A necessidade de deitar tudo fora
Ao contrário dos acumuladores, os "desacumuladores" têm uma obsessão em deitar coisas fora. A "desacumulação...

Annabelle Charbit sempre odiou “coisas”. E sempre as odiou de tal forma que, desde pequena, ganhou o hábito de deitá-las fora. Aos cinco anos, escondia os brinquedos no quarto do irmão mais novo. Aos dez, costumava abandonar os seus pertences nas esquinas do bairro onde vivia, em Londres. Aos 13, descobriu as lojas de caridade, onde deixava malas cheias de tralha que levava de casa sem os pais darem conta, escreve o Observador.

Quando saiu de casa dos pais e foi viver sozinha, Anabelle Charbit, então com 20 anos, continuou a alimentar o seu estilo de vida minimalista. Até os candeeiros deitava fora. “Cheguei a ficar na semi-escuridão”, contou à revista The Atlantic. Mas o pior pesadelo de Annabelle eram os aniversários. Fazer anos, significava receber prendas, “coisas”. E as coisas eram um grande problema, porque obrigavam-na a arranjar uma forma de se desfazer delas.

Foi só mais tarde que Annabbelle Charbit, hoje com 40 anos, descobriu que sofria de um tipo de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) — a “desacumulação”, que se caracteriza por uma necessidade constante de deitar coisas fora. Ao contrário da acumulação compulsiva, que foi reclassificada como um tipo de transtorno psiquiátrico em 2013, a “desacumulação” é geralmente descrita como uma manifestação do TOC.

Ser organizado, deitar coisas foras e ser eficiente é aplaudido na nossa sociedade porque é produtivo. Mas, se alguém não consegue tolerar a desarrumação e não consegue parar de limpar ou de deitar coisas fora, então estamos perante um sintoma”, explicou à Atlantic Vivien Diller, uma psicóloga norte-americana que trabalha diretamente com “desacumuladores”.

Apesar da necessidade de “desacumular”, Vivien Diller garante que os seus pacientes raramente se queixam de serem “demasiado eficientes ou de deitarem coisas fora”. O principal problema são os outros sintomas do TOC. “Não conseguem dormir e sentem-se nervosos e irritados. Sentam-se no meu consultório e começam a endireitar as almofadas. Não se sentem confortáveis se não estiver tudo em ordem”, contou a psicóloga.

Ainda não se sabe ao certo quais são as causa do TOC. O que se sabe, porém, é que este tipo de transtorno psiquiátrico faz com que os doentes tenham pensamentos obsessivos, que geram um tipo de ansiedade que só pode ser aliviado através da realização de uma tarefa em particular. É o alívio que esta tarefa traz que faz com que aqueles que sofrem de TOC continuem a realizá-la.

 

Ao realizarem o ritual, os doentes ficam temporariamente aliviados, e isso faz com que continuem a fazer o mesmo ritual”, explicou Michael Jenike, professor de psicologia na Universidade de Harved e criador do programa de tratamento de obsessivo-compulsivos no Hospital de Massachusetts. “Por isso fazem-no vezes e vezes sem conta”.

Best Medical Opinion
Os Cidadãos dispõem, a partir de agora, de um novo serviço médico-legal privado, para lá do existente no contexto público.

Tem sido considerável o crescimento do número de Advogados e Cidadãos que solicitam a avaliação, com base documental, de processos que terminam na morte ou em danos graves da pessoa. Segundo o Diretor da Best Medical Opinion (BMOp), Pedro Meira e Cruz, “não é raro haver dúvidas, junto de familiares de vítimas mortais e seus representantes legais, sobre se há fundamento para se avançar para processos judiciais. Por outro lado, existem muitas vezes divergências de opinião médico-legal, quer em contexto de avaliação de dano em pessoas vivas, quer em contexto de avaliação post-mortem, em âmbito judicial e extrajudicial”.

Dada esta necessidade crescente, a BMOp decidiu passar a contribuir para o esclarecimento cabal das dúvidas, também neste campo. A empresa, que em 2015 completa 5 anos de existência, alargou o leque de pareceres à área médico-legal. Uma primeira reunião/consulta, a pedido do Cliente, tem um custo dedutível no valor final do parecer, feito por Médicos que colaboram com a Best Medical Opinion. Os Pareceres Médico-Legais, baseados em elementos clínicos e outras peças processuais facultados pelo Cliente, são sempre assinados por Médicos com formação específica ministrada em colaboração com o INMLCF - Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses. Este novo serviço está integrado nas atividades periciais, já desenvolvidas pela empresa, com Peritos disponíveis para comparecerem em diligências como, por exemplo, em Tribunal.

Fica assim materializada uma segunda - ou mesmo primeira - via, paralela à disponibilizada pelas Entidades Públicas. Uma nova realidade que, assegura Pedro Meira e Cruz, representa também o lema da Best Medical Opinion, “Uma instituição independente, ao serviço dos Cidadãos e da Justiça, na saúde e na doença.”, que se estende à nova imagem da empresa. Os novos logotipo e grafismo procuram acentuar modernidade e arrojo, associados a confiança e tranquilidade, indispensáveis em processos desta natureza.

O serviço médico-legal, agora anunciado, acompanha uma tendência de aumento de processos, que vem crescendo sustentadamente. Nos primeiros 4 anos de atividade, a BMOp registou um número médio anual de 100 casos. Para 2015, o diretor da empresa prevê “um balanço final, em Dezembro, acima dos 150 pedidos. É uma realidade que muito nos satisfaz, também por nos sentirmos úteis na concretização de mais e melhor justiça em Portugal.”

Obesidade e excesso de peso diminuíram
As crianças com baixo peso estão a aumentar em Portugal, tendo a obesidade e o excesso de peso diminuído nos últimos anos,...

O Childhood Obesity Surveillance Initiative (COSI) monitoriza a obesidade infantil em vários países europeus, sendo coordenado e conduzido cientificamente pelo Instituto nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), em articulação com a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Para esta terceira fase do COSI Portugal (2012/2013), foram avaliadas 5.935 crianças com seis (30%), sete (44,6%) e oito (25,4%) anos de idade, de 196 escolas do primeiro ciclo do ensino básico.

O grupo etário alvo é considerado chave, pois “precede a puberdade e é fundamental para prever a obesidade na idade adulta”.

De acordo com o relatório do período 2012/2013, a prevalência de baixo peso foi de 2,7% em 2013. Em 2010, esse valor era de 0,8% e de 1% em 2008.

A prevalência de baixo peso foi maior na região dos Açores (13%).

Ana Isabel Rito, do Departamento de Alimentação e Nutrição do INSA e uma das autoras do relatório, disse que “estes resultados não podem ser vistos de forma isolada”.

“Preocupa-nos os dois lados desta mesma moeda: uma criança com má nutrição é uma criança que pode apresentar excesso de peso e obesidade ou baixo peso para a idade”, afirmou.

