Presidente do Politécnico
A construção de uma nova escola de Saúde é uma das ambições do presidente do Instituto Politécnico de Bragança, Orlando...

“Crescer” continua a ser a aposta do novo presidente do instituto com cerca de sete mil alunos, dois mil dos quais estrangeiros de 70 nacionalidades, espalhados pelos cursos das cinco escolas superiores do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), em Bragança e Mirandela.

Uma dessas escolas é a de Saúde, que Orlando Rodrigues tem a ambição de “ampliar o campus”, deixando as atuais instalações para criar um projeto de raiz, na mesma zona, junto ao principal hospital da região, o de Bragança.

“É um projeto que tem de ser trabalhado, amadurecido. Há muitas parcerias que têm que ser feitas, muitos problemas que têm de se resolver, mas gostaríamos, na área da Saúde, de ter um polo importante na nossa região”, afirmou, na cerimónia da tomada de posse.

O novo presidente do politécnico não se compromete com prazos, “porque depende de financiamentos” que a instituição não controla, mas avança que a ideia é “fazer alguma parceria com a Unidade Local de Saúde (ULS do Nordeste) deixar as atuais instalações para outras utilizações e criar um edifício novo de raiz".

O propósito é “que possa desenvolver não só as atividades letivas e de investigação, mas também outras em parceria com as instituições de saúde da região”.

Em matéria de infraestruturas, faz parte também dos planos de Orlando Rodrigues construir um pavilhão coberto para o departamento de artes e desporto da Escola Superior de Educação para oferecer melhores condições, nomeadamente no trabalho feito com a comunidade na promoção de hábitos de vida saudável, da atividade física, sobretudo dos mais idosos.

Orlando Rodrigues sucede a Sobrinho Teixeira, de quem foi vice-presidente durante 12 anos. Foi também diretor da Escola Superior Agrária e é docente do Politécnico de Bragança desde 1986. Vai ter como vice-presidentes Luís Pais e Albano Alves.

A internacionalização continua a ser uma das apostas da nova direção do instituto “que tem mais estudantes internacionais, embora a concorrência das outras instituições esteja a aumentar”, como vincou o presidente.

Trabalhar diretamente com as empresas e para a região continua a fazer parte da estratégia, dando resposta às necessidades da realidade local e procurando combater a baixa taxa de empregabilidade dos diplomados, como apontou o presidente.

 

Administração
O Centro Hospitalar de Lisboa Central garante que o recurso à radiologia à distância no período noturno no hospital de São José...

“Esta opção não é estratégica para o Centro Hospitalar nem definitiva. Nesta especialidade não temos número de pessoas suficientes para aguentar a urgência”, afirmou a presidente da administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), que integra o São José, onde vários chefes de equipa se demitiram por falta de condições na urgência.

Em entrevista, Ana Escoval afirma que esta não é a situação ideal para a administração e garante que assim que tiver condições vai reverter a decisão.

No mês passado, o hospital de São José deixou de ter radiologista no local no período entre as 00:00 e as 08:00, sendo os exames necessários feitos com recurso a uma empresa, por telerradiologia, como acontece já em outros hospitais.

“Isto não são decisões de gestão levianas nem leves. Só avançamos para essas situações porque não temos alternativas. A partir do momento que consiga o mínimo de possibilidade de reverter a situação, reverto-a de imediato”, declarou Ana Escoval.

A presidente da administração do CHLC adiantou ter tentado encontrar outra solução junto dos profissionais, mas indicou que tem muitos especialistas a trabalhar em tempo parcial ou que já não realizam urgência devido à idade.

Ana Escoval adiantou ainda que durante a madrugada “há muito menos” casos que necessitam de radiologia, que as imagens feitas pela empresa à distância ficam logo disponíveis para os profissionais e que o relatório médico chega de forma célere.

Além disso, garante que a responsável da radiologia tem estado a fazer um controlo de qualidade dos relatórios feitos pela empresa de telerradiologia contratada, acrescentando que não foi encontrado nenhum erro.

A falta de radiologistas em presença física no período de madrugada foi criticada na carta entregue pelos chefes de equipa do São José que apresentaram a demissão: “Considerando a importância da imagiologia nos cuidados prestados a situações complexas e como forma diagnóstica e por vezes terapêutica, é impensável a utilização de cuidados imagiológicos por telemedicina num hospital de última linha, como este”.

A presidente da Administração negou ainda que haja internos a realizar urgência sozinhos, sem especialistas, no hospital de São José, situação também referido na carta dos chefes de equipa demissionários.

Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge
Dados do Programa Nacional de Diagnóstico Precoce, conhecido como “teste do pezinho”, indicam um total de 41.786 nascimentos no...

Coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), através da sua Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, este programa cobre a quase totalidade de nascimentos.

Entre janeiro e junho, foram feitos 41.786 “testes do pezinho”, tendo sido no primeiro mês do ano que se registou o valor mais alto: 7.789 testes.

O valor referente aos primeiros seis meses deste ano representa um ligeiro crescimento face ao mesmo período de 2017, tendo sido feitos mais 97 “testes do pezinho”, ou seja, mais 0,2%.

Já em relação a 2016, o número deste ano representa uma queda de 2,2% no número de nascimentos, já que no primeiro semestre daquele ano foram feitos 42.758 “testes do pezinho”.

Os dados referentes a este ano mostram que o maior número de nascimentos aconteceu nos distritos de Lisboa e do Porto, com a capital a registar 12.501 testes e o Porto 7.462.

Na ponta oposta ficaram os distritos de Bragança e Portalegre, onde os números de nascimentos foram os menores do país: 279 e 332, respetivamente.

O “teste do pezinho” é realizado a partir do terceiro dia de vida do recém-nascido, através da recolha de umas gotículas de sangue no pé da criança, e permite diagnosticar algumas doenças graves que clinicamente são muito difíceis de diagnosticar nas primeiras semanas de vida e que mais tarde podem provocar atraso mental, alterações neurológicas graves, alterações hepáticas ou até situações de coma.

Estudo
A digitalização de processos nas empresas é hoje uma realidade e o destino claro no futuro dos negócios. Ao longo dos últimos...

O objetivo passou por perceber como as empresas atuam dentro de cada um dos seus setores de atividade, desvendar como investem e identificar os impulsionadores internos da transformação digital. O estudo deixa perceber que há empresas e setores que aderem à transformação digital do negócio de forma proativa, outras estão num grau de maturidade estável e, por fim, há ainda as menos recetivas em aplicar estratégias digitais.

Endereçado a diretores e administradores com poder de decisão, pretendeu analisar o papel e a postura destes líderes e avaliou a visão do digital como parte integrante do negócio. A análise incidiu, ainda, sobre o nível de desenvolvimento tecnológico e de implementação das ferramentas mais relevantes no cenário atual, como o uso de cloud services, a análise de dados com recurso a software, as redes sociais como negócio ou a utilização de criptomoedas.

Após um primeiro contacto direto por e-mail, SMS ou através das redes sociais dos decisores das empresas inquiridas, as respostas foram obtidas através de um chatbot (conversação virtual) e os resultados individuais foram cedidos às entidades imediatamente após a participação. A escolha desta abordagem em detrimento do tradicional questionário online traduziu-se numa maior adesão dos decisores.

Na componente cultural, o coeficiente do setor da Saúde e Farmácia fixou-se nos 4,21 pontos num máximo de 5 (media geral de 3,52), a melhor pontuação entre os 11 setores de atividade. O coeficiente tecnológico foi de 3,19 ponto (média geral de 3,11). O setor obteve, assim, um coeficiente global de 3,70 pontos (média geral de 3,48 pontos) – o terceiro melhor.

