Direção-Geral da Saúde
O Serviço de Cardiologia, o Bloco Operatório e o Serviço de Sangue e de Medicina Transfusional do Serviço de Saúde da Região...

Em comunicado divulgado hoje, o Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (SESARAM) diz que a acreditação de qualidade pela Direção Geral da Saúde (DGS) é feita com base no Modelo de Acreditação ACSA Internacional.

O serviço do Bloco Operatório do SESARAM, dirigido pelo médico cirurgião Miguel Reis e a enfermeira chefe Rita Silva, é a terceira unidade de saúde do país certificada nesta área. A primeira foi o Bloco Operatório do Hospital dos SAMS (2016) e a segunda o Bloco Operatório do Centro Hospitalar do Barreiro Montijo (2017).

Os três serviços da Madeira agora acreditados juntam-se aos dez serviços do SESARAM já acreditados pela mesma entidade no ano de 2017: Serviço de Anestesiologia, Serviço de Medicina Intensiva, Serviço de Cirurgia Cardiotorácica, Serviço de Ginecologia/Obstetrícia, Serviço de Patologia Clínica, Unidade de Cuidados Paliativos, Centro de Saúde de Machico, Centro de Saúde Santo António, Centro de Saúde da Ribeira Brava e Centro de Saúde do Caniço.

Este modelo de acreditação da qualidade adotado pelo SESARAM baseia-se no modelo ACSA da Agência de Qualidade Sanitária de Andaluzia, adotado pela União Europeia para acreditação dos serviços de saúde.

Até ao final do ano de 2018, o SESARAM prevê que mais dois serviços clínicos conquistem também esta acreditação de qualidade por parte da DGS/modelo ACSA, nomeadamente a Pediatria e a Cirurgia Pediátrica.

No SESARAM são já 13 os serviços acreditados com qualidade, num universo global de 129 unidades de saúde certificadas pela DGS no país.

A acreditação agora obtida pelos serviços é válida pelo período de cinco anos.

Dia do Transplante
Portugal é um dos países com maior sucesso a nível da Transplantação.

A transplantação é uma técnica substitutiva da função de um órgão que permite em certos casos a cura da doença de base e, noutros, um tratamento duradouro com melhoria significativa da qualidade de vida.

O transplante envolve a colheita de um órgão (enxerto) de um dador, vivo ou cadáver, e uma cirurgia para implantação do enxerto no recetor.

Nos últimos anos a lista de órgãos passíveis de ser transplantados tem vindo a aumentar com os inúmeros avanços científicos sobretudo nas áreas da cirurgia e da imunologia. Os resultados do transplante dependem de diversos fatores. Entre os mais relevantes estão a compatibilidade entre o dador e o recetor e a correta utilização dos imunossupressores.

Em todo o mundo o principal órgão sólido a ser transplantado é o rim seguido do fígado, do coração e do pulmão. Portugal segue esta tendência internacional, embora o número de transplante de pâncreas seja atualmente superior ao de transplante pulmonar.

Portugal é um dos países com maior sucesso a nível da Transplantação. Em 2016 (últimos dados oficiais publicados) realizaram-se m Portugal 864 transplantes, um número recorde que colocou Portugal no sexto lugar na lista de países com mais transplantes. Em termos de taxa de doadores somos mesmo o terceiro país do mundo (com 32,6 dadores por milhão de habitantes) apenas atrás da Croácia (39,5) e da Espanha (43,8). Ainda assim a nossa taxa de dadores vivos continua abaixo do desejável pelo que as ações de sensibilização para esta prática devam ser incentivadas e publicitadas.

Desde 2009 que se assinala em Portugal o dia do Transplante, a 20 de julho.

Este ano o dia será assinalado em Coimbra, com o Tema “O Transplante e as artes” numa iniciativa que reunirá uma vez mais doentes, dadores, familiares, amigos e profissionais de saúde. Com este evento pretende-se uma partilha de conhecimentos e experiências, mas também uma divulgação e sensibilização da população em geral para as temáticas da transplantação.

Estas iniciativas são importantes para ajudar a eliminar receios e promover uma cultura de dádiva, ainda pouco presente na nossa população e na formação dos nossos profissionais de saúde, que poderá ajudar a aumentar os números e a qualidade do programa nacional de transplantação

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Função pública
A medida entra em vigor em setembro e vai abranger qualquer tipo de consulta.

Os beneficiários da ADSE vão passar a ter um limite de 24 consultas pagas por ano. A medida aplica-se a todas as consultas em médicos com ou sem acordo com este subsistema de saúde.

A decisão foi comunicada na quinta-feira aos representantes dos beneficiários numa reunião e entra em vigor em setembro, tendo sido inicialmente proposta pelos representantes dos beneficiários, incluindo sindicatos.

Um desses membros, José Abraão, confirmou à TSF a informação inicialmente avançada pelo jornal Publico e diz que faz sentido.

"Temos de ter em consideração a necessidade de criar as condições para não só combate ao excesso e ao abuso, mas também ter em consideração a sustentabilidade da própria ADSE enquanto fundamental para um milhão e 200 mil pessoas e para os aposentados e trabalhadores da administração pública", explica.

José Abraão adianta, no entanto, que "este limite poderá ser excedido desde que haja justificação médica" e, assim sendo, o utente poderá ter mais de 24 consultas por ano.

 

ONG alerta
Moradores de áreas rurais estão a ser envenenados no Brasil por pesticidas espalhados em plantações perto das suas casas,...

O relatório, denominado "Você não quer mais respirar veneno", destacou danos causados em sete comunidades rurais do Brasil, incluindo comunidades agrícolas, comunidades indígenas, quilombolas (comunidades afro-brasileiras) e escolas rurais em diferentes estados do país.

Segundo a Human Rights Watch (HRW), os casos de exposição de agrotóxicos no Brasil geralmente ocorrem quando o pesticida é despejado fora do alvo ou quando se evapora e atinge as áreas adjacentes nos dias após a pulverização.

"Pesticidas pulverizados em grandes plantações envenenam crianças nas suas salas de aula e aldeões nos seus quintais por todo o Brasil rural", frisou Richard Pearshouse, autor do estudo e um dos responsáveis do setor de meio ambiente e direitos humanos da HRW.

