Carta Aberta
Cerca de uma centena de médicos, professores, pais e investigadores apelam à reabertura urgente das escolas a partir de 1 de...

De acordo com o grupo de signatários, do qual fazem parte o virologista Pedro Simas e o epidemiologista Henrique Barros, é possível manter as escolas abertas com ensino presencial “com as devidas precauções”.

Por isso mesmo, o grupo de pais, professores, epidemiologistas, psiquiatras, pediatras e outros médicos, psicólogos, cientistas e profissionais de diferentes áreas, lembra que um largo conjunto de investigações “mostrou que as escolas não são contextos relevantes de infeção e, durante o primeiro período, as medidas sanitárias em vigor nas escolas provaram que o curso da epidemia foi independente das escolas estarem abertas”.

Deste modo, defendem a reabertura de creches e estabelecimentos de educação pré-escolar no início de março e a abrir o ensino básico a partir do início do próximo mês de forma gradual e a começar pelos 1.º e 2.º ciclos.

Segundo o grupo devem ser providenciados meios efetivos aos estabelecimentos e permitir o regresso ao ensino realmente presencial para todas as crianças e jovens beneficiários da ação social escolar, sinalizadas pelas Comissões de Proteção de Crianças e Jovens, ou para as quais a escola considere ineficaz o ensino a distância e estejam em risco de abandono escolar.

No regresso ao presencial, defendem, deve ser dada prioridade às componentes práticas do ensino artístico e profissional e tornar a máscara cirúrgica obrigatória desde os seis anos fornecida pela escola. “Manter e reforçar as medidas existentes, arejar os espaços, manter distâncias entre assentos, manter os mesmos lugares de assento nas salas de aula, e evitar o agrupamento de pais e alunos, reforçar o rastreamento e assegurar a quarentena de crianças e jovens em risco”, são algumas das medidas apontadas pelo grupo.

Este grupo faz ainda a defesa do uso de meio de transportes alternativos, como bicicletas, para ir à escola, aumentar a oferta de transporte público durante o horário escolar e desfasar ainda mais os horários de entradas e saídas para evitar agrupamentos nestes horários.

Por outro lado, apontam que “insistir na proibição, em tempos de grande pressão, de reuniões fora da escola, fazer o rastreio periódico da infeção em amostras da população escolar de modo o identificar infeções assintomáticas ou pré-sintomáticas e incluir, após o pessoal de saúde idosos e grupos de risco, professores e auxiliares de ação educativa nos grupos prioritários de vacinação”, são outras medidas que devem ser tomadas.

Segundo o grupo, deve ser permitido que os professores de alto risco sejam substituídos por outros ou deem aulas remotamente (com os alunos na escola) até que estejam vacinados e o reforço ou criação de um espaço específico em cada escola ou agrupamento para aplicar testes rápidos de antigénio e iniciar os procedimentos de isolamento e quarentena.

Defendem ainda a vigilância de contágios nas escolas publicitando regularmente a sua frequência e tomar atitudes com base nesses e outros dados, agindo em função do risco na região, tipo de escola e idade dos alunos e a manter contacto regular entre os diretores das escolas e as estruturas relevantes de saúde pública por forma a melhorar a gestão dos surtos, evitando medidas gerais e tardias que abrangem todas as escolas.

“Pedimos, finalmente, que seja já elaborado um plano, e canalizados os recursos suficientes, para recuperar o atraso acumulado por alguns alunos em competências-chave e tutelar a saúde física e mental das crianças e jovens”. Os signatários dizem estar conscientes da necessidade de medidas para conter a epidemia e reduzir as infeções e defendem que as medidas apontadas “estão ao alcance do Governo”.

Consideram que o “sucesso de uma medida não se mede apenas contando o número de infeções hoje, mas levando em consideração muitos outros fatores socioeconómicos e psicológicos, mas também consequências de saúde, física e mental, no presente e no futuro.

Especialista explica
Será que é verdade que a gravidez enfraquece os dentes ou que é normal as gengivas sangrarem durante

Mitos:

Dentes brancos são sempre dentes saudáveis.

Existe uma ideia pré-concebida de que os dentes para serem bonitos/estéticos devem ser brancos o que se confunde muitas vezes com saudável. Podemos ter dentes brancos mas que não estão saudáveis. A cor dos dentes está directamente relacionada com a quantidade de dentina e esmalte que os dentes têm na sua constituição. Para além disso, existem alimentos capazes de alterar a cor do esmalte dentário como é o caso do café ou de alimentos ricos em pigmentos como os taninos presentes no vinho tinto. Por estes motivos existem dentes que estão saudáveis mas que podem apresentar uma cor mais amarelada ou mais acinzentada bem como serem mais opacos ou mais translúcidos. 

Para ter dentes saudáveis só precisa cortar nos doces.

É verdade que as bactérias produzem ácidos a partir de açúcares mas qualquer alimento excepto água tem açúcar, apesar de não ser na sua forma mais simples, a glicose. Desta forma, para ter dentes saudáveis é necessário uma higiene oral adequada e é essencial apostar na prevenção e manutenção da saúde oral de uma forma integrada.

É preciso escovar com forçar para que os dentes fiquem bem limpos.

No que diz respeito à higiene dentária é muito mais importante ter uma técnica de escovagem adequada, capaz de alcançar todas as superfícies do dente e complementada pelo uso frequente de fio dentário. A força não é sinónimo de melhor escovagem, tornando-se até num estímulo abrasivo com potencial de danificar as estruturas dentárias.

É normal as gengivas sangrarem durante a escovagem.

Quando as gengivas sangram durante a escovagem é um sinal de alarme para algo que não está bem. A gengivite é uma inflamação das gengivas que acontece pela presença de bactérias que normalmente se encontram calcificadas na forma de pedra, o famoso tártaro, e que, se não for tratada poderá evoluir para uma doença mais grave e crónica que se chama periodontite. Nesta situação a infecção já passou da gengiva para os restantes tecidos que suportam os dentes, existindo perda de osso e mobilidade dentária. Muitas vezes estas situações passam despercebidas pois podem não dar grande sintomatologia, além de verificarmos com frequência que os doentes que referem que não sangram das gengivas não utilizam a técnica correcta para escovar. Assim, a gengivite quando identificada a tempo é facilmente tratada pelo que deverá procurar o seu médico dentista e apostar na prevenção. 

Mau hálito está apenas relacionado com a má higiene oral.

A forma mais comum de mau hálito está relacionada com a remoção insuficiente dos restos alimentares que permanecem na boca após a mastigação. Contudo existem outras causas de mau hálito associadas não só a bactérias especificas que colonizam a cavidade oral e vão afectar os tecidos que suportam os dentes, como também a patologias existentes nos sistemas digestivo e /ou respiratório. Como exemplos dessas patologias temos a gastrite e o refluxo no caso do digestivo, e a sinusite ou renite no que diz respeito ao respiratório.

As cáries são um problema exclusivo de crianças e adolescentes.

As cáries são uma doença que resulta da presença de bactérias e por isso qualquer pessoa do bebé ao idoso está predisposto à cárie.  As cáries na infância são um mal menor, já que os dentes de leite vão ser substituídos pela dentição definitiva.

