25 de março
O Auditório do Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira – Covilhã recebe no próximo dia 25 de março (2023), entre as 15H00...

O evento irá reunir ortopedistas de todos os hospitais públicos do norte, de quatro hospitais privados, também do norte, e dos quatro hospitais públicos da região centro, que integram o Centro Académico Clínico das Beiras (Covilhã, Castelo Branco, Guarda e Viseu), para debater os casos mais complexos encontrados na prática de cirurgia ortopédica.

Depois de em novembro de 2022, o Serviço de Ortopedia do CHUCB ter dinamizado, nesta unidade de saúde, as XXXI Manhãs Ortopédicas dos Hospitais da Zona Centro, o mesmo volta a trazer à Covilhã mais um evento de grande monta científica, outorgando por esta via, o reconhecimento do CHUCB, enquanto plataforma privilegiada de promoção do conhecimento, confluência de saberes e local centralizador da discussão de assuntos médicos de alto nível.

A sessão será encerrada pela Sociedade Angolana de Ortopedia e Traumatologia, que tal como o Centro Académico Clínico das Beiras e a Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia se associaram ao evento, que será transmitido on-line para Angola.

Mais informações através do e-mail: [email protected]

 

 

Doença genética rara
A Fibrose Quística é uma doença genética rara progressiva e multissistémica, mas que atinge, mais fr

“A Fibrose Quística é a doença genética mais comum na raça caucasiana, e a sua transmissão é autossómica recessiva, o que significa que os pais são portadores de uma mutação, são completamente assintomáticos, e ao juntarem-se têm 25% de probabilidade de ter um filho com duas mutações”, começa por explicar a pediatra, Telma Barbosa.

“As crianças com esta patologia, com as duas mutações, têm, caracteristicamente, secreções muito mais espessas do que a comunidade geral e, quer a nível pulmonar, quer a nível digestivo, vão condicionar determinadas alterações. No pulmão originam infeções recorrentes, podendo apresentar-se na forma de pneumonias de repetição ou asma de difícil controlo. Em termos intestinais, têm habitualmente fezes muito espessas que não conseguem eliminar no período neonatal, que se chama ileum meconial, ou então, em crianças mais velhas, devido a várias alterações pancreáticas, podem também apresentar-se com diarreia com gordura ou má evolução de peso condicionada por diminuição da absorção intestinal”, acrescenta advertindo que, muito embora, estes sejam os sistemas mais afetados, podem existir outros sintomas associados a outros órgãos.

“As mutações no gene vão afetar a produção e/ou o funcionamento de uma proteína (CFTR, Cystic Fibrosis Transmembrane Conductance Regulator) que, por sua vez, vai fazer com que haja este tipo de sintomas, e esta mesma proteína tem expressão em vários órgãos ou sistemas além do respiratório e intestinal, nomeadamente nas glândulas sudoríparas, fazendo com que o suor dessas crianças seja mais concentrado e salgado, podendo levar a desidratações graves nos meses de calor”, refere.

O diagnóstico é feito através do rastreio neonatal – o chamado teste do pezinho -, o que significa que a doença é identificada mesmo antes de surgirem os primeiros sintomas. Não obstante, há casos em que as manifestações clínicas da doença surgem logo após o nascimento. “Se tiver sintomas precoces e graves, podemos diagnosticar logo quando as crianças nascem, nomeadamente pelas fezes que não se conseguem eliminar (ileum meconial), e esta apresentação é logo precoce. As manifestações respiratórias, em geral, só acontecem mais tarde quando as crianças entram na escola, quando estão muitas vezes constipadas ou estão sempre a fazer pneumonias”, revela a especialista sublinhando a importância do teste do pezinho.

Entre os fatores de agravamento da doença estão fatores genéticos e ambientais. Segundo a especialista responsável pela Unidade de Fibrose Quística Pediátrica do Centro Materno Infantil do Norte (CMIN), “existem mais de 2000 mutações descritas, e existem mutações caracteristicamente mais graves e de apresentação mais precoce do que outras. Uma delas, sendo a mais comum, a F508DEL, é a mutação mais frequente e mais grave”.

Sem cura, o tratamento tem como objetivo recuperar o funcionamento da proteína CFTR. No entanto, “a nível pulmonar, quando já existem alterações definitivas da arquitetura, quando há bronquectasias ou lesões irreversíveis”, os fármacos existentes não produzem o efeito desejado, ou seja, já não conseguem inverter as alterações produzidas pela doença. “Conseguimos, sim, fluidificar as secreções. Isto significa que, em termos teóricos e de acordo com vários estudos publicados, quanto mais cedo começarmos este tipo de terapêutica, menos lesões irreversíveis, nomeadamente a nível pulmonar, iremos ter”, revela a pediatra.

Não obstante, “existem vários ensaios clínicos que estão a ser realizados, nomeadamente nos Estados Unidos da América que são os grandes pioneiros, mas também na Europa, que falam que estamos muito próximos da cura, nomeadamente de substituir ou melhor, de corrigir a mutação a nível celular”. 

Por outro lado, “também existem novos fármacos que estão mais avançados e têm mais benefícios em termos de higiene respiratória, como também há antibióticos que de facto conseguem controlar melhor as infeções por microrganismos que são cada vez mais resistentes”, o que demonstra que “a evolução nesta área tem sido estrondosa”. E apesar de considerar que ainda há grande caminho pela frente, este é um caminho que acalenta esperança na cura.  “Temos de estar satisfeitos com tudo aquilo que já atingimos nesta área”, afirma.

«A abordagem multidisciplinar é essencial»

No que diz respeito aos cuidados de acompanhamento destes doentes, Telma Barbosa revela que “as equipas multidisciplinares são essenciais para conseguirmos manter uma criança, um adolescente ou mesmo um adulto com o seguimento adequado”.