"As autoridades brasileiras precisam de impedir essa exposição tóxica e garantir a segurança daqueles que falam contra os danos que os pesticidas causam às suas famílias e comunidades", acrescentou o investigador.

Além dos problemas de saúde, muitos moradores de comunidades rurais têm sido ameaçados e temem represálias de fazendeiros se denunciarem os casos de envenenamento.

Membros de cinco das sete comunidades visitadas pela HRW durante a realização do relatório disseram ter recebido ameaças ou que temiam retaliações se relatassem que acreditavam terem sido vítimas de algum tipo de envenenamento.

Um dos casos citados aconteceu em maio de 2013, quando um avião pulverizou pesticidas sobre a escola São José do Pontal, no assentamento rural Pontal dos Buritis, em Rio Verde, no estado brasileiro Goiás, envenenando cerca de 90 crianças e adultos.

Os estudantes afetados permaneceram no hospital por alguns dias com sintomas que variaram de tontura, diarreia, dores de cabeça severas a problemas de pele, fígado, rins e respiração.

"O professor da escola, no momento da pulverização, que exigiu assistência médica para os afetados e controlos mais rigorosos de pesticidas no município, disse à Human Rights Watch que recebeu inúmeras ameaças", relatou a ONG.

Além do desconforto sentido pela população ao ter contacto com os agrotóxicos, o estudo lembra que a exposição crónica a este tipo de produto, inclusive com baixas doses, está associada à infertilidade, impactos negativos no desenvolvimento fetal, câncer e outros efeitos graves para a saúde.

Por isso, a HRW frisou que "o Brasil não deve permitir a pulverização de pesticidas de aviões sobre casas de pessoas ou de tratores ao lado de janelas de salas de aula. Por uma questão de urgência, o Brasil deve impor uma moratória na pulverização aérea e criar uma zona de amortecimento para pulverização de solo próximo a locais sensíveis".

O Brasil é um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo. As vendas anuais atingem os 10 mil milhões de dólares (8,5 mil milhões de euros).

Em 2014, cerca de 1,5 milhões de toneladas foram vendidas para compradores brasileiros, dado que indica o uso de cerca de 7,5 quilos de pesticidas por pessoa no Brasil a cada ano.

Nos próximos meses, o Congresso do país votará um projeto de lei que pode enfraquecer ainda mais a regulação do uso de pesticidas.

Uma comissão parlamentar especial aprovou um projeto que reduz substancialmente o papel de fiscalização dos Ministérios da Saúde, Meio Ambiente, e de as agências com experiência em detetar os impactos causados pelo uso de pesticidas.

O projeto também propõe a substituição do termo legal agrotóxicos por produtos fitossanitários.

"Em vez de enfraquecer as leis, o Brasil precisa de controlos mais rígidos e de um plano de ação nacional para reduzir o uso dos pesticidas", criticou Richard Pearshouse.

"O Congresso deveria votar contra a atual lei e, em vez disso, pedir aos ministérios relevantes que realizem uma revisão nacional dos principais impactos dos pesticidas na saúde humana e no meio ambiente", concluiu o especialista da HRW.

Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Todas as regiões de Portugal continental e do arquipélago da Madeira estão hoje em risco muito elevado de exposição à radiação...

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou em risco muito elevado os distritos de Portalegre, Coimbra, Lisboa, Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Viseu, Vila Real, Coimbra, Leiria, Setúbal, Guarda, Évora, Beja, Viseu, Castelo Branco, Santarém e Faro no continente, o arquipélago da Madeira e as ilhas das Flores, São Miguel, Faial e Terceira, nos Açores.

Em risco elevado está apenas o distrito de Bragança, segundo o IPMA.

Para as regiões com risco muito elevado e elevado, o IPMA recomenda o uso de óculos de sol com filtro ultravioleta (UV), chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol e protetor solar, além de desaconselhar a exposição das crianças ao sol.

Os índices UV variam entre 1 e 2, em que o risco de exposição à radiação UV é baixo, 3 a 5 (moderado), 6 a 7 (elevado), 8 a 10 (muito elevado) e superior a 11 (extremo).

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, apresentando-se até meio da manhã, geralmente muito nublado no litoral oeste a sul do rio Douro e interior do Alentejo e com períodos de maior nebulosidade nas restantes regiões do interior.

Está também previsto um aumento temporário de nebulosidade no interior a norte da serra da Estrela até meio da tarde, com condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros e trovoadas.

A previsão aponta também para vento fraco a moderado do quadrante norte, tornando-se moderado a forte de noroeste e com rajadas até 60 quilómetros por hora no litoral oeste e terras altas a partir do final da manhã, e soprando de sudoeste moderado na costa sul do Algarve durante a tarde.

Está ainda prevista neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais e pequena subida da temperatura mínima no interior Centro e Sul.

As temperaturas mínimas vão oscilar entre os 13 graus Celsius (na Guarda) e os 18 (em Faro e Lisboa) e as máximas entre os 23 (em Viana do Castelo, Porto e Leiria) e os 31 (em Faro, Évora, Beja e Castelo Branco).

A Madeira prevê para hoje céu com períodos de muita nebulosidade, possibilidade de ocorrência de períodos de chuva fraca ou aguaceiros fracos para o final do dia e vento fraco a moderado de nordeste, soprando moderado no extremo leste da ilha e em alguns locais montanhosos.

No Funchal as temperaturas vão variar entre os 19 e os 26 graus Celsius.

Para o grupo ocidental dos Açores (Flores e Corvo) prevê-se céu muito nublado com boas abertas e vento nordeste moderado, tornando-se bonançoso.

No grupo central (Graciosa, S. Jorge, Terceira, Faial e Pico) prevê-se céu muito nublado com boas abertas, possibilidade de aguaceiros fracos e vento nordeste bonançoso a moderado.

Para o grupo oriental (S. Miguel e Santa Maria) está previsto céu muito nublado com boas abertas, possibilidade de aguaceiros fracos e vento nordeste moderado a fresco com rajadas até 50 quilómetros por hora, tornando-se bonançoso.

Em Santa Cruz das Flores, na Horta e em Angra do Heroísmo as temperaturas vão oscilar entre os 19 e os 24 graus e em Ponta Delgada entre os 18 e os 25.

