Deco
Os hospitais públicos têm sites na Internet com mais informação e conteúdos, embora as páginas das unidades privadas sejam mais...

De acordo com um artigo publicado hoje, a associação de defesa do consumidor Deco analisou 68 sites na Internet de hospitais portugueses, 44 do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e 24 de unidades privadas.

As unidades públicas forneciam mais informação, embora, muitas vezes, difícil de encontrar e desatualizada.

Já os sites dos privados “favoreciam a interatividade e eram mais fáceis de usar”.

“No geral, os hospitais privados proporcionam melhores ‘experiências’ de utilização: entre os 10 melhores classificados encontram-se apenas dois públicos (Beatriz Ângelo, em Loures, e Cova da Beira, na Covilhã)”, refere o estudo da Deco.

Contudo, a informação mais específica dos hospitais públicos – como serviços existentes, direitos e deveres dos utentes e cuidados a ter na realização de exames – é mais vasta do que a fornecida pelos privados.

Ainda assim, em 30% das unidades do SNS analisadas não constam os tempos de espera para consultas, cirurgias e exames médicos, dados que a Deco diz serem “vitais para que os cidadãos possam fazer valer os seus direitos”.

A Deco destaca ainda que em 71% dos sites privados é possível os utentes marcarem consultas ou exames pela Internet.

Aproveitar rede de farmácias
O bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, Carlos Maurício Barbosa, afirmou hoje que os farmacêuticos deviam poder fazer o...

"Há muito trabalho que pode ser feito na área da proximidade", disse Carlos Barbosa, considerando que os farmacêuticos devem poder "fazer o acompanhamento de doentes crónicos", bem como contribuir "nos rastreios sistemáticos da população".

Segundo o bastonário, "os farmacêuticos podem e devem dar mais contributos para o Serviço Nacional de Saúde", que deve aproveitar "a capacidade instalada".

Carlos Barbosa sublinhou que se tem de aproveitar o facto de as farmácias estarem "espalhadas pelo território, até nos sítios mais recônditos", de forma a potenciar as capacidades técnico-científicas destes profissionais e "a proximidade e confiança" que estes têm "junto da população".

Os farmacêuticos "podem dar contributos substantivos para promover ganhos em saúde e ajudar a atingir metas na área da saúde pública", frisou, apontando para o caso dos doentes crónicos.

"Precisamos que os doentes estejam compensados e equilibrados e, entre consultas médicas, pode haver episódios agudos", podendo aqui os farmacêuticos ter um papel no controlo e acompanhamento de doentes, "como os hipertensos e os diabéticos".

Outro ponto importante, refere, é o contributo que os farmacêuticos podem ter "nos rastreios sistemáticos da população e identificação precoce de indivíduos com fatores de risco".

Estes dois aspetos - os rastreios e o acompanhamento - podem levar "a menos gastos" com complicações das doenças e "a ganhos em saúde", salientou o bastonário da Ordem, organização que comemora no sábado, em Coimbra, o Dia do Farmacêutico.

Carlos Barbosa espera que, na próxima legislatura, "haja consideração" pelo contributo "ímpar" que o setor teve "na redução da despesa pública e privada".

No sábado, a Ordem comemora o Dia do Farmacêutico, em Coimbra, com um simpósio na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra e uma sessão solene e jantar de encerramento das comemorações no Hotel Quinta das Lágrimas.

Escola Superior de Enfermagem de Coimbra
Novos resultados de iniciativa promovida pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra e pela ARS do Centro, com o apoio da...

A expansão, a nível nacional, do projeto de prevenção de comportamentos suicidários em meio escolar “+Contigo”, as expetativas para o futuro, os novos parceiros e os resultados alcançados no ano letivo de 2014-2015 são os assuntos que estarão em destaque num encontro que se realiza, na próxima quarta-feira (dia 30 de setembro), na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC).

O IV Encontro “+ Contigo” (ver programa online) que, no período da tarde, contará com o testemunho de adolescentes envolvidos no projeto, para partilha de experiências, tem início às 9h30, na Sala de Reuniões da ESEnfC - Polo B, em S. Martinho do Bispo.

A abrir a iniciativa, a psicóloga Margarida Gaspar de Matoso falará do que é ser “Ser Adolescente Hoje” (título da conferência que vai proferir).

Pelas 12h30, decorrerá a sessão de boas-vindas, com a presença da presidente da ESEnfC, Maria da Conceição Bento, do presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, José Manuel Tereso, do diretor do Programa Nacional de Saúde Mental e coordenador do Plano Nacional de Prevenção do Suicídio, Álvaro de Carvalho, da delegada regional de Educação do Centro, Cristina Oliveira, e do coordenador do "+ Contigo", o professor da ESEnfC, José Carlos Santos.

Mais de 7000 jovens foram abrangidos, desde 2009, pelo “+ Contigo”, ano em que o programa começou a ser dinamizado pela ESEnfC e pela Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro.

A partir da região Centro do país, o projeto “+ Contigo” estendeu-se, então, à Lourinhã e aos Açores (Ilha do Pico), prevendo-se que, durante o ano letivo que agora se inicia (2015-2016), se expanda às áreas de intervenção das administrações regionais de Saúde do Norte, do Alentejo e do Algarve.

Da responsabilidade da ESEnfC e da ARS do Centro, o “+ Contigo” trabalha aspetos como o estigma em saúde mental, o autoconceito e a capacidade de resolução de problemas, devidamente enquadrados na fase da adolescência. A população-alvo deste programa é constituída por alunos do 3º ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário.

O “+ Contigo” mereceu o apoio da Direção-Geral da Saúde, que o inseriu no conjunto de medidas do Plano Nacional de Prevenção do Suicídio.

Além da Direção-Geral da Saúde, são parceiros “+ Contigo” a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares - Direção de Serviços da Região Centro, o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, o Centro Hospitalar Baixo Vouga, o Centro Hospitalar Lisboa Norte, o Núcleo de Estudos do Suicídio (do Hospital de Santa Maria, em Lisboa), o Centro Hospitalar Leiria-Pombal, o Centro Hospitalar Tondela-Viseu e o Município da Lourinhã.

