Opinião
Mommy Makeover é uma expressão americana utilizada para descrever o conjunto de procedimentos estéti

Focado nas áreas mais afetadas pelas mudanças da gravidez (peito e abdómen), este conjunto de procedimentos é personalizado para responder às necessidades específicas de cada paciente. O objetivo é recuperar a firmeza e a aparência pré-gravidez.

Durante a gravidez, o corpo da mulher passa por diversas transformações.  As mamas aumentam de volume respondendo ao estímulo hormonal e há uma significativa distensão da pele e dos ligamentos que sustentam a glândula mamária. Após o período de amamentação, há um processo de involução resultando em mamas descaídas, mais pequenas e geralmente flácidas.

Também o abdómen sofre significativas alterações pela distensão marcada da parede abdominal, devido ao aumento de volume do útero. A pele e a musculatura são distendidas, levando ao aparecimento de estrias, flacidez e diástase com alteração do contorno corporal.

Além disso, a distribuição da gordura pode ser alterada, com áreas “novas” de gordura localizada resistente a dieta e exercício. Habitualmente as alterações hormonais da gravidez e do pós-parto resultam num aumento da celulite nas coxas e glúteos.

Essas transformações físicas têm um impacto emocional significativo, afetando a autoestima e autoconfiança das mulheres.

O Mommy Makeover é um caminho para recuperar não apenas o contorno  corporal, mas sobretudo a autoestima, ajudando as mulheres e mães a sentirem-se mais confiantes com o seu corpo.

Tratando-se de um procedimento combinado que exigirá algumas semanas de recuperação (entre 4 a 6 semanas), existem vários aspetos que deverão ser considerados antes avançar para o Mommy Makeover. Um dos aspectos mais importantes será o timing e a gestão da logística com o bebé.  

Habitualmente o corpo da mulher estabiliza 1 ano após o parto. A amamentação deverá ter terminado 3 meses antes do procedimento.

 

Por se tratar de 2 ou 3 cirurgias combinadas, é de grande importância a escolha de cirurgião credenciado, membro da Sociedade Portuguesa de Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética e que tenha experiência neste tipo de procedimento.

Os procedimentos mais frequentemente combinados são a mamoplastia, a abdominoplastia e a lipoescultura.

 

Mamoplastia

Após o processo de involução dos tecidos que se segue à amamentação, as mamas geralmente apresentam-se descaídas e flácidas.

Em geral, existem 4 técnicas distintas, que são:

-  mamoplastia de aumento com a colocação de próteses para melhorar o volume e firmeza dos tecidos mamários.

-  lipofilling  com colocação de gordura da própria paciente, colhida em áreas com gordura localizada

- mastopexia ou lifting de mama, que é a cirurgia que reposiciona os tecidos mamários e permite “subir” a mama. A mastopexia pode ser combinada com a colocação de prótese se o volume mamário for muito reduzido.

- mamoplastia de redução em que é removido tecido mamário, promovendo assim um volume proporcional e adequado ao biótipo da paciente.

 

Lipoescultura/Lipolaser

Tendo em vista que o aumento de peso e de gordura localizada é muito comum após a gravidez, a definição corporal está geralmente comprometida.  

Assim, a lipoescultura é uma técnica recomendada para garantir uma maior harmonia do contorno corporal.

A principal vantagem deste procedimento é a possibilidade de remoção de gordura em diferentes áreas (flancos, costas, coxas, glúteos, abdómen e braços) sem necessidade de cicatrizes.

Trata-se da cirurgia com maior evolução técnica e tecnológica dos últimos anos, pelo que actualmente o estado da arte é a lipoescultura de alta definição em que se evidenciam as curvas e a musculatura das pacientes, através da remoção selectiva de gordura.

No abdómen, caso a flacidez não seja muito marcada, a lipoescultura combinada com dispositivos laser pode ser a solução para recuperar a forma pré gravidez.

Nas coxas e glúteos, este tipo de procedimento permite trabalhar a flacidez e a celulite, removendo o excesso de gordura. Para isso, é usada uma técnica com fibras óticas de laser muito finas e uma tecnologia de plasma frio.

A gordura removida através desta técnica pode ser usada para aumento mamário aumento de glúteos e rejuvenescimento do rosto. 

 

Abdominoplastia

Caso a flacidez do abdómen seja muito marcada e exista excesso de pele, estrias  e/ou afastamento dos músculos abdominais (diástase), a lipoescultura não está indicada de forma isolada.  Nestes casos, a abdominoplastia é a cirurgia de eleição.

Trata-se de uma cirurgia muito completa que corrige a diástase, remove a pele e a gordura em excesso, assim como as estrias. Habitualmente é combinada com a lipoescultura para definição da cintura, designando-se lipoabdominoplastia.

O afastamento dos músculos da parede abdominal deve-se ao crescimento uterino. Após o parto esse afastamento determina uma configuração globosa do abdómen, mesmo que o abdómen apresente pouca gordura.  

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
Em pessoas com diabetes, a cicatrização de feridas é lenta e complexa, o que favorece o aparecimento de úlceras difíceis de...

“O objetivo do estudo foi investigar se bloquear dois microARN – o miR-146a-5p e o miR-29a-3p, que são pequenas moléculas que regulam a expressão genética e que descobrimos estarem aumentadas na pele de pessoas com diabetes – poderia melhorar a cicatrização destas feridas”, explicam os investigadores do grupo Obesidade, Diabetes e Complicações do Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC (CNC-UC) e do Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia (CiBB), Ermelindo Leal e Eugénia Carvalho.

Segundo os cientistas, os resultados publicados na revista científica Diabetologia “abrem novas possibilidades para o desenvolvimento de terapias inovadoras que atuem diretamente sobre o miR-146a-5p e o miR-29a-3p, com potencial para modular processos-chave envolvidos na cicatrização de feridas, como a inflamação, o stress oxidativo, a formação de novos vasos sanguíneos e a remodelação da matriz extracelular”.

Para alcançar estes resultados, os investigadores testaram o efeito da inibição dos microARN através de moléculas desenhadas para o efeito, tanto em células humanas como em ratinhos com diabetes tipo 1. Posteriormente, foram analisadas as consequências ao nível da inflamação, formação de novos vasos sanguíneos e remodelação tecidular. Nos testes com ratinhos, a abordagem terapêutica reduziu o tamanho das feridas de forma significativa em dez dias, com alterações que levaram a uma pele mais resistente e estruturalmente mais organizada.

Ao identificar os dois microARN como alvos terapêuticos promissores, o trabalho cria bases para futuras abordagens personalizadas e mais eficazes no tratamento de feridas crónicas, especialmente em pessoas com diabetes. “Estes futuros alvos de terapia molecular podem ter o potencial de melhorar significativamente as feridas e a recuperação de doentes, podendo reduzir o tempo de internamento hospitalar, diminuir o risco de amputações e, assim, aliviar o peso económico e social associado”, avançam os investigadores da UC. Podem, igualmente, “potenciar estratégias semelhantes aplicadas a outras patologias marcadas por cicatrização deficiente ou inflamação crónica”, acrescentam.

