Infarmed
A Agência Europeia do Medicamento iniciou uma revisão de segurança dos medicamentos contendo fusafungina utilizados por...

A fusafungina é um antibiótico usado no tratamento local de infeções das vias aéreas superiores como rinofaringite, sinusite e amigdalite.

Em Portugal, encontra-se comercializado o medicamento Locabiosol 125 microgramas, solução para pulverização nasal ou bucal, indicado no tratamento local das afeções das vias aéreas superiores (rinofaringite).

Esta revisão é iniciada após a deteção de um aumento no número de casos de reações alérgicas graves, incluindo reações anafiláticas, em doentes a usar fusafungina. A maioria dos casos graves refere reações de broncospasmo, as quais terão ocorrido em adultos e crianças logo após a utilização do medicamento.

Adicionalmente têm surgido dúvidas relativas aos benefícios da fusafungina, bem como ao seu papel no aumento de resistências bacterianas, pelo que foi iniciada a reavaliação do benefício-risco dos medicamentos contendo fusafungina.

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) irá avaliar os dados disponíveis sobre os benefícios e riscos dos medicamentos contendo fusafungina e emitirá uma opinião. Até que esteja concluída esta avaliação, os doentes devem continuar a utilizar este medicamento de acordo com as indicações do médico ou farmacêutico, a quem devem recorrer em caso de dúvida.

A EMA e o Infarmed continuarão a acompanhar e a divulgar todas as informações pertinentes relativas a esta matéria.

Urologistas
O presidente da Associação Portuguesa de Urologia denunciou a falta de equidade no acesso a medicamentos inovadores dos doentes...

Em causa estão os medicamentos mais inovadores contra o carcinoma da próstata em estado avançado, os quais custam, em média, 3.000 euros por mês, por doente.

Segundo Arnaldo Figueiredo, estes fármacos são administrados em alguns hospitais públicos, mas nem todos, estão disponíveis em todos os institutos portugueses de oncologia.

Para o presidente da Associação Portuguesa de Urologia (APU), esta é uma situação “muito injusta” e que faz com que alguns doentes tenham de fazer mais quimioterapia, ou receber apenas cuidados paliativos, quando podiam ter mais alguns anos de vida, com os fármacos inovadores.

A decisão de administrar ou não estes medicamentos é dos conselhos de administração dos hospitais, os quais alegam que, por se tratar de um fármaco de dispensa em ambulatório, não são obrigados a disponibilizar.

O cancro da próstata é o tumor maligno mais frequente no homem adulto.

Hoje tem início a Semana de Alerta para as Doenças da Próstata, uma ação promovida pela APU e que pretende sensibilizar a população masculina para a importância deste tumor e da sua prevenção.

Segundo a APU, “a vigilância médica periódica é essencial para despistar o cancro da próstata, uma vez que este não apresenta sintomas numa fase inicial”.

“Apesar de ser a segunda causa de morte por cancro no homem nos países ocidentais, a sua possibilidade de cura é de 85% quando detetado precocemente”.

Em Portugal, o cancro da próstata atinge anualmente entre 3.500 a 4.000 portugueses. Destes, 1.800 acabam por morrer.

Só falta 'ok' do Governador
O senado da Califórnia aprovou na sexta-feira à noite uma lei que permite que os doentes terminais recebam ajuda médica para...

A proposta, que tem levantado uma ampla discussão nos Estados Unidos, foi aprovada na quarta-feira na câmara baixa com os votos a favor de 43 parlamentares, contra de 34, e na sexta-feira, já sábado em Lisboa, conseguiu 23 votos a favor e 14 contra no senado californiano, aguardando agora a assinatura do governador democrata para passar a ser lei.

O movimento a favor da morte assistida, que autoriza o pessoal médico a proporcionar aos doentes terminais uma medicação que ajuda a pôr fim à vida, recebeu um novo impulso depois do caso de brittanyu Maynard, em novembro do ano passado.

Maynard, uma jovem enfermeira de 29 anos, teve que se mudar da Califórnia para o estado norte-americano do Oregon, para ter a atenção médica de que necessitava para morrer, depois de ter sido diagnosticada com cancro cerebral nesse mesmo ano e estando já em fase terminal.

A Lei 'Morte com Dignidade' já ajudou 70 pessoas morrer nesse ano no Oregon, tendo entrado em vigor em 1997.

Em Washington existe desde 2008 e em Vermont desde o ano passado.

Tempos de espera lideram reclamações na ERS
Quase 18 mil reclamações deram entrada na Entidade Reguladora da Saúde entre janeiro e junho deste ano, com o tempo de espera a...

De acordo com este relatório referente ao primeiro semestre do ano, que é também o primeiro em que a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) analisa as reclamações recebidas contra prestadores do setor público, nesse período entraram 19.820 processos, dos quais 17.823 (89,9%) eram queixas.

Chegaram ainda à ERS 2.027 elogios e louvores.

A maioria das reclamações (50,9%) foi proveniente de utentes da região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), a qual também recebeu o maior número de elogios (55,7%).