Deverão juntar-se, agora, a Unidade Local de Saúde de Matosinhos e a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade do Algarve.

Autoridade Tributária e Aduaneira
A Associação Portuguesa de Profissionais de Acupunctura está contra a decisão do Fisco que sujeita a atividade ao pagamento de...

A Saúde não paga IVA, por isso, o tratamento de doenças pela acupunctura não pode estar sujeita ao imposto. É este o argumento utilizado pela Associação Portuguesa de Profissionais de Acupunctura (APPA) para defender a isenção ao IVA, escreve o jornal Público. Para a associação, a lei considera a acupunctura uma atividade ligada à Saúde e, por isso, está entre as profissões isentas. Mas, para a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), a interpretação da lei é outra: a Acupunctura faz parte das “terapêuticas não convencionais”, permitida a quem não tem título médico, e, por isso, não está isenta de IVA.

Uma deliberação que foi recebida com desagrado pela associação de acupunctores, que considera tratar-se de “um erro grave” e compara o tratamento de doenças pela acupunctura a “uma vulgar atividade de consumo, tal como comprar sapatos, ir ao cinema ou ao cabeleireiro”, afirmam.

Esta é uma decisão que surge na sequência do ofício emitido a 26 de agosto pela AT, que obriga as designadas terapêuticas não convencionais – entre as quais, a acupunctura, a fitoterapia, homeopatia, medicina tradicional chinesa, naturopatia, osteopatia e quiropraxia – ao pagamento de IVA à taxa de 23 %.

A APPA diz que o ofício “viola o princípio da igualdade e da neutralidade fiscal, consagrado na jurisprudência do Tribunal de Justiça da União Europeia”, pois os tratamentos de acupunctura feitos por médicos com formação em medicina designada como clássica estão isentos do imposto. Pelo contrário, um profissional de acupunctura tradicional tem de aplicar a taxa de IVA, pois a sua atividade parte “de uma base filosófica diferente da base da medicina convencional”, lê-se no ofício emitido pela AT.

A associação avisa ainda que algumas clínicas já estão em situação de falência, por lhes ser exigido a liquidação do imposto a 23%, com efeitos retroativos a 4 anos, “que é o mesmo que cobrar de uma vez 93% dos rendimentos de um ano”, lembram.

Se esta decisão não for anulada, a APPA acredita que a profissão poderá estar em risco em Portugal, e por isso exige “uma interpretação mais cuidada da lei”.

Entretanto, a associação também enviou uma carta ao Governo a solicitar “uma correção na interpretação que a AT está a fazer da lei”, dizem em comunicado, destacando que o entendimento do Fisco sobre esta matéria “está errado, é inconstitucional, discriminatório e viola o Direito da UE sobre o IVA”.

Estudo
Um estudo do investigador português Carlos Ribeiro mostra que as moscas da fruta partilham o desejo humano de sal durante a...

O estudo publicado na revista científica Current Biology abre portas a outras investigações, nomeadamente a respostas como o que leva as pessoas a preferir um alimento a outro, a desejar algo específico, ou a forma como a alimentação controla o envelhecimento, escreve o Jornal de Notícias.

Provado, segundo o estudo, que a mosca da fruta reage como os humanos na questão do sal, o investigador explicou que o próximo passo é entender o processo no cérebro. "Como é que o paladar do sal é controlado? O próximo passo é isso.", disse, explicando que a mosca da fruta é uma excelente via para fazer experiências, que não se podem fazer em humanos.

Carlos Ribeiro é investigador principal do programa de Neurociências da Fundação Champalimaud e trabalha nomeadamente na área do comportamento, metabolismo e nutrição, no sentido de perceber os processos cerebrais de decisão ao nível da alimentação.

Nesta investigação quer perceber quais os mecanismos no cérebro que leva a esse desejo de sal, que mudanças acontecem, quais os neurónios que mudam, e se usar para isso a mosca da fruta poderá chegar aos humanos, acrescentando: "os problemas da nutrição são muito complicados" e o cérebro é tão complexo que é importante pelo menos saber a área onde ir procurar respostas.

"Quando nos apetece algo específico é porquê? É uma reação específica do cérebro. Os insetos controlam rigorosamente as proteínas que comem e os humanos também. Como é que isso funciona, e porque é que às vezes não funciona?", questionou o investigador.

Segundo a Fundação Champalimaud, num comunicado sobre o estudo, os desejos durante a gravidez podem estar relacionados com as necessidades nutricionais do feto, especialmente para nutrientes como as proteínas e o sal.

"Através de uma série de experiências, os investigadores revelaram, pela primeira vez, que as moscas partilham de facto a tendência dos mamíferos para um consumo superior de sal durante a gravidez, e demonstraram ainda que níveis mais elevados de sal na dieta resultam num maior número de descendentes", diz o comunicado, acrescentando: "Verificámos que existe uma correlação direta entre a quantidade de sal na dieta e a quantidade de ovos que as moscas conseguem produzir".

Carlos Ribeiro diz que o sal parecer ser muito importante a muitas espécies, de moscas a elefantes ou a humanos, o que "sugere a existência de princípios biológicos universais subjacentes a este comportamento e que poderão ser identificados em diferentes espécies."

O cérebro da mosca, diz o estudo, parece conseguir perceber quando é necessário mais sal para produzir ovos e, por isso, automaticamente muda a forma como o animal perceciona esta necessidade, levando a mosca a ingerir maiores quantidades de sal. E como disse Carlos Ribeiro conhecer os mecanismos cerebrais na mosca é meio caminho andado para entender os dos humanos.

Estudo
Já se suspeitava de que os tecidos gordos do organismo também poderiam ser inervados, ou seja, ter neurónios, mas uma equipa de...

O tecido gordo tem nervos, sim senhor. Mas, mais do que isso, o estudo realizado pela equipa da investigadora Ana Domingos, no Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), permitiu encontrar também a chave para compreender o processo de degradação da gordura no organismo, escreve o Diário de Notícias. É que estes neurónios são fundamentais para que isso aconteça e, portanto, pode estar aqui uma futura resposta médica para emagrecer, quando isso é necessário.

