ADIFA aponta prioridades para 2023
A propósito do novo ano que se avizinha, a ADIFA – Associação dos Distribuidores Farmacêuticos – aponta três prioridades para...

“Há cerca de 20 anos que a revisão de preços dos medicamentos em Portugal, numa base anual, é sempre com o objetivo da sua redução, sem permitir o ajustamento em função da evolução dos custos dos produtos, do seu fabrico, dos procedimentos regulamentares e da sua logística, distribuição e dispensa”, avança em comunicado.

A permanente e contínua degradação dos preços e margens dos medicamentos tem colocado em risco o acesso dos portugueses a este bem essencial e o serviço de interesse público desempenhado pelos diversos agentes do circuito do medicamento. Segundo a ADIFA, a primeira prioridade para 2023 deve consistir em tornar o mercado nacional do medicamento e produtos de saúde em Portugal mais atrativo e, consequentemente, promover a sustentabilidade económico-financeira das entidades que nele atuam.

Por isso, deve, de acordo com a ADIFA “efetivar-se uma atualização dos preços dos bens e serviços na Saúde, nomeadamente na cadeia de valor do medicamento, de forma a acompanhar a subida dos custos associados à inflação, aos preços dos combustíveis e energia”. Tendo o Ministério da Saúde já admitido a necessidade de uma revisão de preços dos medicamentos, esta é, para a ADIFA, uma medida de resolução urgente, que contribuirá para uma maior competitividade e o regular abastecimento do mercado nacional de medicamentos.

Outra das prioridades para a ADIFA é a efetiva transição para as farmácias comunitárias de medicamentos para tratamento de diversas patologias que atualmente são apenas dispensados em meio hospitalar, à semelhança do que acontece em muitos países europeus. “A implementação de programas de dispensa de medicamentos em proximidade nas farmácias comunitárias oferece benefícios quer às unidades hospitalares quer aos doentes e seus cuidadores, contribuindo para uma melhor gestão da terapêutica do doente e poupando recursos ao SNS e às famílias”, sublinha.

“Nunca foi tão evidente a importância da distribuição farmacêutica nacional como nestes dois últimos anos, em que, numa situação de crise de saúde pública a que se somou uma crise energética, os distribuidores farmacêuticos realizaram um manifesto esforço para fazer chegar a todos os cidadãos os medicamentos e outras tecnologias de saúde de que necessitavam”, alerta.

Por isso, a terceira prioridade da ADIFA é o reconhecimento da distribuição farmacêutica como parte integrante da infraestrutura crítica nacional e os distribuidores farmacêuticos como entidades prioritárias em situações de emergência. “A par deste reconhecimento, deve proceder-se à consagração legal da atividade de distribuição farmacêutica de serviço completo, com deveres e direitos próprios condizentes com a sua natureza e nível de especialização”, acrescenta. Por fim, a ADIFA entende que deve ser atribuído um regime fiscal mais favorável à atividade, nomeadamente através de incentivos, que promovam a neutralidade carbónica do setor e apoiem as empresas de distribuição farmacêutica a atingirem os seus objetivos.

No final de um ano particularmente desafiante para o setor da distribuição farmacêutica, Nuno Flora, Presidente da ADIFA, salienta que “É urgente dar resposta a estes três objetivos prioritários. Em causa está, essencialmente, a própria capacidade da distribuição farmacêutica de assegurar diariamente o fornecimento atempado e adequado de medicamentos e outras tecnologias de saúde em todo o território nacional - esta é a realidade que hoje nos é apresentada. É esta situação que urge acautelar. Por isso, é fundamental dar resposta a estas prioridades e que não se adie mais a decisão de avançar com medidas que protejam os doentes e um sector que tem como missão prestar um serviço que é considerado de interesse público”.

1as Jornadas do Oeste do Hospital CUF Torres Vedras
Com o objetivo de juntar profissionais de saúde da região para discutir novas abordagens no tratamento multidisciplinar da...

A diabetes é uma doença crónica que afeta mais de 13% dos adultos portugueses e estima-se que este número venha a aumentar mais de 40% nos próximos 20 anos. Vanda Jorge, especialista de Medicina Interna no Hospital CUF Torres Vedras e parte da Comissão organizadora destas Jornadas, alerta que “temos de continuar a discutir estratégias para optimizar a gestão da diabetes e promover a qualidade de vida dos doentes. É necessário reforçar a importância de apostar em estilos de vida saudáveis, no diagnóstico atempado, no acompanhamento multidisciplinar e na instituição do tratamento adequado a cada pessoa”. 

A criação deste evento pretende a atualização de conhecimento e de partilha de experiências, incentivando a formação contínua dos profissionais de saúde, com vista a reforçar a qualidade dos cuidados de saúde prestados à população. 

Nesta 1ª edição - com participação de especialistas da CUF e do Centro Hospitalar do Oeste, o programa comporta uma abordagem multidisciplinar sobre como cuidar, tratar e vigiar a diabetes em diferentes fases da vida. Dela fazem parte a Medicina Geral Familiar, a Enfermagem, a Medicina Interna, a Pediatria, a Cardiologia, a Neurologia, a Oftalmologia, a Nutrição, a Endocrinologia, a Urologia, a Nefrologia e a Ginecologia-Obstetrícia. 

O evento destina-se a profissionais de saúde, é gratuito e de inscrição obrigatória através deste link, onde também é possível consultar o programa. 

 

Com uma pontuação de 98% atribuída pelos colaboradores
A Grünenthal Portugal, empresa especialista no tratamento da dor, acaba de receber a certificação Great Place to Work®...

Os colaboradores avaliam dimensões como a Credibilidade, Respeito, Imparcialidade, Orgulho e Camaradagem relativas à empresa no inquérito da Great Place to Work®. Entre os indicadores mais valorizados pelos colaboradores, com taxas de respostas que alcançaram os 100%, encontram-se, entre outras, “o orgulho pelo trabalho realizado”, “o contributo da empresa para a comunidade”, “o apoio na implementação do modelo de trabalho “SmartWork”/ híbrido por forma a permitir um elevado desempenho contínuo” e “o bom ambiente de trabalho facilitado pela qualidade das instalações”.

“É um orgulho poder trabalhar com equipas que nutrem estes sentimentos positivos pela empresa, que se sentem respeitadas e orgulhosas pelo trabalho que desenvolvem”, refere José Roriz, Country Manager da Grünenthal Portugal. “Esta certificação Great Place to Work® impele-nos e motiva-nos a continuarmos a ser uma empresa cada vez mais relevante tanto para os nossos colaboradores como para a Sociedade”, acrescenta.

