Estudo
As pessoas que sofrem um ataque cardíaco vivem mais quando tomam um quarto da dose de betabloqueadores usualmente prescrita,...

O estudo, publicado na revista da American College of Cardiology, baseou-se em mais de 6.682 doentes cujas taxas de sobrevivência após um ataque cardíaco estiveram relacionadas com a quantidade de betabloqueadores que tomaram.

Os betabloqueadores, escreve o Sapo, ajudam a prevenir a falha cardíaca ao deter o efeito da adrenalina no coração e evitar a arritmia. São prescritos a quase todas as pessoas que sofreram um ataque cardíaco.

Mas o estudo descobriu que os pacientes que tomam um quarto da dose usualmente prescrita têm 20 a 25% mais possibilidades de sobreviver, em comparação àqueles que tomaram a dose regular.

Esta descoberta foi uma surpresa para o principal autor do estudo, Jeffrey Goldberger, professor de cardiologia da escola de medicina da Northwestern University.

Surpresa
"Acreditávamos que os pacientes tratados com doses mais pequenas iam ter uma taxa de sobrevivência pior", disse Goldberger. "Ficámos surpreendidos ao descobrir que sobreviveram bem e melhor", cita a agência France Presse.

A investigação mostrou que 14,7% dos que receberam a dose completa morreu nos dois anos seguintes.

Em contrapartida, 12,9% dos que tomaram meia dose morreram no mesmo espaço de tempo, assim como 9,5% dos que tomaram um quarto da dose.

Os estudos clínicos anteriores não avaliaram a quantidade da dose apropriada de betabloqueadores para cada paciente, embora, segundo Goldberger, sejam necessárias a partir de agora novas investigações nesse sentido.

"Provavelmente não há uma dose correta que sirva para todos os pacientes", explicou Goldberger.

"Não faz sentido que a mesma dose funcione para um homem frágil de 80 anos que teve um pequeno ataque cardíaco e para um homem corpulento de 40 anos que sofreu um ataque forte".

29 de setembro - Dia Mundial do Coração
Em Portugal, as raparigas são as mais afetadas por este problema de saúde pública, mas a magnitude é semelhante nos rapazes....

Na comemoração de mais um Dia Mundial do Coração – que se assinala a 29 de setembro – a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) alerta para os perigos do excesso de peso e da obesidade nos adolescentes, acrescentando que cabe a todos corrigir um caminho que pode levar a novo agravamento dos indicadores das doenças cardiovasculares.

Já teve o estatuto de epidemia do século e embora os números tenham estabilizado nos últimos anos, os cardiologistas continuam preocupados com a evolução que a Obesidade infantojuvenil tem denotado, um problema que é grave em Portugal uma vez que temos dos níveis mais elevados da União Europeia em excesso de peso e obesidade.

Em Portugal, segundo o Sapo, as raparigas são as mais afetadas por este problema de saúde pública, mas a magnitude do problema é muito semelhante nos rapazes. Mais de 27% das raparigas têm excesso de peso e mais de 10% têm obesidade. Por seu lado, entre os rapazes, quase 29% tem excesso de peso e 9% obesidade.

Não consumir demasiado açúcar, refrigerantes, sal e gorduras evita o aumento do risco cardiovascular. São ingredientes que poderão ser substituídos por uma alimentação rica em fruta e vegetais, o que tem efeito significativo na prevenção de doenças cardiovasculares, incluindo o AVC.

Miguel Mendes, presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, reconhece a importância deste problema e considera que cabe não só à sociedade em geral (incluindo a escola) e aos pais lutar contra esta epidemia, mas os próprios jovens, "que têm cada vez mais informação ao seu dispor e liberdade de ação devem usá-las para fazerem escolhas pessoais saudáveis".

Combinar alimentação saudável com exercício físico
Para combater este cenário, que ameaça a qualidade e a esperança média de vida dos jovens portugueses, a SPC coloca ênfase na importância de uma alimentação equilibrada aliada à prática de exercício físico.

"Não consumir demasiado açúcar, refrigerantes, sal e gorduras evita o aumento do risco cardiovascular. São ingredientes que poderão ser substituídos por uma alimentação rica em fruta e vegetais, o que tem efeito significativo na prevenção de doenças cardiovasculares, incluindo o AVC", explica o especialista.

Do lado do exercício físico, a SPC lembra que não é obrigatório fazer desporto ou esforços físicos violentos. Basta adotar um estilo de vida ativo que, por si só, já tem resultados muito significativos na prevenção das doenças do coração: Subir, realizar as tarefas domésticas ou jardinagem, optar por se deslocar a pé ou de bicicleta para a escola ou para o trabalho são conselhos dos cardiologistas para esta data que está muito próxima do início do ano escolar, momento que pode proporcionar uma mudança de comportamentos.

A Doença Cardiovascular continua a ser a que mais mata em Portugal. Englobando a doença cardíaca e o acidente vascular cerebral, é a primeira causa de morte no Mundo e também em Portugal.

A tendência na mortalidade por esta causa tem registado uma acentuada diminuição na última década, mas ainda assim vitima todos os anos cerca de 33 mil portugueses, mais 8 mil do que o cancro nas suas várias formas e mais 20 mil do que as doenças respiratórias.

A Organização Mundial de Saúde defende que 75% destas mortes podem ser evitadas pela prevenção: 75% das mortes prematuras que ocorrem devido a doença cardíaca e AVC podem ser evitadas através de uma abordagem ativa contra os seus fatores de risco, nomeadamente: hipertensão arterial, hipercolesterolémia, tabagismo, diabetes, obesidade e inatividade física.

Apesar da melhoria destes indicadores ao longo dos últimos anos, os cardiologistas realçam que continua a haver necessidade de fazer baixar os números da mortalidade cardiovascular, e por isso sublinham que é imperioso não baixar a guarda.

A maioria das mortes por doença cardiovascular podem ser evitadas e prevenidas. Os indivíduos, as famílias, a escola, as empresas, a comunidade e as entidades governamentais devem trabalhar de forma concertada para diminuir as consequências negativas da doença cardiovascular na saúde física e emocional dos indivíduos e o seu impacto económico ao nível da sociedade.

Em Coimbra
Profissionais de saúde e investigadores reúnem-se em Coimbra, nos próximos dias 25 e 26 de setembro, para discutirem novos...

O Congresso Internacional de Obesidade e Ingestão Alimentar Compulsiva, que vai decorrer no Auditório principal da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC), conta com a participação do britânico Kenneth Goss, especialista internacional de referência em Terapia Focada na Compaixão para as perturbações alimentares, escreve o Sapo.

