Estratégia digital
Com objetivo de acelerar a sua transformação digital, a Affidea, o maior fornecedor europeu de serviços avançados de...

A implementação desta solução é parte importante da estratégia digital da empresa que visa atualizar e simplificar os seus sistemas com processos padronizados e automatizados, que proporcionarão melhores capacidades analíticas, reduzindo ao mesmo tempo as tarefas manuais de RH e impactando o envolvimento da equipa. A digitalização está no centro das operações da Affidea, contribuindo para o seu posicionamento como empregador de eleição e como o prestador de cuidados de saúde preferido, oferecendo a melhor experiência aos pacientes.

Esta plataforma será para a Affidea a única fonte de dados relacionada com colaboradores em termos de competências e de qualificações que contribuirão ainda para a criação de conhecimentos clínicos de sub-especialidade em todo o grupo, serviços clínicos, expansão dos serviços de telerradiologia e telesaúde em todos os países. Outros benefícios incluem uma melhor gestão do investimento contínuo na educação clínica, disponibilizando ao público adequado formação clínica especializada feita à medida das suas necessidades e partilha de conhecimentos dentro de grupos de pares que fomentam a transferência de boas práticas dentro de redes médicas internas profissionais.

A solução oferecerá uma maior eficiência das operações de RH e da gestão de dados de pessoal, proporcionando melhores capacidades analíticas e de reporting às equipas de RH em 15 países, num ambiente compatível com o RGPD, tornando-se a base para uma maior automatização.

Bósnia & Herzegovina, Croácia, República Checa, Grécia, Hungria, Itália, Lituânia, Holanda, Polónia, Portugal, Roménia, Espanha, Suíça, Turquia e Irlanda, são os países onde a solução já está a ser implementada.

Justyna Tyborowska, Vice-Presidente Sénior e Chief HR Officer do Grupo Affidea explica: "A transformação digital e a melhoria contínua dos processos médicos e operacionais são elementos-chave da estratégia de crescimento da Affidea, visando oferecer serviços médicos de topo e uma excelente experiência a pacientes e médicos. Estamos a reforçar a nossa digitalização em todo o Grupo com uma cultura de inovação, trazendo práticas tecnológicas seguras que melhorem a nossa forma de trabalhar e permitam focar-nos em atividades de valor acrescentado relacionadas com o negócio. A implementação da solução global de RH é um exemplo concreto do que pretendemos com a nossa estratégia digital, práticas de gestão baseadas em dados e constrói uma forte base para uma maior automatização e integração com os sistemas de outras empresas que posicionarão a Affidea como um fornecedor de cuidados de saúde digital líder".

A Oracle Cloud HCM Cloud foi lançada em todos os países de Affidea e é o primeiro passo da implementação do Affidea ERP em todo o Grupo. A implementação foi feita pela Oracle Consulting que guiou a Affidea através do projeto país a país. O conceito passo a passo tornou mais fácil para a Affidea adaptar-se à solução e estabelecer a propriedade real do novo sistema global.

"As empresas enfrentam agora, mais do que nunca, grandes expectativas dos empregados. Os trabalhadores de hoje procuram acesso instantâneo, conteúdo altamente personalizado e sistemas fáceis de usar. Estas exigências implicam que os profissionais de RH repensem a forma como abordam toda a experiência no local de trabalho. A solução completa da Oracle que liga todos os processos de recursos humanos da contratação à reforma ajuda a Affidea a manter-se na vanguarda da indústria da saúde e a alcançar o sucesso a longo prazo.", afirma Andrés Garcia-Arroyo, Vice-Presidente aplicações CEE, Rússia, Israel, Nordeste e África Ocidental, Levante e Turquia na Oracle.

Ana Marques, Diretora de Recursos Humanos da Affidea em Portugal, acrescenta ainda “A implementação do Oracle constituiu mais uma oportunidade de otimizar processos, garantindo a sua integridade e de redesenhar experiências com um impacto positivo nos profissionais de RH e em todas as partes interessadas, permitindo maximizar a performance, o envolvimento e a motivação dos colaboradores através do rápido acesso à informação e facilidade de utilização.”

Nutriente é fundamental para o metabolismo do cálcio e regulação da fisiologia osteomineral
Um trabalho de investigação, publicado recentemente pela Sociedade Europeia de Cardiologia (European Society of Cardiology),...

“O cálcio é responsável pela contração do músculo cardíaco. Em contrapartida, a vitamina D é essencial para o metabolismo do cálcio e do fósforo. Desta forma, a carência deste nutriente afetará o funcionamento do organismo como um todo, e uma das possíveis consequências, é provocar danos à saúde cardiovascular”, constata o médico cardiologista Roberto Yano.

“A falta de vitamina D pode influenciar no controlo dos níveis da pressão arterial, aumentando as hipóteses do indivíduo se tornar hipertenso”, afirma o cardiologista. Outras doenças estão relacionadas a deficiência deste nutriente, como a osteoporose, depressão e o surgimento de doenças autoimunes.

A vitamina D é obtida principalmente através da exposição solar e da dieta: “ela pode ser encontrada em alimentos como o salmão, ostras, óleo de fígado de bacalhau e carnes”, informa a nutricionista Dani Borges. “Devido ao facto de passarmos muitas horas em ambientes fechados, principalmente neste período de isolamento social, é recomendado avaliar através de um exame de sangue semestralmente a concentração de Vitamina D e realizar reposição caso necessário”, alerta Dani Borges.

“Doentes que realizam tratamento para hipertensão arterial devem tomar atenção aos índices deste nutriente, pois mantê-lo nas concentrações ideais pode promover benefícios e aumentar a eficácia do controlo da hipertensão”, alerta o médico cardiologista Roberto Yano. “O tempo indicado de exposição solar diária para manter os níveis de vitamina D é de no mínimo 20 minutos diários, com braços e pernas expostos à luz solar”, elucida.

