Em Peniche
O presidente da câmara de Peniche exige garantias de que o Ministério da Saúde não vai fechar o Serviço de Urgência Básica do...

Por esta razão, a Comissão de Acompanhamento do Hospital de Peniche vem a Lisboa entregar em mão uma carta ao ministro Paulo Macedo, após pedidos desde 2011 para que a tutela receba esta comissão.

“Quando Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé”, sublinhou António José Correia, que pretende “intervenções de qualificação no Hospital e, concretamente, no Serviço de Urgência Básica”.

Com estas intervenções, o autarca de Peniche pretende melhorar as condições de atendimento para que os habitantes da cidade não venham a usar outros hospitais.

Operação Nariz Vermelho
As crianças hospitalizadas no Hospital de São João do Porto receberam no sábado, 19 de Julho, a visita surpresa da cantora...

No âmbito da sua world tour, a artista decidiu conhecer o trabalho desenvolvido pelos Doutores Palhaços que todas as semanas levam alegria às crianças hospitalizadas. A visita decorreu entre as 12h00 e as 14h00, altura em que Joss Stone teve oportunidade de colocar o nariz pela causa e contactar directamente com os mais pequenos.

Segundo a responsável de comunicação da ONV, Magda Ferro, “foi com extrema satisfação que vimos o nosso trabalho procurado e reconhecido por uma artista tão prestigiada como é Joss Stone, e foi, sem dúvida, um privilégio levá-la a conhecer de perto o nosso trabalho junto das crianças.”

A Operação Nariz Vermelho é uma instituição particular de solidariedade social que tem como objectivo levar alegria às crianças hospitalizadas promovendo, semanalmente, visitas de Doutores Palhaços às enfermarias pediátricas de 13 hospitais do país, incluindo o Hospital de São João, no Porto.

Em 2013
Os portugueses consumiram menos carne, leite, fruta, vinho e cereais em 2013, um ano que fica também marcado por um ligeiro...

Cada residente em território nacional consumiu, em média 105 quilos de carne (106 em 2012), 130 quilos de cereais (131 em 2012), 80 litros de leite (83 em 2012) e 40 litros de vinho (47 em 2012).

O consumo de leite e derivados tem vindo a decrescer desde 2008 (-10,3% entre 2008 e 2013), atingindo apenas 1.307 mil toneladas em 2013.

No caso do vinho, a produção registou um acréscimo de 12,2% na campanha de 2012/2013, enquanto o consumo caiu 16,5%, melhorando o grau de aprovisionamento.

Quanto ao arroz, o consumo humano manteve-se estável (16,3 quilos em 2013 face aos 16,2 quilos consumidos em 2012), não acompanhando a tendência de decréscimo da produção (-6,4%), o que obrigou a um aumento das importações (58,3%) para satisfazer as necessidades de consumo.

Em termos de fruta, o consumo “per capita” ficou-se pelos 98 quilos na campanha de 2012/2013, menos 13,4 quilos do que na anterior campanha.

Portugal não é autossuficiente em frutos e importou, em média, cerca de 30% do que consumiu entre 2010/2011 e 2012/2013.

No que respeita à carne, Portugal produziu apenas 72,9% da quantidade necessária para satisfazer as necessidades de consumo (76% em 2012).

O saldo da balança comercial agroalimentar em 2013 foi deficitário em 3,7 mil milhões de euros, o que significa mais 39 milhões de euros do que no ano anterior.

As importações aumentaram 5,6%, atingindo um valor de 7,2 mil milhões de euros, enquanto as exportações cresceram 11% face a 2012, totalizando 3,5 mil milhões de euros.

O saldo da balança comercial dos produtos florestais manteve-se excedentário (2,5 mil milhões de euros) e melhorou 140 milhões de euros face a 2012.

Peritos no VIH/SIDA
Participantes na conferência internacional sobre VIH expressaram a sua indignação em relação a países com leis que estigmatizam...

Este assunto divide de forma acentuada os países ricos, contra a discriminação dos homossexuais, dos estados mais pobres, que têm adoptado legislação homofóbica.