As cáries em dentes de leite quando atingem a proporção de abcesso dentário podem influenciar a formação dos dentes definitivos ao ponto destes poderem nascer comprometidos. Para além desta situação, a partir dos 6 aos 12 anos já existe uma dentição mista onde os dentes definitivos coexistem no mesmo ambiente que os dentes de leite cariados. Esta é uma altura muito perigosa já que a cárie é uma doença contagiosa que vai passando de uns dentes para os outros.

As cáries na infância são um mal menor, já que os dentes de leite vão ser substituídos pela dentição definitiva.

As cáries em dentes de leite quando atingem a proporção de abcesso dentário podem influenciar a formação dos dentes definitivos ao ponto destes poderem nascer comprometidos. Para além desta situação, a partir dos 6 aos 12 anos já existe uma dentição mista onde os dentes definitivos coexistem no mesmo ambiente que os dentes de leite cariados. Esta é uma altura muito perigosa já que a cárie é uma doença contagiosa que vai passando de uns dentes para os outros. 

Se não tem dores, não precisa ir ao dentista.

A dor é muitas vezes o que motiva a visita ao dentista, contudo quando já existe dor significa que a lesão de cárie já evoluiu de tal forma que já atingiu a polpa dentária (o nervo) e por isso, na grande maioria das vezes os dentes já estão bastante destruídos e as desvitalizações, as grandes restaurações ou até mesmo as extracções já são as únicas alternativas. Se se adoptar uma postura preventiva em vez de uma postura interventiva, muitos episódios de dor e muitos tratamentos mais complexos e muitas vezes mais caros poderão ser evitados. Para as pessoas que “fogem” do dentista, esta é uma dica muito importante.

Gravidez enfraquece os dentes.

Este é um verdadeiro mito que foi passando de geração em geração. Está na altura de deixarmos de culpar os bebés de “roubar o cálcio às mães”.

As alterações hormonais presentes na gravidez são factores predisponentes para a inflamação da gengiva (gengivite) caracterizada por edema/inchaço, dor e hemorragia. Em muitas situações pela presença de dor e/ou sangramento as mulheres, que nesta fase da sua vida estão mais sensíveis e mais focadas no bebé, têm tendência a diminuir a frequência da escovagem o que resulta numa deficiente higiene oral durante esse período e consequentemente num agravar de algum problema dentário que já exista mas que esteja latente.

Os branqueamentos não desgastam a estrutura do esmalte.

O grande problema dos branqueamentos está relacionado com a quantidade de produtos branqueadores e técnicas que existem, muitas ao acesso de todos, o que faz com que as pessoas usem e abusem destes procedimentos. Muitos produtos de branqueamento actuam no dente branqueando à custa de um micro desgaste que é feito no esmalte, sendo que a sua utilização continua e exagerada irá afectar e danificar a estrutura do esmalte. O branqueamento é um tratamento que deve ser efectuado, vigiado e controlado por um médico dentista.

Colocar implantes é um processo doloroso e pode trazer complicações.

A evolução dos implantes dentários, dos materiais para regeneração óssea e até das técnicas cirúrgicas veio simplificar bastante o processo de colocação de implantes. Hoje em dia a cirurgia de colocação de implantes é super bem tolerada pela grande maioria dos pacientes que referem apenas um ligeiro desconforto nas primeiras 24 a 48 horas. Costumamos dizer que extrair um dente acaba por ser mais incómodo e muitas vezes até mais demorado do que colocar implantes dentários. O facto da cirurgia ser efectuada em ambiente esterilizado com todos os cuidados de assepsia e dos implantes serem abertos apenas no momento da implantação reduz bastante a dor e as complicações no pós-operatório. 

A perda de dentes é uma consequência natural do envelhecimento.

O envelhecimento acarreta uma série de alterações no nosso corpo. Os dentes naturalmente também não se escapam aos efeitos do envelhecimento. No entanto, a perda de dentes não é uma consequência do envelhecimento mas sim um sinal de algo que não está bem com a nossa saúde. Não é natural perdermos dentes. Se os dentes forem bem conservados podem manter-se até ao fim dos nossos dias. Com a idade o que acontece é que os dentes podem ficar mais desgastados, mais escurecidos ou até mesmo mais desalinhados pois existe sempre alguma mobilidade fisiológica que aumenta com a idade.

 

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Advanced Program Digital Health arranca em maio
Esta especialização permite aos profissionais adquirirem skills de análise e uma visão internacional da atualidade na área da...

Em contexto de pandemia, os profissionais de saúde e não só, lidam diariamente com muitas mudanças para fazem face ao aumento de casos de COVID-19.  A pandemia mudou drasticamente o modelo organizacional das unidades de saúde, passando a exigir respostas extremamente urgentes e eficientes diante da crise pandémica.

Com vista a adquirir uma visão internacional da atualidade na área da Saúde Digital com um conjunto de saberes nacionais e internacionais, o ISCTE Executive Education irá lançar no próximo mês de maio, o Advanced Program Digital Health, uma Pós-Graduação que será realizada em regime presencial de maio a outubro, terças e quintas-feiras, das 18h30 às 22h30.

Tendo na sua direcção Henrique Martins, o Advanced Program Digital Health, conta com um corpo docente de elevada reputação com experiência comprovada nas suas diversas áreas de especialização.Este programa avançado permite aos participantes o contacto com o tema da saúde digital, compreendendo as melhores práticas e desafios, nomeadamente em liderança e implementação de projetos, nesta área de atividade.

Para obter mais esclarecimentos sobre esta formação, os potenciais participantes têm a possibilidade de agendar uma reunião online com o adviser do programa e através de uma conversa personalizada, ter acesso a informação adicional.

 Os programas formativos do ISCTE Executive Education são de elevado reconhecimento nacional e internacional, permitindo aos alunos adquirirem características multifacetadas, agregar experiência profissional passada e desenvolver conhecimento baseado na prática com aplicação no mundo real. Saiba mais aqui

 

Estudo
A asma não parece constituir um fator de risco para Covid-19 em crianças, mesmo nas que também são obesas. Ao contrário do que...

Estes dados, que resultam de uma revisão de artigos científicos publicados a nível mundial, permitem respirar de alívio. De facto, os estudos realizados até agora indicam que as crianças com asma, bem como as que sofrem de atopia (mais predispostas a alergias), não são mais afetadas pela Covid-19.

“Questiona-se se a asma será, por si só, um fator protetor contra a Covid-19. Existem algumas explicações possíveis para que assim seja, como a expressão reduzida de recetores para o vírus SARS-CoV-2, o papel protetor dos eosinófilos (células do sistema imune implicadas na asma) presentes nas vias aéreas e as propriedades antivirais e imunomoduladoras da medicação inalada (corticoides)”, explicam José Laerte Boechat e Luís Delgado, investigadores do CINTESIS e da FMUP.

Esta aparente proteção das crianças asmáticas contra o novo coronavírus acontece mesmo em crianças que são simultaneamente obesas, embora a obesidade seja considerada um fator de risco independente para a infeção nas diversas faixas etárias.

A má notícia é que, mesmo sendo frequentemente assintomáticas, estas crianças continuam a transmitir o vírus. “O regresso às escolas levanta sérias preocupações, pois as crianças sem sintomas podem funcionar como vetores de disseminação da doença na escola e na família”, alertam os investigadores.

Os especialistas defendem assim que a identificação de crianças assintomáticas deve ser parte da estratégia contra a Covid-19, através de ações de rastreio, nomeadamente nos casos de surtos.

