O futuro pós-pandemia é o mote da iniciativa
Promover uma visão prospetiva da saúde assente em princípios de sustentabilidade e dar visibilidade a projetos que visam...

O Prémio Saúde Sustentável tem como objetivo distinguir e premiar entidades, públicas ou privadas, que se destaquem por desenvolver e implementar iniciativas de sustentabilidade com impacto tangível na saúde. As candidaturas encontram-se abertas de 6 de maio até ao dia 30 de junho.

Para Francisco del Val, Diretor Geral da Sanofi Portugal, “é fundamental premiar e distinguir as boas práticas e os projetos diferenciadores na área da saúde. Projetos que trazem um acréscimo significativo à qualidade de vida das pessoas e também à qualidade dos próprios serviços que prestam cuidados de saúde, que devem ser públicos e objeto de inspiração por parte de outras entidades que também queiram deixar a sua marca na área da saúde. Este ano assinalamos a 10ª Edição do Prémio Saúde Sustentável, o que revela a solidez e a importância que esta iniciativa tem ganho ao longo dos anos junto da comunidade”.

A 10ª Edição do ‘Prémio Saúde Sustentável’, que conta com o Alto Patrocínio da Presidência da República e o Patrocínio do Ministério da Saúde,  terá dois âmbitos: institucional e personalidade. No caso da distinção institucional, serão atribuídos cinco prémios correspondentes às seguintes categorias: Promoção da Saúde e Prevenção da Doença; Cuidados de Saúde Centrados no Cidadão; Sustentabilidade Económica e Financeira; Integração de Cuidados; Inovação e Transformação Digital. Já na distinção personalidade, não sujeita a candidatura, será o júri a identificar e premiar a personalidade com maior destaque e relevo na promoção de práticas sustentáveis na área da saúde.

O júri da 10ª Edição do ‘Prémio Saúde Sustentável’, tem como Presidente Jorge Sampaio, ex-Presidente da República, sendo composto por notáveis figuras do meio empresarial, académico e político da sociedade portuguesa.

Nesta 10ª Edição do ‘Prémio Saúde Sustentável’ qualquer entidade individual ou coletiva, pública ou privada, que atue direta ou indiretamente na área da prestação de cuidados de saúde, sejam hospitalares, cuidados primários, cuidados continuados, farmácias, associações, centros de reabilitação, centros de diagnóstico, empresas de medicina no trabalho, poderá candidatar-se através da plataforma: https://premiosaudesustentavel.negocios.pt/

Sensibilizar para o tema da fertilidade
O concurso FERTILID’ART pretende sensibilizar para o tema da fertilidade por via da expressão artística. Nesta edição, acabada...

Cláudia Vieira, Presidente da APFertilidade, reforça o sentimento de orgulho em ver o lançamento de mais uma edição do concurso FERTILID’ART. “Uma segunda edição deste projeto representa voltar a acreditar que é possível sensibilizar a sociedade, de uma forma inovadora e criativa, para as questões e dificuldades que envolvem as pessoas que querem ter filhos, mas que precisam de ajuda médica para o conseguir. Para esta edição decidimos desafiar os alunos de fotografia e de vídeo”, afirma.

As inscrições do concurso, a realizar num site criado para a iniciativa, começam no dia 03 de maio, podendo ser feitas pelos alunos que frequentam as instituições de ensino e formação parceiras deste projeto. A avaliação e a seleção das fotografias e vídeos vencedores serão anunciadas em junho de 2021.

Serão premiados seis vencedores, três para fotografia e três para vídeo, sendo que o valor do primeiro prémio é de 1.000€, do segundo de 500€ e do terceiro de 250€. Os valores são iguais para as duas categorias.

Como júri foi escolhido um grupo isento constituído por um representante da APFertilidade, das instituições de ensino e formação retratadas neste projeto e da Merck.

Pedro Moura, Managing Director da Merck Portugal, demonstra que “apoiar este projeto vai ajudar a sensibilizar toda a população portuguesa sobre o tema da Fertilidade, ao mesmo tempo que se estimula a criatividade em diferentes áreas artísticas". “O nosso compromisso é continuar a ajudar a criar vidas, contribuindo para a inovação no tratamento da infertilidade. Só com o nosso apoio já nasceram mais de 4 milhões de bebés em todo o mundo, um número que nos orgulha imenso. Estamos aqui, sempre, para apoiar estes temas.”

 

Caminhada visa angariar cem mil euros para a casa “Porto Seguro” da APCL
Entre os dias 14 e 21 de maio, Ricardo Martins, sobrevivente de leucemia, vai realizar uma caminhada entre Lagos e Fátima, com...

Aos 31 anos, Ricardo descobriu que tinha leucemia das células pilosas, considerada na altura um tipo muito raro de leucemia. “Em 2004, quando me foi diagnosticada leucemia, uma das promessas que fiz a mim mesmo caso vencesse o cancro foi que iria caminhar até Fátima”. Determinado a cumprir a promessa este ano, decidiu apoiar um projeto com o qual se identificasse e angariar fundos. 

“Na semana que estive em tratamentos observei as dificuldades que os pais de crianças em tratamento tinham para estar com eles. Muitos com poucas possibilidades para suportar as despesas por estar longe de cada e poder acompanhar os filhos numa altura em que mais precisa”, recorda o empresário residente em Lagos. Como tal, no momento de escolher uma causa para apoiar, “a escolha recaiu naturalmente sobre a APCL. A casa de acolhimento relacionava-se perfeitamente com o que assisti quando fiz os meus tratamentos e esta era a oportunidade para ajudar essas famílias”, refere Ricardo.

“É um enorme privilégio para a associação, doentes e famílias que apoiamos, poder contar com este gesto do Ricardo. Deixa-nos muito sensibilizados que a vitória do Ricardo contra leucemia tenha motivado algo tão importante como a angariação de fundos para a casa Porto Seguro, um projeto que está a agora a nascer e que carece de todas as ajudas possíveis”, refere Carlos Horta e Costa, Vice-Presidente da APCL.

