Situação Epidemiológica
Nas últimas 24 horas, registou-se apenas uma morte associada à Covid-19 e mais 436 novos casos de infeção. Os internamentos...

Segundo o boletim divulgado, há apenas um óbito a assinalar na região de Lisboa e Vale do Tejo, associado à Covid-19, desde o último balanço. As restantes regiões do país, inclusive as regiões Autónomas da Madeira e Açores, não têm mortes a lamentar.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 436 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 1628 novos casos e a região norte 167. Desde ontem foram diagnosticados mais 47 na região Centro, 19 no Alentejo e 31 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, no arquipélago da Madeira foram identificadas mais 15 infeções e 29 nos Açores.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 244 doentes internados, menos quatro casos que ontem. As unidades de cuidados intensivos contam agora com menos um doente. Estão, atualmente, nas UCI 70 doentes internados.

O boletim desta quinta-feira mostra ainda que, desde ontem, 340 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 801.961 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 21.969 casos, mais 95 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 507 contactos, estando agora 19.111 pessoas em vigilância.

Entrevista ao Diário de Notícias
O coordenador Comissão Técnica de Vacinação contra a COVID-19 da Direção-Geral da Saúde, Válter Fonseca, fez um balanço...

Ao longo da entrevista, citada na página da Direção Geral de Saúde, Válter Fonseca assegurou que “não há razões para haver desconfiança” em relação à vacina da Astrazeneca. “Pelo contrário, o facto de terem sido detetados todos os fenómenos demonstra que as autoridades de saúde e do medicamento estão muito atentas e a monitorizar diariamente o que se passa com as vacinas, de forma a não colocar ninguém em risco. O sistema de vigilância permite-nos ter acesso à informação sobre o que está a acontecer com as vacinas muito rapidamente e há de imediato um escrutínio”. Para o coordenador Comissão Técnica de Vacinação contra a COVID-19, isto é um sinal de que os “cidadãos podem confiar nas autoridades e nos profissionais de saúde”.

No que respeita à imunidade de grupo, Válter Fonseca refere que é necessário atentar à imunidade grupo nas particularidades desta infeção. “A vacina tem de impedir a transmissão e o que sabemos atualmente é que previne a infeção sintomática, que tem um impacto significativo em termos de redução de internamentos e de prevenção da mortalidade. Agora começam a surgir estudos que demonstram também que têm impacto na redução das infeções assintomáticas, embora ainda não seja claro que também têm impacto na transmissão do vírus.”

Quanto à possibilidade de os menores de 60 anos que tomaram uma dose da vacina da Astrazeneca poderem tomar uma outra vacina reforço, o especialista disse esta “é uma hipótese que está validada pelos estudos. Contudo, há estudos em curso sobre todos os cenários alternativos e cujos resultados conheceremos nos próximos dias ou semanas, ainda em maio”. Como todas as vacinas aprovadas contra a COVID-19 estão a ser feitas contra a mesma proteína, “o sistema imunitário vai responder de forma muito semelhante. Isto permite-nos considerar como provável que vacinas diferentes na primeira e na segunda dose tenham o mesmo resultado. É esquema vacinal misto. São estes estudos que estão praticamente a ser concluídos e que pensamos que rapidamente irão dar uma recomendação que defina melhor esta questão”.

 

Crise sanitária despertou maior sensibilidade e consciência sobre o ambiente
A crise sanitária resultante do Covid-19 provocou, entre muitas questões, uma maior sensibilidade e consciência do impacto da...

O compromisso com a sustentabilidade e a consciência da importância de adotar comportamentos e hábitos mais respeitadores do ambiente é uma forma de pensar de uma maioria dos portugueses, apontam os dados. Como mostra o estudo, 97% dos inquiridos estão preocupados em consumir energia de forma responsável, utilizando programas 'eco' em aparelhos ou desligando completamente os aparelhos eletrónicos, em vez de os deixar em standby. Além disso, cerca de nove em cada dez (89,86%) das pessoas dizem estar preocupadas com o impacto ambiental da sua casa, enquanto 95% dizem que gostariam de saber de onde vem a energia que consomem.

"Há uma clara mudança no perfil do consumidor, nos dois países e até um pouco mais acentuado em Portugal do que em Espanha. Como mostra o nosso estudo, os portugueses estão ainda mais conscientes das alterações climáticas do que os espanhóis (97% de Portugal vs. 90% de Espanha). Na ei energia independente estamos conscientes desta realidade e queremos facilitar a transição energética para indivíduos e empresas, com uma proposta simples, atrativa e diferencial, acompanhando-os ao longo do processo", diz Ysabel Marqués, Chief Marketing Officer da ei energia independente.

Mudanças no comportamento energético dos consumidores

Outra das consequências da pandemia foi o confinamento e o recolher obrigatório, que têm feito com que a população passe mais tempo nas suas casas. Estas estadias mais prolongadas em casa tiveram um impacto nos consumidores, uma vez que 83% dos inquiridos confirmam que a pandemia afetou o seu consumo de energia e 59% viram aumentar o seu consumo doméstico de energia porque estão mais tempo casa desde o início da pandemia.

Ficar mais tempo em casa, em comparação com a vida antes da pandemia, fez com que muitos cidadãos repensassem agora algumas práticas comuns, a fim de reduzir a quantidade da sua fatura energética e, consequentemente, o impacto ambiental das suas casas. Neste sentido, mais de metade dos inquiridos (64%) dizem já ter mudado - ou estar a planear mudar - alguns hábitos como instalar lâmpadas economizadoras de energia em casa, apagar as luzes quando não são necessárias ou desligar aparelhos quando não estão a ser utilizados.

Reduzir o consumo de ar condicionado e/ou aquecimento (32%), melhorar o isolamento das suas casas (36%), instalar algum tipo de energia renovável, como painéis solares, (27%) ou incorporar sistemas de domótica para controlar o consumo de eletricidade (19%) são outras medidas a ter em conta pelos portugueses inquiridos.

“A população não só quer poupar na sua fatura energética, mas também minimizar a sua pegada ambiental. Neste sector, estamos alinhados com a importância de apostar em fontes limpas como o autoconsumo solar fotovoltaico e remamos em conjunto para aumentar o peso deste tipo de energia. 81% dos portugueses e mais de metade dos espanhóis (54%) percebem este esforço que estamos a fazer", acrescenta Ysabel Marqués.