O foco deve estar no controlo da doença

No que diz respeito às crianças com asma, os investigadores da FMUP e do CINTESIS consideram que o foco deve estar no controlo da doença, promoção da adesão à medicação e na estratificação do risco individual. “Só assim as crianças com asma poderão regressar às escolas de forma segura”, dizem.

Já as crianças com asma grave ou com asma não controlada devem continuar a ser consideradas como um grupo de risco para o desenvolvimento de formas graves de Covid-19.

Os investigadores afirmam ainda que a vacinação das crianças contra a SARS-CoV-2 deverá ser “um passo crítico” no combate à pandemia, quer para sua própria proteção, quer para suportar a imunidade de grupo. Para já, recorde-se, a maior parte das vacinas não incluiu crianças nos ensaios realizados.

Investigação Universidade de Aveiro
Já lhe chamaram “superalimento”. Uma tese de doutoramento recentemente defendida na UA por Sónia Ferreira, aluna do Programa...

A tese conclui que, para além das vantagens já conhecidas do brócolo, as suas partes com menos valor comercial, que correspondem a cerca de 70% do brócolo e que não se veem nas prateleiras dos supermercados, têm constituintes que funcionam como ativadores do sistema imunitário. Por outro lado, outro tipo de compostos também identificados nestes subprodutos do brócolo poderão ser adicionados para produzir bioplástico com possível utilização em embalagens alimentares, repelindo a água e prolongando o tempo de vida dos produtos.

Foram estudados vários métodos para extrair a água e melhor obter os compostos presentes nos subprodutos do brócolo, dado que a elevada quantidade de água (cerca de 90%) e consequente perecibilidade limitam a valorização destes subprodutos. A liofilização é adequada para obter pigmentos e glucosinolatos; a secagem por convecção de ar é adequada para obter glucosinolatos, enquanto a tecnologia de micro-ondas por hidrodifusão e gravidade (MHG) promove a extração de compostos fenólicos. Os métodos, portanto, devem ajustar-se à finalidade pretendida, à aplicação de cada tipo de composto ou conjunto de compostos.

Polissacarídeos pécticos estimulam sistema imunitário

Sabendo-se que havia pouca informação sobre a bioatividade das fibras de brócolo, os polissacarídeos pécticos foram extraídos, fracionados e caracterizados, e a sua atividade imunoestimuladora foi avaliada por incubação in vitro. Após algum processamento, comprovou-se que os polissacarídeos pécticos, como ingredientes funcionais, melhoram a função imunológica e promovem a saúde.

“Uma vez que os estudos sobre a influência destes compostos na atividade dos linfócitos B e no sistema imunitário foram realizados in vitro, ou seja, no laboratório e em ambiente muito controlado, ficaram várias questões por responder e analisar”, comenta Sónia Ferreira. Mas a vantagem daqueles compostos na melhoria a função imunológica ficou clara, afirma.

O estudo permitiu ainda perceber que os compostos extraídos dos subprodutos do brócolo com água foram os principais contribuintes para as alterações observadas nas propriedades mecânicas no bioplástico produzido a partir de amido (extraído da batata). A adição destes compostos antes das etapas de gelatinização e filtração do amido permitiu obter filmes de bioplástico com maior resistência, rigidez e elasticidade.

A tese de doutoramento foi apresentada no final de 2020 por Sónia Ferreira, sob orientação de Manuel António Coimbra e Susana Cardoso, respetivamente, professor e investigadora do Departamento de Química da UA, e ainda de Dulcineia Ferreira Wessel, do Instituto Politécnico de Viseu.

Relatório ARS do Centro
O número de doentes internados devido à Covid-19 nos Hospitais da região Centro continua a descer. Dados da ARS Centro mostram...

Segundo um relatório da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, com o ponto de situação da ocupação das camas nos hospitais da sua área de influência, contabilizado às 23h59 de domingo, das 761 pessoas internadas, 642 estavam em enfermaria (menos 51 do que no relatório relativo a quinta-feira) e 119 (menos treze) em unidades de cuidados intensivos (UCI). Destes, 82 encontravam-se ventilados.

Ainda de acordo com o relatório hoje divulgado, 11 doentes que foram infetados pelo novo coronavírus tiveram alta de enfermaria, havendo ainda uma alta em unidade de cuidados intensivos.

As taxas de ocupação nas enfermarias Covid-19 e UCI Covid-19 nos hospitais da região Centro são agora de 61% e 67%, respetivamente, refere o documento. Na quinta-feira, essa taxa era igual em enfermaria, mas em UCI era de 74%.

Já nas unidades do setor social, privado, militar e estruturas de apoio de retaguarda estavam no domingo 39 doentes, num total de 100 camas ativas. Na quinta-feira, estavam 44 doentes internados.

Este balanço reporta-se aos centros hospitalares de Coimbra, Baixo Vouga, Leiria, Cova da Beira e Tondela Viseu, e aos hospitais da Figueira da Foz, Guarda e Castelo Branco.

 

 

 

Permitir que os doentes tenham acesso a toda a informação num único documento
Sandra Brasil, investigadora da CDG & Allies Professionals and Patient Associations International Research Network (CDG ...

“Este trabalho reuniu informação que já existia na literatura, mas que se encontrava dispersa por vários artigos. Assim, conseguimos ter acesso num único documento a toda a informação relacionada com as terapias existentes ou em desenvolvimento para as CDG”, afirma Sandra Brasil.

A investigação que está, neste momento, a decorrer é um passo muito importante para toda a comunidade científica, por diversos motivos: vai permitir que os doentes tenham acesso a toda a informação num único documento que podem utilizar como referência, junto da comunidade médica.

Os investigadores na área das CDG vão ter acesso a todos os diferentes modelos de doença e à pesquisa que está a ser realizada na área das terapias, permitindo, assim, o desenvolvimento de novas parcerias e diminuindo o tempo de procura da informação.

A investigadora refere ainda que foi publicado um artigo na revista científica “Genes”, com toda a informação reunida, até ao momento, sobre o estudo que está a liderar: “Inteligência artificial em doenças raras: será o futuro mais brilhante?”.

Sandra Brasil, tem vindo a realizar diversas investigações que contribuem para o futuro das CDG, como é exemplo, o projeto pioneiro “Terapias em CDG: da bancada para o doente” (CDG therapies: from bench to beadside)”, em que o objetivo passou por reunir informação sobre todas as terapias existentes.

O mesmo artigo foi publicado na revista científica “International Journal of Molecular Sciences”.

A investigadora concluiu o seu Pós-Doutoramento, no Laboratório do Professor Belén Pérez, em Madrid, onde participou na procura e validação de chaperones farmacológicos – terapia que consiste na utilização de pequenas moléculas que ajudam as proteínas mutantes a adotar a forma adequada à realização da sua função - para duas doenças raras, sendo uma delas a PMM2-CDG, que corresponde à forma mais comum de CDG.

Em 2017, a investigadora regressou a Portugal, tendo surgido a oportunidade de continuar a trabalhar com a Associação Portuguesa CDG e Outras Doenças Metabólicas Raras, não só como investigadora, mas também como patient advocate, ouvindo e dando voz aos doentes.

“Neste momento o meu objetivo é continuar a trabalhar em prol do desenvolvimento da investigação e de terapias para as CDG, bem como contribuir para a educação e empoderamento da comunidade CDG e da consciencialização da sociedade em geral em relação a estas doenças”, conclui.

