Tratamentos dentários
No âmbito do 15ª aniversário, a clínica S. Tiago Medical Center criou o projeto “Voltar a Sorrir”, que tem como objetivo...

Com a possibilidade de ser uma reabilitação oral parcial ou total, os tratamentos são destinados a pessoas que residem na região geográfica da clínica e para que haja honestidade e clareza na seleção dos candidatos, a escolha é da responsabilidade de cada empresa que foi convidada a colaborar e que aceitou integrar este projeto.

Bi-Silque, Central Lobão, Molaflex, Lusotufo e Valmet são algumas das empresas que se uniram ao projeto “Voltar a Sorrir” e selecionaram entre os seus colaboradores 12 dos casos, sendo que os restantes 3, são casos sociais identificados pela clínica S. Tiago Medical Center.

“Voltar a Sorrir” é uma iniciativa que vai mudar a vida de cada colaboradora e suas famílias, mas para isso acontecer é importante estabelecer sinergias, por essa razão a clínica S. Tiago Medical Center estabeleceu uma parceria com a Zircon Medical, uma multinacional de implantes cerâmicos Patent.

O projeto “Voltar a Sorrir” arrancou no início de janeiro e terminará em julho de 2021, altura em que serão divulgados todos os casos já reabilitados. Todas as histórias podem ser acompanhadas nas redes sociais da clínica S. Tiago Medical Center – Facebook e Instagram e, também, no Jornal de Notícias.

 

Mas máscaras cirúrgicas devem ser usadas em locais frequentados
O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) não recomenda o uso obrigatório de máscaras respiratórias (FFP2) ou...

Segundo o relatório divulgado hoje pelo ECDC, “as provas científicas muito limitadas relativas ao uso de máscaras respiratórias na comunidade não apoiam o seu uso obrigatório em vez de outros tipos de máscaras faciais”. Deste modo, o ECDC não se manifesta contra as comunitárias, dizendo antes que “em áreas com transmissão comunitária da covid-19, recomenda-se o uso de máscara facial médica ou não médica em espaços públicos fechados […] ou em ambientes exteriores frequentados”.

No entanto, aconselha a que os cidadãos suscetíveis de ter uma doença severa relacionada com a covid-19, como idosos ou pessoas com outros problemas de saúde, usem “máscaras faciais médicas como meio de proteção pessoal nos cenários acima mencionados”, isto é, espaços frequentados.

A agência europeia de saúde pública sugere também o uso de máscaras cirúrgicas no seio de agregados familiares em que existam “pessoas com sintomas de covid-19 ou que testaram positivo”, tanto para estas como para os restantes membros do agregado.

No documento, a agência europeia adverte mesmo para as “dificuldades em assegurar a adequada adaptação e utilização em ambientes comunitários” das máscaras FFP2, bem como para os seus “potenciais efeitos adversos relacionados com uma menor respirabilidade”.

O relatório refere que a utilização de máscaras faciais “deve complementar e não substituir outras medidas preventivas, tais como distanciamento físico, permanência em casa quando doente, teletrabalho se possível, etiqueta respiratória, higiene meticulosa das mãos e evitar tocar no rosto, nariz, olhos e boca”.

De acordo com a ECDC, “o uso adequado de máscaras faciais e a promoção do cumprimento do seu uso quando recomendado como medidas de saúde pública são fundamentais para a eficácia das medidas”.

Publicada na revista Nature
O investigador João Oliveira, do ICVS da Escola de Medicina da Universidade do Minho, é a cara portuguesa na Declaração de...

Esta declaração traz um novo olhar para as neurociências e para o estudo dos astrócitos, as células mais comuns no nosso sistema nervoso central e que alimentam os neurónios.

Nos últimos tempos, grupos de investigação dedicaram-se a estratificar os astrócitos em dois grandes tipos: protetor ou tóxico. A declaração de consenso agora assinada deixa cair esta dicotomia, passando a investigação a centrar-se nestas células de forma mais abrangente olhando para a estatística de forma multivariada.

Para João Oliveira, “em termos práticos, a investigação fundamental e clínica vai ser beneficiada uma vez que vamos conseguir perceber melhor o papel destas células, que podem ser boas numa primeira etapa e má na progressão da doença, ou vice-versa, em cada fase de doenças como o parkinson, alzheimer ou depressão”.

“A partir deste momento não vamos andar à procura de apenas dois estados, porque não é assim tão simples e, se simplificarmos, podemos perder muita coisa no meio. Vamos olhar para o astrócito como uma célula muito dinâmica que pode desempenhar vários papéis no decorrer de cada uma das doenças em que pode estar envolvida. Ao sair da visão dicotómica, vamos ter uma visão mais alargada para conseguirmos perceber melhor esse papel”, conclui o investigador.

Os astrócitos são células extremamente ramificadas e essa estrutura altera-se ligeiramente em condições normais, mas sobretudo em contexto de doença. Um dos padrões mais clássicos destas células é quando há um surto, os seus ‘braços’ engrossam e estendem-se mais, a chamada reatividade morfológica. Esta reatividade morfológica é acompanhada pela libertação de uma série de moléculas que vão sinalizar que algo se passa. Os astrócitos vão receber sinais a dizer ‘está aqui alguma coisa estranha a acontecer’, e vão emitir sinais às células vizinhas a dizer ‘ataca’ para tentar resolver o problema.

 

 

 

 

Iniciativa sensibilização para o AVC
O Carnaval está a chegar e a pandemia da COVID-19 não deve ser motivo para que este não seja celebrado. Durante a próxima...

Para participar, basta tirar uma fotografia a usar uma máscara de super-herói e partilhá-la nas suas redes sociais com a hashtag #FastHeroesRecord, não esquecendo a identificação das contas oficiais da Fast Heroes de Portugal (Instagram e Facebook). Se não tiver nenhuma máscara, pode imprimir e recortar a sua aqui.