Os serviços públicos de saúde foram objeto de mais queixas (66,3%), com os prestadores com internamento a serem os mais visados: 78,1% das reclamações do setor público e 74,1% das do setor privado.

“A temática mais recorrentemente assinalada nas reclamações é a dos tempos de espera (com 20,6% das ocorrências, em 25,1% dos processos de reclamação) particularmente os tempos de espera para atendimento clínico não programado”, lê-se no relatório.

Os utentes queixaram-se também dos cuidados de saúde e segurança do doente (15,9% das ocorrências, em 19,3% das reclamações).

Em relação aos louvores, em 73,3% dos casos foram dirigidos a prestadores do setor público, nomeadamente à atividade clínica. Um terço dos louvores (33,9%) dirigiu-se ao pessoal clínico e 23,5% à organização dos serviços clínicos.

No primeiro semestre do ano a ERS arquivou 7.313 processos. “Em 76,2% das situações não houve necessidade de intervenção regulatória acrescida por parte da ERS, enquanto 3,3% dos processos foram objeto de intervenção supervisora adicional”, lê-se no documento.

Em 2,1% dos processos “a situação foi ultrapassada por ação dos próprios prestadores, e 2% foram objeto de transferência para outras entidades (maioritariamente para ordens profissionais). Os restantes 16% foram liminarmente arquivados”.

Ministro da Saúde
O ministro da Saúde, Paulo Macedo, esclareceu que a falta da vacina BCG no mercado mundial não é o que está a condicionar...

“Ou seja, se a decisão for tomada não é porque neste momento não há fornecimento da vacina a nível mundial. A Direção-Geral da Saúde já conseguiu um pré compromisso para conseguir obter um conjunto de doses de vacinas. A nossa intenção é que as crianças sejam vacinadas e depois, independentemente desta falta a nível mundial das vacinas do BCG, então tomar a decisão”, afirmou Paulo Macedo.

O ministro referiu que “neste momento apenas a Grécia, Portugal e a Irlanda mantêm a vacina do BCG, em termos da União Europeia”.

“Queremos é desligar uma coisa da outra. A decisão a ser tomada, não será tomada porque há falta neste momento de fornecimento a nível mundial. Estamos num caminho melhor do que estávamos há 15 dias para a aquisição da vacina, vamos vacinar as crianças e depois tomar a decisão em termos de futuro”, frisou.

A informação de que a Direção-Geral da Saúde admite deixar de vacinar todos os bebés contra tuberculose foi referida na quinta-feira ao “Diário de Notícias” pela subdiretora-geral de Saúde, avançando que esta hipótese “vai ser avaliada já na próxima reunião”.

A OMS recomenda a vacinação apenas para grupos de risco em países onde a incidência é baixa. Até ao ano passado, Portugal era o único país da Europa que ainda estava acima do limite no número de casos de tuberculose, um limite traçado nos 20 casos por cada cem mil de habitantes. A DGS anunciou, no entanto, em abril, que pela primeira vez Portugal tinha baixado dessa fasquia.

Já a comissão de vacinas da Sociedade Portuguesa de Pediatria considera que uma posição definitiva sobre a administração universal da vacina BCG em Portugal só poderá ser tomada após o conhecimento de todos os dados epidemiológicos que a DGS tem vindo a recolher.

No entanto, considera que “o risco de tuberculose para as crianças, em Portugal, é baixo e que os atrasos verificados na vacinação não colocam em risco a sua saúde”.

O ministro falava no final da cerimónia de assinatura de protocolos entre a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e 30 instituições de saúde, com vista à melhoria da formação clínica dos estudantes de Medicina. No âmbito desta sessão, Paulo Macedo distinguiu a FMUP com a Medalha de Serviços Distintos Grau Ouro do Ministério da Saúde.

Menos que em 2012
As técnicas de Procriação Medicamente Assistida fizeram nascer 2.091 crianças em 2013, menos 43 do que no ano anterior, tendo...

De acordo com o relatório da atividade em Procriação Medicamente Assistida (PMA) em 2013, elaborado pelo Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA), o maior número de crianças nascidas através destas técnicas resultaram da aplicação da Fertilização In Vitro (FIV) e Microinjeção Intracitoplasmática (ICSI) intraconjugal: 1.322.

Na nota introdutória do documento, o CNPMA sublinha que, “comparando com 2012, o número de ciclos das principais técnicas de PMA efetuado (excluindo inseminação intrauterina) foi 3% menor, mas que as taxas de gravidez e parto aumentaram ligeiramente”.

“O número de inseminações artificiais manteve-se estável e os resultados do uso desta técnica tiveram também ligeira melhoria”, prossegue o regulador desta área que visa responder a casos de infertilidade.

O CNPMA destaca a descida da taxa de partos múltiplos, “pela sua inequívoca importância, no que constitui o contínuo esforço tendente à eliminação da situação que corresponde ao maior risco dos tratamentos de infertilidade”.

Segundo o documento, registaram-se 33 casos de síndroma de hiperestimulação ovárica, a mais frequente complicação em ciclos de FIV/INCI intraconjugal, e quatro complicações da punção ovárica.