“Este estudo tem grande relevância social, especialmente num contexto global em que a diabetes é uma doença que afeta milhões de pessoas – causando dor, infeções recorrentes, hospitalizações frequentes e até amputações – e apresenta uma tendência de crescimento contínuo”, sublinham Ermelindo Leal e Eugénia Carvalho.

Além da Universidade de Roskilde, o estudo contou com participação de cientistas de outras instituições dinamarquesas, a Universidade da Dinamarca do Sul e a Universidade de Aalborg. Na equipa do CNC-UC participou também Marija Petkovic. O estudo foi apoiado por várias entidades: Fundação Europeia para o Estudo da Diabetes; Academia Dinamarquesa de Diabetes e Endocrinologia; National Institute on Aging (Estados Unidos da América); e Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

O artigo científico Improved wound healing by dual inhibition of miR-146a-5p and miR-29a-3p supports a network action of dysregulated miRNAs in diabetic skin (Melhoria na cicatrização de feridas pela dupla inibição de miR-146a-5p e miR-29a-3p, em português) está disponível em https://doi.org/10.1007/s00125-025-06522-3.

 

SPAVC organiza
No próximo dia 26 de outubro, a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC) volta a organizar a Caminhada...

A iniciativa, enquadrada nas comemorações do Dia Mundial do AVC, celebrado anualmente a 29 de outubro, tem como objetivo sensibilizar a população para os fatores de risco modificáveis do AVC, promover hábitos de vida saudáveis e aumentar o conhecimento sobre os sinais de alerta e medidas preventivas. À semelhança do ano passado, a caminhada realiza-se de forma síncrona à escala nacional, envolvendo Câmaras Municipais, Unidades de AVC e outras instituições de saúde de várias regiões do país (e arquipélagos), criando um movimento coletivo de consciencialização e mobilização da comunidade.

“Na primeira edição conseguimos envolver cerca de 30 localidades e mais de 3.000 participantes, entre famílias, profissionais de saúde e cidadãos, em torno da prevenção do AVC”, recorda a Dr.ª Cristina Duque, Embaixadora Nacional da SPAVC para o Dia Mundial do AVC. A caminhada “repete-se devido ao sucesso alcançado no ano passado e à importância deste tipo de iniciativas conjuntas”, acrescenta. A neurologista da ULS Matosinhos destaca também a importância do envolvimento das comunidades locais, das Unidades de AVC e das autarquias referindo que “só assim é possível garantir um maior alcance das mensagens de prevenção, promover hábitos de vida saudáveis e assegurar respostas rápidas quando o AVC acontece.”

A caminhada tem um foco especial na promoção da atividade física, considerada uma das estratégias mais eficazes na prevenção do AVC.

A atividade física regular de intensidade moderada a intensa, com uma média de 25 minutos por dia ou 3 horas por semana, pode reduzir o risco de AVC em cerca de 40%. Já o sedentarismo, definido como passar mais de 13 horas por dia sentado e sem atividade física, aumenta o risco de AVC em aproximadamente 44%.

A Dr.ª Cristina Duque deixa um apelo à participação e uma mensagem final. “O AVC continua a ser a principal causa de morte e incapacidade em Portugal, mas não é inevitável. Podemos preveni-lo através de escolhas de vida saudáveis e do reconhecimento atempado de sinais, fundamental para um desfecho favorável. Nunca esquecer os 3 F’s – fala, face e força – como sinais de alerta para um AVC.”

Todas as informações sobre a 2.ª da Caminhada Nacional “Pare o AVC, Junte-se a Nós”, bem como o formulário de inscrições online encontram-se disponíveis em: https://shorturl.at/nXiEc

 

Dia Mundial da Coluna | 16 de outubro
No âmbito do Dia Mundial da Coluna, assinalado a 16 de outubro, a campanha “Olhe pelas suas costas” reforça a importância da...

Em Portugal, cerca de um milhão de pessoas sofre de dor nas costas, o que a torna a segunda principal razão de ida às urgências hospitalares. Estas dores podem ocorrer em várias regiões da coluna e variar em intensidade e frequência, sendo a lombalgia a mais frequente, embora também sejam comuns a cervicalgia e a dorsalgia.

Segundo Rui Duarte, médico ortopedista e coordenador da campanha, “a prática regular de exercício físico, o controlo do peso e a luta contra o sedentarismo são cuidados fundamentais para preservar a saúde da coluna, reduzir as dores e, muitas vezes, evitar a cirurgia. No entanto, quando a cirurgia é necessária, é essencial que o doente esteja devidamente informado e não se deixe guiar por mitos que não correspondem à realidade.”

E acrescenta: “Apesar dos avanços científicos e tecnológicos das últimas duas décadas, continua a existir a perceção de que a cirurgia da coluna representa um risco elevado para a mobilidade. Na realidade, hoje é possível realizar intervenções minimamente invasivas, com tempos de recuperação muito mais curtos e com um risco extremamente reduzido de complicações graves. Em muitos casos, os doentes têm alta hospitalar nas primeiras 24 horas, o que demonstra a segurança e eficácia das técnicas atualmente utilizadas.”

Saiba mais sobre a campanha “Olhe pelas suas costas” através do seguinte link: https://olhepelassuascostas.pt/

 

Opinião
A Societal Impact of Pain (SIP) é uma plataforma europeia, gerida pela European Federation of Pain (

Os objetivos destinaram-se a promover a consciencialização para a problemática da dor e da vida destes cidadãos e influenciar a mudança de políticas de saúde adequadas, baseadas em quatro eixos fundamentais sob a forma de declaração:

  1. Dor como indicador de qualidade: desenvolver instrumentos para avaliar o impacto social da dor;
  2. Educação sobre a dor: priorizar a educação sobre a dor para profissionais de saúde, doentes, legisladores e público em geral;
  3. Dor no emprego: facilitar políticas que abordem o impacto da dor no emprego e mudanças sustentáveis para reintegração laboral;
  4. Investigação sobre a dor: aumentar o investimento na investigação sobre o impacto social da dor.

Foi criado um modelo descentralizado que levou à criação de plataformas nacionais, 13 em 2025, de modo a melhorar a adaptação das políticas nacionais e promover a troca de experiências em realidade muito diferentes.

A SIP Portugal (SIP PT) é parte integrante da SIP Europa (SIP EU) e teve o seu início em 2018, numa parceria entre a Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) e 11 associações de doentes. Assim, é constituída por profissionais de saúde e associações de doentes que trabalham em conjunto para diminuir o impacto social da dor em Portugal, trazendo para o mesmo campo ciência e sociedade.

