Serviço Nacional de Saúde
Os centros de saúde têm adaptado os seus horários de atendimento alargado (dias úteis) e complementar (fins-de-semana e...

No âmbito do mesmo plano, já foi possível evitar milhares de idas às urgências hospitalares. No fim-de-semana de 17 e 18 de dezembro, os centros de saúde registaram 16.362 consultas de utentes que precisaram de resposta no próprio dia. No fim-de-semana de 10 e 11 de dezembro, tinham sido 16.971 consultas para doença aguda e no anterior, de 3 e 4 de dezembro, 16.536. Logo no primeiro fim-de-semana após a apresentação do Plano Estratégico para a Resposta Sazonal em Saúde tinham sido registadas 16.398 consultas. No total, os cuidados de saúde primários asseguraram, nestes quatro fins-de-semana, mais de 66 mil consultas.

A informação sobre os centros de saúde abertos e os respetivos horários pode ser consultada na área dedicada ao Plano de Inverno no Portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS), com o objetivo de centralizar estes dados e facilitar o acesso dos cidadãos a cuidados de saúde com qualidade e em tempo útil, sobretudo nesta altura de inverno em que as necessidades em saúde aumentam, mas em que nem sempre é necessário o recurso a uma unidade hospitalar.

Para melhor atendimento e aconselhamento, reforça-se a importância de ligar em primeiro lugar para o SNS 24 (808 24 24 24), para uma triagem e encaminhamento adequado de cada situação, promovendo-se uma resposta mais célere e também o melhor planeamento da atividade do SNS.

 

Minisom alerta
A perda auditiva, ao estar intimamente ligada à nossa audição e, por consequência, a um dos nossos principais sentidos, acaba...

Os resultados deste estudo, publicados na revista JAMA Network, que se baseou numa amostra de pessoas com idades compreendidas entre os 71 e os 94 anos, mostraram uma relação diretamente proporcional entre a perda de audição e a nossa aptidão física. Abaixo, a Minisom explica de que forma.

Perda de audição e caminhada

As conclusões deste estudo revelaram que as pessoas que apresentavam perda auditiva obtiveram resultados piores em diferentes provas de aptidão física. Por exemplo, notava-se uma grande diferença a caminhar, tanto a nível de velocidade como de equilíbrio.

Perda de audição e saúde mental

Quando existem dificuldades auditivas, não apenas o corpo se recente, como também a nossa mente. Ouvir mal aumenta também o risco de problemas cognitivos derivados de situações de isolamento e fadiga mental causada pelo esforço do cérebro para compensar a deterioração auditiva. Estes dados são muito reveladores. De acordo com o relatório ‘The hearing brain – The close correlation between hearing and cognition’, realizado pela GAES, uma marca Amplifon, os problemas de audição aumentam até 40% a velocidade de envelhecimento cognitivo. Por outro lado, a perda auditiva pode triplicar a probabilidade de sofrer de demência.

Rastreio auditivo para evitar problemas

O melhor conselho para atuar contra a perda de audição envolve a sua identificação precoce. Realizar revisões auditivas periódicas permite atuar de forma rápida e efetiva. Estes rastreios são especialmente necessários a partir dos 50 anos, pois é quando aumenta o risco de presbiacusia, que se traduz pela perda de audição causada pela idade.

 

Agendamento de consultas já em dezembro
O Instituto Português da Face decidiu ampliar o seu departamento de Rinoplastia até ao Porto, levando até à Invicta os mais...

A expansão para esta região traduz uma forte aposta do Instituto Português da Face, aproveitando as sinergias de toda a equipa e a experiência e o profissionalismo de João Pimentel, médico otorrinolaringologia e coordenador do departamento de Rinoplastia/Rinologia do Instituto Português da Face. Um conceito que é sinónimo de garantia de excelência na promoção de saúde e bem-estar dos pacientes.

David Ângelo, diretor clínico do Instituto Português da Face, revela que «esta tomada de decisão surge no sentido de respondermos à procura dos pacientes da zona norte do país para consulta de Rinoplastia, nomeadamente com um médico especialista em rinoplastia ultrassónica, neste caso com o Dr. João Pimentel, médico especialista em Otorrinolaringologia. Neste sentido, consideramos que este era o momento para avançarmos com esta expansão e estarmos, assim, cada vez mais próximos dos nossos pacientes, indo ao encontro das necessidades de cada um.»

A delegação do Porto do Instituto Português da Face passa, assim, a disponibilizar consultas de Rinoplastia, com procedimentos de Rinoplastia Ultrassónica (motivos estéticos e funcionais, sendo a parte funcional realizada através de cirurgia endoscópica nasal), assim como realizará também procedimentos de rinoplastia secundária, designadamente a correção de uma rinoplastia prévia.

O agendamento de consultas pode ser efetuado já a partir do corrente mês, sendo que as primeiras consultas estão disponíveis a partir de 27 de janeiro do próximo ano.

 

“Digital Transformation and Readiness for GS1 Standards”
A GS1 Healthcare, uma comunidade internacional aberta e neutra de stakeholders com intervenção no setor da saúde, promoveu, no...

Foram três os speakers da Mackenzie Health Canadá que participaram na iniciativa para falar sobre standards e logística em saúde: Altaf Stationwala, President & CEO; Pamela Richards, Program Manager, Surgical Services; e Susan Simao, Director, Pharmacy & Medication Management. O CEO, Altaf Stationwala, expôs a intervenção da Mackenzie Health Canada no setor da saúde, destacando o impacto do recurso a standards na eficiência do setor; Susan Simao incidiu sobre a eficiência dos standards em farmácia e Pamela Richards em bloco operatório.

