Opinião
O Núcleo de Estudos de Hospitalização Domiciliária da SPMI promove, nos dias 19 e 20 de setembro a 5

Desde então, já cerca de 60 mil doentes em todo o país tiveram acesso a esta modalidade assistencial. Foi sem dúvidas um crescimento exponencial, que provavelmente não encontra comparação na história do Sistema Nacional de Saúde português, que chega já hoje a todos os hospitais do Serviço Nacional de Saúde que contam com equipas dedicadas a este modelo de cuidados, e inclusivamente já com existência de unidades de hospitalização domiciliária em hospitais privados portugueses.

Parafraseando a Dra. Olga Gonçalves, coordenadora do Núcleo de Estudos de Hospitalização Domiciliária da SPMI, na nota de imprensa de apresentação do congresso: “completados dez anos desde a admissão do primeiro doente, é tempo de discutir e planear o percurso comum que queremos trilhar”, já se justifica uma reflexão crítica acerca do caminho trilhado, bem como das barreiras e desafios que temos pela frente num futuro próximo para manter a trajetória de crescimento e desenvolvimento da Hospitalização Domiciliária (HD) em Portugal.

Uma das áreas que identificamos como sendo uma área de melhoria a investir é precisamente a articulação da HD com os Cuidados de Saúde Primários (CSP), que na grande maioria das ULS portuguesas é ainda vestigial. Daí a escolha do tema para a conferência de abertura do congresso, para a qual convidámos a Dra. Raquel Chantre, vice-presidente da direção da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), com o intuito de conhecer a visão dos administradores hospitalares acerca da importância desta aproximação e da forma como esta deve ser conseguida, garantindo uma maior eficiência dos cuidados prestados a todos os utentes que são hospitalizados em casa.

Quando pensamos o modelo no qual o SNS se encontra atualmente organizado, assente em ULS que cobrem todo o território, o segredo para o sucesso terá que passar obrigatoriamente pela coordenação e integração de cuidados nos diferentes níveis de complexidade de serviços de saúde que são prestados à comunidade. Pelo seu cerne híbrido de levar o hospital até à casa de quem dele necessita, sendo um pilar na tão falada necessidade de ambulatorização de cuidados, a HD encerra em si esta urgência de coordenação e integração com os CSP.

Podemos definir como os dois momentos críticos, a admissão e a alta do doente em HD. Para além de conseguir levar o utente hospitalizado mais cedo para a sua casa, pretende-se ainda que, sempre que possível o nosso utente nem sequer passe pelo serviço de urgência e, idealmente, nem sequer pelo hospital.

É fundamental criar as condições para que o médico de medicina geral familiar, quer esteja a avaliar um utente numa USF, numa UCSP ou até numa UCC (Unidade de Cuidados na Comunidade), quando sentir a necessidade de o referenciar para eventual hospitalização, tenha as ferramentas necessárias para considerar a possibilidade de o referenciar diretamente para HD. Assim, é necessário definir e protocolar circuitos que permitam que as equipas de HD possam se deslocar a casa do utente e realizar uma consulta no seu domicílio para avaliar as condições clínicas e sociais que permitam o seu internamento em HD. Sublinha-se assim a importância de por um lado definir e protocolar estes circuitos, mas também a importância de sensibilizar os nossos colegas de medicina geral e familiar para esta possibilidade.

Igual importância a articulação de cuidados no momento da alta. A HD, pelo seu carácter abrangente e pela sua atuação na própria casa dos doentes, terá sem dúvida uma maior sensibilidade para a correta hierarquização dos problemas clínicos do doente no momento da alta, bem como para a adequada reconciliação terapêutica in loco, onde é possível por exemplo identificar as caixas de medicamentos que o doente toma inocentemente em duplicado. Para que este momento da alta seja ainda mais profícuo, falta-nos ainda nas situações identificadas como sendo mais complexas, como é o caso dos doentes mais idosos, com múltiplas comorbilidades e frequentes consumidores dos cuidados de saúde, criar as condições para que haja uma verdadeira passagem de testemunho. A figura da alta partilhada seria uma solução muito interessante a praticar, onde no momento da alta estivesse também presente na casa do doente a equipa dos CSP que o acompanha. Assim a orientação e o plano de seguimento do doente poderia ser discutido em conjunto e partilhado por ambas as equipas. Esta seria sem dúvida a real demonstração da aproximação que se pretende entre HD e CSP.

Deixei aqui apenas dois aspetos a explorar, mas existem certamente muitos outros que podem ser estruturantes para que se possa realmente aplicar o espírito integrativo de cuidados de saúde que se pretende no modelo das ULS. Aguardemos então com expetativa a conferência de abertura da Dra. Raquel Chantre para ouvirmos outras perspetivas sobre este tema.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
SPAIC alerta
Com o final do verão a chegar, “sabemos que se aproxima uma estação desafiante para os doentes alérgicos”, alerta Ana Morête,...

João Gaspar Marques, da direção da SPAIC, reforça a importância de arejar a casa e de manter uma limpeza adequada como as principais formas de prevenção. “As pessoas alérgicas aos ácaros do pó têm sintomas durante todo o ano, mas estes tornam-se mais intensos nas mudanças de estação, como a primavera e o outono e isto ocorre, em parte, devido ao aumento da humidade. Os sintomas habituais são provocados, normalmente, pela rinite, com espirros e congestão nasal - sobretudo de manhã ou ao deitar -, no entanto, também pode surgir asma brônquica, manifestada por falta de ar, pieira ou tosse” refere o imunoalergologista. 

“Os ácaros encontram-se sobretudo no quarto, principalmente na cama, já que se alimentam das partículas de pele que descamamos, qualquer tecido é sempre mais suscetível a acumular ácaros do que uma superfície lisa”, acrescenta João Gaspar Marques, pelo que a SPAIC deixa algumas recomendações para prevenir as alergias aos ácaros do pó, mas também aos fungos.

Principais recomendações para reduzir a presença de ácaros:

  • Usar capas anti-ácaros para os colchões e almofadas
  • Lavar a roupa de cama a uma temperatura mínima de 55-60°C e trocá-la pelo menos a cada 10-14
    dias
  • Abrir as janelas e arejar os quartos em dias secos
  • Utilizar desumidificadores para manter a humidade relativa abaixo de 55%
  • Retirar carpetes e tapetes do quarto e reduzir o número de peluches

Para reduzir a exposição a fungos dentro de casa deve:

  • Ventilar as zonas escuras e húmidas da habitação
  • Usar tintas antifúngicas e fungicidas em locais propensos à humidade
  • Evitar plantas de interior e flores secas decorativas
  • Limpar a cozinha e casa de banho com produtos antifúngicos, como lixívia
  • Nunca guardar roupas ou sapatos húmidos em armários ou locais pouco ventilados

 

Coincidindo a chegada do outono com o início do novo ano letivo, Ana Morête ressalva ainda que, neste momento em que existe a exposição a novos ambientes, alérgenos e microrganismos como os vírus, “é comum que surjam as primeiras manifestações alérgicas, especialmente em crianças que frequentam creches ou escolas pela primeira vez”. É, por isso, importante estar atento a sinais como:

- Espirros frequentes e lacrimejo: salvas de espirros, olhos vermelhos, comichão ou lacrimejo são sinais de rinite ou conjuntivite alérgica;

- Congestão nasal persistente: se a criança parece estar sempre “constipada”, com obstrução nasal e sem febre ou outros sintomas típicos de infeção, pode ser rinite alérgica;

- Tosse seca, especialmente à noite: pode indicar asma ou irritação das vias respiratórias por alérgenos ácaros ou fungos;

- Prurido cutâneo ou manchas avermelhadas na pele: dermatite atópica é comum em crianças e pode ser agravada por alérgenos ambientais ou alimentares;

- Problemas gastrointestinais após refeições: diarreia, vómitos ou dor abdominal podem indicar alergia alimentar, especialmente se associados a certos alimentos.