A Prémio Nobel da Medicina e coautora da descoberta do vírus da sida, Françoise Barré-Sinoussi chamou a atenção para uma realidade cruel em todo o mundo: “o estigma e a discriminação continuam a ser as principais barreiras para o acesso efectivo aos cuidados”.

“Precisamos de gritar bem alto que não vamos ficar parados quando os governos, violando os princípios dos direitos humanos, estabelecem leis monstruosas que apenas marginalizam as populações já vulneráveis”, declarou, citada pela agência France Presse.

Especialistas presentes na conferência internacional avisam que se os homossexuais ou bissexuais são ameaçados com prisão ou perseguição, evitarão fazer o teste da Sida ou procurar tratamento caso já estejam infectados: “esta atmosfera tóxica de silêncio e medo é um perfeito terreno fértil para a propagação do VIH”.

Os cerca de 12 mil participantes na conferência de Melbourne são convidados a assinar uma declaração que salienta que os homossexuais e transgénero “devem ter os mesmos direitos e igualdade de acesso à prevenção, assistência, informação e serviços para a sida”.

Segundo um relatório da ONUSIDA divulgado na semana passada, 79 países têm leis que criminalizam as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo e sete deles preveem a pena de morte.

Enquanto os direitos dos homossexuais têm aumentado nos países ocidentais, noutros estados, como em alguns africanos e na Rússia, tem-se reforçado a legislação contra a homossexualidade.

Acabar com VIH/SIDA
Delegados da conferência internacional sobre Sida que decorre em Melbourne defenderam hoje que a descriminalização do uso de...

Uma das principais sessões de hoje da conferência discutiu o impacto das políticas de droga nas pessoas que consomem drogas injectáveis, a propagação do VIH e doenças associadas como a tuberculose e a hepatite.

Segundo os delegados, “a guerra global contra as drogas fracassou”, especialmente no que respeita ao VIH, defendendo que é o momento de substituir a criminalização e a punição de quem usa drogas por tratamentos e cuidados de saúde.

“A reforma da política de drogas não deve ser vista de forma isolada”, declarou o Comissário Global contra as drogas, o empresário britânico e fundador do grupo Virgin, Richard Branson, segundo um comunicado divulgado no site da conferência internacional.

“Globalmente, estamos a usar muito dinheiro e demasiados recursos preciosos na prisão quando devíamos estar a usar dinheiro na educação, treino vocacional e, no caso de quem usa drogas, no tratamento e cuidados adequados”, referiu.

A Conferência Internacional sobre Sida arrancou sábado na Austrália ensombrada com a morte de alguns delegados à reunião, que viajavam no Boeing-777 da Malaysia Airlines que caiu quinta-feira no leste da Ucrânia.

Os organizadores do encontro expressaram profunda tristeza pela perda dos delegados que viajavam no voo MH17, que fazia a ligação entre Amesterdão e Kuala Lumpur com 298 pessoas a bordo.

Investigadora de Coimbra alerta
A professora Ananda Fernandes, da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, considerou hoje que o país "vai pagar muito...

Face à dificuldade de acesso "a cuidados de saúde" e ao défice de enfermeiros, os doentes "morrem mais cedo" por falta de cuidados de enfermagem, afirmou Ananda Fernandes, sublinhando que a população envelhecida é das mais afectadas.

"Os idosos têm vulnerabilidades particulares e precisam de cuidados que requerem enfermeiros. E como em Portugal temos um défice de enfermeiros, os idosos não têm os cuidados de enfermagem que necessitariam e irão morrer seguramente mais cedo", observou a docente da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) e também futura directora do Centro Colaborador da Organização Mundial de Saúde (OMS) para Enfermagem e Obstetrícia em Portugal.

Outros grupos vulneráveis, como as crianças ou mulheres, também "estão sujeitos a esse risco", referiu, frisando que, "quando as unidades de saúde estão dotadas de pessoal qualificado em enfermagem, isso diminui a mortalidade dos doentes".

Ananda Fernandes recordou também que o maior número de pessoas com doença crónica exige "cuidados especializados", nomeadamente de enfermagem, que por vezes não é dado por falta de enfermeiros, quando "todos os anos licenciados deixam o país para trabalhar lá fora".