“Esta patologia, ao afetar vários sistemas e dado que cada vez mais, graças a novos avanços terapêuticos, temos tido uma esperança de vida muito mais aumentada, vamos ter patologias que não víamos sem ser em idades mais avançadas, por isso, a abordagem multidisciplinar é essencial. Por exemplo, com o avanço da idade vamos ter problemas que por vezes nos surgem na adolescência, como a diabetes e depois surgem outras patologias nomeadamente patologias ósseas, e também conseguimos abordar a temática da fertilidade, pois são pessoas que se vão tornar adultos produtivos e que querem ter filhos”, explica.

Segundo a especialista “a abordagem multidisciplinar não deve excluir a figura do médico assistente ou gestor de caso dada a sua importância na adequada orientação da pessoa com Fibrose Quística”.

“Estes doentes também devem ter uma abordagem logo muito precoce de fisiatria e fisioterapia respiratória, para podermos assegurar a drenagem adequada das secreções, como também têm de ter o apoio da de muitas outras especialidades ou subespecialidades, nomeadamente pneumologia, gastroenterologia, nutrição, endocrinologia”, acrescenta.

Em Portugal, existem cinco centros de referência e tratamento da Fibrose Quística: “dois no Porto, um em Coimbra e dois em Lisboa, como também dois centros satélite nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores, respetivamente”. Estes centros “funcionam não só com equipas multidisciplinares, mas também com uma grande coesão a nível nacional, traduzindo-se em benefícios inequívocos em termos de evolução nesta área em Portugal”.

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Evento de inauguração realiza-se no próximo dia 21, a partir das 16h30 e conta com a presença do Ministro da Saúde.
A sustentabilidade foi, e continua a ser, uma das prioridades da AstraZeneca, multinacional biofarmacêutica orientada para a...

‘Investir em Portugal e no nosso futuro sustentável’, onde terá a palavra Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras, ou ‘Aproveitar o poder da ciência para construir um futuro sustentável e saudável para as pessoas, a sociedade e o planeta’, serão alguns dos temas do evento, que vai contar com a presença do Ministro da Saúde, Manuel Pizarro, a quem caberá o encerramento.

Vão ainda ser apresentados projetos locais que tornam a AstraZeneca líder em sustentabilidade, como a iniciativa PHSSR (Parceria para a Sustentabilidade e Resiliência dos Sistemas de Saúde), que visa contribuir para a construção de um sistema de saúde mais sustentável e resiliente. Sendo a AstraZeneca uma companhia anglo-sueca, também a Embaixadora da Suécia (país que preside, atualmente, ao Conselho Europeu), em Portugal, marcará presença neste evento, falando sobre a prioridade, há mais de 50 anos, daquele país para com as questões da sustentabilidade ambiental.

 

 

José Meira sofre de Síndrome de Sezáry
Podendo ter um impacto profundo na qualidade de vida de quem deles padece, os Linfomas Cutâneos são um grupo heterogéneo e raro...

Não se sabe ao certo o que está na sua origem, apenas de que se trata de um tipo de Linfoma raro, que se estima que afete 1 a 9 pessoas por 100.000 habitantes, sendo mais prevalente entre o sexo masculino.

Estes tumores podem ser classificados, consoante a célula que lhe dá origem, em linfomas cutâneos primários de células T – o que acontece na maioria dos casos, em 75% de todos os diagnósticos -, ou em linfomas cutâneos primários de células B (25% dos casos).

De entre os tipos de Linfomas Cutâneos mais diagnosticados, encontram-se a Micose Fungoide e a Síndrome de Sezáry, ambos um subtipo de LCCT.

José Meira, tinha 43 anos quando começou a reparar que tinha a pele muito vermelha. “Fui à minha médica de família que suspeitou de uma alergia. Acabou por me mandar fazer análises”, começa por contar o bancário. Seguiram-se duas consultas em dois dermatologistas diferentes, até que o último achou “estranho” e pediu uma biópsia à pele. Chegado o resultado, o médico falou-lhe de várias possibilidades de diagnóstico e encaminhou-o para a Consulta Multidisciplinar de Linfomas Cutâneos e Mastocitoses (CMLC) do CHUP.

“Eu já ia com uma ideia do que seria. Fiz uma pesquisa muito vaga, até porque há muito desinformação na internet. Optei por tirar todas as dúvidas com a médica do Centro Hospitalar Universitário do Porto”, recorda revelando que em poucos dias foi encaminhado para o IPO do Porto para realizar o tratamento indicado para a Síndrome de Sezáry.  “Ou seja, desde abril do ano passado, que estou a ser tratado com o objetivo de melhorar a minha qualidade de vida, retardando a progressão da doença”, afirma adiantando que a sua doença é caracterizada por ciclos. “Atualmente, estou numa fase pior e faço tratamento todas as semanas”.

José conta que tem muita escamação e muita comichão. Embora, os sintomas sejam mais visíveis no rosto, a doença manifesta-se no corpo todo. “As pessoas costumavam perguntar se eu andava a fazer solário, mas isso nem me incomodava”, afiança.

Admite que embora “nunca seja bom receber um diagnóstico destes, até porque nós pensamos que não nos vai acontecer nada”, faz a sua vida normal. “Não deixo que esta patologia interfira no dia a dia”, afirma. “Sei que tenho de fazer os tratamentos certinhos para que a doença não evolua”, e fora isso, ter alguns cuidados, nomeadamente, não apanhar sol. “Adoro fazer praia e foi uma das coisas que tive de abdicar”, revela explicando que todos os dias usa um protetor solar mineral com fator 50. Por outro lado, como uma das complicações da doença é as lesões puderem ulcerar, faz a aplicação diária de creme hidratante “para a pele não secar”.

“Como não é um tumor muito usual”, pensa que há menos conhecimento geral sobre a patologia. “A palavra tumor ou linfoma assusta, mas o conselho que eu dou é que não se assustem com o diagnóstico”, diz. “Eu encarei a doença como algo passageiro. Se encarramos as coisas de mente aberta é mais fácil!”, aconselha. 

“O ar que respiro”
O IPO do Porto divulga, esta quarta-feira, o novo episódio do podcast “Cancro Sem Temor”, com o título “O ar que respiro”, e...

