Até finais de fevereiro
O laboratório de tecidos e células estaminais BebéVida tem preparados até ao final de fevereiro novos workshops destinados aos...

No dia 18, às 20h00, decorrem em simultâneo dois workshops, um dedicado ao tema “Transporte Infantil: Papás informados – Crianças seguras”, com a intervenção de Telmo Gabriel, especialista em sistemas de retenção infantil, e a outra sessão vai ser centrada nos “Desafios do casal perante a chegada do bebé”, contando com a participação da Enfermeira Sandra Evangelista, especialista em saúde materna e obstetrícia.

“Mitos na amamentação” é a temática a ser explorada no dia 21, às 18h00, com a ajuda da Enfermeira Cláudia Guerreiro, especialista em saúde materna e obstetrícia, que vai esclarecer as dúvidas das grávidas relativamente ao aleitamento materno.

No mesmo dia, mas às 18h30, realiza-se uma nova sessão com o mote “A hora da bruxa – O choro inconsolável dos bebés”, em que a Enfermeira Adelaide Martins, especialista em saúde materna e obstetrícia vai ajudar a esclarecer o que pode estar na origem do choro intenso do bebé, bem como conselhos para lidar da melhor forma com essas situações.

“O regresso a casa – o que preparar e como” e “Desafios da amamentação” são as temáticas dos workshops que vão acontecer em simultâneo no dia 22 de fevereiro, às 18h00, com o contributo da Enfermeira Telma Cabral e da Enfermeira Carla Valente, respetivamente, ambas especialistas em saúde materna e obstetrícia.

Por sua vez, nos dias 23, 24 e 25, entre as 18h00 e as 19h00, será a vez de outros três workshops com os temas “Cuidados ao recém-nascido”, “Medos na gravidez, parto e pós-parto” e “Manual SOS das Cólicas”. A Enfermeira Sónia Mendonça, especialista em saúde materna e obstetrícia, o Enfermeiro/parteiro Jô Eduardo Andrade, especialista em aleitamento materno, saúde materna e obstetrícia, e a Enfermeira Teresa Coutinho, especialista em saúde materna e obstetrícia e ainda instrutora de massagem infantil, são os profissionais convidados a conduzir respetivamente cada uma das sessões de forma a esclarecer as principais questões dos futuros papás.

A segunda quinzena de fevereiro será também marcada pela realização de experiências “Eco My Baby” em diversas localidades do país. Tratam-se de sessões de ecografias 3D/4D, promovidas pela BebéVida, destinadas a grávidas a partir das 17 semanas de gestação. As mesmas serão realizadas em locais como: Porto (dias 16 e 17), Vila do Conde (16), Fátima (17), Batalha (18), Cascais (19), Fafe (19 e 20), Castelo Branco (23), Évora (23), Rio Maior e Lamego (ambas no dia 24).

A participação nos workshops e nas sessões de ecografias é totalmente gratuita, bastando efetuar inscrição prévia no site da BebéVida aqui.

Time In Range (TIR) Academy lançada localmente com o apoio da Sanofi
A iniciativa ‘TIR Academy’ da IDC (International Diabetes Center) que conta com o apoio de uma bolsa da Sanofi, é um programa...

A TIR Academy que pretende incluir mais de 10.000 participantes a nível mundial, foi bem recebida no nosso país, contando com 125 profissionais de saúde de Portugal.

Este programa decorrerá ao longo de 2022, sendo constituído por três fases:

1) Corpo docente internacional irá cobrir todos os aspetos do uso de relatórios TIR e AGP (Perfil de Glicose Ambulatório), para melhorar a gestão do tratamento das pessoas com diabetes.

2) Será avaliado como o TIR e a CGM (monitorização contínua de glicose), que são usados em ensaios clínicos, podem impactar a prática diária.

3) Revisão de casos clínicos dos participantes e discussão com o corpo docente do IDC.

Para Sofia Lemos, Medical Lead GEM & Country Medical Lead, “Esta parceria com o IDC permite-nos chegar a um conjunto alargado de profissionais de saúde a nível mundial com o estado da arte mais atual sobre a diabetes e a gestão desta patologia. Assim é com orgulho que a Sanofi também disponibiliza esta oferta formativa aos profissionais de saúde nacionais, apoiando o seu percurso profissional para que possam dar a melhor resposta aos milhares de pessoas que vivem com diabetes.”

Fundado em 1967, o IDC é reconhecido internacionalmente pela excelência na formação profissional especializada, educação de doentes, investigação e modelos para cuidados centrados no doente.

 

dados do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA
Novos dados do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) indicam que as injeções de reforço contra a Covid-19...

O CDC recomenda injeções de reforço para todos os indivíduos com 12 anos ou mais, cinco meses depois de terem recebido duas doses de Comirnaty da Pfizer/BioNTech ou da Moderna, ambas vacinas à base de mRNA, ou dois meses após uma dose única da vacina da Johnson & Johnson. Dados preliminares de Israel e do Reino Unido deram a entender que a eficácia da vacina de reforço diminui dentro de alguns meses, mas as novas conclusões do CDC oferecem a primeira evidência real de uma diminuição da eficácia do reforço nos EUA.

Olhando para dados de 10 estados dos EUA, os investigadores estimaram quão bem as doses de reforço - Comirnaty ou Spikevax – ajudaram a diminuir as consultas de urgência ou hospitalizações por Covid-19. Os investigadores focaram-se no período de agosto de 2021 a janeiro de 2022, período fortemente dominado pela variante Delta.

