Por falta de pessoal
O Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) pode ver comprometido o funcionamento, devido a falta de...

É que, justifica o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (Sintap), dos 580 postos de trabalho, “apenas 460 se encontram preenchidos”, o que “resulta num acréscimo das dificuldades no desenvolvimento de uma função de extrema relevância social”.

Depois da reunião com o Conselho Directivo (CD) do Instituto, a estrutura sindical afirma-se preocupada “com os problemas que afectam os trabalhadores e os serviços”, em consequência de constrangimentos financeiros, aposentações e não renovação de contratos.

“São os próprios membros do CD do IPST os primeiros a reconhecer que as reservas de sangue do nosso país se encontram em níveis considerados bons, em grande medida devido ao grande empenho, sacrifício e espírito de missão dos trabalhadores que, sendo cada vez em menor número, asseguram os serviços de que estão incumbidos em benefício dos utentes que deles dependem”, diz o Sintap.

No IPST há trabalhadores com contratos a termo, em regime de tarefa e avença, “muitos em condições precárias, sem saber se os contratos serão renovados”, alguns deles a terminar em maio, embora o CD tivesse dito aos representantes do Sintap “não ter intenção de dispensar nenhum trabalhador”.

O Sintap, diz ainda o comunicado, irá exigir do Governo que sejam desbloqueadas autorizações para renovação e prorrogação de contratos e que seja autorizada a abertura de concursos, para evitar “roturas nos serviços”.

A propósito do Dia Nacional do Dador de Sangue, que se assinalou na semana passada, o IPST anunciou que pretende aumentar este ano o número de novos dadores, chamando os jovens à causa da dádiva de sangue.

Segundo o Instituto, no ano passado houve 28 mil novas inscrições, número que quer ver aumentado este ano.

Em Fevereiro, o IPST fez um apelo "urgente" à população para que desse sangue, porque as reservas estavam baixas, uma situação que já se encontra ultrapassada.

Também no Dia do Dador de Sangue o presidente da Federação das Associações de Dadores de Sangue (FAS) denunciou que “há gente com fome que quer mas que não consegue dar sangue, porque tem as hemoglobinas em baixo, por não comer o que devia”.

Estudo diz:
Um estudo concluiu que Portugal é competitivo em alguns países europeus para desenvolver o turismo de saúde, em áreas como a...

O documento “Definição da estratégia colectiva para o sector do Turismo de Saúde e Bem-Estar Português”, que é hoje apresentado no Porto, foi preparado pela Accenture e Neoturis para o Health Cluster Portugal e para a Associação Empresarial de Portugal, Câmara de Comércio e Indústria, parceiras no projecto.

O director executivo do Health Cluster Portugal, Joaquim Cunha, avançou que “a grande conclusão é que (Portugal tem) condições para poder ter uma operação bem sucedida na área do turismo de saúde», faltando a questão da reputação, “o que leva aos aspectos da promoção e da divulgação” do turismo, dos serviços de saúde e, em última análise, de Portugal.

Por ano
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) denunciou ontem que, em média, cada habitante da Terra...

Durante uma conferência regional da FAO para a Europa e a Ásia Central, centrada no desperdício de alimentos, o director-geral da organização, o brasileiro José Graziano da Silva, destacou que se perdem por ano cerca de 1.300 milhões de toneladas de alimentos.

“Se os desperdícios e perdas pudessem reduzir-se simplesmente a metade, o aumento de alimentos necessários para alimentar a população mundial em 2050 seria de apenas 25%, em vez dos 60% estimados atualmente”, sublinhou o ex-ministro brasileiro da Segurança Alimentar.

Segundo dados da FAO, cada habitante da Terra desperdiça, em média, cerca de 280 quilos de alimentos por ano, enquanto 842 milhões dos estimados 7.000 milhões de habitantes do planeta passam diariamente fome.

Graziano da Silva precisou que a perda de alimentos se verifica sobretudo “nas explorações, durante o processamento, transporte e armazenamento, e ainda por falta de regulação”, o que compromete a segurança alimentar.

A crise financeira e económica, que afectou duramente muitos estados europeus, reduziu o desperdício de alimentos, mas ainda é insuficiente para a FAO, afirmou Graziano da Silva.

As perdas económicas e ambientais pelo desperdício de alimentos ascendem a centenas de milhares de milhões de dólares.

“O custo anual dos desperdícios e perdas de alimentos, expresso no preço ao produtor, é de cerca de 750.000 milhões de dólares. Se considerássemos os preços ao pormenor e os custos ambientais, este número seria muito maior”, destacou.

A conferência de Bucareste reúne esta semana mais de 300 delegados de meia centena de países da Europa e Ásia Central e que debatem como reduzir a perda de alimentos, além de como fomentar a agricultura familiar e como combater a mudança do clima sobre a produção agrária.

Cancro e diabetes
São doenças civilizacionais e assustadoramente emergentes: obesidade, diabetes e cancro previnem-se muito mais do que se curam...

