, como a morte, sendo que mais de metade dos pacientes sintomáticos com estenose aórtica grave morrem dentro de dois anos após o desenvolvimento dos sintomas se não forem tratados.   

 No entanto, alguns doentes com doença valvular cardíaca não apresentam sintomas durante muitos anos ou nunca chegam a apresentá-los, mesmo que a doença seja grave, o que pode dificultar o diagnóstico. Avaliações médicas regulares, através da auscultação do coração com um estetoscópio, são por isso cruciais para que o doente possa ser encaminhado de imediato para um cardiologista, que poderá realizar exames complementares para confirmar o diagnóstico inicial. 

A propósito da campanha, a SiosLife disponibiliza nas suas plataformas, que chegam a um universo de mais de cinco mil utilizadores seniores, informações-chave sobre a doença valvular cardíaca. A Tonic App junta-se também à campanha através da divulgação de materiais dirigidos aos profissionais de saúde. 

De 1 de setembro a 31 de dezembro
“Fazemos as pazes com o leite” é o mote da campanha lançada pelas Farmácias Holon, em parceria com a Tecnimede Consumer...

Segundo a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, 1/3 da população portuguesa é intolerante à lactose. A nível global, os números são ainda mais preocupantes: mais de 75% da população mundial tem intolerância à lactose.

“A intolerância à lactose caracteriza-se pela incapacidade do organismo de digerir o açúcar do leite- designado por lactose, - devido a uma deficiência da enzima digestiva lactase, provocando desconforto gastrointestinal, como diarreia e cólicas abdominais.

Esta campanha de rastreios vai permitir consciencializar os portugueses acerca da intolerância à lactose, os seus principais sintomas e consequências, promover o aconselhamento e aumentar os ganhos em saúde”, explica Ana Sofia Ramos, farmacêutica e responsável por esta campanha nas Farmácias Holon.

O rastreio dirige-se a pessoas com mais de 18 anos, em particular com sintomas gastrointestinais potencialmente atribuíveis à intolerância à lactose, tais como: dores abdominais/cólicas; fezes líquidas, volumosas e com odor desagradável; flatulência (gases), cerca de 30 minutos a 2 horas depois da ingestão de alimentos ou bebidas que contêm lactose; distensão (inchaço) abdominal; refluxo gastroesofágico ou vómitos.

“Sendo a lactose um açúcar presente no leite, esta encontra-se não só nesta bebida, como em todos os seus derivados, como o queijo ou os iogurtes. Além disso, existem outros produtos que têm na sua composição o leite, e que, como tal, também devem ser evitados. Como por exemplo, natas, manteiga, alguns cereais, purés de batata instantâneos, pudins instantâneos, salsichas, enlatadas, molhos e maioneses, chocolates, bolos de pastelaria, bolachas e claro, alguns medicamentos. É por isso muito importante ler, sempre atentamente, a lista de ingredientes dos alimentos e, em caso de dúvidas, procurar aconselhamento junto de profissionais de saúde de proximidade, como os farmacêuticos.”, explica a Ana Sofia Ramos.

Esta intolerância pode nascer connosco ou surgir ao longo da vida. O primeiro passo para o diagnóstico pode ser um rastreio. Caso se confirme a intolerância é imperativo ter atenção redobrada aos hábitos alimentares e cumprir uma terapêutica de alívio dos principais sintomas.

Dia 23 de setembro, na Escola Superior de Biotecnologia
De forma a assinalar o Dia Internacional do Microrganismo que se comemora anualmente a 17 de setembro, a Escola Superior de...

A vida em geral, e a existência humana em particular, não seriam possíveis sem os mais variados microrganismos. No entanto, a cultura dominante ensina-nos que temos de esterilizar o máximo do nosso ambiente, como se todos fossem agentes patogénicos (e como se, mesmo os patogénicos, pudessem ser controlados criando desertos microbiológicos). A pandemia só veio acentuar essa perspetiva que, não só não funciona, como está cientificamente errada. É precisamente para desmistificar o mundo dos micróbios que os alunos do básico e secundário poderão conhecer bem de perto alguns exemplos práticos dos muitos milhões de espécies existentes, entre bactérias, vírus, fungos, microalgas e protozoários.

No final da visita, que tem uma duração de aproximadamente 2h30 de circulação por entre as várias bancas com atividades relacionadas com micróbios no ambiente (água e solo), na alimentação (produção de alimentos e segurança alimentar) e na saúde (microbioma intestinal e da pele), decorrerá ainda um concurso onde os participantes podem ganhar prémios pela sua compreensão desta dimensão tão vasta da vida.

O Dia Internacional do Microrganismo celebra-se todos os anos a 17 de setembro – o dia foi escolhido por corresponder à data, em 1683, em que pela primeira vez (que se saiba) estes seres foram descritos por escrito numa carta à Real Sociedade de Londres pelo holandês Antonie van Leeuwenhoek.

Para mais informações e inscrições consultar: https://esb.ucp.pt/pt-pt/about-overview/comunidade/dia-internacional-do-microrganismo

 

Kit genómico OncoDEEP
A OncoDNA, companhia de genómica e teranóstica (terapia e diagnóstico) especializada em medicina de precisão para o tratamento...