 

Dia Internacional da Consciencialização para a Colangite Biliar Primária | 14 de setembro
A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) está a promover uma campanha de consciencialização para a Colangite...

“Em Portugal, estima-se que cerca de 2 mil pessoas vivam com CBP, afetando principalmente mulheres, especialmente na faixa etária de 40 a 60 anos, embora também possa ocorrer em homens. É uma condição rara, mas as consequências podem ser graves, especialmente se o diagnóstico for feito tardiamente. Embora não haja cura para a CBP, existe tratamento que pode melhorar a qualidade de vida, retardar a progressão da doença e prevenir complicações graves como a cirrose. Por esta razão, é fundamental manter o acompanhamento médico regular”, refere Paula Peixe, presidente da APEF.

A CBP é uma doença hepática autoimune crónica, caracterizada por uma inflamação nas ramificações intra-hepáticas das vias biliares, que leva progressivamente à criação de cicatrizes no fígado (fibrose). Em muitos casos, a doença mantém-se ligeira ou moderada, sem perturbações no funcionamento do fígado.

De acordo com a progressão da doença, podem surgir sintomas associados à cirrose, como icterícia, acumulação de líquido no abdómen ou em outras partes do corpo (ascite) e sangramento interno na parte superior do estômago e do esófago, devido à dilatação das veias (varizes). A osteoporose é outra das complicações da CBP. Apesar de ser mais comum em fases finais da doença, também pode ocorrer inicialmente. Além disso, as pessoas com cirrose apresentam risco aumentado de cancro do fígado (carcinoma hepatocelular).

Para mais informações sobre a CBP, consulte o seguinte link: https://apef.com.pt/colangite-biliar-primaria-compreensao-e-importancia-do-diagnostico-atempado/

 

Campanha Make Sense 2025
A campanha Make Sense, iniciativa internacional promovida pela European Head and Neck Society (EHNS) e coordenada em Portugal...

Em Portugal, entre 2.500 e 3.000 pessoas são diagnosticadas anualmente com cancro da cabeça e pescoço, sendo que mais de metade dos casos são detetados em fase avançada, comprometendo significativamente as hipóteses de cura e a qualidade de vida dos doentes. Esta realidade torna ainda mais urgente reforçar a mensagem central da campanha: se os sintomas persistirem por mais de três semanas, é fundamental procurar avaliação médica.

Os sinais de alerta incluem úlceras na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente, dor de garganta, dificuldade em engolir, caroços no pescoço e obstrução nasal unilateral. Quando detetado precocemente, este tipo de cancro apresenta taxas de cura entre 80% e 90%, enquanto em estádios avançados esse valor desce para cerca de 50%.

Este tipo de cancro é o sétimo mais comum na Europa. Apesar disso, permanece fortemente subdiagnosticado. Em mais de metade dos casos, o diagnóstico ocorre em fase avançada da doença, o que compromete as hipóteses de cura e a qualidade de vida dos doentes. É por isso que a literacia em saúde e a sensibilização da população são fatores decisivos na luta contra esta doença.

Prevenção acessível e informação para todos

Com o mote “Equal Access, Equal Care: Uniting Europe Against Head and Neck Cancer”, a campanha Make Sensepretende reforçar também a importância da prevenção, alertando para os principais fatores de risco: o consumo de tabaco e álcool e a infeção por HPV (Papilomavírus Humano). Neste contexto, será dado especial enfoque à vacinação contra o HPV, particularmente entre os jovens, bem como à promoção da saúde oral e à redução de comportamentos de risco.

“A deteção precoce e o acesso atempado ao tratamento continuam a ser determinantes para melhorar os resultados clínicos e a qualidade de vida dos doentes. É essencial que a informação chegue a toda a população, independentemente da sua localização ou condição socioeconómica”, sublinha Ana Joaquim, presidente do GECCP.

A campanha deste ano terá uma presença ativa em todo o país. Estão previstas sessões de rastreio gratuitas para diagnóstico precoce, dirigidas a populações de risco, com destaque para as que terão lugar no IPO do Porto, a 16 de setembro, e no IPO de Lisboa. Em parceria com o projeto CASA – Centro de Apoio aos Sem Abrigo, estão também previstas ações nos municípios de Albufeira e do Porto, a 17 de setembro, e em Coimbra, em data a confirmar. A Comunidade Vida e Paz realizará rastreios dirigidos aos seus utentes em dois polos de Lisboa (Chelas e Olaias) também no dia 17 de setembro. Para além dos rastreios, a campanha inclui sessões educativas em escolas, dirigidas à sensibilização dos mais jovens, e ações de formação para profissionais de saúde, com foco na deteção precoce e na correta referenciação. Destaque ainda para o 15.º Simpósio Nacional do Cancro da Cabeça e do Pescoço, que se realiza a 20 de setembro no IPO do Porto. A encerrar a semana, a equipa de andebol do Futebol Clube do Porto entrará em campo, no dia 20 de setembro às 18h00, com camisolas alusivas à campanha.

“Temos hoje melhores ferramentas para diagnosticar e tratar, mas continuamos a falhar no tempo. Só um verdadeiro esforço coletivo, entre profissionais, instituições e sociedade civil, pode inverter esta tendência”, reforça Cláudia Vieira, médica oncologista e membro da direção do GECCP.

Make Sense foi ao encontro dos jovens nos festivais de verão

Antes mesmo da semana oficial da campanha, a mobilização arrancou já no verão com a campanha “Língua Para Fora”, uma das principais ações de sensibilização promovidas em Portugal. A iniciativa foi lançada no contexto do Dia Mundial do Cancro da Cabeça e Pescoço, assinalado a 27 de julho, e tem como objetivo alertar os mais jovens para a importância da observação da cavidade oral e da língua como gesto simples de auto-rastreio. Em formato interativo, a campanha tem marcado presença em festivais de verão, como o Jardins do Marquês – Oeiras e o Sumol Summer Fest, estando também prevista a sua presença no Caixa Alfama, a 26 e 27 de setembro. Através de experiências criativas como o Espelho Selfie e o Mural Coletivo de Línguas, a campanha tem envolvido milhares de jovens num apelo à vigilância ativa da saúde oral, com o apoio da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Cirurgia Orofacial e do GECCP.

A campanha Make Sense 2025 conta, uma vez mais, com o apoio da Merck e da MSD, e pretende envolver toda a sociedade num esforço conjunto para salvar vidas, promovendo uma cultura de maior vigilância, prevenção e igualdade no acesso aos cuidados de saúde.

 

Para além do tratamento
A Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) vai realizar, no próximo dia 19 de setembro, o seminário "Direitos e...