Identificados estes neurónios, e compreendido o seu papel na degradação da gordura, eles tornam-se "um alvo terapêutico para potenciais agentes farmacológicos", explica Ana Domingos. "Já estamos, aliás, a trabalhar nisso. Temos neste momento bons candidatos nesta área e dentro de alguns meses já teremos novos resultados", garante a cientista.

Para confirmar a existência destes neurónios nos tecidos adiposos, a equipa fez o estudo em ratinhos, utilizando duas técnicas. Com uma delas, a chamada tomografia ótica de projeção, os investigadores conseguiram visualizar pela primeira vez as células nervosas no tecido gordo. "Fizemos a primeira imagem que mostra de forma convincente que existem sinapses [terminações nervosas] nos tecidos adiposos", nota Ana Domingos. Com uma outra técnica, a microscopia de dois fotões, os cientistas seguiram o rasto a esses neurónios e às suas terminações nervosas, o que ajudou a perceber o seu papel no processo de degradação da gordura no organismo. Estes neurónios são o braço que movimenta esse processo.

Agora é preciso esperar por mais novidades.

Estudo
Uma infeção bacteriana perigosa e de difícil tratamento, normalmente contraída em hospitais e que pode ser fatal, pode ter um...

Os antibióticos só funcionam em 25% dos casos quando se trata de eliminar a Clostridium difficile, escreve o Sapo, um agente patogénico que infeta o trato digestivo e que mata cerca de 15.000 pessoas todos os anos nos Estados Unidos.

Mas o medicamento antioxidante ebselen mostrou-se eficaz em matar esta bactéria ao atacar as suas toxinas, e não a bactéria, mantendo os micróbios benéficos do intestino, segundo os investigadores da faculdade de medicina da Universidade de Stanford.

O estudo publicado na revista Science Translation Medicine foi realizado em ratinhos de laboratório, mas os cientistas dizem que testes em humanos podem ser feitos com segurança já que o medicamento está a ser investigado para o tratamento de doenças cardiovasculares, artrite, arteriosclerose e cancro.

O medicamento desativa a toxina produzida pelo agente patogénico e previne danos e inflamações intestinais, explica o principal autor do estudo, Matthew Bogyo, professor de patologia e microbiologia.

Esta infeção é particularmente perigosa para pessoas com o sistema imunitário danificado.

 

Cerca de 7% das pessoas infetadas morre menos de um mês depois do diagnóstico.

Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde
Uma nova molécula para a deteção do cancro da próstata, produzida por uma equipa de cientistas do Instituto de Ciências...

O primeiro exame de Tomografia por Emissão de Positrões (PET/CT) com PSMA-Ga68, designação da nova molécula, já foi realizado em Coimbra.

A introdução deste radiofármaco no campo assistencial, segundo o Sapo, resulta do trabalho que vem sendo desenvolvido no Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) por uma equipa multidisciplinar desde há cerca de quatro anos, e "constitui um avanço significativo na avaliação desta doença ao possibilitar uma deteção mais precoce do cancro da próstata, sobretudo em situações de recidiva", afirma Miguel Castelo Branco, diretor do ICNAS.

Além de permitir uma avaliação do cancro da próstata muito mais eficaz, a utilização da nova molécula não terá um custo superior ao do atual radiofármaco disponível no mercado – a Fluorcolina - 18F.

O coordenador para a área clínica do ICNAS, João Pedroso de Lima, acredita que este novo exame reúne todas as condições para "substituir o uso da Fluorcolina - 18F em Portugal. A molécula produzida no ICNAS, já utilizada em alguns países europeus, é muito mais sensível, permitindo avaliar parâmetros impossíveis de identificar por outros métodos de diagnóstico e fornece informações essenciais para detetar precocemente, e localizar, o reaparecimento do tumor e a sua metastização".

Organismo Autónomo da Universidade de Coimbra (UC), O ICNAS dedica-se à investigação biomédica e à aplicação clínica de moléculas marcadas com substâncias radioativas.

Ao longo dos últimos anos, o Instituto lidera, no país, a produção e utilização de múltiplas moléculas (radiofármacos) para a realização de estudos de Tomografia por Emissão de Positrões (PET/CT) em diversas situações clínicas, principalmente em Oncologia, Neurologia e Cardiologia.

Campanha quer informar sobre teste precoce
O Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida está preocupado com o aumento de casos de paramiloidose (“doença dos...

“A doença está a diminuir no norte do país [onde inicialmente foi identificada], mas a agravar-se no sul”, disse o presidente do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA), Eurico Reis.

A Polineuropatia Amiloidótica Familiar (PAF), conhecida como a “doença dos pezinhos”, foi descrita pela primeira vez na Póvoa do Varzim, pelo neurologista Corino de Andrade.

Segundo Eurico Reis, apesar da possibilidade do transplante hepático e de alguma medicação, existe um método que permite evitar o nascimento de uma criança com a doença, já que esta é uma patologia hereditária.

Trata-se do Diagnóstico Genético Pré-Implantação (DGPI), uma técnica de Procriação Medicamente Assistida (PMA) que consiste na análise às células do embrião, nos primeiros dias do seu desenvolvimento.

O objetivo é que só os embriões saudáveis sejam transferidos para o útero.

“Quando se trata de doenças graves e incapacitantes, como esta é, não queremos que as crianças nasçam doentes quando é possível impedi-lo”, disse o juiz desembargador, referindo-se ao DGPI.

Eurico Reis apercebeu-se de que não é devidamente conhecida a posição do CNPMA sobre esta possibilidade, pelo que foi decidido fazer uma campanha de informação, a qual se irá realizar em parceria com o Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST).

“No interior do IPST não havia a ideia que o CNPMA – não é que sejamos permissivos – tem uma perspetiva alargada em relação a esta matéria”, disse.

Em relação aos pais que não queiram fazer o diagnóstico, preferindo arriscar ter filhos doentes, o juiz disse que tal “está dentro da sua margem de liberdade, por muito que isso depois custe em matéria de gastos no Serviço Nacional de Saúde”.