Esta ferramenta oferece uma solução NGS (Next-Generation Sequencing) para que os laboratórios possam realizar testes muito mais completos baseados no estudo de biomarcadores. Dessa forma, podem ser fornecidas mais informações aos oncologistas para que possam determinar qual é o tratamento mais adequado para cada um dos seus doentes, de forma muito mais precisa e personalizada. 

“O kit integra reagentes e padrões de controlo de qualidade para a sequenciação de mais de 600 biomarcadores de cancro. Além disso, inclui análise de dados e ferramentas de interpretação clínica da OncoDNA para obter uma análise mais rápida e um relatório do perfil molecular do tumor do doente.”, afirma Adriana Terrádez, diretora da OncoDNA para Espanha e Portugal. 

A solução está otimizada para a análise confiável de variantes somáticas e translocações, facilitando a análise de várias assinaturas complexas, como deficiência de recombinação homóloga (HRD), um biomarcador preditivo para avaliar o uso de terapias com inibidores de PARP. Além disso, o kit permite a medição da carga mutacional do tumor (TMB), instabilidade de microssatélites (MSI) e perda de heterozigosidade (LOH). 

Comparado com outros testes de biomarcadores individuais, o OncoDEEP kit abrange um amplo painel de genes e fenótipos associados a terapias contra o cancro. Uma abordagem usada para determinar se um doente pode responder a terapêuticas específicas, já aprovadas ou em ensaios clínicos, com um único teste. 

Ferramentas de apoio 

O OncoDEEP kit incorpora as soluções de enriquecimento e preparação de bibliotecas da Twist Bioscience, organização especializada no estudo de ADN através da utilização da NGS localizada em São Francisco (EUA). Uma aliança que tem servido para melhorar a exaustividade dos estudos realizados e que ajuda os laboratórios a ampliar as suas capacidades bioinformáticas de forma simples, podendo realizar a sequenciação de grandes painéis, obter a caracterização molecular de um tumor e analisar dados brutos. 

Acesso também a amplos controlos de qualidade usando o MERCURY, a ferramenta de software alojada na nuvem da OncoDNA que garante a segurança dos dados gravados. O diferencial é a base de dados patenteada da OncoDNA, localizada na plataforma online OncoKDM, da qual é possível extrair relatórios de interpretação clínica específicos para cada doente. Esta base de dados conta com cerca de 4,5 milhões de variantes genéticas, 1.150 medicamentos contra o cancro e dados de 7.000 ensaios clínicos em oncologia. 

“Acreditamos que esta versão descentralizada do OncoDEEP será uma proposta atraente para muitos centros hospitalares, pois permitirá que os especialistas tomem decisões entre um conjunto mais amplo de opções de tratamento para os seus doentes, economizando tempo e custos de externalização”, afirma Adriana Terrádez. 

29 de outubro
O “Encontro Portugal AVC – Juntos Para Superar!”, vai decorrer no dia 29 de outubro em Viseu, promovido pela Portugal AVC –...

Uma iniciativa que junta Sobreviventes de AVC, Familiares/Cuidadores e Profissionais de Saúde, para abordarem temas de interesse comum, como a vida pós-AVC, a reabilitação integral da pessoa, inclusive para o regresso ao trabalho, a acessibilidade e os direitos, também dos cuidadores. Mas também com diversos testemunhos, e várias atividades, da música, ao exercício físico mesmo para quem é afetado na mobilidade, e a dança inclusiva.

“Não é por acaso que chamamos a este evento, ‘Encontro’, e também ‘Juntos para Superar!’ São temas de interesse comum de todas as pessoas que queremos incluir, ainda que de diferentes perspetivas – e aí está logo uma riqueza. Depois, sentimos que todos podem contribuir para superar o AVC, mesmo que seja ‘contornando’ eventuais limitações, porque a vida pode e deve continuar! Queremos proporcionar que seja um verdadeiro momento de encontro, não apenas um ‘ciclo de conferências’, com múltiplos momentos que o privilegiam, pela positiva tanto quanto possível, de forma a que as pessoas, inclusive, saiam com mais ânimo para enfrentar as dificuldades. Também com exemplos e testemunhos, que possam ser mais uma importante ajuda para os participantes”, explica António Conceição, presidente da Portugal AVC – União de Sobreviventes, Familiares e Amigos.

Durante este encontro será ainda realizada uma evocação do Professor José Castro Lopes, recentemente falecido, distinto neurologista, professor e fundador e Presidente da Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral. O Professor Castro Lopes dedicou grande parte da sua vida à causa do AVC, que lhe mereceu a atribuição do Prémio Nacional de Saúde, entre outras distinções, e lutou sempre pela criação de condições para a vida dos sobreviventes de AVC.

Qualquer pessoa pode participar nesta iniciativa, mediante inscrição no site www.portugalavc.pt, no qual também pode encontrar o programa completo.

No âmbito deste encontro irá ainda realizar-se a Exposição “(Sobre)Viver com AVC”.  De 21 de outubro a 07 de novembro o Palácio do Gelo Shopping recebe uma exposição de fotografia, por Luís Miguel Veloso, de sobreviventes de AVC, e uma exposição de pintura por sobreviventes de AVC.