O alerta foi deixado pelo Professor Manuel Sobrinho Simões na última reunião do Ciclo de Conferências “Diabetes Século XXI: O Desafio”, na passada terça-feira, no Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP).

No cancro, como na diabetes, é preciso conhecer a doença para combater o seu aparecimento e os riscos inerentes. “A prevenção do cancro é praticamente idêntica à da diabetes: – passa por não fumar, não beber em excesso, não engordar, fazer exercício regular, entre outros. As doenças civilizacionais e emergentes, como é o caso da diabetes, da obesidade, do cancro, entre outras, previnem-se muito mais do que se curam”, referiu Manuel Sobrinho Simões, director do IPATIMUP, lembrando que é preciso “articular as instituições que intervêm ou podem intervir na Prevenção, no Tratamento e no Controlo da Diabetes”.

Sobrinho Simões identifica outras melhorias necessárias em matéria de comunicação e de operacionalidade: “clarificar o tipo e o nível de intervenção das instituições (frequentemente há dupla ou tripla intervenção no tratamento); falta de articulação do médico com os outros profissionais que cuidam dos doentes; relação do médico (e de outros profissionais de saúde) com a pessoa com diabetes e a família - há “barreiras” de ignorância entre o médico e o doente e entre o médico e os familiares do doente; articulação entre as especialidades médicas – ex. diabetologista e cirurgião vascular”. E acrescenta: “não chega falar de intervenção multidisciplinar, interdisciplinar e interinstitucional. É preciso operacionalizar através de acções concretas”.

Na mesma linha, o Director do Programa Nacional da Diabetes, diz que é importante actuar o quanto antes. José Manuel Boavida defende que «a Assembleia da República devia ter uma intervenção directa sobre as prioridades da saúde, uma questão que deveria ser acompanhada dentro do próprio parlamento. É fundamental fazer planos de prevenção: 50% dos casos de diabetes estão ainda por diagnosticar. É preciso avançar com planos de prevenção e aplicar programas vastos de rastreio».

Lembrando que “hoje em dia é pior ter diabetes ou cancro do que ter um AVC”, deixou um desafio à Comissão Parlamentar da Saúde. “Há medidas relativamente simples que têm de ser aplicadas. Devemos focar-nos em processos de mobilização coletiva com objectivos bem definidos, e não no trabalho um a um”.

Dicionário de A a Z
Estado de doença infecciosa facilmente transmissível.

Pode espalhar-se rapidamente pela população e tem capacidade de mutação. Ocorre durante um período de tempo especifico, numa determinada região geográfica, e pode afectar um número significativo de pessoas.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Dicionário de A a Z
Estado de doença infecciosa com baixa taxa de mortalidade.

Ocorre de uma forma constante ou por surtos numa determinada zona geográfica. Acontece devido a factores específicos característicos de cada região que favorecem o contágio de determinados micro-organismos.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Dicionário de A a Z
Epidemia propagada em larga escala.

A pandemia refere-se a uma doença ou estado infeccioso que atinge proporções à escala global. Ao atingir tais proporções pode espalhar-se por vários continentes e ser responsável pela morte de milhões de seres humanos.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Investigadores concluem
Uma equipa de investigadores norte-americanos concluiu que os pais que limitam o tempo que os filhos passam frente ao ecrã do...

O estudo, publicado na revista "Jama Pediatrics", foi organizado por um grupo de investigadores liderados por Douglas Gentil, psicólogo da Universidade Estatal de Iowa, nos EUA. Envolveu 1323 estudantes de escolas dos estados norte-americanos de Iowa e Minnesota.

O objectivo era saber de que forma o acompanhamento dos pais em relação ao tempo que os filhos passam em frente ao ecrã dos computadores e televisores influencia os resultados demonstrados pelas crianças em termos físicos, sociais e académicos.

Os investigadores sabiam, com base em estudos já elaborados, que as crianças que passam muito tempo frente ao ecrã têm fraco rendimento escolar, dormem mal e ganham peso.

O estudo concluiu que, ao limitar o tempo frente ao ecrã até cerca de duas horas diárias, os pais conseguem que os filhos revelem, a médio prazo, melhores resultados escolares, além de terem um sono mais compensador e não estejam tão sujeitos à obesidade.

Também concluiu que cabe aos pediatras, psicólogos e médicos de família fazerem recomendações aos pais com base científica no sentido de controlarem as atividades dos filhos.

Aplicação para telemóvel
Através desta aplicação, o doente pode simular e confirmar a despesa que terá na aquisição dos fármacos.

Sabia que já pode usar o seu telemóvel para saber o preço dos medicamentos? "Poupe na Receita" é uma aplicação grátis disponibilizada pelo Infarmed, a autoridade que regula o sector farmacêutico.

O doente vai poder simular e confirmar a despesa que terá na aquisição dos fármacos

"Poupe na Receita” permite ao utente poupar no custo da sua receita, através da identificação dos medicamentos mais baratos para a substância activa prescrita pelo médico. O objectivo é facilitar ao utente, simular, ou confirmar o total da sua despesa na compra de um ou mais medicamentos.