 

 

Bebé sofria de Linfohistiocitose Hemofagocítica
Um recém-nascido conseguiu recuperar de uma doença genética rara muito grave após um transplante de sangue do cordão umbilical....

Segundo estudos anteriores, a incidência anual desta doença era de 1,2 casos por milhão de recém-nascidos. No entanto, o número de casos descritos na literatura tem vindo a aumentar significativamente. A LHH caracteriza-se pela ativação exagerada e desajustada do sistema imunitário, que pode conduzir à falência de vários órgãos, deixando os doentes em estado muito crítico.

“Neste caso recentemente reportado, a origem da LHH é genética, o que significa que o bebé apresenta a forma mais grave da doença, com manifestação clínica ainda antes do nascimento. Os sinais iniciais comuns, como o aumento do volume do fígado e do baço, febre e alterações neurológicas, foram detetados muito precocemente, ainda durante a gravidez, permitindo o rápido início do tratamento, incluindo a rápida iniciação da terapêutica, conjugada com o transplante de células estaminais, neste caso de sangue do cordão umbilical, que constitui o único tratamento capaz de curar a LHH familiar”, sublinha Alexandra Machado, Diretora Médica da Crioestaminal.

Às 36 semanas, foi possível detetar a acumulação de líquido na cavidade abdominal do bebé e, logo após o nascimento, os exames radiológicos e ecografia mostraram não só a acumulação de líquido no abdómen, mas também o aumento do volume do baço. Já as análises ao sangue revelaram valores anormalmente baixos dos vários constituintes do sangue.

Após transfusões de plaquetas e glóbulos vermelhos, que surtiram pouco efeito na normalização dos parâmetros sanguíneos, verificou-se a rápida progressão da doença, com aumento do volume do fígado, acompanhado de disfunção deste órgão, quadro sugestivo de LHH familiar.

No segundo dia de vida, verificavam-se já 5 dos 8 critérios utilizados para o diagnóstico da doença, confirmado, posteriormente, por análise genética. Iniciou-se então o tratamento convencional, com corticosteroides, outros agentes imunossupressores e quimioterapia, com o objetivo de induzir a remissão da doença, que se conseguiu alcançar 46 dias após o nascimento.

Terminada esta fase inicial do tratamento, seguiu-se o transplante com células estaminais do sangue do cordão umbilical de um dador compatível, com o objetivo de substituir o sistema hematopoiético – produtor das células do sangue – defeituoso, por um outro saudável. O transplante de sangue do cordão umbilical foi bem-sucedido, e o bebé teve alta aos 7 meses de vida. Na consulta de seguimento dos 16 meses, apresentava-se saudável, com um desenvolvimento motor e mental normal para a idade.

Este caso de sucesso demonstrou que um transplante de células estaminais do sangue do cordão umbilical, a par da referenciação atempada para tratamento, são capazes de melhorar significativamente o prognóstico das crianças com LHH familiar e conduzir a um desfecho favorável.

Nas mulheres que venceram a doença e que participaram do estudo, não houve diminuição dos níveis da hormona anti-mulleriana (AMH).
Apesar da magnitude avassaladora desta pandemia e da sua prevalência mundial, os efeitos reprodutivos da COVID-19 não estão...

Nesse sentido, e com base na presença de recetores do vírus SARS-CoV-2 no ovário, há uma pergunta que se afigurava como obrigatória para os especialistas em fertilidade: a reserva ovárica da mulher pode ser afetada após a infeção por COVID-19? O estudo dos investigadores do IVI vem responder a esta pergunta.

“De maio a junho de 2020, convidámos 46 doentes das nossas clínicas IVI a participar neste estudo, depois de terem vencido o coronavírus. Todas elas tinham estudo prévio da hormona anti-mulleriana (AMH) com 6 meses de antecedência, no máximo. Os resultados desta pesquisa foram muito positivos, mostrando que a transmissão desta doença não afeta o estado da reserva ovárica. Por isso, podemos estar convictos de que as hipóteses de sucesso no tratamento reprodutivo permanecem intactas”, explica Catarina Godinho, ginecologista e especialista em Medicina da Reprodução do IVI Lisboa.

As mulheres participantes no estudo foram divididas em dois grupos, de acordo com os níveis prévios de HAM: níveis baixos (16 doentes), com média de idades de 38,6 anos; e níveis normais a elevados (30 pacientes), com média de idades de 34,7 anos. Em nenhum dos dois grupos foi possível concluir que a doença pudesse afetar a diminuição da reserva, o que é encorajador para as mulheres que já antes de terem sido infetadas com COVID-19 tinham uma reserva ovárica baixa.

“Embora os resultados suscitem grandes esperanças para as mulheres que tiveram COVID-19, no que diz respeito às previsões reprodutivas, são necessários mais dados para tirar conclusões definitivas, por isso será essencial aumentar o tamanho da amostra para verificar se os resultados permanecem nesta linha”, conclui.

 

Pessoas acamadas ou com mobilidade reduzida
A Médicos do Mundo, em parceria com o Agrupamento de Centros de Saúde do Arco do Ribeirinho, no Distrito de Setúbal, está a...

Para ajudar a responder à escassez de recursos e à inexistência de meios, que possibilitem a deslocação de pessoas acamadas ou com mobilidade reduzida até aos locais de vacinação, a Médicos do Mundo (MdM) está a ajudar a implementar uma resposta específica, para estes utentes, na zona rural do Montijo. O objetivo é impedir que a distância geográfica constitua uma barreira à prestação de cuidados de saúde e à celeridade na vacinação contra a COVID-19.

Em parceria com o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Arco Ribeirinho - que integra, na sua área geográfica de influência, os concelhos de Alcochete, Barreiro, Moita e Montijo, do Distrito de Setúbal -, a MdM está a proceder à vacinação dos utentes no domicílio e a reforçar os meios locais para responder às necessidades em saúde de uma zona rural, com elevada dispersão geográfica, afeta à Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) Montijo Rural.

A intervenção da MdM insere-se no trabalho que já realiza, todos os dias, para assegurar o direito e o acesso a cuidados de saúde a todas as pessoas, independentemente da sua condição, contribuindo para a implementação de soluções adaptadas a cada situação, como é o caso da vacinação nesta zona rural do Montijo.