Para esta nutricionista, “os condicionantes que levam à apresentação desta doença são explicados pelo mesmo fenómeno, a situação socioeconómica das famílias e muitos outros fatores que contribuem para estes resultados”.

O COSI Portugal 2013 dá conta de uma diminuição da prevalência de excesso de peso e da obesidade.

Segundo os dados agora conhecidos, em 2013 a prevalência do excesso de peso, incluindo obesidade, foi de 31,6% (35,7% em 2010 e 37,9% em 2008) e a obesidade atingia os 13,9% (14,7% em 2010 e 15,8% em 2008).

Apesar desta “evolução positiva”, os autores lembram que Portugal continua a ser um dos países com maior prevalência de excesso de peso e obesidade infantil.

O excesso de peso foi mais significativo nas crianças com oito anos, comparando com as de seis e sete anos.

Aos sete anos, as raparigas mostraram quase sempre maior prevalência de baixo peso, excesso de peso e obesidade, em comparação com os rapazes.

A maior prevalência de excesso de peso registou-se na região de Lisboa e Vale do Tejo (26,2%), enquanto o Centro foi a região com maior prevalência de obesidade (9,1%).

Para Ana Isabel Rito, todas estas crianças sofrem de “fome nutricional”. São crianças que não comem o que necessitam para

“Preocupa-me o facto de termos uma em cada três crianças com excesso de peso e quase três por cento com baixo peso para a idade”, disse, acrescentando que, “muito provavelmente, estarão relacionadas com as questões socioeconómicas que as famílias têm vindo a passar nos últimos anos”.

“Ainda há muito a fazer, principalmente do apoio a estas famílias no sentido delas conhecerem os alimentos mais interessantes – que não são necessariamente os mais caros – para a saúde dos seus filhos. E este é o passo que temos de dar a seguir”, defendeu.

Segundo Ana Isabel Rito, as preocupações sentem-se “quer de um lado, quer do outro”. “Ainda temos prevalências elevadas ao nível da obesidade e do excesso de peso, e também com o baixo peso”, frisou.

“Provavelmente devemos incluir estas crianças [com baixo peso para a idade] nestas abordagens, para que se possa melhorar o estado nutricional das mesmas”, disse.

15 de setembro – Dia Mundial do Linfoma
Iniciativa da Associação Portuguesa Contra a Leucemia pretende alertar os portugueses para uma doença que atinge, a cada ano, 1...
10 de Setembro - Dia Mundial da Prevenção do Suicídio
O bastonário da Ordem dos Psicólogos apelou à população para estar atenta aos sinais de alerta do suicídio para poder ajudar...

“Hoje em dia temos formas de intervenção terapêutica que, em alguns casos, podem reduzir os suicídios futuros em mais 50%”, disse Telmo Mourinho Baptista, que falava a propósito do Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, que se assinala na quinta-feira e tem esta ano como tema “Chegar mais próximo e Salvar Vidas”.

Mas, defendeu o bastonário, para prevenir estas situações é necessário esclarecer a população sobre “os sintomas e os sinais” que podem levar ao suicídio.

“Devemos ter várias formas de mobilização da sociedade e, sobretudo, várias formas de intervenção, seja no esclarecimento da população sobre os sintomas e os sinais que possam aparecer, seja nas respostas de proximidade para as pessoas”, explicou.

Estas respostas de proximidade podem ser asseguradas por linhas telefónicas de apoio, mas também nos cuidados de saúde, disse Telmo Mourinho Baptista.

Contudo, muitas vezes as pessoas não dão sinais exteriores de que estão doentes e não recorrem aos cuidados de saúde

Para o bastonário, esta situação deve ser combatida com campanhas que deem mais conhecimento às pessoas sobre esta realidade para que possam auxiliar o doente.

“Há alterações de comportamento e de humor que são significativas e que permitem que se diga às pessoas para consultarem os profissionais de saúde para que possam ter um melhor nível de cuidados”, frisou.

Outra situação que ainda impede as pessoas de pedirem ajuda é o estigma social que existe em relação às doenças do foro psicológico.

”Infelizmente ainda há algum estigma social na procura de apoio para perturbações mentais e também compete a todos” combatê-lo, disse, advertindo: “É bom que as pessoas saibam que uma perturbação psicológica pode atingir qualquer pessoa - e não são motivos de vergonha - e que existem formas de intervenção eficazes que podem levar à sua total recuperação”.

Telmo Mourinho Baptista lembrou ainda que nos momentos de crise, em que as sociedades estão mais vulneráveis, existe uma tendência para maiores níveis de depressão e de suicídios.

A perda de uma vida humana não é só algo de dramático, como tem muitas implicações”, sublinhou o bastonário, recordando dados da Organização Mundial da Saúde que referem que uma pessoa suicida-se a cada 40 segundos em todo o mundo, sendo esta a segunda causa de morte entre os jovens dos 15 aos 29 anos.

Em Portugal, o suicídio também afeta muitas pessoas com mais de 65 anos, “o que significa que temos de ter um particular cuidado com as pessoas mais seniores”, defendeu.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, os suicídios foram responsáveis por 1.053 mortes em Portugal em 2013, menos 23 face ao ano anterior, a grande maioria homens com uma média de idade próxima dos 60 anos.

A linha SOS Voz Amiga, que apoia pessoas em risco, associou-se ao Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, iniciando às 00:00 de hoje uma campanha de atendimento telefónico contínuo que vai durar 48 horas.

No 1º semestre
O número de queixas dos consumidores registadas nos livros de reclamações aumentou no primeiro semestre deste ano, face ao...

Os dados, que foram anunciados em conferência de imprensa pelo secretário de Estado Adjunto e da Economia, Leonardo Mathias, no Ministério da Economia, em Lisboa, indicam que as entidades com maior número de reclamações entre janeiro e junho de 2015 foram a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) e a Entidade Reguladora da Saúde (ERS).

A ASAE recebeu 72.621 reclamações, mais 4% do que no ano passado, a Anacom registou 24.564 reclamações, um valor abaixo das 31.285 reclamações verificadas na primeira metade de 2014, e a ERS teve 17.989 reclamações, mais 67% do que no ano passado.

Leonardo Mathias justificou este aumento de 67% das reclamações registadas pela ERS com o facto de esta entidade agora agregar as reclamações dos setores privado e público, o que dá “um retrato mais fiel das reclamações do setor”.

Além da ERS, que foi a entidade com maior aumento do número de reclamações no primeiro semestre de 2015, também o Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) viu aumentar em 59% o número de reclamações para as 3.406 queixas.

No caso do INAC, o governante justificou este aumento de reclamações com “atrasos de voo, bagagem e cancelamento”, o que “já reflete as greves” no setor da aviação.

No setor das comunicações eletrónicas e serviços postais, a Anacom, que regula o setor, recebeu 24.564 reclamações na primeira metade do ano, 19.740 relativas a serviços de comunicações eletrónicas (abaixo do verificado no semestre anterior) e 3.491 reclamações referentes aos serviços postais (ligeiramente abaixo do registado no primeiro semestre de 2014).