Marta Soares, Oncologista médica na patologia de pulmão, Gonçalo Paupério, Cirurgião Torácico e Padre Jorge Duarte, doente de cancro do pulmão, são os intervenientes deste novo episódio moderado pela jornalista Lúcia Gonçalves.

Ao longo da conversa conhecemos o testemunho do Padre Jorge Duarte, que foi confrontado com o diagnóstico no verão de 2012. Marta Soares aborda as principais manifestações e sinais de cancro do pulmão e a necessidade de um programa nacional do rastreio do cancro do pulmão, mas também as dificuldades em implementá-lo em Portugal. “A maior parte dos fumadores sabe que estão a incorrer no risco, portanto não se dirigirem ao seu médico para fazer um rastreio, têm medo do que vão encontrar e muitas vezes não aderem”, alerta.

A cirurgia torácica é um dos tipos de tratamento explicado por Gonçalo Paupério durante o episódio: “A cirurgia torácica acompanha o doente nas diferentes fases do seu percurso, desde o diagnóstico ao tratamento”, alertando que “os doentes chegam às nossas mãos, a maior parte das vezes, demasiado tarde. É um tumor que dá poucos sintomas, e quando surgem, muitas vezes, já está desenvolvido”.

“Cancro sem Temor” é um projeto do IPO do Porto, dirigido a toda a população, com o objetivo de realçar a importância de aprender a viver com o diagnóstico de cancro e desmistificar conceitos e ideias sobre esta vivência. Através de diferentes testemunhos e perspetivas, procura-se simplificar e retirar a carga negativa, o medo associado à doença, clarificando diferentes aspetos, para ajudar a lidar melhor com ela. Olhar para a doença de diferentes perspetivas, psicológico, emocional, farmacológico, médico e social. O impacto do diagnóstico no indivíduo e no seu mundo.

O podcast, que conta com o apoio da Novartis, está disponível no canal Youtube do IPO do Porto e nas plataformas de podcast (Spotify e Apple Podcasts).

 

 

 

 

Reunião da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV)
A Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV) vai realizar mais uma reunião no âmbito do seu Programa de...

“No dia 1 de abril teremos a oportunidade de prosseguir o debate da qualidade e avaliação dos resultados da Cirurgia de Coluna no nosso País, discutindo também as premissas necessárias à criação do Registo Nacional de Cirurgia da Coluna da SPPCV. Esta reunião, com intervenientes nacionais e internacionais, irá promover a partilha de conhecimentos em medicina baseada no valor e na melhoria da qualidade através da recolha sistemática de dados relativos aos resultados dos tratamentos que interessam especificamente aos doentes”, anuncia Bruno Santiago, Presidente da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral.

Dirigida a médicos, esta reunião irá permitir a troca de ideias e de conceitos científicos entre especialistas da área, abordando temas como a qualidade em cirurgia da coluna, a medição dos resultados em cirurgia da coluna, registos e a medicina baseada no valor e protocolos de recuperação otimizada após cirurgia. Por fim, será dado destaque à plataforma Spine Tango da Eurospine e como pode ser aplicada em registos nacionais e contribuir para a investigação clínica nesta área.

As doenças da coluna vertebral são a principal causa de anos vividos com incapacidade em todo o Mundo. A cirurgia é segura e habitualmente equacionada quando existem sintomas incapacitantes e persistentes ou quando ocorre um défice motor de um ou mais membros. É importante validar com um especialista em cirurgia da coluna se os sintomas se correlacionam com as patologias diagnosticadas e qual a probabilidade de conseguir aliviar os sintomas com o tratamento cirúrgico.

Para mais informações e inscrições, consultar: www.sppcv.org  

 

Desenvolvimento infantil
A introdução da alimentação complementar influencia consideravelmente o cheiro, a cor e a consistênc

Se o seu bebé tiver mais de seis meses, provavelmente já terá começado a ingerir alimentos sólidos e, com isso, terá havido mudanças significativas no conteúdo das fraldas. Os especialistas da Atida I Mifarma, alertam que o desmame é uma etapa em que a cor, a consistência ou o cheiro das fezes mudam consideravelmente e recomendam algumas dicas para evitar que essas mudanças tenham um impacto negativo na saúde e no bem-estar dos pequenos.

Aumento da irritação da área da fralda

Qualquer variação na alimentação do bebé, como introduzir uma nova fórmula láctea ou passar da amamentação para alimentos sólidos, pode causar fezes líquidas que irritam a zona das fraldas e acabam desenvolvendo a temida assadura, segundo a farmacêutica e nutricionista Reme Navarro. Por isso, no desmame, a higiene na zona das fraldas deve ser reforçada, mais do que nunca, com fraldas que mantenham a zona limpa e seca. "A troca regular de fraldas é muito importante, pois a urina retida faz com que a humidade do local seja muito alta e a irrite consideravelmente", afirma Navarro.

Da mesma forma, os produtos de higiene para bebés devem ser criteriosamente selecionados, dando prioridade aos óleos de banho ou toalhitas com propriedades dermoprotetoras. De qualquer forma, se observarmos que a área da fralda ficou irritada, "é sempre melhor ir ao pediatra ou a uma farmácia de confiança para usar um creme para fraldas à base de calêndula que alivia a vermelhidão na área da fralda e ajuda a regenerar a pele danificada”, informa a farmacêutica.

Textura mais consistente e cor acastanhada

À medida que o bebé se acostuma com a nova dieta após o desmame, as fezes tornam-se mais duras e de cor castanha. Além disso, pode haver pedaços de comida não digeridos, como casca de ervilha ou tomate, pois o sistema digestivo do bebê ainda está a aprender a processar os novos alimentos. Alguns alimentos ácidos, como ananás ou laranja, também podem incomodar o estômago do bebé, mas é comum neste período.

A mudança de cor nas fezes pode surpreendê-lo em muitas ocasiões e isso deve-se à idade do bebé e ao tipo de alimentação que recebe. Normalmente, da cor mais amarelada ao castanho, as fezes e a saúde do bebé estão corretas. No entanto, as cores vermelho, preto ou cinza devem levantar suspeitas e é recomendável ir a um especialista para analisar.