Durante o período predominante da Ómicron, a partir de 20 de dezembro de 2021, a eficácia da vacina contra as hospitalizações associadas à Covid-19 foi de 91%, nos dois meses seguintes a uma terceira dose, mas caiu para 78% no quarto mês. Os resultados mostraram ainda que a proteção se desvaneceu mais na prevenção de deslocações aos serviços de urgência, passando de 87% nos primeiros dois meses após uma terceira dose, para 66% ao fim de quatro meses. Declinou apenas 31% ao fim de pelo menos cinco meses, mas o CDC alertou que a descoberta era "imprecisa porque poucos dados estavam disponíveis".

Durante todo o período de cinco meses analisado por cientistas do CDC, 43% dos doentes hospitalizados com Covid-19 não foram vacinados, 45% receberam duas doses e 12% receberam as doses de reforço, avança o organismo.

 

 

24 e 25 de março
O Núcleo de Estudos de Ecografia (NEEco) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) vai realizar a 26 de março, em...

A 24 e 25 de março, também na capital portuguesa, decorrerá o curso pré-encontro no âmbito da reunião nacional.

“Neste encontro, os médicos internistas vão poder ouvir de colegas com renome internacional, como foi feito o desenvolvimento de POCUS em diferentes países, nomeadamente no Brasil, Espanha e Estados Unidos da América,  por forma a ter bases para podermos discutir, ao longo do encontro, as especificidades do desenvolvimento de POCUS em Portugal no âmbito da Medicina Interna e da relação com as outras especialidades que usam a Ecografia na prática diária”, antecipa José Mariz, Coordenador do Núcleo de Estudos de Ecografia (NEECO) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna.

Em ambiente de colaboração e networking, o I Encontro Nacional do Núcleo de Estudos de Ecografia vai permitir aos profissionais da especialidade refletir sobre atuais e futuros desafios da prática clínica.

“Serão abordadas atualizações no âmbito da Ecocardiografia no doente crítico, na Ecografia Reno-Vesical no Serviço de Urgência e da aplicação da Ecografia na abordagem inicial dos doentes com COVID-19”, referencia ainda José Mariz, sublinhando que, durante o encontro, será ainda feita a “apresentação de casos clínicos e trabalhos científicos, onde POCUS foi crucial na integração e resolução do problema clínico ou como objeto de estudo em trabalhos de investigação clínica”.

A Point-Of-Care UltraSonography (POCUS, como é internacionalmente conhecida) trata-se de uma técnica de diagnóstico segura e que permite o aperfeiçoar do processo de decisão na orientação do doente.  

Nos últimos anos tem-se registado um crescimento exponencial da Ecografia à Cabeceira do Doente (Point-of-care Ultrasonography – POCUS), junto dos Internistas a nível mundial e, Portugal mostra-se alinhado com a atual realidade.

“Dois aspetos são fundamentais para esse crescimento: por um lado, a evolução tecnológica permite o uso de ecografia à cabeceira do doente com aparelhos cada vez mais portáteis e com elevada qualidade de processamento de imagem em tempo real. Por outro lado, a crescente evidência científica, a partir de inúmeros trabalhos de investigação científica de qualidade, permite que o uso de ecografia à cabeceira do doente melhore o cuidado dos doentes, tornando mais eficiente o processo de decisão clínica e influenciando o desfecho do doente a nível da mortalidade e morbilidade”, conclui José Mariz.

 

 

Autorização de uso de emergência
A FDA emitiu uma autorização de uso de emergência para bebtelovimab – um anticorpo monoclonal - para tratar a Covid-19 leve a...

A notícia depois da FDA ter limitado o uso da terapia bamlanivimab/etesevimab da Lilly, que se revelou em grande parte ineficaz em doentes infetados com a variante Ómicron. A combinação foi concedida no início de 2021 para uma população semelhante de doentes com coronavírus em risco, mas quando a Ómicron surgiu no final do ano passado, os testes laboratoriais rapidamente revelaram que a terapia não era eficaz contra a estirpe de propagação rápida. O REGEN-COV da Regeneron Pharmaceuticals (casirivimab/imdevimab) também foi considerado como tendo "diminuído a potência" face à nova variante.

Potencial contra a subvariante BA.2

Os dados que suportam a luz verde da FDA para o bebtelovimab baseiam-se principalmente em análises do ensaio BLAZE-4 da fase II. O estudo incluiu doentes não hospitalizados com Covid-19 leve a moderado que foram aleatoriamente selecionados para receber o bebtelovimab, em dose isolada ou juntamente com bamlanivimab e etesevimab. De acordo com a farmacêutica, o pseudovírus e os testes autênticos de vírus demonstram que o bebtelovimab "mantém a atividade neutralizante total contra a Ómicron", enquanto os testes de pseudovírus indicam que pode neutralizar "todas as outras variantes conhecidas de interesse e preocupação, incluindo BA.2", uma subvariante da Ómicron.

Daniel Skovronsky, diretor científico e médico da empresa, observou que os investigadores de se encontram a trabalhar no bebtelovimab, desde o início do ano passado, "como um anticorpo amplamente neutralizante que poderia ser usado para combater uma variante altamente mutante". A variante Ómicron surgiu na África do Sul no final de novembro. A empresa assinou recentemente um acordo para fornecer ao governo dos EUA até 600.000 doses de bebtelovimab por pelo menos 720 milhões de dólares.

 

 

 

Fundação Rui Osório de Castro (FROC) está ao lado destas crianças e das suas famílias
Com apenas três anos, Frederica foi diagnosticada com leucemia. E tudo mudou. “A vida dos pais pára. Mas tudo o resto à nossa...

