Administração Regional de Saúde do Norte
A região Norte vai contar com 289 novos médicos de diferentes especialidades para as áreas hospitalar, cuidados de saúde...

No âmbito de uma “política levada a efeito pelo atual Governo e Tutela do Ministério da Saúde, a região Norte foi de novo contemplada com mais 289 vagas para médicos”, nas áreas hospitalar, cuidados de saúde primários e Saúde Pública, lê-se num comunicado divulgado ontem à tarde pela Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte).

No documento sobre a distribuição do número de postos de trabalho divulgado hoje no Diário da República pode ler-se que há um total de "67 vagas" para os agrupamentos dos centros de saúde/unidades funcionais no Norte.

No Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro abrem 28 vagas, para o de Vila Nova de Gaia/Espinho há 22, o Centro Hospitalar do Porto acolhe 18, no do Tâmega e Sousa abrem 25 e no de Santa Maria Maior, em Barcelos, quatro.

O Hospital da Senhora de Oliveira - Guimarães tem 12 vagas para atribuir, o Centro Hospitalar do Médio Ave três, a Unidade Local de Saúde de Matosinhos 13, a do Nordeste 17 e a do Alto Minho 15, enquanto o Hospital Magalhães Lemos abre duas e o Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil - Porto oito, refere o mesmo documento.

O centro Hospitalar de São João tem 20 vagas para atribuir, o de Entre o Douro e Vouga 23 e a Administração Regional de Saúde do Norte tem oito vagas (cinco para médicos de saúde pública, duas para pediatria e uma para medicina no trabalho).

O Governo abriu ontem concurso para contratar 1.234 médicos que terminaram a especialidade nas áreas hospitalar, de medicina geral e familiar e de saúde pública e os despachos que abrem concurso para os novos médicos foram hoje publicados em Diário da República.

Para os hospitais vão abrir 839 vagas, para a medicina geral e familiar estão destinadas 378 vagas e há 17 para a área da saúde pública.

Segundo a ARS Norte, o concurso que visa contratar 289 médicos para a região Norte atribui incentivos a médicos que optem por se fixarem no Nordeste Transmontano e em Trás-os-Montes e Alto Douro, uma área considerada “mais carenciada” e, numa segunda vertente, incentivos para “as instituições com maior escassez de recursos”, refere o mesmo comunicado da ARSN.

“A par de um conjunto de reformas, da aposta nos cuidados de proximidade e de tantos outros investimentos – em instalações e renovação de equipamentos, meios técnicos e noutras carreiras profissionais – também este concurso vem demonstrar o empenho do Governo na defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e da melhoria de resposta aos cidadãos bem como da criação de estabilidade aos profissionais e às instituições”, concluiu o comunicado.

O Ministério da Saúde disse ontem que as vagas a abrir nesta primeira fase “representam o maior número dos últimos anos”.

“A distribuição de vagas teve como base um conjunto de critérios que consideram as necessidades de cada instituição do SNS, com especial enfoque nas regiões do interior e Algarve”, refere uma nota do Ministério da Saúde.

A abertura de vagas para medicina geral e familiar vai permitir que sejam atribuídos médicos de família a mais 500 mil portugueses, disse o secretário de Estado da Saúde, Fernando Araújo, em declarações aos jornalistas a propósito dos despachos hoje publicados com a abertura de concurso para novos médicos.

Nos últimos dias, várias estruturas médicas tinham contestado a contratação de médicos aposentados para o SNS antes da abertura dos concursos para os recém-especialistas que concluíram há meses a sua formação.

Ordem dos Médicos, Sindicato Independente dos Médicos, Federação Nacional dos Médicos e Associação das Unidades de Saúde Familiar exigiam que a contratação de médicos aposentados só fosse feita após a colocação dos mais de mil médicos recém-especialistas que concluíram a sua formação especializada há mais de três meses.

Engenheiros Técnicos
Um responsável da Ordem dos Engenheiros Técnicos de Portugal afirmou hoje que a remoção “em boas condições” do amianto, muito...

O amianto é “uma temática que assusta muita gente, mas que, de uma forma geral, é mal abordada, afirmou hoje José Delgado, presidente da secção regional sul da Ordem dos Engenheiros Técnicos (OET) portuguesa, durante o III Congresso Lusófono de Segurança e Saúde Ocupacional e Ambiental, que decorre na cidade da Praia.

“Muitas vezes olha-se para a coisa como se fosse tudo igual e, no amianto, nada é igual, cada caso é um caso”, prosseguiu o engenheiro técnico, para quem a resposta nesta questão “é a prevenção”.

Segundo José Delgado, “o amianto mata quando não há prevenção” e, por esta razão, “o empregador tem de fazer a prevenção e proteger a saúde dos seus trabalhadores”.

“A produtividade e a segurança são parceiros”, sublinhou.

Durante a sua intervenção, este engenheiro apresentou imagens de bons e maus exemplos de remoção de placas de fibrocimento (com amianto), com as melhores a apresentar trabalhadores devidamente protegidos e a mostrar processos que evitam o maior dos perigos do amianto: a libertação das partículas.

Os piores exemplos partilhados com a assistência do congresso passaram por trabalhadores sem qualquer proteção, a manusear placas com amianto e a cortá-las, com a provável libertação para a atmosfera de partículas, as quais são perigosas para a saúde.

O engenheiro deixou ainda críticas às características dos coordenadores de segurança que, segundo disse, “qualquer um pode ser”.

“Também fazemos lá [em Portugal] muitas asneiras”, ironizou, recordando que o fibrocimento “existe muito em Cabo Verde e em todos os países de expressão portuguesa”.

Com receita médica
O ministro do Interior britânico, Sajid Javid, anunciou ontem que será permitido, a partir do outono, a utilização de canábis...

Citado pela agência de notícias France-Presse (AFP), o ministro afirmou, num comunicado, que a canábis "ajudará pacientes com necessidades médicas específicas", garantindo que a utilização com fins terapêuticos "não é de forma alguma um primeiro passo para a legalização".

Segundo a AFP, recentemente, foram divulgados vários casos de doentes que se tratam ilegalmente com produtos derivados de canábis, referindo duas crianças com epilepsia, Alfie Dingley e Billy Caldwell, que tomaram óleo de canábis.

O ministro Sajid Javid pediu a opinião a dois grupos de especialistas independentes antes de decidir, revela a AFP.

"Legalizar a canábis terapêutica, disponível com receita médica, melhorará a vida dos pacientes que sofrem atualmente em silêncio. Não há nada mais difícil do que ver os seus parentes a sofrerem, é por isso que tomei essa decisão", disse o ministro na conta da rede social Twitter.

