Infeção afeta homens e mulheres
“A infeção por HPV é um evento natural da vida de qualquer pessoa sexualmente ativa, tenha ela um ou

O Papilomavírus Humano (HPV)

O Papilomavírus Humano é um pequeno vírus DNA pertencente à família dos Papovaviridae e que infecta epitélios, mucosos ou cutâneos.

Transmite-se através do contacto sexual entre mucosas e superfícies cutâneas, e estima-se que 70% a 90% de todas as pessoas serão infetadas durante a sua vida.

“A sua transmissão é muito fácil e frequente. Sabe-se que está presente em quase 100% dos cancros do colo do útero, 70% dos cancros da vagina, 40% dos cancros da vulva e em 84% dos cancros do ânus e 47% dos cancros do pénis. No caso dos condilomas genitais, é responsável por 90% de todas as lesões”, revela a especialista.

A infeção pelo HPV é habitualmente assintomática e transitória, sendo que a maioria das pessoas acaba por eliminar o vírus e não tem consequências da infeção. No entanto, em alguns casos, a infeção torna-se persistente e é nestas situações que se podem desenvolver as lesões mais graves associadas ao vírus. É nestes casos que, habitualmente, os sintomas surgem: corrimento, hemorragia ou dor.

Os diferentes tipos de HPV

Até à data, existem mais de 200 tipos de HPV identificados dos quais cerca de 40 infetam, preferencialmente, o sistema anogenital, ou seja, vulva, vagina, colo do útero, pénis e áreas perianais.

De acordo com a especialista em ginecologia, estes podem dividir-se em dois grandes grupos. “O grupo de alto risco está implicado nas lesões pré-cancerosas e nos cancros do colo do útero, vagina, vulva, ânus, pénis e alguns tipos de cancros da orofaringe. O grupo de baixo risco é responsável pelos condilomas genitais”.

Fatores que aumentam o risco de infeção persistente

“Sendo uma infeção causada por um vírus, qualquer situação que comprometa o sistema imunitário, como é o caso das pessoas que fazem medicação imunossupressora (doenças auto-imunes, infeção a HIV, doentes transplantados, etc.), aumenta a probabilidade de persistência do vírus. O tabaco é um fator de risco muito importante, especialmente no cancro do colo do útero”, revela especialista.

Prevenção

A única forma de prevenir a infeção a HPV é fazer a vacina - homens e mulheres, independemente da idade - (idealmente antes do início da atividade sexual), sendo que teoricamente a imunidade é só para os tipos de HPV contidos na vacina (os mais frequentemente implicados nas lesões pré-invasivas, cancros e condilomas genitais). O uso de preservativo previne a transmissão do vírus, mas apenas em cerca de 70% dos casos, pelo que não é completamente eficaz.

Importante saber…

Sendo uma infeção muito frequente e prevalente na população, especialmente antes dos 30 anos, o importante não é despistar todos os tipos de HPV, mas sim identificar as pessoas que têm os tipos de alto risco e que, deste modo, estão em risco de desenvolver lesões pré invasivas e cancros. Atualmente, esta é a base do rastreio do cancro do colo do útero defendido por muitos países já que permite identificar grupos de risco para cancro e, assim, encaminhar e tratar adequadamente as infeções a HPV que têm importância clínica.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
APDP alerta para a necessidade do aumento da resposta para ambas as doenças crónicas
No âmbito do Dia Mundial da Obesidade, que se assinala a 4 de março, a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP)...

“A obesidade continua a ser uma das maiores pandemias mundiais e, apesar de ser uma doença crónica, existem ainda muitos estigmas que lhe estão associados. Continua a ser vista como resultado de opções de vida individuais, mas a evidência científica mostra-nos que o problema é muito mais complexo. Existem fatores genéticos, psicológicos, hormonais, socioeconómicos e ambientais que contribuem para a obesidade. A APDP está apostada em desfazer mitos e em garantir a eficácia no combate a esta condição.”, alerta Carolina Neves, médica endocrinologista da APDP.

Em Portugal, há cerca de 2 milhões de pessoas a viver com obesidade e quando se somam as pessoas com excesso de peso o total representa 67,6% da população portuguesa. Um cenário com previsão para agravar devido aos atrasos nos tratamentos e que, segundo os dados mais recentes, gera um custo de aproximadamente 13 milhões de euros associados complicações da obesidade. Além disso, a obesidade é uma doença crónica complexa e multifatorial que está associada a mais de 200 outras doenças.

“Se conseguíssemos intervir antes de estas pessoas desenvolverem diabetes, poderíamos prevenir problemas de saúde significativos, como doenças cardíacas, doença renal crónica, neuropatia e retinopatia diabética, entre outros problemas, num grande número de pessoas.” No entanto, “o tratamento desta doença fica ainda muito aquém das necessidades atuais, havendo um grande caminho a percorrer. Além de as terapêuticas farmacológicas não terem comparticipação para a obesidade, também a inexistência de consultas multidisciplinares representa um entrave para o tratamento de pessoas sem poder monetário, o que trará consequências para os próprios, mas também para o SNS e o país.”, explica a endocrinologista.

“Além da intervenção na obesidade propriamente dita, também as pessoas com diabetes com IMC abaixo dos 35 vêem-se impedidas de se socorrerem de fármacos que as ajudam na compensação da sua doença. São medidas que não entendemos.”, conclui José Manuel Boavida, presidente da APDP, adiantando que “esta situação é tão exigente que vamos ter de criar outro tipo de respostas para a obesidade, ajustadas ao perfil de cada pessoa, com acompanhamento personalizado neste percurso.”

Startup portuguesa assinou protocolo com a Unidade das Misericórdias Portuguesas
A MyCareforce, plataforma digital portuguesa que conecta Enfermeiros e Técnicos Auxiliares a vagas disponíveis em instituições...

Através desta colaboração estratégica, a UMP, que presta apoio através das Misericórdias a mais de 165 mil pessoas, passa a contar com a MyCareforce como uma das suas ferramentas preferenciais na área de software de contratação de profissionais de saúde. 

“A modernização e digitalização do setor da saúde estão muitas vezes associadas à tecnologia no tratamento de determinadas patologias. Mas todo o processo de agilização de serviços de saúde, nomeadamente aqueles que requerem profissionais especializados, precisa igualmente de ser modernizado em muitos organismos.” Começa por explicar João Hugo Silva, Co-CEO da MyCareforce. “A União das Misericórdias Portuguesas compreende esta necessidade e escolheu-nos como parceiro para este importante primeiro passo no apoio necessário à melhoria global do desempenho das Santas Casas de Misericórdia.” 

A União das Misericórdias Portuguesas tem como objetivo ser o instrumento promotor dos valores e atividade das Santas Casas de Misericórdia no âmbito nacional, bem como a divulgação da cultura e civilização lusófona das Misericórdias no plano europeu e mundial. 

Em 2021, a associação foi distinguida com o Prémio “Cidadão Europeu” pelo Parlamento Europeu, que reconhece o trabalho das Misericórdias em todo o território nacional, no seu apoio prestado à comunidade, nas áreas de apoio social e cuidados de saúde. 

Recorde-se que, recentemente, a startup portuguesa anunciou também uma parceria com o Serviço Nacional de Saúde através de uma colaboração inicial com o Hospital Santo António dos Capuchos em Lisboa, e deu o seu primeiro passo de internacionalização no mercado brasileiro. 

 

 

 

Como lidar
O excesso de gordura influencia a satisfação que se tem com o corpo.

