Conheça os termos

Glossário da Reumatologia

Descrito de A a Z em termos simples

A

Adjuvante
Tratamento destinado a complementar o tratamento principal.

Afecção
Alteração do organismo ou perturbação das funções fisiológicas ou psíquicas. Afecção é um termo polivalente que abarca os conceitos de anomalia, disfunção, lesão, doença síndrome.

AINH
Anti-inflamatórios não hormonais.

Analgesia
Ausência de dor em resposta a um estímulo habitualmente doloroso.

Analgésico
Que alivia a dor.

Anti-inflamatórios
Que reduz a inflamação por sua acção sobre os mecanismos orgânicos, sem combater directamente o agente causal. Indica agentes tais como os anti-histamínicos e os glicocorticóides.

Articulação
Conexão entre os ossos do esqueleto que permite sua mobilidade. As articulações permitem movimentos de flexão e a extensão, inclinação lateral, circundação e rotação. As extremidades dos ossos, nas articulações, estão cobertas por uma delgada cartilagem, a cartilagem articular. A articulação está rodeada por uma cápsula de tecido conjuntivo, a cápsula articular. A camada mais interna é uma membrana lisa que se chama sinovial. No interior da articulação há um líquido, o líquido sinovial. Este líquido contém ácido hialurónico. É um líquido que facilita a movimentação das superfícies articulares. O conteúdo da cavidade articular pode estar aumentado em casos de processos inflamatórios da sinovial (sinovites).

Articular
Relativo às articulações.

Artralgia
Dor nas articulações.

Artrite
Inflamação de uma articulação. Pode ser aguda ou crónica, consecutiva a um traumatismo ou devida a doença (reumatismo agudo, gota, poliartrite crónica, etc.)

Artrite Crónica
Igualmente conhecida por artrite seca deformante. Sinónimo de artrose.

Artrite Infecciosa
Infecção do líquido sinovial e tecidos das articulações. Os microrganismos infecciosos podem ser bactérias ou vírus, que podem chegar até a junta por meio da corrente sanguínea ou pela contaminação directa (cirurgia, agulha etc.). Pode ocorrer em qualquer idade.

Artrite Reumatóide
Doença auto-imune na qual as articulações, geralmente aquelas das mãos e pés, tornam-se, simetricamente, inflamadas, resultando em inchaço, dor e eventual destruição do interior da junta. Pode produzir vários sintomas como febre baixa, inflamação dos vasos sanguíneos (vasculite) que pode causar úlceras de perna ou danos nos nervos, pericardite e outros sintomas. Sua causa ainda é desconhecida, porém diversos factores diferentes, como a predisposição genética, podem influenciar a reacção auto-imune. Nesta doença, o sistema imune ataca o tecido que reveste e amortece as articulações.

Artropatia
Doença das articulações.

Artroplastia
Criação de uma articulação artificial para corrigir a ancilose ou operação para restabelecer o mais possível a integridade e a capacidade funcional de uma articulação.

Artrose
A Artrose é a doença osteoarticular mais frequente, que se inicia por degeneração da cartilagem e dos ossos abaixo dela, constituída por um tecido rico em proteínas, fibras colágeneas e células. A Artrose ou Osteoartrite tem início quando alguns constituintes proteicos alteram-se e outros diminuem em número ou tamanho. Como resposta do organismo ocorre tentativa de reparação através da proliferação das células da cartilagem, onde o resultado final do balanço entre destruição e regeneração é uma cartilagem que perde sua superfície lisa que permite adequado deslizamento das superfícies ósseas. Além disto, este processo acompanha-se de libertação de enzimas que normalmente estão dentro das células cartilaginosas (interleucina I, factor de necrose tumoral), as quais provocam reacção inflamatória local, causando erosões locais, o que tem como consequência um aumento da lesão tecidual.

B

Bainha aponeurótica
Membrana que envolve os músculos.

Bechterew (doença de)
Sinónimo de espondilartrite anquilosante. (Bechterew, Vladimir Mikhailovitch von, neurologista russo, professor em Kazan, e mais tarde em São Petersburgo, 1857-1927.)

Bilateral
Com dois lados, relativo a dois lados opostos e simétricos.

Bioquímico
Relativo à química dos processos vitais e organismos vivos.

Bursite
Inflamação dolorosa da bursa - saco achatado que contém fluido sinovial que facilita o movimento normal de algumas articulações e músculo, reduzindo a fricção. As bursas ficam localizadas em pontos de fricção, especialmente onde os tendões e músculos passam pelos ossos. Normalmente contém pouco fluido mas quando inflamadas, podem se encher de líquido. Pode ser causada pelo uso crónico excessivo da bursa, trauma, gota, pseudogota, artrite reumatóide ou infecções.