A nova aplicação tem a vantagem de permitir visualizar o folheto informativo do medicamento, consultar as novidades e alertas sobre fármacos e produtos de saúde. Também possibilita a localização das farmácias mais próximas e a criação de um plano de tomas de medicamentos com um sistema de alerta.

Esta aplicação está disponível para sistemas iOS e Android, na App Store da Apple e na Play Store da Google. Os links aos quais poderá aceder directamente através da área "Público" do site do Infarmed.

Chegam sexta-feira ao SNS
A inauguração do centro de ensaios clínicos de fase I no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra coloca Portugal na rota...

O primeiro centro do Sistema Nacional de Saúde (SNS) dedicado a ensaios clínicos de fase I – em que são testadas pela primeira vez em seres humanos saudáveis a segurança e a tolerância de novos fármacos – é inaugurado esta sexta-feira, no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

Representando um investimento de “menos de 100 mil euros”, a criação do centro (instalado no antigo Hospital dos Covões, conforme foi anunciado há um ano) foi integralmente suportada por mecenas e “coloca Portugal na rota internacional dos ensaios clínicos”, frisou Pedro Monteiro, director da Unidade de Inovação e Desenvolvimento do CHUC.

“Não escondemos que um dos objectivos é que este projecto seja uma importante fonte de financiamento, mas o mais relevante é o facto de representar, para os doentes, a possibilidade de acesso precoce a medicamentos, a tecnologias de saúde e a dispositivos médicos inovadores, sem encargos para os próprios ou para o erário público”, disse.

Nos CHUC, que conta com equipas de investigação consideradas “altamente diferenciadas e experientes”, estão a decorrer cerca de centena e meia de ensaios clínicos das fases II, III e IV , “um número que nos próximos anos aumentará exponencialmente, com vantagem para os doentes”, disse Pedro Monteiro. Isto, explicou, porque pela primeira vez as empresas nacionais e multinacionais poderão colocar em Portugal os respectivos produtos para ensaios de fase I “e, de uma forma natural, prosseguir com os das fases II e III, o que permitirá aumentar o número de doentes com acesso, nessas fases, aos fármacos inovadores”. Por outro lado, adiantou, no caso da oncologia, "em que os medicamentos têm um nível de toxicidade potencial elevada ou efeitos secundários que podem ser significativos, mesmo na fase I eles poderão vir a ser testados em pacientes, voluntários, para os quais tenham sido esgotadas todas as outras possibilidades terapêuticas”.

Voluntários saudáveis

Pedro Monteiro indica que a aposta do centro de ensaios de fase I do CHUC se fará em áreas como a neurologia, a oftalmologia, a pneumologia, a reumatologia, a cardiologia, a oncologia e as das doenças infecciosas, do metabolismo e auto-imunes. Acredita que não haverá dificuldade em encontrar voluntários, pessoas consideradas saudáveis de acordo com os parâmetros estritos para cada um dos produtos ou tecnologia testados. “Os portugueses são tradicionalmente generosos”, frisou. Nesta fase, os testes são feitos em grupos de apenas algumas dezenas de pessoas.

Os primeiros ensaios poderão arrancar no fim do mês de Maio, prevê Pedro Monteiro, que acredita que, face às manifestações de interesse já recebidas, vários pedidos para a sua realização serão submetidos à aprovação da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) e à Comissão de Ética para a Investigação Clínica (CEIC) imediatamente após a inauguração do centro, na sexta-feira.

O facto de ensaios de fase I com os mesmos produtos se terem iniciado, já, em diversos centros europeus, faz baixar as probabilidades de as autoridades nacionais detectarem obstáculos que não foram detectados noutros países. Além disso, a recente aprovação na generalidade, pelo Parlamento, da lei sobre a investigação clínica em pessoas, criou, entretanto, "expectativas importantes no que respeita a uma maior celeridade dos processos", frisou Pedro Monteiro. 

Ressalvando a possibilidade de ainda virem a ser feitas alterações à proposta de lei durante a discussão na especialidade, o investigador referiu como vantajosas, do ponto de vista competitivo, as medidas previstas relativas à redução de prazos para avaliação e aprovação dos ensaios (nos casos da CEIC e do Infarmed) e da definição de prazos para decidir a aprovação dos contratos financeiros ao nível dos Centros de Estudos Clínicos. É ainda preconizada a criação de um Registo Nacional de Estudos Clínicos, com informação acessível ao público em geral sobre o processo de autorização, realização e conclusão de todos os estudos clínicos realizados em Portugal, uma medida que, considera o responsável pelo novo centro de ensaios de fase I, "garantirá que todos os doentes têm acesso à informação que lhes permite candidatarem-se a participar nos ensaios".

Segundo os últimos dados do Infarmed, em 2013 foram autorizados 114 ensaios clínicos, dos quais dez de fase I e 20 de fase II (que têm por objectivo avaliar a eficácia terapêutica de um novo medicamento em pacientes com a doença em estudo, avaliando simultaneamente a sua segurança). Os de fase III (em que é que comparada a segurança, eficácia e o benefício terapêutico de um novo medicamento com outros ou com um placebo) representam a maioria dos ensaios autorizados, 75.

