Associação Vida Mais Fértil pretende quebrar o estigma que ainda existe em torno do tema
A Associação Vida Mais Fértil promove a segunda edição da semana da fertilidade, de 7 a 12 de novembro, com a realização de...

Esta iniciativa pretende aproximar especialistas no tema e pessoas que vivem a (in)fertilidade, criando uma comunidade e rede de apoio e suporte a todos os que desejam ser pais no futuro.

Ao longo da semana, a agenda será repleta de webinars online, que contarão com a participação de especialistas nos diversos temas relacionados com a fertilidade. Cada dia, será focado num dos cinco temas: fertilidade feminina, fertilidade masculina, tratamentos de procriação medicamente assistida, emoções e relações, nutrição e estilo de vida.

Poderemos contar ainda com a partilha diária de testemunhos pessoais de quem vive ou viveu o estigma da infertilidade e disponibilização de aulas gratuitas de práticas de bem-estar e saúde que promovam a saúde e fertilidade. Vai também decorrer uma ação de vox pop, com entrevistas na rua sobre a fertilidade, que ajudem a trazer mais consciencialização sobre esta temática.

“Uma em cada seis pessoas em idade fértil têm dificuldade em engravidar, no entanto, a informação disponível e os meios disponibilizados são limitados”, referem as organizadoras do evento, Andreia Trigo e Joana Folgado, fundadoras da Associação Vida Mais Fértil, deixando o alerta: “A insuficiência de informação sobre fertilidade e a estigmatização do tema, pode afetar o projeto de parentalidade e a saúde mental de muitos casais”.

Aceda ao programa na íntegra: https://www.umavidamaisfertil.com/semana-da-fertilidade/

 

 

8ª edição do projeto de investigação sobre Literacia em Saúde
Na data em que se assinala o Dia Nacional do Cuidador Informal, o projeto “Saúde que Conta” da Escola Nacional de Saúde Pública...

Atualmente na agenda política e mediática em Portugal e na Europa, o tema dos cuidadores informais é fundamental para a coesão social e melhoria das condições de vida da população. Apesar de se estimarem cerca de 827 mil pessoas que prestam cuidados – frequentemente – não remunerados a alguém com uma doença ou necessidade prolongada de saúde em Portugal (dados Eurocarers), a informação sobre este grupo da população é muito escassa. A 8ª edição do “Saúde que Conta” pretende contribuir para o conhecimento nesta área, através da análise do nível de literacia dos cuidadores informais no nosso país e implementação de estratégias que possam contribuir para uma eficaz capacitação destas pessoas.

Criado em 2011, o “Saúde que Conta” é uma iniciativa de investigação nacional que tem como intuito contribuir para o debate público através da análise do papel do cidadão na gestão da sua própria saúde e bem-estar assim como sensibilizar a comunidade para a importância da literacia em saúde. A sua principal missão centra-se na promoção do debate e na consensualização para a importância da literacia em saúde, assim como na implementação de estratégias que possam contribuir para uma eficaz capacitação do cidadão.

O projeto assenta na análise e promoção da literacia em saúde a nível nacional, pretendendo investigar os níveis de literacia e criar estratégias para que o cidadão possa adquirir as competências e conhecimentos adequados para tomar decisões inteligentes para si e para a comunidade

Ana Escoval, coordenadora da equipa de investigação do “Saúde que Conta”, considera que «a edição deste ano revela-se de uma enorme importância, uma vez que estamos a falar de uma população essencial na nossa sociedade: os cuidadores informais são muitas vezes os principais e únicos responsáveis pelos cuidados de pessoas com doença ou algum tipo de dependência. Assegurar que têm acesso a informação de qualidade e proporcionar níveis adequados de edução para a saúde, bem como sobre cuidados a prestar, para que possam desempenhar as suas funções com a máxima eficácia e segurança deve ser uma prioridade.»

A sensibilização da comunidade para este tema é também uma das premissas do “Saúde que Conta”. Ana Rita Pedro, investigadora ENSP-NOVA considera que «é igualmente fundamental conhecermos a realidade dos cuidadores informais do nosso país: como vivem, em que condições, quem são as pessoas cuidadas, as repercussões físicas e emocionais associadas a esta função, para que possamos ter um retrato verdadeiro de como é ser cuidador informal em Portugal.»

O Saúde que Conta é uma iniciativa da responsabilidade científica da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), da Universidade Nova de Lisboa, com o apoio da Lilly Portugal. Para além da equipa de investigação, o projeto reúne um conjunto de especialistas de diversas áreas como a medicina, educação, jornalismo, sociologia, psicologia, instituições governamentais e sociedade civil.

“Projeto Cuidar para Cuidar | RECOVERY XXI”
A RECOVERY IPSS, Instituição sem fins lucrativos, sedeada em Barcelos e cuja ação incide nos cuidados de Saúde Mental a Adultos...

Miguel Durães, Presidente da Direção da RECOVERY IPSS, declara: “Na qualidade de Presidente de Direção desta IPSS sem fins lucrativos apenas posso afirmar que esta tem sido uma jornada incrível…uma vez mais, manifesto o nosso contentamento e regozijo com mais esta distinção honrosa por tão nobres instituições. Este será um prémio que irá contribuir para obras de remodelação e conservação das nossas três Unidades, permitindo que os utentes e as suas famílias possam beneficiar ainda de melhores condições na prestação de serviços especializados por aqueles que considero serem os melhores colaboradores do mundo na área da Saúde Mental”. Este responsável expressa, “com humildade”, a “profunda gratidão da RECOVERY IPSS ao BPI e à Fundação ‘la Caixa’”, pela “contínua aposta, proximidade e parceria na nobre causa que nos une a todos, a Saúde Mental”.

Saliente-se que o BPI e a Fundação “la Caixa” disponibilizam, nesta 3ª edição, 1,4 milhões de euros para projetos contra a pobreza e a desigualdade em todo o país. A Iniciativa Social Descentralizada (ISD) é promovida por esta Fundação para apoiar, em todo o território nacional, projetos de instituições de carácter social com impacto local e que sejam clientes do BPI. Destina-se a apoiar projetos de inclusão social de âmbito local promovidos por instituições privadas ou públicas sem fins lucrativos, através das Redes Comerciais do Banco – Particulares, Empresas e Institucionais. Tal como referido, este ano, a 3ª edição da ISD tem uma dotação financeira de 1,4 milhões de euros. Em 2021, apoiou 188 projetos, numa dotação de 1,2 milhões de euros, que ajudaram 42 mil beneficiários.