O setor das comunicações é aquele em que se verifica o maior número de reclamações, prevalecendo como principais motivos os problemas com o contrato (6.694 reclamações), os problemas com equipamentos (3.086), o cancelamento de serviços (2.562) e a faturação (2.416).

No que se refere aos serviços postais, das 3.491 reclamações registadas no primeiro semestre de 2014, o atendimento ao cliente é o motivo mais invocado pelos consumidores (974), seguindo-se questões relacionadas com a falta de tentativa de entrega no domicílio (502) e o atraso na entrega (449).

No setor da eletricidade e do gás natural, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) registou 6.276 reclamações entre janeiro e junho deste ano, mais 28% do que no período homólogo em que se verificaram 4.548 reclamações.

Do universo de 6.276 reclamações do setor, 5.249 referem-se ao setor da eletricidade e apenas 1.036 são relativas ao gás natural.

Em ambos os setores, os principais motivos das reclamações dos consumidores são os relacionados com a faturação (1.564 na eletricidade e 344 no gás natural) e a qualidade dos serviços (1.100 na eletricidade e 127 no gás natural), sendo que no caso do gás natural, destaca-se ainda a interrupção de fornecimento do serviço, que gerou 186 reclamações neste período.

Já no setor da água, a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) registou 1.986 reclamações, valor que compara com as 1.500 reclamações registadas na primeira metade do ano passado.

A faturação e a leitura constituem os principais motivos de reclamação do setor (403), seguindo-se a mora, a interrupção de fornecimento e a cobrança de tarifas de restabelecimento (333).

No setor financeiro, o Banco de Portugal, responsável pelas reclamações relativas a instituições de crédito e sociedades financeiras, recebeu 3.765 reclamações, das quais 1.042 são relativas a ‘outros assuntos’ e 531 relativas a atendimento e instalações.

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a quem compete a regulação da atividade dos mercados de valores mobiliários e instrumentos financeiros derivados, recebeu 1.032 reclamações, destacando-se como principal motivo os deveres de informação (568).

Direção-Geral da Saúde
A Direção-Geral da Saúde afirmou que, no que se refere à comunidade do Grande Porto, “não se registam novos casos” de ...

Em comunicado, a Direção-Geral da Saúde (DGS) reporta-se ainda ao caso específico ocorrido num estabelecimento hoteleiro do Porto, referindo que "foi notificada do diagnóstico de pneumonia devido à infeção em doente que pernoitou naquele hotel e que está atualmente internado num hospital privado em Lisboa”.

A DGS considera que, “embora a imputação causal não possa ser de imediato estabelecida, as suspeitas iniciais são agora reforçadas e justificam, nesses termos, as medidas preventivas adotadas”.

No último mês e meio foram registados 12 casos da Doença dos Legionários em pessoas residentes na região de saúde do Norte e duas delas estão hospitalizadas.

No sábado transato, o hotel da Boa-Vista, na Foz do Porto, desencadeou um tratamento da rede predial de águas por suspeita de contaminação pela bactéria da Doenças dos Legionários, todavia, a iniciativa não tem relação com os casos registados recentemente na região Norte, referiu a DGS.

Dos 12 casos identificados, e de acordo com a informação epidemiológica disponível, há duas pessoas que estiveram fora do país durante o período provável de ocorrência da infeção.

Os restantes dez casos com a Doença dos Legionários ocorreram em pessoas residentes na região do Grande Porto.

Em novembro de 2014, um surto de ‘legionella’ em Vila Franca de Xira causou 12 mortes e infetou 375 pessoas.

De acordo com o balanço feito na altura, as vítimas mortais tinham entre 43 e 89 anos e eram nove homens e três mulheres. A taxa de letalidade do surto foi de 3,2%.

O surto teve início a 7 de novembro e foi controlado em duas semanas.

18 - 20 de Setembro no Centro Cultural de Belém
Entre 18 e 20 de Setembro decorre no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, o melhor congresso da Europa para estudantes de...

Hoje em dia são vários os conflitos e os confrontos que se vivem a nível mundial. Já se perguntou como os médicos têm de adaptar as suas práticas de medicina e de ciência ao contexto de guerra para salvar vidas? Dependendo da zona do mundo em que esta ocorre, podem surgir novas doenças e situações que desafiam os profissionais todos os dias, para as quais têm que adaptar os seus conhecimentos e capacidades e juntar às suas habilidades, o seu humanismo.

Para além deste tema, o iMed Conference® trará a discussão outros assuntos como a bipolaridade tratada por quem também padece desta doença, a comunicação com os doentes em coma e alguns dos segredos mais bem guardados da medicina e da ciência.

O congresso visa inspirar os amantes da medicina e da ciência, através de um ambiente estimulante, de partilha e abertura, a despoletar interesse por temas atuais e de relevo científico que abordam alguns dos principais problemas e doenças que se vivem nos dias de hoje. Vários laureados - médicos, cientistas e investigadores - internacionais e reconhecidos mundialmente pelo trabalho que desenvolvem em áreas como a neurocirurgia, o metabolismo, a medicina regenerativa e os métodos cirúrgicos, vão estar em Portugal com a ambiciosa missão de motivar e inspirar futuros cientistas e médicos nacionais.

“Para despertar nos estudantes o espírito competitivo e a vontade de serem os melhores naquilo que fazem, criámos ainda as iMed sessions onde vão ser explicados e debatidos alguns dos mistérios mais bem guardados dos nossos tempos, num ambiente intimista, criativo e informal“, explica Diogo Luz Presidente da comissão organizadora do iMed Conference 7.0.

Estes assuntos e outros serão abordados através de palestras, de sessões científicas e criativas e de workshops práticos, nas quais os inscritos podem ter a possibilidade de participar em experiências únicas, perto dos mais reputados especialistas internacionais.

“O iMed pretende assumir uma posição inspiradora pelo facto de ser um grande evento a nível europeu, inteiramente organizado por estudantes. Nós seremos os próximos profissionais que têm na sua mão o futuro: o poder do tratamento, da cura, de compreensão das doenças e possibilidade de desenvolvimento de processos inovadores. Perante este grande desafio que é o futuro apenas temos que nos preparar no presente, derrubando as nossas próprias barreiras, inspirando alunos, docentes outros profissionais e a população em geral, mostrando do que os jovens portugueses são capazes de fazer”, avança Diogo Luz.

Este ano através da participação nas competições científicas, os alunos podem conseguir oportunidades únicas de estágios internacionais em centros de referência directamente com alguns dos cientistas mais influentes na Europa, bolsas para o desenvolvimento de investigações e mesmo bolsas de voluntariado médico em África.

O dia 17 de Setembro será dedicado a vários workshops e desafios aos estudantes de medicina, a decorrer na Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa, no Campo dos Mártires da Pátria, arrancando nos restantes dias, entre 18 e 20, no Centro Cultural de Belém.