Além deste desafio, está ainda em vigor uma campanha que pretende chegar ao maior número de pessoas a nível mundial e continuar a educar as famílias. Para isso, o objetivo é chegar a um Recorde Mundial oficial, criando o maior álbum de fotos online de pessoas com máscaras de super-heróis. Como tal, todas as fotografias partilhadas durante a próxima semana podem servir para um bem ainda maior. Para isso, basta aceder ao site oficial e enviar as fotografias que quiser, desde que sejam todas diferentes.

Jan Van Der Merwe, responsável pela campanha FAST Heroes refere que “agora, mais do que nunca, torna-se crucial estimular as crianças, incentivando-as a aprender enquanto se divertem. Este desafio tem como objetivo assinalar uma data adorada por tantas crianças enquanto salvaguardamos a futura segurança dos seus avós”.

Atualmente, o AVC continua a ser uma das principais causas de morte em Portugal, sendo também a principal causa de morbilidade e de potenciais anos de vida perdidos do conjunto de doenças cardiovasculares. Muitas das vezes, isto significa a perda de um dos avós para mais uma criança devido a consequências que podem ser evitadas se os doentes conseguirem chegar ao hospital e receber o tratamento adequado a tempo.

Este desafio surge então a propósito da iniciativa “Fast Heroes 112”, que tem como objetivo alertar para a importância de atuar o mais rapidamente em caso de AVC, evitando desfechos mais negros. No entanto, os doentes-alvo do AVC são maioritariamente pessoas com cerca de 70 anos, o que dificulta o alcance das campanhas de sensibilização.

“Para contrariar isto, a campanha incentiva as crianças entre os 5 e os 9 anos a tornarem-se em veículos de educação para os restantes familiares relativamente aos sintomas desta doença e à necessidade de uma ação rápida. Com a preciosa ajuda dos mais pequenos, o objetivo passa então por evitar que os doentes de AVC cheguem demasiado tarde ao hospital, uma vez que esta é a patologia mais suscetível de ser prevenida.” reforça Jan Van Der Merwe.

A iniciativa foca-se em três super-heróis reformados que têm um superpoder que ajuda a recordar os sintomas mais comuns do AVC, os 3 F’s: FACE que começa a descair de um lado, um braço que subitamente perde a FORÇA e não conseguir Falar nem duas palavras.

A iniciativa foi desenvolvida em parceria com o Departamento de Políticas Educativas e Sociais da Universidade da Macedónia e conta com o apoio da Organização Mundial de AVC, da Sociedade Portuguesa do AVC e da Iniciativa Angels. Os materiais estão já disponíveis em várias línguas, incluindo o Português, sendo que a inscrição das crianças pode ser feita por um familiar ou educador em https://pt-pt.fastheroes.com/involve-a-child/.

Boletim Epidemiológico
Portugal registou, nas últimas 24 horas, 90 mortes e 1.303 novos casos de infeção por Covid-19. O número de doentes internados,...

Segundo o boletim divulgado, a região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser aquela onde morreram mais pessoas com Covid-19: 48 das 90 mortes registadas em todo o País. Seguem-se as regiões norte com 18 e centro com 15. No Alentejo há 3 mortes a lamentar e no Algarve seis.

Quanto aos arquipélagos, não há registo de mortes desde o último balanço.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 1.303 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 779 novos casos e a região norte 288. Desde ontem foram diagnosticados mais 98 na região Centro, no Alentejo 70 casos e no Algarve mais 30. No arquipélago da Madeira foram identificadas mais 38 infeções e no dos Açores não há registo de novos casos.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 4.832 doentes internados, mais oito que ontem. Já as unidades de cuidados intensivos têm atualmente mais 784 doentes, menos 11 desde o último balanço.

O boletim desta segunda-feira mostra ainda que, desde ontem, 3.538 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 668.854 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 102.794 casos, menos 2.325 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância também menos 7.881 contactos, estando agora 131.521 pessoas em vigilância.

Balanço
A Ministra da Saúde, Marta Temido, fez, esta segunda-feira, um ponto da situação sobre o Plano de Vacinação contra a covid-19,...

Marta Temido disse em conferência de imprensa que 2,02% da população portuguesa já foi vacinada contra o novo coronavírus, incluindo, profissionais de saúde, residentes e profissionais em lares, profissionais de serviços essenciais e alguns titulares de órgãos de soberania.

Há ainda mais 300 mil portugueses com a primeira toma. Entre eles está a própria ministra da Saúde, que foi vacinada esta segunda-feira.

Marta Temido adiantou ainda que Portugal vai administrar mais 140 mil doses esta semana, sendo que hoje chegaram doses da vacina da Pfizer e chegam mais no final da semana, mas da AstraZeneca.

O país estima receber 2,5 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 até ao final do primeiro trimestre, em vez dos 4,4 milhões de doses previstos inicialmente. “Não está totalmente confirmado e vai sendo confirmado semana a semana com os dados das empresas”, assinalou a ministra da Saúde, após a reunião com a task-force responsável por delinear o plano de vacinação contra a Covid-19.

 

PCR ou antigénio
A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, estimou, numa entrevista ao jornal Público, que Portugal possa chegar aos 100 testes...

“Se conseguíssemos manter durante dois ou três meses cerca de 70 mil a 80 mil testes, seria bom. A média foi de 51 mil em janeiro e um bocadinho mais baixa em fevereiro, 41 mil”, afirmou, acrescentando que “estima-se que se possam realizar diariamente cerca de 100 mil testes, quer PCR, quer testes rápidos de antigénio”.

Esta é uma estratégia, referiu, para manter “pelo tempo que for considerado pertinente, em função da evolução da epidemia”.

Sobre a questão da testagem, a especialista em saúde pública lembrou que “a DGS tem muitos consultores” e “um dos temas que é regularmente revisitado é o da testagem”.

“Testámos bastantes pessoas em janeiro. Atingimos um valor que foi de cerca de 77 mil testes num dia. Na nossa estratégia, uma das propostas neste momento é o que se pode chamar um rastreio oportunístico — uma pessoa vai a um centro de saúde ou uma unidade de saúde por outro motivo qualquer e o seu médico ou a sua enfermeira [podem] dizer-lhe se quer fazer um teste. Isto vai permitir identificar alguns casos positivos, que serão poucos, mas sobretudo perceber o que se está a passar por debaixo desta baixa incidência. Mas temos o problema dos falsos negativos, porque se não houver carga viral suficiente, um teste pode dar negativo”, explicou.