Para além da Saúde e Farmácia, o estudo estendeu-se ainda aos setores da Educação, Automóveis e Transportes, Distribuição, Tecnologia, Indústria, Retalho, Banca, Financeiras e Seguros, Telecomunicações e Media, Construção e do setor público.

Os setores da Educação e da Tecnologia e o setor público apresentam-se, também, entre os mais bem preparados para uma transformação digital. No lado oposto da balança, surgem os setores da Distribuição e da Construção, com os coeficientes cultural e técnico mais baixos.

Os resultados demonstram que as organizações nacionais estão a orientar-se cada vez mais para uma cultura de desenvolvimento das ferramentas tecnológicas e que já se verifica, em muitos casos, a implementação efetiva.

Quase 50% dos inquiridos garantem que há um claro compromisso dos administradores e CEO em desenvolver uma estratégia de transformação digital e que são estes os impulsionadores da cultura digital nas empresas e sobre os quais recai o poder de decisão sobre esta matéria (80% das respostas).

O setor da Saúde e Farmácia é o melhor classificado relativamente ao compromisso com a melhoria contínua da estratégia de transformação digital, com uma pontuação final de 4,66 pontos.

Ainda assim, mais de 40% dos empresários de todos os setores não entende que a visão digital seja totalmente compartilhada por todos os colaboradores.

Já no que respeita à operacionalização dos projetos digitais, é ao departamento de marketing que as empresas atribuem mais frequentemente esta função, ainda que mais de um quinto dos respondentes afirmem que o outsourcing continua a ser um recurso comum.

O estudo revela, ainda, que a preocupação com a experiência do utilizador está presente no mindset das empresas nacionais, com 60% dos inquiridos a selecionar as respostas mais positivas relativamente a um cuidado particular com a otimização do website das suas empresas nas várias plataformas de visualização.

A visão dos executivos portugueses sobre a estratégia digital é, também, observável na forma como encaram novas ferramentas como as redes sociais – 60% das empresas inquiridas olham já para estas plataformas como uma parte integrante e ativa do seu negócio. Por outro lado, as criptomoedas são ainda olhadas com uma clara desconfiança, com mais de dois terços dos inquiridos a rejeitar a sua utilização.

As novas empresas e start-ups nascem, hoje, no ceio de uma digitalização quase inata do negócio. O estudo afere, contudo, que são as empresas com maior volume de faturação que mais apostam na digitalização, podendo indicar que a Transformação Digital está, para já, mais dependente do investimento financeiro do que da cultura digital incutida nas empresas.

O índice ou coeficiente global foi ponderado a partir dos coeficientes respetivos às duas componentes analisadas – cultural e técnica. Estes coeficientes inserem-se numa escala de cinco patamares que pretendem descrever a situação atual das empresas. O patamar inicial descreve uma empresa na fase embrionária de abordagem à transformação digital. Seguem-se os patamares de definição, ativo, de desenvolvimento e o patamar avançado, que inclui os coeficientes mais elevados e em que o seu valor máximo (5,00 pontos) reflete um negócio que assenta em pleno no digital.

O estudo e os resultados estão disponíveis na íntegra em https://impacting.digital/estudo-transformacao-digital.

 

Este verão
As praias de Vila Nova de Milfontes e de Zambujeira do Mar, em Odemira (Beja), no litoral alentejano, voltam a ser reforçadas...

Da responsabilidade da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA), o reforço, a partir de domingo e até ao final de agosto, pretende garantir os primeiros socorros aos milhares de veraneantes que todos os anos frequentam as duas zonas balneares.

“Será prestado apoio ao nível de injetáveis, pensos, pequenas feridas, picadas de peixe aranha ou de insetos e os casos mais urgentes serão direcionados para outras unidades”, explicou hoje à agência Lusa Horácio Feiteiro, diretor clínico dos Cuidados de Saúde Primários da ULSLA.

Os postos, assegurados pela Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), vão funcionar diariamente com um enfermeiro por turno, num total de quatro profissionais, que estarão disponíveis, entre as 11:00 e as 18:00, até 31 de agosto.

“O serviço de Vila Nova de Milfontes vai funcionar junto ao Farol, em instalações cedidas pela Polícia Marítima, e estará sinalizado com uma bandeira da Cruz Vermelha e o posto de Zambujeira do Mar ficará instalado, no centro da aldeia, na antiga extensão de saúde”, adiantou o responsável.

“Nos outros locais, ao longo da costa alentejana, não temos postos, porque não existem unidades móveis e as extensões de saúde do Carvalhal e de Melides, no concelho de Grândola (Setúbal), garantem a assistência aos veraneantes”, acrescentou.

No entanto, Horácio Feiteiro reconheceu haver necessidade de uma unidade móvel ou de postos de saúde em zonas onde a afluência de turistas aumenta nos meses de julho e agosto.

“Seria importante investir nalguma zona que nos disponibilize algum espaço físico ou, eventualmente, uma viatura para assegurar este tipo de apoio em praias como São Torpes (Sines), Comporta, Melides e Carvalhal (Grândola), que, sem unidade móvel, são áreas mais complicadas”, apontou o responsável.

De acordo com o diretor clínico, no ano passado, foram prestadas mais de mil assistências nos postos de saúde de Vila Nova de Milfontes e de Zambujeira do Mar, um número que tem vindo a aumentar, desde 2008, quando o reforço foi implementado.

“Este serviço já existe há dez anos e já está muito institucionalizado nestas duas zonas balneares, tanto que o ano passado o posto de Zambujeira do Mar prestou apoio a mais de 700 pessoas e o de Vila Nova de Milfontes assistiu mais de 400 veraneantes”, indicou.

“Pelo menos 50 por cento destas pessoas teria recorrido ao Serviço de Urgência Básica de Odemira e assim conseguimos aliviar esse serviço e garantir a assistência aos banhistas”, concluiu.

Prática permite o alívio dos sintomas em caso de doença crónica
Uma prática milenar que promove a saúde e o bem-estar, o yôga é responsável por inúmeros benefícios

“Quando se tem uma doença crónica há momentos muito negros, e o yôga deu-me as ferramentas para ultrapassar esses momentos, através da meditação, do controlo da respiração e do pensamento positivo”, começa por explicar Lara Venade que convive com duas doenças crónicas: Crohn e Fibromialgia.

“Fui diagnosticada aos 15 anos com Crohn e aos 35 com Fibromialgia…”, conta assegurando que teve de lidar, desde cedo, com algumas limitações. Ou não fossem estas duas patologias que condicionam (e muito!) o dia-a-dia dos doentes. “Por muito que tente contorná-las, tive que me adaptar e mudar várias coisas em mim e no meu dia-a-dia”, afiança Lara que, desde sempre, pode contar com o apoio condicional da sua família. “A nível pessoal, felizmente, tenho o apoio da minha família a 200%, o meu marido está sempre ao meu lado e adaptou a vida dele à minha”, revela acrescentando que foi a nível social que teve de fazer as principais alterações.

“Os sintomas da fibromialgia impedem-me, muitas vezes, de sair com os amigos ou obrigam-me a voltar mais cedo para casa. Tive que aprender a aceitar isso e perceber que, por mais que queira estar com os outros, o meu bem-estar físico é mais importante”, admite.

O primeiro contato com o yôga chega depois deste último diagnóstico, por recomendação da reumatologista que a aconselhou a prática de atividade física. “A nível físico ajuda os meus músculos a não ficarem tão tensos e as articulações menos rígidas. Permite-me relaxar o corpo e, claro, a mente melhorando a minha concentração, assim como aliviar as dores e ansiedade que me causam”, explica quanto aos principais benefícios desta prática.

A verdade é que além da dor generalizada, a Fibriomialgia é responsável ainda por outros sintomas como fadiga, distúrbios do sono, desconforto gastrointestinal, ansiedade e depressão.

