Petição
Os deputados parlamentares vão analisar, na quarta-feira, 16 medidas relacionadas com a alimentação escolar, tais como o fim de...

Depois de um ano letivo que começou envolto em polémica no que toca à qualidade e quantidade das refeições escolares, o ano termina com o parlamento a debruçar-se novamente sobre o assunto: para a sessão plenária de quarta-feira está agendada a discussão de uma petição com cerca de 14 mil assinaturas, cinco recomendações ao Governo e dez projetos de Lei.

A petição defende que as autarquias, que são responsáveis pela alimentação das crianças dos jardins-de-infância e escolas de 1.º ciclo, devem ter liberdade para aumentar o valor pago por cada refeição, deixando de estar limitadas às determinações do Orçamento do Estado.

A petição, cujo primeiro signatário é o vereador da Educação da Câmara Municipal de Cascais, defende também que as autarquias possam celebrar protocolos locais com instituições de solidariedade sociais ou outras entidades.

Também preocupados com a alimentação das crianças e jovens, os deputados do Partido Animais e Natureza (PAN) e do Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) são quem defende mais mudanças: O PAN apresenta três projetos de lei e duas recomendações ao Governo e o PEV apresenta quatro projetos de lei e uma recomendação.

O PAN quer que as cantinas escolares deixem de poder servir aos alunos refeições com carnes processadas, assim como deixe de distribuir leite achocolatado às crianças do pré-escolar e 1.º ciclo.

Também no âmbito do programa de leite escolar, o PEV defende que as escolas passem a ter a opção de uma bebida vegetal, assim como a disponibilização de bebidas vegetais nos bares das escolas.

Tanto o PAN como o PEV pedem um controlo mais apertado nos produtos disponibilizados nas máquinas de venda automática que existem dentro das escolas, desincentivando “a venda de alimentos com excesso de açúcar, gordura e sal”, sublinham os deputados do PEV.

Em alternativa, o PEV defende a promoção de fruta e outros produtos alimentares saudáveis nos bufetes e bares escolares e o PAN entende que o Governo devia criar uma estrutura que ficasse responsável pela educação alimentar em meio escolar.

Já o PCP e Bloco de Esquerda voltam a defender a gestão pública das cantinas escolares, apresentando projetos de lei nesse sentido.

O BE recomenda ainda ao Governo “medidas de promoção do acesso a produtos da agricultura de produção local às cantinas públicas”.

Já o CDS-PP recomenda ao Governo que passe a publicar um relatório anual sobre a situação das refeições escolares nas escolas públicas.

 

Presidente alerta
A presidente do Infarmed, Maria do Céu Machado, alertou hoje que uma deslocalização da instituição pode ser uma “ameaça à saúde...

Ouvida hoje na comissão parlamentar de Saúde, a propósito de uma eventual deslocalização da autoridade do medicamento português de Lisboa para o Porto, anunciada pelo ministro da Saúde, a responsável deixou também duras críticas a um relatório pedido pelo Governo, que considerou superficial e opinativo.

As conclusões do relatório do grupo de trabalho nomeado pelo Governo para apreciar a deslocalização do Infarmed - Autoridade do Medicamento de Lisboa - para o Porto foram divulgadas na última semana de junho.

Hoje no parlamento a responsável do Infarmed criticou duramente o documento, disse não entender os benefícios da deslocalização e alertou para perigos para a saúde pública, para custos e para perda de credibilidade do Infarmed e de Portugal.

Maria do Céu Machado começou por dizer que o facto de mais de 90% dos trabalhadores do Infarmed não quererem ir para o Porto não é por “birra” mas pelos custos pessoais, familiares e financeiros que a mudança acarreta.

E depois, respondendo aos deputados, disse que “obviamente” com a perda de trabalhadores vai haver perda de produtividade e isso é uma ameaça à saúde pública em Portugal, mas também no resto do mundo, porque há muitos medicamentos pelos quais o Infarmed é responsável durante todo o ciclo de vida.

“Somos um país de referência na avaliação de medicamentos, quando o país é responsável por uma avaliação é responsável por esse medicamento. Se estivermos dois ou dois anos e meio num processo de deslocalização”, a quebra de atividade pode por “em risco” a segurança desse medicamento, o que levaria “a um problema” para todos os países da Europa e de outros países fora da Europa, avisou.

Depois, sobre a instabilidade que vive a instituição, disse Maria do Céu Machado que 20% dos trabalhadores têm intenção de sair do Infarmed.

E quanto ao relatório confessou que no Infarmed tinham “alguma expectativa”, mas afinal, disse, não contém vários cenários, não se avaliou o custo-benefício da deslocalização, e sobre essa matéria não há mais que “um conjunto de frases sem evidência”.

“Ainda ninguém conseguiu perceber os benefícios” da deslocalização, nem o relatório os aponta, disse Maria do Céu Machado.

“O grupo de trabalho [responsável pelo relatório] assume que há um risco de perda de trabalhadores, mas diz que se podem contratar novos. Todos sabemos que um concurso público tem uma duração média de dois a dois anos e meio”, salientou a responsável, explicando que ir buscar profissionais a outras agências nunca seria possível e que só será possível recrutar “pessoas sem experiência”.

E depois, acrescentou ainda, a saída de muitos profissionais devido à deslocalização vai reduzir pessoas para a atividade normal, “quanto mais para fazer formação”.

E em relação ao laboratório, ao qual o grupo de trabalho “não deu importância”, recolocar todo o equipamento e recalibra-lo poderá ter custos elevadíssimos, mas “nada está quantificado”

Maria do Céu Machado disse aos deputados que está a preparar o contraditório ao relatório do grupo de trabalho, que nas palavras da responsável foi feito com base numa auditoria externa de quatro dias que não percebeu o que é o Infarmed e que até tem informação incorreta e enganadora.

E disse ainda que Portugal tem responsabilidades no ciclo de vida de vários medicamentos, que com uma deslocalização teria de dizer que não conseguia seguir esses medicamentos “durante dois ou três anos”, o que seria “gravíssimo”.

E ainda que o Infarmed espera ser aprovado pela FDA (autoridade do medicamento dos Estados Unidos) até ao final do ano, o que significa “negócio para Portugal e para as empresas portuguesas”, o que não acontecerá com a deslocalização, avisou.

Os deputados tinham direito a uma segunda ronda de perguntas, mas não a fizeram.

‘Mindfulness’
A presidente da Sociedade Portuguesa de Neurociências, Isaura Tavares, considerou hoje que o ‘mindfulness’, uma abordagem que...