No primeiro dia de trabalhos, destaque para a apresentação dos resultados da aplicação do BEfree, um programa inovador de intervenção em obesidade e dificuldades no controlo alimentar, desenvolvido por uma equipa do Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC) da UC ao longo dos últimos três anos.

Novo programa eficaz
O programa foi aplicado a mulheres com idades compreendidas entre os 18 e os 55 anos de idade, com obesidade ou excesso de peso e dificuldades no controlo alimentar, e provou ser muito eficaz.

No final da intervenção, “as mulheres apresentaram-se menos deprimidas e os comportamentos de ingestão alimentar compulsiva foram eliminados pela maior parte das participantes ou diminuídos a níveis subclínicos (episódios pontuais). Estes resultados são especialmente animadores e importantes, dada a conhecida dificuldade de tratamento deste tipo de problemas”, realça Sérgio Carvalho, investigador do projeto.

Observou-se também a diminuição “do sentimento de vergonha e autocrítica, que são frequentes nestas doentes”, afirma o investigador do CINEICC.

Sérgio Carvalho refere a “importância da inclusão de programas como o BEfree no Plano Nacional de Saúde” porque “a investigação mostra que há uma percentagem significativa da população com obesidade ou excesso de peso que apresenta dificuldades ao nível do controlo alimentar, e esta dificuldade deve ser alvo de intervenções especializadas”.

Este programa “pode ser particularmente importante para o sucesso a médio e longo prazo das cirurgias bariátricas, na medida em que a ingestão alimentar compulsiva se apresenta como um dos fatores que levam ao insucesso sustentado deste tipo de intervenções médicas para a obesidade”, conclui Sérgio Carvalho.

Disfunções sexuais acima do expectável
O estudo teve como objetivo avaliar a prevalência de comportamentos de risco, comportamento sexual e disfunções sexuais em...

A maioria dos estudantes de Medicina portugueses tem a sua primeira relação sexual aos 17 anos sendo a prática conjunta de sexo oral e vaginal a mais comum (56,2%). No que diz respeito a disfunções sexuais, os elementos masculinos apontam a disfunção ejaculatória (18,2%) e a disfunção erétil (7,8%), como as principais problemáticas, enquanto as mulheres reportam com maior frequência a dispareunia (dor na relação sexual) (40,8%), a dificuldade em atingir o orgasmo (34,7%) e a falta de lubrificação (18,5%).

A autora explica que “o trabalho surgiu no seguimento de um estudo publicado sobre a sexualidade da população portuguesa em geral (EPISEX)” mas “faltava aprofundar a questão das disfunções sexuais na população mais jovem, na qual esta problemática seria menos expectável”. A investigadora sublinha que “os estudantes de Medicina são uma população jovem e saudável mas estão também sujeitos a um nível elevado de stress físico e emocional” pelo que decidiu “estudar de que forma isto teria impacto na sexualidade destes jovens”.

Em jeito de análise aos resultados, Carla Peixoto conclui que “o estudo demonstra que as disfunções sexuais são uma realidade na população jovem e que surgem em percentagem bem superior ao que seria expectável”.

O estudo foi coordenado por Nuno Tomada, professor de Urologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, responsável da Unidade de Medicina Sexual do Serviço de Urologia do Hospital de São João e autor da primeira aplicação informática (App) em Portugal que ajuda no diagnóstico e tratamento das doenças sexuais masculinas. A Men’s Sexual Medicine, para além de um conjunto de informação sobre o tema, oferece um questionário bem como um plano alimentar e de exercício físico personalizado. Encontra-se disponível na App Store e na Google Play e está certificada pela classe médica da especialidade.

'Fórum D 2015'
Debater as necessidades diárias de Vitamina D, bem como as estratégias de combate à carência desta vitamina entre a população...

Este encontro, denominado ‘Fórum D 2015’, acontece dia 3 de outubro, sábado, a partir das 10h30 no Auditório do Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra.

O ‘Fórum D 2015’ vai reunir no mesmo dia grandes especialistas no estudo científico e prática clínica das várias dimensões relacionadas com a Vitamina D, apresentando temas como ‘Vitamina D – necessidades diárias: dieta e sol’; ‘Valores normais de Vitamina D’; ‘Estado da epidemia e do seu combate’; ‘Carência de Vitamina D – indícios clínicos e laboratoriais’ e ‘Vitamina D e envelhecimento saudável’ entre outros temas.

Durante este fórum será apresentado ainda o primeiro website em Portugal exclusivamente dedicado ao tema – Fórum D (www.forumd.org). Esta plataforma permitirá ter acesso a um conjunto de informações sobre a Vitamina D, tais como fontes, efeitos da carência desta vitamina, benefícios e ainda um espaço de colocação de dúvidas que serão respondidas por especialistas.

O défice de Vitamina D é um problema que afeta cerca de 1.000 milhões de pessoas em todo o mundo. Além dos benefícios esqueléticos e musculares, a Vitamina D tem um papel modulador da resposta imunitária e na fisiologia cardiometabólica, nomeadamente na prevalência de infeções, na regulação do sistema reninaangiotensina e secreção de insulina, respetivamente.

Para uma tão elevada prevalência do défice contribui o facto de as fontes alimentares de Vitamina D serem escassas (a maioria dos alimentos apresenta conteúdo não significativo de Vitamina D) e a falta de exposição solar, sendo os idosos, mulheres pós-menopausa e as pessoas institucionalizadas populações de risco.

26 de setembro - Dia do Farmacêutico
Simposium “Acessibilidade ao Medicamento – o que mudou nos últimos 40 anos?” e Sessão Solene são os pontos altos das...

O Acesso ao Medicamento e o seu Uso Responsável são temas centrais das Comemorações do Dia do Farmacêutico de 2015, que este ano decorrem em Coimbra.

O ponto alto das comemorações será a Sessão Solene do Dia do Farmacêutico, no dia 26 de Setembro, no Hotel Quinta das Lágrimas, em Coimbra, que contará com a presença do Secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira, na abertura, e com uma conferência, intitulada “Haja Luz: a descoberta da luz pela ciência”, do professor da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra, Carlos Fiolhais.

Na manhã do dia 26 de Setembro realiza-se o Simposium “Acessibilidade ao Medicamento – o que mudou nos últimos 40 anos?”, na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, com abertura a cargo do presidente da ARS-Centro, José Tereso, do diretor da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, Francisco Veiga, e do bastonário da OF, Carlos Maurício Barbosa, e alocuções de Adalberto Campos Fernandes, professor da Escola Nacional de Saúde Pública, e de Helder Mota Filipe, vice-presidente do Infarmed, entre outros. O encerramento do Simposium contará ainda com a participação do presidente do Infarmed, Eurico Castro Alves.