As CDG são um grupo de 150 doenças hereditárias que afetam a glicosilação, um processo pelo qual todas as células humanas acumulam açúcares de cadeia longa que estão ligados a proteínas ou lípidos (gorduras), essenciais para muitas funções biológicas. Estas doenças são altamente incapacitantes, com uma elevada taxa de mortalidade pediátrica e com significativo impacto negativo na qualidade de vida dos doentes e das famílias. As CDG são uma família de doenças muito raras, estimando-se que a forma mais comum (PMM2-CDG) tenha uma incidência de 1 em cada 20 mil pessoas.

Dados DGS
Portugal registou, nas últimas 24 horas, 61 mortes e 549 novos casos de infeção por Covid-19. Os valores mais baixos dos...

Segundo o boletim divulgado, a região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser aquela onde morreram mais pessoas com Covid-19: 33 das 61 mortes registadas em todo o País. Seguem-se as regiões centro com 15 e norte com oito. No Alentejo e Algarve houve duas mortes a lamentar.

Quanto aos arquipélagos, só a Madeira registou um óbito desde o último balanço.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 549 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 278 novos casos e a região norte 107. Desde ontem foram diagnosticados mais 48 na região Centro, no Alentejo 33 casos e no Algarve mais 22. No arquipélago da Madeira foram identificadas mais 56 infeções e no dos Açores cinco.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 3.322 doentes internados, mais seis que ontem. Já as unidades de cuidados intensivos registaram uma descida, tendo agora menos 11 doentes internados. Atualmente, estão em UCI 627 pessoas.

O boletim desta segunda-feira mostra ainda que, desde ontem, 2.187 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 701.409 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 80.642 casos, menos 1.699 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância também menos 6.702 contactos, estando agora 79.699 pessoas em vigilância.

Em sessão online
Dez Clubes Rotários de Lisboa vão homenagear, no próximo dia 23 de fevereiro, três projetos relevantes na sociedade: a Rede de...

A sessão será feita online, através da plataforma Zoom, das 21h00 às 22h30, e contará com a presença de Isabel Jonet, Presidente do Banco Alimentar, de Wagner Dinis, Presidente da Associação das Orquestras Geração e de Raquel Fortunato, Diretora Geral da GenIbet Biopharmaceuticals.

Os Clubes Rotários pretendem desta forma realçar a importância da Rede de Emergência Alimentar do Banco Alimentar como uma atividade relevante na área social, pela capacidade de congregar e apoiar pessoas em situação de vulnerabilidade devido à pandemia, que neste momento apoia cerca de 500.00 pessoas.

Relativamente à GenIbet Biopharmaceuticals o objetivo é dar a conhecer a excelência da atividade científica e tecnológica em ensaios clínicos, nomeadamente pela produção dos primeiros lotes clínicos de RNA mensageiro entre 2015 e 2018 e a contribuição para o desenvolvimento da tecnologia usada pela Moderna na criação de uma vacina contra a Covid-19.

No que diz respeito à Orquestra Geração da Associação das Orquestras Sinfónicas Juvenis Sistema Portugal, foi reconhecida na área cultural por contribuir através da prática intensiva de orquestra para a integração social de crianças e jovens provenientes de meios desfavorecidos.

“Num ano tão difícil e neste contexto de pandemia da Covid-19, o objetivo dos Clubes Rotários é realçar e homenagear projetos que se distinguem e fazem a diferença para combater desigualdades sociais e económicas e construir pontes entre os vários setores da sociedade”, explica responsável dos Clubes Rotários de Lisboa.

 Para assistir à sessão de dia 23, às 21h00, aceda ao link: 

 https://us02web.zoom.us/j/83218410867?pwd=TU5LdjNuS0dpVjNTbU5sWjMyRmtDQT09

 

DGS atualiza Orientação
A Direção-Geral da Saúde atualizou uma orientação relativa à terapêutica nutricional no doente com Covid-19, que reforça que...

Através desta atualização, é reforçada a importância de manter a identificação sistemática do risco nutricional a todos os doentes hospitalizados e de se dar continuidade ao acompanhamento nutricional dos doentes no período pós-alta hospitalar.

O maior conhecimento desta doença e das estratégias necessárias para evitar a sua transmissão, bem como a ausência de escassez de equipamentos de proteção individual, tornam possível manter os procedimentos já instituídos numa fase pré-pandemia, como por exemplo a identificação sistemática do risco nutricional, procurando assim manter a qualidade dos cuidados de saúde prestados a todos os doentes (Covid e não Covid).

A orientação agora atualizada reforça ainda a importância dos suplementos nutricionais orais no contexto da abordagem terapêutica a estes doentes. A experiência clínica tem mostrado a sua relevância no contexto dos doentes com Covid-19 hospitalizados em enfermarias.

Um outro aspeto a salientar com a alteração desta orientação é a necessidade de reforçar os Serviços de Nutrição, quer pela importância da intervenção nutricional no contexto da abordagem terapêutica do doente com Covid-19, quer também no contexto do aconselhamento alimentar e nutricional necessário para a otimização do estado nutricional e do bom controlo metabólico dos doentes com patologia crónica que são considerados fatores de risco para um pior prognóstico da Covid-19.

 

“Valorizar a Medicina Interna”
A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) adiou a realização do 27º Congresso Nacional de Medicina Interna....

Para João Araújo Correia, presidente da SPMI, este adiamento prende-se com o facto de “o país estar a atravessar uma fase muito complicada da pandemia e os esforços dos Internistas estar centrado no tratamento dos doentes covid que estão internados nos diversos serviços hospitalares”.

Outro motivo avançado para o adiamento por João Araújo Correia tem a ver “com a garantia de os Internistas apresentarem trabalhos científicos de qualidade e para isso é necessário tempo e disponibilidade que neste momento a pandemia não permite”.

O presidente da SPMI afirma ainda que “em outubro já deveremos ter atingido a imunidade de grupo, estando garantidas melhores condições de segurança, apesar de o evento se realizar num formato híbrido e de todas as sessões do programa científico serão transmitidas em direto e gravadas para posterior visualização diferida por todos os inscritos”.

A organização do 27º Congresso Nacional será da responsabilidade do Serviço de Medicina Interna do Hospital da Luz de Lisboa, terá como lema “Valorizar a Medicina Interna” e será presidido pela Professora Alexandra Bayão Horta.

Em dezembro a SPMI celebra o seu 70º aniversário e o 27.º Congresso pretende marcar o início das comemorações.

 

Cirurgia Estética
Os braços como unidade estética e funcional do nosso corpo foram negligenciados durante anos.

As deformações resultantes de perda de peso, do envelhecimento cutâneo, das alterações hormonais pós-menopausa resultam em excesso de pele, flacidez cutânea com a aparência de uma bolsa desajustada de pele na axila ou em todo o comprimento do braço, lembrando umas asas de morcego. Este excesso de pele, habitualmente, desproporcionado em relação ao tronco impede o uso de roupa adequada além de provocar fricção na axila o que condiciona o aparecimento de infeções cutâneas nesta região designadas de hidrosadenite.

Os melhores candidatos são os pacientes com peso estável e com índice de massa corporal inferior a 28 embora as únicas contraindicações conhecidas sejam a existência de linfedema, insuficiência venosa ou arterial dos membros superiores.

