Dor neuropática é debilitante e afeta até 10% da população mundial
A deficiência de vitamina B12 é mais frequente do que se imagina e está associada ao agravamento da dor neuropática, uma...

A dor neuropática é uma condição debilitante que afeta entre 6,9% e 10% da população geral1, resultante de lesões ou disfunções no sistema nervoso. Trata-se de um dos maiores desafios clínicos na prática médica, com impacto significativo na qualidade de vida dos doentes. Apesar da sua complexidade, cresce a evidência científica que aponta para o papel fundamental da vitamina B12 no apoio à saúde neurológica e no alívio da dor2. Num contexto clínico cada vez mais atento aos fatores nutricionais como moduladores da dor, a vitamina B12 assume um papel central na abordagem multidisciplinar da dor neuropática.

A vitamina B12 é essencial para funções vitais do organismo, incluindo a produção de glóbulos vermelhos, a síntese de ADN (ácido desoxirribonucleico) e a manutenção da integridade do sistema nervoso3. A sua ligação à dor neuropática deve-se sobretudo ao papel central na produção de mielina – a camada protetora que envolve os nervos e assegura a correta transmissão dos impulsos nervosos. Quando os níveis de vitamina B12 são insuficientes, os nervos ficam mais expostos e vulneráveis a transmitir sinais de dor de forma anómala. Além disso, o défice pode desencadear processos inflamatórios e oxidativos que agravam os sintomas.

A deficiência desta vitamina pode, entre outros, manifestar-se em sinais como fadiga, alterações cognitivas, perturbações do humor e dor persistente. Está também associada ao aumento da homocisteína, um marcador inflamatório associado ao risco cardiovascular e neurológico, e à redução da produção de mielina, o que conduz a disfunções neurológicas, hiperexcitação do sistema nervoso e agravamento da dor. Se não for corrigido, o défice está também frequentemente associado a complicações mais graves, incluindo síndromes demenciais4.

Por ser um fator corrigível, a suplementação com vitamina B12 representa uma oportunidade relevante no tratamento da dor neuropática. Estudos clínicos5 demonstram que a administração desta vitamina pode regenerar fibras nervosas, reduzir a inflamação e aliviar a dor em diferentes condições, como neuropatia diabética, nevralgia do trigémio e dor lombar crónica. Num ensaio randomizado com doentes com lombalgia, a suplementação intramuscular reduziu em 87% a dor e em 82% a incapacidade funcional6. Adicionalmente, a vitamina B12 demonstrou propriedades anti-inflamatórias semelhantes às dos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs)4, promovendo analgesia de forma segura.

Segundo o Dr. Raul Marques Pereira, coordenador do Grupo de Estudos de Dor da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), “A vitamina B12 é essencial para a síntese de mielina e regeneração axonal, protegendo os nervos de danos. Atua na redução da homocisteína e modula neurotransmissores, contribuindo para o alívio da dor neuropática. A sua suplementação tem um efeito importante na função nervosa e na redução dos sintomas de neuropatia.”

A literatura científica sugere ainda que a vitamina B12 pode ter um efeito sinérgico quando associada a outras terapêuticas, como antidepressivos ou analgésicos opioides, aumentando a eficácia global do tratamento e permitindo reduzir doses elevadas dessas terapias. Além disso, a administração intramuscular tem-se mostrado segura, com efeitos adversos mínimos (como dor ou hematoma no local da injeção), reforçando a sua utilidade clínica quando bem indicada7.

O Dr. Raul Marques Pereira acrescenta ainda que “A vitamina B12 mostra maior eficácia em neuropatia causada por compressão nervosa, neuropatia diabética, pós-herpética e induzida por quimioterapia, especialmente com suplementação através de formas ativas de B12.”

Embora muitas vezes lembrada apenas pelo seu papel no metabolismo e na energia, a vitamina B12 desempenha um papel decisivo na integridade do sistema nervoso. O reconhecimento da sua importância, aliado a estratégias de diagnóstico precoce e suplementação adequada, pode tornar-se um passo fundamental no combate à dor neuropática e na melhoria da qualidade de vida dos doentes.

 

 

1 O van Hecke, Sophie K Austin, Rafi A Khan, B H Smith, N Torrance. Neuropathic pain in the general population: a systematic review of epidemiological studies. Pain. 2014;155(4):654-62.

2 Thomas Julian, Rubiya Syeed, Nicholas Glascow, Efthalia Angelopoulou and Panagiotis Zis, B12 as a Treatment for Peripheral Neuropathic Pain: A Systematic Review, PubMed Central® (PMC), 25 July 2020

3 Vitamina B12, Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da Direção-Geral da Saúde.

4 Ummer, K et. al. revalence of B12 Deficiency in Patients Presenting with Non-Specific Pain and Other Sensory Symptoms: A Clinical Observational Study (P3.307). 2015.  Neurology, Patient and Palliative: 84; 14

5 Vitamin B12 in low back pain: a randomised, double-blind, placebo-controlled study.

6 Buesing, S. et al. Vitamin B12 as a Treatment for Pain. 2019. Pain Physician; 22:E45-E52.

7 Chiu, C.K. et al. The efficacy and safety of intramuscular injections of methylcobalamin in patients with chronic nonspecific low back pain: a randomised controlled trial. Singapore Med J 2011, 52(12) 868.

Opinião
Apesar dos avanços da medicina e da dedicação dos profissionais de saúde, algumas doenças hepáticas

As doenças hepatobiliares ocupam um lugar de relevo entre as causas de morte precoce em Portugal, sendo a cirrose hepática e o carcinoma hepatocelular responsáveis pela maioria. A cirrose hepática descompensada está associada a uma diminuição da sobrevida para cerca de 2 anos e cursa com o aparecimento de sintomas debilitantes, como a dor, confusão mental, inchaço abdominal por acumulação de líquido, náuseas, cansaço, falta de ar. Embora a gravidade da doença e a intensidade dos sintomas tornem, por si só, estes doentes elegíveis para Cuidados Paliativos, muitas vezes a referenciação é adiada. Tal deve-se, em grande parte, às falsas expectativas de recuperação completa e ao estigma que ainda envolve este tipo de cuidados. É fundamental desmistificar a ideia de que os Cuidados Paliativos estão apenas destinados a doentes oncológicos ou a situações sem opções de tratamento. Este preconceito contribui para atrasar a referenciação e priva os doentes de benefícios evidentes, como um melhor controlo dos sintomas, menos hospitalizações e maior alívio do sofrimento psicológico. Importa sublinhar que estes cuidados não excluem a possibilidade de tratamentos curativos, incluindo o transplante hepático, quando indicado. Pelo contrário, a referenciação atempada permite preservar a autonomia do doente, apoiar decisões informadas e fortalecer a sua rede de suporte.

Insistir na educação da população e dos profissionais de saúde sobre os benefícios e mitos dos Cuidados Paliativos — transformando-os de simbolismo de fim de vida em ferramentas reais de conforto e orientação — é essencial. É importante também, reforçar a cobertura e as equipas de Cuidados Paliativos. Só assim seremos capazes de oferecer um caminho mais humano e ajustado às necessidades daqueles que enfrentam a doença hepática crónica.

 

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
O papel das autarquias na saúde local
A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) relembra, no contexto das eleições autárquicas, a importância de...