Após uma breve introdução à Mackenzie Health, Altaf Stationwala, President & CEO da Mackenzie Health, enfatizou que o setor da saúde ainda tem um longo caminho a percorrer no mundo da codificação e que “sem apoios institucionais vai ser muito difícil obter verdadeiros avanços neste sentido”. Terminou a sua intervenção destacando a importância da codificação: “os códigos promovem a identificação, rastreabilidade e a visibilidade”, como sublinhou.

Num segundo momento, o destaque foi para o tema da codificação em farmácia, que contou com o contributo de Susan Simao, Director of Pharmacy & Medication Management na Mackenzie Health. Na sua intervenção, explicou todo o processo de implementação de standards, da criação de infraestruturas à reembalagem de produtos, passando pelo investimento em automação, apontando como benefícios o facto deste processo melhorar a experiência dos prestadores de cuidados de saúde e também a diminuição de eventos que colocassem em causa a segurança dos doentes. “Há, no entanto, necessidade de grandes bases de dados e existem ainda muitos processos manuais que estão naturalmente sujeitos ao erro humano”, afirmou Susan, ao apontar alguns dos principais desafios.

Por fim, Pamela Richards, Program Manager, Surgical Services, na Mackenzie Health, abordou a implementação da codificação no bloco operatório e destacou que a codificação teve um grande impacto no reforço da segurança do doente, pelo aperfeiçoamento da eficiência dos processos, pelo aumento da satisfação dos profissionais de saúde mas, acima de tudo, pelo rigor da informação disponível sobre a gestão da condição de saúde do indivíduo em causa: “temos, agora, dados muito mais concretos nas fichas dos doentes”, explicou. Pamela Richards acrescentou, ainda: “estamos muito orgulhosos do nosso progresso e isso foi possível graças aos nossos parceiros. Ter o equipamento certo é crucial”.

A sessão terminou enfatizando que a implementação de standards em saúde tem inúmeras vantagens, mas é crucial que sejam disponibilizados às organizações prestadoras de cuidados os apoios institucionais necessários.

A GS1 Healthcare é uma comunidade internacional de stakeholders com intervenção no setor da saúde que integra a GS1. Instituída em 2005, esta comunidade aberta e neutra lidera a implementação e desenvolvimento do Sistema de Standards GS1, melhorando a segurança dos doentes e a eficiência operacional da cadeia de abastecimento.

Amnésia Glútea
Estima-se atualmente que 64% das pessoas trabalhem mais de nove horas sentadas todos os dias.

Má postura, doenças cardíacas e diabetes são alguns dos problemas que podem surgir devido a este hábito, mas há um outro que, apesar de menos conhecido, pode ser a causa das dores de costas que sentimos no fim de um dia de trabalho – amnésia glútea ou síndrome do “rabo morto”. 

“Os glúteos desempenham um papel importante na qualidade da nossa vida. Estes músculos não só são os principais responsáveis por movimentos básicos, como impulsão ou extensão, como são eles que estabilizam a anca”, diz Ana Sousa, da Clínica Dra. Ana Sousa, no Porto. 

A amnésia glútea corresponde à perda dos movimentos naturais deste grupo muscular, que perde a força ou deixa de ser ativado. Consequentemente, os glúteos ficam dormentes, como que adormecidos, e levam a problemas estruturais significativos, como desequilíbrios a nível da pelve e um aumento do stress na coluna vertebral – as comuns dores na lombar.  

Esta síndrome, apesar de pouco falada, atinge a maioria das pessoas que passa o dia à secretária, que se desloca de carro ou que se senta no sofá nos tempos livres, já que quanto mais tempo os glúteos permanecem sentados, mais fracos ficam. 

“É uma consequência de um estilo de vida mais sedentário e que pode ter aumentado significativamente nos últimos dois anos, com a adoção do regime de teletrabalho instituído no seguimento da pandemia de COVID-19”, explica Ana Sousa. 

A nível estético há também consequências, tendo em conta que, com a degradação da massa muscular, vem a flacidez e, na maioria dos casos, a celulite – uma das mais indesejadas entre as mulheres.  

“O exercício físico regular, a manutenção de um peso saudável e uma alimentação equilibrada continuam a ser as chaves essenciais para a resolução destes problemas, porém temos já à disposição alguns tratamentos que facilitam este processo. É o caso de Morpheus8, uma tecnologia de remodelação corporal não invasiva que promove a produção de colagénio, redensificando a derme, regenerando a pele, e consequentemente dando-lhe mais firmeza e atacando a celulite”, acrescenta ainda a Dra. Ana Sousa. 

Este tratamento de radiofrequência fracionada (RF), comprovado e cientificamente aprovado pela FDA, atua sobre o tecido subdérmico corporal, com o uso de 40 microagulhas ultrafinas, que penetram nas camadas mais profundas da pele, contribuindo para um efeito três em um: coagulação da gordura, retração do tecido conjuntivo e aquecimento no tecido subnecrótico. 

Os primeiros resultados são visíveis a partir da primeira sessão e melhoram progressivamente ao longo dos três meses seguintes. Para além de não deixar cicatrizes, o processo de recuperação é também inexistente ou muito reduzido. No dia seguinte ao tratamento, o paciente já pode realizar a sua rotina diária normal sem preocupações. 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Reforço é entregue a todos os colaboradores da empresa em Portugal
A Hovione, uma empresa global fundada numa cultura de valores e de forte consciência social, anunciou que oferece em dezembro...

Em Portugal, um bónus de 1000 euros foi atribuído aos seus 1600 colaboradores, através de um cartão de compras que dá acesso a uma variedade de lojas que cobrem desde a alimentação à saúde, desde o vestuário a equipamentos.

Com a inflação homóloga em Portugal a alcançar os 9,9% em novembro, criou-se uma pressão significativa sobre o orçamento financeiro de muitas famílias. Depois de rever o orçamento salarial duas vezes este ano para ter em conta o impacto do aumento da inflação, a Hovione decidiu agora apoiar ainda mais os seus colaboradores, oferecendo um bónus especial de alívio da inflação.