O seminário foi pensado para responder às necessidades de informação de doentes e cuidadores, muitas vezes confrontados com complexas questões legais, financeiras e sociais após o diagnóstico. O objetivo é fornecer ferramentas e conhecimento para que possam aceder aos apoios a que têm direito, aliviando as preocupações não clínicas da doença.

O programa contará com a participação de especialistas de diversas áreas. As sessões irão abordar temas cruciais como os Direitos Sociais e Segurança Social, a Proteção Financeira e Seguros, com a intervenção de Miguel Rijo, da plataforma Doutor Finanças, e a Perspetiva Jurídica sobre direitos no trabalho e fiscalidade, apresentada por Diogo Pereira Duarte, da Abreu Advogados. Haverá ainda um painel dedicado ao Apoio Social e Navegação de Recursos, com Luísa Almeida, do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa.

"O diagnóstico de uma doença hemato-oncológica traz consigo desafios que vão muito além do âmbito clínico. Questões sobre o futuro profissional, a estabilidade financeira e o acesso a apoios sociais são preocupações reais e urgentes para os doentes e as suas famílias", afirma Lara Cunha, diretora da APCL. "Com este seminário, queremos desmistificar estes temas e capacitar a nossa comunidade com informação clara e credível, para que se possam focar no que realmente importa: o seu tratamento e bem-estar."

O evento encerra com uma mesa-redonda, sob o tema "Da Teoria à Prática", que reunirá todos os oradores, num espaço de partilha e esclarecimento.

A inscrição no evento é gratuita, mas obrigatória, e pode ser efetuada através do seguinte link: formulário online.

A iniciativa conta com o apoio da Johnson & Johnson e do Espaço Heden.  

 

Centro Cultural de Belém
A Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos (APORMED), para assinalar os seus 35 anos de existência, vai...

De acordo com Antonieta Lucas, presidente da APORMED, “o evento marca as comemorações do 35.º aniversário da APORMED e pretende reunir associados, representantes institucionais e parceiros do setor da saúde, para um momento de reflexão sobre a caracterização do mercado e o valor que o setor aporta ao sistema nacional de saúde, bem como os desafios futuros das tecnologias médicas em Portugal”.

E acrescenta: “Há 35 anos, 16 empresas uniram esforços para constituir a APORMED. Desde então, crescemos juntos, superámos desafios, celebrámos conquistas e criámos valor. Hoje, somos mais de 90 empresas associadas. É graças a este percurso coletivo que a APORMED é hoje um interlocutor responsável e credível junto de decisores políticos, de entidades oficiais públicas e entidades privadas. Continuaremos, assim, a trabalhar pela valorização do setor e pelo acesso dos cidadãos portugueses às tecnologias médicas”.

A conferência contará com a divulgação dos resultados de um estudo de mercado e intervenções de especialistas, tais como, entre outros,  Ricardo Mestre, Professor na Escola Nacional de Saúde Pública e Secretário de Estado da Saúde no XXIII Governo Constitucional; Peter Villax, CEO da Mediceus; Hugo Cláudio Marques, Country Head Digital and Automation da Siemens Healthineers; Eduardo Costa, Economista e Professor no Instituto Superior Técnico; e Nadim Habib, Economista, Consultor Internacional e Professor na NOVA SBE; que abordarão temas-chave para o futuro das tecnologias médicas, como a transformação digital, os dados em saúde, a inteligência artificial e a sustentabilidade do setor.

A Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos (APORMED) foi criada em 1990 por 16 membros fundadores e conta atualmente com 94 empresas associadas que representam cerca de 60 por cento do mercado do setor das tecnologias para a saúde. 94% dos associados da APORMED são micro, pequenas e médias empresas.

Consulte o programa completo aqui: https://www.apormed.pt/apormed-comemora-35-anos-com-conferencia-dedicada-as-tecnologias-medicas-em-portugal-2/

Investigação sobre diagnóstico e tratamento de cancro com radiofármacos
Liliana Santos, doutorada em Ciências Farmacêuticas pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (FFUC), é a vencedora...

A vencedora da edição de 2025 é licenciada em Bioquímica pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, mestre em Oncologia Molecular pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, tendo realizado o doutoramento em Ciências Farmacêuticas em regime empresarial na ICNAS Pharma. O galardão destaca o trabalho desenvolvido no âmbito da sua tese de doutoramento, concluída em 2025, intitulada "Desvendar os mecanismos da disfunção da barreira hematoencefálica na formação de metástases cerebrais em cancro da mama HER2+: um passo para novas abordagens terapêuticas".

Nesta investigação, Liliana Santos explorou estratégias inovadoras de diagnóstico e tratamento para cancro baseadas em radiofármacos, cruzando áreas fundamentais da medicina nuclear e da oncologia translacional. Este trabalho destacou a aplicação de radiofármacos de zircónio-89 e cobre-64 para o diagnóstico do cancro da mama e de metástases cerebrais HER2+, bem como o desenvolvimento de estratégias terapêuticas inovadoras com radiofármacos de lutécio-177 para o tratamento de tumores e metástases cerebrais HER2+ resistentes à terapia convencional.

“O trabalho distinguido teve como principal objetivo o desenvolvimento de radiofármacos para a deteção e tratamento de metástases cerebrais do cancro da mama HR2 positivo, que continua a representar um grande desafio clínico. Desta forma, desenvolvemos fármacos inovadores que permitem contornar mecanismos de resistência observados neste tipo de tumores, aumentando assim a sobrevida dos doentes”, destaca Liliana Santos.

Criado em 2024, o Prémio JJ Pedroso de Lima tem como objetivo reconhecer anualmente estudantes, docentes ou investigadores com formação de base nas áreas das ciências fundamentais e da engenharia que se notabilizaram com projetos relevantes na área das ciências nucleares aplicadas à saúde. 

O prémio foi entregue pelo Reitor da UC, Amílcar Falcão, e pelo Diretor do ICNAS, Antero Abrunhosa, que destacaram o trabalho desenvolvido por Liliana Santos.

“Com a atribuição deste prémio, prestamos uma merecida homenagem a um homem que foi essencial em todo o caminho de sucesso percorrido pelo ICNAS. Este ano, reconhecemos um trabalho que coloca a inovação e a investigação ao serviço dos cuidados de saúde, procurando mais e melhores soluções para o diagnóstico e o tratamento, em particular através de radiofármacos, área em que o ICNAS é atualmente uma referência nacional e internacional”, declara o Reitor, que presidiu ao júri que atribuiu o galardão.

O Diretor do ICNAS destaca “a unanimidade do júri e o elevado mérito da vencedora, bem como a potencial aplicação clínica da investigação numa área tão importante como é o cancro da mama HER2+”.

 

Em Coimbra
A X Reunião Anual do Núcleo de Estudos de Doença Vascular Pulmonar (NEDVP) irá realizar-se no dia 18 de outubro, em Coimbra,...

Os temas centrais do evento incluem a apresentação de projetos de investigação inovadores, como o Registo Regional de Embolia Pulmonar, liderado pela Internista Carolina Guedes, que irá proporcionar uma visão aprofundada sobre a gestão e o acompanhamento destes doentes em contexto nacional.