Nova Iorque
A empresa canadiana de marijuana medicinal Tilray começou na quinta-feira a cotar na bolsa nova-iorquina, integrada no índice...

A Tilray, que se dedica à investigação, ao cultivo, ao processamento e à distribuição de marijuana medicinal a nível global, foi a primeira do seu género a fazer uma oferta pública inicial de ações numa bolsa dos EUA.

A estreia bolsista foi feita sob a etiqueta "TLRY", com uma oferta de nove milhões de ações e um preço de referência de 17 dólares (14,6 euros). Depois da subida de 31,71% no dia da estreia, o valor do título Tilray encerrou a sessão nos 22,39 dólares.

A empresa recolheu 153 milhões de dólares na sua abertura de capital e o seu valor de mercado atingiu os 1,43 mil milhões de dólares, segundo os analistas, que localizaram a maior parte dos novos investidores nos EUA.

Esta empresa especializada soma-se a outras duas empresas relevantes da marijuana canadiana que já estavam presentes no mercado dos EUA, a Cronos, que se estreou no Nasdaq, em fevereiro, e a Canopy, que começou em maio.

Estas duas empresas já estavam cotadas em bolsas canadianas, ao contrário da Tilray, que escolheu os EUA para fazer a sua oferta pública inicial, coincidindo com um momento em que o Canadá se prepara para legalizar a planta com fins recreativos, no próximo mês de outubro.

A Tilray é controlada pela sociedade de investimentos Privateer, dos EUA, que tenciona ficar com parte da receita obtida agora e destinar outra parte ao financiamento de novas instalações de cultivo e processamento no Ontário.

Em Guimarães
Uma criança foi diagnosticada com meningite meningocócica, dia 17, em Guimarães, informou ontem o ministério da Saúde, que...

Em comunicado, a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte) explica que a meningite meningocócica é uma “doença bacteriana transmitida pessoa a pessoa por gotículas de saliva, como por exemplo quando se tosse, espirra, dá beijos ou existe grande proximidade física”, sendo que “a bactéria causadora da doença, dada a sua fragilidade, não sobrevive fora do organismo humano”.

A criança em causa estuda numa escola na freguesia de Ronfe.

Segundo garante o texto, “a Autoridade de Saúde do Agrupamento de Centros de Saúde Alto Ave, em colaboração com o Departamento de Saúde Pública do Norte da Administração Regional de Saúde do Norte, I.P., está a acompanhar a situação e a tomar as medidas preventivas necessárias, nomeadamente a quimioprofilaxia com antibiótico dos contactos íntimos identificados, de acordo com as normas técnicas da Direção-Geral de Saúde, com vista a prevenir a transmissão da doença”.

No entanto, salienta a ARS-Norte, “por uma questão de precaução, sugere-se que as pessoas que tenham estado em contacto com o doente estejam atentas ao aparecimento de sinais”.

Os sinais e sintomas daquela doença são febre, dores e vómitos, nos dez dias seguintes ao último contacto com o doente.

 

Sociedade Transplantação
O número de transplantes aumentou em 2017 e Portugal alcançou o segundo lugar a nível mundial, com "34 dadores por milhão...

“Apesar de não ter atingido os recordes de 2009 e 2010, o ano passado foi um ano com muitos dadores, que, consequentemente, permitiu haver mais transplantes”, explicou à Lusa Susana Sampaio.

Registou-se também um aumento do número de doação em vida, apesar da presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT) ter “a sensação”, sem nenhuns números oficiais, de que esteja a haver uma quebra, explicada pela “contingência atual que se vive com equipas a trabalhar no limite”, pela falta de recursos humanos, pelas “infraestruturas que precisam de renovação” e com as “consultas que estão com tempo de espera prolongado”.

“É notório o esforço desenvolvido por todas as equipas que se encontram a trabalhar no limite sem que haja investimento da tutela nesta área, quer a nível de recursos humanos quer a nível de infraestruturas”, afirmou.

Para este ano, em termos de colheita, Susana Sampaio pretende manter o número de dadores do ano passado, e em nível de dadores vivos quer ultrapassar os 11% do número total de transplantes.

A SPT assinala hoje o Dia do Transplante, em Coimbra, no Pavilhão Centro Portugal, que este ano é dedicado ao tema “O Transplante e a Arte”.

Trata-se de uma relação que é muito evidente no início da transplantação, explica Susana Sampaio, quando “os seus pioneiros de alguma forma necessitaram de possuir arte e engenho para ultrapassar as dificuldades que sentiram”.

“A arte é uma das melhores formas de o ser humano expressar as suas emoções e sentimentos. E o mundo da transplantação pode ser uma avalanche de emoções, quer para os dadores, para os recetores e mesmo para os profissionais de saúde”, salientou.

No Dia do Transplante pretende-se “homenagear todos os intervenientes na transplantação e chamar a atenção para a transplantação através da arte e ao mesmo tempo divulgar algumas das suas expressões”, refere a presidente da SPT, que chama ainda a atenção para a necessidade de procurar ir mais além, dado que o número de dadores falecidos não consegue suprir as necessidades de órgãos para os doentes em lista de espera e uma forma de aumentar a doação é através da doação em vida.

Para Susana Sampaio são necessárias mais campanhas, para sensibilizar potenciais dadores e profissionais de saúde, que poderão ajudar a responder a todas as dúvidas que possam surgir.

10 perguntas e respostas essenciais
Este teste de diagnóstico e monitorização está cada vez mais presente nos centros clínicos e hospita

Nos últimos anos, temos visto o desenvolvimento de um campo que está a ser decisivo para tratar um bom número de doenças: a dos estudos genómicos. No caso específico da oncologia, estes estudos estão com uma força especial, principalmente devido à complexidade de lidar com o cancro, à grande variedade de terapias que podem ser administradas e ao número de doentes que está a aumentar.

Para esclarecer algumas dúvidas em torno destas novas ferramentas de diagnóstico, baseadas na medicina personalizada, a OncoDNA elaborou um conjunto de pontos-chave que definem e perfilam a utilidade dos estudos genómicos no tratamento de uma doença oncológica.

Em que consistem exatamente os estudos genómicos?

