Investigação
Organizações não Governamentais como a Human Rights Watch e a Greenpeace têm realizado investigações no Brasil para alertar que...

O Brasil é reconhecido com uma das maiores potências agrícolas do mundo e consome cerca de 20% da produção dos pesticidas vendidos no planeta anualmente.

Um levantamento em sete comunidades do Brasil, divulgado no último dia 20 pela Human Rights Watch (HRW), mostrou que os moradores de áreas rurais estão a ser envenenados no Brasil por pesticidas espalhados em plantações perto das suas casas, escolas e locais de trabalho.

O relatório, denominado "Você não quer mais respirar veneno", diz que os casos de exposição de pesticidas no Brasil têm crescido principalmente pela aplicação de pesticidas fora do alvo ou quando este produto evapora e atinge as áreas adjacentes nos dias após a pulverização.

"Pesticidas pulverizados em grandes plantações tem envenenado crianças nas suas salas de aula e aldeões nos seus quintais por todo o Brasil rural", frisou Richard Pearshouse, autor do estudo e um dos responsáveis do setor de meio ambiente e direitos humanos da HRW.

Além do desconforto sentido pelos moradores ao ter contacto com os pesticidas, o estudo lembrou que a exposição crónica aos pesticidas, inclusive com baixas doses, está associada à infertilidade, impactos negativos no desenvolvimento fetal, cancro e outros efeitos negativos à saúde.

Em outubro do ano passado uma outra pesquisa divulgada pelo Greenpeace, que usou amostras colhidas nas cidades de São Paulo e Brasília, indicou que 36% dos 12 alimentos mais consumidos no Brasil possuem pesticidas acima do limite.

O levantamento, denominado "Segura este abacaxi! - os agrotóxicos que vão parar na sua mesa", verificou a presença de pesticidas não permitidos para a produção dos alimentos e também em quantidade ou acima do limite máximo permitido pela lei brasileira.

Segundo a pesquisa, 60% das amostras testadas continham resíduos de pesticidas e diversos alimentos testados apresentaram resíduos de mais de um tipo de pesticida.

Na época, a organização internacional disse eu fez o levantamento como forma de expor e questionar o modelo agrícola brasileiro.

"O uso de Organismos Geneticamente Modificados (OGM), a expansão da agropecuária sobre as florestas nativas, o uso intensivo de agrotóxicos e os impactos socioambientais e climáticos advindos do nosso sistema produtivo têm comprometido o futuro da nossa alimentação e da resiliência do planeta", salientou o relatório.

"Para além da saúde humana, o uso de agrotóxicos tem graves consequências para o meio ambiente. Os pesticidas impactam o solo, a água, a flora e a fauna ao redor das plantações, e comummente atingem áreas muito além de onde foram aplicados", completou.

O debate sobre o uso de pesticidas no país tem mobilizado ONG e se intensificou na sociedade brasileira nos últimos meses porque o Congresso do país está a debater um projeto de lei que pode flexibilizar o processo de registo destes produtos.

Uma comissão parlamentar especial aprovou em junho passado um projeto que reduz substancialmente o papel de fiscalização dos Ministérios da Saúde, Meio Ambiente, e de as agências com experiência em detetar os impactos causados pelo uso de pesticidas, propondo também a substituição do termo legal pesticidas por produtos fitossanitários.

Chamado oficialmente Projeto de Lei 6299/2002 e apelidado por ambientalistas e defensores da saúde pública de "Projeto de lei do Veneno", as novas normas ainda precisam passar por votações nas duas casas d o Congresso brasileiro (Senado e Câmara dos Deputados) e pela sanção do Presidente da República para entrar em vigor.

Incêndios
A psicóloga Margarida Santos, docente de psicologia ambiental, defendeu que é preciso “devolver a confiança” aos portugueses,...

Uma massa densa de fumo originária de um incêndio em mato, que ocorreu no passado dia 21 no concelho de Palmela, impediu a visibilidade dos automobilistas que seguiam na A12, no sentido Setúbal-Lisboa, tendo muitos deles decidido inverter a marcha e entraram em contramão.

Margarida Santos, da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, explicou que estes comportamentos “poucos racionais” surgem quando o instinto básico de sobrevivência “é ameaçado” e quando já há uma “situação prévia” que motive estas reações, como o incêndio que deflagrou no ano passado em Pedrógão Grande e que alastrou a concelhos vizinhos, provocando 66 mortos

Uma situação semelhante aconteceu esta semana na Grécia, tendo muitas pessoas morrido a fugir a um fogo que deixou mais de 80 mortos.

“Quando somos severamente ameaçados é natural que tenhamos uma reação de pânico”, que leva a comportamentos “pouco racionais” de fuga à ameaça, disse, explicando que, em muitos casos, a pessoa em vez de criar uma distância em relação à ameaça, quase se “atira para cima dela”.

Por isso, prosseguiu, “é natural” que a pessoa abandone o carro e “fuja de uma forma pouco orientada” para escapar à ameaça. “Isso é ainda mais agravado quando existe uma situação prévia” de um desastre, que “não foi vivido diretamente”, mas que os meios de comunicação social divulgam “durante muitos dias e a toda a hora”.

“No ano passado, aprendemos duas coisas em Portugal: que somos vulneráveis, que [uma tragédia] pode acontecer em qualquer momento e nem sempre podemos confiar quando nos dizem pode ir”, disse, aludindo ao não encerramento das estradas em Pedrógão.

Esta situação “descredibilizou as pessoas” que podem ajudar em situação de catástrofe, disse, defendendo: “É preciso devolver a confiança à população e a confiança só se devolve com verdade”.

Se isto não acontecer, a pessoa não vai ter “nenhuma segurança” em relação a quem devia estar a salvá-la. “Essa é a razão pela qual tivemos agora pessoas a fugir de uma forma completamente irracional numa situação em que se via apenas um bocadinho de fumo. Isto é normal e vai acontecer mais vezes”, lamentou.

Para Margarida Santos, só é possível os portugueses voltarem a ganhar confiança quando souberem “exatamente o que se passou, o que falhou” nos incêndios. “Aquilo que sabemos é aos bocados, completamente contraditório, e como tal não confiamos, porque não tivemos acesso à verdade”.

“Todos sabemos que há uma série de relatórios que não vieram cá para fora, todos sabemos que houve muito mais do que aquilo que nos disseram e isso precisa ser clarificado para que nós possamos de alguma maneira confiar”, sustentou.