Esta ação de vacinação, que abrange mais de 400 pessoas acima dos 80 anos - entre utentes a vacinar no domicílio, na sede em Pegões e no Pólo de Canha da UCSP Montijo Rural –, arrancou no início de abril, com a administração da primeira dose no domicílio. Estes utentes recebem agora a segunda dose na próxima segunda-feira, 17 de maio.

Já a vacinação dos restantes utentes inscritos, que começou a 24 de abril, com o reforço de meios da MdM, tem a administração da segunda dose programada para 17 de julho.

 

Evento online
A Academia Mamãs sem Dúvidas junta vários especialistas em saúde materna, no próximo dia 17 de maio, entre as 18h e as 20h,...

A 8.ª edição do “Especial Grávida” pretende ajudar as gestantes a esclarecer as suas dúvidas sobre três grandes temas inerentes à chegada de um bebé:

“Primeiros Socorros Pediátricos”, contando com os conselhos da Enfermeira Paula Brito e da Enfermeira Alzira Morim, ambas especialistas em saúde materna e obstetrícia, que vão explicar quais os procedimentos em caso de situações de emergência ou acidentes que possam ocorrer com o bebé.

“Células Estaminais: vale a pena guardar?”, com a participação de Ana Silva, formadora no laboratório português de criopreservação BebéVida, que vai explicar as potencialidades terapêuticas dos tecidos e células estaminais do recém-nascido.

“Fisiologia do Trabalho de Parto: quando devo ir ao hospital?”, com as recomendações da Enfermeira Alice Araújo, especialista em Saúde Materna e Obstetrícia e fundadora do projeto Momentos de Ternura, sobre os aspetos a ter em consideração quando se aproxima o momento do parto.

A inscrição neste evento é gratuita aqui, mas obrigatória. 'Ao inscreverem-se, as futuras mamãs habilitam-se a receber um cabaz de produtos no valor de 385€, composto por: uma mala da maternidade com produtos Bioderma, um Baby Nest Voksi, um peluche das Mascotes BebéVida, uma Pegada Babyart, um pack Elifexir pós-parto, uma bomba manual Nuvita e um intercomunicador Alecto.

Consulte o website da Academia Mamãs sem Dúvidas para mais informações: mamassemduvidas.pt

“"Uma Visita à História da Diabetes no Centenário da Descoberta da Insulina”
A exposição itinerante “Uma Visita à História da Diabetes no Centenário da Descoberta da Insulina”, rumou até à cidade do Porto...

Esta exposição revisita os principais marcos históricos relativos ao tratamento da diabetes, desde o antigo Egipto, data de 1550 A.C., onde havia já referência a uma doença semelhante à diabetes, e até ao ano de 1921, o ano da descoberta da insulina.

A iniciativa “Uma Visita à História da Diabetes no Centenário da Descoberta da Insulina”, faz ainda menção aos anos 80 do século XX, década em que a insulina passou a ser comparticipada a 100% pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS). Em Portugal destaca-se a figura de Ernesto Roma, a quem se deve a criação da primeira associação de diabetes do mundo, a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) presidida por José Manuel Boavida e que conta hoje com cerca de 130 colaboradores.

A Comissão Executiva das Comemorações do Centenário da Descoberta da Insulina é composta por José Luiz Medina, Luis Gardete Correia e Manuel Almeida Ruas, médicos endocrinologistas que acompanharam mais de meio século da história da insulina, para trabalhar com Instituições e Sociedades ligadas ao tratamento da diabetes.

A exposição poderá ser visitada ainda no Porto no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, onde estará patente de 26 de maio a 16 de junho. Para mais informações, consultar o link www.100anosinsulina.pt

 

Novo dispositivo portátil oferece proteção contínua contra vírus
Acaba de chegar ao mercado um novo dispositivo portátil que oferece forte proteção contínua, durante 24 horas por dia, contra o...

De acordo com o especialista de Medicina Geral e Familiar, Viriato Horta, entre as medidas mais eficazes no combate ao novo coronavírus estão “as medidas que evitam ou reduzem significativamente a transmissão direta e indireta dos vírus SARS-CoV-2 (contágio) entre pessoas: lavagem/desinfeção das mãos, etiqueta respiratória, desinfeção das superfícies, uso de máscara facial/viseira, distanciamento físico, quarentenas, isolamento profilático, ventilação adequada dos espaços interiores e desinfeção do ar ambiente” e a vacinação.

Entre os agentes de desinfeção, encontram-se os biocidas “que provocam a morte ou a inativação de vários tipos de micro-organismos (bactérias, vírus, parasitas, fungos e leveduras)”, utilizados para a desinfeção das mãos, das superfícies, da água e do ar ambiente.

“Os biocidas, que por definição não são medicamentos, podem ser produtos químicos (soluções alcoólicas, água oxigenada, produtos clorados, permanganato de potássio, produtos iodados, cloreto de benzalcónio, amoníaco, permetrina e similares, icaridina, ozono…) ou agentes físicos (radiação ultravioleta B ou C, vapor seco…)”, explica o especialista dando conta que apesar de potencialmente perigosos “podem ser usados de forma segura pela maioria das pessoas, desde que não sejam ingeridos, inalados ou injetados e se respeitem as suas normas de utilização”.

A exceção recai sobre o ozono e a radiação ultravioleta, que sendo “tão agressivos não podem ser usados na presença de seres humanos e animais de estimação”, adverte o especialista.

“O dióxido de cloro, por ter um efeito oxidativo muito intenso, é um dos biocidas mais potentes. É utilizado correntemente para a desinfeção de superfícies, de redes de águas e da água de tanques e piscinas. Por ser muito alcalino, exerce um efeito corrosivo potente e prolongado sobre a maioria dos órgãos do nosso corpo, podendo provocar vómitos, febre, tosse irritativa, conjuntivites, queimaduras dos olhos, das vias aéreas, da boca, faringe, esófago e estômago se for colocado na pele ou for ingerido ou inalado em doses tóxicas, o que limita o seu uso como desinfetante externo do corpo e do ar ambiente”, adianta Viriato Horta.