Os resultados obtidos pela análise de todas as dimensões permitem concluir que “a Grünenthal é um excelente lugar para trabalhar”, com uma pontuação de 98% atribuída pelos colaboradores. Neste ponto, regista-se um aumento de 3% face à última análise, em 2020.

A segurança do espaço de trabalho, as medidas de promoção da saúde, a flexibilidade de horário e o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional são critérios também muito valorizados pelos colaboradores.

O Great Place to Work® reconhece as empresas onde os colaboradores se sentem mais envolvidos, desafiados, reconhecidos e realizados pessoal e profissionalmente. As empresas passam por um rigoroso processo de avaliação dos seus padrões de gestão e cultura empresarial, através de um processo de duas etapas que inclui ouvir a opinião dos colaboradores e auditar as práticas da organização. Esta certificação do GPTW® é atribuída quando a média de respostas positivas é superior a 70%.

Cerimónia decorre dia 2 de janeiro
No próximo dia 2 de janeiro de 2023, vai ter lugar no Auditório Principal no Pólo HUC-CHUC, pelas 09,30h, a Cerimónia de...

O CHUC vai acolher 98 médicos internos que iniciam o ano de Formação Geral e 109 Internos de Formação Especializada, num total de 207 novos médicos a iniciar funções no início do próximo ano, consubstanciando este Centro Hospitalar e Universitário como uma das maiores instituições formadoras a nível nacional.

A integração dos novos médicos internos nas equipas de trabalho e nas suas funções/atribuições específicas reveste-se de grande importância para as organizações e visa potenciar a performance e o desempenho, promover a satisfação pessoal e profissional e sensibilizar para as questões da humanização na prestação dos cuidados de saúde.

Entre as 11h e as 12H30m, será transmitida em direto a cerimónia nacional a partir do Centro Hospitalar e Universitário da Cova da Beira, com a presença do Secretário de Estado da Saúde, que dará as boas-vindas aos novos médicos internos e residentes farmacêuticos.

 

Proposta da Ordem não foi considerada no OE para 2023
Esta terça-feira, dia 27 de dezembro, o Governo espanhol anunciou a eliminação do IVA em alimentos considerados de primeira...

Numa altura em que se discutia o Orçamento do Estado para 2023, a bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento, propôs ao Parlamento que alimentos considerados essenciais, como pão, fruta e hortícolas, deixassem de pagar IVA, para garantir o direito a uma alimentação adequada da população, uma medida que considerou essencial para dar resposta ao momento de crise energética e de inflação recorde que se vive em Portugal.

“Espanha soube desencadear uma medida excecional, num momento excecional. Portugal não o quis fazer. Esta é uma medida que deveria ter sido considerada no Orçamento do Estado para 2023 para auxiliar as famílias portuguesas a enfrentar os próximos tempos que, com a junção de inflação e crise energética, não serão fáceis”, salienta Alexandra Bento, acrescentando que o “Estado social tem deveres para com os cidadãos e não deve, nem pode, deixar ninguém para trás.”

Em Espanha alimentos considerados de primeira necessidade, como o pão, a fruta, o leite ou hortícolas e leguminosas passam a estar isentos de IVA. Já alimentos com o azeite ou a massa contam com uma redução sobre Imposto sobre o Valor Acrescentado de 10 para 5%.

Recorde-se que a proposta da Ordem dos Nutricionistas se baseou num estudo realizado pela equipa técnica da instituição em setembro deste ano, que procedeu a um levantamento dos preços dos alimentos que constituem o cabaz alimentar essencial, plasmados na Roda dos Alimentos, e cujo valor da taxa de IVA aplicada à data é 6%.

 

Concurso pioneiro promovido pela Escola Superior de Biotecnologia
Cerca de 600 estudantes do ensino secundário de norte a sul do país (incluindo Madeira e Açores) participaram num concurso...

Entre guerras, alterações climáticas e o crescimento da população humana, o direito básico à alimentação não é garantido. Há mais de 800 milhões de pessoas (duas vezes a União Europeia) que passam fome diariamente e os números não cessam de aumentar. Para criar um futuro diferente do presente a alimentação vai ter de conjugar três grandes prioridades: um elevado valor nutricional, um baixo custo económico e uma pegada ecológica reduzida. E esta é uma mudança de perspetiva que exige novos olhares sobre a alimentação: precisamente a premissa por detrás do concurso que agora anuncia os seus premiados.

Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa no Porto, salienta “criámos este desafio para perguntar qual é a melhor forma de nos alimentarmos. Não há verdadeiramente direito a comer quando os alimentos são nutricionalmente pobres, caros demais - resultando em malnutrição - ou degradam o ambiente, comprometendo o direito das gerações futuras a alimentar-se. Existe uma teia invisível de implicações em cada escolha alimentar e precisamos urgentemente de encontrar respostas sustentáveis.” A diretora acrescenta ainda “ficamos muito satisfeitos ao perceber que há tantas escolas secundárias alinhadas com as nossas preocupações e tantos jovens sagazes a contribuir para as soluções.”

No total cerca de 600 estudantes de 66 escolas secundárias a nível nacional, incluindo Madeira e Açores, responderam ao desafio lançado pela Escola Superior de Biotecnologia. Cada grupo (um professor e 1 a 4 alunos) desenvolveu a receita (que tem de ser original embora possa ser uma adaptação de outra já existente), preparou o prato e documentou o processo. Além disso submeteu um pequeno dossier com a justificação das várias escolhas e resultado.

Em cada categoria – entrada, prato principal e sobremesa – os melhores trabalhos foram escolhidos por uma triagem em duas fases. Na primeira um júri composto por quatro especialistas em nutrição selecionou as 30 receitas finalistas. Seguidamente um outro júri com cinco elementos distintos, especialistas em ambiente, transição alimentar e sustentabilidade, escolheu os premiados. Este método maximiza a credibilidade do processo de seleção. Cada 1º lugar recebe 100€, os 2ºs recebem 60€ e os 3ºs lugares recebem 40€ cada, além de diplomas. Apresentam-se abaixo os trabalhos premiados. Estão disponíveis fotos e as receitas detalhadas de todos eles.