Margarida Santos acredita que se este ano houver incêndios e estes forem “devidamente controlados” os portugueses voltam a “ganhar um pouco de confiança”.

“Tal como a natureza vai precisar de muito tempo para se refazer, nós também vamos precisar de tempo para nos refazermos em relação à confiança”, comentou.

Alertou ainda para a necessidade de mudança do comportamento dos órgãos de comunicação social na transmissão de catástrofes e para a importância de as escolas ensinarem procedimentos a adotar em casos de sismo, incêndios e em situações de pânico.

“Precisamos de mais informação que não seja de espetáculo, precisamos de meios de informação que não queiram gerar pânico”, mas sim que formem e ajudem a população, o que não acontece atualmente, disse, sublinhando que “os ‘mass media’ não têm consciência do mal que estão a fazer”, condicionando as pessoas e transformando-as em “gente frágil”, fazendo-lhes uma espécie de “lavagem ao cérebro”.

Na sua opinião, a comunicação social devia juntar-se e ajudar a população a perceber o que é que correu mal e bem e, principalmente, ajudá-la a desenvolver competências sobre o que fazer numa situação destas.

Opinião
“De pequenino é que se torce o pepino”.

Os primeiros três anos de vida da criança constituem o período em que se estabelece a forma básica dos pés, e é inclusive quando podem surgir as primeiras alterações nos pés, causadas por vários fatores: hereditariedade, posição de sono do bebé no berço, ou até durante a gravidez devido à posição fetal. Nesta fase inicial, deve existir uma grande preocupação com as extremidades do pé do recém-nascido, uma vez que são zonas corporais onde se perde mais calor, bem como com a temperatura dos membros inferiores, aconchegando-os sempre do frio com a colocação de meias e sapatos.

Até aos oito meses, a estrutura esquelética dos pés ainda se encontra em fase de desenvolvimento, o que significa que qualquer pressão anormal pode provocar deformidades. Neste período em que os pés são macios e flexíveis, e que a criança assume alguns comportamentos, como sentar-se em cima das pernas com os pés para fora, ou começar a andar em bicos de pés, é possível evidenciar a existência (ou não) de alguns problemas caraterísticos, como o pé plano ou o caminhar com os pés para dentro.

Na idade pré-escolar e escolar, é importante que seja realizado um diagnóstico e tratamento adequados ao crescimento e maturação física da criança, visando sempre a prevenção da evolução de problemas estruturais, bem como sequelas na idade adulta. É crucial que nesta fase os pais estejam conscientes acerca dos aspetos saudáveis relativamente ao conceito de calçado adequado para cada altura do crescimento dos seus filhos. A utilização de calçado inadequado pode resultar em diversos problemas, desde reações cutâneas a alterações estruturais, comprometendo a forma e a funcionalidade do pé.

Entre as alterações do membro inferior que possam surgir na idade pediátrica estão as alterações do caminhar, as sequelas de Luxação Congénita da Anca, as doenças específicas do crescimento, como osteocondrites, repercussões das alterações dos joelhos, dismetrias e alterações do pé.

Para evitar estes problemas, é essencial seguir os conselhos abaixo descritos:

  • Não obrigue a criança a caminhar sem que ela esteja realmente preparada para o fazer;
  • A criança deve gatinhar;
  • O corte das unhas deve ser feito quando a criança estiver a dormir, e de forma reta;
  • Ao escolher o calçado do seu filho, deve ter em conta caraterísticas como o contraforte rígido, a sola em couro, os cordões, e este deverá ser em pele e fechado (evite comprar chinelos);
  • A maioria dos “aparentes” defeitos dos pés durante o primeiro ano são naturais e devem normalizar no decorrer dos anos;
  • Se aos três anos de idade continuar a manifestar alterações (dor nos pés, quedas frequentes, alterações na estrutura dos dedos, etc.) deve consultar um Podologista.

A Podopediatria, também conhecida como Podologia Infantil, é a área da podologia responsável pelo estudo das alterações e doenças do pé da criança, desde a infância até à adolescência.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Na China
Uma investigação das autoridades chinesas à farmacêutica Changsheng Biotech, suspeita de ter adulterado vacinas, confirmou que...

A investigação, anunciada na sexta-feira e efetuada por uma equipa do Conselho de Estado [Executivo] chinês, determinou que para reduzir custos e melhorar a produção a empresa usou fluido com validade expirada na produção de alguns produtos, falsificou dados de fabrico e realizou testes irregulares, entre outras práticas ilegais, afirmou a Xinhua.

Os responsáveis da farmacêutica tentaram destruir 60 discos rígidos com dados da empresa para eliminar provas, mas a polícia conseguiu recuperar o material informático, indicaram os investigadores.

As autoridades detiveram já 16 dirigentes Changsheng Biotech, incluindo a presidente da companhia Gao Junfang.

De acordo com o relatório preliminar, a farmacêutica inventou "de forma sistemática" registou de produção e inspeção, falsificou faturas com datas incorretas para cumprir as exigências dos inspetores.

O regulador chinês ordenou a suspensão da produção, na sequência de uma inspeção inicial, realizada entre 06 e 08 de julho, na qual foram detetadas irregularidades, denunciadas por um funcionário anónimo nas redes sociais chinesas. O artigo foi posteriormente censurado, mas desencadeou grande polémica.

A Changsheng Biotech terá falsificado dados relativos a 113 mil vacinas liofilizadas contra a raiva em humanos, embora o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da China tenha estimado só terem sido afetados dois em cada 100 mil inoculados em todo o país. Até agora, não se registaram reações adversas às vacinas.

Já em outubro passado, a firma tinha sido investigada por outras 250 mil vacinas contra a difteria, tosse convulsa e tétano terem mostrado pouca eficácia.

As suspeitas sobre a farmacêutica voltaram a afetar todo o setor sanitário chinês, frequentemente acusado pelos doentes de preferir os lucros económicos à saúde da população.

O Presidente chinês, Xi Jinping, repudiou de imediato as práticas "odiosas e chocantes" da empresa e exigiu uma investigação profunda do caso, para tentar recuperar a confiança da opinião pública.

Embora em muitos países, a raiva esteja erradicada, na China foram registados 516 casos, apesar da incidência da doença tenha diminuído gradualmente ao longo dos anos.