C

Calcificação
Processo em que o tecido ou material não celular no corpo se torna endurecido em consequência de precipitados ou grandes depósitos de sais insolúveis de cálcio (e também de magnésio), especialmente carbonato e fosfato de cálcio (hidroxiapatita) normalmente ocorrendo apenas na formação de osso e dentes.

Canal de voltagem do cálcio
Via de entrada para o ião de cálcio na fenda sináptica; abre em resposta a actividade eléctrica.

Canal de voltagem do sódio
Via de entrada para o ião de sódio nas células nervosas; abre em resposta a actividade eléctrica.

Cartilagem
Forma de tecido conjuntivo, composto por células (condrócitos) dispersas em uma matriz rica em colagénio tipo II e sulfato de condroitina.

Cervicalgia
Dor na região do pescoço ou da nuca.

Ciática
Nevralgia ciática.

Cisto sinovial
Cisto da membrana que envolve as articulações (membrana sinovial).

Cisto subcondral
Cisto localizado logo abaixo da cartilagem que protege o osso.

Clínico
Relativo à clínica; baseado na observação e no tratamento.

Colagénio
Osteína principal das fibras brancas do tecido conjuntivo, cartilagem e osso, que é insolúvel em água mas pode ser alterada para gelatinas solúveis, facilmente digeríveis, por fervura na água, ácidos diluídos ou álcalis.

Condroma benigno
Tumor benigno do osso. Ocorre em pessoas entre 10 e 30 anos, desenvolvendo-se na parte central de um osso. Alguns causam dor, sendo descobertos, frequentemente, por raios -X.

Condroma extra-esquelético
Tumor (neoplasia) benigno, localizado nos tecidos moles, em geral dos dedos, mãos e pés, não ligado ao osso subjacente ou periósteo.

Condromatose
Afecção de causa desconhecida, caracterizada pela presença de massas cartilagíneas no interior dos ossos. As suas localizações electivas são as metáfises dos ossos longos e os pequenos ossos cilíndricos das extremidades. Estas massas cartilagíneas, ao acumularem-se, podem formar tumores mais ou menos volumosos ou modificar o crescimento dos ossos atingidos.

Condropatia
Qualquer doença que afecte as cartilagens. Congénito presente desde a nascença, mas não necessariamente hereditário.

Contratura
Contracção muscular duradoura que provoca dor local.

Convulsão
Contracções involuntárias desordenadas de músculos.

Coxalgia
Dor na articulação da coxa.

Coxartrose
Artrose da anca. Pode ser secundária a uma malformação congénita da anca ou a uma artrite; ou primitiva, aparecendo quase exclusivamente depois dos quarenta anos de idade. À dor provocada pela marcha e à rigidez da anca podem associar-se uma posição viciosa e sobretudo a limitação dolorosa dos movimentos da anca. A coxartrose é muitas vezes acompanhada por deformações da cavidade cotiloideia e da cabeça do fémur.

Crondromatose
Presença de múltiplos focos tumorais de cartilagem.

Crónico
De longa duração; indica uma doença de evolução lenta e longa continuidade.

Curativo
Que cura, terapêutico.

D

Densitometria Óssea
É um exame que permite, com pequenas doses de radiação, determinar com exactidão a densidade óssea (BMD), sendo por isso o método de eleição para o despiste e avaliação da osteoporose. A avaliação é efectuada de forma comparativa aos valores esperados para uma determinada população "saudável" com a mesma idade e sexo. Deve realizar-se este exame em todas as mulheres pós menopáusicas com menos de 65 anos e com outros factores de risco de fracturas por osteoporose, em todas as mulheres com mais de 65 anos independentemente de outros factores de risco, nas mulheres pós menopáusicas com fracturas, nas mulheres que fazem terapêutica hormonal de substituição, e por último nas mulheres que ponderam iniciar outro tipo de tratamento para a osteoporose. Nestas duas últimas indicações o exame deve ser efectuado de dois em dois anos.

Deontologia Médica
Estudo e codificação dos deveres do médico.

Discopatia
Qualquer afecção dos discos intervertebrais.

Distrofia muscular
Conjunto de desordens caracterizado pelo enfraquecimento progressivo dos músculos e perda de tecido muscular.

Doença mista do tecido conjuntivo
Conjunto de sintomas similares àqueles de várias doenças do tecido conjuntivo: lúpus eritematoso sistémico, escleroderma, poliomiosite e dermatomiosite. Cerca de 80% das pessoas afectadas são mulheres. As causas ainda são desconhecidas. Afecta pessoas entre 5 e 80 anos. Os sintomas típicos são o fenómeno de Raynaud, artrite, inchaço das mãos, fraqueza muscular, dificuldade de engolir, azia e falta de ar.