Alergia alimentar
A alergia à proteína do leite de vaca, conhecida como APLV, é a alergia alimentar mais comum durante

Segundo a especialista em pediatria, Sílvia Jacob, nos últimos anos tem-se assistido a um aumento das doenças alérgicas alimentares e as explicações são várias: a melhoria das condições de higiene levou a uma exposição diminuída a agentes infeciosos ou microbianos, causando uma reação hipersensitiva do sistema imunitário contra substâncias normalmente inofensivas. Por outro lado, vários estudos indicam que os baixos níveis de vitamina D podem estar associados ao desenvolvimento de doença alérgica. Por último, vários estudos preconizam que a introdução alimentar precoce tem um efeito protetor no desenvolvimento de tais patologias.

Em matéria de sintomas, a especialista explica que há vários. “Temos que ter em mente que a alergia alimentar se divide em 3 grandes grupos e os sintomas variam dependendo do tipo de resposta imunológica envolvida, esta pode ser IgE mediada, não-IgE mediada (mediação celular) ou mista. No grupo das alergias IgE mediadas, como o próprio nome indica há a produção de anticorpos IgE contra o alimento específico o que vai fazer com que os sintomas surjam minutos até no máximo duas horas após a sua exposição. Aqui podemos ter o aparecimento de urticaria (o mais frequente), sintomas respiratórios (p.ex. tosse, dificuldade respiratória), sintomas gastrointestinais (p.ex vómitos e diarreia) ou mesmo o desenvolvimento de anafilaxia”, revela.

No grupo das alergias não-IgE mediadas os sintomas são um pouco mais tardios “Aqui não temos a produção de anticorpos, mas sim uma resposta celular, que se pode traduzir na ocorrência de vómitos 1-4 horas após a exposição ao leite, ou no desenvolvimento de dejeções raiadas em sangue dias ou semanas após a exposição à proteína do leite de vaca. No grupo misto temos uma resposta imunológica celular com alguns sintomas que poderão ser justificados pela presença de anticorpos IgE. Dentro deste grupo podemos incluir alguns casos de dermatite atópica e também a esofagite eosinofílica”, continua.

Entre as principais complicações está a anafilaxia. Por este motivo, esta é uma condição que traz um grande impacto social, económico e psicológico para a criança e respetiva família. “Estas família evitam eventos sociais/festas onde não consigam controlar os alimentos que estão expostos, têm uma sobrecarga económica não só pelo facto dos leites e restantes alimentos adequados para estas crianças serem mais caros como também pelo próprio absentismo laboral que por vezes ocorre se o infantário/escola não conseguirem assegurar as condições de segurança necessárias. Tudo isto tem um impacto psicológico importante tanto na criança que convive menos e ingressa mais tarde no infantário ou escola, como nos pais que têm níveis de ansiedade superiores”, explica.

Embora esta alergia possa resolver-se espontaneamente até aos 5 anos de idade, o tratamento é a dieta de evicção. “Desde 2011 que esta regulamentado (Regulamento nº 1169/2011) a obrigatoriedade de no rótulo do alimento conter informações sobre a presença ou não dos principais alergénios alimentares. No caso do leite, poderá existir referência à sua presença através de outros nomes como “soro de leite” ou “caseína”. Infelizmente os problemas costumam surgir quando pessoas menos informadas, oferecem à criança alimentos processados que apresentam leite na sua composição (p.ex algumas marcas de fiambre, salsichas, ou mesmo alguns tipos de pão)”, refere a especialista.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Universidade Sénior da Junta de Freguesia da Quinta do Conde
No dia 15 de dezembro, a farmácia BPlanet realizou um Workshop “Alimentação com Saúde para a Hipertensão, Diabetes e...

Na primeira parte do workshop foram abordadas as três patologias no âmbito geral: definição, sintomas, diagnóstico e tratamento, assim como se especificou quais os cuidados na alimentação a adotar para cada um delas.

Na segunda parte, dinamizou-se um showcooking com uma receita do serviço de nutrição da Holon - Cheesecake Disfarçado com Mirtilos - enquanto se preparou a sobremesa saudável, deu-se destaque a dois ingredientes: o queijo quark e os mirtilos, salientando o seu elevado valor nutricional, os benefícios para a saúde e as variadas formas de utilização em culinária.

Para terminar, seguiu-se a degustação em convívio, que foi unanimemente saboreada por todos! Cada participante levou a receita impressa, assim como outros brindes da farmácia.

Os alunos apreciaram bastante esta intervenção, dinamizada pelo farmacêutico Pedro Inácio e a técnica auxiliar de farmácia Tatiana Gonçalves. A pedido dos alunos e a convite da Junta de Freguesia da Quinta do Conde a farmácia aceitou começar a lecionar voluntariamente uma disciplina dedicada à saúde e bem-estar nesta Universidade Sénior, com início em janeiro de 2023.

 

Laboratório português recebe distinção do IAPMEI pela quinta vez
A BebéVida, laboratório português de tecidos e células estaminais, acaba de ser distinguida com o estatuto PME Excelência, pela...

“Recebemos com muita satisfação esta distinção. Estamos certos que este tipo de reconhecimentos confere mais segurança às famílias que procuram o tipo de serviços que prestamos e que deixa agradados quem já confia em nós. Enquanto única empresa portuguesa no mercado da criopreservação com este estatuto, estamos conscientes da responsabilidade inerente para mantermos ou superarmos o que alcançámos hoje, seguindo sempre os mais elevados padrões de qualidade”, explica Luís Melo, administrador da BebéVida. 

Nesta edição, 3 881 empresas foram distinguidas com o estatuto PME Excelência 2021i, que reconhece o mérito e o contributo destas companhias para os resultados da economia portuguesa. Este selo de reputação comprova a solidez e o rigor das organizações, numa base de confiança facilitadora do desenvolvimento dos seus negócios, junto dos seus vários stakeholders, sejam clientes, bancos ou parceiros de internacionalização.  

As PME Excelência são selecionadas pelo IAPMEI a partir do universo das PME Líder que, no caso da BebéVida, tem conquistado este reconhecimento há 12 anos consecutivos. Este ano, além desta distinção, o laboratório obteve o Estatuto Inovadora COTEC, distinção que atesta a inovação das empresas, bem como a certificação “TOP 5% Melhores PME de Portugal”, pelo segundo ano consecutivo, atribuída pela consultora SCORING e que comprova a solidez económico-financeira das empresas.  