“Agora, os pais que não querem que os seus filhos sejam doentes podem e devem socorrer-se destas técnicas”, adiantou.

“O facto de nascerem crianças doentes, quando podiam não nascer e quando os pais não querem sujeitar os seus filhos a essa doença, é uma coisa que me horroriza”, acrescentou.

Em declarações, o presidente da Associação Portuguesa de Paramiloidose (APP), Carlos Figueiras, disse que este tratamento já é utilizado por casais com um dos elementos doente “há muitos anos”.

“Já temos muitos meninos que nasceram por Fertilização In Vitro (FIV) pré implantatória e que não são portadores da doença”, afirmou.

Para Carlos Figueira, que se congratula com a campanha de sensibilização do CNPMA, “a maioria esmagadora das pessoas querem ter filhos sadios e, para isso, não têm problemas de recorrer a este método”.

Estudo
As mulheres grávidas conservam energia adicional e extraem mais calorias dos alimentos sem ter de ingerir maiores quantidades,...

“Estes resultados sugerem a necessidade de se fazer uma nova avaliação aos conselhos nutricionais que se dão às mulheres grávidas”, disse o líder da investigação, Tony O'Sullivan, da Universidade de New South Wales (UNSW).

O especialista também sublinhou a necessidade de se manter uma dieta equilibrada e sugeriu que fossem avaliadas as recomendações que se dão às mães em gestação para que ingiram alimentos energéticos, segundo um comunicado da UNSW.

Para esta investigação foi analisado o aumento de peso, a energia utilizada (metabolismo) e a ingestão de alimentos de 26 mulheres, utilizando sensores móveis.

Estas mulheres ganharam uma média de 10,8 quilos durante a gravidez, sete dos quais eram massa gorda que se acumulou principalmente entre o primeiro e segundo trimestres.

A acumulação de gordura ocorreu sem que ingerissem mais alimentos do que o habitual, apesar da sua necessidade de energia diária ter aumentado 8%.

Tal sugere que as mulheres grávidas produzem alterações significativas no seu metabolismo que lhes permitem conservar energia adicional como gordura e extrair mais calorias dos alimentos.

O excesso de peso durante a gravidez pode trazer complicações, como diabetes, pré-eclampsia e uma maior predisposição a doenças cardíacas no bebé, segundo estudo.

Zona da grande Lisboa
As entidades qualificadas para fazer colonoscopias na zona da Grande Lisboa passaram de duas para 37, informou o Ministério da...

Em comunicado, o Ministério explica que concluiu na quarta-feira os concursos para a realização de colonoscopias, destinados a aumentar o número de entidades prestadoras do exame na zona da Grande Lisboa

Trata-se de “um aumento significativo da capacidade instalada” e a partir de agora as novas entidades prestadoras integrarão a rede de convencionados do Serviço Nacional de Saúde, diz o comunicado.

Em 2013 fizeram-se mais de 118 mil colonoscopias, que custaram mais de cinco milhões de euros. No ano passado houve um aumento de quase 30% de colonoscopias, que custaram mais de sete milhões de euros.

Em junho passado o ministro da Saúde tinha anunciado o concurso e esclarecido que os utentes que optarem por realizar as colonoscopias nos novos prestadores de serviços de saúde terão a opção de efetuar o exame com sedação.

De acordo com a Administração Central dos Sistemas de Saúde apresentaram propostas ao concurso 170 prestadores de cuidados de saúde, 16 só no distrito de Lisboa.

Num comunicado divulgado em junho a Administração Central lembrava que os utentes do Serviço Nacional de Saúde com uma credencial emitida pelos serviços e estabelecimentos de saúde públicos podem dirigir-se a qualquer uma das várias entidades que estão convencionadas com o Estado a nível nacional e aí realizarem as colonoscopias (exame por endoscopia do intestino grosso).

Governo aprova
A Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados vai ter mais 98 camas, distribuídas por quatro unidades na região de Lisboa...

Em comunicado, o Ministério da Saúde adianta que foi assinado um despacho conjunto com o Ministério das Finanças e o Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social a autorizar a celebração de contratos com unidades de internamento no âmbito da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI).

“Trata-se de mais 98 novas camas, distribuídas por quatro unidades, todas elas situadas na região de Lisboa e Vale do Tejo, a mais carenciadas do país em camas de cuidados continuados integrados”, lê-se no comunicado.

De acordo com a informação oficial, estas 98 camas fazem subir para 1.142 lugares o número total autorizado em 2015, entre 164 em unidades de cuidados paliativos, 61 em unidades de convalescença, 239 em unidades de média duração e reabilitação e 366 em unidades de longa duração e manutenção.

Nesta contabilidade entram também, pela primeira vez, 312 lugares para os cuidados continuados integrados na área da saúde mental, sendo que estes não correspondem necessariamente a camas, tal como explica a informação do Governo.

O Ministério da Saúde revela também que, no final de 2014, havia 7.160 camas na RNCCI e anuncia que espera chegar ao final de 2015 com cerca de 8.300.

“Atendendo às 5.595 disponíveis no final de 2011, este valor representa um crescimento de cerca de 48% na capacidade de internamento da RNCCI”, conclui.

Em junho, um relatório do Observatório Português dos Sistemas de Saúde dava conta de que o número camas nos continuados continuava abaixo das necessidades da população, em cerca de menos 30%.

As estimativas apontam para que haverá 110.355 pessoas dependentes no autocuidado nos domicílios, das quais 48.454 serão pessoas dependentes “acamadas”.

O documento destaca ainda que as Equipas de Cuidados Continuados Integrados (ECCI), prestadoras de cuidados no domicílio, continuam subaproveitadas, com consequências negativas, quer em termos de bem-estar dos doentes, quer em relação aos gastos para o Estado.

O relatório salienta também que as ECCI deveriam mesmo funcionar como “núcleo central” da rede de cuidados continuados, mas que na verdade “estão longe de assumir essa centralidade, com uma taxa de ocupação de 66% em 2014, contra mais de 90% nas outras unidades da ENCCI”.