É importante entender que a imagem que construímos do nosso próprio corpo é muito influenciada pelas pessoas que nos rodeiam e, de uma forma mais ampla, pela sociedade em geral. Um estudo realizado na universidade de Waterloo, no Canada, demonstrou que para nos sentirmos bem com a nossa imagem/corpo é necessário estarmos rodeados de pessoas que não estão demasiado focadas num determinado aspeto físico, num tamanho ou num tipo de alimentação (Miller, K., Kelly, A., Stephen, E. 2019). A mesma investigação, também comprova que a própria relação que se tem com a alimentação é mais intuitiva e positiva quanto menor for a pressão exercida por parte das pessoas com quem convivemos.

De um ponto de vista social, somos repetidamente bombardeados com promessas por parte das indústrias de emagrecimento, estética, cirurgia plástica, entre outras, de alcançar uma imagem corporal ideal para nos sentimos parte integrante de um grupo social exclusivo e aparentemente feliz. Todas estas pressões, fazem-nos percecionar a gordura como algo negativo e consequentemente fator de exclusão social.

O que distingue uma simples preocupação em ter peso ou gordura a mais de um problema psicológico mais grave com o peso?

Frequentemente, estas pressões condicionam as pessoas, ao longo das suas vidas, e por vezes durante vários anos, a correrem desesperadamente atrás de um número na balança e/ou de medidas consideradas perfeitas. Começam a acreditar que só quando eliminarem o excesso de gordura, serão felizes ou irão ser reconhecidas como pessoas mais atrativas e consequentemente mais bem-sucedidas na vida. Optam então por iniciar dietas drásticas como se este fosse o preço a pagar ou o sacrifício que se tem de fazer para que a vida seja mais bonita. Porém, o que a maioria das pessoas desconhece é que uma grande parte destas dietas restritivas tem uma taxa de insucesso a longo prazo de 95% (Deram, 2018). Surgem então sentimentos de culpa e de frustração, que vão impulsionar uma perceção cada vez mais negativa da própria imagem, reforçando a necessidade de tentar encontrar outra solução, isto é, outro tipo de dieta. É neste sentido que surge o fenómeno do efeito ioiô muitas vezes consequência de distúrbios alimentares graves e da obesidade.

No que concerne à obesidade, durante muitos anos, foi considerada como um simples problema de gordura e/ou sobrepeso. Hoje sabemos que a obesidade está ligada a problemas somáticos tais como a diabetes ou a síndrome do ovário poliquístico, mas também, e principalmente, a perturbações emocionais como a baixa autoestima, depressão, ansiedade e insatisfação corporal (Giusti, V., Panchaud, M., 2007). Vários estudos demonstraram que melhorando o funcionamento psicológico e emocional do indivíduo, aumenta-se a taxa de sucesso no tratamento da obesidade, a curto e longo prazo. Estes resultados vêm de certa forma, desmistificar a ideia de que “fechar a boca” é muito fácil. Qualquer transtorno alimentar vai para além de controlar o tipo de alimentos, ter horários específicos para comer ou contar calorias. Estas variáveis são apenas a ponta do iceberg. Tais atitudes só deveriam ser pensadas e colocadas em prática quando o indivíduo estivesse emocionalmente equilibrado. Na maioria dos transtornos alimentares, a comida torna-se uma compensação emocional, um refúgio. Por não conseguir conter ou ultrapassar as dificuldades emocionais experienciadas, por não estar bem “por dentro” e se sentir consumido interiormente, a comida surge como um alívio rápido, porém com efeito pontual. Em suma, não é mudando o aspeto físico que se consegue alcançar uma plenitude emocional.

Por outro lado, nem sempre que uma pessoa come em demasia ou um prato menos saudável, se deve necessariamente a uma perturbação psicológica. A comida faz parte da nossa cultura, o essencial é sentirmo-nos equilibrados e assertivos perante as nossas escolhas.

O que devemos fazer para nos sentirmos bem com o corpo?

Mais do que nunca, devemos encarar o corpo e a mente como um todo indivisível. Se não estamos bem emocionalmente, o nosso corpo somatiza este mal-estar e vice-versa. Desta forma, para nos sentirmos bem com o nosso corpo, é fundamental passar por um processo de aceitação da nossa imagem. Aceitar esta nossa “máquina” que irá, quer queiramos quer não, estar connosco até ao fim da nossa vida. Este processo passa também por aceitar o peso e as medidas que se tem. O movimento body positive ou corpo positivo que está a inundar progressivamente as nossas redes sociais, apela à inclusão e à aceitação do corpo que se tem. Todos nós temos o direito de sentir que não há nada de errado no nosso corpo.

Contudo, é importante não descurar as consequências do sobrepeso na saúde, mais especificamente quando este afeta a qualidade de vida. Esta consciencialização deve gerar, nestas situações, uma análise potenciadora de alterações comportamentais ao nível da alimentação e hábitos saudáveis, não em função dos padrões sociais e estéticos, mas sim em prol do bem-estar e da saúde.

Desta forma, ter uma estrutura emocional equilibrada é o primeiro passo no processo de aceitação. Conseguindo alcançar este bem-estar e confiança na autoimagem, fazendo da palavra bem-estar o seu mantra. Em suma, a vida é muito mais do que caber num determinado tamanho de calças, merece muito mais do que isso!

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Obesidade responsável por 1,2 milhões de mortes na Europa
O número de casos tem vindo a aumentar constantemente desde há décadas, com mais de 1,9 mil milhões de adultos, 340 milhões de...

Em Portugal, a obesidade atinge 1,5 milhões de pessoas com mais de 18 anos, das quais 17,4% são mulheres e 16,4% são homens, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE). A OMS também adverte que a obesidade é o primeiro passo para outras patologias como a hipertensão arterial, diabetes tipo II, níveis elevados de colesterol e triglicéridos, problemas osteoarticulares, risco de sofrer de pelo menos 13 tipos diferentes de cancro, apneia do sono e problemas cardiovasculares.

Tratamento para a obesidade

Hábitos como o consumo excessivo de alimentos gordos, a falta de exercício, o sedentarismo ou, em suma, o desequilíbrio entre a ingestão e o consumo de calorias são os principais precursores desta doença, especialmente se forem conjugados com uma predisposição genética, metabólica ou hormonal. A educação e a adoção de hábitos de vida saudável, desde a infância, são essenciais para prevenir a obesidade, com uma boa dieta e exercício físico regular. Contudo, nos casos de adultos em que a doença se encontra numa fase avançada, existem diferentes tratamentos: farmacológicos e técnicas endoscópicas - acompanhados de dieta e exercício - para casos de sobrepeso e obesidade menos acentuada, ou cirurgia, para casos de obesidade mórbida.

Cirurgia robótica minimamente invasiva

Atualmente, a cirurgia bariátrica é o único tratamento eficaz e minimamente invasivo para alcançar uma perda de peso significativa e sustentada, em pacientes com obesidade grave. Esta técnica consiste numa redução da capacidade do estômago, e há casos em que também é realizada uma restrição na absorção de nutrientes, tendo em conta as características de cada paciente. A utilização do sistema robótico da Vinci, a tecnologia mais avançada em cirurgia robótica, permite numerosos benefícios neste tipo de intervenção, tanto para o paciente como para o cirurgião. No ano passado, a Excelência Robótica reporta que foram realizadas 920 operações com o sistema robótico da Vinci para esta patologia, mais 87% face às 491 registadas no ano anterior, na Península Ibérica.