 

 

Estudo mostra com o coronavírus afeta a memória
As células gliais são muito importantes para o sistema nervoso, sendo responsáveis por várias funções do dia-a-dia. De acordo...

Os astrócitos fazem parte destas células especiais. "Têm uma forma estrelada, característica alcançada graças às suas extensões. Têm também uma maior diversidade de funções como o apoio, o controlo da composição iónica e molecular do ambiente onde estão localizados os neurónios, a transferência de substâncias para os neurónios, a resposta a sinais químicos, entre outras atividades", detalha o neurocientista.

A pandemia Covid-19 mudou a dinâmica do mundo. A doença é nova e os sintomas e consequências dela são sempre atualizados. A dificuldade de memorização é uma das sequelas mais relatadas pelos pacientes do novo vírus. Fabiano de Abreu argumenta que os astrócitos são profundamente afetados pelas proteínas da doença. "No meu estudo, consegui apurar como o coronavírus afeta os astrócitos. O reflexo disto é um dano à memória da pessoa após a contaminação pela doença", diz.

Relação dos astrócitos com a memória

Utilizando técnicas avançadas de imagem e análise, os investigadores do Instituto de Ciência e Tecnologia de Okinawa (OIST) registaram com detalhe e a uma velocidade nunca antes vista os sinais dentro de astrócitos no cérebro de ratos acordados. Sinais ultrarrápidos semelhantes aos observados nos neurónios e padrões de atividade de sinalização que correspondem a diferentes comportamentos. O que sugere o papel crucial dos astrócitos em muitas funções do nosso cérebro, incluindo como pensamos, movemos e aprendemos.

"Este estudo revelou que os astrócitos geram sinais in vivo tão rápidos como os neurónios, com uma duração inferior a 300 milissegundos. Foi usado um vetor viral adeno-associado que continha um gene que leva as células infetadas a fluorescer na presença aumentada de cálcio, um indicador da atividade do sinal. As áreas eram percebidas em astrócitos, hotspots, com níveis de atividade mais elevados. Estes hotspots sugerem a representação dos engramas de memória, que é um padrão para memorização."

 

Estudo
As infeções sexualmente transmissíveis estão no topo das doenças que mais afetam as mulheres em todo o mundo e são fatores de...

Esta é uma conclusão do primeiro Índice Mundial da Saúde das Mulheres, um estudo realizado pela Hologic em parceria com a Gallup, que, no Dia Internacional do Preservativo vem relembrar a importância dos rastreios a este tipo de doenças.

“Os Cuidados Preventivas são um primeiro passo vital para combater doenças e infeções que afetam a esperança de vida e a fertilidade das mulheres”, disse Susan Harvey, Médica, Vice-presidente de Global Medical Affairs da Hologic. “Falhar em garantir que as mulheres façam exames de rotina a doenças como as infeções sexualmente transmissíveis pode criar complicações maiores que, se fossem monitorizadas ou tratadas precocemente, poderiam ser evitáveis”.

O Dia Internacional do Preservativo, celebrado a 13 de fevereiro desde 2008, pretende sensibilizar a população sexualmente ativa para a utilização do preservativo enquanto método altamente eficaz na prevenção da transmissão de doenças sexualmente transmissíveis e gravidezes não desejáveis. Na ausência de utilização do preservativo, realizar exames para detetar infeções sexualmente transmissíveis torna-se ainda mais necessário.

No Dia Internacional do Preservativo lembramos que quem não recorre à utilização do preservativo, deve fazer testes com regularidade às doenças sexualmente transmissíveis”, concluiu Susan Harvey.

Os cuidados preventivos e os exames de rastreio são essenciais para o diagnóstico precoce e, com isso, para a saúde, o bem-estar e o aumento da esperança média de vida. No entanto, o Índice apurou ainda que a percentagem de mulheres que realizam exames preventivos é baixa, uma situação que se agravou ainda mais com a pandemia da COVID-19.

Sobre o Índice Mundial da Saúde das Mulheres

Desenvolvido em parceria com a empresa líder em consultoria Gallup, o Índice Mundial da Saúde das Mulheres é um exame profundo e sem precedentes de fatores críticos para a saúde da mulher, por país e território. Os resultados baseiam-se em respostas de 120.000 homens e mulheres, em 116 países e territórios, em mais de 140 línguas, recolhidas entre 2020 e 2021. O objetivo é contribuir para melhorar a esperança e a qualidade de vida das mulheres e raparigas em todo o mundo.

 

Mulheres são quem mais compra
Após um aumento brutal (mais de 700%) nas vendas de brinquedos sexuais em 2020, a tendência continuou positiva no ano passado....

Por ocasião do Dia dos Namorados, a Atida | Mifarma, o ecossistema online de saúde e bem-estar que pretende tornar-se na maior plataforma de saúde online da Europa, preparou uma radiografia dos hábitos e tendências de consumo de produtos sexuais em Portugal. O perfil dos compradores e os produtos preferidos são alguns dos dados que a empresa extraiu da sua plataforma.

Segundo os dados da Atida l Mifarma, as mulheres são quem mais compra produtos sexuais – mais de 70% das compras nesta área são feitas por elas. Para além disso, também são as mulheres quem mais compra produtos sexuais para utilizar em casal.

Satisfyer, o eterno favorito

Segundo a Atida | Mifarma, o Satisfyer continua a ser o produto mais procurado, seguido de perto pelo anel vibratório Durex e o miniestimulador para clitóris e vagina.

Por outro lado, clássicos como brinquedos anais, bolas chinesas para exercitar o pavimento pélvico, lubrificantes ou preservativos completam a lista dos favoritos que não podem faltar no carrinho ao longo do ano, mas especialmente quando nos aproximamos do Dia dos Namorados, a 14 de fevereiro.

