Enfermeiros estão escalados para um serviço, mas têm de desenvolver atividade na Urgência Geral
Os 31 enfermeiros da Urgência do Bloco Operatório do Hospital de Vila Franca de Xira entregaram a Declaração de Exclusão de...

O presidente do Sindicato dos Enfermeiros explica que, de acordo com a declaração assinada pelos 31 enfermeiros, “é dada indicação a um dos enfermeiros escalado para se ausentar do Bloco Operatório e permanecer na Urgência Geral enquanto não estiverem a decorrer cirurgias”. “Se houver uma cirurgia de urgência, o enfermeiro deslocado tem de voltar de imediato para o serviço para o qual está escalado, o que nem sempre pode ser feito no imediato, dado que o enfermeiro pode estar com um utente”, explica Pedro Costa.

No entender do Sindicato dos Enfermeiros, esta situação coloca em risco a segurança dos doentes e “pode comportar atrasos no tempo de resposta de uma cirurgia urgente ou emergente, com todas as consequências que daí podem advir para o doente”, acrescenta Pedro Costa.

“Estamos a falar de dois serviços com elevada complexidade e responsabilidade, pelo que não podemos exigir aos enfermeiros que estejam escalados para ambos em simultâneo, com o mesmo nível de disponibilidade e concentração”, refere o presidente do SE.

Os subscritores da Declaração de Exclusão de Responsabilidade, entregue à administração do Hospital de Vila Franca de Xira, ao Ministério da Saúde e à Ordem dos Enfermeiros; dizem compreender a “sobrecarga que o atual quadro pandémico exige às equipas de enfermagem”. Contudo, mostram-se apreensivos com o risco que este tipo de soluções, temporárias, podem representar para os doentes que acedem ao Hospital de Vila Franca de Xira e necessitem de uma cirurgia de urgência.

Preocupado com essa situação, a direção do Sindicato dos Enfermeiros – SE irá reunir com os enfermeiros do Serviço de Urgência do Bloco Operatório na próxima sexta-feira, dia 11 de fevereiro. O presidente do SE, Pedro Costa, estará disponível para falar aos jornalistas na entrada principal do Hospital de Vila Franca de Xira.

“Nunca te esqueças do Topping” é o nome da campanha
A Liga Portuguesa Contra a SIDA (LPCS), a mais antiga e prestigiada entidade que atua na área da prevenção da SIDA em Portugal,...

A campanha, que começa no dia 13 de fevereiro, tem como objetivo sensibilizar a população para a importância do uso do preservativo. A ação estende-se até ao dia 14 de fevereiro, Dia dos Namorados. 

“Através da distribuição destes postais e de preservativos femininos e masculinos pretendemos informar os mais jovens e menos jovens sobre como é importante não esquecer o uso do preservativo, prevenindo assim as infeções sexualmente transmissíveis. Para a Oolala, o chocolate é um topping muito importante nos waffles, para a LPCS, o preservativo continua a ser a única vacina contra estas infeções e deve ser o topping que nos protege”, começa por explicar Maria Eugénia Saraiva, presidente da Direção da LPCS. 

A presidente da LPCS salienta ainda que, “através da criatividade da McCann que está connosco há 32 anos e desta parceria com a Oolala, a LPCS pretende continuar a sensibilizar para os comportamentos mais seguros e para relações protegidas, bem como angariar fundos para dar continuidade aos seus projetos, uma vez que por cada waffle que a Oolala venda nestes dois dias, reverterão 50 cêntimos para a Instituição. Todas as ocasiões são boas para reforçar as nossas mensagens de prevenção e por isso mesmo congratulamo-nos com esta parceria.” 

Protocolo de Parceria em formação médica
Com o objetivo de promover ações de formação baseadas em simulação com elevado nível de diferenciação, o Centro de Simulação da...

“Este protocolo, celebrado com base no interesse recíproco das duas instituições em desenvolver ações que contribuam para a partilha de conhecimento e ações de formação de medicina intensiva, prevê a realização regular de formações teórico-práticas base, com recurso a equipamentos de simulação de elevada componente tecnológica, com complemento de formação em Ginásio de Simulação, explica Paulo Freitas, Diretor do Serviço de Medicina Intensiva do HFF.   

E acrescenta: “Desta forma, com esta parceria, podemos proporcionar aos nossos internos de Medicina Intensiva formação específica em Broncofibroscopia, o que será certamente uma mais valia para uma resposta mais eficiente às necessidades específicas da nossa população”. 

O modelo pedagógico do Centro de Simulação da CUF Academic Center, localizado no Hospital CUF Tejo, assenta numa vertente inovadora que permite aos profissionais de saúde realizar horas de treino suplementar, baseadas em simulação, e “com vista a alcançar proficiência e segurança na execução de técnicas e procedimentos específicos”, explica Pedro Garcia, Diretor Clínico do Centro de Simulação CUF Academic Center. 

Este modelo permite “uma curva de aprendizagem progressiva até obtenção de proficiência técnica em Broncofibroscopia, com recurso a equipamentos que para além de possuírem elevada componente tecnológica simulam cenários reais de uma Unidade de Cuidados Intensivos”, refere Pedro Garcia.     

As ações de formação, a decorrer no âmbito deste protocolo, irão iniciar durante o mês de março, estando previstas um total de cinco ações até ao final do corrente ano.  

 

Opinião
No dia 11 de fevereiro comemoramos o Dia Mundial do Doente.

Apesar de ainda não ter terminado, há algumas lições e oportunidades que podemos tirar desta experiência, para bem dos doentes e da retoma a uma vida ativa e com saúde que celebramos neste dia 11 de fevereiro.

A que saliento em primeiro lugar é que qualquer sistema de saúde se deve basear nas especialidades generalistas da Medicina Interna (MI) e Medicina Geral e Familiar (MGF) e, por outro lado, na Saúde Pública. Os doentes são um todo e a hiperespecialização só resolve a patologia e não o doente. O doente é o alvo e a saúde deve girar à sua volta, centrada na pessoa que necessita de cuidados. Foi claro nesta pandemia a centralidade da MI nos doentes internados e da MGF nos doentes de ambulatório.