De acordo com os especialistas, exercícios físicos mais tranquilos, como os que se praticam no yôga, podem ser fundamentais para aliviar os sintomas da doença, uma vez permitem conectar o corpo e a mente em uma única atividade, melhorando a condição física, ativando a circulação da energia e atuando diretamente sobre o equilíbrio mental.

Ao trabalhar diariamente posturas, respirações, meditações e o relaxamento profundo, o doente com fibromialgia experiencia um enorme bem-estar, aumentando gradualmente a sua qualidade de vida. Algo que Lara também pôde comprovar.

“Quando iniciei a prática, uma das primeiras coisas que aprendi foi que o yôga, quando praticado com regularidade, vai entrando na nossa vida de uma forma muito subtil. No espaço de seis meses vi que estava a transformar a minha vida. Além da prática física, existe a meditação e muitos valores positivos que se vão tornando parte de nós”, revela acrescentando que é a isto que os praticantes chamam de “yôga fora do tapete”.

Com a prática, para além do alívio dos sintomas próprios da doença, Lara aprendeu a relativizar muito do que acontecia na sua vida. E hoje, garante, consegue viver o presente, aproveitando cada instante.

“O yôga veio ajudar-me a aceitar a doença, a combatê-la, a viver a vida sem pressas. Hoje sei aproveitar cada detalhe, cada pormenor. Seja ele um cheiro, um sabor, uma música ou o silêncio”, revela admitindo que esta prática lhe trouxe a maior bênção de todas: a gratidão. Lara é grata por tudo o que vive e, mesmo com o diagnóstico de duas doenças condicionantes, é feliz.

“O yôga é uma prática excelente para a nossa saúde física e mental. Mas também para o nosso espírito, alma, energia, existência, essência, ser, o que lhe queiram chamar. Todas as designações são válidas porque a finalidade é a positividade e a promoção de uma vida saudável”, afirma.

«Não adianta ter pressa. O yôga também nos ensina isso»

Inês Peres esteve durante mais de um ano sem conseguir mover o pescoço, na sequência de um acidente de automóvel que lhe provocou várias lesões ao nível da coluna. “Foi um período muito difícil… Para além da falta de mobilidade, tinha dores terríveis nas costas, nas ancas e dores de cabeça insuportáveis”, recorda a jovem de 33 anos.

Como parte do tratamento, Inês fez fisioterapia, massagens terapêuticas que, apesar de conseguirem aliviar a pressão na sua coluna não resolveram o problema das cefaleias.

“Eu não conseguia dormir. Não havia comprimido que tomasse que me ajudasse a suportar aquelas dores…”revela.

Por indicação do especialista em medicina de reabilitação, iniciou-se na prática do yôga. “Desconfiada, é verdade”, decidiu que não tinha nada a perder.

“Vamos ouvindo falar, aqui e ali, dos benefícios do yôga, mas a verdade é que só depois de experimentar e sentir o que esta prática pode fazer por nós, é que acreditamos!”, afirma Inês que sempre fora muito cética quanto ao que lhe parecia ser um conceito alternativo.

“Eu sempre pratiquei desporto e via o yôga quase como uma prática alternativa, sem que entendesse muito bem para o que servia. Confesso que, antes, eu não entendia como o yôga poderia ter assim tantos benefícios para o nosso corpo físico e mental”, comenta.

Hoje está completamente rendida às evidências. “Não só, foi possível recuperar os movimentos com yôga, como as dores de cabeça desapareceram. Foi preciso tempo, mas aprendi que não adianta tem pressa. Nada na nossa vida se resolve à pressa. O yôga também nos ensina isso”, afirma deixando entender que hoje existe uma nova Inês. Uma Inês que se reinventou com a prática do yôga.

“Já lá vão quase quatro anos, e posso dizer que o yôga mudou mesmo a minha vida”, garante reforçando o poder transformador desta prática milenar. “Não é só uma transformação física. É verdade, sim, que o yôga pode auxiliar no tratamento de várias doenças, mas também tem a extraordinária capacidade mudar a formar como pensamos. Hoje, sem dúvida, existe uma Inês mais calma, que saber apreciar a vida tal como ela é”.

Entre muitos outros benefícios, o Yôga previne dores nas articulações, melhora a circulação sanguínea, aumenta a imunidade, atua sobre a pressão arterial, melhora a qualidade do sono e contribui para a prevenção da depressão e controlo da ansiedade.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Glifosato
Terá a empresa de químicos Monsanto ocultado deliberadamente os riscos do herbicida glifosato? Essa é uma das perguntas para a...

A denúncia de Dewayne Johnson, de 46 anos, que usou o pesticida Roundup durante dois anos, é a primeira relacionada com este produto e com os seus possíveis efeitos cancerígenos a chegar a tribunal.

O processo teve início em meados de junho com a designação de um juiz, mas os debates aprofundados começaram na segunda-feira, depois de uma série de audiências técnicas. O julgamento está previsto terminar dentro de três semanas em São Francisco, na Califórnia, escreve o Sapo.

Vendido há mais de 40 anos, o Roundup, um dos pesticidas mais usados no mundo, contém glifosato, uma substância muito controversa que é alvo de estudos científicos contraditórios sobre o seu caráter cancerígeno.

Monsanto nega ligação
A Monsanto, que pode ser obrigada a pagar milhões de dólares em indemnizações, nega há anos a existência comprovada de qualquer ligação entre casos de cancro e glifosato.

Dewayne Johnson "luta pela vida" desde que foi diagnosticado com linfoma não-Hodgkin incurável há dois anos, afirma um dos seus advogados, David Dickens, do escritório Miller, especializado na defesa de vítimas de produtos com defeitos. 

"Não foi um azar", não se deve a um problema "genético", "foi pela exposição contínua ao Roundup e ao Ranger Pro" (produto similar da Monsanto), que ele pulverizou entre 2012 e 2014 nos terrenos escolares da cidade de Benicia, na Califórnia. "Isto poderia ter sido evitado", afirma o advogado, acusando a Monsanto - que acaba de ser adquirida pela farmacêutica alemã Bayer - de deliberadamente ocultar do público os riscos dos seus produtos.

Os advogados de Johnson ainda não estabeleceram - pelo menos de forma pública - o valor que pretendem reivindicar, mas falam de uma "ação de vários milhões de dólares".

No entanto, o processo não será fácil para Johnson. Os seus advogados terão que provar uma ligação entre a sua doença e o glifosato. A pergunta é: "Terá a exposição de Johnson ao glifosato causado o tumor?". "Não", responde Sandra Edwards, do escritório Farrella, Braun e Martel, uma das advogadas da Monsanto.

Há "estudos que acompanharam durante anos as pessoas que usaram estes produtos" sem concluir que estas substâncias são cancerígenas, defende a jurista.

"Legalmente, é extremamente difícil responsabilizar uma empresa por casos específicos de cancro ou outras doenças relacionadas com pesticidas", diz Linda Wells, da ONG Pesticide Action Network North America. Mas "se o senhor Johnson vencer este caso, será um grande golpe para toda a indústria de pesticidas", acrescenta.

Glifosato na lista de substâncias cancerígenas
Contrariando a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), as autoridades de saúde da Califórnia colocaram o glifosato na lista de susbtâncias cancerígenas. O glifosato também está classificado como "provavelmente cancerígeno" desde 2015 pelo Centro Internacional de Investigação do Cancro, organismo da Organização Mundial da Saúde (OMS). O mesmo não aconrece nas agências europeias Efsa (segurança alimentar) e a Echa (produtos químicos).

O glifosato é particularmente polémico na Europa. Após a decisão da União Europeia, em novembro, de renovar a licença do pesticida por mais cinco anos, o governo francês comprometeu-se a deixar de usar esta substância em locais públicos.

