Estudo liderado por Luís Graça
Um novo estudo liderado por Luís Graça, investigador principal do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes e Professor...

Segundo informação avançada na página oficial da DGS, já em setembro do ano passado uma análise dos mesmo investigadores mostrava que a infeção pelas primeiras subvariantes Omicron de SARS-CoV-2, em circulação em janeiro e fevereiro de 2022, conferia proteção considerável para a subvariante Omicron BA.5 que circula em Portugal desde junho e que continua a ser a variante predominante em muitos países. No entanto, a estabilidade da proteção conferida pela chamada imunidade híbrida, a imunidade conferida pela combinação da vacinação e infeção, não era ainda conhecida.

“Em setembro, tínhamos observado que a infeção pelas primeiras subvariantes Omicron conferia uma proteção para a subvariante BA.5 cerca de quatro vezes superior a pessoas vacinadas que não foram infetadas em nenhuma ocasião, mostrando a importância da imunidade híbrida para a proteção contra novas infeções. Agora mostramos que essa proteção conferida pela vacinação em conjunto com as infeções prévias é estável e mantém-se até pelo menos oito meses após a primeira infeção”, explica Luís Graça, colíder do estudo.

Para o estudo, recentemente publicado na revista científica Lancet Infectious Diseases, os investigadores usaram o registo dos casos de COVID-19 a nível nacional até setembro de 2022, especialmente completo devido à obrigatoriedade legal de registar todos os casos de infeção por SARS-CoV-2 para ter acesso a baixa médica nos dias de isolamento obrigatório. “Usámos o registo nacional de casos de COVID-19 para obter a informação de todos os casos de infeções por SARS-CoV-2 na população com mais de 12 anos residente em Portugal. Os dados da população portuguesa permitem-nos concluir sobre a imunidade híbrida porque a vacinação abrangia já 98% da população estudada no final de 2021. A variante do vírus de cada infeção foi determinada tendo em conta a data da infeção e a variante dominante nessa altura”, explica Manuel Carmo Gomes, colíder do estudo.

Sobre os cálculos efetuados com estes dados, João Malato, primeiro autor do estudo explica: “Com estes dados, calculamos o risco relativo de reinfeção ao longo do tempo em pessoas vacinadas com infeções prévias pelas primeiras subvariantes Omicron de SARS-CoV-2, o que nos permite concluir sobre o nível de proteção contra uma reinfeção. Percebemos que a proteção mantem-se elevada 8 meses após o contacto com o vírus”.

“A proteção conferida pela imunidade híbrida é inicialmente de cerca de 90%, reduzindo-se ao fim de 5 meses para cerca de 70%, e mostrando uma tendência para estabilizar num valor de cerca de 65% ao fim de 8 meses, por comparação com a proteção em pessoas vacinadas e não infetadas. Estes resultados mostram que a imunidade híbrida conferida pela infeção por subvariantes anteriores de SARS-CoV-2 em pessoas vacinadas é bastante estável”, acrescenta Luís Graça sobre a proteção conferida pela imunidade híbrida.

Este estudo mostra que a infeção por subvariantes anteriores do vírus SARS-CoV-2, que causa COVID-19, tem a capacidade de conferir proteção adicional comparando com a proteção conferida pela vacinação apenas e que esta proteção é estável.

Técnica menos invasiva
A Unidade de Tratamento de Hérnias da Parede Abdominal do Serviço de Cirurgia Geral do Hospital Garcia de Orta (HGO) realizou...

A técnica em questão, designada por eTEP (extended totally extraperitoneal), é um procedimento inovador, que permite a reparação da hérnia de forma minimamente invasiva, com menos complicações e menos dor pós-operatória. Esta cirurgia resulta, assim, em menos tempo de internamento e recuperação mais rápida do que a cirurgia aberta clássica ou mesmo a cirurgia laparoscópica convencional.

A hérnia incisional é um tipo de hérnia que surge no local cirúrgico de uma cirurgia prévia no abdómen. Uma cirurgia no abdómen leva a uma violação das estruturas da parede abdominal, tais como músculos e fáscias, o que contribui para um enfraquecimento da mesma. Esta predisposição, associada a um aumento da pressão intra-abdominal, como a obesidade, tabagismo ou outros fatores de risco, como quimioterapia, predispõe ao aparecimento de hérnias com protrusão de conteúdo intra-abdominal, nomeadamente intestino.

O tratamento das hérnias incisionais depende das características da hérnia em particular (dimensão e localização) e dos problemas associados do doente, nomeadamente patologias de base e cirurgias prévias. Pode passar por uma cirurgia aberta, na qual o cirurgião faz uma nova incisão para poder reduzir o conteúdo herniário e encerrar o orifício, ou numa cirurgia por laparoscopia, em que a abordagem intra-abdominal se faz por incisões centimétricas no abdómen, insuflação da cavidade abdominal, manipulação e redução do saco herniário e encerramento do orifício/defeito. Em ambas as abordagens é colocada uma prótese (que consiste numa rede) a cobrir amplamente o defeito encerrado, de modo a promover um fortalecimento dos tecidos e evitar o reaparecimento de novas hérnias.  

Mais recentemente surgiu uma nova abordagem minimamente invasiva, alternativa à laparoscopia convencional, designada por eTEP, em que se evita a entrada na cavidade abdominal. São igualmente feitas pequenas incisões na parede abdominal, com redução da hérnia, encerramento do orifício herniário, e colocação de uma prótese, mas evita-se a manipulação e o contacto da rede com o intestino. Esta via é a que, comprovadamente, permite reduzir substancialmente a dor pós-operatória, o risco de infeções, encurtar o tempo de internamento e acelerar o regresso à vida ativa, com maximização dos resultados a longo prazo, nomeadamente redução do risco de recorrência da hérnia ou de complicações relacionadas com a rede. 

A primeira cirurgia vídeo-endoscópica a uma hérnia incisional no HGO foi efetuada com sucesso técnico e sem intercorrências, com uma redução substancial da dor pós-operatória e rápido retorno do doente à sua vida ativa. 

 

Dicas para a mala da maternidade, primeiros-socorros e segurança automóvel
“Ano novo, vida nova”, mas os cuidados com recém-nascidos e bebés são sempre fundamentais. Nesse sentido, nos dias 13, 14, 21 e...