A iniquidade passa também "pela má distribuição em Portugal de cuidados de saúde, havendo regiões que não têm o mesmo acesso a cuidados de saúde", constatou.

A docente salientou ainda que a enfermagem vive de momento "uma revolução em termos de desenvolvimento", alertando que esta revolução "não passa apenas pela qualificação académica", mas também por "dotações nas diversas instituições que permitam que essas qualificações melhorem a saúde das pessoas".

Ananda Fernandes irá dirigir o Centro Colaborador da OMS para Enfermagem e Obstetrícia, anúncio que será feito durante a 10.ª edição da Conferência da Rede Global de Centros Colaboradores para Enfermagem e Obstetrícia, que decorre entre quarta-feira e sexta-feira, no centro de congressos do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra.

O encontro, com a organização da ESEnfC, pretende debater "o contributo dos enfermeiros no combate às iniquidades no acesso à saúde".

A designação da instituição de Coimbra como Centro Colaborador é "o reconhecimento de que o trabalho da Escola é útil para os desígnios da Organização Mundial da Saúde", referiu Ananda Fernandes.

Este será o primeiro Centro Colaborador para Enfermagem e Obstetrícia na Península Ibérica.

Especialistas dizem
Um estudo publicado esta terça-feira revela que foram salvas milhões de vidas graças aos medicamentos antirretrovirais e que a...

Publicado na revista médica britânica The Lancet, o estudo realizado por investigadores da Universidade de Washington foi apresentado na conferência internacional sobre a Sida, organizada esta semana em Melbourne, na Austrália.

Segundo a revista, trata-se do "estudo mais completo" realizado até o momento "sobre os objectivos do milénio para o desenvolvimento" envolvendo a luta contra a Sida, a malária e a tuberculose.

O documento revela que o número de novos casos de infecção pelo vírus VIH está a cair em todo o mundo, depois do pico de 2,8 milhões de casos por ano registado em 1997. Actualmente, registam-se por ano cerca de 1,8 milhões de novas infecções pelo VIH.

Segundo dados revelados neste estudo, existiam 29 milhões de pessoas infectadas pelo vírus em 2012.

O pico da epidemia de Sida ocorreu em 2005, quando o VIH matou 1,7 milhão de pessoas. Desde então, o número anual de óbitos caiu e em 2013 foi de 1,3 milhão, contra a estimativa de 1,5 milhão da ONUSIDA.

Actualmente, há 29,2 milhões de portadores de VIH no planeta, segundo o relatório, abaixo dos 35 milhões previstos.

"A nossa análise permite deduzir que a epidemia de Sida é menor do que estimado pela ONUSIDA", o organismo da ONU que coordena a luta contra o VIH, destaca o estudo dirigido por Christopher Murray, da Universidade de Washington.

Os antirretrovirais que permitem combater eficazmente o VIH até torná-lo indetectável no sangue não oferecem uma cura completa, mas permitem prolongar a vida das pessoas infetadas. No caso de mulheres grávidas, o tratamento permite evitar a transmissão do vírus para o bebé, por exemplo.

O estudo estima que a epidemia de Sida na América Latina e na Europa Oriental é menos grave do que se acreditava, mas nas Filipinas, a situação é pior.

"O investimento global nos tratamentos anti-VIH permite salvar vidas a um ritmo elevado", destaca Murray, citado pela AFP, que no entanto frisa que a eficácia dos tratamentos varia de país para país.

A conferência organizada em Melbourne pela Sociedade Internacional da Sida reúne 12 mil pesquisadores, especialistas e militantes, até 25 de Julho.

Porque acontece?
Independentemente de quantos filhos já teve, a fase após o nascimento do seu bebé pode proporcionar-
Depressão pós-parto

Sentimentos de tristeza e depressão após o parto são bastante mais frequentes do que as pessoas possam imaginar. É importante para as futuras mães, e familiares, que compreendam os sintomas da depressão pós-parto, de modo a que a ajuda profissional destes casos seja feita atempadamente. Com apoio e tratamento adequado, os pais poderão continuar a viver uma vida saudável.