No edifício do IVA
Primeiras suspeitas de contaminação com amianto em edifício da Autoridade Tributária remontam a 1997 e revelaram-se &quot...

O Ministério das Finanças garante que “nunca ficou comprovada a existência de condições ambientais que pudessem colocar em risco a saúde” dos trabalhadores do edifício da Autoridade Tributária e Aduaneira situado na Avenida João XXI, em Lisboa, nas várias análises e acções de despiste e de controlo do ar que foram feitas ao longo dos últimos anos.

Na segunda-feira, o Diário de Notícias adiantava que a existência de amianto no “edifício do IVA” poderia estar na origem de 14 casos de cancro, seis deles mortais, nos últimos seis anos. O Ministério das Finanças respondeu esta terça-feira em nota, lembrando que as primeiras suspeitas de contaminação com amianto das placas de tecto falso neste edifício remontam a 1997, e que se verificou que eram "infundadas", após análise realizada pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil. Mais tarde, foram estudadas as possibilidades de se registarem problemas no sistema de ar condicionado, que igualmente se revelaram “infundadas”.

Em Fevereiro de 2012, acrescenta o ministério, um novo relatório de diagnóstico da situação identificou a existência de "isolamentos de linhas de água no sistema de climatização que continham na sua composição fibras de amianto, potencialmente contaminadoras de outros materiais do edifício". Mas todas as análises ao ar então efectuadas por “entidades certificadas e independentes” mostravam que a concentração de fibras era "entre dez a 20 vezes inferior ao valor limite de exposição" fixado pela legislação portuguesa.

Mesmo assim, refere o ministério, foi levado a cabo um projecto de descontaminação e renovação de espaços e foi elaborado um plano detalhado aprovado pela Autoridade para as Condições de Trabalho para a remoção de todos os materiais suspeitos de conterem amianto e a descontaminação, intervenção que decorreu entre Fevereiro e Junho de 2013. Os trabalhos foram efectuados "utilizando zonas confinadas e estanques, de acordo com as boas práticas internacionais de remoção de amianto", assegura. Após a conclusão da operação global de descontaminação e renovação dos espaços, foram novamente realizadas análises em todos os pisos do edifício e no relatório final “ficou comprovada a inexistência de materiais contaminados”.

Sobre os casos de cancro e a eventual ligação ao amianto, o Diário de Notícias cita declarações de trabalhadores, de uma médica e de responsáveis do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos. Um trabalhador descreveu ao jornal que “houve casos de cancro de pulmão, esófago da pele e vários cancros de mama, e em pessoas novas, quase todas entre os 40 e os 50 anos”.

A administração central possui há anos listas com cerca de 900 edifícios governamentais, sobretudo escolas, que podem conter materiais com amianto. A maior parte apenas regista, porém, se os edifícios têm ou não cobertura de fibrocimento. Em bom estado e sem contacto com o ar interior, o fibrocimento é considerado um material sem grande risco e a sua remoção não é aconselhada senão quando um edifício é demolido ou remodelado. Mais problemáticos são os materiais com amianto “friáveis”, passíveis de libertar fibras, como os revestimentos de tubulações e caldeiras.

Em 2013
Entidade Reguladora da Saúde recebeu 22 reclamações por dia, no ano passado. A qualidade da assistência de cuidados de saúde e...

Os cidadãos queixam-se cada vez mais dos serviços de saúde públicos. No ano passado, a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) recebeu 7522 reclamações relativas a unidades do sector privado e social e 638 contra estabelecimentos do sector público. São cerca de 22 queixas por dia, mas falta ainda conhecer o número de exposições feitas no ano passado nos livros de reclamações e nos gabinetes do utente dos centros de saúde e hospitais públicos, denúncias essas que são tratadas num sistema coordenado pela Direcção-Geral da Saúde.

Os relatórios sobre as reclamações que chegam à Entidade Reguladora da Saúde, e que esta terça-feira foram divulgados, apontam para um ligeiro aumento no número de queixas no sector privado e social e para uma subida assinalável no sector público em 2013 comparativamente com o ano anterior, apesar de os números sobre as unidades do Serviço Nacional de Saúde serem pouco expressivos porque a maior parte das queixas são efectuadas nos livros de reclamações e esses dados ainda não são conhecidos.

Em 2011, a ERS tinha contabilizado um total de 8399 queixas nas unidades privadas e do sector social, número que baixou para 7503, em 2012, invertendo a tendência crescente que se verificava desde 2006. Em 2013 aumentaram ligeiramente. A maior parte das queixas dizem respeito a unidades privadas (6901), tendo o sector social (misericórdias, etc) motivado um total de 569 reclamações.

Nas unidades públicas, porém, as queixas voltaram a aumentar substancialmente, passando de 407, em 2012, para 638, em 2013. A qualidade da assistência de cuidados de saúde é a principal causa de descontentamento, representando cerca de um terço do total das reclamações. As dificuldades de acesso (20,5%) e falta de qualidade da assistência administrativa (15,4%) são os outros dois principais motivos de queixa no sector público.