“Neste Dia Internacional da Criança com Cancro, voltamos a reforçar o nosso compromisso de estar com as crianças e adolescentes que enfrentam o diagnóstico de cancro e com as suas famílias, hoje e sempre. Ao mesmo tempo queremos homenagear todos os que passam por um diagnóstico: são todos uns heróis”, reforça Cristina Potier, Diretora-Geral da FROC.

Um trabalho reconhecido também por Patrícia, que salienta a forma “clara” como a FROC partilha a informação e o apoio dado, essencial nestes momentos tão difíceis. Um trabalho, diz, “exemplar”.

No entanto, para poder continuar a contribuir para o desenvolvimento de iniciativas inovadoras em oncologia pediátrica, para manter o apoio dado às crianças com cancro e às suas famílias, a FROC precisa da ajuda de todos, através de um gesto tão simples quanto importante: o da consignação do IRS, que permite encaminhar uma parte do imposto que seria a favor do Estado para uma entidade, sem qualquer custo. Basta apenas, no momento de preenchimento do Modelo 3, indicar que o pretende fazer, incluindo o NIF da FROC: 509413099.

O que tem de saber
A doença cardíaca coronária, ou simplesmente doença coronária, afeta milhões de pessoas em todo o mu

As suas principais manifestações são: angina estável e instável e enfarte agudo do miocárdio. Numa fase mais precoce da vida, os homens apresentam um maior risco de doença coronária do que as mulheres. No entanto, depois da menopausa o risco da mulher acaba por igualar o do homem.

Fatores de risco

Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de doença coronária são:

  • idade
  • colesterol elevado
  • hipertensão arterial
  • diabetes
  • tabagismo
  • obesidade
  • inatividade física
  • história familiar de doença coronária.

Esta doença grave e potencialmente fatal resulta da acumulação de depósitos de gordura e de tecido fibroso (placas) no interior das artérias que fornecem sangue ao coração, ou seja, as artérias coronárias. A formação e desenvolvimento destas placas tornam as artérias coronárias progressivamente mais rígidas e estreitas, dificultando o adequado fornecimento de sangue, e consequentemente de oxigénio e nutrientes, para o músculo cardíaco.

Com a idade e na presença de fatores de risco, as placas de aterosclerose vão aumentando de dimensões, causando obstrução do vaso sanguíneo. Esta obstrução pode ser devida apenas ao aumento de tamanho ou devido à formação de coágulos após a rutura da placa.

Sintomas

Seja qual for o mecanismo, há obstrução parcial ou completa do vaso sanguíneo, com consequente diminuição do fornecimento de sangue a determinadas zonas do músculo cardíaco, o que se manifesta na generalidade por dor no tórax, designada por angina, o sintoma mais típico. Outros sintomas podem surgir neste contexto, entre eles: cansaço extremo em esforço, náuseas, tonturas, dor no estômago, mandíbula, dorso ou braço.

Na presença destes sintomas, e se associado aos fatores de risco mencionados, os doentes devem consultar o seu médico para aconselhamento. Em função da história clínica, exame objetivo e com recurso a determinados exames complementares de diagnóstico, como por exemplo ECG, ecocardiograma, teste de isquemia, entre outros, é possível saber se existe doença coronária e qual a sua extensão.

Tratamento

O tratamento desta patologia envolve inicialmente mudanças de estilo de vida:

  • parar de fumar
  • controlar a pressão arterial
  • praticar exercício físico
  • ter uma alimentação equilibrada
  • diminuir o stress.

Se as mudanças no estilo de vida não forem suficientes, podem ser necessários medicamentos. Os medicamentos indicados dependem da situação de base, das comorbilidades associadas e podem variar de pessoa para pessoa. Existem ainda, nos casos indicados, outros procedimentos como colocação de stent, angioplastia com balão e cirurgia de revascularização miocárdica.

Todos eles aumentam o suprimento de sangue para o coração, mas não curam as doenças coronarianas.

Prevenir é a solução!

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Cerca 40 mil notícias e 1.400 horas de emissão em 2021
A pandemia de Covid-19 teve um impacto tremendo em toda a sociedade nos últimos dois anos e tornou-se um tema dominante na vida...

Segundo uma análise do serviço Clipping Mediamonitor, do Grupo Marktest, entre 2019 e 2020, o número de notícias sobre saúde nos principais canais portugueses quase quintuplicou, crescendo de 11.016 em 2019 para 51.875 em 2020. E deste universo de notícias, a esmagadora maioria foi sobre a eclosão e evolução da pandemia: foram emitidas 50.345 peças televisivas sobre Covid, ou seja, 97,1% do total de notícias ou reportagens dedicadas a temas de saúde. 

Em 2021 o noticiário sobre saúde nos espaços informativos dos principais canais portugueses recuou para um universo de 40.447 peças identificadas pelo Clipping Mediamonitor. Mas o ‘peso’ da Covid neste volume aumentou ligeiramente, com as 39.651 notícias relacionadas com a pandemia a representarem 98% do total de peças sobre temas de saúde. 

No total, em 2020 foram emitidas nos principais noticiários de TV mais de 1.900 horas de notícias sobre Covid, tendo esse volume recuado para cerca de 1.400 horas em 2021.  

Outro dado que confirma o efeito ‘rolo compressor’ da pandemia no noticiário televiso é o facto de os temas de saúde terem ultrapassado de forma clara o peso de outros temas tradicionalmente mais presentes no alinhamento informativo.  

