Hospital de Santa Maria – Porto
O Hospital de Santa Maria – Porto organiza, entre os dias 6 e 10 de outubro, um Rastreio Auditivo gratuito aberto a toda a...

Este rastreio tem como objetivo sensibilizar para a importância da saúde auditiva e promover a deteção precoce de perdas auditivas, muitas vezes silenciosas e progressivas. Cada participante receberá, no momento, o resultado da sua avaliação, bem como aconselhamento da Equipa de Otorrinolaringologistas e orientações personalizadas, sempre que necessário.

A iniciativa consistirá em dois exames simples e rápidos: uma otoscopia, ou observação do canal auditivo externo, e um audiograma tonal simples, que integra a avaliação de quatro frequências centrais.

A participação é gratuita, mas requer inscrição prévia através do número 225 082 000. As vagas são limitadas, pelo que se aconselha inscrição antecipada para garantir o atendimento.

Este rastreio é especialmente recomendado para quem:

  • tem dificuldade em ouvir em ambientes ruidosos;
  • aumenta frequentemente o volume da televisão ou rádio;
  • apresenta zumbido nos ouvidos;
  • nota alterações auditivas recentes.

 

“Ouvir bem é parte essencial da saúde e da qualidade de vida. Um simples rastreio pode fazer a diferença, permitindo uma intervenção precoce e mais eficaz, sendo essa a preocupação da nossa Equipa de Audiologia e Otorrinolaringologia”, sublinha Lurdes Serra Campos, diretora geral do Hospital de Santa Maria – Porto.

Com esta ação, o Hospital reforça a sua missão de proximidade à comunidade e de promoção da saúde auditiva, fundamental para uma comunicação plena e para o bem-estar diário.

 

Opinião
O Cancro da Próstata é, infelizmente, uma realidade comum para muitos homens em todo o mundo, sendo

Contudo, historicamente, o tratamento deste cancro implica uma abordagem radical, com a remoção total da próstata para garantir a eliminação do cancro. Embora eficaz, este método traz consigo uma série de efeitos colaterais significativos, incluindo incontinência urinária e disfunção erétil, que podem impactar profundamente a qualidade de vida dos pacientes.

O novo método reduz a praticamente zero os riscos de incontinência urinária e ejaculação precoce, permitindo a manutenção de uma vida plena pelos doentes.

 

Fundamentos da inovação

A nossa abordagem inovadora é sustentada por três pilares fundamentais:

 

1. Diagnóstico Preciso: Utilizamos biópsias de última geração que nos permitem identificar com precisão a localização e a extensão do cancro na próstata. Este diagnóstico preciso é essencial para garantir que apenas as áreas afetadas pelo cancro sejam tratadas, preservando ao máximo o tecido saudável.

 

2. Terapia Robótica Avançada com HIFU: Implementámos uma modalidade terapêutica robótica com ultrassons de alta intensidade, que nos permite tratar áreas específicas da próstata de forma extremamente precisa. Esta tecnologia de ponta garante que o tratamento é direcionado às células cancerígenas, minimizando os danos aos tecidos circundantes e reduzindo os efeitos colaterais.

 

3. Programa de Vigilância Rigoroso: Estabelecemos um programa de vigilância rigoroso para os primeiros 48 meses, integrando bases de dados internacionais para monitorizar o progresso dos nossos pacientes e garantir a eficácia contínua do tratamento. Este programa de vigilância permite-nos acompanhar de perto a evolução dos pacientes, ajustando o tratamento conforme necessário para assegurar os melhores resultados possíveis.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Liga Portuguesa contra a Epilepsia
A prevalência estimada da epilepsia em Portugal é mais alta do que a previamente reportada, revela o recente estudo...

O EpiPort, um estudo transversal de base populacional, realizado entre maio de 2023 e julho de 2024, envolveu um inquérito porta-a-porta a 10.666 indivíduos em todo o território nacional. O objetivo foi estimar a prevalência da epilepsia em Portugal, uma das doenças neurológicas mais comuns no mundo, que afeta cerca de 50 milhões de pessoas a nível global. Um comité de acompanhamento do estudo, constituído por médicos de todo o País e que se dedicam ao diagnóstico e tratamento de pessoas com epilepsia, validou os resultados dos inquéritos realizados.

"Os resultados do estudo EpiPort são um alerta: a epilepsia afeta uma parcela significativamente maior da população portuguesa do que se estimava. Esta realidade sublinha a necessidade de reforçar os programas de saúde nesta área. É fundamental que, enquanto sociedade, reconheçamos o verdadeiro impacto da Epilepsia e invistamos na melhoria dos cuidados às Pessoas que vivem com Epilepsia.

O EpiPort é um estudo epidemiológico de base populacional em Portugal, concebido para estimar a prevalência da epilepsia em crianças e adultos e contou com o apoio da Angelini Pharma. Nuno Brás, Diretor-geral da Angelini Pharma em Portugal, afirma que “É com grande sentido de responsabilidade que a Angelini Pharma apoia iniciativas como o estudo EpiPort. Os dados agora revelados são de uma importância inestimável para a comunidade médica e para os decisores políticos. O nosso objetivo é continuar a trabalhar em conjunto com a comunidade científica e as autoridades de saúde para garantir que a epilepsia receba a atenção e os recursos necessários em prol dos milhares de pessoas que vivem com esta condição no nosso país.”

Os novos dados permitem preencher a lacuna de evidências recentes sobre estas métricas populacionais, fornecendo dados cruciais para a comunidade médica, decisores políticos e o público em geral.

Os primeiros dados do estudo foram dados a conhecer à comunidade médica no 36.º Congresso Internacional de Epilepsia, realizado em Lisboa no final do mês de agosto e que contou com a participação de mais de 4200 delegados de todo o mundo.

A epilepsiaé uma doença com origem no cérebro e que se caracteriza pela ocorrência de crises epiléticas recorrentes. As crises devem-se a uma descarga anormal dos neurónios (células cerebrais) e ocorrem de forma súbita e imprevisível. As crises são habitualmente de curta duração (de segundos a poucos minutos) e a sua frequência varia de pessoa para pessoa.

Para além das diferentes causas e das diferentes características das crises, a epilepsia é também diferente na forma como evolui e responde ao tratamento. Há́ epilepsias de fácil controlo que, muitas vezes, deixam mesmo de necessitar de tratamento e outras que, apesar do tratamento mais adequado, mantém crises mais ou menos frequentes.

O tratamento da epilepsia baseia-se no controlo de crises epiléticas, não menosprezando a ajuda na adaptação do doente à sua nova condição. A escolha do tratamento mais adequado depende de diferentes fatores: tipos de crises, a idade e o sexo da pessoa, outros problemas de saúde que possam existir, se for mulher e quiser engravidar e os possíveis efeitos secundários associados2.

 

 

 

 

 

Referências

[1] https://epilepsia.pt/epilepsia-e-generalidades/

² https://epilepsia.pt/epilepsia-e-generalidades/

 

 

Redes sociais
Os filtros de beleza e as aplicações de edição de imagem tornaram-se um elemento comum no dia a dia dos adolescentes. Estas...

Na adolescência, a imagem corporal e a identidade pessoal estão em processo de construção. A comparação com modelos digitais irreais e a procura por validação externa podem gerar insegurança e dependência emocional. Por isso, é fundamental acompanhar os jovens no uso da tecnologia e disponibilizar-lhes ferramentas que os ajudem a construir uma autoestima sólida.

“Os adolescentes devem aprender que a imagem que veem nas redes sociais nem sempre reflete a realidade. Falar sobre o tema em casa e na escola contribui para normalizar a diversidade corporal e reduzir a pressão para se corresponder a um modelo estético específico”, explica Carla Álvarez Llaneza, psicóloga da Blua de Sanitas, empresa ibérica de serviços de saúde que pertence à seguradora Bupa.