 

Semana Europeia da Fertilidade 2022
No âmbito da semana Europeia da Fertilidade, recordamos que em Portugal há cerca de 300 mil casais i

A infertilidade é um problema mais comum do que se pensa, embora nem sempre se fale dele abertamente. De acordo com Sérgio Soares, especialista em Medicina da Reprodução, cerca de 300 mil casais em Portugal são inférteis e há uma tendência de crescimento destes números, que atingem mulheres e homens em percentagens muito semelhantes. Em vésperas de mais de uma Semana Europeia da Fertilidade, que se assinala entre os dias 7 e 13 de novembro, o médico alerta que o stress, o sedentarismo e a procura de uma gravidez numa idade mais avançada da mulher são alguns dos fatores que podem ajudar a explicar esta tendência.  

“Nem sempre a Medicina encontra uma explicação para a infertilidade. O que sabemos, pela investigação feita nesta área, é que há fatores que prejudicam a fertilidade em ambos os sexos, como o consumo de álcool e tabaco, o excesso de peso e obesidade, a ausência de atividade física, a alimentação pouco variada e equilibrada, muito ancorada no fast-food, por exemplo”, salienta Sérgio Soares. O especialista e diretor do IVI Lisboa, acrescenta ainda outro fator fundamental: a idade da mulher. “Por razões económicas ou profissionais, as mulheres tentam ser mães cada vez mais tarde o que traz consequências para quem anseia por uma gravidez. A quantidade e a qualidade dos ovócitos diminuem muito a partir dos 35 anos”, explica. 

Segundo o médico a infertilidade estará relacionada com causas femininas em 30% dos casos, outros 30% com causas masculinas, 20% com causas mistas e outros 20% inexplicados. “Alguns conselhos de alteração de estilos em vida, associados à Ciência – que tem permitido intervir com sucesso mesmo nos casos em que há patologia – têm ajudado muitos casais a ultrapassar problemas de infertilidade, mas convém sublinhar que o casal tem aqui um papel importante na gestão da saúde reprodutiva”, afirma. 

O médico salienta, por exemplo, que a infertilidade masculina já representa metade dos casos atendidos atualmente nas clínicas de procriação medicamente assistida. “Alguns estudos mostram-nos, por exemplo, que há uma relação entre as substâncias químicas presentes em pesticidas, os solventes e recipientes de plástico que utilizamos diariamente e a redução da qualidade do sémen”.  

Quando procurar ajuda médica 

Sérgio Soares explica que a infertilidade pode ser definida como a incapacidade de os casais engravidarem após 12 meses de tentativas de conceção sem recurso a qualquer meio anticoncecional. Apesar de afetar homens e mulheres, como a fertilidade nas mulheres baixa com a idade, a partir dos 35 anos, consideram-se antes os seis meses. Assim uma consulta de fertilidade pode ser recomendada após um ano de tentativas para conceber no caso das mulheres com menos de 35 anos. Para as mulheres com idade superior a 35 anos, este período baixa para os seis meses. 

Limite de idade da mulher para aceder a tratamentos 

Em Portugal, as mulheres podem aceder aos tratamentos de Procriação Medicamente Assistida (PMA) até aos 50 anos. Não é permitido fazê-lo após os 49 anos e 365 dias (366 dias, no caso dos anos bissextos), seja no SNS ou em clínicas privadas. O limite fixado teve em conta o facto de, a partir dos 35 anos, a probabilidade de se engravidar de forma natural diminuir, caindo a pique a partir dos 40 anos, passando para 1% ou menos quando a mulher atinge os 48 anos.  

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Em foco com a Associação Médica Mundial
O 25º Congresso Nacional da Ordem dos Médicos terá uma conferência de âmbito internacional intitulada “Saúde Global: desafios e...

A saúde em termos globais enfrenta enormes desafios com a situação de défice económico, uma guerra em território europeu e uma possível nova vaga da Covid-19 no inverno, associada aos desafios habituais das infeções respiratórias nesta altura do ano.

“O mundo atravessa tempos marcados pela instabilidade devido à guerra que se arrasta na Ucrânia”, contextualiza o bastonário e presidente do congresso, Miguel Guimarães. “Em tempos conturbados, é necessário, mais do que nunca, pensar estruturalmente”. “Numa saúde em mudança, a Ordem dos Médicos não se escusa de fazer parte da solução, fomentando o debate sobre medicina e cuidados de saúde. Neste congresso vamos fazê-lo com a ajuda de oradores de excelência que, com o seu conhecimento e multidisciplinariedade, vão abrir caminho para novas ideias e novos pontos de vista”, acrescenta.

O Congresso Nacional da Ordem dos Médicos decorre no dia 11 de novembro (sexta-feira) pela primeira vez na cidade de Braga e conta com o Alto Patrocínio da Presidência da República.

Consulte o programa no site https://25congressonacionalom.com/

 

Semana da Sensibilização para a Malnutrição
A Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica (APNEP) volta a assinalar, pelo quarto ano consecutivo, a Semana da...

A malnutrição, também conhecida por desnutrição ou nutrição inadequada, define-se pela dificuldade em atingir as necessidades nutricionais diárias através da alimentação e é considerada um problema de saúde pública. “Esta condição é uma realidade em Portugal, que continua a ser subdiagnosticada e subvalorizada em consequência da falta de informação, sendo fulcral a sensibilização dos profissionais de saúde, dos doentes e cuidadores para esta patologia no nosso país, quer a nível hospitalar e instituições de saúde, quer no ambulatório e domicílio”, defende Aníbal Marinho, Presidente da APNEP.

Estima-se que a malnutrição afete cerca de 33 milhões de pessoas na Europa. Neste sentido, a Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica (APNEP), em conjunto com a Optimal Nutritional Care for All (ONCA) e a European Nutrition for Health Alliance (ENHA), desenvolveram uma iniciativa pioneira, a Semana da Sensibilização para a Malnutrição em Portugal.

Este ano, a 4.ª edição da Semana da Sensibilização para a Malnutrição, a realizar em Portugal entre os dias 7 e 13 de novembro, foca-se no tema: “O direito humano aos cuidados nutricionais”. Esta iniciativa integra as atividades da campanha ONCA internacional e conta com “o apoio institucional do Ministério da Saúde e o apoio científico de sociedades médicas como a Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), a Sociedade Portuguesa de Cirurgia (SPCIR), a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) e a Associação Portuguesa de Nutrição (APN)”, afirma o Médico Intensivista.

A Semana da Sensibilização para a Malnutrição visa a educação para a identificação e tratamento precoces da malnutrição associada à doença; a educação dos doentes/cuidadores para que possam discutir o seu estado nutricional com o seu profissional de saúde; e o aumento da sensibilização para o papel da nutrição clínica na recuperação do doente, através da campanha #malnutriçãozero.

A cerimónia solene desta edição irá decorrer no dia 8 de novembro, pelas 16h00, no Palácio Nacional de Queluz, e conta com o apoio da Câmara Municipal de Sintra. A entrega do 20.º Prémio de Nutrição Clínica Fresenius Kabi tem lugar no final da cerimónia, com a missão de premiar e distinguir trabalhos de investigação na área da nutrição clínica.