 

Opinião
No Dia Mundial da Hepatite, que ora se comemora, gostaria de anunciar e celebrar a erradicação da he

As hepatites A e B, e por arrasto a hepatite delta, têm vindo a perder terreno e, um dia, serão doenças residuais. Depende da vontade e persistência dos países – não por acaso os mais pobres e carentes do planeta – em investirem nas medidas de saneamento, higiene e vacinação. Já existem exemplos em algumas partes do mundo de que tal é possível. A hepatite B recuou, entretanto, para os 350 milhões de portadores, mas como o número indica continua a ser um grave problema de saúde porque significa cirrose, cancro e morte. A hepatite A vive um paradoxo. Evoluiu de uma doença da criança, inaparente e anódina, para uma doença do adulto, potencialmente grave. Relativamente à hepatite C, o tema actual é precisamente a sua eliminação. Não deixa de ser extraordinário e inédito nos anais médicos: eliminar uma doença infecciosa através de terapêutica medicamentosa. No entanto, esta singular estratégia faz jus à originalidade da descoberta do vírus no final dos anos oitenta (Ah, é verdade, Michael Houghton ainda não foi laureado com o prémio Nobel…). A eliminação da infecção tornou-se possível porque o tratamento atingiu, finalmente, o que se ambicionava: disponível para todos os doentes, 1 comprimido por dia, 8-12 semanas, excelente tolerância, e cura de quase todos.

Pois é, falta a hepatite E, uma surpresa à medida que se vão desvendando os seus segredos. E, qual caixa de Pandora, o que vamos sabendo é preocupante. Até há pouco era tranquilizador saber que não era um problema do Ocidente, mas os dados mais recentes demonstram que está entre nós e que é diferente (vírus tipo 3) da forma epidémica (vírus tipo 1) que grassa nos países em desenvolvimento. Para o vírus tipo 1 existe uma vacina eficaz, mas infelizmente o seu uso não foi ainda implementado.

Em resumo, quando os meios que já temos ao nosso dispor – vacinação e terapêutica antivírica – forem usados em larga escala, a hepatite vírica causará menos sofrimento, sobreviverão centenas de milhões de indivíduos todos os anos, que de outro modo morreriam das complicações da doença: cirrose e cancro; e evitar-se-ão muitos milhares de transplantes hepáticos. O benefício económico que daí advirá será incomensurável. Para que isso aconteça não basta o tratamento. É preciso actuar na prevenção, incrementando medidas de saneamento básico em países carentes, as quais são fundamentais para suster a disseminação, sobretudo, das hepatites A e E; e incentivar os programas que obstam à transmissão, nomeadamente das hepatites B e C. E ter presente que a última não tem, nem parece que algum dia venha a ter, vacina.

No dia Mundial da Hepatite gostaria de chamar a atenção para as “outras hepatites”, as quais não sendo um problema real dos países desenvolvidos, não deixa de continuar a ser uma enorme desgraça para vastas regiões do globo. Refiro-me à febre amarela, ao dengue, ao Ebola, etc. Estão à distância de algumas horas de voo e podem ser evitadas com uma simples vacina…

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Para um período de 5 anos
Cláudia Nunes dos Santos (iBET) e Claudia Bank (IGC) ganharam ERC Starting Grants para desenvolver a sua investigação sobre a...

Duas investigadoras de dois centros de investigação de Oeiras na área das Ciências da Vida ganharam ERC Starting Grants do Conselho Europeu de Investigação (em inglês, European Research Council, ERC) no valor total superior a 2.8 milhões de euros.

As investigadoras premiadas são Cláudia Nunes dos Santos do Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (iBET) e Claudia Bank do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC). Cada laboratório liderado por estas investigadoras vai receber financiamento entre 1.3 e 1.5 milhões de euros por um período de cinco anos.

Em Portugal, houve mais três premiados, dois na área de Ciências Sociais e Humanidades e um em Ciências Físicas e Engenharia. São eles Jorge Almeida, da Universidade de Coimbra, Joana Freitas, da Universidade de Lisboa, e Rogério Pirraco, da Universidade do Minho.

Sobre as investigadoras

Cláudia Nunes dos Santos, investigadora na divisão de Food & Health do Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (iBET), com dupla afiliação iBET e ITQB NOVA, vai receber um valor de 1.5 milhões de euros para investigar a relação entre a alimentação e a prevenção de doenças neurodegenerativas.

Com o envelhecimento da população, prevenir ou retardar o aparecimento de doenças neurodegenerativas, como Parkinson ou Alzheimer, é uma crescente preocupação. Embora os estudos epidemiológicos e de nutrição indiquem que o consumo de frutas e legumes, ricos em polifenóis, é benéfico para a nossa saúde em geral, não é claro como estes compostos chegam e atuam no cérebro. O trabalho que a investigadora do iBET/ITQB NOVA irá desenvolver será no sentido de identificar quais destes compostos fenólicos poderão vir a constituir estratégias eficazes na prevenção da demência, percebendo quais os seus mecanismos de atuação a nível celular e molecular.

Os estudos passarão, sobretudo, por verificar o efeito de polifenóis na prevenção e tratamento da neuroinflamação, um processo biológico comum a todas as doenças neurodegenerativas. Para tal, serão identificados metabolitos particulares derivados de compostos fenólicos da dieta, que conseguem atravessar a barreira hematoencefálica e chegar ao cérebro. Depois será analisado o efeito desses metabolitos em células da microglia - células imunes inatas do sistema nervoso central - de forma isolada ou em comunicação com outras células do cérebro. Por fim, para obter uma visão integrada, serão estabelecidos testes de nutrição em ratinhos.

Cláudia Nunes dos Santos sustenta que “um aspecto comum às doenças neurodegenerativas é a inflamação cerebral e, nos últimos anos, temos vindo a perceber que alguns compostos que ingerimos através da dieta podem atuar neste processo reduzindo a inflamação”. Adicionalmente, a investigadora refere que “contribuir para a prevenção das doenças neurodegenerativas através da nutrição é uma área muito promissora e com esta bolsa do ERC pretendo, nos próximos cinco anos, desenvolver uma estratégia eficaz de cuidados prolongados com base em polifenóis para manter o cérebro saudável.”

Claudia Bank, investigadora principal do grupo de investigação de Dinâmica Evolutiva do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), vai receber 1.37 milhões de euros para investigar como as populações se adaptam e diversificam.