“A pandemia foi apenas o arranque desta tendência em relação aos brinquedos sexuais e à saúde sexual, que neste momento se estabelece com muito mais naturalidade na vida íntima de casais e solteiros”, comenta Reme Navarro, Farmacêutica e Business Strategy Director da Atida para o Sul da Europa. “Os consumidores estão cada vez mais educados em termos de saúde sexual e, apesar dos preconceitos e barreiras psicológicas, o seu interesse continua a crescer. Parece ser cada vez mais óbvio para todos que a vida sexual é melhor se utilizarmos este tipo de produtos.”

 

11 de fevereiro
A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) acolhe, amanhã, o seminário "Melhoria contínua da Qualidade em...

A reunião científica, que decorre em formato híbrido (presencial e online), entre as 14h00 e as 18h30, é organizada no âmbito da disciplina “Gestão de Pessoas, Cuidados e Qualidade” (curso de mestrado em Enfermagem Comunitária - área de Enfermagem de Saúde Comunitária e de Saúde Pública), uma unidade curricular da responsabilidade da professora Eva Menino.

Infeções sexualmente transmissíveis em jovens, polimedicação em idosos no domicílio, crianças com necessidades de saúde especiais na escola, desempenho profissional e avaliação, são alguns assuntos em destaque neste seminário.

A elaboração de projetos de melhoria contínua da qualidade, enquanto «estratégia de ensino e de aprendizagem» privilegiada naquele curso de mestrado, «tem revelado ser uma abordagem efetiva na otimização da prática clínica», considera a organização deste seminário, composta pelas docentes Eva Menino, Lucinda Simões e Marília Neves.

Mas informações sobre o seminário "Melhoria contínua da Qualidade em Cuidados de Saúde Primários", cuja participação depende de prévia inscrição online, estão disponíveis no sítio do evento na Internet, em www.esenfc.pt/event/seminariomec.

 

 

Investigação
Aprender novas habilidades motoras é um aspeto crítico das nossas vidas. Desde tocar piano a andar de bicicleta, seria difícil...

Como o córtex fala com o estriado

O córtex forma a camada externa do nosso cérebro e é um verdadeiro multi-tasker, envolvido em muitos processos, desde a linguagem e cognição até à memória e ações voluntárias. Neste momento, enquanto lê esta frase, está a usá-lo. Mas não funciona sozinho e faz extensas conexões com muitas outras regiões do cérebro.

“Estávamos particularmente interessados em dois grandes tipos de células do córtex, conhecidas como neurónios IT (intra telencefálico) e TP (trato piramidal)”, explicou Nicolas Morgenstern, primeiro autor deste estudo desenvolvido, no grupo então liderado por Rui Costa, na Fundação Champalimaud, em Lisboa, Portugal. “Tanto as células IT como as TP enviam sinais do córtex para outra área profunda no cérebro, chamada estriado. Essas conexões ‘córtico-estriatais’ (ou seja, conexões do córtex ao corpo estriado) são muito importantes para a aprendizagem motora e têm sido implicadas em distúrbios do movimento como a doença de Parkinson”.

É aqui que aparece o terceiro personagem principal da nossa história: os neurónios espinhosos médios (SPNs), que compõem 95% dos neurónios do corpo estriado. Os SPNs estão em contacto direto com as células TI e TP. “Queríamos perceber os diferentes papéis das células IT e TP neste circuito cerebral, que sabemos ser fundamental para a aprendizagem e comportamento motor”.

Iluminar o Cérebro para Descobrir Novos Circuitos

Para entender melhor estas ligações cortico-estriatais, os autores usaram uma técnica presente em quase todas as “caixas de ferramentas” dos neurocientistas: a optogenética, um método que permite controlar a atividade das células através do uso da luz. Como explicou Morgenstern, "Modificamos geneticamente ora as células IT ora as TP, em ratinhos, e isso permitiu-nos ativar esses tipos de células de forma independente e consequentemente medir os diferentes efeitos nos neurónios SPNs do estriado”.

Recorrendo a esta abordagem, ao registar a atividade dos neurónios in vitro, os autores descobriram um novo circuito cortico-estriatal. E nesta via, surgiu um quarto ator principal: os interneurónios colinérgicos estriatais (ChIs). Atuando como “intermediários”, os ChIs no estriado recebem input das células TP e, por sua vez, excitam os SPNs. “Descobrimos que as células TP ligam-se preferencialmente aos ChIs, que depois ativam indiretamente os SPNs”, conclui Morgenstern.

Através de métodos farmacológicos, os autores foram capazes de demonstrar, de forma detalhada, como é que os ChIs excitam os SPNs. Uma vez ativados pelos neurónios TP, os ChIs libertam um neurotransmissor chamado acetilcolina (ACh). Os neurotransmissores são mensageiros químicos que transmitem sinais de uma célula para outra. Assim, quando os ChIs libertam ACh, as fibras nervosas das células próximas excitam os SPNs.

Duplamente excitado

Esses resultados demonstram que os SPNs são excitados duas vezes: primeiro, através do circuito direto, já conhecido (IT→SPN e TP→SPN), e segundo, através deste circuito indireto até agora desconhecido (TP→ChI→SPN), que amplifica a excitação inicial. Qual é o propósito dessa dupla excitação? Os autores especulam que a ligação direta IT→SPN prepara inicialmente ações motoras específicas, enquanto a conexão TP→ChI→SPN desencadeia posteriormente o movimento.

“Além da execução do movimento”, observa Nicolas Morgenstern, “esta segunda fase excitatória mediada pelos neurónios TP pode ser importante para induzir mudanças duradouras na força de conexões específicas, através do neurotransmissor ACh. Isso pode ser importante para o comportamento, já que a aprendizagem acontece quando há uma mudança nas conexões entre as células cerebrais”.

Como resultado, além de nos esclarecer sobre os circuitos cerebrais que controlam os movimentos e o comportamento, e de nos ajudar a entender os papéis das diferentes células, este estudo também nos fornece uma peça importante do quebra-cabeças que é perceber como aprendemos.