Algumas das vantagens desta técnica cirúrgica são a comodidade do cirurgião, que está sentado enquanto opera o sistema robótico da Vinci, minimizando o cansaço e aumentando a tranquilidade, dado que esta técnica implica muito menos riscos do que a cirurgia tradicional. Para o paciente, com este método a cirurgia bariátrica pode ser realizada de forma minimamente invasiva e com grande precisão. Graças à visão 3D imersiva que pode ser ampliada até 10 vezes, a precisão com que a intervenção é realizada atinge ótimos resultados e tanto o tempo de internamento como o período pós-operatório são consideravelmente reduzidos, o que permite ao paciente retomar a vida normal em poucos dias, com menos dor e menor risco de infeções, ou necessidade de novas intervenções.

Dia Mundial da Obesidade
Mafalda Teixeira, atriz, mãe de Gabriel de 6 anos, e uma das maiores influencers digitais em Portugal (com mais de 700 mil...

O projeto “Funny Cook” criado por Mafalda Teixeira, depois de ter sido mãe em 2017, para inspirar as crianças a cozinhar receitas saudáveis através de vídeos, livros e workshops de culinária ao vivo, junta-se agora à luta contra a doença crónica mais prevalente na infância: a obesidade infantil.

Em comunicado à imprensa, Mafalda Teixeira explica que “O objetivo desta parceria com a APCOI é levar os workshops Funny Cook às crianças de todos os municípios e regiões do país. Queremos pôr a alimentação saudável em cima da mesa das principais festas escolares, feiras, festivais e eventos empresariais”.

Para assinalar o arranque desta parceria é hoje lançado no site www.apcoi.pt um formulário através da qual será possível solicitar o agendamento de workshops de culinária “Funny Cook by Mafalda Teixeira”.

Cada workshop de cozinha saudável é solidário e por isso parte da verba reverte como donativo para projetos de investigação, prevenção e tratamento da obesidade infantil em Portugal em parceria com a APCOI.

Portugal tem sido indicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como principal referência de boas práticas no combate à obesidade infantil por ter conseguido diminuir em 8% a prevalência de crianças com excesso de peso na última década. Dados europeus de 2019 verificaram, contudo, que uma em cada três crianças em Portugal (29,7%) ainda vive com obesidade ou pré-obesidade.

Delegação açoriana do Sindicato dos Enfermeiros reúne na próxima sexta-feira
A delegação do Sindicato dos Enfermeiros – SE nos Açores reúne já na próxima sexta-feira, dia 03 de março, pelas 10 horas, com...

O “Programa Regional para a Saúde Mental dos Açores” foi aprovado em julho do ano passado e tem vindo a desenvolver um conjunto de ações no terreno com vista à implementação do plano. “É importante a aplicação de medidas de promoção da Saúde Mental, para que deixe de ser o ‘parente pobre’ da saúde em Portugal”, refere o dirigente do SE. Adicionalmente, sustenta Eduardo Bernardino, “é fundamental contratar os recursos humanos necessários, nomeadamente enfermeiros, para aplicar a estratégia de forma adequada”.

“De qualquer forma, consideramos muito positiva esta abertura do Governo Regional para reunir connosco e poder recolher os nossos contributos para melhorar um programa extremamente pertinente, numa área tantas vezes negligenciada”, sustenta Eduardo Bernardino.

 

Dia Mundial da Obesidade
O William James Center for Research do Ispa – Instituto Universitário promoveu o Estudo COOB – COuples’ OBesity Initiative...

O estudo elaborado pelos investigadores Inês Queiroz Garcia, Filipa Pimenta, João Marôco e Amy Gorin verificou que 47% dos casais considera que a obesidade tem um impacto negativo na relação de casal.

O estudo permitiu concluir também que um elevado número de casais não fala sobre a obesidade e que é na profissão que se acentuam as diferenças entre homens e mulheres: são os homens que percecionam maior impacto negativo da obesidade na profissão.

Embora 63% das pessoas que integram o estudo considerem que a presença da obesidade em pelo menos um dos membros do casal é um problema de ambos, falam pouco ou mesmo nada sobre o assunto (54% dos casais falam entre “nunca” a apenas “algumas vezes”).

Em relação à possibilidade de trabalharem em conjunto para gerir a obesidade, apenas 48% o faz “frequentemente” ou “sempre”.

“Estes dados significam que ainda predomina a ideia de que a obesidade é algo que decorre apenas de aspetos individuais; ainda não se valoriza suficientemente o potencial que o casal tem para auxiliar na mudança de comportamentos que possam implicar uma diminuição do peso e uma melhoria no estado de saúde” refere a professora Filipa Pimenta, membro da equipa do estudo do William James Center for Research/Ispa- Instituto Universitário. “Destaca-se nas entrevistas que aspetos do casal, tais como a reação negativa à tentativa de mudança do/a parceiro/a com obesidade, podem ser um fator importante de desmotivação para a mudança. Daí ser importante perceber e intervir na obesidade, considerando o casal e não apenas o indivíduo.”

Já uma percentagem alta dos casais considera que a obesidade tem um impacto negativo em várias esferas da vida do casal, entre elas destaque para os 85% que refere elevado impacto ao nível da saúde, 71% referem impacto na atividade física, 62% relativamente à alimentação e 42% no que diz respeito ao funcionamento sexual.

O COuples’ OBesity Initiative desvenda ainda quais as principais estratégias percebidas como eficazes e que reúnem concordância/preferência de ambos os membros do casal para combater a obesidade. Sendo que 74% dos casais concorda que estabelecer objetivos em relação àquilo que comiam (ex., quantidades, tipo de comida, etc.) era eficaz na gestão do seu peso.

74% concorda em procurar ajuda profissional para gerir o peso, junto de um médico e 72% em procurar ajuda profissional para gerir o peso, junto de um nutricionista;

67% concorda em utilizar equipamentos para fazer atividade física (ex., em casa) ou pagar a mensalidade de um ginásio e 67% em procurar informação acerca de como gerir o peso.

Ainda de acordo com o estudo, as mulheres procuram mais informação acerca de como gerir o peso do que os homens e usam também mais produtos naturais do que homens para combater o excesso de peso.

“A obesidade pode ser reforçada por fenómenos partilhados e construídos no casal, tal como a mudança pode ser facilitada se for implementada em conjunto com o/a parceiro/a. Por isso, uma nova linha de abordagem à mudança de comportamento de saúde, que conduza a uma saudável gestão do peso, pode e deve passar por esta unidade: o Casal”, explicam a Professora Filipa Pimenta e a investigadora Inês Queiroz Garcia.

“Articular Respostas em Saúde Mental”
Debater a intervenção interdisciplinar na Perturbação do Desenvolvimento Intelectual é o objetivo das VIII Jornadas do Assumar,...

Esta VIII edição das Jornadas do Assumar é dedicada à articulação com outros intervenientes na saúde das pessoas com deficiência, sendo que o objetivo passa por criar um espaço de diálogo em que os profissionais de diferentes contextos partilham as suas dificuldades e obstáculos, mas também os sucessos, no esforço de trabalharem concertadamente.

As jornadas vão contar com profissionais do Serviço Nacional de Saúde, quer da Região do Alentejo quer de outros locais, assim como de outras áreas de intervenção como a psiquiatria, a cirurgia, a medicina dentária, ou a pediatria. Estarão ainda presentes representantes da rede de apoio à pessoa com deficiência: familiares, assistentes espirituais, professores, e as pessoas assistidas.

Paralelamente às jornadas vão ser proporcionadas workshops de dança e movimento, relaxação terapêutica, e mindfullness.

