Por precaução
Infarmed suspendeu de fabricante brasileiro pela deteção de "não conformidades" numa linha de produção da marca....

O Infarmed suspendeu o ‘certificado CE’ dos implantes da marca brasileira Silimed. O certificado CE é uma espécie de carimbo de qualidade que tem em conta requisitos como a segurança, higiene e proteção ambiental, necessários a diversos produtos, para serem comercializados no Espaço Económico Europeu, escreve o Observador. Ou seja, estes produtos, como os fármacos, quando certificados pela União Europeia têm que cumprir um conjunto de regras e de requisitos.

Foi isto que, ao que tudo indica, não aconteceu com a Silimed. Segundo explica o Jornal de Notícias na sua edição desta quinta-feira, esta suspensão deve-se à deteção de “não conformidades” numa fiscalização a uma linha de produção do fabricante sul-americano. O Infarmed pede assim a todas as clínicas e estabelecimentos de saúde que suspendam a venda destes implantes. Isto é, aqueles que tenham este material em stock não o podem vender. Pelo menos por agora. A Silimed terá colocado no mercado português, desde 2008, cerca de 40 mil implantes.

Esta suspensão surge depois de uma fiscalização do congénere alemão do Infarmed das boas práticas de uma das fábricas da Silimed no Brasil. Durante esta operação foram detetados certos materiais com a superfície contaminada com partículas ainda por determinar. As autoridades farmacêuticas europeias decidiram, assim, suspender a certificação CE.

No entanto, a Autoridade Nacional do Medicamento, segundo cita o JN, reforça que não há registo de qualquer caso de reação adversa nem existe risco para a saúde pública em Portugal. Um responsável da autoridade do medicamento britânica (MHRA) afirmou, em declarações ao Telegraph, e citado pelo JN, que foram detetadas fibras “que não deveriam estar ali. São o resultado do processo de produção e estamos a examinar se os produtos estão contaminados.” Para além das autoridades do medicamento, também o Infarmed e as autoridades europeias garantem que não há, para já, riscos para a saúde pública.

A Silimed comercializa produtos de silicone como implantes mamários, de glúteos, faciais, testiculares e penianos, balões e bandas gástricas entre outros. O Presidente do Infarmed, Eurico Castro Alves, em declarações ao JN, explica que esta medida é apenas de “precaução” e que “não razões para alarmismos.”

"Befree"
O programa de combate à obesidade "Befree", desenvolvido na Universidade de Coimbra, registou uma eliminação de...

O programa, que consistiu numa intervenção em 31 mulheres com idades entre 18 e 55 anos com obesidade ou excesso de peso, registou uma "eliminação dos episódios de ingestão compulsiva" na maior parte das participantes e, numa pequena parte, "os episódios ficaram diminuídos a níveis subclínicos, passando a ser menos frequentes", disse um dos investigadores do projeto, Sérgio Carvalho.

O "Befree" teve como objetivo fornecer, ao longo de 12 sessões durante três meses, "um conjunto de competências" para as mulheres "lidarem de forma mais eficaz com as suas emoções", sublinhou, acrescentando que, nos episódios de ingestão compulsiva, a comida surge como uma forma de diminuir "afetos negativos", como a tristeza ou a ansiedade.

Para além da eliminação dos episódios de ingestão compulsiva, os investigadores constataram que houve "também ganhos secundários", em comparação com as 25 mulheres que permaneceram na lista de espera e que não estavam integradas no programa desenvolvido por uma equipa do Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC) da Universidade de Coimbra.

No final do projeto, as participantes "apresentaram uma sintomatologia depressiva inferior às da lista de espera, um aumento de bem-estar e qualidade de vida, mais sentimentos de segurança e uma diminuição da autodesvalorização", frisou Sérgio Carvalho.

Também se registou uma diminuição "da perceção de discriminação e da vergonha" por parte das participantes, que, no final do "Befree", eram "menos autocríticas" em relação a elas próprias, aumentando "os sentimentos mais relacionados com a autocompaixão".

Durante os três meses de programa, houve "fornecimento de informação sobre comportamento alimentar", sessões sobre "o funcionamento da mente" e outro conjunto de sessões "de desenvolvimento de competências que permitem regular de forma mais eficaz as emoções", explanou Sérgio Carvalho.

Nessas sessões, foram integrados um conjunto de exercícios que, apesar de serem complementares entre si, "nunca tinham sido interligados", salientou.

O investigador referiu que a equipa pretende continuar a aplicar o programa para "chegar ao maior número de mulheres possível", para garantir "conclusões mais rigorosas e robustas".

Sérgio Carvalho afirmou ainda que a integração do programa no Serviço Nacional de Saúde "seria importante, pelo menos em consultas específicas de obesidade".

Os resultados do projeto serão apresentados no primeiro dia do Congresso Internacional de Obesidade e Ingestão Alimentar Compulsiva, que vai decorrer no auditório principal da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, na sexta-feira e no sábado.

Acabar com a pobreza extrema
Os líderes mundiais vão aprovar sexta-feira na Cimeira da ONU sobre o Ambiente um ambicioso programa para pôr termo à pobreza...

O programa anterior, que termina este ano e quer englobava oito Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), aprovados pelas Nações Unidas ONU em 2000, dá lugar às 169 metas divididas pelos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), apresentados pelo secretário-geral da ONU Ban Ki-moon, que são os seguintes:

 

1 - Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares;

2 - Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição, e promover a agricultura sustentável;

3 - Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades;

4 - Garantir educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizado ao longo da vida para todos;

5 - Alcançar igualdade de género e empoderar todas as mulheres e meninas;

6 - Garantir disponibilidade e manejo sustentável da água e saneamento para todos;

7 - Garantir acesso à energia barata, confiável, sustentável e moderna para todos;

8 - Promover o crescimento económico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego

pleno e produtivo, e trabalho decente para todos;

9 - Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação;

10 - Reduzir a desigualdade entre os países e dentro deles;

11 - Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis;

12 - Assegurar padrões de consumo e produção sustentáveis;

13 - Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos; (Reconhecendo que a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (CQNUMC) é o principal fórum internacional e intergovernamental para negociar a resposta global à mudança do clima).