Já nos sectores privados e social é a qualidade da assistência administrativa que está na base da maior parte das queixas (um quarto do total). Os tempos de espera e a qualidade da assistência dos cuidados de saúde são os outros dois principais motivos de reclamação.

Mas a esmagadora maioria destas queixas acaba por não ter resultados práticos. Mais de 90% foram arquivadas, na maior parte dos casos porque se considerou que a situação não era “susceptível de outra actuação que não a já garantida”. Nos sectores privado e social, apenas 17 (0,4% do total) deram origem a processos de inquérito, e em 147 situações a entidade visada garantiu que procederia a medidas correctivas. No sector público, percentualmente foi maior o número de queixas que deu origem a processos de inquérito (12, ou seja, 2,2% do total).

Segundo a ERS, habitualmente são as reclamações sobre o dimensionamento dos estabelecimentos, os materiais utilizados nas instalações, a organização dos serviços e a esterilização dos materiais que podem originar processso de inquérito.

Atingiu mínimo histórico
Distribuição em centros de saúde está a ter problemas, diz associação de consumidores. No ano passado, só 3% das seringas foram...

O programa de troca de seringas, destinado sobretudo a evitar o contágio do VIH entre consumidores de droga por via injectável, existe desde há 20 anos. À excepção do ano de arranque, nunca o número de seringas distribuídas foi tão baixo como no ano passado, foram apenas trocadas 952.652, uma diminuição de cerca de 130 mil face a 2012. Foi o primeiro ano desde que deixaram de ser distribuídas nas farmácias. O director nacional do Programa Nacional para a Infecção VIH/SIDA, António Diniz, diz que vão tentar que estas estruturas voltem ao programa. No ano passado, só 3% das seringas foram distribuídas em centros de saúde.

A troca de seringas, em que o consumidor de droga entrega uma usada e recebe uma nova, é há anos considerado um exemplo de sucesso na prevenção da transmissão do contágio por VIH. Arrancou em 1993, nessa altura apenas com 277.095 seringas trocadas mas desde então os números andaram acima dos dois milhões, como cinco anos em que a barreira dos três milhões foi superada. Em 2011 ficou-se pouco acima do um milhão (1.210.000), em 2012 manteve-se em 1.086.400. Esse foi o último ano em que as seringas puderam ser trocadas nas farmácias que fazem parte da Associação Nacional de Farmácias (ANF), nesse ano havia 1224 estabelecimentos aderentes.

António Diniz lembra que a ANF decidiu suspender a sua participação no programa mas que o argumento económico nunca foi formalmente transmitido à tutela, disse à margem do colóquio Políticas de Droga e Saúde, que decorreu esta terça-feira no auditório da Assembleia da República. Mas é a questão financeira que está em causa.

“As farmácias estão disponíveis para negociar, mas no actual contexto económico não é possível continuar a ter este ou outro tipo de intervenções de forma gratuita”, disse no mês passado, Cristina Santos, responsável pelo departamento de serviços farmacêuticos da ANF.

O secretário de Estado Adjunto do ministro da Saúde, Leal da Costa, admitiu recentemente que o programa da troca de seringas com as farmácias “é negociável” e que “teria gostado muito de ter renovado o acordo com a ANF”. Leal da Costa sublinhou que não está em causa a entrega do valor da seringa, “pois é o Estado que o faz na totalidade”, o que está em causa são “os segundos ou minutos necessários para aceitar uma seringa e entregar outra. Se a Associação Nacional de Farmácias considera que isto pode ser um peso excessivo em termos de trabalho desenvolvido para ser ressarcida por isso, não sou eu que vou discutir”, comentou. António Diniz disse ontem aos jornalistas que no início de Abril vai convidar as associações de farmácias a sentarem-se à mesa, para ver “se há hipóteses de voltarem ao programa”.

O ano passado foi o primeiro em que o programa passou a ser assegurado pelos centros de saúde, além das organizações não governamentais, incluindo equipas de rua. Mas olhando para os números do ano passado, divulgados pelo responsável, constata-se que só 28.624 das 952.652 seringas foram trocadas em centros de saúde, ou seja, cerca de 3%.

Sérgio Rodrigues, presidente da associação CASO (Consumidores Associados Sobrevivem Organizados), refere que do levantamento que fizeram em 27 centros de saúde de Lisboa, Porto, Gaia, Viseu e Barcelos, entre Dezembro e Março deste ano, encontraram várias falhas no novo programa de troca de seringas. “Só seis centros de saúde é que tinham seringas e nenhum consumidor lá tinha ido”. Inquiriram 22 consumidores que dizem que não iam aos centros de saúde porque se “sentiam discriminados”. O responsável nota que “a confidencialidade está em causa”. Sérgio Rodrigues, que é ex-consumidor, diz ter ele próprio feito a experiência. Foi a um centro de saúde pedir para trocar seringas e uma administrativa disse, alto e bom som, “está aqui um senhor para trocar seringas". "Toda a gente ficou a olhar para mim”, sublinhou.

