Artigo de Opinião

Após o diagnóstico, quem quero ser?

O momento do diagnóstico pode ser um dos mais dramáticos da nossa vida. Não só porque muitas vezes estamos completamente cegos ao que aí vem, como também por ser tão arrasador que a nossa estratégia de fuga é a negação.

No entanto, com a saúde não se brinca e ignorar ou colocar a cabeça na areia não é definitivamente a melhor estratégia. A minha experiência enquanto Medical Coach diz-me que os momentos que se seguem ao dia em que nos foi diagnosticado este ou aquele quadro clínico são os momentos mais difíceis, porque pomos em causa muitas coisas nas nossas vidas, porque entramos num carrossel de emoções, porque facilmente nos podemos vitimizar e entrar num registo negativo que em nada nos vai ajudar.

Assim, um dos primeiros passos a dar com um cliente num acompanhamento de Medical Coaching é exactamente definir quem é que quero ser agora que sei do meu diagnóstico, agora que tenho um intruso a viver comigo e que não foi convidado (intruso esse que pode ser o cancro ou outra doença que lhe foi diagnosticada), agora que decidi enfrentar este desafio.

Quem quero SER? Mais do que estar, mais do que passar esta fase, sobreviver estes dias, é SER! E assim começamos a dar os primeiros passos num processo cujo intuito é restabelecer o seu equilíbrio e fornecer-lhe recursos mentais e emocionais, desenvolvendo a sua resiliência emocional, para que volte a gerir as suas capacidades de um lugar em que é um todo e não apenas a soma das partes. Tal como em jogos de equipas, muitas vezes, um jogador não está no seu melhor e os outros ajudam-no e contrabalançam, no Medical Coaching também vamos pedir ajuda e convocar as nossas outras partes, sejam elas a física, a emocional, a racional e/ou a espiritual. Criar uma visão de quem quero ser é muito importante para esta caminhada.

O destino é fundamental para que saibamos criar o equilíbrio desejado na caminhada, quer ao nível das emoções, quer ao nível do corpo, ou mesmo do tempo. Saber qual o meu propósito ou, melhor ainda, com que propósito quero ser «isto ou aquilo», ser «assim ou assado», vai ajudá-lo a identificar o que realmente o move neste (ou com este) quadro médico e vai criar clareza e motivação para pôr pernas ao caminho. Este importante primeiro passo não se aplica apenas a clientes de Medical Coaching que souberam agora do seu diagnóstico, aplica-se a todos os clientes que querem criar uma mudança na sua saúde e vida. Já a Alice do País das Maravilhas dizia, que quando não sabemos para onde vamos, qualquer caminho serve. Assim, se não sabemos quem queremos ser, qualquer reação/emoção/comportamento serve. E todos sabemos que não é bem assim.

Para efetuar uma mudança, para ultrapassar um desafio um encolher de ombros não serve, um “nem estou nem aí” não ajuda. Por ser a nossa vida, a nossa saúde, é que é fundamental definirmos que tipo de paisagem queremos ver, porque até pode acontecer que esta seja a última que vejamos nesta vida. Mais vale então que seja bonita e que ao olhar para essa paisagem viva momentos e sinta emoções que realmente quer e vale a pena vivenciar e expressar!

Cá o espero, para juntos darmos o primeiro de muitos passos!

Maggie João - Medical Coaching
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Foto: 
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INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATÍVEIS COM RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO NOME DO MEDICAMENTO: Microlax, 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml, Solução rectal e Microlax, 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml, Solução rectalCOMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Composição por microclister: Citrato de sódio: 450 mg ou 270 mg; Laurilsulfoacetato de sódio 45 mg ou 27 mg. Excipiente q.b.p.: 5 ml ou 3 ml. FORMA FARMACÊUTICA: Solução rectal (enema). A solução é viscosa, incolor e contém pequenas bolhas de ar incorporadas. INFORMAÇÕES CLÍNICAS – Indicações terapêuticas: Tratamento sintomático da obstipação rectal ou recto-sigmoideia; Encopresis; Obstipação durante a gravidez, obstipação associada ao parto e cirurgia (uso pré e pós­operatório); Preparação do recto e sigmóide para exames endoscópicos. Posologia e modo de administração: Adultos e crianças de idade superior a 3 anos: Administrar o conteúdo de uma bisnaga por dia. Na obstipação marcada pode vir a ser necessária a aplicação do conteúdo de duas bisnagas. Crianças até 3 anos: Na maioria dos casos é suficiente uma bisnaga de Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml. Modo e via de administração: 1. Retirar a tampa da cânula (Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml) ou quebrar o selo da cânula (Microlax a 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml). 2. Comprimir ligeiramente a bisnaga até aparecer uma gota na extremidade da cânula. 3.Introduzir a cânula no recto. 4.Comprimir completamente a bisnaga. 5.Retirar a cânula, mantendo a bisnaga comprimida. Contra-indicações:Hipersensibilidade às substâncias activas ou a qualquer dos excipientes. Advertências e precauções especiais de utilização: Recomenda-se evitar a utilização de Microlax no caso de pressão hemorroidária, fissuras anais ou rectais e colites hemorrágicas. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção: Não foram realizados estudos de interacção. Efeitos indesejáveis: Doenças gastrointestinais: Frequência desconhecida (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis): Como em relação a todos os medicamentos do género, um uso prolongado pode originar sensação de ardor na região anal e excepcionalmente rectites congestivas. DATA DA REVISÃO DO TEXTO: Janeiro de 2009. Para mais informações deverá contactar o titular de Autorização de Introdução no Mercado. Medicamento não Sujeito a Receita Médica.