27 e 28 de janeiro
A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF), em conjunto com a Asociación Española para el Estudio del Hígado (AEEH)...

Em Portugal, o consumo de bebidas alcoólicas ainda é a principal causa de doença hepática. “A nossa preocupação é manter o assunto sempre vivo. Com a junção das duas associações vamos poder usufruir do conhecimento entre os hepatologistas dos dois países ibéricos, uma vez que os nossos povos têm hábitos muito similares e onde a problemática que vamos discutir nos afeta igualmente. Creio que no final todos os participantes deste meeting sairão muito mais enriquecidos em termos de conhecimentos, para poderem aplicá-los no seu dia a dia”, explica José Presa, presidente da APEF.

E acrescenta: “O consumo do álcool impacta largamente a saúde do fígado. Começa pela acumulação de gordura no fígado, que se chama de esteatose hepática, e se mantivermos os consumos, evolui para formas mais avançadas de doença, como hepatite alcoólica, cirrose hepática e por fim o carcinoma hepatocelular. Metade das mortes ocorrem em indivíduos com menos de 65 anos”.

Para mais informações sobre o Joint Meeting APEF-AEEH On Alcohol-Related Liver Disease: https://apef.com.pt/events/joint-meeting-apef-aeeh-on-alcohol-related-liver-disease/

Segundo os dados do relatório do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), de 2020, o consumo de álcool é mais elevado por parte dos homens, com 19,5 litros de puro álcool per capita por ano, do que das mulheres, que consomem 5,6 litros.

O estudo demonstra também que em 2020 foram registados 36.799 internamentos hospitalares, com diagnóstico principal e/ou secundário atribuíveis ao consumo de álcool, envolvendo 27.238 indivíduos em Portugal. Os dados referem ainda que, em 2019, morreram 2.507 pessoas por doenças atribuíveis ao álcool, 27% das quais por doenças atribuíveis a doença alcoólica do fígado.

 

Distinções “Escolha do Consumidor” e “Prémio Cinco Estrelas 2023”
A Lusíadas Saúde volta a ser reconhecida como marca de eleição dos portugueses, com a atribuição das distinções “Escolha do...

Os resultados da 11.ª edição da “Escolha do Consumidor” indicam que a Lusíadas Saúde é reconhecida pelos portugueses como a marca líder na sua categoria, tendo obtido uma pontuação de 84,06%. Este processo de seleção contou com cerca de 220.000 avaliações, em que foram analisadas mais de 1.000 marcas. O sistema de avaliação e classificação tem por base a satisfação e aceitação obtidas junto dos consumidores.

A atribuição do “Prémio Cinco Estrelas 2023” é também feita com base na avaliação dos portugueses, tendo por base um sistema de análise que inclui critérios como a satisfação, recomendação, confiança na marca e inovação. Na categoria “Hospitais Privados”, a Lusíadas Saúde atingiu um índice de satisfação global de 77,7%.

“Estes Prémios são atribuídos por quem efetivamente recorre às nossas unidades de saúde, o que é para nós um grande orgulho e, simultaneamente, um estímulo para continuarmos, todos os dias, a fazer mais e melhor. Sabemos que os clientes estão, especialmente neste setor, cada vez mais informados e exigentes, pelo que estas distinções são um reconhecimento do compromisso assumido pelos nossos profissionais com todos os que nos visitam”, afirma Ester Leotte, diretora de marketing da Lusíadas Saúde.

 

Mafra, Valongo, Ourém, Cantanhede e Paços de Ferreira
A Minisom, uma marca Amplifon, abriu no final do ano passado, 4 novos Centros Auditivos em Portugal, nomeadamente em Mafra,...

A empresa, eleita recentemente Escolha do Consumidor pelo 4º ano consecutivo, finaliza assim 2022 com um investimento de meio milhão de euros em 5 novos centros auditivos estrategicamente localizados para responder às necessidades auditivas específicas da população nestes municípios.

Cada centro tem uma dimensão entre 60 a 90 m2, encontrando-se devidamente equipado com a mais recente tecnologia, no que às necessidades auditivas diz respeito, com salas totalmente insonorizadas. Em todos eles estarão disponíveis audiologistas credenciados que farão os necessários exames, reabilitação auditiva e acompanhamento dos clientes.

“A abertura destes novos centros encontra-se perfeitamente em linha com a nossa estratégia de expansão e crescimento em Portugal. Queremos estar cada vez mais perto dos nossos clientes e oferecer-lhes todas as condições para que mantenham a sua saúde auditiva em dia. Os nossos serviços refletem a qualidade do nosso trabalho, graças a uma equipa dedicada e competente que todos os dias, no terreno, chega a quem tem necessidades auditivas. Queremos chegar ainda mais longe e estar mais perto de todos os nossos clientes e potenciais clientes, reforçando o nosso posicionamento de parceiro de confiança”, comenta Pedro Alvarez, Diretor-Geral da Minisom, em Portugal.

Em todos os Centros Auditivos Minisom é possível realizar exames auditivos gratuitos, marcar consultas com audiologistas credenciados, verificar quais os cuidados ao nível da saúde auditiva, e ter acesso a produtos e serviços exclusivos, inovadores e altamente personalizados, para garantir uma solução e experiência diferenciadoras.

 

Saúde Oral
A doença periodontal é a patologia crónica mais prevalente nos humanos de acordo com os dados da Org

Doença Periodontal: o que é?

“A doença periodontal é uma doença inflamatória de caracter crónico de origem multifatorial que causa alterações ao nível do espaço biológico. O espaço biológico representa a união dentogengival compreendida entre a base do sulco gengival e o ápice da crista óssea alveolar. Neste espaço estão incluídos o epitélio juncional e a inserção do tecido conjuntivo”, começa por explicar o especialista.

A causa mais frequente da doença periodontal é a acumulação da placa bacteriana na superfície das paredes dentárias acompanhada pela higiene oral deficiente e inadequada.

A gengivite e periodontite são as duas principais formas de doença periodontal.