“A malnutrição é reversível através da implementação do rastreio nutricional e da intervenção nutricional, bem como promoção do acesso aos cuidados nutricionais adequados”, termina Aníbal Marinho.

Compreensão dos mecanismos naturais do cérebro-corpo que reduzem a gordura visceral
A investigadora Ana Filipa Cardoso foi reconhecida por um prémio internacional, atribuído a jovens promissores na área da...

O prémio internacional Eppendorf & Science Prize - Neurobiologia, criado em 2002, atribui anualmente 25.000 dólares a jovens cientistas que têm contribuído para a compreensão do cérebro e do sistema nervoso. Ana Filipa Cardoso é finalista da edição de 2022. O ensaio onde Ana Filipa Cardoso descreve o seu trabalho será publicado na revista Science, a 4 de novembro, juntamente com os ensaios do outro finalista e do vencedor do grande prémio.

Depois de se licenciar em Bioquímica e concluir o mestrado em Ciências da Saúde pela Universidade do Minho, durante o qual entrou no campo da imunologia, Ana Filipa Cardoso iniciou um doutoramento no laboratório de Henrique Veiga-Fernandes na Fundação Champalimaud para estudar o papel das interações neuro-imunes no metabolismo.

O seu estudo em ratinhos revelou como os sinais do cérebro queimam gordura do ventre, também conhecida como gordura "visceral". A gordura visceral contém não só células gordas, mas também fibras nervosas e outros tipos de células, incluindo células imunitárias, que promovem o metabolismo das gorduras. Ana Filipa Cardoso descobriu que as células nervosas enviam um comando de "queima de gordura" a estas células imunitárias através de um mediador inesperado - as células estaminais mesenquimais, que até há pouco tempo eram essencialmente ignoradas.

Além disso, depois de uma série de meticulosas experiências, Ana Filipa Cardoso conseguiu identificar de onde surgia o comando de queima de gordura: uma estrutura enterrada nas profundezas do cérebro chamada hipotálamo, que controla muitas funções corporais críticas, desde a fome e a sede até à temperatura corporal e ao sono.

O excesso de gordura visceral é a forma mais perigosa de obesidade, e tem sido associado a vários tipos de cancro e a doenças cardiovasculares. As descobertas de Ana Filipa Cardoso permitem uma maior compreensão sobre os mecanismos naturais do cérebro-corpo que reduzem a gordura visceral, e abrem potenciais abordagens terapêuticas para a manipulação artificial deste circuito de queima de gordura para diminuir as reservas de gordura.

Com base neste novo conhecimento de como os sistemas nervosos e imunitários interagem para controlar o tecido adiposo, Ana Filipa Cardoso está agora a trabalhar na empresa biofarmacêutica LiMM Therapeutics, com sede na Fundação Champalimaud, para traduzir esta investigação em aplicações clínicas e combater a crescente prevalência da obesidade e de doenças relacionadas.

Opinião
A 29 de setembro do presente ano, decorreu, em Setúbal, o VII Encontro Nacional na área da Saúde Men

Este encontro decorreu em formato híbrido, sendo que a sua transmissão se realizou em direto, e de forma gratuita, na página do Facebook da Federação Nacional. O tema do encontro deste ano denominou-se: “Governação e Financiamento - Saúde Mental uma prioridade global”, sendo os dois painéis, que o estruturaram, de elevada qualidade, envolvendo as figuras mais importantes na área da Saúde Mental a nível nacional e Europeu.

 Participaram neste VII Encontro Nacional na área da Saúde Mental: o Dr. Miguel Xavier (Coordenador Nacional das Políticas de Saúde Mental), Dra. Joaquina Castelão (Presidente da FamiliarMente - Federação Portuguesa das Associações das Famílias de Pessoas Com Experiência Mental), os cinco coordenadores regionais para a Saúde Mental (Dr. Pedro Morgado, Dr. João Redondo, Dr.ª Teresa Maia, Dr.ª Ana Matos Pires, Dra. Maria do Carmo Cruz), Dr. Miguel Durães (Vice-Presidente da FamiliarMente), utentes, familiares e profissionais oriundos de diferentes pontos do país.

Este evento contou, ainda, com a importante presença do Dr. Urs Würsch, Presidente da EUFAMI (European Federation of Families of People with Mental Illness) e da participação remota do Diretor Executivo da mesma federação, Dr. John Saunders.

Numa fase em que o país e o mundo se encontram a recuperar dos impactantes efeitos na saúde física e mental, decorrentes da pandemia e dos consequentes confinamentos, este encontro veio relembrar-nos, não só, do quão atual, necessário e prioritário é investirmos na saúde mental, mas também, conhecermos o contexto político português e europeu daquela que é parte estruturante da saúde do indivíduo.

Este encontro revelou-se um espaço de partilha das experiências, preocupações, sugestões e lutas dos familiares de pessoas com experiência de doença mental, utentes e profissionais que encontraram, junto dos oradores, a oportunidade de esclarecer diversas dúvidas e conhecer, através da presença das entidades estrangeiras, a realidade das políticas para a saúde mental de outros países da Europa.

A temática deste encontro relaciona-se diretamente com o tema deste ano do Dia Mundial da Saúde Mental - “Fazer da Saúde Mental e do bem-estar para todos uma prioridade global”, que se celebrou no dia 10 de outubro.

Este dia, relembra-nos que, após quase três anos, os impactos do isolamento social, o medo da doença e da morte, bem como circunstâncias socioeconômicas adversas associadas à pandemia, contribuíram para um aumento geral dos sintomas de doenças mentais como a depressão e ansiedade (OMS, 2022).

Em suma, o VII Encontro Nacional revelou-se um espaço importantíssimo para que aqueles que, por vezes, se sentem excluídos e/ou incompreendidos pela sociedade, pudessem, por um momento, sentir-se incluídos, ouvidos e informados daquilo que é o futuro da saúde mental no nosso país que, acredito, após este encontro, se revelou um pouco mais risonho e, com certeza, semeou esperança naquilo que designamos como Reforma da Saúde Mental.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo nacional
Quando convidados a eleger os principais desafios associados à tarefa de cuidar, a esmagadora maioria (64,6%) dos cuidadores...

Trata-se de uma iniciativa da Merck, com o apoio do Movimento e da Psicóloga Ana Carina Valente, docente do ISPA - Instituto Universitário de Ciências Psicológicas Sociais e da Vida e membro da Ordem dos Psicólogos, que pretende inquirir sobre a saúde mental e bem-estar do cuidador informal, numa tentativa de avaliar que outras medidas podem ser implementadas no sentido de ajudar quem cuida. O inquérito está disponível aqui - https://www.questionpro.com/a/TakeSurvey?tt=7a2jVcjw35QECHrPeIW9eQ%3D%3D.