De acordo com a AFP, a canábis, que foi classificada como droga sem valor terapêutico, mudará de categoria.

O Departamento de Saúde e Assistência Social (DHSC, na sigla inglesa) e a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA, na sigla inglesa) vão agora "definir claramente o que constitui uma droga derivada da canábis" para que possam ser receitados, indicou o ministério.

"Outras formas de canábis serão estritamente controladas e não estarão disponíveis com receita médica", apontou o ministério.

Mike Penning, co-presidente de um grupo parlamentar sobre canábis medicinal, disse estar "feliz" com o facto de o ministro ter "agido tão rápido".

"Este anúncio traz esperança para muitos milhares de pessoas", afirmou Mike Penning, referindo que "ainda há muito trabalho a ser feito para definir exatamente quais produtos serão permitidos e como serão regulados".

Vários países europeus legalizaram a canábis terapêutica, como a Alemanha, a Áustria, a Finlândia ou a Itália.

Essa decisão do governo conservador britânico será "muito bem-recebida pela comunidade de pesquisadores", reagiu Tom Freeman, pesquisador do King's College, em Londres.

"Terá um impacto significativo na pesquisa, facilitando o desenvolvimento de drogas mais seguras e eficazes", acrescentou Tom Freeman.

OE2018
Os pagamentos em atraso das entidades públicas ascenderam a 1.029 milhões de euros até junho, menos 43 milhões face ao período...

“No final de junho, os pagamentos em atraso das entidades públicas ascenderam a 1.029 milhões de euros, representando uma diminuição de 43 milhões de euros relativamente ao período homólogo e um aumento de 58 milhões de euros face ao final do mês anterior”, lê-se na síntese de execução orçamental publicada pela Direção-Geral do Orçamento (DGO).

De acordo com o documento, a redução foi motivada pelo decréscimo no Serviço Nacional de Saúde (SNS), com uma redução de 33 milhões de euros nos hospitais públicos empresariais.

Desta forma, o crescimento de 1,3% da despesa, que se traduz em 528,8 milhões de euros face ao período homólogo deve-se, essencialmente, à evolução da “despesa em aquisição de bens e serviços (contributo de um ponto percentual)”.

Esta é influenciada pelo pagamento de dívidas vencidas por parte de entidades do SNS, destacando-se “a aceleração do crescimento na ótica financeira para 4,4% e das transferências correntes (contributo de 0,5 pontos percentuais), em particular, da Prestação Social para a inclusão (+121,1 milhões de euros), da contribuição financeira para a União Europeia (+50 milhões de euros) e das indeminizações às vítimas dos incêndios de 2017 (33,6 milhões de euros).

“Em sentido contrário, a redução das despesas com pessoal e pensões que beneficia do efeito associado ao fim do pagamento do subsídio de natal em duodécimos. Ainda relativamente às despesas com pessoal, os efeitos do descongelamento das carreiras começa agora a refletir-se no total da despesa”, apontou a DGO.

 

27 de julho - Dia Mundial de Cancro da Cabeça e Pescoço
O Instituto Português de Oncologia do Porto anunciou ontem a criação de uma linha direta de comunicação com o objetivo de &quot...

"Criámos um ‘e-mail’, de forma a que os profissionais clínicos possam interagir connosco com dúvidas, problemas e fotografias. Nesse sentido, podemos ajudar, orientar e até encaminhar determinados doentes para o hospital", explicou Jorge Guimarães, coordenador da Clínica de Cabeça e Pescoço do Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO-Porto).

Além da criação do ‘e-mail', o IPO-Porto realizou, durante a semana, uma formação que abrangeu cerca de 150 médicos de família, dentistas e enfermeiros.

Com o intuito de "partilhar informação com os técnicos de saúde primária que não estão habituados a lidar com este tipo de problemas [tumores de cabeça e pescoço] fora da instituição", a ação de formação surge no âmbito do Dia Mundial de Cancro da Cabeça e Pescoço, que se celebra hoje, dia 27 de julho.

Jorge Guimarães afirmou também que ainda existe "algum défice de formação" relativamente ao cancro da cabeça e pescoço e "pouca incidência dada aos tumores da cavidade oral nos cursos de medicina dentária e medicina".

Para também "alertar sobre a doença", o Hospital Militar Rei Dom Pedro V, no Porto, apoiado pelo Grupo de Estudos de Cancro da Cabeça e Pescoço (GECCP), realizou rastreios gratuitos à população.

Segundo a presidente do GECCP, Ana Castro, em Portugal "50% dos diagnósticos realizados são feitos em fases avançadas da doença e isso têm implicações sobretudo no desfecho".

"Habitualmente este tipo de cancro é mais comum em homens com idade superior a 50 anos, fumadores, que consomem muito álcool e com maus cuidados de higiene oral. Mas, neste momento, começamos a ter doentes jovens, abaixo dos 40 anos, que estão associados a infeções pelo vírus do papiloma humano", explicou a presidente do GECCP.

Ana Castro considerou ser fundamental "divulgar ao máximo os sinais e sintomas", uma vez que, acredita que estes são "muito facilmente confundidos com outras doenças".

"Tentamos divulgar ao máximo os sinais e sintomas para as pessoas perceberem que são muito facilmente confundidos com outras doenças. As feridas na boca, dores de garganta, rouquidão e aftas que não cicatrizam em três semanas, são sintomas que devem chamar à atenção e levar as pessoas a falarem com o médico", referiu.

Para a presidente do GECCP, é também essencial "um esforço educativo" que explique à população a importância da higiene oral, mas também do risco de infeção pelo vírus do papiloma humano.

"É fundamental as pessoas saberem que esta doença existe. Infelizmente ainda não alteramos o panorama de que três pessoas morrem em Portugal, por dia, com este cancro", acrescentou.

 

Administração Regional de Saúde do Centro
A região Centro recebe, de um total de 264 novos médicos, 200 para a área hospitalar, 62 em Medicina Geral e Familiar e dois na...

Ontem, numa nota de imprensa, a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) diz que “com a contratação destes novos profissionais, conjugada com a atribuição de incentivos à fixação em zonas carenciadas, será reforçada, de forma substancial, a resposta ao nível dos cuidados hospitalares e cuidados de saúde primários na região Centro.

“Foram hoje publicados, em Diário da República, os despachos que autorizam a abertura de procedimentos concursais para a contratação de médicos das áreas hospitalar, de Medicina Geral e Familiar e de Saúde Pública para unidades de saúde da área de influência da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC)”, lê-se ainda na nota.