Segundo o médico de Medicina Geral e Familiar, “havendo interesse em utilizar de forma segura o dióxido de cloro como agente esterilizador do ar ambiente em presença de pessoas ou animais, foi preciso encontrar uma solução que juntasse eficácia e segurança permitindo o seu uso como um complemento às medidas habituais de prevenção das doenças infectocontagiosas transmitidas por via aérea”.

Foi isso que fez uma empresa sul-coreana ao desenvolver “um dispositivo capaz de emitir um gás invisível, incolor, inodoro e não irritante de dióxido de cloro, em doses de tal modo baixas que são inofensivas para os seres humanos, animais de estimação e plantas domésticas, mas que são suficientes para matar uma grande variedade de bactérias, fungos e vírus existentes no ar ambiente e em superfícies, entre os quais os vírus influenza e os coronavírus SARS-CoV-2, responsáveis, respetivamente, pela gripe e pela presente pandemia de COVID-19”.

Viriato Horta explica que este dispositivo elimina até 99.93% de vírus, 99.99% de bactérias e 99.8% de bolores em espaços interiores até 10 metros quadrados, sendo bastante seguro: “o dióxido de cloro que emite atinge normalmente concentrações no ar de 0.03 ppm (partes por milhão), muito abaixo do limiar de segurança definido para a exposição em humanos de 0.1 ppm”, revela o médico.

“Em Portugal, este pequeno e versátil dispositivo (prepara-se em segundos – a produção do dióxido de cloro faz-se dentro do próprio dispositivo após a sua ativação -, tem uma autonomia de 30 a 40 dias, é leve e portátil) e apresenta-se em 3 versões: para uso doméstico, para o automóvel (veículo) e para o frigorífico (neste caso, destina-se à redução dos maus cheiros e à melhoria da conservação dos alimentos frescos, pela eliminação de germes no seu interior)”, descreve Viriato Horta, salientando, porém que “não trata infeções, não dispensa o cumprimento rigoroso de todas as normas exigíveis pelas autoridades de saúde para a prevenção das doenças infectocontagiosas (nomeadamente da COVID-19) e não deve dar uma falsa sensação de segurança e de imunidade a quem o utilize, devendo ser considerado como um complemento que reforça a nossa segurança e reduz as hipóteses de sermos contagiados por micro-organismos infeciosos em ambientes fechados”.

“Ensaios clínicos: evolução e desafios atuais”
Para assinalar o Dia Internacional dos Ensaios Clínicos, a Roche promove um debate internacional no dia 20 de maio a partir das...

Além de dois oradores nacionais, a sessão contará também com seis especialistas da Bélgica, Israel, e Grécia que se reúnem para partilhar como tem sido a evolução dos ensaios clínicos ao longo dos últimos 10 anos. Além disso, abordarão quais os esforços que os países estão a realizar para se tornarem mais atrativos para os ensaios clínicos e estratégias para a informação, recrutamento e redes de referência.

Em tempos de pandemia, não podia deixar de se discutir também, na segunda parte da sessão, quais os desafios e as adaptações necessárias para novos modelos de ensaios clínicos na era pós Covid-19, assim como a incorporação de novas tecnologias a nível da investigação e desenvolvimento de medicamentos.

O debate decorrerá em inglês e poderá assistir aqui: Roche Portugal.

A Roche é a empresa líder em ensaios clínicos em Portugal. Em 2020 e este ano a empresa vai investir cerca de 30 milhões de euros nesta área. Em curso a Roche tem atualmente 67 ensaios, que abrangem 21 centros de investigação e mais de 500 profissionais de saúde.

 

 

Opinião
Fundada pelo médico diabetologista Ernesto Galeão Roma, a APDP – Associação Protectora dos Diabético

Alexandra Costa, 36 anos, coordenadora do Gabinete do Cidadão e do Núcleo Jovem, pessoa com diabetes tipo 1

Percurso na diabetes

Fui diagnosticada com 10 anos. O diagnóstico não teve um grande impacto em mim, na altura. Penso que terá tido mais nos meus pais. Percebi que a diabetes era uma doença para sempre e que o tratamento com injeções de insulina ia ser feito para sempre, mas com 10 anos não fiquei muito assustada. As recomendações que fazem é para termos uma alimentação saudável. Temos consultas de nutrição, o que a maioria dos amigos da nossa idade não tem e acabamos por fazer melhores escolhas e ter uma alimentação mais regrada. E apesar de na altura do meu diagnóstico haver mais proibições do que há hoje, no entanto, nunca passei muito por isso porque a minha mãe sempre preferiu que não houvesse grandes proibições para eu ter uma vida o mais próximo do normal possível. Mas é um facto que a alimentação melhorou para todos na família, porque todos comemos o mesmo - somos três irmãos e os meus pais - e acabamos todos por ter mais cuidado com a alimentação e a saber melhor o que é que estávamos a comer.

Gerir a doença ao longo de mais de duas décadas, os maiores desafios

São 26 anos de diagnóstico. Gerir a diabetes é muito trabalhoso, não direi que é fácil, mas é possível conjugar uma boa gestão da diabetes com uma vida rica e recheada de objetivos e tarefas, como todas as outras pessoas. No entanto, costumo dizer que conseguimos fazer o mesmo do que os outros, mas com o dobro do trabalho. Isto porque tudo o que façamos, o que comemos, o exercício que podemos fazer, temos sempre de controlar a glicémia a toda a hora, para que nos seja possível realizar as atividades com sucesso, para que a diabetes não interfira com o nosso desempenho. Na adolescência houve algumas dificuldades sobretudo ao nível do controlo glicémico. Eu sempre fiz insulina e medi a glicémia, mesmo na escola, mas foi complicado nessa altura, porque havia amigos que gozavam. No entanto, isso foi ultrapassado.

A APDP neste percurso

A APDP entrou neste percurso quando tinha 12 anos e quando mudei para a APDP passei a ter consultas em grupo, com outros jovens com diabetes, que foi isso que me fez mudar na altura e alterou toda a minha maneira de ver a doença. Nós, quando tínhamos consulta, não estávamos sozinhos na sala de espera, nem estávamos com pessoas idosas. Estávamos com jovens da nossa idade: estávamos numa sala com outros jovens e os pais estavam numa sala com outros pais. E isso mudou para melhor a nossa vida, teve um grande impacto positivo também na abordagem da doença. Eu era seguida, até então, num hospital, onde a abordagem era feita de uma forma mais antiquada e na APDP tive todo o contacto com estes jovens e com outras formas de falar, de ver a diabetes, de ensino, muito mais adaptada à minha realidade e às crianças.