A APDP manifesta a sua disponibilidade para formar gestores de Prevenção da Diabetes em cada Município e Junta de Freguesia, capacitando profissionais locais para implementar programas de rastreio com identificação da pré-diabetes e da diabetes, atempadamente, e deteção precoce das complicações associadas à doença.

“A criação de estruturas locais ligadas ao futuro Instituto de Prevenção da Diabetes permitirá desenvolver ações de proximidade, promovendo hábitos de vida saudáveis e acompanhamento regular de populações de risco”, explica José Manuel Boavida, presidente da APDP.

A associação apela, assim, a todos os futuros eleitos autárquicos, para que incluam a diabetes e as suas consequências na agenda política local, em conjugação com as autoridades locais de saúde e a APDP, considerando medidas concretas de prevenção e promoção da saúde.

 

Segundo a APDP, as Câmaras Municipais e as Juntas de Freguesia podem:

  • Promover hábitos de vida saudável, incentivando o acesso a uma alimentação saudável e a atividade física regular.
  • Organizar rastreios de diabetes, pré-diabetes e deteção de complicações.
  • Apoiar populações mais vulneráveis, carecidas de medicamentos e apoios sociais.
  • Criar parcerias com associações e programas educativos de prevenção da doença.
  • Integrar a saúde nos planos municipais.
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“A participação ativa das autarquias é essencial para reduzir o impacto da doença na comunidade e garantir acesso a cuidados preventivos a todos os cidadãos”, conclui José Manuel Boavida.

A APDP reforça que as autarquias têm um papel de facilitador, promotor e coordenador, garantindo que a prevenção, educação e políticas de saúde pública chegam às pessoas. Para tal, investir na formação de gestores locais de prevenção é investir na saúde, presente e futura, das populações.

Em Portugal, mais de 3 milhões de pessoas vivem com dor crónica
Mais de um terço da população adulta em Portugal (36,7%) vive com dor crónica, um problema de saúde pública que continua sem...

Para alertar para esta realidade, a SIP Portugal, plataforma que integra associações de doentes, profissionais de saúde e entidades da sociedade civil que pretendem reduzir o impacto social da dor, está a promover a campanha nacional de consciencialização “Juntos pela mudança! Unidos para dar voz a quem vive com dor crónica”, no âmbito do Dia Nacional de Luta Contra a Dor.

De acordo com a SIP PT, apesar da sua magnitude, a dor crónica mantém-se ainda subvalorizada nas estratégias nacionais de saúde em vigor. Um Plano Nacional para a Dor é um compromisso político essencial para garantir equidade e justiça em saúde. Deve ser atualizado de forma regular, enquadrado numa estratégia nacional de saúde pública, assegurando a definição de indicadores de qualidade, a monitorização contínua, a homogeneização dos cuidados e o acesso equitativo a todos os cidadãos.

Segundo o Comité Executivo da SIP Portugal, “A dor crónica não pode continuar a ser invisível. É fundamental aumentar a consciencialização pública e garantir respostas adequadas e sustentadas que melhorem a qualidade de vida das pessoas que sofrem de dor crónica. Este é precisamente o trabalho que a SIP Portugal tem vindo a construir: unir esforços, dar visibilidade a esta realidade e mobilizar todos os setores da sociedade para que ninguém que vive com dor fique para trás.”

Entre as medidas consideradas prioritárias está o reconhecimento da dor crónica como entidade clínica autónoma, enquadrada na 11.ª revisão da Classificação Internacional de Doenças (ICD 11) da OMS, o que permitirá avançar na uniformização de diagnósticos, monitorização epidemiológica e planeamento de políticas públicas.

A dor crónica afeta sobretudo mulheres, idosos, reformados, pessoas desempregadas e com menor nível de escolaridade, sendo frequentemente associada a doenças musculoesqueléticas, reumatológicas, neurológicas e neuromusculares. O impacto é muito além do sofrimento físico e compromete a saúde mental, a vida familiar e a capacidade funcional, refletindo-se também em custos económicos e laborais significativos.

Estudos europeus revelam que metade dos trabalhadores com dor crónica abandona o emprego e, entre os que mantêm atividade, 40% não têm acesso a adaptações laborais adequadas.

A relação estreita entre dor crónica e saúde mental é igualmente preocupante, com elevada prevalência de ansiedade, depressão e sofrimento psicológico.

No quadro da sua missão de advocacy, a SIP Portugal tem vindo a desenvolver um trabalho de diálogo com diversos partidos políticos e entidades públicas de saúde, sensibilizando os decisores para a urgência de políticas estruturadas nesta área. Recentemente, a plataforma foi ouvida na Comissão de Saúde da Assembleia da República, reforçando a importância de políticas de saúde que verdadeiramente respondam a todas as necessidades dessas pessoas.

A dor crónica continua uma realidade invisível que exige respostas políticas urgentes, para que Portugal esteja alinhado com as recomendações internacionais e assegure o direito ao alívio da dor.

Mais informações sobre a campanha em: https://sip-pt.pt/

 

Universidade de Coimbra e Universidade Politécnica de Macau
A Universidade de Coimbra (UC) e a Universidade Politécnica de Macau (MPU, na sigla em inglês) assinaram um novo acordo de...

O Laboratório Conjunto em Inteligência Artificial para a Longevidade Saudável vai ter dois polos de investigação – um em Coimbra e outro em Hengqin – e tem como missão central o desenvolvimento de soluções inovadoras que possam permitir retardar o envelhecimento e melhorar a qualidade de vida da população, combinando a investigação biomédica com as potencialidades da inteligência artificial.

Para o Reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, “o Laboratório Conjunto de Inteligência Artificial para a Longevidade Saudável significa a internacionalização do conhecimento da Universidade de Coimbra na área do envelhecimento, dando projeção global ao trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela UC nesta área, nomeadamente através do Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento (MIA Portugal)”.

“Queremos trabalhar juntos na área da saúde, especialmente com foco na longevidade saudável, uma vez que a Universidade de Coimbra é muito forte nesta área e nós somos muito fortes na área da inteligência artificial”, destaca o Reitor da Universidade Politécnica de Macau, Im Sio Kei.

Esta nova estrutura científica vem reforçar a colaboração entre a UC e a MPU, uma parceria que tem vindo a unir diversas equipas de investigação em projetos científicos, como é o caso do Laboratório Conjunto em Tecnologias Avançadas para Cidades Inteligentes, criado em 2022.

Durante a cerimónia que marcou o arranque deste novo laboratório, foram ainda firmados protocolos para a promoção da cooperação no ensino e na mobilidade de estudantes, docentes e investigadores das duas instituições de ensino superior.

 

Dia Mundial dos Cuidados Paliativos | 11 de outubro
Os Cuidados Paliativos (CP) são uma área essencial da medicina contemporânea, centrada na promoção d

Desde as suas origens, nasceram de um olhar profundamente humano para o sofrimento, reconhecendo que tratar uma doença não se limita a combater os seus mecanismos biológicos, mas implica atender ao impacto que ela tem na pessoa e na sua rede familiar. Durante décadas, a sua prática foi marcada pela compaixão, pela escuta ativa e pelo respeito pela dignidade, valores que permanecem como alicerce. Os CP não surgiram para substituir a medicina curativa, mas para complementá-la, oferecendo um cuidado integral que acompanha cada fase da trajetória da doença.