O encontro promete ainda discutir novas abordagens terapêuticas na hipertensão pulmonar e na doença tromboembólica, refletindo a prática clínica quotidiana e o esforço nacional em acompanhar as melhores práticas internacionais.

Para Melanie Ferreira, coordenadora do NEDVP, “nesta X Reunião vamos olhar para o futuro da doença vascular pulmonar, privilegiando sempre uma abordagem multidisciplinar, mostrando que em Portugal não ficamos atrás. Queremos replicar momentos de debate de grande interesse, como a tarde do interno da edição anterior, em que discutimos casos clínicos complexos e difíceis de gerir, incluindo extremos de peso e doentes hypermetabolizadores.”

O encontro contará com um faculty multidisciplinar de prestígio, composto por internistas, cardiologistas, intensivistas e imunohemoterapeutas, entre outros especialistas, garantindo debates ricos e diversificados sobre os desafios da prática clínica e as novas terapêuticas disponíveis.

Melanie Ferreira reforça a importância do envolvimento dos participantes: “As reuniões do NEDVP abordam temas desafiantes, muitas vezes em áreas ‘cinzentas’, mas onde novas opções terapêuticas trazem perspetivas inéditas na gestão dos nossos doentes com doença vascular pulmonar. É um momento único para trocar experiências, discutir casos complexos e inspirar novas abordagens clínicas.”

Faça aqui a sua inscrição - https://www.spmi.pt/x-reuniao-anual-do-nucleo-de-estudos-de-doenca-vascular-pulmonar/

 

Em Lagos
O Núcleo de Estudos de Hospitalização Domiciliária da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) promove, nos dias 19 e 20...

Este ano, o congresso assume um significado especial: assinalam-se dez anos desde a admissão do primeiro doente em regime de Hospitalização Domiciliária, realizada no Hospital Garcia de Orta, a 16 de novembro de 2015. Desde então, já foram admitidos mais de 59 mil doentes em todo o país. Atualmente, todos os hospitais do Serviço Nacional de Saúde contam com equipas dedicadas a este modelo de cuidados, que alia a segurança hospitalar ao conforto do domicílio.

Para Olga Gonçalves, coordenadora do Núcleo de Estudos de Hospitalização Domiciliária da SPMI, “atingida a integração de todos os hospitais do Serviço Nacional de Saúde neste modelo de cuidados e completados dez anos desde a admissão do primeiro doente, é tempo de discutir e planear o percurso comum que queremos trilhar. Este congresso é o reflexo do dinamismo e do compromisso das equipas de HD com a qualidade e a inovação nos cuidados prestados aos doentes no seu domicílio.”

Entre os temas em debate estará a implementação de Centros de Responsabilidade Integrada em Hospitalização Domiciliária, medida que visa reforçar a autonomia das equipas. O programa científico do evento inclui ainda a adaptação deste modelo de cuidados a contextos específicos, nomeadamente cuidados paliativos, idade pediátrica e gestão de doentes complexos, bem como a articulação com os Cuidados de Saúde Primários no âmbito da nova organização em Unidades Locais de Saúde (ULS).

O congresso contará também com cursos pré-congresso, a apresentação de trabalhos científicos e três workshops temáticos dedicados à oxigenoterapia e ventilação, à nutrição em contexto de HD e ao papel do Serviço Social.

Mais informações disponíveis em: https://www.spmi.pt/5o-congresso-nacional-de-hospitalizacao-domiciliaria/

 

O triplo do recomendado
Regressar às aulas sem ecrãs. Ansiedade, depressão, défice de atenção, obesidade e isolamento social são consequências do uso...

As crianças portuguesas estão a passar muito mais tempo em frente a ecrãs do que o recomendado internacionalmente. De acordo com dados nacionais:

•             Crianças em idade pré-escolar (3 a 5 anos): média de 2h34 por dia (154 minutos)

•             Crianças em idade de ensino básico (6 a 10 anos): média de 3h21 por dia (201 minutos)

 

A Saluslive, referência nacional em intervenção pediátrica, avança com as recomendações internacionais, que são claras: não mais do que 60 minutos diários para os mais novos e até 2 horas diárias para os mais velhos. Ou seja, a maioria das crianças portuguesas já ultrapassa largamente os limites considerados seguros.

 

CONSEQUÊNCIAS GRAVES PARA A SAÚDE MENTAL, SOCIAL E FÍSICA

O uso excessivo de ecrãs, reforça a Saluslive, está associado a ansiedade, depressão, défice de atenção e risco de dependência digital. No plano social, conduz ao isolamento, dificuldades de comunicação e menor capacidade de empatia e cooperação.

Fisicamente, promove o sedentarismo, a obesidade, distúrbios do sono, problemas de visão e de postura. Estes impactos são agravados quando o tempo de ecrã substitui atividades essenciais como a brincadeira, o convívio familiar e o sono adequado.

“Estamos a assistir ao crescimento de uma geração menos sociável e com maiores dificuldades emocionais. Se nada mudar, daqui a 5 ou 10 anos veremos jovens com mais problemas de saúde mental, menor capacidade de adaptação escolar e profissional e com doenças físicas crónicas associadas ao sedentarismo e ao mau uso da tecnologia”, alerta Raquel Cunha, diretora clínica da SalusLive.

 

IDADES MAIS CRÍTICAS

A SalusLive sublinha que há fases de maior vulnerabilidade:

  • 0–2 anos: o uso de ecrãs pode prejudicar seriamente a linguagem, o vínculo afetivo e o sono — motivo pelo qual é totalmente desaconselhado.
  • 2–5 anos: afeta a atenção, a autorregulação emocional e substitui brincadeiras fundamentais.
  • 6–10 anos: interfere na aprendizagem, no sono e nas relações sociais.
  • +11 anos: aumenta o risco de ansiedade, depressão e dependência digital, sobretudo pelo uso intensivo das redes sociais.

 

O PAPEL DOS PAIS E DAS ESCOLAS

A SalusLive considera fundamental a atuação de pais e escolas:

  • Os pais devem ser exemplo, criar zonas sem ecrãs em casa (como refeições e quartos), negociar regras em conjunto e propor alternativas offline (jogos de tabuleiro, atividades ao ar livre, leitura partilhada).
  • As escolas devem criar regras para limitar o uso de telemóveis nos intervalos, garantindo que esse tempo é dedicado à socialização, ao movimento e ao descanso digital.

 

5 recomendações da SalusLive para intervalos escolares mais saudáveis

  1. Criar zonas livres de ecrãs nos recreios, com supervisão positiva.
  2. Disponibilizar materiais simples (cordas, bolas, jogos de chão) que estimulem o jogo cooperativo.
  3. Promover “dinâmicas do dia” que incentivem a participação e a empatia.
  4. Organizar rodas de conversa breves para estimular o diálogo entre pares.
  5. Envolver os alunos na criação de brincadeiras, dando-lhes responsabilidade e voz ativa.

 

O IMPACTO SOCIAL DE UMA GERAÇÃO DIGITALMENTE DEPENDENTE

Para a SalusLive, se nada for feito, Portugal arrisca-se a criar uma geração menos sociável, com mais dificuldades emocionais e profissionais. “Estamos a falar de jovens menos preparados para cooperar, liderar, gerir frustrações ou resolver conflitos. A médio prazo, isso terá reflexos não apenas individuais, mas também sociais e económicos”, acrescenta a Raquel Cunha.

