Comunicado
A ANTEM – Associação Nacional de Técnicos de Emergência Médica, “uma associação sócio profissional de direito privado, sem fins...

Deste modo,  ANTEM “assume-se como entidade que representa e defende os interesses socioprofissionais, junto de quaisquer entidades públicas ou privadas, no domínio da emergência médica e também na sociedade em geral, a nível nacional, mas também na cooperação com entidades internacionais, apresentando-se como catalisador na congregação dos técnicos e profissionais da emergências médica, com o objetivo de melhorar desempenho e conhecimentos, com vista a alcançar uma posição de destaque no panorama do socorro nacional”.

Em comunicado apresenta-se como uma ferramenta de comunicação e espaço de interação, “dando a conhecer o trabalho dos profissionais, visando a valorização e a qualificação destes”, não aceitando “associações a interesses que não sejam o da melhoria da emergência médica”.

Segundo, a direção “A ANTEM não tem preconceitos em relação a qualquer outra associação do sector, mas reitera que apenas ela é, de origem e por criação, uma associação socioprofissional de direito privado e que representa os interesses dos profissionais da emergência médica” e “não se esconde e não opera escondida nas trincheiras de outras Associações ou organizações existentes”.

“Faremos o nosso caminho. E o nosso caminho é cumprir o compromisso que aqui assumimos com os profissionais da emergência médica, com a sociedade e com o País”, sublinha em comunicado.

As explicações de um cardiologista
A hipertensão arterial (conhecida popularmente como pressão alta) é uma condição caracterizada por n

1. Enfarte

O enfarte agudo do miocárdio é uma emergência médica que ocorre geralmente quando um coágulo bloqueia o fluxo sanguíneo para o coração. Sem sangue, o tecido perde oxigénio e morre.  Roberto Yano, médico cardiologista, explica o impacto da hipertensão arterial no funcionamento do coração:

“A pressão alta é o principal fator de risco para o enfarte. Esse excesso de pressão sobre a parede do coração dificulta o seu pleno funcionamento, podendo ocorrer dificuldade na contração e no relaxamento do músculo cardíaco. Além disso, quando a hipertensão não é tratada adequadamente, ao longo dos anos, as artérias coronárias são fragilizadas e lesionadas, ocorrendo o acúmulo de gordura no subendotélio, o que pode resultar no temido enfarte agudo do miocárdio”, adverte o Roberto Yano.

2. Derrame cerebral (ou acidente vascular cerebral)

O acidente vascular cerebral (AVC), conhecido popularmente como derrame cerebral, consiste no entupimento ou rompimento de algum vaso sanguíneo cerebral. “Da mesma maneira que a pressão alta lesiona as artérias do coração, ela pode também afetar as artérias cerebrais, provocando o AVC", informa o especialista.

"Existe também uma arritmia específica que é a fibrilação atrial, que pode ocorrer devido à pressão alta. Essa arritmia potencialmente grave, pode gerar coágulos dentro do coração, e esses coágulos se desprenderem e entupirem alguma artéria cerebral resultando em derrames cerebrais ainda mais graves”, explica Roberto Yano.

Quando não mata, o AVC pode provocar sequelas que podem ser leves e passageiras ou graves e incapacitantes. As mais frequentes são paralisias em partes do corpo, com perda de força motora, problemas de visão, dificuldade na fala e falta de memória.

3. Insuficiência cardíaca

Insuficiência cardíaca consiste em uma condição onde o coração não bombeia mais sangue o suficiente para nutrir o nosso corpo: "a pressão alta dificulta o batimento natural do nosso coração, exigindo que o coração faça mais força do que o que deveria. Com o passar do tempo, isso provoca aumento de tamanho do órgão e o déficit no seu funcionamento. Como consequência, o coração fica fraco, ou seja, com insuficiência cardíaca”, afirma o médico.

4. Insuficiência renal

Para que os rins funcionem normalmente, é necessário que a pressão arterial esteja normal: “a pressão alta sobrecarrega e enfraquece os rins, assim como os rins fracos, descontrolam a pressão arterial. Isso gera um ciclo vicioso, que se não tratado, pode levar à perda renal e necessidade de diálise”, alerta Roberto Yano.

5. Arritmia cardíaca

A arritmia cardíaca é uma condição onde ocorre alteração de ritmo dos batimentos cardíacos. Casos graves de arritmia cardíaca podem ocorrer decorrente da hipertensão arterial. Além da fibrilação atrial citada anteriormente, a pressão alta pode ocasionar arritmias ainda mais graves, principalmente naquelas pessoas que evoluíram para insuficiência cardíaca. 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Pfizer apoia iniciativas independentes com Bolsas de Investigação no valor total de 75 mil dólares
Está a decorrer o processo de submissão de propostas a um Programa Competitivo de Bolsas promovido pela Pfizer, em colaboração...

Posteriormente, os projetos serão analisados por um painel de revisores independente, que irá selecionar os projetos para financiamento. A Pfizer não tem influência sobre nenhum aspeto dos projetos e apenas solicita relatórios sobre os resultados e o impacto dos mesmos, para partilha pública.

Estas bolsas estão inseridas no programa Pfizer Global Medical Grants (GMG), criado para apoiar iniciativas independentes, com o objetivo de melhorar os resultados em saúde e responder a necessidades médicas não satisfeitas, alinhadas com a estratégia científica da Pfizer.

 

 

Evento GS1
A definição de metas europeias para alcançar a neutralidade carbónica trouxe uma mudança de mentalidades e a adoção de novas...