Doença óssea de Paget
Distúrbio crónico do esqueleto, em que algumas áreas dos ossos crescem anormalmente, expandindo-se e tornando-se flexíveis e frágeis. Pode afectar qualquer osso, mas os mais comummente afectados são o pélvis, o fémur, o crânio, a tíbia, a espinha vertebral, a clavícula e o úmero. Normalmente, os osteoclastos (células que têm por função absorver e remover o tecido ósseo velho) e os osteoblastos (células formadoras de ossos) trabalham em equilíbrio para manter a estrutura e integridade óssea. Na doença de Paget, tanto os osteoblastos como os osteoclastos se tornam hiperactivos em algumas áreas dos ossos, as quais crescem anormalmente e se tornam frágeis.

Dor
Sensação penosa ou desagradável; sofrimento.

Dor aguda
Dor que tem, habitualmente, uma causa definida, i.e., após uma lesão ou como resultado de uma doença e com uma data de aparecimento identificável. É normalmente de curta duração.

Dor crónica
A dor crónica é frequentemente definida como a dor que persiste por mais de 3 meses ou que ultrapassa o processo de cura. Alguns autores escolheram os 6 meses como termo.

Dorsalgia
Dor na região dorsal.

Dupuytren (doença de)
Doença de etiologia desconhecida, caracterizada por esclerose com retracção da aponevrose palmar, começando por nódulos palmares e provocando a flexão progressiva de um ou mais dedos (especialmente os 4.º e 5.º dedos). Afecta frequentemente as duas mãos. (Dupuytren, Guillaume, cirurgião e anatomopatologista francês, professor em Paris, 1778-1835.)

E

Efectivo
Eficaz, eficiente.

Efeito Colateral
Efeito secundário indesejado de uma medida terapêutica ou medicamento.

Electrofisiológico
Relativo à electrofisiologia (estudo das reacções produzidas nos seres vivos por excitações eléctricas.

Encondromatose
Doença óssea caracterizada pela presença de condromas múltiplos localizados na região metafisária dos ossos longos, que provoca o encurvamento assimétrico dos ossos atingidos.

Enfermo
Fraco ou débil devido a idade ou doença.

Entesopatia
A entese é o local anatómico onde ocorre a inserção de um ligamento ou músculo no osso, está comprometida numa grande variedade de patologias, as quais são denominadas de Entesopatias. Esses pontos apresentam terminações nervosas especiais e o osso onde se inserem fibras dos ligamentos, tendões ou músculos não são recobertos por periósteo. As fibras tendinosas passam directamente para dentro das fibras de Sharpey do osso, local onde o tendão se alarga e se prende directamente na forma de leque na zona de inserção, com cartilagem hialina interposta. Durante o movimento, as ênteses são expostas a grandes sobrecargas mecânicas, sendo que muito frequentemente esses pontos são submetidos a trauma em actividades desportivas e programas de condicionamento físico inadequados. Os locais mais acometidos pelos traumas diários e movimentos repetidos que levam a quadros de Entesopatias são o epicôndilo lateral do úmero, fazendo o cotovelo do tenista ("tennis elbow"), o epicôndilo medial ("golf elbow"), a Entesopatia da pata de ganso, Entesopatia retrocalcãnea e subcalcânea, etc..

Epicondilite
Inflamação do epicôndilo ou dos tendões musculares que nele se inserem, caracterizada por uma dor muito localizada à pressão (epicondialgia), que por vezes irradia ao longo do bordo radial do antebraço e é desencadeada pelos movimentos de extensão e de supinação.

Esclerodermia
Doença cutânea crónica caracterizada pelo endurecimento e espessamento das camadas profundas da pele, frequentemente associada a alterações análogas do tecido conjuntivo das vísceras (chamada esclerodermia generalizada ou sistémica).

Esclerodermia (dermatosclerose, esclerose cutânea)
Espessamento da pele causado por tumefacção e espessamento de tecido fibroso, com atrofia dos folículos pilossebáceos; manifestação da esclerose sistémica progressiva e utilizada como sinónimo daquela doença.

Esclorose
Endurecimento ou dureza.

Escoliose
Desvio lateral da coluna vertebral.

Espinal
Relativo à coluna vertebral.

Espinha bífida
Condição na qual parte de uma ou mais vértebras não se desenvolvem completamente, deixando uma porção da medula espinhal desprotegida. O risco está associado à deficiência de folato na dieta, especialmente no início da gravidez. Algumas crianças não apresentam sintomas, outras ficam fracas ou paralisadas nas áreas alcançadas pelos nervos abaixo do defeito.

Espondilite
Inflamação das vértebras.

Espondilite anquilosante, espondilite ancilosante
A espondilite envolve a inflamação de uma ou mais vértebras. A espondilite anquilosante é uma doença crónica inflamatória que afecta as articulações entre as vértebras da espinha e as articulações entre a espinha e o pélvis. Eventualmente, faz com que as vértebras afectadas se fundam ou cresçam juntas.

Espondilólise
Degeneração da parte articular de uma vértebra.