Tratam-se de estudos de ADN das células tumorais dos doentes, que se obtêm de uma amostra de tecido e/ou de uma amostra de sangue. Não é uma terapia, é uma prova de diagnóstico e seguimento que ajuda a determinar a melhor terapia e a evolução do tumor. 

O que se consegue com estes estudos?

Informações muito valiosas para o oncologista tomar decisões mais precisas. O estudo do genoma do cancro permite identificar mutações nos genes responsáveis pelo aparecimento de certos tumores. Desta forma, há mais hipótese de encontrar a raiz do problema de forma individualizada e, com isso, um tratamento mais efetivo. Também monitoriza a doença para antecipar possíveis recaídas.

Que tipos de cancro se podem estudar com esta técnica?

Com este tipo de testes, todos os tumores podem ser analisados, embora existam também testes específicos para cancro de mama, cólon e pulmão de pequenas células, bem como para tumores de origem primária desconhecida, que permitem não somente prever a sua origem, mas também propor os tratamentos que seriam mais eficazes. Por exemplo, foi lançado recentemente um projeto para este tipo de tumores, o OncoDEEP CUP, que foi liderado pelo Hospital Universitário Geral de Valência e em que a OncoDNA participou.

O que oferecem ao oncologista?

Informação muito mais detalhada ao nível molecular sobre o tumor de cada doente. Graças a isso, o oncologista pode encontrar uma terapia mais adequada e personalizada que ofereça maiores garantias de sucesso durante o tratamento. Observa também a evolução da doença e sabe se o tratamento está a ser eficaz.

E ao doente?

Ao ajudar a encontrar uma terapia mais apropriada, o doente pode ter maior probabilidade de responder e ter maiores taxas de sobrevivência, assim como menos efeitos secundários associados a terapias que não funcionariam, o que impacta claramente a qualidade de vida.

Que recursos são necessários para fazer esses testes?

Além das amostras retiradas do doente, é necessária uma equipa especializada em genómica, capaz de analisar e interpretar as informações obtidas no estudo dos genes tumorais. Não se trata apenas uma tecnologia de última geração, mas também de pessoal qualificado com muita experiência no campo, que não é tão frequente encontrar. São empresas como a OncoDNA que fornecem estes testes aos oncologistas que os solicitam.

Quem paga o estudo?

Em Portugal, geralmente é o doente, exceto em alguns casos muito específicos onde os hospitais estão a começar a fazê-lo, especialmente em tumores raros para os quais, sem um estudo genómico, muitas vezes não haveria diretrizes terapêuticas. Também estamos a trabalhar no mercado de seguros para que estes comecem a cobrir estes testes.

Qual é o preço?

Depende do teste que é realizado e do número de genes que devem ser analisados. O seu preço varia entre 1.300 e 4.000 euros.

Como se coordena a realização destes estudos?

Uma vez que o doente dê a sua aprovação, o oncologista entra em contacto com o laboratório que fornece o serviço para realizar o teste e coordenar o envio de amostras e a receção dos resultados. Estes podem demorar entre uma a duas semanas dependendo das suas características.

Pode ser rentável financiar estes testes?

Sim. De acordo com o auditor de saúde Joubin Keyhany no IV Simpósio Nacional de Genómica Aplicada em Oncologia, se os estudos genómicos forem combinados com as técnicas atuais de diagnóstico e tratamento, eles podem significar economias significativas para o Sistema Nacional de Saúde, já que o seu uso ajuda a evitar tratamentos ineficazes e de custo muito alto, além de melhorar a qualidade de vida do doente.

Fonte: 
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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Ortopedia
A Unidade da Mão do Serviço de Ortopedia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra iniciou, com sucesso, o tratamento...

"A cirurgia realizada retoma uma ambição antiga do serviço voltar a ter programas e médicos habilitados a executar a cirurgia do plexo e a cirurgia dos nervos periféricos de modo a otimizar as capacidade sensitivas e motoras de doentes que as perderam na sequência de AVC ou traumatismos", refere o diretor Fernando Fonseca, citado num comunicado do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

Segundo a nota, esta recente e inovadora abordagem terapêutica, que teve início na quarta-feira, "vem permitir que pacientes com paralisias totais ou parciais resultantes de acidentes vasculares cerebrais (AVC), paralisias infantis ou traumatismos vertebro-medulares, melhorem a funcionalidade do membro superior".

A cirurgia envolve uma atuação microcirúrgica em nervos periféricos, tendões ou articulações.

"A abordagem deste tipo de doentes é multidisciplinar, onde se inclui uma equipa de reabilitação, fundamental na referenciação e no seguimento terapêutico dos doentes", salienta o CHUC.

O objetivo terapêutico é a melhoria das limitações nas atividades básicas diárias nos casos mais graves ou a recuperação funcional de gestos deficitários, fundamentais em atividades específicas ou laborais.

De acordo com o cirurgião Fernando Fonseca, "foram utilizadas novas técnicas de abordagem cirúrgica de acordo com as melhores práticas atuais em centros de referência internacionais".

"Pretendemos progressivamente constituir equipas pluridisciplinares que abordarão de forma integrada os problemas destes doentes, colocando-os no centro da nossa atuação e dando a cada problema a resposta mais adequada", adianta o CHUC.

Na Eslováquia
Alguns membros do Núcleo Jovem da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal e da Associação de Jovens Diabéticos de...

Tanto durante os treinos e estágio realizados, como durante o próprio campeonato, será uma prioridade assegurar que todos os jogadores monitorizem a glicemia, reajam corretamente às hipoglicemias e às hiperglicemias e que façam uma boa gestão dos aspetos a ter em conta relativamente à alimentação e desporto, não só antes, mas durante e após a atividade física. A equipa será acompanhada pelo Enfermeiro Manuel Esteves Cardoso, que poderá dar apoio e ajudar em qualquer necessidade que surja.

Paula Klose, Presidente da Associação de Jovens Diabéticos de Portugal (AJDP), explica que esta é “uma excelente forma de promover o desporto enquanto forma eficaz de controlar a diabetes ao mesmo tempo que se incentiva a troca de experiência entre atletas nacionais e internacionais. Mais uma prova de que a diabetes não é limitadora! E apesar de a participação já ser muito importante, esperamos que Portugal chegue longe neste campeonato!”