Com partida marcada para 14 de maio e chegada prevista para 21 de maio, o percurso entre Lagos e Fátima totalizará mais de 340 quilómetros a pé. A iniciativa pode ser acompanhada nas páginas de Facebook e Instagram da APCL, assim como na Página de Facebook da própria ação. A campanha de angariação de fundos já está a decorrer e os donativos podem ser feitos através da plataforma Go Fund Me: http://gofund.me/93caf6b7

O projeto “Casa Porto Seguro” da APCL consiste numa casa de acolhimento em Lisboa destinada a doentes hemato-oncológicos, a transplantar ou em fase de terapêutica, e respetivo agregado familiar, para que durante o período de tratamentos e isolamento inerente à recuperação do doente, criança ou adulto, a família possa estar próximo e acompanhar, proporcionando assim o suporte emocional fundamental à recuperação. Será a primeira casa de acolhimento para o efeito na capital. “Este projeto de cariz social partiu da necessidade crescente que a Associação sentiu de apoiar famílias carenciadas com necessidade de se deslocar a outra cidade para se submeter a um transplante de medula óssea ou para acompanhar um familiar nessas circunstâncias”, destaca o Vice-Presidente da APCL.

A osteoporose é anualmente responsável por cerca 40 mil fraturas
A osteoporose é uma doença silenciosa que afeta cerca de 800 mil portugueses e apresenta um elevado impacto físico, psicológico...

A osteoporose é anualmente responsável por cerca 40 mil fraturas ósseas, incluindo aproximadamente 12 mil fraturas da anca. No ano a seguir a uma fratura da anca, 1 em cada 4 doentes morrerá, e 9 em cada 10 doentes poderão necessitar de apoio para realizar as atividades diárias. Perante estes dados, para Sílvia Rodrigues, farmacêutica comunitária e Diretora da ANF, esta iniciativa representa “mais um contributo das farmácias como agente de saúde pública. Uma ação que destaca a importância da proximidade da prevenção e com potencial para reduzir o impacto que a osteoporose pode ter na qualidade de vida de uma pessoa”.

Esta iniciativa alerta ainda para a principal consequência da osteoporose, as fraturas por fragilidade. Clarificando que todas as fraturas que ocorrem em ossos grandes, no punho, no colo do fémur, na anca ou na coluna vertebral – após uma queda, por vezes, devido a pequenos acidentes, como escorregar ou tropeçar, resultam da deterioração da estrutura óssea. Junte-se ainda, com os rastreios, o especial reforço dos fatores de risco associados, como a idade, e os cuidados a ter com o estilo de vida, como o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e a redução ou a ausência de atividade física. 

Com esta iniciativa, Tiago Amieiro, Diretor-Geral da Amgen Portugal, destaca: “Ao unirmos esforços com a rede de farmácias estamos a caminhar juntos para a prevenção da osteoporose. Trata-se de uma ação que nos permite perceber e dar uma melhor resposta às necessidades sentidas por estes doentes”.

Após a realização desta iniciativa será possível ter uma ideia da prevalência da população em risco de desenvolver osteoporose e fraturas por fragilidade, a nível nacional e regional, assim como realizar uma avaliação das características sociodemográficas da população rastreada.

 

Opinião
O Dia Mundial da Fibromialgia assinala-se a 12 de maio, data escolhida em memória da Enfermeira Ingl

Este dia continua a ser importante porque as pessoas diagnosticadas com Fibromialgia, no nosso país, continuam a não obter qualquer tipo de apoio das entidades competentes, aquando do seu diagnóstico.

O que falta? Bom, tudo.

Segundo o Ponto 3 do Artigo 63º do Capítulo II da Constituição da República Portuguesa, “O sistema de segurança social protege os cidadãos na doença, velhice, invalidez, viuvez e orfandade, bem como no desemprego e em todas as outras situações de falta ou diminuição de meios de subsistência ou de capacidade para o trabalho.” e o Artigo 64º sobre a Saúde, falam-nos de um Estado inclusivo para com toda a população.

Era excelente se estas linhas fossem postas em prática para com os doentes de Fibromialgia.

As pessoas diagnosticadas com esta síndrome em Portugal, não conseguem obter percentagem de invalidez, pois a FM nem sequer consta na Tabela Nacional de Incapacidade (TNI), assim torna-se muito difícil ter acesso à reforma antecipada se assim o desejarem, ou candidatarem-se a algum tipo de apoio da Segurança Social.

Com essa ausência de percentagem de incapacidade, também é quase impossível as entidades empregadoras acreditarem no sofrimento do seu trabalhador, pois às vezes bastava fazer pequenas adaptações no trabalho, para que a pessoa se sentisse mais confortável e continuasse a ser produtiva.

É também importante a prioridade no acesso ao Sistema Nacional de Saúde se a pessoa estiver num estado avançado da doença ou em momento de crise.

São inúmeros os relatos que chegam até nós (Associação Portuguesa de Fibromialgia) de pessoas que não conseguem suportar financeiramente os encargos dos seus tratamentos, despesas de casa, etc., pois têm imensas dificuldades em trabalhar.

No acesso à educação, também há crianças e jovens a serem diagnosticadas com FM, muitas das vezes é difícil para eles fazer Educação Física por exemplo, ou serem assíduos às aulas devido às crises. É fundamental que as escolas insiram estes alunos nas Necessidades Educativas Especiais, para que sejam criadas medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão, para que o rendimento académico não seja de todo condicionado pela FM. Mas, nem todas as escolas aceitam fazê-lo, pois trata-se de uma patologia que “não se vê”. (Diário da República, 1.ª série — N.º 129 — 6 de julho de 2018)

Estima-se que 1,7% da população sofra de FM (EpiReumaPT), ora são 1,7% de pessoas que estão desamparadas, que não sabem a quem recorrer para subsistir e ao mesmo tempo tratar a sua doença.

A Fibromialgia é uma Doença Reumática, que foi reconhecida pela Organização Mundial da Saúde com os códigos CID-10 M79,7 e MG30.01, e em Portugal, pela Direção Geral da Saúde em 2003 através da Circular Informativa nº 27/DGCG de 03/06/2003.

Sendo uma patologia reconhecida e estando nós num país onde, na constituição, consta que o Sistema de Segurança Social e o Estado está incumbido de assegurar a proteção da saúde e em todas as outras situações de falta ou diminuição de meios de subsistência ou de capacidade para o trabalho, é impressionante como em 2021 isto ainda aconteça!

Acredito que estas situações persistem, pois, a FM ainda é pouco aceite pela sociedade médica em geral, apesar do seu reconhecimento.

Apesar de ser uma doença invisível, ela existe e condiciona imenso a vida destas pessoas, que querem ser membros ativos da sociedade independentemente da sua condição, mas precisam de ajuda de alguns meios para tal.