“É muito importante debater esta questão da deficiência intelectual não só nos grandes centros urbanos, mas também no interior do país. Em primeiro porque no interior deparamo-nos com maiores dificuldades de acesso a nível de cuidados e de informação. Em segundo, esta é uma problemática que deve ser debatida e refletida a nível nacional com o objetivo de se desenvolverem respostas adequadas às pessoas com esta patologia”, afirma João Albuquerque, Diretor Clínico do Centro de Recuperação de Menores – Irmãs Hospitaleiras Assumar.

 

Entrevista | Dra. Diana Pereira e Dra. Joana Pereira | Psiquiatras
Com uma elevada prevalência na população em geral, as perturbações da personalidade ocorrem, geralme

Estima-se que cerca de uma em cada dez pessoas sofra de uma perturbação da personalidade. No entanto, este número, explicam os estudos, é um número geral que envolve todos os tipos de perturbações de personalidade. Uma vez que este é um tema pouco abordado e pouco reconhecido na sociedade, começo por perguntar o que configura uma perturbação de personalidade e que fatores podem estar na sua origem? De que estamos a falar quando falamos de Perturbação de Personalidade?

A personalidade pode ser definida como um conjunto de características individuais e relativamente estáveis, ou seja, traços de personalidade, que determinam a forma como cada pessoa perceciona, se relaciona e pensa acerca de si própria, dos outros e do meio que a envolve em circunstâncias particulares. Quando estes traços de personalidade são inflexíveis e desadaptativos e, por isso, causam sofrimento para a própria pessoa ou interferem negativamente na sua relação com os outros, é considerada uma perturbação da personalidade (PP). A OMS define as PP como um conjunto de modalidades de comportamento persistentes e duradouras que consistem em reações pessoais e sociais inflexíveis a situações de natureza muito variada. Representam extremos ou desvios significativos das perceções, pensamentos, sentimentos e das relações com os outros em relação aos de um indivíduo médio numa determinada altura.

Eventos de vida adversos, principalmente durante a infância, como abusos sexuais e mãe com sintomas depressivos ou ansiosos, são alguns dos fatores que aumentam o risco de perturbação da personalidade.

Que tipos de Perturbações de Personalidade existem? E quais as principais características de cada uma delas?

Os comportamentos exibidos pelos doentes com Perturbação da Personalidade (PP) são extremamente variáveis e dependem dos traços (características) de personalidade que apresentam, bem como da sua gravidade. Isto significa que temos PP nas quais as pessoas sentem que não têm qualquer valor, apresentam emoções como ansiedade e tristeza bem como comportamentos de isolamento e evitamento, têm tendência a hipervalorizar as críticas e a interpretar as atitudes dos outros como negativas, e, em contraste, temos outras PP caracterizadas por um sentimento de autoestima insuflado, com dificuldade em se colocar no lugar do outro, tendência para desvalorizar a crítica e manipular os outros para benefício próprio. Estes dois exemplos ilustram a grande heterogeneidade deste diagnóstico. Na versão mais recente do Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais, as PP são divididas em 3 grupos principais, com base nas características comuns entre elas, com o objetivo de facilitar a categorização e memorização das diferentes PP. Desta forma, temos o Cluster A, que inclui as PP Paranóide, Esquizóide e Esquizotípica, caracterizadas por traços de excentricidade e características peculiares; o Cluster B, que inclui as PP antissocial, borderline, histriónica e narcísica, que por sua vez são indivíduos dramáticos/emotivos, com instabilidade emocional e comportamental bem como grandes dificuldades em se adaptarem socialmente; e, por fim, o Cluster C, que inclui as PP evitante, dependente e obsessivo-compulsiva, que inclui os indivíduos mais ansiosos e neuróticos.

Como é feito o diagnóstico e que pode condicionar ou dificultar a identificação de uma perturbação de personalidade?

O diagnóstico é clínico, ou seja, é feito com base na identificação de um padrão estável e de longa duração de comportamentos ou de vivências, que são determinados pela presença de certos traços/características da personalidade, que levam a um sofrimento pessoal significativo e interferem na vida do doente. Existem também entrevistas psicológicas e testes para avaliação da personalidade que podem auxiliar no diagnóstico. A identificação desta perturbação pode ser dificultada pela presença de outras doenças que podem ter sintomas semelhantes, como é o caso das perturbações de ansiedade, perturbações depressivas e doença bipolar, por exemplo.

É possível conviver com mais do que uma perturbação de personalidade?

Sim, é relativamente frequente as pessoas diagnosticadas com uma Perturbação da Personalidade (PP) apresentarem sintomas que permitem fazer o diagnóstico de pelo menos outra PP. Isto deve-se ao facto de existir uma grande sobreposição de sintomas entre as diferentes PP, principalmente entre as PP do mesmo cluster. Este facto tem sido alvo de grande discussão entre a comunidade científica no sentido de se criar um modelo de classificação que permita melhorar o diagnóstico destas Perturbações.

Quem sofre de uma perturbação de Personalidade tem noção de que é, pelo menos, diferente?

A maioria das pessoas que têm uma Perturbação da Personalidade (PP) não tem consciência disso porque é a sua “forma de ser” e não percebe que o sofrimento que vai sentindo e as dificuldades que vai tendo na relação com os outros, no trabalho e noutras áreas da sua vida é devido a características da sua personalidade. Desta forma, o que mais frequentemente leva as pessoas com PP a procurarem ajuda são queixas relativas a outras doenças psiquiátricas associadas.

Neste sentido, tendo em conta a sua experiência, quando estes casos são diagnosticados, o diagnóstico acontece por acaso – ou seja, surge depois da pessoa ter procurado ajuda por outro motivo, como uma depressão -, ou porque o próprio ou familiar teve noção de que algo de errado existe com o seu comportamento?

Geralmente as pessoas com perturbações da personalidade procuram ajuda por causa de outros problemas associados, como por exemplo queixas depressivas, ansiosas ou consumo de substâncias. É raro procurarem ajuda simplesmente pelas questões relacionadas com a personalidade por si só.

O que posso fazer se suspeitar que eu ou um familiar ou amigo parecer ter uma Perturbação de Personalidade?

Sempre que existir suspeita de uma perturbação mental, seja uma perturbação da personalidade ou outra, é aconselhável ser observado por um Psiquiatra de forma a que seja esclarecido o diagnóstico. Isto não se deve apenas ao facto de que muitos sintomas presentes nas pessoas com PP estão também presentes noutras patologias psiquiátricas, mas também ao facto de que é frequente as pessoas com PP terem outras doenças Psiquiátricas associadas.

A partir de que idade podem surgir, ou tornar-se mais evidentes, os primeiros traços ou características de uma perturbação de personalidade?

É importante esclarecer que as características da personalidade são variadíssimas, estão presentes em todas as pessoas desde uma fase muito precoce da vida e vão ficando cada vez mais definidas a partir do final da infância/início da adolescência. Desta forma, só a partir do momento em que estas características da personalidade ficam mais estáveis e definidas é que podemos avaliar se estas são ou não disfuncionais, ou seja, se causam sofrimento pessoal significativo ou interferem negativamente nas diferentes áreas da vida da pessoa (laboral, académica, pessoal, entre outras).

Existe tratamento para as perturbações de personalidade? Para que serve a terapia, por exemplo, nestes casos?

O tratamento de cada uma das diferentes PP deve ser individualizado e tem diferentes particularidades. No entanto, regra geral, a psicoterapia constitui a base do tratamento, reservando-se as estratégias farmacológicas para as alterações sintomáticas agudas, como por exemplo períodos de maior instabilidade afetiva, e para o tratamento de outras doenças psiquiátricas associadas, como é o caso dos episódios depressivos e perturbações de ansiedade. A terapia tem o objetivo de, entre múltiplas outras coisas, capacitar as pessoas com PP de estratégias para lidar de forma mais adaptativa com as adversidades e ajudá-las a modificar os comportamentos e/ou pensamentos menos saudáveis.