14 - Conservar e promover o uso sustentável dos oceanos, mares e recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável;

15 - Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, bem como deter e reverter a degradação do solo e a perda de biodiversidade;

16 - Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis;

17 - Fortalecer os mecanismos de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.

Estudo
Os doentes hipertensos da Madeira registam um maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares do que os avaliados no...

O trabalho, intitulado “Avaliação e Controlo da Hipertensão Arterial em Medicina Geral e Familiar na Região Autónoma da Madeira” (Control-RAM) e coordenado pelo diretor do Serviço de Cardiologia do Hospital de Santa Maria da Feira, será apresentado no âmbito das iniciativas do Dia Mundial do Coração.

O objetivo foi “avaliar o perfil clínico de pacientes hipertensos e as taxas de controlo da pressão arterial no contexto dos cuidados de saúde primários na Madeira, em comparação com Portugal continental”, diz o responsável.

O estudo teve por base uma amostra de 961 adultos residentes na Madeira - 363 homens e 598 mulheres com idades entre os 21 e os 94 anos – e que são seguidos nos centros de saúde da região.

Também estiveram envolvidos 69 médicos de clínica geral (dos 141 que trabalham na Madeira), em 23 centros de cuidados primários.

A avaliação concluiu que “o perfil de risco cardiovascular dos hipertensos é mais grave na Madeira do que em Portugal continental em todos os escalões, exceto no escalão de baixo risco”, apontando que os “doentes hipertensos da Madeira (39,3%) com maior risco de doenças cardiovasculares do que os do continente (27,6%)”.

“A pressão arterial está mais controlada na Madeira (50,9%) do que em Portugal continental (46,5%)”, refere.

Outro ponto aferido é o de que existem “importantes diferenças entre géneros, com os homens a apresentarem um maior risco cardiovascular nos escalões de risco alto (36,6%) e risco muito alto (22,9%), existindo um pior controlo da pressão arterial (40,5%) do que as mulheres (57,2%)”.

Sobre a utilização de fármacos para tratar a hipertensão arterial, os investigadores verificaram que o uso de três ou mais fármacos é maior na região (24,2%) do que no continente (15,2%).

O coordenador deste projeto considera que “a identificação dos fatores responsáveis pelas diferenças entre a Madeira e Portugal continental é necessária para implementar políticas específicas de prevenção destinadas a melhorar o diagnóstico, tratamento e controlo da hipertensão”.

Infarmed
Cerca de três dezenas de empresas portuguesas participam, hoje e amanhã, em Lisboa e no Porto, em encontros de trabalho com o...

O Ministro da Saúde do Panamá, Francisco Javier Terrientes, está a realizar uma visita a Portugal, durante a qual tem um encontro com o seu homólogo português, Paulo Moita de Macedo, visita várias unidades fabris do setor dos medicamentos e de cuidados de saúde e participa em encontros com empresários portugueses.

Os dois responsáveis governamentais assistiram, hoje, à assinatura de um Plano Executivo para o desenvolvimento de ações de colaboração entre as autoridades do medicamento de ambos os países.

Os Ministros da saúde de Portugal e do Panamá, discutiram o interesse mútuo na cooperação ao nível regulamentar de saúde pública e avaliação económica, mais especificamente no setor dos medicamentos, dispositivos médicos, formação e pós-graduação de médicos e conceção e construção de infraestruturas de saúde.

O documento foi assinado por Eurico Castro Alves, presidente do Conselho Diretivo do Infarmed, Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, e por Jenny Vergara, Diretora Nacional de Farmácia e Drogas da República do Panamá.

O Plano Executivo prevê a realização de várias ações de intercâmbio de caráter científico e formativo entre especialistas dos dois países.

Nos últimos anos, as empresas farmacêuticas portuguesas têm vindo a reforçar a sua presença nos vários países da América Latina.

Dia 23 de setembro
É lançada, a 23 de setembro, a primeira bolsa de investigação “O doente com Mieloma Múltiplo no centro da investigação e acesso...

Aceitam-se candidaturas de projetos, até 31 de janeiro, a desenvolver em instituições portuguesas focados no doente com mieloma, os quais podem abranger áreas de epidemiologia, literacia, dimensões de qualidade de vida, perceções, necessidades e direitos dos doentes e cuidadores.

As duas associações colaboram conjuntamente para chamar a atenção e aumentar o conhecimento dos doentes com Mieloma Múltiplo (MM) e permitir o desenvolvimento da investigação deste cancro do sangue que ainda é pouco conhecido junto da população.

“Chamar a atenção para o Mieloma Múltiplo é muito importante para que estes doentes possam ter esperança numa melhor qualidade de vida. Um maior conhecimento sobre o MM pode promover uma maior exigência, por parte dos doentes, ao nível das respostas que existem na medicina para esta doença, pelo que a aposta na investigação só poderá ser benéfica. Esta ação pretende ser um pontapé de partida para se encontrar uma nova solução ou um processo que possibilite melhorar a qualidade de vida, ou até ser o primeiro passo para a cura da doença”, avança Isabel Barbosa, presidente da Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas (APLL).

“O MM tem sido abordado e discutido em várias reuniões entre os especialistas e a sociedade civil de forma a aumentar o conhecimento da população sobre a doença. Nos dias de hoje, é de extrema importância que os doentes tenham acesso à informação sobre a sua doença e que estejam no centro de toda a investigação, para que possam gerir a sua condição da melhor forma”, diz ainda Sofia Sá Cardoso, diretora da Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL).