Tem sido uma dura e inglória batalha das associações nacionais para mudar este paradigma. É preciso união dos doentes e que profissionais de saúde, políticos e afins que acreditem nesta patologia se cheguem à frente e lutem lado a lado connosco.

O Dia da Fibromialgia é todos os dias para estas pessoas que tanto se esforçam diariamente (no meio de muito julgamento e incompreensão) para ter uma vida digna e com pouco sofrimento.

Junte-se a nós! Apoie esta causa!

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Portugal e Espanha
O Banco Europeu de Investimento (BEI) e a União de Créditos Imobiliários (UCI) - uma joint venture entre o Banco Santander e o...

Esta nova parceria entre o BEI e a UCI envolve um investimento de 50M de euros numa titularização de 480 milhões de euros de hipotecas residenciais com origem em Espanha (RMBS Prado VIII) e permitirá financiar novos empréstimos verdes e sustentáveis. Embora o financiamento esteja principalmente orientado para a renovação de edifícios, também serão elegíveis empréstimos hipotecários para a compra de casas com elevados padrões de eficiência energética.

Esta será a segunda operação realizada pelo BEI com a UCI, tendo a anterior tido lugar em maio de 2020, através do investimento do BEI numa parcela de 100M de Euros do RMBS Green Belém 1 (a primeira emissão de obrigações verdes com garantia hipotecária em Portugal lançada pela UCI). Recorde-se que por esta operação, a UCI recebeu o prémio Sustainable Finance da Euronext Lisbon Awards pela sua contribuição ativa para o desenvolvimento do mercado de capitais em Portugal e pelo seu impacto positivo nas questões ambientais, sociais e de governação empresarial.

O projeto contribuirá para a mitigação das alterações climáticas e está alinhado com a "onda de renovação" da Comissão Europeia. A poupança final total de energia em Portugal e Espanha está estimada em 57,3 GWh/ano a partir do momento em que os fundos sejam totalmente desembolsados, o que corresponde a uma poupança de 10.269 toneladas/ano de CO2 equivalente ao consumo anual de energia de 14 000 lares. Além disso, espera-se que os projetos financiados pela UCI com o apoio do BEI criem cerca de 940 empregos por ano durante o período de construção.

A propósito desta operação o Vice-Presidente do BEI, Ricardo Mourinho Félix, responsável pela atividade do banco da UE em Espanha, afirma "Atualmente, cerca de 75% do parque imobiliário tem uma baixa eficiência energética e, o que é mais crítico, quase 85-95% deles estarão ainda em uso em 2050”.

“Estamos, portanto, muito orgulhosos de apoiar a UCI na condução de projetos e investimentos ecológicos para melhorar significativamente a eficiência energética em Portugal e Espanha”, afirmou ainda o responsável, concluindo dizendo que “a atual pandemia não nos deve fazer esquecer de que a recuperação da economia na Europa deve continuar a concentrar-se na ação climática”.

Já o CEO da UCI, Roberto Colomer, afirma "Estamos orgulhosos de poder alargar a nossa parceria com o BEI para continuar a desenvolver a nossa estratégia de financiamento sustentável na Península Ibérica e contribuir para a descarbonização do parque habitacional em ambos os países".

Os empréstimos abrangidos por esta parceria cumprirão os critérios estabelecidos pela Federação Hipotecária Europeia no âmbito do Plano de Acção para a Eficiência Energética (EEMI). Em particular, as operações de renovação devem gerar uma melhoria na eficiência energética da propriedade de pelo menos 30%, enquanto o financiamento para a compra de novas habitações deve ter um consumo de energia mais baixo. Ambos os critérios estão de acordo com os estabelecidos para se qualificar para o Selo de Eficiência Energética (EEM Label), uma iniciativa em que a UCI é também pioneira em Espanha e Portugal.

O Secretário-Geral da Federação Hipotecária Europeia, Luca Bertalot refere que “estamos satisfeitos em ver que o rótulo EEM está a atuar como um catalisador de mercado que alinha as partes interessadas privadas e o setor público no objetivo comum de criar consciência e um novo paradigma verde com benefícios concretos para os consumidores e transparência para os investidores. O mercado está a virar a página em direção a um futuro mais sustentável para todos."

Tratamento ajuda a recuperação física dos doentes
Responsáveis pela pesquisa, a esteticista e cosmetóloga Daniela Lopez, e o neurocientista Fabiano de Abreu, analisaram o uso do...

Ajudar os indivíduos que superaram o coronavírus a voltarem à rotina por meio do uso da Eletroterapia IVL, é o objetivo traçado pela esteticista e cosmetóloga Daniela Valentina Lopez, e pelo neurocientista e neuropsicólogo Fabiano de Abreu Rodrigues. Juntos elaboraram a pesquisa "Eletroterapia IVL no tratamento de Covid-19 e sequelas no sistema nervoso central”, e analisaram o uso do aparelho infravermelho longo no tratamento da recuperação física dos indivíduos que tiveram a doença. O estudo também foi feito com auxílio do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito (CPAH).

A eficácia do uso de aparelhos de Eletroterapia IVL se deu após a esteticista ter sido diagnosticada com Sépsis (infeção no sangue), proveniente do coronavírus, e ser tratada por meio de eletroterapia. Ela obteve êxito e passou a replicar o mesmo tratamento nos seus pacientes.

Durante as análises, foi observado que o aparelho emissor de terapia infravermelho longo ativa mil milhões de células por minuto, eliminando ácido lático e toxinas, promovendo a circulação de oxigénio e aumento do sistema imunitário por oxigenação celular. As descobertas já foram testadas em mais de 18 pacientes e os resultados obtidos por foram surpreendentes, conta.

"Os pacientes foram submetidos a sessões de infravermelho longo e corrente galvânica durante 4 semanas, com tratamento sendo realizado 3 vezes por semana e duração de 50 minutos cada aplicação. Ao final da primeira aplicação, todos os pacientes sentiram melhorias significativas de 50% do estado de debilidade no qual se encontrava, e após 7 dias da primeira aplicação, todos os pacientes se encontravam sem nenhum sintoma da Covid-19", contou Daniela.

Replicada em hospitais do Brasil

Sabemos que as sequelas da Covid-19 no organismo do indivíduo são: fraqueza muscular, alterações na sensibilidade, dificuldades respiratórias, raciocínio lento e stresse pós-traumático. Esses sintomas aparecem, principalmente, em pacientes que foram tratados nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI).