O iMed Conference® é um projeto direcionado à comunidade nacional e internacional de estudantes de Medicina e das Ciências da Vida, organizado anualmente pela Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade NOVA de Lisboa (AEFCML) que conta com o alto patrocínio de sua Excelência o Presidente da República Portuguesa e do Governo de Portugal.

Para inscrição aceda a http://www.imedconference.org/index.php#buyticket

Em Portugal
Mais de 400 acidentes domésticos ou de lazer registam-se em Portugal todos os meses, com as quedas a serem a principal causa no...

Partindo de dados dos serviços de urgência do Serviço Nacional de Saúde (SNS), investigadores do Instituto Ricardo Jorge (INSA) analisaram acidentes em casa e em lazer ocorridos entre 1 de janeiro de 2010 e 30 de setembro de 2014, período durante o qual foram reportados 24.752 casos

A distribuição por grupo etário de todos estes casos revelou proporções mais elevadas de acidentes nos homens até aos 55 anos, enquanto acima dos 55 são as mulheres as que apresentam maiores percentagens de acidentes.

“Esta observação poderá ser explicada pelo facto de os homens preferirem atividades com maior risco físico ou práticas desportivas mais radicais”, referem os autores do relatório do INSA que contém os dados do sistema EVITA – Epidemiologia e Vigilância dos Traumatismos e Acidentes.

Já em relação ao predomínio de acidentes nas mulheres mais velhas, a explicação pode estar no facto de a população geral conter uma maior proporção de mulheres em idades mais avançadas.

As quedas foram as principais causas de lesões nos acidentes domésticos e de lazer, destacando-se de forma pronunciada no período analisado.

Já o tipo de lesão mais frequente resultante de acidentes em casa ou em atividades de lazer foram as contusões/hematomas, constituindo metade de todas as lesões, seguidas das feridas abertas.

O artigo do INSA recorda que os acidentes domésticos e de lazer representaram 42% das 233 mil mortes por acidente registadas na União Europeia no período entre 2008 e 2010, motivando ainda mais de 22 milhões de hospitalizações.

Mal a escola começa, regressam com ela as infestações de piolhos
Embora o ataque destes parasitas seja mais frequente no Verão, chegando a atingir 37% das crianças e
Menina na escola para ilustrar a pediculose ou piolhos

Considerada pelos especialistas como uma doença parasitária provocada por uma infestação de piolhos, a pediculose afeta tanto crianças como adultos e, apesar de ser mais frequente no couro cabeludo, pode atingir também o corpo e a zona púbica.

O piolho é um pequeno inseto, sem asas, que se fixa aos pelos e que se alimenta de sangue. Chega a medir entre três a quatro milímetros de comprimento e vive cerca de 30 dias. Uma fêmea chega a pôr cerca de 300 ovos – designados de lêndeas – de onde, ao fim de sete dias, nascem novos piolhos.

“Ao alimentarem-se, os piolhos introduzem saliva no couro cabeludo, sendo que este fato pode estar na origem de um reação de hipersensibilidade na pele que se traduz localmente por prurido e irritação”, explica Teresa Laginha, especialista em Medicina Geral e Familiar.

Afetando sobretudo crianças em idade escolar “porque as crianças mais pequenas tendem a estar em contato mais próximo umas com as outras”, o seu contágio costuma ser rápido. Por isso mesmo, “em qualquer altura, as escolas terão algumas crianças infestadas com piolhos”, adianta a especialista, sendo a sua incidência mais frequente nos meses do Verão.

Os piolhos não escolhem cabeças. “Não escolhem entre cabelos curtos, longos, limpos ou sujos, e por isso mesmo ter piolhos nada tem a ver com a falta de higiene”, afirma Teresa Laginha.

No entanto continuam a ser muitos os que escondem o assunto por vergonha. “Atualmente, a presença de piolhos está relacionada com a maior frequência de infantários e escolas. Assim associar a presença de piolhos a más condições de higiene é um mito antigo que deve ser desmistificado”, reforça.

O diagnóstico é confirmado por um exame atento aos cabelos, procurando piolhos ou lêndeas em todo o couro cabeludo, sobretudo nas zonas da nuca e atrás das orelhas.

Cuidados a ter

“É recomendado que os pais verifiquem semanalmente os cabelos das suas crianças, o que ajuda a manter a restante família livre de infestações”, explica Teresa Laginha.

Ao encontrar um piolho é aconselhado que se verifique o cabelo de todos os elementos da família e que se dê inicio ao tratamento.

É importante ainda aconselhar as crianças a não partilharem pentes, escovas do cabelo chapéus ou gorros. “Apanhar o cabelo comprido, usar touca na piscina, lavar a roupa da cama e objetos pessoais a 60 graus e aspirar a casa e o carro, deitando fora os sacos aspiradores”, acrescenta a especialista.

No entanto, “para além do cuidado de verificação constante do cabelo, podem ser utilizados determinados produtos que ajudam na prevenção contra a pediculose”.

Tratamento da pediculose

De acordo com Teresa Laginha para o tratamento da pediculose devem ser utilizados produtos específicos para o combate aos piolhos, “fazendo dois tratamentos com um intervalo de sete dias” para garantir que o ciclo dos piolhos está completamente terminado.

Mas desengane-se se pensa que só se tem piolhos uma vez na vida! A verdade é que vários investigadores apontam para o aumento da resistência dos piolhos aos produtos químicos, habitualmente utilizados nos tratamentos de farmácia.

“Outras razões para o insucesso do tratamento são: a demora no diagnóstico que favorece a rápida multiplicação dos piolhos, não seguir as instruções dos produtos de tratamento - não utilizar a quantidade suficiente do produto, não respeitar a duração do tratamento ou não remover os piolhos e lêndeas através de um pente próprio”, explica a especialista.

O contato com crianças ou adultos não tratados, e a incorreta limpeza e desinfeção do ambiente são também responsáveis pela reincidência desta doença parasitária.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro e/ou Farmacêutico.
Programa WhySchool
Cerca de 1.500 professores vão receber formação para saberem identificar a diferença entre um comportamento desafiador, mas que...

De acordo com a Aliança Europeia contra a Depressão em Portugal (Eutimia), o programa WhySchool vai abranger 16 agrupamentos de escolas, contando com o apoio dos centros de formação de professores e das autarquias.

O objetivo da formação dos professores é “melhorar a literacia e as aptidões na gestão dos problemas de saúde mental, em particular na identificação de casos, triagem, referenciação e apoio aos casos em risco”.

Ao todo, serão beneficiados cerca de 100 mil estudantes, entre os 12 e os 18 anos, assim como os respetivos pais e encarregados de educação.

A formação visa “melhorar o acesso dos jovens aos cuidados de saúde mental, já que atualmente apenas 10 a 15% das crianças e adolescentes com problemas de saúde mental recebe ajuda”, lê-se no comunicado da Eutimia.

Para tal, será disponibilizada uma plataforma de e-learning com conteúdos educativos na área da saúde mental dos adolescentes e depressão, dirigidos a professores e educadores e um website para os jovens e encarregados de educação, que serão utilizados pelos professores na sala de aula.

