Quimioterapia intraperitoneal hipertérmica
O Serviço de Cirurgia Geral do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), liderado por José Guilherme Tralhão,...

De acordo com o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), “a HIPEC permitiu o tratamento de doente com diagnóstico de carcinoma gástrico com metastização peritoneal o qual foi submetido a gastrectomia subtotal radical e peritonectomia com quimioterapia intraperitoneal hipertérmica”. Esta nova técnica consiste na aplicação, durante a cirurgia, de quimioterapia diretamente sobre o peritoneu, associada a uma temperatura elevada.

“Sendo uma cirurgia inicialmente utilizada no contexto de carcinoma do cólon com metastização peritoneal, a sua aplicação no carcinoma gástrico com metastização peritoneal é rara, pela habitual grande extensão das lesões peritoneais nesta doença”, escreve o CHUC em nota de imprensa.

Este foi o primeiro tratamento deste tipo realizado no Serviço de Cirurgia Geral do CHUC, em contexto de carcinoma gástrico, e levado a cabo pela equipa cirúrgica liderada pelos cirurgiões, André Lázaro e Miguel Fernandes.

Segundo o CHUC, “a HIPEC pode constituir-se como um tratamento de eleição para casos semelhantes permitindo aumentar a sobrevida dos doentes”.

 

 

B.1.617 ainda está a ser estudada
A Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou a variante do novo coronavírus, encontrada pela primeira vez na Índia no ano...

Segundo a OMS, esta variante - a B.1.617 - é mais transmissível que as outras até aqui estudadas, tendo-se já espalhado por mais de 30 países.

Uma mutação é elevada de uma "variante de interesse" para uma "variante de preocupação" (COV) quando mostra provas de que cumpre pelo menos um de vários critérios, incluindo a transmissão fácil, doenças mais graves, neutralização reduzida por anticorpos ou redução da eficácia do tratamento e vacinas.

A Índia registou 366.161 novas infeções e 3.754 mortes na segunda-feira, abaixo dos picos recorde. Os peritos dizem que os números reais podem ser muito mais altos do que os reportados.

Para já, a OMS diz que as vacinas atuais continuarão a ser eficazes contra a variante indiana, embora o chumbo técnico da OMS venha mostrar que pode haver alguma evidência de "neutralização reduzida".

 

Iniciativa visa reduzir o número de infeções registadas na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados
O Programa de Prevenção e Controlo de infeções e de Resistências a Antimicrobianos (PPCIRA) da Direção-Geral da Saúde...

No âmbito do HALT3 - Point prevalence survey of Healthcare-associated infections and antimicrobial, desenvolvido em Portugal no 2º semestre de 2017, o PPCIRA constatou que 1 em cada 15 residentes estudados tinham tido diagnóstico de infeção associada a cuidados de saúde e que as infeções do trato urinário representaram 34,8% do total das infeções adquiridas nas unidades da rede, no período em estudo, sendo causa frequente de prescrição de antibióticos.

Com o apoio da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), o PPCIRA construiu uma candidatura que visa reduzir as infeções do trato urinário em residentes na RNCCI, em 30% em três anos, através de intervenções de educação e mudança de comportamento nos profissionais e de capacitação e literacia dirigida a residentes e aos seus familiares e cuidadores informais.

Assim, pretende-se aumentar a adesão às medidas PPCIRA/DGS de prevenção de infeção urinária associada a cateter urinário, reduzir a incidência e o sobrediagnóstico desta infeção e, consequentemente, reduzir o consumo de antimicrobianos e a emergência de bactérias multirresistentes e mais difíceis de tratar. Para esta candidatura, a DGS contou com total alinhamento estratégico com a coordenação da RNCCI.

 

Parceria entre Fundação Calouste Gulbenkian e Ministério da Saúde
A iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian e do Ministério da Saúde, arrancou na região norte a 12 de março. Agora, o projeto...

De acordo com os dados divulgados, durante a fase piloto, as cinco unidades móveis de vacinação disponibilizadas pela Fundação Gulbenkian à task-force do Plano de Vacinação contra a Covid-19 circularam pela área de influência dos Agrupamentos de Centros de Saúde selecionados pela Administração de Saúde do Norte. No total, foram administradas 1.188 vacinas a populações com dificuldade de acesso aos circuitos normais de vacinação, entre os dias 12 de março e 11 de abril.