No pré-operatório é efetuada uma história clínica cuidadosa, feito um exame objetivo em que é avaliada a qualidade da pele e a quantidade de gordura, onde é discutida a colocação de cicatrizes que são a principal complicação desta cirurgia. São assim pedidos exames complementares de diagnóstico.

A cirurgia demora cerca de 1h e 30 e é efetuada em regime de ambulatório, sem internamento sob anestesia de sedação e local. A lipoaspiração quando indicada por excesso de gordura é realizada em simultâneo.

As incisões são colocadas na face postero-interna do braço desde axila ao epicôndilo interno no cotovelo quando existe grande excesso de pele ou apenas na axila se o excesso de pele for apenas na zona superior do braço. Em todas as situações é retirada uma elipse de pele preservando os vasos e nervos. A sutura é encerrada com pontos reabsorvíveis pelo que não é preciso retirar pontos.

É efetuada terapia anti trombótica, antibioterapia e analgesia bem como mangas de compressão elástica.

A maioria dos pacientes ficam satisfeitos com o resultado da braquiplastia. As complicações desta cirurgia são mínimas tais como seromas que são resolvidos com aspiração ou pequenas deiscências na zona da axila tratadas com pensos. As cicatrizes deverão ser visíveis apenas com os braços abertos e ficam atenuadas, geralmente, com o tempo.

O resultado desta cirurgia depende da correta colocação das cicatrizes, da tensão correta no encerramento e da qualidade da pele.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo The Lancet
A Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO), está seriamente preocupada com os dados divulgados no estudo...

Raúl de Sousa, presidente da APLO, considera que “muitos dos problemas relacionados com a visão são evitáveis e poderiam ser resolvidos se existisse uma estratégia que melhorasse o acesso aos cuidados de saúde da visão, nomeadamente com a implementação de cuidados primários para a saúde da visão, com a integração de Optometristas no Serviço Nacional de Saúde (SNS), e com a eliminação das barreiras injustificadas no acesso aos cuidados para a saúde da visão”.

E acrescenta: “Mais do que apenas tratar, a prestação dos serviços deve ser inclusiva, respeitando as necessidades individuais da população e adotando uma visão holística, assente numa abordagem centrada nas pessoas. Para tal, é necessário que a saúde da visão seja introduzida no âmbito das agendas globais de desenvolvimento.” De acordo com o referido estudo, as causas para o desenvolvimento das condições e patologias visuais estão, na sua maior parte, relacionadas com o envelhecimento.

Existem outros fatores responsáveis pela maior parte da deficiência visual global, das quais se destacam: a catarata, o erro refrativo não corrigido, glaucoma, degeneração macular relacionada com a idade, e retinopatia diabética.

Os tratamentos para reduzir ou eliminar a cegueira e a deficiência visual, podem passar por intervenções cirúrgicas oculares, como a cirurgia da catarata, tratamentos ou o fornecimento de óculos e outras ajudas óticas à população.

“Uma avaliação da implementação e dos resultados do “Plano de Ação Global: Acesso Universal aos Cuidados para a Saúde da Visão da Organização Mundial da Saúde”, subscrito por Portugal em 2012, com o objetivo de reduzir a deficiência visual e/ou cegueira evitável em 25 por cento, revela o falhanço total das políticas nacionais”, conclui Raúl de Sousa.

 

 

 

Saúde sexual
A disfunção erétil (DE) é uma das complicações mais comuns da diabetes, estimando-se que esta afete

A disfunção erétil (DE) é definida como “incapacidade persistente de obter ou manter uma ereção satisfatória para a atividade sexual”. E apesar de poder atingir a maioria dos homens em algum momento da vida, atinge 3 a 4 vezes mais os doentes diabéticos. Além disso, os dados mostram que, neste grupo de pessoas, a disfunção erétil costuma manifestar-se entre 5 a 10 anos mais cedo.

Convém, no entanto, reforçar que a disfunção erétil é mais frequente em doentes com diabetes há mais tempo, com mau controlo da sua glicemia ou que que apresentem outras complicações relacionadas com a diabetes, como a neuropatia ou a retinopatia.

Isto acontece porque o excesso de açúcar no sangue, designado de hiperglicemia, provoca lesões e insuficiência de vários tecidos e órgãos, nomeadamente, dos vasos sanguíneos e dos nervos. Nestes casos, os danos que atingem as paredes dos vasos sanguíneos afetam a circulação e o fluxo de sangue para o pénis, impossibilitando ou dificuldade uma ereção.

Sabe-se, por outro lado, que outros fatores como a obesidade, hipertensão, dislipidemia, que estão intimamente ligados à diabetes, se apresentam como importantes fatores de risco para a disfunção erétil, a par do tabagismo e do consumo de álcool.

Não obstante, também alguns medicamentos, como os utilizados para tratar a hipertensão, podem estar na origem da disfunção erétil.

O primeiro passo para combater o problema é falar sobre ele. Assim é importante que o doente aborde o assunto com o seu médico para que este possa seguir o tratamento indicado.

Habitualmente, para o seu diagnóstico é necessária a realização de exames laboratoriais e imagiológicos específicos, além das análises gerais.

Qual o tratamento da disfunção erétil no diabético?

O tratamento da disfunção erétil pode ser feito com recurso a medicamentos orais – fármacos vasodilatadores – que aumentam o fluxo sanguíneo no pénis. No entanto, embora estes possam ser usados de forma segura na maioria dos homens com diabetes, não são indicados para quem apresenta algumas condições cardíacas específicas, pelo que devem ser sempre usados sob indicação médica.

Os tratamentos adicionais incluem terapia de injeção intracavernosa, terapia intrauretral - considerados tratamentos de segunda linha -, dispositivos de constrição a vácuo, e terapia sexual.

A par do tratamento é essencial que adote hábitos de vida saudáveis. Siga alguns conselhos:

Deixe de fumar. O consumo de tabaco estreita os vasos sanguíneos, o que pode condicionar a disfunção erétil.

Controle o peso. O excesso de peso pode causar - ou piorar - a disfunção erétil.

Inclua a atividade física na sua rotina diária. Os exercícios podem ajudar com as condições subjacentes que desempenham um papel na disfunção erétil, incluindo a redução do stresse, o aumento do fluxo sanguíneo.

Reduz o consumo de álcool. O excesso de álcool pode contribuir para a disfunção erétil. Se optar por beber, faça-o com moderação.

Referências:
https://www.diabetes.co.uk/diabetes-erectile-dysfunction.html
https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/erectile-dysfunction/in-depth/erectile-dysfunction/art-20043927

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Webinar
O “Impacto da pandemia no doente oncológico’’ é o mote para o próximo webinar promovido pela Plataforma Saúde em Diálogo e que...

Os atrasos na realização de exames de diagnóstico, rastreios preventivos e consultas na área da oncologia, a vacinação Covid-19 em doentes oncológicos, o plano europeu de luta contra o cancro, assim como o papel das associações de doentes na retoma aos cuidados de saúde e os desafios para os próximos anos são alguns dos tópicos em discussão.

 «É importante debatermos sobre a influência da pandemia nos doentes oncológicos e percebermos o verdadeiro impacto nas suas vidas. Esta é uma conversa que vai abordar diversos temas da área oncológica e será, sem dúvida, um momento de partilha de ideias que trará conclusões benéficas para o futuro da oncologia em Portugal», afirma a presidente da Plataforma Saúde em Diálogo, Rosário Zincke. 