A investigação sobre este conceito "tem crescido exponencialmente em todo o mundo" e a sua eficácia "demonstrada em centenas de estudos académicos", disse a docente da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), a propósito da formação ‘Mindfulness' em Contextos de Saúde, que decorre a partir de 22 de setembro naquela instituição de ensino superior.

Segundo a coordenadora do curso, especialista na área da dor, a evidência científica sugere que os mecanismos neurobiológicos dos indivíduos reagem às técnicas abrangidas por esta abordagem e, consequentemente, influenciando a forma como se reage ao stresse e à dor.

O ‘mindfulness', explicou, "não está relacionado com as terapias alternativas", sendo uma abordagem "baseada em conceitos que se conhecem e que estão bem esclarecidos", envolvendo técnicas como a respiração, a meditação, a alimentação, a consciência corporal e o relaxamento, que "permitem conectar com o momento presente".

Esta abordagem "não substitui as terapias convencionais, mas é um excelente complemento, que pode fazer com que as pessoas funcionem melhor, com doses menores de fármacos", salientou.

Depois de surgir como um método de intervenção em casos de ansiedade, depressão e de dor crónica, o ‘mindfulness' tem-se destacado em várias áreas da saúde pela sua eficácia.

Isaura Tavares contou que esta abordagem foi introduzida e desenvolvida numa faculdade de medicina dos Estados Unidos, no fim da década de 80, pelas mãos de um investigador "que explorou o conceito para aplicar numa população médica que não encontrava tratamento nos métodos convencionais".

Foi depois explorado por outras universidades, sendo a mais conhecida a da Universidade de Oxford (Reino Unido), onde desenvolveu-se uma técnica semelhante a dos Estados Unidos, com maior ênfase na parte cognitiva, conhecida como Terapia Cognitiva baseada no ‘mindfulness', referiu.

Em Inglaterra, indicou a investigadora, estes programas são recomendados pelo Sistema Nacional de Saúde, no qual "os médicos de família são incentivados a convidar alguns doentes depressivos para participar".

No curso ‘Mindfulness' em Contextos de Saúde, que decorre 22 de setembro até 19 de janeiro, na FMUP, os participantes podem desenvolver "uma atitude mais focada no momento atual, de modo a evitar pensamentos ruminativos", sobre "o que aconteceu no passado e o que vai acontecer no futuro", fatores que estão, muitas vezes, "associados à depressão", através de práticas formais e informais.

"Está provado que as pessoas que aderem a um programa como este, de treino mental, conseguem estar e funcionar melhor e ter menos hipóteses de uma recaída na depressão", indicou.

Direcionada para médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde expostos a cenários que podem levar a ‘burnout' (distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso), a formação promove as competências necessárias para que os participantes "consigam minimizar o efeito das situações de stress, com as quais têm de lidar no seu dia-a-dia".

"As abordagens farmacológicas muitas vezes falham e as pessoas não têm mais a que recorrer. Ao treinarem o stress e a ansiedade e para conseguirem viver mais no momento atual, as pessoas conseguem lidar melhor com a dor", disse ainda Isaura Tavares.

Um dos objetivos futuros é que esta formação, realizada com o apoio de profissionais certificados pelo "Center for Mindfulness" da Universidade de Massachusetts, dos Estados Unidos, seja estendida a estudantes das faculdades de medicina, "uma população bastante stressada e que ganhava muito ao participar numa abordagem deste género", concluiu.

 

Sociedade Portuguesa de Cardiologia
Apesar de não terem uma idade específica para surgir, as doenças cardiovasculares fazem dos idosos as principais vítimas. A...

A propósito do Dia dos Avós, que se celebra a 26 de julho, a Sociedade Portuguesa de Cardiologia deixa uma mensagem de apreço aos idosos portugueses e o desejo de que, num país envelhecido como Portugal, estas pessoas tenham acesso aos cuidados de saúde de que necessitam.

A Insuficiência Cardíaca é, pela sua elevada prevalência e acentuadas comorbilidades e taxa de mortalidade, atualmente considerada uma ameaça à saúde pública. Os fatores de risco geralmente associados a esta síndrome são antecedentes de doença coronária ou de enfarte do miocárdio, hipertensão arterial, hipercolesterolemia, diabetes, tabagismo, obesidade, e… a idade.

Num país envelhecido como Portugal, esta doença pode alcançar níveis devastadores em poucos anos. Na verdade, de acordo com o recente estudo Insuficiência cardíaca em números: estimativas para o século XXI em Portugal, é expectável que, tendo como base os dados do ano de 2011, a prevalência da IC no nosso país aumente aproximadamente 30% até 2035 e 33% até 2060. Assim, crê-se que teremos cerca de 480 mil pessoas afetadas em 2035, chegando este número a atingir os 495 mil doentes em 2060.

Segundo o Relatório de 2017 do Instituto Nacional de Estatística, o envelhecimento populacional no nosso país só abrandará daqui a quatro décadas, altura em que seremos 7,5 milhões a habitar o território nacional. A faixa etária jovem será bastante afetada, sendo que, do atual milhão e meio, passará a representar somente 0,9 milhões. A situação oposta verifica-se no grupo etário acima dos 65 anos, que passará de 2,1 milhões hoje em dia para 2,8 milhões. Isto significa que, no ano de 2080 haverá 317 idosos, por cada 100 jovens!

Tendo em conta que Portugal está cada vez mais envelhecido e que as pessoas têm uma esperança média de vida cada vez maior, é importante frisar que a Insuficiência Cardíaca, para além do peso que representa na saúde dos que com ela vivem, figura um peso avultado no Orçamento Para a Saúde.

De acordo com o Presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, Prof. João Morais, “combater o avanço das doenças cardiovasculares, nomeadamente da Insuficiência Cardíaca é uma prioridade nacional.” Para isso, diz ser “necessário atuar em conjunto com a Tutela e com a Sociedade Civil através de medidas de prevenção e de literacia na área da Saúde Cardiovascular.”

A Vitamina D e a exposição solar
A Vitamina D é muito importante para a saúde do organismo, intervindo na prevenção e tratamento de v

Embora a síntese de vitamina D varie de acordo com o tipo e cor de pele, idade e muitos outros fatores, no verão, em média, a exposição ao sol por 15 minutos pode ser suficiente para assegurar os níveis de vitamina D necessários. Esta exposição deve ocorrer com as pernas e braços descobertos e sem protetor solar, já que este anular ou diminui drasticamente a produção de Vitamina D pela pele.