Já Alexandra Costa, Coordenadora do Núcleo Jovem da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (NJA) acrescenta que “estas iniciativas permitem que jovens que vivem com diabetes representem o seu país e se consagrem campeões, não só pela modalidade desportiva, mas também pelos seus valores de inclusão, força de vontade e capacidade de gestão da diabetes.”

A equipa é constituída por João Nabais, André Freixieiro, Jorge Vieira, Pedro Magalhães, João Carrasco, Luís Metrogos, Bernardo Rodrigues, Rafael Carias, Bruno David, Celso Freitas, Sandro Almeida e João Amorim, sendo que Bernardo Rodrigues integra a equipa desde a primeira participação no DiaEuro e Jorge Vieira, Pedro Magalhães e Sandro Almeida integram a equipa pela primeira vez. Este ano a maior parte dos jogadores são provenientes de Lisboa e da Margem Sul, no entanto existem jogadores desde Águeda até Loulé.

 

Serviço Nacional de Saúde
O presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, Henrique Martins, disse hoje que até ao final de agosto todos os...

“Obviamente que é um processo progressivo, mas queremos garantir que o sistema está em condições de conseguir receber os milhares de exames que são pedidos diariamente, por isso é algo que vamos acompanhar de forma bastante pormenorizada”, disse Henrique Martins.

O Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) promoveu hoje, em Lisboa, a primeira requisição desmaterializada de Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica (MCDT), integrada nos exames sem papel.

Durante o encontro, Henrique Martins adiantou que na próxima semana, para além da Unidade de Saúde Familiar da Baixa de Lisboa, "mais cinco locais vão começar a experimentar o projeto e vai passar a haver um em cada região”.

A secretária de Estado da Saúde, Rosa Valente de Matos, marcou presença no evento e, enquanto utente, promoveu o percurso digital dos exames, com o médico a proceder à requisição, de forma desmaterializada de um exame para efetuar num laboratório.

Após a realização da análise, a utente recebeu uma mensagem de alerta no seu telemóvel a indicar que os resultados, entretanto partilhados pelo laboratório, estão disponíveis na sua área do cidadão do portal do Serviço Nacional de Saúde.

Rosa Valente de Matos explicou que o facto de a prescrição de exames complementares de diagnóstico ficarem disponíveis em formato eletrónico vai facilitar “a vida dos utentes” e tornar o processo mais “seguro e eficiente”.

A desmaterialização da requisição de MCDT não acaba com os exames em papel por completo, pois o utente pode continuar a receber o exame impresso caso seja essa a sua preferência, sendo o SMS ou o email opções alternativas.

“Neste momento, o doente pode sempre escolher pois ainda há pessoas que efetivamente não querem utilizar o telemóvel, tanto para a receita como para a área dos exames de MCDT. No entanto, há cada vez mais utentes que utilizam as tecnologias para marcar as suas consultas”, afirmou.

A secretária de Estado sublinhou ainda que os exames sem papel são uma transformação benéfica não só para os utentes, como para os profissionais de saúde, “que vão ter a sua vida muito mais facilitada”, tendo em conta as “cerca de 83 mil consultas diárias a nível dos cuidados de saúde primários”.

Inserido no Registo de Saúde Eletrónico, o projeto continua a avançar, disponibilizando os resultados de MCDT, de forma digital, a um conjunto cada vez maior de entidades convencionadas.

Para além de uma maior segurança para todos os intervenientes, os “exames sem papel” contribuem, segundo Henrique Martins, para “a desburocratização e redução de desperdício na prestação de MCDT, potencializando a aproximação do médico ao cidadão”.

Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde do Brasil informou ontem que pelo menos 744 pessoas foram infetadas com sarampo no país, num surto...

Segundo o Ministério, a maioria dos casos foram detetados nos estados de Roraima e no Amazonas, próximos da fronteira brasileira com a Venezuela, onde a doença se tem espalhado, onde os serviços de saúde entraram em colapso.

"Os surtos estão relacionados com a importação. Isso ficou comprovado pelo genótipo do vírus (D8) que foi identificado, que é o mesmo que circula na Venezuela", informou um boletim divulgado pelo Ministério da Saúde do Brasil.

Até 17 de julho, o estado de Roraima confirmou 216 casos de sarampo e 160 continuam em investigação.

Também foram confirmados 444 casos de sarampo no Amazonas e 2.529 permanecem em investigação.

Casos isolados foram identificados nos estados do Rio Grande do Sul (8), Rio de Janeiro (7), São Paulo (1) e Rondônia (1).

O total de infeções também inclui 67 indígenas venezuelanos e brasileiros.

No início do mês, o grupo de direitos indígenas Survival International alertou que o surto de sarampo pode devastar grupos tribais isolados, que têm pouca resistência a essas doenças e vivem em ambos os lados da fronteira do Brasil com a Venezuela.

O sarampo espalha-se pelo ar e é altamente contagioso.

O Governo brasileiro anunciou que está a reforçar os esforços de vacinação e que, entre 06 e 31 de agosto, vai avançar uma ampla campanha de vacinação para tentar travar o avanço da doença.

"A meta de vacinação contra o sarampo é de 95%. Em 2017, dados preliminares apontam que a cobertura no Brasil foi de 85,21% na primeira dose (tríplice viral) e de 69,95% na segunda dose (tetra viral)", concluiu o Ministério da Saúde brasileiro.

Alzheimer Portugal lança nova campanha
A Associação Alzheimer Portugal vai lançar no próximo dia 30 de julho, Dia Internacional da Amizade, uma campanha pioneira em...

Segundo José Carreira, Presidente da Alzheimer Portugal, «é importante combater o desconhecimento e o estigma associados à demência, assim como aumentar o nível de consciencialização sobre este tema».

Com esta iniciativa, acrescenta, «queremos ajudar os cidadãos a compreenderem como é que a demência afeta as pessoas e contribuir para alterar comportamentos que tornem a sociedade mais amiga das pessoas com demência».

Para lançar esta campanha, que visa mudar a forma como o nosso país pensa, age e fala sobre a demência, a Alzheimer Portugal vai estar presente, a partir das 10 horas do dia 30 de julho, em várias praias e cidades portuguesas, 20 locais no total, em todos os distritos de Portugal Continental e Arquipélago da Madeira, onde voluntários da associação irão apresentar a iniciativa e convidar as pessoas a aderir.