A evolução demográfica e epidemiológica reforçou a urgência de expandir estes cuidados. Vivemos mais anos, mas com o peso da morbilidade das doenças crónicas, muitas vezes prolongando dependência física e cognitiva. Se no passado os CP estavam associados sobretudo ao cancro e aos momentos finais, hoje revelam um campo muito mais vasto. Pessoas com insuficiência cardíaca, respiratória, renal ou doenças neurodegenerativas beneficiam amplamente de uma intervenção que não só alivia sintomas, mas também apoia famílias, orienta decisões complexas e cria espaço para que cada vida seja vivida com sentido e dignidade.

Persistem, contudo, mitos que importa desconstruir. Não é verdade que os CP sejam apenas para pessoas em fim de vida; devem ser iniciados precocemente, sempre que há sofrimento que exige intervenção por equipas treinadas. Não são apenas para doentes com cancro, mas para qualquer doença grave. E a morfina, longe de ser sinal de fim de vida, é um medicamento seguro e eficaz no controlo da dor e da falta de ar, devolvendo qualidade e conforto ao quotidiano. Diluir estes equívocos é essencial para que a referenciação seja atempada e as pessoas não sejam privadas de cuidados que constituem um direito.

O futuro dos CP não pode desligar-se da sua história, mas precisa de se reinventar. A revolução tecnológica abre possibilidades antes impensáveis: a telemedicina aproxima equipas e doentes, as aplicações e dispositivos de monitorização permitem identificar precocemente agravamentos clínicos e as plataformas digitais reforçam a comunicação entre profissionais e famílias. Estes recursos não substituem a dimensão humana do cuidado, mas ampliam a sua eficácia e acessibilidade.

Mais do que nunca, os CP exigem políticas de saúde que os reconheçam como um direito universal e assegurem equipas multidisciplinares com recursos, formação e estrutura adequados. Requerem também formação contínua para profissionais de saúde e investimento em literacia, para que a população compreenda que os CP não significam desistência ou abandono, mas sim cuidar ativamente da vida, singular e irrepetível.

Se o passado nos ensinou que a dignidade é um valor inegociável, o futuro desafia-nos a protegê-la num mundo onde envelhecimento, doenças crónicas e inovação tecnológica caminham lado a lado. Os Cuidados Paliativos são, e continuarão a ser, um espaço de encontro entre ciência e humanidade, tradição e inovação, compaixão e eficácia. Representam a certeza de que, em qualquer tempo, cada pessoa merece dignidade, presença e cuidado qualificado — não apenas para morrer melhor, mas sobretudo para viver plenamente até ao fim.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Em Viseu
Evento da Secção Regional do Centro decorreu no Expocenter e reuniu centenas de enfermeiros numa noite de homenagem, entrega de...
A Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros realizou, no passado sábado, 4 de outubro, a VI Gala dos Enfermeiros, que decorreu no Expocenter, em Viseu. O evento reuniu centenas de profissionais, estudantes e recém-licenciados numa celebração de reconhecimento à Enfermagem e ao papel essencial que os enfermeiros desempenham na saúde da população. A noite ficou marcada por dois momentos de destaque: a entrega de prémios a profissionais que se distinguiram pelo seu contributo para o desenvolvimento da profissão e pela Cerimónia de Vinculação à Profissão, onde os novos membros assumiram o Juramento Profissional e receberam as respetivas Cédulas Profissionais, formalizando a sua entrada na Ordem dos Enfermeiros.
 
“Esta Gala simboliza o orgulho e o compromisso que unem todos os enfermeiros. É um momento de celebração, mas também de responsabilidade e de renovação dos valores que sustentam a nossa profissão”, afirmou o Enfermeiro Valter Amorim, presidente do Conselho Diretivo Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros.
 
Com uma adesão significativa e um ambiente de forte sentido de pertença, a VI Gala dos Enfermeiros consolidou-se como um dos momentos mais emblemáticos do calendário anual da Secção Regional do Centro, reforçando a proximidade entre os profissionais e a valorização da Enfermagem na sociedade.
 
“É uma honra poder reconhecer publicamente o trabalho dos nossos colegas e dar as boas-vindas a quem inicia agora o seu percurso profissional. A Enfermagem na Região Centro está viva, unida e focada no futuro”, acrescentou o presidente.
Mais do que um evento comemorativo, a Gala reafirmou o compromisso da Ordem dos Enfermeiros em promover a excelência, o reconhecimento e a coesão da profissão, projetand

 

SPOT
A Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia (SPOT), em parceria com a Medtronic e a campanha “Olhe pelas suas costas”,...

“É com grande satisfação que a SPOT promove mais uma iniciativa com o objetivo de reforçar a literacia em saúde junto da população. Dedicado à saúde da coluna, este evento oferece uma oportunidade única para aprender com especialistas e esclarecer dúvidas”, explica Paulo Felicíssimo, presidente da SPOT.

O programa contará com palestras de especialistas de renome na área da Ortopedia. A sessão terá início com as boas-vindas e a apresentação da campanha “Olhe pelas suas costas”, pelo coordenador Prof. Rui Duarte. Seguir-se-á o Dr. Nuno Barbosa, que explicará o funcionamento da coluna e as principais causas da dor. O Dr. João Ribeiro abordará o papel do tratamento sem recurso à cirurgia. Já o Dr. Eduardo Moreira Pinto esclarecerá quando é adequado operar e quais os tratamentos disponíveis para hérnia, estenose e outras doenças da coluna. Por fim, a Dr.ª Cristina Pereira apresentará estratégias de prevenção e recuperação através da fisioterapia, do exercício e do regresso às atividades.

O evento culminará com uma sessão de esclarecimento de dúvidas, promovendo uma troca de ideias enriquecedora sobre como melhorar a saúde da coluna.

A participação neste webinar é gratuita, mas as inscrições são limitadas. Inscreva-se através do seguinte link: https://zoom.us/webinar/register/WN_xERcS6aiQTy5TWtTiCzmhg?utm_source=brevo&utm_campaign=Webinar%20SPOT%20-%20Campanha%20Olhe%20Pelas%20Suas%20Costas&utm_medium=email#/registration

 

Todos os anos, em Portugal, origina mais de 1.500 novos casos
A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) está a promover uma campanha nacional de consciencialização sob o mote ...

“Em Portugal, o Cancro do Fígado apresenta uma incidência crescente, originando todos os anos mais de 1.500 novos casos. Com esta iniciativa, pretendemos alertar a população para a importância de prevenir, detetar e tratar esta doença silenciosa, muitas vezes sem sintomas até aos estadios avançados e que é fatal se não for diagnosticada a tempo”, explica a direção da APEF.

“A maior parte dos fatores de risco para o desenvolvimento de cancro de fígado são modificáveis, e é exatamente por isso que estamos a promover esta campanha. Aposte na prevenção: mantenha uma alimentação equilibrada e completa em nutrientes, evite ou reduza o consumo de açúcares adicionados, bebidas alcoólicas, tabaco e refeições ricas em gorduras saturadas, pratique atividade física regularmente, vacine-se contra a hepatite B, evite comportamentos de risco, sexuais ou outros. Proteja a saúde do seu fígado”, acrescenta.

O Carcinoma Hepatocelular representa mais de 90% dos casos de cancro do fígado e surge, maioritariamente, em pessoas que previamente já têm doença hepática, como fígado gordo, hepatite B, hepatite C, entre outras, habitualmente já em fase de cirrose. Por esta razão, todos os doentes devem ser orientados pelo seu médico e se estiverem nos grupos de risco de desenvolvimento de cancro do fígado, devem realizar rastreio de acordo com o estabelecido (ecografia abdominal alta, semestral).