A conversa conta com a participação de Vítor Rodrigues, médico e doutorado em saúde pública e presidente da Liga Portuguesa contra o Cancro, Tamara Milagre, presidente da EVITA - Associação de Apoio a Portadores de Alterações nos Genes Relacionados com o Cancro Hereditário, Miriam Brice, presidente da Associação Careca Power e Diogo Branco, médico oncologista, investigador clínico e coordenador da Comissão de Oncologia do Health Parliament Portugal. A moderação fica a cargo da presidente da Plataforma Saúde em Diálogo, Rosário Zincke.

O webinar “Impacto da pandemia no doente oncológico’’ é aberto a profissionais de saúde, promotores e instituições da área da saúde, doentes e público em geral mediante inscrição obrigatória aqui.

Esta conversa faz parte de um ciclo de webinars, intitulado “Saúde em Diálogo”, promovido pela Plataforma Saúde em Diálogo e que pretende abordar diversos temas atuais na área da saúde ao longo do ano.

 

A minha vida com Acondroplasia
Entre as mais de 7000 doenças raras, a Acondroplasia é uma das mais frequentes displasias ósseas.

A acondroplasia é a forma de condrodisplasia mais frequente e é causada por mutações no gene que codifica o recetor dos fatores de crescimento dos fibroblastos 3 (FGFR3, do inglês Fibroblast Growth Factor Receptor 3), um recetor transmembranar importante para o crescimento linear dos ossos.

As características físicas que caracterizam a acondroplasia são a baixa estatura (131 cm para o homens e 124 cm para mulheres, valores médios), o encurtamento dos braços e pernas, com desproporcionalidade entre estes e o tronco, a macrocefalia (cabeça grande) e com fronte proeminente, a ponte nasal deprimida, a face plana, genu varum (deformidade angular nos membros inferiores, sendo possível realinhamento por intervenção cirúrgica), cifose na primeira infância (curvatura para fora na coluna toracolombar)  e lordose acentuadas (curvatura para dentro na coluna lombar) e mãos com dedos em tridente.

É frequente ocorrer hipotonia muscular com atraso no desenvolvimento motor na primeira infância, e hiperextensibilidade na maioria das articulações ao longo da vida, com maior incidência nos joelhos. No entanto, ao nível dos cotovelos, ocorre rigidez em flexão, o que limita a já reduzida extensão de braços. A limitação física ao longo da vida é muito presente, contudo não existe qualquer alteração no desenvolvimento e capacidade cognitiva.

Por se tratar de uma condição que pode afetar vários sistemas, é essencial um acompanhamento multidisciplinar após o diagnóstico. “Consoante as necessidades de cada criança, e em distintas fases da vida, poderão ser envolvidos nesta equipa especialistas de genética, neurocirurgia, pneumologia, otorrinolaringologia, fisiatria, ortopedia, reumatologista e também técnicos de fisioterapia, terapia da fala e terapia ocupacional”, revela Inês Alves, presidente da ANDO Portugal - Associação Nacional de Displasias Ósseas.

“O diagnóstico da acondroplasia baseia-se na presença de características clínicas e radiológicas”, explica a presidente da associação acrescentando que a suspeita sobre o mesmo pode chegar no período pré-natal, durante a “ecografia de rotina do 3º trimestre”, podendo também ser confirmado em fases mais precoces da gravidez por biopsia das vilosidades coriónicas ou por amniocentese, com pesquisa da mutação no gene FGFR3”.

“Questionei-me como iria explicar à família e amigos mais chegados que o meu bebé tinha acondroplasia”

Marta Mendes estava grávida de 27 semanas quando “numa ecografia de rotina a obstetra disse que algo não estava bem com as medições dos ossos longos do bebé”. Duas semanas depois, recorda, repetiu a ecografia e como o percentil dos ossos longos se mantinha abaixo de 1%, foi aconselhada a realizar uma amniocentese para chegar a um diagnóstico “o quanto antes”. “Assim fiz, às 30 semanas de gravidez. O resultado do exame genético veio às 35+6 semanas, no bloco de partos”, conta.

Com um conhecimento muito limitado sobre o assunto, Marta recorda que foi muito duro saber da suspeita deste diagnóstico. “Foi muito duro, não vou mentir. Questionei-me muitas vezes “porquê o meu filho”, “onde errei?”, “o que fiz de mal?” e chorei, chorei muito durante a gravidez”, revela acrescentando que se mentalizou “para chorar tudo o que tinha de chorar antes do bebé nascer”. Depois do parto a realidade tinha de ser outra: “tinha de ir à luta, por ele e por nós enquanto família”.

Admite, no entanto, e como seria de esperar, que a convivência com uma doença rara lhe trouxe muitas dúvidas e receios. “Primeiro que tudo questionei-me como iria explicar à família e amigos mais chegados que o meu bebé tinha acondroplasia e como iriam reagir, sendo que não temos casos na família”, recorda. Seguiram-se as preocupações com a sua condição clínica, “que complicações poderia vir a desenvolver e a que profissionais recorrer”, e por fim se estaria à altura do desafio. “Questionei-me muitas vezes (…) se iria ser capaz de ensinar competências de vida ao meu filho para que saiba lidar com todos e quaisquer obstáculos que surjam na vida dele”, diz com a certeza de que todas as mães de crianças especiais também já se sentiram, pelo menos, uma vez assim.  


O bebé Xavier tem 17 meses. Não tem, na família, nenhum caso conhecido de acondroplasia

“Não há nenhum livro de parentalidade que nos prepare para o caso de não termos um bebé com um desenvolvimento típico”, diz quando questionada sobre as principais dificuldades vividas ao longo destes 17 meses, desde o nascimento do seu bebé.

Admite, no entanto, que, embora nos primeiros meses vida as diferenças não fossem suficientemente notórias, “quando surgiram alguns olhares curiosos e até confusos veio a pandemia e fechamo-nos na nossa bolha familiar”. “O único contacto social que tem é a creche, cuja integração correu lindamente! Respeitam a sua individualidade e o seu ritmo”, refere.

Já ao nível dos cuidados de saúde, Marta Mendes destaca a falta de conhecimento dos profissionais de saúde para as displasias ósseas. “Da experiência que tenho como mãe, já aconteceu mais do que uma vez ter de ser a porta-voz de informação sobre a condição do meu filho”, revela.

Atualmente, a criança é acompanhada por uma equipa multidisciplinar que inclui um geneticista, pneumologista, endocrinologista, otorrinolaringologista, neurocirurgião e um fisiatra.

Nesta caminhada, que por vezes admite ser frustrante, agradece o apoio que tem tido da ANDO Portugal. “No nosso caso, foi quem nos orientou sobre onde procurar ajuda médica e apoios sociais, onde nos foi fornecido numa primeira instância conhecimento sobre as displasias ósseas e sua evolução e onde pudemos encontrar outras famílias na mesma situação que nós, um local seguro onde podemos trocar experiências e nos sentimos compreendidos”, afirma sublinhando a importância de dar a conhecer esta e outras condições genéticas. “Há que falar mais sobre diferença para que se mudem comportamentos e a inclusão não seja apenas um chavão que fica bonito nos manuais”, justifica.