 

Electroporação Irreversível
A técnica da Electroporação Irreversível é um tratamento focal guiado por tecnologia de fusão de imagens de ressonância...

O urologista José Sanches de Magalhães, especialista em urologia oncológica e fundador do Instituto de Terapia Focal da Próstata (https://www.prostatafocal.com), no Porto, é dos únicos médicos em Portugal a realizar o tratamento do cancro da próstata com recurso à técnica da Eletroporação Irreversível.

Trata-se de uma técnica inovadora para tratamentos oncológicos, escreve o Sapo, já utilizada a nível internacional com sucesso também nas patologias oncológicas do fígado e dos rins, por exemplo.

"É uma técnica que não danifica os tecidos e estruturas adjacentes às lesões, porque em vez de usar calor ou frio extremos, utiliza impulsos elétricos para destruir as células cancerígenas. Para além disso, como não tem incisões, possui um tempo de recuperação mínimo, com menos dor no pós-operatório", explica Sanches de Magalhães.

"O facto de ser um tratamento focal, guiado por tecnologia de fusão RMN/ecografia permite tratar apenas a zona com doença clinicamente significativa, preservando o resto da glândula, minimizando o aparecimento de efeitos secundários associados aos tratamentos radicais, como incontinência e impotência", acrescenta o especialista.

Técnica minimamente invasiva
O tratamento através do sistema de Eletroporação Irreversível é minimamente invasivo, sendo realizado pelo médico em bloco operatório, sob anestesia geral, com apoio de imagens ecográficas e de ressonância magnética sobrepostas – o que oferece maior acuidade e é um fator diferenciador relativamente a outros tipos de procedimento realizados no nosso país.

O doente tem alta no dia seguinte ao tratamento.

Como funciona?
Identificada a localização exata das lesões através da imagiologia de fusão, são posicionados dois ou mais elétrodos em torno da lesão, sendo criado um campo elétrico entre eles. Uma série de impulsos de alta intensidade, mas curta duração (micro-segundos), induzem a morte das células cancerígenas. Ao contrário da crioablação ou do HIFU, que utilizam um tratamento térmico para destruir o tecido tumoral, a Eletroporação Irreversível trata a lesão cancerígena sem expor os tecidos a calor ou frio extremos, reduzindo substancialmente a inflamação decorrente do tratamento.

Uma das principais vantagens apresentadas pelo tratamento é que esta induz apenas morte celular, preservando todos os constituintes da matriz extracelular, tais como a elastina, colagénio, etc, ao contrário do que acontece com todas as técnicas que utilizam tecnologias térmicas.

Durante o tratamento, a única ação do sistema é abrir orifícios na membrana das células, causando danos irreversíveis que naturalmente induzem a morte destas. Os detritos celulares remanescentes vão ser limpos pelas células especializadas do organismo: os macrófagos.

Uma vez que a matriz extracelular permanece intacta, funcionando como “andaime”, a regeneração ocorre com um retorno a tecido normal, minimizando o aparecimento de cicatriz.

Durante o tratamento as proteínas tumorais intactas ficam expostas ao sistema imunitário, o que vai aumentar a capacidade do organismo de reagir e lutar contra a doença. Nos outros tratamentos, o calor, gelo ou radiação destroem as proteínas, não havendo resposta imunitária eficiente (em estudo).

ESEnfC
Seis projetos foram apresentados na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, no âmbito da 15ª edição do concurso de ideias e...

Um mecanismo inovador que permite reduzir o estigma associado à presença do saco coletor de urina, bem como possíveis complicações decorrentes do uso de sonda vesical, venceu a fase regional do 15º Concurso Poliempreende na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), realizada ontem, dia 10 de julho.

Catarina Isabel Bogalho e Rosa Cândida Melo, respetivamente finalista da licenciatura em Enfermagem e professora da ESEnfC, estiveram na apresentação deste projeto na área da saúde, de que são promotoras e que contou, ainda, com a colaboração das estudantes Joana Correia, Ana Penarroias, Isa Correia e Bruna Lopes.

Em setembro, o projeto da ESEnfC vai concorrer com os principais projetos de vocação empresarial de cada um dos institutos politécnicos do país, que se vão defrontar na final do Poliempreende (etapa nacional), a decorrer em Portalegre.

Seis projetos de ideias de negócio, envolvendo cerca de duas dezenas de estudantes e docentes da ESEnfC, foram apreciados por um júri constituído por Fernando Dias Henriques (vice-presidente da ESEnfC), Joaquim Macedo de Sousa (diretor executivo da HIESE - Habitat for Business Innovation in Strategic Sectors, projeto estruturante de empreendedorismo e inovação rural promovido pela Incubadora do Instituto Pedro Nunes em parceria com o município de Penela), Hugo Alexandre Raimundo (enfermeiro membro da Comissão de Qualidade e Segurança do Doente do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra) e Nuno Barbosa (diretor de Marketing e Vendas da Vygon Portugal, multinacional de material médico-cirúrgico).

Em 2018, os três prémios pecuniários atribuídos no âmbito da fase regional do 15º Poliempreende na ESEnfC são patrocinados pela instituição de ensino superior público e pela Vygon Portugal.

A 15ª edição do Poliempreende é também apoiada pelo PIN - PoliEntreprenuership Innovation Network, uma rede de promoção do empreendedorismo e iniciativas empresariais, cofinanciada pelo COMPETE 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional).

O Poliempreende é um concurso que engloba a os 15 institutos politécnicos do país, três escolas superiores não integradas (Enfermagem de Coimbra, Hotelaria e Turismo do Estoril e Escola Náutica Infante D. Henrique) e as escolas politécnicas das universidades de Aveiro e do Algarve.

Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Todas as regiões do continente, Madeira e Açores estão hoje em risco muito elevado e elevado de exposição à radiação...

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou em risco muito elevado os distritos de Portalegre, Guarda, Évora, Beja, Vila Real, Bragança, Braga, Viseu, Aveiro, Coimbra, Castelo Branco, Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal e Faro no continente, o arquipélago da Madeira e as ilhas das Flores, Faial, Terceira e São Miguel nos Açores.

Com níveis elevados estão apenas os distritos do Porto e Viana do Castelo.

Para as regiões com risco muito elevado e elevado, o IPMA recomenda o uso de óculos de sol com filtro ultravioleta (UV), chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol e protetor solar, além de desaconselhar a exposição das crianças ao sol.

Os índices UV variam entre 1 e 2, em que o risco de exposição à radiação UV é baixo, 3 a 5 (moderado), 6 a 7 (elevado), 8 a 10 (muito elevado) e superior a 11 (extremo).

O IPMA prevê para hoje nas regiões do Norte e Centro do continente céu muito nublado, apresentando-se muito nublado no litoral até final da manhã, nebulosidade que poderá persistir em alguns locais da faixa costeira, tornando-se gradualmente pouco nublado a partir do meio da tarde.

A previsão aponta também para condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros, que poderão ser ocasionalmente de granizo e acompanhados de trovoada, nas regiões do interior, em especial nas zonas montanhosas e durante a tarde.

Está também previsto vento em geral fraco do quadrante oeste, soprando moderado, de noroeste no litoral a partir da tarde e de nordeste nas terras altas até meio da manhã e no final do dia, neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais e pequena descida da temperatura máxima nas regiões do interior.

Na região Sul prevê-se céu pouco nublado ou limpo, apresentando-se geralmente muito nublado no litoral oeste e interior do Alentejo até final da manhã, nebulosidade que poderá persistir em alguns locais da faixa costeira ocidental.

O IPMA prevê ainda vento em geral fraco do quadrante oeste, soprando moderado a partir da tarde, de noroeste no litoral oeste e de sudoeste na costa sul do Algarve e neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais.