 

As recomendações oficiais

De acordo com a Sociedade Portuguesa de Pediatria, os limites seguros devem ser:

  • 0–2 anos: evitar totalmente
  • 2–5 anos: máximo 1h/dia, sempre com supervisão
  • 6–10 anos: até 2h/dia
  • +11 anos: idealmente 2–3h/dia (excluindo uso escolar)

 

O papel ativo da SalusLive

Enquanto entidade dedicada à promoção da saúde infantil, a SalusLive atua através de formação, consultoria e sensibilização de pais, escolas e educadores. Está já a preparar programas educativos e workshops para apoiar famílias e comunidades escolares na adoção de regras claras e hábitos mais saudáveis.

“É tempo de devolver às crianças o direito de brincar, conviver e sentir-se parte de um grupo real. Mais do que ecrãs, elas precisam de tempo connosco, com os seus pares e com o mundo físico”, conclui a mesma fonte.

 

Agência de Investigação Clínica e Inovação Biomédica
Nova Plataforma foi desenvolvida pela NTT DATA para a AICIB e centraliza o acesso a todos os intervenientes dos estudos...

A Agência de Investigação Clínica e Inovação Biomédica (AICIB) acaba de apresentar a plataforma Portugal Clinical Studies, concebida e desenvolvida pela consultora global de negócio e tecnologia NTT DATA. Esta iniciativa representa um marco estratégico na dinamização dos ensaios clínicos em Portugal, reforçando a competitividade nacional no contexto internacional da investigação clínica.

Com a Portugal Clinical Studies, os utilizadores passam a dispor de um local de acesso único à rede de unidades nacionais e respetivos utentes. A plataforma integra um conjunto abrangente de serviços, desde o apoio regulamentar – com identificação da legislação aplicável e preparação de respostas para entidades reguladoras – até ao recrutamento digital de participantes, através da divulgação centralizada dos estudos clínicos em curso.

Inclui ainda análises de exequibilidade realizadas por uma equipa especializada e ferramentas de planeamento estratégico que permitem otimizar recursos e aumentar a eficiência operacional, simplificando processos e elevando a qualidade dos centros de investigação clínica em Portugal.

A plataforma assume-se como um ponto central de acesso para todos os intervenientes dos estudos clínicos - promotores, Contract Research Organizations (CROs), centros de investigação, associações de doentes e participantes – disponibilizando serviços de apoio e soluções adaptadas a cada fase do ciclo de vida de um ensaio clínico. A NTT DATA assegurou não apenas o desenvolvimento tecnológico, mas também a definição de processos e do modelo de negócio que garantem a sustentabilidade da iniciativa.

“O desenvolvimento desta plataforma representa um marco estratégico para a investigação clínica em Portugal. A NTT DATA coloca a sua experiência internacional e a sua capacidade de inovação tecnológica ao serviço de um projeto que reforça a competitividade do país no cenário global. Esta solução acelera a realização de ensaios clínicos, potencia a colaboração entre entidades e cria as condições para se gerar conhecimento científico e oferecer melhores opções terapêuticas aos doentes. Em simultâneo, fortalece a ligação entre centros de investigação, universidades e indústria farmacêutica, tornando Portugal mais atrativo como destino de novos estudos, contribuindo para benefícios duradouros na economia e no sistema de saúde”, afirma Patrícia Calado, Head of Clinical Innovation da NTT DATA Portugal.

Por sua vez, Nuno Sousa, Presidente da AICIB, acrescenta que “a Portugal Clinical Studies capacita os centros de investigação e dá-lhes condições para criar um impacto sistémico no setor, transformando Portugal num território ainda mais competitivo e atrativo para a investigação clínica, permitindo gerar retorno económico e ganhos em saúde para o país.”

Ao assumir-se como parceiro estratégico da AICIB, a NTT DATA reforça a sua posição de referência no setor da saúde em Portugal, colocando a sua experiência internacional em Clinical Innovation ao serviço de um projeto pioneiro e com impacto direto no desenvolvimento científico e no acesso a novas terapêuticas.

O lançamento da Portugal Clinical Studies traduz, assim, uma visão partilhada entre a AICIB e a NTT DATA: simplificar processos, acelerar a inovação e transformar Portugal no epicentro da ciência aplicada à saúde.

 

Saúde pública
Uma coligação de 83 especialistas internacionais em saúde pública, dependência de nicotina e controlo do tabaco enviou uma...

A proposta em análise prevê a aplicação de novos impostos a produtos de nicotina sem combustão - como cigarros eletrónicos, tabaco aquecido e bolsas de nicotina – medida que, segundo os especialistas, coloca em risco os progressos alcançados na redução do tabagismo.

“As políticas de saúde pública devem assentar nas melhores evidências científicas disponíveis. Tratar estes produtos como se fossem comparáveis ao tabaco tradicional não só é incorreto, como compromete os compromissos da União Europeia com a ciência e com o combate à desinformação”, alertam os signatários.

O tabagismo: principal causa de morte evitável na UE

O consumo de tabaco continua a ser a principal causa de morte evitável na União Europeia, responsável por cerca de 700 mil mortes prematuras todos os anos. Atualmente, 26% dos cidadãos europeus ainda fuma, sendo a prevalência ainda mais elevada entre os jovens entre os 15 e os 24 anos (29%).

Evidências internacionais: redução de danos funciona

Os especialistas reforçam que produtos de nicotina sem consutão são substancialmente menos nocivos do que os cigarros tradicionais e já ajudaram milhões de pessoas a deixar de fumar. Estes exemplos incluem:

  • Suécia: o país apresenta menos de 5 % de consumo diário de tabaco e uma incidência de cancro 41 % inferior à média da UE, apesar de taxas semelhantes de consumo global de nicotina.
  • Reino Unido: as políticas pró-vaping ajudaram a reduzir a prevalência de fumadores de 17% para 12% em apenas cinco anos.
  • Nova Zelândia: o tabagismo diário caiu de 16% em 2011/2012 para 7% em 2023/24, acompanhado pelo crescimento da utilização diária de cigarros eletrónicos (11%).

Um apelo à Comissão Europeia

Os especialistas alertam que a aplicação de impostos elevados a produtos de redução de danos pode dificultar a transição dos fumadores para alternativas menos prejudiciais, perpetuando o consumo de cigarros convencionais e colocando em risco a saúde pública europeia.

 

ADERMAP lança
No mês do regresso às aulas e no âmbito do Dia Mundial da Dermatite Atópica, celebrado a 14 de setembro, a ADERMAP – Associação...

Dirigido a pais, encarregados de educação e professores do 1.º ciclo, o Guia tem como objetivos apoiar e esclarecer famílias que recebem o diagnóstico de Dermatite Atópica numa criança, reunindo informação fidedigna, estratégias práticas para o dia a dia e ferramentas para promover a sensibilização e a inclusão escolar.

A Dermatite Atópica (DA) é uma doença inflamatória crónica da pele que afeta entre 15% e 20% das crianças em todo o mundo. Em Portugal, estima-se que entre 225.000 e 300.000 crianças vivam com esta doença, caracterizada por secura intensa, prurido, inflamação e impacto significativo na qualidade de vida. Para além dos sintomas físicos, a DA pode condicionar o sono, a autoestima e a integração escolar, afetando a criança e toda a família.