Sintomas:

  • Gengivas edemaciadas, avermelhadas e sensíveis
  • Hemorragia à mastigação, á escovagem e de forma espontânea
  • Mau hálito e alterações no gosto
  • Aumento da coroa clínica devido á migração apical da gengiva marginal
  • Aumento da sensibilidade dentária aos estímulos térmicos, doce e ácido
  • Mobilidade e alterações no alinhamento dentário com influência na oclusão dentária
  • Aumento da profundidade de sondagem, sem a migração do epitélio funcional, provocado pelo edema e a inflamação gengival
  • Formação de bolsas devido à migração apical do epitélio funcional

Fatores de risco:

  • Hábitos alimentares
  • Higiene oral insuficiente e inadequada
  • Hábitos alcoólicos e tabagismo, criam dificuldade e reduzem a margem de sucesso da terapêutica
  • Stress e ansiedade
  • Alterações hormonais durante a puberdade, menopausa, gravidez e mesmo durante o período menstrual das senhoras
  • Medicamentos que produzem alterações no fluxo e composição da saliva
  • Doenças imunossupressoras que reduzem a capacidade de resposta e defesa do sistema imunitário
  • Doenças inflamatórias sistémicas crónicas
  • Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas (exemplo diabetes, deficiência de vitaminas)
  • Fatores genéticos

Tratamento:

“A doença periodontal pode ser tratada no estádio inicial de forma fácil e eficaz com destartarização, curetagem e alisamento radicular. O objetivo é a remoção da placa bacteriana e dos cálculos dentários, criando-se as condições favoráveis para a reparação e regeneração dos tecidos e o aumento da dificuldade e adesão da placa bacteriana à superfície dentária”, explica o dentista.

Nos casos de doença periodontal avançada ou grave “o tratamento inicial da infeção deve iniciar-se com destartarização, curetagem e alisamento radicular, com o objetivo de controlar a progressão da doença, seguindo-se os procedimentos cirúrgicos e terapêutica antibiótica. Recomenda-se a utilização de metronidazol associado à amoxicilina como tratamento sistémico da periodontite, quando existe resistência da flora oral às tetraciclinas”.

Prevenção:

“A higiene oral é fundamental para a manutenção da saúde oral, sendo necessário a escovagem dentária após as refeições, uso do fio e dos escovilhões dentários para a limpeza dos espaços interdentários, raspador de lingual e, por vezes, em alguns casos, o uso regular de um irrigador oral. O uso de colutórios e elixires poderá ser importante para complementar os procedimentos de higiene oral, no entanto, o uso de antibióticos é raro senão mesmo dispensável”, revela o especialista.

 

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
26 de janeiro
O webinar “Primeiros passos para codificar na Saúde” é uma iniciativa da GS1 Portugal, organização neutra, sem fins lucrativos...

Com esta formação, a GS1 Portugal pretende divulgar a importância da identificação de produtos de saúde segundo os Regulamentos em vigor, dando a conhecer as ferramentas de identificação disponíveis e as vantagens do Sistema de Standards GS1 no setor da saúde, nomeadamente a eficiência das operações logísticas e respetiva rastreabilidade.

Assim, além da Introdução ao Sistema de Standards GS1, a sessão assentará em quatro grandes pilares: Requisitos legais para a codificação de produtos de Saúde; Identificação e captação de dados de produtos; Identificação Única em Medicamentos e Dispositivos Médicos e Transformação dos requisitos legais em meios com impacto benéfico no negócio.

Com o intuito de partilhar informação para uma gestão mais eficiente no setor da saúde, esta formação é um estímulo à codificação e rastreabilidade dos produtos. Além disso, serve também para dar a conhecer aos participantes a utilidade dos standards e serviços disponibilizados pela GS1 Portugal a que poderão ter acesso.

Para informação adicional e inscrições nesta formação, por favor aceder ao formulário ou, em alternativa, contactar a GS1 Portugal - [email protected].

 

Projeto “Tryp-to-Brain”
A partir do estudo das necessidades nutricionais de mulheres grávidas, uma equipa da Universidade de Coimbra (UC) está a...

Em concreto, a investigação da Universidade de Coimbra pretende «perceber como é que a disponibilização de triptofano durante a gravidez pode influenciar o aparecimento ou a severidade de sintomas de Transtorno do Espectro Autista, o que irá permitir uma melhor compreensão das relações entre dieta materna, flora intestinal e desenvolvimento cerebral», explica Joana Gonçalves, investigadora do Centro de Imagem Biomédica e Investigação Translacional (CIBIT) do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) da UC e coordenadora do projeto.

O triptofano é um aminoácido fundamental para a produção de serotonina (um neurotransmissor que regula o humor, sono, apetite, ritmo cardíaco, temperatura corporal, sensibilidade e funções cognitivas), sendo apenas adquirido através da alimentação, estando presente em produtos como queijo, salmão, frutos secos e ovos. Pode também ser obtido através da suplementação, que deve consumida apenas sob orientação médica 

Até ao momento, estudos laboratoriais com modelos animais já realizados «mostraram a importância da dieta durante a gestação para o desenvolvimento normal do cérebro. De facto, o triptofano parece ter um papel fundamental no cérebro, sendo, no entanto, ainda desconhecido o seu exato papel durante o desenvolvimento gestacional do cérebro», contextualiza a investigadora. «Tendo conhecimento que o triptofano poderá ser fundamental no desenvolvimento de circuitos neuronais funcionais, este estudo poderá servir como prova de conceito para estudos futuros maiores e ensaios clínicos», explica Joana Gonçalves.