Em 2019, por exemplo, os temas de saúde representavam cerca de 12% do espaço total de notícias emitidas pelos principais canais televisivos, atrás de temas como Desporto (16,7%), Política (24,9%) ou Segurança (25%). Em 2020 e 2021 esse cenário inverteu por completo. Em 2020, por exemplo, o espaço dedicado a temas de saúde passou para 39%, superando assim largamente o tempo dedicado a Segurança (22%), Política (18,8%) e Desporto (13%) 

Esta análise baseia-se nas notícias recolhidas no serviço e-telenews da MediaMonitor, que recolhe, classifica e disponibiliza online os conteúdos noticiosos dos principais programas de informação da TV portuguesa. 

 

 

15 de fevereiro
A Equipa de Enfermagem do Bloco Operatório do Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira, em estreita ligação com a...

Neste âmbito, ao longo da próxima semana, o CHUCB irá partilhar nas redes sociais da instituição, pequenos vídeos realizados pela sua equipa de enfermeiros perioperatórios, ilustrativos das dinâmicas e desafios vários, que se colocam a esta carreira profissional e, acima de tudo, reveladores da importância que as atividades formativas têm na sua prática clínica diária. Saliente-se que a educação em ambiente perioperatório, nas suas vertentes de ensino e formação contínua, contribui decididamente para a melhoria do desempenho dos enfermeiros e da restante equipa multiprofissional, o que resulta em benefícios óbvios para os utentes, fazendo desta forma jus, ao slogan escolhido para assinalar a campanha deste ano - “ENFERMAGEM PERIOPERATÓRIA: A EDUCAÇÃO MELHORA A PRÁTICA”.

A Enfermagem Perioperatória é uma área clínica especializada da Enfermagem, que se destaca pela dinâmica evolutiva do seu contexto e pela necessidade de formação contínua, de forma a poder fazer face à constante inovação técnico-científica e assim, prestar cuidados efetivos, seguros e avançados às pessoas que vão ser submetidas a cirurgias ou outras terapêuticas invasivas realizadas em contexto perioperatório.

 

13 de fevereiro
Em 2021, foram distribuídos cerca de 4 milhões de preservativos masculinos e femininos e 400 mil embalagens de gel lubrificante...

Trata-se de um aumento de 33% no número de preservativos entregues, entre 2020 e 2021, representando o esforço para manter a resposta em matéria de prevenção num ano ainda afetado pela pandemia COVID-19. Por iniciativa da AIDS Health Care Foundation, no dia 13 de fevereiro celebra-se o Dia Internacional do Preservativo, com o objetivo de salientar a importância do preservativo enquanto medida de prevenção de infeções sexualmente transmissíveis e gravidezes não planeadas.

Em Portugal, esta iniciativa é realizada em colaboração com Organizações Não Governamentais e com as 10 cidades signatárias da Declaração de Paris que se comprometeram a acelerar, até 2030, a sua resposta local à infeção por VIH, Tuberculose e Hepatites, com vista a eliminar estas infeções enquanto problemas de saúde pública.

A Direção-Geral da Saúde através dos Programas Nacionais para as IST e Infeção VIH, e Hepatites Virais, da Divisão de Saúde Sexual, Reprodutiva, Infantil e Juvenil, e da Divisão de Literacia, Saúde e Bem-Estar, assinala esta data com uma campanha de incentivo ao uso adequado do preservativo, divulgada nas redes sociais e websites e distribuindo gratuitamente preservativos à população.

“É fulcral continuar a apostar no acesso gratuito e facilitado aos meios preventivos, como os preservativos, mesmo em contexto de pandemia, pela sua elevada eficácia na prevenção de infeções sexualmente transmissíveis e de gravidezes não desejadas, bem como repensar novas formas de abordagem às populações alvo”, sublinha a DGS

 

 

Investigação
Um novo estudo sobre o coronavírus indica que há uma resposta diferente à infeção capacidade imunológica mais limitada em...

O estudo publicado pela Plos Computational Biology é liderado pelo Centro Nacional de Microbiologia (CNM) do Instituto de Saúde Carlos III (ISCIII).

A investigação expõe o risco "possível" de fugas imunitárias em populações minoritárias cujas características genéticas podem reduzir a sua capacidade de combater a infeção da SARS-CoV-2.

O trabalho estuda a resposta celular mediada por linfócitos CD8+, células imunitárias que desempenham um papel central face a uma primeira infeção natural (a primeira vez que a infeção é sofrida), e não a proteção induzida por vacinas, que, como concluído por dois estudos recentes do CNM são eficazes contra Ómicron e outras variantes da SARS-CoV-2.

 

 

Tratamento monoclonal
O governo dos EUA comprou 600 mil doses de um novo fármaco chamado bebtelovimab para tratar a variante Ómicron, depois de dois...

O Ministério da Saúde disse em comunicado que o bebtelovimab é um tratamento monoclonal de anticorpos que, de acordo com estudos preliminares "funciona contra a variante ómicron", embora ainda não tenha sido aprovado pela Food and Drug Administration (FDA).

Caso a entidade reguladora autorize o seu uso de emergência, este novo tratamento será encaminhado para os Estados, adiantou o secretário da Saúde, Xavier Becerra, de acordo com o comunicado.

Esta aquisição surge depois de dois tratamentos monoclonais de anticorpos utilizados até agora, bamlanivimab/etesevimab e REGEN-VOC, terem-se revelado muito ineficazes contra a  Ómicron, uma variante que já representa todas as novas infeções Covid-19 nos Estados Unidos.