Em relação à doação de gâmetas ou embriões, em 2013 ocorreram 60 ciclos FIV e 67 ICSI com esperma de dador e iniciaram-se 345 ciclos para doação de ovócitos.

O documento demonstra como a idade das doentes influencia o sucesso dos tratamentos, o qual diminui de forma acentuada a partir dos 36 anos.

A taxa de gestação diminuiu dos 15,2% aos 40 anos para os 2,6% aos 45 anos.

O aumento da idade das mulheres que se submeteram aos tratamentos também influenciou a taxa de aborto, a qual subiu a partir dos 37 anos e acentuando-se a partir dos 41 anos, atingindo quase 70% nas doentes com 42 ou mais anos.

Segundo o CNPMA, em 2013 existiam em Portugal 27 centros de PMA que executavam tratamentos de infertilidade através de técnicas de PMA e um que executava apenas Inseminação Artificial.

Dia 26 de setembro
800 novos enfermeiros vão ser reconhecidos para o exercício da profissão em Portugal.

A Secção Regional do Norte (SRN) da Ordem dos Enfermeiros (OE) promove no próximo dia 26 de setembro a Cerimónia de Vinculação à Profissão, que irá decorrer no Grande Auditório do Fórum da Maia, pelas 15 horas. 800 jovens licenciados em Enfermagem recebem neste evento da SRN as suas cédulas profissionais que lhes permitem o exercício legal em Portugal. A cerimónia será presidida pelo Bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Enfermeiro Germano Couto e contará com a presença do Presidente do Conselho Diretivo Regional, Enfermeiro Jorge Cadete.

As boas-vindas a estes jovens profissionais do Norte do país (são mais de três mil a nível nacional) acontecem num contexto em que se reconhece a falta de Enfermeiros no sistema de saúde português, que na sua tripla vertente pública, privada e social, tem capacidade para absorver todos os recém-licenciados.

Durante a Cerimónia de Vinculação à Profissão serão entregues as cédulas profissionais aos enfermeiros recém-admitidos, formalizando-se a sua vinculação à profissão. Nesta solenidade os jovens enfermeiros comprometem-se a fazer de tudo para que os seus pacientes recebam o melhor tratamento, proferindo o célebre “Juramento profissional baseado no juramento de Florence Nightingale”: “Livre e solenemente, em presença de Deus e desta assembleia juro: dedicar minha vida profissional a serviço da humanidade, respeitando a dignidade e os direitos da pessoa humana; exercendo a Enfermagem com consciência e fidelidade; guardar sem desfalecimento, os segredos que me forem confiados; respeitar a vida desde a conceção até a morte, não praticar voluntariamente atos que coloquem em risco a integridade física ou psíquica do ser humano; manter elevados os ideais da minha profissão, obedecendo aos preceitos da ética e da moral, preservando sua honra, seu prestígio e suas tradições.” 

Estudo explica
Fumar aumenta o risco de cancro e de morte prematura. É sabido. Mas por que, então, ouvimos de vez em quando relatos de pessoas...

A equipa, da Universidade de Oxford, nos EUA, avaliou um grupo de 90 fumadores idosos e identificou uma variação genética que seria responsável por fazer essas pessoas serem mais resistentes a fatores de stress ambientais, como fumo e poluição, escreve o Diário Digital.

Segundo os investigadores, liderados por Morgan Levine, o organismo desses indivíduos seriam mais eficientes para reparar danos causados nas células. Portanto, além de viver mais, essas pessoas também teriam um risco 11% menor de ter cancro.

A descoberta, publicada no Journals of Gerontology, Series A: Biological Sciences and Medical Sciences, fortalece a noção de que a longevidade não está ligada somente a fatores ambientais. A genética também possui um papel importante nisso.

Estudos
Dois estudos publicados na revista Science Translational Medicine identificaram o papel de uma proteína produzida pelo vírus da...

A descoberta abre caminho para o desenvolvimento de vacinas e medicação contra a versão mais fatal da doença, escreve o Diário Digital. Segundo o Ministério da Saúde brasileiro, até 1 de Agosto deste ano, foram confirmadas 614 mortes por dengue no país, um aumento de 57% em relação ao mesmo período no ano passado.

Até hoje não existe tratamento efetivo ou vacina para a dengue, que é a doença transmitida por mosquito que mais afeta as pessoas em todo o mundo, chegando a 100 milhões de pessoas infetadas a cada ano.

Calcula-se que a cada dez pessoas infetadas de uma a duas ficam doentes e a maioria dos pacientes desenvolve apenas os sintomas mais simples da doença, como febre ligeira e dores no corpo. Mas, nos casos em que a doença se torna hemorrágica, o sistema imunológico fica fora de controlo e desencadeia o sangramento dos vasos sanguíneos o que pode levar à insuficiência circulatória e até à morte.