Por outro lado, Carlos Atef Harkous, chefe do serviço de Psiquiatria do Hospital Blua Sanitas Valdebebas, acrescenta que “o uso frequente de filtros de beleza pode estar associado a um aumento da ansiedade, insatisfação corporal e auto-exigência nos adolescentes. A exposição constante a imagens retocadas pode condicionar o seu estado de espírito e gerar padrões de comparação social que impactam diretamente o seu bem-estar emocional”.

Face a este contexto, os especialistas da Sanitas, empresa ibérica de serviços de saúde que pertence à seguradora Bupa, recomendam aos pais e educadores:

  • Reforçar a autoestima para além da aparência: valorizar as suas competências, talentos e conquistas pessoais é fundamental. Reconhecer o seu esforço em áreas como desporto, os estudos, artes ou outras atividades ajuda-os a sentirem-se competentes e confiantes, lembrando-os de que o seu valor não depende apenas da sua aparência;

  • Limitar o tempo nas redes sociais: estabelecer horários para o uso das redes e incentivar atividades fora do mundo digital, como desporto, leitura ou hobbies, reduz a exposição a conteúdos que podem gerar insegurança e ajuda a desfrutar de outras formas de satisfação pessoal;

  • Criar um espaço de confiança: os adolescentes precisam de locais onde possam expressar as suas dúvidas, medos ou inseguranças sem serem julgados. Ouvir e validar as suas emoções fortalece a sua capacidade para lidar com a pressão social e promove o seu bem-estar emocional;

  • Dar o exemplo em casa: os adultos devem demonstrar um uso equilibrado da tecnologia e transmitir mensagens positivas sobre a própria imagem. Partilhar experiências pessoais sobre como lidar com as inseguranças ajuda os jovens a sentirem-se compreendidos e apoiados.

  • Incentivar a reflexão sobre o que veem nas redes sociais: ajudar os adolescentes a questionar as imagens que consomem e a concentrar-se nos seus valores e objetivos pessoais, para além da aparência física, contribui para desenvolver a autoconfiança e reduzir a necessidade de validação externa.

De acordo com os especialistas da Sanitas, empresa ibérica de serviços de saúde que pertence à seguradora Bupa, a adolescência é um período sensível para o desenvolvimento da identidade e da autoestima. A intervenção precoce, através de acompanhamento emocional e educativo, é essencial para prevenir o aparecimento de distúrbios de imagem corporal, ansiedade ou depressão, bem como para promover uma relação equilibrada com a tecnologia e a autoimagem.

 

Associação Nacional de Municípios Portugueses
A Ordem dos Nutricionistas apresentou à Associação Nacional de Municípios Portugueses uma proposta para a contratação de...

Na semana do arranque oficial da campanha para as eleições autárquicas, agendadas para o próximo dia 12 de outubro, a Ordem dos Nutricionistas apresenta o guião “O Nutricionista nas Autarquias”. O documento oficial, enviado esta terça-feira, dia 30 de setembro, à Associação Nacional de Municípios Portugueses, destaca a importância do papel dos nutricionistas nas câmaras municipais de todos o país, assim como as suas funções, benefícios e valências, e apresenta uma proposta concreta para a contratação de mais profissionais pelas autarquias.

Segundo o observatório da profissão, realizado em 2022 e relativo à integração de nutricionistas nas autarquias, verificou-se que, dos 298 municípios analisados, 189 não contam com qualquer nutricionista, sendo que apenas 24% dispõem de pelo menos um profissional contratado. A Bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Liliana Sousa, considera estes números “insuficientes nas respostas necessárias do poder político local junto da população”, defendendo, por isso, a presença de profissionais em todas as autarquias, de forma ajustada à realidade de cada território, tendo em conta a sua área geografia e dimensão populacional.

“A contratação de nutricionistas em cada autarquia constitui um instrumento estratégico essencial para garantir coerência, equidade e eficácia na promoção da saúde e do bem-estar das populações. Isto porque, estes profissionais têm funções multidisciplinares revelantes em áreas como a nutrição comunitária e a saúde pública, a alimentação coletiva e a restauração, a gestão de controlo da qualidade e segurança alimentar, a promoção da gastronomia local ou o desenvolvimento de projetos de investigação”, explica a Bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Liliana Sousa.

O documento desenvolvido por esta ordem profissional, e enviado à Associação Nacional de Municípios Portugueses, propõe que nas autarquias das áreas metropolitanas deva existir pelo menos um nutricionista por município, devendo ser progressivamente reforçado o número de profissionais em função da densidade populacional, bem como dos indicadores locais de saúde.

Já nas autarquias das Comunidades Intermunicipais deve existir pelo menos um nutricionista por município, admitindo-se a partilha de nutricionistas entre municípios vizinhos quando tal se revele mais eficiente, nomeadamente, em territórios de baixa densidade populacional.

Por fim, nos municípios das regiões autónomas deve existir pelo menos um nutricionista por município, assegurando a cobertura territorial em cada ilha. “Nos municípios de menor dimensão, pode ser considerada a partilha de profissionais entre autarquias da mesma ilha, garantindo uma resposta próxima das populações e articulada com os planos locais de saúde”, reforça ainda o guião “O Nutricionista nas Autarquias”, que em breve estará também disponível online no site da Ordem dos Nutricionistas.

Opinião
O termo otoplastia abrange vários tipos de cirurgia que se destinam a corrigir, ou melhorar, a forma

 Vamos centrar-nos, neste texto, especificamente na cirurgia que incide nas orelhas proeminentes, ou seja, as chamadas “orelhas de abano”. Estamos perante uma condição que, não provocando perda de audição, desempenha um papel importante na definição da aparência física, já que se destacam mais do que o habitual em relação à cabeça, com impacto psicoemocional, acarretando problemas de autoestima e socialização, com particular acuidade nas crianças.

Na verdade, há vários estudos que demonstram problemas de autoestima e integração em contextos sociais, nomeadamente nas escolas, em crianças e adolescentes com “orelhas de abano”. No convívio escolar, são expostas a provocações por parte de colegas, falando-se mesmo em situações de bullying, que põem em risco um desenvolvimento saudável.  Conscientes desta problemática, os pais procuram ajuda médica cada vez mais cedo, com a esperança de agir preventivamente. Põe-se, assim, a questão da idade ideal para a intervenção cirúrgica. A resposta mais adequada parece situar-se entre os cinco e os seis anos, pelas razões a seguir indicadas. Em primeiro lugar, acautela-se a correção antes da entrada para o primeiro ciclo de escolaridade. Depois, garante-se que a cartilagem está suficientemente desenvolvida para suportar as suturas realizadas para criar a nova posição da orelha. Por fim, mas não menos importante, previnem-se problemas no pós-operatório, já que a criança consegue controlar melhor a natural tendência para remover pensos e mexer no local intervencionado.

O processo cirúrgico é simples e baseia-se numa incisão cutânea, com possibilidade de excisão ou fragilização da cartilagem, bem como suturas, consoante a técnica usada.

Poder-se-á ainda usar “clips” de titânio na cartilagem para atingir o resultado desejado. Tal permite, com uma incisão somente na face posterior da orelha, aproximar o pavilhão auricular do crânio. A cicatriz é quase impercetível, situando-se na parte posterior da orelha, o que a torna inacessível à vista.

O processo anestésico consiste geralmente em sedação e anestesia local, podendo, em crianças, recorrer-se à anestesia geral.

Naturalmente, a otoplastia realiza-se tanto em crianças e adolescentes como em adultos. À semelhança de outras cirurgias em que se busca a harmonia facial através da correção ou melhoria de aspetos anatómicos, a otoplastia é procurada por quem se sente insatisfeito com a protuberância, por vezes assimétrica, das suas orelhas e, não raramente, transporta essa vontade desde a infância.

Nunca será demais referir que a consulta com um especialista é indispensável, para que seja levada a cabo uma avaliação anatómica cuidada e sejam esclarecidas cabalmente as questões relativas ao processo cirúrgico, recuperação e gestão de expectativas.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dia Mundial dos Animais, 4 de outubro
No Dia Mundial dos Animais, que se assinala no dia 4 de outubro, a AniCura destaca a importância do trabalho dos médicos...