No dia 13, das 18h30 às 19h30, em formato online, vai ser abordado o tema “O que levar para a mala da Maternidade?” com a Enfermeira Alice Araújo, especialista em saúde materna e obstetrícia. Ainda online, no dia 27 deste mês, das 19h00 às 20h00, vai ser explorado o tema “Segurança automóvel e primeiros socorros pediátricos”, com o contributo das Enfermeiras Paula Juvantes e Sónia Patrício e ainda Maria Costa, formadora do laboratório BebéVida.  

Vão realizar-se ainda em formato presencial dois workshops. Nos Açores, em São Miguel, no dia 14, das 10h00 às 13h00, os temas em destaque vão ser o parto ativo e a alimentação nos primeiros  dias de vida do bebé, abordados pelas Enfermeiras Isabel Veiga e Marta Machado, e pela nutricionista Maria dos Santos. Em Terras de Bouro, na freguesia de Brufe, no dia 21 de janeiro, entre 10h30 e as 12h30, a sessão vai ser dedicada ao sono do bebé da grávida, com as explicações de Ana Maria Pereira, terapeuta.  

Além disso, durante todo o mês de janeiro, a BebéVida vai promover várias experiências Eco My Baby, sessões de ecografias 3D e 4D, em diversas localidades – Portalegre (13/01), Luso (16/01), Portimão (19/01), Castelo Branco (20/01), Calvaria de Cima (20/01), Rio Maior (24/01), Esposende (25/01), Paredes (25/01) e Porto (24/01) e (26/01). Estas ecografias destinam-se a grávidas a partir das 16 semanas de gestação.  

Durante todo o ano, o laboratório de criopreservação de tecidos e células estaminais BebéVida, realiza diversos workshops online, totalmente gratuitos, focados em vários desafios da maternidade, de forma a garantir que todos os futuros pais possam participar, independentemente da sua localização. 

150 mil dólares
A American Society of Gene + Cell Therapy e a Pfizer estão a colaborar no âmbito do Programa Competitivo de Bolsas para apoiar...

Está prevista a atribuição de 3 bolsas e apenas serão aceites as propostas que sejam submetidas até dia 30 de janeiro de 2023.

Posteriormente, os projetos serão analisados por um painel independente de revisores, que irá selecionar os projetos para financiamento. A Pfizer não tem influência sobre nenhum aspeto dos projetos e apenas solicita relatórios sobre os resultados e o impacto dos mesmos, para partilha pública.

Estas bolsas estão inseridas no programa Pfizer Global Medical Grants (GMG), criado para apoiar iniciativas independentes, com o objetivo de melhorar os resultados em saúde e responder a necessidades médicas não satisfeitas, alinhadas com a estratégia científica da Pfizer.

 

Energia física e mental
A NADH (Nicotinamida adenina dinucleotídeo (NAD) + Hidrogénio H) é uma coenzima, que desempenha um p

Quanto mais NADH estiver disponível para a célula, mais ela poderá desempenhar as suas funções, com melhor qualidade e, desta forma, mais longa será a sua vida. O código genético de todas as células localiza-se no nosso ADN. O ADN pode ser lesado se for exposto a algumas condições agressivas, como as radiações UV, certos antibióticos, anti-inflamatórios, entre outros. Se o nosso DNA for atacado e consequentemente danificado por uma ou mais substância, o nosso material genético pode ser alterado.

A replicação de ADN danificado pode causar mutações na divisão celular. Modificações genéticas são as bases bioquímicas para um grande número de doenças crónico-degenerativas tais como o cancro, a artrite reumatoide, a imunodeficiência, entre outras. Assim sendo é fundamental proteger o nosso material genético contra todos os tipos de agressões que possam modificar a sua essência, para que se possa garantir a pureza da reprodução.

Para evitar as consequências, que podem vir a ser fatais, dos danos ao ADN, as células dos mamíferos, principalmente do Homem, desenvolveram um sistema de proteção que é capaz de reparar certos danos do material genético e que para ser eficaz, necessita da participação efetiva da coenzima NADH.

Estudos demonstram que a NADH pode ter efeitos efetivos em diferentes situações, tais como:

  • Redução dos sintomas de depressão, tais como falta de iniciativa e concentração, redução da capacidade de trabalho, perda da líbido e ansiedade;
  • Função antioxidante contra os radicais livres associados ao cancro, doença coronária, diabetes, desordens neurodegenerativas como Parkinson e Alzheimer e outras doenças autoimunes;
  • Melhora as funções da memória, fluência verbal e perceção visual nos casos de doença de Alzheimer e nos sintomas da doença de Parkinson;
  • Proteção do fígado no que diz respeito ao consumo de álcool;
  • Diminuição dos níveis de colesterol e de tensão arterial;
  • Reforço do sistema imunitário.

Em suma, a NADH é a coenzima mais importante do nosso organismo, responsável pelo desenvolvimento celular e produção de energia a partir dos alimentos. É também um dos principais transportadores de eletrões no processo de produção de energia nas células e um importante antioxidante

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
A Lista B tem como lema ‘’A Honra de ser Médico’’
Com quase 40 anos de experiência ao serviço da Saúde em Portugal, Dr. Victor Manuel Borges Ramos é o mandatário da Lista B aos...

A lista B para os Órgãos Sociais da Região Sul, tem como candidato a Presidente do Conselho Regional o Dr. Mário Jorge Neves como candidato ao Conselho Superior o Dr. António Caldeira Fradique, como candidato a presidente da Mesa da Assembleia Regional o Dr. João Varandas Fernandes e como candidato a presidente do Conselho Fiscal o Dr. João Moura Reis.

Relativamente aos Órgãos Sociais da sub-Região de Lisboa Cidade, a Lista tem como candidata a Presidente do Conselho sub-Regional, a Dr.ª Luísa Quaresma, e como candidato a Presidente da Mesa da Assembleia, o Prof. Doutor Pedro Soares Branco.

Já para os Órgãos Sociais da sub-Região de Grande Lisboa, o candidato a Presidente do Conselho sub-Regional é o Prof. Doutor Borges Dinis e o candidato a Presidente da Mesa da Assembleia, o Dr. Mário da Costa Pereira.

Entendemos que uma lista que assuma o firme propósito de lutar com êxito pelos nossos valores e interesses não pode estar prisioneira de conceitos de tribalismo partidário e de hegemonias internas que nada têm a ver com a eficácia de intervenção em defesa da nossa profissão” , afirma o Dr. Mário Jorge Neves.