A partir de agora, o projeto vai contar com 15 viaturas ligeiras a circularem em Lisboa e Vale do Tejo, com quatro carrinhas no Alentejo, três no Algarve e oito carrinhas no Centro do país.

 

 

 

 

Dia Internacional do Enfermeiro assinala-se a 12 de maio
A pandemia mudou o Mundo, a sociedade e mudou toda a prestação de cuidados, alterando a nossa prátic

Foi um início complicado pois, ao mesmo tempo que nos tínhamos de adaptar a toda uma nova forma de trabalhar, tínhamos de lidar com um “inimigo” perigoso, mas desconhecido.

Tivemos de recorrer a algumas daquelas caraterísticas que tão bem definem a enfermagem para fazer frente a esta situação assustadora para todos. Foi com resiliência, com sacrifício (muitas vezes pessoal e familiar) e acima de tudo com uma grande coesão das equipas que conseguimos dar o nosso melhor em circunstâncias tão diferentes.

E numa altura em que se esperava que tudo melhorasse, piorou.... Uma nova fase, que deixou todas as instituições hospitalares assoberbadas de trabalho e que pôs verdadeiramente à prova a sua capacidade de adaptação e dos seus profissionais.

Muitos colegas enfermeiros viveram nesta fase uma das mais desafiantes das suas carreiras, sendo deslocados dos seus serviços habituais para dar resposta ao aumento de volume de trabalho nas áreas de resposta à pandemia.

Foi a altura da minha vida profissional onde mais senti uma enorme ambiguidade de sentimentos. Por um lado, a sensação de realização profissional e de utilidade, de fazer parte de uma luta difícil, extenuante, mas necessária. Por outro lado, a insegurança de voltar a uma área que já não dominava, o medo de não conseguir dar resposta em determinadas situações, e o receio de lidar com o fim de vida de forma dolorosa e frequente.

Foi um período fisicamente cansativo, com turnos longos e trabalhosos, mas o grande desafio foi ter exigido de todos uma estrutura anímica e psíquica forte para o conseguirmos ultrapassar.

Mas não houve só coisas más, e no meio de todo o caos reacendeu-se uma coesão e trabalho de equipa fantásticos, possibilitando assim superar a crise. Só com a entreajuda e apoio entre colegas consegui passar por cada dia menos bom, consegui acabar aquele turno tão difícil e ganhar coragem para o seguinte. Com as conversas e partilha de experiências naqueles momentos mais calmos percebi que todos têm os seus medos e fragilidades, mas que com a união e resiliência de toda a equipa é muito mais fácil ultrapassar as dificuldades. Percebi que não há problema em ter medo, há que pô-lo de parte durante 12 horas, dar o nosso melhor, respirar fundo e ganhar coragem para mais um dia!

Durante este período houve duas frases que me acompanharam:

“Coragem não é a ausência de medo, mas o entendimento de que algo é mais importante do que o medo”, de Ambrose Moon.

“Quem está nas trincheiras a teu lado?

E isso importa?

Mais do que a própria guerra!” (Ernest Hemingway)

Espelham na minha opinião tudo o que vivemos e todo o espírito envolvido.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
O estudo “A Saúde dos Portugueses: um BI em nome próprio", retrato sociológico sobre a saúde em Portugal, realizado no...

Durante este período pandémico, milhares de doentes ficaram sem consultas, tratamentos ou cirurgias de que necessitavam. O adiamento destas intervenções e das que ficaram por diagnosticar, sugere um agravamento dos indicadores de saúde a curto prazo. Desta forma, 30% dos portugueses inquiridos que sofre de uma doença grave, acusa a pandemia de prejudicar a sua saúde, nomeadamente por “piorar o acompanhamento médico de doenças ou problemas”.

No geral, o estudo não reconhece implicações expressivas da pandemia no estado de saúde dos portugueses. 69% dos inquiridos indicam que a pandemia não teve qualquer impacto na sua saúde. Por outro lado, dos 28% dos inquiridos que reconhecem algum efeito negativo, 62% atribuem ao “sedentarismo” e 52% à “ansiedade”. No entanto, a ameaça da doença introduziu mudanças na relação dos portugueses com a saúde, levando um em cada quatro portugueses inquiridos a reconhecer que “procurou mais informação sobre saúde” e um em cada cinco inquiridos a admitir que “reduziu o recurso a médicos por rotina ou prevenção”. 