A carga emocional dos veterinários é influenciada por três fatores principais: a comunicação com os clientes, que muitas vezes implica gerir expetativas, explicar procedimentos complexos e acompanhar decisões difíceis como a eutanásia; a exposição constante ao sofrimento animal, em que a forte vocação e empatia que caracterizam a profissão se tornam também fonte de desgaste emocional; e o limitado reconhecimento social, que não reflete a magnitude da responsabilidade nem a intensidade emocional associada ao exercício veterinário.

Para a AniCura o bem-estar dos veterinários é uma prioridade: trata-se de reconhecer que por detrás de cada cuidado prestado a um paciente existem profissionais que suportam uma grande carga emocional e que necessitam de recursos para a gerir de forma saudável. Isto traduz-se em programas de assistência psicológica confidencial, formação em competências de comunicação e gestão emocional, espaços de acompanhamento entre colegas, políticas que promovem o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, bem como iniciativas de autocuidado e mindfulness”, explica Enrique Rodríguez, General Manager para o mercado ibérico.

Programas de bem-estar emocional

Neste sentido, a AniCura facilita o acesso a programas especialmente concebidos para cuidar da saúde física e mental da sua equipa através de diferentes plataformas: WellWo, com planos de treino físico, nutrição e webinars de apoio, e Headspace, focada em atividades orientadas de meditação, gestão do stress e concentração. Além disso, a empresa oferece aos profissionais o programa “Ajuda ao Associado”, com cinco sessões gratuitas de bem-estar por ano, que podem incluir desde psicólogos a orientação profissional, controlo da pressão pessoal ou apoio para lidar com o luto.

Prestar apoio e ferramentas de bem-estar é essencial para construir equipas saudáveis e colaborativas. Quando os profissionais dispõem de espaços para gerir a carga emocional associada ao seu trabalho, não só se protege a sua saúde mental, como também se cria uma ligação positiva entre o bem-estar da equipa e a experiência do paciente. “Cuidar da saúde mental dos veterinários tem um impacto direto na cultura interna das clínicas e na forma como as equipas se relacionam entre si e com os clientes”, sublinha Gabriela Fioretti, diretora de People da AniCura Ibéria.

Isto não só reduz a rotatividade e o risco de burnout, como também fortalece a motivação e a saúde a longo prazo. Em consequência, o clima organizacional melhora de forma tangível: equipas mais estáveis, ambientes de trabalho mais humanos e relações mais construtivas com os clientes, além do reconhecimento implícito pelo trabalho bem feito. Não se trata de condicionar a saúde mental ao serviço, mas sim de compreender que uma equipa cuidada e sustentada emocionalmente é a base de uma equipa mais sólida, resiliente e sustentável”, acrescenta.

Recomendações perante situações de stress

Para que os veterinários possam enfrentar situações complicadas, como procedimentos dolorosos ou pacientes críticos, é essencial estabelecer limites emocionais saudáveis, procurar espaços de apoio, investir em autocuidado regular, formar-se em comunicação eficaz e gestão emocional, e normalizar a procura de ajuda profissional. Estas práticas não só protegem a sua saúde mental, como também melhoram a qualidade do atendimento e a capacidade de tomar decisões sob pressão, assegurando um equilíbrio entre o bem-estar pessoal e o cuidado dos pacientes.

A minha experiência ensinou-me que há alguns conselhos que, se colocarmos em prática, podem fazer a diferença: não enfrentar situações difíceis em solidão, mas sim apoiar-se em colegas ou em redes de confiança; estabelecer limites emocionais claros, recordando que acompanhar não implica carregar todo o sofrimento; e dar prioridade ao autocuidado pessoal, desde descansar adequadamente até manter espaços fora do trabalho que permitam desligar e recarregar energia. Também é fundamental normalizar o pedido de ajuda profissional quando necessário, compreendendo que cuidar da saúde mental é tão importante como cuidar da física. No conjunto, são pequenas ações que fortalecem a resiliência e ajudam a atravessar momentos complexos sem sacrificar o bem-estar pessoal”, finaliza Fioretti.

ComicCast
A Dentsu Creative e a ONCE (Organización Nacional de Ciegos de España), em colaboração com a Amazon Web Services (AWS) como...

A ComicCast foi apresentada em Málaga, na San Diego Comic-CON, com uma demonstração ao vivo onde pessoas invisuais puderam testar esta tecnologia em primeira mão.

O protótipo foi treinado com uma das mais icónicas bandas desenhadas da história de Espanha: Mortadelo e Salaminho. Segundo Nuria Ibáñez, filha de Francisco Ibáñez, o famoso cartoonista e criador das divertidas histórias de Mortadelo e Salaminho e de muitas outras, "colaborar num projeto que aproxima o universo da banda desenhada das pessoas invisuais é algo que o meu pai teria adorado".

"Na ONCE, celebramos especialmente esta inovação que democratiza o acesso à banda desenhada para pessoas com deficiência visual," comentam Cristian Sainz de Marlés, responsável pelo departamento de trabalho digital e acessibilidade da ONCE e Marcelo Rosado, diretor da ONCE em Málaga. "A ComicCast não é apenas uma ferramenta tecnológica; representa um passo decisivo em direção à inclusão plena na cultura e no entretenimento. Este é o caminho a seguir: a inovação tecnológica ao serviço da igualdade de oportunidades."

Segundo María José Vázquez Gómez, Diretora-Geral de Creativide da Dentsu Creative em Espanha: "na Dentsu Creative, acreditamos no poder transformador da criatividade como um motor que impulsiona a tecnologia para soluções inovadoras que melhoram a vida das pessoas."

 

Uma nova forma de “ver” através da Inteligência Artificial

A ComicCast é uma aplicação móvel que recorre a IA disponibilizada pela AWS e que interpreta, em tempo real, as páginas de qualquer romance gráfico ou banda desenhada em formato físico e as converte em áudio descritivo: com o tom e o estilo da obra e contexto adicional para ajudar os utilizadores a compreender a situação. Através da tecnologia de cloud, as empresas colaboradoras conseguiram levar a cultura e a riqueza narrativa de um meio que combina imagens, textos, onomatopeias e recursos visuais a um público que — até agora — tinha acesso limitado a este tipo de conteúdo artístico. Apesar das soluções de leitura existentes, como audiobooks, sistemas de escrita Braille ou leitores de ecrã, nenhuma destas ou de outras opções tinha conseguido ir tão longe na reprodução 'com tal fidelidade' das nuances fundamentais das histórias, e manter a expressão e o tom dos diálogos.

O funcionamento da ComicCast é muito simples: os utilizadores precisam apenas de posicionar o seu dispositivo móvel sobre uma página da banda desenhada escolhida. A partir desse momento, inicia-se um processo de interpretação, onde a IA disponibilizada pela AWS analisa a estrutura da página, identifica os painéis, extrai o texto, deteta onomatopeias e compreende o contexto narrativo.

Para permitir esta experiência imersiva, a aplicação recorre a dois modelos de IA generativa: o Amazon Nova Pro e o Claude da Anthropic. Ambos estão disponíveis no Amazon Bedrock, o serviço da AWS que simplifica o acesso a uma seleção de modelos de base (foundation models, ou FM) de alto desempenho para a criação de aplicações de IA generativa. O Amazon Nova e o Claude são modelos peritos na análise visual completa, na compreensão de cenas, no acompanhamento de personagens e na geração de descrições narrativas. No ComicCast estes dois modelos são complementados pelo ElevenLabs, que gere a síntese e o mapeamento de voz para cada personagem e integra efeitos sonoros que enriquecem a experiência auditiva.

O resultado é um áudio melhorado que capta a narração dos diálogos com diferentes vozes e entoações para cada personagem e que incorpora efeitos sonoros que reproduzem onomatopeias e outros recursos gráficos. Em suma, é criada uma narrativa fluida e coerente que transforma a leitura visual numa experiência auditiva imersiva.