 

Baby Blues
Após o parto poderá acontecer algo chamado de Baby Blues, e que frequentemente afecta uma grande percentagem de mulheres. O Baby Blues traduz-se por alterações acentuadas do humor logo nos primeiros dias após o parto, que quando prolongadas por um maior período de tempo poderá conduzir a algo mais profundo conhecido como depressão pós-parto.

Com o Baby Blues, uma mulher poderá sentir-se feliz num momento e triste e desanimada logo no momento a seguir. Estas alterações de humor duram normalmente apenas alguns dias, podendo prolongar-se por uma ou duas semanas.

Esta é uma situação que se deve ao efeito natural das mudanças hormonais que ocorrem com a gravidez e o parto. Ao voltarem a estabilizar, os sintomas do Baby Blues acabam por passar naturalmente sem necessidade de recorrer à ajuda de um médico.

Para melhor controlar esta fase, deve optar por repousar e alimentar-se correctamente. Aceitar a ajuda de todos aqueles que estão dispostos a ajudá-la é bastante importante, pois vai permitir-lhe que se abstraia das tarefas mais simples deixando-lhe tempo para cuidar de si.

Se o Baby Blues demorar mais de uma semana ou duas, converse com o seu médico para discutir se a depressão pós-parto pode ser a causa dos seus estados emocionais.

Depressão pós-parto
Embora seja um percentagem pequena, a verdade é que algumas mulheres acabam por vir a sofrer de sentimentos de tristeza profunda que se prolongam para além do Baby Blues. Estes são casos de depressão pós-parto, e que representam uma verdadeira depressão clínica desencadeada pelo parto.

São muitas as mudanças que acontecem após o parto. Para além dos níveis hormonais, existem também as mudanças físicas, e das rotinas diárias. Todos estas mudanças podem vir a originar uma depressão.

Poderá também existir um predisposição genética para uma mulher vir a desenvolver uma depressão pós-parto, assim como, alguém que já tenha tido um episódio anterior de depressão, poderá ter um risco mais elevado de vir a ser afectado.

Este são alguns dos sintomas indicativos de uma depressão pós-parto:

  • Sentimentos de infelicidade, tristeza, desinteresse e insatisfação constantes;
  • Sentimento de indiferença para com o seu filho;
  • Perda de apetite e falta de vontade de se alimentar;
  • Dificuldade em cumprir as tarefas diárias;
  • Desespero e falta de esperança de dias melhores;
  • Dificuldade de concentração.

Numa fase da vida que supostamente deveria ser das melhores que uma mulher pode passar, a incapacidade de resolver e compreender as razões de todos estes sentimentos negativos são sem dúvida factores que poderão levar uma mulher a tentar camuflar este problema. Esta é uma opção errada, pois a depressão pós-parto deve ser reconhecida e compreendida para que com apoio médico possa vir a ser tratada.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Dicionário de A a Z
Inversão do hábito urinário normal.
Nictúria

Uma pessoa urina mais e em maior quantidade durante a noite que durante o dia.

Pode ser um sinal de insuficiência renal.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Dicionário de A a Z
Neurotransmissor do cérebro.
Dopamina

A dopamina é sintetizada no corpo (principalmente no tecido nervoso e nas glândulas adrenais), e pode ser fornecida como droga que age no sistema nervoso simpático, produzindo efeitos tal como o aumento do ritmo cardíaco e da pressão sanguínea.

É também uma hormona libertada pelo hipotálamo. A sua principal função é impedir a libertação de prolactina do lobo anterior da pituitária.

Fonte: 
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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Infarmed
O Infarmed alertou em circular informativa a recolha voluntária de lote dos medicamentos Rabeprazol.

Na sequência de se terem detectado resultados fora das especificações para o parâmetro "impurezas", as empresas responsáveis pela comercialização irão proceder, como medida preventiva, à recolha voluntária do lote R51030 com a validade 07/2014 dos medicamentos Rabeprazol Bravet, Rabeprazol Pentafarma e Rabeprazol Labesfal

Assim, o Infarmed ordena a suspensão imediata da comercialização dos medicamentos pertencentes a este lote.

Face ao exposto:

- As entidades que possuam medicamentos pertencentes a este lote em stock não os podem vender, dispensar ou administrar, devendo proceder à sua devolução.