Locais de realização das ações de lançamento da campanha:

  • Albufeira - Praia da Rocha Baixinha
  • Alcobaça - Praia de São Martinho do Porto
  • Bragança - Praça da Sé
  • Cascais - Praia do Tamariz
  • Castelo Branco - Jardins do Complexo de Piscinas
  • Coimbra - Praia Fluvial de Palheiros e Zorro
  • Esposende - Praia de Suave Mar
  • Évora - Praça do Giraldo
  • Funchal, Madeira - Praia Formosa
  • Guarda  - Praça Velha
  • Horta, Açores - Local a definir
  • Ílhavo - Praia da Barra
  • Matosinhos - Praia de Matosinhos
  • Portalegre - Rossio
  • Portimão - Praia da Rocha
  • Santarém - Largo Cândido dos Reis
  • Setúbal - Praia da Figueirinha
  • Viana do Castelo - Praia da Amorosa
  • Vila Nova de Milfontes - Praia do Malhão
  • Vila Real - Praça do Município
  • Viseu - Praça da República
Dia Mundial dos Avós assinala-se a 26 de julho
Mais de 100 autarquias portuguesas estão a promover a divulgação da campanha “Corações de Amanhã” junto dos seus habitantes....

“A estenose aórtica é uma doença de uma válvula do coração que afeta pessoas mais idosas e por isso muitas vezes os seus sintomas (cansaço, dor no peito, desmaios) são desvalorizados pela associação errada ao envelhecimento. Desta forma é importante investir os nossos esforços no reconhecimento dos sintomas da doença por parte da população, permitindo assim, um diagnóstico e encaminhamento mais rápido dos doentes”, refere Lino Patrício, coordenador nacional da campanha “Corações de Amanhã”.

A aorta é a principal artéria do nosso corpo que transporta sangue para fora do coração. Quando o sangue sai do coração flui da válvula aórtica para a artéria aorta. A válvula aórtica tem como função evitar que o sangue bombeado pelo coração não volte para trás. Na presença de estenose, a válvula aórtica não abre completamente, vai ficando cada vez mais estreita e isso diminui o fluxo sanguíneo do coração. Se não for detetada atempadamente esta doença pode limitar muito a qualidade de vida e até ter um desfecho letal.

A campanha “Corações de Amanhã” pretende aumentar o conhecimento e compreensão sobre estenose aórtica, promovendo o seu diagnóstico e tratamento precoce. Para mais informações sobre a campanha “Corações de Amanhã” consulte: www.coracoesdeamanha.pt

A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular, uma entidade sem fins lucrativos, tem por finalidade o estudo, investigação e promoção de atividades científicas no âmbito dos aspetos médicos, cirúrgicos, tecnológicos e organizacionais da Intervenção Cardiovascular.

Sindicato Independente dos Médicos
Sindicato Independente dos Médicos apresenta propostas ao governo para resolver problema dos médicos sem especialidade....

As carreiras de médicos que ficam fora do internato para tirar uma especialidade podem passar pelo INEM. A proposta parte do Sindicato Independente dos Médicos, mas o assunto também já foi falado dentro da ordem, e parte da preocupação em arranjar saídas para os chamados 'indiferenciados' , que podem ser chamados também a dar apoio em escolas, na medicina desportiva ou até na gestão na área da saúde.

Só neste ano, cerca de 700 candidatos ficaram fora do internato (foram abertas 1665 vagas para 2341 candidatos à espera de lugar no concurso) e no total serão já mais de dois mil os médicos sem especialidade em Portugal. Número que começou a subir em 2015 e deverá aumentar em flecha nos próximos anos, consequência da falta de especialistas nos serviços para formar jovens médicos. É a preocupação com este cenário que leva Jorge Roque da Cunha, secretário-geral do SIM, a avançar com propostas que têm como destinatário o ministro da Saúde. E a emergência médica pré-hospitalar surge logo no início da lista, até como solução também para a escassez de recursos humanos no INEM, que já levou o instituto a admitir "dificuldades efetivas" para garantir o funcionamento do seu dispositivo.

O INEM tem apenas três médicos no quadro, que estão nos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU); 40% da atividade do INEM é feita com recurso a tarefeiros, não há um único médico do quadro nas viaturas médicas

"O INEM tem apenas três médicos no quadro, que estão no Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU); 40% da atividade do INEM é feita com recurso a tarefeiros, não há um único médico do quadro nas viaturas médicas. É, portanto, uma área em que os médicos sem especialidade podem ser aproveitados", defende Roque da Cunha. Médicos que teriam uma formação garantida pelo INEM e o Ministério da Saúde, "um curso mais aprofundado do que os de suporte básico de vida", detalha ao DN o dirigente do SIM, que avança que quer levar a proposta a futuras discussões com a equipa de Adalberto Campos Fernandes. Ideias que ficam, para já, sem reposta do Ministério da Saúde, que declarou ao DN não ter nada a adiantar sobre o tema nesta altura.

Medicina escolar, desportiva ou Segurança Social são outras áreas apontadas na proposta do SIM, que destaca ainda a hipótese de utilizar "estes médicos na gestão dos serviços de saúde, para que deixem de estar entregues a comissários políticos".

Há abertura para mudar de via?
Do lado da Ordem dos Médicos, o coordenador do Conselho Nacional da Pós-Graduação sublinha que há "uma grande preocupação" com estes médicos e com a criação de condições que os "habilitem para comportamentos autónomos". No entanto, Carlos Cortes não quer ainda adiantar pormenores sobre propostas nesta área. Mas a coordenadora do Conselho Nacional do Médico Interno admite que as soluções apresentadas pelo SIM já foram faladas dentro da ordem.

"Estão em discussão, mas ainda não há uma proposta oficial", adianta Catarina Perry da Câmara, que frisa que o próprio INEM verá essa hipótese com bons olhos. "Os médicos sem especialidade terão de seguir outros caminhos. O país não pode desperdiçar recursos e a formação desses profissionais tem de continuar, não se pode deixar estes médicos apenas a fazer prestações de serviços em centros de saúde, por exemplo."