O programa das comemorações inclui também, no dia 24 de Setembro, a realização da Sessão de Discussão sobre “Adesão à Terapêutica”, integrada na Campanha de Consciencialização desenvolvida pela OF, intitulada “Uso do Medicamento – Somos Todos Responsáveis”.

Pode consultar o programa completo em: www.ordemfarmaceuticos.pt/diadofarmaceutico2015

Rastreios de saúde cardiovascular gratuitos
O Núcleo Saúde mais Próxima da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa está nas ruas a realizar rastreios de saúde gratuitos em...

No dia 19 de setembro os rastreios realizaram-se no evento Telheiras em Movimento, dia 20 na Marginal sem Carros, e nos dias 24 e 25 deste mês vai ser desenvolvida uma atividade na biblioteca dos Coruchéus.

A "Saúde mais Próxima" é um núcleo da SCML constituído por uma equipa de profissionais de Saúde, que vai ao encontro dos cidadãos de Lisboa de todas as idades, para realizar ações de rastreio, de sensibilização para hábitos de vida saudável e prevenção sobre doenças crónicas. Com uma forte presença em alguns dos mais tradicionais Bairros de Lisboa, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa procura promover uma maior proximidade com a sociedade em geral.

O programa “Saúde Mais Próxima” foi lançado pela Santa Casa em maio de 2012, com o objetivo de sensibilizar para hábitos saudáveis e avaliar o estado de saúde dos lisboetas de forma gratuita. Marca também presença em momentos especiais, como festivais de música e eventos desportivos, para chegar a todos os públicos.

Além dos rastreios gerais (que incluem medição de tensão arterial, glicemia, colesterol, entre outros), o “Saúde Mais Próxima” aborda diferentes patologias, sobretudo as que mais afetam os portugueses, em campanhas bimestrais. Fizeram-se já rastreios ao cancro da pele, doenças respiratórias, obesidade, rastreios visuais e diabetes.

Saúde Cardiovascular – Rastreios Gratuitos

Setembro
22 - Bairro Casalinho da Ajuda
23 - Bairro 2 de Maio
28 - Avenida da Igreja (junto à Igreja)
29 - Igreja do Campo Grande
30 - Jardim do Arco do Cego

Outubro
1 - Olaias (ao lado do Centro Comercial)
2 - Alameda Dom Afonso Henriques
5 - Alameda Dom Afonso Henriques
6 - Igreja Nossa Senhora de Fátima
7 - Largo Madredeus
8 - Largo Madredeus
9 - Rua Tristão Vaz
12 - Igreja de Benfica
13 - Igreja de Benfica
15 - Praça São João Bosco
16 - Bairro da Bela Flor
19 - Rua de São Bento (no parque de estacionamento)
20 - Estrada da Torre
21 - Bairro da Cruz Vermelha
22 - Bairro das Amendoeiras
23 - Bairro das Amendoeiras
26 - Praça de São Paulo
27 - Praça de São Paulo
28 - Encarnação (em frente à Igreja)
29 - Mercado Olivais Sul
30 - Bairro Quinta das Laranjeiras

Novembro
2 - Praça Paiva Couceiro
3 - Praça Paiva Couceiro
4 - Campo das Amoreiras
5 - Rua Leão de Oliveira
6 - Rua Leão de Oliveira
9 - Largo de São Domingos
10 - Largo de São Domingos
11 - Largo de São Mamede
12 - Bairro das Furnas
13 - Largo da Graça
16 - Campo de Santa Clara
17 - Avenida Miguel Torga
18 - Jardim Constantino
19 - Igreja dos Anjos
20 - Igreja dos Anjos
23 - Campo das Amoreiras
24 - Largo de São Mamede
25 - Encarnação (em frente à Igreja)
26 - Bairro da Cruz Vermelha

Estudo
O sexo raramente provoca enfartes e a maioria das pessoas que teve um ataque de coração pode retomar a atividade sexual, revela...

Muitas pessoas que sofreram um enfarte questionam-se se é seguro voltar a ter sexo. O estudo divulgado pelo “Journal of the American College of Cardiology” responde que a atividade física durante o ato sexual é comparável à subida de dois lanços de escadas ou de um passeio em passo acelerado.

“Segundo os dados, parece muito improvável que a atividade sexual seja relevante para desencadear um ataque cardíaco”, refere, em comunicado, o principal investigador do estudo, o professor Rothenbacher Dietrich, do Instituto de Biometria Média e Epidemiologia da Universidade de Ulm, na Alemanha.

“Menos de metade dos homens e menos de um terço das mulheres recebem informações dos seus médicos sobre atividade sexual depois de um ataque cardíaco. É importante garantir que os doentes não têm de se preocupar e podem retomar a sua atividade sexual normal”, acrescentou.

Para realizar o estudo, o professor e a sua equipa analisaram as respostas de 536 pessoas, entre os 30 e os 70 anos, que sofreram um enfarte, a um questionário sobre a sua atividade sexual nos 12 meses anteriores ao ataque.

Os cientistas também avaliaram a relação entre o último encontro sexual do paciente e o momento do enfarte e só 0,7% tiveram sexo uma hora antes do ataque, enquanto 78% tinha tido a sua última relação sexual mais de um dia antes.

Direção Geral da Saúde
A campanha da vacinação contra a gripe arranca no início de outubro, sendo gratuita para cidadãos com 65 e mais anos de idade,...

Esta campanha vai decorrer durante todo o outono e inverno e a vacina é igualmente gratuita para as pessoas vulneráveis residentes ou internadas em instituições, sem necessidade de receita médica ou de pagamento de taxa moderadora.

A DGS recomenda “fortemente” a vacinação “a pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, doentes crónicos e imunodeprimidos (a partir dos seis meses de idade), grávidas, bem como a profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados, por exemplo, em lares de idosos”.

Segundo a DGS, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) terá cerca de 1,2 milhões de doses de vacinas para distribuição gratuita.

Na época gripal de 2014/2015 estiveram disponíveis para distribuição gratuita 1.176.984 doses e, na época anterior, 1.150.861 doses.

“Memórias com Açúcar”
Foi num ambiente de muita emoção e entusiasmo que no dia 17 de setembro, decorreu o lançamento do Livro ‘Memórias com Açúcar’....