- Os doentes que estejam a utilizar medicamento pertencente a este lote não devem interromper o tratamento. Logo que possível, devem consultar o médico assistente para poderem adquirir um lote alternativo.

Após tratamento com células estaminais
Uma norte-americana submetida a um ensaio clínico com células estaminais acabou por desenvolver um segundo nariz… nas costas.

Os testes, conduzidos há oito anos, destinavam-se a doentes tetraplégicos, a quem foram implantadas amostras de tecidos nasais cujas células se deveriam diferenciar (ou seja, desenvolver-se noutro sentido que não o original) em neurónios que iriam reparar, ainda que de forma ténue, as lesões na coluna dos pacientes.

O tratamento acabou por dar certo em alguns casos – eram 20 no total, os que se submeteram a este ensaio clínico – mas, noutros, não surtiu efeito. E, no caso daquela paciente, evoluiu para algo estranho: a doente parecia ter uma evolução favorável, tendo recuperado alguma sensibilidade nas costas, mas ao fim de algum tempo, começou a sentir dores fortes. Médicos de um hospital no Iowa (EUA) observaram-na e constataram que as células estaminais implantadas, em vez de se diferenciarem nos neurónios pretendidos, acabaram por dar origem, justamente, àquilo para o qual estavam talhadas, o desenvolvimento de um nariz. Não era um órgão completo, mas tinha células nasais e cartilagens já formadas.

Os especialistas trataram então de remover o estranho apêndice das costas da paciente, e perceberam que não havia risco cancerígeno, uma das contra-indicações que tem sido observada em alguns destes testes com células estaminais.

Alguns tratamentos – poucos ainda, para o que se tem investido na última década nesta área – foram aprovados pelas autoridades de saúde norte-americanas, enquanto outros ainda estão em teste. Há mais de dez anos que as células estaminais são vistas como o futuro da medicina, pela possibilidade, ainda teórica na maior parte dos casos, de elas se poderem desenvolver nos tecidos que estão em falta ou danificados nos pacientes. Daí a miríade de doenças que os investigadores na área prometem tratar assim, das neurológicas à diabetes, passando pelas doenças motoras.

Mas a evolução na eficácia e no controlo da evolução destas células não tem permitido avançar. A revista britânica New Scientist refere vários processos judiciais nos EUA. Um homem de 50 anos que pretendia tratar uma doença de Parkinson acabou por desenvolver um tumor cerebral devido a um implante de células estaminais, por exemplo. Apesar das aprovações aos tratamentos existentes serem poucas, algumas clínicas e centros de investigação privados já usam as células para uma lista extensa de tratamentos. O risco é grande pelo desconhecimento de efeitos secundários, incluindo ter um nariz onde ele não é chamado.

Ordem dos Médicos denuncia
O Ministério da Saúde está a abrir vagas em alguns serviços ou valências hospitalares que o próprio Governo pretende extinguir...

Em declarações, José Miguel Guimarães denuncia a incompatibilidade nas vagas anunciadas pelo ministério: "A portaria 82/2014, que tem a ver com a reforma hospitalar, limita uma serie de valências nas especialidades médicas e cirúrgicas a alguns hospitais. Entretanto, o Governo publica um despacho que abre uma série de vagas para especialidades que, segundo esta portaria, vão encerrar".

No centro hospitalar de Gaia-Espinho, por exemplo, 100% das vagas abrem em serviços na cardiologia pediátrica e cirurgia pediátrica, especialidades que vão deixar de existir.

O mesmo se passa com a cirurgia vascular e cirurgia plástica reconstrutiva e estética, alerta José Miguel Guimarães.

A solução, na leitura da Ordem dos Médicos, passa por rever a portaria que prevê a reforma hospitalar e manter os concursos. 

Seis hospitais vão atribuir
Seis hospitais vão poder pedir e emitir os cartões para portadores de doenças raras, que em Portugal serão 800 mil. Este...

Este documento foi uma luta de anos para os doentes, que têm patologias tão raras que devem ser centralizadas em unidades específicas, os chamados centros de excelência.