Espondilolistese
Escorregamento da vértebra, alterando o alinhamento com as vértebras vizinhas.

Espondilose cervical
Qualquer lesão da coluna vertebral de natureza degenerativa.

Esporão
Pequeno crescimento ósseo.

Estimulação nervosa transcutânea eléctrica (TENS)
Introdução de pulsos de electricidade de baixa voltagem nos tecidos de forma a aliviar a dor.

Estímulo
Qualquer agente que provoque uma resposta ou uma forma particular de actividade, numa célula, tecido ou outra estrutura sensível ao estímulo.

Estrogéneos
Hormonas produzidas pelos ovários, responsáveis pela maturação dos órgãos genitais femininos, desde a infância até à idade fértil. Garantem a fertilidade na mulher.

Etiologia
Ciência e estudo das causas de doença e seu modo de acção.

F

Factor de risco
Factores que podem levar a uma maior possibilidade de desenvolvimento de doença; incluem os níveis elevados de colesterol, hipertensão, tabaco, idade ou diabetes.

Farmacoterapia
A utilização de fármacos para tratar uma doença.

Fascia plantar
Camada fibrosa resistente localizada na planta dos pés, logo abaixo da pele, que se insere no osso do calcanhar.

Fasciculação
Contracção de grupos de músculos.

Fenómeno
Manifestação, sinal, sintoma.

Fibrocartilagem
Tipo de cartilagem que contém fibras colagénias visíveis. Aparece como uma transição entre tendões ou ligamentos ou ossos.

Fibrocisto
Inflamação de uma fibrocartilagem.

Fibrodisplasia óssea progressiva
Distúrbio generalizado do tecido conjuntivo em que o osso substitui tendões, fáscias e ligamentos.

Fibroma
Tumor benigno derivada de tecido conjuntivo fibroso.

Fibromas condromixóides (condrofibroma, condromixoma)
Tumores não cancerosos raros que ocorrem em pessoas abaixo de 30 anos de idade, cujo sintoma usual é a dor. Ocorre com mais frequência na tíbiade adolescentes e adultos jovens, composto de tecido mixóide lobulado com escassos focos condróides. O tratamento é feito pela remoção cirúrgica.

Fibromatóide
Foco, nódulo ou massa que se assemelha a um fibroma mas não é considerado como neoplasia (tumor maligno).

Fibromatose
Condição caracterizada pela ocorrência de fibromas múltiplos.

Fibromialgia
Grupo de desordens caracterizado por dores e inflexibilidade dos tecidos moles, incluindo músculos, tendões e ligamentos.

Fibrose
Formação de tecido fibroso como um processo reparador ou reactivo, em oposição à formação de tecido fibroso como um constituinte de um órgão ou tecido.

Fisiológico
Normal, não devido a uma doença, relativo ao estudo das funções dos organismos vivos.

G

Gonartrose
Artrose do joelho que se manifesta através de dores, tumefacção do joelho e limitação dolorosa da flexão.

H

Hallus (ou hallux) valgus
Desvio do dedo grande do pé em direcção ao bordo externo do pé, com eventual cavalgamento do segundo dedo.

Hemiparésia
Paralisia ligeira que afecta um dos lados do corpo.

Hemiplegia
Paralisia que afecta um dos lados do corpo.

Hiperalgesia
Resposta exagerada a um estímulo doloroso normal. Pode ser primária, com aumento da sensibilidade à dor dentro da área de tecido lesado ou secundária, com aumento da sensibilidade à dor no tecido normal que rodeia a área lesada.

Hiperestesia
Sensibilidade aumentada à estimulação.

Hiperostose
Hipertrofia de um osso.

I

Incompatível
Não adequado para administração simultânea.

Indicação
Circunstância que indica a utilização de uma terapia.

Induração
Endurecimento anormal de um tecido.

Inflamação
Processo patológico fundamental de um complexo dinâmico de reacções citológicas e histológica que ocorre nos vasos sanguíneos e tecidos adjacentes acometidos em resposta a uma lesão ou estímulo anormal produzido por um agente físico, químico ou biológico, incluindo: reacções locais e alterações morfológicas resultantes; destruição ou remoção do material lesado e respostas que levam ao reparo e à cura.

Intensidade
Grau de força ou de intensidade.

Intercostal
Entre as costelas.

Intolerância
Incapacidade de suportar um medicamento.

Intramuscular
No interior do músculo.

Invasivo
Que invade, que penetra o corpo.

In-Vitro
Em laboratório.

L

Lesão
Alteração mórbida na função ou estrutura de um órgão.

Ligamento
Feixe fibroso entre dois ossos numa articulação.

Lombar
Relacionado com a parte inferior da coluna vertebral.

Lordoescoliose
Lordose associada a escoliose.

Luxação
Deslocação dos ossos de uma articulação.