“Ainda há muito para explorar”, diz o autor sénior deste estudo, Rui Costa, Professor e Diretor do Zuckerman Mind Brain Behavior Institute, da Universidade de Columbia. “Por exemplo, estamos interessados em entender se este circuito é afetado em distúrbios como o Parkinson ou a doença de Huntington.” Embora ainda haja muito por desvendar, com este estudo aprendemos um pouco mais sobre como aprendemos.”

Liderado pela Escola Superior de Biotecnologia da Católica
Um projeto de investigação liderado pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica no Porto, no domínio da...

A tecnologia Neuro SDR foi testada em 38 pacientes do serviço de Neurologia do Hospital de São João, no Porto. Pedro Miguel Rodrigues, investigador do Centro de Biotecnologia e Química Fina da Escola Superior de Biotecnologia (CBQF/ESB/UCP) da Católica no Porto, explica “criamos um algoritmo que utiliza como fonte de informação 19 elétrodos que captam tensões elétricas que, num adulto, variam entre 30 e 50 milivolts, num espaço temporal de 30 e 45 minutos.” Os elétrodos estão numa touca que é colocada pelo médico ao utente. Essa touca está ligada a uma interface que pode ser acedida através de computador, que capta a informação e no espaço de cerca de 5 segundos a torna visível no ecrã.

Pedro Miguel Rodrigues refere que “um diagnóstico precoce abre portas para melhores resultados ao nível das terapias, mas também constitui um poderoso auxiliar em questões relacionadas com a salvaguarda da integridade pessoal e financeira dos portadores de Alzheimer, assim como em assuntos relacionados com profissões de risco e cartas de condução, por exemplo.”

Este projeto conta com mais de seis anos de desenvolvimento, permitindo contornar a difícil deteção desta patologia, aperfeiçoar algoritmos e desvendar o desenvolvimento da doença em diagnósticos primeiramente inconclusivos. “A solução criada incorpora um algoritmo de inteligência artificial com uma capacidade de precisão de diagnóstico a rondar os 98% para casos assintomáticos e/ou precoces da doença. E, por conseguinte, estamos numa fase em que precisamos de parceiros para conseguirmos que o protótipo saia do laboratório e possa ser disponibilizado em larga escala,” conclui Pedro Miguel Rodrigues.

 

 

Estudo
Os embriões e todo o processo que seguem até à sua implantação no útero materno é uma questão que tem despertado um crescente...

"A zona pelúcida é como uma casca, uma barreira protetora que o embrião tem, e que é composta por proteínas e açúcares. É elástica e moldável, e por isso adapta-se ao crescimento do embrião. É algo semelhante à casca de um ovo, que, à medida que o embrião cresce, parte-se para o soltar. As células do embrião responsáveis pela adesão ao útero materno, são as células do trofoectoderme e que mais tarde vão originar a placenta. Na verdade, o trofectoderme forma uma grande parte da estrutura do embrião quando este atinge o estadio de blastocisto e apresenta uma estrutura embrionária mais complexa e é o trofoectoderme que cresce até que acaba por romper a zona pelúcida explica Sofia Nunes, diretora do Laboratório de Fecundação in vitro do IVI Lisboa.  

Este estudo, intitulado "Eclosão assistida como alternativa à melhoria dos resultados em blastocistos com colapso espontâneo avaliado pelo sistema de lapso de tempo", dirigido pelo Dr. Meseguer, embriologista e supervisor científico do IVI, foi apresentado e premiado recentemente no XI Congresso ASEBIR (Associação para o Estudo da Biologia da Reprodução), realizado em Toledo. 

O especialista em embriologia, explica que "o estudo mostra um aumento significativo das taxas de gravidez no grupo de embriões que colapsou durante o seu desenvolvimento, para o qual uma Eclosão Assistida é realizada após descongelação, passando de 48% para 60%”. E acrescenta que, “graças às incubadoras com sistema integrado de Time-Lapse e à Inteligência Artificial é possível detetar automaticamente e com precisão este fenómeno de colapso, o que permite identificar os embriões com menor potencial reprodutivo". 

A técnica de eclosão assistida foi realizada por laser, removendo um quarto da zona pelúcida do embrião, cujo objetivo era demonstrar que a diminuição da implantação de embriões em colapso pode ser melhorada ou revertida por esta eclosão assistida em embriões descongelados para transferência embrionária. 

"Apesar do efeito nocivo do colapso no potencial reprodutivo do embrião, a Eclosão Assistida ajuda-nos a otimizar o potencial reprodutivo do embrião, pelo que está a emergir como uma técnica a incorporar na rotina dos laboratórios de fertilização in vitro (FIV) para melhorar as taxas de gravidez e implantação, melhorando finalmente os resultados dos pacientes nos seus processos de reprodução assistida", conclui Sofia Nunes, diretora do Laboratório de Fecundação in vitro do IVI Lisboa.

Saúde Cardiovascular
A angioplastia coronária, considerado o tratamento de eleição em caso de enfarte agudo do miocárdio,

No entanto, este procedimento pode ser ainda aconselhado quando o crescimento das placas de aterosclerose condiciona o fluxo de sangue que chega ao miocárdio, ou se o paciente apresentar queixas sugestivas de dor no peito (angina).

Os médicos responsáveis pela realização de uma angioplastia são os cardiologistas de intervenção. Estes especialistas trabalham em unidades de hemodinâmica, dedicadas ao diagnóstico e tratamento da doença coronária, valvular, congénita e arterial periférica.

Na angioplastia é inserido um pequeno balão através da obstrução, que é insuflado para abrir a artéria. Geralmente, segue-se a implantação de uma rede metálica - chamada stent - que mantém a artéria aberta impedindo que esta volte a obstruir.