Além desta medida excecional, o Natal na Hovione Portugal implica também uma Festa de Natal para todos os membros da equipa, Cabazes de Natal e presentes especiais para os filhos dos colaboradores, contribuindo assim para um Natal mais tranquilo e agradável para os seus colaboradores.

 

Eleições para a SRCOM têm lugar no dia 19 de janeiro de 2023
Contribuir para que os médicos retomem os papéis de liderança que, pela natureza da sua função, o setor da Saúde exige é um dos...

Com o lema “Ser Médico Hoje, Pensar o Amanhã”, a candidatura defende uma intervenção assertiva e construtiva da Ordem dos Médicos assente em cinco grandes compromissos: a Qualidade da Saúde; a Formação; as Carreiras Médicas; a Afirmação da Liderança Médica e o Apoio Solidário e Promoção da Saúde e Bem-Estar dos Médicos.

Entre as principais propostas expressas no programa, a Lista A sustenta que a Ordem dos Médicos deve assegurar a Provedoria da Saúde e do Doente, batendo-se, intransigentemente, pela qualidade da prestação dos cuidados de Saúde e também por uma aplicação escrupulosa dos programas de formação. A candidatura promete tomar medidas para evitar que os médicos internos sejam utilizados como força de trabalho, relegando para segundo plano a sua formação.

Para a lista A, as carreiras médicas constituíram a base do desenvolvimento do Serviço Nacional de Saúde (SNS), tendo a sua desestruturação contribuído para a deterioração da Saúde. A candidatura compromete-se por isso a trabalhar, afincadamente, pela normalização das carreiras médicas e a assinalar, à tutela e às estruturas centrais da Ordem dos Médicos, as consequências da ausência de uma perspetiva de carreira na motivação e perda de espírito de equipa dos médicos, bem como na saída de profissionais do SNS.

A candidatura anuncia também que vai manter e melhorar o apoio aos médicos com maiores necessidades, através do seu Fundo Social, e afirma ainda a intenção de encontrar a melhor resposta para as necessidades de uma fase mais tardia da vida dos médicos, considerando a criação de uma estrutura residencial.

A Lista A é composta por uma equipa jovem, heterogénea e conhecedora do trabalho realizado na Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos. Liderada pelo Professor e médico internista Manuel Teixeira Veríssimo, a lista A conta ainda com a Professora e médica de Medicina Geral e Familiar, Inês Rosendo, candidata a vice-presidente. O neurocirurgião Henrique Cabral é o candidato da lista A ao lugar de Secretário do Conselho Regional da SRCOM e o patologista clínico João Pego concorre para o lugar de Tesoureiro.

Na Mesa da Assembleia Geral da SRCOM, a lista A aponta o cirurgião Guilherme Tralhão para presidente e indica, por sua vez, o médico de Saúde Pública, Rui Passadouro, para a liderança do Conselho Fiscal. A intensivista Paula Coutinho é a candidata à Presidência do Conselho Disciplinar da SRCOM e o Professor e médico de Medicina Geral e Familiar, Luiz Santiago, é o candidato à Presidência do Conselho Sub-regional de Coimbra. O Professor e internista Armando Carvalho é o candidato da lista A para a Presidência da Assembleia Sub-regional de Coimbra.

O programa da lista liderada por Manuel Teixeira Veríssimo acaba de ser divulgado e pode ser consultado aqui: https://bit.ly/3HC88Dp.

 

Educação e preparação psicológica para um parto sem dor
A hipnose é uma técnica válida e comprovada cientificamente, por isso é recomendada pelas principais

A hipnose é uma técnica muita antiga e quanto ao uso da hipnose ela perde-se nas brumas dos tempos, já que existe registo do seu uso no controlo da dor e de outras maleitas no antigo Egito, Suméria e na antiga Grécia. Importa dizer que a hipnose é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que classifica a “hipnoterapia como um instrumento viável no controlo e modulação da dor, no tratamento de diversas doenças crónicas e de caráter emocional” (OMS). A hipnose é uma técnica válida e comprovada cientificamente, por isso é reconhecida e recomendada pela APA, OMS e pelos principais órgãos de saúde do mundo.

Oficialmente, o recurso à hipnose na profilaxia e controlo do parto, acontece em 1902, na Rússia. O médico russo Nikolaev colocou 28 mulheres sob hipnose para ter um parto sem dor. Por essa altura, também Ivan Pavlov, autor da Teoria dos Reflexos.

Condicionados, percebeu que as mulheres que foram psicologicamente preparadas antes do parto com a hipnose, poderiam ter um parto sem dor.

Graças à pesquisa de Pavlov sobre os reflexos condicionados e que foram adaptados para obstetrícia, as mulheres russas estavam a dar à luz sem dor e estes conhecimentos podiam ser transferidas para outras mulheres. O Método do Parto Psicoprofilático, desenvolvido por Velvoski foi introduzido em França em 1951 pelo médico francês, Fernand Lamaze, que visitou a Federação Russa e mais tarde criou o Método Lamaze: profilaxia para um parto sem dor. Este método ainda hoje é aplicado, pois a descoberta da natureza psicológica da dor, ou seja, como ela influencia a condição física do ser humano, parte dos conhecimentos anatomofisiológicos do sistema nervoso, nomeadamente do efeito de inibição cortical.

Na europa o conceito de se usar hipnose no parto é antigo. No livro, Parto Sem Medo, de 1933, o médico britânico Grantly Dick-Read, concluiu que o medo e a tensão são responsáveis por 95% das dores do parto, que poderiam ser eliminadas com técnicas de hipnose e relaxamento profundo. Mas foi a médica americana Michelle Leclaire O’Neill, que introduziu o termo “hypnobirthing” (hipnoparto), devido à necessidade de várias mulheres “resgatarem a normalidade do que era parir”, numa época em que, nos Estados Unidos, o parto implicava serem sedadas e o bebé ser removido por médicos usando ventosas ou fórceps.