As atividades, divulgadas no website, constam da elaboração e tradução de documentos, participação em reuniões e debates, campanhas nacionais, organização de palestras nacionais, programas de sensibilização de partidos políticos, decisores, organizações de profissionais e governamentais da área da saúde, trabalho e sociais, divulgação de datas comemorativas, presença em congressos e reuniões, literacia para doentes e sociedade em geral. As mensagens aos decisores são:

  • Adotar normas baseadas em evidências, a fim de melhorar as intervenções precoces, prevenir situações mais graves e reduzir custos a longo prazo;
  • Garantir a organização de equipas multidisciplinares e o acesso precoce à reabilitação biopsicossocial para pessoas em risco de dor crónica;
  • Promover a colaboração intersectorial entre os sistemas de saúde, trabalho, saúde mental, educação e proteção social;
  • Reforçar cuidados de saúde primários para o diagnóstico, coordenação e acompanhamento adequados e a articulação com as estruturas mais diferenciadas – atualização do Programa Nacional;
  • Apoiar políticas de emprego inclusivas e adaptações no local de trabalho que promovam o regresso ao trabalho e a manutenção do emprego, evitando as baixas prolongadas, o presenteísmo e as reformas antecipadas – redução significativa dos gastos com a saúde;
  • Promover programas estruturados de exercício físico e educação em ambientes clínicos e no local de trabalho para reduzir o risco e a recorrência da dor crónica;
  • Implementar campanhas de saúde pública para melhorar a educação para a saúde relacionada com a dor entre profissionais, doentes e o público.

A SIP PT, à semelhança de outros países tem priorizado a implementação da codificação da “Dor Crónica como Doença”, proposta pela primeira vez na 11ª revisão da Classificação Internacional de Doenças da OMS (ICD 11), de modo a responder às prioridades da SIP EU e às necessidades identificadas pela SIP PT.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Opinião
Há debates que nascem com um propósito nobre e acabam por se perder no excesso de zelo.

Vivemos um tempo curioso: o da alimentação transformada em ideologia. O que antes era apenas uma escolha pessoal — comer carne, peixe ou vegetais — tornou-se, para alguns, uma causa militante. Surgiu uma espécie de “guerra santa alimentar”, onde cada garfada parece ter uma bandeira associada. Os veganistas mais fervorosos acreditam estar a salvar o planeta, enquanto olham de lado quem continua a comer carne. Do outro lado, cresce o cansaço de quem vê esta cruzada como moralismo travestido de virtude ecológica.

Mas o corpo humano não obedece a modas. Somos, biologicamente, omnívoros. Precisamos tanto de nutrientes de origem vegetal como animal. A ciência é clara quanto a isso: existem vitaminas e minerais — como a B12, o ferro heme, o zinco ou os ácidos gordos ómega-3 — que se encontram quase exclusivamente em alimentos de origem animal. Ignorar este facto pode ter consequências sérias. Conheço casos reais de pessoas hospitalizadas por défice de vitamina B12, depois de meses de uma dieta exclusivamente vegetal. A ideologia não substitui a biologia.

E é precisamente por isso que a discussão sobre a linguagem soa tão absurda. O consumidor moderno não é ingénuo. Ninguém acredita que um “hambúrguer vegan” contenha carne. O termo “vegan” já é suficientemente claro e transparente. O que se propõe agora é uma burocratização do senso comum — transformar o menu de um restaurante num exercício de semântica. Devemos então dizer “porção de ervilha prensada em forma circular”? “Disco proteico vegetal”? A própria ideia é risível.

Mais do que uma questão de rótulos, o que está em causa é o direito de comunicar com clareza e naturalidade. A língua evolui com a sociedade; é viva, molda-se ao uso. Quando o poder político tenta congelá-la por decreto, perde-se o essencial: a liberdade de expressão e o respeito pela inteligência de quem consome.

No fundo, esta polémica é um sintoma de um tempo em que se confunde virtude com correção formal. Ser ecológico, saudável ou consciente não depende das palavras que usamos, mas das escolhas que fazemos — e, sobretudo, da moderação que aplicamos nelas. Nem só de carne vive o homem, mas também não é de rótulos que se faz uma alimentação equilibrada.

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Nota: 
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Formar para cuidar com competência e humanismo
Os Cuidados Paliativos Pediátricos exigem profissionais com competências técnicas e humanas altament

A prestação de Cuidados Paliativos Pediátricos representa uma das expressões mais exigentes e humanamente significativas da prática em saúde. Exige dos profissionais um conhecimento científico atualizado, uma escuta sensível e uma ética centrada na dignidade da criança e da família. Cuidar de uma criança em sofrimento é um ato clínico, mas também um compromisso social e moral.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, os cuidados paliativos pediátricos consistem em cuidados ativos e integrais prestados a crianças com doenças crónicas ou limitantes da vida, desde o diagnóstico até ao fim de vida, incluindo o apoio ao luto familiar. Esta abordagem multidimensional requer profissionais capazes de integrar conhecimentos médicos, psicológicos, sociais e espirituais e de articular intervenções farmacológicas e não farmacológicas. Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) tem vindo a reconhecer a importância desta área, nomeadamente através do Plano Estratégico para o Desenvolvimento dos Cuidados Paliativos. Este documento destaca a formação dos profissionais como eixo estratégico essencial, sublinhando que a qualidade dos cuidados depende da competência das equipas e da sua capacidade de comunicação, empatia e tomada de decisão partilhada.

No plano internacional, a International Children’s Palliative Care Network (ICPCN) e o Conselho da Europa reiteram que o acesso a cuidados paliativos pediátricos é um direito das crianças e uma obrigação dos Estados. A European Association for Palliative Care (EAPC) define domínios formativos fundamentais: gestão da dor e sintomas, comunicação, apoio à família, tomada de decisão ética e trabalho em equipa interdisciplinar. A evidência científica reforça a importância da formação especializada. Estudos recentes demonstram que profissionais com formação estruturada em cuidados paliativos pediátricos conseguem avaliar e tratar melhor a dor, reduzir o sofrimento emocional e aumentar a satisfação das famílias. Inversamente, a ausência de formação correlaciona-se com maior insegurança terapêutica, medo do uso de opioides e dificuldades em lidar com a dimensão emocional do cuidar.

O livro Cuidados Paliativos Pediátricos: Perspetivas Multidisciplinares constitui, neste contexto, um recurso de referência. A obra organiza, de forma acessível e rigorosa, os principais princípios clínicos e éticos dos cuidados paliativos pediátricos: desde a gestão farmacológica da dor e a utilização racional de analgésicos até às abordagens psicológicas, comunicacionais e familiares. Reúne contributos de especialistas nacionais, promovendo uma visão integrada que se alinha com as recomendações da OMS e da DGS. Mais do que um manual técnico, este livro é um guia de prática e de reflexão, que incentiva à humanização do cuidado através da competência.

Apesar dos progressos, persistem desafios significativos. Nem todos os hospitais dispõem de equipas de cuidados paliativos pediátricos estruturadas e a formação em paliativos pediátricos continua pouco sistematizada nos currículos de base das profissões de saúde. A integração de módulos obrigatórios de cuidados paliativos pediátricos em cursos de medicina, enfermagem, psicologia, serviço social e farmácia, bem como a oferta de pós-graduações e estágios supervisionados, são medidas fundamentais para construir uma cultura de cuidado paliativo sustentável.

Além da formação técnica, é imperativo cuidar de quem cuida. A prática em cuidados paliativos pediátricos confronta os profissionais com sofrimento profundo e decisões complexas. Programas de supervisão clínica, debriefing emocional e autocuidado são indispensáveis à preservação da saúde mental das equipas. Investir na formação é, portanto, fazê-lo também na sua resiliência e bem-estar. Neste Dia Mundial dos Cuidados Paliativos Pediátricos, reafirma-se que o conhecimento promove uma formação e reflexão crítica e ética nos Cuidados Paliativos Pediátricos, garantindo que cada criança e família recebem cuidados competentes, compassivos e baseados na evidência. 