Em segundo lugar é a absoluta necessidade de coordenação das várias entidades, públicas e privadas, que prestam serviços de saúde. Neste campo ainda estamos muito longe deste objetivo, consequência também da hiperespecialização de áreas da medicina que tendem a isolar-se e fechar o diálogo. Tivemos uma boa experiência com a plataforma única de registo de seguimento dos doentes covid-19, mas tudo o resto foi muito reativo e pouco proactivo.

Em terceiro lugar a aposta na literacia em Saúde. A educação para a Saúde é a única forma de resolver problemas crónicos no nosso sistema de saúde, como a sobrelotação das urgências, e de capacitar a pessoa doente para as decisões da sua saúde. Nunca como agora contactei com pessoas tão informadas e esclarecidas sobre uma infeção viral, suas manifestações, tratamentos, evolução e prognóstico. Podemos fazer o mesmo, com o apoio de toda a sociedade, para vários outros problemas de saúde.

A última que quero salientar é mais polémica, mas tão importante como as outras. Os recursos são finitos. Hospitais, enfermarias, médicos, enfermeiros, ventiladores e até oxigénio e, claro, o financiamento. Qualquer um de nós sabe isso. Coletivamente é que parece que não. Tem que haver prioridades para os custos, cálculo de benefícios e avaliação de preços, sempre baseado no que é mais importante para o doente e a sua saúde. Ninguém melhor que os Internistas e Médicos de Família para apoiar e conduzir os doentes no complexo sistema de Saúde, priorizando o que mais importa ao doente e libertar o que não se traduz em valor para a sua saúde.

Para celebrarmos o Dia Mundial do Doente, na minha opinião, devemos colocar o Doente no centro da decisão, dar-lhe informação fiável para que possa decidir em conjunto com o seu médico assistente, o que o tem como um todo e o preza por isso mesmo. Devemos reorganizar o sistema nacional de saúde, fortalecer a coordenação praticamente inexistente e orientar os doentes para os locais corretos, sempre na base dos médicos generalistas, como são todos os internistas.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Novas áreas
Medicina do Sono, Fisioterapia Pélvica Pré e Pós-parto, e Reabilitação Respiratória, Podologia no Pé diabético, Consulta de...

Com serviços inovadores como seja a consulta multidisciplinar do sono, através da qual além das consultas realizadas pelas áreas aplicáveis é possível efetuar o estudo do sono através da permanência do doente na clínica para monitorização e avaliação nocturna, a OPFC aposta nas mais recentes e inovadoras tecnologias de tratamento e diagnóstico. Como explica a Bebiana Conde, Pneumologista e responsável por esta área “as doenças do sono são uma realidade que poderão esconder muitos outros problemas, pelo que o recurso a novas tecnologias veio permitir orientar da melhor forma o diagnóstico e tratamento, contribuindo opara uma melhoria significativa da qualidade de vida do doente.

Existem inúmeros problemas associados ao sono: entre os mais comuns está o Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), frequentemente denominada de Apneia e que afeta cerca de 10% da população adulta, com implicações na qualidade de vida e consequências cardiovasculares. As insónias são outro exemplo que, subdiagnosticada pode ser grave, chegando ao ponto de se tornar refratária a medicação, ou seja, deixa de ser controlável com medicação. Com recurso às mais recentes tecnologias poderemos levar a cabo estudos aprofundados que registam, durante o sono, dados como as ondas cerebrais, os níveis de oxigénio no sangue, a frequência cardíaca e respiratória e os movimentos dos olhos e dos membros durante o sono e o ressonar”.

Na área da fisioterapia os serviços diferenciadores passam pela aposta na área da reabilitação respiratória e pélvica na mulher, nomeadamente no pré e pós-parto. Para Liliana Costa e Raquel Jacinto, responsáveis pela equipa de fisioterapia “esta é uma área que na OPFC tem como diferenciação major a saúde da mulher, nomeadamente na fase de preparação e recuperação do parto. No fundo o papel do fisioterapeuta passa não só por ajudar as mulheres a preparar o seu corpo, mas sobretudo recuperar a boa forma e o seu bem-estar no pós-parto. Estamos a falar de uma fase da vida da mulher que pode acarretar inúmeras consequências irreversíveis como as dores pélvicas, algias vertebrais, incontinência urinária ou anal, disfunções sexuais ou outras alterações que interferem na qualidade de vida e no seu bem-estar”.

A multidisciplinaridade das consultas é outra das particularidades dos serviços da OPFC: um fator de diferenciação que é destacado por Cláudia Bernardo, diretora clínica: “serviços como a consulta de desabituação tabágica, acompanhamento técnico domiciliário geriátrico com monitorização multidisciplinar médica e de enfermagem e a consulta do pé diabético constituem exemplos de áreas muito importantes de intervenção na nossa população. Tomando como exemplo a consulta de pé diabético sabe-se que esta é situação que, estando associada à diabetes, possui graves implicações como seja a amputação. Sabe-se que Portugal tem mais de um milhão de diabéticos e o número mais elevado de casos de pé diabético e de amputações da Europa, um número que tem vindo a aumentar desde o surgimento da pandemia, uma vez que os doentes não têm tido acesso aos cuidados de saúde primários. Neste sentido é fundamental agir atempadamente!”.

A OPFC – Clínica Médica do Porto resulta da experiência clínica e pessoal dos sócios fundadores, que perceberam que habitualmente as instituições médicas públicas e privadas têm como foco o diagnóstico e tratamento padronizado dos problemas. A OPFC vai além disso e avança com diagnósticos precisos e opções de tratamento personalizadas com o máximo rigor e a máxima urgência.

Para Carlos Monteiro e Augusto Santos Costa, os fundadores da OPFC – Clínica Médica do Porto “este é um projeto que assenta no tratamento célere e individualizado do problema. Acreditamos que a melhor resposta é aquela que é dada através de uma avaliação rápida e precisa de cada uma das situações clínicas, disponibilizando as melhores opções terapêuticas disponíveis no mercado”.

Neurocientista comenta o recente caso de Michael Roccati
Acidentes que provocam lesões permanentes na medula espinhal representam um grande transtorno para os pacientes, pois, muitas...