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), com cerca de 25 mil episódios de internamento por ano, é a maior causa de incapacidade em Portugal, atingindo todas as idades e géneros. Pode ocorrer como resultado de uma oclusão ou de uma rotura de um vaso sanguíneo cerebral, levando a que uma parte do cérebro sofra lesões, por não lhe chegar o sangue com oxigénio e glicose necessários. Dependendo da zona afetada, a pessoa poderá ficar subitamente com limitações, como por exemplo, movimentar uma parte do corpo, ter dificuldade na comunicação, entre outras a nível cognitivo ou emocional.

Tratamento do cancro
Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) criou um modelo computacional inovador que pode vir a tornar mais...

Considerando que a descoberta de um fármaco é um processo extremamente complexo, moroso e dispendioso, este trabalho, que resulta de uma colaboração entre a Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCTUC) e a Faculdade de Farmácia (FFUC) da UC, teve como objetivo encurtar as etapas iniciais de desenvolvimento de fármacos, recorrendo à Inteligência Artificial (IA), através de métodos computacionais que consigam gerar compostos farmacologicamente interessantes de uma forma mais rápida e automatizada.

Para desenvolver o novo modelo, a equipa do Departamento de Engenharia Informática da FCTUC recorreu a técnicas de Machine Learning, designadamente Deep Learning – um método que utiliza redes neuronais artificiais. Estas estruturas permitem criar modelos inteligentes «através da mimetização da capacidade de aprendizagem dos modelos biológicos. Deste modo são capazes de identificar padrões embebidos em conjuntos de dados e, a partir daí, é possível obter modelos que geram novas estruturas moleculares e que preveem propriedades biológicas de interesse», explica Tiago Oliveira Pereira, primeiro autor do estudo, que faz parte do seu doutoramento, orientado pelos professores Maryam Abbasi e Joel P. Arrais.

Os investigadores utilizaram também o designado Reinforcement Learning (aprendizagem por reforço), que permite otimizar o modelo generativo durante a exploração do espaço químico existente. «À medida que o modelo gera novas moléculas, ele recebe uma recompensa, que será maior ou menor, dependendo do estado de otimização das propriedades dos compostos. Assim, ao longo deste processo de otimização, o gerador de compostos vai aprender a identificar as regiões do espaço químico que lhe permitam obter maior recompensa e melhores compostos», refere o investigador da FCTUC.

O modelo desenvolvido é inovador porque, explicam os autores, «é um modelo que combina informação química, através dos compostos, e biológica, por via de informação da expressão génica, de modo a encontrar moléculas promissoras na inibição do recetor e que não causem efeitos indesejados ao sistema biológico».

Com a colaboração do laboratório do professor Jorge Salvador da FFUC, foi possível aplicar o modelo num caso de estudo para a geração de compostos capazes de inibir a proteína USP7 (Ubiquitin specific protease 7). Esta proteína, sublinha Tiago Oliveira Pereira, assume um papel fundamental «na progressão de vários tipos de cancro e, atualmente, é vista como um recetor importante para o desenvolvimento de fármacos».

Os resultados obtidos nas experiências realizadas são altamente promissores, tendo o modelo demonstrado elevada capacidade para gerar moléculas potenciais inibidoras da USP7. «Mais de 90% das moléculas continham propriedades físicas, químicas e biológicas essenciais para que ocorra a interação com o recetor. Para além disto, verificámos que alguns compostos gerados pelo modelo apresentam semelhanças com fármacos anticancro ao nível dos seus grupos ativos, o que valida a abordagem implementada», relata Tiago Oliveira Pereira.

Apesar de ter sido validado com dados de cancro da mama, o novo modelo computacional pode ser aplicado a «diversos contextos em que se possam obter dados de expressão génica associados à progressão da doença», explica o investigador, adiantando ainda que os próximos passos da investigação vão incidir na melhoria da arquitetura implementada e na «definição de um conjunto de métodos de validação para filtrar as moléculas obtidas e, dependendo dos resultados, avançar para a síntese dos melhores compostos».

Este estudo foi cofinanciado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), pelo Programa de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) e por fundos europeus, através do projeto D4-Deep Drug Discovery and Deployment. O artigo científico está disponível: https://doi.org/10.1093/bib/bbac270.

29 de setembro
A Associação Portuguesa de Urologia (APU) vai realizar, com o apoio da Bayer, no dia 29 de setembro, às 19h00, um webinar da...

Tendo como anfitrião Pedro Nunes, urologista no CHUC, este webinar vai contar com a participação de Rodrigo Ramos, urologista do IPO de Lisboa, Isaac Braga, urologista do IPO do Porto e Alina Rosinha, oncologista do IPO do Porto.

Vão estar em destaque temas como, “PET-PSMA e a doença oligometastática”; “Identificação e follow-up do doente real com CPRCnm de alto risco”; “Reações Adversas dos iRAs, perfil de segurança e toxicidade”; “O que fazer após a progressão da doença?”.

Após a apresentação dos especialistas, segue-se um momento de perguntas e respostas para esclarecer todas as questões relacionadas com os tópicos abordados no webinar. Esta edição das “Conversas APU” terá a duração de uma hora e meia e a participação é gratuita.