O Guia reúne informação essencial sobre a doença, sobre cuidados diários, recomendações baseadas em evidência científica e apoio emocional. Inclui ainda um destacável para entrega à escola, com indicações sobre sintomas, cuidados a manter e contactos de emergência, facilitando a colaboração entre famílias e professores. O guia quer ajudar a apoiar a continuidade de cuidados e atenção que as crianças precisam em diferentes vertentes da sua vida, seja em casa ou na escola.

De acordo com Joana Camilo, presidente da ADERMAP, “Com este Guia, a ADERMAP reforça o seu compromisso de apoiar e dar voz às pessoas com Dermatite Atópica e às suas famílias. Mais do que um conjunto de orientações práticas, este recurso pretende ajudar a aproximar e a dar esperança, para que ninguém se sinta sozinho nesta jornada. Ao aproximar famílias e educadores, com o apoio de profissionais de saúde, estamos a contribuir para uma rede de empatia e conhecimento que pode transformar a forma como a sociedade compreende o que é viver com Dermatite Atópica, além de destacar a importância de reconhecer o percurso único de cada pessoa e família que vive com Dermatite Atópica – em sintonia com o espírito do tema da Campanha internacional deste ano, ‘Our Skin, Our Journey’”.

Já para Pedro Mendes Bastos, Dermatologista e Conselheiro Científico da ADERMAP, “A Dermatite Atópica é uma doença crónica, inflamatória e frequentemente debilitante, que vai muito além das lesões visíveis na pele. O prurido intenso, a dificuldade em dormir e o impacto na autoestima condicionam a vida das crianças e de toda a família. Felizmente hoje já temos disponíveis diferentes opções terapêuticas que podem devolver a qualidade de vida e este Guia será um recurso complementar fundamental para ajudar as famílias e contribuir para uma maior literacia sobre a doença, dando às famílias e educadores ferramentas práticas adicionais para melhor gerirem os desafios do dia a dia”.

A disponibilização deste Guia assume particular relevância num contexto em que as famílias com crianças com Dermatite Atópica continuam a enfrentar diversos desafios no acesso a cuidados de saúde e tratamentos adequados. Apesar dos avanços científicos e do surgimento de terapêuticas inovadoras que oferecem novas perspetivas de qualidade de vida, em Portugal persistem dificuldades na referenciação, no acesso a terapêuticas nos casos moderados a graves, bem como desigualdades entre o sistema público e privado.

Com este Guia, a ADERMAP pretende reunir informação prática, útil e credível, baseada nomeadamente na experiência de famílias e organizações dedicadas à DA, e contribuir não só para a inclusão das crianças no ambiente educativo, mas também para uma maior consciencialização social sobre a necessidade de garantir cuidados equitativos e continuados a todos.

Este lançamento reforça a missão da ADERMAP de dar voz às necessidades das pessoas com Dermatite Atópica e dos seus cuidadores, aproximando famílias e escolas com o apoio de profissionais de saúde.

 

Cuidar da saúde, no shopping dos Olivais
De 15 a 20 de setembro, o Spacio Shopping vai ser palco de uma feira dedicada à saúde e ao bem-estar, alertando os visitantes...

Ao longo da semana, entre as 10h e as 13h, será possível realizar gratuitamente rastreios de glicémia, tensão arterial, colesterol, índice de massa corporal, audição, avaliações cardiovasculares e visuais.

Já durante a tarde, entre as 14h e as 18h, a Feira da Saúde terá um programa diversificado de palestras, demonstrações e experiências práticas. Entre os temas em destaque estarão o envelhecimento saudável, o reforço da imunidade, a maternidade, os cuidados com a pele e o cabelo, a saúde infantil e a cessação tabágica. Para além disso, haverá ainda degustações, experiências de bem-estar e sorteios de produtos e consultas.

O evento, que vai decorrer no piso 0, contará com a colaboração de várias lojas e parceiros do shopping, como a Audika, Celeiro, Chemist Store, Opticenter e Wink, que se associam a esta iniciativa para sensibilizar a comunidade para a importância da prevenção e da adoção de hábitos equilibrados.

Sendo um espaço de grande afluência, o Spacio Shopping pretende sensibilizar os visitantes para a importância dos cuidados de saúde, promovendo um contacto mais acessível.

 

Programação:

Segunda-feira (15/09) | Vida Saudável a partir dos 50 anos

Terça-feira (16/09) | Dia do Intestino Saudável e Imunidade

Quarta-feira (17/09) | Dia da mamã e bebé

Quinta-feira (18/09) | Dia do Pulmão Saudável

Sexta-feira (19/09) | Dia da pele e cabelo saudável e bem-estar geral

Sábado (20/09) | Dia da Criança

 

Pelo terceiro ano consecutivo
Pelo terceiro ano consecutivo, quatro recém-diplomados da Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Politécnico de Coimbra ...

Os recém-diplomados em Ciências Biomédicas Laboratoriais, Dietética e Nutrição, Fisioterapia e Imagem Médica e Radioterapia vão iniciar, na próxima semana de setembro, uma experiência de três meses em contexto real de trabalho, num hospital de referência internacional, equipado com a mais moderna tecnologia.

Este ano, a mobilidade profissional conta com a participação de Maria Madalena Fernandes Ribeiro (Dietética e Nutrição), Mariana Carlos Tomás (Fisioterapia), Rafael Amador Pereira (Ciências Biomédicas Laboratoriais) e Tomás Freire dos Santos (Imagem Médica e Radioterapia). Os diplomados viajam com uma bolsa atribuída pelo programa Erasmus+, para diplomados, e contam com o apoio local do Oman International Hospital.

Segundo Graciano Paulo, Presidente da ESTeSC, esta experiência representa “uma oportunidade única e de um enorme potencial, numa unidade de saúde de excelência, quer ao nível de recursos tecnológicos, quer ao nível de recursos humanos”. O Presidente da ESTeSC sublinha, ainda, que “a parceria entre a ESTeSC e a IGHS tem vindo a revelar-se um sucesso, não apenas a nível institucional, mas também para a afirmação profissional dos nossos recém-diplomados”.

“A possibilidade de proporcionarmos esta experiência, pelo terceiro ano consecutivo, confirma o compromisso assumido em 2023 entre a ESTeSC-IPC e a IGHS e reforça a nossa missão: formamos profissionais para o mundo. Somos uma escola de referência na área da saúde com parceiros de excelência”, acrescenta.

Os recém-diplomados seguem para Omã cientes da responsabilidade acrescida de serem “embaixadores de uma escola de referência”, levando consigo o desafio de aproveitar ao máximo esta oportunidade.

O sucesso das mobilidades anteriores e a realização de novas mobilidades, reforçam a ligação entre as instituições, promovendo o reconhecimento da ESTeSC-IPC e da IGHS como referências de excelência nas áreas do ensino e da saúde.

 

XIX Congresso Nacional de Psiquiatria
A Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM) vai realizar o XIX Congresso Nacional de Psiquiatria, entre os...