Um dos grandes desafios da biologia evolutiva é quantificar os processos e mecanismos biológicos que as populações usam para se adaptar a novos ambientes. Sabe-se que as consequências de uma alteração genética podem depender do genoma onde aparece, um fenómeno denominado epistasia. Mas até que ponto a epistasia pode limitar a adaptação e a especiação é algo que tem gerado controvérsia. O projeto liderado pela investigadora Claudia Bank visa responder a este desafio através de modelação teórica, do desenvolvimento de métodos estatísticos e de experiências evolutivas. Na base da abordagem científica encontra-se o conceito de “fitness landscapes” que relaciona a composição genética dos indivíduos com o seu sucesso reprodutivo.

A investigadora do IGC pretende especificamente quantificar como é que a evolução da resistência a medicamentos é afetada pela epistasia. Isto pode determinar o potencial de se prever as vias de resistência a fármacos dos agentes patogénicos.

“Desde o início da minha carreira de investigação que tenho o fascínio de compreender a importância da epistasia durante a evolução. Esta bolsa do ERC é um sonho tornado realidade porque vai permitir financiamento durante cinco anos para investigar exaustivamente esta questão, tanto de uma forma teórica como experimental”, diz Claudia Bank.

Centro Hospitalar Cova da Beira
Por forma a proporcionar uma melhor qualidade de vida e uma maior autonomia a doentes com necessidades especiais de saúde e...

O equipamento instalado no Centro Hospitalar Cova da Beira (CHCB) designa-se Magic Eye e é apoiado pela Fundação PT. Para o Presidente do Conselho de Administração do hospital, Dr. João Casteleiro, “representa um contributo valioso para o bem-estar e conforto, quer físico quer psicológico do doente ao qual foi disponibilizado. Neste caso, um doente na casa dos 50 anos, tetraplégico e com uma patologia crónica associada, em estado muito avançado, situação que tem requerido cuidados de saúde especializados e uma hospitalização prolongada”.

De acordo com o Administrador Hospitalar, “esta ferramenta, resulta da forte ligação existente entre a tecnologia e a medicina, e é a prova da importância que as novas tecnologias adquiriram na atualidade, quando aplicadas em prol da prestação de cuidados de saúde com qualidade, segurança e humanização. Nesta situação em particular, reveste-se de um carácter absolutamente dignificante e libertador, porquanto devolve ao utente parte da autonomia perdida com a doença, permitindo-lhe inclusive socializar através da internet instalada no computador”.

Também para a Diretora da Fundação PT, Dra. Graça Rebocho “esta parceria com o CHCB representa mais uma situação onde a tecnologia faz a diferença na inclusão social, neste caso, possibilitando uma maior autonomia e poder de comunicação aos doentes com limitações de mobilidade severas…. é, realmente gratificante poder contribuir para a melhor qualidade de vida destes doentes …”.

O Magic Eye é uma solução tecnológica que permite, através de movimentos do olhar, controlar o cursor do rato, possibilitando assim utilizar qualquer aplicação de um computador, por pessoas a quem um rato ou teclado normal não estejam acessíveis. Consiste numa aplicação, que através de uma câmara de vídeo de alto desempenho analisa os movimentos dos olhos e desloca o rato para a posição do ecrã onde estes se foquem.

Este produto destina-se a pessoas que não consigam utilizar os membros superiores para interagir com o teclado ou rato do computador, mas que consigam movimentar os olhos, de uma forma controlada, e que possuam uma boa saúde mental e cognitiva.

ARS Norte
A Administração Regional de Saúde do Norte vai ativar um serviço de envio de mensagens SMS, de forma a avisar aos utentes dos...

O serviço vai começar, em modo piloto, no próximo fim de semana, com o objetivo de beneficiar "os utentes dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACeS) onde o projeto SNS + Proximidade já está implementado", com "elevados níveis de satisfação", nomeadamente em Barcelos/Esposende, Gondomar e Porto Ocidental.

"Com este novo serviço de proximidade e de interação entre profissionais e utentes do Serviço Nacional de Saúde, bem como do interesse que a informação constante em cada SMS (dia hora, unidade de saúde, contacto) representa para os utentes, pretende a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte maximizar recursos, eliminar faltas desnecessárias a consultas - por vezes apenas por esquecimento -, perdas de tempo com deslocações e despesas para os utentes", refere o comunicado da ARS Norte.

O alargamento a todas as unidades e população da região Norte, está previsto para depois do verão.

"Desta forma, os cidadãos passam a dispor de um centro de saúde mais próximo e mais ativo a resolver os problemas das pessoas", finaliza o documento.

Criadas no Porto
Investigadores do Porto estão a desenvolver aplicações informáticas que permitam monitorizar, à distância, o processo de doença...

Através dessas aplicações, será monitorizada a adesão do paciente à terapêutica ao longo do tempo - através do envio de alertas de administração e da sua validação -, os sintomas e as possíveis complicações, bem como outros indicadores de saúde associadas à doença, disse Célia Santos, professora da Escola Superior de Enfermagem do Porto (ESEP) e uma das responsáveis pelo projeto.

Os indicadores apresentados pelos utilizadores, continuou, serão associados a três níveis de alerta (verde, amarelo e laranja), mediante os quais serão fornecidas orientações terapêuticas, tudo via ‘smarthphone’, que poderão ir desde do tipo preventivo ou de tratamento, até à sinalização para serviços especializados, em casos de necessidade.

"Sempre que a situação de saúde exija um cuidado profissionalizado, a pessoa será  encaminhada para os serviços de saúde, que podem ser cuidados primários ou diferenciados", frisou.

Com recurso a estas tecnologias, será ainda possível gerar um conjunto de dados clínicos que possibilitem um melhor acompanhamento dos pacientes, bem como promover a comunicação entre os profissionais de saúde e os doentes, acrescentou a investigadora do grupo NursID, do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (Cintesis).

O objetivo deste projeto, explicou, passa por acompanhar remotamente a pessoa com doença crónica, maximizando a sua perceção de bem-estar e de qualidade de vida, "paralelamente ao adequado tratamento da sua doença".

O processo para utilização destas aplicações inicia com uma consulta de admissão, na qual são recolhidas informações sociodemográficas e de saúde e identificadas escalas relativas à autoeficácia e à qualidade de vida, reaplicadas posteriormente nos diferentes momentos de contacto, no sentido de se perceber a sua evolução.

Segundo Célia Santos, a intenção da equipa é abranger todas as doenças crónicas neste projeto, especialmente as mais prevalentes na nossa sociedade.

Neste momento, enquanto aguardam financiamento, estão a desenvolver dois módulos para as aplicações, um orientado para as pessoas com doença oncológica em tratamento de quimioterapia no domicílio e outro para indivíduos com diabetes mellitus tipo II.