As temperaturas mínimas vão oscilar entre os 15 graus Celsius (em Beja e em Portalegre) e os 19 (em Lisboa) e as máximas entre os 24 graus (no Porto) e os 32 (em Castelo Branco, Évora e Beja).

Para a Madeira prevê-se céu muito nublado, apresentando-se em geral pouco nublado nas vertentes sul da ilha, vento moderado do quadrante norte, soprando por vezes forte nas terras altas e no extremo leste e descida de temperatura nas terras altas.

No Funchal as temperaturas vão oscilar entre os 20 e os 25 graus Celsius.

O IPMA prevê para os grupos ocidental (Flores e Corvo) e central (Graciosa, São Jorge, Terceira, Pico e Faial) céu muito nublado com boas abertas, aguaceiros fracos durante a madrugada e início da manhã e vento do quadrante norte bonançoso.

Para o grupo oriental (S. Miguel e Santa Maria) prevê períodos de céu muito nublado com boas abertas, possibilidade de aguaceiros fracos em S. Miguel a partir da noite e vento nordeste bonançoso a moderado rodando para norte.

Em Santa Cruz das Flores, na Horta e Angra do Heroísmo as temperaturas vão variar entre os 19 e os 25 graus Celsius e em Ponta Delgada entre os 18 e os 25.

 

Universidade Católica
A Câmara Municipal de Sintra disponibilizou-se ontem para assegurar todas as condições necessárias para que a Universidade...

A disponibilidade da autarquia de Sintra (distrito de Lisboa) foi transmitida ao final desta manhã pelo presidente do município, Basílio Horta (PS), a toda a vereação, durante a reunião do executivo, e à reitora da Universidade Católica Portuguesa, através de carta.

No final da reunião, Basílio Horta referiu que a Universidade Católica manifestou interesse em instalar a nova Faculdade de Medicina no “campus de Sintra”, na localidade de São Marcos, facto que a autarquia acolheu com “bastante entusiasmo”.

“É um projeto que acolhemos com bastante satisfação e entusiasmo. A Câmara estará ao lado da Católica para fazer tudo aquilo for necessário fazer, dentro daquilo que a lei permita, para que a instalação decorra da melhor maneira possível”, apontou.

Nesse sentido, o autarca adiantou que o município vai começar “a estabelecer já um sistema de transportes” para servir o local onde irá ficar instalada a Faculdade de Medicina e o Hospital da Luz, no município vizinho de Oeiras, onde os alunos daquele estabelecimento universitário irão fazer a sua formação.

A Faculdade de Medicina vai instalar-se nas antigas instalações da Faculdade de Engenharia, junto ao Tagus Park, desativadas em 2013, devido “a problemas de acessibilidade”.

O anúncio da autarquia de Sintra (distrito de Lisboa) surge pouco mais de ano depois de a Câmara Municipal de Cascais ter assinado um protocolo com a Universidade de Maastricht e Grupo Luz Saúde para acolher o mesmo projeto.

Contactada, fonte da Universidade Católica confirmou apenas a intenção de se mudar para Sintra, recusando-se a adiantar mais informações sobre o projeto e os motivos para ter desistido da intenção de se instalar em Cascais.

 

Administrador
O administrador do Centro Hospitalar Lisboa Norte considera que a falta de autonomia dos hospitais é responsável por cerca de...

Em entrevista, na sequência de um relatório do Tribunal de Contas que traça críticas ao Centro Hospitalar Lisboa Norte, Carlos Martins reconheceu que a perda de autonomia dos hospitais, e a centralização, é “responsável por um terço” da dívida acumulada.

“Nós não temos capacidade de decidir no momento. Não temos capacidade de negociação com os fornecedores e pagamos esse custo. Se nos dessem autonomia, por exemplo para contratos plurianuais na área da alimentação, conseguiríamos negociar melhor”, afirmou.

O responsável entende que a autonomia da gestão dos hospitais “permitiria tomar decisões em tempo útil”, mas entende que a esse passo deve ser agregada a responsabilização dos gestores.

“Os contratos de gestão deviam ser anuais e feita depois a avaliação no trimestre seguinte e quem não cumprisse os objetivos devia ser afastado”, declarou.

Mesmo para a contratação de pessoal, a falta de autonomia tem sido apontada como um entrave aos hospitais, uma vez que até os contratos de substituição de funcionários estão dependentes dos ministérios da Saúde e Finanças.

“As instituições têm de ter objetivos e contratos negociados e os gestores devem ser avaliados e, depois, removidos ou premiados em função da avaliação”, declarou.

Segundo o Tribunal de Contas, o Centro Hospitalar de São João, no Porto, consegue produzir mais cuidados de saúde, com menos tempos de espera e com custos operacionais inferiores do que o Centro Hospitalar de Lisboa Norte.

O Tribunal identificou ainda que a dívida do Lisboa Norte cresceu quase sete milhões por mês em 2017, considerando que se encontrava em falência técnica em 2015 e 2016.

Carlos Martins considera, porém, que as conclusões do tribunal são injustas e estão fora de contexto.

“O Centro Hospitalar de São João é uma unidade de referência para o país. Teve uma liderança de 10 anos, estável, com rumo e continuidade ano após anos e que começou quando havia autonomia e capacidade financeira nas instituições. Nós, em contraponto, tivemos três lideranças nos últimos 10 anos. Foi aberta uma parceria público privada na nossa área de influência e perdemos 41,3% da nossa população. Continuámos com 100% dos custos e perdemos 41,3% dos ‘clientes’”, justificou.

 

Projeto de lei
O Partido Ecologista os Verdes volta à discussão da proibição do cultivo de organismos geneticamente modificados e apresentam...

Os Verdes consideram que "é de insistir na discussão de um projeto de lei que há já alguns anos o Partido Ecologista os Verdes (PEV) traz à Assembleia da República, com o objetivo de se assumir a responsabilidade de impedir o cultivo de [Organismos Geneticamente Modificados] OGM em Portugal".

O projeto de lei entregue na Assembleia da República e ontem divulgado, pretende proibir o cultivo de OGM assim como a sua libertação deliberada no ambiente para qualquer fim.

A proibição proposta pelo PEV inclui a aquisição e a receção na exploração agrícola de sementes de variedades geneticamente modificadas, bem como as operações do processo de produção e armazenamento na exploração agrícola, e ainda a entrega, pelo agricultor, dos produtos vegetais produzidos nas instalações de comercialização ou transformação.

O diploma, assinado por Heloísa Apolónia e José Luís Ferreira, contempla uma exceção nas regras de proibição dirigida a ações controladas com fins de investigação científica ou medicinais.

No projeto de lei estão definidas coimas entre 10 mil e 300 mil euros, consoante o tipo de incumprimento e do incumpridor ser pessoas singular ou coletiva.

Para os ecologistas, a agricultura é um dos setores onde se pode promover a melhor compatibilização da atividade humana com a preservação ambiental, apostando, por exemplo, em práticas agrícolas menos intensivas, relocalizando a produção e aproximando-a dos consumidores, apoiando a agricultura familiar, incentivando a produção de alimentos mais saudáveis e com menos pesticidas ou "livrando o país de culturas transgénicas".

O PEV explica que as diferentes maiorias parlamentares assumiram sempre uma postura de "aceitação incondicional" da autorização europeia, referindo que não era possível proibir o que a União Europeia (UE) aceitara, argumento que este partido nunca aceitou, defendendo que Portugal devia seguir a opção tomada por países como Alemanha, Áustria, França ou Polónia.

Critica ainda a UE por não ter sido "respeitadora da vontade dos cidadãos quando determinou que a informação ao consumidor em geral, e as normas de rotulagem em particular, não teriam que se suportar num esclarecimento cabal sobre a presença de transgénicos nos alimentos" e preferiu "deixar a porta aberta à salvaguarda dos interesses das multinacionais do setor agroalimentar".