Por isso, o uso da Eletroterapia IVL passou a ser replicado no Hospital Regional de Chapadinha, da rede estadual de saúde do Maranhão, e no Hospital Vera Cruz, de Belo Horizonte (MG). Na unidade nordestina, o tratamento utilizado foi a corrente FES (Estimulação Elétrica Funcional), uma corrente alternada de baixa frequência, que provoca contrações musculares através de elétrodos sobre a pele do paciente.

Já na capital mineira, o sistema ReCARE - Sistema de Ativação e Monitorização Neuromuscular (SAMNA) -, foi utilizado na recuperação precoce de pacientes em UTI. O método consiste na ativação e monitorização automática de vários grupos musculares contribuindo para a redução do tempo de internamento.

Em ambos, foi notado que a eletroterapia, além de oferecer ganho de força muscular ao paciente, o uso desse sistema pode ser uma ferramenta para reduzir o tempo de ventilação mecânica desses pacientes.

Provando ser um bom método de tratamento, a pesquisa da esteticista e cosmetóloga Daniela Lopez e do neurocientista Fabiano de Abreu, foi avaliada e validada em comitê, sendo aprovada sua publicação na revista científica internacional Brazilian Journal Of Development (BRJD), podendo ser lido e visualizado aqui.

"Em minha área de enfoque, preocupo-me com a saúde mental da sociedade em geral que está vivenciando algo deste tipo pela primeira vez", finalizou Fabiano.

"Pretendo seguir em frente com a pesquisa e ajudar o máximo de pessoas possíveis", finalizou Daniela Lopez.

 

 

Agência Nacional de Inovação
Portugal está acima da média da União Europeia em número de publicações científicas em coautoria fora do espaço comunitário, no...

É com o objetivo de analisar e debater as redes de transferência de tecnologia e conhecimento em Portugal, bem como boas práticas europeias nesta matéria que a Agência Nacional de Inovação (ANI) organiza, nos próximos dias 13, 17 e 20 de maio, três webinares, focados nas regiões Norte, Centro e Alentejo, respetivamente. Com esta iniciativa pretende-se contribuir para impulsionar uma maior transferência e valorização do conhecimento produzido no país.

Nestes eventos online serão apresentados e debatidos dois estudos organizados pela ANI: “Redes e Dinâmicas de Transferência de Conhecimento em Portugal” e “Boas práticas internacionais de Transferência de Conhecimento em Portugal”.

O primeiro estudo faz a caracterização dos projetos em co-promoção (projetos de empresas desenvolvidos com outras empresas ou restantes entidades do Sistema de Inovação e Investigação) apoiados no âmbito Sistema de Incentivos “Investigação e Desenvolvimento Tecnológico”, tanto no período 2007-2013, em que esteve em vigor o QREN, como de 2014 em diante, no âmbito do Portugal 2020.

São ainda analisadas as redes de transferência e valorização de conhecimento associadas a estes projetos e o respetivo alinhamento com as estratégias nacional (ENEI) e regional (EREI) de especialização inteligente. Recorde-se que as estratégias ENEI e EREI estabelecem áreas prioritárias para as economias nacional e regional, as quais são apoiadas pelos incentivos em vigor. Segundo este estudo, as dinâmicas de transferência de conhecimento e tecnologia em Portugal estão em processo de intensificação, dado o aumento do número de projetos ativos ao longo do QREN e do Portugal 2020.

Em paralelo, verifica-se que a integração entre regiões em matéria de projetos colaborativos de I&DT está a aumentar, o que ajudará ao catching-up das regiões com sistemas de inovação menos densos, como Alentejo e Algarve. A maioria dos projetos em co-promoção apoiados apresenta, de acordo com a análise, um grau de inovação moderado e está globalmente alinhada com as estratégias de especialização inteligente.

A análise de redes realizada permitiu observar que a rede global nacional é povoada por uma grande proporção de empresas, mas as entidades académicas e entidades intermediárias estão também bastante presentes e com papéis centrais nas conexões da rede. A rede global exibe uma preponderância de atores de três setores de atividade: TIC, indústrias metalúrgicas e serviços empresariais. Já quando se analisa as colaborações formadas com o Portugal 2020 e as geradas pelo QREN, conclui-se que o Portugal 2020, ainda em execução, representa atualmente mais de 51% das relações analisadas, apesar de envolver a análise de um número mais reduzido de projetos.

Finalmente, os laços por região revelam que as regiões do Norte (34,28%) e do Centro (26,58%) concentram parte significativa dos projetos e que existe um número assinalável (29,75%) de ligações multirregionais.

Os domínios da ENEI mais conectados são "Materiais e matérias-primas" com "Tecnologias de produção e indústrias do produto" e com "Tecnologias de produção e indústrias do processo" e "Tecnologias de produção e indústrias do produto" com "Tecnologias de produção e indústrias do processo". De referir ainda que nas regiões com mais projetos (Norte e Centro), podem ser identificados domínios que claramente se distinguem dos restantes pelo número de projetos, nomeadamente, o domínio dos "sistemas avançados de produção" no Norte e o das "soluções industriais sustentáveis" no Centro.

Disseminação de boas práticas europeias

Por seu turno, o estudo de disseminação de “Boas Práticas Internacionais de Transferência de Tecnologia e Conhecimento” teve como objetivo recolher informação e ensinamentos de casos de sucesso de países europeus em matéria de transferência de tecnologia e conhecimento que sirvam de inspiração para a introdução de melhorias futuras no policy mix nacional, nomeadamente na criação de novos (ou melhorados) mecanismos facilitadores e promotores das dinâmicas de transferência de conhecimento e tecnologia, tendo em vista a sua valorização económica.

Segundo este segundo estudo, o sucesso na introdução de mecanismos de facilitação e dinamização da transferência de tecnologia e conhecimento depende de condições de contexto propícias e da introdução de boas práticas que se potenciam mutuamente.

O estudo conclui ainda que o conceito de hélice quádrupla e a adoção de estratégias de especialização inteligente estão presentes de forma transversal e propiciam resultados reconhecidos ao nível da transferência de tecnologia e conhecimento, mas também da sua valorização no mercado.