Os cientistas ainda não tinham descoberto como a infeção avança para o estágio fatal. Desconfiava-se que a causa era a proteína NS1, usada pelo vírus para se reproduzir e invadir células do sistema imunológico. Assim, a equipa do investigador Paul Young, da Universidade de Queensland, na Austrália, estudou células do sistema imunológico de humanos e ratos e descobriu que a NS1 ativa diretamente uma superfície conhecida como recetor 4 (TLR4), ativadora da libertação de moléculas inflamatórias.

A partir disso, usaram células endoteliais (dos vasos sanguíneos) alteradas apenas pela inflação provocada pelo NS1 e isso fez com que a barreira grossa de células começasse a sangrar. A partir disso, trataram ratos infetados com dengue com um composto que bloqueia as células TLR4 e isso reduziu a hemorragia significativamente.

Os resultados sugerem que a proteína NS1 comporta-se como uma toxina viral da mesma forma que toxinas de bactérias ativam a TLR4 e desencadeiam infeções generalizadas. A comparação entre a síndrome do choque séptico e síndrome do choque associado à dengue deu base para testar remédios que estão a ser usados em pacientes com dengue e podem trazer avanços clínicos nos próximos dois anos, avalia Young.

Noutro estudo, Robert Beatty e os seus colegas da Universidade da Califórnia, relataram que a vacinação com a proteína NS1 pode proteger ratos contra a dengue hemorrágica. Os pesquisadores conseguiram comprovar que proteínas NS1 dos quatro tipos de dengue afetam as células dos vasos sanguíneos e causam hemorragia. No estudo, os ratos que não foram vacinados morreram, enquanto os que foram vacinados com NS1 de cada tipo de dengue sobreviveram à infeção fatal causada pela dengue hemorrágica. A vacina mobilizou anticorpos específicos contra a proteína NS1 e bloqueou a hemorragia.

A dengue é causada por um vírus da família Flaviridae, transmitido de uma pessoa para a outra através do mosquito Aedes aegypti. Existem quatro tipos diferentes de vírus da dengue: os sorotipos 1, 2, 3 e 4.

Lesões frequentes
A falta de preparação física, aliada ao desconhecimento da população, é responsável pelo aparecimento de lesões frequentes no...

“A dor é uma das causas do abandono precoce da atividade física e isto acontece porque as pessoas não sabem, muitas vezes, a importância da preparação antes de fazer exercício físico. Antes de iniciar qualquer desporto é fundamental a fase do aquecimento, uma vez que os músculos quando estão quentes ganham flexibilidade e estão menos suscetíveis às lesões”, explica Paulo Amado ao Sapo.

“Numa fase inicial, e após a realização de uma atividade física intensa, é normal que os músculos fiquem doridos, sendo nestas alturas essencial um dia de descanso para que as fibras musculares lesionadas se curem. O exercício prolongado pode consumir grande parte do açúcar armazenado nos músculos, provocando a escassez de energia durante o exercício”, revela.

“No caso dos desportistas que fazem exercício físico todos os dias é importante alternar os exercícios. Por exemplo, se num dia exercita mais os músculos inferiores do corpo, no outro deve fazer exercícios que potenciem a força nos músculos superiores. É igualmente fundamental que os desportistas alternem diariamente a intensidade do exercício, optando num dia por um exercício mais fácil e leve e no outro um mais forte e intenso ”, conclui o especialista.

Paulo Amado reforça ainda a importância dos alongamentos: “essencial é também a fase dos alongamentos antes e depois do treino. Estes são importantes para o bom funcionamento do corpo, potenciam a agilidade e a flexibilidade e assumem um papel fundamental na prevenção das lesões”.

Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros
As enfermeiras Ana Albuquerque Queirós e Delmina dos Anjos Moreira, que desde meados do século passado marcaram o...

A homenagem é da iniciativa do Conselho Diretivo Regional da Secção Regional do Centro (SRC) da Ordem dos Enfermeiros (OE) que, assim, reconhece o contributo que ao longo de décadas deram ao desenvolvimento da Enfermagem e afirmação da Ordem dos Enfermeiros.

A sessão de homenagem decorrerá pelas 11h00 na sede da SRC, em Coimbra, onde será atribuído o nome da enfermeira Ana Maria Correia Albuquerque Queirós a uma sala nobre do edifício, enquanto o auditório terá como patrona a enfermeira Delmina dos Anjos Moreira.

Para a Presidente do Conselho Diretivo Regional da SRC, Enfº Isabel Oliveira, trata-se de um ato de justiça para com duas figuras cimeiras da Enfermagem, que conseguiram aliar a prática, o ato de cuidar dos cidadãos, ao desenvolvimento do ensino e da ciência.

Do seu exemplo, dos valores que afirmara, e do seu trabalho, muito se fica a dever a elevação social e profissional da Enfermagem em Portugal.

Ambas contribuíram também ativamente para consolidação e desenvolvimento da missão da Ordem dos Enfermeiros, quer enquanto dirigentes, quer na liderança de projetos.

A enfermeira Delmina Moreira esteve ligada à criação das escolas de enfermagem da Guarda, Castelo Branco e Bissaya Barreto (Coimbra).