A principal inovação do projeto, considerou a investigadora, é o facto de permitir "o acompanhamento constante e à distância das pessoas que, sendo portadoras de doença, necessitam de um regime terapêutico continuado e com monitorização de saúde que hoje não é possível ser realizado pelos serviços de saúde comunitários".

A pessoa sentir-se-á sempre mais próxima dos profissionais de saúde e incentivada a gerir melhor a sua doença, pois terá uma resposta pronta e adequada às suas necessidades, sem ter de recorrer aos serviços de saúde. 

Participam igualmente no projeto os investigadores do Cintesis Carla Sílvia Fernandes e Bruno Magalhães, bem como a Universidade Fernando Pessoa (Porto), a Escola Superior de Saúde de Santa Maria, a Unidade Local de Saúde de Matosinhos, o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho e a Associação de Enfermagem Oncológica Portuguesa.

Instituto de Investigação e Inovação em Saúde
Investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto descobriram o gene responsável pelo...

Com sintomas semelhantes aos de uma gripe, esta infeção, cujo tratamento é realizado com antibióticos e pode demorar vários meses, "embora desconhecida para a maioria, tem uma taxa de mortalidade muito grande, de cerca de 20%", disse o investigador do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S) Didier Cabanes, coordenador do estudo.

De acordo com o instituto de investigação, as bactérias patogénicas dependem de um conjunto de genes que determinam o seu grau de patogenicidade, ou seja, a sua capacidade para infetar com sucesso o hospedeiro.

Esses genes estão relacionados com funções cruciais, como a capacidade de invasão, de aproveitamento nutricional ou de enganarem o sistema imunológico do hospedeiro.

Quando "estão num ambiente onde não necessitem desses mecanismos de infeção", os mesmos mantêm-se inativos, porém, ao entrarem num novo ambiente, como o organismo humano, "ativam um conjunto de cadeias regulatórias a nível genético para rapidamente responderem às novas condições", informou o i3S.

Neste estudo, que deu origem a um artigo publicado na revista académica Nucleic Acids Research, a equipa descobriu que é o gene denominado MouR que determina a patogenicidade da bactéria ‘Listeria monocytogenes', responsável por causar a listeriose.

Este gene é responsável por "uma adaptação radical da bactéria" ao organismo que, além de desencadear um conjunto de mecanismos que lhes permite enganar o sistema imunológico e estimular a capacidade proliferativa da bactéria, tem a capacidade de formar biofilmes no trato intestinal humano.

O investigador explicou que quando uma bactéria entra em contacto com a parede intestinal do hospedeiro, a mesma adere à parede, constituindo aí uma comunidade de bactérias, que desempenham diferentes papéis.

Algumas dessas bactérias ficam na superfície, "de forma a proteger as que estão dentro da parede contra o mecanismo de defesa que normalmente existe no intestino, o que designamos por biofilme", esclareceu.

Assim, apesar de muito comum no ambiente, quando em contacto com o organismo humano, a bactéria adapta-se e transforma-se "num patogénico letal, pronto para vencer as condições hostis do trato digestivo e invadir o nosso organismo, ultrapassando as nossas defesas e barreiras", acrescentou.

Segundo o i3S, alimentos manipulados inapropriadamente ou frigoríficos pouco cuidados, são "a fonte perfeita para a contaminação", correndo maior risco as pessoas imunodeprimidas, os idosos, e, sobretudo, as grávidas.

"Quando uma grávida come algo contaminado pela bactéria, esta vai diretamente para a placenta, onde origina uma infeção, que, muitas vezes, pode levar ao aborto", referiu o coordenador.

Devido a isso, continuou, as grávidas devem ter em atenção os cuidados com a alimentação, evitando produtos confecionados há muito tempo ou que não tenham sido devidamente limpos antes do consumo.

Em Portugal, o último surto de listeriose declarado foi em 2011, associado ao consumo de um queijo específico, que causou infeções graves em 30 pessoas, 11 das quais não sobreviveram.

Recentemente, o maior surto reportado ocorreu na África do Sul, originando mil casos detetados e 200 mortes registadas, indicou ainda o i3S.

"Há muito que a equipa tenta descobrir como é que a Listeria adquire esta patogenicidade e, neste trabalho, não só descrevemos o elemento regulador do processo como o caracterizámos estruturalmente, abrindo portas ao desenho de novas abordagens terapêuticas" e à "compreensão de outras infeções", disse ainda o investigador.

Sociedade de Alergologia
As concentrações de pólenes no ar vão estar nos próximos sete dias com níveis moderados nas regiões Norte de Portugal...

De acordo com o Boletim Polínico da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), entre hoje e dia 02 de agosto, estão previstos níveis moderados para as regiões do norte e baixos para as restantes regiões do Continente e para os arquipélagos da Madeira e dos Açores.

“O pólen presente na atmosfera pertence essencialmente a plantas de floração tipicamente de verão, algumas gramíneas, eucalipto, castanheiro, palmeira e ervas parietária, tanchagem e quenopódio”, é referido no boletim.

A SPAIC informa ainda que “nesta altura do ano, assiste-se a uma tendência para redução dos níveis de pólen na atmosfera em todas as regiões do país”.

O Boletim Polínico efetua a divulgação semanal dos níveis de pólenes existentes no ar atmosférico recolhidos através da leitura de postos em várias regiões do país.

 

Instituto Português do Mar e da Atmosfera
As temperaturas vão subir a partir de segunda-feira, atingindo no início do mês de agosto valores acima dos 30 graus, e de mais...

Em declarações, a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Joana Sanches adiantou que para o próximo fim de semana ainda está prevista alguma nebulosidade nas regiões do litoral, vento no litoral e nas terras altas e temperaturas com variações (pequenas descidas e subidas), "mas dentro do que têm estado nas últimas semanas".

“A partir de segunda-feira vão começar a subir gradualmente e no início do mês de agosto [quarta-feira] as temperaturas vão ser acima dos 30 graus em todo o território e acima dos 40 na região do Alentejo”, adiantou.

De acordo com Joana Sanches, na origem da mudança no estado do tempo está uma massa de ar quente e seco vinda do Norte de África.

“Vamos ter uma mudança de padrão relativamente ao que se tem verificado nas últimas semanas. Vamos ter uma região depressionária a oeste de Marrocos, que leva à intensificação de uma corrente de leste que vai trazer uma massa de ar quente e seco”, disse.