“O Congresso Nacional de Psiquiatria é, sem dúvida, o maior e mais relevante evento científico da área em Portugal. Este ano, sob o tema “Do corpo ao cérebro na Psiquiatria", iremos centrar-nos nos avanços mais recentes da investigação e na sua tradução para a prática clínica, promovendo abordagens mais individualizadas, eficazes e alinhadas com as necessidades de cada paciente”, explica João Bessa, Presidente da SPPSM. Albino Oliveira Maia, vice-presidente da SPPSM e presidente do Congresso de 2025, acrescenta que “serão debatidos temas emergentes como a interação entre o cérebro e o intestino, os avanços em psicofarmacologia e em neuromodulação, e o papel da imunologia na prática psiquiátrica”.

 

O XIX Congresso Nacional de Psiquiatria contará com mais de 100 palestrantes nacionais e uma dezena de palestrantes internacionais, entre os quais:

  • Dr. Andre Brunoni, especialista em tratamentos psiquiátricos com neuro-estimulação, da Universidade de S. Paulo;
  • Dr. Roger S. McIntyre, da Universidade de Toronto, que vai discutir o uso de medicamentos para a diabetes e perda de peso no tratamento de doenças psiquiátricas;
  • Dr. John Cryan, pioneiro no estudo do impacto do microbioma intestinal na saúde do cérebro da Universidade de Cork, cujo trabalho é discutido na série da Netflix “Hack Your Health: Secrets of the Gut”;
  • Dr.ª Jenny Yip, psicoterapeuta especialista em Perturbação Obsessiva Compulsiva, da International OCD Foundation;
  • Dr.ª Tetyana Rocks, nutricionista, da Universidade de Deakin na Austrália, perita em Psiquiatria Nutricional;
  • Dr. Carmine M. Pariante, especialista em determinantes imunológicos da doença mental, do Instituto de Psiquiatria em Londres.

 

Para mais informações consulte o site: www.cnp2025.pt/ .

 

Erva-das-pampas
A erva-das-pampas (Cortaderia selloana), atualmente em plena floração, está a espalhar-se de forma alarmante em Portugal....

Segundo a investigadora Hélia Marchante, docente na Escola Superior Agrária do Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC) e investigadora do CERNAS – Centro de Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade “A erva-das-pampas espalhou-se muito rapidamente no nosso país. Substitui a vegetação nativa e é cara e difícil de controlar quando já está instalada.”

Cada pluma pode libertar milhares de sementes, facilmente transportadas pelo vento. Para além da rápida dispersão, a espécie agrava alergias e problemas respiratórios; forma maciços densos que eliminam espécies nativas; gera custos elevados de remoção para autarquias, empresas e proprietários. “Quanto mais tempo deixarmos passar, maior é o custo ambiental e económico. O controlo precoce e a prevenção são as estratégias mais eficazes”, sublinha a especialista. “E os cidadãos podem ter um papel essencial”, continua. De forma a ajudar, cada cidadão pode: registar ocorrências no projeto Invasoras.pt através da aplicação iNaturalist/Biodiversity4All; remover plumas antes da dispersão das sementes – até ao fim de setembro!; arrancar plantas jovens, evitando a sua instalação.

Hélia Marchante recorda que a erva-das-pampas integra a Lista Nacional de Espécies Invasoras (LNEI), estabelecida pelo Decreto-Lei n.º 92/2019, sendo ilegais a sua plantação, comercialização e propagação.

“Neste período crítico de floração, é urgente a colaboração entre cidadãos, autarquias e empresas para travar a expansão desta espécie invasora e, deste modo, proteger a saúde, a biodiversidade e a paisagem”, afiança a especialista nesta matéria e também responsável pelo projeto LIFE Coop Cortaderia na ESAC-IPC (https://lifecoopcortaderia.org/), um dos exemplos de sucesso que evidenciam o impacto positivo de uma abordagem integrada no controlo da erva-das-pampas.

 

Mais informação:

Sobre a erva-das-pampas: https://invasoras.pt/pt/planta-invasora/cortaderia-selloana

Sobre o Projeto LIFE Coop Cortaderia: https://lifecoopcortaderia.org/

 

Quando o verão gera mais ansiedade do que descanso
A sobrecarga de planos, compromissos sociais e a pressão digital podem transformar as férias numa fonte de ansiedade. Gerir as...

Embora o verão seja geralmente associado ao descanso, à desconexão e a momentos de felicidade, a pressão para “aproveitar ao máximo” cada dia das férias pode trazer consigo momentos de stress e ansiedade. Este fenómeno, conhecido como burnout de lazer, descreve o esgotamento emocional que surge quando a procura constante por experiências de verão perfeitas substitui o verdadeiro descanso.

“Recomendamos pensar no verão como um período para recarregar energias, entrar em contacto com os nossos desejos, passatempos, espaços de tranquilidade, etc. É verdade que muitas vezes estes momentos se prestam a uma lista interminável de planos, viagens, compromissos sociais e atividades que acabam por gerar mais pressão do que prazer. O desejo de aproveitar cada minuto das férias pode ser mais uma fonte de stress do que de prazer, prejudicando o nosso bem-estar emocional. Por isso, é fundamental aprender a gerir as expectativas e organizar a nossa agenda e os planos com base naquilo que realmente nos apetece, e não na autoexigência ou na produtividade do lazer. É importante priorizar momentos de descanso genuíno para evitar cair no esgotamento, mesmo nas férias”, comenta Jorge Buenavida, psicólogo do Serviço de Promoção da Saúde da Sanitas, empresa ibérica de serviços de saúde que pertence à seguradora Bupa Portugal.

Neste contexto, Jorge Buenavida acrescenta que as redes sociais têm intensificado esta sensação de obrigação: “a exposição contínua a imagens de viagens idílicas e agendas cheias de planos desperta a sensação de estar a perder oportunidades, o que leva a comparações constantes e a uma necessidade de planear excessivamente o tempo livre”.

Por tudo isto, a Bupa propõe várias ideias para prevenir e gerir o burnout de verão:

  • Redefinir o conceito de descanso: aproveitar as férias não significa necessariamente encher a agenda de atividades. Reservar tempo para pausas e momentos de tranquilidade ajuda a repor a energia mental e física, evitando assim a fadiga acumulada pelo excesso de estímulos. Usufruir de espaços de calma é tão importante quanto qualquer plano social ou viagem;
  • Promover a desconexão digital: limitar a exposição às redes sociais durante as férias pode diminuir a pressão de comparação com a vida dos outros. Por isso, dedicar momentos do dia a estar offline facilita a concentração no presente e nas próprias experiências, sem a necessidade constante de validação externa;
  • Ouvir as próprias necessidades: organizar as férias tendo em conta os desejos reais, para além das expectativas sociais ou familiares, permite priorizar o bem-estar pessoal. Neste sentido, refletir sobre quais as atividades que proporcionam verdadeiro prazer contribui para evitar a sensação de obrigação ou de sobrecarga;
  • Aprender a dizer “não”: recusar compromissos que não são apelativos é fundamental para proteger o equilíbrio emocional. Estabelecer limites claros com o ambiente envolvente permite desfrutar de um tempo livre mais repousante e evita a sensação de estar a cumprir com uma agenda imposta;
  • Experimentar técnicas de relaxamento: integrar atividades como ioga, meditação ou simplesmente passeios na natureza promove um estado de calma e diminui os níveis de stress. Essas práticas podem se tornar aliadas para lidar com a ansiedade derivada de uma agenda de lazer altamente exigente.