A abertura da cerimónia esteve a cargo de Isabel Martins, Diretora-Geral da Essência Completa– Marketing, Comunicação e Media, parceira do projeto, que apresentou a autora do livro e deu mote para o início de um sonho que se tornou realidade.

Daniela Ramos fala-nos com paixão deste seu sonho, hoje uma realidade graças às parcerias que criou, ao estímulo e à força que lhe deram para avançar com um sonho que há muito estava ‘na gaveta’. A cake designer não quer que este seja mais um livro da especialidade, ‘até porque há muito bons profissionais na área’ refere. É um pedaço da sua história em Portugal! Daniela partilha receitas, dicas, mas acima de tudo partilha momentos vividos. E é com alegria que vê o seu trabalho reconhecido.

Na sua intervenção, Odete Costa, Presidente do Movimento Lírio Azul, reforça ‘esta obra vale não só pela doçura dos bolos, mas pela doçura da vida’. Carinho, dedicação, autoestima, luta e acima de tudo uma força comum deram origem a este projeto. ‘Nesta noite o palco foi da Daniela, não só pelo magnífico trabalho, mas por nunca desistir’.

Em representação do IPO Porto estiverem Otília Romano - Responsável do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação e Arminda Brandão - Fisioterapeuta Coordenadora do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação que agradeceram em nome de todo o serviço e acima de tudo em nome de todas as crianças que o frequentam. E porque todos os bocadinhos fazem a diferença, com as verbas angariadas pretendem comprar equipamento, de forma a melhorar a qualidade de vida das crianças e dos seus familiares. Estamos a falar de equipamento lúdico especializado que pretende tornar os tratamentos menos penosos.

 

ENCOMENDAS

O livro 'Memórias com açúcar' poderá ser adquirido na Escola Daniela Ramos Cake, no Centro Comercial Londres (Piso 2, loja 132 - Senhora da Hora), na Casa Januário, ou através dos seguintes contactos: Daniela Ramos - 930 501 989 | 915 075 473 | 224 907 211 | [email protected] ou Essência Completa - 220 686 191 | [email protected]. O preço é de 19€.

 

DANIELA RAMOS

Daniela Ramos, um percurso feito de sonhos, ambições, ideias e projetos inovadores, muita arte e criatividade e, sobretudo, uma grande determinação e vontade de vencer!

É brasileira e está em Portugal desde 2006 e foi uma das primeiras pessoas, senão a primeira, a dar visibilidade à arte de “desenhar” bolos na cidade do Porto, um dom que domina há já 16 anos.

A Daniela Ramos Cake, empresa sediada na cidade invicta, distingue-se pela vontade de contribuir para que o cake design cresça e evolua, ininterruptamente, vendo o seu nome associado a uma mentora e impulsionadora desta arte em Portugal.

Define o Cake Design como “a arte da confeitaria” mais requintada, um trabalho onde tem de se usar um pouco mais de “criatividade” e, onde a “paciência” e o “amor à área” são fatores-chave para o sucesso.

Uma irresistível história que teve início na sua terra natal, Brasil, e mais tarde se internacionalizou (2006), sendo Portugal o destino eleito para dar continuidade aos seus doces projetos.

A cake designer e formadora, Daniela Ramos, tem sido não só requisitada para ministrar cursos por todo o país e participar em importantes eventos do setor, como também vem sendo reconhecida em inúmeras publicações, da especialidade e generalistas!

Daniela Ramos Cake, possibilita a qualquer pessoa, adquirir conhecimentos da área, ao frequentar um Curso Master de Decoração de Bolos. O curso sugere workshops na área de decoração de bolos, confeitaria fina especial bolos de chocolate, modelagem temática, bolos de casamento, cupcakes, cake pops e bolachas decoradas.

Campus Neurológico Sénior
O Campus Neurológico (CNS), centro português dedicado a doenças neurológicas, assinala hoje, dia 21 de setembro, o Dia Mundial...

Em Portugal, estima-se que a Doença de Alzheimer afete cerca de 110.000 pessoas. A nível mundial as estatísticas apontam para cerca de 44 milhões de pessoas com a doença ou com uma outra forma de demência. Sabe-se que apenas uma em cada quatro pessoas com Alzheimer é corretamente diagnosticada com a doença.

A Doença de Alzheimer caracteriza-se por ser um tipo de demência que leva à deterioração progressiva das funções cognitivas (memória, atenção, concentração, linguagem, entre outras). Este fator tem como consequência alterações no comportamento e sobretudo na capacidade funcional do individuo, dificultando a realização das suas tarefas diárias ou profissionais.

Com causa ainda indeterminada, é uma doença que se caracteriza pela disfunção progressiva dos neurónios em determinadas zonas do cérebro.

O CNS disponibiliza uma consulta direcionada para o acompanhamento e tratamento de pessoas com Doença de Alzheimer e outras demências, bem como uma serie de intervenções terapêuticas e atividades especialmente desenvolvidas para as pessoas que sofrem desta doença e seus familiares e cuidadores, valorizando uma abordagem multidisciplinar associada ao tratamento destes doentes.

O Prof. Doutor Joaquim Ferreira, Diretor Clínico do CNS, explica “Embora ainda não tenhamos disponível um tratamento que cure ou pare a progressão da Doença de Alzheimer existem, hoje em dia, múltiplos tratamentos que podem melhorar parcialmente os sintomas da doença. Trata-se de uma doença que afecta não apenas os doentes mas também toda a família e quem cuida e é extremamente importante que toda a comunidade esteja informada sobre a doença. O tratamento da doença passa não apenas por tratar o doente mas também por apoiar as famílias e quem cuida dos doentes”.

Neste dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer, o CNS chama a atenção para a temática, promovendo uma maior consciencialização e conhecimento sobre a doença e para esta problemática em geral.

Sobre o CNS:

O CNS é um centro privado português dedicado a doenças neurológicas que pretende conciliar uma atividade clínica de qualidade com a condução de projetos de investigação e formação de profissionais de saúde. Localizado em Torres Vedras, o CNS é um projeto pioneiro em Portugal e na Europa que foi construído de raiz a pensar nas características e problemas da população a que se destina.

Sociedade Europeia de Cardiologia
As novas orientações clínicas da Sociedade Europeia de Cardiologia defendem o conceito de algoritmo de 1 hora para o teste...

Quanto mais cedo se obtiver um diagnóstico correto e fiável em casos de enfarte do miocárdio, mais rapidamente os doentes podem receber tratamentos que permitem salvar a sua vida. Está comprovado que cada hora de atraso nesta fase aumenta o risco de mortalidade do doente.