Conclui-se que um parto sem dor, a sua manifestação, o seu caráter e a intensidade da dor dependem do sistema nervoso e da relação entre o córtex cerebral frontal e sub-córtex. E estes mecanismos encefálicos podem ser inferidos com uso da hipnose.

Em que consiste o Hipnoparto

Basicamente o Hipnoparto é um conjunto de técnicas hipnóticas que permitem a educação e preparação psicológica para um parto sem dor. Usamos do transe hipnótico porque produz um estado muito agradável e descontraído de paz interior, inibe a dor e que facilita o nascimento e um parto feliz. Desse modo, o protocolo Hipnoparto faz uso da utilização de técnicas hipnóticas na preparação para o parto e para a maternidade.

Seja através do controlo do medo, da ansiedade e do sofrimento psicológico e físico, que a gravidez e o parto podem originar, neste caso a hipnose é realmente muito eficaz.

Todos sabemos que o parto sempre foi associado ao medo e imaginação de situações aterrorizantes alimentados pela cultura popular. Com o recurso ao Hipnoparto a parturiente vai experimentar o parto numa atmosfera absolutamente diferente de relaxamento calma, livre do medo que impede os músculos do seu corpo de funcionar desadequadamente.

Neste estado de calma, relaxante natural do seu corpo, as endorfinas, substituem as hormonas do stresse que normalmente contraem os músculos envolvidos no trabalho de parto e causam dor. Isso facilita o processo de expulsão do feto, ajuda inerente aos ajustes do período de pós-parto, promove o incremento do leite materno e a memória positiva da experiência materna. Obviamente, um parto saudável e feliz permite idealizar realidades desejáveis e positivas projetando-os para o futuro.

A altura ideal para a aplicação do protocolo Hipnoparto

O protocolo Hipnoparto pode ser introduzido em qualquer altura no decorrer do período pré-natal até ao nono mês de gestação. O reforço da técnica pode ser complementado com o ensino da auto-hipnose, já que um dos aspetos fundamentais da hipnose é que ela pode ser ensinada ao paciente para que ele possa entrar em estágios naturais de transe em momento oportuno.

A hipnose é uma ferramenta que deve ser usada dentro de um processo terapêutico muito mais amplo e em complementaridade com outras especialidades. Não obstante, a preparação para o parto e os reforços das técnicas de hipnoterapia podem ser utilizados em qualquer fase da gravidez, no trabalho de parto e no puerpério.

Uma vez obtido o transe, no qual se pode fazer as sugestões positivas e trabalhar com a imaginação guiada, o profissional pode iniciar a orientação preparatória para o parto feliz. Para tal utilizam-se vários tipos de padrões hipnóticos e a sugestão adequada ditada pelas necessidades da grávida e pela indicação clínica do seu médico assistente. No caso de a grávida apresentar alguns sintomas como ansiedade, lombalgias, poliúria, edema dos membros inferiores, indisposição, insónias, etc., a hipnose pode ser utilizada, para além da preparação para o parto, no controlo e atenuação destas manifestações clínicas.

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Morte de tecido ósseo
Uma investigação recente dá suporte à aplicação clínica das células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical no...

A osteonecrose caracteriza-se pela interrupção do fluxo de sangue na cabeça do fémur que leva à morte de tecido ósseo. Em última instância, o enfraquecimento da estrutura óssea pode resultar no colapso e perda da esfericidade da cabeça do fémur, provocando limitações com grande impacto na qualidade de vida.

Para evitar este cenário, intervir na fase inicial do desenvolvimento da doença é particularmente importante, e as células estaminais do tecido do cordão umbilical podem ser uma opção de tratamento a considerar, por promoverem a estabilidade da estrutura óssea e evitarem mais deterioração devida à ONCF, como demonstra o novo estudo.

Segundo os autores, estas células, administradas localmente, são capazes de sobreviver e afetar positivamente a cabeça femoral, estimulando a reparação e prevenindo a perda óssea na área necrótica.“A capacidade das células estaminais mesenquimais de promover reparação óssea, que tem sido demonstrada em muitos estudos, levou estes investigadores a avaliar o seu potencial no atraso da progressão desta doença”, explica Carla Cardoso, Diretora do Departamento de I&D da Crioestaminal.

“Os resultados deste estudo evidenciam o potencial das células do tecido do cordão umbilical no tratamento de osteonecrose da cabeça do fémur em fase inicial, sendo, no entanto, necessários mais estudos que comprovem a sua eficácia no tratamento de doentes com esta condição para que esta terapia possa vir a fazer parte das opções de tratamento”, acrescenta.

Os resultados da aplicação local destas células na cabeça femoral em modelo animal de ONCF traumática em fase inicial foram analisados quatro e oito semanas depois do tratamento. A densidade mineral óssea, o volume e a estrutura óssea estão entre os parâmetros analisados.

Após o tratamento, a estrutura da cabeça do fémur dos animais tratados mostrou uma melhoria notável em comparação com o grupo de animais não tratado com células estaminais e, quatro semanas depois, a densidade e organização do tecido ósseo eram semelhantes às do grupo de animais saudáveis.

Observou-se ainda que, no período de quatro semanas, as células estaminais do tecido do cordão umbilical melhoraram a osteogénese (formação de novo osso) e a condrogénese (formação de nova cartilagem).

No entanto, ao longo do tempo, o efeito positivo das células estaminais diminuiu, conforme observado às 8 semanas após tratamento, o que indica que as células estaminais podem, com o tempo, desaparecer do local onde são administradas. Estes resultados sugerem que poderá ser necessária a administração repetida de células estaminais para manter a sua eficácia.