“Diferentes somos todos e cada um de nós à sua maneira”. E “apesar de o caminho parecer difícil e por vezes solitário, depois de aceitarmos a condição do nosso filho tudo fica mais fácil e é colocado em perspetiva. As alegrias que nos dão são imensamente superiores às contrapartidas que possam surgir”, reforça.  

“Acho que arranjei como defesa ser o mais extrovertida e comunicativa possível”

Carolina Lemos foi diagnosticada com acondroplasia 17 dias após o nascimento. E apesar de ter de lidar, desde cedo, com a diferença, admite que sempre foi uma criança feliz. “Eu lembro-me de ir a várias consultas, para perceber o que nos esperava em termos de crescimento e desenvolvimento e para perceber se eu queria fazer o alongamento ósseo. Penso que a minha mãe deve ter tido bastantes receios, como qualquer mãe, mas eu sempre fui uma criança feliz e dinâmica”, revela.

“Logo no infantário percebi que era diferente e comecei a ouvir as típicas frases: olha uma anã!”, conta explicando que a condição a levou a ter de aprender a lidar “com o julgamento e olhares das pessoas”. “Acho que arranjei como defesa ser o mais extrovertida e comunicativa possível. Isso fazia com que as pessoas se ligassem a mim e “esquecessem” a diferença. Hoje em dia não sinto qualquer condicionamento”, afirma sem a menor sombra de dúvida.

Garante que sempre foi saudável, não apresentando qualquer complicação associada à sua condição.


Carolina Lemos nunca se deixou definir pela diferença 

As únicas limitações que tem, garante, prendem-se com as barreiras físicas. “Há muitas coisas, hoje em dia, que continuam numa altura que não faz sentido: balcões, caixas multibanco, puxadores de portas. E, com o panorama do COVID, até os dispensadores de álcool-gel”, explica. No entanto, admite que, em determinado momento da sua vida, se viu a braços com o “auto-preconceito”. “O achar que me iam ver sempre como diferente, não tão capaz”, revela. “Mas isso é uma questão puramente mental que com muito trabalho pessoal e interajuda se vai conseguindo ultrapassar”, diz otimista.

E é, talvez por saber que é tão capaz, como qualquer pessoa, de realizar os seus sonhos que deixa a outros portadores de acondroplasia, seus familiares e à população em geral, um conselho: “Que sejam felizes! Porque a Vida é muito mais que um estereótipo ou que um rótulo!”

Referências:
https://www.andoportugal.org/displaisas_osseas/o-que-sao/acondroplasia.html

https://www.orpha.net/consor/cgi-bin/OC_Exp.php?Lng=PT&Expert=15~

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
Um estudo realizado pela Flexsaúde e a Stunning Capacity, em colaboração com a Michael Page, em dezembro de 2020, indica que...

Como principais conclusões, destacam-se a responsabilidade atribuída às organizações na otimização da saúde mental dos seus colaboradores, a falta de uma estratégia integrada de implementação de iniciativas de saúde mental e a necessidade de investimento nas diferentes fases da saúde mental por parte das empresas. O estudo revela ainda que o capital humano e os recursos imateriais como o tempo, são os mais importantes para essa gestão.

Joana Barros, Sénior Marketing Executive da Michael Page, refere: “A saúde mental deve ser uma prioridade para as empresas e os seus gestores. Os líderes têm uma responsabilidade pessoal pela sua equipa e o seu bem-estar, e desempenham um papel importante na criação de um ambiente onde a saúde mental dos colaboradores seja uma prioridade e as pessoas possam partilhar as preocupações e os desafios que estão a enfrentar no seu dia-a-dia. Os contextos laborais mudam, por exemplo, a

natureza do dia de trabalho mudou muito com o trabalho à distância, o que traz novas questões sobre os relacionamentos, a ansiedade, a gestão das expetativas e a execução de tarefas. Também é indiscutível que uma força de trabalho feliz é mais motivada e produtiva”.

Quando questionados sobre o nível de responsabilidade que as organizações devem ter nas diferentes fases da otimização do bem-estar e saúde mental dos seus colaboradores, 58% dos inquiridos afirma que a responsabilidade deve ser partilhada e 29% atribui maior responsabilidade à organização face ao colaborador. Apenas 4% considera que a organização não tem qualquer responsabilidade.

No que diz respeito aos fatores com impacto mais frequente na degradação do bem-estar e saúde mental dos colaboradores, os diferentes motivos individuais sobrepõem-se aos fatores que são transversais à organização. A pandemia (83%), a escassez de recursos do colaborador (80%) e acontecimentos traumáticos pessoais (79%) são os mais apontados. Os inquiridos acreditam que as organizações deverão atribuir maior importância a iniciativas focadas na resolução de comportamentos pessoais dos colaboradores (como o consumo de álcool ou drogas) do que na alteração de outros fatores, como a escassez de recursos dos colaboradores ou no alívio do stress próprio das funções.

De acordo com os resultados do estudo, entre os fatores no âmbito da organização com impacto na saúde mental, destacam-se os horários de trabalho (88%), as relações interpessoais (91%) e os níveis de stress associados ao desempenho da função (96%). A maioria dos entrevistados atribui também especial importância ao volume e ritmo de trabalho, como sendo dos fatores com maior agravamento.

O estudo revela ainda que a preocupação das organizações com a melhoria da saúde mental dos seus colaboradores prende-se, sobretudo, com objetivos de produtividade, redução do absentismo, engagement e a preocupação das empresas em evitar efeitos negativos na sua reputação, de acordo com a maioria dos entrevistados. Ou seja, a otimização de níveis fisiológicos ou psicológicos dos Colaboradores em si mesmo não são fatores em que as Organizações se mostrem motivadas no âmbito da saúde mental laboral.

O baixo sucesso das ações e iniciativas levadas a cabo pelas organizações na melhoria do bem-estar e saúde mental dos seus colaboradores, é também apontado pela maioria dos participantes. Assim, 80% das respostas confirma a necessidade de investimento por parte das empresas em recursos diversos (tempo, financeiros, know-how, materiais), principalmente na fase de monitorização da saúde mental, para gerar uma mudança positiva no estado geral dos seus colaboradores, e aponta a prevenção de patologias como uma prioridade.

Entre as principais iniciativas que poderão ser implementadas pelas empresas, segundo o estudo, destacam-se o envolvimento da gestão de topo na melhoria da organização do trabalho e práticas de liderança; maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional e equidade no tratamento dos colaboradores, atribuição de seguros de saúde com vertente de saúde mental, respeito pelos horários de trabalho estabelecidos, e políticas de organização do trabalho flexíveis e personalizadas.

As iniciativas conjuntas entre o colaborador e a empresa com o objetivo de uma solução integrada, são referidas por 75% dos entrevistados com um elevado nível de importância. Falar abertamente sobre o tema da saúde mental laboral para combater a sua estigmatização, definir em parceria com os colaboradores uma política clara de desenvolvimento do bem-estar organizacional, implementar uma gestão participada e orientada por objetivos e desenvolver estratégias de aumento de literacia em saúde mental, são algumas das medidas referidas.

No que diz respeito aos recursos que as empresas podem ter para contornar o problema da degradação da saúde mental, o conhecimento humano é identificado como sendo o mais importante, seguido dos recursos financeiros e, com menor relevância, da utilização de tecnologia.