M

Manifestação
Exteriorização de uma doença.

Matriz extracelular
Rede complexa de polissacarídeos (como as glicosaminoglicanas ou celulose) e proteínas (como o colagénio) segregados pelas células. Actuam como elementos estruturais nos tecidos e também influenciam seu desenvolvimento e fisiologia.

Menopausa
Fase marcada pela cessação da menstruação, que ocorre geralmente entre os 45 e os 55 anos de idade.

Metabolismo
Conjunto de reacções bioquímicas dentro do organismo.

Mialgia
Dor muscular.

Miastenia
Falta de força, fraqueza muscular.

Mobilidade
Possibilidade de realizar movimentos activos; por exemplo de uma articulação.

Monoterapia
Terapia com um medicamento ou terapia de cada vez.

Músculo-esquelético
Tipo de músculo que representa a maioria da musculatura do corpo. Está ligada ao esqueleto e é responsável pelo movimento dos ossos. Está sob controlo voluntário.

N

Necrose
Morte patológica de uma ou mais células, ou de uma porção de tecido ou órgãos, resultante de alterações irreversíveis.

Neurite
Nevrite, inflamação de um nervo.

Neuromielite, mieloneurite
Neurite associada a inflamação da medula espinhal.

Neuromiosite
Neurite com inflamação dos músculos com os quais o nervo ou os nervos acometidos estão relacionados.

Neuromuscular
Relativo à correlação entre os nervos e os músculos Neuropatia Termo clássico que designa qualquer distúrbio que acomete qualquer segmento do sistema nervoso. No uso contemporâneo, uma doença que envolve os nervos cranianos ou espinhais.

Neuropatia periférica
Termo genérico utilizado para denominar as doenças caracterizadas pelo mau funcionamento dos nervos periféricos. Esse mau funcionamento pode causar a perda de sensação, da actividade muscular ou das funções dos órgãos internos. Os sintomas podem surgir sozinhos ou combinados: caso o nervo que controla determinado músculo seja danificado, essa lesão pode causar a fraqueza desse músculo e até mesmo sua atrofia. Dor, entorpecimento, formigueiro, inchaço e vermelhidão podem surgir em várias partes do corpo. Os danos podem ser sofridos por um único nervo (mono neuropatia), por dois ou mais nervos (mono neuropatia múltipla) ou, simultaneamente, por muitos nervos distribuídos pelo corpo (poli neuropatia).

Neuropatias Periféricas Hereditárias
Distúrbios do sistema nervoso periférico transmitidos geneticamente de pais para filhos. As três categorias principais das neuropatias hereditárias são: neuropatias motoras hereditárias, que afectam apenas os nervos motores; neuropatias sensoriais hereditárias, que afectam apenas nervos sensoriais e neuropatias sensoriais-motoras hereditárias, que afectam os nervos sensoriais e motores.

O

Ossificação
Formação do osso ou de substância óssea.

Osso
Tecido conjuntivo duro que consiste em células incrustadas numa matriz de substância fundamental mineralizada e fibras de colagénio. As fibras são impregnadas com uma forma de fosfato de cálcio semelhante à hidroxiapatia, bem como quantidade substancial de carbonato, citrato de sódio e magnésio. É composto de 75% de material inorgânico e 25% de material orgânico.

Osteoartrite (Artrite degenerativa)
Doença osteoarticular de carácter degenerativo, sinónimo de artrose. Distúrbio crónico das articulações, caracterizado pela degeneração da cartilagem da junta e de ossos adjacentes, que pode causar dor e rigidez. Afecta tanto os homens quanto as mulheres, geralmente ao redor dos 70 anos de idade. Ocorre na maioria dos vertebrados.

Osteoblasto
Célula óssea associada à formação do osso.

Osteoclástico
Relativo a osteoclastos, principalmente com referência à sua actividade na absorção e na remoção de tecido ósseo.

Osteoclasto
Grande célula multinucleada, possivelmente de origem monocítica, com abundante citoplasma acidófilo que funciona na remoção do tecido ósseo.

Osteocondrite
Doença da cartilagem articular. Sinónimo de osteocondrose.

Osteocondrite deformante infantil da epífise femoral superior
Sinónimo de coxa plana.

Osteocondrite do semilunar
Sinónimo de doença de Kienböck. V. Kienböck (doença de).

Osteocondrodisplasias
Grupo de distúrbios hereditários em que os ossos ou as cartilagens ósseas crescem anormalmente, acarretando desenvolvimento anormal do esqueleto.

Osteocondroma (Exostose osteocartilaginosa)
Tipo mais comum de tumor ósseo não canceroso, que ocorre em pessoas entre 10 e 20 anos. Caracteriza-se por protuberâncias na superfície óssea. Pode originar-se de qualquer osso pré formado em cartilagem, mas é mais frequente próximo das extremidades dos ossos longos. Os osteocondromas múltiplos são hereditários e denominados exostoses múltiplas hereditárias.