A prevenção das doenças hepáticas é a forma mais eficaz de evitar o cancro do fígado.

Para mais informações sobre o Cancro do Fígado, consulte o seguinte link: https://apef.com.pt/das-idas-regulares-ao-medico-aos-rastreios-a-prevencao-do-cancro-do-figado-erradica-a-mortalidade/

10 de outubro | Dia Mundial da Saúde Mental
Jovens entre os 18 e os 24 anos são os mais afetados emocionalmente pela má qualidade da saúde intestinal e 20% das crianças...

No Dia Mundial da Saúde Mental, que se assinala a 10 de outubro, um inquérito nacional, realizado para a farmacêutica francesa Biocodex, revela como os portugueses se sentem afetados mentalmente pela qualidade da sua saúde intestinal. O estudo, realizado a 1.000 pessoas a residir em território nacional, conclui que a saúde intestinal, muitas vezes invisível, tem um impacto profundo na vida quotidiana dos portugueses, desde os níveis de energia até ao desempenho escolar dos mais jovens.

O inquérito conclui que metade dos portugueses (48%) vive com problemas intestinais, sendo que muitos relatam consequências diretas no seu bem-estar psicológico: 27% sentem menos energia, 24% vivem com mau humor, 22% reportam ansiedade e 21% dificuldades em dormir. Entre os jovens adultos (18-24 anos), cerca de 33% associa os sintomas digestivos a episódios de ansiedade.

A ciência confirma que a microbiota intestinal, comunidade de microrganismos que habita o nosso intestino, desempenha um papel central na nossa saúde. Mais de 90% dos microrganismos que nos protegem estão no intestino. Estes microrganismos, na sua maioria bactérias, ajudam na absorção dos nutrientes e a prevenir e regular infeções em todo o corpo humano. Quando este equilíbrio é perturbado, fenómeno conhecido como disbiose, podem surgir não só sintomas digestivos, mas também consequências que afetam a imunidade, o metabolismo e até a saúde mental. Existe uma comunicação complexa e bidirecional entre sistema nervoso central e trato gastrointestinal – eixo intestino-cérebro – e qualquer desequilíbrio nesta comunidade de microrganismos pode ser um “gatilho” para o desencadear de alterações metabólicas, não só associadas à obesidade, como a outras patologias como, por exemplo, cancro, doenças inflamatórias e cardiovasculares, do trato urinário e até do próprio intestino, como é o caso da síndrome do intestino irritável. Pode também originar distúrbios de humor, ansiedade, alterações cognitivas e doenças neurodegenerativas.

“O estudo mostra como sintomas muitas vezes subvalorizados, como inchaço ou dores abdominais, têm impacto real no bem-estar psicológico. Assinalar o Dia Mundial da Saúde Mental é também reconhecer que cuidar da saúde intestinal pode ser uma estratégia fundamental de promoção da nossa saúde mental”, sublinha Luís Gomes, Diretor de Marketing na Biocodex Portugal.

 

Impacto da saúde intestinal nas famílias

O estudo demonstra ainda que 20% das crianças em idade escolar tiveram episódios de dor abdominal ou diarreia no último ano, com consequências que vão além do desconforto físico. De acordo com o inquérito, 20% das crianças afetadas têm dificuldades no estudo ou no rendimento escolar, 18% sentem ansiedade e 17% revelam problemas de concentração. Para os pais, estes desafios representam também uma carga emocional: um terço diz viver mais stress devido às queixas intestinais dos filhos, enquanto outros destacam o impacto nas rotinas diárias e até no planeamento das refeições.

 

Saúde intestinal é importante, mas ainda pouco conhecida

Apesar de 79% dos inquiridos considerar que a saúde intestinal é “muito ou extremamente importante” para o seu bem-estar geral, percentagem que ascende aos 87% no grupo com mais de 55 anos, apenas 22% diz ter bons conhecimentos sobre o tema, sendo os adultos entre os 35 e 44 anos os que se revelam mais informados. Apesar de metade da população (51%) avaliar a sua saúde intestinal como boa ou excelente, o conhecimento científico ainda não acompanha esta perceção: seis em cada dez portugueses nunca ouviram falar ou sabem muito pouco sobre o microbioma intestinal. Esta lacuna de literacia compromete a adoção de hábitos preventivos que podem ajudar a reduzir e atenuar sintomas físicos e psicológicos.

Quando se olha para os probióticos, a tendência é semelhante. Quase metade dos portugueses admite nunca ter ouvido falar ou não saber exatamente o que são, e apenas 12% os utilizam de forma regular. Ainda assim, quatro em cada dez acreditam que podem promover a saúde intestinal, revelando uma confiança no conceito mesmo quando o conhecimento é limitado.

 

A importância da microbiota na saúde mental

Apesar de haver ainda muito por descobrir sobre a microbiota – única em cada pessoa, como uma impressão digital – existem estudos que permitem aferir que podemos, através da dieta e da suplementação com probióticos, modular a comunidade de bactérias “boas” que habitam no nosso intestino. O eixo intestino-cérebro é um sistema de comunicação bidirecional que envolve o sistema nervoso central, o sistema nervoso entérico e a microbiota intestinal. Esse diálogo permite que o intestino influencie diretamente funções cerebrais, como o humor, a memória e o comportamento. A microbiota intestinal participa da produção de neurotransmissores como serotonina e dopamina, fundamentais para o equilíbrio emocional.

Nos últimos anos, estudos têm demonstrado que alterações na microbiota intestinal podem estar relacionadas a distúrbios como ansiedade, depressão e até doenças neurodegenerativas. Para melhorar a saúde intestinal e prevenir desconfortos, os especialistas recomendam cuidados simples do dia a dia: manter uma boa hidratação, adotar uma alimentação rica em fibras e variada, garantir horas adequadas de sono, praticar atividade física regular e reduzir os níveis de stress. Estes hábitos, aliados a uma maior literacia sobre o papel da microbiota, podem fazer a diferença na promoção de um intestino equilibrado e de um corpo mais saudável.

 

Estudo
A propósito do Dia Mundial da Visão, estudo da MultiOpticas revela que os portugueses valorizam a saúde visual, mas ainda adiam...

No dia 9 de outubro celebra-se o Dia Mundial da Visão, uma data dedicada a sensibilizar para a importância da saúde ocular, e que MultiOpticas assinala ao longo de todo o mês. Um estudorecente realizado pela marca, do grupo Essilor Luxottica Optical Retail Iberia, revela que os portugueses dão prioridade à saúde ocular, mas ainda deixam a prevenção para segundo plano.

O estudo alerta para o facto da grande maioria dos portugueses realizarem exames de visão, em média, a cada 27 meses, uma frequência inferior à recomendada pelos especialistas e superior à média dos restantes países da Europa, do Médio Oriente e África. Apenas 3% dos inquiridos realizam exames mais do que uma vez por ano, 45% fazem-no a cada dois anos e 9% admitem fazê-lo menos de uma vez em três anos, sendo este um intervalo considerado bastante longo e que pode comprometer a detenção precoce de problemas visuais.