Ao mesmo tempo, diz que os centros de saúde que supostamente fazem a troca “estão longe dos locais de consumo e tráfico, as farmácias eram próximas. Os consumidores não se deslocam”. Face às falhas detectadas, diz que “a cada dia que passa aumenta o risco de contágio com VIH e Hepatite C. Os centros de saúde não são uma solução”.

António Diniz aponta algumas falhas ao relatório da Caso mas diz que poderá haver situações a resolver. Diz que vai haver uma relação dos centros de saúde abrangidos pelo programa no site da Direcção-Geral da Saúde e os centros de saúde que fazem troca têm que passar a estar identificados no local.

António Diniz reforça que as equipas de rua e os postos móveis aumentaram o seu papel na troca de seringas e que nas farmácias eram distribuídas um terço das seringas. O responsável lembrou que a diminuição da infecção por VIH entre consumidores de droga injectável Portugal é um caso de sucesso, esta população representava no ano passado apenas 6,5% dos novos casos de infecção, disse.

Nova tabela de preços
Os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que realizem colonoscopias com sedação passam a ter de pagar 28 euros de taxa...

De acordo com a tabela publicada ontem no site da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), a taxa moderadora para a realização da colonoscopia total é de 14 euros, a que acrescem outros 14 euros de taxa pela sedação.

O valor da taxa moderadora para a colonoscopia total ou esquerda (parcial) manteve-se sem alterações, respetivamente em 14 e 13 euros.

Maioria dos jovens portugueses já tomou
Quase 72% dos jovens portugueses com idades entre os 18 e os 29 anos já tomou medicamentos ou produtos naturais para melhorar o...

A conclusão é de um estudo levado a cabo pelo Instituto Superior de Ciências e do Trabalho (ISCTE) e que, sob o título “Medicamentos e Consumos de Perfomance”, conclui que 71,9% dos jovens portugueses já esteve medicado para melhorar o desempenho e a concentração.

Ainda segundo o mesmo trabalho, as bebidas energéticas são o produto mais procurado, com 40% dos jovens inquiridos a admitirem já ter consumido, com o objetivo de se manter acordado ou de melhorar a concentração no trabalho ou nos estudos, embora os fármacos para a concentração e para descontrair ou acalmar também predominem nas preferências – 25,3% admitiu já ter sido medicada para melhorar a concentração, ao passo que 23,8% reconheceu já ter necessitado de calmantes para “repor” horas de sono em atraso ou devido a stress acumulado.

Estudo conclui
Desde a Antiguidade, o fugidio conceito de sabedoria figura com destaque em textos filosóficos e religiosos. A questão continua...

Vivian Clayton, neuropsicóloga de Orinda (Califórnia) especializada em geriatria, desenvolveu na década de 1970 uma definição de sabedoria que, desde então, serve como fundamento para pesquisas sobre o tema.

Após verificar textos antigos, a perita observou que a maioria das pessoas descritas como sábias tinha a tarefa de tomar decisões. Então, a especialista pediu a um grupo de alunos e professores de direito e juízes aposentados que citasse as características de um sábio, chegando à conclusão de que a sabedoria consiste em três componentes principais: cognição, reflexão e compaixão.

As pesquisas mostram que a função cognitiva desacelera com o envelhecimento. Mas um estudo recente publicado na revista Topics in Cognitive Science observou que as pessoas mais velhas têm muito mais informação nos seus cérebros que as mais jovens e que a qualidade da informação no cérebro mais velho possui mais nuances.

Segundo Clayton, leva tempo até que a pessoa chegue a conclusões e pontos de vista adequados com base no seu conhecimento cognitivo, o que a torna sábia. Só então é possível usar essas conclusões para entender e ajudar os outros.

Estudo
Cientistas acreditam que sonhos recorrentes podem ser sinais sobre a saúde de um indivíduo, anos antes de os sintomas aparecerem.

Os cientistas acreditam que os pesadelos recorrentes podem fornecer pistas vitais sobre a saúde de um indivíduo e até mesmo serem sinais, que avisam para uma doença iminente, às vezes anos antes de os sintomas aparecerem.

Um estudo da Universidade Swansea, publicado em 2011 no jornal «Sleep» e citado pelo “Daily Mail”, revela que muitos problemas médicos podem causar perturbações no sono. Pesadelos regulares podem, por exemplo, ser um sinal de apneia do sono.

A apneia, distúrbio que causa interrupções no sono e reduções perigosas dos níveis de oxigénio, pode dificultar o controlo da glicose sanguínea em pessoas com diabetes tipo 2 ao prejudicar o estágio de sono mais profundo. O estudo sugere que os pacientes com sintomas mais severos foram os que disseram ter mais pesadelos “emocionalmente negativos e desagradáveis”.