Comentando os resultados do estudo, Alberto Amaral, Presidente Executivo do Conselho de Administração da Flexdeal, acrescentou: “A FlexSaúde desenvolve uma abordagem integrada e inovadora junto das organizações, por forma a reunir e disponibilizar o máximo de recursos de uma gama de parceiros ao longo da cadeia de valor da saúde física e mental. A capacidade de misturar ofertas convencionais e digitais numa infraestrutura tecnológica com organizações, investigadores e prestadores de serviços, permite a criação de um ecossistema da saúde, onde através de soluções personalizadas por organização e colaborador, responde a múltiplas necessidades. Privilegiando sempre a base científica, construímos programas pontuais ou permanentes, que permitam que as empresas mantenham ou aumentem o nível de satisfação e felicidade dos seus colaboradores, prevenindo o “stress" ou “burnout” laboral, e promovendo pessoas e locais de trabalho mais saudáveis.

Dia Mundial das Doenças Raras assinala-se a 28 de fevereiro
Na Europa, uma doença é considerada rara quando afeta uma em cada 2.000 pessoas. Muitas vezes de origem genética, as doenças...

“Desde doenças exclusivamente oculares a quadros sindrómicos, isto é, que envolvem vários órgãos, as doenças raras colocam enormes desafios ao doente, ao médico e à sociedade”, explica João Pedro Marques, médico oftalmologista. Estes desafios devem-se, em grande parte, ao desconhecimento e à falta de informação, o que pode atrasar bastante o diagnóstico da patologia em questão.

“Muitos destes doentes levam vários anos até chegarem a um centro de referência onde é estabelecido o diagnóstico definitivo, muitas vezes mediante realização de um teste genético”, sublinha. E, segundo o especialista, os atrasos no diagnóstico têm um especial impacto nas crianças, já que podem influenciar negativamente o normal desenvolvimento visual e conduzir a uma “perda da janela de oportunidade para uma reabilitação visual bem-sucedida”.

Assim, "em crianças pré-verbais, a ausência de comportamento visual, isto é, a incapacidade de fixar ou seguir objetos, ou a constatação de movimentos oculares involuntários (nistagmo)” são sinais de alerta muito importantes que não devem ser ignorados. Por outro lado, em crianças mais velhas, adolescentes e adultos, “as dificuldades em ambientes escuros (cegueira noturna), as dificuldades em encarar a luz (fotossensibilidade), a incapacidade de distinguir cores, a visão subnormal, mesmo após correção ótica, ou a limitação do campo visual” são sintomas que devem ser valorizados, sendo urgente a procura de um médico oftalmologista.

Apesar de crónicas, progressivas e, muitas vezes, sem tratamento curativo, o diagnóstico das doenças raras oculares é fundamental. Desta forma, João Pedro Marques defende o papel dos médicos oftalmologistas e refere que “só com um diagnóstico genético será possível fazer um correto aconselhamento genético ao doente e aos seus familiares, minimizando assim a recorrência da doença em gerações futuras”. Além disso, o acesso a novos tratamentos, como a terapia génica, está dependente da confirmação genética da doença. 

João Pedro Marques destaca ainda a importância da reabilitação visual, sublinhando que “ajudas óticas para perto e para longe, treino de orientação e mobilidade, aprendizagem de braille ou treino de bengala devem ser iniciados o mais precocemente possível para evitar o estigma e maximizar a integração destes doentes na sociedade”.

 

Ciclo BIOMEET Sessions
No âmbito do Dia Mundial das Doenças Raras, discute-se, numa sessão a 26 de fevereiro, pelas 16h00, a terapia genética, as suas...

Incluído no ciclo BIOMEET Sessions, os objetivos do evento passam por esclarecer o que é a terapia genética, as suas oportunidades, que medidas é que devem ser tomadas de modo a que esta abordagem terapêutica seja utilizada e os maiores obstáculos desta terapia.

A sessão conta com a participação de Martin Schulz (Senior Director da Gene Therapy Platform, Pfizer Rare Disease Global Medical Affairs), que vai abordar a terapia genética de uma forma holística e partilhar a importância de os sistemas de saúde evoluírem para permitirem o acesso a esta abordagem terapêutica.

O debate terá como foco a perspetiva portuguesa, discutindo o presente e expectativas para o futuro nesta área, através de diferentes perspetivas (clínica; avaliação e acesso destas terapêuticas; diagnóstico laboratorial; e doentes representados através de uma Associação). A sessão conta com intervenções de Cristina Garrido (Neuropediatra do Centro Hospitalar do Porto), Joaquim Brites (Presidente da Associação Portuguesa de Neuromusculares), Margarida Menezes Ferreira (Quality Expert for Advanced Therapy Medicinal Products and other Biological Medicinal Products), e Sandra Alves (Investigadora no Departamento de Genética Humana do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge).

A sessão “Inovação Terapêutica nas Doenças Raras” é a primeira do ciclo BIOMEET Sessions, iniciativa organizada pela P-BIO, que, ao longo do ano, irá promover várias sessões de temáticas relacionadas com a Biotecnologia e as Ciências da Vida.

 

 

Diabetes Mellitus tipo 2 e doença cardiovascular
A MSD Portugal vai promover um ciclo de webinars dedicado à análise e ao debate dos resultados do ensaio clínico VERTIS CV, um...

A iniciativa, denominada “VERTIS CV – Reinforcing the Cardiorenal Benefit with Ertugliflozin – a Powerful iSGLT2 within the Class”, conta com a participação de 9 especialistas nacionais para discutir a melhor abordagem terapêutica com ertugliflozina, analisando o seu efeito cardiovascular e renal em pessoas com Diabetes Mellitus tipo 2 e doença cardiovascular estabelecida, assim como o impacto da pandemia no acompanhamento destes doentes.

A primeira sessão decorre já no dia 23 de fevereiro, pelas 21h00. Sob o mote “The Heart Sight”, a MSD Portugal vai analisar a insuficiência cardíaca, uma das formas mais comuns de doença cardiovascular entre as pessoas com Diabetes tipo 2 e uma das comorbilidades mais graves: de acordo com a Sociedade Portuguesa de Cardiologia, 7 em cada 10 pessoas com Diabetes morrem devido a complicações cardiovasculares, de acordo com

Para analisar a possibilidade de reduzir o risco de hospitalização por insuficiência cardíaca das pessoas com Diabetes tipo 2, de acordo com os resultados do ensaio VERTIS CV, a MSD conta com a participação especial de Paula Freitas, Endocrinologista no Hospital de São João, Ricardo Carvalho, Cardiologista no Hospital de Vila Nova de Gaia, e Joana Pimenta, especialista de Medicina Interna no Hospital de São João.

A conferência “The Kidney Affair”, que decorre no dia 25 de março, vai responder à questão “Será o atraso da progressão da doença renal crónica uma realidade para as pessoas com DM2?”. A última sessão, agendada para dia 27 de abril, será dedicada ao controlo e prevenção da Diabetes em tempos de pandemia. Sob o tema “Diabetes through the pandemics - How are we handling it?”, os especialistas convidados vão analisar o impacto da pandemia no tratamento das pessoas com Diabetes e quais as alternativas encontradas pela classe médica para manter o controlo da progressão da doença e o acompanhamento dos seus doentes.

Os profissionais de saúde que pretendam participar, podem inscrever-se em todas as sessões com apenas um clique aqui.

 

Páginas