Os médicos sem especialidade podem dar apoio nos cuidados de saúde primários e fazem urgências um pouco por todo o país
Os médicos sem especialidade - que entraram na gíria como indiferenciados, embora os seus representantes façam questão de descartar este termo - podem dar apoio nos cuidados de saúde primários, embora não possam ter lista de utentes. Só a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo lançou um concurso para a contratação, em 2018, de mais de 3500 horas semanais em prestações de serviços para os seus Agrupamentos de Centros de Saúde. A estes, juntam-se os tarefeiros a fazer urgências hospitalares um pouco por todo o país.

Mas estarão estes candidatos interessados em seguir uma via diferente da especialidade à qual concorreram? É aqui que as opiniões divergem. Os estudantes de Medicina, pela voz do seu presidente, entendem que não. "Até entendo que tem de haver resposta nesta área. É útil dar formação, por exemplo, na área do suporte avançado de vida, mas temos de pensar que estas pessoas não queriam esse rumo. O problema tem de ser resolvido a montante, com a redução dos numerus clausus", argumenta Edgar Simões.

"As pessoas querem continuar a praticar medicina, portanto parece que teriam abertura a essas soluções", contra-argumenta Catarina Perry da Câmara, que lembra: o número de especialistas vai continuar a diminuir e o de não especialistas a aumentar. "Há muitos médicos mais velhos a deixar o sistema e há vontade política para não baixar o número de vagas para Medicina."

A situação não vai mudar nos próximos anos, admitem as várias fontes do setor ouvidas pelo Diário de Notícias, conclusão que já levou o SIM a publicar também informação sobre o que é necessário para fazer a especialização no estrangeiro.

Dos 14 Projetos de Lei e de Resolução propostos, apenas 1 foi aprovado
Apesar de reconhecer uma “efetiva preocupação da Assembleia da República com a promoção de uma alimentação mais saudável”, a...

“Os diplomas que hoje estiveram em debate na reunião plenária revelam que, de facto, a alimentação assume hoje especial preponderância na agenda política. Todavia, o número de projetos que foram rejeitados evidenciam que há ainda um longo caminho a percorrer e que é necessária uma maior determinação por parte dos deputados naquilo que é a concretização de medidas que promovam uma alimentação mais saudável”, afirmou ontem Alexandra Bento, Bastonária da Ordem dos Nutricionistas.

Em Portugal, de acordo com o último Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física, 25% das crianças e 32,3% dos adolescentes têm excesso de peso e, segundo a Organização Mundial de Saúde, a adoção de hábitos alimentares inadequados durante a infância pode aumentar o risco de doenças como a hipertensão, a diabetes Mellitus tipo 2 e a obesidade.

“Estes dados demonstram a necessidade de todos nos implicarmos na procura de respostas e não deixam margem para dúvidas: é precisamente nestas faixas etárias que devemos direcionar maiores esforços e a escola é o local privilegiado para o fazermos, pois é na escola que estas crianças e adolescentes passam grande parte do seu dia e podem, com mais facilidade, adquirir conhecimentos e competências para a adoção de comportamentos alimentares mais saudáveis”, avança Alexandra Bento.

Recorde-se que ontem, em cima da mesa da Assembleia da República, estiveram as mais diversas propostas, desde a não distribuição de leite achocolatado às crianças do pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico; a disponibilização de bebidas vegetais no serviço de bufete escolar; a não disponibilização nas cantinas escolares de refeições que contenham carnes processadas; a limitação de produtos prejudiciais à saúde nas máquinas de venda automática dos estabelecimentos de ensino; até à criação de uma estrutura orgânica, afeta à Direção-Geral da Educação, que seja responsável pela promoção da literacia alimentar.

O projeto aprovado foi a recomendação ao Governo de medidas de promoção de acesso a produtos da agricultura de produção local às cantinas públicas.

Cuidados
Com a chegada do calor, muitas são as mulheres que se queixam da retenção de líquidos.
Pernas inchadas

A retenção de líquidos é caracterizada pela acumulação excessiva de água no organismo que conduz a inchaço, também conhecido com edema. Erros alimentares, alterações hormonais ou má circulação podem esta na origem de um problema que afeta maioritariamente mulheres. No entanto, fatores como hereditariedade ou falta de exercício físico podem contribuir para agravar o problema.  

De acordo com os especialistas, sempre que existe algum tipo de desequilíbrio no nosso organismo, este conduz à acumulação de água em zonas específicas do corpo. Daí que a retenção de líquidos seja tão comum no período pré-menstrual, altura em que os níveis de estrogénio e progesterona sofrem alterações.

O que acontece, nestes casos, é que os líquidos saem dos vasos sanguíneos e vão-se acumulando no tecido subcutâneo - sobretudo nas pernas, tornozelos, mãos, pés e abdómen - provocando o “famoso” edema. A sensação de pernas pesadas, desconforto e um aumento de peso – que pode ir até 2,3 quilos - são outros sintomas desta condição.

Embora se apontem algumas causas como os fatores hormonais, a hereditariedade, a ingestão excessiva de sal, a carência de algumas vitaminas ou a sedentariedade, a verdade é que há outros aspetos que lhe parecem estar associados.

Neste sentido, dizem os entendidos na matéria que usar roupa demasiado apertada, ficar demasiado tempo em pé ou sentado, estar exposto a elevadas doses de stress ou ansiedade, e o calor podem ser a causa para a retenção.

Se costuma sofrer com frequência deste “mal” saiba, no entanto, que com os cuidados certos pode conseguir livrar-se do inchaço.

Especialistas aconselham a que beba entre 1,5 ou 2 litros de água por dia. Ainda que possa parece um pouquinho contraditório, a verdade é que a ingestão de líquidos irá ajudar o organismo a eliminar, de forma eficaz, as toxinas que se vão acumulando ao longo do dia.

Para além da água (e até porque há muita gente que não gosta de a beber) aposte nas infusões, nos chás e aumente o consumo de alimentos ricos em água, como os vegetais ou frutas.

Entre os chás mais indicados está o chá verde, chá de cavalinha, chá de funcho e erva-príncipe ou dente-de-leão. Todos eles com propriedades drenantes.

Frutas como papaia, melancia ou abacaxi, além de ajudá-lo a conseguir o aporte de água diário recomendado, trazem-lhe outros benefícios.