Aos dias de hoje, a Nespresso já produz cápsulas de café com 80% de alumínio reciclado, ao mesmo tempo que transforma as borras do café em embalagens de arroz que entrega ao Banco Alimentar. A Jerónimo Martins, por seu lado, já eliminou mais de 27 mil toneladas de plástico e cartão só com o eco-design das suas embalagens. A First Rule, que desenvolve soluções de energia renovável, reduziu as deslocações associadas aos seus serviços em quase 30% e melhorou a relação e satisfação dos clientes. Já a Pantoja – Grupo Logístico investiu em tecnologia para monitorizar o impacto de cada viagem e abriu uma plataforma em Coimbra que permitiu reduzir drasticamente os quilómetros percorridos por cada rota, tendo também em curso um projeto de emissões zero na zona do Porto

Estes foram alguns dos principais avanços revelados pelos representantes das empresas no evento sobre “Descarbonização, Sustentabilidade e Agenda da Indústria”, que decorreu na passada quinta-feira, 17, e que integrou a segunda edição da entrega de prémios da iniciativa europeia Lean & Green, representada no nosso país pela GS1 Portugal, bem como um Painel Debate sobre “Descarbonização das Cadeias de Valor e Economia Circular” em que participaram representantes das empresas premiadas.

Ao longo do Painel Debate, revelou-se unânime a certeza de que a sustentabilidade deixou de ser conceito para ser fator indispensável ao sucesso das empresas, uma vez que “o consumidor de hoje está pronto para deixar de comprar se vir que a empresa não aposta na sustentabilidade”, notou Sofia Tavares, Costumer Care & Services Manager da Nestlé Nespresso Portugal.

Tal como a Nespresso, também a First Rule apostou num novo layout e distribuição dos seus armazéns, com vista a uma maior eficácia do negócio. “O desafio foi diminuir a distância entre deslocações para diminuir o tempo de entrega. Conseguimos reduzir a distância das nossas viagens em 30% e, hoje, a nossa entrega mais distante está a 87KM. Ao diminuirmos a distância, diminuímos o tempo de entrega e aumentámos o nível de satisfação do cliente”, explicou Jorge Lourenço, CEO da First Rule.

Contudo, o próximo passo na descarbonização da cadeia de valor não poderá ser dado sozinho, acreditam os oradores. Para o futuro da sustentabilidade empresarial, será necessário apostar nas colaborações entre as empresas do setor.

Ciente disso, o Pingo Doce, que recebeu a terceira estrela do programa Lean & Green, já tem ‘oleado’ o sistema que limitou severamente a quantidade de “camiões vazios” através de um projeto de backhauling que já terá evitado a emissão de quase 70 mil toneladas de CO2 só na última década. “As parcerias são importantes. Se olharmos só para nós, vamos acabar num buraco. É vital desenvolver metodologias como estas com aqueles que estão connosco. É preciso ter parceiros em vez de fornecedores”, sublinhou Vítor Ferreira de Almeida, responsável pela área de Supply Chain & Logistics do Pingo Doce.

Exemplo do peso das parceiras vem da Pantoja – Grupo Logístico e IKEA, a quem o grupo logístico presta serviços de distribuição e montagem de equipamentos. O grupo logístico trabalha com largos volumes e, inevitavelmente, com veículos de grande porte e poluentes. “Precisamos de usar viaturas grandes porque a mercadoria, o mobiliário, é grande e pesada, mas tivemos a ajuda da IKEA para investir na redução dos nossos custos de entrega”, notou Bernd Huneke, Diretor de Qualidade e Formação da Pantoja – Grupo Logístico, sublinhando que, aos dias de hoje, “as colaborações entre parceiros são vitais para o sucesso do negócio de ambos”.

Os representantes destas empresas encerraram o debate com a renovação dos votos das suas empresas na área da sustentabilidade, realçando que esse investimento trará resultados ao nível da reputação, redução de riscos, criação de oportunidades e, sobretudo, criação de valor para as marcas. No entanto, e de forma unânime, deixam o alerta: “Todos nós precisamos de mudanças ao nível político que impacte empresas e consumidores, para que se faça um melhor trabalho nesta área, mas de uma forma global e não apenas local”.

“Só as empresas com lucros sustentáveis serão verdadeiramente prósperas”

O Painel Debate foi precedido de apresentações de enquadramento. Na apresentação da responsabilidade da Presidente do GRACE, Margarida Couto, subordinada ao tema “O Pacto Ecológico Europeu: eixos da sustentabilidade e dos negócios responsáveis”, foi analisado em detalhe o impacto que as metas europeias, alertando para o facto de “todos estarem vinculados” ao objetivo de atingir a neutralidade carbónica em 2050. “É um mito e é errado pensar que este pacote é essencialmente dirigido às indústrias que trabalham na área da energia ou empresas energéticas. Este pacote vai impactar toda a indústria”, reforçou a responsável.

Margarida Couto reforçou também que a sustentabilidade já deixou de ser opção e que, hoje, é um tema que exerce, pelo menos, quatro forças sobre as empresas e a sua organização. “Os colaboradores já não querem trabalhar numa empresa que não aposta na sustentabilidade ou não se preocupa com o planeta. Os consumidores estão cada vez mais atentos aos valores assumidos e praticados pelas empresas. Os financiadores já são cada vez menos recetivos a ajudar empresas que não pensem no longo prazo e os grandes compradores já exercem grande pressão sobre as empresas que estão na sua cadeia de fornecimento”.

“Os lucros, hoje, já não são todos iguais e só as empresas que obtenham lucros de forma sustentável é que se poderão afirmar como verdadeiramente prósperas”, rematou a Presidente do GRACE.