Cheiro mais forte

O desmame também é a fase em que as fezes do bebé começam a cheirar mais forte devido à adição de gordura e açúcar na dieta. Os acessórios infantis durante o crescimento dos bebês são essenciais e “nesta fase sempre recomendamos aos pais que tenham um porta-fraldas que envolve cada fralda em um filme plástico antibacteriano para livrar o ambiente de germes e maus odores”, recomenda Reme Navarro.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Equipamento focado no diagnóstico de patologias associadas ao cérebro e às funções cognitivas
O Hospital Narciso Ferreira, da Santa Casa da Misericórdia Riba D´Ave, dispõe de um novo equipamento de ressonância magnética,...

“A tecnologia presente neste equipamento de ressonância magnética oferece-nos uma capacidade de diagnóstico única na região norte e centro do país, sendo de extrema precisão no apoio ao diagnóstico de todas as pessoas que procuram o Serviço de Imagiologia do Hospital Narciso Ferreira”, afirma Salazar Coimbra, Presidente da Comissão Executiva e Diretor Clínico do Hospital Narciso Ferreira.

Embora localizado no Serviço de Imagiologia do Hospital Narciso Ferreira, a tecnologia presente no equipamento revela ainda um grande potencial no diagnóstico precoce de demência nos utentes do Centro de Investigação, Diagnóstico, Formação e Acompanhamento das Demências (CIDIFAD), unidade funcional da Santa Casa da Misericórdia de Riba D’Ave.

Salazar Coimbra acrescenta que “ao dispor das mais avançadas técnicas para a avaliação de áreas do cérebro responsáveis por funções como a fala, audição, visão e motora, o equipamento em questão permite um diagnóstico atempado neste tipo de patologias, permitindo uma mais rápida intervenção, tendo em vista o retardar da doença e a elaboração de um plano individual de cuidados, o mais correto e eficiente possível”.

Rui Costa, diretor-geral da GE HealthCare Portugal, afirma que “é com orgulho que a GE HealthCare continua a realizar a missão de trazer a inovação tecnológica e os procedimentos clínicos mais avançados para Portugal, mantendo a prestação dos melhores cuidados de saúde aos portugueses na vanguarda da atuação da empresa”.

 

 

 

 

Value Based Healthcare Conference
A Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP-NOVA) traz a Portugal as maiores referências...

Elizabeth Teisberg e Scott Wallace, do Value Institute for Health and Care, da Universidade do Texas vêm fazer a palestra “Restoring Health Care” e discutir o desenvolvimento do modelo de Saúde Baseada em Valor, com um painel nacional, dos setores público e privado, pioneiros no desenvolvimento de práticas de Value Based Healthcare em Portugal.

O conceito de Value Based Healthcare tem como objetivo principal a organização dos cuidados de saúde de forma a obter os melhores resultados clínicos e de saúde na perspetiva dos doentes e com otimização de recursos.

Trata-se de um modelo que altera a perspetiva do sistema de saúde, tradicionalmente baseada na atividade dos profissionais de saúde e remuneração por ato médico, para um sistema centrado no doente e organizado em torno das suas reais necessidades. Isto significa que, em vez de se avaliar os resultados em saúde por volume de serviço prestado, a avaliação é feita através dos resultados em saúde de cada doente.

Trazer Elizabeth Teisberg e Scott Wallace a Portugal “apresenta-se como uma excelente oportunidade de reflexão e estímulo para a transformação do modelo de governação em saúde”, explica Sónia Dias, Diretora ENSP-NOVA. “Trata-se de mais um contributo da Escola Nacional de Saúde Pública para o desenvolvimento do sistema de saúde português, que deve caminhar para modelos mais sustentáveis e com impactos positivos nas comunidades”.

A “Value Based Healthcare Transformation Conference” decorre no dia 15 de março de 2013, a partir das 10h30, no Auditório Coriolano Ferreira da ENSP-NOVA, e conta com o encerramento do Secretário de Estado da Saúde.

Novos ingredientes e preparados alimentares funcionais
A 15 de março, pelas 14h00 na Universidade Católica Portuguesa no Porto, vão ser apresentadas as principais conclusões do...

Portugal é um dos maiores produtores mundiais de alfarroba, mas a sua utilização ainda não está massificada. Em 2020, Portugal era o maior produtor de alfarroba do mundo e mais de metade da sua produção servia para exportar para outros países. Além do valor socioeconómico da alfarroba, junta-se o valor histórico desta cultura centenária, particularmente marcante no Algarve. Tendo em conta estes dados, a empresa Decorgel, em conjunto com investigadores do Centro de Biotecnologia e Química Fina da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa e de investigadores do Centro de Investigação MED – Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento e do Instituto Superior de Engenharia da Universidade do Algarve, desenvolveram um projeto de investigação com a particularidade de olhar a alfarroba de uma forma global, criando valor num produto endógeno e explorando valor tecnológico do mesmo, numa abordagem de transformação totalmente natural.

O projeto também trouxe novas propostas de transformação para os subprodutos da transformação da alfarroba, promovendo a sua utilização total na obtenção de novos ingredientes. Além do impacto na valorização do portefólio da Decorgel, eleva o potencial da alfarroba como produto nacional, promovendo a sua integração em novos produtos como ingrediente natural e de elevado valor acrescentado. Manuela Pintado, investigadora do Centro de Biotecnologia e Química Fina da Universidade Católica Portuguesa, explica que “os principais resultados foram a obtenção de novos ingredientes e preparados alimentares funcionais, utilizando de forma integral a alfarroba, com recurso a soluções biotecnológicas de micronização e de extração de compostos. Foram ainda valorizados subprodutos de alfarroba com vista à obtenção de ingredientes e preparados alimentares funcionais, explorando o ingrediente na sua totalidade, numa lógica de desperdício zero.”