A distribuição de vagas teve “como base um conjunto de critérios que consideram as necessidades de cada instituição do SNS [Serviço Nacional de Saúde], com especial enfoque, a nível da região Centro, nas unidades de saúde do Interior”, explica a ARSC.

Os hospitais do Algarve, de Évora, de Coimbra e o Centro Hospitalar de Lisboa Central são os que estão autorizados a contratar maior número de médicos recém-especialistas, segundo despachos ontem publicados.

Para o Centro Hospitalar de Lisboa Central, que integra o S. José e a Maternidade Alfredo da Costa, onde ocorreram há 15 dias demissões de chefes de equipa, estão atribuídas 54 vagas para os novos médicos que concluíram a especialidade há cerca de três meses.

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra poderá receber 47 novos médicos.

No Centro Hospitalar e Universitário do Algarve há vagas para 41 novos especialistas, estando definido o mesmo número de vagas para o hospital do Espírito Santo de Évora.

Segundo o despacho, foram abertas 37 vagas para o Centro Hospitalar de Leiria, 36 para o Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, que integra os hospitais S. Francisco Xavier, Egas Moniz e Santa Cruz, e 34 vagas para o Centro Hospitalar Lisboa Norte, que inclui o Hospital Santa Maria e o Hospital Pulido Valente.

Neste concurso foram ainda abertas 34 vagas para o Centro Hospitalar Tondela-Viseu e 30 para o Hospital Garcia de Orta, em Almada.

Ao todo, o Governo autoriza a abertura de concurso para 856 médicos de várias especialidades hospitalares, sendo 17 delas para a área da saúde pública.

Foi ainda publicado em Diário da República o diploma que autoriza a abrir vagas para 378 novos especialistas em medicina geral e familiar para ocupar lugares em centros de saúde e unidades de saúde familiares.

Relativamente à medicina geral e familiar, o maior número de vagas foi aberto na Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo (195), seguido da ARS Norte (67) e da ARS Centro (62).

 

Abertura de vagas
O Ministério da Saúde decidiu abrir mais vagas para novos médicos do que os profissionais que acabaram a especialidade este ano...

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde destaca que o concurso ontem aberto para 1.234 novos médicos representa “a maior abertura [de vagas] dos últimos anos” e rejeita que tenham ocorrido atrasos neste concurso, adiantando mesmo que foi o “segundo mais célere” no Serviço Nacional de Saúde.

Em declarações aos jornalistas a propósito dos despachos ontem publicados com a abertura de concurso para novos médicos, Fernando Araújo destacou que das 1.234 vagas há 378 para médicos de medicina geral e familiar, o que vai permitir que mais 500 mil utentes tenham médico de família.

O responsável lembrou ainda que se trata de um dos concursos com mais vagas abertas dos últimos anos, com um “aumento de 20% relativamente a 2016 e de 40% relativamente a 2017”.

O número de vagas abertas é superior em 10% a 15% ao número de profissionais que terminou este ano o internato. O governante assume que o objetivo é “captar médicos que estão de fora do SNS”, sejam médicos que não concorreram no ano passado ou noutros anos, ou que estejam no exterior ou nos privados.

Quanto às queixas dos profissionais sobre a demora na abertura do concurso, Fernando Araújo rejeitou as críticas, indicando que este concurso “foi o segundo mais célere do SNS”. De acordo com os dados do Ministério, o mais célere foi em 2016. Contudo, no ano passado, o concurso demorou cerca de 10 meses a ser aberto e as estruturas que representam os médicos temiam que o cenário se repetisse este ano.

Embora reconheça que se pode melhorar o tempo de abertura dos concursos, o secretário de Estado estima que estes 1.234 médicos possam estar colocados nos hospitais e centros de saúde no final de setembro, quando em concursos passados os médicos eram colocados no final do ano.

Também ontem foi publicado em Diário da República um diploma que estabelece as unidades de saúde de zonas consideradas carenciadas para os quais se podem candidatar médicos que terão incentivos financeiros adicionais e também incentivos de carreira.

Segundo os despachos abrem os concursos para os recém-especialistas, os hospitais do Algarve, de Évora, de Coimbra e o Centro Hospitalar de Lisboa Central são os que estão autorizados a contratar maior número de médicos.

Para o Centro Hospitalar de Lisboa Central, que integra o S. José e a Alfredo da Costa onde ocorreram há 15 dias demissões de chefes de equipa, estão atribuídas 54 vagas para os novos médicos que concluíram a especialidade há cerca de três meses.

Para o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra estão autorizadas a abrir 47 vagas no concurso para os novos médicos.

No Centro Hospitalar e Universitário do Algarve há vagas para 41 novos especialistas, estando definido o mesmo número de vagas para o hospital do Espírito Santo de Évora.

Ao todo, o Governo autoriza a abertura de concurso para 856 médicos de várias especialidades hospitalares, sendo 17 delas para a área da saúde pública.

Foi ainda publicado em Diário da República o diploma que autoriza a abrir vagas para 378 novos especialistas em medicina geral e familiar para ocupar lugares em centros de saúde e unidades de saúde familiares.

Opinião
O cancro de cabeça e pescoço é a designação genérica para os tumores que se originam de várias regiõ
Homem com a boca aberta

O tabaco ainda é responsável por 97% dos diagnósticos de cancro da laringe.

O álcool associado ao fumo aumenta o risco em 5 vezes para cancro da laringe. Ao contrário do que muitos dizem, a diminuição de fumadores ainda não determinou o mesmo efeito para a incidência do cancro de cabeça e pescoço.

O HPV (vírus do papiloma humano), transmitido também pelo sexo oral não protegido, pode estar relacionado com alguns tipos de cancro de cabeça e pescoço. Os tumores de orofaringe (amígdalas e base de língua) podem ser causados pelo HPV. Em alguns países (como nos EUA) é considerado como epidemia pelo aumento expressivo de casos destes tumores. Em Portugal, começamos a assistir ao aumento de casos em doentes jovens e sem fatores de risco, não sendo ainda conhecidos os verdadeiros números em Portugal.

O cancro de cabeça e pescoço não é uma doença exclusivamente masculina.

Em relação aos doentes diagnosticados com tumores de cabeça e pescoço, houve um aumento de casos entre mulheres e jovens nas últimas décadas.

O uso de próteses dentárias não contribui para o desenvolvimento de cancro da cavidade oral.

Usar prótese dentária não provoca cancro. O problema é se a prótese estiver mal adaptada e provoque feridas com frequência. Esse trauma crónico é fator de risco porque pode provocar uma lesão maligna.

Os colutórios orais aumentam o risco do cancro.