De 1974 a 2000 foi Diretora da Escola de Enfermagem Bissaya Barreto, de Coimbra. Aposentou-se em 2002, aos 70 anos, como presidente do Conselho Diretivo desta escola superior.

A enfermeira Delmina dos Anjos Moreira nasceu em 1932 no concelho de Macedo de Cavaleiros e em 1955 iniciou a atividade de enfermeira, e de assistente de curso na Escola de Enfermagem Dr. Ângelo da Fonseca. Em 1959 iniciou funções de Enfermeira-Geral nos Hospitais da Universidade de Coimbra.

Foi agraciada em 1996 com a Medalha de Prata de Serviços Distintos pelo Ministério da Saúde. No mandato de 1999-2003 foi Presidente da Mesa da Assembleia Regional da Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros.

A enfermeira Ana Albuquerque Queirós nasceu na Beira, Moçambique, em 1954, aposentou-se em 2011 como Professora Coordenadora da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, quando cumpria uma missão de ensino na Universidade de Cabo Verde.

É membro da Ordem dos Enfermeiros desde Maio de 1998, tendo colaborado com a sua Comissão Instaladora (presidindo à Comissão Eleitoral da Região Centro em Junho de 1999). Ainda no âmbito da sua colaboração com a OE fez parte do Grupo de Trabalho sobre os Princípios Enformadores da Política de Saúde.

Ordem dos Médicos Dentistas
Mais de quatro mil cheques para diagnóstico do cancro oral foram emitidos em menos de um ano e meio de funcionamento do...

Segundo dados revelados pela Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) na véspera do Dia Europeu da Saúde Oral, que se assinala no sábado, dos 4.341 cheques emitidos entre março de 2014 e 30 de junho deste ano foram utilizados menos de um terço, ou seja, 1.315 cheques para diagnóstico do cancro oral.

“Numa fase inicial do programa houve alguns problemas com o sistema informático que faz a emissão dos cheques”, explicou Pedro Trancoso, da direção da Ordem, admitindo que a quantidade de cheques realmente usados pelos utentes vá começando a aumentar.

O objetivo do Projeto de Intervenção Precoce do Cancro Oral seria atingir cerca de cinco mil biópsias anuais e, para isso, é necessário que aumentem os cheques emitidos pelos médicos de família e, sobretudo, que os doentes usem na rede de dentistas aderente os cheques que lhe são passados.

Apesar de uma reduzida taxa de efetiva utilização dos cheques para diagnóstico do cancro da boca, Pedro Trancoso sublinha que a taxa de execução dos cheques para biópsia é “muito elevada”, na ordem dos 90%, o que “significa que os casos suspeitos estão a ser devidamente encaminhados e acompanhados”.

Do total de cheques diagnóstico usados quase metade avançou para biópsia. As 585 realizadas no âmbito deste programa permitiram detetar 24 cancros e mais 17 lesões com potencial de transformação maligna.

Pedro Trancoso lembra que os 24 casos de cancro detetados se referem apenas ao projeto de intervenção precoce, havendo em Portugal muitos mais casos, vários diagnosticados de forma tardia, o que contribui para que a taxa de mortalidade seja inferior a 50% a cinco anos.

“Se o diagnóstico for efetuado de forma precoce, as taxas de sobrevivência podem ser superiores a 80%”, refere o dirigente da Ordem dos Médicos Dentistas.

Defendendo que é essencial incrementar a utilização dos cheques emitidos pelos médicos de família, a Ordem entende que é necessário conhecer os sinais de alerta para o cancro oral: feridas que não cicatrizam em duas semanas, alterações de cor da mucosa oral, aumentos de volume inexplicados, perdas de sensibilidade ou de mobilidade da língua.

Em Angola
Uma operação coordenada pela polícia angolana resultou na apreensão de mais de 11 toneladas de medicamentos diversos em...

Os resultados da operação "Jiboia II", enquadrada nas ações da Organização Internacional de Polícia Criminal e da INTERPOL, que decorreu entre 19 e 22 de agosto passado, foram apresentados em Luanda, em conferência de imprensa.

A operação, que decorreu em simultâneo no Malaui, Tanzânia, Zâmbia, África do Sul, Moçambique e Suazilândia, teve como resultado global a apreensão de cerca de 160 toneladas de medicamentos, que resultou igualmente na detenção de 509 pessoas e o encerramento de cerca de 20 lojas de fornecimento.

Em Angola, a quantidade de medicamentos apreendidos - contrafeitos, conservados de forma incorreta, com o prospeto sem tradução para português e vendidos em mercados informais - está avaliada em cem milhões de kwanzas (707,7 mil euros).

A província de Luanda destaca-se nos resultados obtidos, com um total de 5.350 quilogramas de medicamentos apreendidos, seguido de Cabinda, com 2.964 quilogramas, e Cunene, com 303 quilogramas.

Segundo o diretor-geral de inspeção do Ministério da Saúde de Angola, Miguel dos Santos de Oliveira, os fármacos chegam ao país por via terrestre e têm a origem fundamentalmente na China, Índia, República Democrática do Congo e Nigéria.