Osteocondromatose (articular)
Afecção articular que atinge sobretudo o cotovelo e o joelho, mais frequente no sexo masculino, caracterizada por um espessamento viloso da sinovial, onde se destacam múltiplos fragmentos osteocartilagíneos que constituem corpos estranhos na cavidade articular.

Osteocondrose
Sinónimo de osteocondrite.

Osteófito
Osteofima; excrescência óssea.

Osteogênese
Formação do osso ou de substância óssea.

Osteomalácia (Raquitismo do adulto)
Doença que se caracteriza pelo amolecimento e curvatura gradual dos ossos com dor de intensidade variável. Causada pela não calcificação do tecido osteóide em virtude da ausência da vitamina D ou ausência de vitamina D. É mais comum nas mulheres e geralmente começa na gravidez.

Osteomas osteóides
Pequenos tumores não cancerosos que se desenvolvem nos braços ou pernas, podendo ocorrer, contudo, em qualquer osso. Causam dores que pioram no período da noite, sendo aliviadas por pequenas doses de aspirina. Eventualmente os músculos que circundam o tumor podem se atrofiar.

Osteomielite
Infecção dos ossos geralmente causada por bactérias e, às vezes, por fungos. Quando o osso é infectado, a medula frequentemente incha. Como o tecido inchado pressiona a parte rígida externa do osso, os vasos sanguíneos da medula se comprimem, reduzindo o suprimento de sangue ao osso. Sem este suprimento, partes do osso podem morrer. A infecção também pode se espalhar para fora do osso, formando abcessos (pus) nos tecidos adjacentes, tais como os músculos.

Osteonecrose
A morte do osso em massa, que se distingue da cárie ("morte molecular") ou focos relativamente pequenos de necrose no osso.

Osteopenia
Redução da calcificação ou densidade óssea; termo descritível aplicável a todos os sistemas ósseos nos quais se observa essa condição; não tem implicação de causalidade. Redução da massa óssea em virtude de síntese inadequada de osteóide.

Osteopetroses
Distúrbios hereditários que aumentam a densidade óssea e causam anormalidades no esqueleto.

Osteoporose
Redução progressiva da densidade dos ossos, que os enfraquece, levando a fracturas. Os ossos contêm minerais, tais como cálcio e fósforo, que os tornam duros e densos. Para manter a densidade óssea, o organismo precisa fornecer suprimento adequado de cálcio e de outros minerais e produzir quantidades apropriadas de muitas hormonas, com por exemplo hormona paratireóide, hormona de crescimento, calcitonina, estrogénio na mulher e testosterona no homem. O organismo também precisa da vitamina D para absorver o cálcio do alimento e incorporá-lo aos ossos. Se o corpo não for capaz de regular o conteúdo mineral dos ossos, estes se tornam mais frágeis, resultando em osteoporose.

Osteoporose da pós-menopausa
Redução progressiva na densidade dos ossos causada pela falta de estrogénio, principal hormona feminina, o qual ajuda na regulação da incorporação do cálcio pelos ossos da mulher. Geralmente, os sintomas aparecem entre os 51 e 75 anos de idade.

Osteoporose juvenil idiopática
Tipo raro de osteoporose, cuja causa ainda não foi identificada. Ocorre em crianças e jovens adultos com níveis e funções hormonais e vitamínicos normais, sem qualquer razão para apresentarem a doença. Leva a dor ou fracturas com remissão espontânea em poucos anos.

Osteoporose secundária
Redução progressiva da densidade dos ossos causada por outra condição médica (falha renal crónica, distúrbios hormonais) ou por medicamentos (corticosteróides, barbitúricos, anticonvulsivos).

Osteoporose senil
Redução progressiva da densidade dos ossos, provavelmente decorrente da deficiência de cálcio relacionada ao envelhecimento e de um desequilíbrio entre a taxa de lixiviação e a de nova formação óssea. Geralmente afecta pessoas acima de 70 anos de idade, sendo duas vezes mais comum em mulheres.

Osteosclerose
Endurecimento anormal ou eburnação do osso.

Osteossarcoma (sarcoma osteogénico)
Tumor ósseo canceroso primário que se origina nas células formadoras do osso. Pode ocorrer em qualquer idade, mas mais comummente entre 10 e 20 anos. Cerca de metade destes tumores ocorre no joelho ou ao redor do mesmo, mas podem se originar em qualquer osso, causando dor e inchaço. Tendem a se espalhar até os pulmões.

Osteossíntese
Fixação cirúrgica de uma fractura, por meio geralmente metálico.