"A ComicCast representa um marco na aplicação prática da IA para melhorar a vida das pessoas," enfatiza Suzana Curic, country lead da AWS para a Ibéria. "Através do uso da nossa tecnologia de cloud, conseguimos criar uma solução que não só torna o conteúdo acessível, mas preserva a essência e a magia da banda desenhada. Este projeto demonstra que, quando a tecnologia é colocada ao serviço da inclusão, podemos criar soluções verdadeiramente inovadoras que impactam positivamente a sociedade. Na AWS, orgulhamo-nos de colaborar com parceiros que partilham a nossa visão de usar a tecnologia para tornar o mundo mais acessível para todos."

 

Em Lisboa
A Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC) organiza, nos dias 30 e 31 de outubro, no Hotel Olissippo Oriente,...

O encontro reúne especialistas de diversas áreas para debater práticas inovadoras no tratamento e acompanhamento dos doentes com AVC, promovendo uma abordagem verdadeiramente integrada. Para o Dr. Denis Gabriel, membro da Direção da SPAVC e da organização do evento, o Integrar + é mais do que um encontro científico. “Esta reunião é um espaço dinâmico, um fórum onde todos, do hospital à comunidade, podem partilhar experiências, boas e más, sem receios, promovendo a atualização, o diálogo e a construção conjunta de soluções”, salienta.

O programa científico do evento distingue-se por incluir abordagens menos convencionais e centradas no valor da saúde, explorando o impacto real das decisões clínicas no dia a dia dos doentes. O Dr. Denis Gabriel destaca, no primeiro dia, a ‘Sessão Interativa 1 - Educação, Literacia e Prevenção: o poder de uma comunidade que aprende’, que contará com a apresentação do Dr. Álvaro Pereira, ‘Otimizar indicadores de desempenho orientados para a doença cerebrovascular – lições da comunidade’. “Na sua intervenção, o especialista mostrará como um grupo de médicos de família iniciou, há anos, a implementação de um modelo de gestão que quantifica o ganho em saúde, permitindo um reajuste contínuo de objetivos e melhores resultados para os doentes”, explica o neurologista.

Um dos grandes objetivos do Integrar + é fortalecer a ligação entre diferentes níveis de cuidados, promovendo a proximidade e enriquecimento mútuo dos profissionais que intervêm na fase aguda do AVC.

Segue-se a ‘Sessão Hot Topics – Antes e Depois do AVC: uma abordagem integrada entre Cuidados Hospitalares e de Saúde Primários’ que “trará novidades relevantes na prevenção da doença vascular” e a ‘Sessão Interativa 2 – O que os olhos não veem: sequelas invisíveis, impacto real’, que contará com apresentação da Dr.ª Joana Lemos, do Centro de Reabilitação Profissional de Lisboa. “Nesta sessão, a palestrante irá partilhar mensagens práticas para profissionais que acompanham doentes após a fase aguda, abordando desde a gestão de problemas clínicos até à reintegração na vida ativa e na sociedade”, refere.

Ainda no dia 30 de outubro, o coordenador do evento realça a conferência ‘Monitorização digital: o que já é realidade na reabilitação pós-AVC’, com a participação da Dr.ª Ana Luís Pereira, médica de família e cofundadora e CEO da Healthy Smart Cities, que “irá explorar o potencial das plataformas de telereabilitação e monitorização à distância”.

No segundo dia do evento, o destaque vai para a primeira sessão, ‘Mesa Redonda - Novos Protocolos, Novos Desafios: Estamos Preparados para a Nova Era do AVC?’, onde o Dr. Luís Fontão conduzirá o debate sobre “a introdução de tenecteplase na Via Verde AVC”. Segue-se a ‘Conferência Decisões que contam, o percurso pré-hospitalar no AVC, uma análise valor em saúde’, em que o Prof. Filipe Costa, professor e investigador da Nova SBE, “irá refletir sobre que decisões poderiam melhorar os resultados no pré-hospitalar”. Por fim, para terminar a reunião, o Prof. Pedro Nascimento apresentará o tema ‘Depressão pós-AVC: da neuroinflamação aos novos alvos terapêuticos’, “ajudando-nos a entender melhor os mecanismos envolvidos na depressão pós-AVC e os alvos terapêuticos mais promissores para uma condição que continua a ser uma das complicações mais frequentes observadas na consulta”, esclarece.

Para os profissionais que ainda ponderam a inscrição, o Dr. Denis Gabriel deixa um apelo: “Temos trabalhado no sentido de construir e fortalecer pontes entre profissionais que intervêm no AVC, de uma forma aberta e integrativa, porque só podemos melhorar se conhecermos os desafios que os nossos colegas enfrentam e se estivermos abertos a outros pontos de vista. Se partilham esta visão, esta reunião é para vocês.”

Conclui, esperando que “desta partilha possam surgir soluções para problemas, mudança de comportamentos e, claro, que os doentes possam beneficiar diretamente disso”.

É possível submeter trabalhos para apresentação sob a forma de comunicação oral, a serem enviados até ao dia 19 de outubro.

Todas as informações sobre a reunião, bem como o formulário de inscrições online e as normas da submissão de trabalhos encontram-se disponíveis em: https://spavc.org/reuniao-integrar/

 

Opinião
No dia 16 de outubro assinala-se o Dia Mundial da Coluna, uma data que pretende alertar para a impor

O que é a coluna vertebral?

A coluna vertebral é uma estrutura complexa, composta por um conjunto de estruturas ósseas, articulações e ligamentos que garante, não só, a proteção da medula espinhal e das raízes nervosas responsáveis pela mobilidade e sensibilidade do corpo e controlo de funções autónomas como a micção e a defecação. Garante também o suporte e estabilidade do corpo, bem como a mobilidade e flexibilidade que são tão singulares no movimento humano.  Perturbações no seu funcionamento podem gerar repercussões a todos estes níveis com impacto muito forte na saúde.

 

O peso do problema

A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 80% da população mundial terá pelo menos um episódio de dor lombar ao longo da vida. Em Portugal, as doenças da coluna estão entre as principais causas de incapacidade temporária e absentismo laboral, com impacto significativo na produtividade e nos custos em saúde. Com o envelhecimento populacional, espera-se um aumento ainda maior da incidência destes problemas nas próximas décadas.

 

Fatores de risco

Os principais fatores que comprometem a saúde da coluna são bem conhecidos: sedentarismo, excesso de peso, o tabagismo, posturas incorretas associadas ao trabalho prolongado ao computador ou ao uso de dispositivos móveis, e ainda profissões que exigem esforços repetitivos ou levantamento de cargas.

Algumas doenças reumatológicas como a artrite reumatoide, osteoporose, entre muitas outras, podem envolver a coluna.

Existe ainda um processo natural de envelhecimento natural dos discos intervertebrais (entre outras estruturas), cuja rapidez depende de fatores que herdamos dos nossos antepassados. É essa relação dicotómica entre fatores intrínsecos e relação com fatores comportamentais que vai determinar o surgimento de sintomas.

 

Prevenção: o caminho mais eficaz

Como podemos ter impacto neste processo de envelhecimento/desgaste? A prática regular de atividade física é fundamental, sobretudo exercícios que reforcem a musculatura abdominal, dorsal, lombar e glútea, essenciais para a estabilidade da coluna (treino de força supervisionado). Atividades como caminhadas, natação, pilates, ioga ou treino funcional supervisionado têm benefícios reconhecidos e podem ser adaptadas a cada faixa etária e necessidades do indivíduo.

A ergonomia também deve ser uma preocupação diária: cadeiras ajustáveis, ecrãs à altura dos olhos, pausas regulares para alongamentos e o hábito de não permanecer longos períodos na mesma posição fazem toda a diferença. Também o controlo do peso corporal e a adoção de hábitos de vida saudáveis contribuem para reduzir o risco.