Na mesma entrevista, a Diretora-Geral da Saúde avançou também que houve uma redução substancial no número de inquéritos epidemiológicos em atraso no país. “Face à pressão verificada em janeiro, as equipas de saúde pública foram reforçadas com profissionais de diversas áreas”, adiantou, reforçando que, simultaneamente, foram adotadas metodologias de trabalho que garantiram a elaboração de inquéritos de forma mais célere. Na quinta-feira, dia 11 de fevereiro, foram concluídos mais 5607 inquéritos epidemiológicos, estando assim por finalizar 4244.

 

80% dos casos eram do sexo masculino
O ano passado, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) encaminhou 696 casos de Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM) para...

Em 72,4% dos casos, decorreram menos de duas horas entre o início dos sinais e sintomas e o contacto com o INEM, feito através do 112, enquanto que em 22,4% dos casos o processo foi efetuado entre as duas e as 12 horas de evolução da sintomatologia. Já em 5% dos casos, decorreram mais de doze horas de evolução dos sinais e sintomas até à ativação dos serviços de Emergência Médica e posterior encaminhamento hospitalar.

Os dados referentes a 2020 indicam ainda que é na população de género masculino que se verifica uma maior incidência desta doença súbita, com 80% dos casos de EAM registados.

Os distritos com maior incidência nestes encaminhamentos foram Lisboa, Porto e Faro, com 156, 132 e 72 casos, respetivamente. Em particular, os Hospitais de Braga (92), o Centro Hospitalar e Universitário do Algarve (72), e o Centro Hospitalar e Universitário São João (71) foram as unidades hospitalares que receberam o maior número de casos encaminhados pela Via Verde do EAM.

Estes são números passíveis de melhoria, sendo para tal essencial que a população saiba reconhecer os sinais e sintomas de alerta do EAM e ativar de imediato a Emergência Médica, através do Número Europeu de Emergência – 112. Dor no peito de início súbito, com ou sem irradiação ao membro superior esquerdo, costas ou mandíbula, suores frios intensos, acompanhados de náuseas e vómitos são alguns dos sinais que podem indicar um EAM.

 

Novas recomendações
“Quatro a cinco milhões de mortes por ano poderiam ser evitadas se a população global fosse mais fisicamente ativa”, alerta a...

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou novas recomendações para a atividade física e comportamento sedentário, apresentando uma planificação individualizada para cada grupo etário desde as crianças aos idosos. Estas recomendações assentam no princípio de que “toda a atividade física conta” e de que “quanto mais melhor”.

O Plano de Ação Global para a atividade física, publicado no site DGS, ressalva que “demasiado comportamento sedentário pode ser prejudicial à saúde” e que todos podem beneficiar com o aumento da atividade física, incluindo mulheres grávidas e no pós-parto e pessoas com doenças crónicas e deficiências.

“Quatro a cinco milhões de mortes por ano poderiam ser evitadas se a população global fosse mais fisicamente ativa”, pode ler-se no documento com as recomendações globais da OMS, no sentido de permitirem que os países “desenvolvam políticas nacionais de saúde baseadas em evidência e apoiem a implementação do Plano de Ação Global da OMS para a atividade física 2018-2030”.

O plano recomenda para as crianças e adolescentes, entre os 5 e os 17 anos, pelo menos 60 minutos de atividade física, três dias por semana, sustentando que nesta faixa etária o exercício melhora a aptidão cardiorrespiratória e muscular; a saúde cardiometabólica, óssea e mental; a cognição e a redução da gordura corporal.

Nos adultos, entre os 18 e os 64 anos, a atividade física reduz a mortalidade por todas as causas e por doenças cardiovasculares; a incidência de hipertensão, de alguns tipos de cancros, e da diabetes tipo 2; melhora a saúde mental, o funcionamento cognitivo e o sono.

Para estes a recomendação é de 150 a 300 minutos de atividade moderadas ou de 75 a 150 minutos de atividades vigorosa ou, ainda, uma combinação das duas, ao longo da semana.

Nos idosos com mais de 65 anos, além dos benefícios descritos para o grupo anterior, o plano ressalva que a atividade física ajuda a prevenir quedas e lesões relacionadas, e o declínio da saúde óssea e da capacidade funcional.

No caso dos adultos ou idosos com doenças crónicas os tempos de atividade física recomendada são similares, ressalvando o plano que quando não for possível cumprir as recomendações, as pessoas em causa «devem ter como objetivo praticar atividade física de acordo com suas capacidades».

E finalmente, a recomendação para as mulheres grávidas e no pós-parto é para que pratiquem 150 minutos de atividade moderada, reduzindo assim o risco de pré-eclâmpsia, de hipertensão gestacional, de diabetes gestacional, do ganho excessivo de peso, de complicações no parto e de depressão no pós-parto, de complicações no recém-nascido, de efeitos adversos do peso ao nascer e do risco de natimortalidade.

Conversas com Barriguinhas
Durante o período da amamentação, o corpo da mulher passa por uma série de adaptações e a necessidade de determinados...

É através da amamentação que o bebé obtém todos os nutrientes de que precisa, mas só com uma alimentação nutricionalmente equilibrada da mãe é possível enriquecer o leite materno com todos os elementos essenciais. Assim, de forma a promover o desenvolvimento saudável do bebé, a próxima sessão de quarta-feira contará com a presença da nutricionista Rita Morais que dará a conhecer os alimentos que devem ser consumidos e evitados durante a amamentação.

As mães curiosas e interessadas nas modificações que ocorrem após o nascimento que permitem ao recém-nascido realizar as funções vitais, de forma autónoma fora do ambiente uterino, poderão ainda estar à conversa com Conceição Santa-Martha, Especialista em Saúde Materna e Obstetrícia, sobre a “Adaptação do recém-nascido à vida extrauterina e camplagem tardia do cordão umbilical”.