Quais as principais complicações ou consequências que as Perturbações de Personalidade têm a nível pessoal e social?

A nível social, as pessoas com PP do Cluster A tendem a ter uma relação mais distante ou conflituosa com os outros na medida em que não retiram muito prazer da interação com os outros ou são tão desconfiadas que têm dificuldade em manter relações próximas com alguém. Já a nível pessoal, podem ter objetivos de vida mal definidos, um leque de interesses reduzido ou terem dificuldade em confiar nos outros.

Por outro lado, nas pessoas com PP do Cluster B as relações interpessoais são geralmente mais instáveis, conflituosas e/ou superficiais, e estas pessoas têm uma maior dificuldade em reconhecer as necessidades e os sentimentos dos outros. A nível pessoal, podem apresentar um sentido de identidade e autoimagem instáveis e pouco desenvolvidos, uma necessidade de ser admirado/reconhecido pelos outros ou serem demasiado centrados em si próprios.

Finalmente as pessoas com PP do Cluster C podem apresentar relações caracterizadas por comportamentos de submissão ou apego excessivo ou, por outro lado, podem apresentar uma maior tendência para se isolar e evitar estabelecer relações mais próximas. São geralmente pessoas com crenças de inferioridade ou inadequação, com tendência a desvalorizar as suas qualidades ou a serem demasiado críticos e exigentes consigo próprios.

Na sua opinião, por que motivo pouco se fala sobre as Perturbações de Personalidade? Quais os principais mitos ou estigmas associados?

Não nos parece que o problema resida no facto de se falar pouco de Perturbação da Personalidade, sendo inclusive um diagnóstico muito comum no ambiente hospitalar e em ambulatório. A principal dificuldade reside na linha ténue entre o normal e o patológico. Se por um lado estas características são muitas das vezes associadas a uma falha de carácter, por outro lado geram imensa contra atitude nos outros, sendo uma das maiores dificuldades a interação e a prestação de cuidados a esta população.  Por fim, as diminutas soluções terapêuticas são outra importante limitação na abordagem. É necessário haver um maior investimento científico na área, para melhor compreensão e abordagem das mesmas.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Missão 70/26” apresentada no 17º Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular Global
Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) apresentou, durante o 17º Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular...

A SPH vai desenvolver um programa estratégico multifacetado que permita controlar 70% dos hipertensos vigiados nos cuidados de saúde primários em Portugal até 2026. Vai materializar-se na implementação de um conjunto de ações destinadas a doentes e profissionais de saúde.

Esta “Iniciativa Nacional” da SPH tem, desta maneira, como população alvo, os profissionais de saúde e toda comunidade portuguesa. “Definimos como objetivos: reduzir a inércia médica motivando a proatividade dos profissionais de saúde, potenciar a adesão à terapêutica dos já diagnosticados como hipertensos e promover a literacia em saúde na população em geral. Entre as variadas ações, pretendemos alertar a população para a importância da medição regular da pressão arterial e informar a população para os riscos da hipertensão (HTA) não controlada” adianta a Direção da SPH.

Luís Bronze, Cardiologista, ainda presidente da SPH salienta que “em Portugal, apesar de 75% dos hipertensos estarem sob medicação, o controlo tensional continua a ser insuficiente, e em parte este problema é causado pela falta de adesão à terapêutica. As idas ao médico são essenciais porque servem também para motivar os doentes a aderir à terapêutica e a consciencializá-los para os fatores de risco concomitantes. Estas são medidas indispensáveis para controlar esta pandemia silenciosa que é a hipertensão. A Covid afastou muitos doentes de uma rotina de controlo da pressão arterial, estimando-se que “o seguimento dos doentes tenha sido reduzido em cerca de 20%. É preciso recuperar essas rotinas e esses doentes”.

Rosa de Pinho, Médica de Família, que agora assume a direção da SPH recorda que: “conhecida como a “pandemia silenciosa”, a HTA, segundo o estudo PHYSA1, afeta cerca de 42% da população portuguesa e estima-se que mais de 25% dos doentes desconheça que sofre desta patologia crónica. Não tem sintomas e está ligada a doenças cardiovasculares graves, nomeadamente aos Acidentes Vasculares Cerebrais, que surgem sem aviso prévio, com taxas de mortalidade ou incapacidade elevadas”.

De acordo com Rosa de Pinho, a “Iniciativa Nacional tem como uma das prioridades as iniciativas junto da comunidade, sensibilizando e consciencializando a população para a importância de medir regularmente a pressão arterial, de aderir à terapêutica e de consultar o médico periodicamente para vigilância da doença. Para isso, e beneficiando do papel de Liga da SPH, será implementado um plano de ações com o intuito de divulgar e explicar a HTA junto do público em geral; informar, esclarecer e educar o doente sobre como lidar com a doença; e apoiar os doentes no seu dia-a-dia. A outra prioridade, enquanto sociedade científica, a SPH tem como objetivo envolver os profissionais de saúde, no sentido de assegurar a atualização de conhecimentos e formação; e convidar à participação de outras entidades, com o objetivo comum de aumentar o controlo da pressão arterial”. Será criado um Prémio para projetos de profissionais de saúde que desenvolvam alguma atividade relevante nesta área da melhoria da adesão à terapêutica e do controlo de HTA.

De forma a poder fazer o seguimento da eficiência das ações, a SPH fará uma avaliação regular dos indicadores hoje disponíveis no bilhete de Identidade dos Cuidados de Saúde Primários (BI-CSP), sabendo que, à data de hoje, temos 52,8% dos hipertensos vigiados nos CSP controlados (PA< 140/90 mmHg) 2. 

Através de um plano de ação estruturado, a SPH pretende, assim, alterar a realidade atual de um controlo deficiente da pressão arterial, já que a HTA é o fator de risco cardiovascular mais comum em Portugal e, claramente, um forte contribuinte para a elevada prevalência de Acidente Vascular Cerebral bem como de outras doenças Cardiorenovasculares, como a Doença Isquémica Cardíaca, Demência Vascular e Doença Renal Crónica. 

3 de março
Assumindo o compromisso de contribuir ativamente na promoção da educação para a saúde da população da região, o Hospital CUF...

Com o objetivo de alertar a população para a importância do diagnóstico precoce da Diabetes e a adoção de hábitos de vida saudáveis, os profissionais de saúde do Hospital CUF Coimbra vão promover uma ação de deteção precoce da Diabetes através da medição de glicemia e da avaliação do risco de desenvolvimento da doença.

Considerada uma epidemia global, a Diabetes é uma doença crónica que se caracteriza pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue e cuja prevalência tem vindo a aumentar. É, por isso, fundamental a sua deteção precoce e a identificação de fatores de risco, bem como a educação para a saúde para um maior controlo da doença.

Esta será a primeira ação da iniciativa "Saúde com Alma”, promovida pelo Hospital CUF Coimbra e o Centro Comercial Alma Shopping - gerido e comercializado pela consultora imobiliária CBRE - uma parceria que visa aumentar a literacia em saúde junto da população e alertar para os fatores de risco, sinais de alerta e formas de prevenção de algumas das doenças mais frequentes na população. Para os próximos meses estão previstas ações no âmbito da nutrição para a saúde, doenças da coluna e saúde do homem.

Todas as ações são de participação livre e gratuita, sem necessidade de inscrição prévia.