O Relatório da Primavera deste ano aponta, pois, para a necessidade de um “forte investimento e impulso” na área da RNCCI, para “garantir o acesso de todos os doentes” a camas ou a cuidados domiciliários, dependendo das suas necessidades.

Direção-Geral da Saúde
A Direção-Geral da Saúde defendeu o papel das autarquias no combate à obesidade infantil, através de uma estratégia de economia...

Segundo o diretor do Programa Nacional de Promoção da Alimentação Saudável da Direção-Geral da Saúde (DGS), Pedro Graça, “a produção de alimentos é uma mais-valia de muitas regiões do país”, considerando que deve estar associada a uma estratégia de saúde.

No âmbito do seminário internacional "Plano Nacional de Saúde e Estratégias Locais de Saúde", que decorreu hoje no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, Pedro Graça defendeu que é importante conciliar os programas nacionais de saúde com as dinâmicas e preocupações locais.

“Convidar as pessoas a comerem melhor, criar condições físicas de acesso aos alimentos e formar e capacitar os cidadãos para fazerem escolhas saudáveis” são os principais objetivos do Programa Nacional de Promoção da Alimentação Saudável, referiu.

O responsável da DGS disse que as autarquias deveriam intervir no caso das famílias de risco, que têm consumos alimentares consoante as condições socioeconómicas.

Pedro Graça afirmou que a saúde deve “jogar com a educação”, explicando que é necessário “modificar a disponibilidade dos alimentos, no caso das cantinas escolares”, e dando como exemplo o Brasil, em que 30% da alimentação que entra nas escolas provem de agricultura local.

Nas escolas do 1º ciclo, está a ser implementado o Regime de Fruta Escolar, um programa europeu que permite oferecer fruta, de forma gratuita, duas vezes por semana, aos alunos.

“O nosso espaço público ainda é muito pouco amigo da alimentação saudável”, lamentou este responsável da DGS, explicando que “não faz sentido que não exista oferta de água em todo o lado”.

Para o diretor-geral da Saúde, Francisco George, “é essencial falar das cantinas escolares e continuar a trabalhar com as escolas” no âmbito da alimentação saudável.

“Temos consciência que a pobreza infantil não pode ter uma resposta invisível”, afirmou Francisco George, defendendo que tem que haver um trabalho da DGS a nível local em conjunto com as escolas, com os municípios e com a Segurança Social.

O diretor-geral da Saúde lembrou que cerca de um terço das crianças do 1º ciclo tem excesso de peso, referindo que a DGS está a intervir em obesidade infantil, através do diagnóstico precoce.

Para a pediatra do Centro Hospitalar de Lisboa Central Júlia Galhardo, os grandes problemas apontados pelos pais para a obesidade das crianças são a falta de tempo e de recursos económicos.

“A minha ambição é tentar convencê-los exatamente do oposto”, afirmou a pediatra, explicando que o dinheiro que gastam a comprar refrigerantes e outro tipo de alimentos menos saudáveis, é suficiente para comprar legumes para fazer sopa.

Em relação à prática de atividade física, o psicólogo da DGS, Miguel Telo de Arriaga, revelou que “em Portugal a inatividade física é um importante fator de risco”, acrescentando que existe uma estratégia nacional para a promoção da atividade física, da saúde e do bem-estar.

Em Portugal
As mulheres que realizam abortos clandestinos em Portugal recorrem sobretudo a medicamentos abortivos ilegais, uma realidade...

Mara Carvalho, médica de medicina geral e familiar que pertenceu à organização Médicos pela Escolha, afirma que o aborto clandestino ainda existe em Portugal, embora sublinhe que a despenalização da interrupção voluntária da gravidez (IVG) até às 10 semanas veio reduzir bastante aquela prática bem como as complicações associadas.

Num encontro sobre IVG em Lisboa, Mara Carvalho falou sobre “o outro aborto”, também denominado como ilegal ou inseguro, que todos os anos provoca 47 mil mortes em todo o mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde.

A médica referiu dados que mostram uma redução das complicações com o aborto clandestino em Portugal: de 2002 a 2007 registaram-se 1.258 casos de complicações, enquanto de 2008 a 2012 foram registadas apenas 241 situações.

Dados já divulgados pela Sociedade Portuguesa de Contraceção indicam que entre 2002 e 2007 houve 14 mortes maternas notificadas relacionadas com o aborto clandestino, enquanto em 2011 e 2012 não se registou nenhum caso.

Apesar de a lei que permite o aborto por opção da mulher até às 10 semanas de gestação ter reduzido o aborto clandestino, a médica Mara Carvalho lembra que continua a haver mulheres que o praticam, com “o recurso ao aborto medicamentoso a ser o método mais utilizado”.

O aborto ilegal feito com recurso a “parteiras” sem qualificações era uma realidade mais comum no passado, mas atualmente Mara Carvalho diz que as mulheres que abortam de forma clandestina recorrem sobretudo a medicamentos abortivos adquiridos “no mercado ilegal”.

“Chegam às consultas e nem sabem muito bem o nome do medicamento que tomaram, nem quem o arranjou, referindo ter sido um namorado ou uma amiga que o conseguiu”, conta.

Há também ainda casos de mulheres que continuam a recorrer às clínicas espanholas quando ultrapassam o limite das 10 semanas de gestação, como confirmou no encontro uma responsável da Clínica dos Arcos em Portugal.

Mara Carvalho teme que qualquer barreira que seja colocada ao aborto por opção da mulher venha aumentar o aborto clandestino, como o caso da introdução de taxas moderadoras na IVG, alteração legislativa que entra em vigor dentro de uma semana.

“Para se diminuir o outro aborto”, esta médica sugere que seja aumentado o recurso à contraceção de emergência (pílula do dia seguinte) e melhorado o acesso a métodos contracetivos de longa duração – como os intrauterinos.

Outra das propostas passa por permitir que a interrupção de gravidez medicamentosa seja feita nos centros de saúde.