Estudos associam o uso frequente e prolongado de colutórios orais, que têm álcool na sua composição, com o aumento da incidência do cancro de cavidade oral. Pessoas que usam diariamente e por um extenso período esse tipo de produto têm de três a quatro vezes mais risco de desenvolver este tipo de cancro comparado a quem não tem esse hábito.

A carne vermelha tem relação com cancro de cabeça e pescoço.

Estudos demostram que o consumo diário de carne vermelha grelhada aumenta o risco. Dessa forma, carne vermelha pode ser consumida moderadamente, duas ou três vezes por semana no máximo, e o ideal é variar a forma de preparação.

Saiba mais sobre o Cancro da Cabeça e Pescoço

Os tumores de cabeça e pescoço são classificados conforme a área da cabeça ou do pescoço em que se iniciam:

Cavidade Oral - A cavidade oral inclui os lábios, dois terços da língua, gengivas, revestimento interior das bochechas e lábios, pavimento da boca sob a língua, palato duro e área da gengiva atrás dos dentes do siso.

Faringe - A faringe faz a comunicação entre o nariz e a boca com a laringe e o esôfago. É um canal comum ao aparelho digestivo e ao aparelho respiratório. É composto de 3 partes:

Nasofaringe - É a parte superior da faringe, localizada atrás do nariz.

Orofaringe - É a parte média da faringe, inclui o palato mole (parte de trás da boca), a base da língua e as amígdalas.

Hipofaringe - É a parte inferior da faringe.

Laringe - A laringe é uma via de passagem curta formada por cartilagem e localizada na garganta logo abaixo da faringe. A laringe contém as cordas vocais. Ela também contém a epiglote, uma espécie de lâmina que se move para fechar a ligação da laringe com a glote durante a deglutição, impedindo a comunicação do aparelho respiratório com o aparelho digestivo.

Seios Perinasais e Cavidade Nasal - Os seios perinasais são espaços pequenos localizados nos ossos da cabeça à volta do nariz. A cavidade nasal é o espaço oco no interior do nariz.

Glândulas Salivares - As glândulas maiores estão localizadas na boca próximas do osso maxilar. As glândulas salivares são responsáveis pela produção da saliva.

Tratamento

Os tratamentos do CCP podem incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapêuticas-alvo, imunoterapia ou uma combinação de tratamentos.
A localização do tumor, o estadio da doença, a idade da pessoa e o estado geral de saúde são fatores que contribuem para a escolha de tratamento mais adequada a cada doente. O mais importante é o tratamento individualizado, considerando as particularidades de cada doente, oferecendo o melhor tratamento disponível.

Prevenir o cancro pode ser mais fácil do que imagina.

De acordo com estudos, até 40% das mortes por cancro podem ser evitadas pela redução do uso do tabaco; alimentação saudável; estimulação da atividade física regular; diminuição do consumo exagerado de álcool; controlo de alguns vírus relacionados ao cancro (como o vírus da hepatite B e C, e o papiloma vírus humano – HPV); eliminação dos agentes carcinogénicos nos ambientes de trabalho;  diminuição da poluição atmosférica; uso de protetor solar.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Faculdade de Medicina
A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto está a desenvolver um dispositivo semelhante a um 'pacemaker' que...

Este projeto, desenvolvido pela Unidade de Investigação Cardiovascular (UnIC), centro de investigação integrado na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), com o apoio da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), acaba de receber um financiamento de 400 mil euros por parte da Fundação Bancária "la Caixa" e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

Coordenado por Adelino Leite Moreira, docente da FMUP e líder da UnIC, o projeto, destacado entre 784 outros, já se encontra em fase de protótipo e permitirá, "numa fase avançada, melhorar em larga escala a abordagem clínica para a patologia", informou a FMUP.

De acordo com a instituição de ensino superior, "ao contrário das abordagens clássicas, que não têm o efeito desejado em cerca de um terço dos pacientes", o dispositivo permitirá aos profissionais de saúde, através de um 'software', adaptar a abordagem clínica a cada paciente e, quando necessário, estimular o coração em vários pontos em simultâneo.

Este projeto pioneiro conta com os investigadores Rui Cerqueira, André Lourenço e Flávio Amorim, visa igualmente desenvolver e aplicar técnicas minimamente invasivas, criando, ainda, as condições necessárias para melhorar o treino avançado de profissionais de saúde.

Para Adelino Leite Moreira, a conquista desta distinção "é uma grande vitória para a equipa e só aumenta a vontade de continuar a trabalhar para desenvolver o projeto entrar numa próxima fase".

O responsável frisou que a criação deste projeto só foi possível "graças a uma equipa multidisciplinar das mais diversas áreas do saber", sendo este reconhecimento "uma vitória coletiva do trabalho de todos".

A UnIC, criada em 1994, promove o conhecimento científico e a sua potencial aplicação na prática clínica, focada no desenvolvimento de novas abordagens de diagnóstico, monitorização e tratamento para as doenças cardiovasculares - primeira causa de morte em Portugal.

Integra atualmente 122 investigadores, 50 dos quais doutorados, sendo o único centro nacional dedicado exclusivamente ao estudo desta temática, indicou ainda a FMUP.

 

Governo
O Governo vai abrir hoje concurso para contratar 1.234 médicos que terminaram a especialidade nas áreas hospitalar, de medicina...

Numa nota de imprensa hoje divulgada, o Ministério acrescenta que os despachos que abrem concurso para os novos médicos serão hoje publicados em Diário da República.

Para os hospitais vão abrir 839 vagas, para a medicina geral e familiar estão destinadas 378 vagas e há 17 para a área da saúde pública.

O Ministério da Saúde destaca que as vagas a abrir nesta primeira fase “representam o maior número dos últimos anos”.

“A distribuição de vagas teve como base um conjunto de critérios que consideram as necessidades de cada instituição do SNS, com especial enfoque nas regiões do interior e Algarve”, acrescenta a nota.

A abertura de vagas para medicina geral e familiar vai permitir que sejam atribuídos médicos de família a mais 500 mil portugueses.

Nos últimos dias, várias estruturas médicas tinham contestado a contratação de médicos aposentados para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) antes da abertura dos concursos para os recém-especialistas que concluíram há meses a sua formação.

Ordem dos Médicos, Sindicato Independente dos Médicos, Federação Nacional dos Médicos e Associação das Unidades de Saúde Familiar exigiam que a contratação de médicos aposentados só fosse feita após a colocação dos mais de mil médicos recém-especialistas que concluíram a sua formação especializada há mais de três meses.

 

Estudo
Um estudo desenvolvido por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto mostra que o sofrimento mental...