Estas diretrizes foram apresentadas na mais recente reunião anual da Sociedade Europeia de Cardiologia (SEC), que teve lugar em Londres e contou com a participação de 32.700 cardiologistas e profissionais de saúde da área. Uma das sessões com maior audiência foi a atualização das diretrizes da SEC relativamente às síndromes coronárias agudas (SCA). Estas orientações resumem dados científicos sobre o diagnóstico e a gestão de SCA e, com base nessas evidências, apontam recomendações para a tomada de decisão dos profissionais de saúde.

SCA é um termo amplo utilizado pelos cardiologistas que inclui casos como o enfarte do miocárdio (ataque cardíaco). Os doentes com suspeita de SCA tipicamente dirigem-se à urgência do hospital depois de sentirem uma dor inesperada no peito, mas apenas em 10% a 20% desses doentes será confirmado um SCA.

Juntamente com o eletrocardiograma (ECG), o teste cardíaco troponina (cTn) tornou-se numa referência no diagnóstico a doentes com suspeita de SCA – particularmente nos cerca de 50% de casos em que os doentes não apresentam alterações no ECG (denominado enfarte do miocárdio sem elevação do segmento ST, NSTEMI).

Nestes doentes, o teste cTn ajuda os profissionais de saúde a identificar o enfarte agudo do miocárdio, bem como a excluir a hipótese de o enfarte do miocárdio ser a causa da dor no peito.

Anteriormente, as orientações em caso de NSTEMI indicavam aos profissionais de saúde que avaliassem os níveis de cTn no momento de admissão do doente e passadas 3 a 6 horas, para evitar potenciais diagnósticos incorretos, um período de tempo considerável que pode provocar atrasos no encaminhamento do doente para os cuidados adequados e que contribui para a ansiedade do doente e para um aumento do número de utentes na urgência.

Contudo, recentemente, novos estudos clínicos acrescentam que se deve reduzir o tempo de diagnóstico fazendo um melhor uso da sensibilidade melhorada da nova geração de testes cTn – em particular do teste cTnT de alta sensibilidade (Troponin T-hs), da Roche Diagnostics.

Reconhecendo a importância destas conclusões para maximizar o potencial de tratamento eficaz, os protocolos 0- horas e os algoritmos de diagnóstico no espaço de 1 hora são agora suportados pelas diretrizes da SEC como os mais desenvolvidos (Recomendação Classe 1, nível B). De forma notável, dos 14 estudos citados para suportar esta abordagem mais rápida, 10 estudos (71%) usaram o teste Roche Troponin Ths.

“Tendo em conta o elevado nível dos estudos publicados para o teste Roche TroponinT-hs, estas diretrizes reforçam a nossa forte liderança no segmento dos marcadores cardíacos”, refere Mathias Egermark (IBL, Cardiac and Critical Care). “Além disso, as diretrizes atualizadas preparam terreno para uma maior aceitação do algoritmo de 1 hora cTnT-hs, que validámos em mais de 3.000 doentes (estudos APACE e TRAPID-AMI). A publicação dos resultados mais recentes e decisivos do estudo multicêntrico TRAPID-AMI, patrocinado pela Roche, deverá acontecer a curto prazo”, acrescenta.

O sucesso no desenvolvimento e agora a implementação do algoritmo 0-1 hora são um bom exemplo de como a Roche Diagnostics contribui para melhorar a prática clínica e, por conseguinte, a vida dos doentes, elevando o padrão no diagnóstico cardíaco e de cuidados críticos.

 

Liga Portuguesa Contra o Cancro
A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) vai disponibilizar “cerca de 50 cabeleiras a todos os doentes oncológicos que precisem...

Segundo o presidente da LPCC, Francisco Cavaleiro Ferreira, a iniciativa de doar cabelo foi “uma ação espontânea e individual de algumas pessoas”, tendo assumido maior impacto depois de uma partilha na internet.

“Alguém divulgou de forma simples que estávamos a receber doações e, rapidamente, começámos a receber com bastante frequência pequenas mechas e tranças” de cabelo, informou o presidente da LPCC, em resposta à agência Lusa.

Neste momento, a instituição pretende “travar as doações e esta iniciativa”, explicando que não precisa de mais cabelo natural, uma vez que as cerca de 50 cabeleiras “são suficientes para colmatar as necessidades dos doentes oncológicos” apoiados pela LPCC e o objetivo é que sejam reutilizadas ao longo do tempo.

Um pouco por todo o país, foram várias as pessoas que contribuíram para esta causa. A LPCC não tem contabilizado o número total de doações, “uma vez que se tratou de uma iniciativa espontânea, não foi contabilizada desde início”, contudo o presidente Francisco Cavaleiro Ferreira considerou que “a generosidade dos portugueses para com a LPCC tem sido inexcedível”.

A trabalhar na área das medicinas de cuidados complementares em Leiria, Ana Mendes, de 46 anos, quis “doar o cabelo no sentido de poder estar a ajudar alguém a sentir-se melhor”, mas não se ficou apenas pela doação.

Em julho de 2014, criou a página de ‘facebook’ “Doar Cabelo” para poder “sensibilizar outras pessoas a fazer o mesmo”, divulgando informação de onde e quais os requisitos para doar e partilhando testemunhos de pessoas que doaram.

Ana Mendes ficou surpreendida com a adesão que a página teve no início, contando que “numa semana mais de mil pessoas aderiram”. Neste momento, a página tem mais de 3.300 seguidores.

“As pessoas sentem-se muito sensibilizadas para esta situação de falta de saúde, que infelizmente é uma realidade cada vez mais generalizada, porque elas já passaram ou alguém muito próximo já passou”, disse à Lusa esta profissional da área da saúde, explicando que para os doentes oncológicos é muito importante a valorização da imagem e a questão da autoestima.

Apesar de Portugal já não estar recetivo a doações de cabelo, a página vai continuar a ajudar as pessoas interessadas em doar, apresentando alternativas internacionais como as instituições “Little Princess Trust”, no Reino Unido, e “Locks of Love”, nos Estados Unidos da América.

Através da página “Doar Cabelo”, Vânia Raquel, de 30 anos, de Lagoa (Faro), descobriu que podia fazer doação de cabelo, recolheu toda a informação e decidiu fazê-lo.