O sistema desenvolvido pelo professor Grégoire Courtine, neurocientista do Instituto Federal Suíço de Tecnologia em Lausanne, e pela professora Jocelyne Bloch, usa um elétrodo localizado no topo dos nervos da coluna vertebral e a estimulação é feita por meio de um tablet com sistema wireless, ativando músculos do tronco e das pernas. “É uma descoberta fantástica, pode impactar a vida de milhões de pessoas ao redor do planeta”, explica neurocientista Fabiano de Abreu.

Roccati e outros dois pacientes já conseguiram ficar de pé e até realizar movimentos com as pernas dentro de piscinas. “A implementação destes dispositivos cria uma expectativa de que as pessoas nessas condições possam readquirir suas respetivas independências e isso é revolucionário não só para a neurociência, mas para a medicina de modo geral”, afirma o especialista.

De acordo com o neurocientista, tecnologias como a descrita possibilitam que pessoas afetadas por traumas possam, talvez, futuramente, recuperar de maneira completa, tornando as dificuldades enfrentadas no dia a dia algo do passado. “A tecnologia e a neurociência biomédica ainda farão muito por nós”, opina Fabiano de Abreu.

 

No âmbito do Dia Mundial do Doente
A promoção da saúde e a prevenção da doença representam uma aposta para garantir a qualidade de vida do doente e a...

No âmbito do Dia Mundial do Doente, que se assinala a 11 de fevereiro, torna-se, assim, fundamental referir a importância do diagnóstico, monitorização e prescrição de tratamentos à medida de cada pessoa, para uma melhor e maior qualidade de vida.

Exclusiva a profissionais de saúde, a plataforma Homeo&Care disponibiliza conteúdos com informação credível e fidedigna sobre a terapêutica homeopática, ferramentas de apoio ao diagnóstico e as melhores soluções naturais de tratamento individualizado. A sua funcionalidade userfriendly, simples e intuitiva, permite encontrar de forma rápida e eficaz a melhor prescrição para sintomas e/ou patologias comuns.

A Homeopatia, através da sua visão holística, coloca no centro da sua ação a saúde como um todo, com o objetivo de contribuir para o bem-estar global, físico, mental e emocional do doente. Esta apresenta-se como um complemento na vida do doente tendo em conta a sua abordagem individualizada, eficácia e segurança no tratamento à maioria das patologias comuns.

 

Certificação de qualidade
O Serviço de Sangue e Medicina Transfusional (SSMT) do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) é o primeiro desta...

Inserido no Programa Nacional de Acreditação dos Serviços de Saúde, esta dupla chancela da DGS foi atribuída ao SSMT e ao seu Centro de Referência de Coagulopatias Congénitas, estando incluídas todas a atividades ligadas a hemostase, a transfusão, a Terapia Celular e Medicina Regenerativa e ainda a colheita e processamento das dádivas de sangue.

“A acreditação agora atribuída, pela Andalusian Agency for Healthcare Quality – ACSA internacional, tem dois benefícios imediatos: a nível interno, pelo estímulo que representa para a equipa e valor acrescentado para a "organização e cultura interna" do serviço, e a nível externo pelo reconhecimento interpares” declara Jorge Tomaz, diretor do SSMT.

Jorge Tomaz salienta, ainda, a importância desta dupla acreditação, sublinhando o trabalho e o esforço desenvolvido pelos 94 elementos do SSMT, em estreita articulação com o Gabinete da Qualidade e Segurança do Doente da instituição e refere que “o enorme desafio das acreditações agora obtidas, que reconhecem a elevada diferenciação do serviço, são fruto do empenho e dedicação dos seus profissionais, numa procura constante da melhoria contínua, focada na qualidade assistencial disponibilizada ao doente”.

O SSMT do CHUC tem por missão a colheita, análise e processamento de sangue humano e componentes, prestação de cuidados assistenciais e terapêuticos, realização de diagnóstico, ensino e investigação no âmbito da especialidade de imuno-hemoterapia, garantido o acesso dos doentes a componentes sanguíneos de qualidade, eficazes e seguros. Apoia, de modo direto ou indireto, todos os programas de transplantação de órgãos e tecidos do CHUC.

“Assegura, nas suas múltiplas áreas de intervenção e de forma contínua, ou seja, 365 dias por ano, em todo o universo CHUC (HUC, HG, HP, bem como nas duas Maternidades) uma resposta assistencial garantida por médicos, enfermeiros, técnicos superiores, técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, assistentes técnicos e assistentes operacionais”, pode ler-se em comunicado.

Em jeito de balanço é revelado que, no ano passado, este serviço “preparou e transfundiu cerca de 22000 unidades de eritrócitos, 5000 unidades de plaquetas inativadas e 5500 unidades de plasma humano inativado, tendo registado na consulta pré-dádiva de sangue cerca de 14500 dadores, de que resultaram perto de 11000 colheitas de sangue e plaquetas. O serviço efetuou um total de 19826 consultas”.

“Realizou 1200 tratamentos de hemaferese em doentes adultos e pediátricos, e efetuou 80 colheitas de stem cells do sangue para transplante”, refere-se.

Em comunicado, salienta-se, também, que o SSMT do CHUC dispõe da maior unidade de Hemaferese Terapêutica nacional e da península ibérica, equiparável às principais unidades europeias.

Reconhecimento
Manuel Ferreira Pinto, Interno de Formação Específica do Serviço de Neurocirurgia do CHUSJ e docente da FMUP, foi recentemente...

Tendo conduzido o seu Doutoramento na Universidade de Basileia, que concluiu em 2021, viu o seu trabalho publicado na revista Cell (fator de impacto 41.58). “O presente prémio constitui um adicional reconhecimento internacional de uma qualidade que o Serviço de Neurocirurgia e os Departamentos de Cirurgia e Fisiologia e de Neurociências Clínicas e Saúde Mental há muito identificaram”, afirma Rui Vaz, diretor do Serviço de Neurocirurgia do CHUSJ.

Constituindo essencialmente um mérito individual, “este prémio é também um reconhecimento da capacidade clínica, investigacional e docente do trabalho que diariamente se realiza no CHUSJ e na FMUP, orientados para um futuro de excelência que constitui o timbre da parceria entre estas Instituições”, acrescenta o neurocirurgião.