Em estudos científicos anteriores, «as doenças do neurodesenvolvimento, tais como Transtorno do Espectro Autista, têm sido associadas a alterações da flora intestinal que poderão resultar de maus hábitos alimentares, como por exemplo o consumo de dietas com alto teor de gordura. Assim, estes comportamentos alimentares durante a gravidez podem representar janelas de risco adicional para deficiências cognitivas», sublinha a investigadora. Neste sentido, com este projeto a equipa da UC pretende deixar «uma melhor compreensão das relações entre dieta materna e desenvolvimento cerebral, o que poderá contribuir para melhorar o tratamento de condições autistas», destaca Joana Gonçalves. A investigadora refere ainda que o projeto «poderá trazer novos conhecimentos sobre as necessidades nutricionais de mulheres grávidas», sublinhando que, no entanto, «devido à discrepância económica existente na sociedade, nem todas as mulheres grávidas terão ao seu dispor alimentos ricos em triptofano, sendo, por isso, importante perceber se a deficiência de triptofano no organismo poderá causar alterações cerebrais na descendência e no desenvolvimento de doenças do neurodesenvolvimento».

O projeto “Tryp-to-Brain” é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

 

Primeiro hospital público em Lisboa a disponibilizar tecnologia de navegação 3D
Focado em apostar na melhoria da precisão e segurança das cirurgias ao crânio e coluna, o Serviço de Neurocirurgia do Centro...

Esta é uma tecnologia de navegação que permite obter imagens 3D em tempo real e em vários planos. Permite reduzir a exposição à radiação do doente e profissionais, contribuindo também para o aumento da segurança.

Ao permitir a aquisição de imagem clara e precisa durante os procedimentos, enriquece a informação de que o cirurgião dispõe a cada momento da cirurgia. Facultando uma visão maximizada e melhorada da anatomia local, mesmo em casos mais complexos, como de grandes deformidades da coluna vertebral, possibilita maior rigor, rapidez e segurança e aumenta a precisão na colocação de parafusos e implantes. Diminui as complicações tanto relativamente à coluna (primeiros procedimentos ou de revisão) como ao crânio (epilepsia ou doença de Parkinson), culminando na diminuição dos tempos de internamento e custos associados à cirurgia e no aumento da eficiência do hospital no que diz respeito à gestão de recursos.

Através desta aposta, o CHLO é, no sector público, o pioneiro no seu distrito no que diz respeito a esta tecnologia inovadora para o tratamento de doenças da coluna vertebral e do crânio. Contribui, assim, para uma melhoria significativa destes procedimentos neste hospital, dando aos seus doentes uma maior segurança durante a realização dos mesmos.

 

Volumes I e II
A editora LIDEL apresenta os livros “Raciocínio Clínico em Psiquiatria”, volume I – Principais Entidades Psiquiátricas e Volume...

O raciocínio clínico é um processo importante no desempenho da atividade médica em qualquer especialidade, uma vez que permite o diagnóstico correto do paciente, bem como a possibilidade de delinear a estratégia mais adequada para tratar o problema clínico encontrado. Estas obras abordam, de acordo com os sistemas de classificação mais atuais (CID-11), as principais perturbações psiquiátricas e neuropsiquiátricas, recorrendo a uma abordagem teórica, concisa e sistematizada, complementada com uma componente prática baseada em casos clínicos, para ajudar os médicos e futuros profissionais da área a exercerem esta função corretamente.

O volume I, sobre as principais perturbações psiquiátricas, e o volume II, sobre as entidades neuropsiquiátricas e relacionadas, explicam ao leitor as bases do raciocínio e da decisão clínica, dano ênfase à entrevista psiquiátrica e ao exame do estado mental. As obras incluem diversos casos clínicos que complementam as matérias, demonstrando o percurso a desenvolver perante uma hipótese de diagnóstico. O tratamento farmacológico, estabilizadores de humor, antipsicóticos e antidepressivos são também objeto de capítulo próprio.

 Estas obras, com o apoio científico da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e de Saúde Mental (SPPSM), destinam-se aos médicos de Medicina Geral e Familiar e de outras especialidades que pretendam aprofundar o conhecimento na área da Psiquiatria, a internos de Psiquiatria e a outros profissionais de saúde que procurem ferramentas que lhes permitam sistematizar e organizar o raciocínio clínico necessário na abordagem do doente com patologia psiquiátrica.

“No futuro, este manual servirá de modelo para outros manuais, com informação à mão e bem arrumada e condensada, para fundamentar raciocínios e decisões clínicas; e num futuro próximo como aplicação informática”, escreve Rui Durval, Coordenador do Hospital de Dia Eduardo Luís Cortesão; Diretor do Internato Medico e Diretor da Revista de Psiquiatria no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa.

 

 

Frente a frente para esclarecer os médicos portugueses
Rui Nunes, candidato a Bastonário da Ordem dos Médicos (OM), lança o desafio a Carlos Cortes, com quem irá disputar a segunda...

No entender de Rui Nunes, “agora que temos apenas dois candidatos em escrutínio, estão criadas as condições para que se possa debater, detalhadamente, o pensamento e as ideias de cada um dos médicos que pretende liderar os destinos da Ordem nos próximos três anos”. O presidente da APB recorda que, “na primeira volta, com seis candidatos, era impraticável realizar um verdadeiro debate de ideias”.

Recorde-se que a votação para a segunda volta irá decorrer de 7 a 16 de fevereiro. “A realização de um frente a frente já na próxima segunda-feira, a 30 de janeiro, permite esclarecer os médicos portugueses atempadamente e clarificar melhor as propostas de cada um dos candidatos”, frisa Rui Nunes.

O candidato espera também, com este debate, “estimular uma maior participação dos médicos num escrutínio eleitoral fundamental para uma ordem profissional fundamental na sociedade portuguesa”, lembrando que na primeira volta votaram apenas 38,6% dos 61 mil médicos inscritos na OM.

Rui Nunes acredita que o debate irá mesmo realizar-se, pois “o Dr. Carlos Cortes não tem qualquer motivo para não aceitar este repto e ajudar a esclarecer os médicos portugueses sobre as linhas orientadoras de cada candidatura”.

 

Iniciativa surge depois do sucesso do podcast “A Verdade Sobre o Peso” que visa desmistificar a obesidade
Como forma de assinalar o início de um novo ano, a Novo Nordisk lança o e-book “A Verdade sobre o Peso”, para ajudar a...