“Tinha o cabelo muito grande, embora não fosse minha intenção cortá-lo, mas ao ver a página achei que podia ajudar e decidi cortar”, contou a jovem, referindo que, em dezembro de 2014, enviou por correio para o IPO - Instituto Português de Oncologia de Lisboa “30 centímetros de cabelo em forma de trança”.

Habituado a ter o cabelo comprido, Hugo Rangel, de 39 anos, de Matosinhos (Porto), decidiu “juntar o útil ao agradável e proporcionar algo de bom na sociedade”, com um corte de cabelo de 30 centímetros, em abril deste ano.

“Certifiquei-me da medida mínima e cortei o mais justo possível num puxo preso com elástico e enviei via correio num envelope devidamente protegido em saco para o IPO de Lisboa”, explicou à agência Lusa.

Neste momento, Hugo Rangel tem o cabelo grisalho e na opinião de familiares e amigos “foi sem dúvida uma excelente opção”, que dizem que parece 10 anos mais novo.

De acordo com o presidente da LPCC, as doações de cabelo foram reencaminhadas para uma fábrica própria para produzir cabeleiras naturais.

“O valor de uma peruca de cabelo verdadeiro pode ir, sem ser através da LPCC, até 1.000 euros”, explicou Francisco Cavaleiro Ferreira.

A instituição investiu 20.000 euros para a criação de cerca de 50 cabeleiras ao dispor de todos doentes oncológicos. Neste momento, a LPCC já tem cerca de 20 cabeleiras produzidas e disponíveis, as restantes ficarão prontos antes do final do ano, informou.

A LPCC garante o acesso gratuito a uma cabeleira para os doentes oncológicos que demonstrem não ter capacidade financeira para adquirir.

Instituto de Higiene e Medicina Tropical
A erradicação da malária no mundo nunca esteve tão perto como atualmente, mas o caminho a percorrer é “ainda imenso” e é...

Numa entrevista à agência Lusa, Henrique Silveira, investigador do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT) de Portugal, comentava os resultados do recente relatório conjunto da OMS e UNICEF, divulgado a 17 deste mês, que indicou que a taxa de mortalidade da malária baixou 60% desde 2000, embora existam ainda 3.000 milhões de pessoas em risco de contrair a doença.

Segundo o documento, a queda de mortalidade traduziu-se por 6,2 milhões de vidas poupadas nos últimos 15 anos, perto de seis milhões dos quais são crianças menores de cinco anos, o grupo mais vulnerável à malária, maioritariamente na África subsaariana.

"Nunca estivemos tão próximo (de acabar com a malária), mas o caminho a percorrer ainda é gigante. E a grande mensagem do relatório é essa. Nos últimos 15 anos tivemos um grande sucesso, mas não podemos agora cruzar os braços e deixar as coisas a rolar. Temos de continuar a manter o esforço para controlar a malária", disse.

"Há um grande caminho a percorrer, que é desigual. Onde existem recursos para combater a malária não há a doença e onde não existem recursos é onde a doença está concentrada", observou Henrique Silveira, 49 anos, natural de Ponta Delgada (Açores).

Segundo o investigador, formado no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), com pós-graduações no Imperial College e no London School, ambos em Londres, o combate à doença também conhecida por paludismo terá sempre de ser multidisciplinar, pelo que procurar uma vacina, por exemplo, não será suficiente.

"Uma vacina seria muito importante. Há uma vacina que está a ser testada em vários locais em África, que já teve um parecer positivo da Agência Europeia do Medicamento, que é um grande passo. Mas a vacina, por si só, não pode ser utilizada isoladamente. Temos de nos socorrer de tudo: tratamento, melhoria das condições sanitárias e luta antivetorial. A vacina será mais uma achega para isso", defendeu.

Nesse sentido, frisou Henrique Silveira, a malária vai continuar a ser endémica durante mais algum tempo, sobretudo na grande maioria dos países da África subsaariana, pois os riscos passam pela evolução ou mutação do parasita, em que a investigação não poderá dar tréguas, estando em curso, lembrou, o processo de esterilização do mosquito transmissor.

Angola e Moçambique, embora não sejam dos mais problemáticos - os maiores são a Nigéria e RDCongo -, estão no grupo de risco, enquanto os casos de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe são já considerados um "sucesso", pois os programas de controlo permitiram a diminuição significativa de casos autóctones.

"O esforço de controlo deve ser continuado. Se hoje ou amanhã se decidir que o programa da malária é demasiado caro e não se quer mais investir, de certeza que vamos ter de volta malária nos números pré-intervenção. Deixa de haver investimento, os números começam a subir e tornam-se catastróficos ao fim de poucos anos", insistiu.

"Se pensarmos na malária como uma doença complexa, que é causada por um parasita que tem um ciclo de vida que envolve a pessoa e o vetor, o mosquito, e em cada um desses hospedeiros ele tem de desenvolver o seu ciclo de vida, o controlo tem de ser com base em múltiplas fases.

Para Henrique Silveira, tem de se conseguir controlar a transmissão, impedir que o mosquito infetado chegue às pessoas e, ao mesmo tempo, controlar as pessoas, tratando e impedindo que sejam infetadas.

Regulador dos Alimentos e Fármacos norte-americano
O composto ZMapp, droga experimental já usada contra o Ébola, ganhou na quinta-feira o status de "fast-track" ...

Larry Zeitlin, presidente das farmacêuticas LeafBio e Mapp Biopharmaceutical, diz que se trata de um "marco importante".

O ZMapp já foi usado para tratar alguns dos profissionais de saúde infetados com o vírus Ébola durante a última epidemia que afetou o oeste africano, embora o remédio ainda não tivesse passado por testes clínicos de larga escala.

Nem todos os pacientes tratados com esta droga sobreviveram, mas quem conseguiu curar-se credita no sucesso do ZMapp.

A droga está em desenvolvimento há mais de uma década, mas tem custos acrescidos e a matéria-prima - folhas de tabaco - é escassa.

Antes de receber o status de "fast-track", o ZMapp já tinha conseguido a designação de "medicamento órfão", que prevê incentivos financeiros para o desenvolvimento do remédio.

"Estamos com esperança de que este passo acelere o acesso ao ZMapp uma vez que a sua eficácia e segurança estejam demonstradas pela FDA", afirmou Kevin Whaley, CEO da LeafBio e Mapp Biopharmaceutical, sediada em San Diego, Califórnia.

Alcoólicos anónimos de Valadares, Gaia, alertam que
O grupo de alcoólicos anónimos "Vem Comigo", de Valadares, Gaia, vai dedicar o próximo sábado a passar ao &quot...