Em Portugal, o cancro da próstata é o tipo de cancro mais importante e frequente no homem (superior ao cancro da pele). Estima-se que em Portugal, durante o ano 2020, tenham surgido 6.759 novos casos de cancro da próstata. As estimativas (Globocan, 2021) indicam que em 2040 esse número ascenda a 8.216, o que corresponderá a um aumento de 21,6%.2

Associação Portuguesa de Urologia promove webinar “Conversas APU” sobre o Cancro da Próstata

Para mais informações, consulte os canais oficiais da Associação Portuguesa de Urologia em: https://apurologia.pt/.

Estudo demonstra dificuldades no acesso aos cuidados de saúde na Enxaqueca
Um estudo promovido pela MiGRA Portugal, Associação Portuguesa de Doentes com Enxaquecas e Cefaleias, vem revelar que existem...

Os dados do inquérito serão apresentados e debatidos esta tarde na conferência “O Acesso aos Cuidados de Saúde na Enxaqueca e Cefaleias”, a partir das 17h30, no Auditório da Associação Nacional das Farmácias, em Lisboa*, em parceria com a Sociedade Portuguesa de Cefaleias, a Sociedade Portuguesa de Neurologia, a European Migraine and Headache Alliance, a Associação Nacional de Farmácias e a Plataforma Saúde em Diálogo.

O estudo começa por fazer uma caracterização das pessoas inquiridas em que cerca de 40% dos inquiridos declaram que vivem com enxaqueca ou cefaleias há mais de 20 anos e 79% registam ter crises de mais de quatro dias por mês (14% mais de 14 dias e 5% diariamente).

No que diz respeito ao acesso a cuidados de saúde, cerca de 40% não têm qualquer tipo de acompanhamento médico e 54% das pessoas inquiridas procuram acompanhamento médico no privado. Por outro lado, o diagnóstico é também uma questão que se evidencia neste estudo, uma vez que cerca de 20% dos inquiridos revelam que visitam quatro ou mais médicos até chegarem à identificação da patologia, sublinhando-se ainda a dificuldade no acesso a consultas especializadas em cefaleias no SNS, o que acaba por levar muitas pessoas a procurarem ajuda junto das instituições privadas. A juntar a estes números, sobressaem dois dados relevantes: 38,5% dos inquiridos não possuem qualquer acompanhamento médico para estas doenças e 70%, com acompanhamento médico especializado, são acompanhados em instituições privadas.

A nível de tratamento, o estudo indica que 60% das pessoas não estão satisfeitas com o seu tratamento. Para além disso, e em termos de medicação, 55% não dispõem de conhecimento sobre o tratamento com toxina botulínica e 70% sobre o tratamento com medicamentos biológicos. Das pessoas inquiridas e que fazem tratamento preventivo, 30% só iniciaram este procedimento mais de cinco anos após o diagnóstico.

Como o fator financeiro não pode ser dissociado, o estudo da MiGRA Portugal analisou também o seu impacto ao nível da enxaqueca e das cefaleias. Assim, e mesmo que isso represente um maior esforço financeiro, conclui-se que as pessoas que não estão satisfeitas com o acesso aos cuidados de saúde,

procuram soluções em unidades de saúde privadas - 25% referem que o valor da consulta é difícil de suportar e 20% dos inquiridos acompanhados no privado suportam a totalidade dos custos.

A apresentação dos resultados deste estudo aponta igualmente o rendimento médio dos doentes como não sendo compatível com o valor dos novos fármacos preventivos. Tendo em conta a dificuldade de acesso a consultas especializadas no SNS, assim como o número de doentes que é impelido para o setor privado, conclui-se que a maioria dos doentes não tem acesso aos medicamentos de que carece. Importa ainda referir que quanto mais baixo o rendimento, maior a percentagem de doentes sem acesso a consulta especializada e acompanhamento pelo Médico de Família.

O estudo “Acesso aos Cuidados de Saúde na Enxaqueca e Cefaleias” inquiriu 596 pessoas, onde se incluíram apenas pessoas com enxaqueca ou outras cefaleias. De salientar ainda que, desta amostra, 64% são beneficiários de um seguro ou plano de saúde. O objetivo foi caracterizar e conhecer melhor a realidade das pessoas que sofrem com enxaqueca e outras cefaleias, relativamente ao seu acompanhamento e acesso aos cuidados de saúde (consultas e tratamentos).

Doença hepática crónica
A Colangite Biliar Primária (CBP), foi em tempos conhecida por Cirrose Biliar Primária, é uma doença

Caso não seja tratada, pode evoluir para doença hepática terminal. Apesar de não se conhecerem as causas exatas da doença, esta resulta, provavelmente, de uma reação autoimune.

No entanto, existem alguns fatores de risco que podem aumentar a probabilidade de desenvolvimento de CBP. Esta patologia é mais comum entre o sexo feminino; em pessoas entre os 40 e os 60 anos; em pessoas com membros da família afetados e em pessoas do norte da Europa. Além disso, certas infeções, como uma infeção do trato urinário, podem desencadear a CBP. O tabagismo e a exposição a produtos químicos tóxicos também aumentam o risco de desenvolvimento da doença.

Normalmente, a CBP começa de uma forma gradual, sendo que metade das pessoas não apresenta sintomas, numa fase inicial. Posteriormente, os sintomas iniciais mais comuns são comichão, fadiga e boca e olhos secos. Outros problemas, que podem ocorrer meses ou anos depois do surgimento da doença, são o escurecimento da pele, dor abdominal e pequenas manchas amarelas ou brancas sob a pele, ou ao redor dos olhos.