"Desde o nascimento que o bebé começa a estabelecer uma relação de vinculação com o adulto que lhe assegura o seu conforto e sobrevivência, o seu neurodesenvolvimento, regulação emocional e resposta ao ‘stress'", informou a instituição de ensino superior.

Segundo a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), quando a qualidade das relações de vinculação está comprometida, podem ser espoletados mecanismos na criança que levam a variações nos níveis de cortisol (hormona do ‘stress' responsável pelo controle dos níveis de açúcar no sangue) e a alterações comportamentais, ao nível do sono e do apetite.

Este estudo, que envolveu os pais e cerca de 100 crianças que frequentavam a consulta de obesidade no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, mostra uma correlação significativa entre o estado mental materno e os níveis alterados de cortisol nos filhos, associação encontrada mais frequentemente nas raparigas.

No âmbito do estudo, foram igualmente analisadas as diferenças entre os vários tipos de vinculação entre progenitores e os filhos, destacando-se as estratégias de vinculação insegura que se desenvolvem quando "a qualidade da relação, que implica a sensibilidade e capacidade de resposta contingente do cuidador principal, está comprometida", disse a investigadora Inês Pinto.

A responsável pelo trabalho concluiu que as filhas que apresentavam estratégias de relação insegura do tipo ‘evitante’, na qual uma situação de depressão da mãe pode fazer com que esta não seja tão responsiva a alguns sinais de sofrimento da criança, acabam por não ser capazes de se regularem emocionalmente, “podendo recorrer aos alimentos para se confortar".

"Esta criança interpreta que o choro é algo negativo e suprime-o, seja para manter a mãe por perto ou porque sente que não surte efeito", lê-se na nota da FMUP.

Estas são crianças que "raramente pedem ajuda e que tentam resolver tudo sozinhas", sendo também "as que menos aparecem nas consultas", porque "aprendem que tudo o que é emocional não pode ser verbalizado".

De acordo com a também médica pedopsiquiatra no hospital Beatriz Ângelo, em Loures, este processo pode culminar num cenário de compensação através em desregulações hormonais.

Já nas estratégias de vinculação insegura do tipo ansioso, as crianças percebem "que nem sempre as mães estão presentes, mas que podem forçar a resposta materna, se exagerarem os seus estados". 

"São essas que mais aparecem na consulta, que pedem ajuda, mas nas quais não foram encontradas associações com as hormonas do ‘stress'", referiu.

Para a investigadora, a intervenção dos profissionais de saúde deve ser adaptada consoante o tipo de vinculação.

Enquanto na relação de vinculação insegura do tipo evitante é necessário ajudar as crianças a verbalizar os sentimentos, no grupo ansioso é preciso auxiliá-las a distinguir "uma dor real daquela que não é".

Os resultados desta investigação, desenvolvida no programa doutoral em Metabolismo: Clínica e Experimentação da FMUP e orientada pelo professor catedrático Rui Coelho, sublinham a importância da qualidade da relação de vinculação entre a mãe e o filho, do funcionamento familiar e do estado mental de pais e filhos quando se estuda a obesidade infantil.

"Deste modo, ao protegerem os seus filhos do ‘stress' excessivo e que perturba o funcionamento e o desenvolvimento dos sistemas neurofisiológicos, contribuem para a redução do risco da obesidade infantil", acrescentou a investigadora.

Projeto em desenvolvimento
A Escola Superior de Enfermagem do Porto, em colaboração com entidades espanholas e brasileiras, está a desenvolver um programa...

Num estudo preliminar, que englobou 474 enfermeiros do Porto e de Oviedo (Espanha), desenvolvido no âmbito do projeto principal, foram encontrados níveis baixos ou moderados de ‘stress', disse a professora da Escola Superior de Enfermagem do Porto (ESEP) Elisabete Borges.

As dimensões "mais ‘stressantes'" encontradas, indicou a investigadora, foram a sobrecarga de trabalho e a dificuldade em lidar com a morte, por oposição ao reduzido ‘stress' provocado pela falta de suporte ou conflitos com enfermeiros.

Numa outra amostra, que englobou enfermeiros do Porto, de Oviedo (Espanha) e do Brasil, a equipa verificou que 11% desse grupo sofre de síndrome de ‘burnout' elevado, um distúrbio psíquico que é precedido de esgotamento físico e mental.

Os resultados desse trabalho, que envolveu enfermeiros de hospitais universitários centrais, revelam igualmente que, apesar de 56% dos participantes sofrerem de baixo ‘burnout', já há 33% com nível moderado.

Segundo a investigadora do grupo NursID, do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (Cintesis), a comparação entre os dados recolhidos em Portugal e em Espanha revelou "diferenças pouco significativas" quanto ao ‘stress', sugerindo que as fontes que o causam são comuns aos enfermeiros dos dois países.

No entanto, no que toca ao “presentismo” (prática que consiste em estar presente no local de trabalho, sem condições físicas ou mentais que perturbam a produtividade), foram encontrados níveis mais altos nos enfermeiros espanhóis do que nos portugueses.

A investigadora alertou, contudo, para o facto de o ‘stress' e o ‘burnout' poderem "refletir o mito do trabalhador saudável, ou seja, só preencherem questionários os enfermeiros que ainda não estão em desgaste, pois os que estão já doentes não terão paciência ou capacidade de participar em estudos".

Este estudo está inserido no projeto principal, onde, além da ESEP, participam a Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação do Porto (FPCEUP), a Facultad de Medicina y Ciencias de la Salud da Universidade de Oviedo (Espanha) e a Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (Brasil), com o objetivo de aprofundar o conhecimento e comparar os contextos laborais e a saúde dos enfermeiros dos três países.

Quanto ao ‘engagement' (definido neste contexto como o compromisso para com a profissão), também avaliado noutro dos estudos deste projeto, foram verificados níveis altos em 160 enfermeiros a exercer funções nos cuidados de saúde primários na região do Porto e numa das ilhas dos Açores.

Elisabete Borges contou ainda que, numa amostra de 324 enfermeiros a exercer funções em Portugal, foi identificada uma prevalência de ‘bullying' de 9,3%.

Questionada, a docente afirmou que a enfermagem do trabalho em Portugal "tem vindo a ter uma maior visibilidade e reconhecimento", sobretudo "com o aumento de formação nesta área do conhecimento" e com o regulamento da competência acrescida diferenciada, estabelecido em junho deste ano pela Ordem dos Enfermeiros.

"Considero que estamos num caminho de valorização de competências destes profissionais nos diferentes contextos. Integrados em equipas multidisciplinares, desenvolvendo uma prática profissional baseada na evidência, devem potenciar a sua prática clínica no âmbito da promoção de saúde dos trabalhadores", frisou.