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Opinião
No dia 13 de outubro assinala-se o Dia Mundial da Trombose, uma iniciativa internacional que visa al

Apesar de representar um problema de saúde pública de grande dimensão, continua a ser subdiagnosticado e, muitas vezes, negligenciado na sua prevenção.

A apresentação clínica pode variar desde formas assintomáticas até quadros graves, com risco de morte súbita. A inespecificidade dos sintomas, em particular na embolia pulmonar, contribui para o atraso diagnóstico.

 

O TEV resulta da interação de diversos elementos descritos na clássica “tríade de Virchow”: estase venosa, lesão endotelial e hipercoagulabilidade. Entre os fatores mais relevantes destacam-se:

  • Cirurgia e traumatismos major.
  • Internamento prolongado e imobilização.
  • Cancro ativo e terapêutica oncológica.
  • Gravidez e puerpério.
  • Idade avançada, obesidade, tabagismo e sedentarismo.
  • Trombofilias hereditárias ou adquiridas.

 

A coexistência de múltiplos fatores potencia significativamente o risco. Na sua maioria, os episódios de TEV podem ser evitados através de estratégias preventivas adequadas.

  • Em meio hospitalar, a avaliação do risco trombótico deve ser sistemática, permitindo identificar doentes candidatos a profilaxia farmacológica (anticoagulantes em dose preventiva) ou mecânica (meias elásticas, dispositivos de compressão).
  • A mobilização precoce e a hidratação adequada são medidas universais de baixo custo e elevada eficácia.
  • Em ambulatório, a sensibilização para o estilo de vida ativo e a cessação tabágica são fundamentais.

 

O objetivo do tratamento é evitar a progressão do trombo, prevenir a recorrência e reduzir a mortalidade.

  • A anticoagulação constitui a base da terapêutica, com escolha do fármaco e duração ajustados ao risco individual.
  • Em casos selecionados, como EP de alto risco, podem ser necessários métodos de reperfusão (trombólise, embolectomia cirúrgica ou intervencionista).

 

Mesmo após a fase aguda, o TEV pode originar complicações de impacto significativo:

  • Síndrome pós-trombótico, caracterizado por edema persistente, dor crónica e alterações cutâneas.
  • Hipertensão pulmonar tromboembólica crónica, sequela rara, mas grave da embolia pulmonar.

 

O seguimento clínico regular é crucial para identificar precocemente estas situações e otimizar a terapêutica anticoagulante.

Lembramos que o TEV é uma condição frequente, potencialmente fatal e largamente prevenível. A consciencialização, a aplicação criteriosa de medidas de profilaxia e o reconhecimento precoce dos sinais de alerta são passos determinantes para reduzir a sua carga global.

No Dia Mundial da Trombose e no combate à trombose venosa, a informação e a prevenção são nossas maiores aliadas.

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Opinião
O Dia Mundial das Doenças Reumáticas, assinalado a 12 de outubro, é um momento privilegiado para ref

Este dia convida-nos a olhar com atenção para um grupo de doenças que afeta milhões de pessoas em todo o mundo — e Portugal não é exceção. Estima-se que 56 % da população portuguesa possa ter uma doença reumática, responsáveis, na maioria dos casos, por incapacidade física prolongada, perda de autonomia, elevado impacto psicológico e consequente absentismo laboral ou reformas antecipadas.

As doenças reumáticas podem surgir em qualquer idade e incluem um vasto conjunto de entidades clínicas, muitas de natureza autoimune, como o lúpus eritematoso sistémico, a síndrome de Sjögren, a artrite idiopática juvenil, a esclerose sistémica, a doença de Behçet e as vasculites. Com expressão clínica heterogénea e frequentemente insidiosa — dores articulares persistentes, febre, fadiga intensa, alterações cutâneas ou problemas nos rins, pulmões ou coração — estas patologias colocam desafios diagnósticos e terapêuticos significativos, exigindo acompanhamento multidisciplinar e uma abordagem verdadeiramente holística.

O médico internista tem um papel fundamental na identificação precoce e no seguimento destas doenças. A capacidade de integrar sinais e sintomas multissistémicos é essencial para reconhecer padrões clínicos sugestivos e encaminhar atempadamente para investigação especializada. O seguimento regular permite avaliar a evolução da doença, monitorizar complicações e gerir comorbilidades, incluindo o risco cardiovascular acrescido, a osteoporose induzida por corticoterapia e as infeções associadas à imunossupressão.

Apesar dos desafios, a medicina tem feito grandes progressos. Os avanços terapêuticos das últimas décadas — dos fármacos biológicos às terapias alvo dirigidas a vias específicas da resposta imunitária — transformaram o prognóstico de muitos doentes, permitindo controlar melhor a doença e oferecer uma qualidade de vida muito superior à de décadas passadas. Ainda assim, a deteção precoce continua a ser essencial para evitar complicações e preservar a saúde a longo prazo.

Cuidar da saúde começa pelo conhecimento. Ao dar visibilidade a estas doenças, abrimos caminho para diagnósticos mais rápidos, tratamentos mais eficazes e, sobretudo, para uma melhor qualidade de vida de todos os que enfrentam diariamente o desafio de uma doença reumática. Persistem, contudo, importantes metas: definir estratégias terapêuticas personalizadas, gerir complicações e comorbilidades cumulativas, garantir acesso equitativo às terapias inovadoras e integrar medidas não farmacológicas — como exercício físico, nutrição adequada, apoio psicológico e estratégias de autocuidado — cuja importância é cada vez mais sustentada pela evidência científica.

Este dia é mais do que um marco simbólico: é uma oportunidade para reforçar a sensibilização pública, o diagnóstico precoce, a investigação clínica e a colaboração entre especialidades. É também um apelo à consciência coletiva, através do reconhecimento de sinais de alerta, da procura atempada de ajuda médica e da criação de meios que apoiem os doentes para que mantenham uma vida ativa e plena. Informar, esclarecer e desmistificar são passos essenciais para que cada pessoa, doente ou não, possa agir a tempo e participar ativamente na própria saúde.

Enquanto médicos — e em particular como internistas — temos a responsabilidade de ser facilitadores desta ponte entre ciência, prática clínica e qualidade de vida. O desafio é claro: continuar a construir caminhos para o futuro, centrando os cuidados de saúde no doente, sustentados no conhecimento científico e na colaboração multidisciplinar.

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Uma lição de neurobiologia no Dia Mundial da Saúde Mental
O estigma não é uma doença mas podia ser.

As doenças mentais não são contagiosas. Esta é uma ideia antiga, digna de ficar no século em que nasceu.
Não se “apanha” depressão no metro nem se “contrai” ansiedade por falta de cuidado. Se fosse assim tão simples, andaríamos todos de máscara ou capacete.
Mas o estigma, esse sim, espalha-se com uma velocidade exemplar — quase sem exceção, cheio de boas intenções e disfarçado de “toda a gente sabe que sim”. Cola-se às palavras, aos gestos e às expressões de quem nos rodeia. E nós, ficamos com dúvidas – será que é mesmo assim?