O estudo revela ainda que muitos portugueses mantêm os óculos durante demasiado tempo, trocando-os, em média, a cada 2 a 3 anos — valores superiores ao dos outros países analisados. Embora pareça suficiente, prolongar o uso além do recomendado pode comprometer a qualidade da visão e reduzir o conforto no dia a dia, afetando pequenas tarefas e o bem-estar geral.

Em sintonia com estes dados, as razões que levam à renovação dos óculos demonstram que a saúde está no centro das decisões. A principal motivação é clínica, sendo que 62% dos portugueses afirmam renovar apenas quando a prescrição muda, enquanto situações como o desgaste das lentes ou a quebra da armação surgem em 18% dos casos. Já a vontade de mudar de estilo representa apenas 7%, confirmando que os óculos são encarados sobretudo como um instrumento de saúde e não de moda.

Para ajudar a combater estes dados, a MultiOpticas reforça a importância da saúde visual, oferecendo consultas gratuitas. Para tornar os cuidados visuais de qualidade mais acessíveis em Portugal, a marca lançou também o plano +MultiOpticas, com a possibilidade de adesão a partir de 9€ por mês e garantindo um par de óculos graduados por ano.

No âmbito do seu compromisso contínuo com a saúde visual, a MultiOpticas dedica todo o mês de outubro a ações de sensibilização, reafirmando o compromisso da marca em tornar os cuidados com a visão acessíveis a todos. A campanha deste ano reforça a mensagem de que “ver bem faz toda a diferença”, destacando a forma de como a visão impacta diretamente na qualidade de vida e nas experiências do dia a dia.

 

1Estudo realizado a 2502 pessoas residentes em Portugal com problemas de visão e que usam óculos por prescrição através de um inquérito online que decorreu entre 24 de janeiro e 5 de fevereiro de 2025.

 

 

Carreiras em movimento
Numa semana dedicada à saúde mental, a Gi Group Holding destaca um tema essencial: falar de transição de carreira é falar de um...

Um estudo realizado pela INTOO, marca da Gi Group Holding revela que, durante os processos de transição profissional, o foco no desenvolvimento de competências emocionais e estratégicas é fundamental para garantir uma trajetória saudável e bem-sucedida.

Entre as principais recomendações estão:

  • Cuidar do corpo para proteger a mente: sem energia física não há clareza mental.
  • O bem-estar emocional é parte do resultado: não há foco sem equilíbrio emocional. Evite ruídos externos que lhe causam ansiedade.
  • Motivação é uma prática, não um estado: não espere sentir motivação durante todo o processo de transição, mas saiba que a motivação resulta da ação. Transforme, por isso, círculos viciosos de inércia em círculos de progresso.
  • Estratégia é escolher com rigor “sim’s e não’s”: a clareza de direção é fundamental, por isso tenha a coragem de dizer não a tudo o que não se alinha com o seu futuro desejado, mesmo que no curto prazo isso possa assustar.
  • Manter o foco no desenvolvimento de competências: o mercado não perdoa estagnação. Invista tempo no desenvolvimento de novas competências que reforcem o seu perfil.
  • Construir uma rede de apoio e networking ativo: networking é criar pontes de confiança e troca de valor. Usar conexões com profissionais do setor e participar de eventos online contribuem para um sentimento de pertença e promovem novas oportunidades. É importante que esteja presente nos ecossistemas certos.
  • A entrevista como narrativa de futuro: Demonstre clareza de objetivos, visão de impacto e consistência.  Alinhe 3 dimensões críticas para o sucesso das suas entrevistas: storytelling claro, coerente e inspirador que relacione experiência e objetivos futuros; energia: presença, foco e atitude; estratégia: mostre que sabe o que procura e que a sua escolha é tão estratégica quando a da empresa.

Ana Viçoso Ferreira, Head de Outplacement e Talent Solutions da Intoo Portugal, reforça que "a adaptação às mudanças exige mais do que competências técnicas, exige um movimento consciente entre bem-estar, motivação, estratégia e foco. Transição de carreira é construção e o sucesso não se mede pelo tempo de integração num novo projeto, mas pela atitude que se escolhe ter durante todo o processo."

É por isso importante salientar que cada trajetória é única e deve ser encarada com uma estratégia personalizada e uma oportunidade de reposicionamento estratégico. Mais do que responder às exigências imediatas do mercado, trata-se de construir uma carreira sustentável, alinhada com os valores pessoais e profissionais de cada um. Ao investir no equilíbrio entre competências técnicas, emocionais e digitais, os profissionais não só aumentam as suas oportunidades de recrutamento, como também fortalecem a resiliência e capacidade de adaptação perante os desafios futuros.

Mais informações sobre outplacement e gestão de carreira aceda ao guia completo, aqui.

 

Dia Mundial da Dislexia – 10 outubro
No âmbito do Dia Mundial da Dislexia, 10 de outubro, a DISLEX - Associação Portuguesa de Dislexia alerta para a necessidade de...

“Em Portugal, uma em cada 10 crianças sofre de Dislexia! Como qualquer criança, querem ser bem sucedidas na escola. Mas, inesperadamente, algo corre mal ao iniciar a leitura-escrita: troca letras de som ou de forma equivalente: ao “c” atribui o som “g”, ao “d”o som “b”! Pretende escrever “pai” e surge “pia” ou “só” e escreve “os”!

Os pais e os professores inquietam-se, tentam resolver a perturbação, mas ela persiste.  Que se passa com a criança? É esforçada, aprende bem, e até pode ser entusiasta e rápida, em matemática ou estudo do meio, por exemplo. Mas ler é um problema …

Adensam-se em torno delas sinais da preocupação; aí se inicia um ciclo penoso que, mais adiante, traz intermináveis momentos de angústia, vergonha e medo!

São crianças com capacidades cognitivas por vezes até mais elevadas, mas com desenvolvimento neurodivergente.” afirma Helena Serra, Presidente da Assembleia Geral da DISLEX.

A Dislex reclama pela obrigatoriedade de identificação na educação Pré-escolar, no referente à idade dos 5 anos, dos pré-requisitos das aprendizagens simbólicas - linguagem, conhecimento fonológico, noções de espaço e tempo, perceção e memória auditiva e visual, motricidade, coordenação viso-motora e atenção - com recurso a prova de avaliação da existência destas competências, antes da iniciação escolar. A Associação defende que se a Dislexia for identificada na Educação Pré-escolar podem ser melhoradas as competências facilitadoras da Leitura-escrita.    

Sobre a Dislexia

A Dislexia é uma perturbação específica de aprendizagem, com origem neurológica, caracterizada por dificuldades no reconhecimento adequado das palavras, por um discurso pobre e dificuldades de descodificação, resultantes de um défice na componente fonológica da linguagem.

Ainda que esteja relacionada com a aprendizagem da leitura, a dislexia pode ter consequências noutras áreas académicas e a nível emocional e comportamental.

A dislexia afeta 600 milhões em todo o mundo e é mais comum do que se julga, afetando caras mundialmente conhecidas que se destacaram na comunidade e que evidenciam o lado positivo da patologia, nomeadamente Einstein, Picasso, Da Vinci, Agatha Christie, Van Gogh, Churchill, Spielberg e Jamie Oliver.

 

“Não deixe a gripe estragar a festa”
A campanha “Não deixe a gripe estragar a festa”, lançada por diversas entidades na área da saúde, alerta pais, educadores e...