O projeto, intitulado "INT-SO: Dos contextos de trabalho à saúde ocupacional dos profissionais de enfermagem, um estudo comparativo entre Portugal, Brasil e Espanha", já deu origem à obra "Enfermagem do Trabalho: Formação, Investigação e Estratégias de Intervenção", o primeiro livro desta área de conhecimento em Portugal, acrescentou.

Atualmente, os investigadores estão a desenvolver mais estudos comparativos entre os três países.

Tabaco é um importante fator de risco
A designação de Cancro da Cabeça e Pescoço refere-se a um conjunto de tumores malignos que têm orige
Cancro Cabeça e Pescoço

Os tumores da Cabeça e do Pescoço correspondem a cerca de 5% de todos os tumores malignos.

Temos, assim, incluídos os cancros da cavidade oral que inclui, os tumores da língua, que são os mais frequentes, os tumores dos lábios, sendo os do lábio inferior muito comuns, os do pavimento da boca, da gengiva e de outras estruturas da cavidade oral. Para além destes, temos os tumores, da faringe, da laringe, dos seios perinasais, das cavidades nasais, das glândulas salivares, da glândula tiroideia e ainda outros, mais raros como alguns sarcomas.

A maior parte das vezes as causas deste tipo de tumores é desconhecida. No entanto, o consumo de tabaco e de álcool, a má higiene oral, o traumatismo crónico provocado por próteses dentárias mal adaptadas ou por dentes fraturados e não tratados, a infeção por algumas estirpes do Vírus do Papiloma Humano, a infeção pelo Vírus de Epstein-Barr, e ainda a exposição a radiações ionizantes, são algumas das causas conhecidas como fatores que facilitam o aparecimento de alguns destes cancros.

Os sintomas dos cancros da cabeça e pescoço podem ser, entre outros: um nódulo ou uma ferida no pescoço ou na face, uma dor na garganta que não desaparece após 3 semanas, mesmo com tratamento, dificuldade na deglutição que se tenha instalado recentemente, alterações na voz, uma ferida ou uma mancha branca, castanha, negra ou vermelha, na boca, que tenha aparecido recentemente, alterações na articulação dos dentes, hemorragia das gengivas ou de outras zonas, dores de ouvidos (sobretudo se unilaterais), obstrução nasal de instalação recente, (sobretudo se unilateral). Estes sintomas podem, claro está, ser causados por outras causas menos graves; no entanto, deverão ser avaliados por um médico para excluir a possibilidade de se tratar de uma situação potencialmente grave.

É possível reduzir o risco de desenvolver alguns destes tumores. A cessação do consumo de tabaco é o passo mais importante para reduzir o risco dos cancros que estão directamente relacionados com o consumo. Mesmo alguém que tenha tido um cancro na área da Cabeça e Pescoço relacionado com o tabaco, se deixar de fumar, tem uma probabilidade sete vezes menor de não ter uma recidiva desse tumor, comparativamente a alguém que tenha mantido os hábitos tabágicos.

O desenvolver de hábitos corretos de higiene oral, consultar o Médico Dentista e o Médico de Família com regularidade e o evitar o consumo excessivo de álcool são exemplos de atitudes que reduzem o risco de vários destes cancros.

A vacinação contra o Vírus Papiloma Humano pode também prevenir alguns cancros, sobretudo os da amígdala e da base da língua. O sexo oral é também um factor de risco de infecção por estes vírus e como tal factor de risco de desenvolvimento de cancro destas áreas.

O tratamento varia conforme a localização e o tipo específico de tumor. Em termos gerais a cirurgia tem um papel preponderante, sendo a radioterapia e a quimioterapia tratamentos complementares. Existem no entanto alguns destes tumores, como por exemplo o carcinoma da nasofaringe que não têm indicação operatória e são tratados com quimioterapia e/ou radioterapia.

A Imunoterapia é uma forma recente de tratamento de muitos tipos de cancro, no entanto, na área da cabeça e do pescoço este tipo de terapêutica tem ainda indicações limitadas. É no entanto previsível que haja avanços significativos dentro de alguns anos.

Como já referido anteriormente, estes tumores têm comportamento e agressividade muito variável; no entanto, como em todos os casos de oncologia, quanto mais rápido for o diagnóstico e o tratamento, maior será a possibilidade de cura e também menor será a possibilidade de a pessoa ficar com sequelas graves.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Ministério Público
Entre os arguidos incluem-se três médicos e um farmacêutico. Em causa está a alegada falsificação de receitas médicas para a...

O Ministério Público (MP) acusou 29 arguidos, onde se incluem três médicos e um farmacêutico, por falsificarem receitas médicas e alegadamente terem obtido comparticipações indevidas num montante superior a dois milhões de euros.

Segundo o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), os 29 arguidos estão acusados dos crimes de burla qualificada e falsificação de documento agravada. Além de duas entidades coletivas, escreve o Observador, entre os arguidos singulares acusados encontra-se um farmacêutico proprietário de uma farmácia e três médicos.

De acordo com a acusação, a atuação imputada aos arguidos reporta-se essencialmente “à emissão e utilização de receituário médico, que forjavam, de forma a lograrem a obtenção de comparticipações indevidas pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, que se apurou ter atingido, pelo menos, o montante de 2.116.391,85 euros”.

O MP indicou ainda que foi requerida a perda de vantagem do crime, bem como requerido o arresto de bens imóveis e participações sociais de um dos arguidos. Um arguido encontra-se sujeito à obrigação de permanência na habitação e os restantes arguidos têm termo de identidade e residência.

O Ministério Público foi coadjuvado pela Polícia Judiciária de Leiria e pelo Gabinete de Recuperação de Ativos de Lisboa.

 

Estudo
Um estudo da Universidade de Aveiro revela que pequenas concentrações de nanoplásticos provocam danos genéticos e fisiológicos...

O trabalho teve como objetivo avaliar de que forma é que as pequenas partículas de plástico podem influenciar os organismos aquáticos, quer individualmente quer em exposições combinadas com outros contaminantes ambientais, explicou o coordenador do estudo Marcelino Miguel Oliveira.

O estudo, que foi publicado na revista científica 'Science of the Total Enviroment', consistiu em expor os mexilhões, durante quatro dias, a plásticos que têm à volta de 100 nanómetros (cerca de 1000 vezes mais pequenos que o diâmetro de um cabelo), tendo sido observadas alterações a nível molecular e fisiológico nos moluscos, escreve o Sapo.