Impacto do programa Lean & Green em Portugal

O evento contou ainda com um olhar cronológico e qualitativo da representação que a GS1 Portugal tem feito, no nosso país, da iniciativa europeia Lean & Green. Gonçalo Dias, coordenador do projeto em Portugal, salientou que, aos dias de hoje, são mais de 20 as empresas que aderiram à iniciativa, “desde as fabricantes às tecnológicas, passando pelas de energias renováveis, pelo setor alimentar e não alimentar”.

Perante uma rede tão diversificada, o coordenador do projeto lembrou que, em 2021, foi lançado não só o Comité Lean & Green em Portugal, com o intuito de criar mais sinergias entre as empresas; mas também o Fórum Lean & Green, através do qual a GS1 Portugal pode ouvir as empresas aderentes e perceber de que forma as pode ajudar – e que caminho deve ser feito – para que a economia seja “mais verde”.

“Standards da GS1 estão prontos para responder às grandes necessidades globais”

O evento da GS1 Portugal contou ainda com a presença especial de Marianne Timmons, Presidente Global da GS1 para Community Engagement. Numa apresentação dinâmica em que participou também Francesca Poggiali, Responsável de Public Policy, também da GS1, a nível global, Marianne Timmons recordou que “há 50 anos, a indústria do retalho precisou de um único código de barras que pudesse ser lido em qualquer parte do mundo. Os membros da GS1 uniram-se e encontraram a solução. Há 15 anos, o setor da saúde precisou de uma forma de identificar dispositivos médicos a nível global e, novamente, a GS1 encontrou a solução. Agora, a indústria enfrenta um novo conjunto de desafios relacionados com a circularidade. Desafios esses que vão necessitar de um alinhamento local, uma linguagem comum e uma forte liderança. Como aconteceu antes, vamos novamente provar que os standards da GS1 estão prontos para responder às grandes necessidades globais”.

Em jeito de conclusão, Marianne Timmons lembrou que “o que está em jogo não é novo, o que é novidade é a urgência e as possíveis consequências que podem advir da nossa inação perante os desafios que temos pela frente”.

 

3 quartos de isolamento com pressão negativa
Com vista à consolidação da resposta à pandemia de covid-19, o Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira terminou, as obras...

O projeto, agora integralmente concluído, permitiu aumentar em mais do dobro, a capacidade instalada pré-pandemia, passando assim de 6 para 15, o número de camas disponíveis em Medicina Intensiva, que incluem 3 quartos de isolamento com pressão negativa, sendo que dois destes já se encontravam concluídos e em funcionamento desde outubro de 2020.

Reforçar a capacidade instalada, tornando os espaços mais funcionais, e ainda diversificar/melhorar a qualidade dos cuidados prestados na área da medicina intensiva, foram os grandes objetivos deste projeto do CHUCB, apoiado em 610.468,38€ pelo “Programa de Financiamento Centralizado para Reforço da Resposta de Medicina Intensiva no âmbito da Pandemia de Covid-19”, na componente de infraestruturas.

Recorde-se que no pico da incidência de casos de internamento por covid-19 (janeiro de 2021) o CHUCB já tinha efetuado um esforço considerável de afetação de camas e adaptação de espaços e equipas, nesta área e inclusive tido em funcionamento 3 unidades de cuidados intensivos, recorrendo a espaços de outros serviços, por forma a dar uma resposta imediata à situação, que na altura se vivia na região. Porém, a resposta devidamente estruturada e integrada, chega agora com a conclusão deste projeto, nas suas múltiplas vertentes de intervenção, reforçando assim, a capacidade e qualidade da resposta hospitalar, em termos de medicina intensiva e colocando esta unidade de saúde ao nível dos parceiros europeus, no que respeita a esta matéria.

 

Canábis Medicinal: comunidade médica discute regulamentação, benefícios e riscos
O Observatório Português de Canábis Medicinal (OPCM), em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, vai...

“As exigências dos doentes estão a aumentar e a nossa missão é promover, coordenar e realizar atividades que vão ao encontro dos nossos objetivos de aumentar a consciencialização para o papel da canábis medicinal. Desta forma, com esta iniciativa pretendemos criar um espaço de partilha e debate de conhecimentos científicos referentes à canábis medicinal em Portugal. Face ao panorama atual, consideramos que este é o momento crucial para reunir os profissionais de saúde que acompanham mais direta e objetivamente o tratamento dos nossos doentes e avaliar as opções terapêuticas existentes", explica Carla Dias, presidente do OPCM.

Dirigida a médicos, futuros médicos, farmacêuticos e estudantes de ciências farmacêuticas, esta conferência permitirá a atualização e a troca de conhecimentos científicos entre especialistas nacionais da área, abordando temáticas, tais como “A canábis medicinal e o direito”; “Evidências clínicas da terapêutica com canabinoides em epilepsia”; “A terapêutica canabinoide no alívio da dor crónica oncológica”; “O uso da terapêutica com canabinoides em cuidados paliativos”; “A canábis e a saúde Mental” e “Investigação científica em canabinoides – Estado da Arte”.

Para mais informações e inscrições até 13 de março: https://opcm.pt/cncm/

Em Portugal, a utilização de preparações e substâncias à base da planta da canábis para fins medicinais está aprovada para várias indicações, nos casos em que se determine que os tratamento convencionais não produzem os efeitos esperados, entre as quais, dor crónica (associada a doenças oncológicas ou ao sistema nervoso); espasticidade associada à esclerose múltipla ou a lesões da espinal medula; náuseas e vómitos (resultantes da quimioterapia, radioterapia e terapia combinada de HIV e medicação para a hepatite C) e estimulação do apetite nos cuidados paliativos de doentes sujeitos a tratamentos oncológicos ou com SIDA.

 

Comunicado
As grávidas podem iniciar o processo de vacinação contra a Covid-19 em qualquer altura da gravidez, segunda a norma da campanha...