Uma campanha nacional de sensibilização para o bulling e o ciberbulling está igualmente prevista.

Este projeto, financiado pelo programa Iniciativas em Saúde Pública/EEA Grants, que em Portugal é operado pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), conta com o apoio dos especialistas internacionais em saúde mental e suicídio na adolescência Lars Mehlum e Stan Kutcher.

Estes especialistas vão participar na conferência “Prevenção do Suicídio: Responsabilidade Partilhada”, que se realiza quinta-feira, Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, em Beja.

Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida
Proposta para incluir questão sobre transferência “post mortem” no formulário de consentimento informado foi recusada pela...

Um casal que estava a fazer tratamentos de fertilidade numa clínica de Lisboa chegou a conseguir uma gravidez após a transferência de dois dos seus embriões, mas acabou por haver um aborto espontâneo, escreve o jornal Público. Restaram nove embriões congelados que o casal tencionaria usar para ter um filho. Mas o homem morreu. A sua companheira pediu agora autorização ao Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA) para engravidar do companheiro morto. O pedido foi recusado.

Em Portugal já tinha havido dois casos de mulheres que pediram para usar o esperma congelado dos seus companheiros, depois de estes morrerem. As inseminações não avançaram porque a lei portuguesa não permite esta hipótese, obrigando inclusivamente à destruição do sémen congelado se o homem morrer.

Mas o caso que agora chegou ao conselho é único porque é o primeiro em que já existem embriões do casal, resultantes da fecundação dos ovócitos com esperma em laboratório. E, quando há embriões, a lei permite que possa haver transferência post mortem. Mas apenas se o parceiro masculino tiver deixado escrito de forma expressa essa sua intenção, algo que não aconteceu.

O caso remonta a 2009, altura em que o casal, que vivia em união de facto, estava a fazer tratamentos de procriação medicamente assistida numa clínica privada de Lisboa. Em Março desse ano deu-se a transferência para o útero de dois embriões, mas a gestação terminou com um aborto espontâneo.

Em Julho desse ano o homem, a quem tinha sido diagnosticado um linfoma 12 anos antes, morreu. O casal tinha ainda nove embriões congelados que teria intenção de usar para tentar ter um filho. Os pais do homem morto declararam à clínica que não queriam que o material biológico do filho fosse usado para dar origem a uma gravidez.

Eurico Reis desconhece os motivos porque a parceira veio, tanto depois da morte do parceiro - a decisão do conselho é deste Verão e o pedido deu entrada no ano passado - pedir a transferência de embriões. No pedido, a mulher refere apenas que todas as questões legais com os pais do companheiro, que dizem respeito a questões de herança do falecido, estavam resolvidas.

O CNPMA recusou o pedido por não ter havido manifestação explícita da vontade do homem numa declaração escrita, como obriga a lei portuguesa, que quer que estas situações “sejam muito, muito excecionais”, explica o responsável. O legislador quer “que não haja duvidas que essa era a vontade livre, voluntária, esclarecida”, esclarece o presidente do CNPMA. O caso é suscetível de ser discutido em tribunal, ressalva.

Neste caso concreto, na sua opinião pessoal, “houve um ato de vontade”, porque tinha havido a transferência de dois embriões. “Em termos emocionais e psicológicos esta situação é semelhante aos casos em que o parceiro morre durante a gravidez”, defendendo que “o investimento psicológico” que é feito quando um casal inicia tratamento é semelhante ao casal que tenta engravidar sem recurso à medicina.

Eurico Reis considera que a não obrigatoriedade de abordar esta questão junto dos casais em tratamento acaba por impossibilitar a concretização de transferências post mortem em Portugal. “Há aspirações destruídas”, porque a questão nem sequer é abordada, diz.

Por essa razão, Eurico Reis propôs ao conselho que o formulário de consentimento informado passe a incluir explicitamente esta questão, perguntando-se ao parceiro masculino se autoriza a que, caso morra, haja transferência de embriões. Esta proposta foi recusada por maioria, nota.

Na sua opinião, ao propor que a questão da transferência post mortem constasse dos formulários de consentimento informado – que os casais têm obrigatoriamente de preencher para responder a outras questões – obrigava-se as pessoas a pensar nesta questão. “Isto não pode continuar a ser ignorado. É importante ser discutido de forma racional”.

Para Eurico Reis, “ao contrário do espírito pragmático dos anglo-saxónicos, que pensam nos problemas antes de eles acontecerem, culturalmente nos portugueses existe um medo atávico e irracional de discutir estas questões”, comenta. “Há contingências na vida. As pessoas devem pensar nelas antes que aconteçam”.

Teresa Almeida Santos, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução, admite: “Não me passa pela cabeça perguntar a um casal jovem e saudável, à partida, ‘e se morrer…’. Parece descabido”. “Culturalmente causa desconforto abordar esta questão, há uma tendência para se desvalorizar”.

A médica diz que a questão da morte é abordada, por exemplo, quando é feita a congelação de gâmetas de pessoas com cancro (que assim querem acautelar a sua capacidade de procriar após os tratamentos oncológicos). Nestes casos fala-se abertamente porque “a probabilidade da morte é real” e pergunta-se o destino que querem dar aos seus gâmetas caso morram (nestes casos, a lei permite a doação a outros casais, doação para a ciência, ou a sua destruição).

Neste caso, em que o casal já tinha embriões, a médica diz que “compreende a situação da possível mãe” mas não concorda que esta seja uma questão que deva constar das declarações de consentimento informado existentes. “Esta é uma declaração de tal forma séria que exige uma reflexão específica”.

Na sua experiência clínica, “os casais preenchem os formulários de consentimento informado com alguma ligeireza”, considerando que é necessário “refletir sobre esta questão numa declaração à parte”, que não esteja misturada no meio de outras questões que são sérias – como o destino a dar a embriões excedentários – mas que não são como esta, que significa, na prática, que o homem tem de “dar autorização para conceber uma criança órfã”.

“A questão é tão séria que exige reflexão específica”, mas não vê com maus olhos a criação de um consentimento informado exclusivo para esta questão, para que “gradualmente ela se comece a discutir”.

Outros casos em Portugal

2012: Primeiro caso em tribunal
Uma mulher portuguesa, de 33 anos, reclamou em tribunal a propriedade do sémen congelado do marido para poder engravidar através de inseminação artificial, mas acabou por desistir do processo. A viúva temeu ficar posta em causa a sua privacidade depois de o caso se ter tornado público. O processo deu entrada no Tribunal do Entroncamento.

A portuguesa avançou para tribunal cerca de um ano depois de o seu marido, de 40 anos, ter morrido com cancro. Antes de os tratamentos de quimioterapia começarem, o casal, que sempre quis ter filhos, tinha decidido congelar sémen como forma de salvaguardar a fertilidade do casal, que poderia sair afetada pelos tratamentos.