 

Estudo Mayo Clinic
Uma alternativa regenerativa à artroplastia total da anca adiou a necessidade de implantes artificiais, em pelo menos sete anos...

Uma necrose vascular também pode ser um efeito colateral raro do uso intenso de esteroides como parte de algum tratamento de quimioterapia. Se não for tratada, pequenas fraturas da necrose vascular pioram, e às vezes a articulação pode colapsar. Sem cirurgia de descompressão da anca, 90% dos doentes com necrose vascular requerem uma artroplastia total da anca.

"Salvar uma anca, mesmo durante sete anos, é importante porque reduz a necessidade de uma artroplastia total da anca", diz Rafael Sierra, cirurgião ortopédico da Mayo Clinic e autor sénior do estudo. "Muitos doentes com necrose vascular têm menos de 50 anos. Ao adiar ou oferecer uma alternativa à artroplastia total da anca, podemos ser capazes de evitar a necessidade de uma segunda ou terceira artroplastia da anca ao longo da vida dos pacientes."

Um grande mistério da ortopedia

A necrose vascular da anca foi apelidada como um dos grandes mistérios da ortopedia. A partir do momento em que as células começam a morrer, nada pode parar a deterioração a menos que seja detetada precocemente ou há uma intervenção para tentar restaurar o fluxo sanguíneo.

Mayo Clinic tem oferecido cirurgia de descompressão da anca há mais de 15 anos. O procedimento regenerativo tira partido da capacidade do corpo de curar as células ósseas de decomposição. Um pequeno orifício é feito no exterior do osso com o propósito de aceder à cabeça femoral e libertar pressão para melhorar o fluxo sanguíneo para o osso deteriorado. Em seguida, uma bioterapia regenerativa é injetada na articulação da anca para desencadear a cicatrização. A bioterapia consiste nas células mononucleares do paciente produzidas a partir de células estaminais mesenquimas (adultos) derivadas da medula óssea. As células mononucleares desempenham um papel fundamental na reparação celular.

A medicina regenerativa procura restaurar a forma e a função reparando, substituindo ou restaurando células, tecidos ou órgãos doentes. É uma mudança fundamental do ponto de vista do combate às doenças para reconstruir a saúde.

A pesquisa

Num estudo prospetivo, Rafael Sierra e a sua equipa seguiram 22 pacientes com necrose da vascular da anca que foram tratados com cirurgia de descompressão da anca. Foram avaliados entre cinco a sete anos após a cirurgia. Em sete anos, 33% progrediram da artroplastia total da anca para a artrite ou agravando a necrose. No entanto, a cirurgia de descompressão da anca fez uma pausa na decomposição da célula óssea em dois terços, e não houve necessidade de cirurgia adicional.

A equipa de investigação documentou que o uso de corticosteroides e o tamanho da lesão óssea antes da cirurgia foram fatores de risco que aceleraram a necessidade de uma artroplastia total da anca.

"Descobrimos que os pacientes que estavam a tomar esteroides tinham um risco quatro vezes maior de progressão do que os pacientes que não estavam a tomar esteroides na altura da cirurgia", diz investigador. "Os doentes que tinham áreas maiores de deterioração da articulação da cabeça femoral tiveram uma sobrevivência de cerca de 40% em sete anos, contra cerca de 72% em sete anos para doentes com ferimentos ligeiros. Se considerarmos o grupo como um todo, aproximadamente 10% dos pacientes, por ano, que foram submetidos a uma cirurgia de descompressão da anca terão de ser submetidos a uma artroplastia total da anca."

A pesquisa identifica como candidatos ideais para cirurgia de descompressão da anca que estão na fase inicial da necrose vascular e aqueles que não estão em terapia corticosteroide. Sierra ainda recomendaria cirurgia para todos os pacientes, incluindo aqueles com fatores de risco mais elevados.

"A cirurgia de descompressão da anca é um procedimento tão pequeno com uma recuperação tão rápida que não há realmente nenhuma desvantagem”, diz Sierra. "Os pacientes podem passar pelo procedimento e adiar a artroplastia da anca por alguns anos, ou talvez ficar dentro dos 70% que o fazem sete anos antes de precisar de uma artroplastia completa da anca. E se for esse o caso, então isso é um grande benefício para os pacientes."

Sierra realizou 300 cirurgias de descompressão da anca, permitindo que os pacientes adiem ou mesmo evitem a cirurgia total da artroplastia da anca. Embora também realize artroplastias totais da anca quando necessário, ele diz que é de maior interesse para o paciente adiar ou mesmo evitar a cirurgia.

"Ao longo dos anos, aprendemos cada vez mais e podemos aperfeiçoar a cirurgia total da artroplastia da anca. Quem sabe que tipo de avanços virão para os pacientes que podem esperar dois, três ou mais anos para fazer a cirurgia", acrescenta Rafael Sierra.

Universidade de Cambridge
Mitocôndrias defeituosas, as "baterias" que alimentam as células do nosso corpo, podem, no futuro, ser reparadas...

As nossas células contêm mitocôndrias, que fornecem energia para as nossas células funcionarem. Cada uma destas mitocôndrias é codificada por uma pequena quantidade de ADN mitocondrial. O ADN mitocondrial representa apenas 0,1% do genoma humano em geral e é transmitido exclusivamente de mãe para filho.

Falhas no nosso ADN mitocondrial podem afetar o funcionamento das mitocôndrias, levando a doenças mitocondriais, condições graves e muitas vezes fatais que afetam cerca de 1 em 5.000 pessoas.

Existem normalmente cerca de 1.000 cópias de ADN mitocondrial em cada célula, e a percentagem destas que estão danificadas, ou mutadas, determinará se uma pessoa sofrerá ou não de doença mitocondrial. Normalmente, mais de 60% das mitocôndrias numa célula precisam de ser defeituosas para que a doença emerja, e quanto mais defeitos existirem, mais grave será a doença. O que os cientistas descobriram agora é que se a percentagem de ADN defeituoso puder ser reduzida, a doença pode potencialmente ser tratada.

Uma célula que contém uma mistura de ADN mitocondrial saudável e defeituoso é descrita como "heteroplasmática". Se uma célula não contém ADN mitocondrial saudável, é "homoplasmática".