Apesar da norma anterior afirmar que «não existe idade gestacional limite para o início da vacinação», a DGS recomendava que a vacinação da grávida ocorresse a partir das 21 semanas de gestação, após a realização da ecografia morfológica. Na norma hoje atualizada, a DGS diz que «não existe idade materna ou gestacional limite para o início da vacinação».

«A vacinação contra a Covid-19 na grávida deve respeitar um intervalo mínimo de 14 dias em relação à administração de outras vacinas. No entanto, se necessário, para a vacinação atempada, poderá ser utilizado qualquer intervalo, incluindo a coadminstração em relação à vacina contra a gripe e à vacina contra a tosse convulsa», explica.

Salienta ainda que «a administração de imunoglobulina anti-D na grávida não deve ser adiada», podendo ser administrada no mesmo dia ou com qualquer intervalo de tempo em relação à vacina contra a Covid-19.

Num comunicado divulgado na quinta-feira, a DGS apelou às grávidas para fazerem a dose de reforço da vacina, sublinhando que a vacinação das grávidas é prioritária, «pelo risco acrescido de complicações relacionadas com a covid-19 neste grupo».

 

De 5 a 7 de maio
O Serviço de Reumatologia do Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira, com a ilustre chancela científica da Sociedade...

A iniciativa que pretende fomentar a partilha de conhecimentos, entre médicos e internos de reumatologia e outros profissionais de saúde, será composta por painéis temáticos e simpósios, a decorrer no H2otel Congress & Medical Spa, dias 6 e 7 de maio. Acresce a estes, a realização de cursos pré-jornadas, que terão lugar no CHUCB, durante o período da tarde, do dia 5 de maio, tendo como público-alvo: médicos de Medicina Geral e Familiar, profissionais de saúde, não médicos e membros da Associação Portuguesa de Profissionais de Saúde em Reumatologia da Sociedade Portuguesa de Reumatologia.

As temáticas a abordar nas sessões plenárias versam temas como: “Avanços Terapêuticos nas Doenças do Tecido Conjuntivo”, “Espondilartrites e Artrite Reumatóide”, “Imagiologia e Técnicas Reumatológicas”, “Reumatologia Pediátrica”, “Osteoartrose e Doenças Ósseas Metabólicas”, “Desafios Diagnósticos na Reumatologia”.

Com foco no estado da arte da Reumatologia em Portugal e no mundo, este evento visa debater os mais recentes conhecimentos, protocolos e guidelines da área e facilitar a aquisição de competências teórico-práticas, que promovam a prestação de cuidados de saúde, com qualidade e segurança.

O Programa preliminar do evento poderá ser consultado em http://www.chcbeira.min-saude.pt/wp-content/uploads/sites/31/2022/02/Programa-Preliminar_II-Jornadas-Reumatologia-CHUCB.pdf

 

Perturbação do espectro do autismo
Esta sexta-feira, comemora-se o Dia Internacional da Síndrome de Asperger, uma perturbação do compor

O que é a Síndrome de Asperger? 

É um transtorno do desenvolvimento. Pessoas com Síndrome de Asperger têm dificuldades na interação social, problemas na comunicação e discurso, problemas de empatia e interesses limitados, interpretação literal da linguagem, comportamentos rígidos, repetitivos ou rotineiros, descoordenação motora e hipersensibilidade a estímulos sensoriais. Eles têm dificuldades em entender situações sociais e formas sutis de comunicação, como linguagem corporal, humor e sarcasmo. Os interesses podem se tornar obsessivos e interferir na vida cotidiana. 

Qual é a diferença entre a síndrome de Asperger e o transtorno do espectro do autismo? 

 A síndrome de Asperger corresponde a um conjunto reconhecível de atipicidades, apesar de uma existência instável na nosografia psiquiátrica. Mais uma condição do que um transtorno, merece reconhecimento como uma entidade isolada dentro do espectro do autismo, em particular porque isso é benéfico para aqueles que se identificam com ele. Em comparação com pessoas com autismo prototípico, os indivíduos com Asperger têm interesses intensos e enfrentam questões motoras, afetivas e adaptativas distintas. 

Quais são os sintomas da síndrome de Asperger? 

Pessoas com Síndrome de Asperger exibem interações sociais pobres, obsessões, padrões de fala estranhos, expressões faciais limitadas e outros maneirismos peculiares. Você pode ver um ou mais dos seguintes sintomas: 

  • Uma obsessão intensa com um ou dois assuntos específicos e estreitos 
  • Não usar ou compreender a comunicação não verbal, como gestos, linguagem corporal e expressão facial 
  • Fala que soa incomum, como plana, aguda, silenciosa, alta ou robótica 
  • Ficar chateado com quaisquer pequenas mudanças nas rotinas 
  • Memorizar facilmente informações e factos preferidos 
  • Não entender bem as emoções ou ter menos expressão facial do que os outros 
  • Interações sociais inadequadas ou mínimas 
  • Conversas que quase sempre giram em torno de si mesmas ou de um determinado tópico, e não de outros 
  • Dificuldade em gerir as emoções, às vezes levando a explosões verbais ou comportamentais, comportamentos autoagressivos ou birras 
  • Hipersensibilidade a luzes, sons e texturas 
  • Não entender os sentimentos ou perspetivas de outras pessoas 

Pessoas com Síndrome de Asperger são mais inteligentes, como já ouvimos dizer? 