Para ser eficaz, contudo, esta exposição solar tem que ocorrer nas horas de maior calor (das 10:00 às 16:00 horas) – é precisamente a hora a que é maior o risco de queimaduras solares.

Esta quantidade de exposição ao sol é considerada muito inferior ao necessário para contribuir de forma significativa para aumentar o risco de cancro da pele.

Assim, muito médicos sugerem devemos expor-nos ao sol desta maneira, por não mais de 15 minutos, antes de aplicar o protetor solar. É, seguramente, uma proposta razoável.

Outros argumentam, contudo, que a quantidade de vitamina D que produzimos assim é muito incerta. Chamam ainda a atenção para que o limite de segurança da exposição solar varia de uma pessoa para outra consoante a sua pele. Ambas as afirmações são verdadeiras. Por outro lado, é hoje muito fácil termos acesso a doses adequadas e bem definidas de Vitamina D através de medicamentos certificados, acessíveis e muito seguros.

Em face delas, estes médicos, em que pontificam geralmente os Dermatologistas, sugerem que é mais seguro e sensato usar sempre o protetor solar quando nos expomos ao sol, usando de forma continuada, também no Verão, os medicamentos indicados para suprir a necessidade de Vitamina D. Esta proposta está também muito bem fundamentada.

As doses recomendadas pelos especialistas do Fórum D (http://www.forumd.org) variam entre as 600U/dia para crianças, até 800 a 2000 U/dia para adultos. As doses mais altas estão especialmente indicadas para pessoas com excesso de peso.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Federação Portuguesa das Associações de Pessoas com Diabetes
A Federação Portuguesa das Associações de Pessoas com Diabetes (FPAD) foi convidada a representar Portugal no encontro...

No dia 21 de julho, pelas 14h, a FPAD vai apresentar a equipa oficial que vai representar Portugal aquando a comemoração do 28º aniversário da afiliada ADZC (Associação Diabéticos da Zona Centro).

Na apresentação vão ser conhecidos os nomes dos 20 atletas portugueses, federados ou amadores, que vão acompanhar mais 16 países e 3000 atletas com diabetes neste encontro, que têm como porta-voz da equipa o atleta, do Belenenses, Fernando Santos que na época 2017-2018 conquistou 14 medalhas regionais e nacionais.

Conta-se ainda com a apresentação da FPAD e a importância da prática desportiva em doentes com diabetes, com algumas palavras da Dr.ª Emiliana Querido, presidente da FPAD, da Dr.ª Maria do Carmo, presidente da ADZC, e dos atletas presentes como um incentivo à prática desportiva como um meio comprovado de melhorar a qualidade de vida da pessoa com diabetes e a desmitificar alguns receios.

 

Comissão de Saúde
A transferência do Infarmed para o Porto volta hoje a ser debatida no parlamento, onde os deputados vão ouvir o Conselho...

As audições, na Comissão de Saúde, acontecem depois de já ser conhecido um relatório, pedido pelo Governo, segundo o qual a mudança pode melhorar o funcionamento da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) a nível da produtividade.

A Comissão de Trabalhadores alerta, no entanto, para o tempo que demorará a recuperar a perda de grande parte dos funcionários, já que em inquéritos internos mais de 90% disseram não estar disponíveis para se mudarem para o Porto.

A transferência do Infarmed de Lisboa para o Porto foi uma decisão política anunciada pelo ministro da Saúde no final do ano passado, depois de ter sido conhecido que a cidade não foi a candidatura vencedora a receber a Agência Europeia do Medicamento (que vai deixar o Reino Unido).

O Governo pretende que a transferência se faça no próximo ano. Os trabalhadores pedem uma decisão rápida do Governo e alertam que a mudança do Infarmed para o Porto terá consequências graves na saúde em Portugal.

Comunidade surda
Os Açores dispõem desde ontem de um serviço de vídeo-intérprete para que a comunidade surda possa aceder aos serviços de...

"Vamos ter disponível um intérprete permanentemente, ou seja, através deste serviço, qualquer indivíduo que seja surdo e que saiba língua gestual portuguesa pode aceder ao serviço e comunicar, quer com a central da Proteção Civil, quer com os bombeiros", adiantou o secretário regional da Saúde dos Açores, Rui Luís, citado numa nota do gabinete de apoio à comunicação social do Governo Regional.

Estima-se que existam nos Açores cerca de 1.050 pessoas com deficiência ou perda auditiva, das quais cerca de 560 com surdez profunda.

O 'Serviin', que entrou ontem em funcionamento, é um serviço de vídeo-interpretação em língua gestual portuguesa, em que um intérprete licenciado comunica gestualmente com o surdo e oralmente com os profissionais do serviço de emergência.

A videochamada pode ser feita através do número 12472 ou via ‘skype’, em Serviin-Intérprete LGP.

Segundo Rui Luís, todas as viaturas de socorro dos bombeiros estão equipadas com 'tablets' e o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores vai dar formação sobre técnicas de comunicação com a pessoa surda em situações de emergência, a partir de setembro, no âmbito do curso de tripulante de ambulância.

Em julho de 2017, o executivo açoriano já tinha lançado um serviço de comunicação por SMS para a comunidade surda.

"Foi uma primeira solução que disponibilizámos e que levou 34 pessoas a inscreverem-se no sistema. Dessas, houve duas chamadas, o que para nós é relevante, já que se trata de situações de emergência e que justificam, por si só, o projeto", salientou o secretário regional da Saúde.

1,6 milhões de euros
As obras de ampliação da urgência do Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém (Setúbal), deverão estar concluídas...

“A conclusão está prevista para outubro e, de acordo com o cronograma da obra, não há evidências de que esteja atrasada. A estrutura está montada e já estão a fazer uma das ligações entre os dois edifícios”, explicou Luís Matias, presidente da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA), de que faz parte o hospital.

Depois de a obra de construção civil ser entregue, a ULSLA vai avançar com a colocação do equipamento, indicou o responsável, prevendo que, "se não houver nenhum deslize", a nova urgência "estará em funcionamento pleno no final deste ano”.

As obras, iniciadas em janeiro deste ano, pretendem melhorar as condições de atendimento dos utentes da urgência médico-cirúrgica do Hospital do Litoral Alentejano (HLA), instalado em Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal.

“Vamos ter mais disponibilidade de camas e gabinetes, áreas de espera interna condignas, uma sala de tratamentos mais ampla e moderna, duas salas de pequena cirurgia, um gabinete de exames e uma área para a ortopedia, o que nos permite dizer que vamos ter uma grande melhoria das condições atuais da urgência”, sublinhou o responsável.