Em 2018, uma equipa da Unidade de Biologia Mitocondrial do MRC da Universidade de Cambridge aplicou um tratamento experimental de terapia genética em ratos e conseguiu atingir com sucesso e eliminar o ADN das mitocôndrias danificadas em células heteroplasmáticas, permitindo que mitocôndrias com ADN saudável tomassem o seu lugar.

"A nossa abordagem anterior foi muito promissora e foi a primeira vez que alguém foi capaz de alterar o ADN mitocondrial num animal vivo", explicou Michal Minczuk. "Mas só funcionaria em células com ADN mitocondrial suficiente para se copiarem e substituírem as defeituosas que tinham sido removidas. Não funcionaria em células cujas mitocôndrias tinham ADN defeituoso."

No seu último estudo, publicado esta semana na Nature Communications, Minczuk e os seus colegas usaram uma ferramenta biológica conhecida como um editor de base mitocondrial para editar o ADN mitocondrial de ratos vivos. O tratamento é entregue na corrente sanguínea do rato usando um vírus modificado, que é então recolhido pelas suas células. A ferramenta procura uma sequência única de pares base - combinações das moléculas A, C, G e T que compõem o ADN. Muda então a base de ADN, neste caso, mudando um C para um T. Isto permitiria, em princípio, que a ferramenta corrigisse certos "erros ortográficos" que causam o mau funcionamento das mitocôndrias.

Atualmente não existem modelos adequados de ratos com doenças do ADN mitocondrial, por isso os investigadores usaram ratos saudáveis para testar os editores de base mitocondrial. No entanto, mostra que é possível editar genes de ADN mitocondrial num animal vivo.

Pedro Silva-Pinheiro, investigador de pós-doutoramento no laboratório de Minczuk e primeiro autor do estudo, afirmou: "É a primeira vez que alguém consegue mudar os pares de bases de ADN em mitocôndrias num animal vivo. Mostra que, em princípio, podemos entrar e corrigir erros ortográficos no ADN mitocondrial defeituoso, produzindo mitocôndrias saudáveis que permitem que as células funcionem corretamente."

Uma abordagem pioneira no Reino Unido conhecida como terapia de substituição mitocondrial -- por vezes referida como "IVF de três pessoas" - permite que as mitocôndrias defeituosas de uma mãe sejam substituídas por uma de dador saudável. No entanto, esta técnica é complexa, e mesmo o IVF padrão é bem-sucedido em menos de um em três ciclos.

"Há claramente um longo caminho a percorrer até que o nosso trabalho possa levar a um tratamento para doenças mitocondriais. Mas mostra que existe o potencial para um tratamento futuro que elimina a complexidade da terapia de substituição mitocondrial e permitiria que as mitocôndrias defeituosas fossem reparadas em crianças e adultos”, acrescentou Minczuk.

A investigação foi financiada pelo Medical Research Council UK, a Champ Foundation e a Lily Foundation.

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados perto de 31 mil novos casos de infeção pelo novo coronavírus e 44 mortes em território nacional. O...

A região Norte foi a região do país que registou maior número de mortes, desde o último balanço: 14 em 44. Segue-se a região de Lisboa e Vale do Tejo com 12 óbitos registados, a região Centro com nove, Algarve com seis e Alentejo com uma morte registada desde ontem. A região Autónoma da Madeira tem o registo de duas mortes por Covid-19, desde o último balanço.

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 30.757 novos casos. A região Norte voltou a registar a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 10.725 seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo com 8.935 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 6.710 casos na região Centro, 1.547 no Alentejo e 1.176 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais 512 infeções, e os Açores com 1.152.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 2.419 doentes internados, menos 141 que ontem. Também as Unidades de cuidados intensivos têm agora menos sete doentes internados, desde o último balanço: 171.

O boletim desta terça-feira mostra ainda que, desde ontem, 38.863 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 2.343.448 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 599.997 casos, menos 8.150 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 10.014 contactos, estando agora 655.520 pessoas em vigilância.

 

Síndrome do Intestino Irritável afeta cerca de 1 milhão de portugueses
A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) reforça a sua proposta para instituir o Dia Nacional da Síndrome do Intestino...

A SII é uma condição crónica do sistema digestivo que se estima afetar mais de um milhão de portugueses – embora apenas cerca de 15% das pessoas afetadas procurem ajuda médica. Esta condição tem um grande impacto nas pessoas que vivem com SII, que veem a sua vida condicionada: em média, os doentes diagnosticados padecem dos sintomas 8,1 dias por mês. Além disso, o impacto económico é, também, muito elevado, representando o dobro das despesas da população geral, pela maior utilização de recursos médicos e apelo absentismo laboral.

No novo website é possível encontrar toda a informação acerca da SII, bem como estratégias para conviver e lidar melhor com a doença. Além disso, é possível aceder ao podcast informativo “À conversa consiigo” e assinar a petição para instauração do Dia Nacional da Síndrome do Intestino Irritável, de forma a dar voz a mais de um milhão de portugueses.

Para Guilherme Macedo, presidente da SPG “esta iniciativa tem o objetivo de informar adequadamente por forma a aumentar a qualidade de vida destas pessoas e incentivar aqueles que ainda não procuraram um diagnóstico, que o façam. O “Vamos falar de SII” é mais um projeto com a assinatura Saúde Digestiva by SPG que cumpre uma das grandes missões da nossa associação: contribuir para o aumento da literacia em saúde, nomeadamente sobre a Síndrome do Intestino Irritável, por parte da população e das pessoas que vivem com esta síndrome”.

Aceda ao website em vamosfalardesii.pt e à página de Instagram em https://www.instagram.com/vamosfalardesii/ e assine a petição para instituir o Dia Nacional da Síndrome do Intestino Irritável em https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT105183.

 

Complemento aos cursos científicos
A plataforma mybiocodex.pt, especializada na formação e-learning de farmacêuticos e técnicos de farmácia, acaba de lançar um...