“O Alphamais está intrinsecamente ligado aos valores da Decorgel e àquilo que acreditamos ser o seu papel no tecido nacional,” refere António Nunes, CEO da Decorgel, acrescentando que “a abordagem à utilização de alfarroba de uma forma total e através do uma transformação natural procura elevar as suas componentes a uma utilização com vantagens nutricionais, funcionais e tecnológicas muito acima da sua utilização tradicional.”

Para Margarida Vieira, investigadora do MED­– Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento, e que tem vindo a desenvolver novos produtos à base de polpa de alfarroba, “este projeto veio trazer uma nova visão sobre produtos a desenvolver com este fruto e foi importante o estudo do comportamento deste novo produto em misturas aquosas e com leite na presença de açúcar. “

O consórcio do projeto acredita que esta abordagem possa alavancar a proposta de valor da alfarroba como ingrediente natural, fazendo-a ultrapassar a fronteira nacional e demonstrando o seu valor como imagem de produto com selo nacional para uma promoção internacional. “Faz parte da visão deste projeto a promoção da sua abordagem à alfarroba e disseminação a outros produtos nacionais de elevado potencial, para que possam acrescentar valor de forma natural e ser explorados de forma total, numa perspetiva de exportar a identidade dos produtos e ingredientes nacionais,” conclui o CEO da Decorgel.

A sessão de encerramento do projeto de investigação português Alphamais - Desenvolvimento de novos preparados alimentares e ingredientes funcionais à base de alfarroba, financiado pelo Norte 2020 (79%) e pelo Algarve 2020 (21%), realiza-se a 15 de março, pelas 14h00, no Auditório Arménio Miranda do Edifício de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa no Porto.

16 de março
O mais recente Biobanco português, criado em Coimbra, no formato de consórcio que integra o Centro Académico e Clínico de...

O evento, cuja sessão de abertura conta Carlos Santos, Presidente do Conselho de Administração do CHUC, Carlos Robalo Cordeiro, Director da Faculdade de Medicina da UC, Paulo Nunes de Abreu, Co-Founder Digital Health Portugal e Amílcar Falcão, Reitor da Universidade de Coimbra, tem um vasto painel de oradores nacionais e estrangeiros que vão abordar os principais desafios que se colocam aos Biobancos como sejam: questões éticas, governança, envolvimento da comunidade, confiabilidade, subutilização das amostras, entre outros.

Trata-se de uma iniciativa promovida pelo Digital Health Portugal em colaboração com o Health Data Forum e o CHUC, em parceria de várias outras entidades.

 

Campanha de Consignação do IRS
A APELA (Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica) invoca à solidariedade de todos os portugueses, através da...

A campanha dá voz a três pessoas que sofrem de esclerose lateral amiotrófica, o José, a Maria e o Carlos e enaltece o facto destes não se deixarem vencer pela doença, pois não desistem de lutar pela concretização de atividades que gostam de fazer, em família ou de forma isolada.

No momento de preenchimento da declaração da Declaração de IRS (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares), que deverá ser entregue entre 01 de abril e 30 de junho, poderá ajudar os associados da APELA, doando gratuitamente 0,5% do valor do seu IRS.

Para tal, basta preencher o Quadro 11 da Folha De Rosto do Modelo 3 da declaração, assinalando a opção "Instituições Particulares de Solidariedade Social ou Pessoas Coletivas de Utilidade Pública", indicando nesse quadro o NIPC da APELA: 504 064 592.

 

Técnica pouco invasiva
A Unidade de Intervenção Cardiovascular do Serviço de Cardiologia (UNIC) do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC)...

A intervenção foi realizada a um doente de 75 anos e decorreu com sucesso, o que convergiu para a melhoria das queixas de cansaço extremo, a redução do risco de internamento hospitalar e, consequentemente, a melhoria da qualidade de vida do doente.

A eletrocirurgia cardíaca percutânea é uma técnica pouco invasiva que permite o corte de tecidos ou estruturas, através da utilização de guias/cateteres e corrente elétrica.

Tradicionalmente, as opções de correção de estruturas cardíacas estavam limitadas à utilização de cirurgia cardíaca, de forma invasiva.

A eletrocirurgia tem vido a ser utilizada para evitar a obstrução coronária após implantação de válvula aórtica percutânea (TAVI) ou para evitar a obstrução da câmara de saída do ventrículo esquerdo, após implantação de válvula percutânea em posição mitral.

O potencial da eletrocirurgia percutânea está a estender-se, possibilitando também o tratamento da hipertrofia ventricular esquerda obstrutiva e a remoção de implantes/clips previamente utilizados em intervenções às válvulas cardíacas.

A equipa de cardiologia de intervenção da UNIC foi constituída pelos médicos cardiologistas Marco Costa, Luís Paiva e Manuel Santos.

 

 

Angelini Pharma vai distinguir melhor projeto universitário com 10 mil euros
A 14.ª edição do Angelini University Award (AUA!) tem como tema Epilepsia - Soluções para uma melhor gestão da doença, e...

O prémio destina-se a alunos de licenciatura, pós-graduação ou mestrado nas áreas da saúde – medicina, farmácia, enfermagem, saúde pública, biotecnologia, biomedicina, psicologia e serviço social -, mas, também, a docentes e especialistas. Com esta iniciativa, os participantes têm a oportunidade de colocar em prática os seus conhecimentos mediante um projeto próximo da realidade empresarial e social.

“É com muito orgulho que voltamos a realizar mais uma edição deste prémio que vai permitir a criação de projetos que terão impacto na vida dos doentes com epilepsia. Esta é uma doença que afeta cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo e, em Portugal, estima-se que afete entre 40 a 70 mil pessoas. Esta iniciativa vai possibilitar-nos identificar caminhos e soluções relevantes e inovadoras, com aplicabilidade real, de forma a aumentar a literacia da população, melhorar os cuidados e diminuir o estigma social”, afirma Andrea Zanetti, Diretor-Geral da Angelini Pharma Portugal.