P

Paget (doença óssea de)
Doença de causa desconhecida, mais frequente no sexo masculino, rara antes dos 50 anos de idade, que se caracteriza clinicamente por deformações ósseas, em regra múltiplas (crânio, bacia, fémur), associadas a dores e perturbações vaso motoras, podendo provocar fracturas. Ao exame radiológico, os ossos atacados apresentam um aspecto algodoado, com alternâncias irregulares de zonas escuras e claras e uma camada cortical muito espessa. Sinónimo de osteíte deformante hipertrófica. (Paget, Sir James, cirurgião de Londres, 1814-1899.)

Parestesia
Sensação anormal (alfinetes, agulhas ou formigueiros).

Pé côncavo (ou pé cavo)
Pé cuja curvatura plantar é exagerada. Os dedos tendem a dobrar-se em garra; a pressão excessiva sobre as cabeças dos metatársicos provoca calosidades e dores.

Periartrite
Inflamação dos tecidos que envolvem uma articulação (bolsas serosas, tendões, ligamentos).

Periartrite escapulumeral
Conjunto de modificações patológicas que afectam os músculos, os tendões e as bolsas que envolvem a articulação escapulumeral. As suas manifestações clínicas são constituídas por dores no ombro e limitação dos movimentos que pode atingir o bloqueio da espádua por retracção fibrosa da cápsula articular.

Perthes (doença de)
Sinónimo de coxa plana.

Poliartrite
Inflamação simultânea de várias articulações.

Polinevrite
Neurite múltipla; inflamação de muitos nervos, um de cada vez.

Profilático
Constituição de uma falsa articulação, patológica, entre dois fragmentos ósseos de uma fractura mal consolidada, com mobilidade anormal ao seu nível.

R

Radiografia
Teste vulgarmente utilizado no diagnóstico da dor neuropática para determinar alterações mecânicas ou esqueléticas que possam originar compressão do nervo.

Radiologista
Especialista em radiologia, a aplicação de certas radiações electromagnéticas ao diagnóstico e à terapêutica de órgãos internos sem recurso a cirurgia. Os exames radiológicos incluem raios X, TAC, RM, ultra-sons, angiografia e medicina nuclear.

Radioterapia
Especialidade médica relacionada ao uso de radiações electromagnéticas ou de partículas no tratamento de doenças. Tratamento de uma doença através de radiações, do tipo de raio-X, raios beta, e raios gama, produzidos por máquinas ou por radioisótopos.

Raios X
Radiações electromagnéticas de pequeníssimo comprimento de onda e de grande poder de penetração, que se produzem quando um feixe de electrões embate contra um obstáculo, descobertas em 1895 pelo físico alemão W. C. Röntgen (1845-1923). Atravessando o corpo humano são utilizadas como técnica de diagnóstico em imagiologia criando imagens dos tecidos duros (como os ossos ou tumores sólidos) numa película fotográfica.

Reabilitação
Restauração, após uma doença ou lesão, da capacidade de funcionar de forma normal ou quase normal.

Regeneração
Renovação ou preparação de tecidos ou de partes desaparecidas.

Ressonância magnética (RM)
Exame utilizado no diagnóstico da dor neuropática para detectar anomalias no encéfalo.

Ressonância Magnética Nuclear
Modalidade de diagnóstico por imagem em que se usa a tecnologia de ressonância magnética nuclear, na qual o corpo do paciente é colocado em um campo magnético e seus núcleos atómicos são excitados por impulsos de radiofrequência. Os sinais resultantes que variam de intensidade são processados através de um computador para produzir uma imagem.

Reumática
Referente a condições com dor ou outros sintomas de origem articular ou relacionados a outros elementos do sistema músculo-esquelético.

Reumatismo
Termo obsoleto para designar febre reumática. É aplicado a várias condições com dor ou outros sintomas de origem articular ou relacionadas a outros elementos do sistema músculo-esquelético. Existem vários tipos de reumatismo.

Reumatismo crónico
Distúrbio específico das articulações, de evolução lenta, ocasionando um espessamento e contracção dolorosos das estruturas fibrosas, interferindo com o movimento, e causando deformidade.

Reumatismo nodoso
Reumatismo articular agudo ou sub-agudo, acompanhado pela formação de nódulos sobre os tendões, ligamentos e periósteo, na adjacência das articulações acometidas.

Reumatismo sub-agudo
Forma leve, mas em geral prolongada, de febre reumática aguda, amiúde resistente ao tratamento.

RM
Ver Ressonância Magnética.

Ruptura muscular
Lesão provocada geralmente pela extensão muito violenta ou muito brusca do músculo contraído (como, por exemplo, quando se faz esforço demasiado para dar um salto). A ruptura provoca dor intensa, súbita, acompanhada de derrame sanguíneo muito intenso. Uma vez desaparecido o inchaço que envolve o local afectado, fica mais ou menos visível uma depressão, principalmente quando o músculo se contrai .

