Dia Internacional do Preservativo

Infeções Sexualmente Transmissíveis

A necessidade do uso do preservativo nas relações sexuais é, já há muito, recomendada pelos especialistas. No entanto, alguns estudos mostram que ainda existe alguma resistência ao seu uso. Saiba que o preservativo é a melhor arma contra as Infeções Sexualmente Transmissíveis.

As Infeções Sexualmente Transmissíveis (IST) são infeções contagiosas transmitidas por via sexual, que podem desencadear as chamadas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST).

Apesar de designarem condições diferentes, estes dois termos são muitas vezes entendidos como sinónimos.

Na realidade, a infeção “é a invasão de tecidos corporais de um organismo hospedeiro por parte de agentes capazes de provocar doenças”, enquanto a doença infeciosa “corresponde a qualquer doença clinicamente evidente – manifestando-se através de sintomas e sinais, com alterações fisiológicas, bioquímicas e hispatologicas – como consequência das lesões causadas pelo agente e pela resposta do hospedeiro”.

Nem sempre as IST se manifestam de forma clara, pelo que os especialistas aconselham rastreios e exames clínicos de diagnóstico.

Algumas infeções provocam apenas sintomas na mulher, outras no homem. E, não raras vezes, elas podem ser assintomáticas, daí a necessidade de tomar cuidados redobrados e não esquecer o uso do preservativo.

Apesar de não apresentarem sintomas, com alguma frequência, os sinais mais evidentes de uma IST são: corrimentos vaginais ou uretrais (no caso dos homens), a presença de vermelhidão, bolhas, verrugas, ou vesículas nos órgãos genitais e à sua volta.

Dor ou sensação de ardor ao urinar, dor na zona pélvica, sensação de dor ou desconforto durante as relações sexuais e febre são outros sinais de alerta.

Em certos casos, as consequências de uma Infeção Sexualmente Transmissível não tratada manifestam-se mais tarde, sem que se tenha detetado anteriormente qualquer sinal fora do normal.

Uma das complicações mais graves das IST é a infertilidade.

A utilização de métodos barreira, como é o caso do preservativo (mas não só), é a forma mais eficaz na prevenção de uma Infeção Sexualmente Transmissível sempre que existam relações sexuais, inclusive para proteger os chamados brinquedos sexuais – aspeto muitas vezes esquecido.

Entre as Infeções Sexualmente Transmissíveis encontram-se:

- Clamídia: infeção do tipo bacteriano que pode afetar o pénis, vagina, colo do útero, anús, uretra, garganta ou olhos. É uma infeção bastante comum, transmitida por via sexual e que se pode transmitir de mãe para filho.

- Gonorreia: também popularmente conhecida por “esquentamento”, é uma infeção causada por uma bactéria. Geralmente não apresenta sintomas, no entanto, pode causar dor pélvica, hemorragia, febre, corrimento, dor ou ardor ao urinar. A consequência mais grave no caso das mulheres é a infertilidade. Nos homens, há um maior risco de desenvolver cancro da próstata.

- Sífilis: Frequentemente assintomática, o que dificulta o seu diagnóstico. “Após infeção, existe um período latente que dura em média três semanas e durante este período não são visíveis quaisquer sintomas, podendo manter-se assintomática durante um tempo considerável”. A Sífilis Primária caracteriza-se por uma úlcera indolor no ponto de exposição bacteriana. Pode afetar os genitais, uretra, ânus, colo do útero, lábios e boca.

- Herpes Genital: causada pelos vírus herpes simplex do tipo 1 (que provoca lesões na mucosa oral) ou pelo vírus herpes simplex do tipo 2 (lesões nos genitais ou ânus). Tem um período de incubação que vai entre três a sete dias. Caracteriza-se pelo aparecimento de vesículas e lesões na área genital, provocando dor, prurido e ardor ao urinar.