O estigma nasce do medo e o medo nasce da ignorância.
No cérebro de quem estigmatiza, o “diferente” é automaticamente lido como uma ameaça.
A amígdala dispara, o sistema de alarme acende as luzinhas todas e o córtex pré-frontal, responsável por avaliar e compreender o outro, desliga – pelo menos parcialmente.
É o mesmo mecanismo que usamos há milhares de anos para distinguir o “meu grupo” do “dos outros”. Só que aqui, o resultado não é a nossa proteção (proteção de quê?) — é a exclusão.
Para evitar o desconforto de olhar de frente a dor do outro, o cérebro desliga a empatia. Deixa de ver uma pessoa e passa a ver um rótulo.
E cada vez que o faz, o sistema de recompensa dá um pequeno impulso de dopamina — uma satisfação que nos chega por “pertencer ao grupo certo”.
E assim, o preconceito encontra a receita ideal: uma balança e sensação de pertença mal calibradas.

Mas há uma ironia cruel: o estigma protege quem o exerce à custa de quem está do outro lado. O cérebro de quem sofre estigma aprende a esperar a rejeição.
A amígdala permanece em alerta, o eixo do stress fica mais ativo que nunca e esta vulnerabilidade transforma-se em isolamento.

Não se fala. Não se pede ajuda. Finge-se — e finge-se mais um pouco. Até parecer que está tudo bem, porque “ninguém quer ser o doente mental da sala”.

E, no entanto, a doença mental não é contagiosa. O que se contagia é o desconforto que ela provoca.

Crescemos a acreditar que o mundo deve ser funcional, limpo e feliz. E as redes sociais inundam-nos de imagens desta vida cor-de-rosa. Seguimos o perfil de cinco alguéns que chegam a todo o lado – a mulher de sucesso, esposa perfeita, casa arrumada, grandes festas e filhos adoráveis.  Os homens não choram e as mulheres não exageram. E quem é forte – esta máxima sabemos de cor - supera tudo sozinho. Quando alguém quebra esta nossa narrativa, expõe tudo aquilo que preferimos ignorar — e isso é assustador.

Multiplicam-se frases como “tens é de ocupar a cabeça” ou “o que fazia mesmo bem era ir fazer desporto e comer melhor” – tudo isso passava logo – ou nas perguntas disfarçadas de preocupação: “Ainda tomas medicação? Achei que estavas melhor. Se tivesse no teu lugar parava logo”. Mas a recuperação não é linear — quase nunca é — e isso enche o “culpado” e o “preguiçoso” de uma enorme frustração e culpa. Como se a saúde mental tivesse prazo de validade.

O estigma é o lugar-comum. Nunca é meu - são os outros que acham isso. Li algures. Mas é precisamente esta distância que o mantém vivo.
Ele está dentro de casa, nas conversas entre amigos, nas empresas. Em todo o lado vulnerabilidade e sucesso continuam a estar obrigatoriamente divorciados. 

Mas a boa notícia que vos trago é que também o cérebro pode reaprender.

Quando não temos receio de procurar informação e deixamos o medo dar lugar à curiosidade, o sistema límbico acalma, o cortisol baixa e a amígdala desliga o alarme. E, nesse instante, algo muda — não só em nós, mas no outro que deixa de ter de fugir da palavra “louco” e pode ter o espaço para pedir ajuda.

Porque, no fim de tudo, esta é mesmo uma lição de neurobiologia: o antídoto do estigma não é o silêncio. É esta tal curiosidade, o diálogo e a coragem de querermos saber mais — sobretudo quando vemos alguém que não está tão bem.

 

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Dia Mundial da Saúde Mental | 10 de outubro
A propósito do Dia Mundial da Saúde Mental, que se celebra no dia 10 de outubro, a Associação Protectora dos Diabéticos de...

“O burnout na diabetes, reconhecido desde 1983, vai muito além do stress diário e pode ter consequências graves para o controlo metabólico e a saúde mental dos doentes. É um processo que resulta num estado de exaustão provocado pelo stress crónico da gestão terapêutica. Os seus sinais traduzem-se numa negligência com as rotinas de autocuidado, sentimentos de impotência e uma atitude pessimista sobre a própria doença. Estudos revelam que esta condição está associada a valores mais elevados de hemoglobina glicada (HbA1c), o que, por si só, aumenta a probabilidade de futuras complicações”, revela Carlos Siopa, médico interno do Serviço de Psiquiatria do Hospital de Santa Maria e colaborador da APDP.

"É importante distinguir o stress relacionado com a diabetes e o burnout", acrescenta Carlos Siopa. "O burnout é um estado mais profundo e inclui um distanciamento apático que afasta o autocuidado, tão necessário ao controlo metabólico."

O burnout é uma condição complexa, e os fatores de risco que contribuem para o seu desenvolvimento são variados. A sobrecarga de tarefas, que se manifesta na necessidade de controlar constantemente os níveis de glicose e ajustar o tratamento, é um dos principais elementos. A esta soma-se a frustração gerada pela ausência de resultados imediatos, especialmente quando a melhoria no controlo da doença não é rapidamente percetível. O confronto com o facto de a diabetes ser crónica, ou seja, a perceção de que se trata de uma doença sem cura, pode levar a sentimentos de desespero. Além disso, a pressão para atingir a perfeição, com a procura constante por valores glicémicos ideais, pode causar uma ansiedade excessiva, contribuindo também para o esgotamento.

Superar o burnout exige uma abordagem realista e individualizada. Estabelecer metas alcançáveis para valorizar pequenas conquistas, recorrer a tecnologias de monitorização contínua da glicose para reduzir a sensação de distanciamento e, essencialmente, procurar apoio emocional, são algumas das estratégias que podem ajudar a superar esta doença.

No Dia Mundial da Saúde Mental, é importante reforçar que a promoção do bem-estar emocional deve ser parte integrante do tratamento da diabetes, garantindo um equilíbrio saudável entre a gestão da doença e o bem-estar geral.

“Não atire a dor para trás das costas”
A campanha “Olhe pelas suas Costas” está a promover um podcast dedicado à saúde da coluna vertebral, com o objetivo de...

Segundo Rui Duarte, médico ortopedista e coordenador da Campanha “Olhe pelas suas Costas”, “a dor nas costas é uma das principais causas de incapacidade em todo o mundo. Estima-se que 8 em cada 10 pessoas, cerca de 80% da população, vão sofrer deste problema em algum momento da sua vida. Em Portugal, é uma das principais razões de absentismo laboral e de procura de cuidados médicos, e merece ser discutida de forma clara e acessível. É esse o nosso objetivo com este podcast.”

O podcast conta com a participação de diversos médicos especialistas em patologia da coluna vertebral. Cada episódio, com duração aproximada de 10 a 15 minutos, aborda desde as causas mais comuns de dor lombar até problemas mais específicos, como hérnias discais, fraturas da coluna e escoliose. Serão também explicados sinais de alerta, opções de tratamento e estratégias de prevenção, incluindo exercício físico, postura correta e hábitos de vida saudáveis.

Os episódios estão disponíveis na Apple Podcasts e Spotify.

 

Amigas do Peito conclui Programa “Humanizar a Saúde”
A Associação Amigas do Peito conclui no próximo dia 15 de outubro, no Hospital de Santa Maria, o Programa “Humanizar a Saúde”,...