Com o avançar do distúrbio, o doente pode desenvolver icterícia, acumulação de líquido no abdómen ou em outras partes do corpo (ascite) e sangramento interno na parte superior do estômago e do esófago, devido à dilatação das veias (varizes). A osteoporose é outra das complicações da CBP. Apesar de ser mais comum em fases finais da doença, também pode ocorrer inicialmente. Além disso, as pessoas com cirrose apresentam risco aumentado de cancro do fígado (carcinoma hepatocelular).

Esta doença pode ser diagnosticada através de testes de função do fígado anormais, anticorpos antimitocondriais, exames de diagnóstico por imagem e, por fim, a biópsia que atualmente não e necessária para o diagnostico, sendo substituída por outros métodos não invasivos.

Normalmente, o médico suspeita deste distúrbio quando o doente apresenta sintomas característicos, no entanto, em 25 por cento dos casos não existe qualquer sintoma e a doença é detetada durante uma avaliação de rotina, pela elevação das análises do fígado, sobretudo da fosfatase alcalina.

A evolução da CBP é geralmente lenta, apesar de a velocidade de progressão variar de pessoa para pessoa. Os sintomas podem não aparecer durante dois anos ou até dez a quinze anos, porém, quando os sintomas aparecem, a expectativa de vida esta encurtada.

Apesar de não existir uma cura conhecida, o tratamento pretende impedir ou retardar a progressão da doença, assim como aliviar os sintomas.

É de extrema importância que todas as pessoas consultem o médico com regularidade, com vista a diagnosticar possíveis doenças precocemente. Quando mais cedo for iniciado o tratamento, menores são as consequências da doença e a necessidade de transplante hepático.

 

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Manuel Pizarro “está no terreno”, tem experiência governativa e conhece bem os dossiers
O presidente do Sindicato dos Enfermeiros – SE, Pedro Costa, espera que o novo ministro da Saúde “tenha capacidade e...

No entender do presidente do SE, “há problemas urgentes a resolver na enfermagem em Portugal e cuja resolução tem vindo a ser negociada com as estruturas sindicais nos últimos quatro meses”. Manuel Pizarro, recorda Pedro Costa, “tem experiência governativa, já foi secretário de Estado por duas vezes e, desse modo, tem conhecimentos suficientes para saber que o maior problema do Serviço Nacional de Saúde reside na necessidade de reforçar e valorizar o capital humano”. “Sem um conjunto de medidas concretas profundas, não se vão resolver os problemas. Não basta deitar dinheiro em cima do caos que se vive na Saúde, é preciso reforçar os quadros de pessoal”, diz.

“Sempre dissemos, e voltamos a frisar, que estamos disponíveis para dialogar com o próximo titular da pasta da Saúde e para ser uma força mobilizadora para a resolução dos problemas que afetam os enfermeiros portugueses”, sustenta Pedro Costa. Por isso, e desde já, o presidente do SE “espera que se mantenha a reunião agendada para o próximo dia 14 de setembro, com vista a dar continuidade ao processo negocial que tem vindo a ser acordado desde maio”.

“Além do nome do novo ministro é também importante conhecer a restante equipa e, em particular, os seus secretários de Estado, pois são, por norma, quem operacionaliza a política definida pelo Ministério da Saúde”, acrescenta ainda. Pedro Costa espera que, por fim, “haja uma mudança de rumo na política de Saúde”.

 

 

Uma doença silenciosa que afeta mulheres entre os 40 e os 60 anos
A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) está a promover uma ação nacional de consciencialização para o...

“A Colangite Biliar Primária é uma doença crónica que se manifesta pela inflamação nos ductos biliares do fígado, que são lentamente destruídos devido à ação inflamatória e que leva a criação de cicatrizes no fígado (fibrose). Em muitos casos, a doença mantém-se ligeira ou moderada, sem perturbações do funcionamento do fígado. Sendo uma doença progressiva, se não for tratada precocemente, poderá evoluir para cirrose e/ou doença hepática terminal, obrigando ao transplante de fígado. Apesar de não se conhecerem as causas exatas da doença, esta resulta, provavelmente, de uma reação autoimune”, esclarece José Presa, presidente da APEF.

Os sintomas iniciais mais comuns são fadiga e comichão na pele (prurido). Embora menos frequentes, existem também outras manifestações a ter em conta, tais como: dor abdominal; escurecimento da pele; pequenas manchas amarelas ou brancas sob a pele ou ao redor dos olhos. Algumas pessoas apresentam também queixas de boca e olhos secos e dores nos ossos, músculos e articulações.

De acordo com a progressão da doença, podem surgir sintomas associados à cirrose: icterícia, acumulação de líquido no abdómen ou em outras partes do corpo (ascite) e sangramento interno na parte superior do estômago e do esófago, devido à dilatação das veias (varizes). A osteoporose é outra das complicações da Colangite Biliar Primária. Apesar de ser mais comum em fases finais da doença, também pode ocorrer inicialmente. Além disso, as pessoas com cirrose apresentam risco aumentado de cancro do fígado (carcinoma hepatocelular).