As candidaturas podem ser submetidas através do email [email protected]. O formulário de inscrição está disponível nos sites www.apcl.pt e www.apll.org. O projeto vencedor será anunciado em março do 2016, no âmbito do Mês da Consciencialização do Mieloma Múltiplo.

O Mieloma Múltiplo é uma doença maligna rara que afeta os plasmócitos (células sanguíneas), encontradas na medula óssea, local de produção dos constituintes do sangue, sendo o tipo mais comum de tumor das células plasmáticas. Este tipo de doença maligna representa cerca de 1% de todos os tipos de cancro e aproximadamente cerca de 10% de todas as doenças malignas do sangue. O Mieloma Múltiplo ocorre mais frequentemente entre os 50 e os 70 anos.

Até hoje ainda não existe um tratamento que cure esta doença. No entanto, já existem diversas terapêuticas que permitem controlar este tipo de cancro.

O desenvolvimento da bolsa de investigação “O doente com Mieloma Múltiplo no centro da investigação e acesso aos cuidados de saúde” conta com o apoio da biofarmacêutica Celgene.

Dia 29 de setembro
A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares apresenta no próximo dia 29 de setembro, 3ª feira, a partir das 9h30,...

A iniciativa Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) “Mérito em Administração Hospitalar – Prémio Margarida Bentes” visa incentivar a produção de evidência científica, produzida no âmbito da atividade de gestão desenvolvida em entidades centrais do Ministério da Saúde e em instituições prestadoras de cuidados de saúde, públicas e privadas, que permita a edificação de conhecimento que suporte a definição de estratégias e posicionamentos sólidos da APAH em matérias de gestão de saúde.

Anualmente, cada lançamento será antecedido pela realização de uma Conferência subordinada ao tema selecionado nessa edição, que em 2015 é dedicada à “Integração de Cuidados” e que contará com uma apresentação do Professor Dr. Rui Santana, seguida de um debate com a Dra. Fátima Nogueira, Dr. Luís Amaro, Dr. Pedro Afonso e Dr. Victor Herdeiro, moderado pelo Dr. Pedro Lopes.

A apresentação do “Prémio Margarida Bentes” estará a cargo da Dra. Marta Temido, Presidente da APAH, que de seguida irá moderar a conversa com a Dra. Nazaré Reis e o Dr. Manuel Delgado, ex-colegas da Dra. Margarida Bentes, que darão a conhecer aos presentes a vertente mais humana e a mais profissional desta.

No âmbito do “Prémio Margarida Bentes”, as candidaturas apresentadas serão submetidas à apreciação de uma Comissão de Avaliação, este ano constituída pela Dr.ª Ana Sofia Ferreira, pela Professora Dra. Sílvia Lopes e pelo Professor Dr. Vasco Reis, que terá a responsabilidade de selecionar as candidaturas consideradas relevantes para a temática escolhida para esta 1ª edição: Integração de Cuidados. 

Uso de substâncias
Um programa de prevenção de “uso de substâncias por adolescentes” desenvolvido em contexto escolar desde 2010 resultou num...

Estes são os resultados preliminares de “Trilhos”, um programa de prevenção e de intervenção em contexto escolar, lançado em 2010, que teve como objetivo reduzir o número de alunos que inicia o consumo de tabaco, álcool e cannabis antes dos 15 anos de idade.

Esses dados, relativos à perceção de risco e ao uso de substâncias, são hoje apresentados na “1ª Conferência Europeia sobre Comportamentos Aditivos e Dependências – Lisbon Addictions 2015” que decorre até dia 25 em Lisboa.

Segundo Ana Tavares, autora do estudo, a perceção do risco funciona nos jovens como um “mediador” em relação ao uso de substâncias e, embora ainda seja preciso “aprofundar melhor a questão do risco”, estes resultados já permitem perceber que “há um aumento da perceção de risco” entre os jovens que participaram no estudo.

Trata-se de adolescentes de 13 anos (3º ciclo) de várias escolas do interior do país, “porque eram escolas onde não havia intervenção”.

“É um dado encorajador [o aumento da perceção de risco]. Dentro do grupo alvo de intervenção, o grupo que relata nunca ter consumido álcool e tabaco revela uma maior perceção. Isto é congruente com outras substâncias”, explicou a investigadora.

Em relação aos consumos propriamente, constata-se que o grupo alvo de intervenção não inicia o consumo de álcool ao contrário do outro, acrescenta.

O estudo conclui ainda que os que referem não consumir álcool têm também uma perceção de risco em relação a outras substâncias como o tabaco ou a cannabis e têm maior capacidade de destrinçar os mitos da realidade, como acontece com a ideia generalizada de que “fumar haxixe faz menos mal do que tabaco”.

O programa partiu inicialmente de grupos equivalentes, relativamente à perceção de risco e ao uso de substâncias, e “ficaram diferentes no fim”.

No entanto, Ana Tavares ressalva que destes resultados ainda é preciso “discriminar o que depende da intervenção e do próprio desenvolvimento” dos jovens.

“Esses são os estudos a seguir. É preciso outras ferramentas, é preciso mais investigação” acrescenta.

Na opinião da investigadora, este programa tem vantagem de ser desenvolvido e aplicado pelos professores. Os autores do estudo dão formação aos professores, ensinando-lhes a forma de o aplicar, e fazem o acompanhamento inicial. Os professores, depois, apresentam na sala de aula.

Com este programa pretende-se fornecer “ferramentas” para desenvolver competências pessoais e sociais, como as competências de resolução de problemas, de comunicação, de gestão emocional ou de tomada de decisões, aspetos “que se sabe contribuírem para a resiliência e potenciarem um desenvolvimento saudável”.

No fundo, centra-se nas áreas informativa, emocional e social, acrescenta Ana Tavares, explicando que estas competências funcionam como “fatores de proteção relativo ao início de consumo de substâncias”.