Diabetes e pandemia

Toda a gente teve medo. No primeiro confinamento, toda a gente estava um bocadinho em pânico, mas nós com diabetes, assim como as outras pessoas com doenças crónicas, ainda mais, sobretudo devido ao que saía nas notícias e porque o desconhecimento era grande em relação à Covid-19. Aquilo que íamos ouvindo é que as pessoas com diabetes eram doentes de risco e havia uma grande taxa de mortalidade neste grupo. Mas esta taxa de mortalidade estava relacionada com a idade e com as doenças associadas e não se refletia tanto nas pessoas mais jovens. Só que nas notícias vem tudo junto, o que causa alguma ansiedade em toda a população com diabetes. Depois, começámos a perceber, também com a informação fidedigna vinda da APDP, começámos a descortinar o que eram estas notícias e a perceber quem eram as pessoas com maior risco. Também o facto de continuarmos a ter consultas, mesmo que fosse através do telefone, e continuarmos a ter o apoio da APDP foi um grande descanso, porque sei que há outros sítios, nomeadamente alguns hospitais, que tiveram de alocar os recursos humanos a outros departamentos, as pessoas não puderam ter consultas, não tinham acesso a receitas. Nós, na APDP, nunca deixámos de ter consultas e apoio e isso é uma grande vantagem, uma grande segurança, porque sentimos que há sempre alguém do outro lado a dar apoio quando precisamos. Agora tenho 36 anos, os meus pais não estão tão envolvidos, mas o facto de eu estar acompanhada, independentemente do caos que o mundo está a viver, dá tranquilidade a todos.

José Cancella de Abreu, tem 69 anos, é reformado e soube que tinha diabetes tipo 2 antes dos 30 anos. A minha mãe era muito diabética e o meu pai médico, devido à sua profissão, estava mais atento e percebeu que algo não estava bem quando comecei a perder muito peso. Após análises percebi que   tinha os diabetes altíssimos.

Embora tivesse alturas que tinha menos cuidado, o exemplo da minha mãe era muito forte e por isso estive sempre consciente do impacto que teria na  minha saúde.

Comecei por tomar medicação via oral e depois passado algum tempo a medicação era alterada para outra pois já não atingia resultados.

A certa altura, ao fim de alguns anos, tive de começar a fazer insulina à noite. Como já não chegava, agora faço tambem às refeições, ou seja, quatro  vezes ao dia.

Como trabalhava na área de desporto e também praticava, uma das vezes que fui à piscina encontrei um médico amigo que me deu o contacto da APDP.

A associação é um apoio muito grande, tem várias valências na área da diabetes e assim em um único local é possível controlar os olhos todos os anos,  os rins e os pés e por aí fora.

Diabetes e pandemia

Em primeiro lugar tive mesmo muito cuidado para não ser infectado.

As consultas tive uma ou duas pelo telefone, mas agora já tem sido presencial. Para tratar dos pés não pode ser pelo telefone, para ver os olhos também não pode ser por telefone. Tenho de fazer análises, para avaliar a média dos diabetes nos últimos três meses, por isso tem de ser presencial.

Pedi uma declaração à APDP que enviou diretamente para o SNS, acredito. Já fui vacinado, a primeira toma, no final da primeira fase há 15 dias.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dados publicado no The Lancet
De acordo com um estudo realizado no Reino Unido, com o objetivo de retirar conclusões sobre a utilização combinada de várias...

Para esta análise os investigadores recolheram os dados de 830 participantes, com idade igual ou superior a 50 anos, nos sete dias seguinte à inoculação. Os voluntários foram selecionados aleatoriamente para testar combinações de Vaxzevria e BNT162b2 dadas como duas doses, com quatro semanas ou 12 semanas de intervalo.

Sintomas descritos entre leves a moderados

Os investigadores disseram que aqueles que receberam Vaxzevria seguida pela BNT162b2 como a segunda dose, ou as mesmas vacinas, mas na ordem inversa, eram mais propensos a experimentar reações leves ou moderadas. 34% dos participantes a quem foram inoculadas as duas vacinas reportaram febre nos sete dias após a toma, enquanto que naqueles que apenas tomaram as duas doses da mesma vacina, apenas 10% relatou sintomas febris.

Entre os dados BNT162b2 seguidos pela Vaxzevria, a taxa de febrilidade foi de 41%, contra 21% para as pessoas que obtiveram BNT162b2 em ambas as ocasiões.

Os investigadores disseram que foram observados aumentos semelhantes para calafrios, fadiga, dor de cabeça, dores nas articulações, mal-estar e dor muscular. A maior parte deste aumento da reactogenicidade ocorreu nas 48 horas após a imunização. Além disso, não houve internamentos devido a sintomas solicitados, e nenhum caso de trombocitopenia em qualquer grupo no dia 7 após a toma da segunda dose. Os perfis de hematologia e bioquímica eram também semelhantes entre os horários das vacinas mistas e não misturados.

As reações podem ser mais altas entre os grupos mais jovens

A equipa de Oxford disse ser "reconfortante" que os sintomas induzidos pela vacina fossem de curta duração e que os dados limitados não suscitavam preocupações. No entanto, salientaram que os dados foram obtidos em participantes mais velhos, e "a reactogenicidade pode ser maior em grupos etários mais jovens para os quais está a ser defendido um calendário misto de vacinação na Alemanha, França, Suécia, Noruega e Dinamarca" entre os que receberam a vacina de AstraZeneca como primeira dose, tendo em conta as preocupações relativas à trombocitopenia trombolítica.

O investigador-chefe Matthew Snape disse que é importante que não existam preocupações de segurança, mas ainda não é claro se as respostas imunitárias serão afetadas pela adoção de uma abordagem de mistura e correspondência. "Esperamos reportar estes dados nos próximos meses. Entretanto, adaptámos o estudo em curso para avaliar se o uso precoce e regular do paracetamol reduz a frequência destas reações", disse o investigador. 

Em abril, os investigadores expandiram o programa para incluir mais duas vacinas coronavírus, o mRNA-1273 da Moderna e o NVX-CoV2372 da Novavax, num novo estudo apelidado de Com-COV2, acrescentando mais 1050 voluntários ao programa.