O ano 2022 foi marcado pelo lançamento do podcast “A Verdade sobre o Peso”, no âmbito da campanha “Mude o Ritmo da Sua Vida”, que contou com um tema original da autoria da cantora Ana Bacalhau: ‘Eu Vou’. A apresentadora de televisão Vanessa Oliveira e a médica de medicina geral e familiar Margarida Santos foram as anfitriãs e receberam, ao longo de vários episódios, diversos convidados que, em conversas informais, foram partilhando testemunhos e experiências, pessoais e profissionais, relativos à luta contra a obesidade. José Carlos Malato, apresentador de televisão; Cátia Goarmon, a chef mais conhecida como “Tia Cátia”; Rui Marques, criador da página nas redes sociais “A Pitada do Pai” e autor de um blog com o mesmo nome; Ágata Roquette, nutricionista; Júlio Machado Vaz, médico psiquiatra e sexólogo; Susana Henriques, personal trainer; Joana Menezes, médica endocrinologista; Carlos Oliveira, presidente da ADEXO e Ana Bacalhau, foram os convidados que deram voz à causa que agora se materializa neste livro em formato digital e disponível a todos.

“A obesidade afeta uma parte importante da população e ainda há quem pense que ter esta doença depende apenas da força de vontade. “A Verdade sobre o Peso” foi um podcast que veio desmistificar várias ideias que perpetuam o estigma e a culpa associados a esta patologia, e consegue fazê-lo de forma leve e descomplicada. O e-book surge agora como um excelente guia para ter sempre à mão.”, afirma a Dra. Margarida Santos.

“Durante este ano tive o privilégio de entrevistar pessoas dos mais variados quadrantes e que, à sua maneira, vêem a obesidade de formas diferentes. Todos juntos, podemos fazer a diferença e ajudar quem vive com obesidade. Neste livro eletrónico podemos encontrar várias respostas às perguntas, por vezes difíceis, que as pessoas têm.”, comenta Vanessa Oliveira.

O e-book “A Verdade sobre o Peso” compila assim nove conversas inspiradoras que pretendem ajudar a compreender melhor a obesidade. O que é a doença? Como viver com ela? Quais as causas? Qual o impacto psicológico, intrapessoal e interpessoal que pode ter? Qual a verdade por detrás de mitos? Que estratégias podem ser seguidas para a gerir? E ainda, qual a importância do acompanhamento médico multidisciplinar são alguns dos tópicos que podem ser lidos.

A obesidade é uma doença complexa e multifatorial despoletada por diversas causas – desde a genética ao estilo de vida. Considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma epidemia, é a segunda maior causa de morte no mundo e o maior desafio global em termos de doenças crónicas. O acompanhamento médico é fundamental para o seu controlo, não tendo de ser um caminho solitário.

Oiça o podcast “A Verdade Sobre o Peso” disponível em www.averdadesobreopeso.com, no Spotify, Youtube, Google Podcasts e Apple Podcasts.

E consulte o e-book disponível aqui.

A convite da OMS no Fórum Económico Mundial
A Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO) participou, a convite da AT Scale, na iniciativa da UNOps sobre...

Mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de deficiência visual ou cegueira evitável porque não lhes são assegurados os cuidados necessários para problemas como miopia, glaucoma ou cataratas.

A solução, a tecnologia assistiva nos cuidados de saúde da visão, providencia técnicas e processos que garantem a assistência e reabilitação da qualidade de vida de pessoas com deficiência, evitando que sofram risco de isolamento ou que se tornem totalmente dependentes da família, comunidade e/ou do governo.

Raúl Sousa, presidente da APLO, considera a presença em Davos um momento de extrema importância, afirmando que “a Associação, apoiada pelos congéneres internacionais, deixou bem patente a necessidade urgente em agir e investir para poupar e promover vidas através de tecnologias e produtos assistivos que garantam cuidados para a saúde da visão atempados, de qualidade e de proximidade. A ATscale estima que por cada dólar investido no fornecimento de produtos assistivos pode esperar-se um retorno de nove dólares”.

“O convite da Organização Mundial de Saúde é um sinal claro de reconhecimento da importância dos optometristas na prestação de cuidados para a saúde da visão, em todo o Mundo”, acrescenta Raúl Sousa.

A ATscale, a Parceria Global para Tecnologia Assistiva, com uma intervenção intersectorial, tem como objetivo desenvolver o trabalho existente e definir estratégias unificadas para fortalecer a disponibilidade e o acesso a tecnologias assistivas acessíveis e apropriadas.

As reuniões decorreram no âmbito da 53ª edição do Fórum Económico Mundial que juntou 2.700 representantes de 130 países em torno do tema: “Cooperação num mundo fragmentado".

 

Saúde e bem-estar
Por vezes, seguir um estilo de vida saudável parece ser complicado.
  1. Evitar as substâncias tóxicas para o corpo

Muitas das substâncias que as pessoas introduzem no corpo são tóxicas, tais como tabaco, álcool e drogas abusivas, que são altamente viciantes e prejudiciais para a saúde.

Os alimentos processados e embalados com alto teor de gorduras saturas também são tóxicos para o corpo.

Quando se trata de ingredientes específicos, os açúcares adicionados, como sacarose e xarope de milho rico em frutose, estão entre os piores e causam estragos no metabolismo quando consumidos em excesso.

Se quer ter uma boa saúde, tente reduzir e eliminar o consumo destas substâncias tóxicas da sua rotina diária.

  1. Exercitar os músculos

Exercitar os músculos é extremamente importante para ter uma ótima saúde. A atividade física não melhora apenas a aparência física, como também ajuda a melhorar o funcionamento do corpo, do cérebro e das hormonas.

Fazer treinos de musculação diminui o açúcar no sangue e os níveis de insulina, melhora o colesterol, reduz os triglicerídeos, aumenta os níveis de testosterona e hormonas de crescimento e melhora o bem-estar.

Para além disso, o exercício pode ajudar a reduzir a depressão e o risco de várias doenças crónicas, como obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardíacas, doença de Alzheimer, entre muitas outras. O exercício pode também ajudá-lo a perder gordura, especialmente se for aliado uma dieta saudável.