Desenvolvido com o apoio da Gilead Sciences no âmbito do The Oncology Grant, o programa teve como objetivos principais sensibilizar para a importância de uma saúde centrada nas pessoas e preparar voluntários para colaborarem com profissionais de saúde, contribuindo para um atendimento mais próximo, digno e humano.

Os voluntários assumem um papel essencial na humanização dos serviços de saúde. A sua presença traz apoio emocional e prático que vai além dos cuidados médicos, melhorando a experiência dos utentes e famílias. Ao mesmo tempo, contribuem para um melhor clima organizacional, aumentando a satisfação e o bem-estar das equipas de saúde.

“Com o Programa Humanizar a Saúde, quisemos reafirmar que cuidar é muito mais do que tratar, é também escutar, estar presente e acolher com empatia. O voluntariado é uma ponte essencial entre o hospital e o coração de quem precisa, tornando os cuidados mais próximos, humanos e solidários, refere a Dra. Emília Vieira, Presidente da Direção da Amigas do Peito. “Este projeto reflete o nosso compromisso em promover uma saúde centrada nas pessoas e em valorizar o papel de todos os que contribuem para um sistema de saúde mais humano”, conclui.

Para assinalar a conclusão do Programa “Humanizar a Saúde”, realiza-se no dia 15 de outubro, a partir das 9h00 no Hospital de Santa Maria, o evento “O Voluntariado de Acompanhamento no Tratamento Oncológico”, que reunirá profissionais de saúde, associações, entidades parceiras e grupos de voluntários. Programa em anexo.

Este evento decorre em outubro, mês dedicado à sensibilização do Cancro da Mama. O acompanhamento por voluntários a mulheres com cancro da mama é uma das linhas de atuação prioritárias da Associação Amigas do Peito que vê na sua formação e preparação uma importante marca da qualidade dos serviços que disponibiliza diariamente a estas mulheres muitas vezes sem qualquer rede de apoio.

A reunião será um momento de reflexão, partilha e valorização do voluntariado na saúde, em particular no acompanhamento oncológico, reforçando o papel central da colaboração entre voluntários e equipas de saúde no apoio integral ao doente.

 

Ansiedade, burnout, ataques de pânico ou depressão
A saúde mental continua a destacar-se como um dos maiores desafios dos portugueses, revela a segunda edição do Estudo Nacional...

Por altura de mais um Dia Mundial da Saúde Mental (10 de outubro), o Estudo Nacional de Saúde - Estado de Saúde Geral da População Portuguesa revela que 34,6% dos portugueses entre os 18 e os 64 anos sofreram, nos últimos 12 meses, sintomas do foro mental, como ansiedade, burnout, ataques de pânico, depressão ou outros. Tal como registado na edição de 2023, volta a observar-se uma incidência acima da média global nos jovens adultos: 49,8% entre os 18 e os 24 anos, e 41,7% entre os 25 e os 34 anos.

Em linha com estes resultados, este estudo conclui ainda que quase um terço da população (29,7%) admitiu ter sentido necessidade de recorrer a um profissional de saúde mental no último ano. Esta percentagem sobe para 42,1% na faixa etária dos 18 aos 24 anos, para 36,9% entre os 25 e os 34 anos, e para 37,7% se considerarmos apenas as respostas dos indivíduos do género feminino. Apesar desta necessidade sentida por cerca de 30% dos indivíduos, apenas 17,1% acabaram por ter uma consulta de especialidade em saúde mental.

Também quase 30% dos portugueses (29,3%) afirmam não se sentir à vontade para falar sobre saúde mental com familiares ou amigos, valor superior ao registado em 2023 (25,4%). A análise por faixas etárias mostra, no entanto, que os jovens dos 18 aos 24 anos revelam hoje maior abertura para discutir o tema, em contraciclo com os restantes grupos etários.

Entre aqueles que sentiram necessidade de recorrer a um profissional de saúde mental no último ano, verifica-se igualmente uma quebra na abertura para abordar o assunto com familiares ou amigos – de 62% em 2023 para 53,5% em 2025 –, indiciando que o estigma permanece mais forte entre quem mais precisa de ajuda.

Numa análise geracional, é possível observar que os jovens dos 18 aos 24 anos são o grupo mais afetado, com quase metade dos inquiridos a reportar sintomas de ansiedade, burnout ou depressão e mais de 40% a admitir necessidade de apoio especializado.

O estudo mostra que 41,7% das mulheres reportaram sintomas de ansiedade, burnout e depressão, entre outros, face a 27% dos homens. Consequentemente, acabam por ser as mulheres quem mais sente necessidade de procurar ajuda e recebe esse acompanhamento.

Também cerca de 60% da população portuguesa considera que a saúde mental não é devidamente valorizada na empresa ou instituição onde trabalha, uma perceção particularmente evidente na faixa etária dos 45 aos 54 anos e entre aqueles que sentiram necessidade de procurar ajuda profissional ou tiveram sintomas.

"A saúde mental é uma dimensão crítica do bem-estar e da produtividade. Quando seis em cada dez portugueses sentem que não é valorizada no trabalho, estamos perante um desafio também económico e social. O estudo evidencia essa realidade e mostra a importância de respostas acessíveis, incluindo soluções digitais que aproximam o apoio dos cidadãos”, sublinha Filipe Freitas Pinto, Diretor Médico da Knok Healthcare.

O Estudo Nacional de Saúde - Estado de Saúde Geral da População Portuguesa, é baseado numa amostra representativa da população portuguesa e permite cruzar resultados por género, região, idade e classe social, não só na saúde mental, mas também em dimensões como o sono, o stress, a utilização de serviços de saúde e comportamentos digitais na área da saúde, incluindo o uso da inteligência artificial.

Tendo em conta a dimensão e profundidade do Estudo desenvolvido pela Marktest para a Medicare, uma reconhecida fonte sólida e comparável sobre o estado da saúde em Portugal, as conclusões e resultados sobre estes indicadores serão divulgadas nos próximos meses.

 

Arranca o MedStart CNIFG 2025
A Associação dos Jovens Médicos de Portugal (AJOMED) organiza, nos dias 9 e 10 de outubro, em Aveiro, a 14.ª edição do...

O evento decorre sob o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República, contando ainda com o reconhecimento e apoio institucional do XXV Governo Constitucional.

O CNIFG 2025 reunirá jovens médicos de todo o país num espaço de crescimento profissional, reflexão e partilha de conhecimento, com foco no futuro da profissão médica e na qualidade do sistema de saúde português. O programa inclui oradores de referência nacional, workshops práticos, sessões científicas, painéis sobre políticas de saúde e momentos de debate interprofissional.

“O CNIFG é um espaço de afirmação da nova geração de médicos e um contributo essencial para a construção de um sistema de saúde mais humano, inovador e sustentável. Para a AJOMED, este congresso representa também a força e o dinamismo dos jovens médicos portugueses e a sua vontade de contribuir para um futuro melhor na saúde”, referem Cristiano Marques e Filipa Aragão, coordenadores gerais do evento.