“Normalmente, o médico suspeita deste distúrbio quando o doente apresenta sintomas característicos, no entanto, em 25 por cento dos casos não existe qualquer sintoma e a doença é detetada durante uma avaliação de rotina, pela elevação das análises do fígado, sobretudo da fosfatase alcalina”, alerta José Presa.

O médico explica que apesar de não ter cura, esta doença tem tratamento se diagnosticada atempadamente. “Os objetivos do tratamento são impedir ou retardar a progressão da doença e aliviar os sintomas, como comichão ou fadiga. Os tratamentos são fáceis e eficazes, sendo que quando mais cedo forem iniciados, menores serão as consequências da doença e a necessidade de transplante hepático”, afirma José Presa.

Em Portugal, estima-se que existam entre 500 a mil casos de Colangite Biliar Primária, o que a torna uma doença rara e pouco conhecida, atingindo maioritariamente as pessoas do sexo feminino, mais precisamente, nove mulheres por cada homem; pessoas com membros da família afetados e pessoas do norte da Europa. As idades mais comuns de diagnóstico situam-se entre os 40 e os 60 anos, em ambos os sexos.

Dadores saudáveis dos 18 aos 65 anos
O Serviço de Imunohemoterapia do Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira (CHUCB) está a promover uma campanha de...

Destinada a pessoas saudáveis, com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos, o processo para se tornar num dador de plaquetas é simples e tranquilo, bastando para o efeito contactar o Serviço de Imunohemoterapia do CHUCB, através do nº 275 330000 - ext. 12800 ou através do e-mail: [email protected].

O procedimento de colheita de plaquetas é rápido, indolor e seguro, sendo o mesmo precedido em todas as dádivas de uma avaliação de enfermagem e consulta médica. Todos os dadores têm acesso a estacionamento reservado e gratuito no parque do Hospital.

As plaquetas são fragmentos de uma célula produzida pela medula óssea e atuam principalmente no processo de coagulação sanguínea, sendo essenciais na terapêutica de doentes com plaquetas baixas devido a: cancro, tratamentos de quimioterapia e radioterapia, transplantes, hemorragias graves, e ainda, doentes com plaquetas disfuncionais por doenças congénitas ou adquiridas.

 

Investigadores da Fundação Champalimaud
Por que é que o cancro do pâncreas é tão letal? Um estudo agora publicado por investigadores da Fundação Champalimaud, em...

As estatísticas do cancro do pâncreas são bastante modestas. Com uma taxa de sobrevivência a cinco anos de apenas 9%, a incidência da forma mais comum da doença, o adenocarcinoma ductal pancreático (ACDP) está a aumentar e prevê-se que se torne, até o ano 2030, a segunda causa de morte devida por cancro. A cirurgia continua a ser o tratamento mais eficaz, mas para 70-80% dos doentes não é uma opção viável. Perceber o cancro pancreático ao nível celular e subcelular é essencial para o desenvolvimento de terapias que permitam aos doentes ganhar tempo de vida.

Uma forma de prolongar a sobrevivência consiste na otimização da estratégia terapêutica, mudando rapidamente de tratamento quando este não é eficaz. Os tratamentos podem incluir uma combinação de radioterapia e de quimioterapia. Atualmente, a avaliação da qualidade da resposta dos doentes com ACDP às terapias baseia-se, tipicamente, na imagiologia e na medição dos níveis, no soro do sangue, de biomarcadores do cancro. Porém, ambos estes métodos apresentam falhas. As imagens de tomografia e de ressonância magnética (TAC e IRM) são incapazes de detetar pequenos tumores e de diferenciar os tumores benignos dos malignos, e mesmo o mais comprovado biomarcador do ACDP está ausente em 5-20% dos doentes — o que pode tornar os resultados pouco fiáveis.

De lixo a ouro

Um estudo publicado hoje pelo Laboratório de Oncologia de Sistemas do Champalimaud Research fornece um avanço potencialmente decisivo na forma como é feita a avaliação da resposta aos tratamentos dos doentes com ACDP.

Bruno Costa-Silva, investigador principal e líder do estudo, começou por explorar, em 2008, o potencial das chamadas “vesículas extracelulares” (VE) na luta contra o cancro. “As VE são pequenos sacos libertados pelas células. São como mini-células, com a sua membrana lipídica, material genético, proteínas e açúcares. Durante muito tempo, foram consideradas ‘sacos de lixo’, cheias de resíduos que as células precisam de deitar fora. Mas, hoje em dia, o seu papel na transferência de mensagens entre as células é amplamente reconhecido.”

Dado que as plantas e as bactérias também libertam estas pequenas vesículas, as VE poderão ser uma das mais poderosas formas de comunicação nos organismos vivos. São produzidas por praticamente todas as células, incluindo as cancerosas. De facto, uma série de estudos tem mostrado que as VE segregadas tanto pelas células malignas como pelas saudáveis podem contribuir de forma substancial para a progressão tumoral.

Em estudos prévios, Costa-Silva mostrou que as VE que circulam no sangue podem ser usadas para detetar, prever e localizar as metástases do cancro pancreático. Até agora, porém, os investigadores têm utilizado medições isoladas das VE nos doentes para fins de prognóstico ou diagnóstico. “O nosso estudo é o primeiro a mostrar que, ao olharmos para a forma como as VE de doentes com cancro pancreático mudam ao longo do tempo, podemos determinar se os doentes estão a responder bem ao tratamento”, diz Costa-Silva.