 

Um apelo no Dia Mundial da Coluna

Neste Dia Mundial da Coluna, a Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV) deixa um apelo: não vire as costas à coluna! Cuidar da postura, praticar exercício físico e adotar rotinas saudáveis são medidas simples que podem contrariar o impacto do envelhecimento da coluna da sua qualidade de vida. Cuide de si. A sua saúde depende disso...

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Universidade de Coimbra
Desvendar novas informações sobre como o cérebro processa as emoções positivas de outras pessoas e compreender o impacto dessa...

Com esta investigação, os cientistas esperam saber mais sobre os mecanismos biológicos subjacentes à criação de empatia pelas emoções positivas de terceiros – as quais, ao contrário das emoções negativas, têm recebido pouca atenção da comunidade científica. Uma vez que a perceção das emoções positivas nos outros é particularmente prejudicada nas perturbações psiquiátricas, este estudo pretende contribuir para o desenvolvimento futuro de abordagens farmacológicas para estas condições.

O projeto ARROW: Neural Correlate for the Perception of Others Reward (Correlato Neuronal da Perceção da Recompensa dos Outros, em língua portuguesa) vai estar em curso até 2028. É financiado com mais de 150 mil euros (156 778,56 euros, mais precisamente) pelo instrumento ERA Post-doctoral Fellowships, no âmbito das Ações Marie Skłodowska-Curie Post-doctoral Fellowships, que financia projetos de pós-doutoramento com o intuito de apoiar a carreira e a empregabilidade de investigadores doutorados e, em simultâneo, promover a mobilidade, uma vez que o projeto ARROW vai ser desenvolvido em Portugal e França.

Vai ser conduzido pela investigadora do Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC (CNC-UC) e do Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia (CiBB), Flavia Ricciardi, e tem como supervisora a investigadora do CNC-UC e do CiBB, especialista em comportamento social, Cristina Márquez.

Embora se saiba que o processamento cerebral das emoções dos outros – isto é, como percecionamos o que os outros sentem – é essencial para a interação social e para a empatia, os mecanismos cerebrais que espoletam estas ações permanecem desconhecidos, em particular no que diz respeito às emoções positivas. “Sabemos que vários animais percebem, partilham e agem por influência de estados afetivos dos seus pares, um fenómeno semelhante à empatia humana chamado contágio emocional. Neste quadro, as emoções positivas têm recebido pouca atenção por parte da comunidade científica, apesar da sua elevada relevância para o nosso bem-estar”, explica Flavia Ricciardi.

Em busca de novas informações sobre como o cérebro processa emoções positivas de outras pessoas, e também sobre como as utiliza para agir em contexto social, o grupo de investigação de Circuitos Neuronais do Comportamento Social do CNC-UC, que é liderado por Cristina Márquez, já conseguiu identificar novos detalhes sobre o funcionamento da Área Tegmental Ventral em ratos – uma região do cérebro essencial para os circuitos de recompensa e de emoção. “A informação que recolhemos indica que esta área responde não apenas à recompensa própria, mas também à recompensa dos outros, o que pode significar que usamos os mesmos circuitos cerebrais para o nosso sistema de recompensa e para percecionar a recompensa sentida por outras pessoas”, explica Flavia Ricciardi.

A partir das informações anteriormente recolhidas em projetos coordenados por Cristina Márquez, o projeto ARROW pretende “elucidar de que forma o cérebro processa estados afetivos positivos de terceiros e como é que essa informação é utilizada para guiar a tomada de decisões pró-sociais, ou seja, decisões que beneficiam outras pessoas”, avança a investigadora. Flavia Ricciardi adianta ainda que “a investigação será desenvolvida num modelo animal robusto que permitirá descobrir mecanismos biológicos próximos da realidade humana”.

“Desvendar os mecanismos que estão na base deste fenómeno social constitui um passo fundamental para o desenvolvimento de novas intervenções farmacológicas em condições clínicas como a depressão, o transtorno do espectro do autismo ou a ansiedade social”, acrescenta a investigadora. Por exemplo, “identificar conexões neuronais atípicas poderá ser indicativo de maior risco de dificuldade em desenvolver habilidades sociais e, como tal, conhecer melhor esses circuitos do cérebro poderá ajudar, futuramente, a agir em antecipação perante essas dificuldades”, avança.

Perante a complexidade e detalhe destes processos emocionais e cognitivos, a equipa de investigação vai utilizar uma técnica in vivo de eletrofisiologia, que permite registar a atividade separada dos neurónios. Por exemplo, permite compreender a sua atividade individual no sistema de recompensa quando experimentamos as nossas próprias emoções positivas e as dos outros, mais concretamente que sinais são emitidos quando nos deparamos com recompensas e com as recompensas experienciadas por outras pessoas. A interação do sistema de recompensa com o Córtex Cingulado Anterior, outra região do cérebro envolvida em funções como o contágio emocional e o comportamento social, também vai ser estudada.

Além da investigadora Cristina Márquez, o projeto ARROW também conta com a colaboração de Alexandre Charlet, investigador do Instituto de Neurociências Celulares e Integrativas (Institute for Cellular and Integrative Neurosciences) da Universidade de Estrasburgo, onde parte desta investigação vai também ser realizada, em particular o uso da eletrofisiologia in vitro combinada com a optogenética, uma técnica robusta utilizada nas neurociências para manipular a atividade neuronal em tempo real.

 

Crianças e ecrãs
De 03 a 12 de outubro, o LoureShopping recebe a campanha “Zona Zero Ecrãs”, com atividades gratuitas para sensibilizar sobre o...

O impacto da exposição excessiva aos ecrãs nas crianças e famílias. No próximo dia 04 de outubro, às 16h00, o Dr. Hugo Rodrigues e a psicóloga clínica Vera de Melo darão, no LoureShopping, uma palestra gratuita sobre o uso excessivo dos ecrãs por crianças e adolescentes, abordando desde as consequências no desenvolvimento físico e emocional, até estratégias práticas para um uso equilibrado da tecnologia em casa. A sessão incluirá exemplos reais, conselhos aplicáveis no dia a dia e um espaço aberto para esclarecer as dúvidas das famílias. De seguida, terá lugar uma mesa-redonda alargando o debate a outras perspetivas e dando continuidade ao diálogo para que as famílias presentes possam colocar as suas dúvidas diretamente aos especialistas.

Uma semana repleta de atividades “Zero Ecrãs” para crianças e adultos

Além da conferência com o Dr. Hugo Rodrigues e a psicóloga clínica, Vera de Melo, a campanha Zona Zero Ecrãs trará durante toda a semana ao LoureShopping  um vasto programa de iniciativas gratuitas: palestras em escolas conduzidas por especialistas locais; o Desafio Zona Zero Ecrãs – onde as famílias poderão guardar os telemóveis em cacifos e somar minutos sem ecrãs para ganhar prémios, uma zona de jogos analógicos para redescobrir os clássicos como os matraquilhos, o jogo da macaca ou corridas de carrinhos, e um podcast em direto, com especialistas e criadores de conteúdos, aberto à participação do público

Mais informações e reservas para a palestra no site e App do LoureShopping.

Dia Mundial da Retina | 29 Setembro
A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) e o Grupo de Estudos da Retina (GER) vão assinalar o Dia Mundial da Retina, com o...
A retinopatia diabética é uma das principais complicações da diabetes e é a principal causa de cegueira evitável em idade ativa. Estima-se que cerca de um terço das pessoas com diabetes desenvolvam alterações na retina, muitas vezes silenciosas, que podem conduzir a perda irreversível da visão se não forem detetadas e tratadas precocemente.
 
“O rastreio regular da retinopatia é fundamental. Quando realizado a tempo, permite identificar sinais precoces da doença e intervir antes que seja demasiado tarde”, alerta Pedro Meneres, presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia.
A SPO reforça que consultar regularmente o médico oftalmologista e realizar exames de rastreio da retina são medidas determinantes para prevenir a cegueira associada à diabetes.
 