 

9 a 11 de março
Vai decorrer, entre 9 e 11 de março, o XXX Congresso de Pneumologia do Norte (e as XXXVI Jornadas Galaico Durienses). O Centro...

Sendo um momento no qual se pretendem destacar as novidades na área da prevenção, diagnóstico e terapêutica das doenças respiratórias, a organização do XXX Congresso de Pneumologia do Norte assegura que foi definido “um programa científico inclusivo a todas as subespecialidades da Pneumologia com a participação de palestrantes de renome, nacionais e internacionais, tornando-o o mais apelativo possível para todos os que trabalham na área das doenças respiratórias”. O grande foco na definição do programa, para Raquel Duarte e Patrícia Mota, “foi sempre o que é preconizado, atualmente, para o diagnóstico e tratamento das doenças respiratórias. Além disso, também foi nosso objetivo abordar tópicos relacionados com a gestão e organização dos serviços de Pneumologia e seus sectores, fulcral para uma melhor abordagem destas doenças”.

Tudo isto será conseguido com os diferentes tipos de sessões que vão decorrer: “Sessão de Atualização” em Doenças do Interstício Pulmonar, Asma, DPOC, Infeções e Patologia Pleural; “Sessão Clínica” em Pneumologia de Intervenção, Bronquiectasias não-Fibrose Quística, Vasculites, Tosse crónica; “Tendências, controvérsias e questões abertas” em Sono e Cancro do Pulmão e “Mesas Redondas” sobre Transplante pulmonar, Insuficiência Respiratória, Reabilitação Pulmonar, Tabagismo, Infeção por Aspergillus e Saúde Mental na Pneumologia.

A multidisciplinariedade deste congresso é algo também destacado, uma vez que, de acordo com a comissão organizadora, “cada vez mais, o exercício da Medicina assenta numa base multidisciplinar e a Pneumologia espelha diariamente - e muito bem - essa realidade nas suas diferentes áreas. O envolvimento das outras especialidades, desde a Radiologia, Cirurgia Torácica, Doenças Infeciosas, Reumatologia, entre outras, só contribui para uma abordagem diagnóstica e terapêutica mais enriquecida e fiável das doenças respiratórias. A proximidade com outras especialidades está, efetivamente, patente neste congresso através de palestras de colegas médicos nacionais e internacionais”. 

No último dia do congresso, a 11 de março, vão decorrer quatro cursos pós-congresso que, este ano, serão dedicados aos temas do Sono, Oncologia Pneumológica, Ecografia torácica e Prescrição Antibiótica.

A edição deste ano fica ainda marcada pelo maior número de trabalhos submetidos – com um total de 213 trabalhos. 

Para mais informações consulte o PROGRAMA do evento.

Cerimonia no dia 4 de março
É já no dia 4 de março que a Bayer vai realizar a cerimónia de entrega do Science Choice Award, na qual serão apresentados os...

“Juntos pelo futuro da uro-oncologia” é o mote desta iniciativa da Bayer, que visa reconhecer e distinguir projetos originais na prática clínica atual através da partilha de ideias e da geração de evidência de vida real em Portugal.

O projeto vencedor receberá 20 mil euros de prémio e será escolhido por um painel de avaliação composto por especialistas de excelência na área do cancro da próstata: Prof. Dr. Arnaldo Figueiredo, Prof. Dr. Carlos Silva, Prof. Dr. Luís Campos Pinheiro, Dr. José Palma dos Reis, Prof.ª Dr.ª Isabel Fernandes, Dr.ª Maria Joaquina Maurício, Dr.ª Gabriela Sousa, Prof. Dr. Miguel Ramos, representante da Associação Portuguesa de Urologia e Dr.ª Cátia Faustino, representante da Sociedade Portuguesa de Oncologia.

“Investir em inovação e ciência que impacta positivamente a vida dos doentes é uma prioridade para a Bayer. Neste sentido, lançámos o “Science Choice Award” com o objetivo de reconhecer o mérito do trabalho desenvolvido pelos médicos portugueses no tratamento do cancro da próstata, a fim de escolher um dos melhores projetos e de poder ajudá-lo a crescer e a alcançar os seus objetivos de forma mais rápida”, explica Marco Dietrich, diretor geral da Bayer Portugal.

A primeira edição do Science Choice Award é apenas o primeiro passo da Bayer para reforçar o seu compromisso em contribuir de forma significativa e fazer a diferença no futuro da uro-oncologia em Portugal.

Projeto Premium Selection avança com residência sénior de 85 camas
A SMP Serviço Médico Permanente, empresa do Grupo Onyria que opera na área de Assistência Médica ao Domicílio, Telemedicina,...

Fundada em 2009, a residência Ofélia tem capacidade para 85 camas, num edifício caracterizado pela luz natural em que todos os quartos têm acesso ao jardim interior ou a terraços. Está dotado de enfermagem 24h, uma ampla sala de fisioterapia, cabeleireiro e lavandaria.

A gestão será assegurada pela SMP durante um período de 25 anos com o objetivo de se tornar uma referência para outros lares e residências, e um exemplo do que todo o projeto Premium Selection pretende desenvolver neste segmento de mercado.

“Esta será a primeira residência deste projeto, a partir do qual poderemos implementar as melhores práticas do sector, e dar formação a outras residências que pretendam integrar o projeto Premium Selection. O SMP detém um forte know how e experiência de 35 anos em cuidados de saúde domiciliários, a que se junta a experiência do grupo em hotelaria e restauração”, refere Luis Pinto Coelho, acrescentando: “Estamos próximos dos desafios do dia a dia das residências de idosos e queremos ser um exemplo de gestão neste setor, colaborando com todas as entidades no melhoramento dos níveis de qualidade e de vida dos nossos clientes”.

O Premium Selection - Senior Living é um projeto que pretende atribuir um selo de qualidade às residências do concelho e agregá-los num portal, que ficará disponível online no início de 2022. O projeto assenta em três pilares: um plano de trabalho de melhoria contínua, com consultoria do Grupo Onyria, para a melhoria das várias vertentes de hospitality destas residências; divulgação da rede de residências sénior com selo de qualidade e garantia de que cumprem todos os requisitos e elevado padrões de qualidade; e o apoio do Serviço Médico Permanente, do Grupo Onyria, disponível permanentemente para as residências aderentes, que desta forma passam a contar com médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, sempre que necessitem.

O Premium Selection - Senior Living é um projeto pioneiro, que se inicia agora em parceria com o município de Cascais, mas que pretende vir a expandir-se para abranger todo o território nacional. Começou a ser preparado há cerca de um ano, quando em plena pandemia, se percebeu que as residências necessitavam de adquirir mais competências e melhorar vários aspetos dos seus serviços, seja na alimentação, higiene, logística, em termos técnicos e médicos, ou mesmo da relação cuidador-utente. 

Protocolo entre o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e a Cruz Vermelha Portuguesa
O Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Correia, anunciou que o executivo irá lançar brevemente um...

“O Governo está prestes a anunciar um programa de apoio à saúde mental dos atletas de alto rendimento e daqueles que estão nos primeiros anos pós-carreira ou que já concluíram a carreira de alto rendimento e estão numa fase de transição para o mercado de trabalho”, avançou o Secretário de Estado, em primeira mão.  

Segundo João Paulo Correia, este "grande apoio” vai juntar-se a outros que já existem e “nascerá de um protocolo entre o Instituto Português do Desporto e Juventude e a Cruz Vermelha Portuguesa, com a sua rede de técnicos que tem grande cobertura territorial”. O político não avançou com a data de implementação. 