Também já estão disponíveis as inscrições para a sessão online do dia 24 de fevereiro, onde será retomado o tema da amamentação. Desta vez, para abordar os seus principais desafios e partilhar dicas para uma melhor gestão emocional e de tempo, com Raquel Fonseca, Especialista em Saúde Materna e Obstétrica. Será também ocasião para perceber as características do desenvolvimento neuromotor dos bebés dos 0 aos 12 meses, de forma a acompanhá-los e apoiá-los em cada conquista durante o seu crescimento.

Em ambas as sessões, um especialista em células estaminais da Crioestaminal irá explicar a importância de criopreservar estas células, presentes no cordão umbilical do bebé, que apenas podem ser colhidas no momento do parto e que são um bem único no tratamento de mais de 80 doenças, para que os futuros pais tenham a oportunidade de ficar a saber tudo sobre este bem único que pode proteger o seu bebé.

As sessões online das Conversas com Barriguinhas realizam-se todas as semanas e têm como objetivo ajudar as grávidas portuguesas a preparar a chegada do seu bebé, a partir do conforto da sua casa.

 

Fonte de células estaminais
Estudos apontam que o tratamento com células estaminais está relacionado com melhor esperança e qualidade de vida no período...

O cancro é, mundialmente, a principal causa de morte nas crianças e adolescentes, com cerca de 300 000 casos diagnosticados por ano em todo o mundo.[1] Em Portugal, os números apontam para uma média de 350 novos casos anuais, com destaque para as leucemias, tumores dos sistemas nervoso e linfomas[2].

“O cancro desenvolve-se em pessoas de todas as idades e pode afetar qualquer parte do corpo. Inicia-se com alterações numa única célula que irá proliferar fora de controlo, podendo resultar numa massa (ou tumor). Contrariamente aos adultos, a grande maioria dos cancros infantis não tem causa conhecida, apesar de dados atuais sugerirem que aproximadamente 10% de todas as crianças com cancro apresentam uma predisposição devido a fatores genéticos. Um dos principais desafios no que respeita o cancro infantil passa assim por uma identificação precoce, para uma gestão do tratamento, numa maior probabilidade de sobrevivência e menor sofrimento.” menciona Andreia Gomes, responsável pela Unidade de I&D da BebéVida.

Entre as diferentes tipologias do cancro infantil, a leucemia é dos que apresenta uma maior incidência, sendo caracterizado como um cancro das células mais primitivas da medula óssea – as células estaminais. E, dentro dos vários tipos de leucemia, os que mais afetam as crianças são as leucemias agudas como a leucemia linfoblástica aguda (tipo mais comum de leucemia em idade pediátrica) e a leucemia mieloide aguda (afeta crianças e adultos).

BebéVida destaca o papel que as células estaminais do cordão umbilical podem ter no tratamento da leucemia, sendo já consideradas um reforço robusto no tratamento desta patologia em crianças. No estudo publicado na revista científica “Blood Advances”, em 2019, foi possível constatar esta realidade. Os dados relevam que o sangue do cordão umbilical é uma fonte de células importante no tratamento de doentes pediátricos com leucemia mieloide aguda, relacionando-se com melhor esperança e qualidade de vida no período pós-transplante. Referindo que foi ainda avaliada a segurança destes transplantes, em que os resultados demonstraram que as crianças que receberam o transplante de sangue do cordão umbilical apresentaram melhores resultados comparativamente às tratadas com medula óssea de um dador não familiar.[3]

 “A leucemia aguda infantil ainda tem um mau prognóstico e o transplante alogénico de células estaminais hematopoéticas é o tratamento indicado. Desta forma, o sangue do cordão umbilical é uma fonte de células atrativa para esta população porque apresenta baixo risco de doença do enxerto contra hospedeiro crónica e disponibilidade imediata.” destaca ainda Andreia Gomes. Adicionalmente, um ensaio clínico com 157 crianças com leucemia linfoblástica aguda e 95 crianças com leucemia mieloide aguda demonstrou que em crianças com mau prognóstico, estas devem ser transplantadas assim que alcancem o estado de remissão completa, uma vez que o transplante nesta fase está associado a um menor risco de reincidência. As crianças que apresentem a primeira reincidência devem ser transplantadas com o sangue do cordão umbilical assim que o segundo estado de remissão completa for alcançado.[4]

Em relação à medula óssea e ao sangue periférico, o sangue do cordão umbilical apresenta uma maior capacidade de proliferação e maior número de células estaminais hematopoiéticas por unidade de volume, menor requisito de compatibilidade (HLA), menor risco de doença do enxerto contra o hospedeiro e infeção. Acresce ainda a vantagem de a colheita deste sangue ser não invasiva, indolor e sem qualquer tipo de risco para o dador (mãe e bebé), pela capacidade de armazenamento por longos períodos e disponibilidade imediata para transplante, englobando algumas das caraterísticas do sangue do cordão umbilical que o definem como uma excelente alternativa de fonte de células estaminais.

A investigadora Andreia Gomes acrescenta ainda que “a associação entre estas vantagens do sangue do cordão umbilical com os variados estudos científicos que avaliam a sua eficácia e segurança, indica e apoia a necessidade de um maior investimento no estudo do sangue do cordão umbilical por todas as suas características diferenciais e benéficas no tratamento de várias patologias, nomeadamente o cancro”.

Referências:

[1] Steliarova-Foucher, E. et al. International incidence of childhood cancer, 2001-10: a population-based registry study. The Lancet Oncology, 719-731, doi:10.1016/S1470-2045(17)30186-9 (2017).

2 Portal de Informação Português de Oncologia Pediátrica (www.pipop.info)

3 Keating, A. K. et al. The influence of stem cell source on transplant outcomes for pediatric patients with acute myeloid leukemia. Blood Advances, 1118-1128, doi:10.1182/bloodadvances.2018025908 (2019).