No programa da lista são apresentados objetivos programáticos que assentam em princípios fundamentais que todos os membros se comprometem a defender, seja por ação direta, seja mediante a apresentação de propostas fundamentadas aos órgãos nacionais da Ordem dos Médicos.

A candidatura expressa a defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) como pilar central no acesso de todos os cidadãos aos cuidados de saúde, merecedor de uma particular atenção e intervenção.

Nesta medida, serão exigidas condições de trabalho dignas, uma carreira médica dinâmica e atrativa aos vários níveis, um investimento orçamental consentâneo com o papel constitucional deste serviço público, e incentivos facilitadores para a fixação dos médicos nos serviços de saúde do SNS.

Por outro lado, o trabalho médico em instituições privadas e do setor social, merecerão igual atenção e medidas de intervenção na elevação contínua dos padrões de qualidade do exercício profissional. A Carreira Médica terá de se pautar por critérios idênticos nos vários setores de prestação, de modo a permitir a circulação dos médicos sem perda de direitos laborais.

Dentro dos objetivos propostos, a Lista B destaca a importância a importância de estabelecer o internato médico como o primeiro grau da Carreira Médica e a defesa da eleição do diretor clínico como instrumento que melhor salvaguarda a autonomia técnica, científica e política da profissão.

Acreditamos que temos o projeto indicado e as pessoas certas para representar e defender todos os médicos, unindo a experiência e a vontade de um conjunto de profissionais com um background heterogéneo e complementar.”, reforça ainda o mandatário á candidatura, o Dr. Victor Manuel Borges Ramos.

Entre os dias 10 e 19 de janeiro, realiza-se por via eletrónica o processo de eleição de todos os órgãos estatutários da Ordem dos Médicos.

Opinião
Será a memória a principal referência para a recuperação de funcionalidades?

A memória é uma função cognitiva essencial para as funções do quotidiano e a perda desta função pode ser catastrófica como é percetível pelo exemplo de doentes com défices de memória (por exemplo na doença de Alzheimer). Define-se pela capacidade de aprender, recordar e executar as competências aprendidas.

A memória envolve três etapas, sendo que podem ocorrer défices de memória por alterações em qualquer uma destas fases:

  1. Aquisição – processo pelo qual uma memória é armazenada no repertório mnésico;
  2. Armazenamento - processo pelo qual se organiza a informação e se guarda a memória ao longo do tempo, podendo mais tarde ser evocada;
  3. Evocação - processo pelo qual se “traz” à consciência uma memória armazenada.

Inicialmente é formada a memória sensorial, sendo que parte desse armazenamento é transformado em memória de trabalho ou de curto prazo, que não dura mais que alguns minutos e é-nos útil para organizar a informação sensorial que estamos a receber. A memória de trabalho é constituída pelas componentes auditiva e visual, ambas com uma capacidade relativamente limitada.

Outras características da memória de trabalho são os efeitos de primazia que, respetivamente, referem que as pessoas têm maior probabilidade de se lembrarem das coisas que lhes foram ditas mais recentemente (por exemplo os últimos 2 itens de uma lista) e que também têm maior probabilidade (no caso da lista) de se lembrarem dos primeiros itens da lista do que dos itens do meio da lista.

Posteriormente, a memória de trabalho pode ser armazenada e transformar-se em memória de longo prazo que pode mais tarde ser evocada. A memória de longo prazo divide-se sobretudo em 2 tipos:

  1. Memória declarativa ou explícita – referente à memória episódica (experiências pessoais) e/ou à memória semântica (factos, ideologias, conceitos); é explícita porque a sua evocação é consciente;
  2. Memória de procedimentos ou implícita – referente a procedimentos motores e cognitivos que executamos automaticamente; é implícita porque a sua evocação é inconsciente.

Entre as várias aplicações do conhecimento sobre o processo da memória, há uma que é transversal a toda a prática em contexto de saúde – conseguir que as pessoas memorizem toda a informação importante que lhes damos.

Estudos dizem que os doentes esquecem cerca de 50% da informação que lhes é dita pelos profissionais de saúde. Para adotar pequenas técnicas tendo esse fim em mente, é importante conhecer algumas características da memória:

  • Distinção – informação que se distinga ou que seja única é mais provável ser lembrada;
  • Elaboração e processamento – se a informação tiver um significado que tenha sido compreendido é mais facilmente lembrada;
  • Categorização – a informação é armazenada por categorias (ex: desporto, comida, animais) o que torna mais rápida e mais fácil o armazenamento de nova informação;
  • Contexto-dependentes – as memórias estão frequentemente associadas ao contexto em que foram adquiridas, pelo que num contexto semelhante a evocação da memória será mais fácil;
  • Poder da evocação – quanto maior a quantidade de informação que é evocada, melhor é lembrada a memória.

Sem memória não há: função – neurotransmissores (não existe transmissão dos impulsos de um neurónio a outra célula), atividade (as áreas envolvidas na memória são áreas também do Controlo Motor) e participação (neuroplasticidade, aprendizagem, evolução).

São várias as patologias associadas:

  • Doença de Alzheimer – Estado inicial caracterizado por alteração ligeira da memória declarativa e da orientação e dificuldade em encontrar palavras durante uma conversa. Progride para alterações demarcadas da memorização e orientação, alterações de humor, comportamento e personalidade. A prevalência da Doença de Alzheimer moderada a grave é de 5% nos doentes com mais de 65 anos e 20% nos doentes com mais de 80 anos.
  • Síndrome de Korsakoff - défice de vitamina B1 (tiamina) – visto em alcoólicos ou com anorexia nervosa. Caracteriza-se por lesões dos corpos e fibras mamilo-talâmicas. Apresentam amnésia anterógrada severa, confabulação (inventar histórias), ausência de insight, apatia e dificuldade na formação de memória declarativa.

As sinapses químicas podem induzir alterações plásticas que potenciam ou deprimem a transmissão sináptica. A potenciação de longo termo envolve alguns padrões de atividade sináptica que produzem um aumento duradouro na plasticidade sináptica. Essa plasticidade, serve de mecanismo para o armazenamento de informação duradoura. A potenciação de longo termo só é possível se fortes despolarizações nos neurónios pré e pós-sinápticos ocorrerem. “Neurons that fire together wire together” já dizia o neuropsicólogo Donald Hebb, que usou essa frase pela primeira vez em 1949 para descrever como os “caminhos cerebrais” são formados e reforçados por meio da repetição/memória.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde
No Ano Europeu das Competências, SPLS sugere à Comissão Europeia dar menos destaque ao emprego e incentivar as competências...

A Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS) deixa algumas críticas ao documento da instituição europeia de forma a melhorar a implementação do Ano Europeu das Competências. Em vez do foco nas competências profissionais, a sociedade pede medidas para melhorar a resposta das pessoas aos desafios do ciclo da vida, como parentalidade, luto e entrada no mercado de trabalho.

A Comissão Europeia já deu início aos trabalhos para implementar o Ano Europeu das Competências em 2023, que tem como objetivo “assegurar que ninguém seja deixado para trás no processo da dupla transição e na recuperação económica”, afirma a instituição. Para Cristina Vaz de Almeida, Presidente da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS), “talvez o primeiro passo seja não haver um exclusivo foco no trabalho”, mas sim nos “vários momentos críticos da vida da pessoa”. 

Para chegar ao patamar de 78% da população empregada até 2030, a Comissão Europeia pretende promover o investimento privado e público em formações nos Estados-Membros, preparar os trabalhadores para a transição digital e ecológica e atrair pessoas de países terceiros com as competências profissionais de que a União Europeia necessita. Cristina Vaz de Almeida acredita que “as competências laborais são importantes, mas redutoras para sociedades que se querem mais felizes, produtivas, resilientes e resistentes aos tempos de mudança que se aproximam”. 

Segundo a Presidente da SPLS, “é preciso refletir mais seriamente sobre o estádio de desenvolvimento cognitivo e social que o indivíduo tem e as políticas públicas de literacia em saúde”. Para isto, a Comissão Europeia “tem de dar um segundo olhar sobre os vários relatórios da OCDE, que, desde 2005, têm vido sistematicamente a insistir no desenvolvimento de competências da formação humana, não apenas laborais”. Cristina Vaz de Almeida acredita que é necessário focar a atenção na saúde mental dos cidadãos, principalmente dos mais vulneráveis, como idosos e pessoas com doença prolongada. 

A solução passa pelo conceito de competências integradoras — “aquelas que necessariamente urge combinar e que fazem a ponte entre o conhecimento (saber), as capacidades (fazer) e os próprios atributos pessoais (ser)”. É preciso preparar os cidadãos com competências que lhes permitam dar resposta aos vários momentos críticos da vida da pessoa, como é a parentalidade, a entrada na vida laboral e o luto. “Só assim é possível aumentar os níveis de competências para a maior capacitação do estado físico, mental e emocional — essencial para uma vida mais equilibrada”, conclui.

Obesidade
Especialista ajuda a responder à questão: será que a inclusão de probióticos numa dieta balanceada a

De acordo com a especialista em Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo da Mayo Clinic, Meera Shah, é um facto que “a população bacteriana em pessoas obesas é realmente diferente da população em pessoas não obesas. Mas ainda não sabemos se essa diferença contribui para a obesidade ou se é uma consequência dela”.

Até agora, explica, as pesquisas ainda não deram respostas claras quanto a este ponto. “Apesar de a ingestão de probióticos provavelmente não fazer nenhum mal, pode não ter utilidade no combate à obesidade”, acrescenta.

Antes de tudo, salienta, é importante entender que o ganho de peso é basicamente uma função de desequilíbrio de energia. “Nós ganhamos peso quando ingerimos mais calorias do que aquelas que o corpo gasta. E há algumas evidências de que as bactérias intestinais desempenham um papel na eficiência com que o corpo extrai energia dos alimentos que chegam ao intestino delgado”, justifica.

Segundo a especialista, o trato digestivo contém triliões de bactérias. Muitas dessas bactérias têm funções úteis para o corpo, incluindo metabolizar os nutrientes dos alimentos. No entanto, revela que a especialista que, apesar de muitas bactérias presentas no intestino serem importantes, algumas não o são. “Foram realizados estudos sobre como o desequilíbrio entre as bactérias intestinais pode contribuir para determinados distúrbios médicos”, diz destacando que “ingerir alimentos, como iogurte ou repolho, que contêm probióticos, um tipo de bactéria “boa”, ou tomar suplementos de probióticos têm benefícios comprovados para a saúde”.  “Há algumas evidências de que os probióticos podem melhorar a saúde intestinal”, afiança.

“No entanto, até agora, os únicos estudos que mostraram resultados convincentes de que alterar a composição das bactérias intestinais, também chamadas de microbiota intestinal, afeta o peso foram realizados usando ratinhos livres de germes. Por outro lado, os dados em humanos são imprecisos quanto a esta relação”, revela.

Segundo a endocrinologista, o que é claro é que o fator mais importante que determina a composição da microbiota intestinal é a dieta. Mas, como referido anteriormente, isso levanta a questão sobre o que acontece primeiro: a obesidade leva a determinados tipos de microrganismos? Ou um determinado tipo de microrganismo leva à obesidade? Neste momento, não há resposta.

“O que se sabe é que pode tomar medidas para manter a microbiota intestinal saudável, e que essas medidas também ajudam na jornada da perda de peso. Por exemplo, comer muitas frutas e vegetais parece ajudar o desenvolvimento das bactérias boas no intestino. E isso também pode ser benéfico para a sensação de saciedade e para limitar a ingestão excessiva de calorias desnecessárias. Além disso, limitar gordura, açúcar e proteína de origem animal também pode ajudar a manter a microbiota intestinal mais saudável, porque pesquisas mostram que dietas ricas nesses alimentos estão relacionadas com uma composição bacteriana intestinal mais desfavorável”, explica a médica.

Tomar um suplemento probiótico também pode melhorar a saúde da microbiota intestinal, mas, diz Meera Shah, não está claro qual o seu papel na perda de peso. “A maneira mais confiável de perder peso é ter uma dieta saudável e praticar exercício regularmente, para que gaste mais calorias do aquelas que consome”, termina.

 

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Candidato quer ouvir os médicos
O candidato a Bastonário da Ordem dos Médicos, Rui Nunes, visita esta sexta-feira, dia 06 de janeiro de 2023, o Centro Materno...

A visita ao CMIN, unidade integrada no Centro Hospitalar e Universitário do Porto, irá realizar-se a partir das 09 horas desta sexta-feira. Mais tarde, a partir das 11 horas, irá decorrer a visita ao Hospital de Guimarães. “É fundamental falar com os colegas, mostrar-lhes que estamos atentos às dificuldades que sentem no terreno, desde logo com a gritante necessidade de contratar mais médicos”, reitera o candidato.