 

Estudo
Uma nova investigação mostra que, embora o número de anticorpos Covid diminua, com o tempo, em pacientes previamente infetados...

O estudo, realizado por Carmit Cohen do Sheba Medical Center em Ramat Gan, Israel, e colegas, que será apresentado no Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infeciosas deste ano, também descobriu que, ao contrário das expectativas, os doentes anteriormente infetados com obesidade tinham uma resposta imunológica maior e mais sustentada do que os doentes com excesso de peso e peso normal.

Embora a proteção contra a reinfeção dure muito tempo em pacientes recuperados de SARS-CoV-2, as infeções estão a tornar-se mais frequentes seis meses após a vacinação. Neste estudo, os autores analisaram a resposta imune humoral (induzida por anticorpos) em indivíduos recuperados de Covid-19, mas não vacinados durante um ano, comparando-a com as que receberam duas doses da vacina da Pfizer (mas nenhuma infeção anterior) durante oito meses.

 

Projeto “Viver com a Diabetes”
A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) encontra-se a desenvolver o projeto de intervenção comunitária “Viver...

Nos bairros da Estação, Caixa Têxtil e Laranjeiras, na União das Freguesias São Mamede de Infesta e Senhora da Hora, serão realizados rastreios de identificação de pessoas com alto risco de desenvolver diabetes e com diabetes não diagnosticada. Serão realizados programas de educação com os quais se pretende apoiar a população para a prevenção da diabetes. Simultaneamente, serão desenvolvidos programas para a promoção da literacia em saúde das pessoas com diabetes que contribuam para a capacitação do doente relativamente à autogestão e ao controlo da diabetes.

O projeto “Viver com Diabetes” conta ainda com ações de formação sobre diabetes e cuidados preventivos ao pé diabético, destinadas a profissionais que trabalham junto das comunidades (Associações locais), técnicos superiores de Ação Social (União das Freguesias), profissionais de saúde e cuidadores formais e informais.

“A diabetes, um dos maiores problemas de saúde pública, está relacionada com desigualdades e fatores socioeconómicos. O baixo rendimento, o desemprego e a baixa escolaridade estão fortemente associados ao risco de desenvolver diabetes. Tendo em conta esta realidade, o projeto Viver com Diabetes pretende prevenir a diabetes junto das populações que, pela sua vulnerabilidade, têm um risco mais elevado de a desenvolver. Ao mesmo tempo procurará garantir a melhoria da qualidade de vida daqueles que já vivem com a doença através de uma abordagem de proximidade”, explica o presidente da APDP, José Manuel Boavida.

O projeto “Viver com a Diabetes” é uma parceria entre a APDP, a Câmara Municipal de Matosinhos, a União das Freguesias São Mamede de Infesta e Senhora da Hora, a MatosinhosHabit e a APPACDM Matosinhos, em articulação com a ULS Matosinhos.

“Com a promoção de ações de rastreio que possibilitem o diagnóstico precoce da diabetes e ações que visam melhorar os níveis de literacia em saúde, estamos a capacitar as pessoas para um maior controlo da diabetes e, desta forma, conseguimos evitar a sua progressão ou retardar o surgimento das consequências graves que lhe estão associadas”, conclui Dulce do Ó, enfermeira responsável do projeto “Viver com Diabetes”.

A maioria dos doentes tratados foram homens e a média de idades situou-se acima dos 60 anos
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) acaba de divulgar os dados referentes ao tratamento para o enfarte...

Segundo dados do Registo Nacional de Cardiologia de Intervenção (RNCI), em 2021 foram realizadas 4.002 angioplastias primárias para o tratamento de enfarte agudo do miocárdio, um aumento de 4,8 por cento, face ao ano anterior. A maioria dos doentes tratados foram homens e a média de idades situou-se acima dos 60 anos.

“Os dados do RNCI demonstram-nos um aumento do número de angioplastias primárias, procedimento para tratamento do enfarte, nos hospitais nacionais dotados de salas de hemodinâmica, um dado que nos aponta para um aumento do número de doentes tratados, o ano passado”, explica Eduardo Infante de Oliveira, presidente da APIC.

Atualmente, a angioplastia coronária é o melhor tratamento para o enfarte agudo do miocárdio. “No hospital, o cardiologista de intervenção irá efetuar uma angioplastia coronária que consiste na colocação de um tubo muito fino (cateter) na artéria a ser tratada, através do qual se introduz um fio guia que atravessa a obstrução da artéria. Sobre o fio guia é introduzido um balão que será insuflado na zona da obstrução, restabelecendo, assim, o normal fluxo sanguíneo da artéria. Na grande maioria dos casos é, ainda, necessário implantar uma pequena rede metálica expansível (stent), para que a artéria se mantenha permeável a longo prazo”, explica João Brum Silveira, Coordenador Nacional do Stent Save a Life (APIC).

Com o objetivo de promover o conhecimento e a compreensão sobre o enfarte agudo do miocárdio e os seus sintomas; e alertar para a importância do diagnóstico atempado e tratamento precoce, a APIC desenvolveu e tem a decorrer a campanha de consciencialização “Cada Segundo Conta”, com o apoio do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da iniciativa Stent Save a Life, da APIC.

O enfarte agudo do miocárdio ocorre quando uma das artérias do coração fica obstruída, o que faz com que uma parte do músculo cardíaco fique em sofrimento por falta de oxigénio e nutrientes.