Ontem, a Direcção-Geral da Saúde (DGS) publicou uma norma onde determina as regras da emissão destes cartões, que passam a poder ser requisitados no Centro Hospitalar de São João, Lisboa Norte, Lisboa Central, Universitário de Coimbra. Porto e Alto Ave. Mas os hospitais que seguem doentes vão poder solicitar à DGS a sua habilitação como unidades emissoras.

A clarificação do tipo de doença, os cuidados pré-hospitalares de urgência/emergência e os tratamentos mais eficazes são garantidos a partir deste documento identificativo, que permitirá a referenciação para os hospitais certos.

A prevalência destas doenças é inferior a cinco casos por cada dez mil habitantes, razão que justifica a sua concentração em algumas unidades. Esse trabalho está actualmente em curso.

Profissionais de saúde
O Ministério da Saúde recuou em algumas medidas previstas no código de conduta ética dos médicos e que, face a obrigações de...

No diploma publicado ontem em Diário da República, a tutela abre excepções que possibilitam a quebra do segredo. “O dever do sigilo profissional não deverá impedir a comunicação de irregularidades, nomeadamente situações que prefigurem erros ou omissões que possam prejudicar os destinatários da actuação da instituição” de saúde, diz o despacho.

O código admite ainda a possibilidade de quebra do sigilo quando esteja em causa a necessidade de denúncia de factos “relevantes às instâncias externas administrativas reguladoras, inspectivas, policiais e judiciárias”.

No início deste mês, o ministério tinha já adiantado ter enviado para publicação o diploma com quase todas as sugestões dos vários agentes do sector acatadas, nomeadamente da Ordem dos Médicos. Garantiu ainda que não pretendia que o mesmo fosse um “código de censura”.

Opinião diferente emitiu então a Federação Nacional dos Médicos (FNAM), que prometeu desenvolver “todos os esforços no plano reivindicativo e no plano das instituições judiciais para impedir que o anteprojecto indigno de um Estado Democrático” fosse publicado.

A criação do código de ética gerou polémica, tendo levado os médicos a apelidá-lo de “lei da rolha”, por considerarem que tinha como objectivo a criminalização de denúncias, inibindo, desta forma, os profissionais de saúde de falarem.

A FNAM criticava a invocação, no código, do “prejuízo à imagem ou reputação da (entidade)” como sendo o “suficiente para determinar a violação do sigilo e da confidencialidade”.

O código mantém, porém, “o dever de confidencialidade” mesmo “após a cessação de funções”, alínea que era considerada escandalosa pela FNAM.

O regulamento recuou ainda noutro ponto polémico relativo à possibilidade de os médicos aceitarem ofertas. O anteprojecto estabelecia que os presentes deveriam ser encaminhados para instituições de solidariedade, enquanto o código publicado já aceita as ofertas feitas na base de uma mera “relação de cortesia” e que “tenham valor insignificante”.

No Porto
A Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro vai construir, no Porto, a terceira Casa Acreditar, onde as famílias podem...

Em declarações, a propósito da comemoração dos 20 anos da instituição, a directora da Acreditar, Margarida Cruz, avançou que foi assinado, na sexta-feira, o contrato para o início da Casa Acreditar do Porto, um investimento de cerca de 1,5 milhões de euros.

Já existem Casas Acreditar em Lisboa e em Coimbra, que foram o segundo lar, no ano passado, para 190 crianças e famílias, que, devido à distância ou por "condicionantes físicas, sociais ou económicas", não puderam ir para a sua casa entre os ciclos de quimioterapia ou durante os tratamentos em regime ambulatório.

Pele
A pele, o maior órgão do corpo humano, é geralmente vista como uma janela do bem-estar de uma pessoa, já que pode mostrar...

De acordo com dermatologistas, alterações cutâneas, que vão desde a descoloração ao aparecimento de marcas, podem ser os primeiros sinais de problemas de saúde mais sérios.

Segundo Doris Day, dermatologista no Hospital Lenox Hill em Nova Iorque, quando as pessoas detectam sinais devem procurar um médico. "Quando essas alterações permanecem por algumas semanas, vão e voltam, pode ser até normal. Mas se persistirem, a melhor coisa a fazer é procurar ajuda médica, principalmente se piorar”, diz Day citado num artigo da plataforma brasileira R7.