Das ideias à descoberta

Quando Nuno Couto, oncologista da Fundação Champalimaud e primeiro autor do estudo, começou a estudar o potencial das VE na monitorização da resposta aos tratamentos, a equipa obteve um resultado surpreendente. “No início, pensámos que se tratava de um artefacto”, diz Couto. Mas tornou-se rapidamente evidente que as VE dos doentes com ACDP apresentavam níveis significativamente superiores de certas proteínas específicas em relação às VE de pessoas saudáveis.” Tratava-se de imunoglobulinas G (IgG), um tipo de molécula que faz parte do nosso sistema de defesa e que consegue encontrar e eliminar tanto os agentes patogénicos que penetram no organismo como as células cancerosas.

“O passo seguinte foi o mais desafiante”, confessa Couto. Para conseguirmos ver como os níveis dessas VE ‘positivas para as IgG’ nos doentes mudam ao longo de um tratamento, precisávamos de colher 20-30 amostras de sangue do mesmo doente ao longo de muitos meses. Sem a ajuda dos doentes, das enfermeiras, dos clínicos e dos patologistas do Centro Clínico Champalimaud, o estudo nunca teria sido possível.”

Graças a um método especial, desenvolvido no laboratório de Costa-Silva, capaz de rapidamente medir as populações de VE em minúsculas amostras de sangue, a equipa descobriu que as VE positivas para as IgG aumentam durante a progressão da doença e diminuem em resposta à terapia. Ou seja, essas VE representam um novo biomarcador, que alarga o repertório de ferramentas disponíveis para avaliar o estado do tumor, em particular para os muitos doentes cujas células tumorais não apresentam o biomarcador standard atual e para os quais as imagens de (TAC e IRM) são o único indicador da resposta ao tratamento.

“Ficámos muito entusiasmados ao ver uma correlação tão forte entre essas vesículas e a resposta à terapia”, diz Costa-Silva. “Temos agora uma ferramenta mais fiável para avaliar e melhorar a eficácia dos tratamentos do ACDP, bem como para reduzir os efeitos secundários, desnecessários e prejudiciais, dos tratamentos ineficazes.”

Da oncologia à biologia celular

“Estes resultados levaram-me a mudar o rumo do meu laboratório”, afirma Costa-Silva. “É impossível observá-los e não pensar na imunologia, isto é, em implicações mais latas em termos de sinalização celular.”

Os cientistas descobriram que as IgG se ligam às VE dos doentes com ACDP através de um conhecido antigénio do cancro. Por isso, suspeitam que as EV que apresentam esse antigénio sejam libertadas pelo próprio cancro, fazendo com que as IgG se liguem às VE em vez de se ligarem ao seu alvo designado: as células cancerosas. Desta forma, o tumor seria capaz de fugir ao arsenal do sistema imunitário lançando VE capazes de intercetar mísseis de IgG.

“Se os cancros muito agressivos, como o ACDP, utilizam as VE para desarmar o sistema imunitário, poderemos desenvolver novas terapias que tenham como alvo as EV derivadas do tumor, tornando assim esses cancros menos resistentes aos tratamentos”, faz notar Costa-Silva. A sua equipa está atualmente a tentar determinar se as proteínas que as VE apresentam noutros tipos de cancro também interagem com moléculas do sistema imunitário.

Segundo Costa-Silva, “é mesmo uma questão de fisiologia celular. Pode ser que os cancros usem as VE para perturbar o sistema imunitário, mas as VE também desempenham funções essenciais em situações onde não há cancro. Uma vez libertadas por uma célula, as proteínas presentes à superfície das VE interagem com outras proteínas, regulando a capacidade destas últimas interagirem, por sua vez, com alvos celulares e de provocar uma cascata de efeitos noutras células. Estamos muito interessados em saber mais acerca dessas interações e sobre o funcionamento das VE enquanto reguladoras da sinalização celular.”

“Ainda há muitas coisas que não sabemos sobre a comunicação das células entre si”, acrescenta Costa-Silva. Se conseguirmos perceber a linguagem das células e descodificar a forma como as VE regulam a atividade das moléculas envolvidas nos processos fisiológicos e patológicos, vamos poder utilizar esse conhecimento para lidar com um amplo leque de problemas, das doenças autoimunes às perturbações ligadas ao envelhecimento. Isto é só o começo.”

12 de setembro
No âmbito do Dia Europeu de Ação na Enxaqueca, a MiGRA Portugal - Associação Portuguesa de Doentes com Enxaqueca e Cefaleias...

O objetivo é dar a conhecer a realidade por detrás da enxaqueca e outras cefaleias, assim como divulgar os resultados de um estudo realizado pela MiGRA, com o propósito de analisar o acompanhamento e acesso aos cuidados de saúde por parte dos doentes que convivem com estas patologias.

O evento conta com a participação de Madalena Plácido, presidente da MiGRA Portugal, Isabel Luzeiro, presidente da Sociedade Portuguesa de Neurologia, Raquel Gil-Gouveia, presidente da Sociedade Portuguesa de Cefaleias, Angela Saez, representante da European Migraine and Headache Alliance, Armando Alcobia, diretor dos Serviços Farmacêuticos no Hospital Garcia de Orta, e de Maria de Belém Roseira, ex-ministra da Saúde.