“Devia ser alargada a intervenção medicamentosa nos centros de saúde, sobretudo para colmatar assimetrias nas regiões em que muitos obstetras nos hospitais são objetores de consciência”, disse, explicando que apenas no centro de saúde de Amarante são realizados abortos medicamentosos.

Além deste argumento das assimetrias regionais, defende que a IVG centrada nos cuidados de saúde primários permitiria não gastar tanto dinheiro no recurso extra a convencionados (para realização de ecografias ou mesmo de todo o processo do aborto).

No encontro sobre IVG promovido pela Sociedade Portuguesa de Contraceção, os especialistas debateram também dúvidas que, passados oito anos, ainda existem sobre o limite para a realização do aborto por opção da mulher, com a maioria a determinar que pode ser feito até às 10 semanas e seis dias de gestação.

Outro dos assuntos discutidos foi a questão da realização de ecografias para datar a gravidez por médicos objetores de consciência, visto que muitos profissionais recusam realizá-las, o que pode até atrasar o processo da IVG.

Infarmed
O presidente da Autoridade que regula o sector do medicamento disse que não há em Portugal registo de incidentes com os...

“Nos nossos registos constam cerca de 40 mil produtos desde 2009 utilizados em Portugal e não temos um único caso reportado”, garantiu Eurico Castro Alves.

O responsável destacou não existir qualquer razão para alarme, acrescentando ser por “precaução” que o Infarmed anunciou ter decidido suspender o certificado CE de segurança emitido para os implantes médicos do fabricante brasileiro Silimed Industria de Implantes.

“Temos um sistema de vigilância em que todas as reações são reportadas e registadas e já perguntei aos meus colegas da União Europeia (UE), numa abordagem superficial, e ninguém reportou reação adversa até ao momento”, frisou.

Castro Alves disse ainda que esta decisão de suspender a título preventivo o certificado de segurança para aqueles implantes médicos “foi uma decisão conjunta das agências da UE”.

“A autoridade alemã notificou uma desconformidade no processo de fabrico”, disse, “não cumpriam com todas as boas práticas e [foram detetadas] algumas irregularidades, e por uma questão de precaução e segurança suspendemos a utilização daqueles produtos”.

Em Portugal, estes dispositivos médicos Silimed Industria de Implantes são distribuídos pela firma Hospitex – Material Hospitalar, Lda, que também já comunicou a suspensão voluntária da sua distribuição.

A suspensão surge depois de uma fiscalização das autoridades europeias à fábrica brasileira, onde foi detetada a “existência de partículas não previstas na superfície de alguns dispositivos”, de acordo com o comunicado do Infarmed divulgado.

Dos implantes abrangidos pelo certificado europeu agora suspensos fazem parte os implantes de silicone para cirurgia plástica, nomeadamente implantes mamários, peitorais, de glúteos, dos gémeos, para cirurgia da mão, expansores de tecido, implantes faciais, modeladores nasais e folhas de sustentação para cirurgia mamária.

Também os implantes de silicone para cirurgia bariátrica (balões e bandas gástricas), os para urologia, para cirurgia geral e os dispositivos invasivos de silicone são abrangidos pela suspensão.

Apesar da suspensão, o Infarmed em comunicado avançou que “até ao momento não existem indícios de que esta questão conduza a um problema de segurança para a saúde da pessoa implantada”.

As autoridades competentes europeias para as questões dos medicamentos anunciaram uma investigação conjunta a nível europeu sobre a questão.

Em 23 cidades
O Instituto Nacional e Medicina Legal e Ciências Forenses vai promover pela primeira vez, na terça-feira, várias ações de...

Estas ações destinam-se “prioritariamente aos profissionais de saúde que exercem atividade assistencial a nível hospitalar, mas também aos que o fazem ao nível dos cuidados de saúde primários”, nos centros de saúde.

Em comunicado, o Instituto Nacional e Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) refere que “a iniciativa decorre em praticamente toda a rede nacional de gabinetes médico-legais e forenses”, nas cidades de Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Elvas, Guarda, Évora, Faro, Leiria, Penafiel, Portimão, Santa Maria da Feira, Santiago do Cacém, Setúbal, Tomar, Torres Vedras, Vila Franca de Xira, Viana do Castelo, Vila Real, Viseu, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada.

“O fenómeno da violência, com destaque para a doméstica, constitui um problema de saúde pública de impacto multidimensional, com repercussões cada vez maiores na vida das pessoas e da sociedade, para o qual o médico dos serviços de urgência ou das unidades de saúde nem sempre está alertado e preparado para dar uma resposta eficaz”, adianta.

Nos encontros, integrados no V Plano Nacional de Prevenção e Combate à Violência Doméstica e de Género (2014-2017), da responsabilidade da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, participam médicos do INMLCF, representantes do Ministério Público de diversas comarcas e outros especialistas da área da Medicina Legal.

“Planeta Dentix”
Os médicos do Grupo de Estudos de Cancro de Cabeça e Pescoço lançam o projeto infanto-juvenil “Planeta Dentix”, que visa...

O “Planeta Dentix” surge no âmbito das iniciativas de carácter educacional levadas a cabo pelo Grupo de Estudos de Cancro de Cabeça e Pescoço (GECCP) e traduz-se na criação de um vídeo e uma brochura infantil, dirigidos a crianças entre os 5 e 9 anos.

“A aposta num futuro melhor começa na educação das crianças e jovens e por isso decidimos lançar este projeto. O Planeta Dentix encontra-se numa fase piloto e o nosso objetivo é juntar os recursos necessários para que no ano letivo de 2016-2017,  possamos chegar às escolas de todas as regiões de Portugal”, conta Ana Castro, médica oncologista e Presidente do Grupo.

As primeiras sessões educativas começam no Porto e no Algarve, durante as quais os mais pequeninos vão conhecer as divertidas personagens que habitam este Planeta.

Aqui, o Escovix, a Pastix, o Polvix e o Tonix têm uma importante missão: incutir hábitos de higiene oral, como forma de prevenção de doenças, nomeadamente o cancro da cavidade oral.