Esta iniciativa insere-se no âmbito da semana ‘As One For Patients’, que a Merck dedica, anualmente, ao doente. Desde 2020 que a Merck tem apoiado os cuidadores informais em Portugal através da criação do Movimento, que reúne mais de 30 associações e tem realizado, este ano, dezenas de sessões de esclarecimento por todo o País, em parceria com algumas autarquias, no âmbito do projeto Rede de Autarquias que Cuidam dos Cuidadores Informais (RACCI).

 

 

12 de novembro
“Acelerar a bio-inovação, agora!” é o tema da quarta edição do “Biotechnology Innovation Forum: Think Big in Biotechnology”, um...

Destacar e discutir a importância de se preparar terreno para a inovação de base biológica é um dos grandes objetivos do “Think Big in Biotechnology Forum” que se propõe a criar sinergias entre a Biotecnologia e outras áreas, a desenvolver um pensamento crítico, a promover ideias inovadoras e a criar um espaço seguro para um debate aberto que fomente um crescimento saudável.

A 4ª edição do “FIB: Think Big in Biotechnology”, que se realiza na manhã de 12 de novembro, vai dividir-se em dois grandes temas. O primeiro sobre “Acelerar a Bio-inovação” contará com a participação de Delfim Ferreira (analista da McKinsey and Co), de Luís Marques (CEO da Cell4Food), de Maria João Maia (CEO da Corium Biotech), e de Sérgio Silva (CTO da Adapttech). O segundo painel, que se vai centrar no tema “Discutir a última geração em inovação biotecnológica”, contará com a presença de Benedita Chaves (LIPOR), de John Melo (CEO da Amyris), e de José Fernando Pinto dos Santos (professor da INSEAD e professor catedrático convidado da Universidade Católica no Porto).

“Anualmente o FIB pretende mostrar e demonstrar, através de testemunhos reais, que a biotecnologia é uma área transversal a todos os sectores de atividade e que Portugal está na vanguarda, mas que ainda há muito para fazer”, referem Hugo Choupina e Anabela Veiga, da Católica Porto Alumni Biotecnologia, membros da organização do FIB 2022. “A Escola Superior de Biotecnologia forma centenas de estudantes todos os anos que vão abraçar esta área, pelo que sermos uma parte integrante deste Fórum é para nós essencial, como motor de debate e de transformação,” afirma Ana Leite Oliveira, docente e investigadora da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa e membro da organização do FIB 2022.

Nesta edição do evento vão ser anunciados os vencedores do Amyris Innovation BIG Impact Award, o Concurso de Inovação em Biotecnologia promovido pela Católica Porto Alumni Biotecnologia, em parceria com a Escola Superior de Biotecnologia e a Amyris Inc, como seu principal patrocinador. O concurso vai já na 2ª edição e pretende a promoção da inovação em Biotecnologia como motor fundamental do desenvolvimento económico e visa promover novos processos, tecnologias ou serviços que sejam, simultaneamente, comercializáveis e sustentáveis, com um grande impacto positivo e mensurável na sociedade.

Corrida das Crianças é a grande novidade deste ano
Pelo segundo ano consecutivo, a Saúde Prime será o sponsor da Corrida, que terá lugar no próximo dia 13 de novembro, Domingo,...

Este evento, que foi um sucesso na edição anterior, continua a fazer sentido no posicionamento da marca e no reforço da assinatura da Saúde Prime: “Saúde para Todos”, neste caso “Corrida para todos”. O evento também tem uma vertente solidária: quem se inscrever, está a contribuir com 1€ para a Operação Nariz Vermelho - Associação de Apoio à Criança.

Esta iniciativa é promovida pelo Clube Olímpico de Oeiras, em parceria com o Centro Desportivo Nacional do Jamor, a Câmara Municipal de Oeiras e o Instituto Português do Desporto e Juventude, e com o apoio técnico da HMS Sports. Em onze edições, o Corre Jamor já colocou mais de 19.000 atletas a correr e a caminhar no Jamor.

Este ano, o desafio não passa somente pela Corrida de 10km individual ou em equipas, existem mais duas atividades, a Caminhada de 5km pela natureza e a Corrida das Crianças. Para se inscrever e consultar os diferentes valores de participação, carregue aqui.

As novidades não ficam por aqui, contamos com a presença da Naide Gomes, Atleta Multi-Medalhada em Campeonatos da Europa e do Mundo, e mais algumas surpresas pensadas para miudos e graúdos, para completar este domingo de saúde e bem-estar.

A Pista de Honra do Estádio Nacional é o ponto de partida e de chegada, com os percursos a desenvolverem-se na íntegra no Centro Desportivo Nacional do Jamor. Na vertente de corrida, os participantes terão a possibilidade de passar por um dos locais mais nobres do espaço: a Tribuna de Honra.

 

 

Cólon e Reto
É um dos tipos de cancro mais frequentes e a principal causa de morte por doença oncológica, no noss

Pode ser assintomático em fases iniciais

O cancro colorretal pode ser assintomático em fases iniciais, daí que seja tão importante realizar exame de rastreio, acima dos 45 anos, de modo a detetar qualquer alteração. É que esta doença tem origem em pequenas lesões, os pólipos, que crescem no revestimento do cólon. Detetados a tempo, estes podem ser removidos prevenindo-se assim o desenvolvimento de tumores. “Quanto mais precoce for o diagnóstico e retirada do pólipo maior a hipótese de evitar a progressão do cancro”, reforça a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia.

Antecedentes familiares entre os principais fatores de risco

Tal como alerta Isadora Rosa, Assistente de Gastrenterologia no IPO Lisboa, ter antecedentes familiares da doença aumentam as chances de poder vir a desenvolver este tipo de cancro, no entanto, a especialista, adianta que outros fatores como a obesidade, o tabaco, o consumo excessivo de álcool, o consumo de uma dieta rica em gordura e com poucas fibras e a falta de exercício físico estão também associados ao aumento deste risco.

Presença de sangue nas fezes é um dos principais sintomas

Apesar de poder ser assintomático em fases iniciais, o Cancro Colorretal apresenta sintomas muito específicos como a presença de sangue nas fezes ou a emissão de sangue após as dejeções. Por outro lado, há que estar atento às alterações dos hábitos intestinais, como por exemplo, ter mais ou menos dejeções do que era habitual, ou das características das fezes.

Segundo Isadora Rosa, podem ainda surgir perda de peso, fadiga ou dor abdominal.

O diagnóstico deste cancro é quase sempre feito através de uma colonoscopia

A colonoscopia permite visualizar o cancro e obter biopsias para confirmar o diagnóstico. Posteriormente, são necessários outros exames para definir o estádio do cancro. “Se o cancro for detetado precocemente, é possível ficar curado. Globalmente, mais de 50% dos doentes com cancro do cólon e reto estão vivos 5 anos depois do diagnóstico”, refere Isadora Rosa.