Cuide da sua pele
As cicatrizes provenientes da cesariana são um problema estético e podem chegar aos planos mais prof
Cicatriz de cesariana

Não há forma de fazer desaparecer completamente as marcas da incisão cirúrgica da cesariana. Há, contudo, produtos que ajudam a melhorar a sua aparência. Nomeadamente os que na sua formulação incluem vitaminas e extratos de plantas misturados numa base de óleo. Uma condição importante presente nestes produtos é que sejam bem absorvidos pela pele, que a sua ação não se limite à superfície da mesma, tornando-a macia, suave e com mais elasticidade.

Devem fazer parte destes óleos as vitaminas A e E. A vitamina A proporciona a formação de novo colagénio, contribui para a renovação da pele, ajudando a aumentar a sua elasticidade e melhorando a textura e o tom da mesma. A Vitamina E, por sua vez, tem um efeito antioxidante que auxilia na manutenção da boa aparência da pele, e efeitos favoráveis no processo de cicatrização.

Há alguns óleos de extratos de plantas que também têm um impacto positivo na melhoria da aparência das cicatrizes. É o caso do óleo de Lavanda que melhora a firmeza e suavidade da pele e é conhecido pelo seu efeito calmante e suavizante. O Óleo de Calêndula, derivado das flores da planta de malmequer, tem um efeito na regeneração celular e reduz a inflamação superficial da pele. O Óleo de Alecrim ajuda a revigorar e a suavizar a pele, tendo um efeito antisséptico suave. E por fim o Óleo de Camomila, pela sua ação anti-inflamatória, tem benefícios calmantes e relaxantes para a pele.

Se recentemente foi submetida a uma cesariana, após a sua cicatrização, aplique diariamente um óleo sobre a superfície da pele.

Outros conselhos para melhorar a cicatriz da sua cesariana:

1. Higiene

A zona da incisão deve ser lavada com água e sabão, e depois bem seca, para evitar que a cicatriz fique húmida.

2. Alimentação

Beber muita água para manter a pele hidratada, comer alimentos ricos em fibras, vitamina C e alimentos pouco gordurosos, são cuidados gerais que também ajudam no processo de cicatrização.

3. Repouso

A partir da cicatrização, o processo de evolução da cicatriz demora cerca de 12 a 18 meses.

Como após qualquer intervenção cirúrgica, depois de uma cesariana estão desaconselhados esforços físicos precoces, sobretudo na região abdominal, pelo risco de que ocorra uma deiscência (rotura) parcial ou total da cicatriz. Quando esta complicação se verifica, surgem com frequência, durante o novo processo de cicatrização, retrações cicatriciais que podem causar dor em certos movimentos, pela perda de elasticidade (fibrose) desses tecidos. A atividade física precoce relativamente ao processo de cicatrização, e certas características individuais dos tecidos cutâneos, podem também contribuir para a hipertrofia dos tecidos cicatriciais e para o aparecimento de queloides.

4. Evite o sol

A radiação ultravioleta produz efeitos na pigmentação da pele, pelo que a exposição solar das cicatrizes está desaconselhada nos primeiros 6 meses. Posteriormente estas zonas da pele devem ser protegidas pela aplicação repetida de um produto contendo um fator de proteção elevado.

5. Outras opções de tratamento

Quando surgem cicatrizes hipertróficas existem várias opções para melhorar a sua aparência, como sejam a cirurgia plástica, a aplicação de produtos intradérmicos e o laser.

6. A aceitação

Apesar de todos os cuidados, que contribuem para melhorar o aspeto, uma cicatriz não desaparece, dado que houve uma perda de continuidade da pele.

 Os cuidados a ter com as cicatrizes melhoram o seu aspecto mas não as eliminam, dado que houve uma perda de continuidade da pele. No entanto, todas as cicatrizes contam uma história, que no caso das cicatrizes das cesarianas traduzem geralmente uma história feliz – o nascimento de um filho.

Assim, os cuidados que se aplicam às cicatrizes, além de melhorarem o seu aspeto, contribuem também para que as histórias que contam vão fazendo parte de cada vida.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro e/ou Farmacêutico.
Como impedir as infeções vaginais
A adolescência é uma fase em que as raparigas se sentem mais inseguras dado que passam por alteraçõe

Na puberdade inicia-se a produção hormonal de estrogénios e a ação destes provoca alterações celulares nos tecidos. O ácido lático acidifica o meio vaginal e estabelece o equilíbrio da flora existente o que, em condições normais, resulta num efeito barreira que inibe o desenvolvimento de microrganismos patogénicos na vagina.

No entanto, há fatores e situações que favorecem a diminuição da acidez vaginal, que conduz à perda de proteção face às infeções. A vulvovaginite, que se traduz por vermelhidão, ardor, prurido, e corrimento, é uma das manifestações mais frequentes que resultam da alteração da flora vaginal e correspondem à presença de uma inflamação vulvovaginal. Apesar da infeção por via sexual ser frequente, a vulvovaginite também pode ocorrer em raparigas que não tiveram relações sexuais. A maior parte das vulvovaginites são provocadas por vários tipos de bactérias.

A ausência de pelos púbicos, que têm uma ação protetora, a roupa interior apertada ou mantida húmida, a obesidade, ou a utilização de produtos desadequados na higiene, podem contribuir para o aparecimento de prurido ou inflamações. Corrimento e odor desagradável identificam a presença de bactérias.