“Os farmacêuticos e técnicos de farmácia têm um papel muito relevante na área da saúde, que não se resume à dispensa de medicamentos ao público. A indústria farmacêutica e a própria prestação de serviço na Farmácia têm vindo a mudar nos últimos anos e ainda mais com a COVID-19", explica Susana Veloso, pharmacist trainer da Biocodex. Ou seja, este projeto surge para dar resposta a estes desafios. “Apercebemo-nos, junto das equipas das farmácias, que havia novas necessidades formativas. Com este videocast pretendemos dar às farmácias ferramentas para enfrentar os desafios correspondentes a um setor em rápida transformação”, afirma.                                            

As competências científicas são importantes para o conhecimento do farmacêutico, mas não só. Para Susana Veloso, “as competências técnicas e comportamentais como vendas, a prestação de serviço, o trabalho de equipa, a gestão de tempo e o marketing têm sido cada vez mais valorizadas entre os profissionais de Farmácia pelo impacto que têm na prática profissional. Daí a criação do e-learning “Lado B – Há sempre um outro lado na vida do Farmacêutico”, para dar às farmácias e aos farmacêuticos e técnicos de farmácia estes conhecimentos tão reconhecidos.  

“É primordial que o farmacêutico complemente os seus conhecimentos científicos com outras competências de modo a fazer face às rápidas transformações que ocorrem no setor das farmácias e da respetiva prestação de serviço”, argumenta. Esta formação – uma parceria entre a Biocodex, o Instituto Pharmcare, a Mind\us – pretende aplicar estes conceitos e conhecimentos ao dia a dia da Farmácia Comunitária. 

Proporcionar conhecimentos atualizados sobre o desenvolvimento de competências cruciais na área da comunicação e relação com o cliente (como escuta ativa e empatia); assim como dar ferramentas e conteúdos para identificar áreas de motivação, relevância e propósito da atividade estão entre os objetivos específicos do curso. Está também programada formação para a integração de melhores formas de gerir o tempo, a energia e o equilíbrio entre as diferentes dimensões da vida, bem como para estimular o sentido de visão e pensamento estratégico. 

O videocast é creditado pela Ordem dos farmacêuticos e conta com a participação de vários convidados especiais, tais como a Dra. Paula Iglésias, Farmacêutica Comunitária, o Dr. Vasco Conceição, Associate Director na IQVIA, o Dr. João Fernandes, CEO na DocDigitizer, o Dr. José Bancaleiro, Parceiro Gerente na Stanton Chase, o Dr. Pedro Vasques, CEO da Rede Claro, e a Dra. Sofia Couto da Rocha, Médica e CTO na Lusíadas Saúde. No final dos 4 módulos, os formandos acumulam 1,6 CDP, nos casos aplicáveis.   

O videocast é moderado pela Dra. Marta Jaime, especialista em Vendas e Marketing e pela Dra. Alexandra Vinagre, especialista em Inteligência Emocional, relações humanas e coaching.  

15 de fevereiro
No ano em que celebra 10 anos, a ANGEL organiza um conjunto de iniciativas, por ocasião do Dia Internacional da Síndrome de...

O dia 15 de fevereiro é assinalado, a nível mundial, por diversas organizações dedicadas a esta causa, que irão usar os mesmos meios e elementos de comunicação, através da Internet e redes sociais.

Neste dia vários países iluminam-se de azul e Portugal não será exceção. Ao convite lançado pela ANGEL aderiram já os municípios de Campo Maior, Lisboa, Marinha Grande, Mealhada, Portel, Tavira e Viana do Alentejo que irão iluminar edifícios ou monumentos emblemáticos das suas cidades, demonstrando a sua solidariedade com esta causa.

Em Portugal, a ANGEL lança ainda mais duas iniciativas. “Doenças raras merecem gestos raros” é o mote da campanha solidária, que alerta para a importância das terapias na melhoria da sintomatologia e qualidade de vida das pessoas afetadas, convidando ao apoio dos portugueses através de donativos que reverterão na íntegra para programas que apoiam as famílias no acesso a estes tratamentos.

Em Lisboa e Vila do Conde as famílias ANGEL irão percorrer 10kms, no próximo dia 20 de fevereiro (domingo), usando uma peça ou roupa azul. O início da caminhada está previsto para as 10h30 com ponto de encontro marcado no Jardim das Ondas, no Parque das Nações em Lisboa. Em Vila do Conde, o ponto de encontro é na Av. Dr. António Bento Martins Júnior, 55 Caxinas, de onde seguirá para a Marginal Atlântica. O convite é dirigido a toda a sociedade que poderá juntar-se a estas caminhadas ou realizar o percurso que desejar, entre os dias 12 e 20 de fevereiro, de forma individual ou em pequenos grupos, contribuindo para a consciencialização e sensibilização para a Síndrome de Angelman. Com este intuito a ANGEL desafia, também, os participantes a partilharem nas suas redes sociais fotografias com os hashtags #WalkInAngel #DISA2022 #ANGELPortugal #IADFEB15 #AngelmanDay2022 e a fazer um donativo no valor dos kms percorridos ou outro para o IBAN PT50 0010 0000 59567190001 25, apoiando a concretização das iniciativas Bolsas Terapêuticas, Descanso do Cuidador ou para o financiamento de bolsas de investigação científica nesta área.

De acordo com o Presidente da Direção da ANGEL, Manuel Costa Duarte, “É com muito orgulho que a ANGEL comemora 10 anos com excelentes resultados. Dada a incidência mundial (1:20.000) estima-se que em Portugal existam cerca de 200 casos e na ANGEL temos cerca de 80 casos identificados. Continuamos determinados em divulgar a Síndrome de Angelman entre médicos, técnicos de saúde, terapeutas, professores e sensibilizar a sociedade civil em geral, com vista a permitir o seu diagnóstico e intervenção precoce. Até hoje, já comparticipámos mais de 31 terapias e 21 iniciativas, que passam por campos de férias, ocupação de tempos livres, etc. de forma a permitir o Descanso dos Cuidadores Informais na época do verão. Já organizámos também diversos encontros onde foram debatidos mais de 40 temas com relevância para a Síndrome de Angelman. Vamos manter todo o empenho para que estas iniciativas dos 10 anos de ANGEL tragam uma maior visibilidade à SA.”