  1. Dormir bem

O sono é muito importante para a saúde no geral e vários estudos demonstram que a privação de sono está correlacionada com muitas doenças, incluindo a obesidade e as doenças cardíacas.

Se tem dificuldades em dormir, faça algumas alterações na sua rotina que o ajudem a melhorar o sono, tais como:

  • Não beber café ao final do dia
  • Criar uma rotina de sono
  • Eliminar fontes de luz do quarto
  • Diminuir as luzes da casa algumas horas antes de dormir
  • Consultar um médico, pois pode-se tratar de um distúrbio do sono, como apneia do sono
  1. Evitar o stress

Um estilo de vida saudável envolve uma dieta saudável, um sono de qualidade e a prática de exercício físico regular. No entanto, o estado de espírito também é muito importante.

Excesso de stress pode aumentar os níveis de cortisol e prejudicar o metabolismo. Pode também aumentar os desejos por alimentos menos saudáveis, levando a um aumento da gordura visceral e do risco de várias doenças.

Para reduzir o stress tente fazer exercício e caminhadas ou pratique técnicas de respiração profunda e meditação.

  1. Nutrir o corpo com alimentos reais

A forma mais simples e eficaz de fazer uma dieta saudável é concentrar-se em consumir alimentos reais.

Preferir alimentos integrais e não processados, como frutas, vegetais, sementes e cereais integrais, é muito importante para a saúde.

Se estiver com excesso de peso, obeso ou apresentar sinais de problemas metabólicos, como diabetes ou síndrome metabólica, o corte nas principais fontes de hidratos de carbono pode levar a melhorias drásticas.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Sistema DaVinci XI
A equipa de Cirurgia Torácica do CHULC-Hospital de Santa Marta realizou, no dia 5 de janeiro de 2023, a 30.ª cirurgia robótica ...

As cirurgias, que decorreram no Bloco Operatório do CHULC-Hospital de Curry Cabral, incluíram diferentes tipos de procedimentos para o tratamento do cancro do pulmão (lobectomias e segmentectomias), bem como para o tratamento de outras doenças malignas (timomas) e benignas de outros compartimentos do tórax, e ainda correção de uma hérnia diafragmática, contando 88 anos o doente operado mais idoso.

Como descrito na literatura internacional, esta série demonstra que a RATS permite a realização de forma segura e precisa de múltiplas cirurgias torácicas. A utilização do robô garante, na maioria dos casos, um menor tempo de internamento (em média inferior a 48 horas) com uma melhoria do controlo da dor no pós-operatório imediato.

A equipa tem, atualmente, dois cirurgiões de consola certificados e dois outros clínicos certificados como cirurgiões ajudantes, sendo que o objetivo passa agora pela realização de cirurgias com grau de complexidade progressivamente maior, enquanto mais cirurgiões se tornam autónomos nesta técnica, aumentando assim o número de intervenções realizadas.

Destaca-se, ainda, o apoio de profissionais com muita experiência na área, como Fernando Martelo (Hospital da Luz, Lisboa), Ana Ureña (Hospital Universitari de Bellvitge, Barcelona) e Laura Romero (Hospital Vall d´Hebron, Barcelona), além da participação da equipa de anestesia do CHULC-Hospital de Santa Marta, rotinada na abordagem destes doentes e da equipa de enfermagem do CHULC-Hospital de Curry Cabral, com experiência firmada nas múltiplas áreas da cirurgia robótica.

A evolução tecnológica tem permitido oferecer aos doentes abordagens cada vez menos invasivas para as intervenções cirúrgicas necessárias para a cura, diagnostico e paliação de múltiplas patologias do foro torácico.

 

Diagnóstico é feito em segundos
O Serviço de Oftalmologia do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN) é o primeiro a nível internacional a recorrer...

O Serviço de Oftalmologia do CHULN, dirigido por Walter Rodrigues, conta eliminar a lista de espera nesta área e já estabeleceu um protocolo para alargar este rastreio a centros de saúde da região de Lisboa.

"Com o circuito de exames habitual, só conseguíamos ver oito doentes por dia, num processo que ocupava três ortoptistas, exames que depois ainda tinham de ser analisados por um médico", conta Luís Abegão Pinto, responsável pela Consulta de Glaucoma do CHULN. "Com este novo exame, basta tirar uma fotografia aos olhos e em segundos o programa dá-nos um diagnóstico bastante exato sobre a doença. Isso permite-nos no mínimo duplicar a capacidade de exames diários e ficar apenas com os doentes que realmente precisam de fazer o resto do processo".

O Serviço de Oftalmologia do CHULN estabeleceu já um protocolo com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo para levar este exame inovador aos centros de saúde, num projeto piloto que deve arrancar a 1 de fevereiro. "Conseguimos assim ir ao encontro dos doentes, o que já estava previsto na Estratégia Nacional para a Saúde da Visão mas ainda não tinha sido implementado", destaca Luís Abegão Pinto. Foi, aliás, esse enquadramento legal já existente em Portugal que permitiu que o CHULN fosse pioneiro a nível internacional na utilização da inteligência artificial nesta área.

O glaucoma é uma doença de difícil diagnóstico e a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Estima-se que cerca de 400 mil pessoas sofram desta doença em Portugal, metade delas por diagnosticar.

 

Tratamento da acalásia
O Serviço de Gastrenterologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) realizou recentemente, dia 13 de janeiro,...

A acalásia é uma doença que afeta o aparelho digestivo não permitindo a deglutição dos alimentos o que leva a grande desconforto e redução da qualidade vida dos portadores desta patologia. Esta situação ocorre porque o esófago está afetado e não permite que os alimentos cheguem com facilidade ao estômago.

Com esta técnica, em que, por via endoscópica, se procede à realização da miotomia no esfíncter esofágico inferior, é possível alcançar bons resultados na resolução da sintomatologia disfágica que os doentes portadores desta patologia apresentam.

A introdução da miotomia endoscópica no CHUC para tratamento da acalásia “é, seguramente, um importante progresso na panóplia de serviços de endoscopia avançada a juntar aos que temos disponíveis no Serviço de Gastrenterologia do CHUC”, refere Pedro Narra Figueiredo, Diretor do Serviço.