Segundo os autores deste estudo, o efeito terapêutico das células do tecido do cordão umbilical resultou principalmente da ação promovida pela secreção de um grande número de moléculas com atividade biológica (citocinas), tendo os níveis destas moléculas sido semelhantes no soro dos animais às quatro e oito semanas após o tratamento com células estaminais.

Os resultados obtidos dão, assim, suporte à aplicação clínica destas células nesta doença, sendo, no entanto, necessários mais estudos para confirmar a eficácia da administração das células estaminais do tecido do cordão umbilical em ONCF.

Campanha decorre entre os dias 16 de dezembro a 2 de janeiro de 2023
A MyCareforce, plataforma digital portuguesa que conecta Enfermeiros e Técnicos Auxiliares a vagas disponíveis em instituições...

A campanha lançada este mês decorre entre os dias 16 de dezembro e 2 de janeiro de 2023, e permite reforçar os pagamentos em 5€ por cada 8 horas de trabalho. O objetivo passa por partilhar do esforço pelo qual passam os profissionais de saúde numa das épocas mais atribuladas no setor.

“O Natal acaba por ser uma altura em que os profissionais e técnicos de saúde ficam mais sobrecarregados, não só pelo aumento de férias de colegas, como pela própria conjuntura da época e estação. Queremos partilhar desse esforço e retribuir de forma simbólica, sendo também um incentivo para uma maior segurança na alocação de recursos humanos nesta época mais exigente.” explica João Hugo Silva, Co-CEO da MyCareforce.

Com a nova campanha, cada profissional ativo na plataforma MyCarefore irá receber um valor mínimo de 15€, valor que poderá ultrapassar os 90€, equivalente a 150 horas trabalhadas pela plataforma. O requisito mínimo para participar é de 24 horas.

Criada em 2021 para centralizar o método de contratação e redistribuição de enfermeiros num só local, as unidades de saúde registadas na MyCareforce conseguem, de forma autónoma, preencher vagas através de um banco de enfermeiros pré-validados junto da Ordem dos Enfermeiros, assim como de Técnicos Auxiliares de Saúde.

A start-up portuguesa conta já com mais de 9.000 enfermeiros da Ordem, 1.000 técnicos auxiliares de saúde, e mais de 100 empresas de Saúde, incluindo Grupo Trofa Saúde, SAMS, Grupo Orpea, Residências Montepio e diversas Santa Casa da Misericórdia, entre outras, através das quais já preencheu mais de 60.000 horas.

 

Federação reúne mais de 10 500 estudantes e prepara celebração dos 40 anos
Os novos Órgãos Sociais da Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) para o mandato de 2023 acabam de tomar posse...

A cerimónia contou também com as intervenções de Miguel Guimarães, Bastonário da Ordem dos Médicos; do Professor Henrique Cyrne de Carvalho, Presidente do Conselho de Escolas Médicas Portuguesas; da Professora Helena Canhão, Diretora da Nova Medical School | Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e de Ana Raquel Branco, responsável pelos Pelouros da Saúde e da Educação da Direção do Conselho Nacional de Juventude.

A Vasco Cremon de Lemos juntou-se, nos Órgãos Sociais da ANEM, um grupo de mais 17 estudantes de Medicina, representantes de todas as Escolas Médicas do país. A nova Direção defende um maior envolvimento com a comunidade que representa, reservando-lhe um papel central na tomada de decisão.

Neste novo ciclo, em que se prepara ainda a celebração dos 40 anos da Federação - a importância do papel que desempenhou ao longo de quatro décadas para as conquistas da formação médica -, Vasco Cremon de Lemos afirma, como a grande prioridade do seu mandato, a representação da comunidade estudantil em todas as suas áreas de atuação: Direitos Humanos e Ética Médica; Educação Médica; Formação; Imagem e Comunicação; Mobilidade; Saúde Pública e Saúde Sexual e Reprodutiva.

“Pretendemos que a ANEM seja a casa dos 10 500 estudantes de Medicina que representa. Por essa razão, e pela primeira vez na história da Federação, vamos nomear uma Diretora para o Envolvimento Estudantil”, anunciou.

Relativamente aos temas mais importantes e fraturantes do setor da Saúde, merecem reflexão e uma tomada de posição as implicações éticas e formativas do rácio atual entre estudante/tutor e estudante/doente; a desadequação das políticas de coesão territorial, refletida na deslocação em centenas de quilómetros de recém-graduados para a realização da Prova Nacional de Acesso à Formação Especializada e a escassez de recursos na Saúde e na formação médica.

A ANEM lembra que as conquistas da formação médica proporcionaram melhorias inequívocas à prestação de cuidados de Saúde em Portugal e, em última análise, à vida dos cidadãos. “Por essa razão, as lutas devem ser colaborativas com os parceiros, definindo estratégias e retóricas concordantes, para que as preocupações do presente sejam os problemas resolvidos do futuro”, conclui o novo Presidente da Associação.

Revela o Observatório da Despesa em Saúde
Em duas décadas, o número de apólices de seguro de saúde privados e o peso dos mesmos no financiamento da despesa em saúde mais...

A conclusão, faz parte da análise do Observatório da Despesa em Saúde ‘Seguros de saúde privados no sistema de saúde português: mitos e factos’, elaborada pelos investigadores Pedro Pita Barros (detentor da Cátedra em Economia da Saúde) e Eduardo Costa, no âmbito da Iniciativa para a Equidade Social, uma parceria entre a Fundação “la Caixa”, o BPI e a Nova SBE.