- Tricomoníase: infeção provocada por um parasita – Trichonomas Vaginalis. Pode causar pequenas hemorragias, prurido ou comichão, inchaço nas virilhas, corrimento com odor intenso e cor alterada. Nos homens, traz maior necessidade de urinar com dor ou ardor e irritação no pénis. É tratada com antibióticos.

A utilização do preservativo é o único método contraceptivo que diminui o risco de contágio.

- Hepatite B: infeção viral que ataca o fígado e pode causar doença aguda ou crónica. O vírus é extremamente contagioso e esta é a mais perigosa de todas as hepatites, uma vez que apresenta associado um elevado risco de morte por cirrose ou cancro do fígado. Um dos comportamentos de risco são as relações sexuais desprotegidas.

- Vírus do Papiloma Humano (HPV): “Existem mais de 100 tipos de HPV”. Estima-se que 80% das mulheres e homens tenham contato com o vírus em alguma fase da sua vida. Quando afeta o aparelho genital causa condilomas, conhecidos como verrugas genitais.

As relações sexuais precoces, desprotegidas e elevado número de parceiros são alguns dos fatores de risco.

- VIH/SIDA: O vírus do VIH encontra-se no sangue, sémen e nos fluidos vaginais das pessoas infetadas.

A infeção pode ser prevenida através da utilização do preservativo e não partilhado objetos que possam ter estado em contato com fluidos contaminados.

Não há ainda uma cura para a infeção pelo VIH e SIDA. Os tratamentos passam pela administração de uma terapêutica anti-retrovírica. 

Sofia Esteves dos Santos
Fonte: 
Associação Para o Planeamento da Família
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
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INFORMAÇÕES ESSENCIAIS COMPATÍVEIS COM RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO NOME DO MEDICAMENTO: Microlax, 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml, Solução rectal e Microlax, 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml, Solução rectalCOMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA: Composição por microclister: Citrato de sódio: 450 mg ou 270 mg; Laurilsulfoacetato de sódio 45 mg ou 27 mg. Excipiente q.b.p.: 5 ml ou 3 ml. FORMA FARMACÊUTICA: Solução rectal (enema). A solução é viscosa, incolor e contém pequenas bolhas de ar incorporadas. INFORMAÇÕES CLÍNICAS – Indicações terapêuticas: Tratamento sintomático da obstipação rectal ou recto-sigmoideia; Encopresis; Obstipação durante a gravidez, obstipação associada ao parto e cirurgia (uso pré e pós­operatório); Preparação do recto e sigmóide para exames endoscópicos. Posologia e modo de administração: Adultos e crianças de idade superior a 3 anos: Administrar o conteúdo de uma bisnaga por dia. Na obstipação marcada pode vir a ser necessária a aplicação do conteúdo de duas bisnagas. Crianças até 3 anos: Na maioria dos casos é suficiente uma bisnaga de Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml. Modo e via de administração: 1. Retirar a tampa da cânula (Microlax a 270 mg/3 ml + 27 mg/3 ml) ou quebrar o selo da cânula (Microlax a 450 mg/5 ml + 45 mg/5 ml). 2. Comprimir ligeiramente a bisnaga até aparecer uma gota na extremidade da cânula. 3.Introduzir a cânula no recto. 4.Comprimir completamente a bisnaga. 5.Retirar a cânula, mantendo a bisnaga comprimida. Contra-indicações:Hipersensibilidade às substâncias activas ou a qualquer dos excipientes. Advertências e precauções especiais de utilização: Recomenda-se evitar a utilização de Microlax no caso de pressão hemorroidária, fissuras anais ou rectais e colites hemorrágicas. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção: Não foram realizados estudos de interacção. Efeitos indesejáveis: Doenças gastrointestinais: Frequência desconhecida (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis): Como em relação a todos os medicamentos do género, um uso prolongado pode originar sensação de ardor na região anal e excepcionalmente rectites congestivas. DATA DA REVISÃO DO TEXTO: Janeiro de 2009. Para mais informações deverá contactar o titular de Autorização de Introdução no Mercado. Medicamento não Sujeito a Receita Médica.