A principal forma de prevenir o cancro do cólon e reto é o rastreio

Os programas de rastreio incluem colonoscopias, que permitem detetar e tratar lesões precursoras, evitando que estas progridam para cancro.

O rastreio deve ser realizado por qualquer indivíduo, homem ou mulher, com 50 ou mais anos. “Quando há história familiar de cancro colorretal ou adenomas em familiares, sobretudo de 1º grau, ou história familiar de síndromes hereditários associados a um aumento de risco deste cancro, como a síndrome de Lynch, ou quando existe história pessoal de doença inflamatória intestinal, o rastreio pode ter de se iniciar ainda mais cedo”, alerta a gastrenterologista.

Por outro lado, sublinham os especialistas, como forma de prevenção, devem também adotar-se estilos de vida saudáveis, evitando a obesidade e o tabaco, mantendo atividade física regular e optando por uma dieta equilibrada, que inclua cereais, frutas e vegetais, com menor quantidade de gorduras, carnes vermelhas e alimentos curados. O consumo de álcool também deve ser limitado.

 

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Associação considera proposta do Orçamento de Estado para 2023 uma injustiça
A Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos (APORMED) foi esta semana recebida, em audiência, pela Comissão de...

“Consideramos esta medida injusta, desnecessária, ilegal e muito nefasta para as empresas que operam no setor dos dispositivos médicos e que tanto têm contribuído para a sustentabilidade diária do SNS, seja através da prestação de um conjunto de serviços essenciais aos hospitais e não debitados pelas empresas, seja através da continuidade do fornecimento regular num contexto de elevados atrasos com que os hospitais públicos pagam às empresas” comenta João Gonçalves, Diretor Executivo da APORMED.

A contribuição extraordinária sobre a indústria de dispositivos médicos é uma medida que não existe em qualquer outro país europeu “colocando desta forma as empresas que operam no mercado português em desigualdade com os seus concorrentes europeus”, reforça João Gonçalves.

Adicionalmente, no contexto atual, todas as empresas estão a sujeitas a aumentos significativos e generalizados dos seus custos. Em Portugal, o impacto gerado pela subida da inflação, pelo agravamento exponencial dos custos das matérias-primas, transporte, logística, energia e pelas dificuldades existentes nas cadeias de abastecimento, conduz a uma necessidade urgente de aprovação de medidas de natureza financeira que permitam a sustentabilidade das empresas que operam neste mercado.

O Diretor Executivo da APORMED alerta ainda que a manutenção desta contribuição terá um impacto drástico no setor da saúde: “Um dos principais efeitos tem sido a diminuição drástica do quadro de pessoal através do despedimento de muito trabalhadores, maioritariamente qualificados, que ficam no desemprego. Um outro aspeto também a ter em conta é o desinvestimento nas estruturas portuguesas devido aos elevados custo de contexto e à alta carga fiscal que esta contribuição veio agravar”.

APORMED aproveitou esta audiência para reportar os atrasos nos pagamentos dos hospitais do SNS cujo prazo médio é de 253 dias de prazo, numa dívida de 419 milhões de euros, bem como para denunciar as clausulas anti factoring que muitos hospitais colocam nos cadernos de encargos dos concursos públicos.

Conferência anual - 10 de novembro
Com o objetivo de debater as diferentes vertentes envolventes da área de Medical Affairs e discutir a importância da...

“A investigação em saúde assume-se como uma área estratégica para o País. Acreditamos que há ainda um caminho a percorrer, sendo que para o fazer será necessário um profundo envolvimento dos diferentes intervenientes numa abordagem multifacetada, integrada e articulada”, pode ler-se em comunicado.

O evento conta com um painel diversificado composto por alguns dos mais relevantes stakeholders e speakers da indústria farmacêutica e dos principais centros hospitalares e de investigação nacionais. 

Para abrir a cerimónia contaremos com a presença do Ministro da Saúde, Manuel Pizarro, do Country Manager na Pfizer, Paulo Teixeira e da Presidente dos Órgãos Sociais AMPIF & MSD Medical Director, Paula Martins de Jesus.

O programa, com discussão centrada em três eixos, pretende fomentar o conhecimento dos diferentes interlocutores e participantes e aborda temas como: Registos & Estudos de evidência de vida real, Investigação na Academia & Carreira profissional e assistencial e Colaboração estratégica para investigação nos cuidados de saúde. 

Cada sessão será iniciada com intervenção de um ou dois keynote speaker(s), seguida por discussão com um grupo de especialistas. No final, as reflexões de cada sessão serão partilhadas e discutidas numa sessão conjunta.

Esta iniciativa dirige-se principalmente, mas não apenas, a profissionais de medicina farmacêutica e colegas que integram os Departamentos Médico, Acesso, Regulamentar e de Investigação e Desenvolvimento.

 

Diretora do Instituto de Biologia Molecular e Celular
A Fundação Grünenthal acaba de atribuir o Prémio Grünenthal Dor 2021, na vertente investigação básica, no valor de 7 500 euros ...

Intitulado "Sensory Neurons Have An Axon Initial Segment That Initiates Spontaneous Activity In Neuropathic Pain", o trabalho pretendeu identificar um novo compartimento nos axónios sensitivos - o segmento inicial do axónio - que demonstrou ser de grande importância no mecanismo de iniciação de atividade espontânea no contexto de dor neuropática. Com esta descoberta definiu-se um novo alvo terapêutico a considerar no tratamento da dor neuropática.

O estudo demonstra que nesta população de neurónios sensitivos existe uma região próxima do corpo celular que é capaz de iniciar potenciais de ação e o objetivo passa por tentar perceber se esta região identificada neste tipo de neurónios pode estar relacionada com fenómenos de atividade espontânea de dor neuropática.

Para isso, foram criados ratinhos geneticamente manipulados onde a zona de neurónios sensitivos não existe, verificando-se que, nestes animais em que houve manipulação genética, não existe capacidade de gerar potenciais espontâneos. Quando avaliada a sensação de dor por estímulos, na ausência desta região, os animais não conseguiram sentir o estímulo e a dor, como consequência de um estímulo mecânico, desapareceu.

Esta foi a primeira demonstração de que os neurónios sensitivos têm uma zona especifica próxima do corpo celular capaz de gerar potenciais de ação envolvidos em fenómenos de dor neuropática.

Futuramente, pretende-se perceber quais são as pulsões fisiológicas desta região e se esta região dos neurónios sensitivos pode ser suscetível de manipulação que ajudem a controlar os fenómenos de dor neuropática.

O júri deste prémio é composto por sete elementos: um representante da Fundação Grünenthal e um elemento da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), da Sociedade Portuguesa de Anestesiologia (SPA), da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação (SPMFR) e da Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR).