Para evitar o aparecimento de infeções e a secura/irritação da pele, é importante ter uma rotina de higiene diária, e manter alguns cuidados, que passamos a indicar:

  • Aplicar um gel íntimo extra delicado na mucosa externa durante o duche - contribui para a manutenção do equilíbrio do pH natural;
  • Fazer uma higiene correta, isto é, limpar e/ou lavar os genitais de frente para trás para evitar a contaminação da zona vulvovaginal pelas bactérias da região anal;
  • Evitar banhos de espuma e duches vaginais que podem alterar a flora natural da vagina;
  • Não utilizar sabonetes perfumados (alcalinos) nem desodorizantes íntimos em spray;
  • Reservar a utilização de tampões, que devem ser mudados com frequência, para ocasiões pontuais, como as idas à praia ou a atividade física;
  • Moderar a utilização dos pensos diários, evitando os perfumados, uma vez que prejudicam a transpiração natural e favorecem o calor e a humidade;
  • Usar roupas confortáveis, evitando as calças e roupa íntima apertadas;
  • Usar roupas íntimas de algodão, tecido que permite um melhor arejamento desta zona do corpo;
  • Trocar rapidamente os fatos de banho molhados e o vestuário desportivo suado para evitar a manutenção da humidade na zona vulvar.

Quando estes cuidados não forem suficientes e se os sintomas de desconforto, prurido ou corrimento persistirem, recomenda-se a observação por um médico.

Mesmo que não tenha sintomas, é importante a marcação de uma consulta anual com um médico para observação ginecológica, mamária e eventual aconselhamento sobre contraceção.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro e/ou Farmacêutico.
Em todo o país
APCOI lança petição pela implementação do projeto “Heróis da Fruta” em todas as escolas do país.

Garantir o direito à educação alimentar nas escolas portuguesas é a principal reivindicação da Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI), que apresentou a sua nova campanha: uma petição pública para apelar aos professores, educadores de infância e outros profissionais de educação nacionais para implementarem nas suas salas de aula, o modelo pedagógico “Heróis da Fruta”, que já garantiu em anos letivos anteriores, um aumento médio de 42% na ingestão de fruta no lanche escolar das crianças participantes.

A petição “Fruta nas Escolas” pretende recolher pelo menos 5 mil assinaturas até 9 de outubro de 2015 através do site www.frutanasescolas.com e faz parte do lançamento da 5ª edição do projeto “Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável”, que é atualmente a maior iniciativa nacional gratuita de educação para a saúde realizada nos jardins de infância e escolas de 1º ciclo, tendo já envolvido mais de 183 mil alunos de todos os distritos e regiões autónomas do país.

Porque é que a fruta é tão importante?
A fruta contém nutrientes insubstituíveis e é considerada essencial para uma alimentação saudável pela Organização Mundial de Saúde que recomenda a ingestão de pelo menos três porções por dia.

Contudo, a realidade alimentar das crianças em Portugal é bem diferente: 74,2% não ingere fruta nessa quantidade diariamente. Além disso, a fruta não é a primeira escolha das nossas crianças: 60% come doces e snacks todos os dias.

Este baixo consumo de fruta provoca carências nutricionais e tem efeitos muito negativos para a saúde: diminui os níveis de energia, de concentração, de aprendizagem e das defesas do organismo, tornando as crianças mais sujeitas a doenças como a obesidade ou a diabetes tipo 2, logo desde a infância.

A APCOI acredita que ensinar às crianças quais são os hábitos e os alimentos mais saudáveis nas salas de aula é o caminho certo a tomar rumo à prevenção da obesidade, doença crónica que já afeta em Portugal, dois milhões de adultos e uma em cada três crianças.

Figuras públicas nacionais dão a cara pela iniciativa Em pleno regresso às aulas, a APCOI juntou o apoio de várias figuras públicas para apelar à assinatura desta petição, entre as quais: Avô Cantigas (Carlos Vidal), Ricardo Carriço, Carla Andrino, João Gil, Amor Electro, Henrique Feist, Maria João, Mário Laginha, Vanessa Silva, Rita Redshoes, OqueStrada, HMB, Frankie Chavez, Filipe Pinto e também a vocalista do grupo musical Deolinda, Ana Bacalhau que quis mesmo deixar uma mensagem de incentivo às escolas, às crianças e às suas famílias “Fui uma criança gorda e sofri muito com isso. Hoje sinto-me bem porque mudei a minha alimentação. O meu conselho é: comam muita fruta e, sobretudo, divirtam-se com ela. Não há maior benção do que viver-se uma vida plena de saúde e bem-estar”.

“Ensinar às nossas crianças, de onde vem a fruta, quantas porções devem comer diariamente, qual a importância de variar as cores e as formas ou a necessidade de preferir fruta da época e de produtores nacionais, é estar a fornecer-lhes as ferramentas para ajudar a lutar contra este grave problema de saúde pública”, destacou Mário Silva, presidente da APCOI. “Assinar esta petição é uma forma de dar voz a todos os que se importam com o futuro e com a saúde das nossas crianças”, concluiu.

Em Portugal
A inserção dos doentes mentais no mercado laboral, através de estímulos financeiros, e o reforço dos cuidados de proximidade...

O Projeto Integra surgiu da necessidade urgente de desenvolver soluções concretas de integração das pessoas com perturbações mentais, depois de em abril um estudo europeu que envolveu 30 países ter deixado Portugal em 27º no que respeita aos cuidados e tratamentos destes doentes.

Elaborado por grupos de trabalho de diferentes quadrantes da sociedade, o projeto aponta o estigma da sociedade, a insuficiente compreensão destas doenças e a necessidade de apoios e políticas adequadas como os principais problemas de Portugal, colocando-o entre os piores da Europa no que respeita a cuidados e tratamentos, apesar de ser o que tem maior prevalência de doenças mentais (um quinto da população).

O Projeto Integra aposta, assim, no combate ao estigma e no reforço da articulação entre os setores da Saúde, da Educação e da Segurança Social.

Em concreto, sugere a criação de cuidados de proximidade, aproveitando a capacidade instalada no sector público, com particular enfoque na rede de cuidados de saúde primários e cuidados continuados integrados, envolvendo todas as estruturas existentes na comunidade, nomeadamente as Associações de Utentes, Familiares e Organizações Não-Governamentais.