Opinião
Hoje, dia 12 de maio, comemora-se o Dia Internacional do Enfermeiro, um dia especialmente simbólico

Neste dia tão especial, partilho um projeto que nasceu em março de 2020, no início da pandemia em Portugal, quando a Unidade de Cuidados Intensivos onde trabalho dedicou-se, a cuidar exclusivamente de pessoas em estado crítico, infetadas com o vírus SARS-CoV2. Inicialmente, a permanência na zona vermelha e a adaptação aos equipamentos de proteção individual testaram as capacidades ao limite, sentido uma necessidade emergente de procurar apaziguar o stress, o desconforto, a ansiedade, as dificuldades e os medos... foi nesse momento que peguei numa caneta e numa folha de papel e comecei a desenhar o que via, para me tentar abstrair-me da sensação de sufoco! Do primeiro desenho veio outro e mais outro, surgindo, assim, a minha terapia! Aos desenhos juntam-se poemas que dão sentido às emoções e sentimentos vividos em cada situação de cuidados, desvendando experiências de resiliência, resistência e superação que suportam esta batalha compartilhada entre quem cuida e quem é cuidado, desmistificando uma realidade, que poucos conhecessem, sobre aquilo que se vive para lá da porta dos Cuidados Intensivos!

Um ano depois, desta arte traduzida em desenhos e dos poemas, resultou a publicação do livro: “O Outro Lado da Pandemia: o que se vive para lá dos Cuidados Intensivos”.

Mas... o que se vive efetivamente para lá dos Cuidados Intensivos?

As experiências vividas dentro das “quatro paredes” da Unidade são variadas, muitas vezes marcadas pelo silêncio de derrotas, mas também de vitórias, por sentimentos de gratidão face a um sinal de melhoria ou num simples “obrigada” ou sorriso, mas também sentimentos de frustração e impotência perante as necessidades e a escassez de recursos. Por turnos cansativos e stressantes que refletem a exaustão em mazelas no corpo, mas também o dever cumprido quando vemos aqueles por quem lutámos esboçarem um sorriso e saírem da Unidade.

Entre fios, tubos, máquinas e equipamentos, o compasso continua a ser marcado pelo ruído do ventilador e de alarmes de monitores que se cruzam com a voz de quem cuida, que abraça novos desafios, numa relação terapêutica dotada de aprendizagens, partilhas, conhecimentos, de momentos alegres, outros difíceis e sempre desafiantes!

Em plena pandemia e para lá da porta dos Cuidados Intensivos, o sucesso reside no espírito de equipa, na cumplicidade, na relação de ajuda e na vontade de nunca desistir por mais desafios que surjam! Ainda que o contexto seja tipicamente stressante, e por vezes hostil, em que a luta contra o tempo é constante face às necessidades de cada pessoa, as aprendizagens adquiridas são mais que muitas! Pelo exemplo, pela vontade de dar mais e pelo desejo de se “agarrar” à vida, ocorrem todos os dias, momentos surpreendentes, que nos fazem acreditar nas segundas oportunidades, no recomeçar de novo, na importância das relações humanas e na inércia da simplicidade das coisas, em como pequenos gestos podem tornar o dia de quem é cuidado mais brilhante, transformando os momentos mais difíceis em experiências de resiliência, coragem e superação!

Se quiser conhecer melhor este projeto poderá seguir O Outro Lado da Pandemia nas redes sociais Facebook (https://www.facebook.com/ooutroladodapandemia) e Instagram (https://www.instagram.com/ooutroladodapandemia).

Para adquirir o livro “O Outro Lado da Pandemia: o que se vive para lá dos Cuidados Intensivos”, este já está disponível no site da Chiadobooks, FNAC, Bertrand e WOOK. Também disponível em livrarias locais de norte a sul de Portugal continental e ilhas!

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Igualdade de direitos e não-discriminação
O Grupo Parlamentar do PAN - Pessoas-Animais-Pessoas deu hoje entrada de um projeto de lei que reconhece o direito ao...

forma muito expressiva o acesso aos seus produtos, discriminando pessoas que apresentam antecedentes clínicos da doença, que, desta forma, ficam impedidas ou colocadas sob condições de enorme desigualdade económica e social perante a necessidade de obter empréstimos, seguros ou fazer face a outras necessidades. Mesmo uma pessoa que tenha sofrido de cancro na infância, e que tenha ultrapassado com sucesso a doença, pode vir a deparar-se com situações discriminatórias na sua vida adulta.

Uma das situações mais importantes para os doentes e sobreviventes de cancro é, por conseguinte, poderem ver reconhecido o “Direito ao Esquecimento”, um instrumento de justiça e igualdade social fundamental para as pessoas sobreviventes de cancro.

No entender do PAN, o direito ao esquecimento é um direito essencial que tem de estar garantido na legislação portuguesa, de modo a evitar situações de discriminação e de injustiça social relativamente às pessoas que lutam contra o cancro ou que dele são sobreviventes. 

 

Dispositivo tem capacidade de Holter e de Polígrafo
Os alunos e docentes da Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, do Instituto Politécnico de Castelo Branco, vão poder adquirir...

“A Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias é dotada de Laboratórios com equipamentos atuais para o melhor desenvolvimento e capacidade técnico-científica dos seus alunos. Ter equipamentos inovadores aumenta a possibilidade de preparar ainda melhor os estudantes, de acordo com as exigências atuais do mercado de trabalho. Quer os alunos, quer os docentes poderão, além de melhorar o ensino e a aprendizagem, desenvolver estudos de investigação nas áreas da Cardiologia e do Sono”, afirma Patrícia Coelho, subdiretora da escola.

Este dispositivo tem capacidade de Holter, para deteção de arritmias cardíacas, e de Polígrafo, para deteção de apneias respiratórias. A sua capacidade de diagnóstico simultâneo permite uma otimização de recursos, uma vez que é possível a realização de dois exames num único período de utilização; e ainda perceber a interação entre patologias do foro cardiológico, como, as arritmias cardíacas, e do foro respiratório/sono, como é o caso da síndrome de apneia do sono.

Existe uma forte relação entre as arritmias cardíacas, nomeadamente a fibrilação auricular (FA) e a apneia do sono, estimando-se que 62 por cento FA apresentam apneia obstrutiva do sono (SAOS). Uma abordagem combinada demonstrou melhorar significativamente a eficácia do tratamento da FA, pelo que todos os doentes com FA deveriam ser avaliados relativamente à existência de SAOS.

 

Teste Rápido do Coronavírus
O primeiro e único autoteste COVID-19 está disponível há uma semana nas farmácias portuguesas, mas já registou uma elevada...

Numa altura em que era previsível que Portugal seguisse os passos da Alemanha e Áustria no que toca a regimes excecionais para autotestes, a Biojam e a Pantest estabeleceram uma parceria de cooperação com vista a colocarem no mercado uma solução 100% nacional.