Recorde-se que Rui Nunes, cuja candidatura reuniu o maior número de apoiantes e subscritores entre os seis candidatos que se apresentam a eleições, pretende dar um novo impulso à Ordem dos Médicos, tornando-a um pilar central na valorização e dignificação da classe médica. Embora defenda que a Ordem não deve ter um papel sindical, garante que enquanto Bastonário se irá bater para uma melhoria salarial e uma revisão das carreiras médicas.

As eleições para a Ordem dos Médicos arrancam no dia 10 de janeiro, com a votação eletrónica, que se prolonga até dia 19 de janeiro, data em que decorre também a votação presencial, nas diversas sedes regionais e distritais da OM.

 

 

 

Empresa destaca-se na categoria “Centros Auditivos”
A Minisom, uma marca Amplifon, foi eleita, pelo 4ª ano consecutivo, Escolha do Consumidor, na categoria “Centros Auditivos”....

O score de satisfação com a marca situou-se nos 82,5%, sendo que o score de recomendação atingiu os cerca de 78%, para um score total alcançado de 81,7%.

A Minisom destacou-se em todas as categorias da avaliação, nomeadamente em categorias como atendimento dos profissionais (8,74%); tempo de espera reduzido (8,66%); design discreto (8,55%); assistência e garantia pós-venda (8,39%); profissionais qualificados e competentes (8,33%); produtos modernos (8,26%); credibilidade da marca (8,14%), entre outros.

“É para nós um grande orgulho continuarmos a ser eleitos Escolha do Consumidor. Temos feito um caminho de credibilidade, transparência e qualidade especificamente no nosso mercado. Estamos muito contentes pelo facto dos consumidores reconhecerem a Minisom e destacarem-na em todos os parâmetros analisados. É sinal que estamos no caminho certo. Aproveito para agradecer a toda a equipa da Minisom. Só conseguimos estes resultados com uma equipa especializada e comprometida, que está todos os dias no terreno, a fazer mais e melhor”, comenta Pedro Alvarez, Diretor-Geral da empresa.

A Escolha do Consumidor é o sistema de avaliação de marcas nº1 em Portugal, liderando todos os índices (notoriedade, credibilidade, isenção e transparência e motivação de compra) junto dos consumidores portugueses (estudo More Março.2022), com 90% de notoriedade.

A ConsumerChoice desenvolve em Portugal os sistemas de avaliação Escolha do Consumidor, Escolha dos Profissionais, Escolha Sénior, Boa Escolha e agora a Escolha Ética, sendo líder de mercado neste sector de sistemas de avaliação por consumidores. A ConsumerChoice é única empresa certificada com ISO 9001 em gestão de qualidade para sistemas de avaliação de marcas.

 

Workshop
Nas últimas semanas da gestação, surge muitas vezes ansiedade impulsionada por dúvidas em relação ao dia do parto e à rotina...

A pensar nisso, as Conversas com Barriguinhas reúnem, nas próximas sessões online dos dias 10, 12 e 17 de janeiro, os temas mais procurados de 2022 para as grávidas saberem o que esperar do primeiro mês do bebé. A inscrição gratuita é feita através da plataforma e dá, ainda, acesso a um conjunto de descontos nos parceiros da iniciativa.

Sendo o sono do recém-nascido um dos principais pontos da nova rotina, a enfermeira Teresa Coutinho vai marcar presença na sessão do dia 10 de janeiro, às 17h00, para explicar como promover um sono seguro no bebé. A fisioterapeuta Joana Nunes, da Clizone, vai partilhar, por sua vez, o passo a passo da massagem do bebé que ajuda a aliviar cólicas.

Envolver o pai nestes momentos de maior fragilidade, dividindo responsabilidades da rotina do bebé, contribui também para aliviar o stress. Por isso, a paternidade ativa vai estar em destaque no dia 12 de janeiro, às 17h00, com a enfermeira Bárbara Sousa, especialista em Saúde Materna e Obstétrica, que vai abordar a importância do uso da licença exclusiva do pai. Ainda neste dia, a enfermeira Gisélia Machado vai esclarecer como fazer a massagem perineal para prevenir lacerações no momento do parto.

A “muda da fralda e a prevenção de assaduras” e “os benefícios da água mineralizada na gravidez, na amamentação e no alívio das cólicas do bebé” vão ser os temas abordados, no dia 17 de janeiro, às 17h00, com o contributo de Núria Durães, enfermeira especialista em Saúde Materna e Obstétrica, e de Célia Pinheiro, enfermeira em Pediatria e conselheira em Aleitamento Materno, respetivamente.

Vai marcar também presença, em todos os eventos online, uma conselheira em células estaminais da Crioestaminal para dar a conhecer as suas potencialidades, a sua aplicação terapêutica e a importância de guardar as células estaminais do cordão umbilical do bebé para a sua saúde futura

OncoConsigo
O Hospital da Senhora da Oliveira Guimarães (HSOG) conta com um novo projeto inovador de humanização, destinado a doentes...

De acordo com o HSOG o projeto «OncoConsigo» consiste na domiciliação da prestação de cuidados a doentes oncológicos, nomeadamente a realização de tratamentos de imunoterapia, hormonoterapia e terapêuticas de suporte.

Este projeto, adianta a unidade hospitalar em comunicaco, promove a humanização de cuidados, permitindo estes que sejam prestados de forma mais confortável, melhorando a qualidade de vida do doente oncológico.

A equipa do «OncoConsigo» é composta por enfermeiros e médicos do Serviço de Oncologia e por farmacêuticos dedicados a esta área, e por vários profissionais envolvidos no tratamento dos doentes oncológicos.

 

 

Escala de Controlo de Tabaco de 2021
No passado mês de dezembro foi apresentada, no Instituto Catalão de Oncologia, Centro Colaborador da Organização Mundial de...

Portugal foi apontado como um mau exemplo de políticas públicas para travar hábitos tabágicos, apesar de ter ratificado a Convenção Quadro de tabagismo da OMS, avançando apenas quando são impostas medidas vinculativas da União Europeia. Entre as políticas recomendadas na Convenção Quadro de Controlo de Tabaco da OMS encontram-se o aumento de preço através da taxação do tabaco; a proibição de fumar em locais públicos; a melhoria da informação para o consumidor, incluindo campanhas públicas de informação, cobertura dos media e divulgação de resultados de estudos; as proibições da publicidade de todos os produtos de tabaco, logotipos e nomes de marcas; as advertências de saúde nas embalagens dos produtos de tabaco; e, por fim, o tratamento para ajudar os fumadores a cessar, incluindo maior acesso a medicamentos.