Habitualmente, este é um procedimento que se realiza com o doente acordado, sob anestesia local, e que demora entre 30 minutos a uma hora. No entanto, em alguns casos pode ser necessário recorrer ao internamento.

Importa, no entanto, sublinhar que, apesar deste se tratar de um procedimento eficaz, pode não estar indicado para todas as pessoas e, além disso, não resolve a patologia que deu origem à obstrução. Isto significa que a doença permanece, pelo que é essencial cumprir a medicação instituída e adotar estilos de vida saudáveis, como parar de fumar, controlar a Diabetes e a tensão arterial. Caso contrário, pode voltar a sofrer de uma obstrução arterial.

Apesar da angioplastia ser um tratamento pouco invasivo da doença coronária quando comparado a outras opções, comporta alguns riscos.

De acordo com o Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho, as principais complicações associadas a este procedimento são:

  • enfarte do miocárdio causado pela angioplastia
  • dissecção e ruturas das artérias coronárias
  • acidente vascular cerebral
  • lesões em artérias ou veias periféricas
  • arritmias cardíacas
  • trombose do stent implantado
  • reações alérgicas ao agente de contraste administrado
  • agravamento da função renal
  • hemorragia

Os cuidados no pós-operatório são determinados pelo médico conforme caso a caso, mas, em geral, recomendam-se dois dias de repouso e devem-se evitar grandes esforços físicos (como carregar pesos) durante duas semanas.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Sensibilizar para a Estenose Aórtica
No próximo dia 14 de fevereiro, às 14h30, a Sioslife, que oferece soluções tecnológicas para que os idosos tenham acesso a...

A sessão “Conversas com chá e amor”, que será transmitida em direto a partir das redes sociais da Sioslife (Facebook e Youtube) e dos sistemas interativos Sioslife, presentes em mais de 350 instituições, contará com a presença de dois doentes, João Silva e Júlio Ribeiro, que foram submetidos a uma intervenção de implantação de válvula cardíaca e irão responder às principais questões enviadas pelos utilizadores seniores da plataforma Sioslife, que conta com mais de 5.000 utilizadores.

João Silva, de 93 anos, sentiu um ligeiro aperto no peito em 2017 e rapidamente realizou os exames que permitiram diagnosticar a estenose aórtica, depois de ser alertado pelo filho, que é cardiologista. Já Júlio Ribeiro, de 77 anos, deu entrada no hospital em 2021 devido a um problema com um bypass realizado em 2007, mas saiu de lá com uma nova válvula aórtica. Ambos foram postos à prova com uma doença que pode ser fatal se não for detetada a tempo, mas rapidamente receberam o tratamento adequado, o que lhes permitiu recuperar a sua qualidade de vida.

Para tentar ajudar mais pessoas que possam ter o mesmo problema e não se apercebam e desmistificar a complexidade do tratamento, João Silva e Júlio Ribeiro irão responder a perguntas como: “Como é que se sabe que se tem estenose aórtica?”, “Como é viver com esse problema?”, “A recuperação é dolorosa ou demorada?” e “Podemos manter a nossa vida normal?”.

A estenose aórtica é uma das doenças mais comuns das válvulas do coração, afetando principalmente pessoas acima dos 70 anos. Em Portugal, estima-se que cerca de 32 mil pessoas padeçam desta doença.

“Isto acontece porque, principalmente depois dos 80 anos, a válvula aórtica pode estar sujeita a um processo de espessamento e obstrução. Consequentemente, esta vai ficando cada vez mais estreita, impedindo o fluxo normal do sangue e limitando as capacidades e qualidade de vida do doente”, explica João Carlos Silva, cardiologista de intervenção e responsável pelo Laboratório de Hemodinâmica do Hospital São João, no Porto.

Esta é uma doença que pode, durante anos, ser silenciosa ou ter sintomas facilmente confundidos com os da idade, como é o caso do cansaço. No entanto, com o passar do tempo podem existir desmaios, síncopes ou dores no peito quando são feitos esforços. “Nesse momento, é crucial procurar ajuda junto de um especialista para que haja um diagnóstico atempado e consequente adoção do tratamento adequado, sob o risco de esta doença se poder tornar fatal”, alerta o João Carlos Silva.

Depois de ser realizado o diagnóstico, o tratamento consiste no implante de uma nova válvula cardíaca, que pode ser realizado através de uma cirurgia convencional ou de tratamento percutâneo (TAVI). Realizado pela via femoral, através da virilha, este consiste na utilização de uma técnica minimamente invasiva, que reduz significativamente o risco para os doentes, que são maioritariamente idosos. Surge assim como alternativa à cirurgia cardíaca de peito aberto, diminuindo os riscos associados ao procedimento e os cuidados necessários no pós-operatório.

A plataforma Sioslife contém explicações sobre o que é a estenose aórtica, as suas consequências, os sintomas, o diagnóstico e os tratamentos disponíveis. Estão ainda disponíveis histórias contadas na primeira pessoa por doentes que foram diagnosticados e receberam tratamentos. A sessão de esclarecimento vem juntar-se aos restantes materiais já disponíveis na plataforma SiosLife para munir idosos, cuidadores e familiares de um conhecimento mais aprofundado sobre esta doença, de forma a conseguirem estar atentos a sinais de alerta.

17 de fevereiro
A propósito do Dia de São Valentim, a Academia Mamãs Sem Dúvidas vai realizar no dia 17 de fevereiro, às 18h00, uma nova edição...

A sessão terá início com a intervenção da enfermeira Sandra Evangelista, especialista em saúde materna e obstetrícia, para abordar o tema “Sexualidade durante a gravidez e no pós-parto”, desmistificando e esclarecendo sem tabus as dúvidas dos casais presentes.

De seguida, o tópico abordado será “O Presente e o Futuro das Células Estaminais”, em que Maria Costa, formadora do laboratório de criopreservação BebéVida, vai falar sobre os benefícios associados à recolha e preservação do sangue do cordão umbilical do bebé no momento do nascimento.