“Mais do que analisar apenas a evolução do número de contratos de saúde privado em Portugal, é necessário compreender os motivos deste crescimento e o seu papel no sistema de saúde português” refere o Observatório da Despesa em Saúde na presente análise. O aumento progressivo no volume de seguros privados voluntários subscritos pela população (que passou de 14%, em 2000, para 32% em 2021) não se traduz necessariamente num aumento equivalente da importância dos seguros de saúde no financiamento da despesa em saúde: os fundos movimentados pelos seguros de saúde privados representam (em 2020) apenas 4% da despesa total em cuidados de saúde, o que contrasta de forma muito clara, com o número de contratos de seguro de saúde privados. Ou seja, embora existam muitos contratos, estes em média, cobrem quantitativamente muito pouco e, consequentemente, os pagamentos diretos das Famílias, que nos últimos 10 anos não sofreram qualquer redução significativa, mantêm-se em níveis muito elevados.  A oportunidade deixada em aberto por esta falta de cobertura financeira de muitas despesas em cuidados de saúde não é aproveitada pelas companhias que disponibilizam seguros de saúde privados que, segundo os investigadores, poderiam expandir a sua atividade ocupando o espaço de complementaridade ao SNS e consequentemente reduzindo o esforço das Famílias no momento de necessidade e utilização de cuidados de saúde.

Os dados analisados na presente análise permitem ainda aferir que existe uma forte correlação negativa entre o papel dos seguros de saúde privados e o papel dos subsistemas privados: verifica-se uma transferência de peso dos subsistemas privados para seguros de saúde privados, consequência da própria forma como as grandes empresas privadas em Portugal (que têm, ou tiveram, mecanismos diretos de apoio à doença dos seus trabalhadores) encaram atualmente o seu papel reforçando a concretização de seguros de saúde adquiridos comercialmente em alternativa a organizarem, de forma direta, o acesso dos seus trabalhadores a cuidados de saúde, em caso de necessidade.

No que diz respeito à relação entre o crescimento dos seguros de saúde privados e o Serviço Nacional de Saúde, os dados analisados permitem aferir que o crescimento do peso no financiamento da despesa total que os seguros de saúde privados tiveram nas duas últimas décadas não está ligado, de forma sistemática e a nível agregado do sistema de saúde, a um menor papel do Serviço Nacional de Saúde. ‘É natural que algumas pessoas possam ter subscrito contratos de seguros de saúde privado por estarem descontentes, receosas ou desconfiadas da capacidade do Serviço Nacional de Saúde em corresponder às suas necessidades e expectativas de cuidados de saúde. Contudo, essas situações, a existirem, todas somadas, não geram um efeito agregado que seja visível nos dados estatísticos’ referem os investigadores que concluem ‘o crescimento dos seguros de saúde privados tem ocorrido sobretudo por substituição com a proteção dada por subsistemas privados, não sendo encontrada qualquer relação de causalidade com a evolução da despesa em cuidados de saúde financiada pelo Serviço Nacional de Saúde.’

Documento orientador para todos os investigadores e profissionais desta área
A editora PACTOR anuncia o lançamento do primeiro “Tratado de Medicina Legal” integralmente produzido em Portugal, desenvolvido...

A realização de exames e perícias de medicina legal e forenses assume uma importância fulcral para a sociedade, tendo em conta a relevância da prova pericial no exercício da justiça, no âmbito do direito penal, civil e do trabalho. Esta nova obra reúne o saber atestado pela investigação científica e a experiência profissional de uma equipa multidisciplinar de 100 autores, com o objetivo de ajudar os peritos médicos da área da medicina legal a realizar a importante missão de reunir as evidências necessárias para o apuramento da verdade, cumprindo sempre todas as normas e preceitos legais e éticos.

O Tratado de Medicina Legal está estruturado em sete partes, que se dividem em 71 capítulos, onde são abordados os temas de base histórica, jurídica e ética da medicina legal e as várias temáticas associadas à área forense, nos ramos da patologia, da clínica, da toxicologia, da genética, da psiquiatria e da psicologia. A obra contém fotografias, registos documentais ou iconográficos e muitos outros dados, que reforçam a doutrina e metodologia apresentadas, bem como um extratexto a cores que acompanha as imagens cuja observação da cor é importante.

A obra foi apresentada na cerimónia de inauguração do 20º Congresso Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, que se realizou em Coimbra, no passado mês de novembro, presidida pela Ministra da Justiça, Prof. Doutora Catarina Sarmento e Castro.

Este tratado destina-se aos estudantes do ensino superior, investigadores e profissionais das áreas de medicina legal, ciências forenses, direito, criminologia, ciências biomédicas, análises clínicas e saúde pública, bioquímica, enfermagem, psicologia e psiquiatria, bem como a todos os interessados nestas áreas, uma vez que se revela uma ferramenta essencial de aprendizagem e um documento orientador da atividade profissional dos especialistas da área.

 

Novo posto de análises clínicas
O Grupo Joaquim Chaves Saúde acaba de reforçar a sua presença no Alentejo com a abertura de um novo posto de análises clínicas...

A nova unidade tem capacidade para receber 60 pessoas por dia e espelha a aposta do Grupo Joaquim Chaves Saúde numa estratégia de proximidade e na procura constante de aumentar a comodidade das populações, seja através da expansão territorial ou do aumento da oferta nas localidades onde já operava, como é o caso da cidade de Borba.

“Verificámos que havia muita procura por análises clínicas na cidade de Borba e não poderíamos deixar de acompanhar as necessidades da população. Neste sentido, o objetivo da abertura deste novo posto numa zona tão central foi, por um lado, dar resposta a este aumento da procura e, por outro, melhorar a comodidade e conforto dos borbenses, nunca descurando a prestação de serviços de elevada qualidade e rigor”, refere Fernando Machado, diretor técnico do Laboratório da Joaquim Chaves Saúde, na região alentejana.