2011: Companheiro morreu num acidente
A fertilização do óvulo com espermatozóides, para formar o embrião e depois tentar a gravidez, tinha dia marcado numa clínica de Lisboa. Só que, antes de ter lugar, o homem morreu num acidente. Mesmo assim, a mulher informou o centro de que queria que o processo avançasse. O Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida não autorizou. A lei portuguesa apenas permite a transferência post mortem de embriões e apenas se houver vontade expressa do pai falecido por escrito. Neste caso, os “sogros” comunicaram à clínica que se opunham à ideia, uma vez que discordavam da ideia de ter um neto de um filho morto.

2001: Susana quis retirar o sémen do marido
Em 2001, uma portuguesa manifestou a vontade de engravidar do marido morto, mas o objetivo de Susana, que estava casada há três meses quando ficou viúva, era que fosse retirado sémen ao marido morto através de punção testicular, uma prática que é proibida em Portugal e que tem que ser feita 24 a 36 horas após a morte.

Depois de consultar um advogado, Susana concluiu que o seu desejo não era concretizável por não existir legislação que autorizasse a prática. A extração cirúrgica do esperma é uma prática aceite em alguns outros países do mundo, permitindo que viúvas, noivas, namoradas e até os pais procurem este processo quando um homem morre inesperadamente.

O primeiro caso reportado de extração cirúrgica do sémen ocorreu em 1980, envolvendo o caso de um homem de 30 anos que ficou em morte cerebral depois de um acidente de carro, escreveu a revista científica Human Reproduction. O primeiro nascimento por esta via foi reportado em 1999.

A norte de Coimbra
O Centro Operacional do Norte do 112, que vai juntar o atendimento de nove distritos a norte de Coimbra, resulta de um...

O Centro Operacional do Norte (CONor) do 112 ficará instalado num edifico da Rua Júlio Dinis, no Porto e as obras do espaço terão início ainda este mês, apontaram os responsáveis na assinatura do contrato de arrendamento que juntou a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna e a Estamo, uma empresa pública gestora das participações imobiliárias do Estado.

Na prática, segundo o Sapo, trata-se da passagem para um só ponto de atendimento de todos os serviços relativos aos nove distritos a norte de Coimbra, fazendo com que este novo centro se articule com o já criado Centro Operacional do Sul, o COSul, que atende as chamadas provenientes de Santarém, Portalegre, Évora e Faro (desde julho de 2009) e de Beja, Castelo Branco e Leiria (desde julho de 2010).

"[O CONor] deverá garantir a necessária redundância em relação ao COSul, permitindo a comutação entre os dois centros em caso de falha de qualquer um dos sistema", explica a apresentação do projeto que conta com cofinanciamento comunitário.

Também está prevista formação de recursos humanos e a integração dos atuais equipamentos de atendimento conhecidos por PSAPs (Public Safety Answering Point, em português não literal 'Ponto de Atendimento de Segurança Pública').

A sessão desta manhã foi presidida pela ministra da Administração Interna, Anabela Miranda Rodrigues que considerou este projeto "um marco no melhoramento da prestação de socorro das pessoas".

"Isso vai significar melhor atendimento às pessoas", disse a governante, realçando o uso "da mais avançada tecnologia" e vincando que se está perante uma "aposta" na comunidade como é, disse, "missão importante do Estado".

Hoje também foi assinado o contrato de arrendamento entre a PSP e a Estamo para instalação, no mesmo edifício, de alguns serviços pertencentes ao Comando Metropolitano do Porto, nomeadamente a sede da 2ª Divisão.

Questionada à margem da sessão sobre o número de refugiados que Portugal poderá vir a acolher, Anabela Miranda Rodrigues confirmou que este poderá ser "aumentar" face ao inicialmente divulgado, 1.500 pessoas, mas referiu que o "número não é fixo".

"Este é um assunto que está em evolução e Portugal está a trabalhar no quadro da União Europeia para se encontrarem as melhores soluções (...). A nível nacional há iniciativas que estão em marcha no sentido de preparar a resposta, preparar o acolhimento. Todas as iniciativas que têm vindo a ser conhecidas que traduzem a matriz de solidariedade do povo português", disse a ministra.

Já quanto ao protesto dos taxistas contra o transporte de passageiros que utiliza a plataforma Uber que esta manhã tem vindo a causar vários constrangimentos de trânsito em cidades como Lisboa e Porto, a governante referiu que "esse é um assunto que está a ser devidamente acompanhado pela Direção Nacional das Forças de Segurança e pela Direção Nacional da PSP".

Em animais
Investigadores norte-americanos desenvolveram um método para a deteção precoce de células cancerosas metastáticas em animais,...

A metástase é um conjunto de células cancerosas com origem num órgão afetado por um tumor primário e que migram para outro membro ou órgão do corpo humano, escreve o Sapo.

Os órgãos mais frequentemente acometidos por metástases são o fígado, pulmões, cérebro e ossos. Esta extensão nunca é um bom sinal, já que normalmente é detetada num estádio avançado e difícil de tratar.

Os investigadores já trabalham em exames de sangue para prever o risco de um movimento desfavorável em certos tipos de cancro, devido à presença de células tumorais circulantes (CTC).

Mas como estas células são extremamente difíceis de detetar, um grupo de cientistas norte-americanos dirigido por Lonnie D. Shea criou um implante feito de biomaterial capaz de capturar células metastáticas em animais de laboratório, aos quais os investigadores tinham introduzido um cancro de mama metastático, revela o referido estudo.

"Nós combinamos isso com um sistema de análise de imagens que nos permite detetar a presença de células cancerosas no implante, o que nos permite detetar de maneira precoce a metástase", informou Shea à agência France Presse.

Uma janela de oportunidades
Este procedimento deve, segundo ele, fornecer "uma janela de oportunidades para tratar as metástases enquanto o doentes ainda está em boa saúde e com poucas células malignas".

O cientista espera que estes testes clínicos possam agora avançar na Universidade de Michigan, já que os procedimentos de fabricação dos biomateriais necessários já foram identificados e o financiamento é garantido.

"Não há razão para pensar já que este sistema não funciona em seres humanos, mas nós ainda precisamos de provar isso", acrescentou.

ANAMP promove sessão de esclarecimento
A ANAMP, em parceria com o IEETC - Instituto Europeu de Estudos Tradicionais Chineses, promove no próximo dia 19 uma sessão de...

A Cultura Tradicional Chinesa é riquíssima. Soma mais de três milénios de história consecutiva documentada e assenta sobre profundos princípios filosóficos que ensinam a viver de forma harmoniosa. Reconhecida pelas autoridades como uma terapia adequada, complementar aos meios de medicina convencional, a medicina chinesa tem vindo a ganhar terreno em Portugal e pode até ter um impacto positivo no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A ANAMP acredita que a Medicina Tradicional Chinesa pode ser uma boa aposta para quem vive com a perturbação do membro fantasma, nomeadamente pelas razões que se seguem:

  • eficácia clínica: existem inúmeros casos de pessoas atormentadas com doenças há anos, que simplesmente se transformaram após os tratamentos;
  • o processo de avaliação é extremamente detalhado e abrangente;
  • a Medicina Chinesa não utiliza produtos farmacêuticos químicos;
  • numa época em que os custos com a saúde atingem níveis de crescimento que fazem prever a falência dos sistemas, a Medicina Chinesa pode ser a solução ao propor tratamentos que passam por alteração de hábitos alimentares ou por suplementos naturais de baixo custo;
  • a queixa principal é tratada de forma integrada no indivíduo como um todo: mente, corpo e espírito.