 

28 de julho - Dia Mundial da Hepatite
Mais de 10.600 doentes com hepatite C ficaram curados nos últimos três anos em Portugal com os medicamentos inovadores para a...

Números da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) mostram que foram realizados mais de 20 mil tratamentos no Serviço Nacional de Saúde desde que foi aprovado o primeiro medicamento de nova geração para a hepatite C.

“A percentagem de sucesso mantém-se elevada (96,6%), tendo ficado curados 10.664 doentes dos 11.041 que já tiveram resultados após o tratamento”, refere a Autoridade do Medicamento, em vésperas do Dia Mundial da Hepatite, que se assinala no sábado.

Existem atualmente oito medicamentos distintos para tratar a hepatite C e os fármacos mais recentes e inovadores permitem tratamentos de menor duração, havendo ainda outros medicamentos em avaliação.

A decisão, tomada em 2015, de tratar de forma universal e gratuita todos os doentes com hepatite C veio permitir que os tratamentos fossem iniciados em fases mais precoces da doença.

Jorge Rodrigues, perito do Infarmed, sublinhou que “os doentes estão a ser tratados mais cedo” e que o facto de haver pouca espera entre o diagnóstico e tratamento leva a que comecem a ser tratados em fases mais iniciais de doença hepática.

De acordo com os dados do Infarmed, há três anos eram 57% os doentes em tratamento que estavam em estádios avançados da doença, com fibrose grave ou cirrose. Atualmente, em 2018, estes dados inverteram-se: mais de 54% dos doentes estavam em estádios menos avançados e 45% é que se encontravam em fase mais avançada da doença.

O universo dos doentes potencialmente abrangidos pelos tratamentos tinha sido definido em 13 mil pessoas em 2015, mas foi já ultrapassado, com mais de 20.300 tratamentos realizados no SNS.

Segundo Jorge Rodrigues a estimativa de 13 mil doentes tinha sido avançada ao Infarmed pelos hospitais há cerca de três anos, aquando das negociações com as farmacêuticas para o Estado dar acesso universal aos novos fármacos.

Entretanto, acrescenta o perito, novos doentes foram sendo diagnosticados e são logo dirigidos para tratamento, o que fez ultrapassar já os 20 mil tratamentos realizados.

Do universo de doentes registados em Portugal, três em cada quatro são homens e a idade média é de 50,4 anos. De todos os doentes, 22% estão também infetados com o vírus do VIH/sida.

A hepatite C é uma inflamação do fígado provocada por um vírus, que quando crónica, pode conduzir à cirrose, insuficiência hepática e cancro.

 

Instituto do Mar e da Atmosfera
Quase todos os distritos de Portugal continental e os arquipélagos da Madeira e Açores estão hoje em risco muito elevado de...

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), todo o país está com risco muito elevado de exposição à radiação UV, com exceção do distrito de Viana do Castelo, no continente, e a ilha de São Miguel, grupo oriental dos Açores, que está com níveis elevados.

Para as regiões com risco muito elevado e elevado, o IPMA recomenda o uso de óculos de sol com filtro ultravioleta (UV), chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol e protetor solar, além de desaconselhar a exposição das crianças ao sol.

Os índices UV variam entre 1 e 2, em que o risco de exposição à radiação UV é baixo, 3 a 5 (moderado), 6 a 7 (elevado), 8 a 10 (muito elevado) e superior a 11 (extremo).

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, apresentando-se geralmente muito nublado no litoral oeste até final da manhã, nebulosidade que poderá persistir em alguns locais do litoral Norte e Centro, e no interior do Alentejo até meio da manhã.

Estão também previstos períodos de chuva fraca ou chuvisco no litoral Norte e Centro até final da manhã.

A previsão aponta também para vento fraco a moderado de noroeste, sendo moderado no litoral a sul do Cabo Mondego, em especial durante a tarde, soprando temporariamente de sudoeste na costa sul do Algarve.

Nas terras altas, vento vai soprar moderado a forte de noroeste até meio da manhã e a partir do final da tarde.

Está ainda prevista neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais e pequena descida da temperatura mínima.

As temperaturas mínimas no continente vão oscilar entre os 11 graus Celsius (em Viseu) e os 19 (em Faro) e as máximas entre os 22 (no Porto e em Viana do Castelo) e os 32 (em Évora).

Para a Madeira prevê-se céu muito nublado, possibilidade de ocorrência de aguaceiros fracos, em especial nas vertentes norte e terras altas e vento fraco a moderado do quadrante norte, soprando moderado a forte nas terras altas.

No Funchal as temperaturas vão variar entre os 20 e os 26 graus.

O IPMA prevê para hoje no arquipélago dos Açores períodos de céu muito nublado com boas abertas, aguaceiros fracos na madrugada e manhã e vento norte bonançoso.

Em Santa Cruz das Flores as temperaturas vão oscilar entre os 20 e os 25 graus, na Horta e em Angra do Heroísmo entre os 20 e os 25 e em Ponta Delgada entre os 19 e os 26.

Hospitais privados alertam
A Associação Portuguesa de Hospitalização Privada alertou que está em risco o acesso dos beneficiários da ADSE, subsistema de...

“Se o caminho para a sustentabilidade passa por continuamente insultar publicamente os prestadores privados e proceder a corte administrativos cegos e insustentáveis, resta aos prestadores privados aceitar que os nomeados representantes dos beneficiários pretendem acabar com este subsistema”, afirma a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) em comunicado.

Acusando o Instituto de Proteção e Assistência na Doença - ADSE de querer voltar a aplicar um corte de 10% no valor dos atos pagos aos hospitais privados, a APHP exige, no comunicado, saber quem fala em nome da ADSE e depois “iniciar um novo ciclo de negociações, que parta da identificação prévia do objetivo global e final, rejeitando continuar a discussão de medidas avulsas”.

A associação diz que não é possível aos operadores privados manter a atividade com qualidade e segurança com esses cortes, e explica que os prestadores convencionados receberam esta semana uma informação (email) do conselho diretivo da ADSE que prova que, “mais uma vez”, a ADSE “só pretende impor cortes cegos”, sem qualquer lógica clínica, económica ou qualitativa.

“Os dirigentes da ADSE, que deveriam estar centrados na defesa do melhor interesse dos seus beneficiários, voltam assim a querer pôr em causa a sustentabilidade de um subsistema de saúde em que mais de um milhão e 200 mil portugueses confiam”, avisa a associação, acrescentando que não aceita a postura nem a “ameaça constante de medidas pontuais”.