Erupções cutâneas e manchas na pele

Em geral, uma erupção que não responde ao tratamento e é acompanhada por outros sintomas - como febre, dor nas articulações e dores musculares - pode ser um sinal de um problema interno ou uma infecção. De acordo com a Academia Americana de Dermatologia (AAD), também pode haver relação com uma alergia ou sinalizar uma reação a algum medicamento.

Uma erupção aveludada na parte de trás do pescoço, ou em torno dos braços, normalmente com uma cor ligeiramente mais escura do que o tom de pele normal da pessoa, é um sinal de que o paciente pode ter propensão para o desenvolvimento de diabetes do tipo 2. "Quando noto esses sinais, pergunto ao paciente se o açúcar no sangue estão controlados e verifico sua dieta”, diz Day.

Doris Day também explica que uma erupção roxa nas pernas que não responde à medicação, pode ser um sinal de hepatite C.

Bronzeamento da pele e outras descolorações

De acordo com Day, em pessoas com diabetes, um bronzeamento da pele pode ser um sinal de um problema com ferro no metabolismo. A coloração amarelada da pele, por outro lado, pode ser sinal de insuficiência hepática, e podem ocorrer também nos olhos, alterando sua coloração.

Um escurecimento - principalmente visível em cicatrizes e dobras da pele, bem como sobre as articulações, como cotovelos e joelhos - poderia ser um sinal de doença hormonal, como a doença de Addison, o que afecta as glândulas supra-renais, de acordo com a AAD.

Escoriações

De acordo com a AAD, as pessoas que veem escoriações na pele devem sempre procurar ajuda médica, tendo em vista que podem ser sinais de cancro de pele, doenças internas ou uma síndrome genética.

Um exemplo dado pela Associação Americana de Dermatologia (AAD) é que em uma condição chamada de “exantema eruptiva”, colisões amarelas nos braços, pernas ou regiões lombares, poderia ser um resultado de altos níveis de triglicéridos, indiciando uma diabetes não controlada.

O padrão de distribuição da acne também pode fornecer pistas sobre o problema subjacente. Nas mulheres, a acne que aparece principalmente ao longo da face inferior ou linha da mandíbula pode ser um sinal da síndrome do ovário policístico, de acordo com Day.

A condição, muitas vezes faz com que outros sintomas, como alterações de peso, queda de cabelo e aumento do crescimento de pelos no rosto, apareçam.

Alterações nas unhas

Segundo Doris Day, alterações na cor ou forma das unhas, muitas vezes podem ser um sinal de problemas de deficiência nos órgãos.

Por exemplo, alterações das unhas assemelhando-se a uma infecção fúngica, na verdade, pode ser um resultado de psoríase nas unhas. Pessoas que apresentem dores nas articulações devem levar em conta uma possível artrite psoriática. Além disso, problemas de fígado e problemas renais, também podem causar, em alguns casos, alterações na cor das unhas.

Mudanças na rigidez da pele e secura

Problemas de pressão arterial alta e rins, por vezes, resultam em um espessamento da pele na região das pernas, diz Day. Além disso, a pele muito seca com indícios de comichão, pode indicar problemas hormonais, como uma disfunção da tiróide.

Pessoas com uma doença auto-imune também designada esclerose sistémica, podem apresentar inchaço e endurecimento da pele. Em casos mais graves, pode resultar no endurecimento de órgãos internos, tais como os pulmões ou o coração, de acordo com dados da AAD.

 

Por outro lado, a pele muito frágil e sedosa pode ser um sintoma de uma doença rara do tecido conjuntivo, podendo levar a um linfoma ou mieloma múltiplo. Segundo a AAD, isso afectaria directamente os órgãos internos, em caso de progressão sem tratamento.

Austrália aprovou
As autoridades australianas aprovaram um preservativo desenvolvido no país que possui uma substância capaz de anular quase...

A empresa de biotecnologia Starpharma desenvolveu um composto antiviral denominado VivaGel que segundo os testes de laboratório é capaz de anular até 99,9% o VIH, herpes e outros vírus de transmissão sexual, noticiou a cadeia ABC.

A substância antiviral foi incluída nos lubrificantes de preservativos produzidos pela Ansell, que já foram aprovados pela Administração de Bens Terapêuticos.