O Prémio Grünenthal DOR é um prémio anual, criado pela Fundação Grünenthal, destinado a galardoar trabalhos em língua portuguesa ou inglesa, da autoria de médicos ou outros profissionais de saúde, sobre temas de investigação básica ou clínica relacionados com a dor e que tenham sido realizados em Portugal.

A vencedora do Prémio Grünenthal Dor 2021 apresentou o seu projeto no Colóquio da Fundação Grünenthal, que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. A sessão foi dirigida pelo Professor Doutor Walter Osswald, presidente da Fundação Grünenthal.

Especialista explica
A ideia por detrás da perda de peso é simples - queime mais calorias do que as que ingere.

10 aspetos que tem que ter em conta para ser mais saudável:

1. Atitude

Se só está nesta caminhada saudável para perder peso ou alcançar determinada forma física será mais difícil perder peso de forma permanente. A perda de peso é um ótimo objetivo, no entanto se não tiver outro objetivo para motivá-lo o que o manterá focado se a escala não sobe? Perder peso leva tempo e precisará de se manter motivado ao longo desta jornada. Uma das formas é encontrar mais razões para ser saudável.

Lembre-se de todos os benefícios associados à atividade física - ter mais energia, sentir-se bem consigo mesmo e ter melhores noites de sono, por exemplo. Mantenha uma rotina de exercícios e anote todos os seus sucessos, mesmo que perca peso ou não.

O que pensa sobre si mesmo e a atividade física são a chave para continuar focado. Ninguém quer fazer algo que considere miserável, então pense em como pode dar a volta por cima e ver a prática de exercício de uma forma diferente.

2. Treino

Se não treinar de forma consistente será mais difícil perder peso. Claro que é possível perder peso apenas com uma dieta, no entanto vai chegar a um ponto em que não irá perder mais. Não precisa de passar horas no ginásio, só precisa de estipular um plano de treino razoável que possa seguir todas as semanas. Não se trata de se matar a treinar, é sobre encontrar algo de que goste e que levará a longo prazo. Isto significa manter-se longe de atividades que detesta e criar um plano de treinos à volta das atividades de que gosta mais, mesmo que não siga à risca as diretrizes do exercício. Tem que estar disposto a ser mais ativo regularmente - não apenas uma semana aqui e outra acolá.

3. Dieta

Mudar os seus hábitos alimentares é outro aspeto que terá de se comprometer a cumprir para perder peso de forma permanente. Isto significa habituar-se a substituir comida processada por opções mais saudáveis. Algumas ideias para ajudar incluem:

  • Manter um diário alimentar
  • Passar mais tempo no supermercado a ler os rótulos
  • Passar mais tempo a preparar a comida
  • Perceber as porções mais adequadas
  • Fazer escolhas alimentares conscientes, em vez de comer sem pensar

Para uma perda de peso permanente, tem que prestar atenção ao que come e fazer mais boas escolhas do que más. Talvez uma dieta estruturada acabe, mas a alimentação saudável nunca para. Por outras palavras, nunca haverá um tempo para parar de comer saudável, pelo menos se quiser perder peso de forma duradoura.

Talvez sinta que está a sacrificar as coisas boas (pizza, fast food, entre outros) e que a sua vida não será tão divertida se não puder comer esses alimentos. No entanto, poderá continuar a desfrutar dos seus alimentos favoritos, só que não todos os dias.  Tudo se resume a estar disposto a olhar para a sua dieta e, mesmo que apenas mude uma coisa de cada vez, descubra como pode reduzir as calorias que está a ingerir.

Tem que estar pronto para parar de dar ao seu corpo a coisa mais conveniente disponível e, em vez disso, gastar tempo a planear o quê e quando vai comer. É o que é preciso para fazer mudanças reais e duradouras. 

4. Estilo de vida

Se quiser ter uma vida saudável, tem que estar disposto a mudar a sua forma de viver. Isto não significa mudar tudo do dia para a noite, mas simplesmente estar recetivo a outras formas de fazer as coisas.  Algumas coisas que tem que mudar para ter uma vida saudável são:

  • Rotinas diárias e cronograma. Poderá ter que se levantar mais cedo para preparar o almoço ou fazer exercícios, usar a hora de almoço para fazer exercício ou sair para passear depois do trabalho, em vez de assistir TV. O exercício diário muda todo o seu dia, então sentar-se com a sua agenda para ver onde essas mudanças precisam de acontecer é o primeiro passo para estabelecer uma rotina de treino. As pessoas usam a falta de tempo como desculpa para não serem saudáveis. Se não estiver pronto para assumir a responsabilidade pelo cronograma que criou, será difícil perder peso.
  • Como gastar o seu tempo. Pode ser necessário definir novas regras para limitar a quantidade de tempo que passa a ver TV ou quanto tempo fica sentado à frente do computador. Precisará de prestar atenção em como gasta o seu tempo e onde está desequilibrado, para que possa adicionar mais atividades.
  • A sua despensa. Não importa o quão decidido você esteja, ter algo tentador à sua vista só vai tornar as coisas mais difíceis. Terá que controlar o ambiente ao seu redor para que ele suporte os seus objetivos em vez de sabotá-los.

5. Meio envolvente

Às vezes, não consegue controlar as coisas ao seu redor. No trabalho, pode estar rodeado de tentações - donuts, máquinas de comida, colegas de trabalho que trazem comida processada, entre outros. Este é só um dos cenários que poderá ter que enfrentar, mas e em sua casa?

Rodeie-se de coisas que suportarão o seu esforço de ser saudável. Isso poderá significar alguns gastos em equipamento de treino, definir um espaço na sua casa para treinar ou programar algumas noites em frente à TV para praticar alguns exercícios. 

Crie um ambiente que encoraje as suas escolhas saudáveis e as relembre. Por vezes, basta entrar na sua cozinha e ver taças de fruta fresca para lhe relembrar dos seus objetivos. Considere tirar desse espaço coisas que a façam cair em tentação, como por exemplo pacotes de batatas fritas.

6. Suporte

Mesmo que ser saudável seja uma coisa que dependa de si mesmo, é muito importante ter um bom suporte. Procure apoio para a sua perda de peso em amigos e familiares que entendam o que está a fazer e que estejam dispostos a participarem ou a ajudarem.

Se tem um parceiro que quer continuar a comer o tipo de alimentos que a fazem cair em tentação, elabore um plano para lidar com isso de modo a consiga manter o seu foco e o seu relacionamento. Rodeie-se de pessoas que o apoiam, como por exemplo ter um amigo que treine consigo.

7. Saúde mental

Se tem outras razões para estar acima do peso, talvez por ter encontrado na comida um escape para lidar com o passado, uma depressão ou outros problemas, é mais difícil perder peso.