As questões ligadas à inteligência são bastante discutidas. Muitas vezes existe uma confusão entre ser altamente inteligente ou ser altamente especializado. Quem sofre desta síndrome desenvolve focos bastante fortes numa área de interesse que pode levar essas pessoas ao sucesso, pois é visto como objetivo primordial. Erradamente apontam pessoas com Asperger como inteligentes, essa justificativa é perigosa pois serve como argumento para a falta de cuidado necessário para um melhor desenvolvimento resultando num melhor bem-estar para pessoas com esse espectro autista. Pessoas com Síndrome de Asperger podem apresentar determinadas inteligências, mas falham na cognição que é, também, uma inteligência. Por isso, deve-se ter todo cuidado educacional e no desenvolvimento cognitivo para que possam se enquadrar melhor na sociedade e contribuir com ela. 

Diagnóstico 

O diagnóstico é normalmente realizado por uma equipa multidisciplinar. Ter o acompanhamento adequado ajuda a criança a ter níveis de automatização que provavelmente não conseguiria atingir se não fosse seguido. Existem diversos tratamentos e intervenção terapêutica que proporcionam oportunidades para os pacientes de se desenvolverem e terem melhor qualidade de vida. Mesmo quando pode incluir tratamento medicamentoso. O acompanhamento psicológico é essencial e muito importante para que a pessoa aprenda a conhecer e a aceitar. 

Para finalizar, Fabiano de Abreu Agrela, que é membro da Society for Neuroscience e da Redilat, rede de cientistas latino-americanos diz que "as pessoas Asperger podem contribuir para o progresso da sociedade e merecem o pleno reconhecimento de seus direitos e individualidade dentro de um mundo neurodiverso", remata 

 

 

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Norma
A Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda a vacinação com uma dose de reforço em pessoas com imunossupressão grave que receberam...

A vacinação com dose adicional foi anteriormente recomendada à população com imunossupressão grave, de forma a possibilitar um nível de proteção adequado e idêntico ao esquema vacinal primário da população em geral. 

Apelo à dose de reforço na grávida 

Atualmente, em Portugal, a dose de reforço é recomendada para pessoas com 18 ou mais anos de idade, estando já as grávidas incluídas na população abrangida. Para a proteção atempada, a Norma salvaguarda, ainda, que a vacinação na grávida é prioritária, pelo risco acrescido de complicações relacionadas com a Covid-19 neste grupo. 

Norma 002/2021 da DGS inclui também orientações sobre a transcrição dos atos vacinais noutros países e completude dos esquemas vacinais primários iniciados e a administração de doses subsequentes, com efeito a partir de 17 de fevereiro de 2022.

 

6º episódio do podcast “Cancro sem Temor”,
O IPO do Porto lança hoje o 6º episódio do podcast “Cancro sem Temor”, com o tema “Cuidar. Comunicar. Confiar”. Nesta conversa...

Renato Sousa (doente de Cancro de Pulmão Metastizado), Susana Sousa (Médica Oncologista do IPO Porto) e Flávio Videira (Cirurgião e Orientador da Clínica de Patologia Digestiva), são os intervenientes deste episódio, onde partilham as suas perspetivas, o impacto no doente e a relação que se constrói com o médico. De que forma o estabelecimento de empatia e a capacidade de se colocar no lugar do outro são fundamentais para o profissional de saúde.

“Cancro sem Temor” é um projeto inédito do IPO do Porto, dirigido a toda a população, com o objetivo de realçar a importância de aprender a viver com o diagnóstico de cancro e desmistificar conceitos e ideias sobre esta vivência. Através de diferentes testemunhos e perspetivas, procura-se simplificar e retirar a carga negativa, o medo associado à doença, clarificando diferentes aspetos, para ajudar a lidar melhor com ela. Olhar para a doença de diferentes perspetivas, psicológico, emocional, farmacológico, médico e social. O impacto do diagnóstico no indivíduo e no seu mundo.

O podcast, que conta com o apoio da Novartis, está disponível no canal Youtube do IPO do Porto e nas plataformas de podcast (Spotify e Apple Podcasts).

 

Pensamento científico orientado
O Núcleo de Estudos de Formação em Medicina Interna (NEForMI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) vai realizar...

João Araújo Correia, Paulo Paiva e Vasco Barreto são os formadores responsáveis pelo curso, Internistas com muitos anos de experiência, que mantêm viva a paixão pelo exercício pleno da Medicina Interna.

“Acreditamos que aquilo que mais distingue o Internista, é a capacidade de ter um pensamento científico orientado, perante um doente incomum ou muito complexo, com vários problemas aparentemente desconexos. É a isso que se chama Raciocínio Clínico, que pode ser mais ou menos inato, mas que também se treina, com recurso a vários métodos. Quando nos habituamos a pensar os doentes desta forma, não há dois doentes iguais, porque cada um tem uma constelação própria de problemas”, afirma João Araújo Correia, presidente-cessante da SPMI.

Também o Registo Clínico é uma base essencial do exercício da Medicina. “O Registo Clínico é fundamental e uma garantia da qualidade assistencial prestada. Podemos auditar um Serviço através da análise dos seus Registos Clínicos. Um bom Registo Clínico leva á prestação de melhores cuidados de saúde” conclui João Araújo Correia.

O Curso tem como base o livro “Registo e Raciocínio Clínico”, publicado em 2018 por João Araújo Correia e Vasco Barreto, aos quais se junta agora Paulo Paiva, que há muito se dedica a descortinar os meandros do Raciocínio e da Decisão Clínica.

Inscrições em: https://www.spmi.pt/curso-registo-e-raciocinio-clinico/

 

Coordenador do plano de vacinação
O coordenador do plano de vacinação anunciou, esta semana, que “80% das pessoas elegíveis” para a terceira dose da vacina...

Numa visita ao centro de vacinação instalado no Quartel dos Bombeiros Voluntários de Coimbrões, em Vila Nova de Gaia, o coronel Carlos Penha Gonçalves referiu que foram vacinadas “80% das pessoas elegíveis” e que “a grande maioria das pessoas que tem condições para ser vacinada, está vacinada”.