Os “Desafios da vida a 3: os primeiros dias do recém-nascido” vai ser o último tema da sessão, conduzido pela Enfermeira Alice Araújo, fundadora do projeto Momentos de Ternura, que irá partilhar com os futuros papás conselhos práticos para os primeiros tempos de vida do bebé.

A participação nesta sessão, com duração prevista de aproximadamente 2 horas, é totalmente gratuita, embora seja obrigatório efetuar previamente a inscrição no site da Mamãs Sem Dúvidas, aqui. Ao participar, os casais habilitam-se a ganhar um cabaz de produtos no valor de 240€, que inclui: uma mala Bioderma com 3 produtos de higiene; um pack Intimina Kegel Smart; um Sling Bykay; um tapete de atividades Tiny Love e um conjunto de peluches Mascotes BebéVida. A vencedora será divulgada no dia 18 de fevereiro, no perfil de Instagram da Mamãs Sem Dúvidas.

Para mais informações sobre a Academia Mamãs Sem Dúvidas, conteúdos informativos ou eventos consulte o website mamassemduvidas.pt .

 

Imunoterapia como tratamento de 1ª linha
Em 2021, foram detetados 10.321 novos casos de cancro colorretal e 683 novos casos de cancro do esófago em Portugal. Os números...

Realizadas nos dia 24 de fevereiro e 10 de março, as sessões, com início marcado para as 18h00, vão decorrer em formato 100% digital e contar com a participação de especialistas internacionais, com o objetivo de promover a partilha de boas práticas e participar na discussão sobre o panorama do tratamento destes carcinomas em Portugal.

A primeira conferência, dedicada ao Cancro do Esófago, com data marcada para 24 de fevereiro, intitula-se “Alteração do paradigma com combinações de Imunoterapia em 1L” e terá como convidada a Prof. Dr.ª Paula Jimenez Fonseca, médica oncologista na área dos tumores digestivos e endócrinos do Hospital Universitário Central das Astúrias e Coordenadora do Curso Intensivo MIR Astúrias, que será acompanhada pela Dr.ª Dânia Marques, assistente hospitalar em oncologia médica, no IPO do Porto.

 Marcado pelas ações de sensibilização para o Cancro Colorretal, março foi o mês escolhido para a MSD Portugal realizar a segunda Conferência, no dia 10, sob o tema “Imunoterapia na primeira linha terapêutica de CRCm”. Desta vez, o convidado especial será o Prof. Dirk Arnold, Diretor no Asklepios Tumorzentrum Hamburg e Diretor do Departamento de Oncologia, Hematologia e Cuidados paliativos, no AK Altona, que será recebido pela Dr.ª Ana Faria, assistente hospitalar em oncologia médica, no Hospital Beatriz Ângelo.

Os participantes terão a oportunidade de colocar as suas questões e de interagir com os oradores nas duas sessões. Os profissionais da área de oncologia com interesse nestas Conferências, poderão consultar informação mais detalhada na plataforma da MSD: Conferência de Cancro do Esófago e Conferência de Cancro Colorretal.

 

Segundo estudo
O cancro é a segunda doença não transmissível mais comum em todo o mundo, e os idosos contribuem significativamente para a...

Além das conclusões apresentadas acima, o estudo estima que o impacto económico e social do cancro e do envelhecimento na China deve quase duplicar nas próximas duas décadas, enquanto nos Estados Unidos e na UE terá um aumento notável entre a população envelhecida. A análise prevê que a carga económica e social (dados de 2020) do cancro e do envelhecimento seja de aproximadamente 1-2% do PIB nesses países. Até 2040, se os gastos e as políticas atuais permanecerem inalterados, a carga económica e social do cancro e do envelhecimento na União Europeia e no Reino Unido deverão ter um impacto percentual de cerca de 2,94% do seu PIB.

No que se refere à sobrecarga do cuidador o estudo apresenta a maior sobrecarga para a UE com valores estimados de US$ 83 mil milhões seguida dos EUA com valores de US$ 46 mil milhões. Com o aumento da incidência de cancro, estima-se que a sobrecarga do cuidador continue a aumentar nos próximos anos.

Face a esta realidade o estudo sugere várias ações políticas que, se implementadas, poderiam ter um benefício na diminuição do ónus económico e social a nível mundial, nomeadamente ao nível da educação e formação especifica em prática geriátrica para profissionais de oncologia, por exemplo, incluindo formação oncogeriátrica como parte do desenvolvimento profissional contínuo; incentivar o uso de ferramentas de avaliação geriátrica e avaliação geriátrica na tomada de decisão em oncologia e melhorar o conhecimento sobre tratamentos para pessoas idosas com cancro com ensaios clínicos específicos para a idade, particularmente sobre estratégias de tratamento e uso de novos medicamentos para idosos acima dos 75 anos.

Este trabalho teve como objetivo analisar e estimar o impacto económico e social desta patologia se não forem tomadas medidas adicionais até 2040, procurando aprofundar as implicações do cancro e do envelhecimento. O estudo foi orientado por um Comité composto por entidades parceiras globais da área de oncologia, incluindo a Union for International Cancer Control (UICC), International Society of Geriatric Oncology (SIOG), Global Coalition on Ageing (GCOA) e a China Anti-Cancer Association (CACA). O estudo analisa especificamente três regiões – EUA, China, União Europeia (quatro países da UE: Alemanha, França, Itália, Espanha) e Reino Unido.

 

 

Proeminência óssea
O esporão do calcanhar é uma patologia com entidade própria.

Além do excesso de marcha, esta patologia pode estar associada a outras causas, tais como: o uso de calçado inadequado; o excesso de peso; estar numa faixa etária acima dos 40 anos; praticar desportos que exijam elevados impactos, entre outras.