Os riscos que os transgénicos podem representar para a saúde e para o ambiente, "designadamente ao nível da perda de biodiversidade e de contaminações acidentais ou deliberadas, justificam a sua rejeição pela população" e mais de 70% dos cidadãos recusam consumir alimentos transgénicos e cerca de 95% não admitem prescindir do direito de poderem rejeitar este tipo de alimentos, acrescentam os Verdes.

Administração
O administrador do Centro Hospitalar Lisboa Norte considera injustas e fora de contexto a esmagadora maioria das conclusões do...

“Não posso deixar de referir que, em relação às conclusões finais do Tribunal de Contas (TdC), as considero injustas, sobretudo porque estão fora do contexto na sua esmagadora maioria”, afirmou Carlos Martins, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN), que integra os hospitais Santa Maria e Pulido Valente.

Segundo o Tribunal de Contas, o Centro Hospitalar de São João, no Porto, consegue produzir mais cuidados de saúde, com menos tempos de espera e com custos operacionais inferiores do que o Centro Hospitalar de Lisboa Norte.

O Tribunal identificou ainda que a dívida do Lisboa Norte cresceu quase sete milhões por mês em 2017, considerando que se encontrava em falência técnica em 2015 e 2016.

Carlos Martins entende que há um contexto que deve ser enunciado quando se compara o Lisboa Norte com o São João.

“O Centro Hospitalar de São João é uma unidade de referência para o país. Teve uma liderança de 10 anos, estável, com rumo e continuidade ano após anos e que começou quando havia autonomia e capacidade financeira nas instituições. Nós, em contraponto, tivemos três lideranças nos últimos 10 anos. Foi aberta uma parceria público privada na nossa área de influência e perdemos 41,3% da nossa população. Continuámos com 100% dos custos e perdemos 41,3% dos ‘clientes’”, justificou.

Carlos Martins entende que a “perda brutal da atividade”com a abertura do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, fez com que o Centro Hospitalar, em 2013, tivesse “batido no fundo em termos de atividade e de desempenho financeiro”, recordando que havia 300 milhões de euros de dívida.

Para o administrador do Santa Maria, a injustiça das conclusões do Tribunal de Contas reside muito no facto de não ter sido feito “um comparador com um determinado período da história da instituição”.

Carlos Martins diz ter fornecido ao Tribunal de Contas indicadores que demonstram que o Centro Hospitalar “está a recuperar do ponto de vista da atividade e do ponto de vista económico-financeiro”, mas reconhece não ter sido possível recuperar o “passivo herdado”.

O responsável, que está quase no fim do segundo mandato, sublinha ainda que o Centro Hospitalar apresentou “em tempo útil” um plano de reequilíbrio financeiro para o qual nunca teve resposta da tutela.

O plano, que foi apresentado em 2016, pretendia responder ao problema da dívida acumulada, para tentar saldar os 300 milhões de euros.

“Esse plano de reequilíbrio era um plano que não visava um apoio a 100% da tutela. Não era para que nos dessem 300 milhões para pagar as dívidas. Nós assumimos nessa altura que precisávamos de 250 milhões para reequilíbrio financeiro: 100 milhões precisaríamos da tutela, ao longo do mandato liquidaríamos 100 milhões, e depois termos o apoio do Governo para recuperarmos créditos e conseguirmos os 50 milhões que faltavam”, explicou.

Apesar do acumulado de dívida, Carlos Martins diz que a gestão do Lisboa Norte tem sido “equilibrada” e que a partir de 2014 aumentou a atividade dos hospitais e do desempenho financeiro.

Apesar de assumir que em 2017 o Centro Hospitalar continuava em falência Técnica, o responsável acrescenta que foi conseguido um “equilíbrio das contas em exercício” no ano de 2017 e de 2016.

“À data de hoje tenho a consciência tranquila de ter gerido bem o erário público. Voltaria a fazer exatamente o mesmo”, afirmou Carlos Martins.

Aprovado em junho na Assembleia da República
O Presidente da República promulgou hoje a utilização de canábis com fins medicinais que a Assembleia da República aprovou em...

A utilização de medicamentos, preparações e substâncias à base da planta da canábis foi aprovada pela Assembleia da República em 15 de junho na votação final global de um texto da comissão parlamentar de saúde originado por projetos de lei do Bloco de Esquerda e do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN).

No documento, que reforça o papel do regulador dos medicamentos - Infarmed -, introduz-se a possibilidade de o Laboratório Militar contribuir para a produção das substâncias em causa.

Estipula-se que deve ser um médico a prescrever este tipo de medicamentos ou preparações à base da planta da canábis, em que são consideradas substâncias que vão desde os óleos até à flor desidratada, mas só se outras terapêuticas convencionais tiverem efeitos adversos ou indesejados.

O Presidente promulgou também hoje o regime jurídico do internato médico, prevenindo que se implicar despesa extra Orçamento do Estado, há "riscos de inconstitucionalidade".

Numa nota publicada na página da Presidência na Internet, refere-se que tal como fez em 2016 para o diploma das 35 horas, "prevenindo sobre os riscos de inconstitucionalidade se tivesse havido aumento de despesas", Marcelo Rebelo de Sousa afirma que o diploma não pode implicar "no decurso de 2018, despesa não acolhida no Orçamento de Estado em vigor".

Doenças raras
A Raríssimas - Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras vai ter o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa para...

A direção da Raríssimas "tem ativamente desenvolvido esforços no sentido de procurar, junto de organismos públicos e privados, soluções que viabilizem a continuidade e consolidação dos serviços" que presta, afirma a entidade em comunicado hoje divulgado.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa é parceira da Raríssimas e já prestou a ajuda no passado. A sua decisão de atribuir um apoio financeiro (cuja soma não foi divulgada) à associação é, segundo a direção da Raríssimas, "o reconhecimento da importância do trabalho desenvolvido junto das pessoas com doenças raras e respetivas famílias".

Estão também a decorrer conversações entre a Raríssimas e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa para o estudo de possíveis formas de cooperação entre as duas entidades, acrescenta a informação.

Após o escândalo que levou à destituição da antiga presidente, Paula Brito da Costa, que foi constituída arguida, a nova responsável da Raríssimas, Margarida Laygue, que tomou posse em fevereiro, apelou em conferência de imprensa para a ajuda dos portugueses, principalmente dos mecenas, para salvar a instituição.

 

Entrevista
Constituída por várias associações de doentes, com representação de norte a sul do país, a Federação

Há quanto tempo foi constituída a Federação Portuguesa das Associações de Pessoas com Diabetes (FPAD) e quais a linhas que orientam o seu papel na defesa dos doentes diabéticos em Portugal?

A Federação Portuguesa das Associações de Pessoas com Diabetes (FPAD) teve início em 2000, estando agora com uma nova direção, desde 2007, empenhada em representar as pessoas com diabetes e dar-lhes voz, promovendo o espírito de união e associativismo, pois as associações locais têm valências que contribuem para que a proximidade seja um benefício para estas pessoas e participam no melhoramento da sua qualidade de vida.

Para este triénio temos linhas de ação comum muito importantes que são a Educação para a Saúde, a Prevenção e o Apoio Associativo. A informação e a formação são instrumentos fundamentais para as pessoas com diabetes poderem gerir a sua condição da melhor maneira e terem consciência dos seus direitos e deveres para o alcançar de uma melhor qualidade de vida.

Qual a missão da Federação e quais as suas associadas?

A Federação rege-se por um lema que, mais que um lema, é a nossa razão de ser: “pelas pessoas” e, portanto, a nossa missão é representar e defender essas pessoas junto das instituições decisoras, dando-lhes voz.