 

 

2, 3 e 4 de fevereiro de 2023 em formato presencial
A Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC) organiza o 17.º Congresso Português do AVC, entre os dias 2 a 4 de...

Sendo o acidente vascular cerebral (AVC) um problema de saúde pública, que representa a principal causa de morte e incapacidade em Portugal, “é essencial formar os profissionais de saúde que contactam com esta patologia sobre as melhores e mais atuais práticas na abordagem do AVC, nas suas diferentes fases de cuidados”, refere o Prof. Vítor Tedim Cruz, presidente da Direção da SPAVC.

O evento anual da Sociedade Portuguesa do AVC conta, novamente, com a participação de especialistas de referência em diversas áreas de interesse, quer do panorama nacional, quer além-fronteiras, incluindo 11 palestrantes estrangeiros já confirmados. “A aposta da SPAVC em integrar convidados internacionais no seu Congresso anual tem-se mantido uma constante, por considerarmos que a troca de experiências multiculturais e a partilha de exemplos muito distintos pode ajudar a reinventar a realidade nacional”, comenta o especialista de Neurologia. E acrescenta: “a variedade de temas incluídos este ano, na tentativa de percorrer as áreas da prevenção primária e secundária, do tratamento agudo e da reabilitação; mas também outros temas de reflexão e de grande atualidade, como a sustentabilidade na saúde ou a saúde mental, tornam este Congresso verdadeiramente multidisciplinar e aberto a todos os que querem aprender e deixar o seu contributo”.

A SPAVC disponibiliza ainda seis cursos formativos pré e pós-congresso, com públicos-alvo diferentes, em temáticas específicas como “Enfermagem Neurovascular”, “Técnicas ultrassonográficas para guiar decisões terapêuticas na Unidade de AVC”, “Como comunicar no pós-AVC com o doente que não consegue falar”, “Genética e AVC”, “A Via Verde do AVC em 9 perguntas” e “Metodologias MIND”. Este é o primeiro ano em que o Congresso acolhe este número tão expressivo de cursos, despoletados por necessidades identificadas em anos anteriores, “o que demonstra o interesse dos profissionais de saúde em formação cada vez mais especializada como complemento ou aprofundamento das suas valências e/ou áreas de intervenção”, aponta o médico.

O 17.º Congresso Português do AVC representa o retomar do modelo presencial, o formato por excelência deste evento, já que se caracteriza “pelo convívio e intenso networking entre pares, muito enriquecedor para os congressistas”. No entanto, mantendo a internacionalização e facilidade de acesso que as edições anteriores, em formato 100% virtual, vieram acrescentar, a SPAVC mantém a opção de participação virtual para todos os não-residentes em Portugal Continental, com especial enfoque nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), “que têm demonstrado grande interesse em acompanhar os nossos Congressos e não queremos que fiquem de fora”.

Na sessão de encerramento, a SPAVC irá distribuir os prémios das três melhores Comunicações Orais (1.º, 2.º e 3.º), da melhor Comunicação Oral - Caso Clínico, das duas melhores apresentações em cartaz (e-poster), do prémio Multiprofissional, do prémio da melhor celebração do Dia Mundial do Doente com AVC, bem como da Bolsa de Investigação Prof. Castro Lopes em Doença Vascular Cerebral.

As inscrições na modalidade presencial ou virtual (para residentes no estrangeiro) estão abertas e podem ser formalizadas online. Todos os profissionais de saúde interessados, bem como estudantes, podem desde já garantir o seu lugar neste fórum de discussão sobre AVC.

Todas as informações sobre o programa, os intervenientes, os cursos, entre outras, podem ser consultadas no website da SPAVC (https://yep.pt/MWyK).

Desmistificar a Endometriose
Com uma média de diagnóstico que pode ir dos oito aos 12 anos após as primeiras queixas, a Endometri
Desmistificar a endometriose

Embora a Endometriose seja uma doença “muito complexa”, uma vez que as suas manifestações clínicas podem ser muito distintas – “há situações em que temos endometrioses ligeiras com sintomatologia exuberantíssima, sendo de difícil diagnóstico; e há formas de endometriose grave e profunda, às vezes com pouca sintomatologia, que vão evoluindo de forma silenciosa”, explica a especialista em ginecologia e obstetrícia, Fátima Faustino -, é essencial estarmos despertas para aquela que é a principal queixa associada à patologia: a dor. “As queixas mais frequentes são dores durante a menstruação que impedem a mulher de fazer a sua vida normal, dor pélvica crónica, dor nas relações sexuais e dor cíclica quando menstrua, quer a nível intestinal, quer a nível da bexiga. Há mulheres que passam uma vida inteira a tratar infeções urinárias ou síndrome de colon irritável que não o são e muitas vezes, já passaram por mais de cinco ou seis médicos, sem que nenhum tenha valorizado a sua dor”, sublinha a especialista, acrescentando que é essencial “despertar” para um problema de saúde que tem enorme um impacto não só na qualidade de vida como social e económico. “Se contabilizarmos o absentismo laboral destas mulheres, as várias idas às urgências, o impacto na qualidade de vida e na fertilidade, não é difícil perceber que esta doença tem repercussões físicas, psíquicas e socioeconómicas graves se não for devidamente tratada”, esclarece sublinhando que esta patologia é muito mais frequente do que se pode imaginar. “É uma doença do sexo feminino que afeta cerca de uma em cada 10 mulheres em idade reprodutiva. Portanto, cerca de 10% desta população pode vir a ter endometriose (o que corresponde a cerca de 228 000 mulheres em Portugal). Nas mulheres com história de dor crónica e/ou infertilidade esse valor pode chegar aos 30% (algumas estatísticas apontam para os 50%)”, afirma.

Não se conhece a causa específica da endometriose

A endometriose é uma doença crónica, benigna que se carateriza pela presença de tecido endometrial fora do seu local habitual, ou seja, fora da cavidade uterina. “Como tal, todos os meses, quando ocorre a menstruação, não só sangra dentro do útero, como também sangram esses focos, o que vai desencadear um processo inflamatório crónico que, por sua vez, vai condicionar fibrose e aderências”, explica Fátima Faustino acrescentando que o tecido endometrial pode instalar-se nos ovários, no intestino, na bexiga ou noutros órgãos.

Segundo a especialista, existem diferentes tipos de endometriose, cuja classificação depende não só da sua localização bem como da gravidade que apresenta.