Estima-se que 11 a 27 por cento das pessoas com esporão do calcanhar não apresentam dor, o que pode tornar o diagnóstico desta patologia difícil, visto que também não é visível a olho nu. Ainda assim, existem casos em que os pacientes têm dores intensas na região inferior ou interna do calcanhar, especialmente quando este é pressionado.

Existe um grande número de tratamentos conservadores, mas quando o resultado clínico não é satisfatório, a cirurgia minimamente invasiva é uma opção terapêutica a considerar. Através de um exame complementar de diagnóstico (RX) é possível observar o tamanho da exostose, a morfologia puntiforme e a orientação (vertical). Estes são os fatores que podem determinar parte da sintomatologia do doente. Infelizmente, quando estas medidas não resolvem o problema, é necessário recorrer à cirurgia. Como tal, é fundamental consultar um podologista especializado em cirurgia do pé para um diagnóstico e tratamento adequado.

Usar calçado adequado e cuidar da saúde dos seus pés, mantendo a higiene pessoal diária, também é um fator importante na prevenção e tratamento desta e de outras patologias.

No calçado, se a sola (parte que amortece o impacto com o solo), não é maleável, pode prejudicar a sua recuperação. Desta forma, não deve usar botas, sapatos, ténis, sandálias, chinelos, etc. que não possuam uma sola maleável. Deve ainda evitar, andar descalço, principalmente durante a manhã, que é quando se iniciam os primeiros passos.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Cerca de 250 doentes por ano fazem tratamentos por angioplastia na fase aguda de enfarte nesta região
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) vai reunir vários profissionais de saúde, representantes de...

“Com esta iniciativa acreditamos que estamos a contribuir para o reconhecimento da importância da atuação face aos tratamentos do enfarte agudo do miocárdio, reforçando o seu papel decisivo. É importante consciencializar as pessoas de que o tratamento deve ocorrer o mais rapidamente possível, após o início dos sintomas, reduzindo, assim, o risco de mortalidade, a reincidência de enfarte e complicações associadas”, explica Eduardo Infante de Oliveira, presidente da APIC.

Lino Patrício, diretor do Centro de Responsabilidade Integrada Cérebro-Cardiovascular do Alentejo, avança que: “todos os anos cerca de 250 doentes fazem o tratamento por angioplastia na fase aguda de enfarte. Avaliámos mais de 1.700 doentes com enfarte agudo do miocárdio e verificámos que o tempo designado por «door in, door out» é de mais de 2horas e 30minutos, sendo que o tempo até ao transporte é superior a 1hora. Sabemos que as diretrizes indicam 120minutos como tempo máximo para o doente iniciar a angioplastia. Cabe a todos os profissionais de saúde melhorar estes tempos, porque cada minuto corresponde a vidas perdidas e mais complicações futuras”.

“Em Portugal, a incidência do enfarte agudo do miocárdio continua a ser elevada. É importante a precocidade no diagnóstico (valorização dos sintomas) – o que implicará um tratamento mais rápido com uma redução significativa da quantidade de músculo cardíaco ‘perdido’, o que levará a que os doentes tenham um melhor prognóstico, isto é, que possam voltar a ter uma vida ‘normal’”, conclui João Brum Silveira, Coordenador Nacional do Stent Save a Life (APIC).

A sessão de discussão tem o apoio da Câmara Municipal de Évora e do Hospital do Espírito Santo, em Évora, e contará com a participação de representantes de autarquias, de instituições de saúde da região do Alentejo e o testemunho de um doente coronário.

O Alentejo é a mais extensa região do país, apresentando uma rede de referenciação complexa, constituída por três Unidades Locais de Saúde (ULS): Norte, Centro e Litoral; contando com quatro hospitais, um hospital central em Évora e um ACS. O Hospital do Espírito Santo de Évora tem prevenção para angioplastia primária há cerca de 10 anos.

Com o objetivo de promover o conhecimento e a compreensão sobre o enfarte agudo do miocárdio e os seus sintomas, alertando para a importância do diagnóstico atempado e tratamento precoce, a APIC desenvolveu, e tem a decorrer, a campanha de consciencialização “Cada Segundo Conta”, com o apoio do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da iniciativa Stent Save a Life, da APIC. Para mais informações consulte o site: www.cadasegundoconta.pt

Desenvolvimento de soluções tecnológicas
É uma parceria com uma visão de futuro. A F3M e a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) acabam de...

No âmbito deste protocolo será constituída uma equipa de trabalho que congrega saber e experiências de entidades de referência dos setores social, empresarial e académico. O grupo irá, assim, trabalhar "em novas soluções que aproximem os diversos atores do setor social".

Esta parceria, à qual se juntam Instituições Particulares de Solidariedade Social e Entidades do Sistema Científico e Tecnológico Nacional, acontece numa altura em que o setor social se pretende modernizar e transformar digitalmente, indo ao encontro das atuais necessidades da área e da comunidade. “A ideia é aproveitar as potencialidades da tecnologia para agilizar e melhorar as diversas respostas sociais. Se, por um lado, os profissionais ficam com mais tempo para atividades mais complexas, por outro lado, os utentes acabam por ter acesso a um melhor serviço, mais atento e cuidado”, refere Pedro Fraga, fundador e CEO da F3M.

“Todos sabemos como a tecnologia é hoje importante para as organizações e instituições. Ao serem desenvolvidas especificamente para esta área, as soluções tecnológicas garantem a informatização e automatização de vários procedimentos que são específicos apenas para este setor. São, sem dúvida, mais-valias de valor para as instituições. Mas não só. Os próprios utentes ficam mais satisfeitos com o serviço e com a atenção que os técnicos lhes dedicam. Em suma, a tecnologia vem, mesmo, melhorar o dia a dia de todos, entidades e comunidade”, acrescenta Pedro Fraga.