Um conjunto de entidades da área da saúde lançam esta segunda-feira a campanha “Não deixe a gripe estragar a festa”. A iniciativa visa sensibilizar pais, educadores e cuidadores para o impacto da gripe nas crianças e adolescentes, reforçando a importância da adoção de medidas de prevenção e proteção familiar.

Todos os anos, a gripe continua a ser uma presença indesejada nas famílias portuguesas. As crianças são um dos grupos mais afetados Em Portugal, 88% dos internamentos por gripe em idade inferior a 5 anos ocorre em crianças saudáveis.4

Embora na maioria dos casos a evolução da gripe seja favorável, as crianças estão em risco de desenvolver complicações bacterianas como otite média aguda, sinusite e pneumonia, que contribuem para um aumento da prescrição de antibióticos.5,6

Em Portugal, cerca de 70% dos episódios de urgência por síndrome gripal, registados no início da época da gripe de 2024, ocorreram em crianças e adolescentes,1,2 revelando o peso significativo desta doença nesta população.

A gripe em idade pediátrica não é apenas um problema clínico: é também um desafio social e económico. As crianças têm cinco vezes mais probabilidade de contrair gripe fora do agregado familiar7,8 e o dobro da probabilidade de a transmitir dentro de casa9, resultando numa estimativa de 195 dias de trabalho perdidos por cada 100 crianças com menos de três anos5. Estes números refletem não só a pressão sobre o sistema de saúde, como o impacto que a doença tem nas rotinas das famílias.

Com o objetivo de alertar e sensibilizar para a doença e reforçar a literacia de pais, educadores e cuidadores, surge a campanha “Não deixe a gripe estragar a festa”. A personagem Viroco, “o especialista em estragar a festa”, é a mascote desta edição e protagoniza os materiais da campanha, convidando pais e crianças a testarem os seus conhecimentos sobre gripe pediátrica e a adotarem medidas simples para evitar a propagação do vírus de forma lúdica e educativa.

Este ano a campanha adota um formato multiplataforma com presença na rádio, na imprensa, nas redes sociais e no site www.gripeinfantil.pt, onde é possível encontrar informações práticas, testes interativos e conselhos validados por especialistas.

Esta presença transversal pretende chegar às famílias com informação clara, prática e acessível, desmistificando mitos sobre gripe em idade pediátrica e promovendo comportamentos preventivos, como higiene das mãos, etiqueta respiratória e ventilação dos espaços fechados.

A campanha “Não deixe a gripe estragar a festa” resulta da colaboração entre a Associação Nacional das Farmácias (ANF), a Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública (ANMSP), a Associação Portuguesa de Enfermeiros de Cuidados de Saúde Primários (APECSP), a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), a Associação de Unidades de Cuidados na Comunidade (AUCC), as Farmácias Portuguesas, a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) e a AstraZeneca.

 

 

Referências

1. Direção Geral da Saúde (DGS). Resposta Sazonal em Saúde: Vigilância e Monitorização. Relatório nº123; Semana 15/2025. Disponível em https://covid19.min-saude.pt/resposta-sazonal-em-saude-vigilancia-e-monitorizacao/. Consultado em 10/2025.

2. Direção Geral da Saúde (DGS). Resposta Sazonal em Saúde: Vigilância e Monitorização. Relatório nº105; Semana 49/2024. Disponível em https://covid19.minsaude.pt/resposta-sazonal-em-saude-vigilancia-e-monitorizacao/. Consultado em 10/2025.

3. Influenza in Humans. European Center for Disease Control and Prevention. Disponível em: https://www.ecdc.europa.eu/en/influenza-humans. Consultado em 10/ 2025.

4. Afonso AC, et al. Uncovering the burden of influenza in children in Portugal, 2008-2018. BMC Infect Dis. 2024;24(1):100.doi:10.1186/s12879-023-086.

5. Heikkinen T, et al. Burden of influenza in children in the community. J Infect Dis. 2004. Oct 15;190(8):1369-73. doi: 10.1086/424527.

6. Recomendações sobre Vacinas Extra Programa Nacional de Vacinação. Comissão de Vacinas da Sociedade Portuguesa de Infeciologia Pediátrica e Sociedade Portuguesa de Pediatria. Disponível em https://www.sip-spp.pt/media/jbsn4cvv/recomendac-oes_vacinas_extra_pnv_sip_28setembro2020.pdf. Consultado em 10/ 2025.

7. Endo A, et al. Fine-scale family structure shapes influenza transmission risk in households: insights from primary schools in Matsumoto city, 2014/15. PLoS Comput Biol. 2019;15(12):e1007589. doi:10.1371/journal.pcbi.1007589.

8. Nayak J, et al. Influenza in children. Cold Spring Harb Perspect Med. 2021;11(1):a038430. doi:10.1101/cshperspect.a038430.

9. Tsang TK, et al. Influenza A virus shedding and infectivity in households. J Infect Dis. 2015;212(9):1420-1428. doi:10.1093/infdis/jiv225.

           

 

ANADIAL
Paulo Urbano, presidente da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR) e doente renal, é o convidado do novo episódio...

Neste episódio, Paulo Urbano partilha a sua história de vida e como a experiência com a doença o levou até à liderança da APIR. “Motivou-me o facto de ser doente renal e de o meu contacto com a APIR ter começado por uma necessidade de ajuda e informação”, afirma.

Ao longo da conversa, destaca os principais objetivos da associação: modernizar, rejuvenescer e aproximar a APIR dos doentes renais. Uma das suas prioridades é estar mais próximo das pessoas: “Tenho como meta visitar todas as clínicas de diálise do país até ao final do ano, porque ainda há muitos doentes que não conhecem a APIR.”

O episódio aborda ainda questões estruturais importantes, como o chamado preço compreensivo, o valor pago pelo Estado que inclui a diálise e outros cuidados essenciais, como exames e consultas. Este valor não é revisto desde 2011, o que, segundo Paulo Urbano, pode comprometer a qualidade dos tratamentos: “O meu receio é que se comece a perder a qualidade nos cuidados prestados.”

Outro tema em destaque é a importância do apoio psicológico aos doentes renais. Segundo Paulo Urbano, muitas pessoas têm dificuldade em lidar com o impacto da doença, e o acompanhamento psicológico pode fazer toda a diferença.

O podcast “À conversa sobre Diálise” comemora o 40.º aniversário da ANADIAL e tem como objetivo abordar a evolução do tratamento da doença renal crónica ao longo das últimas quatro décadas. Convida mensalmente um especialista para debater temas relevantes para doentes renais, profissionais de saúde e o público em geral.

O episódio está disponível nas plataformas YouTube e Spotify.

 

Opinião
O verão, época de vida ao ar livre e, para a maioria, de férias na praia, impele-nos a aproveitar ao

Há consequências, ao nível estético, da nossa filosofia estival de vida? A resposta é afirmativa, mas não pretende ser sancionatória, já que dispomos, atualmente, de recursos de natureza diferente que permitem neutralizá-las, ou até melhorar a aparência e a juventude de rosto e corpo. Desse conjunto, destaco os procedimentos abaixo, que têm em comum o facto de serem feitos em consultório, serem pouco invasivos e não terem período de recuperação. Refira-se ainda que a duração dos resultados difere e o ciclo de renovação depende não apenas do produto, mas também das características de cada paciente.