Vai ser possível
Um pequeno dispositivo vai passar a ser o suficiente para descobrir se a sua bebida tem droga. O Pd.id, ou Personal Drink ID, é...

O dispositivo, que ainda não é comercializado, recolhe uma pequena amostra da bebida e faz três testes distintos para analisar se a bebida foi ou não alterada. Caso a bebida tenha droga, o consumidor será alertado por uma luz LED incorporada no dispositivo.

O aparelho pode ser conectado a um smartphone, para o qual será enviado um alerta que esclarecerá quais são as drogas que contaminam a bebida, e permite o acesso a uma base de dados actualizada sobre os tipos de drogas usadas.

A equipa que desenhou este aparelho lançou uma campanha de crowdfunding para tentarem angariar 100 mil dólares, de modo a possibilitar a venda do Pd.id no mercado - estimada para Abril de 2015 - com um custo reduzido de cerca de 56 euros. Os responsáveis têm outras metas para o projecto, entre as quais, angariar 500 mil dólares para criar uma base de dados que fornecerá o conteúdo nutricional e calórico da bebida, e aos 750 mil dólares pretendem criar um mapa que destaca quais os estabelecimentos mais seguros para o consumo de bebidas.

“O nosso grande objectivo é capacitar as nossas filhas, filhos, irmãs, irmãos, parceiros, amigos, colegas de trabalho e nós mesmos num mundo que é muitas vezes inseguro”, escreve David Wilson, responsável pelo Pd.id.

Ordem dos Médicos denuncia
O Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos denunciou ontem listas de espera que "ultrapassam largamente os tempos...

Em conferência de imprensa, o presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos (CRN-OM), Miguel Guimarães, disse que "as listas de espera para tratamentos fisiátricos têm aumentado de forma substancial nos últimos anos, em todas as unidades do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD)".

O CHTMAD concentra os hospitais de Vila Real, Chaves, Régua e Lamego.

Esta situação deve-se, denunciou o CRN-OM, a "falta de contratação de profissionais, nomeadamente de técnicos de fisioterapia, terapeutas da fala e terapeutas ocupacionais".

Os dados apresentados ontem indicam que, em fisioterapia, existem 255 doentes em espera em Vila Real, 539 doentes em Lamego e 107 doentes em Chaves.

Em terapia da fala são 61 doentes em espera em Vila Real, 52 em Lamego e 127 em Chaves, enquanto em terapia ocupacional são 11 doentes em Vila Real, nove em Lamego e sete em Chaves.

"Existem doentes que estão alguns anos à espera do tratamento prescrito na consulta", indicou o CRN-OM, tendo Miguel Guimarães acrescentado que "esperas aceitáveis em casos de situações agudas (urgentes como por exemplo Acidentes Vasculares Cerebrais, Paralisia Cerebral e crianças) é de uma semana" e "um mês em outros casos".

"Neste momento os atrasos chegam a três anos", disse o responsável do CRN-OM, segundo o qual "o CHTMAD está a recusar, actualmente, consultas de fisiatria a doentes não agudos".

Contactado, o CHTMAD referiu que o tempo de espera médio para consulta de medicina física em todas as unidades do centro hospitalar é de 36 dias.

A unidade hospitalar reconhece algumas dificuldades pontuais nesta área devido a algumas ausências de técnicos de fisiatria, o que disse que tem levado a um aumento dos tempos de espera para início de alguns tratamentos.

Para minimizar estas situações, por exemplo, começou a trabalhar no Hospital de Lamego, no início de Junho, um técnico de fisiatria.

Na conferência de imprensa, em resposta a questões dos jornalistas, Miguel Guimarães disse que, quanto a transferências para outros hospitais, nomeadamente para o Centro de Reabilitação do Norte que abriu em Fevereiro deste ano em Vila Nova de Gaia, "talvez os directores dos hospitais poderão explicar essa questão".

Em resposta, relativamente à transferência de doentes, o CHTMAD diz "cumprir o que está previsto nas regras e procedimentos de referenciação de doentes". A fonte salientou, ainda que sempre que clinicamente se revela necessário, os pacientes são enviados para outras instituições.

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