Pedro Narra Figueiredo dá também nota da mais-valia que esta abordagem representa para o doente, uma vez que “existindo vários tratamentos disponíveis que levavam a um alívio temporário dos sintomas, o tratamento definitivo implicava uma intervenção cirúrgica. Com a introdução desta técnica no nosso hospital, é possível tratar os doentes por via oral sem incisões, evitando a intervenção cirúrgica e reduzindo significativamente o tempo de permanência hospitalar. Esta técnica passa, assim, a estar disponível para o tratamento dos doentes com acalásia não apenas da região centro, mas também de outras zonas do país.”

 

4 e 5 de fevereiro
A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), através do Núcleo de Estudos de Formação em Medicina Interna, vai realizar o...

O curso destina-se a médicos Especialistas e Internos de Formação Específica em Medicina Interna e outras especialidades e tem como objetivo central abordar os princípios básicos dos principais testes estatísticos aplicados às Ciências da Saúde.

Diariamente surgem novos problemas na área da saúde que exigem à investigação clínica conhecimento de técnicas estatísticas para a sua resolução.

Com este curso os formandos vão poder identificar e aplicar corretamente os principais procedimentos de análise descritiva de dados, determinar e aplicar a aplicação em situação real de testes de correlação, testes de comparação de proporções e testes de comparação de grupos, conhecer e aplicar testes T de Student para uma amostra, amostras independentes e amostras emparelhadas & teste ANOVA, conhecer os principais tipos de procedimentos de regressão – linear, logística e Cox e, aplicar em contexto prático a regressão linear simples e múltipla.

Informações em: https://www.spmi.pt/curso-de-estatistica-aplicada-a-investigacao-clinica/

 

 

Dia Mundial do Queijo
Seja como entrada, aperitivo, ou refeição principal, o queijo é um dos alimentos favoritos dos portu

O queijo é um alimento saudável, delicioso e prático. Além do sabor inconfundível, é sabido que o queijo tem várias vantagens e qualidades. Uma boa fonte de energia tanto para o dia-a-dia como para o crescimento, com quantidades apreciáveis de proteínas, o valor cultural, nutricional e afetivo desta iguaria é inegável.

“Presente nas mesas e lanches dos portugueses há décadas, o queijo é um alimento fundamental para uma alimentação cuidada e equilibrada. Rico em vitaminas e nutrientes – desde a vitamina A, Niacina, vitamina B12, cálcio, fósforo e zinco - é um alimento muito completo, perfeito para consumir nas mais variadas situações”, afirma Maria Paes de Vasconcelos, especialista em Nutrição Clínica.

Conheça alguns dos principais benefícios do queijo

  • É o snack ideal: Essencial para manter uma alimentação saudável e equilibrada, os snacks são a solução perfeita para complementar as refeições principais. Prático, delicioso e rico em nutrientes fundamentais, o queijo é o snack perfeito para o dia-a-dia.
  • Ajuda a estimular o cérebro: Devido à sua composição maioritária de cálcio e fósforo, o consumo de queijo colabora para o desenvolvimento do trabalho cerebral, contribuindo para estimular o cérebro.
  • Contribui para uma boa visão: O queijo é rico em vitamina A, fundamental para que a visão se desenvolva adequadamente.
  • Pode substituir o leite: O queijo flamengo equivale a leite, mas 10 vezes mais concentrado. Uma fatia (20g) é igual a um copo de leite (2dl), e naturalmente sem lactose.
  • Fornece muito mais proteína do que gordura: O queijo com redução de gordura fornece muito mais proteína do que gordura. Por exemplo, o Limiano -50% de gordura dá-nos 27% proteína, o Limiano original tem quase tanta proteína quanto gordura (22% para 29%), e é isento de hidratos de carbono.
  • Tem baixo colesterol: O queijo flamengo tem apenas 13mg de colesterol por fatia (20g), sendo o recomendado não passar as 300mg por dia. Um simples ovo tem mais de 200mg - um simples ovo tem 18 vezes mais!
  • Ajuda-nos a pensar melhor: Rico em cálcio, o queijo absorve todas as vantagens deste nutriente: assim, permite que haja transmissão nervosa, para que o cérebro comunique com o resto do organismo, e para que possamos desenvolver pensamentos e sonhos.
  • Pode substituir carne e o peixe: O queijo pode ser usado numa refeição principal, substituindo a proteína tradicional (carne, pescado ou ovos), permitindo criar em poucos minutos pratos variados, saborosos e de fácil digestão.
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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Comunicado
A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), os Sindicatos de Trabalhadores, a comunidade de Saúde Pública e as Associações de...

Em comunicado a SPP, explica que “esta exposição é danosa do ponto de vista da promoção e proteção da saúde, não só devido ao fumo potencialmente presente, mas também porque normaliza e promove o consumo de tabaco e de dispositivos eletrónicos de nicotina”.

Deste modo, a SPP apoia e encoraja “fortemente os proprietários e gerentes dos restaurantes, cafés, bares, discotecas, casinos e salas de jogo de bingo, a proteger a saúde dos seus trabalhadores optando por serem espaços saudáveis e sustentáveis, totalmente livres de fumo de tabaco e de aerossol de dispositivos eletrónicos que se traduzem ainda por inequívocos benefícios económicos”.

E apela aos cidadãos que não frequentem espaços que possam proporcionar a presença de fumo de tabaco ou aerossóis de cigarros eletrónicos ou estimular o consumo de tabaco e/ou nicotina dos seus clientes, sobretudo os jovens, crianças, adolescentes e grávidas, doentes crónicos e idosos; exercendo o “seu direito e dever de cidadania, manifestando o seu desagrado de conviver com tais situações nos espaços que desejariam frequentar como livres de fumo, enquanto clientes ou utentes, denunciando as infrações à lei de proteção ao fumo de tabaco, bastando para o efeito escrever no livro de reclamações ou denunciar a infração à ASAE”.