“Os avanços recentes, tanto ao nível farmacológico como tecnológico, têm contribuído significativamente para um melhor controlo da diabetes, refletindo-se numa redução da incidência de retinopatia diabética e, por conseguinte, da perda visual associada a esta patologia. No entanto, a retinopatia diabética persiste como a principal causa de cegueira evitável em idade ativa em Portugal”, salienta Miguel Lume, coordenador do Grupo Português de Retina e Vitreo da SPO.
 
Segundo o médico oftalmologista, Miguel Lume, “a introdução de novas modalidades de imagem ocular e o desenvolvimento de terapêuticas oftalmológicas inovadoras — como os fármacos anti-VEGF administrados por via intravítrea e os implantes intraoculares de corticosteróides de longa duração — permitem atualmente ganhos significativos de acuidade visual, com um impacto direto e mensurável não só na qualidade de vida dos doentes, mas também na redução dos encargos económicos associados à perda de visão”.
 
Com esta campanha, que inclui spots de rádio e divulgação online, a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia pretende alertar para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
1 de outubro | Dia Nacional da Água
No âmbito do Dia Nacional da Água, que se assinala a 1 de outubro, a Friends of Glass, fórum europeu de consumidores que...

Tão importante como a água que bebemos, é a sua embalagem. Seja natural, com gás ou sabores, ao escolher água em garrafas de vidro, estamos a cuidar da nossa  saúde e do planeta.

 

Para além de ser um material altamente sustentável, o vidro assegura a qualidade, segurança e confiança no consumo. Nesse sentido, a Friends of Glass destaca os cinco principais benefícios de optar por água embalada em vidro:

  1. Pureza e Qualidade: feito apenas de matérias-primas naturais, o vidro preserva intactas todas as propriedades da água, garantindo a sua máxima qualidade.
  2. Sabor e Frescura: O vidro é inerte, não altera o sabor ou odor das bebidas  e mantém a frescura da água por mais tempo, assim como a carbonatação da água com gás.
  3. Sustentabilidade: O vidro é 100% e infinitamente reciclável. A reciclagem das embalagens depois de usadas reduz ainda as emissões de CO2 e o consumo energético na produção de novas embalagens.
  4. Estabilidade térmica: O vidro resiste a baixas e altas temperaturas, sem deformar ou libertar substâncias para a água.
  5. Confiança e Versatilidade: A transparência do vidro permite a fácil detecção de impurezas,  o que transmite confiança ao consumidor, para além da possível diferenciação da marca, com uma garrafa de vidro com um design exclusivo. 

 

Neste Dia Nacional da Água, a Friends of Glass relembra que escolher embalagens  de vidro, para os seus alimentos e bebidas e garantir a sua posterior reciclagem é um gesto simples, mas essencial. Uma opção que preserva a pureza da água que consumimos e que, em simultâneo, protege os recursos naturais, assegurando um futuro mais saudável e sustentável para todos.

 

Opinião
A crença popular afirma com convicção que a água à refeição engorda, mas não há maior mito do que es

É um dos mitos mais ouvidos na área da saúde: “Beber água à refeição engorda?”. A resposta é simples: não. A água não tem valor energético (quilocalorias, vulgo calorias) e, por isso, não contribui para o aumento de peso ou de massa gorda.

Ainda, a ideia de que a água pode dificultar ou atrasar a digestão, e fazer com que os alimentos não sejam bem digeridos, não tem fundamento científico. Pelo contrário, uma boa hidratação é importante para que o organismo funcione adequadamente,

incluindo o sistema digestivo.

A chave está, como habitual, na quantidade bebida. Naturalmente, e no pólo oposto, deve evitar-se o consumo excessivo de água de uma só vez (à refeição ou não), para prevenir desconforto abdominal. Durante a refeição, beber um pouco de água pode

ajudar na mastigação e deglutição dos alimentos, facilitando assim a digestão. Esta pequena ingestão pode até aumentar ligeiramente a sensação de saciedade, o que contribui para um melhor controlo da quantidade de comida consumida.

O aumento de peso e/ou massa gorda acontece pelo consumo excessivo de energia (calorias), seja pela comida quer pelas bebidas açucaradas ou alcoólicas. A água, por si, é nossa aliada: ajuda na regulação do organismo, na correta digestão e no controlo de

porções. Para contribuir para uma hidratação eficaz e confortável, uma boa prática será distribuir a ingestão de água ao longo do dia, em doses pequenas e regulares, e não apenas às refeições principais.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dia Mundial do Coração
Por ano, mais de 33.000 pessoas perdem a vida em Portugal devido a doenças cardiovasculares, muitas das quais poderiam ser...

A Sociedade Portuguesa de Cardiologia lança agora a campanha nacional “Mantém o teu coração aceso”, destacando o apelo à prevenção das doenças cardiovasculares, que permanecem a principal causa de morte entre os portugueses. Com o apoio da Direção-Geral da Saúde, a iniciativa salienta que 80% destas mortes são evitáveis através de prevenção e da adoção de estilos de vida saudáveis. Desafiamos os órgãos de comunicação social a potenciarem esta campanha, ampliando a mensagem junto dos seus públicos e promovendo o papel crucial da sensibilização e da responsabilidade coletiva para incentivar o diagnóstico precoce e a adoção de estilos de vida saudáveis.

Num cenário onde a literacia em saúde e a mobilização social são essenciais para alterar comportamentos, celebramos o Dia Mundial do Coração, a 29 de setembro, com esta campanha que visa fortalecer o movimento nacional dedicado à prevenção cardiovascular, através de conteúdos pedagógicos e testemunhos reais.

“Mantém o teu coração aceso” convida os jornalistas a tornarem-se parceiros ativos desta causa, dando destaque à importância da alimentação, da atividade física e do controlo dos fatores de risco. Os materiais e demais informações encontram-se disponíveis em www.coracaoaceso.pt, para apoiar uma divulgação efetiva de um tema crucial para a saúde pública e para o futuro do país.

Opinião
Nas últimas semanas, muito se falou da abertura na China de um “hospital virtual” comandado por inte

O tema suscita fascínio e inquietação. Fascínio porque vislumbramos ganhos de eficiência, rapidez e precisão até há pouco inimagináveis. Inquietação porque, ao mesmo tempo, coloca desafios profundos à humanização do cuidado, à ética médica e à regulação pública.

 

O que já acontece no mundo

Não falamos já de protótipos ou experiências laboratoriais: falamos de hospitais onde robôs ajudam em cirurgias de alta complexidade, sistemas de IA que apoiam radiologistas a detetar hemorragias cerebrais em segundos, ou algoritmos que fazem triagem automática de lesões cutâneas suspeitas de melanoma.

Na Alemanha, hospitais como o Unfallkrankenhaus Berlin usam IA para priorizar exames críticos. Em França, o sistema público AP-HP já adoptou ferramentas de apoio ao diagnóstico assistido por computador. No Reino Unido, algoritmos agilizam a triagem de cancro da pele, reduzindo listas de espera. E no Japão, robôs como o Hospi transportam medicamentos e material dentro das unidades, libertando tempo de enfermeiros para tarefas de contacto humano.

 

E em Portugal? Um caminho que já começou

Portugal não está alheio a esta revolução. O Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem, em várias frentes, projectos que demonstram potencial de escala:

Radiologia no Algarve: mais de 29 mil exames de tórax e retinografias já processados por IA, acelerando diagnósticos e libertando médicos para casos mais complexos.

Dermatologia em Amadora/Sintra: um algoritmo certificado como dispositivo médico apoia a triagem de lesões cutâneas, reforçando a prevenção do cancro da pele.

Cardiologia de intervenção no Hospital Prof. Fernando Fonseca: primeiros cateterismos com apoio de IA, aumentando a segurança e a qualidade técnica dos procedimentos.

IPO Porto: projetos como o ONCOLOG(IA) aplicam inteligência artificial em radiologia e dermatologia oncológica.