O responsável adiantou que os medicamentos entram maioritariamente pela fronteira terrestre do Luvu e Massabi, além de outros pontos sem o controlo das autoridades, escondidos entre mercadorias, nomeadamente carvão.

Miguel dos Santos de Oliveira referiu que os remédios apreendidos são sobretudo para o tratamento de disfunção erétil e hormonais, antipalúdicos, antibióticos, estimulantes sexuais e anabolizantes.

No decurso da operação, foram detidos 33 indivíduos, entre os quais um cidadão da República Democrática do Congo.

Em Angola, a operação foi coordenada pelo Serviço de Investigação Criminal, contando com a colaboração de departamentos dos Ministérios da Saúde e do Comércio, e da Administração Geral Tributária.

Eurostat
A pneumonia é a doença pulmonar que mais mata em Portugal, ao contrário dos restantes Estados-membros da União Europeia onde é...

Em Portugal, segundo o gabinete oficial de estatísticas da União Europeia(UE), que divulga dados de 2012, morreram 17.583 pessoas de doença pulmonar, o que representa 16,3% dos óbitos nesse ano.

A pneumonia (38,6%) foi a principal causa de morte por doença pulmonar, seguindo-se o cancro do pulmão (20,9%) e bronquite e outras afeções crónicas (15,9%).

Na UE as doenças do aparelho respiratório provocaram 671.900 mortes, o que representa 13% do total de óbitos.

O cancro do pulmão foi a doença que mais mortes causou na UE (40%) e em todos os Estados-membros à exceção de Portugal, seguindo-se a bronquite e outras afeções (24%) e a pneumonia (19%).

Em Portugal morrem mais homens (56,1%) do que mulheres (43,9%) devido a doenças pulmonares, tendência que também se verifica na média da UE, com, respetivamente, 59,3% e 40,7%.

No primeiro semestre do ano
A Linha SOS Voz Amiga recebeu 1.546 pedidos de ajuda no primeiro semestre do ano relacionados com problemas de solidão,...

O Centro SOS Voz Amiga, o primeiro telefone de ajuda na área da prevenção do suicídio que surgiu em Portugal, é um serviço de ajuda pontual em situações agudas de sofrimento causadas pela solidão, ansiedade, depressão e risco de suicídio.

Nos últimos anos, tem vindo “a acontecer um aumento significativo de apelos”, disse Maria, uma voluntária do serviço, que funciona diariamente das 16:00 às 24:00 e que pode ser contactada através dos números 213544545, 912802669 e 963524660.

Segundo dados divulgados, a propósito do Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, que hoje se assinala, em 2013 foram feitos 1.271 apelos, número de subiu para 2.126 no ano passado (40%).

Nos primeiros seis meses do ano, a linha recebeu 1.546 chamadas, a maioria feita por mulheres (776), contra 489 feitas por homens. As restantes foram “chamadas silenciosas”.

A maior parte das chamadas realizadas este ano (606) foi motivada por problemas relacionadas com solidão, angústia, pânico, luto e sexualidade e por doenças (569), como depressão, doenças psíquicas e físicas e dependências.

Houve ainda 473 chamadas motivadas por problemas afetivos e familiares, 119 por ideias suicidas e 116 por problemas socioeconómicos.

Desde que foi criado em 1978 pelo psiquiatra Fragoso Mendes, da Liga Portuguesa de Higiene Mental, o SOS Voz Amiga, que é assegurado por voluntário, atendeu milhares de pessoas de todo o país.

Maria disse que o centro precisa de mais voluntários para cumprir o objetivo do atendimento de 24 horas diárias, uma vez que “o sofrimento não tem horas marcadas”.

“Atualmente os voluntários não chegam a 30 e seriam necessários 70 para cumprir esse objetivo”, adiantou.

Este serviço já evitou muitos suicídios devido à relação que é estabelecida entre o voluntário e o apelante. “Esse é que é o milagre deste telefone” motivado pelo facto de, “na conversa, não haver rosto, apenas coração a coração”.

“Quando a relação é estabelecida nós conseguimos diminuir o pico do sofrimento que a pessoa está e esta começa a fazer um caminho connosco”, voltando a ligar ou procurar ajuda médica, apesar de muitos apelantes já estarem a ser acompanhados clinicamente adiantou a voluntária.

“Há pessoas com ataques de pânico que nos ligam mais do que uma vez durante o dia. Não há limitação, a pessoa liga as vezes que precisar”, sublinhou.

Maria defendeu a importância de divulgar-se este serviço, porque “ainda há um grande estigma das pessoas a falar na palavra suicídio. Este estigma é terrível porque afasta as pessoas”.

Nesse sentido, apelou às pessoas que “não se inibam de falar com alguém quando estiverem em sofrimento, porque há sempre alguém do outro lado da linha”.

Além disso, sublinhou, “a depressão tem tratamento” e “mesmo que se esteja no fundo do poço, há sempre uma esperança”.

Recomendação da OMS
OMS recomenda vacinação só para grupos de risco em países onde a incidência é baixa, como Portugal. Direção-Geral da Saúde...