“Há uma forma de endometriose superficial que é a chamada endometriose peritoneal. Carateriza-se por pequenos focos que se veem na laparoscopia e dificilmente são detetados por exames complementares de diagnóstico, o que é um dos grandes problemas nesta doença”, esclarece adiantando que, por outro lado, há uma forma de endometriose profunda, “em que os focos infiltram os tecidos por debaixo do peritoneu, dando origem aos referidos tumores e correspondendo à forma mais grave da doença”.

Embora as suas causas sejam desconhecidas, sabe-se que existem múltiplos fatores que podem estar implicados no seu desenvolvimento. De acordo com a coordenadora da Unidade de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Lusíadas Lisboa, admite-se, por exemplo, que “uma mulher que tenha uma mãe ou uma irmã com endometriose tem seis vezes maior probabilidade de vir a ter a doença, devido a um fator genético identificado”.

No entanto, chama a atenção que este fator genético pode ser potenciados outros tantos fatores como é o caso dos fatores hormonais, imunológicos e ambientais. “A vida atual das mulheres é marcada por stress, poluição, dioxinas, má alimentação e tudo isso conduz a um enfraquecimento do sistema imunitário, que pode condicionar o aparecimento da doença. No plano hormonal, sabemos que nas mulheres com menarca mais precoce e menopausa mais tardia, isto é, que estão sob a influência dos estrogénios durante um longo intervalo temporal, têm maior propensão para a doença, sobretudo no caso das mulheres com fluxos menstruais muito abundantes. Daí a pílula contracetiva ter um efeito benéfico neste contexto”, esclarece.

Quanto ao seu diagnóstico, embora se tenha a ideia de que este não é fácil, a especialista contradiz afirmando que “se estivermos atentos e perdermos um pouco de tempo a ouvir a doente”, não é difícil perceber que algo está errado. “E não é difícil conseguir detetar os nódulos se observarmos a doente a pensar na endometriose. Sobretudo o nódulo do septo retovaginal deteta-se com um simples exame ginecológico”, acrescenta Fátima Faustino.

No entanto, “se a clínica não nos dá elementos e pressupomos que estamos perante endometriose o primeiro exame a pedir é uma ecografia pélvica, de preferência por via transvaginal. Mas uma ecografia normal não exclui o diagnóstico de endometriose. A seguir, temos a ressonância magnética que nos permite o mapeamento das lesões e detetar o envolvimento dos órgãos vizinhos”, explica.

Não há cura definitiva para a doença

De acordo com Fátima Faustino, as terapêuticas médicas que existem para controlar a sintomatologia da doença são as que inibem a menstruação. “São as pílulas contracetivas tomadas de forma contínua, os progestativos tomados de forma contínua, como o dienogeste, um fármaco especificamente estudado para a endometriose”, revela a especialista adiantando que existem medicamentos mais agressivos e que devem ser utilizados durante um curto espaço de tempo devido aos efeitos secundários: são eles os agonistas da GnRH.

“Com estas terapêuticas hormonais conseguimos tirar a dor a estas doentes e elas permanecem assintomáticas, mas a doença pode continuar a evoluir de forma silenciosa. Porém, sendo uma terapêutica hormonal, não está indicada quando uma mulher quer engravidar e é precisamente nesta altura que a cirurgia é, muitas vezes, necessária”, esclarece.

Esta cirurgia, realizada por laparoscopia, tem como objetivo “conservar os órgãos reprodutores, restaurar a anatomia e excisar as lesões de endometriose”.

“Habitualmente são cirurgias muito complexas e não desprovidas de riscos”, por isso a especialista afirma que “é fundamental que estas mulheres percebam muito bem a complexidade desta doença e que a decisão de operar seja tomada em conjunto pelo médico e doente, tendo em conta os riscos e benefícios do procedimento”.

Por outro lado, é importante referir que “atendendo à própria definição da endometriose como doença crónica, sabemos que, mesmo após a cirurgia, esta doença pode recidivar”. Daí que seja aconselhado a estas mulheres engravidar o mais rapidamente possível. “E, se necessário temos que recorrer à Procriação Medicamente Assistida, outra área fundamental no tratamento da doença, quando o objetivo é a conceção”, adianta a coordenadora da Unidade de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Lusíadas Lisboa.

“Nas mulheres que já não desejam engravidar e/ou em situações em que falharam todas as outras alternativas terapêuticas poderá ser opção uma cirurgia mais radical, implicando retirar o útero, ovários e trompas, tendo como consequência uma menopausa de causa cirúrgica”, afirma.

O diagnóstico não implica a sentença “eu não vou conseguir engravidar”

Para Fátima Faustino há várias mensagens chave que as mulheres devem reter, no âmbito deste tema.

A primeira diz respeito a dois mitos que ainda persistem e que devem ser desconstruídos. Em primeiro lugar é preciso saber que “ter dor intensa não é normal! Pode ser normal ter algum desconforto/dor que cede com um analgésico ou anti-inflamatório… Não é normal ter, todos os meses, uma dor intensa e muitas vezes incapacitante, progressiva, que não cede às terapêuticas que referi e que vai piorando”.

Por outro lado, a especialista refere que “a pílula contracetiva não interfere com a fertilidade feminina, mesmo que tomada de forma contínua”.

Em terceiro lugar, importa reforçar que “nem todas as mulheres têm de ser operadas, sobretudo as adolescentes e as mulheres jovens podem beneficiar de terapêutica médica durante muitos anos, mas cada caso deverá ser analisado individualmente de acordo com a gravidade da doença”.

E por fim, “só cerca de 30% das mulheres com endometriose virão a ter problemas de infertilidade, portanto o diagnóstico não implica a sentença “eu não vou conseguir engravidar”.

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Qual a relação entre a alimentação e a endometriose?

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
APDP reforça a importância do alargamento do programa
A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), reforça a importância do alargamento rápido do programa de colocação...

“As pessoas com diabetes chegam a ter de tomar mais de 100 decisões por dia para poderem manter o controlo da sua diabetes.”, explica José Manuel Boavida, acrescentando: “A situação que vivemos hoje é a de que o SNS ainda funciona na base daquilo que foi o estudo inicial para a colocação das primeiras bombas.  Temos de avançar para conseguirmos garantir um acesso generalizado a bombas que vão revolucionar o tratamento e se atingir uma melhor qualidade de vida para todos os que vivem com diabetes tipo 1. Só na APDP temos 600 pessoas com diabetes tipo 1 à espera para colocação destes sistemas”.