O Secretário de Estado afirmou ainda que “aumentar o número de mulheres em cargos de liderança é um dos objetivos para este mandato”. Em entrevista, refere que “é nos lugares de poder que se fazem as grandes mudanças e que se tomam as decisões que são transformadoras”, por isso, é essencial que a igualdade de género se reflita também “no número de treinadoras, no número de árbitras e no número de dirigentes”, continua.  

O Governo já apresentou publicamente, no mês passado, o relatório para igualdade de género no desporto, que analisa a realidade desportiva em Portugal e que reúne 15 recomendações para o setor nesta matéria. João Paulo Correia espera que as medidas que constam no documento ajudem Portugal a aproximar-se da média europeia, “não só em número de atletas, mas também no acesso das mulheres ao lugar de poder do desporto”. 

Para este mandato, o político destaca duas grandes prioridades: “A primeira é afirmar o desporto português na cena internacional; a segunda é aumentar os índices de atividade física da população em geral”. Para este último objetivo, concorda que “é preciso combater o sedentarismo e é preciso aumentar a literária da população em geral, para que haja uma compreensão, uma mudança cultural e uma transformação que permita à população compreender que a atividade física significa mais saúde”. 

Estudo Stima Index
Em Portugal, quatro em cada dez pessoas que vivem com VIH já foram alvo de algum tipo de discriminação social, e 15% já...

Os resultados do estudo, no qual a Direção-Geral da Saúde participa, foram apresentados ontem, dia 1 de março de 2023, no Auditório António de Almeida Santos da Assembleia da República, assinalando o dia da Discriminação Zero, data assinalada pela Organização das Nações Unidas e outras organizações internacionais.

O “Stigma Index” é um projeto internacional, aplicado pela primeira vez em Portugal em 2013 e replicado em 2021/2022 pelo CAD - Centro Antidiscriminação VIH (projeto conjunto de duas organizações da sociedade civil, a Associação Portuguesa para a Prevenção e Desafio à Sida - Ser+ e o Grupo de Ativistas em Tratatamento - GAT), com financiamento da Direção-Geral da Saúde e parceria com a Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa.

Segundo o estudo, 8,5% dos inquiridos revela ter sido alvo de algum tipo de discriminação social, e 3,5% já sofreu alguma situação de violação dos seus direitos por viver com VIH, nos últimos 12 meses.

Ao nível do estigma interno (quando a pessoa assume e aplica a si própria os estereótipos sociais negativos associados ao VIH) e da auto-discriminação (quando o próprio se isola, se exclui ou evita determinadas atividades e contextos, por ter VIH), 90,5% dos inquiridos identificou manifestações de estigma interno, e 30% algum comportamento de auto-discriminação nos últimos doze meses.

No estudo participaram 1 095 pessoas que vivem com VIH, das regiões de Lisboa, Porto, Coimbra e Faro, e colaboraram dez centros hospitalares e 18 organizações de base comunitária. Em relação aos cuidados de saúde, 22% dos inquiridos reportaram alguma situação de discriminação no último ano por parte de profissionais de saúde. O não cumprimento da confidencialidade aumentou de 5,3% (em 2013) para 9,5%, com os inquiridos a referirem que os seus registos médicos não são mantidos confidenciais.

Pessoas que para além do VIH, têm outros fatores de vulnerabilidade (como serem homossexuais, pessoas trans, trabalhadores do sexo, pessoas que usam ou usaram drogas, ou imigrantes) reportam mais frequentemente situações de estigma e discriminação nos vários contextos, comparando com pessoas com VIH que não pertencem a nenhuma destas populações. Também as mulheres referem, mais que os homens, sofrerem de discriminação social e nos serviços de saúde, bem como de estigma interno e auto-discriminação.  

 

Movimento LIFE quer impulsionar paridade e vai realizar estudo sobre a igualdade de género
As mulheres ainda enfrentam inúmeras barreiras no acesso a carreiras de topo e cargos de decisão. Mesmo com mais habilitações...

A área da saúde é predominantemente feminina, com as mulheres a representarem 75% do total da força de trabalho, mas a ocuparem pouco mais de um terço dos lugares de liderança.

Apesar de a área da saúde ser predominantemente feminina, com as mulheres a representarem 75% do total da força de trabalho, são ainda poucas as que ocupam cargos de liderança - pouco mais de um terço devido às barreiras no acesso a carreiras de topo e cargos de decisão, que continuam a ser muitas, apesar de elas terem mais habilitações do que os homens. A isto junta-se ainda a falta de literacia, de políticas de igualdade de género ou de medidas de tolerância zero para bullying e assédio moral e sexual no local de trabalho.

Medidas que as 30 mulheres de várias gerações com experiência de liderança na Saúde, que são Embaixadoras do Movimento LIFE, apresentaram na sequência de uma primeira reflexão, em que foram analisadas as razões históricas e atuais para estarmos distantes da igualdade de género e debatidas estratégias de desenvolvimento para criar um futuro melhor para as novas gerações.

Estas e outras conclusões de duas análises vão ser divulgadas hoje, dia 2 de março, na sessão pública de apresentação do Movimento LIFE - Liderança na Saúde no Feminino, que decorre no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a partir das 14:00.

Estas são algumas das conclusões de duas análises que vão ser divulgadas hoje, dia 2 de março, na sessão pública de apresentação do Movimento LIFE - Liderança na Saúde no Feminino, que decorre no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a partir das 14:00.

Um dos estudos foi realizado pela Faces de Eva: Estudos sobre a Mulher/CICS.NOVA (NOVA-FCSH) e outro pela consultora GFK/Metris, também com base na auscultação de algumas dezenas de mulheres com experiência de liderança na Saúde.

As duas análises que vão ser apresentadas apontam para a necessidade de se conhecer a realidade do setor da Saúde em Portugal. Só o conhecimento detalhado da realidade pode dar visibilidade ao problema da desigualdade de género e permitir definir linhas de atuação concretas que mudem a realidade para as gerações futuras.

Segundo a análise da GFK/Metris, há muita informação e múltiplas estatísticas, mas são dados desagregados e não sistematizados que dificultam uma compreensão profunda da realidade. No fundo, há muita informação e pouco conhecimento.

Por isso mesmo, o Movimento LIFE vai promover a realização de um estudo que ausculte as mulheres e homens com menos de 40 anos que trabalham no setor da Saúde em Portugal. A ideia, a par de ter maior conhecimento da realidade, é permitir um retrato dos entraves ou impulsos que as mulheres mais jovens sentem atualmente na sua progressão de carreira. O intuito é também recolher contributos de todos sobre medidas ou políticas que possam ser promotoras da igualdade de género.

O Movimento promoveu já uma primeira reflexão com cerca de 30 mulheres de várias gerações com experiência de liderança na Saúde, que são Embaixadoras deste Movimento. Foram analisadas as razões históricas e atuais para estarmos distantes da igualdade de género e debatidas estratégias de desenvolvimento para criar um futuro melhor para as novas gerações.

“A igualdade de género é um assunto que tem de importar a todos: mulheres e homens. Importa a toda a Sociedade debater este tema para concretizar ações que mudem o panorama da desigualdade de género. Porque equipas de liderança diversificadas tornam melhor as organizações”, refere Cláudia Ricardo, co-fundadora do Movimento LIFE.

Outra das fundadoras, Isabel Henriques de Jesus, sublinha que “a ‘questão das mulheres’ mantém toda a atualidade e pertinência nos dias de hoje e deve ser integrada num contexto mais vasto de Direitos Humanos”. “Apesar de um caminho e evolução inegáveis, ainda há tentativa de silenciamento ou apagamento, ainda há condicionamentos vários, por vezes bem subtis. Os contornos são mais ou menos nítidos, mas a questão das mulheres não perdeu qualquer atualidade”.