Para Ana Figueiredo, pneumologista e membro da Direção do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão (GECP), “a criação de locais públicos sem fumo é, sem dúvida, uma medida que irá ajudar a melhorar a saúde da população, não só porque o controlo dos hábitos tabágicos tem um impacto direto na diminuição das doenças respiratórias, cardiovasculares e oncológicas, mas também porque facilita o abandono do hábito de fumar”. E acrescenta: “Portugal foi um país pioneiro na introdução de legislação para controle do tabagismo e proteção dos não fumadores (as primeiras normas que vieram estabelecer a proibição de fumar aplicaram-se aos recintos fechados de espetáculos e aos transportes públicos e datam de 1959 e 1968), e dos primeiros países a ratificar a Convenção Quadro de tabagismo da OMS (09/01/2004), e é desolador ser neste momento apontado como um mau exemplo. É altura de Portugal fazer mais e melhor!”.

A liderar esta tabela surgem a Irlanda, o Reino Unido e a França, países que estão no bom caminho no que diz respeito à implementação de medidas para controlo do tabagismo. Por exemplo, a Irlanda tem os preços do tabaco mais altos da Europa (15,40€ um maço de Marlboro, em 2022). Do lado oposto surgem países como a Suíça, a Bósnia e Herzegovina, que obtiveram as pontuações mais baixas desta escala. A Suíça, por exemplo, está sob forte influência das empresas de tabaco e não consegue fazer progressos na tributação do tabaco ou no apoio à cessação tabágica. 

Destaque ainda para os Países Baixos e para a Dinamarca, que melhoraram significativamente o controlo do tabagismo através do aumento dos impostos, da implementação da proibição da exibição dos produtos de tabaco em montras visíveis nos locais de venda e da adoção de embalagens de tabaco brancas ou simples, sem cores, logotipo ou design da marca.

Sofia Ravara, coordenadora da Comissão de Tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), declara, perante estes dados, que “Portugal precisa cumprir consistentemente os seus compromissos de promover e proteger a saúde da população portuguesa''. A médica pneumologista acrescenta ainda que “de acordo com vários estudos epidemiológicos, a grande maioria da população portuguesa aprova as medidas de controlo de tabaco. Por exemplo, mais de 85% dos portugueses concorda com uma política abrangente de espaços públicos sem tabaco, sem exceções”.

Podcast está de volta
Regressa hoje o projeto “Cancro sem Temor”, uma iniciativa do IPO do Porto, com o lançamento episódio intitulado “Na saúde e na...

O tema da sexualidade continua a ser, nos dias de hoje, um tabu na sociedade e, como tal, também no contexto clínico continuam a existir dificuldade em abordá-lo. Os diagnósticos de cancro, bem como as diferentes abordagens terapêuticas, afetam o bem-estar psicológico e a qualidade de vida do doente, da vida do casal e do/a seu parceiro/a. Contudo, a sexualidade é um importante indicador do bem-estar e da qualidade de vida dos doentes.

No primeiro episódio da segunda temporada participam Mafalda Cruz, radioncologista, Isaac Braga, urologista e Ana Amaral, psiquiatra, que irão abordar a sexualidade no doente oncológico e a forma como os fatores físicos e psicológicos podem limitar a atividade e o desejo sexual, reforçando a necessidade de um diálogo aberto entre o doente e o seu médico assistente.

“Cabe aos profissionais de saúde dispor de novas estratégias com o doente de forma a introduzir o tema da sexualidade logo no início do percurso oncológico, e abordá-lo ao longo de todo o processo. Dois terços dos doentes oncológicos não partilham com o seu médico que estão a vivenciar problemas de natureza sexual”, afirma Mafalda Cruz.

O urologista Isaac Braga reforça que “deve ser um tema falado e bastante discutido com o doente, em especial as consequências adversas do tratamento na vida sexual, mais do que da taxa de cura, temos de falar do espectro que as sequelas vão deixar, por isso o doente deve optar por estar informado”, reforçando a mensagem: “para se ter saúde, tem de ser ter uma boa vida sexual, não podemos desconsiderar esta parte da vida”.

Já Ana Amaral aborda a “culpa” que a maior parte dos doentes sentem ao falar com o médico assistente sobre esta temática: “Salvou-me a vida! Quem sou eu para estar a pedir ainda mais? Para estar a falar sobre sexo”.

Este episódio conta ainda com a participação especial de Vanda Patrício, ginecologista, e de Graça Braz, Enfermeira.

“Cancro sem Temor” é um projeto do IPO do Porto, dirigido a toda a população, com o objetivo de realçar a importância de aprender a viver com o diagnóstico de cancro e desmistificar conceitos e ideias sobre esta vivência. Através de diferentes testemunhos e perspetivas, procura-se simplificar e retirar a carga negativa, o medo associado à doença, clarificando diferentes aspetos, para ajudar a lidar melhor com ela. Olhar para a doença de diferentes perspetivas, psicológico, emocional, farmacológico, médico e social. O impacto do diagnóstico no indivíduo e no seu mundo.

O podcast, que conta com o apoio da Novartis, está disponível no canal Youtube do IPO do Porto e nas plataformas de podcast (Spotify e Apple Podcasts).

Projeto europeu HARMONICS
O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) integra o projecto HARMONICS, financiado pela União Europeia, e que...

O projeto europeu HARMONICS é a primeira iniciativa de cuidados de saúde integrados baseados em valor do European Institute of Technology - Health (EIT-Health) da União Europeia. Esta aposta inovadora de cuidados de saúde focados na pessoa baseia-se na implementação de uma solução digital focada no acompanhamento pós-hospitalar de doentes com acidente vascular cerebral (AVC), envolvendo todos os níveis de cuidados de saúde em duas regiões europeias, Coimbra e Catalunha. Ao permitir a medição dos resultados em saúde relevantes para os doentes, este projeto permite um redesenho da oferta de cuidados de acordo com as necessidades e experiência dos doentes e das suas famílias. Adicionalmente permitirá ao Serviço Nacional de Saúde desenvolver modalidades de recompensa de acordo com os resultados em saúde alcançados para cada doente.