Com esta sessão a ANAMP pretende uma vez mais “tirar as pessoas amputadas de casa e mudar mentalidades, criando um coletivo de aceitação, não só social, como focada num objetivo ‘eu próprio me aceitar’. Romper barreiras, valores, desbravar caminhos para a felicidade, abrir horizontes e afirmar a qualidade de vida.”, como refere Paula Leite, Presidente da ANAMP.

Estudo
Cerca de metade da população adulta norte-americana tem diabetes ou é pré-diabética, apesar de a prevalência da doença parecer...

Quase 40% dos norte-americanos adultos era pré-diabético e 12 a 14% tinha diabetes entre 2011 e 2012, de acordo com um novo estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA).

Entre os que tinham diabetes, 36,4% eram casos não diagnosticados. Essa percentagem era mais elevada entre latinos e americanos de origem asiática, aproximadamente metade dos casos.

A diabetes afetou 9,8% da população dos Estados Unidos entre 1988 e 1994, aumentando para 10,8% entre 2001 e 2002 e cresceu novamente para 12,4% entre 2011 e 2012.

Apesar destes aumentos, os investigadores indicam que o crescimento mais recente foi muito ligeiro, o que pode indicar “uma estabilização na prevalência de diabetes” que é “consistente com a tendência de obesidade nos Estados Unidos, que também estabilizou no mesmo período”.

Global AgeWatch 2015
Portugal é o terceiro pior país da Europa Ocidental a assegurar o bem-estar social e económico das pessoas com 60 ou mais anos...

Os dados constam do Índice Global AgeWatch 2015, que classifica os países de acordo com o bem-estar social e económico das pessoas mais velhas, e que é realizado pela HelpAge, uma rede global que promove os direitos e as necessidades das mulheres e dos homens mais idosos.

Entre os 96 países do mundo avaliados, Portugal aparece em 38º lugar, ou seja, entre os quarenta melhores e acima do meio da tabela, mas quando a análise é feita tendo em conta os 19 países da Europa Ocidental, Portugal é remetido para a base da tabela, sendo o terceiro pior, só à frente de Malta e da Grécia.

Os primeiros lugares, entre os países da Europa Ocidental, são ocupados pela Suíça, Noruega, Suécia e Alemanha, países que ocupam os mesmos lugares na tabela a nível mundial.

Comparativamente com o Índice de 2014, Portugal cai uma posição, mas olhando para 2013 a queda é de quatro lugares.

Por indicadores, o pior resultado de Portugal é em matéria de capacitação, que inclui o emprego e a educação entre as pessoas mais velhas, em que fica em 83º lugar, quatro lugares abaixo da 79ª posição conquistada em 2014.

Para este lugar contribuem as elevadas taxas de desemprego, já que, segundo o relatório, dados recentes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) mostram que Portugal tem a terceira taxa de desemprego mais elevada para os trabalhadores com idade entre os 55 e os 64 anos, chegando aos 13,5% em 2014, e só superando a Espanha e a Grécia.

Por outro lado, a taxa de emprego entre os portugueses mais velhos está nos 46,9%, nove pontos percentuais abaixo da média para a região.

Para além da capacitação, o Índice avalia os resultados em matéria de rendimentos, saúde e ambiente favorável e é neste último indicador que Portugal alcança o segundo pior resultado, com um 51º lugar.

Neste indicador, o relatório refere que a “proliferação” de lares ilegais “está a tornar-se um grave problema em Portugal”, apontando para estimativas que dão conta de que cerca de 20 mil idosos vivem em 3 mil lares ilegais e para um estudo que diz haver mais de 39 mil idosos que vivem sozinhos ou isolados.

Refere também o facto de o Governo ter reduzido as tarifas para os mais idosos nos transportes públicos ou de os idosos portugueses serem frequentemente vítimas de fraudes ou vários tipos de violência.

Em matéria de saúde, Portugal consegue um 23º lugar e aqui é referido que o setor da saúde continua a ser um pilar forte, que providencia serviços de qualidade e a preços razoáveis, com os quais a maior parte da população conta.

“No entanto, as medidas de austeridade contribuíram para a deterioração (…) e um exemplo está nos doentes oncológicos de zonas rurais isoladas, que são forçados a parar o tratamento por causa dos cortes no orçamento da saúde para os transportes”, refere.

Segundo o Global AgeWatch 2015, aos 60 anos de idade, os portugueses têm a expectativa de viver mais 24 anos, 18 deles com saúde, e 86% das pessoas com mais de 50 anos sente que a sua vida tem sentido.

A melhor posição que Portugal conseguiu foi no indicador Estabilidade no Rendimento, com um 11ª posição, onde a população idosa portuguesa aparece descrita como tendo sido fortemente afetada pelas medidas de austeridade e como uma taxa de pobreza a rondar os 7,8% apesar de todas as pessoas com mais de 65 anos terem acesso a uma pensão.

No global, a Suíça ocupa o primeiro lugar, enquanto o Afeganistão permanece no último lugar da tabela. Tal como em 2013 e em 2014, os 19 primeiros lugares são ocupados por países industrializados.

UNICEF
A taxa de mortalidade infantil em Portugal continua a ser das mais baixas do mundo, segundo um relatório da UNICEF divulgado, o...

O documento, com o título 'Levels and Trends in Child Mortality Report 2015' (Níveis e Tendências na Mortalidade Infantil 2015), adianta que o país passou de uma taxa de 15 crianças mortas antes dos cinco anos por mil habitantes, em 1990, para quatro crianças mortas, em 2015, o que situa Portugal entre os melhores ao nível deste indicador.

Portugal integra um grupo de 14 países que apresenta o terceiro melhor indicador de taxa de mortalidade abaixo dos cinco anos, juntamente com a França, Alemanha, Holanda ou Espanha.

Nos últimos 25 anos, a taxa de mortalidade infantil reduziu-se em 76%, com uma média anual de redução de 5,6%.

A lista é liderada pelo Luxemburgo, Islândia e Finlândia, com uma taxa de mortalidade de duas crianças mortas antes dos cinco anos por mil habitantes. Em segundo lugar estão outros sete países com uma taxa de mortalidade de três crianças mortas antes dos cinco anos por mil habitantes, como é o caso de Noruega, Suécia, República Checa ou Eslovénia.