4 Ruggeri, A. et al. Unrelated Cord Blood Transplantation for Acute Leukemia Diagnosed in the First Year of Life: Outcomes and Risk Factor Analysis. Biology of blood and marrow transplantation : journal of the American Society for Blood and Marrow Transplantation, 96-102, doi:10.1016/j.bbmt.2016.10.014 (2017).

Os cuidados hospitalares ao domicílio tem sido um desafio
O Núcleo de Estudos de Hospitalização Domiciliária (NEHospDom) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) vai realizar...

A Hospitalização Domiciliária é uma realidade em Portugal e tem por missão contribuir para o melhor nível possível de saúde e bem-estar dos indivíduos que necessitem transitoriamente de cuidados de nível hospitalar, oferecendo-lhes um serviço de qualidade com o rigor clínico e a visão holística e humanizada da Medicina Interna, sempre que a permanência no hospital seja prescindível.

“Promover cuidados hospitalares no domicílio tem sido um desafio que foi elevado pela pandemia a SARS-CoV-2 que atualmente vivemos. As Unidades de Hospitalização Domiciliária (UHD) têm-se adaptado e reinventado na forma como cuidam dos doentes e como constroem os seus circuitos” afirma Francisca Delerue, internista e coordenadora do NEHospDom.

Ainda segundo Francisca Delerue “A uniformização e normalização dos modelos e dos cuidados prestados é agora uma preocupação. Precisamos de formar, acompanhar e avaliar. O NEHospDom surge com este objetivo e, também, como uma plataforma de facilitação à partilha de experiências e de produção de ciência. Agora importa fazermos um trabalho continuo e conjunto”

Inscrições e submissão de posters em: https://www.spmi.pt/i-congresso-nacional-de-hospitalizacao-domiciliaria/

 

 

Universidade de Coimbra
Uma equipa do Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC), da Faculdade de...

O período perinatal, compreendido entre a gravidez e o primeiro ano após o parto, é considerado um período bastante vulnerável para muitas mulheres, que podem desenvolver perturbações psicológicas, como ansiedade ou depressão. No entanto, de acordo com a literatura científica, perante um diagnóstico de problema mental, muitas mulheres não recebem tratamento adequado. Conhecer o processo de tomada de decisão das mulheres no período da gravidez e pós-parto em relação às opções de tratamento (medicação, psicoterapia ou não tratamento), quando estas experienciam sintomas de ansiedade ou depressão, é precisamente o grande objetivo do projeto Women Choose Health.

Financiado pelo Fundo de Relações Bilaterais das EEA Grants, o projeto vai decorrer ao longo dos próximos dois anos, simultaneamente em Portugal e na Noruega, permitindo a análise e reflexão comparativa dos resultados dos dois países. A equipa portuguesa tem já disponível um questionário, em https://apps.fpce.uc.pt/limesurvey/index.php/245468?lang=pt, para a participação de mulheres que estejam grávidas ou que tenham tido um bebé nos últimos 12 meses.

Ana Fonseca, investigadora principal do projeto, explica que «a literatura diz-nos que ainda há uma percentagem muito significativa de mulheres que não recebe tratamento para as perturbações psicológicas no período da gravidez e pós-parto». Por isso, o grande objetivo do projeto é «perceber melhor quais são as decisões mais frequentes das mulheres, o nível de conflito que sentem ao tomar a decisão e que fatores influenciam essa decisão, com vista a poder identificar aspetos que

possam contribuir para melhores práticas e para uma tomada de decisão mais informada por parte das mulheres».

«Para além de querermos saber qual é a decisão mais frequente das mulheres neste período, queremos perceber que fatores influenciam essa decisão, por exemplo, se há o receio de tomar medicação por causa dos efeitos secundários que pode ter no bebé, se lhes é oferecida intervenção psicológica, se optam por não ter tratamento nenhum porque consideram que nenhuma das opções é benéfica, ou pelo estigma que sentem em relação à doença mental», clarifica Ana Fonseca.

A investigadora do CINEICC nota que o projeto pretende também «promover a consciência sobre a importância da saúde mental perinatal na comunidade em geral e a importância de serem adotadas abordagens centradas na pessoa/doente nos processos de tomada de decisão». Nesse sentido, refere, o Women Choose Health inclui outras iniciativas, nomeadamente a realização de uma ação formativa em Portugal, dirigida a profissionais de saúde, «que visa elucidar sobre os resultados do estudo e sobre a adoção de práticas centradas na pessoa para facilitar os processos de tomada de decisão, e várias atividades de comunicação que visam também promover a consciência sobre a importância da saúde mental perinatal na comunidade em geral».

No final do projeto, as equipas dos dois países vão também produzir um conjunto de recomendações que possam ser úteis para os profissionais de saúde, tendo em vista a promoção da saúde mental materna.

Acreditar junta-se a Campanha internacional
Em Portugal, todos os anos, são diagnosticados cerca de 400 novos de cancro pediátrico. A taxa de sobrevivência é de 80%, no...

Em comunicado, a associação faz saber que, desde que foi instituído, em 2002, “a Acreditar – Associação de Pais e Crianças com Cancro marca o dia desde a sua instituição e chamando sempre a atenção para as questões que, em cada momento, mais preocupam esta comunidade”

Este ano, refere: “acrescem as preocupações trazidas pela pandemia. O receio das famílias em se deslocarem aos hospitais ou aos médicos de família, ou ainda de eventuais adiamentos de consultas nos serviços de cuidados primários, pode atrasar diagnósticos”.

“As famílias devem manter consultas de rotina e procurar os médicos quando sentem necessidade”, apela acrescentando que “a teleconsulta passou a fazer parte da rotina de alguns” dos sobreviventes.  

Por outro lado, a situação atual veio dificultar a marcação de juntas médicas que “não permite aos doentes e famílias acederem a benefícios significativos”.

A Acreditar, ainda no âmbito da pandemia Covid-19, vem pedir “uma maior proteção para esta população contra o vírus” que, “pode passar pela vacinação prioritária da família nuclear contra a Covid-19, como é recomendado, por exemplo, pelas Redes Europeias de Referência (RER)”

A crise pandémica, sublinha, “tem outro reflexo devastador nas famílias, o acentuar das dificuldades sociais e económicas que muitas delas já trazem e que o diagnóstico acentua. A Acreditar reforçou todos estes apoios desde o primeiro momento e tem tido um aumento significativo de pedidos”.