Fernando Machado acrescenta ainda que “as amostras recolhidas neste novo posto são enviadas, diretamente, para o Laboratório Joaquim Chaves Saúde do Alentejo, em Évora, o que permite diminuir o tempo de espera na entrega dos resultados à população da região”.

O posto localiza-se no nº 7 da Rua Humberto Silveira Fernandes e está aberto de segunda a sexta-feira, entre as 7h30 e as 15h30, e ao sábado, das 7h30 às 12h30. As colheitas realizam-se de segunda a sábado, entre as 7h30 e as 12h. O novo posto de colheitas vem substituir a antiga unidade que se situava na Rua Montes Claros, nº 44.

Esta nova unidade vem integrar a rede nacional do Grupo Joaquim Chaves Saúde, que conta atualmente com cerca de 400 postos de colheita e oito laboratórios.

Soluções para gestão de alertas e workflows de informação
A Ascom e a Glintt vão fornecer soluções digitais diferenciadas para gestão de informação e alertas no mercado português de...

A modularidade e interoperabilidade das soluções da Ascom aliadas à experiência e presença da Glintt no sistema de saúde português reforçam a posição de ambos os parceiros como líderes de referência no mercado da saúde. Juntas, a Ascom e a Glintt pretendem desenvolver soluções à medida das necessidades regionais, proporcionando aos hospitais e utentes cuidados de saúde melhores, digitais e diferenciados.

"Estamos orgulhosos por celebrar esta parceria com a Glintt para o futuro dos cuidados de saúde em Portugal", disse Nicolas Vanden Abeele, CEO da Ascom. "A colaboração entre a Glintt e a Ascom é uma excelente notícia para ambas as empresas. Mas especialmente para os pacientes e cuidadores em Portugal que confiam em comunicações de saúde críticas. Estamos convencidos de que, através desta parceria, a nossa experiência e soluções para gestão de alertas e workflows de informação estabelecerão novos padrões no mercado português, permitindo melhores resultados para os pacientes."

De acordo com Luís Cocco, CEO da Glintt, “é com este tipo de parcerias que pretendemos ser diferenciadores no mercado, alargando a nossa oferta e posicionando-nos cada vez mais como um integrador de soluções na área da saúde ajudando a trazer inovação e a melhorar o sistema de saúde português”. Afirma ainda que “para a Glintt, uma tecnológica com mais de 20 anos de experiência e com provas dadas na área da saúde, é fulcral continuar a evoluir e reinventar-se. Nesse sentido, a parceria com a Ascom vem reforçar ambas as empresas no melhor que se faz na área da saúde em Portugal”.

 

APDP divulga novas orientações com valores mais rigorosos de pressão arterial e lípidos
A Associação Americana da Diabetes (ADA) divulgou recentemente as orientações internacionais para o cuidado da diabetes em 2023...

As recomendações incluem ainda uma maior ênfase na perda de peso como meta terapêutica para a diabetes tipo 2, orientações para rastreios e avaliação da doença arterial periférica para prevenir amputações e diretrizes para o tratamento da doença renal crónica. Além disto, é destacada a importância do papel de proximidade dos profissionais de saúde, entre outras.

“A diabetes implica que se pense numa perspetiva multidisciplinar, pois é uma doença complexa e heterogénea, que não poupa pessoas pelo sexo, pela idade ou pelo estatuto social. Iremos reforçar as orientações para melhor lidar com esta doença crónica e criar condições para uma melhor qualidade de vida e integração social, objetivos que prosseguimos permanentemente na associação.”, afirma José Manuel Boavida, presidente da APDP.

Os objetivos agora propostos para a tensão arterial nas pessoas com diabetes apontam valores menores ou iguais a 130 mmHg (pressão sistólica) e 80 mmHG (pressão diastólica), face aos anteriores: 140/80.

Os novos objetivos incluem uma variação entre 55 mg/dL e 70 mg/dL para os níveis ideais de colesterol (LDL), dependendo do risco cardiovascular individual. Nas metas anteriores, os valores de LDL podiam chegar aos 100 mg/dL.

As recomendações compreendem ainda uma maior ênfase na perda de peso como meta terapêutica para a diabetes tipo 2, orientações para rastreios e avaliação da doença arterial periférica para prevenir amputações, diretrizes para o tratamento da doença renal crónica, assim como a importância do papel de proximidade dos profissionais de saúde, entre outras.

“Nesta nova versão das recomendações internacionais é possível ver a necessidade de cuidar, com maior rigor, da diabetes e reduzir as suas consequências, principalmente as que estão relacionadas com o coração e o rim.”, acrescenta o presidente da APDP.

As novas recomendações para o controlo da diabetes, publicadas anualmente pela ADA num documento considerado a cartilha dos cuidados na diabetes, estão disponíveis na conceituada revista científica “Diabetes Care”, aqui. Esta publicação tem como objetivo aumentar o conhecimento, estimular a investigação e promover uma melhor gestão da diabetes.

Cooperação científica, tecnológica e académica
A Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa) celebrou um protocolo de cooperação com a Câmara Municipal...

A assinatura deste protocolo tem como objetivo formalizar a colaboração, ao abrigo de programas, projetos e atividades de interesse comum para as duas entidades, dos quais se destacam: a promoção de ações de formação, nomeadamente nas áreas de segurança contra incêndios em edifícios, gestão de emergências, primeiros socorros, controlo de acidentes com matérias perigosas, agentes químicos, gestão do risco químico, prevenção de acidentes e boas práticas em laboratório; a colaboração em simulacros; o enriquecimento da oferta formativa dos cursos da Faculdade; a lecionação, pela CML, de módulos relacionados com segurança contra incêndio em edifícios e suporte básico de vida; a lecionação, pela Ciências ULisboa, de módulos relacionados com agentes químicos, gestão do risco químico e boas práticas em laboratório; a promoção de intercâmbio de estagiários; e a partilha de recursos humanos, espaços físicos e meios logísticos.