Esta direção é composta por pessoas com diabetes, que conhecem na pele esta realidade e estão muito empenhadas nesta causa. Uma vez que estamos – através das nossas associações – por todo o país, podemos ter uma noção do contexto local muito real e assim de todas as problemáticas, mas também das boas práticas na diabetes de modo a trabalhar para o melhoramento do que está menos bem e no replicar do que funciona muito bem.

São quinze as Associações que, neste momento, estão juntas para trabalhar nesta causa: a Associação Dos Diabéticos Do Concelho De Ovar, Associação De Diabéticos Da Zona Centro, Associação De Diabéticos Do Minho, Associação Diabético Feira, Associação De Diabéticos Da Região Autónoma Da Madeira, Associação De Diabéticos De São Miguel E Santa Maria (Açores), Totusalus – Associação de Apoio Terapêutico e Social, Associação dos Jovens Diabéticos de Portugal, Dimov – Associação Diabetes em Movimento, Associação De Diabéticos Do Distrito de Bragança, Associação Giro HC – Pessoas com Diabetes do distrito de Viseu, Associação De Diabéticos Todo O Terreno, Associação De Diabéticos Do Concelho De Alenquer, Associação de Diabéticos do Distrito da Guarda, Associação Diabretes.

Quem pode fazer parte da Federação?

À nossa federação podem juntar-se as associações, de facto ou de direito, que de alguma forma desenvolvam a sua atividade associativa em representação e defesa das pessoas com diabetes. De sublinhar que a FPAD está sempre aberta ao diálogo e a colaborar com todas as entidades que trabalhem a favor desta causa, pois a união e a partilha de conhecimentos estão na nossa génese.

Quais as grandes propostas, por assim dizer, da Federação? De que modo pode contribuir para melhorar as condições deste doentes?

A FPAD está atenta a várias áreas quer ao nível institucional, com melhoria da legislação, acesso a novas terapêuticas, quer ao nível da integração das pessoas com diabetes, e suas famílias.

A FPAD aposta bastante na Formação e na Informação: através das suas associações, dando-lhes instrumentos para que possam formar e informar os seus associados, para que possam fazer ações de formação nas escolas e seminários, assim como ter um contacto estreito com os profissionais de saúde da sua área, de modo a que o doente se sinta acompanhado e integrado na gestão da sua condição.

Achamos fundamental também que a nível institucional se promovam estas práticas não só para os profissionais de saúde, mas também para os profissionais da educação e os agentes sociais.

Muito se tem melhorado, mas ainda existem casos em escolas e de acompanhamento ao doente que não podem existir. A FPAD já se mostrou disponível para colaborar com todas as entidades governativas e institucionais para contribuir para esta melhoria.

Neste sentido, quais as principais dificuldades sentidas pelo doente diabético em Portugal?

Portugal tem visto grandes melhorias nos últimos anos em relação ao tratamento da diabetes e à integração das pessoas com diabetes, porém ainda muito há a fazer para que todas as pessoas com diabetes possam ter uma qualidade de vida sustentável.

Ainda uma grande percentagem das pessoas com diabetes tipo 1 não tem acesso à Bomba de Insulina pois, apesar de em 2017 a FPAD ter contribuído para o desbloquear de um processo que permite agora que todas as crianças até aos 19 anos tenha acesso a essa terapêutica, são ainda muitos os adultos que não têm este acesso.

O acesso a consultas de especialidade ainda não é uma realidade para todos os doentes e muitos ainda percorrem cerca de 200km para a terem. Outro problema é a Formação dos profissionais de saúde.

A diabetes é uma doença muito complexa mas é inadmissível que uma pessoa com diabetes ainda não seja orientada por profissionais conhecedores desta doença, dos seus vários tipos, dos avanços terapêuticos e tecnológicos e das regras básicas de convívio com um doente crónico.

Para os pais e cuidadores ainda não existe a proteção que deveria existir, quer ao nível da educação para a saúde, do acompanhamento psicológico, integrativo, escolar. Muitos pais e cuidadores sentem-se perdidos e não há ainda uma rede de apoio sustentada que se ocupe destas pessoas. Quando um diabético é diagnosticado muito da sua vida se altera e a informação deve ser partilhada com todos assim como a sua gestão também o deve ser, sem esquecer que os familiares e cuidadores mais próximos precisam também de ajuda! Por outro lado, também a comunicação social deve ser mais instruída para que a população não seja inundada com notícias alarmantes, exageradas e pouco reais e que moldam as representações sociais acerca da pessoa com diabetes, o que não ajuda à sua integração.

Na sua opinião que áreas podem beneficiar do trabalho da FPAD? A nível institucional, o que tem de mudar, no que diz respeito ao apoio a estes doentes?

A FPAD está bastante ativa e presente na vida das suas associadas e assim na vida das pessoas com diabetes e suas famílias, através de várias atividades e ações, quer a nível nacional quer internacional. Tem vários protocolos a decorrer com outras instituições e atividades ao nível da educação/promoção e prevenção para a saúde, quer através de medidas implementadas nas suas afiliadas segundo um plano de ação comum, quer em relação à sua participação em projetos, estudos e debates com entidades decisoras, governativas, da saúde e da educação.

Todas as áreas que dizem respeito à vida da pessoa com diabetes são beneficiadas com a existência da FPAD, uma vez que representamos já alguns milhares de diabéticos numa só voz perante as entidades que podem melhorar a nossa vida e se gera uma maior partilha de conhecimentos e boas práticas!

É muito importante que o doente se torne no ator principal da gestão da sua diabetes. Para isso é importante responsabilizá-lo, e isso só é possível se este estiver cada vez mais informado e do lado do seu médico assistente e da sua equipa de diabetes haja uma maior abertura para o conhecimento e partilha. Daí muito passar pela Formação e Informação, envolvendo toda a comunidade, médica e não médica.

Que iniciativas têm sido levadas a cabo pela Federação e que projetos existem para o futuro?

Desde 2017, ano em que a nova direção tomou posse, já tivemos várias intervenções a nível institucional que culminou em grandes conquistas para as pessoas com diabetes: falamos nas Bombas de Insulina, na comparticipação de novos dispositivos, em intervenções em estudos, debates e mesas de trabalho, mas também desenvolvemos com as nossas afiliadas atividades locais e nacionais de Tertúlias, encontros, grupos de pais, seminários e oficinais em b-Learning, em temas como as emoções, a contagem de hidratos de carbono, as tecnologias ou a sexualidade, as nossas afiliadas fazem formações nas escolas e estamos atentos a toda a investigação que se faz na diabetes. A prática desportiva também é muito importante e no próximo mês iremos representar Portugal num evento internacional de promoção da prática desportiva, levando uma comitiva de 20 atletas (todos com diabetes) e 2 peritos a Spoleto, Itália. Temos também outros projetos: promoção de teatro de inclusão para crianças com diabetes, cinema de animação, formação, campos de férias para jovens adultos, participação em vários estudos, criação científica… enfim, a FPAD não tem parado e está muito ativa!

Que balanço faz do trabalho desenvolvido pela FPAD?

Ainda que nos primeiros anos de vida a FPAD se tenha batido por questões mais do foro institucional e, portanto, menos visível à comunidade em geral, agora com uma nova direção e um novo contexto, temos tido grandes vitórias e temos uma equipa a crescer e com grande vontade de trabalhar em prol desta causa, por pura convicção, pois sabemos todos na pele o que é ter esta doença, todos os minutos dos nossos dias e isto faz toda a diferença! Tem sido muito gratificante trabalhar com esta equipa e vermos os bons frutos do nosso trabalho!

Para finalizar, que mensagem gostaria de reforçar?