Em Portugal ainda há um grande desconhecimento sobre a Síndrome de Angelman e, por conseguinte, dificuldade no acesso a um diagnóstico, informação relevante e orientação adequada para profissionais qualificados, no acesso a cuidados de saúde de qualidade, apoio geral social e médico e acesso a um sistema de ensino adequado, com quadros profissionais com formação específica.

Ao longo destes 10 anos, a ANGEL tem procurado colmatar a ausência de informação, essencial ao diagnóstico e intervenção precoce. Com as iniciativas propostas para a comemoração deste Dia Internacional da Síndrome de Angelman, a ANGEL deseja motivar e envolver toda a comunidade no apoio à sensibilização para a existência desta Síndrome, na expectativa de promover uma maior visibilidade e deteçãodos sintomas associados a esta doença.

As explicações de um médico
As doenças cardiovasculares (cardio - coração; vasculares - vasos sanguíneos) afetam o sistema circu

Esta emergência médica ocorre quando uma das artérias do coração fica obstruída o que faz com que uma parte do músculo cardíaco fique em sofrimento por falta de oxigénio e nutrientes. Esta obstrução é habitualmente causada pela formação de um coágulo devido à rutura de uma placa de colesterol.

Os sintomas mais comuns, para os quais as pessoas devem estar despertas são a dor no peito, por vezes com irradiação ao braço esquerdo, costas e pescoço, acompanhada de suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade. Normalmente, os sintomas duram mais de 20 minutos, mas também podem ser intermitentes. Podem ocorrer de forma repentina ou gradualmente, ao longo de vários minutos.

A recomendação médica é que na presença destes sintomas é importante ligar imediatamente para o número de emergência médica – 112 e esperar pela ambulância que estará equipada com aparelhos que registam e monitorizam a atividade do coração e permitem diagnosticar o enfarte. A pessoa não deve tentar chegar a um hospital pelos seus próprios meios. Cerca de 50% dos doentes recorrem a um Centro sem capacidade para realizar o tratamento, o que conduz a um atraso significativo no início da terapêutica mais adequada. Esta situação não acontece quando se liga para o 112.

É importante a precocidade no diagnóstico (valorização dos sintomas) e a realização do electrocardiograma, logo que possível, idealmente nos primeiros dez minutos após o primeiro contacto médico, para que seja iniciado o tratamento o mais rapidamente possível, de forma a que a quantidade de músculo cardíaco “perdido” seja menor e, assim, se consiga melhorar o prognóstico.

Atualmente, a angioplastia coronária é o melhor tratamento para o enfarte agudo do miocárdio. No hospital, o cardiologista de intervenção irá efetuar uma angioplastia coronária que consiste na colocação de um cateter fino na artéria obstruída, através do qual se introduz um balão que quando insuflado permite a abertura da artéria e o restabelecimento do fluxo sanguíneo. Na maioria das vezes, este procedimento é complementado com a colocação de um stent, um pequeno tubo de rede metálica que mantém o vaso aberto.

Para prevenir um enfarte agudo do miocárdio é importante adotar um estilo de vida saudável, que inclui: não fumar, ter uma alimentação saudável, controlar a tensão arterial, o colesterol e a diabetes, praticar exercício físico regular, vigiar o peso e evitar o stress.

Por forma a promover o conhecimento e a compreensão sobre o enfarte agudo do miocárdio e os seus sintomas; e alertar para a importância do diagnóstico atempado e tratamento precoce, a Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), uma entidade sem fins lucrativos, está a promover, em Portugal, a campanha Cada Segundo Conta, integrada na iniciativa Stent Save a Life.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Fontes não validadas cientificamente podem originar mitos e desinformação
Ao longo dos anos, o motor de busca Google tem-se tornado num aliado de qualquer pesquisa e a internet tem sido uma das maiores...

“O recurso ao ‘Dr. Google’ é cada vez mais comum, mas importa saber como filtrar a informação que nos é apresentada. Muitas são as vezes em que nos chegam doentes ao consultório com autodiagnósticos ou soluções de tratamentos baseados no que leram ou viram na internet.  Não quer isto dizer que seja incorreto pesquisar na internet, até porque é importante promover a literacia em saúde, mas deve-se procurar fontes credíveis. É importante que se perceba se os sites contêm conteúdos criados por profissionais de saúde, são especializados e pertencem a instituições ou sociedades científicas que conhecemos e às quais atribuímos credibilidade”, alerta Bruno Santiago, neurocirurgião e coordenador da campanha nacional “Olhe pelas Suas Costas”.

De acordo com um estudo americano que avaliou a utilização da internet por doentes antes de uma intervenção à coluna lombar, cerca de 2/3 dos doentes realizaram pesquisas na internet sobre o procedimento. “Verificámos que 92,9% dos sites avaliados apresentavam informações inadequadas, sugerindo baixo nível de confiabilidade”, pode ler-se nas conclusões do mesmo estudo2.

Segundo outro estudo, dos cerca de 600 sites visitados de entre os mais de cinco milhões disponíveis em língua inglesa, apenas 3% obtiveram uma pontuação global de “excelente”3.

O estudo conclui ainda que “a procura por informação médica na Internet é demorada e muitas vezes dececionante. A Internet é uma fonte de informação potencialmente enganosa”. Ainda assim, os autores   consideram que os profissionais de saúde devem “utilizar a Internet como um aliado para fornecer informações ideais aos pacientes”3.

A  Campanha “Olhe pelas Suas Costas” é um dos exemplos de sites e redes sociais em Portugal onde pode encontrar informação simplificada, mas cientificamente validada, sobre cuidados de saúde e prevenção de problemas como os da coluna vertebral, que são a principal causa de anos vividos com incapacidade no Mundo. Um dos objetivos é  evitar a disseminação de mitos e desinformação sobre as  dores nas costas. “Um exemplo concreto com o qual lidamos muitas vezes diz respeito à cirurgia da coluna. Há quem recorra à consulta com preconceitos e até com “medo” da possibilidade de ter de ser operado.  A verdade é que a grande maioria das dores nas costas não são tratadas com recurso à cirurgia. No entanto, quando esta é realmente necessária, trata-se de uma solução segura nos dias que correm”, explica Bruno Santiago, acrescentando: “O risco de complicações graves após a cirurgia, como a dificuldade em andar, por exemplo, é ínfimo. A existência de novas técnicas cirúrgicas menos invasivas, uma geração de médicos bem treinados e a inovação tecnológica têm ajudado a reduzir complicações, aumentando a segurança do procedimento e permitindo que, muitas vezes, o doente receba alta nas primeiras 24 horas”.