“Durante o verão, muitas pessoas sentem que devem ser produtivas mesmo no seu tempo livre, como se descansar fosse uma dualidade entre a obrigação ou o fracasso. Detetar estas dinâmicas, compreender que a produtividade é muito mais do que ‘aproveitar’ o tempo ou avaliar-nos com base em critérios considerados ‘adequados’ ou não, é um dos primeiros passos para quebrar a meritocracia e viver férias verdadeiramente reparadoras e baseadas no desejo”, conclui Jorge Buenavida, psicólogo do Serviço de Promoção da Saúde da Sanitas

Mês de sensibilização para as doenças malignas do sangue
Em 2020, estes cancros representaram 8% dos novos casos. Associação sublinha sinais como fadiga, suores noturnos e gânglios...

As doenças malignas do sangue, como as leucemias, linfomas e mielomas, representam uma parte significativa do panorama oncológico em Portugal. De acordo com os dados mais recentes, em 2020 foram diagnosticados no país cerca de 60 mil novos casos de cancro, dos quais aproximadamente 4.700 correspondiam a cancros do sangue ou do sistema linfático, representando aproximadamente 8% do total. Apesar dos avanços médicos que têm melhorado os índices de sobrevivência, muitos destes diagnósticos continuam a ser feitos em fases tardias, em grande parte porque os sintomas são confundidos com situações banais do quotidiano, como stress ou infeções ligeiras.

Segundo a APLL (Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas), há dez sinais de alerta que não devem ser ignorados. Entre eles estão a fadiga persistente, a febre inexplicada, os suores noturnos intensos, a perda de peso não intencional e o aumento de gânglios linfáticos no pescoço, axilas ou virilhas. Também pode surgir inchaço abdominal, pelo aumento do baço ou fígado, infeções frequentes ou graves, hematomas ou hemorragias fáceis, anemia – que se manifesta em tonturas, palpitações e palidez –, bem como dores ósseas ou articulares persistentes.

Apesar de uma lista diversificada de sintomas, muitos destes sinais são desvalorizados. Dores nas costas e dificuldades de concentração, por exemplo, costumam ser atribuídas a cansaço ou ao ritmo acelerado de vida. Contudo, quando surgem de forma persistente ou associadas a outros sintomas, podem indicar a presença de um mieloma múltiplo. Já a perda de peso inexplicada ou os suores noturnos são, muitas vezes, vistos como alterações hormonais ou períodos de maior agitação, mas podem sinalizar um linfoma. O mesmo acontece com dores de garganta recorrentes ou o aparecimento de nódoas negras sem causa aparente, que podem estar ligados a uma leucemia.

Dados recentes do Global Patient Survey 2024, da Lymphoma Coalition, reforçam a importância de não ignorar estes sinais: antes do diagnóstico, 40% dos doentes reportaram gânglios aumentados, 36% fadiga persistente e 27% suores noturnos. Estes números demonstram que, muitas vezes, os sintomas estão lá, mas não são valorizados.

Isabel Barbosa, presidente da Direção da APLL, sublinha que “cuidar da saúde passa também por estar atento a sinais que se prolongam no tempo e não se deve adiar uma consulta médica perante sintomas persistentes”. “Fazer exames de rotina e procurar informação em fontes credíveis são passos simples que podem ter um enorme impacto. O diagnóstico precoce continua a ser a melhor forma de aumentar as hipóteses de sucesso no tratamento e de preservar a qualidade de vida”, acrescenta a presidente da Direção da APLL.

A APLL defende que estar informado e valorizar estes sinais é, assim, uma atitude de responsabilidade e de prevenção e que marcar uma consulta perante sintomas persistentes não significa confirmar uma doença maligna do sangue, mas sim garantir que, caso exista, será identificada mais cedo e com melhores perspetivas de tratamento.

 

Caminhada das Pontes volta à Marginal do Douro

Para reforçar esta mensagem de sensibilização, a APLL promove também, no próximo dia 27 de setembro, a 3.ª edição da Caminhada das Pontes. A iniciativa tem início às 10h00, com ponto de encontro na Ponte do Freixo, e propõe um percurso de 4 km até ao Horto das Virtudes.

A Caminhada das Pontes pretende reunir doentes, cuidadores, profissionais de saúde e população em geral num momento de partilha e consciencialização. O percurso é adaptável ao ritmo de cada participante e conta com a entrega de um kit (t-shirt, saco e água) junto às pontes, assegurada por equipas da APLL. A manhã termina em Miragaia, com uma aula de Zumba, a partir das 11h30.

A inscrição tem o custo de cinco euros e pode ser realizada através do formulário online ou no centro de atividades da APLL. Os participantes terão, ainda, a possibilidade de se inscrever no próprio dia da caminhada. Mais informações disponíveis em www.apll.org

Especialistas explicam como proteger a visão no regresso ao trabalho
O fim do verão marca, para muitos, o regresso ao trabalho. Entre reuniões presenciais, chamadas virtuais e longas horas em...

A fadiga ocular acontece quando os olhos realizam esforços contínuos e intensos, como ler por longos períodos, focar em ecrãs ou lidar com mudanças de iluminação. Para manter o conforto visual durante o dia, a MultiOpticas recomenda algumas práticas simples:

  • A regra 20-20-20: A cada 20 minutos de trabalho, descanse a visão durante 20 segundos, olhando para um objeto a cerca de 6 metros de distância – por exemplo, olhar pela janela. Se a rotina não permitir intervalos tão frequentes, faça pequenas pausas a cada hora, alternando tarefas.
  • O “Piscar intencional”: Além de seguir a regra dos 20-20-20, é importante praticar o chamado “piscar intencional”, ou seja, lembrar-se de piscar com regularidade enquanto utiliza o computador ou outros dispositivos digitais. O ideal é realizar cerca de 24 piscadelas por minuto, ajudando a manter os olhos lubrificados e a prevenir a secura ocular.
  • Postura correta: Mantenha as costas direitas e apoiadas, com os pés totalmente no chão. Uma postura adequada reduz a tensão no pescoço e nos olhos.
  • Distância e posicionamento do ecrã: Se o trabalho envolver o uso de monitores, estes devem estar posicionados a uma distância de aproximadamente 35 a 40 cm dos olhos — o equivalente a um antebraço estendido. O topo do ecrã deve ficar ligeiramente abaixo da linha dos olhos, formando um ângulo de cerca de 15º para baixo. Sempre que possível, deve evitar reflexos de luz ou exposição direta ao sol sobre o monitor.
  • Iluminação equilibrada: Evite ambientes muito escuros ou com luz excessivamente forte, que forçam os olhos e aumentam o risco de dores de cabeça e cansaço ocular.
  • Óculos graduados adequados: Para quem usa óculos ou lentes, o tratamento anti-reflexo e os filtros para luz azul são aliados importantes na redução da fadiga ocular durante longos períodos em frente ao monitor. No caso dos óculos de leitura, concebidos especificamente para visão de perto, é essencial que sejam utilizados apenas para essa finalidade, já que o uso inadequado pode confundir o cérebro e resultar em dores de cabeça ou cansaço visual.

 

Páginas