Com um profundo conhecimento do setor social e uma vasta oferta de soluções tecnológicas para esta área, a F3M é atualmente líder deste mercado, assegurando respostas à medida e ajustadas às diversas dimensões, especificidades e valências das organizações. A proximidade e o know-how que tem vindo a acumular, há mais de 30 anos, nesta área, fazem da empresa uma referência nacional, sendo atualmente parceiro de mais de 3000 instituições clientes.

 

11 de fevereiro
Para celebrar o Dia Mundial do Doente, que se assinala a 11 de fevereiro, o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC)...

“Uma das iniciativas é organizada pelo Gabinete de Humanização Hospitalar (GHH), e consiste na entrega de um cartão a todos os doentes internados, com uma mensagem alusiva ao Dia do Doente e um outro cartão em branco para recolher as sugestões de melhoria dos cuidados no CHUC”, revela em comunicado.

Pelas 10h, terão lugar pequenos concertos nas consultas externas de todos os polos hospitalares do CHUC. No hospital Sobral Cid o concerto será às 15h, com a participação de alunos e professores do Conservatório de Música de Coimbra.

“Também o almoço a servir aos doentes, no dia 11 de fevereiro, sempre adaptado à sua condição clínica, vai ser melhorado. Os doentes impossibilitados de se alimentar, receberão uma lembrança simbólica”, adianta.

Outra iniciativa integrada nas comemorações do Dia Mundial do Doente, vai ter lugar pelas 15h, numa sessão híbrida presencial e transmissão via TEAMS, organizada pelo Grupo Institucional “Literacia para a Segurança dos Cuidados de Saúde de Enfermagem.

A sessão é subordinada ao tema “Mais literacia em saúde, melhor acesso aos cuidados”, cujo mote são tópicos orientados para a literacia e os cuidados ao doente, contando com a participação de vários profissionais de saúde do CHUC, na abordagem das diversas temáticas em discussão.

Pelas 16h, vai ser apresentado o e-book “Literacia em Saúde, um desafio emergente – A centralidade no Cidadão”, pela Presidente da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde, Cristina Vaz de Almeida.

A sessão de abertura do evento está a cargo da enfermeira diretora do CHUC, Áurea Andrade, e a sessão de encerramento é feita pelo Presidente do Conselho de Administração do CHUC, Carlos Santos.

Resposta imune celular
Dois investigadores espanhóis, um imunologista e um alergologista do Hospital Universitário das Ilhas Canárias, criaram um...

Apelidado de 'CoviDCELL', o teste que foi formulado pela especialista em Imunologia Yvelise Barrios, juntamente com o especialista em Alergologia Víctor Matheu, ainda não está a ser comercializado, apesar das tentativas dos seus criadores. No entanto, sabe-se que os seus resultados já tenham sido divulgados em várias publicações científicas.

"É um teste muito interessante para se fazer na nossa população, em doentes com doenças imunológicas, ou em doentes com cancro, por exemplo. E agora sabemos que há várias empresas farmacêuticas que estão a desenvolvê-lo e assumimos que chegarão mais amplamente no final deste ano ou no início do próximo ano", revelou o médico em entrevista.

Segundo os especialistas o 'CoviDCELL' é uma adaptação de um teste clássico da Imunologia (a reação retardada da hipersensibilidade), um teste de pele que tem sido realizado durante anos em doenças como a tuberculose, e amplamente utilizado nos anos 90 em pacientes com VIH, a quem o vírus ataca as células T ao longo do tempo.

No caso da Covid-19, é injetada uma peça da proteína pico do SARS-CoV-2 na pele do antebraço, para estudar a reação cutânea que ocorre no paciente. O objetivo é verificar se temos ou não imunidade celular contra o vírus e com ela a necessidade de tomar uma dose de reforço ou não.  

De acordo com os especialistas, o nosso sistema imunológico tem dois tipos de resposta: o humoral, aquele que fabrica os anticorpos específicos para cada agente patogénico, e que pode ser medido simplesmente com um teste serológico; e a imunidade celular, mais durável, e composta pelos famosos linfócitos T capazes de lembrar se já enfrentaram ou não um agente patogénico, e que até agora só podiam ser medidos em laboratório, em processos mais complexos.

"Se o nosso corpo já foi infetado pelo vírus, ou passamos a infeção, ou fomos vacinados teremos células T específicas que vão reconhecê-lo e ir para a área onde injetamos esta proteína sintética sob a pele. Se sim, haverá uma reação vermelha que nos dirá que o nosso corpo tem aquelas células T, que se lembram de ter enfrentado o vírus, e, portanto, continuamos protegidos contra esta doença", explica o imunologista.

Na sua opinião, as aplicações oferecidas pela 'CoviDCELL' são muito interessantes porque, embora apenas dê uma resposta afirmativa ou negativa, permite facilmente, sem necessidade de extrações de sangue, ou laboratórios sofisticados, conhecer e interpretar em muitas pessoas se existe esta resposta imune celular.

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados mais de 34 mil novos casos de infeção pelo novo coronavírus e 52 mortes em território nacional. O...

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a região do país que registou maior número de mortes, desde o último balanço: 17 em 52. Seguem-se as regiões Norte e Centro, ambas 15 óbitos registados. Açores contabilizaram duas mortes e o Alentejo, Algarve e Madeira contam mais uma morte casa, desde ontem.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 34.023 novos casos. A região Norte voltou a registar a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 11.888 seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo com 9.918 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 6.821 casos na região Centro, 1.713 no Alentejo e 1.951 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais 590 infeções, e os Açores com 1.142.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 2.435 doentes internados, mais 16 que ontem. Já as Unidades de cuidados intensivos têm agora menos oito doentes internados, desde o último balanço: 163.

O boletim desta quarta-feira mostra ainda que, desde ontem, 27.261 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 2.370.709 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 506.707 casos, mais 6.710 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 9.152 contactos, estando agora 646.368 pessoas em vigilância.

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