Os projetos apresentados poderão ter como base a identificação das necessidades das pessoas com epilepsia; aumento da consciência pública e profissional sobre epilepsia e combate ao estigma social e discriminação; desenvolvimento de plataformas e ferramentas para disponibilização e consulta de informação fidedigna sobre a doença;​ estratégias e soluções para promover a inclusão das pessoas com epilepsia; sistemas de monitorização de doentes;​ evoluções e/ou novidades científicas relacionadas com a doença;​ estudos de caso relevantes; entre outras soluções que contribuam para a satisfação das necessidades das pessoas com epilepsia.

Recorde-se que a epilepsia é uma doença do sistema nervoso central, caracterizada pela ocorrência de crises epiléticas recorrentes que são, habitualmente, de curta duração e a sua frequência varia de pessoa para pessoa. ​Os doentes veem a sua vida condicionada, pois​ devido às convulsões persistentes, estas pessoas apresentam uma maior morbilidade e mortalidade, têm menos oportunidades de emprego e são prejudicadas na sua capacidade de trabalho, acabando por se isolarem e serem excluídas de interações e relações sociais. 

O primeiro e segundo lugar terão um prémio monetário de 10.000€ e 5.000€, respetivamente. O terceiro prémio será eleito através da votação do público e terá um valor ainda a definir. Os critérios de avaliação dos projetos a concurso terão por base a inovação, criatividade, metodologia utilizada, e a aplicação prática e possibilidade de implementação da ideia.

As inscrições já estão abertas e decorrem até 21 de março de 2023. Após uma fase eliminatória e de avaliação, os vencedores serão conhecidos na cerimónia de entrega de prémios que vai acontecer no dia 8 de novembro, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

Mais informações sobre os Prémios AUA! em: https://aua.pt/

 

9ª Edição das Bolsas de Cidadania 2023
A Roche acaba de lançar, pelo 9º ano consecutivo, uma nova edição das Bolsas de Cidadania Roche, com as candidaturas abertas...

Estas Bolsas visam o financiamento, num valor total de 60 mil euros, de projetos e ideias de associações de doentes e outras Organizações Não Governamentais (ONG). Desde 2015 que as Bolsas de Cidadania já financiaram mais de 45 projetos, num valor acima dos 450 mil euros.

A iniciativa procura fomentar a participação dos cidadãos nos processos de decisão em saúde, a informação dos doentes sobre os seus direitos, assim como a sua participação nas decisões individuais de tratamento.

Para esta nova edição, de 2023, são considerados preferenciais os projetos que:

  • Informem os doentes dos seus direitos de acesso à informação e ao envolvimento nas decisões individuais de cuidados de saúde;
  • Incrementem a participação dos cidadãos e dos doentes nos processos de decisão em saúde;
  • Contribuam para o incremento da qualidade de vida dos doentes e seus cuidadores em sociedade;
  • Promovam os ganhos em saúde dos cidadãos;
  • Aumentem a literacia em saúde da população.

As candidaturas deverão ser apresentadas até dia 27 de abril de 2023 e respeitar, obrigatoriamente, todos os requisitos que constam no regulamento da iniciativa, incluindo o preenchimento do formulário de candidatura.

A análise das candidaturas e a proposta de decisão de atribuição das Bolsas será feita por um júri independente, constituído por um mínimo de cinco elementos.

As bolsas a atribuir terão os seguintes valores:

  • 20 mil euros (uma bolsa);
  • 15 mil euros (uma bolsa);
  • 10 mil euros (uma bolsa);
  • 5 mil euros (três bolsas).

Esta ação enquadra-se na Política de Responsabilidade Social da Roche e resulta do seu compromisso em assumir um papel ativo na sociedade apoiando, de forma transparente, iniciativas inovadoras e orientadas para a missão de suporte ao doente.

Para consultar o regulamento clique aqui e para proceder à sua candidatura, carregue nesta ligação.

15 de março
A MiGRA Portugal (Associação Portuguesa de Doentes com Enxaqueca e Cefaleias) considera que é urgente uma mudança nas políticas...

Pretende-se assegurar que o doente com Enxaqueca e outras Cefaleias tenha acesso aos cuidados de saúde e ao tratamento que precisa e desta forma garantir um menor absentismo e presenteísmo (produtividade inferior a 50%) no trabalho, melhor qualidade de vida e menor impacto na vida familiar e social do doente. Estas são as bases das 3 Recomendações definidas pela MiGRA Portugal como prioridades, a implementar pelo Governo a curto-médio prazo, para tornar menos incapacitante uma doença que afeta quase dois milhões de portugueses: criação de um Programa Nacional para as Cefaleias; consciencialização das empresas e inclusão da Enxaqueca e Cefaleias no âmbito da Medicina do Trabalho; e inclusão da Enxaqueca e Cefaleias no Plano de Ação para a Literacia em Saúde.

Na audição, vão estar presentes Madalena Plácido, Presidente da MiGRA Portugal, e Raquel Gil-Gouveia, Presidente da Sociedade Portuguesa de Cefaleias. Para além das Recomendações, vão levar a debate os resultados obtidos num estudo acerca do acesso a cuidados de saúde nestas patologias (realizado pela MiGRA Portugal) e num inquérito sobre os serviços clínicos prestados a pessoas com Cefaleias (realizado pela Sociedade Portuguesa de Cefaleias).

 

Campanha sensibiliza para o tratamento e prevenção das dores nas costas
Rui Duarte, diretor do Serviço de Ortopedia do Centro Hospitalar do Médio Ave e professor na Escola de Medicina da Universidade...

“É com grande entusiasmo que abraço o desafio de coordenar a campanha que tem como missão cuidar da saúde das costas dos portugueses”, afirma o novo coordenador. “Espero nestes próximos anos, com a restante equipa de especialistas que compõem a “Olhe Pelas Suas Costas”, contribuir para que a população esteja mais atenta à necessidade de prevenir acidentes e lesões, praticar exercício físico e tratar os problemas das costas que tanto prejudicam a qualidade de vida”, conclui.

Segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística, um em cada três portugueses (37,3%) tem dor lombar crónica, sendo que a lombalgia afeta 43% das mulheres e quase um terço (30,9%) dos homens acima dos 15 anos.

A lombalgia, conhecida como dor nas costas, é um dos motivos mais comuns pelos quais as pessoas adultas faltam ao trabalho, sendo uma das condições com maior impacto na qualidade de vida dos afetados e a primeira causa de incapacidade permanente e temporária no trabalho. “Afeta não só o dia dos afetados como também a qualidade do sono e a situação pode agravar-se devido aos hábitos cada vez mais comuns e prejudiciais para a coluna, como o uso da tecnologia e o teletrabalho, por exemplo. É urgente apostar na prevenção, combater o sedentarismo e também o excesso de peso e obesidade, que colocam em risco a saúde da coluna.”, alerta o médico.

A larga maioria das dores lombares são benignas, mas em alguns casos associam-se à degradação de discos intervertebrais ou a doenças degenerativas, tumorais ou infeciosas. Nestes casos, o tratamento adequado tem um papel crucial, sendo importante estar atento aos sinais de alarme, como perda da força muscular, alteração da sensibilidade ou alterações neurológicas, procurando ajuda especializada.

Garantir condições ergonómicas durante o período laboral e apostar numa boa alimentação e praticar exercício físico adequado, que tem impacto no peso, na correção da postura e, consequentemente, no alívio das dores, são alguns dos cuidados a ter para evitar estes sintomas.

“Mas os cuidados com a coluna vão além disto. É importante ter atenção às lesões na coluna, que podem deixar sequelas e acarretam consequências absolutamente devastadoras para os afetados.”, reforça o médico. Acidentes rodoviários, quedas, atividades lúdicas e desportivas e atos de violência são algumas das causas evitáveis que todos os anos, em todo o mundo, estão na origem de mais de 500 mil lesões. “A coluna vertebral protege a espinal medula, sendo esta uma das suas funções mais importantes. Quando há uma lesão, o doente perde funções motoras e de sensibilidade. Em casos mais extremos, pode deixar de conseguir mover os membros. E a verdade é que ninguém está imune, estas lesões podem acontecer a qualquer pessoa”, remata.

A Campanha “Olhe Pelas Suas Costas” foi lançada em 2009 com o objetivo de alertar a população para a problemática das dores nas costas, alertar para as suas consequências na vida pessoal e profissional dos portugueses e educar sobre as formas de prevenção e os tratamentos existentes. A iniciativa tem a chancela da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral, da Associação Para o Estudo da Dor, da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, da Sociedade Portuguesa de Neurocirurgia, da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação e da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia e conta com o apoio da Medtronic.

Dor, cansaço e exaustão
A fibromialgia caracteriza-se, essencialmente, pela presença de dores por vezes intensas e incapacit

Estes sintomas cardinais são frequentemente acompanhados por uma variedade de outros, incluindo dores de cabeça, sensação de aperto no peito, dores de barriga, tipicamente associadas a cólon irritável, ardor a urinar ou dores na relação sexual. Quase sempre as pessoas com fibromialgia reconhecem que são pessoas tensas e preocupadas e ainda que os períodos de stress se acompanham de agravamento dos sintomas físicos.

O exame clínico, por mais cuidado que seja, não mostra qualquer alteração visível ou palpável ainda que doa à pressão em vários locais. Os exames laboratoriais e imagiológicos são sempre normais: a fibromialgia não justifica, por si mesma, qualquer alteração.

Estes aspetos tornam o diagnóstico difícil já que exige do médico um elevado grau de suspeição e a valorização de um conjunto de manifestações essencialmente subjetivas, para as quais não existe explicação aparente. A esta dificuldade acresce o facto de que muitos médicos se mostram reticentes a aceitar a autonomia desta doença ou, ainda pior, a reconhecer a autenticidade dos sintomas descritos pelo doente. Isto faz com que muitos pacientes corram de um médico para outro, sem que vejam o seu diagnóstico estabelecido ou um plano de intervenção bem definido. E contudo, sublinha-se, nada justifica estas dúvidas: a fibromialgia é uma condição bem estabelecida e reconhecida pela Organização Mundial de Saúde e está bem demonstrado que os sintomas descritos pelo doente, nomeadamente as dores, são reais.

Os sintomas variados e por vezes intensos, com destaque para a dor e a fadiga, juntamente com o desespero derivado da ausência de uma explicação ou tratamento eficaz, justificam um elevado grau de sofrimento e incapacidade para estas pessoas que representam cerca de 4% de todas as mulheres adultas e 1% dos homens.

Importa notar que, de acordo com as normas científicas mais recentes, o diagnóstico da fibromialgia não é um diagnóstico de exclusão - quer isto dizer que não é necessário garantir que não há outras doenças para afirmar a fibromialgia. Este aspeto é muito importante, já que a fibromialgia coexiste com muitas outras doenças como sejam a artrite reumatóide, o lúpus eritematoso sistémico, a Síndrome de Sjogren, o hipotireoidismo, o colon irritável e a depressão, entre muitos outros. O diagnóstico e o tratamento, quer da fibromialgia quer destas outras doenças resulta, naturalmente, mais complicado quando coexistem.

Saliente-se o facto de que os traços da fibromialgia, no que respeita a dor, cansaço, sono e perfil psicológico existem com maior ou menor intensidade em toda a população. Todos somos fibromiálgicos em algum grau, traduzindo-se isso na nossa maior ou menor sensibilidade à dor, resistência ao esforço, qualidade do sono e tendência à ansiedade ou, pelo contrário, serenidade. O que se passa é que em alguns de nós, infelizmente, essa tendência é suficientemente marcada para resultar em sintomas significativos e perturbadores. Desses se diz que têm fibromialgia! Já que disso todos temos um pouco, talvez possamos e devamos dedicar a essas pessoas um pouco mais de compreensão, empatia e compaixão.