Gostaria de reforçar a importância da união das pessoas. Só trabalhando juntos para um mesmo fim, pelas pessoas, com honestidade e convicção se conseguem alcançar os nossos mais nobres objetivos: dar à pessoa com diabetes uma vida cada vez mais longa e com qualidade. É necessário que toda a comunidade olhe para a diabetes com outros olhos, mais atentos e informados, e que integre as pessoas com diabetes sem quaisquer preconceitos e dando as mesmas oportunidades.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Especialista
Ambientes com níveis sonoros elevados podem causar perda auditiva temporária ou permanente. Num concerto, a pressão acústica...

Se é um fervoroso adepto de festivais de verão ou concertos no geral, saiba que se ainda não o faz, está na hora de ter atenção à saúde dos seus ouvidos, isto porque, “a exposição prolongada a ambientes com níveis sonoros elevados pode causar problemas e até a perda temporária ou permanente da audição.” Quem o afirma é a audiologista Alexandra Marinho, que alerta: “é preciso cuidado quanto ao volume e tempo de exposição a sons muito altos.” Por isso, a audiologista deixa seis dicas para prevenir problemas auditivos:

1 - Evite ficar próximo de colunas.

2 - Use protetores auditivos. Para além das opções standard, existem protetores auditivos personalizados, feitos à medida do canal auditivo, sendo que ambos garantem o timbre natural do som, sem distorções.

3 - Avalie o nível de som. Existem várias apps para smartphone que permitem medir o nível de intensidade do som. Num concerto, a pressão acústica atinge facilmente níveis superiores a 110 decibéis (dB). As lesões decorrentes da exposição prolongada a estes níveis de som podem, por isso, ser uma realidade, se tivermos em conta que a partir dos 80 dB o som é já prejudicial para os nossos ouvidos.

4 - Proteja também as crianças com protetores adequados, uma vez que, nesta fase de crescimento, os seus ouvidos necessitam de proteção para evitar problemas de futuro.

5 - Hidrate-se. A água, tal como a alimentação, tem um impacto na nossa audição, pelo que não se esqueça de bebê-la frequentemente.

6 - Procure um especialista se após o concerto o zumbido persistir durante vários dias. Se após os concerto, sentir um zumbido persistente e que dure vários dias, deverá procurar um médico especialista otorrinolaringologista.

 

Dicas da OMS para reuniões saudáveis
O guia foi elaborado pela Organização Mundial da Saúde e contempla sugestões sobre como tornar as reuniões de trabalho mais...

Se uma reunião tiver menos de quatro horas, devem ser feitas pausas de hora a hora, durante três a cinco minutos, ou de duas em duas horas, por cinco a dez minutos. Nesses intervalos, os participantes devem levantar-se, fazer alongamentos e mexer-se. Se durar mais de quatro horas, então deve haver uma pausa de meia hora, para que se possa caminhar ou fazer exercícios de relaxamento ou alongamentos. A sugestão, uma de muitas do guia “Planear reuniões de trabalho saudáveis e sustentáveis”, é do Comité Regional para a Europa da Organização Mundial da Saúde (OMS), escreve o Jornal Público.

Para incentivar a atividade física, há vários formatos de reuniões que podem ser aplicados, tendo em conta a duração e o tipo de participantes. Se for uma reunião curta, pode ser feita de pé. Ou, no caso de ser entre duas pessoas apenas, a sugestão é que seja feita a caminhar. O guia da OMS acaba de ser publicado.

Sobre a alimentação, as sugestões também são muitas (e concretas). Por exemplo, “as frutas frescas e vegetais da época devem sempre ser a base” dos snacks oferecidos; podem ser disponibilizados pauzinhos em vez de talheres para fazer com que as pessoas comam menos e mais devagar; e a água deve ser servida em abundância e pode juntar-se frutas frescas ou ervas aromáticas para lhe dar sabor. Além disso, devem eliminar-se as gorduras trans ao evitar produtos processados, fritos e bolos. Ler os rótulos é essencial “para assegurar que as gorduras trans e hidrogenadas não estão entre os ingredientes”.

Em celebrações da empresa pode organiza-se um bar de saladas e servir espetadas de fruta em vez de bolachas ou bolos.

O tabaco está fora de questão e o álcool também. Mas no caso de se querer servir bebidas espirituosas, então a OMS recomenda que se restrinjam as doses a apenas uma por pessoa e a ter sempre opções sem álcool.

Distribuir a comida que sobra
Quanto à sustentabilidade das reuniões, há vários aspectos a ter em conta. O local de reunião deve ser acessível de transportes públicos e bicicleta — e podem até organizar-se videoconferências para evitar deslocações desnecessárias. Importa também limitar a quantidade de papel utilizado, evitar servir as refeições em recipientes de plástico e preferir alimentos locais e sazonais. “Se as regulamentações do país permitirem, deve colaborar-se com as organizações locais para distribuir a comida que sobra.”

“Cada reunião de trabalho é uma oportunidade de chamar a atenção — a participantes, outros trabalhadores e fornecedores de serviços — para os benefícios de uma dieta saudável, da atividade física regular e da adopção de práticas sustentáveis e que protegem o ambiente”, conclui a OMS.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) já terá aplicado as recomendações da OMS num encontro em Évora, a 29 de Junho. No site da DGS pode ler-se que durante uma conferência sobre envelhecimento ativo, foram organizadas “duas sessões de atividade física” e um “coffee break ,composto por alimentos nutricionalmente saudáveis e equilibrados, tais como sandes em pão alentejano com queijo, ovo cozido, alface, tomate e queijo fresco; espetadas de fruta; e água, sumos naturais, café e chá”.

Relatório
O Tribunal de Contas recomenda ao Governo que dê financiamento adequado às necessidades dos hospitais e que zele para reduzir a...

Um relatório do Tribunal de Contas, recomenda aos ministros da Saúde e das Finanças que adeque “os níveis de financiamento às necessidades efetivas de produção dos centros hospitalares, de modo a interromper a expectativa que tem sido gerada nos conselhos de administração quanto a financiamentos extraordinários, cíclicos”.

Estes reforços, entende o Tribunal de Contas, têm sido feitos através de dotações de capital ou reforço de verbas destinados a pagamentos de dívidas aos fornecedores e “não têm contribuído para a redução da tendência de endividamento do Serviço Nacional de Saúde”.

O documento dá conta dos resultados de uma auditoria às práticas de gestão no Centro Hospitalar Lisboa Norte e no Centro Hospitalar de São João, no Porto, que analisou as estruturas de gestão e os resultados obtidos pelos dois centros hospitalares.

O Tribunal de Contas diz que o reforço de verbas destinados a pagar dívidas não têm servido para reduzir o endividamento nem o equilíbrio das contas dos hospitais, “em particular do Centro Hospitalar de Lisboa”, que é composto pelos hospitais Santa Maria e Pulido Valente.

O relatório recomenda ao Governo que dê “orientações claras e efetivas para contenção de práticas reiteradas de financiamento da atividade do SNS (…), através da acumulação de dívida aos fornecedores”.

Devem, assim, ser definidas metas objetivas de redução de montantes e do prazo médio de pagamentos, “em especial” para o Centro Hospitalar Lisboa Norte.

Ainda quanto ao reforço de verbas, o Tribunal entende que deve haver critérios mais transparentes na atribuição de financiamento extraordinário aos hospitais, lembrando que o Centro Hospitalar Lisboa Norte recebeu em 2014, 2015, 2016 um financiamento superior em 23% ao que foi atribuído ao Centro Hospitalar de São João.

Ainda assim, segundo o relatório, o desempenho do São João é mais favorável na generalidade dos indicadores analisados.

O São João apresentou custos operacionais inferiores (menos 211 milhões de euros, ajustados por doente padrão, entre 2014 e 2016), conseguindo produzir “mais cuidados de saúde com as instalações e equipamentos de que dispõe”.

Os utentes do São João esperaram, em média, menos tempo pela realização de consultas e de cirurgias.

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