“Nas Unidades de Saúde Familiar não existem recursos técnicos suficientes na área da saúde mental. Mesmo que algumas tenham psicólogos, estes não são dimensionados de acordo com as necessidades existentes”, refere o projeto, acrescentando que a valorização destas unidades está mais direcionada para determinadas patologias como a diabetes.

As equipas comunitárias têm também papel de destaque neste projeto, sendo apontadas como fundamentais na integração do doente.

Outra das falhas identificadas é a escassez de estudos sobre perturbação mental em Portugal, face à qual o projeto propõe que se crie um Plano de Dados da Doença “que possibilite obter dados regulares e representativos da nossa população”.

Segundo o Integra, os dados existentes são heterogéneos e restringem-se ao contexto em que são recolhidos, ou seja, estudos que relacionem a perturbação mental com resultados em saúde ou abordem questões com o curso da doença ou evolução após tratamento são praticamente inexistentes.

Em termos de reabilitação dos doentes, são sugeridas diferentes estratégias possíveis, tais como cursos socioprofissionais, promoção de empregos protegidos e outras atividades que contribuam para a sociabilização do doente.

Especificamente sobre a área do emprego, é abordada a questão da inserção do doente num “contexto laboral real”.

Nesse sentido, o projeto recomenda que as atuais regras para a atribuição de subsídios sejam alteradas de forma a estimular a contratação de pessoas com doença mental: o valor das reformas auferidas pelos doentes mentais passaria para as empresas, como forma de comparticiparem os vencimentos a pagar.

Em termos de financiamento dos serviços de saúde mental, o projeto chama a atenção para a importância de mobilizar mais recursos financeiros para esta área.

O Projeto Integra é uma iniciativa de um grupo farmacêutico, com o apoio da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental.

Creches e escolas do Porto e Bragança
Mais de 50% das salas de creches, jardins-de-infância e escolas primárias do Porto e Bragança têm níveis de concentração de...

Durante os últimos três anos, foi realizada uma investigação científica pela Universidade do Porto em 58 salas de 25 creches, jardins-de-infância e escolas primárias da Área Metropolitana do Porto e do distrito de Bragança, demonstrando que “mais de 50% das salas destinadas a bebés e crianças estão com concentrações de dióxido de carbono (C02) acima dos limiares legislados em Portugal”, revelou Sofia Sousa.

Sofia Sousa, professora e investigadora na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), doutorada em engenharia do Ambiente, adiantou ainda que 84% das salas avaliadas registaram níveis de partículas finas (poeiras) acima da legislação recomendada pela Organização Mundial da Saúde.

As concentrações de radão (gás radioativo natural, poluente cancerígeno) encontradas estiveram também muitas vezes acima dos limiares legislados, especialmente no distrito de Bragança, revela o estudo, embora não se possa deduzir que as concentrações do radão vão provocar cancro, observou a investigadora.

Os dados recolhidos são “preocupantes, mas não alarmantes”, considera a investigadora, explicando que uma medida simples e económica, como o arejamento do ar, pode diminuir consideravelmente os níveis de concentração destes poluentes e contribuir para que diminua a probabilidade de as crianças contraírem asma.

A inalação de um ar com os elevados níveis de concentração de CO2 e partículas finas “pode aumentar a probabilidade do desenvolvimento de asma infantil”, indica a investigação.

“Quanto mais se arejar os espaços, melhor”, considera a investigadora, reconhecendo que há edifícios mais modernos em que o simples arejamento do ar se transforma numa tarefa complicada devido à sua construção.

A investigação demonstra que as fontes interiores foram as principais causas das elevadas concentrações encontradas, nomeadamente ventilação inadequada, ocupação excessiva e atividades de limpeza desadequadas.

A equipa que realizou o estudo transmitiu os resultados específicos a cada uma das instituições envolvidas, construindo em conjunto algumas ações de mitigação, bem como comunicou aos encarregados de educação das crianças envolvidas no estudo os resultados dos testes médicos efetuados.

A investigadora admitiu que as instituições se “mostraram preocupadas em alterar as situações”.

Relatório da OMS
O esperança de vida em Portugal continua acima da média europeia, mas a obesidade é um risco crescente para a saúde no país,...

A esperança de vida em Portugal é, após o nascimento, de 77,4 anos para os homens e 83,9 anos para as mulheres, enquanto depois dos 65 anos é de 17,9 anos para os homens e 21,7 anos para as mulheres.

A média europeia é de 73,1 anos para os homens e 80,3 anos para as mulheres após o nascimento e de 15,9 anos para os homens e 19,6 anos para as mulheres depois dos 65 anos.

Porém, a prevalência de peso excesso de peso em portugueses adultos aumentou de 53,7% em 2010 para 55,6% em 2014, mantendo-se superior nos homens do que as mulheres.

Este cenário coincide com o panorama geral captado pelo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre o Estado de Saúde na Europa em 2015, publicado a cada três anos e que abrange 53 países.

"Portugal tem, como todos os países que entraram para a União Europeia antes de 2004, uma esperança de vida muito elevada. E as boas notícias são que, em toda a região, a mortalidade infantil desceu e a esperança de vida continua a aumentar", saudou Claudia Stein, diretora do departamento de Informação, Verificação, Investigação e Inovação da OMS para a Europa.

Porém, disse, "nem tudo são boas notícias, porque o consumo de álcool e tabaco continua muito elevados, apesar de baixado nos últimos anos, e a obesidade continua a aumentar: a Europa é a região com maior índices de obesidade, atrás dos EUA".

Em Portugal, a informação relativa ao consumo de tabaco refere-se apenas a 2010 e 2012, tendo-se registado uma evolução positiva, pois a percentagem de fumadores terá baixado de 23,8% para 22,4%, mas a estatísticas sobre o consumo de álcool após os 15 anos são omissas depois de 2011.