Dor no peito, suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade são sintomas de alarme para o enfarte agudo do miocárdio. Não ignore estes sintomas. Ligue rapidamente 112 e siga as instruções que lhe forem dadas. Para evitar um enfarte é importante adotar um estilo de vida saudável: não fumar; reduzir o colesterol; controlar a tensão arterial e a diabetes; fazer uma alimentação saudável; praticar exercício físico; vigiar o peso e evitar o stress. Para mais informações consulte: www.cadasegundoconta.pt

Saúde mental
Mesmo numa relação saudável pode acontecer que um dos parceiros desenvolva uma perturbação depressiv

O que é a Depressão

A Depressão é uma perturbação mental que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Depressão não se trata apenas de estar triste. Quando alguém é diagnosticado com uma perturbação depressiva, implica que tenha um conjunto de sintomas físicos e psicológicos persistentes na sua intensidade e frequência durante um certo período de tempo.

Os sintomas mais comuns são:

  • sentimentos de tristeza, culpa, falta de valor pessoal
  • Irritabilidade
  • baixa autoestima,
  • fadiga e cansaço
  • dificuldades de concentração e em tomar decisões
  • insónia ou hipersónia,
  • alterações de apetite
  • perda de interesse em pessoas e/ou atividades,
  • pensamentos suicidas
  • diminuição do prazer sexual/libido

Causas da Depressão

A depressão pode ter variadas causas. As mais comuns podem ser: adversidades na vida atual da pessoa que causem um intenso sofrimento, e/ou experiências negativas passadas que não foram ultrapassadas. Muitas vezes as relações amorosas são um gatilho para o aparecimento de sintomas depressivos, nomeadamente em casos de traição, relações à distância, relações abusivas etc.

Mesmo numa relação saudável pode acontecer que um dos parceiros desenvolva uma perturbação depressiva. Quando isto acontece, podem surgir sentimentos de culpa (por parte de quem está doente) que acabam por aumentar a severidade dos sintomas depressivos.

Como pode a Depressão afetar os relacionamentos

A pessoa que experiencia uma perturbação depressiva pode ficar mais cansada, menos interessada em socializar com seu parceiro, com menos vontade de sair e de se divertir como antes costumava fazer. Pode sentir-se com mais frequência irritada, menos paciente e flexível do que antes do seu estado depressivo.

Estes sintomas levam muitas vezes a pessoa a sentir vergonha, culpa por não estar bem e pelo impacto negativo que estes sintomas têm na relação. A pessoa pode começar a sentir que é um "fardo" para o parceiro e que este estaria melhor fora da relação. Isto acaba por tornar mais difícil a comunicação entre ambos. A pessoa com depressão poderá tentar esconder, disfarçar o mais possível o que sente para manter a relação.

A depressão também poderá afetar a forma como os parceiros se envolvem sexualmente. A pessoa com depressão tem menos interesse em ter relações sexuais, e sente menos prazer quando tem.

Para o sexo masculino o impacto pode ser ainda maior, na medida em que, poderão ficar com dificuldades em ter e manter a ereção. Alguns medicamentos para o tratamento da Depressão poderão também ter este efeito secundário.

Todos estes fatores potenciam grandes desafios às relações, uma vez que os casais tendem a sentir-se menos envolvidos um com o outro, e poderão sentir-se menos atraentes e desejados pelo parceiro.

O que pode ajudar?

A Depressão é uma perturbação mental que geralmente é tratável. Existem alguns passos que são importantes para a pessoa começar a mudar e a sair do estado depressivo.

O primeiro passo é procurar ajuda de um profissional, preferencialmente de um psicólogo e/ou psiquiatra, caso exista necessidade de introduzir medicação. O psicólogo pode ajudar a diagnosticar e perceber os motivos e padrões mentais que estão a manter a pessoa com depressão. O tratamento passa por alterar os padrões mentais e promover mudanças que muitas vezes ajudam a pessoa a ir reduzindo os seus sintomas depressivos. É muito importante que se perceba se o relacionamento está a ser prejudicial ou benéfico para o tratamento.

O segundo passo é começar a comunicar mais com o parceiro, a sinceridade e frontalidade geralmente funcionam melhor do que a negação deste problema. Se a relação for saudável e benéfica para a pessoa, o próprio parceiro deve fazer parte da solução, devendo estar ao corrente daquilo que pode fazer para ajudar mais. Podem começar a retomar algum envolvimento físico, sem pressão, como dar as mãos e abraços. Voltarem a ter mais tempo para ambos, com atividades que ambos gostem.

O terceiro passo é promover mudanças que possam melhorar o seu estado, como por exemplo, voltar a fazer caminhadas, passar mais tempo fora de casa, apanhar sol etc. É fundamental que a pessoa crie pequenas atividades e/ou rotinas que aumentem a qualidade de vida e que sejam pequenas conquistas transmissoras de esperança, força e confiança.

É importante ter em mente que o tratamento de uma Depressão não é um processo linear, vão existir dias bons e maus, mas com o tempo e com a sua força de vontade poderá melhorar e recuperar gradualmente a sua vida e a sua relação amorosa.

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Dia do Europeu do 112
No âmbito do Dia do Europeu do 112, que se assinala esta sexta-feira, 11 de fevereiro, o Instituto Nacional de Emergência...

O Dia Europeu do 112 é assinalado anualmente com o objetivo de aumentar o conhecimento e a consciencialização sobre o Número Europeu de Emergência – 112, um serviço gratuito que funciona 24 horas por dia.

Nesta data, a PSP e o INEM, enquanto gestores operacionais do 112 e do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), respetivamente, organizam um seminário online, às 11 horas, sobre a «Estrutura e gestão de chamadas de emergência». O objetivo é reforçar o papel de todos os que ligam 112 e demonstrar que a disponibilização de informação constitui a melhor forma de potenciar a eficácia da estrutura de resposta.