“Vimos que os mexilhões têm uma menor capacidade de reparar os danos do ADN, verificando-se igualmente efeitos na resposta imunitária. Os resultados sugerem que uma exposição crónica poderá tornar os mexilhões mais sensíveis e suscetíveis a doenças”, adiantou o biólogo Marcelino Miguel Oliveira.

Apesar destes resultados, os responsáveis pelo estudo dizem não ser possível afirmar se estas nanopartículas afetam o Homem, adiantando que “ainda não existem dados disponíveis para tirar ilações”.

“Não podemos concluir que, havendo efeitos para mexilhões, exista efeito para os humanos, mas não se exclui essa possibilidade. O que podemos dizer é que os mexilhões conseguem acumular este tipo de partículas e o seu consumo pode potenciar a exposição dos humanos”, disse Marcelino Miguel Oliveira.

O trabalho foi realizado por investigadores do Departamento de Biologia da UA e CESAM, do Departamento de Física e CICECO (Instituto de Materiais de Aveiro) em parceria com a Universidade Autónoma de Barcelona e da Universidade de Múrcia (Espanha).

Os investigadores estão também a estudar os efeitos dos nanoplásticos em peixes marinhos e de água doce, avaliando igualmente o efeito em organismos na base da cadeia trófica (fito e zooplâncton).

Essure
Em Portugal, a venda está suspensa desde julho de 2017. Logo depois de, em Espanha, 30 mulheres terem avançado com uma queixa...

A Bayer vai descontinuar a comercialização do contracetivo Essure, dispositivo introduzido no organismo feminino, até ao final do ano. Em Portugal, França e Espanha a venda foi suspensa há um ano e recomendado que o produto deixasse de ser utilizado.

Tal aconteceu depois de 30 mulheres espanholas terem avançado com uma queixa na justiça por suspeita de "falta de controlo sanitário" do produto depois de o usar. De acordo com a comunicação social espanhola, que volta ao tema por o processo ainda não ter começado a ser julgado, as mulheres alegavam terem ficado inférteis, depois de o usarem. As queixosas argumentavam não terem sido alertadas pela empresa para as contraindicações do contracetivo, as quais lhe terão provocado "graves lesões". Segundo a edição de hoje do El País, "as doentes nunca foram informadas adequadamente sobre as possíveis complicações relacionadas com o produto, que poderiam afetar a sua saúde." No texto apresentado à justiça, as mulheres sustentavam que tal "omissão terá sido intencionada."

Um ano depois deste caso a Bayer decide descontinuar a comercialização em todo o mundo, mas logo em setembro do ano passado tinha "decidido cancelar o pedido de renovação do certificado" de venda do produto, confirmou ao Diário de Notícias a autoridade do medicamento em Portugal, Infarmed.

A mesma entidade informa ainda que a empresa sustentou a descontinuação do contracetivo com o "declínio das vendas" nos Estados Unidos nos últimos tempos. Em Portugal, o produto começou a ser comercializado em 2002 e ao longo deste tempo foram distribuídos cerca de 6000 dispositivos. Até agora, o Infarmed não recebeu qualquer notificação de profissionais de saúde ou de doentes sobre efeitos nocivos".

No entanto, e tendo em conta que em Portugal ainda existem mulheres a usar o Essure, o dispositivo "continuará a ser monitorizado".

Instituto do Mar e da Atmosfera
Todos os distritos de Portugal continental e os arquipélagos da Madeira e Açores estão hoje em risco muito elevado de exposição...

Para as regiões com risco muito elevado e elevado, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) recomenda o uso de óculos de sol com filtro ultravioleta (UV), chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol e protetor solar, além de desaconselhar a exposição das crianças ao sol.

Os índices UV variam entre 1 e 2, em que o risco de exposição à radiação UV é baixo, 3 a 5 (moderado), 6 a 7 (elevado), 8 a 10 (muito elevado) e superior a 11 (extremo).

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, apresentando-se muito nublado no litoral oeste até final da manhã e no interior do Alentejo até meio da manhã e possibilidade de ocorrência de períodos de chuva fraca ou chuvisco no litoral oeste até final da manhã.

A previsão aponta também para vento fraco a moderado do quadrante oeste, soprando moderado em especial durante a tarde, de noroeste no litoral oeste a sul do Cabo Mondego e nas terras altas, e de sudoeste na costa sul do Algarve.

Está também prevista neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais e pequena subida da temperatura máxima no litoral Centro e na região Sul.

As temperaturas mínimas no continente vão oscilar entre os 13 graus Celsius (na Guarda) e os 18 (Faro, Lisboa e Aveiro) e as máximas entre os 22 (em Viana do Castelo) e os 32 (Évora, Beja e Castelo Branco).

Para a Madeira prevê-se céu geralmente pouco nublado, apresentando períodos de maior nebulosidade até ao início da manhã e possibilidade de ocorrência de aguaceiros fracos nas vertentes norte e terras altas da ilha até ao início da manhã.

Está ainda previsto vento fraco a moderado do quadrante norte, tornando-se moderado a forte nas terras altas a partir do meio da tarde.

No Funchal as temperaturas vão oscilar entre os 20 e os 25 graus.

O IPMA prevê para hoje nas ilhas das Flores e Corvo, grupo ocidental dos Açores, períodos de céu muito nublado com boas abertas e vento oeste bonançoso a moderado.

Para as ilhas Graciosa, Terceira, Pico, Faial e S. Jorge, no grupo central, prevê-se céu muito nublado com boas abertas e vento fraco a bonançoso de norte, rodando para oeste.

Segundo o IPMA, para as ilhas de S. Miguel e Santa Maria, no grupo oriental, prevê-se céu muito nublado com boas abertas, possibilidade de aguaceiros fracos e vento fraco a bonançoso de nordeste, rodando para noroeste.

Em Santa Cruz das Flores as temperaturas vão variar entre os 18 e os 27 graus Celsius, na Horta e em Angra do Heroísmo entre os 18 e os 25 e em Ponta Delgada entre os 19 e os 25.

Após escândalo
A China ordenou uma inspeção geral às empresas que produzem vacinas, numa resposta ao recente escândalo de vacinas defeituosas...

De acordo com a agência de notícias oficial chinesa Xinhua, várias equipas vão investigar minuciosamente todo o processo e toda a cadeia de produção de vacinas de todos os produtores chineses, na sequência de uma ordem emitida na quarta-feira à noite pela Administração de Alimentos e Medicamentos da China (CFDA).

Estas equipas "vão inspecionar de alto a baixo todo o processo e a cadeia de produção de todos os fabricantes de vacinas", garantiu a CFDA, em comunicado.