“Existem estudos clínicos que mostram a grande eficácia destas bombas e estudos económicos que mostram o benefício económico a elas associado.”, defende, apelando a uma decisão para se ir além e “aproveitar a experiência adquirida através da utilização das bombas anteriores (não automáticas) para colocar rapidamente cinco mil bombas por ano. A nossa proposta passa por introduzir estas bombas nos sistemas normais de funcionamento do Serviço Nacional de Saúde, bastando a prescrição de médico especialista do centro de colocação de bombas de insulina”.

Os vários pais presentes nesta sessão partilharam a sua experiência e a melhoria que estas bombas podem proporcionar à vida dos seus filhos. Uma das mães, cuja filha foi diagnosticada com diabetes tipo 1 aos 7 anos e utiliza bomba de insulina híbrida há cerca de um ano, desde os 12, descreveu o esforço que tem feito para garantir que a sua filha tem acesso ao melhor tratamento: “Neste momento, vivo sozinha com as minhas duas filhas, uma delas com diabetes, e sou administrativa num hospital, com ordenado mínimo. Achei que valia o esforço e investi numa bomba [automática], porque lhe dá qualidade de vida e, a longo prazo, lhe vai dar mais saúde. E eu não consigo suportar a bomba de insulina com o ordenado que tenho. Arranjei um part-time – entro no trabalho às 9 da manhã, chego a casa às 16 horas, entro no outro trabalho às 17 horas e chego a casa às 22h30.”, altura a partir da qual tem tempo para as suas filhas, lamenta.

A petição da APDP, que juntou mais de 27 mil assinaturas, foi entregue na Assembleia da República a propósito do Dia Mundial da Diabetes, que se assinalou no dia 14 de novembro. A APDP propôs aos grupos parlamentares um aditamento ao Orçamento de Estado de 2023 para a comparticipação de 100% dos dispositivos automáticos de insulina para pessoas com diabetes tipo 1 (DT1), que foi apoiado pelo Bloco de Esquerda. O pedido foi chumbado, tendo sido aprovada uma norma para a criação de um grupo de trabalho para avaliar as condições do alargamento do acesso aos sistemas.

Em Portugal, calcula-se que serão mais de 30.000 as pessoas que vivem com DT1, 5.000 das quais serão crianças e jovens, sendo que este número tem vindo a aumentar consideravelmente nos últimos anos.

2 de janeiro
No âmbito da cerimónia oficial de receção aos novos Médicos Internos e aos primeiros Residentes Farmacêuticos, que vai decorrer...

Recorde-se que esta cerimónia organizada pela ACSS tem caráter nacional e será difundida para todo o país, a partir do Auditório do CHUCB, às 11H00 (Receção Internato Médico 2023) e às 15H00 (Receção Residência Farmacêutica 2023).

A sessão nacional de boas-vindas será transmitida em direto, via streaming, através dos canais oficiais do CHUCB, Facebook e Youtube, em: www.facebook.com/centrohospitalarcovadabeira e  www.youtube.com/user/CHCBeirachannel.

 

Valor angariado com a 6.ª Maratona da Maternidade
A atriz e influencer digital Joana Duarte entregou, este mês, à Associação Vida Norte mais de 3 mil euros, valor angariado com...

Joana Duarte, um dos rostos que apadrinharam a iniciativa, esteve ao lado de Luís Melo, administrador da BebéVida, no momento da entrega do valor angariado com a ação solidária que, em meados de outubro, juntou mais de 2.200 participantes em todo o país, em prol de uma boa causa: apoiar a missão da Vida Norte. Para receber o donativo, esteve presente Margarida Côrte-Real, coordenadora geral da Vida Norte, e Patrícia Teles, responsável de comunicação da Associação. 

“Fico muito feliz por fazer parte deste momento simbólico. Tenho a certeza que este valor vai contribuir para o trabalho desenvolvido pela Vida Norte, que tem uma missão tão nobre e crucial: ajudar grávidas e bebés em dificuldades”, refere a atriz grávida de sete meses.  

“Ficamos muito gratas à BebéVida pela iniciativa. Este tipo de ações são muito importantes para a associação, uma vez que, por um lado, dão a conhecer o nosso trabalho e, por outro, ajudam-nos a responder aos vários pedidos de apoio que recebemos diariamente.”, explica Patrícia Teles, da Vida Norte. 

Graças ao espírito solidário dos participantes, foi possível angariar 3.240 euros para a Vida Norte, instituição que tem como missão apoiar grávidas e bebés em situações de fragilidade, na zona do Porto e Braga. 

Além do cariz solidário, a Maratona da Maternidade pretendia incentivar a natalidade e promover o bem-estar físico e mental das famílias portuguesas. As famílias foram desafiadas a realizar uma caminhada de 3 quilómetros no Porto, ou à distância, em qualquer parte do país onde se encontrassem. 

Joana Duarte aproveitou a ocasião para ficar a conhecer o laboratório da BebéVida, em especial os procedimentos técnicos e as tecnologias inerentes à criopreservação do sangue e tecido do cordão umbilical. 

Nutrição e Saúde
Uma alimentação saudável deve incluir uma grande variedade de frutas e legumes, grãos integrais, gor

Confira os principais benefícios de uma dieta saudável na saúde.

Perda de peso

Fazer uma dieta saudável que inclua frutas e legumes, grãos integrais e uma quantidade moderada de gorduras insaturadas, carne, peixe, ovos pode ajudar a manter um peso constante. Aliada à prática de exercício, uma dieta saudável nas quantidades certas também pode ajudar a perder peso, diminuir os níveis de colesterol, pressão sanguínea, e o risco de diabetes tipo 2 e de alguns tipos de cancro.

Reduz o risco de cancro

Uma alimentação desequilibrada pode levar à obesidade e ao estado de inflamação crónica, que pode aumentar o risco de desenvolver cancro. Ter um bom estado nutricional reduz esse risco.

Num estudo realizado em 2014, constatou-se que uma dieta rica em frutas reduz o risco de cancro no trato gastrointestinal superior. Também se constatou que uma dieta rica em vegetais, frutas e fibras reduz o risco de cancro colorretal e que uma dieta rica em fibras reduz o risco de cancro no fígado.

Ajuda a controlar os diabetes

Manter um peso saudável e fazer uma dieta equilibrada pode ajudar a reduzir o risco de desenvolver diabetes tipo 2.