O Teste Rápido do Coronavírus Ag (N)(Fossas Nasais) de antigénio, produzido pela Pantest e distribuído pela Biojam, já pode ser adquirido nas farmácias portuguesas onde é disponibilizado com toda a informação sobre o produto, além da vantajosa apresentação em Kits individuais, vendidos em embalagens não manipuladas desde o fabricante até ao consumidor final, com toda a informação exigida pelas autoridades de saúde, de acordo com os requisitos europeus para este tipo de produtos, bem como das boas práticas de fabrico de dispositivos médicos.

Para facilitar o processo de diagnóstico, cada embalagem unitária do autoteste apresenta um QR Code que remete o consumidor para um vídeo explicativo e instruções muito claras e simples para que o teste seja facilmente utilizado por qualquer pessoa. Para segurança do consumidor as empresas responsáveis pelo teste disponibilizam um serviço de apoio prestado via WhatsApp, através do qual é possível colocar dúvidas, pedir apoio adicional e enviar fotos dos testes. Como explica Catarina Almeida, Diretora da Pantest “além da qualidade do próprio teste, uma das nossas preocupações é assegurar que o consumidor terá acesso a toda a informação, de modo a que o processo de autodiagnóstico seja realizado da forma mais correta e segura”. De venda livre, sem obrigatoriedade de receita médica, os autotestes poderão ser adquiridos por qualquer pessoa, desde que maior de 18 anos. Com um custo unitário que rondará os valores já praticados entre os grandes grossistas.

Com elevados níveis de fiabilidade, acima do desempenho mínimo que é estipulado para os autotestes pelas autoridades nacionais (sensibilidade superior ou igual a 80% e especificidade superior ou igual a 97%), o Teste Rápido do Coronavírus Ag (N)(Fossas Nasais) da Pantest apresenta valores na ordem dos 93,3% de sensibilidade e 99,2% de especificidade. Para Carlos Monteiro da Biojam “não há dúvida que os autotestes nasais produzidos pela Pantest apresentam elevados padrões de qualidade, garantindo ao consumidor uma solução de diagnóstico com níveis de precisão próximos de um teste PCR”.

Vacina da Pfizer
Uma mulher italiana recebeu, por engano, seis doses da vacina contra a novo coronavírus. Este erro obrigou-a a passar um dia em...

O caso ocorreu em Massa, no norte de Itália e a mulher em causa, uma jovem de 23 anos, trabalha como residente em Psicologia Clínica, tendo sido vacinada num dos grupos prioritários.

De acordo com a informação já divulgada, a jovem foi injetada com um frasco inteiro da vacina da Pfizer contra o Sars-Cov-2, que contém seis doses. Apercebendo-se do erro, os enfermeiros responsáveis pela vacinação explicaram-no e ela foi ao Serviço de Urgência de Massa, na região da Toscana. Ali permaneceu sob observação durante vinte e quatro horas e na segunda-feira recebeu alta.

De momento o doente está bem, "não foram registados efeitos secundários", mas os médicos vão continuar a observar a sua evolução para avaliar os efeitos no seu sistema imunitário depois de receber um excesso de antigénio na vacinação.

Esta overdose foi reportada à Administração Italiana de Medicamentos (IDA) e as autoridades sanitárias regionais abriram um inquérito para esclarecer o que aconteceu.

 

Situação Epidemiológica
Nas últimas 24 horas, registou-se mais uma morte associada à Covid-19 e mais 268 novos casos de infeção. Os internamentos...

Segundo o boletim divulgado, há uma morte a assinalar na região Norte, desde o último balanço. As restantes regiões do país, inclusive as regiões Autónomas da Madeira e Açores, não têm mortes a lamentar.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 268 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 84 novos casos e a região norte 88. Desde ontem foram diagnosticados mais 27 na região Centro, 12 no Alentejo e 15 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, no arquipélago da Madeira foram identificadas mais 16 infeções e nos Açores 26.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 257 doentes internados, menos 20 casos que ontem. Também as unidades de cuidados intensivos contam com menos dois doentes internados. Atualmente, estão em UCI 71 pessoas.

O boletim desta terça-feira mostra ainda que, desde ontem, 661 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 801.306 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 21.708 casos, menos 394 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 1.375 contactos, estando agora 19.699 pessoas em vigilância.

Webinar
Os enfermeiros e antigos alunos da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), Joana Sá e Hugo Raimundo, intervêm,...

Joana Sá é enfermeira diretora do Comité Internacional da Cruz Vermelha (Genebra), onde trabalha desde 2011, desenvolvendo missões de cirurgia de guerra – passou pelo Paquistão, República Democrática do Congo, República Centro Africana, Palestina, Líbano, Iémen, Afeganistão, Coreia do Norte, Venezuela e Honduras. Antes, exerceu atividade no Serviço de Urgência do Centro Hospitalar de Coimbra – Hospital dos Covões (entre 2009 e 2013). Tendo começado a trabalhar no Hospital da Ordem Terceira (Lisboa), justamente no serviço de cirurgia, Joana Sá passou, ainda, pelo Hospital Fernando da Fonseca (Amadora), onde desempenhou funções no serviço de neurologia e, simultaneamente, pelo Hospital da Luz, no serviço de internamento médico-cirúrgico.

Licenciada em Enfermagem pela ESEnfC, pós-graduada em Enfermagem em Emergência Pré-Hospitalar (Escola de Enfermagem S. Francisco das Misericórdias) e em Saúde Global (pela Universidade de Manchester, Reino Unido), frequenta, desde 2020, o mestrado em Saúde Internacional pelo Swiss Tropical Public Health Institute, em Basileia (Suíça).

Por sua vez, Hugo Alexandre Raimundo, licenciado e mestre em Enfermagem, com especialização em Enfermagem Médico-Cirúrgica, é enfermeiro diretor do Hospital da Luz Coimbra. Foi, anteriormente, adjunto da Direção de Enfermagem do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), gestor da qualidade e auditor interno de sistemas de gestão da qualidade na mesma instituição de saúde. Foi, também, consultor internacional de prevenção e controlo de infeção da Organização Mundial de Saúde (Genebra) e avaliador externo para a certificação de unidades de saúde (ACSA/Direção-Geral da Saúde).