Segundo o estudo, acredita-se que ainda estão por revelar as piores marcas da Covid-19, ao nível da saúde física e mental. 13,5% dos inquiridos reconhece que o contexto de pandemia está na base de uma sensação de descontrolo sobre a sua própria saúde, estando mais relacionado com a instabilidade ou fragilidade emocional do que física.

 

 

 

 

Pedido está em análise na Europa
A FDA alargou, esta segunda-feira, a autorização de utilização de emergência para a vacina BNT162b2 da Pfizer e da BioNTech, em...

"A ação de hoje permite que uma população mais jovem seja protegida contra a Covid-19, aproximando-nos do regresso a uma sensação de normalidade", disse, acrescentando que "os pais e encarregados de educação podem ter a certeza de que a agência realizou uma revisão rigorosa e minuciosa de todos os dados disponíveis, como temos feito com todas as nossas vacinas Covid-19". A medida surge na sequência da decisão da Health Canada, na semana passada, de alargar a sua autorização para a BNT162b2 ao grupo de adolescentes mais jovens.

O pedido de expansão da Pfizer e da BioNTech foi apoiado por dados de topo de uma fase III de adolescentes entre os 12 e os 15 anos, mostrando que a BNT162b2 era segura e 100% eficaz na proteção contra a doença. A análise foi calculada com base em 18 casos de Covid-19, todos entre os destinatários do placebo. Os efeitos colaterais também foram geralmente consistentes com os observados nos participantes dos 16 aos 25 anos de idade.

A distribuição pode começar esta semana

O Comité Consultivo para as Práticas de Vacinação dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA agendou uma reunião para 12 de maio para analisar o alargado EUA. Se for aprovada, poderá ser distribuída a este grupo de adolescentes mais jovens já esta semana.

Um pedido que pretende ter a vacina autorizada entre os 12 e os 15 anos também foi recentemente submetido aos reguladores da UE e está a ser analisado no âmbito de uma avaliação acelerada. Entretanto, a Pfizer e a BioNTech estão a realizar mais um estudo pediátrico de BNT162b2 em crianças menores de 12 anos, com uma leitura inicial prevista para a segunda metade do ano.

 

Ensaios clínicos
Vários especialistas dizem que é uma questão de tempo até que certos compostos psicoativos, como o ecstasy, sejam usados no...

De acordo com o New York Times, na próxima segunda-feira, a revista 'Nature Medicine' vai publicar os últimos desenvolvimentos do ensaio clínico da primeira fase III, experimentando alguns medicamentos psicadélicos. Neste trabalho, os investigadores observaram que o MDMA (mais conhecido como ecstasy) combinado com a psicoterapia oferecia uma melhoria notável em pacientes com transtorno de stress pós-traumático grave.

Por coincidência, há umas semanas, a revista científica the New England Journal of Medicine, ecoou os benefícios de tratar a depressão com psilocibina, um ingrediente psicoativo presente nos cogumelos mágicos.

Após décadas de demonização e criminalização, as drogas psicadélicas poderiam fazer parte da psiquiatria convencional, com implicações importantes num campo que tem, recorde-se, nas últimas décadas pouco avanços farmacológicos no tratamento de doenças mentais e vícios. Um facto que tem deixado os investigadores nesta área muito entusiasmados.

Confrontado com os últimos desenvolvimentos, Rick Doblin, 67 anos, um dos mais reconhecidos investigadores e pioneiros nesta linha de investigação, afirmou: "Alguns dias acordo e não acredito até onde chegamos”, revela RicK Doblin, um dos pioneiros nesta área de investigação e que faz parte à Associação Multidisciplinar de Estudos Psicadélicos.

"Houve uma mudança radical de atitudes sobre o que não era há muito tempo considerado ciência marginal", disse Michael Pollan, cujo livro mais vendido sobre psicadélicos, 'How to Change Your Mind', ajudou a combater o estigma sobre esta drogas nos três anos desde a sua publicação. "Dada a crise de saúde mental, há uma grande curiosidade e esperança sobre os psicadélicos e um reconhecimento de que precisamos de novas ferramentas terapêuticas”, acrescentou citado pelo El Mundo.