Segundo faz saber, “com a pandemia, o acolhimento e apoio emocional feito pela Acreditar tornou-se mais difícil, com a impossibilidade de entrar nos hospitais. Preocupa-nos não conseguirmos acompanhar pessoalmente as famílias desde o primeiro momento do diagnóstico, o que poderá significar que haverá mais famílias que necessitam de apoios que não nos chegam”.

A inclusão do cancro pediátrico no Plano Europeu de Luta Contra o Cancro, anunciado no passado dia 3 de fevereiro, trouxe, no entanto, alguma esperança ao cancro pediátrico, revela em comunicado, já que “esta decisão poderá ter uma influência decisiva no investimento a fazer nesta área e queremos acreditar que terá impacto na consagração desta temática dentro dos planos oncológicos nacionais. Em plena Presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, Portugal tem responsabilidades acrescidas e a implementação do Plano Europeu de Luta contra o Cancro pode começar pelo Plano Oncológico português que não tem ainda uma única referência ao cancro pediátrico”.

Essa omissão tem reflexos graves na priorização deste tipo de cancros, que são responsáveis pela morte de 20% da população diagnosticada, sendo ainda a primeira causa de morte pediátrica não acidental em Portugal. Tem reflexos no investimento a fazer em investigação para melhores tratamentos, que permitam não só aumentar a taxa de sobrevivência, principalmente nos cancros considerados mais agressivos, mas também evitar graves sequelas nos sobreviventes e também conhecer os números atuais em todo o país, para que Portugal possa participar em estudos europeu, afirma a associação

Por outro lado, reforça a necessidade de fazer chegar o apoio psicológico “a todos os doentes e famílias”.

“É fundamental garantir o acesso efetivo de todas as crianças e jovens com cancro à escola, através das medidas educativas especiais que a lei contempla. A falta de recursos nas escolas deixa muitas destas crianças para trás”, adianta.

A situação dos doentes dos PALOP que vêm para Portugal, ao abrigo de acordos de cooperação, é outra questão que a Acreditar faz questão de sublinhar.  “Chegam com diagnósticos muito tardios e apoios deficitários ou inexistentes, deixando as famílias sem qualquer suporte”, esclarece acrescentado ainda que “os sobreviventes ainda são muitas vezes discriminados na sociedade e isso é evidenciado no acesso ao emprego, aos seguros e no direito a um seguimento médico consequente e planeado”.

Deste modo, afirma ser necessário que a Lei do Esquecimento, em vigor em vários países europeus, seja aprovada, para permitir que os sobreviventes de cancro possam “fazer a sua vida em igualdade de direitos com todos os que não tiveram cancro”.

A Acreditar junta-se à Campanha da Childhood Cancer International (CCI) e da Sociedade Internacional de Oncologia Pediátrica (SIOP) que este ano assinala o dia com uma campanha global sob o lema Melhor Sobrevivência é Alcançável Pelas Nossas Mãos (#throughourhands #nasnossasmaos).

A campanha está alinhada com a estratégia da Organização Mundial de Saúde (#cureall), integrada na Global Initiative on Childhood Cancer (GICC) que destaca o cancro pediátrico como uma das prioridades mundiais na saúde infantil e visa aumentar, até 2030, a esperança de vida global das crianças e jovens adultos para 60%, permitindo com isso salvar um milhão de vidas.

Os hashtags #throughourhands e #nasnossasmaos testemunharão a importância de todos os que passam e passaram por um cancro pediátrico em todos os cantos do mundo. A partir de dia 15 de fevereiro e até ao final de março, as crianças e jovens em tratamento, os sobreviventes e familiares - tanto destes como daqueles que não sobreviveram, são convidados a mostrar publicamente o impacto da doença nas suas vidas através do site https://iccd.care/.

Ciclo de webinars
Ciclo de conversas partilhadas “3P – Prevenir Para Proteger” começa com a Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade,...

O SPECULA – Observatório da violência e género de Viseu promove, a partir do próximo dia 19 de fevereiro, o ciclo de conversas partilhadas “3P - Prevenir Para Proteger”, iniciativa que vai abordar experiências nacionais e internacionais na área da prevenção da violência e da igualdade de género. Direcionado a alunos, docentes e à comunidade em geral, este ciclo, que decorre via plataforma zoom, tem inscrições gratuitas, mas obrigatórias, aqui

A primeira sessão, subordinada à temática da “Igualdade de Género”, conta com a participação da Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, e está agendada para dia 19 de fevereiro, sexta-feira, a partir das 16h30. Promover e partilhar o conhecimento relativo à situação atual de mulheres e homens em várias áreas da sociedade, nomeadamente na educação, emprego e desemprego, conciliação entre a vida pessoal, familiar e profissional, pobreza, poder e tomada de decisão ou violência de género, são variáveis cada vez mais pertinentes a ser consideradas, e consciencializadas, para a concretização que se impõe de uma sociedade igualitária, em que a igualdade de género seja uma realidade.  

O segundo webinar, que ocorre no dia 26 de fevereiro, pelas 15h30, apresenta um programa de prevenção da violência no contexto do ensino superior “CAST – Child Advocacy Studies”, implementado nos Estados Unidos da América (EUA). Desenvolvido pela primeira vez no National Child Protection Training Center, na Winona State University, e tendo na sua génese a visão do projeto “Abuso Zero”, o programa CAST pretende desenvolver a compreensão multidisciplinar sobre os fatores que levam a maus-tratos infantis e as várias respostas atualmente existentes para fazer face aos maus-tratos, incidentes de abuso e negligência infantil.  

“PREVINT – Programa de Prevenção da Violência nas Relações Interpessoais” é o tema da terceira e última sessão, que decorre no dia 5 de março, a partir das 16h30, com a presença de Ricardo Barroso, docente da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e coordenador do programa. Com o propósito de prevenir a ocorrência de comportamentos de agressão, o PREVINT foi desenvolvido de forma a consciencializar e sensibilizar adolescentes e adultos relativamente à violência nas relações interpessoais e às suas dinâmicas de funcionamento.   