Estão incorporados neste projecto, para o qual o CHUC conta com um orçamento de aproximadamente 150.000€, vários Serviços: o Serviço de Neurologia, o Serviço de Medicina Física e Reabilitação, de Psiquiatria, o Serviço Social e a Unidade de Inovação e Desenvolvimento.

A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e os Cuidados de Saúde Primários da Região Centro, também integram este projeto.

João Sargento Freitas, Coordenador do Projeto no CHUC, lembra que “o AVC é uma das principais causas de incapacidade em todo o mundo e está associado a elevados custos de saúde. O projecto HARMONICS representa um novo paradigma e uma solução inovadora no acompanhamento e gestão dos cuidados de saúde ao doente após AVC, isto é, promove a integração, harmonização e optimização do acompanhamento do doente após a alta hospitalar, envolvendo e aproximando o doente/familiares e cuidadores com todos os elementos prestadores de cuidados de saúde.”

João Sargento Freitas prossegue dando nota que “esperamos que este projeto possa contribuir para aumentar a qualidade de vida dos doentes com AVC e a eficiência dos sistemas de saúde. O sucesso do projeto permitirá depois replicá-lo por outros hospitais da União Europeia por forma a aumentar também a qualidade de vida dos pacientes com AVC em toda a Europa.”

Hiperreflexia
A cantora Celine Dion, de 54 anos, revelou ter um distúrbio neurológico raro chamado "síndrome da pessoa rígida”. De...

Outros sintomas que também podem caracterizar o distúrbio que, geralmente, aparece entre os 30 e os 70 anos são a hiperreflexia e a rigidez muscular axial que pode ainda, progredir lentamente para os músculos proximais dos membros.

De acordo com Fabiano, os espasmos são desencadeados, na maioria dos casos, por sensações de medo, estímulos táteis ou auditivos inesperados.

“As características funcionais do portador da doença são a marcha lenta, a perda insidiosa da flexibilidade do tronco e, posteriormente, da musculatura dos membros. Fato que leva a dependência de terceiros”, explicou.

Um estudo, publicado na revista científica Cognitions, concluiu que a descompressão medular e radicular por meio da discectomia endoscópica transforaminal foi eficiente em controlar a dor radicular e disfunção neural pela compressão sem apresentar agressões tecidulares, o que poderia ser um gatilho para os espasmos.

“A rizotomia A-RF, por sua vez, conseguiu bloquear a entrada de estímulos nociceptivos da artrose facetária que sustentavam uma via de retroalimentação de dor-rigidez-dor. Já a rizotomia P-RF, se mostrou eficiente em modular a dor crônica, possivelmente por múltiplas causas”, diz trecho do artigo.

Por isso, conforme Fabiano, é necessário avaliar diferentes esferas do relato de uma dor crónica. Pois, a dor relatada por um paciente deve ser abordada nos âmbitos biológico, psicológico e social.

“Compreender a multidimensionalidade da dor, pode ajudar a desenvolver estratégias menos agressivas e mais eficientes em pacientes pouco convencionais, como no caso da SPS”, comentou o professor sobre o estudo.

 

Projeto tem como mentora a Professora Teresa Paiva
Foi inaugurado em Lavre, perto de Montemor-o-Novo, o “Sleep and Nature”, um hotel rural dedicado às terapias do sono, pensado...

Num lugar recolhido do mundo, o Sleep & Nature Hotel abre as portas a um novo conceito de hotel pensado para que quem procura esta unidade hoteleira, possa reencontrar, naturalmente, o bem-estar absoluto que um sono revigorante pede.

Situado numa zona cem por cento rural, ideal para estimular o reencontro com a natureza, este hotel promete mudar a vida aos hóspedes que procuram muito mais do que um sítio para descansar, já que se trata de um destino perfeito para quem pretende ter um sono repousante. Especialmente vocacionado para hóspedes que procurem melhorar o seu bem-estar geral, uma estadia revitalizante e que valorizam a conexão com a natureza e com o seu eu interior.

O conceito deste hotel baseia-se no equilíbrio da natureza envolvente e na importância de transferir esse equilíbrio para o nosso corpo, aliando uma componente turística de lazer a uma abordagem de bem-estar. Devido ao aumento exponencial do número de problemas de saúde relacionados com o sono na população portuguesa, surgiu a ideia de criar um conceito hoteleiro numa zona calma, que estimula o contacto com a natureza com a capacidade de intervir na saúde e bem-estar dos hóspedes através de terapias não médicas. Aqui, os hóspedes podem melhorar o seu estilo de vida e explorar a sua conexão com a natureza, aprendendo a descansar e a estar integrado na natureza como forma de melhorar a saúde.

Com uma carreira de mais de quatro décadas dedicada ao estudo do sono, a Professora Teresa Paiva, mentora deste projeto não tem dúvidas: “dormir pouco e mal é o maior flagelo da sociedade portuguesa. Portugal é dos países da União Europeia com um dos maiores níveis de utilização de sedativos para dormir. Além disso, os portugueses são também dos povos que se deitam mais tarde e que são sobrecarregados com mais horas de trabalho. Tendo em conta este problema grave que afeta a nossa sociedade, foi criado este espaço pensado especialmente para desconectar e favorecer um sono tranquilo e reparador”.

O Sleep & Nature Hotel dispõe de 32 unidades de alojamento, restaurante, bar, ginásio, biblioteca, spa, uma piscina interior e uma piscina exterior a perder de vista para um imenso vale. Há bicicletas disponíveis para quem quiser explorar desportivamente a zona e duas lareiras nas áreas comuns para quem, no tempo frio, prefere deixar-se estar.

Literacia em Saúde
A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou recentemente a Norma 17/2022 de 19/12/2022 sobre “Notificaçã

A Norma da DGS referida acima elenca a tipologia de incidentes a notificar, assim como o processo de notificação, a análise e gestão dos mesmos incidentes, reforçando que todas as instituições prestadoras de cuidados de saúde devem ter uma estrutura responsável pela gestão e análise interna de incidentes de Segurança do Doente. Essa estrutura gestora de incidentes terá como principais objetivos: desenvolver uma cultura de segurança, promover a notificação, gestão e análise de incidentes, implementando medidas corretivas e/ou de melhoria, de modo a evitar novos incidentes.