Segundo o responsável “mais de 5,7 milhões de pessoas (foram vacinadas) com a terceira dose”, adiantando que “a esmagadora maioria das pessoas que tem mais de 18 anos e podia tomar, já tomou”. Referindo que “ainda há pessoas que não o fizeram”, Carlos Penha Gonçalves apelou as estas pessoas “para fazerem a vacinação” e terminar o “seu processo de reforço da vacina”.

O coordenador referiu que em Portugal a percentagem de pessoas com mais de 60 anos vacinadas é de 90%, enquanto na faixa dos 50 aos 59 anos é de 80%. “Nas faixas mais novas temos menos cobertura”, realçou, em apelo aos mais jovens.

 

Em conferência de Imprensa
A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) diz que é preciso esperar pelos resultados de ensaios clínicos para tomar uma decisão...

Além dos ensaios clínicos sobre o impacto de uma quarta dose de vacina com base na tecnologia de ARN mensageiro (ARNm) na resposta de imunização contra o coronavírus SARS-CoV-2 é necessário, também, estudar a proteção obtida nas campanhas de vacinação em curso.

Numa conferência de imprensa realizada online, o responsável pela Estratégia de Vacinação da EMA, Marco Cavaleri, explicou que há conversações em curso entre a agência e as entidades que estão a desenvolver ensaios clínicos de vacinas com uma composição adaptada a novas variantes.

“Temos visto estudos de laboratório em modelos animais que não sugerem um ganho significativo na resposta imune ou proteção nas vacinas adaptadas especificamente à Ómicron, em comparação com as vacinas disponíveis agora quando se administram como reforço”, sublinhou.

As vacinas autorizadas na União Europeia (UE) estão a ser administradas na versão original para a qual receberam uma autorização de comercialização condicional e qualquer composição adaptada a uma nova variante deverá receber a aprovação da EMA, com base nos ensaios clínicos em voluntários que estão a ser realizados pelas farmacêuticas.

A EMA está também a avaliar os dados da eficácia das vacinas e tratamentos aprovados até agora contra a covid-19 no caso dos contágios com a subvariante BA.2 da Ómicron, mas sublinha que as vacinas “parecem proteger por agora” contra esta subvariante da mesma forma que o fazem contra a própria Ómicron.

 

Opinião
Os últimos dois anos foram muito conturbados para o setor da saúde.

Ao longo dos últimos meses, todos os especialistas, e incluo, nestes, todos os que sabem muito de saúde e aqueles que, dela, pouco sabem, mas muito comentam, referem a necessidade urgente de retomar as consultas de especialidade, as cirurgias em atraso, os rastreios oncológicos, os meios complementares de diagnóstico e terapêutica (MCDT) ou, resumidamente, todos os cuidados de saúde hospitalares e a normalização e, até, o reforço no acesso aos Cuidados de Saúde Primários.

Curiosamente, não ouvimos falar com a mesma assiduidade na urgência da retoma dos atos de MCDT que não foram realizados, nomeadamente nas terapias das quais depende a qualidade de vida de muitos doentes crónicos. Refiro-me à fisioterapia, hidroterapia, terapia ocupacional, terapia da fala e muitas outras. Esta, foi a área da saúde mais afetada. Segundo um Estudo publicado pela GFK e pelo Movimento Saúde em Dia, em outubro de 2021, com base em dados do Portal da Transparência, a diferença do número de atos praticados, em Medicina Física e Reabilitação, entre os períodos de março de 2019 a janeiro 2020 e março 2020 a janeiro 2021, foi superior a 15 milhões (-15.482.069). A maior diferença verificada em todo o estudo, nesta área. Até agora, pouco ou nada mudou.

Os doentes neuromusculares, um dos maiores grupos de doentes raros do mundo, assumem-se, enquanto doentes crónicos, como dos mais prejudicados pelo desinteresse e pela ausência de medidas concretas que contrariem estes números. Apresentando-se como doenças progressivas que, pela evolução dos seus efeitos, se tornam incapacitantes, tal como outras doenças neurodegenerativas, têm indicação permanente para um conjunto de terapias de manutenção e de reabilitação, por parte dos maiores especialistas em todo o mundo, incluindo alguns portugueses. A fisioterapia, funcional e respiratória, assim como outras terapias associadas, permite uma maior mobilidade e previne o aparecimento de contraturas que, normalmente, são irreversíveis. Imaginem, pois, o que aconteceu ao longo dos últimos dois anos em que a maioria dos doentes não teve qualquer acompanhamento e que viu o seu direito ao tratamento interrompido de forma irremediável. E continuam à espera de respostas.

Há muito tempo que venho chamando à atenção para a necessidade de encontrar soluções. Depois de muitos casos, objeto de denúncia pública e largamente difundidos pela comunicação social, chegam-nos relatos de jovens que estão à beira de deixar de escrever, à mão e no computador, de executar algumas tarefas diárias e, até, de deixar de comer por não conseguirem agarrar em utensílios, como garfos ou colheres. Para além destes, muitos outros doentes crónicos têm mencionado a degradação do seu estado físico e reclamam atenção para a sua reabilitação.

No Estudo, atrás referido, 95% dos inquiridos consideram o apoio na fisioterapia e na fisiatria como a área prioritária de intervenção, no SNS. Ninguém os ouviu. Alguns meses depois, quando se começa a falar de alívio nas restrições impostas pela pandemia, continuo a não ouvir qualquer referência às sugestões apresentadas, e reforçadas pelo Movimento Saúde em Dia tais como, o alargamento dos horários de funcionamento dos hospitais e dos Centros de Saúde, agora renomeados para UCSP – Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados, por cerca de 91% dos participantes.