Este apelo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia surge considerando que, à luz do conhecimento técnico-científico atual, está devidamente comprovado que o fumo ambiental de tabaco é um carcinogéneo do grupo 1 do IARC (comprovadamente cancerígeno para seres humanos). “Mesmo curtos períodos ou baixos níveis de exposição ao fumo passivo resultam em riscos significativos para a saúde, incluindo impacto imediato para o sistema cardiovascular”, revela o documento.

E acrescenta: não há nível seguro de exposição ao fumo de tabaco ou aos aerossóis de cigarros eletrónicos ou de dispositivos de nicotina e nenhum sistema de renovação/extração de ar, ventilação ou compartimentação/separação de espaços é eficaz para eliminar o fumo de tabaco e/ou garantir a qualidade do ar interior. “A ciência é clara que os sistemas de ventilação, as salas de fumo e as área/secções para fumadores não protegem dos perigos para a saúde causados pelo fumo passivo. A única forma conhecida de reduzir os riscos associados ao fumo passivo é com ambientes 100% livres de fumo”, sublinha.

A American Society of Heating, Refrigerating and Air-Conditioning Engineers (ASHRAE), “mantém a posição de que o único meio de evitar os efeitos sobre a saúde e eliminar a exposição ao fumo no interior dos edifícios é proibir toda a atividade fumadora no interior e nas proximidades dos edifícios".

De acordo com a OMS, o tabaco é o principal poluidor dos espaços fechados e a única forma de eliminar a exposição ao fumo de tabaco é não fumar em espaços fechados.

Desde modo a SPP preconiza “a interdição de fumar nos espaços fechados aplica-se a todos os produtos de tabaco/nicotina sem exceção, incluindo tabaco aquecido, shicha, narguilé ou cachimbo de água, e ainda a todos os dispositivos eletrónicos de nicotina ou vapes, uma vez que todos estes produtos produzem emissões poluentes, deterioram a qualidade do ar interior e podem causar dano à saúde humana”.

Relembrando que “a população portuguesa (86% da população geral e 68% dos fumadores) apoia e concorda com espaços públicos fechados totalmente livres de tabaco e sem exceções (Ravara et al, 2012), sendo o cumprimento da regulamentação de fumar nos espaços fechados muito facilitado por uma proibição total (Reis et al, 2014)”.

Os dados mostram que “as populações que mais riscos sofrem com a exposição do fumo de tabaco são as crianças, os adolescentes, as grávidas e os fetos, os idosos e os doentes crónicos (OMS 2009)”

Segundo a SPP, “Portugal é o único país da Europa do Sul que ainda não tem uma política pública clara na sua ação de proteção do fumo de tabaco, apesar de ter ratificado a Convenção-Quadro de Controlo de Tabaco da OMS”.

“As condições previstas na Portaria n.º 154/2022, de 2 de junho, para a criação de salas de fumo em estabelecimentos com mais de 100m2 e 3m de pé direito, não só são reconhecidamente ineficazes a garantir a proteção da exposição ao fumo, como se traduzem por avultadas despesas de manutenção e fiscalização, sendo uma fonte de problemas logísticos e ambientais”, acrescenta afirmando que “a criação de salas de fumo e ventilação é uma estratégia da indústria do tabaco bem conhecida para tentar interferir com ambientes livres de fumo”.

Francisco Figueiredo, dirigente no Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte refere, a propósito da Portaria n.º 154/2022 de 2 de junho que entrou em vigor no dia 1 de janeiro e que estabelece novas regras para fumar em espaços fechados, que “o sindicato sempre foi favorável à proibição total de fumar em espaços fechados e, por conseguinte, entende que a portaria em causa não protege a saúde dos trabalhadores ao prever espaços destinados a fumadores, ainda que imponha condições de instalações e requisitos técnicos rigorosos”.

Para Mónica Pérez Rios, professora de Medicina Preventiva e Saúde Pública na Universidade de Santiago de Compostela e que se dedicou à avaliação da lei espanhola, o efeito das políticas antifumo na proteção da saúde da população “é inquestionável”. “É sabido que a exposição ao fumo em segunda mão está associada a problemas de saúde tanto em crianças (entre as quais o risco de síndrome de morte súbita infantil ou infeções do ouvido) como na população adulta (aumentando o risco de morte por cancro do pulmão ou doenças cardíacas isquémicas).

As mortes causadas pela exposição ao fumo são totalmente evitáveis e, se a população não estivesse exposta ao fumo em segunda mão, não aconteceriam. Por exemplo, em Espanha, esta exposição provoca aproximadamente todos os anos a morte por cancro do pulmão ou doença cardíaca isquémica de 1000 não fumadores.

Mas o impacto que as políticas antifumo têm na população vai para além do potencial risco direto para a saúde. Há que ter em conta que estas políticas conseguem desnormalizar o consumo de tabaco”, conclui a especialista. Quanto ao impacto que podem ter em termos económicos para os espaços, refere que, em Espanha, “avaliações posteriores à entrada da lei demonstraram não existir qualquer consequência a este nível”.

Também no que diz respeito à influência que estas medidas podem ter na norma social, Paulo Correa, coordenador da Comissão Científica de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), refere que “limitar onde os indivíduos podem fumar em determinada comunidade, mais do que qualquer outra política de controle do tabaco, modifica substancialmente as normas sociais de uso do tabaco, sendo que “as políticas livres de fumo são um “três em um”: além de protegerem os não fumadores, promovem a diminuição do consumo de tabaco/nicotina entre consumidores que não estavam a considerar a interrupção do fumo e criam/propiciam uma norma social de não fumar. Se o fumo é permitido livremente, fumar é implicitamente comunicado ao adolescente como sendo um comportamento aceitável para os membros daquela comunidade ou sociedade”.

 

Building The Future 2023 entra em contagem decrescente
Na edição deste ano, com início já na próxima semana, serão apresentadas, novas soluções e perspetivas, com vista à...