As explicações de uma especialista
As queixas da doença venosa crónica vão desde os simples derrames, passando por cansaço, edemas, sen

Os fatores de risco são múltiplos, cerca de 50% das pessoas com varizes têm família que também possuem veias varicosas, as mulheres são 2 a 3 vezes mais propensas do que homens. As múltiplas gravidezes, o uso de anticoncecionais, a obesidade, o tipo de ocupação e a vida sedentária são igualmente fatores importantes.

Com o uso do ecodoppler, exame não invasivo e indolor, tornou-se simples e rápida a avaliação clínica, permitindo diagnosticar os mais diversos tipos de patologias vasculares. Após termos o diagnóstico passamos à terapêutica, e aqui temos vários grupos. Temos a terapêutica médica, compressiva, a escleroterapia, a terapia por laser e a cirurgia.

A terapêutica oral (comprimidos) não tem qualquer ação profilática no aparecimento de varizes. Está indicado sempre que exista edema, sensação de peso e cansaço, como coadjuvante do tratamento das úlceras de perna, na síndrome pré-menstrual e como profilaxia do edema nos voos de longo curso.

A terapêutica compressiva consta de dois tipos, as meias elásticas, até ao joelho, até raiz da coxa ou collants, com ou sem biqueira, encontram-se distribuídas por 4 classes, consoante o tipo de compressão.

Existem também as meias de descanso que são exclusivamente para pessoas sem patologia documentada.

A escleroterapia (vulgarmente conhecida por secagem) consiste numa injeção de um medicamento num pequeno vaso, que vai provocar uma irritação da parede da veia levando ao desaparecimento. Este tratamento implica várias sessões, muito bem toleradas. Na laserterapia, também são necessárias várias sessões, praticamente indolor, e pode retomar a atividade normal.

Quanto à cirurgia pode ser o comum “stripping” da veia ou a utilização de técnicas endovasculares (VNUS ou Laser), estas sem incisões, sem hematomas e indolor no pós-operatório.

Perante quaisquer queixas de DVC deve consultar sempre um especialista.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Pais têm algumas dúvidas
Um painel consultivo dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) decidiu, esta quarta-feira, apoiar a recente...

A vacina foi inicialmente concedida em dezembro para uso de emergência, nos Estados Unidos, para pessoas com idades entre os 16 anos e mais de 16 anos. O arquivo suplementar da Pfizer e da BioNTech foi apoiado por dados de topo de uma fase III de adolescentes entre os 12 e os 15 anos, mostrando que a BNT162b2 era segura e 100% eficaz na proteção contra a doença. A análise foi calculada com base em 18 casos de COVID-19, todos entre os destinatários do placebo.

Os pais estão hesitantes

Sara Oliver, do Centro Nacional de Imunização e Doenças Respiratórias do CDC, informou a ACIP sobre os riscos e benefícios da vacina. Referiu que entre os adolescentes destas faixas etárias, a taxa de hospitalização para a COVID-19 é superior à taxa de hospitalização associada à gripe para a mesma faixa etária durante a pandemia de H1N1 em 2009. É também significativamente maior do que era para as épocas de gripe em 2017, 2018, 2019 e 2020, referiu.

No entanto, os responsáveis do CDC apontaram para pesquisas que indicam que apenas cerca de 46% a 60% dos pais queriam que os seus filhos apanhassem a vacina, citando preocupações com a segurança, o seu rápido desenvolvimento e não tendo informação suficiente. Comentando o alargamento da EUA para os adolescentes mais novos, a comissária da FDA, Janet Woodcock, disse que os pais e encarregados de educação podem "ter a certeza de que a agência realizou uma revisão rigorosa e minuciosa de todos os dados disponíveis".

Os responsáveis do CDC acrescentaram, durante a reunião da ACIP, que não houve eventos adversos graves associados à BNT162b2 entre os 12 e os 15 anos de idade, entre as mais de 2200 crianças que participaram no estudo da Fase III. Ainda assim, 91% experimentaram efeitos adversos de algum tipo, sendo o mais comum a dor no local da injeção e nos músculos/articulações, fadiga, dor de cabeça, calafrios e febre, de acordo com o cientista da Pfizer John Perez. 

Na semana passada, a Pfizer divulgou planos para procurar uma nova expansão do EUA para a BNT162b2 em setembro, para incluir crianças dos dois aos 11 anos. Está em curso um estudo da vacina em crianças entre os seis meses e os 11 anos. A FDA também agendou uma reunião do comité consultivo para 10 de junho para discutir a potencial extensão da EUA nos sub-12.

Marcelo Rebelo de Sousa destaca o “excelente trabalho” realizado pela APDP
A propósito dos 95 anos da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), o Presidente da República, Marcelo Rebelo...

“A Associação Protectora dos Diabéticos está de parabéns, e é com renovada gratidão que assinalo mais um aniversário, desejando que o excelente trabalho desenvolvido continue e se projete no futuro do nosso país”, pode ler-se na mensagem que refere ainda que “A qualidade do trabalho da Associação Protectora dos Diabéticos é reconhecida pelos seus pares, por outras instituições da saúde e da solidariedade social, pela Organização Mundial da Saúde e, mais importante, pelos Portugueses em geral e pelos doentes em particular.”

A mensagem do Presidente destaca também o fundador da APDP, Dr. Ernesto Roma, assinalando que a associação é “fruto do rasgo de um homem brilhante aos mais diversos níveis”, a quem devemos também “a chegada da insulina a Portugal, um verdadeiro marco na vida das pessoas com diabetes, depois da sua descoberta há 100 anos”, pode ler-se.

Para José Manuel Boavida, presidente da direção da APDP, “é com muita honra que recebemos a mensagem do Senhor Presidente da República, congratulando o trabalho meritório que temos vindo a desenvolver na associação há já 95 anos. É um reconhecimento que nos motiva a continuar com a nossa missão de apoio às pessoas com diabetes.”

 

 

 

 

 

Doença rara afeta cerca de 200 mais mas está subdiagnosticada
“Existem em Portugal cerca de 220 doentes já identificados com esta patologia e estima-se que possam existir outros 100 a 200...