Lamentável, é o termo que me ocorre. A situação foi agravada pela pandemia, mas já era conhecida antes de março de 2020. Apesar das muitas reclamações, ninguém quis assumir qualquer responsabilidade pela degradação da condição física dos doentes crónicos. A primeira palavra deveria ser dos médicos fisiatras que, desde sempre, se refugiam na falta de condições, na falta de pessoal e no excesso de trabalho a que estão sujeitos em ambiente hospitalar. Por isso, recomendam que seja o médico de família a prescrever os tratamentos em clínicas convencionadas. Mesmo sabendo que estão a duplicar custos ao SNS. Mesmo sabendo que nem todos os utentes têm médico de família. Mesmo sabendo que os serviços convencionados não estão especializados na maioria dos tratamentos destinados às doenças crónicas. Mesmo sabendo que, estes serviços, enquanto privados, se comportam como entidades orientadas para o lucro, impondo ritmos de atendimentos por hora nada compatíveis com a maioria das necessidades de tratamento. E, assim, o tempo de espera vai aumentando.

É urgente colocar o tema em cima da mesa e ouvir os doentes, ou as associações que os representam. Sem complexos nem medo de ferir suscetibilidades, mas com um conhecimento real do que acontece um pouco por todo o país.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Novas medidas no âmbito da pandemia
O Governo aprovou esta quinta-feira, em reunião do Conselho de Ministros, o decreto-lei que altera as medidas aplicáveis no...

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros vai ser eliminado o confinamento de contactos de risco; a recomendação de teletrabalho; os limites de lotação em estabelecimentos, equipamentos e outros locais abertos ao público; a exigência de apresentação de certificado digital, salvo no controlo de fronteiras; e a exigência de teste com resultado negativo para acesso a grandes eventos, recintos desportivos, bares e discotecas.

O documento refere, ainda, que se vai manter a exigência de teste negativo (exceto para portadores de certificado de recuperação ou de certificado de vacinação completa com dose de reforço) para visitas a lares e a pacientes internados em estabelecimentos de prestação de cuidados de saúde.

Está prevista também a manutenção do uso de máscara nos espaços interiores onde é exigida atualmente.

Na reunião do Conselho de Ministros foi também aprovada a resolução que declara a situação de alerta em todo o território nacional continental até às 23h59 de 7 de março de 2022, deixando de vigorar a situação de calamidade.

 

Para o triénio 2022-2024
José Carlos Marques, responsável pela Unidade de Radiologia Mamária do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, é o...

“Em termos pessoais estou muito ligado a um percurso que fiz dentro da sociedade, isto sempre me motivou bastante esta partilha de conhecimento e esta abordagem multidisciplinar. Somos, de facto, uma sociedade científica diferente das outras no sentido em que reunimos distintas especialidades, e colocamos todos os profissionais de saúde a discutir e a partilhar esse conhecimento. Aprendemos muito uns com os outros e assumo a responsabilidade de dar continuidade a esse trabalho”, afirmou José Carlos Marques.

Focados no desenvolvimento clínico e científico da prevenção, do diagnóstico, do tratamento e da reabilitação da patologia da mama, os objetivos da Sociedade continuarão a ser a partilha de conhecimento numa abordagem multidisciplinar entre as várias especialidades e a aproximação das unidades de mama. O principal desafio é dar continuidade ao Breast SPS, uma plataforma que permite fazer a gestão do percurso do doente, em ambiente multidisciplinar, dando origem a uma base de dados que garante o rigor e a confidencialidade das informações.

 

24 e 28 de fevereiro
A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), em parceria com a Câmara Municipal de Cascais, vai realizar rastreios...

Esta iniciativa sucede ao programa “Cascais sem diabetes”, uma parceria da APDP, da Câmara Municipal de Cascais e do Agrupamento de Centros de Saúde de Cascais (ACES),  “um projeto que tem por base a intenção de “suster o crescimento da incidência da diabetes no município de Cascais” e “garantir a melhoria da qualidade de vida dos munícipes que já sofrem de diabetes”.

Em Portugal, a prevalência da diabetes continua a ser uma das mais elevadas da Europa, com 13,6% da população entre os 20 e os 79 anos afetada, segundo o Relatório Anual do Observatório Nacional da Diabetes de 2019.

Com a pandemia da covid-19 a ter sobrecarregado o Sistema Nacional de Saúde (SNS) e a ter restringido os acessos aos serviços de saúde, principalmente durante o período de quarentena obrigatória, estima-se que cerca de 20 mil pessoas possam não ter tido acesso ao diagnóstico precoce da patologia. Também o número de internamentos por condições agudas da diabetes aumentou e milhares de consultas e tratamentos foram adiados, o que, a médio e longo prazo, poderá trazer consequências graves. Os rastreios, como este, são, portanto, fundamentais para diagnosticar e tratar o mais cedo possível a diabetes e evitar as suas consequências.

Quem quiser participar no rastreio deverá dirigir-se ao Centro de Vacinação de São Domingos de Rana – Rua das Travessas, 2785-285 São Domingos de Rana – nos dias 24 e 28 de fevereiro, entre as 8h30 e as 12h30.

 

A vida deve estar à frente do lucro. Só a revogação de patentes pode acabar com a pandemia
No dia em que começa a cimeira entre a União Europeia (UE) e a União Africana (UA), a Médicos do Mundo (MdM) vem expressar o...