Enxaqueca e Cefaleias

A enxaqueca é uma doença neurológica crónica que, atualmente, afeta mais de um milhão e meio de portugueses. No entanto, e apesar de envolver diversas esferas, nomeadamente pessoal, familiar e profissional, continua a ser uma doença subvalorizada, subdiagnosticada e subtratada, sendo, por isso, cada vez mais premente sensibilizar a comunidade para o impacto desta doença na vida dos doentes.

A relevância da enxaqueca no contexto das cefaleias deve-se à sua elevada prevalência, cerca de 12% da população mundial, e ao facto dos seus episódios serem habitualmente intensos e associados a incapacidade temporária, sendo que é considerada pela Organização Mundial de Saúde como a segunda doença mais incapacitante em termos de anos vividos com incapacidade. Se considerarmos a população abaixo dos 50 anos de idade é a primeira causa de incapacidade.

 

Dia da Grávida
Uma gravidez desejada é sempre um momento de enorme esperança familiar.

O primeiro passo é reconhecer a importância de uma consulta de ginecologia-obstetrícia antes de engravidar. Isso ajudará na preparação para a gravidez e na identificação de fatores de risco, através do historial clínico e da realização de vários exames e análises. Esta consulta tem como objetivo orientar os futuros pais, através do aconselhamento de suplementos ou a necessidade de marcação de consultas de outras especialidades.

Engane-se quem pensa que apenas quando se tem o diagnóstico de gravidez, se devem adotar medidas. Os cuidados começam logo na pré-conceção e existem algumas recomendações que devem ser tidas em conta.

Esta etapa pode gerar inquietação e ansiedade no casal e ambos devem diminuir o stress, adotando novos hábitos como o Ioga, a meditação, as massagens ou as caminhadas. O exercício físico também é fundamental para ajudar a mulher a estar mais bem preparada para a fase da gestação, contribuindo para reduzir a ansiedade do casal se for feito a dois.

Optar por uma alimentação equilibrada bem como deixar de fumar são conselhos que também se aplicam ao casal e não apenas à futura mãe. Aliás, está comprovado que fumar prejudica a qualidade dos espermatozoides.

Outra orientação para futuros pais é conhecer o período fértil da mulher, ou seja, é elementar saberem o intervalo de dias em que a probabilidade de engravidar é maior. Inicia-se nos cinco dias antes do início da ovulação e tem uma duração que pode ir até três dias após a ovulação. Isto significa que os dias que antecedem a ovulação e o dia da ovulação são a melhor altura para tentar uma gestação.

Para calcular o período fértil devem saber a data da última menstruação e a duração média do ciclo. Depois, o cálculo é simples:

  1. Somar o número de dias do ciclo ao dia da última menstruação.
  2. Subtrair 14 dias a esta data para descobrir a data provável de ovulação.
  3. Cinco dias antes da data de ovulação tem início o período fértil, que se prolonga por cerca de oito dias.

No caso de um período fértil com um ciclo irregular, o cálculo pode tornar-se mais difícil. Pode optar por um teste de ovulação, disponível numa farmácia, que determina com maior exatidão a data de libertação do óvulo.

E como reconhecer os sinais da ovulação? Embora possam variar de mulher para mulher, alguns sintomas físicos devem ser analisados com maior atenção de modo a saberem com rigor qual a altura em que devem tentar engravidar. A futura mãe terá uma ligeira descida da temperatura corporal quando se aproxima a data da ovulação, que depois volta a aumentar. O muco cervical altera-se e ficará mais elástico e semelhante à clara de ovo. Além de poder ter uma pequena perda de sangue, é

normal sentir desconforto físico, como dores pélvicas, tensão mamária ou desconforto abdominal. Irá também sentir um aumento do desejo sexual.

Sonhar com a vinda de um bebé é um momento absolutamente único na vida de um casal, sendo igualmente assustador o medo do desconhecido. Preparar e planear desde o primeiro dia, pode ser uma mais-valia na descomplicação desta jornada.

Certo é que o primeiro passo é a conceção que, erradamente não costuma ser vista como uma fase importante da gravidez. No entanto, desempenha um importante papel na prossecução de uma gravidez bem-sucedida.

Preparar a gravidez começa, por isso, muito antes do diagnóstico. E a Médis está presente não só na chegada de um bebé, como em todo o processo de planeamento familiar.

Para mais informações: https://www.medis.pt/media/5570/guia-da-pre-concecao.pdf

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica
A DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica é uma das três principais causas de morte em todo o mundo, no entanto, mais de 70%...

Com a divulgação de um vídeo de sensibilização e a distribuição de cartazes por várias cidades do país, pretende-se, com esta campanha, não só alertar para as principais causas da doença – entre as quais se incluem o tabaco e a exposição à poluição atmosférica – como para os seus principais sintomas:  falta de ar, tosse, cansaço e limitação física para a realização de tarefas simples quotidiano.

Ainda no âmbito desta campanha, e comprometida com a literacia dos portugueses sobre a saúde respiratória, a SPP vai apresentar, no próximo dia 23 de setembro, os resultados de um estudo de notoriedade sobre a DPOC e que pretende estabelecer uma fotografia atual e abrangente do conhecimento da população portuguesa sobre a DPOC.

 

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