“Queremos transmitir que uma boa higiene oral ajuda a prevenir doenças futuras e que para manter os dentes saudáveis e sem cáries, devemos evitar certos alimentos como o açúcar. Colocamos ainda algumas questões sobre quantas vezes se deve lavar os dentes por dia e de quanto em quanto tempo se deve trocar a escova de dentes”, finaliza Ana Castro.

Migrações
A Federação das Associações Europeias de Psicologia apelou a todos os psicólogos para auxiliarem na crise dos migrantes,...

O apelo da Federação das Associações Europeias de Psicologia (FAEP), presidida pelo português Telmo Mourinho Batista, estende-se “a todos os governos e agências europeias, comunidades e entidades responsáveis”, segundo um comunicado da federação divulgado.

O objetivo é que estas entidades envolvam os psicólogos europeus nos esforços para lidar com a crise dos refugiados, coordenando a sua atuação com as associações pertencentes à FAEP, existentes em 36 países.

"Nós temos a responsabilidade de aplicar o nosso conhecimento e competência” para ajudar os “refugiados a ultrapassarem os seus traumas e as mais que expectáveis dificuldades de adaptação nas novas condições das suas vidas, de forma a atenuarmos ao máximo os efeitos desta catástrofe humanitária”, diz o presidente da FAEP e bastonário da Ordem dos Psicólogos Portugueses.

A federação lembra que estes refugiados estão a fugir da guerra, violência, terrorismo, perseguições políticas e pobreza, mas muitos não conseguem sobreviver à travessia do mar Mediterrâneo “e à exploração dos traficantes”.

Apesar do apoio humanitário ter vindo “a aumentar e a melhorar” e alguns países estarem a acolher um largo número de refugiados, “têm sido identificadas enormes dificuldades em encontrar novos locais para os refugiados viverem e iniciarem uma nova fase da sua vida”, uma situação que provoca problemas de saúde psicológica, acrescenta.

O pedido da FAEP surge na sequência das declarações do Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres, em que afirmou que "A Europa não pode continuar a responder a esta crise de forma passiva”.

“Nenhum país poderá fazê-lo sozinho e nenhum país poderá recusar-se a fazer a sua parte (…). A única forma de resolver este problema é através da união e da implementação por todos os Estados-Membros de uma estratégia comum, baseada na responsabilidade, solidariedade e confiança", afirmou António Guterres, citado no comunicado da federação.

A FAEP também decidiu criar um grupo de trabalho para desenvolver um plano de ação para os próximos meses.

"Esta crise irá ter consequências a longo prazo e a forma como iremos lidar com este problema, irá afetar o futuro de milhares de pessoas. Este é o tempo de atuar e de defender os valores dos direitos humanos”, sublinhou o presidente da federação.

UK’s NICE recommends
The National Institute for Health and Care Excellence (NICE), the medicines cost-effectiveness body for England and Wales, has...

Daiichi Sankyo Company, Limited (hereafter, Daiichi Sankyo) announced that NICE has issued its final recommendation for LIXIANA® (edoxaban) for preventing stroke and SE in patients with non-valvular atrial fibrillation (NVAF). This follows NICE’s publication of a Final Appraisal Document (FAD) on 6 August 2015, for its Single Technology Appraisal (STA) of LIXIANA for the prevention of stroke and SE in patients with NVAF.2

The NICE recommendation comes shortly after LIXIANA received European marketing authorisation in June 2015 for two indications:

·         Prevention of stroke and SE in adult patients with NVAF with one or more risk factors, such as congestive heart failure, hypertension, age ≥ 75 years, diabetes mellitus, prior stroke or transient ischaemic attack (TIA)

·         Treatment of deep vein thrombosis (DVT) and pulmonary embolism (PE), and prevention of recurrent DVT and PE in adults. The NICE final recommendation for this indication was obtained on 26 August 2015

The final NICE recommendation states: “Edoxaban is recommended, within its marketing authorisation, as an option for preventing stroke and systemic embolism in adults with non-valvular atrial fibrillation with one or more risk factors, including congestive heart failure, hypertension, diabetes, prior stroke or transient ischaemic attack, or age 75 years or older.” It adds: “The Committee concluded that taking all of the analyses into account, edoxaban was cost effective compared with warfarin and could be recommended as an alternative to warfarin for preventing stroke and systemic embolism in people with non-valvular atrial fibrillation who have one or more risk factors for stroke.”1

Edoxaban, made by the pharmaceutical company Daiichi Sankyo, is one of the class of blood-thinning drugs known as novel oral anticoagulants (NOACs). These drugs are used as an alternative to warfarin, which has been widely used for over 50 years but requires frequent monitoring to ensure the drug is working properly and is also associated with many food and drug interactions.3

The final NICE recommendation noted: “The Committee accepted the limitations of warfarin therapy and the considerable impact it may have on people who take it, and recognised the potential benefits of edoxaban for people with non-valvular atrial fibrillation,” and concluded that, “edoxaban was as clinically effective as warfarin for the primary efficacy outcome of reducing stroke (ischaemic and haemorrhagic) and systemic embolism, and had nearly half the rate of haemorrhagic stroke events compared to warfarin.”1

Professor Martin Cowie, Professor of Cardiology at Imperial College London and noted researcher of AF, said edoxaban gives doctors the ability to better tailor medicines to individual patients.

“A few years ago, all we had to prevent strokes in AF patients was warfarin, which imposes many lifestyle restrictions on patients and needs monitoring with a blood test system measuring International Normalised Ratio (INR). Now we have choices with modern blood-thinning drugs that do not need INR monitoring and are easy for patients to live with.”

Dr. Simon Clough, UK Managing Director for Daiichi Sankyo, said: “We are very pleased to be able to offer patients and doctors in England and Wales a new convenient alternative in the treatment armoury against AF-related illness. NICE has recognised an unmet clinical need among patients with AF and this recommendation confirms the value of LIXIANA, which combines convenience and safety compared to well managed warfarin with features that patients and physicians appreciate.”