Numerosos estudos têm demonstrado que os psicadélicos clássicos, como LSD e psilocibina, não são viciantes e não causam danos nos órgãos mesmo em doses elevadas. E ao contrário da tradição popular, o êxtase não deixa 'buracos' no cérebro dos utilizadores, nem produz danos cromossómicos. No entanto, a maioria dos cientistas concorda que é necessária mais investigação sobre outros possíveis efeitos colaterais. Por exemplo, como os medicamentos podem afetar pessoas com problemas cardíacos.

 

Comissão Científica é presidida pela neurologista Patrícia Canhão
Com a eleição de novos órgãos sociais da Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC) para o triénio 2021-2023,...

“A prevenção e tratamento da Doença Vascular Cerebral e das suas sequelas necessita da intervenção de múltiplas áreas da Medicina. Assim, para manter um elevado padrão de assessoria científica à SPAVC, é desejável que a Comissão Científica integre especialistas representantes dessas múltiplas áreas”, afirma Patrícia Canhão, que preside a CC deste triénio. “É por isso que é tão completa, incluindo peritos de várias especialidades”.

Os diferentes elementos que constituem a Comissão Científica têm reconhecido mérito científico na área da Doença Vascular Cerebral. A neurologista que lidera este grupo de profissionais refere que “são um valioso recurso da SPAVC, disponível para colaborar, sempre que a Direção o solicitar. Podem, por exemplo, ser convidados a pronunciar-se sobre questões científicas ou sobre emissão de pareceres relativos às suas áreas específicas”.

Um dos contributos principais desta Comissão Científica poderá ser a colaboração nas várias reuniões científicas que a SPAVC organiza, particularmente no Congresso anual (Congresso Português do AVC). “Os seus elementos podem ser convidados a participar na realização dos programas, sugerindo temas, preletores, revendo resumos de trabalhos submetidos, realizando palestras. A Direção da SPAVC poderá também solicitar à Comissão Científica, ou seus elementos, a colaboração para a realização de recomendações, de conteúdos científicos ou educacionais”.

Dado o progresso científico no tratamento da Doença Vascular Cerebral que temos vindo a observar nos últimos anos, Patrícia Canhão reforça ainda que “uma Sociedade Científica como a SPAVC tem que manter os mais elevados padrões de acordo com a melhor evidência científica, e em estreita sintonia com as organizações internacionais em que está afiliada, como a European Stroke Organization e a World Stroke Organization”. Acrescenta que, em Portugal, “a SPAVC tem-se afirmado como um nobre veículo de divulgação do conhecimento científico. Espera-se que o continue a ser nos próximos anos, é esse o seu compromisso”.

O que precisa saber sobre esta doença autoimune
O lúpus é uma doença autoimune crónica que pode danificar qualquer parte do corpo, como a pele, as a

Principais factos

Normalmente, os nossos sistemas imunitários produzem proteínas chamadas "anticorpos" que protegem o corpo de vírus, bactérias ou germes. No Lúpus, o nosso sistema imunitário não consegue distinguir estes invasores estrangeiros dos tecidos saudáveis do corpo. Como resultado, cria autoanticorpos que atacam e destroem tecidos saudáveis.

Estes autoanticorpos causam inflamação, dor e danos em várias partes do corpo.

Lúpus é uma doença frequente?

A Fundação Lupus da América estima que pelo menos cinco milhões de pessoas em todo o mundo têm uma forma de lúpus.

O Lúpus atinge, sobretudo, mulheres em idade fértil. No entanto, também homens, crianças e adolescentes podem desenvolver a doença.

A maioria das pessoas com lúpus desenvolve a doença entre os 15 e os 44 anos.

As pessoas com lúpus podem experimentar sintomas significativos, tais como dor, fadiga extrema, queda de cabelo, problemas cognitivos e deficiências físicas que afetam todas as facetas das suas vidas. Muitos sofrem de doenças cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais, erupções cutâneas desfigurantes e articulações dolorosas. Para outros, pode não haver sintomas visíveis.

Quais são as 4 formas diferentes de lúpus?

O lúpus sistémico representa, aproximadamente, 70% de todos os casos de lúpus. Em aproximadamente metade destes casos, um órgão ou tecido principal no corpo, como o coração, pulmões, rins ou cérebro serão afetados.

O lúpus cutâneo (que afeta apenas a pele) representa, aproximadamente, 10% de todos os casos de lúpus.