Mas pesadelos regulares também podem estar ligados a problemas cardíacos. De acordo com um estudo com mais de seis mil adultos, publicado em 2003 no Jornal de Medicina da Holanda e citado pelo “Daily Mail”, as pessoas que têm pesadelos regulares são três vezes mais propensas a sofrer de batimento cardíaco irregular. “A explicação é que as pessoas com doenças cardíacas, em especial insuficiência cardíaca, sofrem problemas respiratórios durante a noite”, refere Nicholas Oscroft, pesquisador do sono e cardiologista no Hospital Papworth, em Cambridge.

Qualquer tipo de infecção, desde uma gripe a uma infecção nos rins, pode tornar mais prováveis os pesadelos. “Quando há uma infecção, com ou sem febre, o corpo precisa de sono mais profundo para que o sistema imunológico possa combater o vírus. Mas acaba por atrasar o sono REM (fase na qual ocorre o movimento rápido dos olhos). Como o sono REM é quando se processam as emoções, isso pode causar um acumular de emoções desagradáveis, que podem manifestar-se como pesadelos”, diz ainda Nicholas Oscroft.

Pesadelos violentos frequentes podem ser um indicador precoce da doença de Parkinson, às vezes dez anos antes do aparecimento dos sintomas, afirma Robert Brenner, neurologista consultor do Spire Bushey Hospital, em Watford. E o teor dos sonhos de alguns pacientes é quase sempre o mesmo. “Eles estão a ser perseguidos ou atacados e, muitas vezes, agem fora do pesadelo, reagindo com socos e pontapés”, acrescenta Brenner.

Também a enxaqueca é muitas vezes precedida por sonhos desagradáveis, que envolvem temas de raiva, agressão e infortúnio, refere um estudo de 1996 em Psicoterapia e Psicossomática, citado pelo “Daily Mail”.

Muitas mulheres relatam ter sonhos mais bizarros à medida que se aproxima a menopausa, explica Tony Boret, ginecologista consultor no Spire Bushey Hospital. Até dez anos anteriores à menopausa, os níveis da hormona feminina estrogénio caem de forma significativa. “Isso afecta os níveis de serotonina, uma substância química do cérebro associada com as ondas de calor, alterações de humor e suores nocturnos, e pode levar a distúrbios do sono em cerca de 15 por cento das mulheres”, acrescenta o médico.

Crianças com pesadelos mais propensas a psicoses

Um estudo, feito por investigadores britânicos, publicado em março no jornal “Sleep” e também citado pelo “Daily Mail”, revelou que as crianças que têm pesadelos regularmente podem vir a manifestar vários problemas psiquiátricos. Ter “terrores nocturnos”, gritar e esbracejar durante o sono, também pode ser um sinal do aparecimento de alterações psiquiátricas no futuro.

O estudo foi feito com base na observação de 6800 crianças, com idades até aos 12 anos, que foram sujeitas a experiências psiquiátricas, nas quais eram avaliados problemas relacionados com alucinações e o controlo dos pensamentos.

Existem várias razões por detrás do aparecimento dos “problemas nocturnos”. Por exemplo, as crianças que são vítimas de bullying podem começar por ter pesadelos e, mais tarde, evidenciar problemas ligados a questões psiquiátricas.

Assinala-se hoje em todo o país
O Dia Mundial da Consciencialização do Autismo assinala-se hoje com iniciativas em todos o país, entre monumentos e edifícios...

A iluminação de edifícios em azul surge através do movimento "Light It Up Blue/Iluminar de Azul", presente em todo o mundo, e que consiste em iluminar edifícios, monumentos e casas ou em colocar uma vela ou um balão azul em cada janela como forma de chamar a atenção para um distúrbio neurobiológico, que afecta cerca de 70 milhões de pessoas.

Para este ano, há já 25 Câmaras Municipais que deram o “ok” a esta iniciativa, para além de outros tantos 31 monumentos, entre a Assembleia da República ou o Cristo Rei, em Almada.

A associação Vencer Autismo vai realizar durante o mês de Abril várias iniciativas com vista a sensibilizar a sociedade para a problemática do autismo.

Para começar, a associação realiza hoje uma palestra, de entrada gratuita, sobre o autismo e o programa “The Son Rise Program”, no auditório da Câmara Municipal de Vila real.

Depois, no dia 05 de Abril, sábado, a Vencer Autismo promove uma caminhada que começa por volta das 11:00 horas, no Parque das Nações, em Lisboa, junto ao Oceanário e tendo o Jardim Heróis do Mar como destino.

No dia seguinte, haverá sessões de cinema pensadas para crianças com necessidades especiais a terem lugar em Aveiro (Fórum), Porto (Norteshoping), Vila Real (DolceVita Douro), Lisboa (Colombo), Oeiras (Oeiras Park) e Viseu (Fórum).

A associação explica que durante a sessão de cinema, as luzes estarão ligadas (mas de forma a que o filme possa ser visto devidamente), não haverá apresentações, as crianças poderão levantar-se, entrar e sair da sala e o filme exibido será em português.

Em Leiria, a Câmara Municipal vai inaugurar o Parque Infantil Afonso Lopes Vieira, como forma de assinalar a data.

