Estudo

Intervenção terapêutica em grupo traz mudanças positivas na vida das mulheres com cancro

A intervenção terapêutica em grupo pode trazer mudanças positivas na vida das mulheres que tiveram cancro da mama, revela um estudo divulgado hoje e que defende a aplicação nos hospitais desta intervenção baseada na partilha de experiências.

O estudo envolveu 205 mulheres com cancro da mama não metastático do Centro de Mama do Hospital de São João, do Hospital de Santo António, ambos no Porto, do Hospital da Luz, Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, e do Movimento Vencer e Viver da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Segundo o estudo, o cancro da mama, compreendido como um acontecimento traumático, pode potenciar sintomas de Perturbação Pós-Stress Traumático.

A investigação visou “promover o melhor ajustamento psicossocial à doença, o suporte social e maior expressão emocional”, disse a investigadora Catarina Ramos, que vai receber hoje o Prémio ISPA 2018 por esta investigação, financiada pela Fundação para a Ciência e tecnologia (FCT).

O estudo envolveu dois grupos, um dos quais foi alvo de intervenção terapêutica em grupo durante oito semanas com periodicidade semanal e teve como principal objetivo a promoção do crescimento pós-traumático.

Esta intervenção promove “um ambiente seguro, confortável, e estimulante para a expressão emocional e para a partilha de experiências relativas ao processo individual de doença de cada membro do grupo”, refere o estudo.

Após a análise dos resultados, a investigadora concluiu que há mudanças positivas nas mulheres depois de terem tido cancro da mama e após esta intervenção.

“Mais do que uma superação do cancro, ocorre uma transformação psicológica e social na vida de uma sobrevivente, que pode ser potenciada por intervenções como esta”, inclusive nos hospitais, disse Catarina Ramos.

A investigadora explicou que “as mulheres que participaram na intervenção tiveram mais crescimento”, o que significa que perceberam “o lado positivo do cancro, que existe”, passando a valorizar mais cada dia.

“Ninguém está a valorizar o cancro, mas valorizam a forma de olhar a vida depois da doença. Conseguem até ver outras oportunidades, desenvolver outros projetos, dar mais valor a si próprias. Colocarem-se em primeiro lugar”, salientou.

No entanto, os resultados mostram que “a intervenção não chega e que há outros fatores que podem potenciar esse crescimento, como por exemplo o suporte social”.

Os utentes, os profissionais e os hospitais também perceberam a importância da intervenção e do crescimento pós-traumático, disse, defendendo que esta terapêutica pode ser desenvolvida nos hospitais, que ainda mantêm o foco “nos sintomas e nos aspetos negativos” da doença.

“Estas mulheres também precisam (…) de falar nesses aspetos positivos no local onde são tratadas, porque não descurando os aspetos negativos, se for encorajada esta vivência saudável da doença” os tratamentos podem tornar-se mais fáceis no dia a dia, sustentou Catarina Ramos.

Em Portugal, anualmente são detetados cerca de 6.000 novos casos de cancro da mama e 1.500 mulheres morrem com esta doença.

Fonte: 
LUSA
Nota: 
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INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATÍVEIS COM RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO NOME DO MEDICAMENTO: Microlax, 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml, Solução rectal e Microlax, 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml, Solução rectalCOMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Composição por microclister: Citrato de sódio: 450 mg ou 270 mg; Laurilsulfoacetato de sódio 45 mg ou 27 mg. Excipiente q.b.p.: 5 ml ou 3 ml. FORMA FARMACÊUTICA: Solução rectal (enema). A solução é viscosa, incolor e contém pequenas bolhas de ar incorporadas. INFORMAÇÕES CLÍNICAS – Indicações terapêuticas: Tratamento sintomático da obstipação rectal ou recto-sigmoideia; Encopresis; Obstipação durante a gravidez, obstipação associada ao parto e cirurgia (uso pré e pós­operatório); Preparação do recto e sigmóide para exames endoscópicos. Posologia e modo de administração: Adultos e crianças de idade superior a 3 anos: Administrar o conteúdo de uma bisnaga por dia. Na obstipação marcada pode vir a ser necessária a aplicação do conteúdo de duas bisnagas. Crianças até 3 anos: Na maioria dos casos é suficiente uma bisnaga de Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml. Modo e via de administração: 1. Retirar a tampa da cânula (Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml) ou quebrar o selo da cânula (Microlax a 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml). 2. Comprimir ligeiramente a bisnaga até aparecer uma gota na extremidade da cânula. 3.Introduzir a cânula no recto. 4.Comprimir completamente a bisnaga. 5.Retirar a cânula, mantendo a bisnaga comprimida. Contra-indicações:Hipersensibilidade às substâncias activas ou a qualquer dos excipientes. Advertências e precauções especiais de utilização: Recomenda-se evitar a utilização de Microlax no caso de pressão hemorroidária, fissuras anais ou rectais e colites hemorrágicas. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção: Não foram realizados estudos de interacção. Efeitos indesejáveis: Doenças gastrointestinais: Frequência desconhecida (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis): Como em relação a todos os medicamentos do género, um uso prolongado pode originar sensação de ardor na região anal e excepcionalmente rectites congestivas. DATA DA REVISÃO DO TEXTO: Janeiro de 2009. Para mais informações deverá contactar o titular de Autorização de Introdução no Mercado. Medicamento não Sujeito a Receita Médica.