“Sendo um congresso de médicos para médicos no início de carreira, pretende promover o crescimento profissional, auxiliando a construção da identidade profissional dos jovens médicos e reforçando as competências necessárias ao bom exercício de uma medicina humana, centrada no doente e atenta à inovação e aos avanços científicos e tecnológicos”, acrescentam.

Desde a sua primeira edição, o CNIFG tem sido um marco no percurso formativo dos médicos portugueses, promovendo a aproximação entre os diferentes níveis de formação, a investigação clínica e a política de saúde, e assumindo-se como um símbolo de identidade e coesão profissional entre os jovens médicos.

 

Opinião
O Dia Mundial da Visão é uma iniciativa da OMS, que, desde 1998, visa sensibilizar em cada país, as

A nível das entidades de saúde, os cuidados de saúde primários podem incentivar os rastreios das principais causas de cegueira ou perda de qualidade de vida por deficit visual, mas as pessoas devem também ser sensibilizadas e motivadas para a prevenção, em termos de incrementação de ferramentas adequadas para a educação para a saúde.

O rastreio da retinopatia diabética nas unidades de saúde local / Centros de Saúde é o melhor exemplo de prevenção por diagnóstico precoce, neste caso da primeira causa de cegueira evitável na chamada idade ativa, e globalmente uma das três maiores causas de cegueira em Portugal.

Outra das principais causas de cegueira é o glaucoma - um projeto de rastreio apoiado em fotografia digital analisada por um sistema baseado em IA e deep learning poderá ser implementado brevemente como projeto piloto, num Hospital de Lisboa.

Rastreios de miopia – cuja incidência tem vindo a aumentar nos jovens – e despiste de estrabismo estão integrados na avaliação efetuada na Saúde Infantil e Saúde Escolar.

Num futuro próximo, a introdução da IA nos métodos de rastreio poderá aumentar a capacidade de despiste e ajudar na deteção precoce dos problemas que afetam a saúde da Visão.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dia Mundial da Visão // 9 Outubro
A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) assinala o Dia Mundial da Visão, a 9 de outubro, com o lançamento de uma campanha...
As ações prolongam-se durante uma semana, com destaque para várias patologias oculares, entre as quais: miopia, degenerescência macular da idade (DMI), glaucoma, queratocone, catarata, presbiopia, descolamento da retina e uveíte. O objetivo é
sensibilizar a população para a prevenção e o diagnóstico precoce, fundamentais para evitar complicações e, em muitos casos, a cegueira.
 
A prevenção como prioridade
“A observação regular pelo médico oftalmologista é essencial no diagnóstico atempado de várias patologias, incluindo algumas que podem causar cegueira e que, com diagnóstico precoce, pode muitas vezes ser evitada”, sublinha Pedro Menéres, Presidente da SPO. “A visão é essencial para a qualidade de vida e bem-estar. Observar regularmente os olhos no médico oftalmologista e cuidar da saúde ocular é um investimento em autonomia e saúde a longo prazo.”
 
Doenças mais prevalentes em Portugal
• Miopia, hipermetropia, astigmatismo e Presbiopia – erros refrativos que afetam a nitidez da visão. Quando presentes e não tratados em idade precoce, podem originar - para sempre - ambliopia (“olho preguiçoso”) ou estrabismo.
• Catarata – principal causa de perda de visão reversível em pessoas acima dos 60 anos; felizmente têm tratamento cirúrgico altamente eficaz, devolvendo visão nítida a milhares de pessoas todos os meses em Portugal.
• Glaucoma e DMI – doenças silenciosas que podem causar perda visual irreversível se não forem detetadas ou tratadas atempadamente: Uma afeta primeiro a visão periférica, a outra compromete a visão mais central.
• Retinopatia diabética – complicação da diabetes que afeta os vasos sanguíneos da retina, requer tratamentos e acompanhamento regular para reduzir o risco de cegueira.
 
Desafios da Oftalmologia Portuguesa
O envelhecimento populacional, que aumenta a prevalência de doenças como catarata, glaucoma e degenerescência macular, exige uma organização aprimorada e elevados recursos humanos e materiais.
Simultaneamente precisamos responder a problemas como o descolamento de retina, uma urgência oftalmológica que exige tratamento imediato, ou aos casos que exigem transplante de córnea - onde as evoluções foram fantásticas, nos últimos anos.
Por outro lado, temos o crescimento acelerado da miopia em crianças e jovens: “Assistimos a um aumento significativo da miopia, associado ao estilo de vida moderno – mais tempo em dispositivos eletrónicos e menos atividades ao ar livre. Este é um
desafio que exige medidas de prevenção e acompanhamento regular”, alerta Pedro Menéres.
 
Conselhos da SPO para proteger a visão
• Consultar regularmente o médico oftalmologista, em todas as idades.
• Incentivar as crianças a passar pelo menos 2 horas ao ar livre por dia.
• Reduzir o tempo de ecrã e promover pausas frequentes em atividades de leitura ou dispositivos digitais.
• Estar atento a sinais como visão turva, sombras, dores de cabeça ou dificuldade em ver ao longe.
• Usar sempre proteção adequada contra a radiação UV.
 
A campanha conta com o apoio da Roche e da Associação Nacional de Farmácias.

 

Retinopatia diabética
A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) e a Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD) unem-se num apelo...

As duas entidades reforçam que a observação ocular periódica – em consulta ou através de programas de rastreio populacional – deve ser realizada pelo menos uma vez por ano, mesmo na ausência de sintomas.

“A diabetes bem controlada, com a tensão arterial e o colesterol dentro dos valores recomendados, a par de um estilo de vida saudável, pode reduzir significativamente o risco de desenvolver complicações oculares. Preservar a visão é preservar a autonomia, e fazer o rastreio é um gesto simples com um impacto enorme no futuro das pessoas com diabetes.”, explica João Filipe Raposo, diretor clínico da APDP e presidente da SPD.

A retinopatia diabética resulta de alterações nos vasos sanguíneos da retina causadas por níveis elevados de glicemia. Apesar da sua gravidade, a doença é frequentemente silenciosa até fases avançadas, altura em que a perda de visão pode já ser irreversível. É uma das complicações mais frequentes e graves da diabetes e uma das principais causas de cegueira evitável na população em idade ativa.

“A retinopatia diabética é uma doença que não dá sinais de alerta, o que reforça a importância do rastreio anual, mesmo sem queixas. Só assim conseguimos detetar precocemente e intervir a tempo de evitar a perda de visão”, afirma Paula Leitão, Oftalmologista da APDP e Coordenadora do Grupo de Estudo de Diabetes e Visão da SPD.

Segundo dados da Federação Internacional da Diabetes (2021), mais de uma em cada quatro pessoas com diabetes irá desenvolver lesões oculares ao longo da sua vida, e uma em cada três pode apresentar alterações que ameaçam a visão. Estudos clínicos demonstram ainda que mais de 90% dos casos de perda de visão por esta via são evitáveis através do diagnóstico e tratamento atempados. Para isso, o acompanhamento oftalmológico regular é a única forma eficaz de prevenção. 

Opinião
O sono é um pilar essencial do desenvolvimento físico, cognitivo e emocional das crianças.

Embora muitas vezes se considere o ressonar como algo inofensivo, em idade pediátrica este pode ser um dos sinais de obstrução da via aérea superior, que pode estar a interferir na qualidade do sono das crianças.