A regeneração da pele com bioestimuladores é um procedimento a que se recorre cada vez mais, para rosto e corpo, embora normalmente se associem sobretudo ao rosto, pelas características que apresenta, nomeadamente a estimulação da produção de colagénio, com resultados que se vão progressivamente tornando mais evidentes, dependendo da resposta natural do organismo.  A pele ganha luminosidade e uniformidade, torna-se mais firme e as rugas diminuem, resultando num rejuvenescimento visível. 

Para as rugas de expressão, está indicada a aplicação de toxina botulínica, um processo rápido e minimamente invasivo, que consiste em injetar uma substância que vai atuar no processo natural de contração muscular, resultando no relaxamento dos músculos e suavização das rugas. O procedimento é pouco invasivo e permite resultados rápidos e visíveis em poucos dias.

 Uma outra opção muito procurada é a aplicação de skinboosters, que consiste em microinjeções de ácido hialurónico que permitem hidratar as camadas mais profundas da pele. Distanciam-se dos cosméticos de aplicação superficial justamente por conseguirem criar como que um reservatório hídrico de duração prolongada. A aplicação de skinboosters não tem como alvo prioritário o aumento de volume, ou o preenchimento de rugas, mas sim a melhoria da textura da pele e da sua luminosidade. O processo de hidratação profunda permite, no entanto, a suavização das rugas e proporciona resultados muito naturais.

Se quisermos optar por um tratamento inovador, de tecnologia avançada, que combina

a radiofrequência com o microagulhamento, uma proposta que se destaca é o MorpheusÒ, que permite tratar não apenas a superfície da pele, mas também as camadas mais profundas, de forma minimamente invasiva. É uma ferramenta de primeira escolha ao serviço do rejuvenescimento, que produz efeitos duradouros, que se dirige a tratamentos de rosto e corpo, com múltiplas funções, que vão desde o tratamento da celulite ao rejuvenescimento da face.

Nunca será demais afirmar que qualquer opção exige consulta médica para auscultação dos pacientes, avaliação da sua situação particular e definição do tratamento mais adequado, concebendo o plano a propor, que pode consistir numa tipologia única ou na combinação de diferentes hipóteses.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo revela
A Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos (APORMED), acaba de divulgar os resultados do primeiro grande...

De acordo com os resultados do estudo, os investimentos e os avanços nas Tecnologias Médicas (TM) transformam profundamente o panorama da saúde, com contributos essenciais para alcançar melhores resultados em saúde, com impacto no aumento da esperança e qualidade de vida da população, mas também para a obtenção de ganhos relevantes para o sistema de saúde.

O estudo abrange uma análise quantitativa, que caracteriza o setor das Tecnologias Médicas em Portugal em termos de número e tipologia de empresas, emprego, nível de qualificação dos recursos humanos, contributo das empresas para a balança comercial, investimento em Investigação e Desenvolvimento, entre outros, e uma análise qualitativa, que avalia a criação de valor e o contributo das tecnologias médicas para a sustentabilidade do SNS e para todos os intervenientes do ecossistema da saúde, incluindo doentes e utentes, profissionais de saúde, prestadores de cuidados médicos, financiadores, setor público e privado”.

Segundo este estudo,  o  valor do mercado de TM em Portugal tem demonstrado uma evolução positiva, passando de cerca de 1.440 milhões de euros em 2018 para cerca de 2.200 milhões de euros em 2023, o que representa um aumento médio anual de 8,8%. Este desempenho reflete a relevância crescente das TM no panorama da saúde. Contudo, ocorre num período de aumento dos custos de contexto, impulsionados, entre outros fatores, pela implementação dos novos Regulamentos relativos aos Dispositivos Médicos e aos Dispositivos Médicos para diagnóstico in vitro, que têm imposto exigências acrescidas e investimentos adicionais às empresas do setor.

Segundo Antonieta Lucas, presidente da APORMED, “Este estudo foi pensado para colmatar a falta de disponibilização de informação sobre o setor das Tecnologias Médicas  em Portugal. Neste sentido, a APORMED considerou que seria oportuno e de grande utilidade promover um estudo de mercado que abrangesse uma dimensão quantitativa e qualitativa do setor que esta Associação representa. Do nosso ponto de vista, acreditamos que as suas conclusões vão contribuir para mais ganhos em saúde, maior sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e melhor acesso dos cidadãos a tecnologias médicas inovadoras que melhorem a qualidade de vida”.

E acrescenta: “As empresas de dispositivos médicos contribuem para a sustentabilidade do sistema de saúde e desempenham um papel crucial para a economia do país através dos mais de 7000 postos de trabalho, da elevada qualificação dos seus recursos humanos e da capacidade exportadora, que no caso desta indústria, atinge  400 milhões de euros”.

No que se refere à caracterização do mercado nacional, tendo em conta a amostra de empresas analisadas, verifica-se que 53% da faturação das empresas é direcionada às entidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS), 30% aos hospitais e clínicas privadas, 14% ao retalho, sendo que os restantes segmentos apresentam uma representatividade residual.

A análise da repartição do volume de negócio das empresas por áreas de atuação do produto, revela diferentes segmentos com base no seu desempenho e potencial:

  • A área de cardiologia destaca-se com uma das que apresenta as maiores taxas de crescimento e a maior quota de mercado, na média de 2022 a 2024, assim como o maior volume de vendas em 2024. Também as áreas de ortopedia, dispositivos auditivos e oftalmologia integram o grupo das que apresentam taxas de crescimento mais elevadas e quotas de mercado bastante relevantes.
  • Os Dispositivos Médicos para diagnóstico in vitro apresentam a segunda maior quota de mercado na média dos últimos 3 anos e o segundo maior volume de vendas em 2024, registando, no entanto, uma taxa de crescimento negativa entre 2022 e 2024, decorrente do período pós-pandemia.
  • A Imagiologia e a cirurgia geral e plástica encontram-se num patamar intermédio em que as suas quotas de mercado são ainda moderadas, mas o seu rápido crescimento pode potenciar a sua maior representatividade no mercado.

Relativamente aos recursos humanos, o setor das TM tem vindo a aumentar o número de empregos criados, apresenta uma força de trabalho mais jovem, com níveis de qualificação significativamente superiores à média nacional e com menor antiguidade nas empresas, refletindo uma dinâmica de renovação e elevada especialização.

No que se refere à criação de valor, o estudo demonstra que o sistema de saúde em Portugal tem beneficiado de forma progressiva do investimento em tecnologias médicas, que têm impulsionado o desenvolvimento de modelos de cuidados mais proativos, eficientes e promotores de maior autonomia e bem-estar dos doentes. aplicáveis nos diferentes níveis de cuidados de saúde, no setor público, privado e social.

O exemplo incluído no estudo, é o contributo das Tecnologias Médicas para o aumento das cirurgias de ambulatório, nas quais o doente é admitido, intervencionado e recebe alta no próprio dia, sem necessidade de internamento, permitindo assim uma recuperação mais rápida que antecipa o regresso ao trabalho. O estudo estima que o total dos benefícios associados aos dias de internamento evitados entre 2014 e 2023 se situe na ordem dos 469,3 milhões de euros e que os benefícios associados às perdas de produtividade evitadas entre 2014 e 2023 se situe nos 55,5 milhões de euros.

A Europa assume um papel estratégico no setor das TM, posicionando-se como o segundo maior mercado mundial. Os cinco países mais representativos são a Alemanha, a França, a Itália, o Reino Unido e a Espanha, representando cerca de dois terços do mercado europeu.