O lúpus induzido por medicamentos é responsável por cerca de 10% de todos os casos de lúpus e é causado por altas doses de certos fármacos. Os sintomas do lúpus induzido por medicamentos são semelhantes ao lúpus sistémico; no entanto, os sintomas geralmente diminuem quando os medicamentos são descontinuados.

O lúpus neonatal é uma condição rara em que os anticorpos da mãe afetam o feto. Ao nascer, o bebé pode ter uma erupção cutânea, problemas no fígado ou baixas contagens de células sanguíneas, mas estes sintomas normalmente desaparecem completamente após seis meses sem efeitos duradouros.

Qual é o papel da genética no lúpus?

Os genes desempenham um papel na predisposição para o desenvolvimento do lúpus. Há dezenas de variantes genéticas conhecidas ligadas ao lúpus. Estes genes afetam tanto quem fica com lúpus como o quão severo é.

20% das pessoas com lúpus terão um pai ou um irmão que já tem lúpus ou pode desenvolver lúpus. Cerca de 5% das crianças nascidas em indivíduos com lúpus desenvolverão a doença.

Embora o lúpus possa desenvolver-se em pessoas sem histórico familiar de lúpus, é provável que existam outras doenças autoimunes em alguns membros da família.

Factos adicionais sobre o lúpus que deve saber:

  • Lúpus não é contagioso.
  • Lúpus não é como o cancro nem está relacionado com esta doença. O cancro é uma condição de tecidos malignos e anormais que crescem rapidamente e se espalham nos tecidos circundantes.
  • Lúpus é uma doença autoimune, como descrito acima. No entanto, alguns tratamentos para o lúpus podem incluir medicamentos imunossupressores que também são usados na quimioterapia.
  • O lúpus não está relacionado com o HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) ou SIDA (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida). No HIV ou SIDA o sistema imunológico é subativo; no lúpus, o sistema imunológico é hiperativo.
  • O lúpus pode variar de leve a muito grave e deve ser sempre tratado por um médico. Com bons cuidados médicos, a maioria das pessoas com lúpus pode levar uma vida plena.

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Boletim Epidemiológico
Nas últimas 24 horas, registou-se mais uma morte associada à Covid-19 e mais 158 novos casos de infeção. Os internamentos...

Segundo o boletim divulgado, há uma morte a assinalar na região de Lisboa e Vale do Tejo, desde o último balanço. As restantes regiões do país, inclusive as regiões Autónomas da Madeira e Açores, não têm mortes a lamentar.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 158 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 34 novos casos e a região norte 70. Desde ontem foram diagnosticados mais 16 na região Centro, nove no Alentejo e oito no Algarve. Quanto às regiões autónomas, no arquipélago da Madeira foram identificadas mais cinco infeções e nos Açores 16.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 277 doentes internados, mais nove casos que ontem. No entanto, as unidades de cuidados intensivos contam com menos um doente internado. Atualmente, estão em UCI 73 pessoas.

O boletim desta segunda-feira mostra ainda que, desde ontem, 368 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 800.645 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 22.102 casos, menos 211 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 813 contactos, estando agora 21.074 pessoas em vigilância.

Parceria com o Instituto de Saúde Ambiental
A Direção-Geral da Saúde, em colaboração com o Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa,...

O objetivo é estabelecer uma comparação entre os comportamentos atuais, aproximadamente um ano após o início da pandemia, com os resultados que obtidos em abril/maio do ano passado. 

Segundo a DGS, a participação neste inquérito é “muito importante para que se possam definir estratégias para mitigar os impactos menos positivos da pandemia na alimentação e na atividade física”.

Se quiser participar, aceda ao questionário em: https://researchsurvey.limequery.com/445285?lang=pt.

 

Dados de vida real e impacto das patologias
No âmbito do projeto integrado sobre Cancro Cutâneo Não Melanoma (CCNM), realizado em parceria com o Centro de Estudos de...

Este primeiro encontro de apresentação dos resultados deste estudo destina-se às especialidades médicas envolvidas no tratamento do CCNM em particular dermatologia e oncologia.