No dia em que começa a cimeira entre a União Europeia (UE) e a União Africana (UA), a Médicos do Mundo (MdM) vem expressar o seu apoio aos líderes africanos que pedem à UE que deixe de bloquear a revogação total dos direitos de propriedade intelectual comercial (acordo TRIPS) sobre as patentes relacionadas com a COVID-19. Exigimos que os lucros não continuem a ser colocados à frente das vidas e que se acabe com a injustificável desigualdade no acesso às medidas para conter a pandemia.

Enquanto 70% da população europeia está totalmente vacinada, esta taxa é de apenas 11% em África. Devido às leis restritivas de patentes e aos regulamentos que limitam a produção de vacinas e outras ferramentas médicas, enfrentamos um grande desequilíbrio entre a oferta e a necessidade destes produtos.

Há mais de um ano que países como a África do Sul e a Índia levantaram esta questão, exigindo uma revogação temporária das patentes especificamente relacionadas com a COVID-19. Contudo, a UE continua a ignorar os pedidos insistentes destes e de outros mais de 100 países - incluindo alguns Estados europeus, como a Espanha e a Itália -, da Organização Mundial da Saúde, de vários prémios Nobel, de líderes religiosos, de ex-chefes de Estado, de especialistas jurídicos e também do próprio Parlamento Europeu (numa resolução de 25 de Novembro de 2021).

Esta situação deve acabar já. Por isso, juntamo-nos às centenas de organizações da sociedade civil de todo o mundo que pedem à UE que acabe, de vez, com o bloqueio à revogação das patentes e que confirme esta intenção durante a cimeira que começa hoje em Bruxelas.

Não são só as vacinas

As vacinas salvam vidas, mas também é preciso garantir o acesso aos meios de diagnóstico e aos medicamentos necessários a um tratamento adequado. Apesar de alguns membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) terem apoiado uma revogação da propriedade intelectual, esta refere-se apenas às vacinas. Por isso, sublinhamos a importância de serem abrangidos também os testes e tratamentos para controlo das infecções por COVID-19, tal como é referido na carta que a MdM acaba de remeter à OMC.

A pandemia demonstra a interligação do planeta e o destino dos seus habitantes. Mesmo assim, nestes tempos difíceis, os líderes políticos parecem ter falta de coragem para mudar o que sabemos que está mal e falham em fazer o que é certo. Como organização não-governamental humanitária, defendemos uma resposta global proactiva que dê a todas as pessoas o melhor acesso possível a cuidados de saúde e uma oportunidade de viver e prosperar. O bem-estar das pessoas deve sobrepor-se aos lucros da indústria nas decisões políticas.

 

Sessão Solene com a presença da Ministra da Saúde
Organizado pela Associação de Estudos, Núcleo e Grupo de Doenças Infeciosas de Lisboa (NUGEDIL), realizam-se nos dias 24 e 25...

As 13as Jornadas de Atualização em Doenças Infeciosas do Hospital de Curry Cabral, que têm como Presidente da Comissão Organizadora o Prof. Doutor Fernando Maltez, Diretor do Serviço de Doenças Infeciosas do Hospital de Curry Cabral – CHULC, apresentam um programa amplo e relevante, procurando a discussão de um conjunto de temas importantes na área das doenças infeciosas reunindo os nomes mais prestigiados da infeciologia e de outras áreas médicas. Destaque para a realização do 7º Curso Temático Pré-Jornadas, no dia 23 de fevereiro, dedicado à SARS-CoV-2 e à COVID-19, onde serão debatidos os principais temas da atualidade ligados à pandemia.

Muito se tem dito sobre a pandemia, mas há ainda muitas dúvidas e questões que precisam de ser respondidas e é o que farão os especialistas no próximo dia 23 de fevereiro durante 7º Curso Temático Pré-Jornadas| SARS-CoV-2 e COVID-19.

· Em que fase estamos? Continuamos em pandemia, estamos já em endemia? Para onde caminhamos e o que é esperado em termos de impacto na vida das pessoas?

· O que significa imunidade? Estamos perto de atingir a imunidade de grupo ou é uma utopia? Qual a real importância da 3ª dose de reforço e qual o risco/benefício dos reforços vacinais frequentes? Qual o papel das vacinas no nosso sistema imunitário? Face às novas variantes com aparente menor gravidade (omicron), qual o papel da vacinação vs a imunidade adquirida?

· Modelos de testagem: estamos a seguir um caminho de testagem massiva quando muitos países estão a ir numa direção oposta. Fará sentido a testagem massiva? O que faremos com esses dados face à diminuição das medidas de isolamento? O que vale a pena manter? Será sustentável e até quando?

· Apesar das medidas preventivas os internamentos continuam a aumentar, geram peso sobre os cuidados de saúde e continuam a existir doentes graves. Que soluções têm essas pessoas? Qual a perspetiva da abordagem terapêutica? O que temos a oferecer aos doentes que evoluem na gravidade da sua doença?

· Existe um contraste entre o silêncio científico e o barulho mediático sobre as sequelas da covid. Estamos a acompanhar estes doentes? O que já sabemos e o que temos para oferecer? que impacto é que identificamos tanto a nível individual como a nível coletivo (ex.: absentismo laboral, consumo de recursos de saúde...)

· Qual o papel da pediatria? Serão as crianças saudáveis e de alguma forma isentas de risco de doença grave? Vemos nesta vaga que são muito mais atingidas do que em vagas anteriores. Por que motivo e qual o impacto?

Do Programa Científico das 13as Jornadas de Atualização em Doenças Infeciosas, para além da COVID-19, constam temas como Poliomielite, - Doenças Endémicas Tropicais, Infeções fúngicas e resistências, Infeção por VIH, Tuberculose, Tularémia, Hepatites Víricas, entre outros. Refira-se ainda a conferência “A Pintura, os pintores e as doenças infeciosas”.

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