Para muitos, a comida é um conforto e algo em que confiaram tudo das suas vidas para ajudá-los a lidar com problemas emocionais. Se esse for o seu caso, identificar esses comportamentos e o que os impulsiona é importante para se tornar consciente do que está a fazer e porquê. Um psicólogo pode ajudá-lo a perceber mais sobre comer emocional e de como poderá estar a fazer isso sem perceber. Esteja disposto a aprender o porquê de fazer as escolhas que faz e confrontá-las.

8. Objetivos

Se definiu objetivos impossíveis, está garantido que irá falhar. A Perda de peso torna-se mais difícil quando sente que está constantemente a falhar e isso acabará por desmotivá-lo. Se a sua experiência de perda de peso está a ser assim, não é de admirar que continue a desistir.

A chave é estabelecer metas razoáveis. O que é razoável varia de pessoa para pessoa, dependendo de sua genética, hábitos alimentares, exercícios e metabolismo, por exemplo.

É melhor definir um objetivo a longo prazo, como perder peso ou competir numa maratona. Em seguida, estabeleça e foque-se em metas diárias ou semanais. O seu objetivo semanal pode ser fazer três exercícios de cardio, no mínimo. Escolha coisas que sabe que vai conseguir para que seja sempre bem-sucedido. Pode ser tão pequeno quanto o que quiser, desde que seja alcançável.

9. Flexibilidade

Fala-se muito sobre mudar de estilo de vida, mas são as escolhas diárias é que o testam realmente. O que acontece se tiver que trabalhar até tarde e não puder ir ao ginásio? E se ficar preso no trânsito e perder a aula de fitness? Qualquer coisa pode acontecer durante o dia que pode tirá-lo da corrida. O truque é ser flexível. Isso ajuda se estiver sempre preparado. Mantenha os ténis no carro para que possa parar no parque para uma rápida caminhada. Tenha alguma comida à mão para que se ficar preso no trânsito possa lanchar antes do treino. Muitas vezes as pessoas pulam os treinos porque surge algo e elas simplesmente não estão prontas para isso ou não estão dispostas a dar a si mesmas outras opções.

Se não conseguir treinar 45 minutos, permita-se a fazer nem que sejam 10 minutos de treino. Algum é sempre melhor do que nada.

10. Vontade de falhar

Não será perfeito todos os dias. Se é perfeccionista, este é um conceito frustrante de aceitar, mas não podemos controlar todos os aspetos da vida. Nos bons dias, irá comer todas as suas frutas e legumes, dizer não àquela pizza e fazer o seu treino mesmo que esteja cansado. Nos dias maus, irá acordar tarde, esquecer de trazer o seu almoço, ter um pedaço extra de bolo na festa de aniversário do seu amigo ou pular ao treino. Os dias maus irão acontecer porque é humano. O truque é nunca desistir, mesmo quando falhar.

Trabalhe para superar o medo do fracasso e lembre-se de que não é um perdedor só porque comete alguns erros. É simplesmente uma pessoa tentando dar o seu melhor para tomar boas decisões.

 

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
No âmbito do Dia Europeu de Luta Contra o Cancro do Intestino
O Cancro do Intestino (cólon ou reto) mata mais de quatro mil portugueses por ano, ou seja, mais de 10 pessoas por dia. Números...

Em Portugal surgem, todos os anos, cerca de dez mil portugueses com cancro do cólon e reto que, na maioria, se encontravam assintomáticos. Justifica-se, por tudo isto, um grande investimento no rastreio da população com objetivos preventivos no cidadão sem risco familiar ou qualquer sintoma.

Guilherme Macedo, presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia recorda que “a colonoscopia é um exame que qualquer cidadão, a partir dos 45 anos devem realizar” e acrescenta que “trata-se de um meio de rastreio, de prevenção e de tratamento. Só com a coloscopia é possível detetar precocemente lesões e tratá-las, evitar o cancro e travar o aumento do número de mortes”.

Com a pandemia “registaram-se atrasados na realização destes exames, mas o ritmo, apesar de não estar equiparado ao período pré pandemia, está a recuperar. No entanto, há que retomar o tempo perdido e reforçar a mensagem da importância do rastreio para que todos possam realizar este exame, evitando a doença, com toda a segurança”, acrescenta.

Apenas um pouco mais de metade da população com cancro do intestino se mantém viva passados 5 anos da doença diagnosticada. Se o cancro tivesse sido detetado numa fase inicial, sabe-se que 9 em cada 10 pessoas estaria viva.

 Assista AQUI à campanha de sensibilização da SPG.

 

Estudo que analisou rastreamento em 30 países europeus
Um estudo da Universidade de Coimbra (UC) que analisou a participação de mulheres de 30 países europeus em rastreios...

As conclusões foram apresentadas no artigo científico “Mirror, mirror on the wall, when are inequalities higher, after all? Analysis of breast and cervical cancer screening in 30 European countries”, publicado na revista Social Science & Medicine, desenvolvido por Carlota Quintal e Micaela Antunes, investigadoras do Centro de Investigação em Economia e Gestão (CeBER) e docentes da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC).

Sobre a relevância da condução deste estudo científico, Carlota Quintal destaca que «há evidência de que os rastreios do cancro da mama e do colo do útero estão fortemente associados à redução na morbilidade e mortalidade relacionadas com o cancro, sendo relevante monitorizar as taxas de participação entre os grupos-alvo, bem como as desigualdades».

«A nível mundial, o cancro da mama é o tipo de cancro mais prevalente entre as mulheres, enquanto o cancro do colo do útero é o quarto cancro mais comum entre as mulheres, contextualiza a investigadora. Segundo os dados mais recentemente publicados no International Journal of Cancer, «cerca de 2.1 milhões e 570 mil novos casos foram diagnosticados em 2018, respetivamente; e apesar da menor incidência do cancro do colo do útero quando comparada com a do cancro da mama, o primeiro foi responsável por 311.4 milhares de mortes em 2018, cerca de metade das mortes (626.7 mil) provocadas pelo cancro da mama no mesmo ano», acrescenta.

Com recurso a dados disponibilizados pelo European Health Interview Survey sobre rastreios do cancro da mama e do colo do útero realizados entre 2013 e 2015, as investigadoras da Universidade de Coimbra analisaram o rastreamento em 30 países: Áustria, Bélgica, Bulgária, Croácia, Chéquia, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria,

Irlanda, Islândia, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, Roménia e Suécia.

Entre os países analisados, Bulgária e Roménia destacam-se com baixos níveis de participação e elevada desigualdade no acesso entre mulheres com maior e menor rendimento. Quanto aos países com maiores taxas de participação, na mamografia destacam-se Suécia, França e Finlândia, e na citologia destacam-se Chéquia, Áustria e Luxemburgo.