Reconhecer precocemente os sinais e procurar avaliação médica é essencial para prevenir consequências a longo prazo, nomeadamente dificuldades de concentração, problemas comportamentais, atraso de crescimento e alterações cardiovasculares.

 

Quais são os Sinais de Alarme?

Durante a noite, os sintomas mais típicos, e que devem alertar os pais e cuidadores, são os seguintes:

●       Ressonar intenso e persistente (mais de 3 noites por semana);

●       Pausas ou paragens respiratórias, observadas pelos pais/cuidadores;

●       Dormir de boca aberta;

●       Babar-se muito durante a noite;

●       Assumir posições pouco típicas durante o sono (por exemplo, com o pescoço esticado, em hiperextensão);

●       Sono agitado, com despertares frequentes;

●       Suores nocturnos;

●       Por vezes, enurese (fazer xixi na cama);

Estas manifestações indicam esforço respiratório aumentado durante o sono, na tentativa da criança conseguir ultrapassar uma zona de obstrução da via aérea superior e permitir a passagem do ar.

Durante o dia, as consequências da má qualidade do sono, apresentam características distintas:

●       Nas crianças, ao contrário do que acontece nos adultos - em que a apneia do sono se manifesta sobretudo por sonolência excessiva diurna - podem surgir sintomas paradoxais de hiperatividade e agitação durante o dia;

●       Dificuldades de atenção, memória e rendimento escolar;

●       Alterações comportamentais, tais como irritabilidade;

●       Respiração oral persistente ou preferencial;

●       Discurso hiponasal (voz nasalada);

●       Cefaleias matinais (dores de cabeça ao acordar);

●       Em casos mais prolongados, pode observar-se atraso de crescimento, consequência da fragmentação do sono e da alteração da produção da hormona de crescimento, que ocorre predominantemente durante o sono profundo.

 

Como deve ser feito o diagnóstico?

O diagnóstico da roncopatia e da apneia do sono em idade pediátrica começa sempre com uma avaliação clínica cuidadosa por um médico otorrinolaringologista ou especialista em medicina do sono pediátrico.

A colheita de uma história clínica detalhada é fundamental para caracterizar os sintomas e avaliar a gravidade do quadro. O exame objetivo realizado durante a consulta permite observar o tamanho das amígdalas e adenóides, a anatomia da cavidade nasal e o padrão respiratório.

Em alguns casos, recorre-se à nasofibroscopia, um exame rápido e bem tolerado que permite visualizar as vias respiratórias superiores e identificar o grau de obstrução.

A polissonografia - estudo do sono - não é necessária em todos os casos de SAOS pediátrico, nomeadamente quando os achados clínicos e objetivos são concordantes. No entanto, está indicada quando existe discrepância entre a clínica e o exame físico, na presença de fatores de risco (como malformações craniofaciais, doenças neuromusculares, entre outros) ou em caso de persistência de sintomas após a adenoamigdalectomia. Trata-se de um exame de referência para avaliação do sono, registando parâmetros como o fluxo respiratório, os movimentos torácicos, a oxigenação e a arquitetura do sono, confirmando a presença e a gravidade das apneias.

Em situações específicas, podem ainda ser pedidos exames complementares de imagem ou realizada uma avaliação multidisciplinar, envolvendo pediatria, pneumologia e ortodontia.

 

Que opções de tratamento existem?

As opções de tratamento dependem da causa e da gravidade da obstrução.

Nos casos ligeiros, pode optar-se por uma tratamento médico, que habitualmente inclui tratamento anti-inflamatório nasal (com corticosteróides tópicos) e montelucaste. Esta terapêutica é particularmente útil quando existe rinite alérgica associada. O controlo do peso, quando há excesso ponderal, e a correção de hábitos que interferem com o sono - como a exposição ao fumo do tabaco ou horários irregulares - são igualmente importantes.

Nos casos em que a obstrução é mais grave ou não há resposta ao tratamento médico, o tratamento cirúrgico é a opção seguinte. Dado que o aumento das adenóides e das amígdalas é a principal causa de SAOS pediátrica, a adenoamigdalectomia (remoção dessas estruturas) é o tratamento cirúrgico de primeira linha. Esta intervenção, segura e eficaz, permite uma melhoria significativa da respiração, do sono e do comportamento da criança.

Em casos específicos - habitualmente em crianças mais crescidas - podem ser necessárias outras cirurgias complementares, como a correção do desvio do septo nasal ou intervenções sobre o palato, com o objetivo de otimizar a via aérea superior.

Quando persistem sintomas após a cirurgia, é essencial uma reavaliação multidisciplinar e, ocasionalmente, pode ser necessário o recurso a ventilação não invasiva (CPAP) durante o sono.

 

Conclusão

O ressonar numa criança não deve ser ignorado. Pode ser o primeiro sinal de uma patologia com impacto significativo no crescimento e desenvolvimento global.
A avaliação precoce por um especialista em ORL permite identificar a causa, confirmar o diagnóstico e instituir o tratamento mais adequado, devolvendo à criança um sono reparador e saudável.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Europa
O Dia Mundial da Visão, celebrado a 9 de outubro, é um momento dedicado à sensibilização para a importância da saúde ocular e...

Um estudo1 do grupo mostra que os portugueses se distinguem pelo consumo exigente e pela valorização da qualidade na escolha dos óculos graduados, informações que ganham ainda mais relevância durante este mês dedicado à visão.

Em relação ao perfil de consumo, os portugueses revelam estar atentos às novidades e abertos a investir em soluções diferentes, valorizando qualidade, inovação e experiências completas. Ao mesmo tempo, há uma parcela significativa de clientes fiéis e satisfeitos, embora ligeiramente menor do que em outros países, e também muitos consumidores mais pragmáticos, que procuram produtos funcionais e acessíveis, alinhando-se com tendências observadas noutros mercados.

Neste sentido, mais de metade da população (51%) afirma gostar de utilizar óculos, mostrando que existe uma divisão clara entre quem os encara como uma obrigação e quem os vê como um acessório de estilo.

O estudo revela ainda que os portugueses lidam com mais desconfortos visuais do que a média europeia. Em média, cada inquirido reportou 3,8 “pain points” relacionados com os óculos (situações de desconforto reportados com maior frequência), contra 3,2 nos restantes países. Problemas como visão desfocada ao longe após leitura prolongada (84%), dificuldades em focar ao olhar para ecrãs (79%) ou perceção distorcida do tamanho dos objetos (77%) surgem com maior frequência em Portugal, revelando que os desafios associados ao uso de óculos são sentidos de forma mais intensa.

No mês dedicado à visão, a GrandOptical reforça a importância da prevenção e incentiva todos os portugueses a realizarem rastreios regulares de visão, garantindo não só a deteção precoce de alterações oculares, mas também soluções que permitam ver melhor, viver melhor e expressar-se através da sua própria identidade. Para isso, a marca oferece consultas de optometria totalmente gratuitas em várias lojas do país.

 

[1] Estudo realizado a 2502 pessoas residentes em Portugal com problemas de visão e que usam óculos por prescrição através de um inquérito online que decorreu entre 24 de janeiro e 5 de fevereiro de 2025.

 

 

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