Para saber mais:

MyFibromyalgia. https://myfibromyalgia.org/

MyFibromyalgia. Será que tenho FM? https://myfibromyalgia.org/tenho-fibromialgia

Clube MyFibro: https://www.facebook.com/groups/480355073816616

Webinar MyFibromyalgia: Fibromialgia e stress, qual a relação? https://fb.watch/iT2TGmb9Yz/

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Alimentação com efeito na evolução do cancro renal
Ipsen, empresa bio farmacêutica global, centrada na inovação e cuidados especializados, juntamente com a Fundação Renal ALCER...

Através da veiculação de informação rigorosa e recomendações práticas sobre alimentação e hábitos de vida, procura-se melhorar a saúde dos doentes e a sua qualidade de vida. A Associação de Cancro do Rim de Portugal colaborou, procedendo à revisão da adaptação do manual para português.

Teresa Terrén, cofundadora e vice-presidente da Fundação MÁS QUE IDEAS, realçou que "o grande número de colaboradores que participam no guia sublinha a importância do trabalho em equipa entre doentes e profissionais de diferentes áreas sociais e de saúde, bem como a necessidade de concentrar os cuidados na pessoa, e não apenas na doença". É um recurso útil para que doentes e familiares conheçam "mais sobre a doença e os seus efeitos secundários, as razões das possíveis alterações nutricionais e como aliviá-las através de uma nutrição adequada, que terá sem dúvida uma influência positiva na sua qualidade de vida", acrescentou.

Neste sentido, Aurora Berra de Unamuno, diretora geral da Ipsen Pharma, recordou que “este guia, além de orientar os doentes com cancro renal sobre como adaptar a sua alimentação para melhorar

o seu estado de saúde, procura que tenham um papel mais ativo no seu autocuidado, aumentado as suas competências e confiança e melhorando a gestão da doença”.

O manual está concebido de forma a que, cada doente, identifique a fase da doença em que se encontra e os efeitos secundários do tratamento, e capacita-o para atuar num aspeto tão importante e necessário como é a nutrição.

Por seu lado, Francisco Rodrigues, da Associação de Cancro do Rim de Portugal, agradeceu “a todas as entidades que colaboraram na edição deste guia de nutrição pela importância do mesmo para a nossa comunidade de doentes”.

O carcinoma de células renais (CCR) é o tipo mais comum de cancro renal em adultos e é responsável por mais de 431.000 novos casos e 179.000 mortes em todo o mundo a cada ano.1 O CCR é cerca de duas vezes mais comum nos homens do que nas mulheres, ocorrendo as taxas mais elevadas da doença na América do Norte e na Europa.1 A taxa de sobrevivência aos cinco anos para as pessoas diagnosticadas com cancro renal metastásico ou avançado é de 13,9%.2

O Manual para pacientes e famílias pode ser descarregado online nas seguintes páginas web: www.conheceocancrodorim.com ; www.fundacionmasqueideas.org e www.ac-rim.org.

 

"Let’s Talk About Children”
A Universidade de Coimbra (UC) coordena em Portugal o projeto europeu “Let’s Talk About Children” que pretende promover a saúde...

Coordenado pela Universidade de Turku (Finlândia), o projeto foi financiado pela Comissão Europeia com cerca de 3 milhões de euros no âmbito do programa EU4Health, que apoia projetos que respondem a desafios na área da saúde. Vai estar em curso até 2025, envolvendo 11 instituições oriundas de 9 países (Finlândia, Portugal, Chéquia, Bélgica, Itália, Estónia, Grécia, Polónia e Roménia). Em Portugal conta também com a participação do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

A intervenção que vai ser implementada baseia-se na metodologia que dá nome ao projeto, “Let’s Talk About Children”, «uma intervenção psicossocial criada na Finlândia, pela psiquiatra Tytti Solantus, baseada na evidência, centrada na criança e na família, cujo objetivo principal é a promoção da saúde mental das crianças, bem como a prevenção da transmissão intergeracional de problemas de saúde mental», contextualiza o docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), especialista em psiquiatria e coordenador do projeto em Portugal, Joaquim Cerejeira.

«Esta metodologia contempla o treino de profissionais que lidam com famílias para que possam adquirir competências específicas, que serão fundamentais para que reconheçam precocemente as necessidades psicossociais das crianças e das suas famílias», explica o coordenador do projeto em Portugal.

A primeira etapa de implementação do “Let’s Talk About Children” vai centrar-se na auscultação das entidades que prestam apoio a famílias em situações de vulnerabilidade (como escolas, autarquias, serviços de saúde e associações) «de forma a identificar e a avaliar as respostas existentes, bem como as suas limitações e dificuldades», avança Joaquim Cerejeira.

Após a fase de auscultação, vai ter início a capacitação dos profissionais que lidam com as famílias e com as crianças nos contextos educativo e da saúde. Este treino vai potenciar a aquisição de metodologias para que os profissionais «possam reconhecer precocemente famílias em situação de vulnerabilidade e, através de intervenções multidisciplinares, promover as competências parentais, o desenvolvimento psicossocial das crianças e a saúde mental de toda a família».

No contexto nacional, o “Let’s Talk About Children” vai ser implementado em escolas de 1.º e 2.º ciclos da região de Coimbra e em serviços de psiquiatria e saúde mental para crianças e adultos a nível nacional. O trabalho de auscultação está já em curso e a fase de capacitação de profissionais de saúde vai arrancar em junho de 2023. A apresentação pública do projeto vai decorrer em Coimbra durante o simpósio “Vamos falar sobre crianças”, que vai acontecer no início de junho na Universidade de Coimbra.

Em Portugal, além de Joaquim Cerejeira, participam no projeto a investigadora da Faculdade de Medicina da UC e do Instituto de Investigação Clínica e Biomédica de Coimbra (iCBR), Ana Paula Silva; a docente da FMUC e especialista em pediatria, Fernanda Rodrigues; a psiquiatra Tânia Vieira da Silva, que lidera a equipa do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra; e as pedopsiquiatras Maria Laureano e Sara Pedroso.

 

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