Planeamento de recursos: modelos preditivos testados pela SPMS permitem antecipar a afluência às urgências e alocar equipas de forma mais eficiente.

Além disso, hospitais privados em Lisboa e Porto contam já com robôs cirúrgicos (Da Vinci, Versius), e Portugal foi pioneiro ao realizar o primeiro transplante hepático robótico da Europa, no Hospital Curry Cabral.

 

Os desafios incontornáveis

Se o potencial é enorme, os riscos não são menores. Entre eles:

Responsabilidade: quem responde em caso de erro diagnóstico de um algoritmo?

Transparência: como garantir que médicos e pacientes compreendem as decisões de uma “caixa negra” algorítmica?

Privacidade: como proteger dados de saúde, altamente sensíveis, num ecossistema digitalizado?

Equidade: como assegurar que esta inovação não acentua desigualdades no acesso à saúde?

Estes dilemas não podem ser deixados apenas às empresas tecnológicas ou aos próprios hospitais: exigem liderança política e regulação inteligente.

 

Oportunidade para Portugal

Portugal tem neste momento uma oportunidade única: aproveitar a sua dimensão relativamente pequena, a centralização do SNS e a proximidade entre comunidade científica, tecnológica e clínica para se tornar um laboratório europeu de inovação em saúde digital.

 

Para isso, é essencial:

1. Definir uma estratégia nacional de IA em saúde, clara e articulada com Bruxelas.

2. Investir em literacia digital em saúde — para profissionais e cidadãos.

3. Criar uma agência independente de avaliação e certificação de algoritmos, à semelhança do INFARMED para os medicamentos.

4. Promover a colaboração com universidades e startups portuguesas, que já estão a desenvolver soluções de classe mundial.

5. Garantir que a tecnologia liberta tempo para o cuidado humano — em vez de o substituir.

 

Conclusão: entre a automatização e a humanização

Estamos perante uma encruzilhada histórica. De um lado, a promessa da automatização: diagnósticos mais rápidos, cirurgias mais seguras, menos erros médicos. Do outro, a exigência da humanização: manter a empatia, o olhar, a escuta ativa que nenhuma máquina pode replicar.

Não se trata de escolher entre um caminho ou outro, mas de integrar ambos com sabedoria. Se conseguirmos fazê-lo, Portugal não será apenas um seguidor, mas poderá estar entre os países que lideram esta transformação global.

 

NOTA FINAL: mais do que uma “ficção científica”, a inteligência artificial na saúde é já realidade. A grande questão é quem, como e com que valores a vamos usar.

 

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Da saúde à sustentabilidade
Já são conhecidos os finalistas da primeira edição dos Prémios dos Fundos Europeus 2025, um conjunto de projetos que representa...

De soluções de inteligência artificial que revolucionam a medicina, até iniciativas que recriam laços comunitários em territórios rurais, são 25 os projetos que confirmam o impacto e o papel dos fundos europeus no desenvolvimento e no futuro do País, selecionados por júris qualificados. 

 

São eles:

Portugal + Inteligente

  • Controlo Inteligente da Infeção Hospitalar (Beneficiário/Promotor: Hospital da Senhora da Oliveira, Guimarães)
  • CIMRLEIRIA.06.13 (Beneficiário/Promotor: Município de Leiria)
  • Smart Farm 4.0 (Beneficiário/Promotor: TOMIX – Indústria de Equipamentos Agrícolas e Industriais)
  • Centro de Medicina de Precisão em Oncologia - Patologia Digital (Beneficiário/Promotor: Instituto Português de Oncologia de Lisboa - Francisco Gentil)
  • INNO4HEALTH (Beneficiário/Promotor: WISEWARE)

Portugal + Verde

  • ECOGRES 4.0 (Beneficiário/Promotor: ECOGRÉS – Cerâmica Ecológica, Lda.)
  • EcoX, Reciclagem de Gorduras Alimentares através da Química Verde (Beneficiário/Promotor: Ecoxperience, Lda.)
  • Extensão do Metro do Porto: Linha Amarela (Santo Ovídio - Vila D’Este) (Beneficiário/Promotor: Metro do Porto, S.A.)
  • Reabilitação e Recuperação do Cordão Dunar da Meia Praia (Beneficiário/Promotor: Município de Lagos)
  • Sistema de Videovigilância e Deteção Automática de Incêndios como Componente de Apoio à Decisão (Beneficiário/Promotor: CIMRL - Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria)

 

Portugal + Social

  • Programa abem: Rede Solidária do Medicamento (Beneficiário/Promotor: Associação Dignitude)
  • PROJETO NOVORON - Registo Oncológico Nacional (Beneficiário/Promotor: Instituto Português de Oncologia de Lisboa - Francisco Gentil)
  • É uma comunidade (Beneficiário/Promotor: A CRESCER – Associação de Intervenção Comunitária)
  • ubbu – Aprende a Programar (Beneficiário/Promotor: Fundação Altice Portugal (atual Fundação MEO))
  • Estrutura Residencial e Centro de Dia Alzheimer e outras Demências (Beneficiário/Promotor: Santa Casa da Misericórdia de Castro Marim)

 

Portugal + Conectado

  • STRATIO.DATABOX4OEMS (Beneficiário/Promotor: STRATIO, S.A.)
  • InovC+: Ecossistema de Inovação Inteligente da Região Centro (Beneficiário/Promotor: Universidade de Coimbra)
  • Centro de Negócios da Indústria Aeronáutica e Aeroespacial em Ponte de Sor (Beneficiário/Promotor: Município de Ponte de Sor)
  • EEC PROVERE "Montado de Sobro e Cortiça | um Património Nacional Sustentável e Inimitável" (Beneficiário/Promotor: Município de Coruche)
  • Rede Cultural Viseu Dão Lafões (Beneficiário/Promotor: Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões)

 

Portugal + Próximo dos Cidadãos

  • Projeto Fundão MEDEIA (Beneficiário/Promotor: Município do Fundão)
  • @GIR - Gabinete de Inovação Regional (Beneficiário/Promotor: Instituto Politécnico de Coimbra)
  • Museu Nacional Resistência e Liberdade Espaço de Memória/Agente Ativo de Cidadania (Beneficiário/Promotor: Museus e Monumentos de Portugal E.P.E.)
  • AMP – Património Cultural: Jornadas Metropolitanas do Património (Beneficiário/Promotor: Área Metropolitana do Porto)
  • Ponte 516 Arouca (Beneficiário/Promotor: Município de Arouca)

 

Conheça melhor os projetos aqui.

 

No próximo dia 18 de outubro, no Convento de São Francisco, em Coimbra, inserida na 2ª edição da Mostra dos Fundos Europeus, será realizada a sessão pública de apresentação dos projetos finalistas, aberta ao público, onde o júri de cada categoria decidirá quem será o vencedor final, seguindo-se a Cerimónia de Entrega dos Prémios dos Fundos Europeus.

Será também atribuído o prémio “Voto do público”, cuja votação decorrerá até ao dia 17 de outubro.

Promovidos pela Agência para o Desenvolvimento e Coesão, no âmbito da Rede de Comunicação do Portugal 2030, os “Prémios dos Fundos Europeus” visam promover a divulgação do impacto de projetos apoiados por fundos europeus no desenvolvimento social, económico e ambiental nos territórios onde são implementados.