Uma dieta saudável pode ajudar uma pessoa com diabetes a:

  • Perder peso, se necessário
  • Controlar os níveis de glicose no sangue
  • Manter a pressão arterial e o colesterol dentro dos limites
  • Prevenir ou reverter as complicações da diabetes

É essencial que os indivíduos com diabetes limitem a ingestão de alimentos com adição de açúcar e com elevado teor de hidratos de carbono de carbono simples.

Melhora a saúde cardiovascular e previne acidentes vasculares cerebrais (AVC)

Uma dieta saudável reduz o risco de doenças cardíacas, mantendo a pressão arterial e os níveis de colesterol dentro dos limites.

A ingestão de peixes gordos ricos em ômega-3 como o salmão e sardinha ajudam a diminuir o risco de desenvolver doenças cardíacas.

Segundo a Fundação do Coração e AVC do Canadá, 80% dos casos de doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais podem ser evitados com mudanças no estilo de vida, como o aumento da prática de atividade física e alimentação saudável.

Melhora a saúde da próxima geração

A maioria das crianças assimila os comportamentos alimentares observados no seu meio envolvente. Ter uma alimentação saudável e fazer refeições em casa, por exemplo, pode ajudá-lo a melhorar a saúde dos seus filhos.

Em 2018, um estudo revelou que as crianças que faziam refeições em família e em casa regularmente ingeriam mais vegetais e menos alimentos açucarados do que os seus colegas que comiam mais fora de casa.

Fortalece os ossos e dentes

Uma dieta rica em cálcio mantém os ossos e dentes fortes e pode ajudar a prevenir e a retardar a osteoporose e a osteoartrite associada ao envelhecimento. O cálcio é geralmente associado a produtos lácteos, no entanto também pode encontrar cálcio em:

  • Bebida de amêndoa e arroz
  • Peixe enlatado (com espinhas)
  • Tofu e feijão de soja
  • Vegetais verdes escuros como as couves e brócolos

Como a vitamina D auxilia o corpo a absorver o cálcio é importante manter os seus níveis adequados. Pode melhorar os seus níveis ao apanhar um pouco de sol diariamente.

Melhora a memória

Uma alimentação saudável pode ajudar a prevenir a demência e o declínio cognitivo. Para evitar e prevenir estes sintomas, faça uma alimentação rica e variada em:

  • Vitamina D, C e E
  • Flavonoides e polifenóis
  • Peixes gordos ricos em ômega-3

Melhora a saúde intestinal

O cólon está cheio de bactérias que desempenham funções essenciais na digestão e metabolismo. Certas bactérias produzem vitaminas K e B que beneficiam o cólon e ajudam a combater bactérias e vírus nocivos. Uma dieta pobre em fibras e rica em açúcar e gorduras saturadas altera o microbioma intestinal, aumentando a inflamação.

No entanto, uma dieta rica em vegetais, frutas, legumes e grãos integrais fornece uma combinação de prebióticos e probióticos que ajudam as boas bactérias a prosperar no cólon. Alimentos fermentados, como iogurte e kefir, são ricos em probióticos. A fibra é um prebiótico, presente em leguminosas, grãos, frutas e vegetais, que promove os movimentos intestinais regulares, o que pode ajudar a prevenir todo o tipo de problemas intestinais, incluindo o cancro.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Alerta Ordem dos Médicos
O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, está muito preocupado com a falta de médicos e profissionais de saúde no...

“Num momento crítico como o que vivemos atualmente, com uma pandemia que ainda não terminou, uma guerra na Europa sem fim à vista e um Serviço Nacional de Saúde (SNS) debilitado, a existência de um Serviço de Saúde Militar robusto é essencial para o país”, afirma Miguel Guimarães, que acrescenta, “durante a fase aguda da pandemia, os militares estiveram na linha da frente no combate a uma doença desconhecida, dando um exemplo de liderança, no planeamento, organização, apoio e implementação de medidas essenciais que contribuíram para mitigar e para o sucesso na guerra entre a humanidade e o vírus SARS-CoV-2”.

“As dúvidas que pudessem existir sobre o papel e a importância da Defesa Nacional e dos militares foram totalmente esclarecidas durante o combate à pandemia. E esta situação não deve nem pode ser ignorada. A existência do capital humano necessário para preencher todo o quadro orgânico de pessoal do Hospital das Forças Armadas, é fundamental para a estabilidade e capacidade de resposta dos serviços de saúde”, afirma em a OM em comunicado.

Por isso, esta apela ao Governo que dê todas as condições ao Ministério da Defesa Nacional para que, em conjunto com o Estado-Maior-General das Forças Armadas e a direção do HFAR, resolva com urgência esta situação crítica que nos preocupa a todos e ninguém quer ver arrastada no tempo.

 

 

Serviço Nacional de Saúde
Os centros de saúde têm adaptado os seus horários de atendimento alargado (dias úteis) e complementar (fins-de-semana e...

No âmbito do mesmo plano, já foi possível evitar milhares de idas às urgências hospitalares. No fim-de-semana de 17 e 18 de dezembro, os centros de saúde registaram 16.362 consultas de utentes que precisaram de resposta no próprio dia. No fim-de-semana de 10 e 11 de dezembro, tinham sido 16.971 consultas para doença aguda e no anterior, de 3 e 4 de dezembro, 16.536. Logo no primeiro fim-de-semana após a apresentação do Plano Estratégico para a Resposta Sazonal em Saúde tinham sido registadas 16.398 consultas. No total, os cuidados de saúde primários asseguraram, nestes quatro fins-de-semana, mais de 66 mil consultas.

A informação sobre os centros de saúde abertos e os respetivos horários pode ser consultada na área dedicada ao Plano de Inverno no Portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS), com o objetivo de centralizar estes dados e facilitar o acesso dos cidadãos a cuidados de saúde com qualidade e em tempo útil, sobretudo nesta altura de inverno em que as necessidades em saúde aumentam, mas em que nem sempre é necessário o recurso a uma unidade hospitalar.

Para melhor atendimento e aconselhamento, reforça-se a importância de ligar em primeiro lugar para o SNS 24 (808 24 24 24), para uma triagem e encaminhamento adequado de cada situação, promovendo-se uma resposta mais célere e também o melhor planeamento da atividade do SNS.