Em Portugal, ainda se registam muitos contactos de cidadãos para o 112 de situações que não se enquadram na categoria de emergência, o que representa uma dificuldade acrescida para garantir a manutenção da eficácia da resposta do sistema.

O seminário, de livre acesso, pode ser seguido através do Facebook e Twitter da PSP, bem como no Facebook do INEM. No final da sessão, haverá lugar a respostas a questões colocadas pelo público.

 

A Dioscope já assinou contrato com 14 hospitais
A startup portuguesa Dioscope, que criou uma plataforma para a formação médica e criação de sistemas de apoio à decisão clínica...

O assistente médico digital da Dioscope é um sistema de apoio à decisão clínica, adaptado à realidade de cada unidade do SNS, com o objetivo de melhorar a eficácia dos serviços hospitalares, prevenir o erro médico e melhorar a articulação entre as várias especialidades. O sistema para o SNS é um chatbot criado pelos médicos dos próprios hospitais, que integra ainda um centro de ensino digital.

O assistente médico digital promete, desta forma, diminuir a sobrecarga dos profissionais de saúde na linha da frente e assinalar um progresso na segurança e atendimento aos doentes. Neste momento, o sistema está em fase final de implementação.

A Dioscope está em negociações com os principais hospitais do SNS e já tem contratos assinados com 14 hospitais: Hospital São João; Hospital Egas Moniz; Hospital de São José; Hospital de Santa Marta; Hospital Curry Cabral; Hospital da Estefânia; Maternidade Alfredo da Costa; Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga; Centro Hospitalar Médio Tejo e Alto Douro; Centro Hospitalar Oeste; Hospital de Santo André; Hospital de Distrital de Pombal; Hospital de Alcobaça; Centro Hospitalar de Leiria. A startup tem como principal objetivo levar esta solução a todos os médicos portugueses até ao final do ano de 2022.

“A implementação dos sistemas de apoio à decisão clínica nos hospitais e centros de saúde é um passo determinante para melhorarmos o SNS. Em poucas palavras, podemos explicar estes sistemas como um ‘médico virtual’ capaz de comunicar e ajudar os médicos ‘reais’ que estão no serviço de urgência, na linha da frente, melhorando tempos de espera e diminuindo o erro médico”, explica o médico Tomás Pessoa e Costa, fundador da Dioscope.

Neste ano, Francisco Goiana da Silva juntou-se à startup para liderar a estratégia de implementação no SNS e expansão internacional. O médico e antigo Diretor de Novos Negócios de Saúde no grupo SONAE acrescenta: “Queremos democratizar o acesso à boa decisão médica. Na Dioscope, cada equipa clínica, mesmo sem conhecimentos de informática, pode criar o seu próprio sistema de decisão, adaptado à realidade de cada Hospital ou Centro de Saúde. E em breve, graças ao fantástico trabalho dos Hospitais portugueses, acredito que vamos ver um SNS pioneiro nestes sistemas e demonstrar que consegue evoluir e melhorar em nome do bem-estar dos seus doentes”.

A plataforma foi criada em 2018 pelo médico Tomás Pessoa e Costa, inicialmente dedicada à formação médica digital. Em 2021, como consequência do sistema de saúde sobrecarregado pela pandemia, a startup decidiu dar um passo em frente e criar o “médico virtual”. O médico Francisco Goiana da Silva, com vasta experiência em gestão em saúde, tornou-se no aliado de Tomás Pessoa e Costa para revolucionar a eficácia dos hospitais portugueses. Durante seis meses criaram e implementaram o primeiro “médico virtual” de apoio a urgências hospitalares, chefiado pela médica internista Marta Jonet.

Estudo Mayo Clinic
Os doentes internados com Covid-19 que tinham uma combinação de pressão arterial elevada, obesidade, diabetes ou outras...

O risco de desenvolver a Síndrome de Dificuldade Respiratória Aguda (uma doença pulmonar que causa baixos níveis de oxigénio no sangue) aumentou progressivamente com cada critério de síndrome metabólica presente. O estudo (um dos maiores a examinar a ligação entre a síndrome metabólica e os resultados da Covid-19), analisou registos de mais de 46.000 doentes internados em 181 hospitais em 26 países.

"O nosso estudo descobriu que se o doente tem colesterol alto, pressão arterial alta, obesidade leve e pré-diabetes ou diabetes e está hospitalizado com Covid-19, tem uma quatro vezes mais hipóteses de desenvolver SDRA”, disse o autor principal do estudo, Joshua Denson, especialista em pneumologia e cuidados intensivos. "Também descobrimos que em todos os níveis de apoio respiratório, os pacientes com síndrome metabólica tiveram resultados piores. Os doentes com síndrome metabólica sofreram um aumento da ventilação mecânica invasiva, aumento da ventilação não invasiva ou apoio ao oxigénio de alto fluxo e aumento do uso suplementar de oxigénio em comparação com pacientes sem síndrome metabólica”, acrescentou.

Investigadores da Mayo Clinic, da Sociedade de Medicina Crítica e da Universidade de Tulane acompanharam os resultados dos doentes hospitalizados, entre meados de fevereiro de 2020 e meados de fevereiro de 2021, no Global Discovery VIRUS: Covid-19 Registry. Os investigadores compararam 5.069 doentes (17,5 por cento) com a síndrome metabólica com 23.971 doentes de controlo (82,5 por cento) sem síndrome metabólica. Definiram a síndrome metabólica como tendo mais de três destes critérios: obesidade, pré-diabetes ou diabetes, hipertensão ou colesterol alto.