No caso de Portugal, «apresenta uma das mais elevadas taxas de participação no caso da mamografia no grupo-alvo (entre os 50 e os 69 anos), logo a seguir à Finlândia, sem sinais de desigualdade, quer no caso do rastreio dentro do intervalo recomendado (2 anos), quer no da subutilização extrema; sendo menos favoráveis os resultados relativos à realização de citologia», explica Micaela Antunes. Contudo, Portugal «surge no grupo de países com provável sobreutilização (percentagem de mulheres a realizar exame nos últimos 12 meses acima do valor esperado), fenómeno este concentrado nas mulheres com mais rendimento», sublinha a docente da Faculdade de Economia da UC.

Sobre a frequência da realização destes exames de rastreio, Carlota Quintal sublinha que «os resultados são muito claros em relação à subutilização extrema (mulheres no grupo-alvo que nunca fizeram exame), encontrando-se estes casos concentrados nas mulheres mais pobres». Por outro lado, «a análise é também clara quanto à sobreutilização (relacionada com a frequência excessiva de exames médicos) em ambos os rastreios, sendo um fenómeno generalizado na Europa. Em alguns países, parece ser transversal a todos os grupos de rendimento; noutros, é um fenómeno associado a mulheres com mais rendimento», destaca.

Quanto a novas linhas de investigação que o estudo pode vir a levantar, Micaela Antunes reitera a importância de «dar mais atenção às diversas situações identificadas neste quadro de análise, nomeadamente, a subutilização extrema nas faixas etárias próximas da idade limite definida para os rastreios – estas são mulheres em risco de transitarem para a situação que definimos como ‘oportunidade perdida’». A investigadora nota ainda que «a sobreutilização, relacionada quer com a frequência de rastreio superior à recomendada, quer com a realização do rastreio antes ou depois da idade recomendada, deve ser investigada, não só pelo desperdício de recursos que a sobreutilização representa, mas também pela necessidade de assegurar que as mulheres estão a fazer escolhas informadas». 

Para apoiar projetos na área da doença vascular cerebral
A Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC) tem atribuído, todos os anos, uma bolsa de investigação para...

Anualmente, a SPAVC atribui uma bolsa de investigação destinada a financiar, parcial ou totalmente, o melhor projeto de investigação científica na área clínica dedicado ao estudo da doença vascular cerebral. A SPAVC tem como objetivo “promover o estudo e investigação da doença vascular cerebral, pelo que se instituiu a Bolsa de Investigação em Doença Vascular Cerebral, que tem reconhecido projetos importantes de Investigação Clínica”, afirma a Prof.ª Patrícia Canhão, presidente da Comissão Científica da SPAVC.

As candidaturas devem ser enviadas até ao dia 18 de janeiro de 2023, por via eletrónica à Direção da SPAVC, através do e-mail [email protected], num formulário disponibilizado no site da Sociedade, fazendo-se acompanhar de alguns elementos necessários para a apreciação do júri,  que podem ser consultados no regulamento da candidatura (link do regulamento). Neste regulamento, é ainda referido que apenas serão admitidos os projetos de trabalhos científicos a serem realizados, pelo menos parcialmente, em instituições portuguesas. 

Segundo a Prof.ª Patrícia Canhão, “o Prof. Castro Lopes teve um papel distinto na divulgação da Doença Vascular Cerebral e sua prevenção, proclamou e defendeu o acesso dos doentes com AVC aos cuidados agudos e de reabilitação, facilitou a formação dos profissionais, esteve sempre ao lado da melhor Ciência e da Investigação”. É neste sentido que “esta visão teve, desde a primeira hora, um líder excecional, a quem, doentes, sobreviventes, profissionais e a sociedade em geral prestam a homenagem e o reconhecimento devidos ao atribuir às anuais bolsas de investigação da SPAVC a muito apropriada designação de - Bolsa de Investigação Prof. Castro Lopes em Doença Vascular Cerebral”, acrescenta o Prof. José Manuel Calheiros, membro da Comissão Científica da SPAVC. 

O regulamento do concurso abrange diversos aspetos sobre o processo de candidatura, mas também sobre o processo de avaliação, constituição do júri e, por fim, comissão e acompanhamento.

O vencedor da Bolsa de Investigação Prof. Castro Lopes será divulgado publicamente no encerramento do 17.º Congresso Português do AVC, que decorre no dia 4 de fevereiro de 2023.

Presidente do SE não abre mão da aplicação da avaliação de desempenho a todos os enfermeiros
O Sindicato dos Enfermeiros – SE exigiu ao Ministério da Saúde a realização de uma reunião suplementar, depois de não ter sido...

“É uma exigência nossa e da qual não abdicamos: a avaliação de desempenho tem de ser contabilizada de forma completa para todos os enfermeiros, independentemente de terem apostado na sua diferenciação técnica ou não”, explica o presidente do Sindicato dos Enfermeiros. Pedro Costa lamenta que a tutela queira prejudicar os enfermeiros que passaram a especialistas ou gestores, “apostando na sua formação profissional a expensas próprias”, impedindo que todos os pontos para a avaliação de desempenho sejam contabilizados.

O presidente do SE diz mesmo que esta diferenciação com os enfermeiros deve ser única na Administração Pública. “Por um lado, vemos os técnicos superiores que fizeram um doutoramento a receberem um aumento salarial de 400 euros”, recorda. Por outro, explica, “vemos os enfermeiros que passaram a enfermeiros especialistas ou enfermeiros gestores a perderem parte dos pontos da avaliação de desempenho e, por isso, a serem ultrapassados por aqueles que nunca apostaram na formação profissional”. Uma situação que, garante, “está a gerar um enorme descontentamento junto dos enfermeiros que, mais uma vez, sentem estar a ser prejudicados face a outros profissionais do Serviço Nacional de Saúde”.

Assegurando que não podem existir dois pesos e duas medidas, Pedro Costa recusa, para já, um extremar de posições e a marcação de um período de greve. “Sabemos bem como, no passado, nomeadamente em 2017, a marcação de uma greve foi argumento suficiente para o Ministério da Saúde, de forma unilateral, romper as negociações com os sindicatos dos enfermeiros”, explica o presidente do SE. Porém, o responsável do Sindicato dos Enfermeiros deixa um alerta: “Temos estado sempre disponíveis para o diálogo, mas para que tal suceda é necessário que surjam cedências de ambas as partas”. O SE assegura que “não pode ceder mais pois, neste momento, o que está em causa é a valorização da carreira de enfermagem, a dignificação da profissão e o reconhecimento do trabalho extraordinário que tem sido desenvolvido pelos enfermeiros”.

A reunião suplementar com o Ministério da Saúde tem de ser marcada no prazo máximo de quinze dias. “Esperamos que o secretário de Estado da Saúde, Ricardo Mestre, possa marcar a reunião já para a próxima semana”, afiança Pedro Costa, acrescentando que “o Governo não tem qualquer interesse, e os enfermeiros também não, de ver os utentes voltarem a ser prejudicados e a verem os seus exames, consultas, tratamentos ou cirurgias adiadas por uma intransigência sem nexo do Ministério da Saúde”.

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