Após a conclusão da obra de ampliação, a urgência ficará com uma área total de 1.300 metros quadrados.

“Esta ampliação é quase toda nova e prevê a ligação ao atual edifício”, adiantou Luís Matias.

“Vamos ainda aproveitar para relocalizar a farmácia do HLA, que é encostada à urgência, para criar nessa área um hospital de dia com serviço de ambulatório”, acrescentou.

O presidente da ULSLA adiantou ainda que “conta poder reforçar a equipa” de profissionais até à entrada em funcionamento da nova urgência.

Em declarações, o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, José Robalo, reconheceu que a atual urgência do HLA "está desadequada" e que a ampliação vai melhorar as condições de atendimento dos utentes.

“A atual urgência está desadequada às necessidades das populações e o que vamos criar é melhores condições, quer de acessibilidade, quer de organização do próprio serviço”, sublinhou.

A nova estrutura, frisou, “é uma mais valia que estava projetada há muitos anos” e que vai resultar “numa melhoria no acolhimento dos doentes”.

 

Nações Unidas
Mais de 1,1 mil milhões de pessoas em 52 países enfrentam riscos significativos por falta de acesso a refrigeração, incluindo a...

Em conferência de imprensa, Rachel Kyte disse que “milhões de pessoas morrem todos os anos por falta de acesso a refrigeração, seja por perdas de alimentos, vacinas danificadas ou impacto severo do calor”.

A responsável, que promove o objetivo das Nações Unidas de fornecer energia sustentável a todas as pessoas até 2030, indicou que os países que mais riscos enfrentam são Bangladesh, Brasil, China, Índia, Indonésia, Moçambique, Nigéria, Paquistão e Sudão.

Kyte salientou que "refrigeração para todos" não significa "colocar um ar condicionado em todas as casas", mas que são necessários "esforços urgentes para esclarecer as necessidades de refrigeração e desenvolver e testar novas soluções”.

Prisões
Os ministérios da Justiça e da Saúde estão a trabalhar para encontrar uma solução na área da saúde mental e que permita aos...

“É necessário que ao nível dos estabelecimentos prisionais tenhamos uma capacidade mínima de resposta do ponto de vista da saúde prisional. Temos de ter uma base mínima em todos os segmentos nas doenças infecciosas, mas em particular também na área da psiquiatria”, disse a ministra da Justiça, na cerimónia de assinatura de protocolos entre a Direção-Geral da Reinserção e dos Serviços Prisionais e 28 instituições hospitalares do Serviço Nacional de Saúde.

Os protocolos hoje assinados, no Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL), vão permitir que os médicos - infeciologistas, gastrenterologistas e internistas – passem a deslocar-se às prisões para cuidar da população reclusa infetada com VIH, hepatites B e C de 45 estabelecimentos prisionais do continente.

Segundo a DGRSP, este novo modelo vai possibilitar também a realização de rastreios à entrada, durante, e no final do período de reclusão.

Francisca Van Dunem adiantou que, além destas doenças infecciosas, há também “um problema relacionado com a doença da saúde mental no sistema prisional”, que passa pelo tratamento de pessoas que estão privadas da liberdade por terem praticado crimes e são consideradas inimputáveis, mas que são perigosas.

“As recomendações apontam no sentido do internamento em estabelecimentos para efeitos de cura na sequência da prática de crime e na condição de inimputável deve ser feito num estabelecimento com características médicas e não com características prisionais. É para aí que temos de caminhar”, disse aos jornalistas a ministra.

Francisca Van Dunem avançou que os ministérios da Justiça e da Saúde estão a trabalhar no sentido de encontrar uma solução, sendo o objetivo mudar “o modelo do paradigma prisional para o paradigma hospitalar”.

Como exemplo, referiu que o Hospital Júlio de Matos vai ter em breve mais 12 camas para acolher pessoas nessa situação.

Os protocolos hoje assinados só abrangem as prisões do continente e, segundo a ministra da Justiça, “numa segunda linha entrarão os arquipélagos”, mas ainda não há previsão.

United For Fighting Ichtyosis
Através do website www.gofundme.com/comitatouffi será possível contribuir financeiramente para a investigação e a procura de...

Está em curso uma campanha de crowdfunding promovida pela UFFI – United For Fighting Ichtyosis – www.comitatouffi.org via GoGundMe que visa alertar e sensibilizar todas as pessoas para a Ictiose Lamelar, dando a conhecer mais sobre esta doença de pele rara e as suas tipologias. Através do website do projeto será possível encontrar todos os detalhes da pesquisa realizada por esta equipa médica, assim como as contas bancárias da associação que financiará a 100% a pesquisa.  Para cumprir estes objetivos de pesquisa e investigação, esta  campanha de Crowfunding via GoFundMe – www.gofundme.com/comitatouffi - a maior plataforma de recolha de fundos a nível mundial, permite que todos os interessados possam  fazer uma doação de forma simples e rápida através da utilização do cartão de crédito, contribuindo para a investigação e procura de uma solução para estes doentes.

Os fundos financeiros recolhidos visam financiar a equipa científica que desenvolveu este projeto, permitindo que a mesma prossiga a sua investigação, sustentada em duas fases:

  • Fase 1: a recolha de 100.000€ para testar a produção à escola industrial e custo-eficiente.
  • Fase 2: 1.9 milhões€ para protótipo do creme.

A Ictiose Lamelar é uma doença de pele rara que afeta cerca de 50 mil pessoas em todo o mundo, com um diagnóstico difícil de concretizar e sem cura. Trata-se de uma condição genética que afeta os pacientes durante toda a sua vida e que se caracteriza pela incapacidade da pele em produzir uma enzima – TGM1 – que atua como “cola”, contribuindo para o normal funcionamento da pele e evitando que a mesma perca a água necessária ao seu normal funcionamento, atuando como barreira natural.

A Ictiose Lamelar é a forma mais grave ictiose e os seus portadores são muitas vezes vítimas de preconceito. Numa época em que a imagem é enaltecida como um dos mais importantes requisitos na sociedade em que vivemos, os doentes portadores de ictiose sofrem com o desconhecimento da doença e as opções que dispõem para alívio dos sintomas. A ictiose não é contagiosa, sendo uma condição genética.