A Direção-Geral da Saúde está a estudar a hipótese de deixar de vacinar todos os bebés contra a tuberculose. Uma mudança de estratégia que tem a aprovação da Organização Mundial da Saúde e que foi já tomada pela maior parte dos países europeus para ajudar a resolver o problema da falta de vacinas da BCG.

 

Em Portugal, neste momento há 20 a 30 mil bebés que ainda não foram vacinados. A subdiretora-geral da Saúde, Graça Freitas, disse ao Diário de Notícias que esta hipótese "vai ser avaliada já na próxima reunião", que deve ser neste mês, e admite que é uma solução bastante "viável" que não coloca em risco a saúde pública. A prevenção passará por testar e tratar precocemente.

Recrutamento
Um grupo hospitais árabe está a oferecer 12 mil euros por mês, livres de impostos, a 30 médicos portugueses que queiram ir...

Trata-se da segunda vez que este grupo de hospitais recruta médicos em Portugal, tendo da primeira sido escolhidos quatro profissionais portugueses.

Os médicos que este grupo procura, segundo o Diário Digital, têm de ter uma experiência mínima de três anos após a especialidade de neurocirurgia, pediatria, anestesiologia, medicina intensiva, urologia, otorrinolaringologia, oftalmologia, obstetrícia e ginecologia, cirurgia-geral, cardiologia e ortopedia.

O grupo está igualmente a recrutar médicos jovens e recém especialistas de dermatologia, radiologia, medicina intensiva, e medicina dentária.

O grupo oferece um salário livre de impostos - entre oito mil euros e 12 mil euros -, “alojamento para o agregado familiar, seguro de saúde familiar, até 44 dias de férias pagas, passagens aéreas e prémios”, segundo o anúncio, que consta do site da Ordem dos Médicos.

Especialista diz
O biólogo e físico espanhol Ricard Solé afirmou em Coimbra que dentro de dez anos os robôs terão capacidade para aprender com...

"Nos próximos dez anos, os robôs vão estar em casa, vão aprender com o humano, vão falar com ele, vão ser inteligentes e nós vamos criar uma relação muito forte com robôs", disse Ricard Solé, autor da obra "Vidas Sintéticas" e líder do Laboratório de Sistemas Complexos, em Barcelona, Espanha.

Para o físico focado em biologia sintética, o robô, ao poder ser uma "extensão do ser humano que aprende, tem perceção e memória", pode levar à definição de uma nova entidade "entre robô e humano", escreve o Sapo.

Fascinado com essa possibilidade, Ricard Solé admite que não sabe "como é que isso vai afetar as pessoas", mas está seguro que "vai acontecer no curto prazo".

Segundo o investigador, um "robô com capacidade de aprender e com autonomia suficiente para andar" vai partilhar "memórias, perceções e personalidades".

"Um cão ou um gato não falam, mas os donos criam uma relação muito forte com os seus animais domésticos. Imagine-se alguém que fala com a pessoa, que evolui no pensamento e que se pode lembrar de coisas", apontou o investigador, que apresenta esta quinta-feira uma palestra no Encontro Português de Inteligência Artificial (EPIA), que decorre até sexta-feira no Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra.

Recordando o filme "Robot and Frank", que aborda uma pessoa com Alzheimer que cria uma relação com um robô que tem memória, o cientista catalão considerou que "isso pode realmente acontecer".

Hoje, já há "robôs que desenvolvem uma gramática, que não é programada, já há robôs que mentem, mas inconscientemente, ou um robô que se reconhece ao espelho", constatou.

No entanto, o caminho trilhado pela ciência não parece levar à criação de máquinas imprevisíveis. Para isso, a máquina "tem de fazer escolhas" e, na sua perspetiva, as máquinas "não têm consciência e ainda não têm o conceito de tempo".

Segundo Ricard Solé, está-se "num momento histórico" em relação à vida artificial, considerando que a partir da biologia sintética e da inteligência artificial podem-se "não apenas estudar sistemas, mas fazer sistemas e reinventar as maiores transições e, por exemplo, construir uma célula artificial e tentar perceber como a evolução foi feita e ver se há outras formas de evoluir, outras transições".

Por exemplo, no seu laboratório, ao se abordarem transições sintéticas e sistemas complexos, estuda-se a "modificação de bactérias que se podem comportar e comunicar como uma colónia de formigas".

Outra possibilidade é a criação de organoides, uma espécie de híbrido entre órgãos sólidos e líquidos (como o sangue) que sejam introduzidos no corpo e depois desintegrados por ativação de um feixe de luz, que é "um enorme espaço vazio ainda não explorado" e, apesar de ainda ser "ficção científica, é possível".

"É um enorme potencial para a biomedicina", sublinhou, considerando que os desenvolvimentos em torno da biologia sintética podem fazer com que "um homem chegue aos 80 anos com um corpo de 50. Nós podemos fintar o envelhecimento", frisou Ricard Solé.