Referências:

1. Observador. Qual a próxima crise de saúde? Portugueses estão preocupados com doenças infectocontagiosas e do foro mental. 2021, Nov. Disponível em: https://observador.pt/2021/11/16/proximas-crises-de-saude-em-portugal-de... (Consultado a 3 de fevereiro de 2022)

2. Atci IB, Yilmaz H, Kocaman U, Samanci MY. An evaluation of internet use by neurosurgery patients prior to lumbar disc surgery and of information available on internet. Clin Neurol Neurosurg. 2017 Jul;158:56-59. doi: 10.1016/j.clineuro.2017.04.019. Epub 2017 Apr 25. PMID: 28460344. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28460344/ (Consultado a 3 de fevereiro de 2022)

3. Weil AG, Bojanowski MW, Jamart J, Gustin T, Lévêque M. Evaluation of the quality of information on the Internet available to patients undergoing cervical spine surgery. World Neurosurg. 2014 Jul-Aug;82(1-2):e31-9. doi: 10.1016/j.wneu.2012.11.003. Epub 2012 Nov 7. PMID: 23142585. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23142585/ (Consultado a 3 de fevereiro de 2022)

4. Elhassan Y, Sheridan G, Nassiri M, Osman M, Kiely P, Noel J. Discectomy-related information on the internet: does the quality follow the surge? Spine (Phila Pa 1976). 2015 Jan 15;40(2):121-5. doi: 10.1097/BRS.0000000000000689. PMID: 25575087. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25575087/ (Consultado a 3 de fevereiro de 2022)

APLO evoca estudo norte-americano publicado no ‘JAMA Internal Medicine’
A Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO) apela a um melhoramento do acesso dos cuidados de saúde da visão...

De acordo com um estudo realizado nos EUA, e publicado no jornal científico JAMA Internal Medicine, da Associação Médica Americana, “indivíduos idosos com catarata que foram submetidos à cirurgia tiveram um risco menor de desenvolver demência”.

“Portugal é o segundo país do mundo com média de idade mais elevada e por isso deve preparar-se para os desafios do envelhecimento. Melhorar a saúde ocular no contexto de uma população envelhecida deve ser uma prioridade das principais entidades de saúde e decisores políticos”, adverte Raúl de Sousa, Presidente da Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO), referindo o estudo norte-americano ‘Association Between Cataract Extraction and Development of Dementia’.

Na cirurgia de catarata, o cristalino é removido. A lente natural do olho é substituída por uma lente intraocular (LIO) artificial.

O estudo teve por base a participação de 3.038 adultos, com 65 anos ou mais com cataratas tendo 46% dos quais sido submetidos a cirurgia de catarata.

“Indivíduos que fizeram cirurgia de catarata tiveram um risco menor de desenvolver demência do que aqueles que não foram submetidos à cirurgia durante um período de acompanhamento médio de cerca de 8 anos, por pessoa”, refere o estudo.

O trabalho de observação permitiu auferir que “pessoas cujas cataratas limitam sua visão podem evitar contato social, exercícios e atividades”, o que “pode acelerar o declínio cognitivo”.

“A deficiência visual também pode diminuir a entrada neuronal e acelerar a neurodegeneração ou aumentar a carga cognitiva à medida que as pessoas tentam compensar a perda de visão”, lê-se ainda no estudo norte-americano.

Tratamento da insuficiência renal crónica
A DaVita Portugal vai abrir uma nova clínica de hemodiálise em Alcobaça, na freguesia de Maiorga, dando assim continuidade à...

“A DaVita Alcobaça vai prestar um tratamento de excelência aos doentes renais, respondendo e adequando-se a todas as suas necessidades. Para tal, vamos ter um turno noturno de diálise, para que os doentes possam optar pelo horário que lhes seja mais conveniente, de acordo com os seus horários laborais e rotinas diárias”, afirma Paulo Dinis, diretor-geral da DaVita Portugal.

Equipada com tecnologia inovadora, a nova clínica vai ter 20 postos de tratamento e capacidade para dar assistência a um total de 120 doentes por semana. Numa fase inicial, a DaVita Alcobaça vai empregar cerca de 20 profissionais.

A doença renal crónica é provocada pela deterioração lenta e irreversível da função renal. Como consequência, existe retenção no sangue de substâncias que normalmente seriam excretadas pelo rim, resultando na acumulação de produtos metabólicos tóxicos no sangue (azotemia ou uremia). Nas fases mais avançadas as pessoas com esta doença necessitam de realizar regularmente um tratamento de substituição da função renal que poderá ser a hemodiálise, a diálise peritoneal ou o transplante renal.

 

 

Opinião
As Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) intervêm com o objetivo de promover os direitos

Perante este tipo de situações, é imprescindível a atuação de técnicos especializados que intervenham junto da criança/jovem e da sua família. Por isso, as CPCJ são compostas por profissionais de áreas como a educação e a saúde, mas também, por técnicos de instituições e/ou serviços da comunidade, precisamente porque são essas as principais redes de apoio a quem as famílias podem recorrer.

Como elemento cooptado da Associação RECOVERY IPSS à CPCJ de Barcelos, desempenho um importante papel na gestão dos processos de promoção e proteção das crianças e jovens sinalizadas. Lá, funciono como um elemento de referência para as famílias, trabalhando, não para elas, mas com elas, na construção da mudança. A minha ação parte por traçar um plano de intervenção ajustado às particularidades de cada caso e mobilizar os intervenientes e os recursos disponíveis na comunidade que se mostrem necessários. Durante todo este percurso, acompanho a criança/jovem e a sua família, servindo como mediador entre estes e os demais serviços ou entidades envolvidas, de forma a garantir que têm ao seu dispor todas as ferramentas, apoios e acompanhamentos essenciais para atingir uma mudança, com o objetivo final de alcançarem condições mais favoráveis para um desenvolvimento integral das crianças/jovens.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.

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