Saiba mais sobre a Ictiose Lamelar
Os doentes que sofrem desta condição dermatológica caracterizam-se pela secura extrema da pele e a sua descamação constante, já que possuem demasiadas células a envelhecer ao mesmo tempo que acabam por ficar retidas na camada córnea, em forma de escamas aderentes. A pele é frágil, com tendência a feridas constantes, sofrendo igualmente de risco permanente de desidratação, dificuldade em controlar a temperatura corporal – derivado da incapacidade de suar - e um elevado risco de infeção. Para além das questões genéticas associadas a esta doença, existe ainda a questão estética e psicológica que a mesma provoca - fissuras, feridas, gretas e cicatrizes – sendo uma doença altamente desfigurativa que afeta gravemente a vida dos seus portadores.

Sem cura, o objetivo maior para os pacientes portadores da doença, é conseguir um maior conforto da pele através da hidratação constante e de cremes e soluções tópicas que aliviem os sintomas. Uma equipa médica liderada pelo dermatólogo Heiko Traupe, da Universidade de Munster e do Instituto Molecular de Leibiniz, desenvolveu e testou um veículo molecular (péptido) que, sintetizado num creme e com uma aplicação de uma a duas vezes por semana, é capaz de transportar a enzima até à camada interior da pele, compensando-a na totalidade. Em poucos dias a pele recuperou a sua elasticidade e flexibilidade, restaurando a sua camada natural e apresentando um aspeto normal. O tratamento foi considerado tão revolucionário que recebeu o prémio de medicamento do ano de 2014 da Leibniz Research Alliance, tendo sido classificado de Orphan Drug pela União Europeia.

Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo
Os maus comportamentos humanos são responsáveis pelo aumento do cancro de pele, que mata anualmente 250 portugueses, disse hoje...

"Estimamos que haja 12 mil novos casos de cancro de pele este ano em Portugal e mil serão de melanoma", o tipo de cancro mais mortal, salientou o especialista, em Coimbra, numa ação de formação para mais de mais de meia centena de trabalhadores de uma empresa nacional que operam ao ar livre.

Segundo Osvaldo Correia, os melanomas correspondem a entre 05 a 10% de todos os cancros de pele, mas representam três quartos das mortes registadas anualmente no país.

Só a adoção de medidas preventivas, acrescenta, poderá evitar o aumento significativo de cancros de pele que se verifica em Portugal e na Europa, em resultado de comportamentos negligentes na relação com o sol.

Os trabalhadores ao ar livre, como os agricultores e os desportistas, devem ter cuidados acrescidos, que passam pela utilização de protetor solar acima do fator 30, chapéu com abas, vestuário de manga cumprida e óculos escuros com proteção 100% contra raios ultra violeta A e B.

"É preciso estimular vivamente o uso de chapéu que cubra adequadamente as orelhas, porque nas orelhas, no nariz e nos lábios temos muito cancro de pele, que atingem os praticantes de desporto e as profissões ao ar livre", sublinhou.

De acordo com Osvaldo Correia, "o importante é a prevenção primária e assumir cuidados de saber conviver com o sol, não só na praia, mas também na serra, no trabalho e no desporto ao ar livre, seja à semana como ao fim de semana".

"As pessoas não julguem que, pelo facto de estar calor, vão ficar com mais calor vestindo-se, porque as pessoas que são nativas do deserto andam cobertas, as únicas que não andam são os turistas", salientou.

O presidente da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC) salienta que, além da morte, os cancros de pele provocam danos físicos e psicológicos, e cicatrizes deformantes no corpo humano.

No âmbito da responsabilidade social das empresas, o especialista Osvaldo Correia aconselha as administrações a disponibilizarem aos trabalhadores equipamentos de proteção e protetores solares.

Neste verão, a associação promove uma campanha de alerta em relação aos cuidados a ter com o sol em férias e no trabalho, que vai percorrer o país este mês, norte a sul, do litoral ao interior, junto de praias marítimas e fluviais, bem como locais de trabalho ao ar livre, nomeadamente da construção civil e da agricultura.

Durante esta ação, a Mota-Engil Engenharia e Construção e a Fundação Manuel António da Mota, conscientes dos perigos do excesso de exposição solar, promoveram, em parceria com a Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC), a campanha “Acrescento + Proteção à minha Segurança”, iniciativa iniciada em 2017.

O objetivo da iniciativa é proteger os colaboradores dos riscos da radiação UV, adotando medidas de prevenção em contexto laboral de obra, que passam pela disponibilização de protetor solar de forma permanente e pela adaptação dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI).

“Nessa medida, a empresa organizou uma ação de sensibilização na obra do ‘Desassoreamento da Albufeira do Açude-Ponte de Coimbra’, que contou com a presença do professor Osvaldo Correia e do professor Ricardo Vieira, da APCC”, revela a empresa, em nota enviada à agência Lusa.

Durante esta ação, “a Mota-Engil sensibilizou os colaboradores para hábitos de exposição solar saudável, tanto em contexto laboral como em momentos de lazer, incentivando a realização de rastreios e dando a conhecer os principais sinais de doenças oncológicas da pele, demonstrando o seu apoio no apoio à prevenção, através da disponibilização dos materiais e equipamentos necessários”.

“A campanha ‘Acrescento + Proteção à minha Segurança’ continuará a promover ações de sensibilização em obras da Mota-Engil, especialmente nos locais onde há maior incidência de raios UV e onde o risco de exposição solar em excesso é mais elevado”, sintetizou a empresa.

Direção-Geral da Reinserção e dos Serviços Prisionais
A Direção-Geral da Reinserção e dos Serviços Prisionais vai ter, entre agosto e setembro, mais 45 enfermeiros, que se juntam...

“Aos 91 enfermeiros que já temos no nosso quadro vamos, entre agosto e setembro deste ano, juntar mais 45 enfermeiros vinculados ao quadro. E, com isto, o Ministério da Justiça conseguiu preencher todos os lugares de quadro da Direção-Geral da Reinserção e dos Serviços Prisionais (DGRSP)”, disse a secretária de Estado Adjunta e da Justiça na cerimónia de assinatura de protocolos entre a DGRSP e 28 instituições hospitalares do Serviço Nacional de Saúde.

Helena Ribeiro adiantou que o Ministério da Justiça quer também reforçar o número de médicos nos serviços prisionais, estando atualmente pendente no Ministério das Finanças a contratação de 30 médicos.

Segundo a governante, a DGRSP tem neste momento 25 médicos.

Para Helena Ribeiro, está a ser feito “um esforço significativo no sentido de dotar a DGRSP de um quadro médico e de enfermagem com alguma estabilidade”.