O encontro contará com Francisco Rocha Gonçalves enquanto representante da Sanofi, bem como com Margarida Borges em representação do CEMBE. Os resultados serão apresentados por Raquel Ascenção, que fará uma análise da realidade nacional com base nos dados recolhidos, e por Luís Silva Miguel, que abordará o impacto da doença através de uma estimativa da prevalência e mortalidade, ambos pertencentes ao CEMBE. João Maia e Silva fará a moderação do encontro.

Numa segunda fase, será realizada uma iniciativa com diferentes stakeholders para debater estes resultados de forma a ser apresentada uma proposta de call to action para a promoção de estratégias de prevenção e deteção precoce do CCNM.

Para assistir a este evento que acontece dia 13 de maio, às 18h00, poderá aceder a este link: https://www.cancronaomelanoma.com/

 

Estudo
Quanto maior a perceção do stress, maior o volume de algumas áreas do cérebro. Esta é a principal conclusão de um estudo levado...

Os investigadores procuraram avaliar a importância da distinção entre perceção de stress e resposta ao stress, e concluíram que a resposta ao stress causa um conjunto de alterações no funcionamento e na estrutura do nosso corpo, em particular do cérebro. Ao avaliarem a perceção do stress de um grupo de jovens saudáveis, descobriram que não existe correlação entre as duas variáveis.

Foi, contudo, identificada uma correlação entre o volume de algumas áreas do cérebro que estão relacionadas com o stress e a resposta ao stress, em particular com a amígdala, que é o centro de emoções como o medo e a ansiedade. Através de um conjunto de técnicas de imagiologia, foi possível observar que o volume da amígdala é maior em pessoas que têm a perceção de maior stress, uma alteração que também se verificou no hipocampo anterior.

Nos últimos anos, as patologias associadas ao stress têm-se tornado cada vez mais prevalentes. Uma evidência que tem levado ao aumento da investigação dos efeitos do stress no cérebro humano, e que motivou também a equipa da UMinho a procurar compreender melhor este fenómeno.

 

Projeto de recomendação foi submetido hoje
Deputada Cristina Rodrigues submeteu hoje um projeto de recomendação que visa a nomeação de médicos-veterinários municipais nos...

“Os médicos-veterinários municipais têm um papel fundamental no que diz respeito à defesa da saúde pública e da implementação das políticas de bem-estar animal ao nível municipal, assegurando uma aplicação transversal da legislação nacional.”, refere a Deputada.

Segundo o Decreto-Lei n.º 116/98 de 5 de maio, que “Estabelece os princípios gerais da carreira de médico veterinário municipal”, no seu artigo 2.º determina que “O médico veterinário municipal é a autoridade sanitária veterinária concelhia, a nível da respetiva área geográfica de atuação, quando no exercício das atribuições que lhe estão legalmente cometidas.”, ou seja, prevê que cada município tenha um.

Ainda segundo o mesmo artigo, “O exercício do poder de autoridade sanitária veterinária concelhia traduz-se na competência de, sem dependência hierárquica, tomar qualquer decisão, por necessidade técnica ou científica, que entenda indispensável ou relevante para a prevenção e correção de fatores ou situações suscetíveis de causarem prejuízos graves à saúde pública, bem como nas competências relativas à garantia de salubridade dos produtos de origem animal.”

Segundo o artigo 3.º do mesmo diploma, é ainda dever dos Médicos-Veterinários Municipais, na área do respetivo município, participar em “todas as ações levadas a efeito nos domínios da saúde e bem-estar animal, da saúde pública veterinária, da segurança da cadeia alimentar de origem animal, da inspeção hígio-sanitária, do controlo de higiene da produção, da transformação e da alimentação animal e dos controlos veterinários de animais e produtos provenientes das trocas intracomunitárias e importados de países terceiros, programadas e desencadeadas pelos serviços competentes, designadamente a DGV e a DGFCQA.”.

Para além destas, outras incumbências lhes são atribuídas por outros diplomas, por exemplo como é o caso da Decreto-Lei n.º 276/2001 de 17 de outubro, onde cabe ao médico-veterinário municipal proceder à fiscalização da aplicação da referida Lei, ou a Lei n.º 27/2016 de 23 de agosto, onde lhe é conferida a competência de emitir parecer sobre o destino a dar aos animais recolhidos.