AF is the most common type of heart rhythm disorder, and is associated with substantial morbidity and mortality.4 According to NICE, the estimated prevalence of AF in England is 1.6% of adults aged 18 or over, which equates to approximately 835,000 cases. Of these 835,000 cases, between 476,000 and 702,000 adults could require anticoagulation therapy.5 In addition, there may be another 250,000 people who are undiagnosed.6 According to NICE, only an estimated 49.3% of patients with a history of AF are currently receiving anticoagulation therapy.5

AF affects approximately 2.3-3.4% of people in developed nations.7 More than six million Europeans are diagnosed with AF, and this figure is expected to at least double over the next 50 years.8,9 One in five of all strokes are as a result of AF.8 Stroke is the second most common cause of death worldwide, responsible for approximately 6.7 million deaths each year.10

About AF
AF is a condition where the heart beats irregularly and rapidly. When this happens, blood can pool and thicken in the chambers of the heart causing an increased risk of blood clots. These blood clots can break off and travel through the blood stream to the brain (or sometimes to another part of the body), where they have the potential to cause a stroke.11

About Edoxaban
Edoxaban is an oral, once-daily, direct factor Xa (pronounced “Ten A”) inhibitor. Factor Xa is one of the key components responsible for blood clotting, so inhibiting this makes the blood thin and less prone to clotting.

The ENGAGE AF-TIMI 48 global phase 3 study investigated once-daily edoxaban in comparison to warfarin in 21,105 patients with NVAF. This represented the largest and longest trial with a NOAC in patients with AF performed to date, with a median follow-up of 2.8 years.12 Edoxaban demonstrated non-inferiority for stroke or SE.12 Edoxaban was also found to be superior for the principal safety endpoint of major bleeding in comparison to warfarin.12

Appropriate Use of Edoxaban
Haemorrhage is a common adverse effect of all anticoagulants.

·         Special care should be taken when deciding to prescribe edoxaban to patients with other conditions, procedures, and concomitant treatments, which may increase the risk of major bleeding

·         As such, a detailed prescriber guide has been made available to HCPs to ensure correct use of the drug

·         In addition, every pack contains a patient alert card which can help alert treating HCPs in the case of routine or emergency interventions

The prescriber guide and a full list of contraindications, warnings and information on posology can be found in the edoxaban summary of product characteristics at https://www.medicines.org.uk/emc/medicine/30506

References
1. NICE. Edoxaban for preventing stroke and systemic embolism in people with non-valvular atrial fibrillation. Issued September 2015, TA 355. Available at: http://www.nice.org.uk/guidance/ta355.
2. NICE. Final appraisal determination: Edoxaban for preventing stroke and systemic embolism in people with non-valvular atrial fibrillation. Issued 6 August 2015. Available at: https://www.nice.org.uk/guidance/gid-tag475/resources/atrial-fibrillatio....
3. Lip G, et al. Apixaban versus edoxaban for stroke prevention in nonvalvular atrial fibrillation. J. Comp. Eff. Res. (2015) 4(4), 367–376.
4. Iqbal MB, et al. Recent developments in atrial fibrillation. BMJ. 2005;330(7485):238–43.
5. NICE. Support for commissioning anticoagulant therapy. Commissioning guide 49. Issued 14 May 2013. Available at: http://www.nice.org.uk/guidance/cmg49/resources/non-guidance-support-for....
6. NICE. Thousands of strokes in people with common heart rhythm disorder are avoidable, says NICE. Press release issued 18 June 2014.
7. Ball J, et al. Atrial fibrillation: Profile and burden of an evolving epidemic in the 21st century. Int J Cardiol. 2013;167: 1807–24.
8. Camm A, et al. Guidelines for the management of atrial fibrillation: the Task Force for the Management of Atrial Fibrillation of the European Society of Cardiology (ESC). Eur Heart J. 2010;31(19):2369–2429.
9. Krijthe BP, et al. Projections on the number of individuals with atrial fibrillation in the European Union, from 2000 to 2060. Eur Heart J. 2013;34(35):2746-2751.
10. World Health Organization. The top 10 causes of death. Available at: http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs310/en/index2.html [Last accessed: September 2015].
11. National Heart, Lung and Blood Institute – What is Atrial Fibrillation. Available at: http://www.nhlbi.nih.gov/health/dci/Diseases/af/af_diagnosis.html. [Last accessed: September 2015].
12. Giugliano R, et al. Edoxaban versus warfarin in patients with atrial fibrillation. N Engl J Med. 2013;369(22):2093-2104 

Estudo
Não é só o ambiente externo que afeta o desenvolvimento de uma criança. O que acontece dentro do útero também, incluindo a...

Os genes, só por si, não condicionam todas as características dos seres vivos. O ambiente onde vivem e os estímulos que recebem também têm um papel importante. Agora um grupo de investigadores da Fundação Instituto Valenciano de Infertilidade, em Espanha, verificou que o ambiente dentro do útero da mulher também pode influenciar a expressão dos genes do embrião, conforme um artigo publicado na revista científica Development.

O fluído dentro do útero tem uma enorme diversidade de moléculas, incluindo partes de ARN (ácido ribonucleico). Quando estas porções de ARN são incorporadas no embrião, ainda antes da implantação (fixação no útreo), podem regular a expressão de determinados genes – ligando uns e desligando outros. Estas modificações não alteram o embrião em termos genéticos, mas podem afetar as características físicas e o aparecimento de doenças.

Os autores do estudo coordenado por Carlos Simón consideram que esta forma de comunicação entre mãe e embrião, através de exossomas (vesículas carregadas de moléculas) antes da formação da placenta, vão condicionar a expressão dos genes, mas até ao momento ainda não foi encontrada prova que influencie as doenças no adulto. Contudo, há uma evidência crescente, segundo os autores, que os embriões de mulheres obesas ou com diabetes pode fazer com que a descendência tenha mais probabilidade de desenvolver estas doenças na vida adulta.

No artigo, os investigadores citam outra investigação com uma comunidade de nativos do Arizona onde a prevalência de diabetes tipo II e diabetes é grande. As crianças nascidas de mães doentes tinham maior probabilidade de virem a padecer de diabetes ou obesidade do que outras crianças, filhas das mesmas mães, mas nascidas quando as mães já não tinham manifestações das doenças.

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