 

O EPIA começou na terça-feira, tendo já participado Hélder Coelho, um dos pais da inteligência artificial em Portugal, e François Pachet, diretor do Laboratório de Informática da SONY, em Paris.

Estudo
A doença de Alzheimer aparece de forma espontânea ou por predisposição genética, mas um grupo de investigadores descobriu agora...

O estudo publicado na revista Nature ainda é incipiente, deve ser completado com testes adicionais e "não significa que o Alzheimer seja transmitido por contacto direto entre humanos", destacou John Collinge, diretor da equipa da University College London, responsável pela investigação.

No entanto, segundo o Sapo, esta equipa da cientistas descobriu que existe uma hipótese de transmissão deste tipo de demência enquanto investigava a doença de Creutzfeldt-Jakob.

Os especialistas analisaram o cérebro de oito pessoas que morreram com idades entre os 36 e os 51 anos com Creutzfeldt-Jakob. As pessoas em causa tinham contraído a doença após se submeterem, ainda na década de 80, a um tratamento com hormonas do crescimento extraídas cirurgicamente da hipófise de outros corpos.

Ficou comprovado que milhares de pessoas que receberam essas hormonas, num procedimento realizado no Reino Unido entre 1958 e 1985, acabaram por desenvolver Creutzfeldt-Jakob.

Acredita-se que as hormonas extraídas da hipófise transportavam agentes infeciosos (priões) da Creutzfeldt-Jakob.

Ao estudar esses oito cérebros, a equipe de Collinge descobriu em seis deles a presença de beta-amiloides associados à doença de Alzheimer. Em quatro casos, os depósitos das proteínas estavam estendidos, o que indica que nenhum dos pacientes apresentava sinais de sofrer da versão hereditária da doença.

Os especialistas acreditam que o tratamento com estas hormonas de crescimento implantadas em todos os pacientes pode estar relacionada com a origem da Doença de Alzheimer nestes pacientes, assim como da Creutzfeldt-Jakob, por transmissão durante a neurocirurgia.

Os fragmentos da proteína beta-amiloide podem aderir às superfícies dos instrumentos utilizados no procedimento cirúrgico e resistirem à esterilização convencional, explicam os cientistas. "É possível que haja três maneiras de essas proteínas serem geradas no cérebro. Podem aparecer espontaneamente com a idade, que haja um gene defeituoso ou que surjam após a exposição a um acidente médico. Essa é a nossa hipótese", explicou Collinge, citado pela agência espanhola EFE.

O mesmo investigador ressalta, no entanto, que não há provas de transmissão epidemiológica que sugiram que a doença possa ser transmitida por transfusão de sangue, acrescentando que esta demência não é uma "doença contagiosa".

Estudo defende
Um conjunto de investigadores publicou um novo estudo defendendo a toma de antirretrovirais para prevenir a transmissão da...

"A redução impressionante dos casos de VIH entre as pessoas que tomam a profilaxia de pré-exposição, sem aumento notável de outras infeções sexualmente transmissíveis, é confortante do ponto de vista clínico e comunitário, assim como para todos os atores de saúde pública", ressaltam os autores do estudo publicado na revista médica The Lancet.

Os investigadores declaram-se "muito favoráveis" à integração deste tratamento nas "ferramentas atuais de prevenção" colocadas à disposição de homossexuais expostos ao risco de infeção.

Realizado no Reino Unido desde novembro de 2012, o estudo PROUD acompanhou 544 homossexuais não infetados mas que tinham tido uma ou mais relações desprotegidas nos 90 dias anteriores, escreve o Sapo.

Metade deles passou a receber uma dose diária de Truvada, um antirretroviral que combina tenofovir e emtricitabina, do laboratório norte-americano Gilead Sciences, enquanto os outros receberam o tratamento de maneira diferente, um ano depois. Apenas três infeções foram observadas no primeiro grupo, contra 20 no segundo, uma redução relativa do risco na ordem dos 86%, segundo a equipa da epidemiologista Sheena McCormack.

Mas desde outubro de 2014, quase um ano antes da publicação dos resultados definitivos, os responsáveis pelo estudo decidiram dar o Truvada a todos os participantes.

Os autores de um estudo francês semelhante, intitulado Ypergay, também decidiram permitir que todos os participantes beneficiassem do Truvada, alcançando resultados semelhantes.

Apesar da experiência bem sucedida em vários testes clínicos, o tratamento preventivo contra a Sida continua a ser pouco prescrito em todo o mundo, especialmente por causa do seu custo elevado (cerca de 10.000 euros por ano por doente). Os efeitos secundários mais comuns são dores de cabeça, náuseas e perda de peso.

"Os serviços nacionais de saúde têm restrições financeiras, mas não podem ignorar os resultados do estudo PROUD e Ypergay", ressaltam os autores deste estudo britânico.

Num comentário anexo à investigação, os médicos Kenneth Mayer e Chris Beyrer, dois especialistas norte-americanos em saúde pública, defendem que "é preciso desenvolver serviços de prevenção contra a Sida a uma escala internacional oferecendo sistematicamente tratamentos preventivos".

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