Os protocolos hoje assinados, no Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL), vão permitir que os médicos - infeciologistas, gastrenterologistas e internistas – passem a deslocar-se às prisões para cuidar da população reclusa infetada com VIH, hepatites B e C de 45 estabelecimentos prisionais do continente.

Segundo a DGRSP, este novo modelo vai possibilitar também a realização de rastreios à entrada, durante, e no final do período de reclusão.

A DGRSP considera que estes protocolos "dão forma a um novo modelo de abordagem dos cuidados de saúde em matéria de doenças infecciosas nas prisões”.

O combate às infeções por VIH e das hepatites virais B e C é uma questão de saúde pública prioritária a nível mundial e encontram maior prevalência na população prisional.

Em Portugal, de acordo com os dados mais recentes, 4,5% da população reclusa estão infetados com VIH, 1,2% têm hepatite B e 10,1% têm hepatite C.

O objetivo dos presentes Protocolos “é extremamente relevante e inovador”, tendo em conta que, pela primeira vez, será possível alcançar as metas definidas pela Organização Mundial de Saúde, nomeadamente o tratamento de todos os reclusos infetados por VIH e a eliminação da hepatite C nas prisões até 2020, refere a DGRSP.

Nesse sentido, todos os reclusos do continente vão ter, a partir de hoje, acesso à prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças infectocontagiosas.

Estes protocolos surgem após o projeto piloto desenvolvido entre o Hospital de São João e o Estabelecimento Prisional do Porto, a que seguiu um outro entre o Hospital de Santa Maria e o EPL.

MURPI
A confederação que representa os idosos (MURPI) lamenta que apenas 9% da população mais velha seja saudável e defende que a...

A posição do MURPI surge na sequência da divulgação dos dados preliminares do estudo que analisou a saúde da população idosa em Portugal, Suíça, Áustria, Alemanha e França e que concluiu que 42% dos 2.157 participantes são saudáveis.

Os portugueses são quem fica pior nas estatísticas: 91% da população com mais de 70 anos tem problemas de saúde, segundo os dados divulgados hoje pela Universidade de Coimbra (UC), que é parceira no estudo europeu.

“Estes números não me espantam. Ainda há um longo caminho a percorrer no que toca a cuidados de saúde, nomeadamente pôr em prática o Plano Nacional de Saúde para os Idosos, da Direção-Geral da Saúde (DGS), que foi apresentado há mais de dez anos”, lamentou o presidente do MURPI, Casimiro Menezes.

Lembrando que a população portuguesa está a envelhecer, Casimiro Menezes defendeu que “era importante que o plano da DGS fosse aplicado, o que ainda não aconteceu porque nunca foi considerado prioritário”.

O presidente da confederação reconheceu, contudo, que os Governos têm aplicado outras medidas, tais como a gratuitidade das vacinas da gripe e do tétano para quem tem mais de 65 anos.

No entanto, o acesso aos serviços de saúde “não é a melhor”, lamentou, dando como exemplos as taxas moderadoras, a carência de transportes, a falta de médicos e dificuldade de acesso a consultas assim como o preço dos medicamentos que representa “somas muito elevadas em relação às pensões”.

O estudo sobre envelhecimento realizado na Europa e hoje divulgado pela Universidade de Coimbra (UC) revela que a população idosa portuguesa tem baixos níveis de saúde, em comparação com os outros quatro países europeus.

“Temos os idosos menos saudáveis a todos os níveis, cognitivo e físico. É, sem dúvida, um problema relevante de saúde pública”, sublinhou José António Pereira da Silva, que lidera a equipa portuguesa de investigadores da Clínica Universitária de Reumatologia da Faculdade de Medicina da UC.

Também José António Pereira da Silva reconhece que existe um conjunto de recursos sociais com efeito na saúde dos idosos, “que vai desde o valor das pensões até à facilidade de acesso à saúde”.

A redução do acesso aos transportes de doentes também foi hoje apontada pelo líder da equipa portuguesa como um dos problemas de acesso aos serviços de saúde.

Os resultados preliminares do estudo revelam que 58% dos austríacos idosos são saudáveis assim como 51% dos suíços. Nos outros países, a maioria dos idosos apresenta problemas de saúde, mas as percentagens não são tão alarmantes como em Portugal: na Alemanha, 38% dos idosos são saudáveis e em França são 37%.

O estudo começou em 2012 e considera idosos saudáveis as pessoas “que não apresentam doenças crónicas e têm uma boa saúde física e mental”.

Investigação da Universidade de Aveiro
A qualidade do ar em Portugal continental e, consequentemente, o ambiente e a saúde pública vão continuar a degradar-se de...

“A degradação da qualidade do ar esperada entre 2050 e 2100 para alguns poluentes, apesar da redução das respetivas emissões fruto das imposições da Comissão Europeia, é justificada pelas condições meteorológicas mais quentes e secas [em 2100 o planeta estará em média mais quente 4ºC]  que conduzem a um aumento das concentrações de fundo e a uma menor deposição e dispersão”, aponta Alexandra Monteiro, investigadora do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar e do Departamento de Ambiente e Ordenamento da Universidade de Aveiro (UA).

O cenário, segundo a investigadora, trará para a última metade deste século uma certeza: “A proteção da saúde humana será ainda mais crítica no futuro”. Crianças, idosos, grávidas e indivíduos que sofram de problemas respiratórios e cardíacos serão os principais afetados pela poluição atmosférica que atualmente, segundo a Organização Mundial de Saúde, já mata todos os anos sete milhões de pessoas em todo o mundo. 

Os dados apresentados pela UA, desvenda Alexandra Monteiro, coordenadora do estudo publicado recentemente na revista Air Quality, Atmosphere & Health, “confirmam bem a complexidade do sistema atmosférico e da poluição do ar, em particular, revelando que a sua natureza depende de múltiplos fatores, que incluem não só o que é emitido para a atmosfera pelo Homem e pela natureza, mas também das condições físicas de dispersão e transporte dos poluentes, ditadas pela meteorologia”.

É que mesmo que a redução de emissões espectável para 2050 se verifique, fruto da legislação europeia que, ainda assim, é menos exigente do que as recomendações da Organização das Nações Unidas, as alterações climáticas e as condições meteorológicas previstas para este futuro de médio prazo deverão conduzir a um aumento das concentrações de poluentes.

Deterioração do ar é inevitável
“Apesar do combate e mitigação das alterações climáticas dever ser feito, prevê-se que haja alterações inevitáveis e já não passíveis de resolver”, antevê Alexandra Monteiro. Ainda assim, para minimizar os danos, é urgente diminuir ainda mais as emissões da responsabilidade do Homem.