 

Minisom alerta
A perda auditiva, ao estar intimamente ligada à nossa audição e, por consequência, a um dos nossos principais sentidos, acaba...

Os resultados deste estudo, publicados na revista JAMA Network, que se baseou numa amostra de pessoas com idades compreendidas entre os 71 e os 94 anos, mostraram uma relação diretamente proporcional entre a perda de audição e a nossa aptidão física. Abaixo, a Minisom explica de que forma.

Perda de audição e caminhada

As conclusões deste estudo revelaram que as pessoas que apresentavam perda auditiva obtiveram resultados piores em diferentes provas de aptidão física. Por exemplo, notava-se uma grande diferença a caminhar, tanto a nível de velocidade como de equilíbrio.

Perda de audição e saúde mental

Quando existem dificuldades auditivas, não apenas o corpo se recente, como também a nossa mente. Ouvir mal aumenta também o risco de problemas cognitivos derivados de situações de isolamento e fadiga mental causada pelo esforço do cérebro para compensar a deterioração auditiva. Estes dados são muito reveladores. De acordo com o relatório ‘The hearing brain – The close correlation between hearing and cognition’, realizado pela GAES, uma marca Amplifon, os problemas de audição aumentam até 40% a velocidade de envelhecimento cognitivo. Por outro lado, a perda auditiva pode triplicar a probabilidade de sofrer de demência.

Rastreio auditivo para evitar problemas

O melhor conselho para atuar contra a perda de audição envolve a sua identificação precoce. Realizar revisões auditivas periódicas permite atuar de forma rápida e efetiva. Estes rastreios são especialmente necessários a partir dos 50 anos, pois é quando aumenta o risco de presbiacusia, que se traduz pela perda de audição causada pela idade.

 

Agendamento de consultas já em dezembro
O Instituto Português da Face decidiu ampliar o seu departamento de Rinoplastia até ao Porto, levando até à Invicta os mais...

A expansão para esta região traduz uma forte aposta do Instituto Português da Face, aproveitando as sinergias de toda a equipa e a experiência e o profissionalismo de João Pimentel, médico otorrinolaringologia e coordenador do departamento de Rinoplastia/Rinologia do Instituto Português da Face. Um conceito que é sinónimo de garantia de excelência na promoção de saúde e bem-estar dos pacientes.

David Ângelo, diretor clínico do Instituto Português da Face, revela que «esta tomada de decisão surge no sentido de respondermos à procura dos pacientes da zona norte do país para consulta de Rinoplastia, nomeadamente com um médico especialista em rinoplastia ultrassónica, neste caso com o Dr. João Pimentel, médico especialista em Otorrinolaringologia. Neste sentido, consideramos que este era o momento para avançarmos com esta expansão e estarmos, assim, cada vez mais próximos dos nossos pacientes, indo ao encontro das necessidades de cada um.»

A delegação do Porto do Instituto Português da Face passa, assim, a disponibilizar consultas de Rinoplastia, com procedimentos de Rinoplastia Ultrassónica (motivos estéticos e funcionais, sendo a parte funcional realizada através de cirurgia endoscópica nasal), assim como realizará também procedimentos de rinoplastia secundária, designadamente a correção de uma rinoplastia prévia.

O agendamento de consultas pode ser efetuado já a partir do corrente mês, sendo que as primeiras consultas estão disponíveis a partir de 27 de janeiro do próximo ano.

 

“Digital Transformation and Readiness for GS1 Standards”
A GS1 Healthcare, uma comunidade internacional aberta e neutra de stakeholders com intervenção no setor da saúde, promoveu, no...

Foram três os speakers da Mackenzie Health Canadá que participaram na iniciativa para falar sobre standards e logística em saúde: Altaf Stationwala, President & CEO; Pamela Richards, Program Manager, Surgical Services; e Susan Simao, Director, Pharmacy & Medication Management. O CEO, Altaf Stationwala, expôs a intervenção da Mackenzie Health Canada no setor da saúde, destacando o impacto do recurso a standards na eficiência do setor; Susan Simao incidiu sobre a eficiência dos standards em farmácia e Pamela Richards em bloco operatório.

Após uma breve introdução à Mackenzie Health, Altaf Stationwala, President & CEO da Mackenzie Health, enfatizou que o setor da saúde ainda tem um longo caminho a percorrer no mundo da codificação e que “sem apoios institucionais vai ser muito difícil obter verdadeiros avanços neste sentido”. Terminou a sua intervenção destacando a importância da codificação: “os códigos promovem a identificação, rastreabilidade e a visibilidade”, como sublinhou.

Num segundo momento, o destaque foi para o tema da codificação em farmácia, que contou com o contributo de Susan Simao, Director of Pharmacy & Medication Management na Mackenzie Health. Na sua intervenção, explicou todo o processo de implementação de standards, da criação de infraestruturas à reembalagem de produtos, passando pelo investimento em automação, apontando como benefícios o facto deste processo melhorar a experiência dos prestadores de cuidados de saúde e também a diminuição de eventos que colocassem em causa a segurança dos doentes. “Há, no entanto, necessidade de grandes bases de dados e existem ainda muitos processos manuais que estão naturalmente sujeitos ao erro humano”, afirmou Susan, ao apontar alguns dos principais desafios.

Por fim, Pamela Richards, Program Manager, Surgical Services, na Mackenzie Health, abordou a implementação da codificação no bloco operatório e destacou que a codificação teve um grande impacto no reforço da segurança do doente, pelo aperfeiçoamento da eficiência dos processos, pelo aumento da satisfação dos profissionais de saúde mas, acima de tudo, pelo rigor da informação disponível sobre a gestão da condição de saúde do indivíduo em causa: “temos, agora, dados muito mais concretos nas fichas dos doentes”, explicou. Pamela Richards acrescentou, ainda: “estamos muito orgulhosos do nosso progresso e isso foi possível graças aos nossos parceiros. Ter o equipamento certo é crucial”.

A sessão terminou enfatizando que a implementação de standards em saúde tem inúmeras vantagens, mas é crucial que sejam disponibilizados às organizações prestadoras de cuidados os apoios institucionais necessários.

A GS1 Healthcare é uma comunidade internacional de stakeholders com intervenção no setor da saúde que integra a GS1. Instituída em 2005, esta comunidade aberta e neutra lidera a implementação e desenvolvimento do Sistema de Standards GS1, melhorando a segurança dos doentes e a eficiência operacional da cadeia de abastecimento.

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