O Building The Future, principal evento português de transformação digital, e que conta com o patrocínio principal da Microsoft e organização da imatch, regressa já nos dias 25 e 26 de janeiro para promover a partilha de conhecimento sobre como a tecnologia está a redefinir o progresso humano e a forma como interagirmos com a realidade.

Nesta 5.ª edição, apresentada pela Filomena Cautela, e que será, pela primeira vez, de acesso online gratuito, são esperadas mais de 50 sessões, mais de 100 oradores e mais de 30 horas de conteúdo, desde sessões inspiracionais, sessões técnicas, workshops temáticos e debates, entre outros.

 

Controlar os sintomas
A menopausa (o fim dos ciclos menstruais) pode produzir sintomas como afrontamentos, transpiração no

Afetando a qualidade de vida e a até a produtividade das mulheres no trabalho, os sintomas da menopausa resultam, fundamentalmente, da carência de estrogénios que se manifesta em diversos órgãos e sistemas.

Embora se trate de um processo natural, associado à idade, existem fatores que podem influenciar o aparecimento da menopausa mais precocemente, tais como: o tabagismo, a ausência de gravidezes, a exposição a químicos tóxicos, os antidepressivos ou epilepsia.

A sintomatologia associada à menopausa pode desaparecer por si só, em algumas mulheres, ou são tão sutis que não é necessário qualquer tipo de tratamento. No entanto, para muitas estes trazem um grande impacto nas suas vidas.

Controlar os sintomas

Terapia de reposição hormonal

Para as mulheres com útero, a terapia hormonal tipicamente inclui o estrogénio mais um medicamento com progesterona para diminuir o risco o cancro do endométrio, explica Jewel Kling, diretora da divisão de Saúde da Mulher na Mayo Clinic em Scottsdale, Arizona. De acordo com as diretrizes recentes da North American Menopause Society, “para mulheres com menos de 60 anos ou no período de 10 anos após a última menstruação, o benefício da terapia hormonal supera o risco em mulheres saudáveis com sintomas pós-menopausa”.

“Muitos fatores afetam a decisão de uma mulher de recorre à terapêutica de reposição hormonal. Os fatores comuns a serem considerados incluem idade, saúde subjacente, gravidade dos sintomas, preferências, opções disponíveis para tratamento e, é claro, os custos envolvidos. Uma consideração importante é se os potenciais benefícios superam os potenciais riscos”, esclarece.

Entre os benefícios:

  • Muitos estudos demonstram que a terapia hormonal sistémica (como pílula, adesivo, gel ou spray) ajuda com os afrontamentos, transpiração noturna e sintomas relacionados com a atrofia da mucosa vaginal.  Também há uma forte evidência de que o tratamento a longo prazo com a terapia estrogénica ou terapia estrogénica mais progesterona reduz o risco de fraturas depois da menopausa.

“Juntamente com esses benefícios, ocorre, com frequência, a melhora dos sintomas relacionados à menopausa, inclusive os sintomas mais incómodos, como os distúrbios do sono, problemas de humor e diminuição da satisfação sexual,” afirma a especialista. “Tratar esses sintomas pode levar a uma melhor qualidade de vida.”

Entre os riscos:

  • Com a terapia estrogénica sistémica oral ou com a terapia estrogénica mais progesterona, os riscos incluem a formação de coágulos sanguíneos nas pernas e pulmões e AVC. “O AVC depende da idade na qual a mulher começa a terapia hormonal. Especificamente, os riscos são baixos para mulheres com menos de 60 anos ou no período de 10 anos após a última menstruação,” afirma a médica. “Não parece haver os mesmos riscos associados com os produtos transdérmicos estrogénicos, como adesivos, particularmente quando usamos dosagens mais baixas.”
  • O uso somente de estrogénio por mulheres que têm útero representa um risco de desenvolvimento de cancro uterino. Esse risco pode ser atenuado com a inclusão de progesterona ou um modulador seletivo do recetor de estrogénio, também conhecido como combinação SERM (modulador seletivo de recetor de estrogénio).
  • O risco associado ao cancro de mama também deve ser considerado e aparenta ser ligeiramente superior, particularmente em mulheres com útero que usam estrogénio mais progesterona.

“Entretanto, de um modo geral, os riscos de eventos sérios com a terapia hormonal são raros,” afirma a especialista. “Para as mulheres apenas com sintomas vaginais, uma dosagem baixa de estrogénio pode ser usada. Uma baixa dosagem de estrogénio vaginal não apresenta os mesmos riscos que a terapia sistémica porque o corpo absorve muito pouco.”

A terapia hormonal geralmente não é uma opção para as mulheres com cancro de mama, outros cancros hormonais ou problemas de coágulos sanguíneos. Por outro lado, há mulheres que simplesmente desejam evitar a terapia hormonal.

A escolha da ou das hormonas, a forma de administração e o tempo do tratamento, devem ser determinados pelo médico, de forma individualizada e de acordo com o perfil de cada mulher.

Segundo a especialista da Mayo Clinic há muitas terapias não hormonais, variando desde técnicas para a mente e o corpo até medicação que pode trazer alívio com pouco ou nenhum efeito colateral.

Terapias não hormonais

  • Há algumas evidências que indicam que a perda de peso pode reduzir os afrontamentos e a transpiração noturna.
  • Entre as medicações, a paroxetina em baixa dosagem vem demonstrando ser útil para algumas mulheres com afrontamentos. Em baixas dosagens, ela não aparenta causar ganho de peso ou ter efeitos sexuais adversos.
  • Em alguns casos, antidepressivos podem ser adequados, devendo os seus benefícios e riscos serem analisados pelo médico assistente.
  • A técnicas para a mente e o corpo incluem terapia comportamental cognitiva e hipnose clínica, sendo que ambas as técnicas dependem da orientação de um especialista para que sejam bem-sucedidas. Algumas mulheres encontraram alívio na acupuntura, ioga e meditação.

“Há muitas maneiras de ajudar as mulheres a lidar com o desconforto e a perda da qualidade de vida associados com a menopausa,” afirma Jewel Kling. “As mulheres não precisam passar pela menopausa e ter a sensação de que é o fim do mundo”, sublinha.

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