A assinatura do protocolo decorreu ontem, dia 19 de dezembro, nas instalações da Ciências ULisboa. O protocolo foi firmado pelo tenente-coronel Tiago Lopes, comandante do RSB; Maria Luísa Dornellas, diretora do Departamento de Desenvolvimento e Formação da CML; e Luís Carriço, diretor da Ciências ULisboa. Na cerimónia estiveram também presentes Júlia Alves, diretora de serviços da Direção Técnica, e responsável pela gestão de ações no âmbito deste protocolo; Filipa Pegarinhos, coordenadora do Gabinete de Segurança, Saúde e Sustentabilidade; Jorge Relvas, subdiretor para a área de Orçamento e Infraestruturas; e Carla Boto Pereira, adjunta técnica do RSB.

 

“Este Natal dê o braço" - Seja Solidário
O Serviço de Sangue e Medicina Transfusional do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), com apoio da Associação de...

O Natal é uma fonte de inspiração e assim surge a proposta de um presente solidário - “Este Natal, dê o braço”- com a finalidade de motivar e sensibilizar novos dadores neste período natalício.

Durante o ano de 2022 o CHUC contou com cerca de 14 000 dadores inscritos, número muito insuficiente para as necessidades atuais, daí este reforço ao apelo à dádiva de sangue, de forma a assegurarmos as reservas de componentes neste período difícil do ano.

A dádiva de sangue é benévola e não remunerada e pode ser efetuada de quatro em quatro meses pelas mulheres e de três em três meses pelos homens.

Podem dar sangue todas as pessoas com bom estado de saúde e com hábitos de vida saudáveis, peso igual ou superior a 50 kg e idade compreendida entre os 18 e 65 anos.

Cada dádiva de sangue de um dador pode ajudar a salvar até três vidas. Por isso, “Este Natal dê o braço".

Vídeo da campanha disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=lPDEGvcuNjw

 

O que deve ter em conta
Natal é tempo de amor, alegria, reflexão.

Então, que cuidados devemos ter na altura da escolha das meias?

  1. Além das cores e padrões, é importante ter em consideração o tipo de malha, com elasticidades e compressões devidamente ajustadas ao tamanho do pé e ao perímetro da perna, de forma a proporcionar o máximo de conforto aos pés, assim como a facilitar o retorno venoso (circulação sanguínea);
  2. Sempre que possível, as meias devem ter identificação de pé esquerdo e de pé direito, de forma a respeitar a morfologia de cada um dos pés e dos dedos;
  3. As meias têm diferentes densidades, que deverão ser tomadas em conta, dependendo das necessidades. Informe-se no momento da compra;
  4. Idealmente, as meias escolhidas devem ter uma maior capacidade de amortecimento nas zonas de apoio plantar, de forma a proporcionar um maior conforto do pé;
  5. As meias devem ser reforçadas na zona do tornozelo, para dar maior estabilidade ao pé;
  6. É importante que sejam ventiladas na zona do arco do pé, para permitir a respirabilidade;
  7. Tenha atenção ao tipo de malha e tecido, que deve ser escolhido de acordo com a temperatura exterior, para manter o pé à temperatura corporal. No inverno, devemos optar por material de lã ou algodão, sempre associado ao conforto e à proteção do pé;
  8. As meias não devem ter elásticos na zona da perna, para evitar o efeito de garrote.

Nesta época do ano não descure a saúde dos seus pés, só porque estão tapados. Mantenha-os limpos; seque-os bem quando sair do banho; tenha atenção às características das meias que calça (já referidas acima); use calçado confortável; deixe os pés ‘respirar’ em casa, fique um tempo sem meias e sem sapatos; ponha creme hidratante; cuide das unhas… E tenha umas festas felizes!

 

 

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Campanha “Segue os momentos que importam à letra”
O Movimento “Mais Nutri-Score” acaba de lançar uma campanha a nível nacional sob o mote “Segue os momentos que importam à letra...

O Natal e a Passagem de Ano podem ser sinónimos de alguns excessos alimentares que têm impacto na saúde e no bem-estar. “Durante a época festiva existe uma tendência para a redução de alguns hábitos mais saudáveis. É importante que as pessoas compreendam que é possível manter a tradição da época, mesmo seguindo escolhas nutricionais acertadas. O Nutri-Score é precisamente uma ferramenta que está criada para ajudar o consumidor a compreender a mensagem, ajudando-o a tomar as melhores decisões de forma rápida e consciente”, explica Dulce Ricardo, coordenadora da área alimentar da DECO PROTESTE.

Numa época de celebrações, ter acesso a informação simples e imediata, sobre a qualidade nutricional de um alimento, facilita o processo de comparação de produtos da mesma categoria e dispensa a interpretação exaustiva de rótulos complexos, contribuindo para momentos de prazer que não colocam em causa a saúde.

O Nutri-Score constitui um esquema intuitivo, de fácil e rápida compreensão, desenhado para ser acessível a todas as pessoas. Está presente na frente das embalagens, e consiste numa escala de cinco cores, às quais correspondem letras: verde-escuro (A), verde-claro (B), amarelo (C), laranja (D) e vermelho (E).

Os alimentos classificados como A e B podem ser consumidos mais regularmente, enquanto os que têm a classificação entre C e E devem ser consumidos de forma mais moderada.

ALDI, AUCHAN, DANONE, DECO PROTESTE, NESTLÉ e JERÓNIMO MARTINS uniram-se em prol do Movimento “Mais Nutri-Score” que tem como objetivo consciencializar os portugueses para a importância da avaliação da qualidade nutricional dos alimentos, reconhecendo este sistema como uma mais-valia para os consumidores.

 

 

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