“Mas para que isto seja feito de uma forma eficiente e duradoura é urgente uma estratégia e implementação conjunta entre países e continentes, uma vez que a poluição do ar não tem fronteiras nem limites políticos”, lembra a investigadora do CESAM.

Para além de Alexandra Monteiro, também participaram no estudo os investigadores do CESAM Elisa Sá, Ana Fernandes, Carla Gama, Sandra Sorte, Myriam Lopes, Carlos Borrego e Ana Isabel Miranda. O estudo contou ainda com a colaboração do Grupo de Meteorologia e Climatologia do Departamento de Física da UA que disponibilizou os resultados das simulações de cenários climáticos para futuro de médio (2050) e longo prazo (2100).

22 de Julho – Dia Mundial do Cérebro
A World Federation of Neurology escolheu o tema “Clean Air for Brain Health” para assinalar o Dia Mundial do Cérebro, celebrado...

Nos últimos anos, os efeitos da poluição atmosférica na nossa saúde têm sido amplamente estudados. A última estimativa de mortes atribuíveis à poluição atmosférica em todo o mundo é de 12 milhões por ano. Estas mortes são relacionadas com doenças cardíacas, como o enfarte do miocárdio ou insuficiência cardíaca congestiva, doenças pulmonares, doenças oncológicas e, mais recentemente, com doenças neurológicas, nomeadamente o AVC e a demência. Esta é uma questão emergente que a todos deve preocupar - sociedade e especialistas.

“São complexos os mecanismos que estão na origem da relação entre exposição à poluição atmosférica e ocorrência de AVC, envolvendo uma componente vascular, uma componente ligada ao sistema nervoso autónomo e uma componente relacionada com o aumento da agregação plaquetária”, afirma o Prof. José Manuel Calheiros, professor catedrático da Universidade da Beira Interior que muito se tem dedicado à investigação nesta área. “A poluição está, de facto, a invadir o cérebro os pulmões e, consequentemente, todo o organismo”, reforça o médico.

Segundo o especialista membro da Comissão Científica da Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC), têm sido publicados vários estudos que estabelecem uma relação sólida entre a poluição atmosférica e os efeitos agudos e crónicos sobre os sistemas circulatório e nervoso.

“O ano passado foi publicado um estudo que analisou os efeitos da poluição a longo prazo numa população de seis países de médio e baixo rendimentos que apresentavam elevados índices de poluição, o qual incluiu mais de 45000 participantes. Concluiu-se que por cada aumento de 10 microgramas de partículas poluentes finas (PM2,5) por cada metro cúbico, resulta num aumento de cerca de 13% da probabilidade de ocorrência de um AVC. O estudo revelou ainda que, nestes países, 6,6% da totalidade dos AVC podem ser atribuídos à poluição ambiental”, avança o docente.

Adicionalmente, a World Federation of Neurology (WFN) chama a atenção para as conclusões do relatório internacional Global Burden of Disease, que aponta a poluição atmosférica como fator para o aumento do AVC em mais de 30% entre os anos de 1990 e 2013, tendo por base dados de 188 países.

“Importa notar que esta poluição pode ser proveniente do tráfego automóvel, indústria, centrais de produção de energia, fogos florestais, ao que acresce a poluição dentro de nossas casas e locais de trabalho, proveniente da confeção de alimentos, lareiras, sendo que a mais frequente das causas de poluição do ar interior é o fumo do tabaco o qual coloca em risco o fumador e os que com ele convivem”.

“Estes números traduzem-se num risco e peso enormes para a saúde das populações. Apesar das sistemáticas recomendações para reduzir a poluição há muito preconizadas pela Organização Mundial de Saúde e outros organismos, estamos muito longe do que é desejável, pois essas indicações não são cumpridas na maior parte dos países”, afirma o Prof. José Manuel Calheiros. O especialista considera que a sensibilização da população, dos profissionais de saúde e dos decisores políticos para este tema é fundamental, “para que passemos do conhecimento para a ação de Saúde Pública”.

Para mais informações, consulte a página da WFN sobre o World Brain Day 2018: https://www.wfneurology.org/world-brain-day-2018

Peças podem ser adquiridas em leilão online
Carla Pontes, David Catalán, Katty Xiomara e Luís Carvalho recriaram 12 coletes da Médicos do Mundo, previamente utilizados em...

12 peças únicas, criadas por quatro estilistas a partir dos conhecidos coletes azuis da Médicos do Mundo (MdM), vão estar em exposição de 18 a 21 de Julho, no Palacete Viscondes de Balsemão, no Porto. Os trabalhos podem ainda ser adquiridos num leilão online, até 31 de Julho, revertendo o valor para os projetos que a organização desenvolve junto de populações vulneráveis em Portugal.  

A exposição e o leilão inserem-se na ação “Help is the Trend”, cujo objectivo é tornar o ato de ajudar numa moda e que, numa primeira fase, levou os coletes reinterpretados por Carla Pontes, David Catalán, Katty Xiomara e Luís Carvalho, ao NOS Primavera Sound, no mês passado, no Porto. Durante o festival, público e diversos influenciadores aceitaram o desafio de doarem selfies com as peças, através da publicação nos seus perfis de Instagram, sempre com a hashtag #Helpisthetrend.

Com o leilão, para além de contribuírem para a intervenção da Médicos do Mundo, o público estará a adquirir uma peça única e com história, uma vez que todos os 12 coletes foram utilizados por profissionais da organização, não só em diferentes missões de emergência internacionais, do Haiti ao Afeganistão, mas também em Castanheira de Pera, no âmbito da Missão Esperança, após o trágico incêndio que afectou a região no ano passado.

Com o trabalho da MdM como inspiração, aos coletes podiam ser aplicados rasgões, bainhas, mangas compridas ou lantejoulas, entre muitos outros materiais e técnicas. 

“Help is the Trend” é uma ação desenvolvida com a agência criativa TORKE CC. A exposição tem os apoios da Câmara Municipal do Porto, na concessão de espaço, da MRôlo, na cedência de bustos e o leilão online conta com o suporte da plataforma P55 – Second Hand Luxury.

Estudo conclui
A população idosa portuguesa tem baixos níveis de saúde, em comparação com a de outros países europeus, de acordo com “o maior...

Os resultados preliminares de DO-HEALTH, o maior estudo europeu sobre envelhecimento, que procura formas de melhorar a saúde dos idosos com mais de 70 anos, concluem que, “à primeira visita clínica”, “51% dos idosos são considerados saudáveis na Suíça, na Áustria, 58%, na Alemanha, 38%, em França, 37%, e, em Portugal, apenas 9%”, afirma a Universidade de Coimbra (UC).