 

Nesta 1.ª edição, a competição contou com 282 candidaturas submetidas, que foram avaliadas pelo júri em cada uma das categorias:

Categoria Portugal + Inteligente

  • Arlindo Oliveira – Professor do IST e Presidente do INESC
  • Jorge Portugal – Diretor-geral da COTEC
  • Mónica Silvares – Jornalista do ECO

Categoria Portugal + Verde

  • João Joanaz de Melo – Professor na Universidade Nova de Lisboa
  • Carolina Mendonça – Sustainable Travel International
  • Vítor Ferreira – Jornalista do Público

Categoria Portugal + Social

  • Filipe Santos – Diretor da Universidade Católica Portuguesa
  • Cristina Louro – Presidente da Assembleia Geral da AEIPS
  • Joana Almeida – Jornalista do Jornal de Negócios

Categoria Portugal + Conectado

  • Miguel Poiares Maduro – Professor universitário e ex-Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional
  • Miguel Gaspar – Perito da SIBS na área da Mobilidade
  • Rebecca Abecassis – Jornalista da RTP

Categoria Portugal + Próximo dos Cidadãos

  • João Wengorovius Meneses – Professor universitário
  • Bento Rosado – Antigo professor e investigador em Desenvolvimento Regional
  • Delfim Machado – Jornalista do Jornal de Notícias

 

De acordo com o anúncio feito pela presidente da AD&C, Cláudia Joaquim, na Mostra dos Fundos Europeus, em 2024, no Porto, esta  iniciativa pretende "aumentar a notoriedade dos fundos europeus em Portugal" e "reforçar a perceção pública positiva" sobre a aplicação desses fundos, dando a conhecer melhor o impacto de projetos apoiados por fundos europeus no desenvolvimento social, económico e ambiental nas diferentes regiões do país.

Os 25 projetos finalistas dão a conhecer  a diversidade e a riqueza das áreas de intervenção dos fundos europeus: da saúde à inovação tecnológica, da inclusão social à valorização do património cultural, do desenvolvimento territorial à transição verde, para um Portugal, + inteligente, + verde, + social, + conectado e + próximo dos cidadãos. 

Para saber mais, consulte o website dos Prémios dos Fundos Europeus.

 

Opinião
O coração é o motor da nossa existência, uma orquestra de músculos e válvulas que trabalha incansave

Cerca de dois terços das mortes prematuras e um terço das doenças nos adultos associam-se a comportamentos que tiveram início na juventude, como o tabagismo, o sedentarismo, o consumo excessivo de álcool, uma alimentação pouco saudável ou mesmo o stress acumulado. Os números revelam que as doenças cardiovasculares continuam a ser a principal causa de morte, contabilizando cerca de 17,9 milhões de óbitos anualmente a nível mundial (32% de todas as mortes). Também em Portugal, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), estas doenças persistem como uma das principais causas de morte, representando 26,6% dos óbitos em 2022. Cada vez mais casos surgem em faixas etárias mais jovens, com um impacto de milhões de anos de vida perdidos. E mais ainda, cerca de 80% das doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais são preveníveis.

Esta realidade, que deve ser um grito de alerta para a população em geral, é também um desafio e uma responsabilidade acrescida para os profissionais de saúde. Neste âmbito, a American Heart Association propõe, em 2025, que as comemorações do Dia Mundial do Coração decorram sob o lema “Não perca o ritmo”.

Para o cidadão comum, a mensagem a reter é simples e objetiva: o ritmo da sua vida está literalmente nas suas mãos. Não é necessário começar a correr maratonas ou iniciar dietas altamente restritivas. A mudança começa devagar, com a tomada de decisões acertadas e conscientes: trocar o elevador pelas escadas, optar por comer uma peça de fruta em vez de um doce. A prática de atividade física regular, de intensidade moderada, acarreta benefícios claros na redução do risco cardiovascular ao reduzir o risco de doenças crónicas como a diabetes, mas também ao promover uma melhoria do bem-estar mental e controlo do peso. É importante aprender a abrandar e encontrar o nosso próprio ritmo, aquele que nos permite acalmar e ouvir o que nosso corpo nos diz.

Para os profissionais de saúde, este é um dia de reflexão sobre o papel desempenhado não só no tratamento, mas acima de tudo na prevenção das doenças cardiovasculares e da morbi-mortalidade que acarretam. É preciso assumir-se como agentes de mudança e desenvolver estratégias que capacitem os utentes a tomar decisões conscientes e mais saudáveis, com foco na prevenção, em alternativa ao foco na reação.

Para a comunidade e entidades governamentais: é necessário continuar a investir na criação de ambientes e políticas públicas que facilitem escolhas saudáveis e previnam doenças. Entre as estratégias com impacto comprovado na prevenção das doenças cardiovasculares destacam-se: campanhas de sensibilização sobre alimentação equilibrada, desde as escolas até aos locais de trabalho; promoção de atividade física nesses mesmos contextos; a regulamentação de publicidade e taxação de produtos pouco saudáveis. Quanto mais precoces forem estas intervenções, maior a sua eficácia.

O diagnóstico precoce e a literacia em saúde são as nossas melhores ferramentas. A saúde do nosso coração é um compromisso diário, uma responsabilidade partilhada. Não desperdicemos uma única batida. Vamos aproveitar este Dia Mundial do Coração para reajustar o nosso ritmo, reavaliar as nossas escolhas e para nos comprometermos com a saúde que nos dá vida.

Não perca o ritmo. O seu coração agradece."

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Opinião
Na minha prática profissional, questiono-me muitas vezes, como seria se trabalhássemos a prevenção,

Pense neste exemplo: “Bom dia filho(a)! Hoje o dia está a ser difícil para mim!... Sinto-me mais cansada e desmotivada, estou a pensar que posso não ter energia para o dia todo e queria conseguir descansar. E tu como te sentes hoje? O que pensas e o que querias que hoje acontecesse?”

Utilizei o “sinto, penso e quero”, no exemplo, para vos explicar o que é uma comunicação assertiva, ausente de julgamentos e fluída, que pode ser dirigida aos filhos, pelos pais. Tantas vezes os pais me dizem em consulta que os filhos adolescentes não expressão o que sentem. Mas será que há o hábito e o treino de o fazerem, desde cedo? O que são as emoções para os nossos filhos? Um tema conhecido?

Importa também saber que há mudanças cerebrais e emocionais na adolescência. As mais evidentes são o aumento da dopamina. Por isso é que, devido ao sistema de recompensa, há uma procura de prazer imediato e de reconhecimento social, o que coloca pessoas na fase da adolescência menos disponíveis para falar acerca do que as aborrece. Por exemplo, nas plataformas online, como o tiktok, este sistema de recompensa ativa-se, por isso, eles passam a procurar o prazer e o bem-estar em todos os momentos, mas, isso não é possível com nenhum de nós, “estarmos sempre bem”, não é possível, em nenhuma fase da nossa vida. O desconforto emocional, precisa de ser enfrentado.

Outro aspeto importante, é que o córtex pré-frontal, encontra-se ainda a desenvolver e é ele que é responsável pela nossa capacidade de planear, de controlar os nossos impulsos, do julgamento e da tomada de decisões, que deixa de se desenvolver, só aos 25 anos. Isto explica a impulsividade presente na adolescência. A amígdala (que processa as nossas emoções, como por exemplo, o medo e a raiva), está mais reativa e os adolescentes muitas vezes respondem, muito antes de pensar. É ainda no período, da infância até ao final da nossa adolescência, que formamos todos os nossos esquemas precoces mal adaptativos (o que pensamos sobre nós ou outros e o mundo, que está distorcido) devido ao que faltou na nossa infância a nível emocional. Exemplos são: A compreensão, o elogio, a liberdade, a presença das figuras importantes, a compreensão, o afeto, a diversão e o brincar, ouvir, falar, a atenção incondicional. Por isso, formamos a nossa identidade na adolescência, mas muitas vezes ela fica por desenvolver até muito tarde, o que arrasta conflitos, insegurança e resistência à mudança e às figuras de autoridade. Outro aspeto fundamental é o de que, ao longo das fases da nossa vida, temos interesses diferentes. Na adolescência o foco está direcionado para o grupo social, os nossos amigos. Os pais não devem querer iniciar uma luta de quem é mais importante, para o filho, porque é só uma fase e devem sentir-se seguros de que, se estiverem a cuidar do vínculo emocional que têm com os filhos, serão sempre a referência final, porque serão o lugar seguro dos filhos. Onde eles querem recorrer quando alguma coisa corre mal e onde eles sabem que podem ser autênticos, porque serão sempre aceites. 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.

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