Na semana passada, a CFDA acusou o laboratório farmacêutico Changchun Changsheng, um dos maiores produtores de vacinas do país, de falsificar registos de produção de cerca de 113 mil vacinas contra raiva, além de distribuir mais de 250 mil doses defeituosas contra a difteria, o tétano e a tosse convulsa.

De acordo com as autoridades, os dados de fabrico da vacina contra a raiva foram falsificados e os parâmetros de produção alterados. O escândalo suscitou uma reação imediata na China, onde numerosos pais manifestaram a sua preocupação através das redes sociais.

O Presidente chinês, Xi Jinping, repudiou de imediato as práticas "odiosas e chocantes" da empresa e exigiu uma investigação profunda do caso.

Na terça-feira, a polícia da cidade de Changchun (nordeste) deteve 15 pessoas, incluindo a diretora da empresa, com sede no nordeste da China.

As autoridades garantiram que as vacinas adulteradas não saíram das fábricas da Changchun Changsheng. Mas o caso põe em causa o regulador e aumenta a desconfiança nos consumidores, já abalados com vários escândalos alimentares e sanitários ocorridos nos últimos anos.

 

88 signatários
Mais de 80 personalidades portuguesas propõem o fim das taxas moderadoras que não dependem da vontade do utente, considerando...

“As ‘falsas taxas moderadoras’, aquelas que não dependem da vontade do utilizador (são efetivamente copagamentos), não devem continuar a ser toleradas”, defende o grupo de 88 signatários de um documento que pretende contribuir para a nova Lei de Bases da Saúde.

No manifesto, assinado por vários peritos da área e a que a Lusa teve acesso, refere-se que as taxas moderadoras “só se justificam quando é possível demonstrar que têm uma ação positiva na moderação da utilização desnecessária de cuidados de saúde”.

O documento é subscrito por várias personalidades reconhecidas da área, como a antiga ministra da Saúde Ana Jorge, o especialista em saúde pública Constantino Sakellarides, o ex-secretário de Estado da Saúde Manuel Pizarro, o antigo bastonário dos Farmacêuticos, Aranda da Silva, ou pela antiga bastonária dos Enfermeiros, Maria Augusta Sousa.

Entre os subscritores estão também vários médicos, como António Leuchner, Filipe Froes, Henrique Botelho, João Goulão, José Manuel Boavida, Jorge Espírito Santo, Júlio Machado Vaz ou Victor Ramos.

Os 88 especialistas sugerem ainda que a nova Lei de Bases da Saúde sublinhe a importância de garantir o acesso aos cuidados de saúde, nomeadamente respeitando os tempos máximos de resposta garantidos.

Quanto ao financiamento do setor, um tema crítico e muito discutido há vários anos, a proposta defende a necessidade de “incluir explicitamente objetivos de saúde na estratégia orçamental do país”.

É ainda preciso “dizer claramente que o financiamento público deve privilegiar, primeiramente o Serviço Nacional de Saúde (SNS)”. Só depois, de forma “justificada, objetiva e transparente face às necessidades”, o setor social e o privado com fins lucrativos.

Os subscritores consideram que é obrigação do Estado investir no SNS e melhorá-lo continuamente, não sendo essa obrigação compatível com a ideia de um “mercado aberto” em que o serviço público e o privado concorrem em iguais circunstâncias ao financiamento público da saúde.

“Abandonar o SNS a esse mercado, não investindo no seu desenvolvimento, resultaria, em pouco tempo, num serviço público residual, de má qualidade, fazendo tão-somente o que é menos atraente para outrem”, defendem os 88 subscritores.

O documento advoga também que é necessário assegurar que o SNS cuida dos seus profissionais, das suas condições de trabalho, da formação contínua e que as relações de precariedade são desencorajadas, uma vez que afetam a qualidade dos cuidados prestados.

A nova Lei de Bases da Saúde deve ainda assegurar que se aplica uma avaliação de desempenho do SNS a cada dois anos, bem como zelar por princípios de transparência que passem por publicitar resultados, quer do SNS como de outros prestadores.

Os subscritores deste manifesto lembram que as políticas de “ajustamento económico e financeiro” aplicadas ao longo da última década “enfraqueceram consideravelmente o SNS”, havendo duas opções: permitir que a degradação seja definitiva ou lançar as bases de um novo SNS para o século XXI.

 

Estudo
Através de quase 40 anos de estudo da atmosfera, foi concluído que a espécie humana está a "desequilibrar" as...

Os efeitos das alterações climáticas podem ser bastante mais radicais do que o que a ciência pensava. Depois de quase quatro décadas a recolher dados de um satélite, cientistas climáticos concluíram que, pela primeira vez, a espécie humana está a "desequilibrar" as temperaturas das estações, fazendo-as trocar entre elas.

A investigação publicada na revista Science mostra "pegadas" causadas por humanos em locais pouco prováveis - a atmosfera acima de nós mas abaixo do espaço, a troposfera. E não é apenas isso: foram encontradas mudanças brutais ao longo dos anos no clima estacional – como varia uma temperatura do verão para o inverno e desse inverno para o verão seguinte.

O estudo, escreve a Sábado, liderado por alguns dos melhores especialistas em clima a estudar a atmosfera terrestre, foi possível graças à medição contínua da temperatura atmosférica através de satélites. Foi então contabilizado o histórico de 38 anos do aparelho e captados os picos mensais de temperatura – os altos e os baixos.

Conscientes da incerteza dos cálculos e da existência de todo o tipo de cépticos sobre alterações climáticas, os autores do estudo atribuíram uma probabilidade de "cinco em cada milhão" de cenários destas mudanças ocorrerem naturalmente, sem a interferência do Homem.

Durante a fase inicial da investigação, as "ondas" - diferenças entre picos de temperaturas máximos e mínimos - foram suaves. Mas, no último ano em estudo, 2016, as diferenças atingiram os maiores picos máximos – e muito maiores picos mínimos. As mudanças nestes padrões de temperaturas sazonais apenas puderam ser explicadas pela impressão digital deixada pela influência humana – e não pela variabilidade natural do clima.

Benjamin Santer, o líder da investigação e investigador no Laboratório Lawrence Livermore, alertou ainda para a persistente desconexão entre as descobertas que atribuem o aquecimento da Terra à humanidade e como as mesmas são caracterizadas pela política internacional.

De acordo com o estudo, cinco dos seis satélites mostram dados concretos de que o aquecimento subiu a níveis acima das previsões. "Este é o tipo de coisa que não se quer estar certo", afirmou Santer à Bloomberg, descrevendo o seu trabalho como uma lembrança desconfortável das previsões climáticas que se avizinham.

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