O Conselho Internacional de Enfermeiros (ICN) definiu como tema de 2021 para a celebração do Dia Internacional do Enfermeiro a inscrição “Enfermeiros: Uma Voz para Liderar - Uma Visão para o Futuro dos Cuidados de Saúde”.

Através deste webinar, a ESEnfC dá voz a dois enfermeiros que se têm destacado pela inovação e pela diferença nos respetivos percursos profissionais, transformando a saúde e a vida das pessoas, bem como às suas perspetivas sobre os desafios futuros que a enfermagem enfrenta e os contributos que a profissão poderá oferecer para a saúde global.

O webinar “Construir o próprio percurso profissional” decorre, amanhã, às 15h00, sendo transmitido em direto, no Facebook e no YouTube da ESEnfC.

Dia 12 de maio
O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) vai assinalar o Dia Internacional do Enfermeiro com uma exposição...

A exposição, que terá lugar pelas 10h, “tem um corpo principal que ficará no polo dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), com replicação fotográfica em expositores de acrílico e inauguração simultânea em todos os polos hospitalares que constituem o CHUC”.

Às 11h terá lugar a sessão solene da iniciativa contará com a visualização de um filme construído com imagens, relatos e vídeos enviados pelos enfermeiros do CHUC, “homenagem a todos os que completaram 35 anos a cuidar com entrega de placas comemorativas e um momento musical”.

De acordo com o comunicado, “a celebração do Dia Internacional do Enfermeiro nesta data, remete para o aniversário de Florence Nightingale, considerada a fundadora da enfermagem moderna”.

 

Resposta às necessidades da industria farmacêutica
O QCPharma, laboratório farmacêutico do ISQ, vai começar a dar resposta às necessidades da indústria farmacêutica, sendo o...

Os Sartans são utilizados para tratar doentes com hipertensão (pressão arterial elevada) e doentes com determinadas doenças cardíacas ou renais. Alguns destes medicamentos possuem uma estrutura cuja sintese pode levar à possivel formação de impurezas de Nitrosaminas, classificadas como provavelmente carcinogéneas para o ser humano (substâncias que podem causar cancro). Em conformidade com regulamentos / comité de Medicamentos de Uso Humano da Agência Europeia do Medicamento, a indústria farmaceutica tem que avaliar o risco da presença de nitrosaminas em Sartans e realizar testes adequados.

A aposta no crescimento do QCPharma permite, assim, começar a disponibilizar ensaios analíticos e a oferecer ao mercado um serviço global, tornando-o num laboratório “ONE-STOP-SHOP”, único em Portugal.

A pensar no futuro e na criação de valor para os seus clientes, o QCPharma aposta no crescimento sustentado e de qualidade, enquadrado nos mais elevados padrões de exigência da indústria farmacêutica e de entidades regulamentares como o FDA - Food and Drug Administration (entidade reguladora americana) e o INFARMED - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, sendo reconhecido pelas mesmas.

“Os clientes do QCPharma, em virtude do contínuo aumento de exigência de controlo de qualidade das autoridades de saúde, precisam da introdução de novas metodologias de análise. No QCPharma pretendemos responder sempre a esses novos desafios e por isso investimos em dar serviço nessas novas metodologias, permitindo que os nossos clientes possam responder rapidamente e eficientemente às novas exigências. O nosso objetivo final é proporcionar aos nossos clientes soluções para os desafios que eles enfrentam”, esclarece Manuel Lourenço, diretor geral ISQ QCPFarma.

O laboratório tem apoiado as empresas e organizações no contexto farmacêutico e diferencia-se por oferecer resultados credíveis e resposta célere.

O QCPharma está vocacionado para o controlo de qualidade a produtos farmacêuticos e presta serviços no âmbito de desenvolvimento analítico, validação de métodos, transferência analítica, validação de métodos de limpeza, análises químicas de controlo de qualidade em rotina e ensaios de estabilidade. Presta ainda serviços de acordo com os princípios e Guidelines de Boas Práticas de Fabrico (GMP), isto é, de acordo com um conjunto de regras estabelecidas que definem procedimentos de trabalho.

Com a missão de desenvolver e fornecer soluções de sucesso para a indústria farmacêutica e prestar serviços de controlo da qualidade a medicamentos de uso humano, medicamentos experimentais e substâncias activas, o QCPHarma tem o compromisso de entregar soluções à medida, inovadoras e de qualidade, satisfazendo os requisitos e as expectativas dos clientes, proporcionando-lhes uma melhoria estratégica e operacional.

Tratamentos minimamente invasivos são a primeira opção
A definição abdominal é uma técnica de lipoescultura que pretende destacar e definir a musculatura abdominal de modo a permitir...

Christopher Johnsson, da Clínica da Beloura, em Sintra, explica que “a gordura produz hormonas como a leptina que, em algumas situações, é responsável pelo aumento de apetite, o que pode gerar mais acumulação de gordura. Eliminando essa gordura localizada através da definição abdominal, retira-se a influência hormonal, o que contribui para a perda de peso. Na Alemanha, por exemplo, a lipoescultura é indicada como parte do tratamento de pacientes com obesidade precisamente pela promoção da perda da influência hormonal”.

Já existem em Portugal vários tratamentos minimamente invasivos que promovem uma maior definição abdominal, sem recurso a cirurgia e com um resultado praticamente sem cicatrizes. Em Portugal, há um tratamento minimamente invasivo que promove a definição abdominal através da tecnologia RFAL (lipoaspiração assistida por radiofrequência), que recorre à radiofrequência bipolar por via de um manípulo com uma cânula muito fina que entra na camada subcutânea. De dentro para fora, os tecidos internos são aquecidos a temperaturas que chegam aos 70ºC, levando à retração da pele e à estimulação do colagénio.


Antes e Depois do tratamento minimanente invasivo

“O Bodytite tem-se mostrado como uma ferramenta disponível ao cirurgião para dar o resultado que os pacientes procuram, obtendo resultados na tensão e firmeza da pele ao induzir a produção de colagénio, efeito que se pode observar até quase um ano após a intervenção. Além disso, é um procedimento mais seguro para os pacientes”, explica Christopher Johnsson.

Após o tratamento, a recuperação é de cerca de uma semana, sendo recomendado o uso de cinta elástica por cerca de dois meses, a ingestão de líquidos e sessões de drenagem linfática, enquanto se retoma a vida diária normal. Tendo em conta que se trata de uma intervenção minimamente invasiva, as cicatrizes são mínimas, colocadas preferencialmente em locais pouco visíveis. Os resultados do tratamento são definitivos, sempre que o paciente cuida da sua alimentação e mantém o peso controlado.