Com um valor de 2.200 M€ o mercado das TM em Portugal apresenta características similares ao mercado europeu no que se refere à estrutura e tipologia de operadores económicos. Na sua grande maioria o mercado é constituído por PMEs (Pequenas e Médias Empresas), embora em Portugal, estas empresas apresentem uma dimensão média inferior. Em termos de despesa per capita em TM, o valor registado em Portugal é ainda significativamente inferior ao valor da média europeia.

As perspetivas de evolução para os próximos anos apontam para a manutenção do crescimento, a um ritmo médio anual próximo de 5%, estimando-se que o valor do mercado mundial possa alcançar em 2028 cerca de 750.000 M€.

 

Opinião
O microbioma humano corresponde ao conjunto de microrganismos que vivem no nosso corpo — intestino,

 

O microbioma intestinal é um ecossistema complexo, composto por milhares de milhões de bactérias, leveduras e outros microrganismos que vivem em equilíbrio com o hospedeiro. Este equilíbrio é essencial para a saúde global do organismo.
 

 

Funções da microbiota intestinal

  • Produção de vitaminas e aminoácidos essenciais;
  • Biotransformação de ácidos biliares;
  • Fermentação de fibras em ácidos gordos de cadeia curta (AGCC), como o butirato, que nutrem as células do epitélio intestinal;
  • Proteção contra bactérias patogénicas, através da competição por nutrientes, produção de substâncias antimicrobianas e ocupação de nichos ecológicos.

 

Como se forma o microbioma

A colonização intestinal inicia-se logo após o nascimento, sendo influenciada pelo tipo de parto (vaginal ou cesariana), pela alimentação (leite materno ou fórmula), pela convivência familiar e pelo ambiente.
Nos primeiros anos de vida, o microbioma molda-se e adquire características que tendem a manter-se na idade adulta.

Ao contrário do genoma humano, que é estável, o microbioma é dinâmico e pode modificar-se ao longo da vida. Fatores como dieta, uso de medicamentos (sobretudo antibióticos), stress, qualidade do sono e estilo de vida têm impacto direto na sua composição.
 

Disbiose: quando o equilíbrio se perde

O termo disbiose descreve o desequilíbrio do microbioma intestinal. Esta condição tem sido associada não apenas a doenças do aparelho digestivo — como síndrome do intestino irritável ou doença inflamatória intestinal — mas também a doenças sistémicas, como obesidade, diabetes tipo 2, doenças autoimunes e atópicas.

O tratamento da disbiose deve ser individualizado, considerando a história clínica, os fatores de risco e os resultados de exames, e deve envolver uma equipa multidisciplinar que inclua gastroenterologia e nutrição.
 

Probióticos: uma ferramenta complementar no equilíbrio intestinal

Os probióticos são microrganismos vivos — geralmente bactérias ou leveduras — que, quando administrados em quantidades adequadas, podem trazer benefícios à saúde intestinal.

O seu efeito benéfico resulta de diferentes mecanismos:

  • Competição com microrganismos potencialmente nocivos;
  • Estimulação e modulação da imunidade intestinal;
  • Reforço da barreira epitelial, ajudando a manter as junções celulares intactas;
  • Produção de metabolitos como os AGCC, que nutrem e regulam o ambiente intestinal.

Em que situações podem ser úteis?

  • Diarreia associada a antibióticos, reduzindo a sua incidência e duração;
  • Síndrome do intestino irritável, em que algumas estirpes ajudam a aliviar sintomas como dor ou distensão abdominal;
  • Apoio à recuperação do microbioma após perturbações (ex.: antibióticos), embora os resultados variem de pessoa para pessoa.

Limitações e cuidados a ter

  • Os efeitos dependem da estirpe específica, da dose e do tempo de administração — não se podem generalizar a todos os probióticos.
  • Em pessoas com imunossupressão ou doença crítica, o uso deve ser cauteloso.
  • Os suplementos comerciais podem apresentar variação entre o rótulo e o conteúdo real.
  • Os benefícios tendem a desaparecer quando se interrompe o uso.

Recomendações práticas

A utilização de probióticos pode ser considerada em situações clínicas bem definidas, sempre sob aconselhamento médico.
É fundamental escolher produtos que indiquem claramente a estirpe e a dose (em unidades formadoras de colónias, CFU).

Além disso, os probióticos devem ser vistos como complemento — nunca substituto — de medidas fundamentais para a saúde do microbioma: uma alimentação rica em fibras e variada, uso criterioso de antibióticos, sono de qualidade, atividade física regular e redução do stress.
 

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Opinião
Celebra-se hoje o Dia Mundial do Sorriso.

Para o médico dentista Pedro Ferreira Lopes, CEO da Prime Dental Clinic, um sorriso bonito e saudável é sinal de um bem-estar. Dentes bem cuidados, gengivas saudáveis e uma boca livre de dores ou infeções fazem toda a diferença, não só na aparência, mas também na prevenção de problemas mais sérios que podem afetar o organismo. Sorrir tem inúmeros benefícios:

-  Reduz o stress e a ansiedade: Sorrir liberta endorfinas, serotonina e dopamina, neurotransmissores ligados à sensação de bem-estar.

- Fortalece o sistema imunitário: O sorriso ajuda a reduzir os níveis de cortisol (hormona do stress), contribuindo para uma melhor resposta imunológica.

- Melhora o humor: Sorrir pode “enganar” o cérebro e melhorar temporariamente o estado de espírito.

- Aproxima as pessoas: Um sorriso é uma linguagem universal de acolhimento e simpatia.

- Aumenta a empatia e a confiança:  Pessoas que sorriem são geralmente vistas como mais confiáveis, acessíveis e amigáveis.

 - Facilita a comunicação: Um sorriso quebra barreiras e suaviza conversas difíceis ou tensas.

 

No Dia Mundial do Sorriso e em todos os dias lembre-se que sorrir é também um ato de bem-estar, empatia e humanidade.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Sensibilização para o Cancro da Mama
O Ispa – Instituto Universitário associa-se este mês à Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) e à iniciativa internacional...

Ao longo do mês de outubro, a LPCC, em linha com diversas entidades nacionais e internacionais, promove ações de consciencialização para o cancro da mama, com o objetivo de informar a população, incentivar o diagnóstico precoce e apoiar a investigação científica, essencial para salvar vidas.

O cancro da mama é o tipo de cancro mais comum entre mulheres a nível mundial. Em Portugal, são detetados anualmente cerca de 9.000 novos casos e aproximadamente 2.000 mulheres perdem a vida devido a esta doença. Face aos baixos níveis de literacia em saúde, continua a ser crucial capacitar a população para escolhas responsáveis e informadas sobre a sua saúde.

Para o Ispa, a adesão ao Outubro Rosa reflete o compromisso institucional com esta missão.

 “Ao juntarmo-nos à iniciativa Outubro Rosa, reafirmamos o papel do Ispa enquanto instituição comprometida com a promoção da saúde e da literacia em saúde. Iluminar a nossa fachada é um gesto simbólico, mas é também um convite à reflexão e à responsabilidade coletiva na prevenção do cancro da mama”, sublinha Miguel Roque Dias, responsável pela Comunicação do Ispa.

Com esta ação, o Ispa pretende reforçar a importância da prevenção, da informação e da mobilização da sociedade civil no combate ao cancro da mama, lembrando que a deteção precoce continua a ser uma das formas mais eficazes de salvar vidas.

 

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