Muitas vezes, esta doença - que se manifesta pelo aparecimento de crises recorrentes de angioedema em várias localizações possíveis (sendo a face uma das mais frequentes) - é erradamente confundida com uma alergia e isso contribui para atrasos diagnósticos significativos que variam muito entre diferentes regiões e diferentes países, mas que podem chegar a décadas de atraso. Estas crises podem iniciar-se na infância, por vezes mesmo logo no primeiro ano de vida, mas o mais comum é iniciarem-se na adolescência.

O imunoalergologista alerta ainda para “o impacto muito significativo que o angioedema hereditário tem na qualidade de vida dos doentes. Este impacto é bem revelado pela grande percentagem de doentes que mostram preocupação ou culpa por terem passado a doença aos seus filhos, que também é um fator que interfere negativamente na qualidade de vida destas pessoas. Em contexto de crises, é evidente o desconforto, a desfiguração e o cansaço, e é nítido o sofrimento físico e psíquico que permanece até quase duas semanas após o início da crise. Também a dor intensa que existe nos casos de ataques abdominais e ainda o medo permanente de não saber quando vai ser o próximo ataque e se este vai, ou não, poder causar asfixia e morte são elementos que afetam muito negativamente a qualidade de vida destas pessoas”. “Mais de 80% dos doentes preocupam-se com a possibilidade de asfixia, particularmente as pessoas que já sofreram ataques laríngeos ou que já viram familiares seus ter este tipo de ataques, inclusivamente alguns deles tendo morrido na sequência de um destes ataques envolvendo a laringe”, conclui Manuel Branco Ferreira.

Diagnóstico

Habitualmente há alguns antecedentes familiares com a mesma doença, mas em 20 a 25% o angioedema pode resultar de uma mutação de novo e, nesses casos, não há quaisquer antecedentes, o que, portanto, não exclui o diagnóstico. De acordo com Manuel Branco Ferreira, “devemos suspeitar de angioedema hereditário sempre que haja uma história de angioedema recorrente com envolvimento cutâneo, muitas vezes com deformação significativa, mas sem prurido nem urticária, com envolvimento laríngeo, com risco de vida pelo edema da laringe e possível asfixia, e/ou com envolvimento gastrintestinal, com dor abdominal muito intensa causada pelo edema da parede intestinal. Também reforça a suspeita diagnóstica a história familiar positiva, o início das queixas nas duas primeiras décadas de vida e a ausência de resposta a antihistamínicos ou corticoides”.

Os desencadeantes mais habituais são o stress e os traumatismos, quer os espontâneos quer os associados a procedimentos médicos ou cirúrgicos. As infeções são outro fator desencadeante e, em algumas mulheres, há também uma associação com fatores hormonais como a puberdade ou a gravidez. O diagnóstico é feito em primeiro lugar com a identificação dos aspetos clínicos e, em segundo lugar, com a confirmação laboratorial das alterações envolvidas.

Tratamento

Em relação ao tratamento, o presidente da SPAIC refere que “há a considerar o tratamento imediato da crise aguda e a terapêutica preventiva das crises. Nem os antihistamínicos nem os corticosteroides, nem a adrenalina servem para nada nestes doentes.” “Para a crise aguda temos então duas opções, ambas válidas e muito eficazes: a primeira é administrarmos c1 inibidor por via endovenosa - um produto derivado do plasma humano que, ao ser administrado, os níveis desta proteína sobem e, portanto, vamos por essa via conseguir controlar a produção de bradicinina, cujo aumento é responsável diretamente pelo aparecimento do angioedema. A segunda opção é administrarmos um antagonista dos recetores da bradicinina, que vai inibir a ação da bradicinina nos tecidos e, por isso, vai diminuir o edema”, esclarece.

Para a profilaxia a longo prazo, cujo objetivo é o de reduzir ao máximo o número de crises que estes doentes têm ao longo do ano e prevenir as mortes por angioedema, uma opção é a terapêutica de substituição com C1 inibidor que visa suprir a deficiência nesta proteína e que pode ser administrada por via endovenosa ou por via subcutânea. Manuel Branco Ferreira explica que “qualquer uma destas duas vias implica a administração duas vezes por semana e associa-se com uma redução importante do número médio de ataques por mês e com uma maior probabilidade de não ter nenhum ataque, relativamente ao placebo. Outra opção na terapêutica preventiva a longo prazo é usarmos fármacos que vão inibir a kalikreína plasmática ativada, que é a enzima principal responsável pela produção de bradicinina.

Reforço do SNS
O Serviço Nacional de Saúde (SNS) vai poder integrar 2.474 profissionais de saúde com contratos de trabalho sem termo ou por...

A autorização de contratação consta do despacho assinado pelo Ministro de Estado e das Finanças, a Ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública e a Ministra da Saúde, publicado hoje em Diário da República.

O despacho permite dar cumprimento a diversos compromissos assumidos na Lei do Orçamento de Estado para 2021, sendo que a distribuição dos postos de trabalho pelas entidades do SNS será determinada por despacho da Ministra da Saúde, e deverá ser feita preferencialmente por unidades onde existam trabalhadores recrutados ao abrigo do DL 10-A/2020, de 13 de março.

Segundo a informação avançada, vai ser autorizada a contratação de 165 técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica de radiologia, 630 enfermeiros, 465 assistentes técnicos e 110 assistentes operacionais, “para o reforço e diferenciação das respostas de Cuidados de Saúde Primários”.

“Na Saúde Pública, autoriza-se o desenvolvimento de procedimentos concursais para a contratação de 110 enfermeiros em saúde comunitária e saúde pública e de 110 técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica de saúde ambiental”, pode ler-se na nota publicada hoje na página do Serviço Nacional de Saúde.

Na Medicina Intensiva “está prevista a contratação de 60 médicos para a formação especializada em Medicina Intensiva, 626 enfermeiros e 198 assistentes operacionais”.

“De salientar que estas 2.474 contratações em contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado (nas Administrações Regionais de Saúde) ou contrato de trabalho sem termo (hospitais) foram antecedidas, no início de 2021, da contratação de 30 profissionais para Equipas Comunitárias de Psiquiatria e Saúde Mental da Infância e Adolescência e da contratação de 233 médicos recém-especialistas”, acrescenta o comunicado.

Este reforço vai contar ainda com contratação dos médicos recém especialistas “que venham a concluir a especialidade na primeira época de 2021 e de outras contratações diretas que venham a revelar-se necessárias”.