Este tratamento também é também indicado para pacientes que cuidam da alimentação e praticam exercício físico, mas que ainda assim têm gorduras localizadas e um leve grau de flacidez cutânea.

Principais desafios no diagnóstico e tratamento
A complexidade da doença e o estigma associado constam entre os principais desafios no que diz respe

De acordo com o psiquiatra das Clínicas Leite, João Cardoso, “a esquizofrenia é um síndrome complexo, que afeta o comportamento e a capacidade cognitiva dos doentes. Hoje sabemos que se deve a alterações do neurodesenvolvimento, em que participam causas genéticas e ambientais”. O consumo de canabinóides, stress, migração (“risco é maior na primeira e segunda geração”), meio socioeconómico baixo, fatores pré e perinatais, crescer e viver em meio urbano são apontados, pelo especialista, como alguns dos fatores que podem condicionar o seu desenvolvimento, embora admita que “ainda não se pode afirmar que exista um motivo em concreto que leve ao aparecimento da doença”.

Com apresentação inicial entre os 16 e os 30 anos, a esquizofrenia tende a desenvolver-se mais precocemente entre os jovens do sexo masculino – “ainda na adolescência início da idade adulta” – ao passo que, entre as mulheres, tem início mais perto dos 30. Como explica o psiquiatra, as principais manifestações clínicas desta síndrome podem dividir-se em três grandes grupos:

  • Sintomas positivos (aquilo que surgiu com a doença): as alucinações, as ideias delirantes e a alteração da organização do pensamento, aquilo que se denomina sintomas psicóticos. Normalmente são os sintomas que preocupam mais quem rodeia as pessoas com esquizofrenia, porque podem ser acompanhados (nem sempre) de agitação e que podem levar o doente a colocar-se em perigo. No entanto tendem a remitir ou a tornar-se residuais com o tempo.
  • Sintomas negativos (coisas que se perderam): são os sintomas menos exuberantes, mas os mais importantes da esquizofrenia. São a diminuição da iniciativa e da vontade em participar ou fazer atividades, o isolamento social e diminuição do discurso espontâneo.
  • Sintomas cognitivos: as pessoas com esquizofrenia tendem a ter piores resultados em múltiplos testes cognitivos, o que limita a capacidade de participação na vida da sociedade.

“Embora os sintomas positivos sejam os que a maioria da população identifica como parte da síndrome, são os sintomas negativos e cognitivos que têm um maior impacto na vida das pessoas com esquizofrenia”, esclarece o médico das Clínicas Leite. 

Neste âmbito, pode afirmar-se que a falta de conhecimento geral sobre a patologia, bem como o estigma a ela associado, são os principais entraves a um diagnóstico precoce, e consequente intervenção terapêutica. “Como a doença tem normalmente início em idades jovens, muitos dos comportamentos iniciais mais bizarros são tidos como alterações próprias de personalidades que estão em desenvolvimento. É difícil para a pessoa que está doente ter crítica para a sua doença, no entanto, os familiares também adiam a ida à consulta porque assim terão que se confrontar com o facto de que os seus familiares têm uma doença mental”, adianta o especialista sem deixar de fazer referência ao facto de existirem “outras doenças que também se manifestam com sintomas psicóticos, ou seja, que têm uma apresentação clínica idêntica”, o que pode condicionar a sua identificação.

Quanto ao tratamento, o psiquiatra explica que este tem de se multidisciplinar, embora, na verdade, este não chegue a todos os doentes. “O tratamento tem que ser multidisciplinar. Tem de ter um acompanhamento médico especializado e intervenção farmacológica que é normalmente bastante eficaz no tratamento dos sintomas positivos. Mas há todo um trabalho que tem de ser de uma equipa multidisciplinar para que a pessoa com esquizofrenia possa ser um cidadão ativo e participante da sociedade como qualquer outra pessoa, dentro das limitações que a sua doença lhe possa condicionar”, esclarece acrescentando que existe uma enorme carência de recursos humanos nesta área.

“A maior barreira dos doentes às intervenções necessárias, é que os próprios serviços se encontram desfalcados dos meios necessários, e a fraca implementação no país de serviços verdadeiramente comunitários”, afirma.

Questionado sobre a eficácia das medidas propostas pelo Programa Nacional de Saúde Mental, João Cardoso é da opinião de que estas “seguem as diretivas daquilo que, hoje, são consideradas as melhores práticas em termos de organização das intervenções a nível de saúde mental”. No entanto, afirma que a implementação de algumas medidas se encontra limitada. “A título de exemplo, há ainda uma baixa implementação de estruturas comunitárias de saúde mental no país, havendo ainda um modelo centrado no hospital, longe das comunidades, suas estruturas e organizações”, diz sublinhando que as “pessoas com esquizofrenia podem ter vidas ricas e completas, que podem trabalhar, amar e ser amados e livres de tomarem as suas decisões. Tal como qualquer outra pessoa”. Para tal, é essencial que o diagnóstico e o tratamento possam ser facilmente acedidos por todos.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Mucormicose
À medida que a Índia luta para conter um surto maciço de casos de coronavírus, um número crescente de pacientes que tiveram ou...

A mucormicose, apelidada de fungo negro pelos médicos na Índia, é frequentemente mais grave em pacientes cujo sistema imunitário é enfraquecido por outra ou outras infeções. Os peritos médicos sublinharam que viram aumentar os casos na Índia nas últimas semanas, com o Ministério da Saúde a divulgar no domingo uma circular sobre como tratar a infeção por fungos.

"A mucormicose, se não for tratada, pode ser fatal", alertou o Indian Medical Research Council (ICMR), uma agência científica responsável por fornecer respostas governamentais, numa série de indicações sobre o seu tratamento enviados para a rede twitter.

Os pacientes com Covid-19 mais sensíveis para obter esta infeção fúngica incluem aqueles com diabetes descontrolada, aqueles que usaram esteroides durante o seu tratamento coronavírus, bem como aqueles que tiveram estadias muito longas em unidades de cuidados intensivos, acrescentou o ICMR.

A doença, que pode causar descoloração do nariz, visão turva ou dupla, dor no peito, dificuldades respiratórias e tosse com sangue, está intimamente relacionada com a diabetes. E a diabetes pode, por sua vez, ser exacerbada por esteroides como a dexametasona, usada para tratar a Covid-19 grave.

 

 

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