"Eu não quero beber. O primeiro copo é que me faz mal. Com a recuperação há uma nova vida para mim. Tudo muda", descreveu o representante para os serviços gerais do "Vem Comigo", que pediu para não ser identificado, em jeito de testemunho pessoal, mas também de incentivo à participação numa iniciativa pública do grupo.

Durante essa iniciativa, entre as 17:00 e as 18:30 de sábado, está prevista a intervenção do psiquiatra Ramiro Araújo que dará a visão médica sobre o alcoolismo, bem como "partilhas" de membros do "Vem Comigo" e de uma "comunidade paralela" a Al-Anon que junta familiares e amigos de alcoólicos.

Após as partilhas, a reunião - que também serve para comemorar o 37.º aniversário do grupo e vai decorrer na Rua do Penedo, em Valadares – é aberta a perguntas dos presentes, sem quaisquer limitações: "Qualquer pessoa que esteja a assistir pode perguntar o que quiser sobre estas questões".

"Ajudar o alcoólico que sofre" é o mote desta iniciativa. É convicção dos grupos que seguem o programa dos Alcoólicos Anónimos que "um dos primeiros passos é admitir a impotência perante o álcool". "Não controlamos de maneira nenhuma o álcool, ele é que nos controla", vincou a fonte à agência Lusa.

Assim, a reunião serve para estimular as pessoas que necessitem e se revejam nas explicações e "partilhas" a darem o primeiro passo, uma vez que o programa do grupo de Valadares passa pela identificação e pela partilha de experiências pessoais.

"As experiências pessoas são muitas vezes complicadas - uma pessoa que não se reconhece ao espelho por estar alcoolizada ou só se reconhece alcoolizada ou uma pessoa alcoolizada que procura a todo custo não demonstrar aos outros que está. Essas experiências não são votadas ao esquecimento porque podem ajudar outras pessoas. As pessoas veem que não estão sozinhas. As pessoas veem que a recuperação é possível", descreveu.

O "Vem Comigo", que atualmente atua junto de cerca de uma dezena de pessoas, tem expectativa de juntar no sábado cerca de meia centena, mas garante ter espaço e possibilidade para acolher mais.

"A Organização Mundial de Saúde reconhece o alcoolismo como uma doença crónica. É uma doença que pode levar à loucura ou à morte. O nosso objetivo é passar a mensagem para tentar que as pessoas não passem por essas situações de loucura e morte. E porquê envolver a comunidade Al-Anon? Porque por cada alcoólico existe uma família, existem amigos, existem pessoas que sofrem. Repare-se na multiplicação de pessoas que sofrem com este problema", referiu.

Esta será um dos três tipos de sessões que o Grupo de Alcoólicos Anónimos "Vem Comigo" de Valadares promove porque, explicaram os responsáveis, existem as reuniões "fechadas" em que só podem participar alcoólicos ou pessoas que acham que têm problemas com o álcool, reuniões "abertas" em que pode participar qualquer pessoa e esta, a de "informação pública", para as quais são convidadas pessoas de fora para ajudar a dar conhecer o grupo, a comunidade e a problemática do álcool.

Habitualmente o grupo reúne-se duas vezes por semana, às terças-feiras à noite e no sábado à tarde sempre em reuniões "fechadas" menos no primeiro sábado de cada mês que esta é "aberta" a qualquer pessoa que entre, assista, pergunte ou não, e tome um café.

Maternidade Alfredo da Costa
A falta de médicos e enfermeiros está a provocar “o caos” na Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, onde a falta de...

“Não nos fecham por fora, mas estão a fechar-nos por dentro”, disse Ana Cristina Ranha, enfermeira e dirigente sindical na MAC, referindo-se à falta de profissionais que se acentuou nos últimos tempos e que deverá piorar no próximo mês de outubro.

Em declarações à agência Lusa, Ana Cristina Ranha disse que a situação na MAC está “caótica”: “Estamos a entrar em momento caos, com muita gente cheia de vontade de sair”.

A enfermeira explicou que a falta de pessoal não é de hoje, mas agravou-se com a transferência de profissionais dos hospitais para os centros de saúde, mediante os concursos internos entretanto abertos.

“O concurso mais recente na Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo deverá levar da MAC cerca de 30 enfermeiros, profissionais que concorrem porque lhe oferecem outro tipo de condições”, disse.

Esta transferência “vai agravar ainda mais a situação. Alguns [enfermeiros] já estão ausentes”.

Ana Cristina Ranha, que trabalha na neonatalogia – o maior serviço da MAC – acrescentou que nesta unidade vão sair 10 enfermeiros e que, atualmente, as equipas que permanentemente deveriam ter 12 profissionais, só têm 10.

A enfermeira tem receio do impacto desta redução que se aproxima: “Ou vamos assumir os cuidados com elementos a menos, correndo mais riscos, ou temos de fazer turnos extraordinários com maior frequência”.

Em qualquer das soluções, sublinhou, os profissionais irão sujeitar-se a mais situações de stress.

A falta de enfermeiros na MAC também tem obrigado a que algumas puérperas recuperem do parto no espaço das urgências, onde não usufruem da devida privacidade, além de contribuírem para entupir este serviço.

Isto porque atualmente apenas está aberta uma das duas salas de puerpério que já estiveram a funcionar em simultâneo. Nos dias em que a única sala, com capacidade para 30 mulheres e respetivos filhos, está cheia, as puérperas são encaminhadas para as urgências.

No caso dos médicos, o panorama também não é animador. Uma fonte da MAC disse à Lusa que é elevado o número de médicos com mais de 50 anos a fazer urgência, quando a lei os dispensa da urgência noturna a partir desta idade.

A mesma fonte lamentou que os internos que ali são formados não tenham depois a possibilidade de continuar a trabalhar na MAC, impedindo a resolução, em parte, do problema de falta de pessoal clínico.

De acordo com a edição de hoje do Correio da Manhã, a MAC recusou na noite passada receber grávidas de risco “devido a falta de pessoal médico”.

Questionado pela Lusa, o Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC) confirmou que, “na noite passada, por doença súbita de um especialista que integrava a equipa de urgência na MAC foi pedido ao Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) o não encaminhamento de doentes de risco para aquela unidade”.

“O atendimento normal da urgência nunca esteve em causa e não houve necessidade de transferir utentes para qualquer outra unidade hospitalar. A situação encontra-se resolvida”, lê-se no esclarecimento do CHLC.

A Lusa questionou também o CHLC sobre a falta de médicos e enfermeiros na instituição, mas ainda aguarda uma resposta.