“Apesar da importância destes profissionais, muitos municípios não têm ainda veterinários municipais. Na verdade, há cerca de uma década que não é nomeado qualquer veterinário municipal. Segundo a legislação vigente, deveríamos ter cerca de 308 médicos-veterinários nomeados como Autoridade Sanitária Concelhia, no entanto, apenas existem cerca de 170, pelo que é da máxima importância proceder à contratação dos restantes, assim se dando cumprimento à legislação em vigor. Para além de que a transição das competências de bem-estar animal relativas aos animais de companhia da DGAV para o Instituto da ICNF tornam mais urgente a necessidade de proceder a estas contratações. Se era verdade que a DGAV não tinha meios suficientes para cumprir todas as suas competências, também são conhecidas as carências de recursos humanos no ICNF, com a agravante de esta entidade não ter experiência nestas matérias e ser uma competência nova.”, conclui a parlamentar.

Dia Mundial do Angioedema Hereditário assinala-se a 16 de maio
A farmacêutica Takeda associa-se à ADAH (Associação de Doentes com Angioedema Hereditário), para assinalar o 10º aniversário do...

O Dia Mundial do Angioedema Hereditário (AEH) une esta comunidade a 16 de maio com o objetivo de realizar atividades de consciencialização e alerta sobre AEH para o público em geral e profissionais de saúde.

No 10º aniversário desta data pretende-se que todos deem o Próximo Passo, e o grande desafio que propomos é que sejam dados 40.075.000 passos, ou seja, uma caminhada à volta do mundo.

A campanha vai acontecer em todo o mundo e existem diversas formas de participar, como corrida, ciclismo, caminhada, pilates, jardinagem, pintura, yoga ou meditação. Estes passos vão ajudar a que o tema do AEH chegue a todas as regiões do mundo, pois há ainda um longo caminho a percorrer no sentido de melhorar o tempo do diagnóstico e acesso permanente às terapêuticas necessárias.

O AEH é uma doença genética rara e estima-se que em Portugal existam cerca de 200 a 300 pessoas com Angioedema Hereditário, sendo que a prevalência mundial é de 1 em 50.000 pessoas. O AEH provoca episódios recorrentes de edema. As zonas mais afetadas são a face, as extremidades e os genitais e em casos mais grave afetam também o trato gastrointestinal e as vias respiratórias.

O sintoma mais temido é o edema inesperado da laringe, que pode levar à morte na ausência de tratamento adequado. 

O diagnóstico tardio é frequente, podendo ultrapassar os 10 anos desde os primeiros sintomas. Sendo particularmente alarmante nesta doença, uma vez que as pessoas não diagnosticadas correm um risco maior de morte por asfixia após edema de laringe.

 

"A pobreza, a exclusão social e as desigualdades aumentaram"
Miguel Pavão, bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, integra a nova direção da seção portuguesa da Rede Europeia Anti...

Presente em 31 países, a EAPN é a maior rede europeia de redes nacionais, regionais e locais de Organizações Não Governamentais (ONGs), bem como de Organizações Europeias ativas na luta contra a pobreza. 

A EAPN tem por objetivo promover a inclusão social de pessoas carenciadas, funcionando como uma rede de apoio às ONGs que atuam nesta área. 

Miguel Pavão revela que aceitou dar o seu contributo “num momento em que Portugal enfrenta uma grande incerteza social e económica por causa dos efeitos da pandemia Covid-19. Ainda está por perceber o real impacto do que vivemos no último ano e a forma como vamos sair desta situação. A única certeza é que a pobreza, a exclusão social e as desigualdades aumentaram. É o que mostram os indicadores e, por isso, a nossa prioridade na seção portuguesa da EAPN será o combate à exclusão social.”  

Miguel Pavão é bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas desde julho do ano passado. Médico dentista desde 2004, Miguel Pavão fundou, em 2005, a “Mundo a Sorrir”, a primeira ONG portuguesa dedicada à promoção da saúde oral. 

 

Na Índia
Trata-se de uma infeção rara, causada pela exposição a um fungo conhecido como mucor, e que, geralmente, se encontra no solo,...

Segundo avança a BBC, esta é uma infeção fúngica perigosa, que afeta o nariz, olhos e cérebro. O fungo que a provoca “é omnipresente e encontrado no solo e no ar e até no nariz e no muco de pessoas saudáveis", esclarece, em entrevista, Akshay Nair, oftalmologista em Mumbai.