Moderado por docentes do Politécnico de Viseu, o ciclo de conversas partilhadas pretende dar a conhecer as próximas atividades a desenvolver pelo SPECULA.  

O SPECULA – Observatório da violência e género de Viseu foi criado pelo Politécnico de Viseu, em 2019. Resulta de uma parceria do Observatório Nacional de Violência e Género (ONVG) e integra o Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS.NOVA). Contribuir para aprofundar o conhecimento científico sobre as várias dimensões sociais da violência, em particular contra as mulheres, doméstica e de género, e para informar e apoiar políticas públicas nacionais e internacionais neste domínio, são os principais objetivos deste observatório, que pretende reunir investigadores/as, especialistas, cidadãos e entidades que têm vindo, ou pretendem vir, a realizar trabalho ou atividades nestas matérias.  

Dia Nacional do Doente Coronário assinalou-se ontem
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) acaba de divulgar os dados referentes ao tratamento para o enfarte...

Segundo dados do Registo Nacional de Cardiologia de Intervenção (RNCI), em 2020 foram realizadas 3817 angioplastias primárias para o tratamento de enfarte agudo do miocárdio, um aumento de 2,5 por cento, face ao ano anterior. 77 por cento dos doentes tratados foram homens e a média de idades situou-se nos 66 anos.

“Apesar de os dados do RNCI terem demonstrado uma redução do número angioplastias primárias, procedimento para tratamento do enfarte, durante a primeira vaga da pandemia, conseguimos recuperar os números, no decorrer de 2020. No entanto, é preciso alertar a população que não devem ter medo de pedir ajuda, devido à Covid-19. Quando não tratado, o enfarte agudo do miocárdio pode trazer consequências graves para a saúde ou ser, até, fatal. É importante não adiar o tratamento”, alerta João Brum Silveira, presidente da APIC.

E continua: “A via verde coronária e os laboratórios de hemodinâmica, onde se efetua o tratamento do enfarte agudo do miocárdio, são seguros, livres de Covid-19, e continuam a funcionar a 100 por cento, 24 horas por dia, sete dias por semana. Não ignore os sintomas, ligue 112. Por outro lado, os doentes não urgentes devem continuar a fazer a medicação prescrita pelo médico assistente, a ir às consultas e a realizar os exames marcados.”

Com o objetivo de promover o conhecimento e a compreensão sobre o enfarte agudo do miocárdio e os seus sintomas; e alertar para a importância do diagnóstico atempado e tratamento precoce, a APIC desenvolveu e tem a decorrer a campanha de consciencialização “Cada Segundo Conta”, com o apoio do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da iniciativa Stent Save a Life, da APIC.

“Apesar da maioria das pessoas já identificarem quais são os sintomas do enfarte agudo do miocárdio, muitas vezes não atuam com a rapidez necessária. É importante que o tratamento ocorra o mais rapidamente possível, após o início dos sintomas, reduzindo, assim, o risco de mortalidade, a reincidência de enfarte e complicações associadas”, salienta Pedro Farto e Abreu, coordenador nacional da campanha. E sublinha: “Mesmo em tempo de pandemia, não adie o seu tratamento. Ligue rapidamente 112.”

Os dados do Registo Nacional de Cardiologia de Intervenção para a intervenção coronária, durante a primeira vaga da pandemia COVID-19, vão ser publicados num artigo, recentemente, submetido para publicação na Revista Portuguesa de Cardiologia. Novos estudos sobre a segunda e terceira vagas serão também publicados pela APIC no decorrer de 2021.

O enfarte agudo do miocárdio ocorre quando uma das artérias do coração fica obstruída, o que faz com que uma parte do músculo cardíaco fique em sofrimento por falta de oxigénio e nutrientes.

Dor no peito, suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade são sintomas de alarme para o enfarte agudo do miocárdio. Não ignore estes sintomas. Ligue rapidamente 112 e siga as instruções que lhe forem dadas.

Para evitar um enfarte é importante adotar um estilo de vida saudável: não fumar; reduzir o colesterol; controlar a tensão arterial e a diabetes; fazer uma alimentação saudável; praticar exercício físico; vigiar o peso e evitar o stress. Para mais informações consulte: www.cadasegundoconta.pt

Encomendas ou a pré-reserva de medicamentos
A Linha 1400, a Linha Gratuita Nacional de Assistência Farmacêutica, disponível 24 horas, sete dias por semana, está a partir...

Serviço gratuito, disponível em todo o País e com funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana, a Linha Nacional 1400 é a forma mais rápida de obter informação atualizada sobre farmácias em assistência farmacêutica 24 horas ou por chamada em todos os concelhos do país, evitando deslocações desnecessárias, particularmente no período noturno.

Permite ainda aos utentes fazer encomendas ou a pré-reserva de medicamentos. Os medicamentos ou produtos de saúde são, posteriormente, entregues ao domicílio ou recolhidos na farmácia, da escolha do utente, sempre com acompanhamento farmacêutico adequado. Em qualquer das situações, antes de finalizar a dispensa, a farmácia escolhida esclarece sempre o utente quanto aos benefícios, riscos e instruções a seguir para o bom uso dos medicamentos.

A Linha Nacional 1400 resulta inicialmente de um projeto promovido pelas Farmácias, Ministério da Saúde e unidades locais de saúde no Norte do País, tendo visto o seu âmbito alargado a todo o território nacional em março do ano passado, regiões autónomas incluídas, com a pandemia COVID-19.

A Linha conta na sua execução e divulgação com várias contribuições, de hospitais a centos de saúde e às administrações regionais de saúde e com a sempre importante participação dos media, em particular da imprensa regional. 

Agora com presença também online, a Linha 1400 já prestou apoio, desde o seu alargamento a nível nacional e até meio de fevereiro a mais de 50 mil portugueses, tendo sido registados mais de 10 mil pedidos de medicamentos.