Nutricionista explica
Lutar contra os quilos a mais pode ser uma missão hercúlea, confusa e angustiante.

A obesidade é uma doença crónica e complexa, que pode estar associada à diabetes, hipertensão arterial, colesterol elevado, cancro, entre outras doenças. Em vésperas de mais um Dia Mundial da Obesidade, que se assinala a 4 de março, Sílvia Pinhão, nutricionista no serviço de nutrição do Centro Hospitalar Universitário de São João, alerta para os riscos desta doença, que pode levar a uma morte prematura, e desfaz alguns mitos em torno da obesidade. E avisa que retirar da dieta alguns nutrientes, como os hidratos de carbono, pode ter efeitos contrários aos desejados: a fome vai apertar e resvalar em assaltos ao frigorífico. 

“Tratar indivíduos com excesso de peso é uma tarefa muito complicada e desafiante. Muitas vezes, estas pessoas, antes de procurarem um especialista, vão recolher informações nas mais variadas fontes, nem todas credíveis. São diariamente invadidas por influencers, youtubers, profissionais do exercício físico ou do nutricoach. A confusão instala-se e as pessoas são as principais prejudicadas”, sublinha Sílvia Pinhão, que é também professora na Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto. 

De acordo com dados do último Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física seis em cada 10 portugueses adultos, entre 2015 e 2016, apresentavam Pré-Obesidade ou Obesidade. Em 2019, segundo o Instituto Nacional de Estatística, mais de um terço tinha excesso de peso (36,6%) e quase 17% tinham obesidade.  

Sílvia Pinhão frisa que, para emagrecer, “é importante ingerir menos energia e gastar mais”. Além disso, “é imprescindível que haja alteração do estilo de vida, através de uma alimentação saudável, variada e equilibrada, sendo o nutricionista a melhor fonte de informação, que ajudará a fazer as escolhas acertadas e a desmistificar conceitos. Acrescenta que uma alimentação correta vai também ajudar a um melhor funcionamento do intestino, a nossa barreira entre o meio interior e exterior. Todas estas alterações devem ser acompanhadas da prática regular de atividade física. 

A nutricionista explica que, nos últimos anos a investigação permitiu confirmar que a microbiota (flora) intestinal tem um papel fundamental no nosso equilíbrio metabólico. Daí que seja tão importante ter uma alimentação cuidada e hábitos saudáveis. Existem naturalmente no nosso intestino bactérias probióticas que intervêm na regulação do apetite, da saciedade e no armazenamento de energia. “Com a escolha dos alimentos certos e com a ajuda da suplementação (probióticos) é possível garantir um maior aporte destes microrganismos benéficos. Há estudos que comprovam, por exemplo, que as enterobactérias Hafnia alvei HA4597 parecem conseguir comunicar com os neurónios responsáveis pela sensação de saciedade e, por isso, podem ser promissoras no controlo de peso”, acrescenta.  

Uma pessoa que baseie a sua dieta em alimentos processados vai ter menos diversidade de microrganismos benéficos no intestino, além de impedir que outros grupos bacterianos igualmente bons, ligados, por exemplo, à proteção do sistema imunitário, se desenvolvam. 

A batalha contra o excesso de peso e a obesidade é, contudo, uma batalha para a vida e não um jogo entre semanas de folia alimentar e contenção. Traz consequências para a saúde e pode ter impacto sob o ponto de vista psicológico. “Mais difícil do que atingir o peso saudável, é conseguir manter o peso atingido, ou seja, o tratamento dietético da obesidade é para toda a vida, logo tem de ser um modo de vida”, remata Sílvia Pinhão. 

Três mitos sobre obesidade 

1. Para emagrecer devo eliminar o pão/tostas/batata/massa/arroz e outros alimentos semelhantes. 

Estes alimentos são ricos em hidratos de carbono complexos e são estes nutrientes que devem ser a base da alimentação, pois permitem ter energia para realizar as atividades diárias e manter o cérebro com a sua atividade normal. Se forem excluídos, vão trazer consequências nefastas. É importante perceber que incluídos na porção certa para cada um, ajustada à idade, sexo e tamanho corporal, são fundamentais para manter a saciedade, evitar a sensação de fome, ajudar a evitar ataques de ansiedade e nervosismo e vão ajudar a controlar o peso. A fome poderá levar a pessoa a “assaltar” o frigorífico e a escolher os piores alimentos. 

2. Para emagrecer devo ingerir muitos legumes e hortaliças.  

Os hortícolas têm de estar na alimentação diária, na sopa e/ou no prato [aumentam o volume das refeições sem aumentar muito a densidade energética (quantidade de calorias)], mas devem ser ingeridos na quantidade certa para cada um, porque tudo o que é demais é exagero. E, principalmente, deve ter-se cuidado com a quantidade de gordura habitualmente adicionada (seja óleo, seja azeite), na sopa ou no prato. Se for demasiada, mesmo que seja o azeite, que é a gordura mais saudável, vai aumentar as calorias da refeição e contribuir para o aumento de peso. Por isso, comer hortícolas é fundamental, mas na quantidade certa e, idealmente, sem adição de gordura. 

3. Tenho excesso de peso e não posso fazer nada para mudar porque a minha família é toda gordinha.  

Embora exista uma base genética que predispõe para a obesidade, a verdade é que é possível tentar controlar os nossos genes criando um ambiente e comportamentos que contrariem a tendência para ganhar peso. Ou seja, a pessoa pode adotar duas grandes armas: a alimentação, tendo em atenção a qualidade, variedade e quantidade; por outro, deve empenhar-se em ter um estilo de vida mais ativo, como andar mais a pé, trocar o elevador pelas escadas, reservar 10 a 15 minutos diários para exercícios no horário que for mais conveniente. 

Fonte: 
Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Campanha
Para assinalar os seus 25 anos de atividade, a Lusíadas Saúde lançou uma campanha com a qual pretende celebrar os finais...

Sob o mote “25 anos a criar histórias consigo”, a campanha pretende espelhar a realidade diária dos profissionais da Lusíadas Saúde inspirando-se nas suas áreas de especialidade e traçando um paralelismo com conhecidas séries televisivas em ambiente hospitalar. Susana Vilaça, Rui Borges e Ricardo Sampaio, médicos no Hospital Lusíadas Porto – região do país onde a história da Lusíadas Saúde começou a 1 de março de 1998 com o Hospital dos Clérigos – são os protagonistas desta campanha, na qual é dada a conhecer a realidade e a história dos cerca de 6.500 profissionais de saúde do grupo.

“Os primeiros 25 anos da Lusíadas Saúde foram e continuam a ser marcados por aqueles que fazem do grupo aquilo que é hoje. E é a história destes profissionais – as que se fizeram e as que ainda estão para vir – que queremos hoje celebrar com esta campanha, mostrando que os finais felizes não acontecem apenas na ficção, mas também no dia a dia dos nossos clientes, que em nós confiam para lhes proporcionar uma experiência de cuidados de saúde de excelência”, afirma Joana Menezes, administradora do Hospital Lusíadas Porto.

A campanha, que conta com a criatividade e conceito desenvolvidos pela Drummer, a nova unidade criativa da Lift, arranca hoje em todas as Unidades da Lusíadas Saúde do país e nas redes sociais do grupo, estando também disponível numa rede nacional de mupis, em spots de rádio e, no Norte do país, com uma campanha de outdoor e uma campanha digital.

 

 

Páginas