Os médicos acreditam que a mucormicose, que tem uma taxa de mortalidade global de 50%, pode estar a ser desencadeada pelo uso de esteroides, usados para tratar casos graves de Covid-19.

De acordo com as explicações, os esteroides reduzem a inflamação nos pulmões e parecem ajudar a parar alguns dos danos que podem ocorrer quando o sistema imunitário do corpo entra em sobrecarga para combater o coronavírus. No entanto, estes também reduzem a imunidade e aumentam os níveis de açúcar no sangue nos doentes Covid-19, quer sejam diabéticos ou não.

"A diabetes reduz as defesas imunes do corpo, o coronavírus agrava-o, e depois os esteroides que ajudam a combater o Covid-19 atuam como combustível para o fogo", explica o oftalmologista à BBC.

Akshay Nair - que trabalha em três hospitais em Mumbai, uma das cidades mais atingidas na segunda vaga - diz que já viu cerca de 40 pacientes que sofrem da infeção por fungos em abril. Muitos deles eram diabéticos que tinham recuperado de Covid-19 em casa. Onze deles tiveram de remover cirurgicamente um olho.

Entre dezembro e fevereiro, apenas seis dos seus colegas em cinco cidades - Mumbai, Bangalore, Hyderabad, Deli e Pune - reportaram 58 casos da infeção. A maioria dos pacientes contraiu-o entre 12 a 15 dias após a recuperação do Covid-19.

Os pacientes que sofrem da infeção fúngica normalmente têm sintomas de nariz congestionado, sangramento, inchaço e dor no olho, pálpebras caídas, visão embaçada e, por fim, perda de visão.

Os médicos dizem que a maioria dos doentes chegam quando já estão a perder a visão, deixando como única opção a remoção cirúrgica dos olhos para impedir que a infeção chegue ao cérebro.

Em alguns casos, dizem os médicos na Índia, estes doentes perdem a visão em ambos os olhos. Mais raramente, os médicos têm que remover cirurgicamente o osso da mandíbula para impedir que a doença se espalhe.

Nova associação
A Agência Europeia de Medicamentos está a analisar vários relatórios de uma doença neurodegenerativa rara - conhecida como...

No âmbito de uma revisão regular dos relatórios de segurança da vacina AstraZeneca, o comité de segurança da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) está a analisar os dados fornecidos pela farmacêutica sobre casos de Síndrome de Guillain-Barré (GBS), revelou na passada sexta-feira a Agência, sem, no entanto, especificar o número de casos. A empresa farmacêutica anglo-sueca não quis comentar este facto.

A medida surge depois de a EMA ter descoberto no mês passado que as vacinas AstraZeneca e Johnson & Johnson podem ter causado casos muito raros de coagulação sanguínea.

Embora o regulador tenha dito que os benefícios da vacina da AstraZeneca para combater a pandemia mortal superam qualquer risco, vários países europeus têm uma utilização limitada para grupos mais velhos ou deixaram de a utilizar completamente.

A EMA também apoiou a vacina Da Johnson & Johnson, que se baseia numa tecnologia semelhante à da AstraZeneca.

O regulador garante que a síndrome de Guillain-Barré foi identificada como um possível evento adverso que precisa de ser especificamente monitorizado durante o processo de aprovação condicional da vacina, acrescentando que solicitou dados de casos mais detalhados à AstraZeneca.

 

Vacinas Covid-19
O risco de trombose associado à inoculação com a vacina da AstraZeneca, levou as autoridades sanitárias britânicas a decidirem...

Segundo o Comité de Vacinação e Imunização Britânico (JCVI), existe um risco associado a estes eventos tromboembólicos raros acrescido em indivíduos menores de 30 anos. No entanto, embora este risco não seja tão elevado como nas faixas etárias mais elevadas, as autoridades decidiram, ainda assim, que é preferível utilizar uma alternativa para minimizar os riscos.

A atual estratégia do Governo britânico parece ser a utilização do remanescente das vacinas Pfizer-BioNTech e Moderna para imunizar indivíduos com menos de 40 anos, utilizando o composto AstraZeneca para completar o ciclo das segundas doses. Esperam também superar a relutância de alguns jovens em serem imunizados pelo possível aparecimento de trombos, uma vez que as outras alternativas surgem sem esses riscos e a mensagem a transferir para eles é que a vacina é a única forma de proteger os seus pais e avós.

 

 

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