O relatório indica também que o número de portugueses cujas vidas são interrompidas por doenças cardiovasculares, cancro, diabetes e doenças respiratórias crónicas está em declínio: baixou de 242 em 100.000 em 2010 para 235,6 em 100.000 em 2012.

"Embora a esperança de vida tenha aumentado e estejamos no bom caminho para atingir os objetivos da Estratégia Saúde 2020, estes fatores de risco podem achatar a curva. Cabe aos governos fazer algo sobre isto", vincou Claudia Stein.

Em 2014
O Centro Hospitalar do Porto é um dos cinco hospitais com melhor desempenho em 2014 devido à demora média e aos doentes padrão...

Em declarações, Sollari Allegro, explicou que a distinção, pelo segundo ano consecutivo, é uma “enorme alegria” e um “incentivo” de melhoria contínua.

Numa séria de indicadores, aos quais depois é atribuída uma pontuação para se obter a classificação final, o responsável frisou que o centro hospitalar “foi melhor” na demora média, que é baixa, e nos doentes padrão por enfermeiro.

“Onde estamos menos bem é na percentagem de cirurgias de ambulatório em doentes ambulatorizáveis que são a menos, devíamos ter mais, por isso, vamos trabalhar nesse sentido”, realçou.

Os centros hospitalares do Porto e do Tâmega e Sousa, os hospitais de Braga e de Santa Maria Maior (Barcelos) e a Unidade Local de Saúde do Alto Minho obtiveram a melhor classificação num ‘ranking’ de uma empresa multinacional.

A IASIST, multinacional de origem espanhola, anunciou  os vencedores dos prémios aos hospitais do Serviço Nacional de Saúde que mais se distinguiram em 2014, galardões que são atribuídos pelo segundo ano consecutivo em Portugal.

Neste “Top 5 – A Excelência dos Hospitais – que conta com o patrocínio do ministro da Saúde, foram submetidos voluntariamente a avaliação 39 hospitais de Portugal Continental, sendo atribuídos cinco prémios, um por cada tipologia de unidade de acordo com os critérios definidos por organismos públicos.

Outro dos contributos apontados pelo presidente do Conselho de Administração para a “distinção” do centro hospitalar é a “qualidade, empenho e dedicação” dos profissionais de saúde.

Sollari Allegro realçou que, nos últimos anos, o centro hospitalar tem “menos dinheiro” e, isso, fez com que tivesse de ser “mais imaginativo e mais proativo”, continuando a garantir a “melhor qualidade” aos utentes.

Um dos “problemas” para o menos “poder financeiro” é a construção do Centro Materno Infantil do Norte onde o Ministério da Saúde, “ao contrário do que era espectável”, avançou apenas com uma parte do dinheiro, cabendo ao centro hospitalar o restante, disse.

“Uma das consequências desta situação é um menor investimento em modernização de equipamentos”, vincou.

Por ser “inviável financeiramente” e estar em “acentuada degradação”, o centro hospitalar irá encerrar, até ao final do ano, o Hospital Joaquim Urbano com apenas 28 camas.

“Estamos só à espera do gerador para reforçar a intensidade da corrente no Hospital Santo António”, realçou.

Outra das novidades avançadas por Sollari Allegro é o protocolo com o Instituto de Ciências Abel Salazar (ICBAS), Porto, estabelecido este ano, para estimular a investigação.

“Top 5 – A Excelência dos Hospitais”
Os centros hospitalares do Porto e do Tâmega e Sousa, os hospitais de Braga e de Santa Maria Maior (Barcelos) e a Unidade Local...

A IASIST, multinacional de origem espanhola, anunciou hoje os vencedores dos prémios aos hospitais do Serviço Nacional de Saúde que mais se distinguiram em 2014, galardões que são atribuídos pelo segundo ano consecutivo em Portugal.

Neste “Top 5 – A Excelência dos Hospitais”, que conta com o patrocínio do ministro da Saúde, foram submetidos voluntariamente a avaliação 39 hospitais de Portugal Continental, sendo atribuídos cinco prémios, um por cada tipologia de unidade de acordo com os critérios definidos por organismos públicos.

Na segunda-feira ao fim do dia foi divulgado um outro ‘ranking’ de hospitais públicos onde o Hospital de São João, no Porto, surge na liderança, sendo seguido neste “top” pelo Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.

De acordo com os resultados provisórios da “Avaliação do Desempenho dos Hospitais Públicos (Internamento) em Portugal Continental (2014)”, coordenado pelo investigador Carlos Costa, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), e disponível no site da instituição, O Hospital de São João repete a liderança em relação ao ano anterior.

Para o ministro da Saúde, a divulgação de ‘rankings’ e resultados dos hospitais é “importante para os doentes e para o sistema”, além de dar às unidades de saúde “possibilidades concretas de melhoria”.

“Temos um conjunto de avaliação de hospitais de acordo com diferentes critérios. Acreditamos que este escrutínio que é feito, ao compararem hospitais e indicarem possibilidades concretas de melhoria, é positivo para os hospitais e para os doentes. É importante os doentes terem uma informação cada vez maior sobre o desempenho dos seus hospitais nas diferentes áreas”, afirmou o ministro Paulo Macedo no final da cerimónia da entrega dos prémios “Top 5 – A Excelência dos Hospitais”.

Na opinião do ministro da Saúde, os resultados hoje apresentados mostram que os hospitais “melhoraram nos últimos 10 anos e nos últimos quatro anos”.

“Há mais camas de agudos e de continuados, há mais consultas, há mais cirurgias e há melhores resultados clínicos”, resumiu.

Contudo, numa análise hoje apresentada pela empresa IASIST, aumentou de 2013 para 2014 o número de internamentos não programados na generalidade dos grupos hospitalares analisados.