Constata-se que a atualização do sistema “NOTIFICA – Segurança do Doente”, teve como objetivo otimizar o processo de notificação e de gestão de incidentes de segurança do doente, e está agora mais robusto, dando resposta às necessidades identificadas pelos utilizadores, quer os notificadores, quer os gestores de incidentes. Verifica-se que a atualização do sistema e do ponto de vista do utilizador, o seu uso está mais fácil e intuitivo que a versão anterior, permitindo a notificação, a gestão e o acompanhamento de incidentes notificados num único sistema.

Assim, possibilita ao notificador, o fornecimento de informação com maior detalhe sobre os incidentes e a validação de um resumo da sua notificação antes da submissão, facilitando-se a análise por parte dos gestores de incidentes. Ainda, para os gestores de incidentes, o “NOTIFICA – Segurança do Doente”, integra várias ferramentas que permitem trabalhar os dados e os conteúdos, especificando-se, por exemplo, com maior detalhe, o local onde ocorreu o incidente. A partir de agora, as instituições de saúde podem também ter um maior número de gestores de incidentes de Segurança do Doente.

Especificando mais, neste sistema de notificação pode ser reportado qualquer incidente relacionado com a prestação de cuidados de saúde, gerador ou não de dano para o doente, nomeadamente: acidentes do doente (quedas, úlceras por pressão, outros); comportamento (tanto da parte dos profissionais da instituição de saúde, como do doente); dieta/alimentação; dispositivos/equipamento médico; documentação (registos médicos ou de enfermagem, relatórios clínicos, outros); infeção associada aos cuidados de saúde; infraestrutura/edifício/ instalações; medicação/fluídos intravenosos (medicamentos LASA - Look Alike Sound Alike, dose, preparação, outros); oxigénio/gás/vapor; processo/procedimento clínico (diagnóstico, avaliação, procedimento/tratamento, outros); processo administrativo (admissão, marcação, referenciação, outros); recursos/gestão organizacional; ou sangue /hemoderivados.

Importa acrescentar que o sistema “NOTIFICA - Segurança do Doente” é confidencial e anónimo, não permitindo a identificação de quem faz uma notificação, nem do profissional ou profissionais envolvidos num incidente. Deste modo, este sistema não é punitivo, ou seja, pretende contribuir para compreender e aprender com o erro, de modo a prevenir que este se repita no futuro.

Por outro lado, importa referir que o sistema “NOTIFICA – Segurança do Doente”, não é um sistema de reclamações e/ou disciplinares. É antes um sistema de alerta para circunstâncias ou factos no âmbito da prestação de cuidados de saúde que necessitam ou devem ser objeto de análise e/ou de um plano de melhoria. Desta forma, a Segurança do Doente é reforçada e os cuidados de saúde tornam-se mais seguros.

Para mais informações sobre o sistema “NOTIFICA – Segurança do Doente” aceda https://www.dgs.pt/em-destaque/notificacao-e-gestao-de-incidentes-de-seguranca-do-doente.aspx

Poderá aceder diretamente ao “NOTIFICA – Segurança do Doente” em https://notifica.dgs.min-saude.pt/

Fonte: https://www.dgs.pt/qualidade-e-seguranca/seguranca-dos-doentes/notifica-seguranca-do-doente.aspx

Documentos de Apoio:

Norma nº 17/2022 de 19/12/2022 - Notificação e Gestão de Incidentes de Segurança do Doente, disponível em https://www.dgs.pt/normas-orientacoes-e-informacoes/normas-e-circulares-normativas/norma_017_2022-de-19_12_2022-pdf.aspx

Manual Notificador de Incidentes de Segurança do Doente: Navegação no Sistema NOTIFICA - Segurança do Doente (cidadão e profissional de saúde), disponível em https://www.dgs.pt/ficheiros-de-upload-2013/notifica-seguranca-do-doente_manual-notificador_07122022_final-pdf.aspx

Manual Gestores de Incidentes de Segurança do Doente: Navegação no Sistema NOTIFICA - Segurança do Doente (gestores de incidentes de Segurança do Doente), disponível em https://www.dgs.pt/ficheiros-de-upload-2013/notifica-seguranca-do-doente_manual-gestor_12122022_dqs_final-pdf.aspx

Contactos úteis: [email protected]

 
Maria Helena Junqueira - Enfermeira Especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica – Serviço de Medicina do Hospital de Pombal – Centro Hospitalar de Leiria EPE, [email protected]

Pedro Quintas - Enfermeiro Especialista em Enfermagem Comunitária na área de Enfermagem de Saúde Familiar - Unidade de Cuidados na Comunidade Pombal, [email protected]

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Escolha do Consumidor
A Crioestaminal foi eleita Escolha do Consumidor, pelo 10.º ano consecutivo, na categoria de criopreservação. As famílias...

O prémio foi atribuído pelos bons resultados, que se traduzem, de forma global, num índice de satisfação de 90,19% e de recomendação de 87,60%.

Entre os laboratórios do setor, a Crioestaminal apresentou-se em primeiro lugar nos seguintes parâmetros: “Transparência na informação transmitida”; “Acreditação internacional”; “Entidade com valores”; “Profissionais experientes e competentes”; “Credibilidade”; “Inovação”; “Experiência no mercado”; “Facilidade no processo de entrega do kit de recolha”; “Tecnologia de ponta” e “Investigação e Desenvolvimento”.

“A Crioestaminal está há 20 anos lado a lado com as famílias portuguesas, apoiando-as no momento de cuidar dos seus filhos e do seu futuro. Este novo reconhecimento surge como fruto do investimento contínuo na qualidade dos nossos serviços de criopreservação das células estaminais do cordão umbilical e é mais um fator de motivação para continuarmos o percurso que até aqui nos tem distinguido”, refere Mónica Brito, CEO da Crioestaminal.

“Além das famílias portuguesas, estendemos também o nosso agradecimento aos profissionais da Crioestaminal que se dedicam todos os dias na entrega de um serviço de excelência e na investigação e desenvolvimento de novas terapias, de forma a promover a melhoria da qualidade de vida das famílias a longo prazo, e sem os quais este reconhecimento não seria possível”, acrescenta.

A Escolha do Consumidor é o sistema de avaliação de marcas n.º 1 em Portugal. Avalia o nível de satisfação e aceitabilidade das marcas pelos seus atributos individuais, com a garantia de que estas são avaliadas, sempre, por consumidores com experiência corrente de consumo e de acordo com os seus critérios específicos de satisfação.

 

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