Globalmente, 42% dos 2.157 participantes no estudo foram “considerados idosos saudáveis”, de acordo com a mesma pesquisa, que envolve mais de meia centena de investigadores de sete centros universitários da Alemanha, da Áustria, de França, de Portugal e da Suíça. A participação portuguesa é assegurada por um grupo de investigadores da Clínica Universitária de Reumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), liderado por José António Pereira da Silva.

Os investigadores do projeto, que foi iniciado em 2012 e é coordenado por Heike Bischoff-Ferrari, professora da Universidade de Zurique, consideram “idosos saudáveis os seniores que não apresentam doenças crónicas e têm uma boa saúde física e mental”.

Ao longo de três anos de ensaio clínico foi pedido aos participantes que cumprissem, “três vezes por semana, um plano de exercício simples em casa e tomassem diariamente suplementação de vitamina D e/ou ácidos gordos ómega 3 e/ou placebo”, para avaliar o efeito da vitamina D, do ómega 3 e do exercício físico na saúde cognitiva e física dos idosos.

Os dados recolhidos vão ser “analisados de forma a determinar os efeitos destas três intervenções em cinco principais dimensões: risco de fratura, função muscular dos membros inferiores, função cognitiva, tensão arterial e taxa de infeções”, de modo a que a informação obtida permita desenhar “estratégias que possibilitem aos mais velhos terem uma vida mais ativa e saudável”, explicita José António Pereira da Silva.

Sobre o facto de Portugal apresentar níveis de saúde inferiores aos observados nos outros seis centros participantes, o docente e investigador da FMUC afirma, citado pela UC, que estes resultados não “surpreendem, mas preocupam”.

“Temos os idosos menos saudáveis a todos os níveis, cognitivo e físico. É, sem dúvida, um problema relevante de saúde pública”, sublinha.

Quanto a possíveis causas, embora ainda não tenham sido devidamente avaliadas no estudo, José António Pereira da Silva acredita que “há a considerar todo um conjunto de recursos sociais com efeito na saúde dos idosos, que vão desde o valor das pensões até à facilidade de acesso à saúde. Há ainda um fator que eu presumo ser muito determinante, que é o nível educacional”.

Na opinião do especialista, a título pessoal, “há alguns sinais preocupantes em Portugal do ponto de vista do serviço de saúde”.

“Por um lado, vai diminuindo a acessibilidade aos serviços públicos – por exemplo, a redução do acesso aos transportes de doentes – e, por outro, uma aposta que me parece deliberada dos partidos do arco de governação na medicina privada”.

A qualidade do Serviço Nacional de Saúde, reconhecida a nível internacional, “é excelente por comparação com o custo que ele tem”, salienta José António Pereira da Silva.

“Para as pessoas mais carenciadas, e muitos dos nossos idosos estão inseridos neste grupo, este movimento não pode deixar de ser pernicioso, porque a maior parte dessas pessoas não pode pagar cuidados de saúde privados”, sustenta.

Para a implementação do DO-HEALTH em Portugal foi criado um centro dedicado na FMUC, que implicou um financiamento da UC na ordem dos 200 mil euros, representando no total, com a contribuição da União Europeia, um orçamento de mais de 800 mil euros, refere na mesma nota, adiantando que o total do DO-HEALTH foi de 17,6 milhões de euros.

A equipa da UC, constituída por três enfermeiros, quatro médicos, dois fisioterapeutas e uma farmacêutica, recrutou e seguiu 301 idosos da região de Coimbra, que perfizeram três consultas anuais e nove contactos telefónicos trimestrais.

Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Todas as regiões do continente, Madeira e Açores estão hoje em risco muito elevado e elevado de exposição à radiação...

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou em risco muito elevado os distritos de Portalegre, Lisboa, Coimbra, Leiria, Setúbal, Guarda, Porto, Viana do Castelo, Évora, Beja, Vila Real, Bragança, Braga, Viseu, Aveiro, Castelo Branco, Santarém e Faro no continente, as ilhas da Madeira e do Porto Santo e as ilhas das Flores, São Miguel, Faial e Terceira, nos Açores.

Com níveis elevados estão apenas os distritos de Coimbra e do Porto.

Para as regiões com risco muito elevado e elevado, o IPMA recomenda o uso de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol e protetor solar, além de desaconselhar a exposição das crianças ao sol.

Os índices UV variam entre 1 e 2, em que o risco de exposição à radiação ultravioleta (UV) é baixo, 3 a 5 (moderado), 6 a 7 (elevado), 8 a 10 (muito elevado) e superior a 11 (extremo).

O IPMA prevê para hoje nas regiões do Norte e Centro do continente céu pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de maior nebulosidade no litoral até final da manhã, e no interior durante a tarde.

A previsão aponta também para possibilidade de ocorrência de chuvisco no litoral durante a manhã e vento em geral fraco do quadrante oeste, soprando moderado de noroeste a partir da tarde no litoral e nas terras altas.

Está previsto ainda neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais e pequena subida da temperatura máxima nas regiões do interior.

Na região Sul prevê-se céu pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de maior nebulosidade até meio da manhã, vento em geral fraco do quadrante oeste, tornando-se a partir da tarde moderado no litoral e terras altas, possibilidade de ocorrência de neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais e subida da temperatura máxima.

As temperaturas mínimas vão oscilar entre os 11 graus Celsius (na Guarda) e os 17 (em Faro, Lisboa, Leiria e Aveiro) e as máximas entre os 22 (em Viana do Castelo e Porto) e os 30 (em Castelo Branco, Évora, Beja, Setúbal e Faro).

Para a Madeira prevê-se céu com períodos de muita nebulosidade, possibilidade de ocorrência de aguaceiros fracos nas vertentes norte e nas zonas montanhosas, vento moderado do quadrante norte, soprando moderado a forte nas zonas montanhosas e no extremo leste da ilha e pequena subida da temperatura mínima.

No Funchal as temperaturas vão variar entre os 19 e os 25 graus.

O IPMA prevê para hoje nos Açores períodos de céu muito nublado com boas abertas e vento norte bonançoso.

Em Santa Cruz das Flores as temperaturas vão oscilar entre os 19 e os 25 graus Celsius, na Horta entre os 18 e os 24, em Angra do Heroísmo entre os 17 e os 24 e em Ponta Delgada entre os 18 e os 25.

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