 

 

Dedicado a jovens
No próximo dia 18 de fevereiro, Dia Internacional da Síndrome de Asperger, a Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger ...

“Este fórum online tem como objetivo ouvir os jovens, perceber como estão a viver este momento particularmente diferente e como veem o futuro” explica Piedade Líbano Monteiro, presidente da APSA, sublinhando que “a pandemia COVID 19 obriga-nos ao confinamento e ao distanciamento social – comportamentos que causam impacto negativo no bem-estar e na saúde mental de todos e particularmente contraproducentes para pessoas com Síndrome de Asperger”. “É natural que o medo e a incerteza possam convergir num conjunto de dúvidas sobre o futuro. Esta iniciativa pretende incentivar os jovens à partilha das suas dificuldades e é uma forma de adaptarmos o trabalho que desenvolvemos no dia-a-dia às circunstâncias atuais. Se pudermos ajudar a viver este momento com mais serenidade e a ver o futuro com mais otimismo ficamos satisfeitos por cumprir o nosso papel”.

 O fórum decorre a partir da 17h30 e vai ser mediado por uma técnica de Serviço Social e uma técnica de Intervenção. Quem estiver interessado deve inscrever-se até dia 15 de fevereiro para o e-mail [email protected]. A participação é gratuita, com inscrições limitadas a um número máximo de 20 participantes.

 

 

Dados DGS
Portugal registou, nas últimas 24 horas, 149 mortes e 2.854 novos casos de infeção por Covid-19. O número de doentes internados...

Segundo o boletim divulgado, a região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser aquela onde morreram mais pessoas com Covid-19: 64 das 149 mortes registadas em todo o País. Seguem-se as regiões norte com 35 e centro com 32. No Alentejo há 10 mortes a lamentar e no Algarve sete.

Quanto aos arquipélagos, apenas a Madeira registou mais uma morte desde o último balanço.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 2.854 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 1.366 novos casos e a região norte 720. Desde ontem foram diagnosticados mais 427 na região Centro, no Alentejo 142 casos e no Algarve mais 109. No arquipélago da Madeira foram identificadas mais 74 infeções e no dos Açores 16 novos casos.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 5.230 doentes internados, menos 340 que ontem. Já as unidades de cuidados intensivos têm atualmente mais 846 doentes, mais 10 desde o último balanço.

O boletim desta sexta-feira mostra ainda que, desde ontem, 7.617 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 652.739 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 113.450 casos, menos 4.912 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância também menos 5.647 contactos, estando agora 149.651 pessoas em vigilância.

Workshops online
Uma gravidez saudável (sem riscos associados) é o momento ideal para iniciar ou adaptar o seu plano de treino caso já faça...

Este é um dos vários temas abordados pelo recém-publicado Guia de Gravidez e da Primeira Infância do Bebé, lançado no início deste mês pela “Mamãs Sem Dúvidas”, reforçando o apoio já dado a pais e futuros pais nos seus workshops online. O período de gestação é, muitas das vezes, uma altura tão importante quanto decisiva para a adoção de um estilo de vida mais saudável. A atividade física, tal como a alimentação, desempenham um papel essencial, devendo por isso fazer parte dessa mudança de hábitos e passar a integrar a rotina da mulher (caso não estejamos a falar de gravidezes de risco que impliquem repouso absoluto).

“A prática de exercício físico é benéfica em qualquer fase da vida. Como tal, a gravidez não seria exceção. Se for feito com o acompanhamento de um profissional com especialização na área, a atividade física ajuda a prevenir a dor e está associada a um bem-estar geral da mãe e do bebé”, afirma Vânia Costa, especialista em exercício físico.

Deixamos-lhe assim oito bons motivos para se “mexer” durante a gravidez:

  1. A prática de exercício físico regular apresenta variados efeitos benéficos protetores da saúde mental e emocional da mulher durante e após a gravidez e uma fonte natural de energia;
  2. Estimula a formação óssea e combate a osteoporose;
  3. Liberta endorfinas, que melhoram o seu ânimo e bem-estar;
  4. Previne a perda de massa muscular e aumenta o tónus muscular (essencial na gravidez para ajudar a combater as dores nas costas e a tensão nos ombros devido ao aumento de peso e do volume da barriga);
  5. Ajuda a controlar a ansiedade e instabilidade provocadas pelas alterações hormonais, se a atividade física for complementada com exercícios de relaxamento e meditação;
  6. Promove o fornecimento de oxigénio, benéfico para o funcionamento do coração, dos pulmões, do sistema cardiovascular e não só;
  7. Simplifica a recuperação pós-parto;
  8. Melhora a postura;

“A prescrição de treino nesta fase não difere da que é recomendada à população em geral. Mas é preciso conhecer, respeitar e adequar as diversas alterações fisiológicas e biomecânicas que ocorrem nesta fase e idealmente falar sempre com o profissional de saúde que acompanha a grávida.”, alerta Vânia Costa.

Durante o treino a futura mãe deve estar sempre atenta a alguns sinais, como a dor abdominal, o inchaço súbito das mãos, dos pés ou da cara, tonturas ou respiração irregular. Nesses casos, o exercício deve ser suspenso de imediato.

O novo Guia de Gravidez e da Primeira Infância do Bebé, lançado pela “Mamãs Sem Dúvidas”, com o apoio da BebéVida, laboratório de tecidos e células estaminais 100% português, destina-se a pais e futuros pais, abordando diversos tópicos ligados à gravidez e aos primeiros meses de vida do bebé. O lançamento surge numa altura em que a “Mamãs Sem Dúvidas” tem dado uma especial atenção aos pais e futuros pais através da realização de iniciativas digitais, nomeadamente workshops semanais. Entre outros temas, com o apoio de peritos de referência em várias áreas ligadas à gestação, o guia aborda assuntos relacionados com a alimentação na gravidez, o sono do recém-nascido e as vantagens do teste pré-natal não invasivo (NIPT).

O guia pode ser encontrado online para download gratuito em mamassemduvidas.pt

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