Os doentes com síndrome metabólica tinham 36% mais probabilidade de desenvolver síndrome de dificuldade respiratória aguda, quase 20% mais probabilidade de morrer no hospital, mais de 30% de probabilidade de ser admitido na UCI, e 45% mais provável de exigir ventilação mecânica. Os investigadores calcularam estes riscos depois de se ajustarem à raça, idade, sexo, etnia, outras comorbilidades e volume de casos hospitalares.

No total, pouco mais de 20% dos doentes com síndrome metabólica morreram no hospital, 20% desenvolveram síndrome de dificuldade respiratória aguda, e quase metade dos pacientes foram internados na UCI. Entre aqueles que não sofriam de síndrome metabólica, aproximadamente 16% dos pacientes morreram, 12% desenvolveram síndrome de aflição respiratória aguda, e quase 36% foram admitidos na UCI.

A síndrome metabólica foi significativamente mais comum entre os pacientes com Covid-19 hospitalizados em hospitais nos Estados Unidos (18,8 por cento) do que os internados em hospitais fora dos Estados Unidos (8 por cento). De acordo com os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças, mais de um terço dos adultos nos EUA cumprem os critérios para a síndrome metabólica, com algumas regiões com uma prevalência desta condição superior a 40%.

Casos graves de Covid-19 são caracterizados por uma resposta imune hiper-inflamatória à infeção em todo o corpo. Os autores suspeitam que a inflamação crónica de baixa qualidade das doenças metabólicas, especialmente quando agrupadas, poderia tornar estes pacientes mais vulneráveis à Covid-19.

Os investigadores notam que, tendo em conta as elevadas taxas de síndrome metabólica, obesidade e diabetes nos EUA, a explicação para o facto de o país ser o líder mundial em casos e mortes de Covid-19 pode ser a elevada prevalência da síndrome metabólica nesta população.

"Estas descobertas importantes são mais um exemplo das possibilidades de dados reunidos de centenas de hospitais na deteção de associações significativas durante a pandemia", diz Rahul Kashyap, M.B.B.S., autor sénior do estudo e investigador principal do Discovery VIRUS: Covid-19 Registry. "Estas descobertas ajudarão nos esforços para criar infraestruturas nacionais para identificar fatores de risco para doenças críticas e testar novos fármacos para ajudar a melhorar os resultados dos pacientes."

O estudo revela variações na prática e fornece uma base de dados abundante para investigação sobre tratamentos e cuidados eficazes. Em março de 2020, a Sociedade de Medicina Crítica e a Mayo Clinic lançaram este primeiro registo global sobre a Covid-19 que acompanha os padrões de cuidados intensivos e hospitalares quase em tempo real.

Iniciativa é gratuita e aberta ao público em geral
“Saúde em Dia: Vamos falar sobre a Doença de Alzheimer” é o tema da próxima sessão informativa, promovida pelo Espaço Saúde...

A iniciativa, que se dirige à comunidade idosa algarvia, tem lugar no próximo dia 15 de fevereiro, das 10h30 às 12h00, no Anfiteatro da Junta de Freguesia de Quarteira, e conta também com transmissão online para os Centros de Dia e Instituições Residenciais para Idosos parceiros do projeto, aumentando assim o impacto da sessão junto do público-alvo.

A sessão pretende promover a literacia em saúde sobre as demências através de informação credível, simples e objetiva, ao mesmo tempo que pretende contribuir para uma mudança na forma como estas patologias são encaradas pela sociedade. Analisar as causas e formas de prevenção da doença, abordar o seu impacto no comportamento e na qualidade de vida do doente e família, assim como analisar os recursos atualmente existentes para apoiar estes doentes e cuidadores, de forma a aliviar o impacto da patologia, são alguns dos temas a serem abordados na sessão.

“É urgente criar respostas para as pessoas com demência, especialmente quando em Portugal o número de pessoas com estas patologias ultrapassa a tendência europeia, estando previsto que duplique até 2050. São dados como estes que nos levam a agir e a querer fazer mais. É, por isso mesmo, que desenvolvemos iniciativas como esta, que pretendem esclarecer os doentes e as suas famílias, e que os ajudam a encontrar os apoios necessários para uma melhoria da sua qualidade e vida", refere Ricardo Valente Santos, psicólogo e gestor do projeto Espaço Saúde 360º Algarve. 

Estarão presentes Edite Reis, Coordenadora do Núcleo do Algarve da Associação Portuguesa de Familiares e Amigos dos Doentes de Alzheimer e Margarida Ferreira, Neuropsicóloga do Núcleo do Algarve da Associação Portuguesa de Familiares e Amigos dos Doentes de Alzheimer, que vão desmitificar o tema e esclarecer todas as dúvidas e conceitos sobre esta patologia.

A sessão “Saúde em Dia: Vamos falar sobre a Doença de Alzheimer” está enquadrada na atividade “Saúde em Dia”, um conjunto de sessões informativas que pretendem esclarecer a população algarvia sobre importantes temas relacionados com a área da saúde, através de uma comunicação simples e objetiva, que desmitifica alguns conceitos erróneos. Para isso, contam com o importante apoio de profissionais de saúde e de Associações de doentes associadas à Plataforma Saúde em Diálogo, que se juntam nesta missão de promover a literacia em saúde no seio da comunidade idosa do Algarve.

A iniciativa é gratuita e aberta ao público em geral, mediante inscrição obrigatória aqui.

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