Cunha Ribeiro, presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, disse à Lusa desconhecer a falta de médicos e enfermeiros na MAC.

Antigo hospital militar
As instalações do antigo Hospital Militar de Belém foram cedidas à Cruz Vermelha Portuguesa para criar uma residencial sénior e...

A cerimónia de entrega das instalações do ex-Hospital Militar de Belém à Cruz Vermelha Portuguesa contou hoje com a presença do ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, que em declarações à agência Lusa destacou que "este momento significa também o encerrar da reforma da saúde militar" e responde a quem achava que aquilo que movia o Governo "era a especulação imobiliária".

As instalações nas quais vai nascer uma residencial sénior e uma unidade de cuidados continuados foram cedidas por 25 anos, um investimento da Cruz Vermelha que rondará, de acordo com o ministro, os oito milhões de euros.

"Queremos usar a nossa capacidade de inovação nas respostas que podemos dar aos doentes em situação de convalescença, como aos idosos, cuja análise cada vez merece ser mais cuidada e considerando as situações de cada vez mais idade em que vivem. Teremos de conhecer melhor aquilo que são as suas necessidades e as conveniências do nosso trabalho", disse, na ocasião, o presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, Luís Barbosa.

Aguiar-Branco recordou que está em desenvolvimento o Hospital das Forças Armadas, "que agrega aquilo que eram os três hospitais que existiam antes da reforma e que aí, assim, está assegurado o maior e melhor serviço médico prestado à família militar".

"Os edifícios que antes eram ocupados pelo Hospital Militar do Exército e da Marinha foram cedidos à Santa Casa da Misericórdia e agora à Cruz Vermelha, respetivamente, para poderem continuar prestar serviços à comunidade em geral", explicou.

O governante destacou que o executivo conseguiu "racionalizar os meios, prestar um melhor serviço à saúde militar com a construção do Hospital das Forças Armadas", dando assim uma resposta "a quem achava que aquilo” que movia o Governo “era a especulação imobiliária".

"Também por isso, a resposta a esses ‘sound bytes’ e a essa crítica que leva só à maledicência, a resposta está aqui dada. O que conduziu a nossa reforma foram dois pressupostos: racionalização e assegurar que pudessem ser prestados os melhores serviços médicos à família militar numa unidade que está a ser desenvolvida e que seguramente vai ser um orgulho para as Forças Armadas", considerou.

Estudo
Um grupo de investigadores, onde trabalha um português, acaba de publicar um estudo que pode ajudar a impedir que as mulheres...

O artigo, da autoria de Bruno Simões, atualmente a trabalhar no Institute of Cancer Sciences, da Universidade de Manchester, está publicado na edição de setembro da revista “Cell Reports”.

Conforme o investigador explicou, o trabalho partiu do pressuposto de que três em cada quatro mulheres com cancro da mama expressam, nas células do carcinoma, um recetor (uma proteína).

Estas pessoas, prosseguiu, recebem nos seguintes cinco anos uma terapia anti hormonal, precisamente porque apresentam esse recetor.

“O problema é que cerca de uma em cada três destas mulheres acaba por desenvolver resistência e acaba por apresentar um segundo tumor em outro local do corpo (metástases)”, disse.

O trabalho deste grupo de cientistas foi “encontrar mecanismos para reduzir a formação das metástases”.

“Descobrimos que existem uma células estaminais do cancro que sobrevivem a este tratamento anti hormonal”, disse, acrescentando que “estas células apresentam uma elevada atividade de uma via de sinalização (Notch)”.

Os investigadores concluíram que é possível reduzir substancialmente o aparecimento destas células resistentes à terapia (potencialmente aumentando a sobrevivência dos doentes) se for acrescentado um inibidor da via de sinalização Notch aos tratamentos convencionais anti hormonais.

“As moléculas ALDH1 e NOTCH4 estão presentes em tumores com fraca resposta aos tratamentos convencionais (anti hormonais), sugerindo que estes bio-marcadores poderão vir a ser usados para predizer a resposta dos doentes aos tratamentos com anti-estrogénios”, prossegue o autor do artigo.

Medida com que a tutela quer poupar milhões
Um terço dos 819 mil dispositivos médicos registados em Portugal já estão codificados, tendo a tutela previsto uma poupança de ...

Eurico Castro Alves falava durante a cerimónia de abertura da Conferência “Do registo à avaliação de dispositivos médicos”, que decorre no auditório do instituto que regula o setor do medicamento em Portugal, em Lisboa.

Segundo o presidente do Infarmed, desde o início do trabalho de codificação destes dispositivos, em 2012, foram codificados 275 mil dispositivos, nomeadamente “aqueles produtos de maior complexidade”.

Eurico Castro Alves prevê que, até ao final do ano, a atribuição de um código único abranja a totalidade dos produtos em circulação.

“A codificação e a subsequente rastreabilidade são fundamentais para uma avaliação rigorosa do desempenho dos dispositivos médicos, a partir da qual serão tomadas decisões relacionadas com o financiamento e a comparticipação destes produtos”, afirmou.

Segundo o presidente do Infarmed, “os primeiros estudos realizados sobre o impacto deste tipo de avaliação incidiram sobre quatro classes de dispositivos médicos diferenciados, de utilização hospitalar, e permitiram concluir que, apenas nesses produtos, é possível uma poupança de 20 milhões de euros, se o Estado optar por financiar ou comparticipar as tecnologias que apresentem uma melhor relação custo-benefício”.

Presente na cerimónia, o ministro da Saúde corroborou a importância desta codificação, garantindo que “a avaliação das tecnologias vai marcar o setor da saúde nos próximos anos”.

“Se para os medicamentos muito do caminho de conhecimento e regulamentação já se fez, para os dispositivos médicos há ainda muito por percorrer no conhecimento efetivo do mercado nos processos que garantam a rastreabilidade no sistema de saúde”, disse.

Paulo Macedo sublinhou que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) gasta cerca de 700 milhões de euros por ano em dispositivos clínicos, sem que a sua aquisição esteja sujeita a qualquer avaliação, como existe para os medicamentos.

Para o ministro, com este registo e avaliação dos dispositivos médicos, há um ganho “em termos de transparência”, uma vez que este “é um mercado opaco, que não permite um julgamento de uma forma informada por parte dos decisores.

Durante a sua intervenção, o ministro anunciou ainda que a avaliação dos equipamentos pesados – que não existe em Portugal – vai avançar em 2016.

Em Portugal, o valor do mercado dos dispositivos médicos é de cerca de 1,1 mil milhões de euros por ano.

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