Por outro lado, a Federação Portuguesa de Autismo (FPDA) realiza hoje um seminário sobre o tema "A qualidade de vida das famílias com crianças e jovens com perturbações do espectro do autismo em Portugal: diagnóstico e impactos sociais e económicos", que contará com a presença de Maria Cavaco Silva.

Segundo a definição disponível no site da FPDA, o autismo é uma perturbação global do desenvolvimento infantil que se prolonga por toda a vida e evolui com a idade.

Abertas candidaturas na área da investigação
A Sociedade Portuguesa de Contracepção (SPDC) recebe de 1 de Abril até 31 de Julho as candidaturas ao 3º Prémio na área da...

Podem candidatar-se a este projecto licenciados, profissionais de saúde ou educação na área da saúde sexual e reprodutiva, sócios da SPDC, sendo o vencedor premiado com o montante de 6 mil Euros.

A direcção da Sociedade Portuguesa da Contracepção (SPDC), realça que “A investigação científica é muito importante para a promoção e desenvolvimento de soluções inovadoras e eficazes, na área da saúde sexual e reprodutiva. Estas iniciativas constituem um incentivo essencial aos investigadores nacionais, sendo a área da saúde sexual e reprodutiva uma das áreas consideradas mais importantes no investimento da saúde e uma das que tem mais impacto na população.”

A entrega do prémio em Contracepção, projecto criado em 2011, vai ocorrer no Congresso da Federação Portuguesa das Sociedades de Obstetrícia e Ginecologia, em Outubro em Lisboa. O júri é constituído por cinco membros da SPDC e o vencedor será anunciado em Setembro.

Em 2013, o Prémio em Contracepção foi atribuído ao trabalho “Infecção pelo vírus da Imunodeficiência Humana, contracepção e sexualidade: o que (não) sabemos?” da autoria de Luísa Machado, Ana Amaral, Ana Sofia Fernandes, Rosário Serrão, Marina Moucho, Jorge Beires e Antónia Costa, do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia, Unidade Autónoma de Gestão (UAG) Clínica da Mulher, Serviço de Doenças Infecciosas, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Centro Hospitalar de S. João, Porto, Portugal.

“A SPDC continua a promover a formação e a promoção da contracepção segura. Os profissionais de saúde têm um papel fundamental na prevenção de uma gravidez não desejada e de uma sexualidade segura. Novos projectos que melhorem a realidade nacional são sempre bem-vindos.” explica a direcção da SPDC.

Malo Clinic
A Dentisteria Restauradora e Estética é a especialidade da Medicina Dentária responsável pela restau

Para além de contribuir para uma melhoria das funções orais, através das mais diversas técnicas, a Dentisteria devolve ao paciente um sorriso saudável e bonito, contribuindo para um incremento da estética, autoconfiança e envolvimento social.

Entre as principais competências da Dentisteria incluem-se:

Restauração de Dentes com Cáries
Provocada por bactérias, a cárie dentária é a doença que mais frequentemente afeta a cavidade oral, desenvolvendo-se sobretudo nas fissuras das superfícies oclusais dos dentes posteriores, entre os dentes ou junto à linha da gengiva. Se não tratadas, as cáries podem transformar-se num problema complexo, destruindo os tecidos dentários. O tratamento consiste na remoção da zona afetada e reconstrução da anatomia original do dente utilizando resinas compostas.

Correção de Dentes com Fraturas e Encerramento de Diastemas
Resinas compostas com alto desempenho mecânico e estético são igualmente utilizadas na reconstrução de dentes fraturados ou dentes conoides. Os dentes conoides são um problema geneticamente herdado que afeta sobretudo os incisivos laterais e se caracteriza por dentes mais pequenos que o normal e de formato cónico. No caso dos diastemas (espaçamento entre os dentes), o médico deve avaliar a conveniência de proceder ao seu encerramento com resina ou optar pelo tratamento ortodôntico.

Branqueamento
Apesar da coloração natural dos dentes divergir de pessoa para pessoa, determinados fatores como o tabaco, café, vinho, alimentos pigmentados, bebidas gaseificadas ou tártaro podem contribuir para alterações na coloração dos dentes. O branqueamento dentário tem como objetivo restituir a coloração natural e pode ser realizado no consultório ou em casa após avaliação clínica e radiológica da condição dentária e periodontal.

Atualmente, o tratamento em casa realizado pelo paciente sob a supervisão do médico é o mais comum.

Remoção de Manchas
As designadas manchas intrínsecas podem assumir vários aspetos e serem causadas por fatores diversos. A ingestão de flúor em excesso ou de determinados antibióticos no período de formação dos dentes pode condicionar o aparecimento de manchas. Já nos dentes não vitais (dentes desvitalizados) é frequente a aquisição de uma coloração acastanhada, acinzentada ou negra. Em alguns casos, o processo de envelhecimento da dentição pode traduzir-se também no escurecimento dentário. Para solucionar qualquer uma destas situações é possível recorrer a facetas estéticas em cerâmica ou em resina composta.

Fonte: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.

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