Fonte de cálcio e potássio, a papaia tem um papel importante na regulação da pressão arterial e no equilíbrio hídrico.

A melancia, constituída por 92 por cento de água e apenas 6 por cento de açúcar, vai ajudá-lo a manter-se hidratado sem comprometer, por exemplo, os níveis de glicemia no sangue.

Já o abacaxi, tendo na sua constituição uma enzima protoelítica que possui propriedades anti-inflamatórias – a bromelina – vai ajudar a diminuir o inchaço.

Quanto aos vegetais, escolha o pepino e o aipo com ação diurética e anticelulítica.

Por outro lado, reduza o consumo de sal, considerado um dos grandes responsáveis pela retenção de líquidos. Um dos truques quando vai ao supermercado é ler os rótulos para detetar a presença de sal nos alimentos.  Sódio, Na+, glutamatomonosodico, bicabornato de sódio, bissulfato de sódio, fosfato dissodico, hidróxido de sódio, propionato de sódio, são algumas das formas como é designado. Tenha atenção!

Caldos industrializados, sopas instantâneas, comida congelada, enchidos ou conservas escondem níveis elevados de sódio.

Em casa, ao confeccionar as refeições, troque o sal pelas ervas aromáticas. Estragão, funcho ou salsa são bons exemplos. É que além do sabor que acrescentam ao prato, ajudam a desinchar.

Ainda no que diz respeito aos hábitos alimentares, aumente o consumo de fibras para o bom funcionamento do seu intestino, livrando-se, ao mesmo tempo, da sensação de barriga inchada.

Evite, também, os alimentos processados, tendencialmente ricos em gorduras «trans» e açucares simples que contribuem para o excesso de peso e acumulação de gordura.

Por fim, aproveite o bom tempo para fazer caminhadas. Além de ajudar a emagrecer, aumenta a sensação de bem-estar e deixa as pernas mais bonitas.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Todas as regiões de Portugal continental e do arquipélago da Madeira estão hoje em risco muito elevado e elevado de exposição à...

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou em risco muito elevado os distritos de Portalegre, Coimbra, Lisboa, Coimbra, Leiria, Setúbal, Guarda, Évora, Beja, Viseu, Castelo Branco, Santarém e Faro no continente e o arquipélago da Madeira.

Em risco elevado estão os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Viseu, Vila Real e Bragança e as ilhas das Flores, São Miguel, Faial e Terceira, nos Açores.

Para as regiões com risco muito elevado e elevado, o IPMA recomenda o uso de óculos de sol com filtro ultravioleta (UV), chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol e protetor solar, além de desaconselhar a exposição das crianças ao sol.

Os índices UV variam entre 1 e 2, em que o risco de exposição à radiação UV é baixo, 3 a 5 (moderado), 6 a 7 (elevado), 8 a 10 (muito elevado) e superior a 11 (extremo).

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, apresentando-se geralmente muito nublado no litoral oeste até final da manhã, podendo persistir em alguns a norte do Cabo Raso até meio da tarde.

Durante a tarde, está previsto um aumento temporário de nebulosidade no interior da região Norte e possibilidade de ocorrência de períodos de chuva fraca ou chuvisco no litoral das regiões Norte e Centro.

A previsão aponta ainda para vento fraco a moderado de noroeste, soprando moderado no litoral oeste e nas terras altas, em especial a partir da tarde e neblina ou nevoeiro matinal.

As temperaturas mínimas no continente vão oscilar entre os 12 graus Celsius (em Viseu e na Guarda) e os 18 (Faro, Aveiro e Braga) e as máximas entre os 22 (em Viana do Castelo) e os 31 (em Évora, Beja e Faro).

Para a Madeira prevê-se céu muito nublado, diminuindo a nebulosidade a partir da tarde e vento fraco a moderado predominando de nordeste.

No Funchal as temperaturas vão oscilar entre os 19 e os 24 graus Celsius.

O IPMA prevê para os Açores períodos de céu muito nublado com boas abertas, aguaceiros fracos na madrugada e manhã e vento nordeste moderado, tornando-se fresco com rajadas até 50 quilómetros por hora para o fim do dia na ilha de Santa Maria (grupo oriental).

Em Santa Cruz das Flores as temperaturas vão oscilar entre os 20 e os 24 graus, na Horta entre os 19 e os 24, em Angra do Heroísmo e em Ponta Delgada entre os 18 e os 24 graus.

Parlamento
Os edifícios, instalações e equipamentos de empresas com amianto deverão ser identificados no período de um ano, com vista à...

No âmbito de uma maratona de votações os deputados aprovaram o texto final discutido e aprovado em sede de Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação, resultado de dois projetos de lei, um do partido ecologista Os Verdes (PEV) e outro do partido Pessoas, Animais, Natureza (PAN).

O texto aprovado estabelece procedimentos e objetivos para a remoção de produtos com fibras de amianto ainda presentes em edifícios, instalações ou equipamentos privados, incluindo empresas privadas e habitações.

O plano para a identificação das empresas será feito pela Autoridade para as Condições de Trabalho, em colaboração com organizações representativas dos trabalhadores e associações patronais, e deverá estar pronto no prazo de um ano após a entrada em vigor da lei (dois meses após publicação em Diário da República).

A remoção dos produtos será feita conforme as regras de segurança já previstas na lei.

A remoção de amianto em edifícios públicos está prevista numa lei de 2011 e o Governo tem afirmado que até 2020 terão sido retirados todos os materiais com amianto dos edifícios públicos, lembra o PEV nos motivos que levaram à apresentação do projeto, no essencial porque entende “que não pode haver discriminação entre o valor da saúde daqueles que trabalham no setor público e dos que trabalham no setor privado”.

O PEV salienta que Portugal “já deu passos maiores que outros países” da União Europeia no objetivo de remoção do amianto, “a partir da iniciativa do PEV que resultou na lei 2/2011”, mas diz que é preciso começar a trabalhar “para garantir níveis de segurança mais adequados, alargando essa preocupação a todos os locais de trabalho”.

O amianto é uma fibra natural mineral que foi muito usada em edifícios (como em tetos falsos, revestimentos ou isolamentos) e maquinarias entre os anos 50 e 90 do século passado

A inalação de partículas de amianto está associada ao risco de contrair doenças como o cancro.

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