Com “cortes administrativos cegos” e insultos públicos aos operadores privados, estes terão de aceitar que a direção da ADSE quer acabar com o subsistema, frisa a associação.

A APHP termina o comunicado afirmado que não vê futuro no esforço de diálogo com a ADSE, que se não for reequacionado “levará necessariamente à redução da rede convencionada”.

 

Administração Regional de Saúde do Norte
A região Norte vai contar com 289 novos médicos de diferentes especialidades para as áreas hospitalar, cuidados de saúde...

No âmbito de uma “política levada a efeito pelo atual Governo e Tutela do Ministério da Saúde, a região Norte foi de novo contemplada com mais 289 vagas para médicos”, nas áreas hospitalar, cuidados de saúde primários e Saúde Pública, lê-se num comunicado divulgado ontem à tarde pela Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte).

No documento sobre a distribuição do número de postos de trabalho divulgado hoje no Diário da República pode ler-se que há um total de "67 vagas" para os agrupamentos dos centros de saúde/unidades funcionais no Norte.

No Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro abrem 28 vagas, para o de Vila Nova de Gaia/Espinho há 22, o Centro Hospitalar do Porto acolhe 18, no do Tâmega e Sousa abrem 25 e no de Santa Maria Maior, em Barcelos, quatro.

O Hospital da Senhora de Oliveira - Guimarães tem 12 vagas para atribuir, o Centro Hospitalar do Médio Ave três, a Unidade Local de Saúde de Matosinhos 13, a do Nordeste 17 e a do Alto Minho 15, enquanto o Hospital Magalhães Lemos abre duas e o Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil - Porto oito, refere o mesmo documento.

O centro Hospitalar de São João tem 20 vagas para atribuir, o de Entre o Douro e Vouga 23 e a Administração Regional de Saúde do Norte tem oito vagas (cinco para médicos de saúde pública, duas para pediatria e uma para medicina no trabalho).

O Governo abriu ontem concurso para contratar 1.234 médicos que terminaram a especialidade nas áreas hospitalar, de medicina geral e familiar e de saúde pública e os despachos que abrem concurso para os novos médicos foram hoje publicados em Diário da República.

Para os hospitais vão abrir 839 vagas, para a medicina geral e familiar estão destinadas 378 vagas e há 17 para a área da saúde pública.

Segundo a ARS Norte, o concurso que visa contratar 289 médicos para a região Norte atribui incentivos a médicos que optem por se fixarem no Nordeste Transmontano e em Trás-os-Montes e Alto Douro, uma área considerada “mais carenciada” e, numa segunda vertente, incentivos para “as instituições com maior escassez de recursos”, refere o mesmo comunicado da ARSN.

“A par de um conjunto de reformas, da aposta nos cuidados de proximidade e de tantos outros investimentos – em instalações e renovação de equipamentos, meios técnicos e noutras carreiras profissionais – também este concurso vem demonstrar o empenho do Governo na defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e da melhoria de resposta aos cidadãos bem como da criação de estabilidade aos profissionais e às instituições”, concluiu o comunicado.

O Ministério da Saúde disse ontem que as vagas a abrir nesta primeira fase “representam o maior número dos últimos anos”.

“A distribuição de vagas teve como base um conjunto de critérios que consideram as necessidades de cada instituição do SNS, com especial enfoque nas regiões do interior e Algarve”, refere uma nota do Ministério da Saúde.

A abertura de vagas para medicina geral e familiar vai permitir que sejam atribuídos médicos de família a mais 500 mil portugueses, disse o secretário de Estado da Saúde, Fernando Araújo, em declarações aos jornalistas a propósito dos despachos hoje publicados com a abertura de concurso para novos médicos.

Nos últimos dias, várias estruturas médicas tinham contestado a contratação de médicos aposentados para o SNS antes da abertura dos concursos para os recém-especialistas que concluíram há meses a sua formação.

Ordem dos Médicos, Sindicato Independente dos Médicos, Federação Nacional dos Médicos e Associação das Unidades de Saúde Familiar exigiam que a contratação de médicos aposentados só fosse feita após a colocação dos mais de mil médicos recém-especialistas que concluíram a sua formação especializada há mais de três meses.

Engenheiros Técnicos
Um responsável da Ordem dos Engenheiros Técnicos de Portugal afirmou hoje que a remoção “em boas condições” do amianto, muito...

O amianto é “uma temática que assusta muita gente, mas que, de uma forma geral, é mal abordada, afirmou hoje José Delgado, presidente da secção regional sul da Ordem dos Engenheiros Técnicos (OET) portuguesa, durante o III Congresso Lusófono de Segurança e Saúde Ocupacional e Ambiental, que decorre na cidade da Praia.

“Muitas vezes olha-se para a coisa como se fosse tudo igual e, no amianto, nada é igual, cada caso é um caso”, prosseguiu o engenheiro técnico, para quem a resposta nesta questão “é a prevenção”.

Segundo José Delgado, “o amianto mata quando não há prevenção” e, por esta razão, “o empregador tem de fazer a prevenção e proteger a saúde dos seus trabalhadores”.

“A produtividade e a segurança são parceiros”, sublinhou.

Durante a sua intervenção, este engenheiro apresentou imagens de bons e maus exemplos de remoção de placas de fibrocimento (com amianto), com as melhores a apresentar trabalhadores devidamente protegidos e a mostrar processos que evitam o maior dos perigos do amianto: a libertação das partículas.

Os piores exemplos partilhados com a assistência do congresso passaram por trabalhadores sem qualquer proteção, a manusear placas com amianto e a cortá-las, com a provável libertação para a atmosfera de partículas, as quais são perigosas para a saúde.

O engenheiro deixou ainda críticas às características dos coordenadores de segurança que, segundo disse, “qualquer um pode ser”.

“Também fazemos lá [em Portugal] muitas asneiras”, ironizou, recordando que o fibrocimento “existe muito em Cabo Verde e em todos os países de expressão portuguesa”.

Com receita médica
O ministro do Interior britânico, Sajid Javid, anunciou ontem que será permitido, a partir do outono, a utilização de canábis...

Citado pela agência de notícias France-Presse (AFP), o ministro afirmou, num comunicado, que a canábis "ajudará pacientes com necessidades médicas específicas", garantindo que a utilização com fins terapêuticos "não é de forma alguma um primeiro passo para a legalização".