Manuel Delgado, diretor-geral da empresa que analisou o desempenho hospitalar, admitiu que o aumento de admissões nas urgências “não é o desejável”.

Já para o ministro da Saúde, este aumento dos episódios de urgência com quadro de gravidade é explicado pela “vulnerabilidade” da população, nomeadamente em termos etários.

“Nós sabemos que temos pessoas mais vulneráveis que chegam às urgências, porque temos pessoas mais idosas e em outras condições de vulnerabilidade que não apenas da idade. O que obriga a um maior tempo de observação e maior número de internamento. Apesar de tudo vendo os grandes números, entre 2008 e 2014 o número de urgências decresce ligeiramente”, comentou Paulo Macedo aos jornalistas à margem da cerimónia de entrega dos prémios.

Infarmed
O Infarmed, Autoridade Nacional dos Medicamentos e Produtos de Saúde, I.P., no âmbito das suas competências como coordenador e...

Este cartaz contém informação dirigida à população em geral, sobre os efeitos secundários dos medicamentos e a importância de informar o profissional de saúde e também o Infarmed da ocorrência dos mesmos.

Estes cartazes estarão expostos em farmácias, locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica e em Instituições de Saúde, como Hospitais e Centros de Saúde, em Portugal continental, Açores e Madeira.

Espera-se, com esta iniciativa, melhorar a informação da população no que respeita à importância de notificar os efeitos adversos dos medicamentos e constitui uma das ferramentas mais importantes de recolha de dados na área da segurança dos medicamentos.

Infarmed
A empresa MEDINFAR-SOROLÓGICO - Produtos e Equipamentos, S.A., distribuidora do dispositivo médico clamp plástico do fabricante...

Esta recolha voluntária adveio no seguimento de uma ação europeia de fiscalização do mercado relativa a dispositivos médicos do fabricante Pollak International, Ltd., sediado em Israel, na qual se verificou que o fabricante em apreço não apresentava mandatário para os seus dispositivos colocados no mercado europeu, conforme previsto na legislação.

Assim, o Infarmed ordena a suspensão imediata da comercialização e retirada do mercado de todas as embalagens do dispositivo clamp plástico do fabricante Pollak International, Ltd..

Face ao exposto, o Infarmed informa ainda que:
- As entidades que eventualmente ainda possuam embalagens deste dispositivo em stock não as devem vender, dispensar ou utilizar, devendo proceder à sua devolução;
- A suspensão de comercialização vigorará enquanto não existir um mandatário para o dispositivo médico em apreço.

Infarmed
O dispositivo médico retinógrafo não midriático Cobra Fundus Camera, do fabricante C.S.O. Costruzione Strumenti Oftalmici S.r.l...

Em Portugal foram identificados três distribuidores do dispositivo supramencionado que se comprometeram, junto do Infarmed, a suspender voluntariamente a comercialização do dispositivo até que esta situação se encontre regularizada, nomeadamente, através da avaliação da conformidade do dispositivo conducente à emissão de certificado CE de conformidade de acordo com a Diretiva 93/42/CEE e da aposição da marcação CE seguida do código do organismo notificado emissor do referido certificado.

Assim, o Infarmed ordena a suspensão imediata da comercialização do dispositivo Cobra Fundus Camera, do fabricante C.S.O. Costruzione Strumenti Oftalmici S.r.l..

Face ao exposto, o Infarmed informa ainda que:
- Não foi adotada qualquer medida restritiva à utilização dos dispositivos já disponibilizados;
- Os distribuidores informaram não ter conhecimento de incidentes com o dispositivo em apreço;
- As entidades que possuam e utilizem o dispositivo Cobra Fundus Camera, do fabricante C.S.O. Costruzione Strumenti Oftalmici S.r.l., deverão comunicar ao Infarmed quaisquer incidentes com ele relacionados;
- A suspensão de comercialização vigorará até que o processo de reclassificação do dispositivo esteja finalizado.

Estudo EMPA-REG OUTCOME®
A Boehringer Ingelheim e a Eli Lilly and Company anunciaram os primeiros resultados positivos do estudo EMPA-REG OUTCOME®, um...

O EMPA-REG OUTCOME® atingiu o seu endpoint primário e demonstrou a superioridade da empagliflozina na redução do risco cardiovascular (CV), quando adicionada ao tratamento standard. O endpoint primário foi definido como o tempo decorrido até à ocorrência do primeiro evento CV major (morte CV, enfarte agudo do miocárdio não-fatal ou acidente vascular cerebral não-fatal).

A empagliflozina é a única substância aprovada para o tratamento da diabetes tipo 2 (DT2) que demonstrou, até ao momento, redução do risco CV num ensaio clínico especialmente desenhado para os resultados cardiovasculares.

O perfil de segurança da empagliflozina mostrou consistência com os resultados de estudos anteriores. Os resultados completos e detalhados do estudo foram apresentados no dia 17 de Setembro na 51ª Reunião Anual da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes, que decorreu em Estocolmo, Suécia.

Sobre o Estudo
O EMPA-REG OUTCOME® foi um ensaio clínico multicêntrico, aleatorizado, em dupla ocultação, controlado com placebo, que envolveu mais de 7.000 indivíduos de 42 países, com um tempo médio de seguimento de 3,1 anos. O ensaio clínico foi desenhado para avaliar o efeito da empagliflozina (10mg ou 25mg uma vez por dia) em associação com o tratamento standard, comparado com placebo em associação com o tratamento standard, relativamente à ocorrência de eventos CV em adultos com DT2 com elevado risco CV e com um controlo da glicemia subóptimo. O ensaio clínico foi desenhado para avaliar primeiro a não-inferioridade e posteriormente a superioridade.

O tratamento standard incluiu antidiabéticos e medicamentos cardiovasculares (incluindo antihipertensores e agentes antideslipidemiantes).

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