Situação Epidemiológica
Nas últimas 24 horas, registou-se mais quatro mortes associadas à Covid-19 e mais 485 novos casos de infeção. Os internamentos...

Segundo o boletim divulgado, há quatro mortes a assinalar, desde o último balanço: duas no Algarve, uma na região de Lisboa e Vale do Tejo e uma na região Norte. As restantes regiões do país, inclusive as regiões Autónomas da Madeira e Açores, não têm mortes a lamentar.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 485 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 167 novos casos e a região norte 169. Desde ontem foram diagnosticados mais 41 na região Centro, 24 no Alentejo e 46 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, no arquipélago da Madeira foram identificadas mais 19 infeções, o mesmo número de caso que nos Açores.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 248 doentes internados, menos nove casos que ontem. As unidades de cuidados intensivos mantêm o mesmo número de doentes de ontem: 71.

O boletim desta quarta-feira mostra ainda que, desde ontem, 315 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 801.621 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 21.874 casos, mais 166 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 81 contactos, estando agora 19.618 pessoas em vigilância.

Hoje assinala-se o Dia Internacional do Enfermeiro
Os últimos tempos foram muito desafiantes para os profissionais de enfermagem, muitos dos quais se v

É verdade que para desempenhar este tipo de trabalho com excelência, são necessárias variadas competências técnicas como, por exemplo, avaliação das necessidades dos clientes, definição das intervenções, administração medicamentosa e intervenção não farmacológica adequada. No entanto, e sendo estas capacidades nucleares para o trabalho de enfermagem, o maior impacto nesta profissão vem do trabalho social e emocional que é levado a cabo pelos enfermeiros. Num estudo realizado com alunos de enfermagem, mais de dois terços apontaram o “cuidado” como a característica fulcral desta profissão, e algo que motiva os profissionais a serem mais competentes. Esta dimensão emocional é mesmo uma das principais razões pelas quais um profissional de enfermagem escolhe esta carreira. Após dias longos em contacto com clientes, criar uma conexão com os mesmos atenua o trabalho, tornando-o mais leve.

O mesmo estudo concluía ainda que “o cuidado leva a confiança, o que tem um impacto positivo na vida do paciente”. De facto, dedicar atenção especial à dimensão emocional dos clientes, não só melhora a satisfação do enfermeiro com o seu trabalho como incute aos clientes o desejo de regressar, melhorando a sua literacia em saúde e encorajando-os a procurar os cuidados de que necessitam, sempre que possível.

Neste sentido, a dimensão emocional da enfermagem é uma poderosa ferramenta que permite, na sua generalidade, elevar a qualidade dos cuidados prestados. Atualmente e

depois de muitos desafios evidenciados pela pandemia que os trabalhadores desta profissão tiveram de ultrapassar, é crucial compreender que a qualidade dos cuidados prestados advém do cuidado que os enfermeiros têm com os clientes – mas acima de tudo com eles mesmos.

De nada servirá cuidar de um cliente, criar essa conexão e atenção especial com a sua dimensão emocional se o enfermeiro não conseguir primeiro cuidar de si, e da sua dimensão emocional, estando na sua melhor forma para conseguir cultivar esta vulnerabilidade com peso e medida.

Prestar cuidados ao outro é trabalho que contribui para a felicidade do outro, para o seu bem-estar, permitindo um apoio constante e transmitindo segurança a quem cuidamos. Mas uma parte fulcral de valorizar os mais fragilizados é valorizar aqueles que cuidam deles. É por isso importante que como sociedade retenhamos essa lição, e cuidemos dos nossos enfermeiros – para que eles melhor possam cuidar de nós.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Análise abre a porta para a possibilidade de ser introduzida uma nova opção de tratamento
Dados do estudo SAVE-MORE, divulgados hoje, demonstram que a utilização precoce e direcionada de anakinra, um medicamento...

SAVE-MORE é um ensaio clínico controlado, randomizado, realizado em mais de 600 doentes hospitalizados, que permitiu identificar especificamente os doentes em risco de insuficiência respiratória grave através da determinação do biomarcador suPAR (recetor do ativador de plasminogéneo da uroquinase solúvel). Este biomarcador plasmático reflete a ativação imunitária, e em estudos anteriores, revelou que quando elevado está associado a um mau prognóstico em várias doenças.

O estudo é patrocinado pelo Instituto Helénico para o Estudo da Sépsis (IHES) na Grécia, e conduzido pelo seu Presidente, Evangelos J. Giamarellos-Bourboulis. Giamarellos-Bourboulis é Professor de Medicina Interna e Doenças Infeciosas na Universidade Nacional e Kapodistriana de Atenas, Presidente da “European Schock Society” e Presidente da “European Sepsis Alliance”.

A análise do resultado primário, a Escala Ordinal de Progressão Clínica (CPS)1 comparativa de 11 pontos da OMS, demonstrou, ao dia 28, uma melhoria significativa nos doentes incluídos no grupo submetido ao tratamento padrão associado a anakinra, comparativamente aos doentes que receberam o tratamento padrão e placebo (Rácio de Probabilidades de 0.36, p<0.001). Foram observadas reduções no número de doentes que morreram ou cuja insuficiência respiratória progrediu para grave, bem como um aumento no número de doentes com alta hospitalar sem evidência de infeção por COVID-19. Foi possível observar estas alterações ao dia 14 (Rácio de Probabilidades de 0.59, p= 0.001).

“Este é o primeiro estudo a avaliar especificamente uma população de doentes em risco antes de serem admitidos na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI). Estes resultados representam um grande avanço na pesquisa de opções de tratamento adicionais para prevenir a progressão para um estado mais crítico”, disse o Professor Giamarellos-Bourboulis. “O meu agradecimento aos muitos doentes e médicos que contribuíram para este resultado, tanto em Itália como na Grécia.”

“Estamos satisfeitos que a anakinra tenha demonstrado um benefício significativo sobre o tratamento padrão, num vasto leque de resultados clínicos”, disse Guido Oelkers, CEO da Sobi. “Gostava de dar os parabéns ao Professor Giamarellos-Bourboulis e aos seus colaboradores por terem desenvolvido um trabalho tão impressionante, em condições tão desafiadoras, e num período de tempo tão curto.”

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