Em termos globais, a taxa de mortalidade infantil no mundo desceu para metade em 25 anos, segundo o documento, que indica que o número de mortes de menores de cinco anos diminuiu de 12,7 milhões, em 1990, para 5,9 milhões, em 2015, o primeiro ano em que o total se irá situar abaixo do patamar dos seis milhões.

As novas estimativas que constam do relatório publicado pela UNICEF, a Organização Mundial de Saúde, o Grupo do Banco Mundial e a Divisão de População da UNDESA, indicam que "apesar de os progressos globais terem sido substanciais, continua a registar-se por dia a morte de 16.000 crianças menores de cinco anos".

O relatório adianta que a descida de 53% na mortalidade dos menores de cinco anos entre 1990 e 2015 não é suficiente para cumprir o Objetivo de Desenvolvimento do Milénio para uma redução em dois terços, como estava programado.

UNICEF
As taxas de mortalidade infantil no mundo desceram para metade em 25 anos mas a meta global do Objetivo de Desenvolvimento do...

O documento indica que o número de mortes de menores de cinco anos diminuiu de 12,7 milhões, em 1990, para 5,9 milhões, em 2015, o primeiro ano em que o total se irá situar abaixo do patamar dos seis milhões.

As novas estimativas que constam do relatório 'Levels and Trends in Child Mortality Report 2015' (Níveis e Tendências na Mortalidade Infantil 2015) publicado pela UNICEF, a Organização Mundial de Saúde, o Grupo do Banco Mundial e a Divisão de População da UNDESA, indicam que "apesar de os progressos globais terem sido substanciais, continua a registar-se por dia a morte de 16.000 crianças menores de cinco anos".

O relatório adianta que a descida de 53% na mortalidade dos menores de cinco anos entre 1990 e 2015 não é suficiente para cumprir o Objetivo de Desenvolvimento do Milénio (ODM) para uma redução em dois terços, como estava programado.

“Temos de reconhecer que houve um progresso global enorme, em especial desde 2000, quando muitos países triplicaram a taxa de redução da mortalidade de menores de cinco anos”, afirmou o adjunto do diretor-executivo da UNICEF, Geeta Rao Gupta, sobre o estudo.

No entanto, Geeta Rao Gupta considera que existe ainda um "número demasiado grande de crianças que continuam a morrer por causas evitáveis antes de completarem cinco anos de idade".

O relatório refere que o maior desafio continua a ser aquele que se situa no período do nascimento ou em torno dele, sendo que 45% do conjunto das mortes de menores de cinco anos ocorrem no período neonatal – os primeiros 28 dias de vida.

O nascimento prematuro, a pneumonia, as complicações durante o trabalho de parto e o parto, a diarreia, a septicemia e a malária são as principais causas de crianças com menos de cinco anos. Perto de metade de todas as mortes de menores de cinco anos estão associadas à subnutrição.

O relatório sublinha que a oportunidade de uma criança sobreviver "é ainda vastamente díspar consoante o lugar onde ela nasce", sendo que a África subsariana tem a mais elevada taxa de mortalidade de menores de cinco anos no mundo com uma em cada 12 crianças a morrer antes de completar os cinco anos de vida.

Entre 2000 e 2015, a região acelerou globalmente a sua taxa anual de redução da mortalidade de menores de cinco anos para cerca de duas vezes e meia aquela que existia entre 1990 e 2000. Apesar de disporem de baixos rendimentos, Eritreia, Etiópia, Libéria, Madagáscar, Maláui, Moçambique, Níger, Ruanda, Uganda, e Tanzânia cumpriram a meta do Objetivo de Desenvolvimento do Milénio.

Aproximadamente um terço dos países do mundo – 62 ao todo – conseguiu de facto cumprir a meta ODM de reduzir em dois terços a mortalidade de menores de cinco anos, enquanto outros 74 reduziram as suas taxas em pelo menos metade.

O mundo no seu todo tem vindo a acelerar os progressos na redução da mortalidade de menores de cinco anos – a sua taxa anual de redução aumentou de 1.8% entre 1990 e 2000 para 3.9% entre 2000 e 2015.

Médicos Sem Fronteiras
A organização Médicos Sem Fronteiras alertou para a rutura dos 'stocks' de antídoto para a mordedura de cobras do...

"Dezenas de milhares de pessoas vão continuar a morrer de mordeduras de cobras, a menos que a comunidade mundial da saúde tome medidas imediatas para garantir a produção de um tratamento e de um soro antiveneno", advertiu a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) num comunicado difundido por ocasião de um colóquio organizado em Basileia (Suíça), sobre medicina tropical.

A MSF lembra que a Sanofi deixou de produzir Fav-África, o único soro antiveneno "certificado, garantido e seguro" em 2014, e os 'stocks' existentes terão chegado ao fim em junho do próximo ano "e nenhum outro produto de substituição estará disponível durante pelo menos dois anos".

De acordo com estimativas citadas pela MSF, cerca de 100 mil pessoas morrem todos os anos devido a mordeduras de cobras, das quais 30 mil na África subsaariana.

O Fav-África neutraliza dez mordeduras diferentes de cobras, que podem ocorrer na região subsaariana. As mordeduras ocorrem principalmente em zonas rurais, onde as pessoas desistem de ser tratadas devido ao elevado custo do tratamento (entre 224 e 447 euros por pessoa), ou preferem os curandeiros tradicionais, acrescenta a organização.

A MSF apela à Organização Mundial de Saúde (OMS) para que desempenhe "um papel de primeiro plano" para melhorar o acesso das populações aos tratamentos antivenenos.

Relativamente à Sanofi, a MSF afirma esperar que o laboratório "ponha à disposição as substâncias de base necessárias à produção do Fav-África" e encontre "uma capacidade de produção para aperfeiçoar este produto antiveneno que possa, a prazo, substituir o Fav-África".

O laboratório indicou ter tomado a decisão, em 2010, de suspender a produção do antiveneno devido aos preços dos produtos concorrentes fabricados na Ásia, América Latina e África, e com os quais a "Sanofi Pasteur não pode alinhar".

O porta-voz da empresa, Alain Bernal, explicou que o laboratório decidiu concentrar-se na produção de um medicamente antirrábico para o qual "a procura está em crescimento e é planificável".

Bernal sublinhou que a empresa "lamenta ter sido obrigada" a pôr fim à produção do Fav-África, problema para o qual procura "chamar a atenção, há vários anos, das autoridades internacionais de saúde".

"Esta situação - que podemos considerar como uma falha do mercado - demonstra claramente como a pressão dos preços leva a fazer escolhas em detrimento da durabilidade e fiabilidade do aprovisionamento e, potencialmente, da qualidade com um impacto sobre a saúde pública", comentou Bernal.

Dados da OMS indicam que todos os anos cerca de cinco milhões de pessoas em todo o mundo são mordidas por cobras, das quais 100 mil morreram e 400 mil ficam permanentemente incapacitadas ou desfiguradas.

Só na região subsaariana, 30 mil pessoas morrem devido a mordeduras de cobras todos os anos e perto de oito mil são submetidas a amputações.

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