Segundo a AFP, recentemente, foram divulgados vários casos de doentes que se tratam ilegalmente com produtos derivados de canábis, referindo duas crianças com epilepsia, Alfie Dingley e Billy Caldwell, que tomaram óleo de canábis.

O ministro Sajid Javid pediu a opinião a dois grupos de especialistas independentes antes de decidir, revela a AFP.

"Legalizar a canábis terapêutica, disponível com receita médica, melhorará a vida dos pacientes que sofrem atualmente em silêncio. Não há nada mais difícil do que ver os seus parentes a sofrerem, é por isso que tomei essa decisão", disse o ministro na conta da rede social Twitter.

De acordo com a AFP, a canábis, que foi classificada como droga sem valor terapêutico, mudará de categoria.

O Departamento de Saúde e Assistência Social (DHSC, na sigla inglesa) e a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA, na sigla inglesa) vão agora "definir claramente o que constitui uma droga derivada da canábis" para que possam ser receitados, indicou o ministério.

"Outras formas de canábis serão estritamente controladas e não estarão disponíveis com receita médica", apontou o ministério.

Mike Penning, co-presidente de um grupo parlamentar sobre canábis medicinal, disse estar "feliz" com o facto de o ministro ter "agido tão rápido".

"Este anúncio traz esperança para muitos milhares de pessoas", afirmou Mike Penning, referindo que "ainda há muito trabalho a ser feito para definir exatamente quais produtos serão permitidos e como serão regulados".

Vários países europeus legalizaram a canábis terapêutica, como a Alemanha, a Áustria, a Finlândia ou a Itália.

Essa decisão do governo conservador britânico será "muito bem-recebida pela comunidade de pesquisadores", reagiu Tom Freeman, pesquisador do King's College, em Londres.

"Terá um impacto significativo na pesquisa, facilitando o desenvolvimento de drogas mais seguras e eficazes", acrescentou Tom Freeman.

OE2018
Os pagamentos em atraso das entidades públicas ascenderam a 1.029 milhões de euros até junho, menos 43 milhões face ao período...

“No final de junho, os pagamentos em atraso das entidades públicas ascenderam a 1.029 milhões de euros, representando uma diminuição de 43 milhões de euros relativamente ao período homólogo e um aumento de 58 milhões de euros face ao final do mês anterior”, lê-se na síntese de execução orçamental publicada pela Direção-Geral do Orçamento (DGO).

De acordo com o documento, a redução foi motivada pelo decréscimo no Serviço Nacional de Saúde (SNS), com uma redução de 33 milhões de euros nos hospitais públicos empresariais.

Desta forma, o crescimento de 1,3% da despesa, que se traduz em 528,8 milhões de euros face ao período homólogo deve-se, essencialmente, à evolução da “despesa em aquisição de bens e serviços (contributo de um ponto percentual)”.

Esta é influenciada pelo pagamento de dívidas vencidas por parte de entidades do SNS, destacando-se “a aceleração do crescimento na ótica financeira para 4,4% e das transferências correntes (contributo de 0,5 pontos percentuais), em particular, da Prestação Social para a inclusão (+121,1 milhões de euros), da contribuição financeira para a União Europeia (+50 milhões de euros) e das indeminizações às vítimas dos incêndios de 2017 (33,6 milhões de euros).

“Em sentido contrário, a redução das despesas com pessoal e pensões que beneficia do efeito associado ao fim do pagamento do subsídio de natal em duodécimos. Ainda relativamente às despesas com pessoal, os efeitos do descongelamento das carreiras começa agora a refletir-se no total da despesa”, apontou a DGO.

 

27 de julho - Dia Mundial de Cancro da Cabeça e Pescoço
O Instituto Português de Oncologia do Porto anunciou ontem a criação de uma linha direta de comunicação com o objetivo de &quot...

"Criámos um ‘e-mail’, de forma a que os profissionais clínicos possam interagir connosco com dúvidas, problemas e fotografias. Nesse sentido, podemos ajudar, orientar e até encaminhar determinados doentes para o hospital", explicou Jorge Guimarães, coordenador da Clínica de Cabeça e Pescoço do Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO-Porto).

Além da criação do ‘e-mail', o IPO-Porto realizou, durante a semana, uma formação que abrangeu cerca de 150 médicos de família, dentistas e enfermeiros.

Com o intuito de "partilhar informação com os técnicos de saúde primária que não estão habituados a lidar com este tipo de problemas [tumores de cabeça e pescoço] fora da instituição", a ação de formação surge no âmbito do Dia Mundial de Cancro da Cabeça e Pescoço, que se celebra hoje, dia 27 de julho.

Jorge Guimarães afirmou também que ainda existe "algum défice de formação" relativamente ao cancro da cabeça e pescoço e "pouca incidência dada aos tumores da cavidade oral nos cursos de medicina dentária e medicina".

Para também "alertar sobre a doença", o Hospital Militar Rei Dom Pedro V, no Porto, apoiado pelo Grupo de Estudos de Cancro da Cabeça e Pescoço (GECCP), realizou rastreios gratuitos à população.

Segundo a presidente do GECCP, Ana Castro, em Portugal "50% dos diagnósticos realizados são feitos em fases avançadas da doença e isso têm implicações sobretudo no desfecho".

"Habitualmente este tipo de cancro é mais comum em homens com idade superior a 50 anos, fumadores, que consomem muito álcool e com maus cuidados de higiene oral. Mas, neste momento, começamos a ter doentes jovens, abaixo dos 40 anos, que estão associados a infeções pelo vírus do papiloma humano", explicou a presidente do GECCP.

Ana Castro considerou ser fundamental "divulgar ao máximo os sinais e sintomas", uma vez que, acredita que estes são "muito facilmente confundidos com outras doenças".

"Tentamos divulgar ao máximo os sinais e sintomas para as pessoas perceberem que são muito facilmente confundidos com outras doenças. As feridas na boca, dores de garganta, rouquidão e aftas que não cicatrizam em três semanas, são sintomas que devem chamar à atenção e levar as pessoas a falarem com o médico", referiu.

Para a presidente do GECCP, é também essencial "um esforço educativo" que explique à população a importância da higiene oral, mas também do risco de infeção pelo vírus do papiloma humano.

"É fundamental as pessoas saberem que esta doença existe. Infelizmente ainda não alteramos o panorama de que três pessoas morrem em Portugal, por dia, com este cancro", acrescentou.

 

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