S

Sarcoidoise
Sinónimo de doença de Besnier-Boeck-Schaumann. V. Besnier-Boeck-Schaumann.
Trata-se de uma doença de origem auto-imune, também denominada de sarcoidose, provocando lesões pulmonares semelhantes à tuberculose.

Scheuermann (doença de)
Afecção degenerativa da coluna vertebral que ataca as crianças e os adolescentes, caracterizada por cifose dolorosa e rigidez da coluna dorso lombar. Caracteriza-se radiologicamente pelo achatamento de um ou mais discos intervertebrais, por deformação cuneiforme moderada de um ou vários corpos vertebrais (na maior parte dos casos D7, D8 e D9) e por lesões dos pratos vertebrais, que frequentemente estão esclerosados. Sinónimo de cifose dolorosa dos adolescentes, epifisite vertebral do crescimento. (Scheuermann, Holger Werfer, cirurgião ortopedista dinamarquês, Copenhaga, 1877-1960.)

Sequela
Complicação mais ou menos tardia de uma doença, doença consecutiva.

Síndroma
Complexo mórbido, conjunto de sintomas.

Síndrome do túnel de carpo
Mono neuropatia periférica resultante da compressão do nervo mediano do punho. Produz sensações estranhas, entorpecimento, formigueiro e dor em alguns dedos e no lado da mão relativo ao polegar. É comum especialmente em mulheres, podendo afectar uma ou ambas as mãos. As pessoas cujo trabalho exige movimentos repetitivos forçosos, levando à extensão do pulso, são as mais susceptíveis (como aquelas que utilizam chaves-de-fenda). Uso prolongado de teclados de computador também causa esta síndrome. Gestantes e pessoas com diabetes ou com a glândula tiróide pouco activa estão sob grande risco de desenvolver esta síndrome.

Sintomatologia
Sintomas combinados de uma doença.

T

Tendinite
Inflamação de um tendão. Tendões são cordas fibrosas de tecido inflexível que conectam os músculos aos ossos. Os tendões inflamados geralmente causam dor quando são movimentados ou tocados. A tendinite geralmente ocorre na meia-idade ou quando idosos, conforme os tendões se tornam mais susceptíveis a lesões. Contudo, ocorre em pessoas mais jovens que praticam exercícios vigorosos e naqueles que executam tarefas repetitivas.

Tinnitus
Zumbido do ouvido.

Tolerância
O uso repetido ou prolongado de alguns medicamentos pode resultar em tolerância - uma diminuição da resposta farmacológica. A tolerância ocorre quando o organismo se adapta à presença continuada da droga.

Tomografia
Exame baseado na diferença de densidade do cérebro. Permite imagens menos detalhadas do cérebro.

Tomografia com emissão de positrões
Técnica de imagem tomográfica das funções metabólicas e fisiológicas locais nos tecidos sendo a imagem formada por síntese computadorizada de dados transmitidos por meio de radionuclídeos emissores de positrões, frequentemente incorporados a substâncias bioquímicas naturais e administrados ao paciente; um computador traça o trajecto dos fotões (produzidos pela colisão de positrões emitidos pelas substância bioquímica radioactiva como os electrões com carga negativa normalmente presente nas células teciduais) e produz uma imagem composta, quase sempre colorida, que representa o nível de metabolismo das substâncias bioquímicas no tecido, como um indicador da presença ou ausência da doença.

Tomografia Computadorizada
Conjunto de informações anatómicas apresentada como uma imagem gerada por uma síntese computadorizada pela transmissão de dados obtidos por raios X. Permite localizar com precisão eventuais anormalidades.

Tumor
Produção patológica, não inflamatória, de tecido de formação nova. Pode ser constituído por células normais e manter-se estritamente localizado (tumor benigno) ou ser formado por células atípicas, monstruosas, e invadir progressivamente os tecidos vizinhos, ou disseminar-se à distância por metáteses (tumor maligno ou canceroso). Sinónimo de neoplasia (sobretudo para os tumores cancerosos), neoformação. 2) Nome dado antigamente a qualquer tumefacção.

Tumor
Crescimento novo, espontâneo, do tecido, formando uma massa anormal. Um tumor, não tem função útil de crescimento, com detrimento da saúde do organismo.

Tumores ósseos
Crescimento de células anormais nos ossos. Podem ser benignos ou malignos (cancerosos). Os malignos são raros. Podem ser primários (originados no próprio osso) ou metastáticos (originários de outros locais do corpo). O sintoma mais comum é a dor nos ossos. Pode-se notar protuberâncias no local.

Tumores ósseos metastáticos
Cancros com origens em outros locais do corpo, que se espalham e atingem os ossos. Os tipos de câncer que tendem a se espalhar são: o de mama, o de pulmão, o de próstata, o de rins e o da tiróide. Sintomas podem consistir em dores ou fractura no local onde o osso esteja enfraquecido pelo tumor.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
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